Julho 2020 - Devoção e Fé - Blog Católico

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Os 25 segredos que Jesus revelou a Santa Faustina para lutar contra o demônio

EAST NEWS

Kathleen Beckman | Jul 29, 2020

A Irmã Faustina Kowalska registrou em seu diário as instruções de Cristo

Em Cracóvia, no dia 2 de junho de 1938, o Senhor Jesus ditou a uma jovem Irmã da Misericórdia um retiro de três dias. Faustina Kowalska registrou minuciosamente as instruções de Cristo em seu diário, que é um manual de mística na oração e na misericórdia divina.

Este diário guarda as revelações de Cristo sobre o tema da luta espiritual, sobre como proteger-se dos ataques do demônio. Estas instruções se tornaram a arma de Faustina na luta contra o maligno inimigo.

Jesus começou dizendo: ”Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual”. E estes foram seus conselhos:

1. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade.

A confiança é uma arma espiritual. Ela é parte do escudo da fé que São Paulo menciona na Carta aos Efésios (6, 10-17): a armadura do cristão. O abandono à vontade de Deus é um ato de confiança; a fé em ação dissipa os maus espíritos.

2. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome.

Em tempos de guerra espiritual, reze imediatamente a Jesus. Invoque seu Santo Nome, que é muito temido pelo inimigo. Leve as trevas à luz contando tudo ao seu diretor espiritual ou confessor, e siga suas instruções.

3. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração.

No Jardim do Éden, Eva negociou com o diabo e perdeu. Precisamos recorrer ao refúgio do Sagrado Coração. Correr até Jesus é a melhor maneira de dar as costas ao demônio.

4. Na primeira oportunidade, conta-a ao confessor.

Uma boa confissão, um bom confessor e um bom penitente são a receita perfeita para a vitória sobre a tentação e a opressão demoníaca. Isso não falha!

5. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações.

O amor próprio é natural, mas precisa ser ordenado, livre de orgulho. A humildade vence o diabo, que é o orgulho perfeito. Satanás nos tenta no amor próprio desordenado, que nos leva à piscina do orgulho.

6. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma.

A paciência é uma grande arma secreta que nos ajuda a manter a paz da nossa alma, inclusive nas grandes tempestades da vida. A paciência consigo mesmo é parte da humildade e da confiança. O diabo nos tenta à impaciência, a voltar-nos contra nós mesmos, de maneira que fiquemos com raiva. Olhe para você mesmo com os olhos de Deus. Ele é infinitamente paciente.

7. Não descuides as mortificações interiores.

A Escritura nos ensina que alguns demônios só podem ser expulsos com oração e jejum. As mortificações interiores são armas de guerra. Podem ser pequenos sacrifícios oferecidos com grande amor. O poder do sacrifício por amor desaloja o inimigo.

8. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor.

Cristo falava a Santa Faustina, que morava em um convento. Mas todos nós temos pessoas com autoridade sobre nós. O diabo tem como objetivo dividir e conquistar; então, a obediência humilde à autoridade autêntica é uma arma espiritual.

9. Foge dos que murmuram, como se da peste.

A língua é uma poderosa embarcação que pode causar muito dano. Estar murmurando ou fazendo fofoca nunca é de Deus. O diabo é um mentiroso que gera acusações falsas e fofocas que podem matar a reputação de uma pessoa. Rejeite as murmurações.

10. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.

A mente da pessoa é a chave na guerra espiritual. O diabo é um intrometido que tenta arrastar todo mundo. Procure agradar Deus e deixe de lado as opiniões dos outros.

11. Observa a Regra o mais fielmente possível.

Jesus se refere à Regra de uma ordem religiosa aqui. Mas todos nós já fizemos algum tipo de voto ou promessa diante de Deus e da Igreja e precisamos ser fiéis a isso: promessas batismais, votos matrimoniais etc. Satanás nos tenta para nos levar à infidelidade, à anarquia e à desobediência. A fidelidade é uma arma para a vitória.

12. Se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer.

Ser um canal da misericórdia divina é uma arma para fazer o bem e derrotar o mal. O diabo trabalha usando o ódio, a raiva, a vingança, a falta de perdão. Muitas pessoas já nos ofenderam. O que devolveremos em troca? Responder com uma bênção destrói maldições.

13. Evita a dissipação.

Uma alma faladeira será mais facilmente atacada pelo demônio. Derrame seus sentimentos somente diante do Senhor. Os sentimentos são efêmeros. A verdade é sua bússola. O recolhimento interior é uma armadura espiritual.

14. Cala-te quando te repreenderem.

Todos nós já fomos repreendidos em algum momento. Não temos nenhum controle sobre isso, mas podemos controlar nossa resposta. A necessidade de ter a razão o tempo todo pode nos levar a armadilhas demoníacas. Deus sabe a verdade. Deixe-a ir. O silêncio é uma proteção. O diabo pode utilizar a justiça própria para nos fazer tropeçar também.

15. Não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança.

A simplicidade da vida pode expulsar os demônios. a honestidade é uma arma para derrotar Satanás, o mentiroso. Quando mentimos, colocamos um pé no terreno dele, e ele tentará nos seduzir mais ainda.

16. Não te desencorajes com a ingratidão.

Ninguém gosta de ser subestimado. Mas quando nos encontramos com a ingratidão ou com a insensibilidade, o espírito de desânimo pode ser um peso para nós. Resista a todo desânimo, porque isso nunca vem de Deus. É uma das tentações mais eficazes do diabo. Seja grato diante de todas as coisas do dia e você sairá ganhando.

17. Não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo.

A necessidade de conhecer e a curiosidade pelo futuro são tentações que levaram muitas pessoas aos quartos escuros do ocultismo. Escolha caminhar na fé. Decida confiar em Deus, que o leva ao caminho do céu. Resista sempre ao espírito de curiosidade.

18. Quando o enfado e o desânimo bateram à porta do teu coração, foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração.

Jesus entrega a mesma mensagem pela segunda vez. Agora Ele se refere ao tédio. No começo do Diário, Ele disse a Santa Faustina que o diabo tenta mais facilmente as almas ociosas. Tenha cuidado com isso, porque as almas ociosas são presa fácil do demônio.

19. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.

O medo é a segunda tática mais comum do diabo (a primeira é o orgulho). A coragem intimida o diabo; ele fugirá diante da perseverante coragem que se encontra em Jesus, a rocha. Todas as pessoas lutam, e Deus é nossa provisão.

20. Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo.

Jesus pede a Santa Faustina que lute com convicção. Ela pode fazer isso porque Cristo a acompanha. Nós, cristãos, somos chamados a lutar com convicção contra todas as táticas demoníacas. O diabo tenta aterrorizar as almas, mas precisamos resistir ao seu terrorismo. Invoque o Espírito Santo ao longo do dia.

21. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade.

Todo mérito radica na vontade, porque o amor é um ato da vontade. Somos completamente livres em Cristo. Precisamos fazer uma escolha, uma decisão para bem ou para mal. Em que lado vivemos?

22. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras.

Aqui, Jesus está instruindo uma freira. Todos nós temos o Senhor como nosso superior (representado também pelos padres, confessores, diretores espirituais). A dependência de Deus é uma arma de guerra espiritual, porque não podemos ganhar por nossos próprios meios.

23. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas.

Santa Faustina sofreu física e espiritualmente. Ela estava preparada para grande batalhas, pela graça de Deus. Cristo nos instrui claramente na Bíblia a estar preparados para grandes batalhas, para revestir-nos da armadura de Deus e resistir ao diabo (Ef 6, 11).

24. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam.

Estamos todos em um grande cenário no qual o céu e a terra nos olham. Que mensagem estamos dando com nossa forma de vida? Que tonalidades irradiamos: luz? Escuridão? Cinza? A forma como vivemos atrai mais luz ou escuridão? Se o diabo não conseguir nos levar para a escuridão, tentará nos manter na categoria dos medíocres, do cinza, que não é agradável a Deus.

25. Lute como uma valorosa guerreira, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.

As palavras do Senhor a Santa Faustina podem se transformar em nosso lema: “Lute como um guerreiro(a)!”. Um soldado de Cristo sabe bem a causa pela qual luta, a nobreza da sua missão, conhece o Rei ao qual serve; e luta até o final, com a abençoada certeza da vitória.

Se uma jovem polonesa, sem formação, uma simples freira, unida a Cristo, pode lutar como um cavaleiro, um soldado, todo cristão pode fazer o mesmo. A confiança é vitoriosa.

Fonte: Aleteia



Meditação e contemplação são a mesma coisa?

Photocreo | Depositphotos

Philip Kosloski | Jul 27, 2020

De forma bem resumida, pode-se dizer que a meditação nos ajuda a conhecer a Deus e a contemplação nos ajuda a amá-lo.

Entre as muitas expressões diferentes de oração na tradição cristã estão a meditação e a contemplação. A princípio, pode parecer que esses termos descrevem a mesma coisa, mas em um exame mais detalhado conclui-se que eles revelam maneiras distintas de rezar a Deus.

O Catecismo da Igreja Católica resume a definição de meditação:

“A meditação é uma busca orante que põe em ação o pensamento, a imaginação, a emoção, o desejo. Tem por finalidade a apropriação crente do tema considerado, confrontado com a realidade da nossa vida” (CIC 2723).

Ainda de acordo com o Catecismo,

“A meditação é sobretudo uma busca. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã, para aderir e corresponder ao que o Senhor lhe pede. Exige uma atenção difícil de disciplinar. Habitualmente, recorre-se à ajuda dum livro e os cristãos não têm falta deles: a Sagrada Escritura, em especial o Evangelho, os santos ícones (as imagens), os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os escritos dos Padres espirituais, as obras de espiritualidade, o grande livro da criação e o da história, a página do «hoje» de Deus” (CIC 2705).

Este tipo de oração é frequentemente associado à antiga prática da “Leitura Divina” (Lectio Divina), em que a pessoa medita sobre as verdades encontradas na Bíblia.

A contemplação

A contemplação, por outro lado, é (nas palavras de Santa Teresa de Ávila) “nada mais que um compartilhamento próximo entre amigos; significa dedicar tempo para ficar a sós com Ele, que sabemos que nos ama.”

O Catecismo também resume esse tipo de oração:

“A contemplação é a expressão simples do mistério da oração. É um olhar de fé fixo em Jesus, uma escuta da Palavra de Deus, um amor silencioso. Realiza a união com a oração de Cristo, na medida em que nos faz participar no seu mistério” (CIC 2724).

Embora ambos os tipos de oração promovam um relacionamento com Deus, a contemplação é onde esse amor é expresso e realizado. A oração contemplativa é quando contemplamos “Alguém”, uma pessoa, o próprio Deus.

Simplificando: a meditação nos ajuda a conhecer a Deus e a contemplação nos ajuda a amá-lo.

Fonte: Aleteia



Pe. Cido: “Não é possível ser católico e espírita ao mesmo tempo”


Katrina-Jane

Arquidiocese de São Paulo | Jul, 2020

São doutrinas que se opõem totalmente, explica o sacerdote: ou ressurreição, ou reencarnação

O pe. Cido Pereira, que mantém uma coluna de perguntas e respostas no jornal O São Paulo, da arquidiocese paulistana, esclareceu nesta semana a seguinte dúvida de uma leitora:

Hoje respondo a esta dúvida enviada pela Conceição, da cidade de Guarulhos (SP): “Uma amiga espírita diz que os espíritos são conduzidos pelo Espírito Santo. Isso é verdade?”

Conceição, não há problema em ter amigos espíritas. Também não é problema procurar entender e saber ouvir deles como vivem sua fé, mas é preciso que tenhamos muito claras na cabeça e no coração as verdades de nossa fé. E, nesse sentido, é preciso saber que é impossível ser católico e espírita, pois são duas doutrinas que se opõem totalmente.

Nós, católicos, cremos na ressurreição da carne. Jesus ressuscitou e garantiu a nossa ressurreição. Voltaremos no final dos tempos ao nosso corpo. Jesus disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”. Já os espíritas não creem na ressurreição. Eles falam em reencarnações sucessivas, em que a pessoa vai se purificando até a perfeição. Em nenhum momento da Bíblia se vê essa afirmação.

Continuemos: Jesus Cristo, para nós, católicos, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. É a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Ele assumiu nossa natureza humana, morreu por nós, ressuscitou e garantiu que todos ressuscitaremos no final dos tempos. Para os espíritas, Jesus é um “espírito puro”, mas não é Deus.

Pior ainda, minha irmã: Jesus Cristo, para os espíritas, não morreu na cruz para nossa salvação. Somos nós que nos salvamos por meio de uma “evolução” como resultado de sucessivas reencarnações.

Então, não há por que ficar tentando explicar o que eles creem, porque certamente não baterá com o que a Igreja Católica nos ensina. Deus a abençoe, minha irmã!

Fonte: Aleteia



Extremistas muçulmanos executam 5 voluntários cristãos


Foto referencial. Crédito: Pixabay

Abuja, 31 Jul. 20 / 10:53 am (ACI).- A Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF) condenou a execução de cinco voluntários cristãos por extremistas muçulmanos ligados aos terroristas do Boko Haram na Nigéria.

Os voluntários foram sequestrados em junho e as notícias de seu assassinato vieram do grupo Islamic State in West Africa Province (ISWAP), uma facção que emergiu dos terroristas muçulmanos do Boko Haram.

“A execução dos voluntários cometida por ISWAP vai além do que é repreensível. O grupo militante islâmico não mostrou nenhum arrependimento de ter como alvos civis em razão de sua fé”, disse o vice-presidente da USCIRF, Tony Perkins, em uma declaração de 28 de julho.

Em 23 de julho, o ISWAP anunciou a execução dos voluntários que foram sequestrados em diferentes incidentes na primeira quinzena de junho. Em 22 de julho, postaram um vídeo no YouTube que foi retirado rapidamente.

"Há uma mensagem para todos os que são usados ​​pelos infiéis para converter muçulmanos ao cristianismo", diz um dos assassinos no vídeo traduzido pela organização Morning Star News, que denuncia a perseguição contra os cristãos.

"Dizemos-lhes que voltem para Alá tornando-se muçulmanos. Continuaremos a bloquear todas as rotas em suas viagens. Se não atenderem à nossa advertência, o seu destino será o mesmo que o destino deles", acrescenta o extremista muçulmano.

O presidente da Nigéria, Mohammad Buhari, expressou suas condolências através de um porta-voz e prometeu que "qualquer vestígio do Boko Haram será removido da parte nordeste do país".

Mais de 600 cristãos foram mortos até agora em 2020, de acordo com um relatório publicado em 15 de maio pela International Society for Civil Liberties and the Rule of Law (Intersociety).

Em um evento organizado em junho pelo In Defense of Christians, o Bispo de Sokoto, na Nigéria, Dom Matthew H. Kukah, disse que a situação atual no país decorre de uma cultura que desvalorizou o cristianismo e para a qual a fé já não importa mais.

"Há um vazio que [os extremistas] estão explorando: o Ocidente que está se retirando, no que se refere ao cristianismo e aos valores cristãos, um Ocidente no qual os diplomatas e os empresários estão longe de se interessar por questões de fé , especialmente quando se refere ao cristianismo", afirmou o Prelado.

Em fevereiro, o Embaixador dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, disse à CNA, agência em inglês do Grupo ACI, que está preocupado com a perseguição de cristãos na Nigéria e que ela pode se espalhar para o resto da região na África.

"Acho que podemos pedir mais ao governo do [presidente] Buhari. Eles podem fazer mais. Eles não estão processando essas pessoas que matam fiéis religiosos e parecem não ter o sentido de urgência para agir”, disse Brownback naquele momento.

Publicado originalmente em CNA. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Arquidiocese de Brasília se pronuncia sobre supostos abusos de menores


Brasão da Arquidiocese de Brasília / Crédito: Arquidiocese de Brasília

BRASILIA, 31 Jul. 20 / 11:53 am (ACI).- A Arquidiocese de Brasília acompanha as investigações sobre supostos casos de abusos sexuais que teriam sido cometidos por dois franciscanos conventuais na Paróquia São Marcos e São Lucas, em Ceilândia (DF).

Em nota publicada em 28 de julho, o administrador diocesano, Dom José Aparecido Gonçalves de Almeida, assinala a solidariedade da Arquidiocese às vítimas e familiares, bem como garante que estão realizando o monitoramento das atividades da Paróquia, que está sob os cuidados da Ordem dos Frades Menores Conventuais.

De acordo com o site Metrópoles, dois religiosos, Frei Hoslan Guedes e Alex Nuno, foram acusados de encaminhar fotos e mensagens obscenas a adolescentes que frequentam a paróquia. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Ao menos 10 pessoas teriam procurado a Polícia para denunciar casos de abusos que teriam sido cometidos pelos freis.

As investigações começaram após surgirem nas redes sociais imagens com as conversas dos franciscanos com as supostas vítimas por meio de WhatsApp, no chat do Facebook e do Instagram.

Os religiosos foram ouvidos na 19º Delegacia de Polícia, na terça-feira, 21 de julho, mas preferiram ficar em silêncio durante o depoimento, tendo apresentado uma defesa por escrito, por meio de advogados.

Ambos os sacerdotes também registraram ocorrência por difamação. Em comunicado, a 19ª DP informa que “os freis apresentaram memorial escrito de defesa e foram acompanhados de advogados, nos casos mencionados. Representantes da Igreja Católica compareceram à 19ª DP para acompanhar o desdobramento dos casos, na tarde da terça-feira (21/7). Os freis foram afastados de suas funções, segundo documento protocolado pela própria defesa”.

Em nota, a Arquidiocese de Brasília afirma que “as recentes notícias veiculadas por vários meios de comunicação sobre supostos abusos de menores resultaram no comprometimento do bom nome da Paróquia São Marcos e São Lucas sita na Ceilândia, com grave escândalo para os fiéis e pessoas de bem”.

Segundo a Arquidiocese, o Ministro Provincial da Província de São Maximiliano Maria Kolbe da Ordem dos Frades Menores Conventuais abriu “uma investigação canônica conforme as orientações da Santa Sé para estes casos”.

Além disso, “em consideração à jurisdição canônica, e independentemente da apuração dos fatos relacionados aos investigados pela Província São Maximiliano Kolbe, a Arquidiocese informa que está monitorando todas as atividades da Paróquia”.

“Todos os fiéis da Arquidiocese de Brasília se sentem feridos e indignados pelos fatos noticiados, que deverão ser averiguados, salvaguardada a presunção de inocência e o justo processo, evitando-se qualquer constrangimento ou intimidação de vítimas e testemunhas dos supostos fatos”, afirma.

A Arquidiocese também “convida a todos os que tiverem conhecimento desses fatos ou semelhantes a colaborarem com as pessoas encarregadas da investigação tanto canônica como civil”.

Reforça ainda o “máximo interesse” dos “pastores da Igreja Católica e todos os homens e mulheres consagrados” para “erradicar o escândalo dos abusos contra menores, que ferem a dignidade humana e ofendem gravemente a santidade de Deus”.

Nesse sentido, ressaltam que “os papas Bento XVI e Francisco, referindo-se aos abusos cometidos contra menores, disseram reiteradas vezes que na Igreja, no clero, não há lugar para quem comete esse tipo de monstruosidade”

Por fim, afirma a nota, “a Arquidiocese de Brasília se solidariza com as vítimas e os familiares e assegura que se manterá informada do andamento das investigações até à decisão final a ser tomada pela Sé Apostólica”.

Fonte: ACI digital



Hoje é a festa de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus (31 de julho)


REDAÇÃO CENTRAL, 31 Jul. 20 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 31 de julho é a festa de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus, conhecida como os jesuítas, ordem que desempenhou um papel importante na contrarreforma. O santo mestre dos discernimentos de espíritos é também padroeiro dos exercícios espirituais, dos retiros e dos soldados.

O processo de conversão de Santo Inácio começou ao ler o livro ‘Vida de Cristo’, assim como ‘Flos sanctórum’. Ao refletir sobre essas leituras e a vida dos santos, questionava-se a si mesmo: “E se eu fizesse o mesmo que São Francisco ou São Domingos?”.

São João Paulo II assinalava que Inácio “soube obedecer quando, recuperando-se das suas feridas, a voz de Deus pulsou com força no seu coração. Foi sensível às inspirações do Espírito Santo”.

“Ad Majorem Dei Gloriam”, que significa em latim “Para a maior glória de Deus” foi o lema com o qual o santo mais se identificou, assim como “Rogue a Deus por todos os que como tu desejamos estender o Reino de Cristo, e fazer amar mais o nosso Divino Salvador”.

Uma das grandes obras deixadas por Santo Inácio é o livro ‘Exercícios Espirituais’. O Papa Pio XI indicou em uma oportunidade que o método inaciano de oração “guia o homem pelo caminho da própria abnegação e do domínio dos maus hábitos para os mais altos cumes da contemplação e o amor divino”.

O Papa Francisco, o primeiro Pontífice jesuíta na história da Igreja, ao celebrar a festa do seu fundador em 2013, refletiu e recordou a seus irmãos da Companhia o lema que os identifica ‘Iesus Hominum Salvator’, que os chama a ter sempre como centro Cristo e a Igreja, a quem devem servir.

Santo Inácio morreu no dia 31 de julho de 1556. Paulo V o beatificou em 1609 e foi canonizado por Gregório XV em 1622. Na cidade de Roma (Itália), os restos mortais do santo são venerados na Igreja de Jesus.

Fonte: ACI digital


9 dados sobre a vida de Santo Inácio de Loyola que você deve conhecer

Santo Inácio de Loyola / Crédito: Domínio público

REDAÇÃO CENTRAL, 31 Jul. 20 / 06:00 am (ACI).- Neste dia em que se celebra a festa de Santo Inácio de Loyola, este artigo apresenta alguns dados que marcaram a vida de um dos santos mais famosos da Igreja, fundador da Companhia de Jesus e criador dos exercícios espirituais.

A seguir, alguns dados que todo católico deve saber sobre a vida deste santo:

1. Foi um nobre


Iñigo de Loyola (não adotaria o nome “Inácio” até depois de seus estudos em Paris) vinha de uma família nobre e antiga do País Basco.

Dessa família, um cronista escreveria mais tarde: “Os Loyola foram uma das famílias mais desastrosas que nosso país teve que suportar, uma dessas famílias bascas que portava um escudo de armas sobre sua porta principal, para justificar melhor os erros que eram o tecido e o padrão de sua vida”.

2. Foi libertino


A situação sociopolítica no País Basco feudal do século XVI, na parte mais ocidental dos Pirineus, era extremamente violenta. Como alguns nobres da época, Inácio era conflitivo, violento e vivia uma sexualidade irresponsável.

O soldado espanhol convertido em místico pode ser o único santo com antecedentes policiais de brigas noturnas (obviamente antes de sua conversão).

3. Quase morreu em batalha

Em 1519, aos 28 anos, Inácio exigiu que seu pequeno grupo de soldados lutasse contra uma força invencível de 12 mil tropas francesas em Pamplona, Espanha. Seu valor (ou obstinação) lhe rendeu uma bala de canhão nas pernas, que destroçou uma afetou gravemente a outra.

Os valores de cavaleiro que possuía eram tão elevados que resultaram em um longo período de convalescência na casa familiar Loyola. Este período mudou sua vida, e o mundo, para sempre.

4. Converteu-se ao catolicismo lendo livros espirituais


Enquanto convalescência, leu textos sobre a vida de Cristo e dos santos e decidiu imitá-los. Uma noite, apareceu-lhe a Virgem Maria com seu Filho e, desde então, colocou-se a servir ao Rei dos céus.

Um dado curioso é que antes da invenção de marcadores, copiou passagens da vida de Cristo e dos santos: as palavras de Jesus foram inscritas em vermelho e as de sua Santíssima Mãe em azul.

5. Sua congregação ia se chamar a “Companha de Maria”

Depois de sua conversão, a Virgem apareceu a ele em até trinta ocasiões. Foram tantas que Inácio quis chamar sua nova ordem originalmente “A Companhia de Maria”.

Logo que terminou sua convalescência, foi em peregrinação ao famoso santuário da Virgem de Montserrat, onde adotou o sério propósito de dedicar-se a fazer penitência por seus pecados. Mudou suas luxuosas vestes pelos de um mendigo, consagrou-se à Virgem Santíssima e fez confissão geral de toda sua vida.

6. Tornou-se um mendigo


Inácio pensou muito sobre os “espíritos” em sua vida: os espíritos que conduzem a Deus e os espíritos nascidos do diabo. Isso o estimulou a viver de uma maneira que os historiadores chamaram seu período de peregrinação.

Durante este tempo, estava decidido a renunciar aos prazeres mundanos. Vestiu-se com um pano de saco e colocou um sapato com sola de corda.

7. Quis converter muçulmanos

Logo depois de completar os exercícios espirituais, Inácio declarou: “Deus quer que converta os muçulmanos!”. Foi até a Terra Santa em 1523, onde pregava nas ruas energicamente e evangelizava a todos os que podia.

Apesar do entusiasmo, só ficou um ano, porque a presença dos maometanos o enfurecia. Regressou para a Espanha e estudou latim, lógica, física e teologia. Também evangelizava as crianças e organizava encontros.

8. Seus companheiros foram chamados “Diabos”

Os primeiros companheiros que teve na Companhia de Jesus, fundada em 1540, foram descritos como os Sete Diabos Espanhóis, não nesse momento, mas no século XIX por um historiador inglês.

Os companheiros (na verdade eram seis e nem todos eram espanhóis) tinha se encontrado com Inácio durante seus estudos em Paris e se reuniram em Roma para tornar-se o núcleo da futura Companhia. Em menos de um século, Inácio de Francisco Xavier seriam canonizados.

9. Quando morreu, já havia milhares de jesuítas

Inácio viveu seus últimos anos em um pequeno quarto de Roma. Dali, governou a Companhia de Jesus e foi testemunho de seu crescimento: de apenas 6 jesuítas em 1541, passaram a 10 mil em 1556, ano de seu falecimento.

Os jesuítas se espalharam por toda Europa, Índia e Brasil durante esses anos.

Fonte: ACI digital



quinta-feira, 30 de julho de 2020

As armadilhas do diabo


Fred de Noyelle | Godong

Pe. Charles Pope | Jul 29, 2020

Sabia que o demônio pode usar até sua oração para afastá-lo de Deus? Saiba como defender-se

A tentação é a ação de Satanás para levar você ao inferno. E ele pode lê-lo como um livro; então, não exagere seu poder, mas tampouco o subestime.

Algumas das suas ações mais sutis ocorrem no âmbito da prática religiosa, na qual ele consegue se camuflar de maneira muito fácil, usando a pele devota do cordeiro, mas, lobo como é na realidade, ele a distorce, por excesso ou por defeito, destruindo a pessoa com algo que é bom.

Então, é preciso estar atento ao que alguns escritores espirituais chamam de “armadilhas para beatos”.

Vejamos um exemplo:

Você pode se desanimar com a oração, dizendo: “Se eu rezasse um pouco mais, Deus me daria o que busco”. Mas o engano é que, ainda que rezemos mais, nunca rezaremos o suficiente.

E assim, dado que nunca teremos rezado o bastante, a oração se torna cada vez mais uma tarefa pesada; Deus parece um tirano cruel que pede orações mais longas e precisas, e a oração se transforma em um esforço supersticioso cujo resultado controlamos de alguma maneira, com a duração e o tipo de oração que fazemos.

Jesus nos diz que o Pai sabe do que precisamos e que não deveríamos pensar que são necessárias muitas palavras e ações piedosas. Podemos precisar perseverar na oração no tempo, mas Deus não é um tirano cruel que pede rituais infinitos.

Satanás pode aproveitar a sua prática de rezar o terço ou de participar da missa diária, ou outras devoções, e insinuar lentamente um sentimento de superioridade, elitismo ou orgulho.

Gradualmente, você pode começar a pensar que os outros são menos devotos, inclusive que estão no erro, porque não fazem ou não observam o que na realidade é opcional e recomendado, mas não imprescindível. O que é belo e santo acaba sendo, assim, utilizado para incitar o orgulho e um cinismo crescente.

Uma forma extrema disso vem daqueles que, valendo-se da belíssima e poderosa devoção a Nossa Senhora de Fátima, permitem que Satanás os faça rebelar-se contra o Papa e todos os bispos do mundo, afirmando que fracassaram ao consagrar adequadamente a Rússia.

E, assim, uma das nossas aparições mais belas e instrutivas pode suscitar em algumas pessoas desconfiança com relação à Igreja e desunião dentro dela, com relação aos papas e inclusive à Irmã Lúcia. É uma ação surpreendentemente astuta do maligno utilizar o que é bom e religioso e corrompê-lo na mente de algumas pessoas.

demônio pode também usar os mandamentos e transformá-los em uma espécie de minimalismo religioso, uma maneira de manter Deus bem distante.

Assim, tenta algumas almas com a noção de que a missa dominical e algumas poucas orações feitas com pressa são a finalidade da religião, e não o seu começo. A observância se torna uma forma de “cumprir a lista de obrigações” e estar bem com Deus a semana inteira, e não apenas uma base sobre a qual se constrói uma relação de amor bela e cada vez mais profunda com Ele.

Estas práticas mínimas se tornam uma forma de “controle divino” para aqueles que caem nessa tentação. É como dizer: “Eu fiz o que tinha de fazer, e agora Deus e a Igreja que me deixem em paz; Deus agora tem que cuidar de mim, porque eu fiz tudo o que Ele me pediu”.

E, assim, as belíssimas leis da Igreja, as regras que descrevem os deveres fundamentais ou a base de uma relação mais profunda com Deus, se tornam uma espécie de “acordo de separação”, que insiste em horários de visita muito rígidos e especifica quem fica com cada coisa.

O diabo também pode usar o zelo religioso e corrompê-lo em atitude rígida e não caridosa. Pode usar o amor pela beleza da liturgia, antiga ou nova, e transformá-lo em uma insistência minuciosa nos ingredientes justos, às custas da caridade, com falsa superioridade e divisão.

E assim, afastada a caridade, dizemos: “Garanta que a celebração da liturgia será do jeito que eu gosto. Quem não gosta desse jeito é antigo, inepto, troglodita, e certamente odeia a Igreja à qual eu tanto amo”.

O demônio pode usar o belíssimo amor aos pobres e corrompê-lo em um paternalismo escravizador, que os fecha na dependência ou que não enfrenta suas necessidades espirituais.

E, assim, as belíssimas obras corporais de misericórdia ou se separam das obras espirituais ou se acha que são suficientes em si mesmas. Satanás pode enviar muitos a servir os pobres armados de meias verdades e pontos de vista que se limitam a vendar feridas sem curá-las.

De certa forma, todas as virtudes são necessárias. O diabo pode usar cada uma delas e tentará corromper todas, inclusive as religiosas. Ninguém está a salvo da sua obra de tentação. Seu objetivo é levar-nos ao inferno.

O que torna esta obra de corrupção da virtude tão insidiosa é a sutileza da sua ação, porque ele pega algo que é intrinsecamente positivo e tenta corrompê-lo, por excesso ou por defeito, ou transformá-lo em uma espécie de caricatura.

As virtudes, obviamente, devem estar em sintonia com outras virtudes que as equilibrem. A caridade deveria estar equilibrada com a verdade, e a verdade, com a caridade. Sem caridade, a verdade pode ser angustiante; sem verdade, a caridade pode ser prejudicial, paternalista. A caridade e a verdade devem se equilibrar e agir unidas a outras virtudes, em uma delicada interação.

Uma das táticas de Satanás é pegar uma virtude e isolá-la das outras. Fique atento diante dessas táticas sutis do demônio, que se camufla bem na aparência de virtude – mas são virtudes separadas entre si, sem equilíbrio nem proporção.

Cuidado com as armadilhas para beatos.

Fonte: Aleteia



8 dados que talvez não saiba sobre Santa Sofia


Por: Matthew E. Bunson/ NCR

Basílica Santa Sofia. Créditos: Domínio Público
REDAÇÃO CENTRAL, 23 Jul. 20 / 10:30 am (ACI).- Em 10 de julho, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, assinou um decreto para que Santa Sofia, uma antiga catedral, mesquita e hoje museu, volte a ser um lugar de culto muçulmano.

Apresentamos oito dados que deve saber sobre Santa Sofia, que foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

1. Foi a catedral do Império Bizantino por mais de mil anos

Santa Sofia foi construída como catedral de Constantinopla e permaneceu como igreja de 537 a 1453, quando a capital do Império Bizantino caiu nas mãos do exército muçulmano do Império Otomano.

Foi, provavelmente, a maior igreja de toda a cristandade e seu nome se traduz como "a Santa Sabedoria", referindo-se à Segunda Pessoa da Trindade.

2. Antes de Santa Sofia, havia outras igrejas construídas nesse lugar

A Basílica de Santa Sofia foi a terceira igreja construída no mesmo local. A primeira foi construída em 360 durante o reinado do imperador Constâncio II, filho de Constantino o Grande e fundador de Constantinopla.

A "Grande Igreja" foi destruída por um incêndio em 404, quando os apoiadores de São João Crisóstomo protestaram pelo exílio imposto pela imperatriz Aelia Eudoxia, que odiava o santo por suas críticas à corrupção, opulência e imoralidade da corte imperial.

A segunda igreja foi construída por ordem do imperador Teodósio II em 415. Foi uma grande construção de cinco corredores e foi destruída na revolta de Niká, um protesto violento contra o imperador Justiniano I em 532, que terminou com a destruição de grande parte da capital.

3. É honrada como uma das maiores obras-primas da arte e da arquitetura

A construção de Santa Sofia levou cinco anos, de 532 a 537, e envolveu milhares de artesãos e trabalhadores. Os principais arquitetos foram duas das maiores mentes da época: Isidoro de Mileto, físico e matemático; e Antêmio de Trales, matemático e professor de geometria.

O historiador do século VI, Procópio de Cesareia, escreveu que Santa Sofia, que foi a maior catedral do mundo por quase mil anos e o auge da arquitetura bizantina, “distinguia-se por sua beleza indescritível, sobressaindo-se tanto em seu tamanho como na harmonia de suas medidas”.

"A igreja está singularmente cheia de luz e sol, como se o local não fosse iluminado pelo sol vindo pelo lado de fora, mas parece que os raios são produzidos dentro da catedral”.

4. Sobreviveu a terremotos, incêndios e iconoclastas

Além do terremoto de 557, a Basílica de Santa Sofia sobreviveu a vários desastres naturais. Um incêndio em 859 foi seguido por um terremoto dez anos depois.

Outro terremoto em 989 causou danos à cúpula, e o Imperador Basílio II encomendou ao famoso arquiteto armênio, Trdat, a supervisão das reparações.

O interior também foi afetado no século VIII pelo movimento iconoclasta do imperador Leão III, o Isáurio, que emitiu um decreto proibindo as imagens no império.

5. Foi saqueada durante a Quarta Cruzada

Durante a Quarta Cruzada, em 1204, Santa Sofia foi saqueada pelos cruzados latinos, que tomaram Constantinopla e derrubaram o governo imperial bizantino. O ataque foi orquestrado pelo Doge de Veneza, Enrico Dandolo.

Muitos vasos sagrados e relíquias foram enviados para a Itália, e Santa Sofia serviu como igreja latina até 1261, quando a linha imperial bizantina foi restabelecida. Quando Dandolo morreu em 1205, foi enterrado em Santa Sofia.

Constantinopla caiu em 29 de maio de 1453 nas mãos do exército otomano, que sob o comando do sultão Mehmed II, violaram e mataram os habitantes e saquearam a cidade.

Mehmed II declarou que Santa Sofia passaria a ser a principal mesquita de sua nova capital. Ordenou que os mosaicos fossem cobertos de gesso e depois decorados com caligrafia e desenhos islâmicos. O sultão concluiu a conversão da igreja com a instalação de um minbar (púlpito), mihrab (nicho de oração) e uma fonte para lavar. Durante os séculos seguintes, quatro minaretes foram adicionados para a chamada à oração nos quatro cantos do edifício.

Além das imagens cobertas, a mudança mais significativa no interior foi a instalação de oito enormes medalhões nas colunas da nave, que foram adicionados durante as reformas entre 1847 e 1849, e mostram os nomes de Alá e Maomé, os quatro primeiros califas Abu Bakr, Umar, Uthman e Ali, e os netos de Muhammad Hassan e Hussein.

7. Foi declarada museu em 1934

Com o início da República da Turquia, Santa Sofia foi fechada em 1931 e, em 1934, o primeiro presidente do país, Mustafa Kemal Atatürk, declarou-a oficialmente como um museu. Como parte do novo estado, os mosaicos foram revelados publicamente pela primeira vez em séculos.

Em 1985, Santa Sofia foi incluída nas "Áreas Históricas de Istambul" e é considerada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

8. Líderes mundiais condenaram a conversão de Santa Sofia em mesquita

A reação mundial ao decreto do presidente turco de transformar Santa Sofia em uma mesquita foi negativa.

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, assinalou que “Santa Sofia é uma obra-prima arquitetônica e um testemunho único das interações entre a Europa e a Ásia ao longo dos séculos. Seu status como museu reflete a natureza universal de sua herança e a torna um símbolo poderoso para o diálogo”.

O Patriarca caldeu, cardeal Louis Raphael Sako, declarou que a decisão da Suprema Corte turca é "muito triste e dolorosa" e descreveu que "é grave que o presidente turco não tenha considerado o respeito pelos sentimentos dos bilhões de cristãos no mundo, esquecendo o que eles fizeram pelos muçulmanos. Conceder aquela que era uma igreja apenas à oração islâmica é um ato grave”.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Santa Sofia: Líderes propõem uso compartilhado por cristãos e muçulmanos


Santa Sofia. Crédito: ACN.

ISTAMBUL, 30 Jul. 20 / 04:03 pm (ACI).- Líderes católicos e protestantes do Paquistão fizeram um chamado para que se permita o culto compartilhado entre cristãos e muçulmanos em Santa Sofia.

Pe. Abid Habib, ex-presidente da Conferência dos Superiores Maiores do Paquistão, expressou sua preocupação depois da primeira oração muçulmana em Santa Sofia após sua conversão em mesquita, na sexta-feira, 24 de julho.

“Como museu, era um lugar neutro que mantinha cristãos e muçulmanos em paz. Enquanto o mundo muçulmano se alegra com essa decisão, os sentimentos dos cristãos do mundo foram feridos. Eu também não estou feliz”, explicou o Pe. Habid a UCANEWS.

Nestas declarações, o Pe. Habib também especificou que “nos programas de diálogo inter-religioso, ouço frequentemente estudiosos muçulmanos citando um hadiz [tradição profética] quando o Profeta Maomé permitia que uma delegação de cristãos usasse uma mesquita Masjid-e-Nabvi, em Medina, na Arábia Saudita, para o culto cristão. Há muçulmanos que usam uma catedral de Boston para suas orações de sexta-feira".

Seguindo esses exemplos, o Pe. Habib propôs, de acordo com o artigo da UCA News, que “Santa Sofia seja um local de culto não apenas para os muçulmanos, mas também para os cristãos. Que seja permitido que os cristãos rezem aos domingos e muçulmanos às sextas-feiras. Isso certamente irá melhorar a imagem do povo turco".

Santa Sofia foi construída como uma catedral durante o Império Bizantino Cristão e se tornou uma mesquita após a conquista otomana de Constantinopla em 1453. Em 1934, o fundador da Turquia moderna, Mustafa Kemal Ataturk, ordenou que fosse convertida em museu.

O presidente Erdogan emitiu um decreto para entregar o controle de Santa Sofia à Diretoria de Assuntos Religiosos, depois que o tribunal superior da Turquia revogou seu status de museu em 10 de julho.

O Bispo da Igreja do Paquistão, Dom Azaf Marshall, da diocese de Rainwid, publicou uma foto de um dos ícones cristãos de Santa Sofia, na qual explicou que "o poder judicial turco não deu o melhor exemplo de tolerância para a promoção do diálogo e da harmonia entre as religiões”.

O presidente do Conselho Nacional de Igrejas no Paquistão também condenou a conversão de Santa Sofia em um comunicado de imprensa.

"Vários países e todos os órgãos internacionais da igreja, incluindo o Conselho Mundial de Igrejas, o Vaticano, a Igreja Ortodoxa Oriental e a Igreja na Rússia exortaram o Presidente Erdogan a reverter sua decisão pelo interesse geral da harmonia inter-religiosa. Gostaríamos de propor que Santa Sofia seja aberta para o culto de muçulmanos e cristãos e que permaneça acessível a todos os visitantes durante o resto da semana”, propôs Dom Marshall.

“Acreditamos que é uma solução viável e que ajudaria a promover a compreensão mútua, o respeito, o diálogo e a cooperação. Os líderes da igreja paquistanesa esperam que o governo paquistanês transmita suas preocupações aos líderes turcos e desempenhe seu devido papel na promoção da liberdade religiosa ", afirmou.

Fonte: ACI digital



Estas são as diretrizes para que os exorcistas possam enfrentar os perigos do diabo


Representação de São Miguel lutando contra o diabo. Foto: Edizioni Messaggero Padova

Roma, 30 Jul. 20 / 09:11 am (ACI).- "O ministério do exorcista está exposto a numerosos perigos e isso exige uma prudência especial e também uma preparação específica".

Quem afirma isso é o Cardeal Angelo De Donatis, vigário da Diocese de Roma, no prefácio do livro "Diretrizes para o Ministério do Exorcismo", preparado pela Associação Internacional de Exorcistas (AIE) e editado por Edizioni Messaggero Padova, para o momento apenas em italiano.

Essas “Diretrizes para o Ministério do Exorcismo” têm a aprovação do Vaticano, após uma revisão na qual três congregações da Cúria Romana participaram.

É o texto de referência oficial para mais de 800 exorcistas que a AIE possui em todo o mundo. A Congregação para o Clero o examinou e corrigiu com a contribuição da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e a Congregação para a Doutrina da Fé.

As Diretrizes não substituem nenhum dos instrumentos oficiais aprovados pela Igreja, mas são colocadas no caminho dos ensinamentos da Tradição.

No prefácio, o Cardeal De Donatis lembra que "o exorcista não pode proceder segundo o seu próprio arbítrio desde o momento em que age no marco de uma missão oficial que de certa maneira o converte em representante de Cristo e da Igreja”.

O exorcista está obrigado a receber uma preparação específica "para desempenhar adequadamente seu ofício". A Igreja é consciente dessa necessidade de uma formação específica e profunda dos sacerdotes exorcistas e, por esse motivo, tem como ponto de referência o curso organizado pelo Pontifício Athenaeum Regina Apostolorum, em Roma.

Em muitas dioceses ao redor do mundo cresceu o interesse em ter sacerdotes exorcistas bem preparados, devido ao aumento do número de jovens que entram em contato com ritos satânicos, muitas vezes sem ser conscientes do perigo que enfrentam e pensando que é somente um jogo.

A Associação Internacional de Exorcistas está reconhecida juridicamente desde 13 de junho de 2014 através de um decreto da Congregação para o Clero.

A iniciativa surgiu de um pequeno grupo de exorcistas, incluindo Pe. Gabriele Amorth e Pe. Candido Amantini, Servo de Deus, duas das principais figuras dos exorcistas a serviço da Diocese de Roma durante muitos anos.

Além do prefácio do Cardeal De Donatis, as Diretrizes têm uma introdução de Pe. Francesco Bamonte, Presidente da AIE.

Destaca que "os Evangelhos nos dizem, sem sombra de dúvida, que Jesus, em sua vida terrena, enfrentou e lutou contra duas formas de ação do mundo demoníaco: a ordinária e a extraordinária".

Além disso, recorda as palavras do Cardeal Bassetti no congresso de 2018: "Existem no mundo, em qualquer país e em todas as latitudes, periferias existenciais onde é sempre inverno".

“Nesses lugares espirituais, o ar gelado está impregnado pelo medo; e o medo, unido ao sentimento de abandono que frequentemente atormenta quem mora lá, torna o inverno ainda mais cruel”, destacou o Cardeal Bassetti.

O chefe dessas periferias onde é sempre inverno "é o maligno que, como o Papa Francisco lembra, não é um mito, uma representação, um símbolo, uma figura ou uma ideia, mas é um ser pessoal que nos atormenta, frente a isso Jesus nos ensinou a pedir a cada dia que sejamos libertados para que seu poder não nos domine”.

Os exorcistas, dizia o Cardeal Basseti, "são como a andorinha, porque, nas periferias, chegam para anunciar a primavera e, de fato, de certa forma a levam".

Este livro apresenta-se como um instrumento para os sacerdotes exorcistas usarem no exercício de suas funções, detalhando as práticas e os métodos correspondentes às normas com as quais a Igreja regula o ministério do exorcista.

Por outro lado, é também um manual para a formação inicial de candidatos ao ministério exorcista e de seus colaboradores - os auxiliares - e pode auxiliar no discernimento das Conferências Episcopais, Dioceses e outras realidades eclesiais nos casos de fiéis que precisam de um exorcista, considerando que esses tipos de pedidos estão em ascensão.

Publicado originalmente em  ACI Stampa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Papa Francisco expressa pesar pelo falecimento de Dom Henrique Soares


Papa Francisco - Foto: ACI Prensa / Daniel Ibáñez; Dom Henrique Soares - Foto: Diocese de Palmares (PE)

Vaticano, 29 Jul. 20 / 07:44 pm (ACI).- O Papa Francisco enviou uma mensagem à Diocese de Palmares expressando o pesar pelo falecimento de seu Bispo, Dom Henrique Soares da Costa, que morreu aos 57 anos, em 18 de julho, por complicações da Covid-19.

A mensagem é assinada pelo Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, o qual afirma que, “recebida com grande pesar a notícia do falecimento de Dom Henrique Soares da Costa, o Santo Padre me confiou certificar à Diocese de Palmares da sua solidariedade nesta hora de tristeza e orfandade pela morte de seu zeloso pastor que por seis anos apascentou procurando dar pleno cumprimento aos desígnios de Deus tanto para o povo pernambucano como àqueles que o seguiam através das redes sociais”.

“E, enquanto encoraja a todos os que se beneficiaram do seu incansável apostolado a honrar a sua memória dando continuidade à missão evangelizadora da Igreja no Brasil, o Sucessor de Pedro implora para Dom Henrique o prêmio prometido pelo Divino Mestre aos seus discípulos fiéis”, assinala.

Exorta ainda “a comunidade diocesana a seguir o rasto de paz e bem por ele deixado, sabendo que não caminha só, mas com Cristo seu Senhor, em cujo nome o Papa Francisco envia ao clero, aos consagrados e fiéis leigos de Palmares uma confortadora bênção apostólica”.

Além disso, a Diocese de Palmares recebeu uma carta de condolências do então Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovanni d’Aniello, que disse ter tomado conhecimento, “com profunda tristeza, da notícia da morte do querido corrimão e amigo Dom Henrique Soares da Costa”.

“Dom Henrique deixa a vocês todos um legado de dedicação total e completa à vontade de Deus, numa atitude de absoluta confiança no Senhor da vida, como ele testemunhava em várias falas e, como soube, até mesmo antes de morrer”
, declara.

O Núncio recorda que “a morte, como ele amava dizer, é o caminho para a vida eterna”. Assim, afirma que, “do céu, perto do Deus que ele tanto amou, ele acompanhará cada um de nós para que possamos, percorrendo fielmente este caminho, merecer também entrar na vida eterna”.

Fonte: ACI digital



O misterioso retrato de Sant’Ana, a mãe de Maria

Public Domain

Zelda Caldwell | Jul 29, 2020

Segundo os especialistas, o gesto de pedir silêncio é raro na arte cristã

Um retrato de Sant’Ana, mãe da Santíssima Virgem Maria, foi descoberto na década de 1960 por uma equipe arqueológica polonesa durante escavação naa Catedral de Faras, antiga Núbia e atual Sudão.

O que torna o retrato tão misterioso é o gesto incomum de Sant’Ana. Ela é retratada com o dedo indicador da mão direita nos lábios.

A pintura, que desde 1964 faz parte da coleção do Museu Nacional de Varsóvia, foi descoberta pela equipe liderada pelo professor Kazimierz Michałowski como parte de um projeto da UNESCO para preservar relíquias do reino medieval da Núbia. Os governantes nubianos se converteram ao cristianismo por volta de 548 graças aos missionários enviados de Constantinopla pela imperatriz Theodora.

Sabemos que a pintura de parede é de Sant’Ana, a mãe da Virgem Maria e avó de Jesus, por causa da inscrição abaixo, que diz: “Santa Ana, mãe da Mãe de Deus…”

Sant’Ana não é mencionada no Novo Testamento – todas as nossas informações sobre ela vêm de literatura apócrifa. Ana e seu marido Joaquim não tiveram filhos até que, graças às orações e à fé em Deus, eles conceberam e deram à luz uma menina, Maria.

Sant’Ana era venerada na antiga Núbia, e acredita-se que as mulheres rezavam a ela pedindo sua ajuda para engravidar.

Mas por que Sant’Ana está pedindo silêncio?

Há interpretações diferentes do significado deste gesto. Alguns estudiosos afirmam que ela está pedindo silêncio, que segundo o site ArchaeoTravel.eu, pode aludir ao “silêncio divino”. Outra teoria é que o gesto indica simplesmente que ela está rezando.

De acordo com Archaeotravel.eu, o gesto, que raramente é visto na arte cristã, pode se referir a uma tradição cristã egípcia (copta), na qual as pessoas rezavam em silêncio enquanto colocavam o dedo da mão direita nos lábios. O gesto protegeria as pessoas do mal que tentaria entrar no coração humano durante a oração.

Fonte: Aleteia



Ex-cardeal McCarrick tinha um sacerdote que aliciava suas vítimas, assegura denúncia


O ex-cardeal Theodore McCarrick. Crédito: US Institute of Peace (CC BY-NC 2.0)

WASHINGTON DC, 25 Jul. 20 / 07:00 am (ACI).- Um processo nos Estados Unidos acusa o ex-cardeal Theodore McCarrick, expulso do estado clerical em fevereiro de 2019, de liderar o abuso grupal contra um adolescente de 14 anos e de ter tido um sacerdote, que era diretor de uma escola de ensino médio, que aliciava as vítimas para ele na década de 1980.

O controverso advogado do demandante, Jeff Anderson, é conhecido por apresentar denúncias contra a Igreja durante décadas. Nesta, o jurista acusa McCarrick de ter liderado o "abuso grupal" contra John Doe, pseudônimo da vítima, e incorpora as acusações não comprovadas feitas pelo ex-núncio Carlo María Viganó contra o Papa Francisco e o Vaticano sobre sua resposta ao caso.

Em uma coletiva de imprensa na quarta-feira, 22 de julho, Anderson disse que o demandante é "muito corajoso" e "um sobrevivente da depredação sexual cometida pelo cardeal Theodore McCarrick e outros clérigos".

O advogado do ex-cardeal, Barry Coburn, se recusou a comentar.

No processo aberto na terça-feira, os outros demandados são a Arquidiocese de Newark, a Diocese de Metuchen, outras paróquias católicas e uma escola de ensino médio. Segundo o texto, outros quatro sacerdotes e um religioso da congregação dos Irmãos Cristãos teriam abusado da vítima.

Em declarações à CNA, agência em inglês do Grupo ACI, a Arquidiocese de Newark disse que seria "inapropriado" comentar os assuntos em litígio.

"A Arquidiocese de Newark continua plenamente comprometida com a transparência em nossos programas estabelecidos há muito tempo para proteger os fiéis e continuará trabalhando com as vítimas, seus representantes legais e as autoridades da lei, em um esforço contínuo para resolver as acusações e aliviar as vítimas”, acrescentou.

Anthony Kearns, porta-voz da Diocese de Metuchen, disse à CNA que eles ainda não foram notificados sobre o processo, mas "fazemos nossas orações pelos sobreviventes dos abusos, hoje e sempre, e estamos com eles em seu caminho de cura e de esperança”.

O processo afirma que McCarrick começou a abusar do demandante em 1982 e continuou até algum momento de 1983. Doe tinha entre 14 e 16 anos na época, e afirma que o primeiro a abusar dele foi um pároco e depois um diretor da escola dos Irmãos Cristãos. Foi ele quem o levou a McCarrick para que abusasse dele.

McCarrick foi nomeado primeiro Bispo de Metuchen, no estado de Nova Jersey, em 1981, depois de trabalhar como Bispo Auxiliar de Nova York.

O processo indica que Doe e outras vítimas foram levadas para uma casa de praia em Sea Girt, Nova Jersey, nos fins de semana.

"McCarrick fazia as coordenações para que ficassem para dormir, escolhendo suas vítimas entre os meninos, seminaristas e clérigos na casa de praia", indica a denúncia. "Nessas ocasiões, os menores eram designados para diferentes quartos, junto com clérigos adultos".

O demandante pertencia a uma família católica devota e frequentava a Shrine of Divine Mercy / St. Francis Xavier Parish, em Newark, bem como a Essex Catholic Boys’ High School. Participava de diferentes atividades eclesiais e desenvolveu "grande admiração, confiança, reverência e respeito" pela Igreja Católica e pelos demandados, indica o texto.

Pe. Anthony Nardino, da St. Francis Xavier Church, teria abusado sexualmente do demandante em 1978, quando tinha 11 anos. Anderson disse que este o teria levado ao diretor da escola, o irmão Andrew Hewitt, dos Irmãos Cristãos, que morreu em 2002.

Segundo Anderson, Hewitt teria sido quem "aliciava" as vítimas para McCarrick e enfatizou que os Irmãos Cristãos assinalam que o religioso foi acusado de forma crível em outro caso de abuso sexual.

Segundo a vítima, Hewitt lhe apresentou McCarrick como alguém que poderia ajudá-lo a pagar as mensalidades da escola. Em seguida, foi levado para a casa de praia nos fins de semana, onde foi abusado sexualmente por McCarrick e outros sacerdotes mencionados no processo.

Gerald Ruane, Michael Walters e John Laferrera seriam os sacerdotes que abusaram do demandante no mesmo período. Todos os três pertencem à Arquidiocese de Newark e estão em uma lista de acusados ​​com credibilidade nesta jurisdição. Walters e Laferrera foram expulsos do estado clerical.

Anderson indica no processo que McCarrick era "o chefe" e os outros sacerdotes seus seguidores. Ruane, já falecido, era "o facilitador e participante na depredação desse jovem".

O processo alega que McCarrick abusou sexualmente de pelo menos sete menores e que a diocese, a arquidiocese e suas entidades sabiam ou deveriam saber que McCarrick e os outros sacerdotes mencionados eram um perigo para as crianças, e não informaram das suspeitas de abuso.

As outras paróquias mencionadas no processo são a Holy Trinity Parish, em Hackensack; Our Lady of the Lake, em Verona; St. Cassian’s Parish, em Upper Montclair; e a Immaculate Conception, em Newark.

De acordo com uma linha do tempo apresentada por Anderson, em 1993, Pe. Boniface Ramsey, O.P., informou sobre a conduta de McCarrick com seminaristas, em uma carta enviada ao então arcebispo de Louisville, Dom Thomas Kelly, OP. Além disso, o Pe. Ramsey enviou uma carta em 2000 ao então Núncio Apostólico nos Estados Unidos, Dom Gabriel Montalvo, sobre o mesmo assunto.

A denúncia relata que em 1993, o então Bispo de Metuchen, Dom Thomas Hughes, soube que McCarrick havia explorado sexualmente a um jovem seminarista, e que em 1995 outro jovem disse a Dom Hughes que McCarrick o havia tocado de maneira inadequada.

O Papa João Paulo II nomeou McCarrick como Bispo de Metuchen, depois como Arcebispo de Newark e depois Arcebispo de Washington. Ele foi criado cardeal em 2001. O Papa Bento XVI teria imposto restrições a McCarrick, que este teria desobedecido.

“É uma permissão papal para se envolver em um abuso de poder sem controle, uma e outra vez. Essa é uma verdade dolorosa e agora é o momento de que aqueles que o permitiram possam conta-lo”, disse Anderson.

O processo também assinala que o Papa Francisco "está em cumplicidade com o acobertamento de McCarrick" e não tomou medidas até 2018.

Mike Finnegan, advogado que trabalha com Anderson, disse que "é hora das principais autoridades, dos bispos e do Papa dizerem tudo o que sabiam sobre o Cardeal McCarrick".

O advogado também disse que o Cardeal Joseph Tobin, atual arcebispo de Newark; e Dom James Checchio, bispo de Metuchen, devem "fazer o mesmo".

O caso McCarrick

As denúncias contra McCarrick remontam ao ano 2000, quando o Cardeal Donald Wurel, Arcebispo Emérito de Washington, DC, recebeu uma denúncia do ex-sacerdote da Diocese de Metuchen, Robert Ciolek, por "conduta inadequada" de McCarrick, que foi bispo de diocese de 1981 a 1986.

Nesta denúncia se informava sobre outros incidentes de abuso sexual, como um relacionado a um sacerdote de Pittsburgh. Naquela época, Wuerl era Bispo de Pittsburgh.

Em 20 de junho de 2018, a Arquidiocese de Nova York anunciou que tinha considerado crível uma acusação de abuso sexual de um menor contra McCarrick, que atuou como sacerdote em Nova York na década de 1970.

Os informes dos meios posteriormente revelaram denúncias de que McCarrick tinha abusado sexualmente em série, de pelo menos dois adolescentes, e que tinha participado de conduta sexual coercitiva com sacerdotes e seminaristas durante décadas.

O Vaticano o expulsou do estado clerical em fevereiro de 2019 e o Papa Francisco estabeleceu que a sentença era definitiva e, portanto, sem possibilidade de recursos.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Documentário sobre a vida de Santa Dulce dos Pobres estreia em agosto


Cartaz do documentário “Santa Dulce dos Pobres – Rogai por nós” / Imagem: Divulgação

SALVADOR, 30 Jul. 20 / 06:00 am (ACI).- A vida da primeira santa nascida no Brasil chegará às telas de todo o país no próximo dia 9 de agosto, com o filme “Santa Dulce dos Pobres – Rogai por nós”, um documentário que apresentará toda a trajetória de amor e fé da religiosa.

O documentário estará disponível via streaming e narra a vida de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a Irmã Dulce, desde sua infância; a vocação religiosa; e sua caminhada em favor dos pobres e doentes. O filme traz ainda tudo sobre os milagres do Anjo Bom do Brasil; as homenagens em Roma, na Itália, em função de sua canonização; e a histórica cerimônia do dia 13 de outubro de 2019, presidida pelo Papa Francisco, na Praça São Pedro, no Vaticano.

Produzido pela Malagueta Filmes, escrito e dirigido por Giovani Lima e com produção executiva de Cid Andrade e apoio das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), o documentário apresenta também os melhores momentos da primeira celebração no Brasil após a canonização de Irmã Dulce, evento que reuniu mais de 50 mil pessoas na Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

Entre os momentos marcantes da festa na capital baiana, destaca-se a apresentação do espetáculo Império de Amor, que levou ao palco mais de 600 atores, incluindo crianças e adolescentes, que encantaram o público ao contar a história da Santa Dulce dos Pobres com números de teatro, dança e música; também a Missa presidida pelo então Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Mutilo Krieger.

O ingresso para a estreia on-line do documentário já pode ser adquirido, no valor de R$ 19,90, no site
 www.filmesantadulce.org.br, onde também será exibida a obra. O pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou pelo aplicativo financeiro PicPay. A renda com os ingressos será direcionada para a manutenção das atividades das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID).

O filme poderá ser acessado em todos os dispositivos – celular, tablet, computador e smart TV – e estará disponível no formato original e com recursos de acessibilidade: legendas, audiodescrição e Libras.

Fonte: ACI digital

 



Hoje é festa de São Pedro Crisólogo, o homem de palavras de ouro (30 de julho)


REDAÇÃO CENTRAL, 30 Jul. 20 / 05:00 am (ACI).- “Esforcemo-nos por levar sempre em nós a imagem fiel do nosso Criador, não na majestade que só a Ele pertence, mas na inocência, simplicidade, mansidão, paciência, humildade, misericórdia, paz e concórdia, com que Ele Se dignou tornar-Se um de nós e ser semelhante a nós”, dizia São Pedro Crisólogo, Doutor da Igreja, cuja festa é celebrada neste dia 30 de julho.

São Pedro nasceu na Itália por volta do ano 400, estudou as ciências sagradas e foi formado por Cornélio, Bispo de Imola, o qual o ajudou a compreender que no domínio das paixões de si mesmo estava a verdadeira grandeza e que este era o único meio para alcançar o espírito de Cristo. O mesmo prelado conferiu ao santo a ordem diaconal.

De acordo com a tradição, naquela época, o Arcebispo de Ravena faleceu, então o clero e o povo elegeram o seu sucessor e, em seguida, pediram ao Bispo Cornélio, que encabeçava a comitiva desta solicitação ao Papa São Sisto III, em Roma. Pedro – que não era o candidato eleito – fazia parte da comitiva liderada pelo Prelado.

Conta-se que o Pontífice teve uma visão de São Pedro e Santo Apolinário, o primeiro bispo de Ravena, os quais ordenaram que não confirmasse a eleição que estavam levando.

Desta forma e seguindo as instruções do céu, o Santo Padre propôs para o cargo São Pedro Crisólogo, que depois recebeu a consagração e mudou-se para Ravena.

A atividade pastoral do santo conseguiu extirpar o paganismo e corrigir abusos, escutando com igual condescendência e caridade os humildes e os poderosos. Sempre incentivou a comunhão frequente e seus profundos sermões renderam o apelido de Crisólogo, homem de palavras de ouro.

Depois de receber uma revelação sobre a sua morte, que estava próxima, São Pedro Crisólogo retornou para Imola, onde partiu para a Casa do Pai em 31 de julho de 451 (há alguns que afirmam que foi em 3 de dezembro de 450). Foi declarado Doutor da Igreja em 1729 pelo Papa Bento XIII.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 29 de julho de 2020

O Perdão de Assis: a “porta aberta” à graça em tempo de pandemia

Papa Francisco na Porciúncula em Assis em 4 de agosto de 2016

Nesta quarta-feira (29) inicia o Tríduo de preparação ao Perdão. As celebrações serão realizadas com as medidas anti-Covid. Entrevista com o frei Simone Ceccabao, responsável pelo Santuário da Porciúncula: a misericórdia de Deus cuida da preciosa vida dos jovens

Benedetta Capelli – Vatican News

Um perdão que continua a "gerar Paraíso": foi assim que o Papa Francisco, durante sua visita a Assis há quatro anos, falou da graça que o frade de Assis havia pedido “para todos, para um mundo que ainda hoje precisa de misericórdia, e para que possamos ser seus instrumentos" e "sinais de perdão". A partir desta noite (29/07) inicia em Assis, o Tríduo de preparação para o Perdão com a celebração presidida pelo Bispo de Tortona, Dom Vittorio Viola. A festa do Perdão de Assis está intimamente ligada à Porciúncula, a pequena igrejinha reconstruída por São Francisco e que hoje está no interior da Basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis, cidade italiana da região da Úmbria.

O que é Perdão?

Para obter a Indulgência Plenária para si mesmo ou para familiares que faleceram, atravessando o limiar da Porciúncula, é necessário fazer a confissão, participar da Missa e da Eucaristia, renovar a profissão de fé recitando o Credo e Pai Nosso, e por fim a oração segundo as intenções do Papa e pelo Pontífice.  Foi exatamente na Porciúncula, que São Francisco de Assis teve a inspiração divina de pedir indulgência ao Papa Honório III e em 2 de agosto de 1216, diante de uma grande multidão, o frade, na presença dos bispos da Úmbria, promulgou o Grande Perdão, para cada ano.

Perdão, fonte inesgotável

E ainda hoje a Porciúncula é uma "porta sempre aberta" para aqueles que querem se valer da graça de Deus através do Sacramento da Reconciliação. Uma fonte que nunca deixa de gerar água limpa, apesar das restrições impostas pela pandemia. A entrevista com Frei Simone Ceccobao, o responsável pelo Santuário da Porciúncula:

Frei Simone Ceccobao: O perdão é sempre o perdão. No sentido de que em sua essência a pandemia teve pouco efeito, mas de fato, em sua estrutura, a Festa do Perdão deste ano teve que passar por algumas alterações. A Basílica teve que se adaptar corretamente a todas as regulamentações sobre distanciamento social, sobre a higienização dos espaços, não haverá as grandes multidões de outros anos. Uma mudança significativa foi o deslocamento das confissões da Basílica para o convento da Porciúncula. Poderíamos dizer que a casa dos frades se torna a casa da misericórdia. O perdão é sempre o perdão. Gosto de vê-lo assim este ano, porque é verdade que há uma emergência ainda em andamento que nos fez sentir um pouco mais frágeis, um pouco menores, um pouco mais indefesos, mas ao mesmo tempo essa emergência destacou de maneira muito forte a urgência do perdão que torna nossas vidas novas.

Também faltará a Marcha Franciscana, que era um dos momentos mais importantes do Perdão...

Frei Ceccobao: Faltará a marcha que era um dos momentos mais comoventes junto com a abertura da porta da Porciúncula. Para os jovens haverá uma catequese no dia primeiro de agosto e uma pequena representação de jovens, de todas as regiões da Itália, se reunirão aqui na Porciúncula e, portanto, simbolicamente, esses milhares de jovens ainda estarão aqui.

Nesta época de pandemia, o que o perdão pode representar para os jovens?

Frei Ceccobao: Acredito que nesta pandemia os jovens sejam os que se encontraram mais expostos, mais desprovidos de meios, quero dizer espirituais, os que se sentiram mais perdidos, e que tenham sentido mais solidão. O anúncio do perdão é um anúncio forte e lembra-lhes que Deus está próximo de seu medo, que Deus está próximo de suas inseguranças, que Deus vem para tomar conta de suas quedas, Deus é o Pai de misericórdia, ou seja, Ele tem um coração próximo do que é miserável e ferido. Gosto de citar a inscrição que se encontra na soleira da Porciúncula, no chão, hic locus sanctus est, este lugar é sagrado, e paradoxalmente o pisamos toda vez que entramos na Porciúncula.

“Este lugar é santo porque Deus se curva, se abaixa, porque Deus nos dá uma mão quando estamos no chão, quando somos os mais indefesos, quando sentimos que nossa vida está ameaçada e vale pouco". Afirmo com todo o coração que sinto que a vida destes jovens é preciosa, que a sua vida é a pérola preciosa, que sua vida é o tesouro precioso, e desta pérola e deste tesouro a misericórdia de Deus tem extremo cuidado”

 29 julho 2020

Fonte: Vatican News



Ex-ateu conta sobre conversão ao catolicismo e diz: “Dom Henrique teve um importante papel”


por Editor ChurchPOP - jul 27, 2020

Créditos: Reprodução

Uau, isto é espetacular!

O jornalista Luis Vilar escreveu um belíssimo texto em seu blog recentemente. Ele conta que era ateu, mas depois que começou “a estudar o Cristianismo de forma mais séria e recorrendo a diversos autores”, inclusive Dom Henrique Soares, se converteu ao cristianismo!

Pouco tempo depois da morte do bispo de Palmares, Luis escreveu o texto “Dom Henrique, o homem do bom combate! Obrigado por tudo!”, agradecendo ao pastor e testemunhando seu processo de conversão.

Vale a pena ler!

Confira o texto na íntegra:

“Era para ter escrito esse texto antes. Todavia, todas as vezes em que iniciava essas linhas sentia uma espécie de bloqueio temendo não estar a altura de tudo o que pode ser dito sobre Dom Henrique Soares; também da imensa gratidão que tenho por conta do que escreveu e do que disse em cada homilia ou entrevista que assisti. Não conheci Dom Henrique Soares pessoalmente, mas sempre acompanhei seu combate em nome da Fé.

Quem me conhece sabe que não era cristão. Ao contrário, era ateu. Porém, quando comecei a estudar o Cristianismo de forma mais séria e recorrendo a diversos autores – dentro historiadores, apologistas e até detratores – minha vida mudou imensamente. Converti-me ao catolicismo. Dom Henrique Soares teve um importante papel nesse sentido, pois era prazeroso ouvi-lo falar de Deus, de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja Católica. Ele foi um dos instrumentos de Deus para que eu chegasse, ainda que tardiamente, a Fé.

Tentei conhecer Dom Henrique Soares pessoalmente por meio de alguns amigos em comum. Mas, esse encontro nunca foi possível. Logo, nunca consegui dizer a Dom Henrique Soares o quanto era grato. Sinto-me em débito.

Soube da morte de Dom Henrique Soares quando estava viajando. Ao chegar ao quarto de hotel, ao abrir o celular, chegaram mensagens de amigos – todos eles entristecidos por conta do luto – me informando que aquele homem de Deus havia então falecido. Confesso: a mesma tristeza me abateu, assim como o arrependimento de não ter feito mais esforços para que o sentimento que tinha por Dom Henrique Soares tivesse chegado ao conhecimento dele.

A única coisa que queria dizer era: “Obrigado, Dom Henrique. Obrigado por ter me ajudado com suas palavras a compreender melhor aquele sentimento que em mim nascia quando comecei a me aproximar de Nosso Senhor Jesus Cristo, depois de tantos anos negando a Fé por estar intoxicado de tanto materialismo. Obrigado por ter combatido esse materialismo dentro e fora da Igreja e ter abraçado a Verdade que não é uma ideia, mas um homem: Nosso Senhor”.

Dom Henrique Soares era um profundo conhecedor da história da Igreja. O combate que travou incluiu desfazer mitos, a coragem de dizer coisas difíceis de se ouvir para muitos católicos, mas necessárias em tempos em que Cristo é tão atacado, deturpado ou visto apenas pelas ópticas de determinadas ideologias seculares que tentam se aproveitar da crença para interesses inconfessos e até mesmo políticos.

Dom Henrique tinha a coragem de se posicionar acima disso tudo. Não é fácil. Afinal, por vezes, isso nos encaminha para uma solidão moral profunda. Mas, com Deus nada se teme e Dom Henrique Soares não temeu sequer a morte.

Entregou-se nos braços de Deus fazendo valer o que muitos por aí apenas colocam da boca para fora: o abandonar-se em Cristo e por Cristo. Dom Henrique Soares era, portanto, um exemplo de como viver a Fé.

Então, caros leitores, demorei a escrever sobre, mas aqui estou. Desfiz-me da preocupação de querer um texto rebuscado e profundo e optei por um texto sincero que contivesse nas linhas e nas entrelinhas o que sempre quis expor a Dom Henrique Soares por meio de um simples “obrigado”.

Dom Henrique Soares será sempre um exemplo, uma luz que guia aqueles que realmente querem compreender o que de fato é a Igreja Católica e o Cristianismo. De uma honestidade intelectual ímpar, ele foi um verdadeiro leão combatendo o mal dentro e fora do catolicismo, com extremo zelo pelo sagrado e desprezo pelas ideologias seculares.

Travou essa luta sendo conhecedor profundo da essência do que defendia e do que combatia. Nesse sentido, teve uma vida intelectual que serve de modelo a quem ama o estudo, tratando as próprias opiniões a chicotadas para não ser seduzido pela “opinião própria”, mas se dedicar a buscar o que verdadeiro. É que não somos donos da verdade, mas ao amá-la, sempre nos colocamos a serviço dela.

Meus caros, mesmo diante de um sentimento de tristeza pela lacuna que fica para a Igreja e para muitos cristãos, ouso então dizer que só há mesmo espaço para a gratidão por Deus nos ter concedido aprender com alguém como Dom Henrique Soares. Que busquemos conhecer o seu pensamento, registrado em textos e em diversos vídeos, homilias etc… Que ele sempre esteja presente, que seja a inspiração da luta a ser travada por cada um de nós.

Não tenho aqui as melhores palavras, porém a sinceridade que me leva a um pequeno resumo. Dom Henrique: um homem que abraçou sua missão. Que combateu o bom combate. Que guardou a Fé e, sendo instrumento, ajudou outras pessoas, incluindo esse que aqui fala, a se aproximar de Cristo e a encontrá-Lo enquanto Ele se permite ser encontrado. Um homem que mostrou o quanto viver é Cristo e morrer é lucro.

Dom Henrique Soares, simplesmente obrigado por tudo!”

Que lindo e emocionante testemunho!

Fonte: Church POP



Existem anjos entre nós?

Govert Flinck | Public Domain

Philip Kosloski | Jul 27, 2020

Nós, católicos, acreditamos que os anjos estão entre nós e podemos perceber sua atividade, embora não possamos vê-los

A crença na presença de seres espirituais é comum a muitas religiões, incluindo o cristianismo. Para os católicos, a crença nos anjos é uma verdade de fé, algo revelado por Deus e confirmado por experiências extraordinárias, conforme explica o Catecismo da Igreja Católica:

“A existência dos seres espirituais, não-corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura é tão claro como a unanimidade da Tradição..Enquanto criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e vontade: são criaturas pessoais  e imortais. Excedem em perfeição todas as criaturas visíveis. O esplendor da sua glória assim o atesta” (CIC 328, 330).

Acredita-se que esses seres espirituais não possuem um corpo material, razão pela qual não podemos vê-los. No entanto, eles são capazes de impactar o mundo espiritual e o material, acompanhando-nos diariamente:

“Desde o seu começo até à morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência e intercessão. «Cada fiel tem a seu lado um anjo como protetor e pastor para o guiar na vida». Desde este mundo, a vida cristã participa, pela fé, na sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus” (CIC 336).

O próprio Jesus confirmou essa crença nos anjos que estão sempre entre nós:

“Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus” (Mateus 18,10).

No entanto, é um mistério que deve ser aceito com fé, pois nossos sentidos físicos não são capazes de detectar a presença dos anjos ao nosso lado. Podemos “sentir” a presença deles em nossa alma ou notar que certos pensamentos entram em nossa mente, mas raramente vislumbramos um acontecimento milagroso que evidencia claramente a existência deles.

Jesus e incontáveis ​​santos ao longo dos séculos nos exortam a acreditar em seu papel oculto em nossa salvação, o que deve nos dar algum conforto, sabendo que nunca estamos verdadeiramente sozinhos neste mundo; estamos cercados por seres espirituais que foram criados para nos ajudar a nos aproximarmos mais de Deus.

Fonte: Aleteia



A diferença entre oração e meditação

fizkes | Shutterstock

Philip Kosloski | Jul 27, 2020

A meditação cristã pode ser uma forma de oração, mas depende do contexto e da intenção

Oração e meditação são dois termos espirituais frequentemente usados ​​de forma intercambiável. No entanto, oração e meditação são a mesma coisa?

No Catecismo da Igreja Católica, a oração é definida como qualquer ação interior para elevar nossa mente e nosso coração a Deus:

“A oração é a elevação da alma para Deus ou o pedido feito a Deus de bens convenientes». De onde é que falamos, ao orar? Das alturas do nosso orgulho e da nossa vontade própria, ou das «profundezas» (Sl 130, 1) dum coração humilde e contrito? Aquele que se humilha é que é elevado. A humildade é o fundamento da oração. «Não sabemos o que havemos de pedir para rezarmos como deve ser» (Rm 8, 26). A humildade é a disposição necessária para receber gratuitamente o dom da oração: o homem é um mendigo de Deus” (CIC 2559).

Por outro lado, a meditação seria mais focada em um pensamento ou tema espiritual específico:

“A meditação é sobretudo uma busca. O espírito procura compreender o porquê e o como da vida cristã, para aderir e corresponder ao que o Senhor lhe pede. Exige uma atenção difícil de disciplinar. Habitualmente, recorre-se à ajuda dum livro e os cristãos não têm falta deles: a Sagrada Escritura, em especial o Evangelho, os santos ícones (as imagens), os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os escritos dos Padres espirituais, as obras de espiritualidade, o grande livro da criação e o da história, a página do «hoje» de Deus” (CIC 2705).

A meditação, na tradição católica, envolve mais o intelecto do que a “oração” geral, mas pode-se dizer que a meditação é uma forma de oração:

“A meditação põe em acção o pensamento, a imaginação, a emoção e o desejo. Esta mobilização é necessária para aprofundar as convicções da fé, suscitar a conversão do coração e fortalecer a vontade de seguir a Cristo. A oração cristã dedica-se, de preferência, a meditar nos «mistérios de Cristo», como na « lectio divina» ou no rosário. Esta forma de reflexão orante é de grande valor, mas a oração cristã deve ir mais longe: até ao conhecimento amoroso do Senhor Jesus, até à união com Ele”. (CIC 2708)

Portanto, podemos entender que a meditação cristã normalmente é uma oração, mas a oração nem sempre é uma meditação. Podem haver muitas semelhanças, mas isso depende das circunstâncias e do contexto.

Fonte: Aleteia



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog