Setembro 2020 - Devoção e Fé - Blog Católico

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Papa: encontrar a cura também para os grandes vírus humanos e socioeconômicos


"Um pequeno vírus continua causando feridas profundas e desmascara as nossas vulnerabilidades físicas, sociais e espirituais. Mostrou a grande desigualdade que reina no mundo: desigualdade de oportunidades, de bens, de acesso aos cuidados médicos, de tecnologia, educação, milhões de crianças não podem ir à escola, e assim por diante", disse Francisco na Audiência Geral.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

“Curar o mundo. Preparar o futuro junto com Jesus que salva e cura.” Este foi o tema da catequese do Papa Francisco na Audiência Geral, desta quarta-feira (30/09), realizada no Pátio São Dâmaso, dedicada ao tema da pandemia de coronavírus.

O Pontífice recordou que “nas últimas semanas, à luz do Evangelho, refletimos juntos sobre como curar o mundo que sofre de um mal-estar que a pandemia realçou e acentuou”. “O mal-estar já existia. A pandemia o acentuou e aumentou. Percorremos os caminhos da dignidade, da solidariedade e da subsidiariedade, caminhos indispensáveis para promover a dignidade humana e o bem comum”, sublinhou Francisco.
Na qualidade de discípulos de Jesus, começamos a seguir os seus passos optando pelos pobres, repensando o uso dos bens e cuidando da Casa comum. No meio da pandemia que nos aflige, ancoramo-nos nos princípios da Doutrina Social da Igreja, deixando-nos guiar pela fé, esperança e caridade. Aqui encontramos uma ajuda sólida para ser agentes de transformação que sonham alto, não se detêm nas mesquinharias que dividem e magoam, mas encorajam a gerar um mundo novo e melhor.

Gritos que exigem de nós outro rumo

O Papa frisou que gostaria que este percurso continuasse quando terminar suas catequeses sobre o tema da pandemia, que possamos continuar caminhando juntos, «mantendo o nosso olhar fixo em Jesus», que salva e cura o mundo.
O Evangelho nos mostra que “Jesus curou doentes de todos os tipos, restituiu a visão aos cegos, a palavra aos mudos, a audição aos surdos. Quando curava doenças e enfermidades físicas, curava também o espírito, perdoando os pecados, porque Jesus perdoa sempre, assim como as “dores sociais”, incluindo os marginalizados. Jesus, que renova e reconcilia cada criatura, nos concede os dons necessários para amar e curar como Ele sabia fazer, para cuidar de todos sem distinção de raça, língua ou nação”.
Segundo Francisco, “para que isto aconteça realmente, temos necessidade de contemplar e apreciar a beleza de cada ser humano e de cada criatura. Fomos concebidos no coração de Deus. «Cada um de nós é o fruto de um pensamento de Deus. Cada um de nós é querido, cada um de nós é amado, cada um é necessário». Além disso, toda criatura tem algo a dizer-nos sobre Deus Criador. Reconhecer esta verdade e dar graças pelos laços íntimos da nossa comunhão universal com todas as pessoas e todas as criaturas ativa «um cuidado generoso e cheio de ternura». Ajuda-nos também a reconhecer Cristo presente nos nossos irmãos e irmãs pobres e sofredores, a encontrá-los e a ouvir o seu grito e o grito  da terra que lhe faz eco”. A seguir, acrescentou:
Mobilizados interiormente por estes gritos que exigem de nós outro rumo, exigem mudanças, poderemos contribuir para a cura das relações com os nossos dons e capacidades. Poderemos regenerar a sociedade e não voltar à chamada “normalidade”, que é uma normalidade doente, que estava doente antes da pandemia. A pandemia a acentuou. Agora voltamos à normalidade. Não, isso não é bom. Esta normalidade era doente de injustiça, desigualdade e degradação ambiental.

Um pequeno vírus continua causando feridas profundas

O Papa observou que “a normalidade a que somos chamados é a do Reino de Deus, onde «os cegos veem, os coxos caminham, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres...». Ninguém se faça de bobo olhando para o outro lado! Na normalidade do Reino de Deus o pão chega a todos e sobeja, a organização social baseia-se em contribuir, partilhar e distribuir, não em possuir, excluir e acumular. Estes dois gestos, não? Este é o gesto que faz ir adiante uma sociedade, uma família, um bairro, uma cidade, todos: dar-se, dar, que não é dar esmola, não: é dar do coração. E não o gesto que puxa para trás com egoísmo, a ânsia de possuir e todas essas coisas. A forma cristã de fazer isto não é uma forma mecânica: é uma forma humana. Não poderemos sair da crise, evidenciada pela pandemia, mecanicamente: com novos aparelhos... que são muito importantes! “Eh, Padre, há inteligência artificial...”: é importante, nos faz ir adiante. Não tenha medo dessas coisas, mas sabendo que nem mesmo os meios mais sofisticados podem fazer uma coisa: eles podem fazer muitas coisas, mas não podem fazer uma coisa: a ternura. E a ternura é o sinal da presença de Jesus, o aproximar-se ao próximo para fazer com que vá adiante, para curar, ajudar, sacrificar-se pelo outro. Não se esqueçam disso”.
Um pequeno vírus continua causando feridas profundas e desmascara as nossas vulnerabilidades físicas, sociais e espirituais. Mostrou a grande desigualdade que reina no mundo: desigualdade de oportunidades, de bens, de acesso aos cuidados médicos, de tecnologia, educação, milhões de crianças não podem ir à escola, e assim por diante. Estas injustiças não são naturais nem inevitáveis. São obra do homem, provêm de um modelo de crescimento desligado dos valores mais profundos. O desperdício de alimento. O desperdício do alimento que sobra. Com esse desperdício é possível dar de comer a todos! E isto fez com que muitas pessoas perdessem a esperança e aumentou a incerteza e a angústia.

“É por isso que, para sairmos da pandemia, temos que encontrar a cura não só para o coronavírus, mas também para os grandes vírus humanos e socioeconômicos. E certamente não podemos esperar que o modelo econômico subjacente ao desenvolvimento injusto e insustentável resolva os nossos problemas. Não o fez e não o fará, porque não pode fazê-lo, embora certos falsos profetas continuam prometendo o “efeito dominó” que nunca chega.”

Vocês já ouviram falar do teorema do copo: o importante é que o copo se encha e depois transborda sobre os pobres e outros, e eles recebem as riquezas. Mas existe um fenômeno: o copo começa a encher e quando está quase cheio, o copo cresce e cresce e nunca transborda, nunca. Fiquem atentos!

Trabalhar para gerar boas políticas

Segundo o Pontífice, “temos que trabalhar urgentemente para gerar boas políticas, para conceber sistemas de organização social que recompensem a participação, o cuidado e a generosidade, e não a indiferença, a exploração e os interesses particulares. Temos de ir adiante com ternura. Uma sociedade solidária e equitativa é uma sociedade mais saudável. Uma sociedade participativa, onde os “últimos” são considerados como os “primeiros”, fortalece a comunhão. Uma sociedade onde a diversidade é respeitada é muito mais resistente a qualquer tipo de vírus”.
O Papa concluiu sua catequese, convidando a colocar “este caminho de cura sob a proteção da Virgem Maria, Nossa Senhora da Saúde. Ela, que carregou Jesus no seu ventre, nos ajude a ser confiantes. Animados pelo Espírito Santo, podemos trabalhar juntos para o Reino de Deus que Cristo inaugurou neste mundo, vindo entre nós. Um reino de luz no meio das trevas, de justiça no meio de tantos ultrajes, de alegria no meio de tanta dor, de cura e salvação no meio da doença e da morte. Deus nos conceda “viralizar” o amor e globalizar a esperança à luz da fé”.

Nas pegadas de São Jerônimo

Após a catequese, o Pontífice lembrou que hoje assinou a Carta Apostólica «Sacrae Scripturae affectus», no 16º centenário da morte de São Jerônimo. “Que o exemplo deste grande doutor e Padre da Igreja, que colocou a Bíblia no centro de sua vida, desperte em todos um amor renovado pela Sagrada Escritura e o desejo de viver em diálogo pessoal com a Palavra de Deus”.

30 setembro 2020





Carta Apostólica do Papa dedicada a São Jerônimo: a “Biblioteca de Cristo”

São Jerônimo, sacerdote e doutor da Igreja 

“Verdadeiramente Jerônimo é a ‘Biblioteca de Cristo’, uma biblioteca perene que, passados dezesseis séculos, continua a ensinar-nos o que significa o amor de Cristo, um amor inseparável do encontro com a sua Palavra. Palavras do Papa Francisco, na Carta Apostólica “Scripturæ Sacræ Affectus”, uma homenagem a São Jerônimo no XVI centenário da sua morte

Jane Nogara – Vatican News

Foi publicada uma Carta Apostólica do Papa Francisco, na memória litúrgica de São Jerônimo “Scripturæ Sacræ Affectus”, uma homenagem ao santo no XVI centenário da sua morte. Francisco inicia a Carta recordando o grande amor do santo pela Sagrada Escritura: “O afeto à Sagrada Escritura, um terno e vivo amor à Palavra de Deus escrita é a herança que São Jerônimo, com a sua vida e as suas obras, deixou à Igreja. Tais expressões, tiradas da memória litúrgica do Santo,  dão-nos uma chave de leitura indispensável para conhecermos, no XVI centenário da morte, a sua figura saliente na história da Igreja e o seu grande amor a Cristo”.

Visão na Quaresma de 375

Na Introdução do documento o Papa recorda a vida do santo, seu percurso, seus estudos que iniciaram a partir da visão, talvez na Quaresma de 375: “Aquele episódio da sua vida concorre para a decisão de se dedicar inteiramente a Cristo e à sua Palavra, consagrando a sua existência a tornar as palavras divinas cada vez mais acessíveis aos outros, com o seu trabalho incansável de tradutor e comentador”. E afirma: “Colocando-se à escuta na Sagrada Escritura, Jerônimo encontra-se a si mesmo, encontra o rosto de Deus e o dos irmãos, e apura a sua predileção pela vida comunitária”.

A chave sapiencial do seu retrato

“Para uma plena compreensão da personalidade de São Jerônimo – explica o Papa - é necessário combinar duas dimensões caraterísticas da sua existência de crente: por um lado, a consagração absoluta e rigorosa a Deus, renunciando a qualquer satisfação humana, por amor de Cristo crucificado (cf. 1 Cor 2, 2; Flp 3, 8.10); por outro, o empenho assíduo no estudo, visando exclusivamente uma compreensão cada vez maior do mistério do Senhor. É precisamente este duplo testemunho, admiravelmente oferecido por São Jerônimo, que se propõe como modelo, antes de tudo, para os monges, a fim de encorajar quem vive de ascese e oração a dedicar-se ao labor assíduo da pesquisa e do pensamento; e, depois, para os estudiosos a fim de se recordarem que o conhecimento só é válido religiosamente se estiver fundado no amor exclusivo a Deus, no despojamento de toda a ambição humana e de toda a aspiração mundana”.

“A ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo”

Recordando o amor do santo pela Sagrada Escritura o Pontífice destaca que “nos últimos tempos, os exegetas descobriram a genialidade narrativa e poética da Bíblia, exaltada precisamente pela sua qualidade expressiva; Jerônimo, ao contrário, destacava mais, na Escritura, o caráter humilde com que Deus Se revelou expressando-se na natureza áspera e quase primitiva da língua hebraica, quando comparada com o primor do latim ciceroniano. Portanto, não é por um gosto estético que ele se dedica à Sagrada Escritura, mas apenas – como é bem sabido – porque ela o leva a conhecer Cristo, pois a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo”.

Obediência

“O amor apaixonado de São Jerônimo às divinas Escrituras está imbuído de obediência: antes de tudo, obediência a Deus, que Se comunicou em palavras que exigem escuta reverente  e, consequentemente, obediência também a quantos na Igreja representam a tradição interpretativa viva da mensagem revelada”.

A Vulgata

“Mas – lê-se na Carta - para os leitores de língua latina, não existia uma versão completa da Bíblia na sua língua; havia apenas algumas traduções, parciais e incompletas, feitas a partir do grego. Cabe a Jerônimo – e, depois dele, aos seus continuadores – o mérito de ter empreendido uma revisão e uma nova tradução de toda a Escritura. Tendo começado em Roma, com o encorajamento do Papa Dâmaso, a revisão dos Evangelhos e dos Salmos, depois, já no seu retiro em Belém, lançou-se à tradução de todos os livros veterotestamentários diretamente do hebraico; uma obra, que se prolongou por vários anos”.

A tradução como inculturação

“Com esta sua tradução, Jerônimo conseguiu ‘inculturar’ a Bíblia na língua e cultura latinas, tornando-se esta operação um paradigma permanente para a ação missionária da Igreja” . Na verdade, ‘quando uma comunidade acolhe o anúncio da salvação, o Espírito Santo fecunda a sua cultura com a força transformadora do Evangelho’,  estabelecendo-se assim uma espécie de circularidade: se a tradução de Jerônimo é devedora à língua e à cultura dos clássicos latinos, cujos vestígios são bem visíveis, por sua vez ela, com a sua linguagem e o seu conteúdo simbólico e rico de imagens, tornou-se um elemento criador de cultura”.

Biblioteca de Cristo

Por fim, o Papa faz um apelo: “Entre muitos elogios feitos a São Jerônimo pelos seus vindouros, encontra-se este: não foi considerado simplesmente um dos maiores cultores da ‘biblioteca’ de que se nutre o cristianismo ao longo dos tempos, a começar pelo tesouro da Sagrada Escritura, mas aplica-se-lhe aquilo que ele mesmo escreveu sobre Nepociano: ‘Com a leitura assídua e a meditação constante, fizera do seu coração uma biblioteca de Cristo’. Recordando que “Jerônimo não poupou esforços para enriquecer a sua biblioteca, vendo nela um laboratório indispensável para a compreensão da fé e para a vida espiritual; e, nisto, constitui um exemplo admirável também para o presente”.
“Verdadeiramente Jerônimo é a ‘Biblioteca de Cristo’, uma biblioteca perene que, passados dezesseis séculos, continua a ensinar-nos o que significa o amor de Cristo, um amor inseparável do encontro com a sua Palavra”.

30 setembro 2020




São Jerônimo e a primeira tradução da Bíblia dos textos originais


A Bíblia de Gutenberg, em 1456, foi o primeiro livro impresso da história. Para esta primeira edição foi escolhida justamente a Vulgata de São Jerônimo.

Lurdinha Nunes  - Vatican News

Em 386 São Jerônimo se estabeleceu nas proximidades da Basílica da Natividade, para dedicar-se ao estudo da Bíblia. A ele se deve a célebre versão latina (Vulgata), que mais tarde se tornou oficial na Igreja do Ocidente e de suma importância para a transmissão das Escrituras.

Próximo à gruta da Natividade estão as grutas de São José, dos  Santos Inocentes  e a gruta de São Jerônimo onde ele dedicou  mais de 40 anos à tradução dos textos bíblicos originais, do hebraico e do grego, para o latim. Descrever São Jerônimo não é tarefa fácil.

Dálmata de cultura enciclopédica, se retirou no deserto próximo a Antioquia, berço do cristianismo, vivendo em penitência. Depois, tornando-se sacerdote, iniciou uma intensa atividade literária. Em Roma foi colaborador do Papa Dâmaso. Após sua morte, Jerônimo retirou-se para Belém.

Fr. EUGENIO ALLIATA, ofm - Studium Biblicum Franciscanum - Jerusalém

No ambiente em que se situa a Gruta da Natividade, onde segundo a tradição Jesus nasceu, existem muitas outras grutas, tanto à direita quanto à esquerda, mais ou menos profundas, e mais ou menos sempre dispostas de alguma forma pelo homem como lugares de veneração. Devido à seu interesse religioso, a proximidade com a gruta de Jesus, criou esse interesse nas grutas próximas. Quanto à gruta de São Jerônimo, é a gruta que fica precisamente no lado norte da Gruta da Natividade.

Fr. EUGENIO ALLIATA, ofm - Studium Biblicum Franciscanum – Jerusalém

Foram pouco mais de 40 anos - porém um período que deu resultados extremamente importantes, especialmente para a história da Igreja Ocidental em que a língua era o latim. A partir daquele momento, todos poderiam usar uma tradução da Bíblia feita diretamente dos textos originais, de acordo com a visão de São Jerônimo, para o qual, era preciso seguir a verdade hebraica, não as modificações feitas nas traduções subsequentes da Bíblia.Esta ideia é muito moderna, e hoje todos lêem na primeira página de cada Bíblia: "traduzida dos textos originais". É preciso dizer que São Jerônimo teve essa preciosa intuição já naquele tempo.
A Bíblia de Gutenberg, em 1456, foi o primeiro livro impresso da história. Para esta primeira edição foi escolhida justamente a Vulgata de São Jerônimo. É conhecida como a Bíblia de 42 linhas e está dividida apenas em capítulos. Os versículos foram introduzidos em 1527. Com o passar dos séculos chegou aos nossos dias e continua sendo o livro mais lido, traduzido e impresso em todas as línguas.

30 setembro 2020


São Jerônimo e a primeira tradução da Bíblia dos textos originais




STF nega recurso de sacerdote pró-vida condenado por impedir um aborto


Padre Luiz Carlos Lodi / Foto: Facebook Pró-vida de Anápolis

Anápolis, 29 set. 20 / 02:27 pm (ACI).- O Supremo Tribunal Federal (STF) não acolheu o recurso e confirmou uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que havia condenado Padre Luiz Carlos Lodi, da Diocese de Anápolis (GO), a pagar uma indenização de R$398 mil a um casal por ter impetrado um habeas corpus a fim de impedir que fosse realizado o aborto de um feto com a síndrome de Body Stalk.

O caso ocorreu em outubro de 2005, quando o sacerdote pró-vida impetrou o habeas corpus para impedir que uma gestante levasse adiante o procedimento de aborto autorizado pela Justiça de um feto diagnosticado com a síndrome de Body Stalk, doença caracterizada pelo cordão umbilical curto e a não possibilidade de fechamento da parede abdominal, promovendo a exposição dos órgãos.

Em 2008, a mulher entrou na Justiça e, em 2016, por decisão do Superior Tribunal de Justiça, o sacerdote foi condenado a pagar indenização de R$60 mil com correções e juros. Em agosto deste ano, o STF não acolheu o recurso, o processo tramitou em julgado, esgotando as possibilidades de novas apelações.
“Para mim, pessoalmente, essa decisão tem pouca importância, pois vão querer tirar o dinheiro que não tenho. Vão querer fazer um inventário dos meus bens e os únicos bens que tenho são livros”, disse o sacerdote à ACI Digital.

Por ocasião da condenação em 2016, Pe. Lodi havia publicado uma carta por meio da qual explicou como o caso ocorreu. Segundo ele, quando entrou com o pedido, não lhe foi permitido fazer cópias dos autos do processo, tendo que “escrever a peça do habeas corpus a mão, em uma folha avulsa”.

Mais tarde, leu em uma notícia do jornal local ‘O Popular’ que o Desembargador Aluísio Ataídes de Sousa havia suspendido o alvará que permitia o aborto da criança, que já tinha o nome de Geovana Gomes Leneu. Entretanto, a reportagem também dizia: “A decisão, entretanto, perdeu objeto, pois o procedimento já foi realizado”.

Porém, ao contrário do que dizia a matéria, “a liminar chegou a tempo de salvar Geovana da morte”. “Os pais da criança voltaram a Morrinhos, sua cidade, sem que eu nada soubesse sobre o ocorrido, sempre acreditando na veracidade da notícia do Jornal ‘O Popular’”, contou.

O padre lamentou tal equívoco e garantiu que, se “soubesse que Geovana havia sobrevivido e que seus pais estavam em Morrinhos, sem dúvida eu teria ido visitá-los, acompanhá-los durante a gestação, oferecer-lhes assistência durante o parto (como fizemos com tantas outras gestantes) e, em se tratando de uma criança com risco de morte iminente, batizá-la logo após o nascimento. E se ela falecesse, para mim seria uma honra fazer suas cerimônias fúnebres acompanhando a família até o cemitério”.

Com a decisão recente do STF, que não acolheu o recurso, Pe. Lodi indicou à ACI Digital ser preocupante o fato de “criar um precedente”. O sacerdote assinalou que, neste caso, processaram apenas ele e não o desembargador que havia suspendido o alvará que permitia o aborto da criança.
Já na carta publicada em 2016, Pe. Lodi havia observado que “a condenação do impetrante de um habeas corpus por danos morais é teratológica, pois, se o Tribunal ou Desembargador concedeu a ordem, não foi por ‘obediência’ ao cidadão, mas por verificar que, naquele caso, o juiz estava de fato agindo com ilegalidade e abuso de poder”.

Nesse sentido, questionou: “Por que não processar por ‘danos morais’ o Desembargador que expediu a liminar?”.
Em declarações à ACI Digital, lamentou que, agora, “com essa decisão, qualquer pessoa que queira usar os meios legais para defender a vida e impedir um aborto pode não fazê-lo por medo de entrar na Justiça e depois ser processada”.

Além disso, indicou que esta decisão gera ainda um “precedente muito ruim, porque instaurou uma perseguição contra a Igreja Católica”. “Este caso coloca como oficial que não se pode defender a vida em nome da fé que se professa, mesmo que usando os meios legais para isso”, advertiu.

Entretanto, Pe. Lodi se disse tranquilo e mesmo alegre diante dessa situação. “Tenho que ficar muito alegre, porque é uma ordem de Jesus”, expressou, citando o Sermão da Montanha.

“Jesus disse: ‘Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus! Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus’”, completou.




Hoje é celebrado São Jerônimo, tradutor da Bíblia e doutor da Igreja (30 de setembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 30 set. 20 / 05:00 am (ACI).- “Ama a Sagrada Escritura e a sabedoria amar-te-á; ama-a ternamente e ela guardar-te-á; honra-a e receberás as suas carícias”. Assim costumava a dizer São Jerônimo, tradutor da Bíblia ao latim, cuja festa se celebra neste dia 30 de setembro. Ao recordar este santo, a Igreja celebra também o dia da Bíblia.

O nome Jerônimo significa “que tem um nome sagrado”. Este santo consagrou toda sua vida ao estudo das Sagradas Escrituras e é considerado um dos melhores, se não o melhor, neste ofício.

Nasceu na Dalmácia (Iugoslávia) por volta do ano 340. Em Roma, estudou latim sob a direção do mais famoso professor de seu tempo, Donato, que era pagão. Chegou a ser um grande latinista e muito bom conhecedor do grego e de outros idiomas, mas muito pouco conhecedor dos livros espirituais e religiosos. Passava horas e dias lendo e aprendendo de cor os grandes autores latinos, Cicero, Virgilio, Horácio e Tácito, e aos autores gregos, Homero e Platão, mas quase nunca dedicava tempo à leitura espiritual.

Jerônimo se dispôs ir ao deserto a fazer penitência por seus pecados (especialmente por sua sensualidade que era muito forte, por seu mau gênio e seu grande orgulho). Mas lá embora rezasse muito, jejuasse e passasse noites sem dormir, não conseguiu a paz, descobrindo que sua missão não era viver na solidão.

De volta à cidade, foi nomeado secretário do Papa Dâmaso, encarregado de redigir as cartas que o Pontífice enviava. Em seguida, foi designado para fazer a tradução da Bíblia.
As traduções que existiam naquela época tinham muitas imperfeições de linguagem e várias imprecisões ou traduções não muito exatas. Jerônimo, que escrevia com grande elegância o latim, traduziu a este idioma toda a Bíblia, e essa tradução chamada "Vulgata" (tradução feita para o povo ou vulgo) foi a Bíblia oficial para a Igreja Católica durante 15 séculos.

Por volta dos 40 anos, Jerônimo foi ordenado sacerdote. Mas seus altos cargos em Roma e a dureza com a qual corrigia certos defeitos da alta classe social lhe trouxeram invejas. Sentindo-se incompreendido e até caluniado em Roma, onde não aceitavam seu modo enérgico de correção, dispôs afastar-se daí para sempre e foi para a Terra Santa.

Passou seus últimos 35 anos em uma gruta, junto à Gruta de Belém. Várias das ricas matronas romanas que ele tinha convertido com suas pregações e conselhos venderam seus bens e  foram também a Belém a seguir sob sua direção espiritual. Com o dinheiro dessas senhoras, construiu naquela cidade um convento para homens, três para mulheres, e uma casa para atender os que chegavam de todas as partes do mundo para visitar o lugar onde nasceu Jesus.

Com tremenda energia, escrevia contra os hereges que se atreviam a negar as verdades da Santa religião.

A Santa Igreja Católica reconheceu sempre São Jerônimo como um homem eleito por Deus para explicar e fazer entender melhor a Bíblia. Por isso, foi nomeado patrono de todos os que no mundo se dedicam a fazer entender e amar mais as Sagradas Escrituras.

Morreu em 30 de setembro do ano 420, aos 80 anos.

O Papa Bento XVI, em sua audiência geral de 7 de novembro do 2007 disse: “Concluo com uma palavra de São Jerônimo a São Paulino de Nola. Nela o grande exegeta expressa precisamente esta realidade, isto é, que na Palavra de Deus recebemos a eternidade, a vida eterna. Diz São Jerônimo: ‘Procuremos aprender na terra aquelas verdades cuja consistência persistirá também no céu’”.




terça-feira, 29 de setembro de 2020

Passo Fundo: plantio de 150 mudas de ipê pelo jubileu da Romaria de São Miguel, a mais antiga do RS


Esta terça-feira (29) é o Dia dos Arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael 

A partir desta terça-feira e no dia 29 de cada mês até setembro de 2021, a comunidade católica de Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul, vai promover um gesto simbólico em comemoração ao Ano Especial da Laudato si' e em preparação aos 150 anos da Romaria em honra a São Miguel - a mais antiga do Estado. Em artigo especial ao Vatican News, o Pe. Joule Windson Cunha Santos, vigário da Paróquia São Vicente de Paulo, explica sobre o plantio de 150 mudas de ipê de diversas cores que pretende "conscientizar o ser humano na busca de restauração da Criação".

Pe. Joule Windson Cunha Santos - Paróquia São Vicente de Paulo em Passo Fundo/RS

São Miguel, o Arcanjo que cuida da Vida!

“Um grande profeta surgiu entre nós, e Deus veio visitar o seu povo”! (Lc 7,16). Resgatando a história de 149 anos, a Capela São Miguel foi erguida na localidade de Pinheiro Torto, onde historicamente os negros escravos empreendiam os mais diversos afazeres nas glebas dos primeiros proprietários e moradores desta região.
A respeito do histórico da Capela São Miguel, a professora Delma Rosendo Gehm diz que os pretos, Generoso e seu filho Isaías – o seu nome completo foi, provavelmente, Bento Isaías – escravos de Bernardo Castanho da Rocha, participaram da Guerra contra o Paraguai. Os dois marcharam como praças do 5º Corpo de Cavalaria da Guarda Nacional. Generoso, ferido, teve que sofrer a amputação de uma perna.
Continuando os relatos, escreve Francisco Antonino Xavier e Oliveira, que terminada a guerra, voltavam ambos para o lar de Bernardo, no Pinheiro Torto, quando, ao passarem pelas imediações das ruínas do povoado jesuítico de S. Miguel, encontraram, à beira de uma lagoa uma estátua, representando o arcanjo do mesmo nome, São Miguel. Achada a estátua, que resolveram trazer consigo, como trouxeram, obteram na vizinhança uma carretinha, puxada por um cavalo, e na qual, guiada por Isaías, também o ferido se acomodou para o resto da viagem.
Chegados ao Pinheiro Torto, Generoso empreendeu erigir uma capelinha ao Arcanjo, obra para a qual, apesar de sua relativa invalidez, não o impedia de capataziar a fazenda do ex senhor e aos sábados e domingos, saía a cavalo a angariar donativos na vizinhança. Assim, obtido o recurso necessário, o ex-escravo levou a termo a construção, feita com parede de pau a pique (estucada de barro), e coberta de capim. Nela, em seguida, veio a realizar-se, em 1871, a primeira festa de São Miguel e da qual foi festeira Dona Maria Joana de Oliveira, esposa de Diogo José de Oliveira, que, ao tempo, era pessoa de destaque em Passo Fundo. Mais tarde, com o auxílio de seu patrão, já referido, Generoso substituiu a primeira capelinha por outra melhor, construída de madeira e coberta de tabuinhas, a qual por longo tempo, serviu. No final, já velha, foi demolida para construção da atual, erguida em tijolos e coberta de telhas, e que foi construída anos depois da pacificação que pôs fim à Revolução Federalista de 1893. A capelinha foi acabada no ano de 1952.
Tal história da poética ermida explica a tradicional festa ou romaria anual, que acontece no domingo mais próximo ao dia 29 de setembro, sempre precedida de uma procissão àquela Capela, atraindo romeiros de Passo Fundo e de outras cidades vizinhas. Romeiros de todas as classes sociais, uns a pé, outros a cavalo e o maior número, talvez, em veículos de toda sorte, desde a lenta e muito velha carreta de bois, até o veloz e moderno automóvel, reunindo em Pinheiro Torto, um palpitante mostruário de nossa gente e de nossos costumes religiosos.

149ª Romaria em honra a São Miguel

Nesse ano de 2020, celebrando a 149ª Romaria em honra a São Miguel, inicia-se um caminho de preparação para a celebração do Jubileu dos 150 anos da Romaria, a mais antiga do Rio Grande do Sul, um século e meio de lutas e alegrias. Nesse ano atípico, devido à pandemia da Covid-19, a Romaria foi realizada de forma diferenciada, onde priorizamos a Programação Religiosa com o tríduo em preparação, dias 23, 24 e 25 de setembro, com transmissão ao vivo pela página do facebook da Paróquia São Vicente de Paulo, em Passo Fundo. Dia 27 de setembro, domingo, tivemos a transmissão da celebração, onde os romeiros puderam acompanhar.
No dia 29 de setembro, iniciaremos um caminho, onde todos os meses, nos dias 29, as celebrações darão início aos preparativos da celebração dos 150 anos da Romaria de São Miguel, um século e meio de histórias, encontros, buscas, orações, fé e luta pela justiça aos mais pobres. Esse é o verdadeiro sentido da Romaria de São Miguel. Durante esse período de preparação, os romeiros poderão visitar a Capela para rezar e realizar seu momento de espiritualidade, também pagando suas promessas.

Abraçando a causa da vida

Na comemoração dos 5 anos da proclamação da Laudato Si, do Papa Francisco, sobre o cuidado com a Casa Comum, ele nos aponta um caminho de consciência e mudança de paradigmas: “Estamos perto de superar muitos dos limites do nosso maravilhoso planeta, com consequências graves e irreversíveis: desde a perda de biodiversidade e alterações climáticas ao aumento do nível dos mares e à destruição das florestas tropicais, espaços onde os vírus habitam, que por sua vez são desalojados pela destruição das florestas, e os mesmos se obrigam a procurar um novo habitat nos animais e nas pessoas. Daí o Covid-19 (cf. Laudato Si 184). A desigualdade social e a degradação ambiental andam de mãos dadas e têm a mesma raiz: a do pecado de querer possuir e dominar os irmãos e irmãs, a natureza e o próprio Deus. Mas este não é o desígnio da criação” (cf. Laudato Si 218).
Atendendo à voz de Deus, somos convidados a abraçar a causa da vida: Deus confiou a terra e os seus recursos à gestão comum da humanidade, para que dela cuidasse. Deus nos pediu que dominássemos a terra em Seu nome, cultivando-a e cuidando dela como se fosse um jardim, o jardim de todos. “Cultivar” quer dizer lavrar; “guardar” significa proteger... “Existe ‘uma relação responsável de reciprocidade’ entre nós e a natureza. Cada comunidade pode tirar da bondade da terra o que precisa para a sua sobrevivência, mas também tem o dever de a proteger”. Para isso, todos os dias 29 de cada mês, a começar em setembro de 2020 a setembro de 2021 realizaremos um gesto simbólico: o plantio de 150 mudas de ipê de diversas cores, a fim de conscientizar o ser humano nessa busca de restauração da criação.
Já posso imaginar a beleza que aquele lugar sagrado vai ficar. Já é um lugar especial, vai ficar ainda mais... Para mim, é um lugar de Paz, um refúgio onde me conecto com meu São Miguel, meu guerreiro. Meu amigo e protetor. Vamos cuidar da nossa casa Comum?
 
Referências Bibliográficas: A Igreja Católica na construção da cidadania passo-fundense. Organizado por Elli Benincá. [et al.]. – Passo Fundo: Ifibe, 2007

28 setembro 2020





Com afastamento do pe. Robson, o Santuário de Trindade tem novo reitor


Pe. João Paulo Santos de Souza / Arquidiocese de Goiânia (Reprodução)

Aleteia Brasil | Set 28, 2020

O pe. João Paulo Santos encara o seu novo desafio com boas expectativas: “uma missão que os redentoristas exercem há mais de 125 anos”

Foi celebrada neste domingo, 27, a Missa de posse do pe. João Paulo Santos de Souza como reitor do Santuário Basílica de Trindade, em Goiás. Ele substitui no cargo o pe. Robson Oliveira, afastado há mais de um mês em decorrência das investigações do Ministério Público sobre supostos desvios de R$ 120 milhões doados por fiéis à Associação Filhos do Divino Pai Eterno (Afipe), entidade que administra o santuário. O pe. Robson também está afastado da presidência da associação.
Missionário redentorista, o pe. João Paulo considera a sua nova missão desafiadora, mas a encara com boas expectativas:

“O sentimento é de alegria por poder colaborar com uma missão que os redentoristas exercem há mais de 125 anos, aqui no Santuário Basílica, propagando a devoção ao Divino Pai Eterno e acolhendo os romeiros de todas as partes do Brasil e do mundo”.

Trajetória do pe. João Paulo

O sacerdote nasceu em 24 de junho de 1983 em São João do Araguaia, no Pará. Sua família mudou-se para Trindade, onde ele foi criado com cinco irmãos. Licenciado em Filosofia pela PUC-GO e bacharel em Teologia pelo IFITEG, ele tem especialização lato sensu em Cinema e Educação pela UEG e fez mestrado em Sagrada Escritura pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Hoje, o padre cursa doutorado também em Sagrada Escritura pela Universidade Gregoriana de Roma.

Ordenado sacerdote em 28 de novembro de 2009, o pe. João Paulo já colaborou nos Seminários Padre Pelágio, São José e São Clemente e foi vigário nas paróquias de Trindade, Nossa Senhora da Guia (Aparecida de Goiânia, GO), São Pedro Apóstolo (Vila Rica, MT), Nossa Senhora de Lourdes (Goiânia) e Nossa Senhora da Abadia (Abadia de Goiás, GO). Ele também é membro do governo provincial dos redentoristas em Goiás.

Investigações em andamento

O Ministério Público de Goiás deflagrou em 21 de agosto a Operação Vendilhões, que investig suposta apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos e sonegação fiscal. Os alvos da investigação são três entidades chamadas Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) e o seu então presidente, pe. Robson Oliveira. O sacerdote, que sempre negou os crimes, pediu afastamento das suas funções no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno e nas Afipes, visando contribuir para as apurações e, segundo ele, comprovar que não há irregularidades.

Para o Ministério Público, o sacerdote e pessoas de seu círculo de confiança utilizaram indevidamente e de modo sistemático o patrimônio das associações em benefício próprio, realizando “milhares de operações imobiliárias, muitas delas com indícios de elevado prejuízo material”.

Na última quarta-feira, 23, a juíza Placidina Pires, da Vara Estadual de Repressão ao Crime Organizado e à Lavagem de Capitais, decidiu liberar as contas da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) por considerar que a Afipe é vítima “dos supostos fatos criminosos objeto de apuração no Gaeco, de forma que não se mostra razoável a manutenção do bloqueio judicial, sobretudo considerando que a referida associação já providenciou, por conta própria, a adoção de algumas medidas internas para afastar eventuais riscos de reiteração das práticas ilícitas“.

Fonte: Aleteia



Novos detalhes sobre o caso Becciu e o Cardeal se pronuncia sobre as acusações


Cardeal Becciu. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Vaticano, 25 set. 20 / 03:45 pm (ACI).- A renúncia do Cardeal Angelo Becciu, aceita nesta quinta-feira, 24 de setembro, pelo Papa Francisco, após uma série de informações publicadas pela Catholic News Agency (CNA), agência em inglês do grupo ACI, sobre os escândalos financeiros no quais estaria envolvido o até ontem, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, revelou novos detalhes sobre os motivos últimos que levaram o Pontífice a pedir a demissão do Purpurado de 72 anos.

Segundo as investigações, o Cardeal Becciu teria usado milhões de euros de fundos de caridade do Vaticano em investimentos especulativos e de risco. O dinheiro proveniente das finanças do Vaticano e da Conferência Episcopal Italiana teria beneficiado projetos dirigidos pelos irmãos do Cardeal.
As principais acusações contra o Cardeal Becciu referem-se ao período em que atuou como Substituto da Secretaria de Estado do Vaticano entre 2011 e 2018, ano em que o Papa Francisco o nomeou Cardeal e o nomeou Prefeito da Congregação para as Causas do Santos.
De acordo com informações divulgadas pela CNA, 200 milhões de dólares foram usados ​​para financiar a compra pela Secretaria de Estado de um imóvel de luxo na Sloane Avenue, em Londres. Parte desses 200 milhões teria sido obtida por meio de um empréstimo concedido pelo BSI, um banco suíço om uma longa trajetória de violação das salvaguardas contra lavagem de dinheiro e fraude.
Além disso, de acordo com um recente artigo publicado pelo semanário italiano L'Espresso, o cardeal Becciu entregou ao financista Enrico Crasso, ex-diretor do Credit Suisse, o controle de milhões de euros de fundos de investimento do Vaticano da Secretaria de Estado e do fundo de caridade do Óbolo de São Pedro.
Crasso também é diretor do Centurion Global Fund, um fundo de investimento empregado pela Secretaria de Estado com vínculos com bancos suíços investigados ou implicados em subornos e escândalos de lavagem de dinheiro.
Segundo informou CNA, trata-se do mesmo fundo com o qual a Secretaria de Estado do Vaticano investiu milhões de euros, incluindo dinheiro do Óbolo de São Pedro.
Os relatórios mostram que, embora os fundos mútuos tenham perdido dinheiro, seus administradores, incluindo Crasso, ganharam milhões em comissões. O fundo de investimento Centurion está sob investigação por parte das autoridades do Vaticano desde dezembro de 2019.

Segundo a informação publicada por L'Espresso, Crasso direcionou o dinheiro do Vaticano para fundos altamente especulativos com baixas margens de retorno e estabelecidos em paraísos fiscais. Nessa mesma informação, detalha-se que o Cardeal Becciu usou dinheiro do Óbolo de São Pedro para financiar projetos de três de seus irmãos.
L'Espresso cita, especificamente, que o Cardeal Becciu obteve doações da Conferência Episcopal Italiana no valor de 300 mil euros destinados à cooperativa Spes entre 2013 e 2015.
A Cooperativa Spes é o braço operacional da Cáritas Diocesana da Diocese de Ozieri, na Sardenha, à qual pertencia o Cardeal. O responsável e representante legal da Cooperativa Spes é um dos irmãos do cardeal Becciu.
Em 2018, o Cardeal entregou a Spes a quantia de 100 mil euros do Óbolo de São Pedro, que era controlado por ele quando era Substituto do Secretário de Estado.
Sobre a denúncia, o Cardeal Becciu assegurou nesta sexta-feira, 25 de setembro, em uma entrevista coletiva em Roma, que esses 100 mil dólares não foram tocados e ainda estão no fundo da Cáritas da diocese de Ozieri.
“Pareceu-me estranho que esse dinheiro fosse absorvido pela Cooperativa, tanto que, quando cheguei em casa, liguei para o meu irmão pelo telefone, liguei para o Bispo, e disseram-me, 'não, os 100 mil estão aí, no fundo da Cáritas, ainda não usamos, porque estamos pensando em fazer um projeto importante para os pobres'. Portanto, não entendo que esteja sendo acusado de peculato ou de favorecer minha família, meu irmão. Porque o dinheiro ainda está lá”.
Em um comunicado de 24 de setembro, o Bispo de Ozieri e presidente da Cáritas Diocesana, Dom Corrado Melis, afirmou que esta instituição “nunca se beneficiou” de favores duvidosos ou ilegítimos e que “nunca usaram um centavo” de fundos destinados a obras de caridade para propósitos diferentes dessa finalidade.
Por outro lado, o Cardeal Becciu também intercedeu, segundo informações publicadas, em favor de outro irmão quando era Núncio em Angola e, posteriormente, em Cuba. Nesse período, contratou-se a empresa de carpintaria do irmão do Cardeal para mobiliar e reparar as igrejas em ambos os países.
O Cardeal Becciu também teria ajudado a conseguir clientes para a empresa Angel’s srl, uma distribuidora de alimentos e bebidas da qual outro irmão do Cardeal é o sócio majoritário e representante legal.
Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, 25, a família do Cardeal Becciu afirma que as notícias que denunciam que o Cardeal Becciu favoreceu seus irmãos são “infundadas, maliciosas e falsas, em particular as referências imaginativas e não comprovadas da concessão de doações do Óbolo de São Pedro”.
Segundo as informações, os grandes lucros das empresas dos irmãos Becciu teriam sido reinvestidos em produtos financeiros, ações e em valores de refúgio de baixo risco. Os rendimentos gerados por estes investimentos foram, por sua vez, reinvestidos em fundos de investimento do Secretário de Estado, como o Fundo Centurión.
Por meio de Crasso, o Cardeal Becciu também teria entrado em contato com Lorenzo Vangelisti, diretor-geral do Valeur Group, empresa de gestão de ativos, assessoria, comércio e imobiliária.
Vangelisti esteve envolvido na compra pelo Vaticano da propriedade da Sloane Avenue, em Londres, junto com o diretor de ações da Valeur, Alessandro Noceti, que trabalhava para a Suisse Credit em Londres.
O Cardeal Becciu, segundo informou a CNA no ano passado, também foi acusado de contratar sua sobrinha, Maria Piera Becciu, como secretária pessoal do Pe. Franco Decaminada, ex-presidente de um hospital italiano também ligado a um escândalo financeiro no Vaticano.
Decaminada foi detido em 2013 e enviado para a prisão por seu envolvimento na fraude massiva e corrupção causadas pelo colapso do Instituto Dermopático da Imaculada.
Conforme informou CNA em 2019, o Cardeal Becciu também foi acusado de tentar disfarçar os empréstimos nos balanços do Vaticano, cancelando-os contra o valor da propriedade comprada no bairro londrino de Chelsea, uma manobra contábil proibida pelas novas políticas financeiras aprovadas pelo Papa Francisco em 2014.
A suposta tentativa teria sido detectada pela Prefeitura de Economia, então liderada pelo cardeal George Pell. Altos funcionários do secretariado disseram à CNA que quando o cardeal australiano pediu para ver os detalhes dos empréstimos, o Cardeal Becciu o chamou à Secretaria de Estado para uma "reprimenda".
Na coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira em Roma, o Cardeal Becciu afirmou que se sente “atordoado. Tudo me parece surreal, mas tento ser realista. É uma coisa surreal porque ontem, até as 18h02, me sentia amigo do Papa, fiel servidor do Papa. E, depois, o Papa, falando, me diz que não tem mais confiança em mim porque os magistrados assinalaram que eu havia cometido atos de peculato”.
Além disso, assegurou que renova sua confiança no Santo Padre. “Eu lhe prometi fidelidade até o final e, inclusive, ao criar-me Cardeal, prometi dar a vida pela Igreja e pelo Papa, e eu não o trairei jamais, sou fiel e estou preparado para dar minha vida por eles”.
Segundo assegurou, ainda não recebeu nenhuma comunicação da justiça das acusações contra ele.
Por outro lado, o Vaticano ainda não se pronunciou sobre as razões que levaram à renúncia do Cardeal Becciu. Após a coletiva de imprensa do Cardeal, nenhum comunicado ou declaração da Santa Sé foi divulgada.




João Paulo II e a oração a São Miguel para proteger a vida no útero


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Philip Kosloski | Tue Sep 29 2020

O Papa polonês encarava a luta pela proteção da vida intrauterina como uma batalha espiritual

São João Paulo II era conhecido pelo seu comprometimento com a causa pró-vida. Ele acreditava que tanto a criança quanto a mãe mereciam ser cuidadas e protegidas.
Em particular, o Papa polonês encarava a luta pela proteção da vida intrauterina como uma batalha espiritual. Ele viu isso com mais clareza quando leu um capítulo do Livro do Apocalipse, no qual São João descreve a visão de uma mulher prestes a dar à luz. João Paulo II relatou suas observações em uma Regina Caeli em 1994:

Durante o tempo da Páscoa, a Igreja lê o Livro do Apocalipse, que contém as palavras relativas ao grande sinal que apareceu no céu: uma mulher vestida de sol; esta é a mulher prestes a dar à luz. O apóstolo João vê surgir diante dele um dragão vermelho, decidido a devorar o recém-nascido (cf. Ap 12,1-4).Esta imagem apocalíptica também pertence ao mistério da ressurreição. A Igreja o propõe novamente no dia da Assunção da Mãe de Deus. É uma imagem que tem expressão também nos nossos tempos, em particular no Ano da Família. Quando de fato todas as ameaças se acumulam diante da mulher que ela está prestes a trazer a vida ao mundo, devemos nos voltar para a Mulher vestida de sol, para que envolva com seus cuidados maternos todo ser humano minado no materno útero.

Ele explica, então, como São Miguel Arcanjo é um forte defensor dessa batalha espiritual e por que devemos rezar a oração de São Miguel:

A oração nos fortalece para aquela batalha espiritual de que fala a Carta aos Efésios: “fortale­cei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder”(Ef 6,10). É a esta mesma batalha a que o livro do Apocalipse se refere, recordando aos nossos olhos a imagem de São Miguel Arcanjo (cf. Ap 12, 7). O Papa Leão XIII estava certamente bem ciente desta cena quando, no final do século passado, apresentou uma oração especial a São Miguel para toda a Igreja: “São Miguel Arcanjo, defendei-nos na batalha. Sede nossa proteção contra a maldade e armadilhas do diabo … ”Mesmo que hoje essa oração não seja mais recitada no final da celebração eucarística, convido a todos a não a esquecer, mas a recitá-la para obter ajuda na batalha contra as forças das trevas e contra o espírito deste mundo.

Embora a proteção da vida no útero exija uma abordagem multifacetada e compassiva, não devemos esquecer a batalha espiritual que está ocorrendo e como Satanás se deleita muito com a destruição da vida humana. Portanto, reze:

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Fonte: Aleteia



Esta é a verdadeira história da oração a São Miguel Arcanjo do Papa Leão XIII


Imagem referencial / Crédito: Pixabay

REDAÇÃO CENTRAL, 29 set. 20 / 07:00 am (ACI).- Não existe um relato histórico definitivo sobre o que exatamente aconteceu com o Papa Leão XIII para que, na década de 1880, escrevesse a conhecida oração a São Miguel Arcanjo. Entretanto, testemunhos presenciais asseguraram que o Pontífice teve uma visão na qual Satanás apareceu, o que o motivou a pedir a intercessão de São Miguel para toda a Igreja.
No livro “Um exorcista conta-nos”, do falecido exorcista italiano Gabrielle Amorth, narra-se que um sacerdote chamado Domenico Pechinino conheceu pessoalmente o que levou o Papa Leão XIII a escrever a oração.
Este relatou o seguinte: “Não recordo o ano exato. Uma manhã, o Sumo Pontífice Leão XIII tinha celebrado a Santa Missa e estava assistindo a outra, de agradecimento, como era habitual. Logo, eu o vi levantar energicamente a cabeça e, em seguida, olhar algo por cima do celebrante. Olhava fixamente, sem piscar, mas com ar de terror e de espanto, desfigurado. Algo estranho, grande, ocorria com ele”.
“Finalmente, como voltando em si, com um rápido mas enérgico gesto levanta-se. Ele é visto se encaminhar ao seu escritório particular. Os familiares o seguem com pressa e ansiedade. Dizem a ele em voz baixa: ‘Santo Padre, não se sente bem? Precisa de alguma coisa?’. Resposta: ‘Nada, nada’. Depois de meia hora, chama o secretário da Congregação dos Ritos e, entregando-lhe uma folha, manda imprimi-la e enviá-la a todos os bispos diocesanos do mundo”, acrescentou.

“O que continha? A oração que rezamos ao final da Missa junto com o povo, com a súplica a Maria e a ardorosa invocação ao príncipe das milícias celestiais, implorando a Deus que volte a lançar Satanás ao inferno”, concluiu.
A oração de São Miguel se acrescentou em 1886 às outras “orações Leoninas” que o Santo Padre havia mandado recitar depois de 1884.
Segundo a tradição, o que motivou o Papa Leão XIII a escrever a oração foram as terríveis imagens que viu e escutou.
“Vi demônios e ouvi seus gritos, suas blasfêmias, sua zombaria. Ouvi a voz sinistra de Satanás desafiando Deus, dizendo que ele poderia destruir a Igreja e levar o mundo inteiro para o inferno se tivesse tempo e poder suficientes. Satanás pediu a Deus permissão para ter 100 anos para poder influenciar o mundo como nunca havia sido capaz de fazer antes”, disse.
A prática da oração a São Miguel esteve vigente até antes das reformas litúrgicas do Concílio Vaticano II. Entretanto, os fiéis podem continuar com esta devoção de modo privado.

Oração a São Miguel Arcanjo do Papa Leão XIII:

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate,
sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio!
Ordene-lhe Deus, instantemente o suplicamos,
e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina,
precipitai ao inferno satanás e todos os espíritos malignos
que andam pelo mundo para perder as almas.
Amém.




7 coisas sobre os arcanjos Gabriel, Rafael e Miguel que talvez você não saiba


REDAÇÃO CENTRAL, 29 set. 20 / 06:00 am (ACI).- A cada 29 de setembro, a Igreja Católica celebra a festa de três Santos Arcanjos: São Miguel, São Gabriel e São Rafael.

Confira a seguir sete coisas que talvez não conhecia sobre eles:

1. São os mais próximos aos humanos

Desde Pseudo-Dionísio, Padre da Igreja do século VI, está acostumado a se enumerar três hierarquias de anjos. Na primeira estão os Serafins, Querubins e Tronos. Depois vêm as Dominações, Virtudes e Potestades. Enquanto que na terceira hierarquia estão os Principados, Arcanjos e Anjos. Estes últimos são os que estão mais próximos às necessidades dos seres humanos.

2. São mensageiros de anúncios importantes

A palavra Arcanjo provém das palavras gregas “Arc” que significa “principal” e “anjo” que é “mensageiro de Deus”. Vejamos o que diz São Gregório Magno:

“Deveis saber que a palavra ‘Anjo’ designa uma função, não uma natureza. Na verdade, aqueles santos espíritos da pátria celeste são sempre espíritos, mas nem sempre se podem chamar Anjos. Só são Anjos quando exercem a função de mensageiros. Os que transmitem mensagens de menor importância chamam-se Anjos; os que transmitem mensagens de maior transcendência chamam-se Arcanjos.

3. Existem sete Arcanjos segundo a Bíblia

No livro do Tobias (12,15), São Rafael se apresenta como “um dos sete anjos que estão diante da glória do Senhor e têm acesso a sua presença”. Enquanto que no livro do Apocalipse (8,2), São João descreve: “vi os sete Anjos que estavam diante de Deus, e eles receberam sete trombetas”. Por estas duas citações bíblicas, afirma-se que são sete Arcanjos.

4. Conhecemos somente três nomes

A Bíblia menciona somente o nome de três Arcanjos: Miguel, Rafael e Gabriel. Os outros nomes (Uriel, Barachiel ou Baraquiel, Jehudiel, Saeltiel) aparecem em livros apócrifos de Enoc, o quarto livro de Esdras e em literatura rabínica. Entretanto, a Igreja reconhece apenas os três nomes que estão nas Sagradas Escrituras. Os outros podem servir como referência, mas não são doutrina.

5.  Gabriel significa “a força de Deus”

No Antigo Testamento, São Gabriel Arcanjo aparece no livro sagrado de Daniel explicando ao profeta uma visão do carneiro e do cabrito (Det 8), assim como instruindo-o nas coisas futuras (Det 9,21-27).  Nos Evangelhos, São Lucas (1,11-20) o menciona anunciando a Zacarias o nascimento de São João Batista e a Maria (1,26-38) que conceberia e daria a luz Jesus.
São Gabriel Arcanjo é conhecido como o “anjo mensageiro”, representado com uma vara perfumada de açucena e é padroeiro das comunicações e dos comunicadores, pois através da Anunciação trouxe ao mundo a mais bela notícia.

6. Rafael em hebreu é “Deus cura”

O único livro sagrado que menciona a São Rafael Arcanjo é o de Tobias e figura em vários capítulos. Ali se lê que Deus envia este Arcanjo para que acompanhe Tobias em uma viagem, na qual se casou com Sara.
Da mesma maneira, São Rafael indicou a Tobias como devolver a visão ao seu pai. Por esta razão é invocado para afastar doenças e conseguir terminar bem as viagens.

7. Miguel significa “Quem como Deus”

O nome do Arcanjo Miguel vem do hebreu “Mija-El” que significa “Quem como Deus ” e que, segundo a tradição, foi o grito de guerra em defesa dos direitos de Deus quando Lúcifer se opôs aos planos salvíficos e de amor do Criador.
A Igreja Católica teve sempre uma grande devoção ao Arcanjo São Miguel, especialmente a fim de pedir-lhe que nos liberte dos ataques do demônio e dos espíritos infernais. Costuma ser representado com a roupa de guerreiro ou soldado centurião pondo seu calcanhar sobre a cabeça do inimigo.




Hoje a Igreja celebra os santos arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael (29 de setembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 29 set. 20 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 29 de setembro a festa dos santos arcanjos São Miguel, São Gabriel e São Rafael, que aparecem na Bíblia com missões importantes dadas por Deus.

São Miguel em hebreu significa “Quem como Deus” e é um dos principais anjos. Seu nome era o grito de guerra dos anjos bons na batalha combatida no céu contra o inimigo e seus seguidores.
Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus.  É chamado pelo profeta Daniel, no Antigo Testamento, de príncipe protetor dos judeus. No Novo Testamento, é citado na carta de São Judas e no Livro do Apocalipse. Aparece como protetor dos filhos de Deus e de Sua Igreja.

São Gabriel significa “Fortaleza de Deus”. Teve a missão muito importante de anunciar a Nossa Senhora que ela seria a Mãe do Salvador.
Segundo o profeta Daniel (IX, 21), foi Gabriel quem anunciou o tempo da vinda do Messias; quem apareceu a Zacarias “estando de pé à direita do altar do incenso” (Lc 1, 10-19), para lhe dar a conhecer o futuro nascimento do Precursor; e, finalmente, o arcanjo como embaixador de Deus, foi enviado a Maria, em Nazaré para proclamar o mistério da Encarnação. É ele o portador de uma das orações mais populares e queridas do cristianismo, a Ave Maria.

São Rafael quer dizer “Medicina de Deus” ou “Deus obrou a saúde”. É o arcanjo amigo dos caminhantes, médico dos doentes, auxílio dos perseguidos.

No Livro de Tobias é narrado o momento que quando Tobit, pai de Tobias e homem de grande caridade, passou pela provação da cegueira e todos lhe questionavam a fé, juntamente quando Sara era atormentada por um demônio que matava seus maridos nas núpcias. Então, ambos rezaram a Deus e foram ouvidos; e foi Rafael que foi enviado para lhes prestar socorro.
São Rafael tomou a forma humana, fez-se chamar Azarías e acompanhou Tobias em sua viagem, ajudando-o em suas dificuldades, guiando-o por todo o caminho e auxiliando-o a encontrar uma esposa da mesma linhagem. Então, o Arcanjo explicou ao jovem Tobias que poderia se casar com Sara sem perigo algum. E, por fim, ao retornarem esclareceu como ele poderia curar o pai da cegueira. No livro de Tobias o próprio arcanjo se descreve como “um dos sete que estão na presença do Senhor”.

Para celebrar esta data, recordamos a oração aos Santos Arcanjos:

Ajudai-nos, ó grandes santos, irmãos nossos, que sois servos como nós diante de Deus. Defendei-nos de nós mesmos, de nossa covardia e tibieza, de nosso egoísmo e de nossa ambição, de nossa inveja e desconfiança, de nossa avidez em procurar a saciedade, a boa vida e a estima.
Desatai as algemas do pecado e do apego a tudo o que passa. Desvendai os nossos olhos que nós mesmos fechamos para não precisar ver as necessidades de nosso próximos e poder, assim, ocupar-nos de nós mesmos numa tranquila autocomplacência. Colocai em nosso coração o espinho da santa ansiedade de Deus para que não deixemos de procurá-lo com ardor, contrição e amor.
Contemplai em nós o Sangue do Senhor, que Ele derramou por nossa causa.  Contemplai em nós as lágrimas de vossa Rainha, que ela derramou sobre nós.
Contemplai em nós a pobre, desbotada, arruinada imagem de Deus, comparando-a com a imagem íntegra que deveríamos ser Sua vontade e Seu amor.
Ajudai-nos a conhecer Deus, a adorá-Lo, a amá-Lo e a servir-Lhe. Ajudai-nos no combate contra os poderes das trevas que, traiçoeiramente, nos envolvem e nos afligem.
Ajudai-nos para que nenhum de nós se perca e para que, um dia, estejamos todos jubilosamente reunidos na eterna bem-aventurança. Amém.
São Miguel, assisti-nos com vossos santos anjos;
Ajudai-nos e rogai por nós.
São Rafael, assisti-nos com vossos santos anjos;
Ajudai-nos e rogai por nós.
São Gabriel, assisti-nos com vossos santos anjos;
Ajudai-nos e rogai por nós.




Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog