Dezembro 2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Oração: Peça ao Menino Jesus um coração radiante de amor


Philip Kosloski | Dez 02, 2019

O Menino Jesus tem muito a nos ensinar durante as épocas do Advento e do Natal

As épocas do Advento e do Natal nos dão uma oportunidade especial de nos concentrarmos mais em Jesus quando criança – e essa é uma oportunidade da qual nem sempre aproveitamos.

O Menino Jesus tem muito a nos ensinar sobre humildade, pequenez e acima de tudo, amor.

Aqui está uma oração retirada do livro A Book of Devotions (“Um Livro de Devoções”). Trata-se de uma prece que se concentra nessas muitas lições e pede ao Menino Jesus que inflame nossos corações com amor nesta época especial do ano. Reze:

Ó Jesus, o mais glorioso, o mais santo, o mais adorável, Rei da minha alma! Bendita seja a hora em que Tua santa Mãe me dará como meu resgate. Ó, mais belo acima dos filhos dos homens, dá-me um coração cheio de desejos sagrados, amor, gratidão e zelo ardente, pois foi por minha causa que tu nasceste na terra. Dá-me o verdadeiro espírito de tua santa Natividade, um espírito de humildade, silêncio, desapego, docilidade, mansidão e verdadeira e ardente caridade. Abençoa-me, Divino Infante, ao abençoar os humildes e simples pastores vigiando seus rebanhos; e lembra-me sempre que é para os humildes, simples e fiéis que Tu mais desejas comunicar teus dons. Amém.

Fonte: Aleteia



7 meios espirituais para aproveitar ao máximo o Advento


Advento / Flickr da Igreja em Valladolid (CC BY-SA 2.0)

REDAÇÃO CENTRAL, 07 Dez. 19 / 06:00 am (ACI).- O sacerdote, escritor e funcionário da Secretaria de Estado do Vaticano, Mons. Florian Kolfhaus, compartilha 7 meios espirituais para todos os católicos que quiserem se preparar de uma maneira especial para receber Cristo no Natal.

A seguir, confira os 7 meios descritos em sua coluna publicada originalmente em CNA Deutsche:

1. Jejuar no Advento

Mesmo se as quatro semanas anteriores ao Natal têm um caráter “mais alegre” do que a penitência prévia à Páscoa, devemos esperar o aniversário de Jesus para celebrar a ceia de Natal.

Não é apenas um sacrifício que tem um valor espiritual, mas um sacrifício que nos ajuda na expectativa para o Natal.

2. Levantar-se 10 minutos mais cedo

Não é fácil levantar-se cedo de manhã, mas um pouco mais de tempo cada dia nos dá a oportunidade de começar bem o dia com Deus: uma oração pessoal de manhã, uma breve leitura das Escrituras, a oração do Rosário, etc.

São Josemaría Escriva diz que o momento de se levantar é o “minuto heroico”, o qual decide sobre todo o dia.

A Bíblia nos diz que São José costumava se levantar rapidamente de um sonho e, sem dúvida, é um bom defensor daqueles que não podem deixar de lado a comodidade.

3. Dar presentes de coração

Todos os dias podemos dar um pequeno presente, carta ou imagem. Eu sempre me pergunto por que não alegrar alguém em cada dia de Advento?

É bom ter um plano prévio: dar de presente possivelmente uma fotografia preta e branca para um familiar, brinquedos dos meus filhos para um sobrinho, os casacos para um orfanato ou fazer biscoitos para uma casa de idosos.

4. Ter um tempo de silêncio todos os dias

Todos os dias de Advento, devemos contar com uma hora de silêncio. Nem rádio, nem telefone, nem televisão, nem música de fundo, mas aproveitar o tempo para os momentos de oração e reflexão. E se sentirmos agitação ou preocupações, devemos encaminhá-las para deixar que o Messias entre no coração. A paz externa e o silêncio interior quase limpam automaticamente a alma.

5. Visitar Jesus

O Natal não é do Papai Noel, mas do pequeno menino no presépio. É o Filho de Deus que nos alimenta verdadeiramente, tão pequeno e que despretensioso está presente em todos os tabernáculos.

O Natal é a celebração do “pão vivo” que desceu do céu como nosso alimento. Belém significa “casa do pão”.

Todos os dias, podemos visitar a igreja, embora seja apenas por alguns minutos. Participar da Missa é uma maneira de devoção.

6. Confessar-se

Jesus nasce em um estábulo, na pobreza e na simplicidade, longe do barulho dos albergues. Entretanto, São José certamente teve que remover as teias de aranha e a sujeira ao redor; enquanto Nossa Senhora arrumou a roupa de cama limpa para preparar um bom lugar para o recém-nascido. Acima de tudo, tinham um coração cheio de amor puro.

Sem confissão não há um bom Natal para os católicos. A palha velha ou podre deve ser varrida do coração; outras vezes limpar o pó é suficiente, mas Jesus sempre quer encontrar uma morada onde possa repousar.

7. Devoção a Maria

Sem Maria não existiria Jesus. Sem Maria não poderíamos celebrar o Natal, porque o Filho de Deus não se tornaria homem. Portanto, o caminho à Belém é o da mãe de Jesus, que também é o nosso caminho.

Todos os dias, deve-se rezar o Rosário. Devemos rezar à Virgem Maria todos os dias do Advento para receber Jesus e não só na véspera de Natal.

Também devemos rezar pela maternidade de todas as mulheres que esperam ou perderam um filho nesses dias.

É necessário nos dirigirmos à nossa Mãe, pedir-lhe a sua intercessão em nossas necessidades, para agradecer-lhe pelo seu sim em Nazaré, pelo cuidado e pela criação de Jesus, pela sua ajuda maternal a Ele e a nós, por sua lealdade na Cruz.

Podemos lhe dar flores, uma oração especial ou uma pequena peregrinação a uma igreja. Também podemos lhe dar uma nova alegria todos os dias, possivelmente reconciliando-nos com velhos inimigos, renunciado nossos maus hábitos ou oferecendo as dificuldades que temos em nosso trabalho.

Por que fazemos tudo isto? Somente para fazê-la feliz. A fim de dar algo em troca do melhor presente de todos: Jesus!

Fonte: ACI digital



Papa Francisco: os cristãos são perseguidos com "luvas de pelica", deixados de lado, marginalizados


"O martírio é o ar da vida de um cristão, de uma comunidade cristã. Sempre haverá mártires entre nós: este é o sinal de que estamos seguindo o caminho de Jesus", disse Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira.

Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

A catequese da Audiência Geral do Papa Francisco, nesta quarta-feira (11/12), na Sala Paulo VI, no Vaticano, teve como tema, extraído do Livro dos Atos dos Apóstolos, «Ainda um pouco, e você me convence a tornar-me cristão!» Paulo prisioneiro diante do Rei Agripa.

Francisco continua a viagem do Evangelho no mundo narrado pelo Livro dos Atos dos Apóstolos, e o testemunho de Paulo é cada vez mais marcado pelo sigilo do sofrimento. “Paulo não é apenas um evangelizador cheio de ardor, missionário intrépido entre os pagãos que dá vida a novas comunidades, mas é também a testemunha sofredora do Ressuscitado”, disse o Papa.

Paulo e Jesus, ambos odiados pelos adversários

A chegada do Apóstolo a Jerusalém, descrita no capítulo 21 dos Atos, desencadeia um ódio feroz contra ele. Paulo é censurado: “Mas, este era um perseguidor! Não confiem!” "A cidade é hostil, assim como foi para Jesus. Tendo ido ao templo, Paulo foi reconhecido e  levado para ser linchado. Foi salvo por um fio pelos soldados romanos. “Acusado de ensinar contra a Lei e o templo, ele foi preso e começa a sua peregrinação de encarcerado, primeiro diante do Sinédrio, depois diante do procurador romano em Cesaréia e, por fim, diante do rei Agripa”, sublinhou Francisco, acrescentando:

“Lucas evidencia a semelhança entre Paulo e Jesus, ambos odiados pelos adversários. Jesus foi odiado pelos seus adversários e Paulo a mesma coisa, acusados publicamente e reconhecidos como inocentes pelas autoridades imperiais; e assim Paulo é associado à paixão de seu Mestre, e sua paixão se torna um evangelho vivo.”

A seguir, o Papa recordou o seu encontro, esta manhã, com os peregrinos ucranianos, de uma diocese na Ucrânia.

“Quanto essas pessoas foram perseguidas; quanto sofreram pelo Evangelho! Mas não negociaram fé. É um exemplo. Hoje, no mundo, na Europa, muitos cristãos são perseguidos e dão a vida por sua fé, ou são perseguidos com "luvas de pelica", ou seja, deixados de lado, marginalizados. O martírio é o ar da vida de um cristão, de uma comunidade cristã.”

"Sempre haverá mártires entre nós: este é o sinal de que estamos seguindo o caminho de Jesus. É uma bênção do Senhor que haja no povo de Deus, alguém que seja testemunho de martírio.”

A apologia de Paulo é um testemunho eficaz de fé

Paulo é chamado a defender-se das acusações e na presença do rei Agripa, a sua apologia se transforma num testemunho eficaz de fé. Mesmo quando fala de si, Paulo anuncia e manifesta o seu Senhor.

Depois, Paulo relata sua própria conversão: Cristo ressuscitado o tornou cristão e confiou-lhe a missão entre as nações, “para que se convertam das trevas para a luz, do poder de Satanás para Deus, e recebam o perdão dos pecados e a herança entre os santificados pela fé em Cristo”.

Paulo obedeceu a essa tarefa e não fez nada além de mostrar como os profetas e Moisés prenunciaram o que agora anuncia: «que o  Messias devia sofrer e que, ressuscitado por primeiro dentre os mortos, ele devia anunciar a luz ao povo e aos pagãos». O testemunho apaixonado de Paulo toca o coração do rei Agripa, que diz: «Ainda um pouco, e você me convence a tornar-me cristão! » Paulo é declarado inocente, mas ele não pode ser libertado porque apelou a César. Assim, continua a viagem irreversível da Palavra de Deus em direção a Roma.

A partir desse momento, o retrato de Paulo é o do prisioneiro cujas correntes são sinal de sua fidelidade ao Evangelho e do testemunho dado ao Ressuscitado.

As correntes são certamente uma provação humilhante para o apóstolo, que aparece aos olhos do mundo como um “malfeitor”. Mas seu amor por Cristo é tão forte que mesmo essas correntes são lidas com os olhos da fé; fé que para Paulo não é “uma teoria, uma opinião sobre Deus e o mundo”, mas é “o impacto do amor de Deus em seu coração, é o amor por Jesus Cristo”.

O Papa concluiu sua catequese, dizendo que “Paulo nos ensina a perseverança na provação e a capacidade de ler tudo com os olhos da fé. Peçamos ao Senhor, por intercessão do Apóstolo, para reavivar a nossa fé e nos ajudar a ser fiéis até o fim à nossa vocação de discípulos missionários”.

11 dezembro 2019

Fonte: Vatican News



terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Verdade ou mito? 10 histórias populares sobre a Virgem de Guadalupe


Por David Ramos

Imagem original da Virgem de Guadalupe em seu santuário na Cidade do México. Foto: David Ramos / ACI Prensa

Cidade do México, 10 Dez. 19 / 06:00 am (ACI).- Os quase 500 anos desde a aparição de Nossa Senhora de Guadalupe viram surgir uma diversidade de mitos em torno da imagem plasmada na tilma de São Juan Diego, como uma suposta temperatura humana ou movimento nos olhos da Virgem. O que há de verdade nisto?

Em entrevista ao Grupo ACI, Pe. Eduardo Chávez, postulador da causa de canonização de São Juan Diego e um dos maiores especialistas na aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, esclarece a verdade em torno dessas histórias.

1. É verdade que a imagem da Virgem de Guadalupe tem temperatura humana?

Pe. Chávez, também diretor do Instituto Superior de Estudos Guadalupanos, assinalou que este mito se difundiu através das redes sociais e e-mails, mas, na verdade, “a imagem não tem, não apresenta temperatura”.

“É lógico que o mármore, a pedra, a madeira, o tecido, tenham diferentes temperaturas”, disse. A imagem da Virgem de Guadalupe está plasmada sobre “um tecido feito de planta, uma agave chamada ‘ixotl’. E não apresenta uma temperatura como se fosse um ser humano”, indicou.

2. A imagem da Virgem de Guadalupe foi pintada ou fabricada por mãos humanas?

O sacerdote mexicano assegurou que este mito “é simples e claramente impossível”, pois, entre outros importantes detalhes, a tilma de São Juan Diego “não tem sequer pincelada”. “É uma estampa, é um impresso como tal”, afirmou.

Além disso, destacou o caráter milagroso da imagem, porque, “como é possível que tenha durado apesar de um acidente do ácido que se derramou sobre ela em 1784? Como é possível que, após o bombardeio ocorrido em 14 de novembro de 1921, nada tenha acontecido com ela?”.

3. Os olhos da Virgem de Guadalupe se movem?

Pe. Chávez afirmou que, nas redes sociais, “dizem que colocando sobre ela uma luz forte, os olhos se dilatam e coisas desse tipo. Isso não existe. Não é que se movam, não é que se dilatem”.

Para o cônego da Basílica de Guadalupe, “foi mal interpretada uma coisa que o oftalmologista Enrique Graue assinalou: que os olhos parecem humanos, no sentido de que se vê como uma fotografia humana, com profundidade e reflexos humanos”.

4. A Virgem de Guadalupe “flutua” sobre o manto?

O diretor do Instituto de Estudos Guadalupanos foi taxativo: “A imagem da Virgem de Guadalupe não flutua”, mas “está impressa na tilma”.

Também “não são duas ou três imagens postas uma sobre a outra”, como alguns asseguram.

5. A Virgem de Guadalupe é uma adaptação católica de uma deusa asteca?

Há quem defenda a ideia de que a Virgem de Guadalupe é uma adaptação católica da deusa asteca Coatlicue Tonantzin, uma mistura de mulher com serpentes que representava a fertilidade.

Entretanto, Pe. Chávez explicou que Nossa Senhora de Guadalupe “não é nenhuma adaptação de nenhuma deusa” e que “ela não aceita nenhuma idolatria”.

“Ela não é chamada de Coatlicue, que seria idolatria, ela é chamada Tonantzin, que não é idolatria, mas significa ‘nossa venerável mãe’, e como dizem os indígenas em diminutivo: ‘nossa mãezinha’. É um título, não é a idolatria”.

“Os missionários do século XVI jamais iriam fazê-la como um disfarce para uma deusa pagã, que para eles era simplesmente satanás, o demônio, e vesti-la como Maria. Isso é totalmente falso”, sublinhou.

6. Há música oculta na imagem da Virgem de Guadalupe?

Com base em um trabalho matemático, o contador público mexicano Fernando Ojeda divulgou esta descoberta, explicou Pe. Chávez.

Tomando as flores e estrelas na imagem da Virgem como se fossem notas musicais, Ojeda esboçou um pentagrama e encontrou a melodia.

Pe. Chávez assinalou que repetiram o experimento com cópias dos séculos XVI e XVII, “nas quais as estrelas e as flores estão a critério do pintor”, mas a única coisa que obtiveram foram “ruídos, não harmonia”.

“Somente com a original sai a harmonia perfeita e atualmente já tem um arranjo sinfônico. É verdade, surge música da imagem da Virgem de Guadalupe”, reiterou.

7. É verdade que uma das mãos da Virgem de Guadalupe é mais escura do que a outra?

Pe. Chávez assinalou que, embora “seja possível” que, com as sombras e a luz na imagem, se veja uma mão mais escura do que a outra na tilma de São Juan Diego, ele não está de acordo com os que sustentam que isso seja interpretado “como a mistura entre a raça branca e a raça mais escura, mais morena. Essas já são interpretações mais devocionais”, que “são bonitas, mas não há nenhuma correspondência com um códice ou com a mentalidade indígena”.

O que tem fundamento, indicou, é que a posição das mãos é entendida como rezar tanto para europeus como para os indígenas, que viam a Virgem “em passo de dança”, que para eles era sua forma de fazer oração.

8. Projetou-se recentemente, de forma milagrosa, uma luz no ventre da Virgem de Guadalupe?

Para Pe. Chávez, “é complicado saber se foi um milagre naquele momento, porque não sabemos se foi um raio de luz que tenha atingido alguma das coisas metálicas que se encontram perto dela e que tenha projetado uma luz em seu ventre”.

“O que sabemos é que ela é defensora da vida”, disse e destacou que isso se evidencia no “simples fato de que ela tenha uma cinta escura sobre o ventre, significa que está em cinta, portanto que Jesus Cristo Nosso Senhora está em seu ventre imaculado”.

9. São vistas palavras na imagem da Virgem de Guadalupe?

Frente aos que dizem que se pode encontrar palavras escritas na imagem da Virgem de Guadalupe, o sacerdote mexicano assegurou: “Eu não vejo isso em lugar algum”.

“Ela se comunica com glifos, como os indianos se comunicavam. E quando usou palavras, o fez em náhuatl através de Juan Diego, que depois foi sendo traduzido”.

“Em suas pregas e tudo isso, não se pode ver letras, isso faz parte de nosso carinho para com ela e tentamos com luz e sombra colocar nela ‘Pax’, colocar isso ou aquilo outro”, mas, “não há essas palavras”.

10. O bispo Frei Juan de Zumárraga tratou mal São Juan Diego?

O diretor do Instituto de Estudos Guadalupanos incentivou a “tirar de nossa mente e nosso coração” mitos como este contra o primeiro Bispo do México, o franciscano Frei Juan de Zumárraga.

“A chave, o eixo do acontecimento é o bispo”, assegurou, pois, “embora a Virgem de Guadalupe escolheu um leigo, colocou no paraíso um leigo, falou a um leigo, expressou sua mensagem a um leigo”, a casinha sagrada que ela pedia “não seria feita sem a autoridade do bispo”.

Pe. Chávez indicou que quem tratou mal São Juan Diego quando foi ver Frei Juan de Zumárraga “foram os criados, que o deixaram do lado de fora”.

O franciscano “nunca o tratou mal, ao contrário, tratou-o com carinho”, assim como “com muito respeito, com muita dignidade”, afirmou Pe. Chávez.

Fonte: ACI digital



Bispo brasileiro: Netflix dá bofetão na cara dos cristãos com programa blasfemo


Dom Henrique Soares da Costa / Foto: Facebook Dom Henrique Soares da Costa

REDAÇÃO CENTRAL, 09 Dez. 19 / 11:40 am (ACI).- O Bispo de Palmares (PE), Dom Henrique Soares da Costa, rechaçou o filme de Natal lançado por Netflix, “debochado e desrespeitoso ao extremo” com a fé cristã, e exortou os fiéis a cancelaram sua assinatura da plataforma de streaming, “como um presente a Nosso Senhor”.

No dia 3 de dezembro, estreou em Netflix o filme ‘A Primeira Tentação de Cristo’, do Porta dos Fundos, apresentado como um especial de Natal. Segundo a sinopse, Jesus retorna acompanhado de uma viagem de 40 dias pelo deserto e é surpreendido com uma festa surpresa pelos seus 30 anos.  O filme retrata os personagens caricaturados e o próprio Cristo como homossexual.

O lançamento do filme gerou diversas reações de cristãos, incentivando o cancelamento da assinatura de Netflix, como manifestação contra obra. No último sábado, Dom Henrique Soares da Costa se somou a este apelo por meio de uma publicação em suas redes sociais, intitulada “Sem Netflix: um simples e belo presente para Deus nascido da Virgem”.

Em seu texto, o Prelado lamenta que, “em pleno tempo de preparação para o Natal do Senhor, a Netflix deu um bofetão no rosto de todos os cristãos; cuspiu na nossa cara, zombando da nossa fé”.

Dom Henrique contou que era assinante da plataforma de streaming, mas, “nesta semana, desfiz a minha assinatura”. “Tinha que desfazê-la! Era o mínimo que poderia fazer! Desfi-la e senti-me feliz, contente, como quem presta uma homenagem a Alguém muito amado!”, afirmou.

Segundo ele, “certamente instigada pela força demoníaca que tem inspirado tantos e tantos corações e mentes nestes tempos de neo-paganismo”, a Netflix ofereceu como “especial de Natal” neste ano “um filme blasfemo, vulgar e desrespeitoso para com o nosso Deus e Senhor Jesus Cristo e sarcástico com a fé de todos os cristãos”.

Conforme assinalou o Bispo de Palmares, diante de um “filme debochado e desrespeitoso ao extremo com alguém a quem você ama”, talvez o “ideal” seria promover uma “ação judicial”. “Mas, com a desculpa de liberdade de expressão, todo lixo é permitido, todo sarcasmo para com a fé alheia é louvado, tudo quanto trinca e corrói os alicerces da nossa cultura e da nossa sociedade é reputado como avanço e progresso”.

“O que nos resta fazer, se realmente cremos no Senhor Jesus Cristo, se O amamos, se O confessamos como Deus verdadeiro feito verdadeiro homem? Uma só coisa: atingir essa gente naquilo que realmente lhe importa: o bolso! Sim, porque o deus dessa turma é o dinheiro”, expressou.

Nesse sentido, “como Bispo da Igreja”, Dom Henrique exortou “vivamente aos cristãos: neste Natal, proclame seu amor, sua fé, seu respeito em relação a Nosso Senhor Jesus Cristo; mostre que seu amor por Ele é real e ativo: cancele a assinatura da Netflix e lá, no menu apropriado, explique o motivo: ‘desrespeito por Jesus Cristo’, ‘desrespeito pelo cristianismo’”.

“Este cancelamento é uma interessante prova do quanto Cristo é ou não Alguém realmente significativo na sua vida!”, sublinhou.

E mesmo a quem “não acredita que Jesus seja o Cristo de Deus, mas é um cidadão sensato, uma pessoa de bem, de visão ampla”, o Prelado convidou a refletir: “para onde vai uma sociedade que desrespeita a religião e a sensibilidade das pessoas? Como construiremos um espaço de tolerância e respeito deste modo? É positivo zombar dos valores religiosos caros à grande maioria de uma sociedade, divertir-se fazendo chacota com realidades que são sagradas para muitos? A Netflix tinha o direito moral de fazê-lo?”.

“Se você acha isto um erro grave, peço-lhe que, mesmo não sendo crente, também cancele sua assinatura, em nome da saúde da nossa sociedade e da boa convivência entre os brasileiros! Cancele e diga o motivo: ‘falta de respeito pela religião dos demais’”.

Segundo o Bispo de Palmares, “não devemos nunca permitir que se desrespeite os valores e legítimos sentimentos religiosos ou morais das pessoas, sejam a que religião pertençam... Vivemos num mundo de intolerância; somente o respeito gera compreensão e tolerância”.

“Era isto que desejava partilhar. E também minha alegria imensa de, num um pequeno gesto, ter dado um humilde sinal de amor pelo meu querido Jesus Cristo, como um presente a Nosso Senhor. Nunca esqueça: ‘Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho único’... (Jo 3,16) Escarnecê-Lo deveria sempre tocar profundamente todo cristão que preze este nome de discípulo do Salvador”, concluiu Dom Henrique.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada a Festa da Transladação da Casa da Virgem de Loreto (10 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 10 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- Segundo a tradição, a Santa Casa de Loreto é a mesma Casa de Nazaré, na qual se deu o anúncio do Anjo, foi concebido Jesus Cristo e onde o Senhor viveu com José e a Virgem. Apresentamos a história de como milagrosamente esta casa “voou” da Terra de Jesus até Loreto, na Itália, cuja festa é celebrada neste dia 10 de dezembro.

A Santa Casa de Nazaré tinha duas partes, uma pequena gruta e uma estrutura de tijolos que se estendia a partir da entrada da gruta.

Em 1291, os sarracenos conquistaram a Terra Santa e queriam destruir todos os lugares sagrados do cristianismo. Quando chegaram às proximidades de Nazaré, os inimigos diziam: “nunca mais os cristãos celebrarão a Anunciação aqui”.

A basílica construída sobre a Casa tinha sido destruída em duas ocasiões (1090 e 1263), mas a Casa permaneceu intacta. No entanto, os cruzados não puderam voltar a reconstruí-la e o lar de Maria ficou desprotegido.

Segundo a tradição do translado, quando os cruzados perdiam o controle na Terra Santa, o Senhor enviou seus anjos com a ordem de levarem a casa para um lugar seguro.

Em 12 de maio de 1291, os anjos a transladaram para uma cidade chamada Tersatto, na Croácia. Pela manhã, os vizinhos ficaram surpresos ao ver a Casa sem fundações e sem saber como chegou.

Dentro, encontraram um altar de pedra e em cima dele uma estátua de cedro da Virgem Maria com o menino Jesus em seus braços. O menino segurava com sua mão esquerda uma esfera de ouro que representava o mundo e seus dois dedos da mão direita estavam estendidos, como abençoando. Ambos vestiam uma espécie de túnica e tinham coroas de ouro.

Dias depois, a Virgem apareceu a um sacerdote local e explicou a ele o lugar de onde a Casa procedia. Maria lhe disse: “deves saber que a casa que recentemente foi trazida a tua terra é a mesma casa na qual eu nasci e cresci. Aqui, na Anunciação do Anjo Gabriel, eu concebi o Criador de todas as coisas. Aqui, o Verbo se fez carne”.

“O altar foi que foi transladado com a casa foi consagrado por Pedro, o Príncipe dos Apóstolos. Esta casa veio de Nazaré para tua terra pelo poder de Deus, para o qual nada é impossível”, acrescentou.

Como verdadeira prova de tudo o que a Virgem lhe comunicou, o presbítero foi curado. O sacerdote, que tinha estado doente por muito tempo, anunciou o milagre e começaram as peregrinações. Os habitantes elevaram sobre a Casa um edifício simples para protege-la da natureza.

Depois de três anos e cinco meses, em 10 de dezembro de 1294, a Casa desapareceu de Tersatto e alguns pastores de Loreto, na Itália, disseram ter visto uma casa voando sobre o mar e sustentada por anjos. A tradição assinala que um anjo com capa vermelho, São Miguel, dirigia os outros e a Virgem com o Menino estavam sentados sobre a Casa.

Os anjos baixaram o recinto a um lugar chamado Banderuola e, posteriormente, levaram-na a uma colina, no meio de uma propriedade, para depois ser transladada a outra colina. Foi colocada no meio do caminho e ocupou esse local por mais de 700 anos.

Dois anos depois, a Virgem se apresentou a Paulo, um eremita, a quem contou a origem e a história da Santa Casa. Ele compartilhou com as pessoas do povoado e iniciaram medidas para verificar a autenticidade.

Os peritos foram a Tersatto e viram que a réplica que os moradores tinham feito era exatamente a mesma que a de Loreto e que muitos elementos coincidiam. Em Nazaré, constataram que as medidas da fundação eram exatas às da Casa em Loreto e a réplica construída em Tersatto.

Após 6 meses, voltaram a Loreto e foi declarada a autenticidade da Santa Casa, que não tem fundação, porque esta permaneceu em Nazaré.

Com o tempo, muitos peregrinos foram ao Santuário e o Papa Clemente VII mandou fechar a porta original e que fossem construídas três portas para que as pessoas não brigassem por ter apenas uma porta de entrada e saída.

Ninguém pediu permissão à Virgem e, por isso, quando o arquiteto pegou seu martelo para dar início ao trabalho, sua mão começou a tremer. Depois disso, ninguém quis fazer o trabalho, até que um clérigo aceitou e, ajoelhando-se, disse à Mãe de Deus que este era um pedido do Papa e que se ela estava zangada, que ela se resolvesse com o Pontífice.

O clérigo pôde completar o seu trabalho e as pessoas de Loreto quiseram proteger a Casa erguendo uma parede de tijolo. Quando terminaram, a parede se separou da Casa e, por isso, há um espaço entre a Santa Casa e a parede construída.

Em outra ocasião, um Bispo de Portugal, com a permissão do Papa, mandou seu secretário tirar uma pedra e leva-la para construir uma Igreja em honra à Virgem de Loreto. O Prelado ficou doente e, quando o secretário chegou, o Bispo estava quase morto.

O Bispo pediu a algumas religiosas que rezassem por ele e, dias depois, recebeu uma mensagem: “Nossa senhora disse, se o Bispo deseja se recuperar, deve devolver à Virgem o que ele pegou”. O Bispo e o secretário ficaram desconcertados porque ninguém sabia da pedra. O secretário devolveu o objeto e o Bispo se recuperou.

Por esta razão, os Papas proibiram que se extraia alguma parte da Santa Casa.

Grandes santos passaram por esta Casa, como São Francisco de Sales, Santa Teresa de Lisieux, São Maximiliano Kolbe, São João XXIII e São João Paulo II.

A tradição que conta a transladação feita pelos anjos não seria a única explicação da Santa Casa de Loreto, mas também há documentos que indicariam que o responsável seria um comerciante chamado Nicéforo Angelo del S. XIII. Em todo caso, o translado, sem dúvidas, teve a proteção e orientação do céu.

Fonte: ACI digital



Nossa Senhora de Loreto entra oficialmente no Calendário Romano


Archiwum Kapucynów Prow. Krakowska.

Redação da Aleteia | Dez 10, 2019

A memória facultativa será celebrada em 10 de dezembro, junto com a festa de Loreto

Mediante um decreto da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Papa Francisco decretou a inscrição da memória facultativa de Nossa Senhora de Loreto no Calendário Romano, a ser celebrada no 10 de dezembro:

“O Sumo Pontífice Francisco decretou com a sua autoridade que a memória facultativa da Bem-Aventurada Virgem Maria de Loreto seja inscrita no Calendário Romano em 10 de dezembro, dia em que se tem a festa de Loreto, e celebrada todos os anos. Esta celebração ajudará a todos, especialmente as famílias, os jovens, os religiosos, a imitarem as virtudes da perfeita discípula do Evangelho, a Virgem Maria, que, concebendo Aquele que é Cabeça da Igreja, também nos acolheu consigo”.

Segundo o decreto, a nova memória deverá constar em todos os calendários e livros litúrgicos para a celebração da Missa e da Liturgia das Horas.

O decreto também fala da história dessa devoção, ligada ao milagre da trasladação da casa de Nossa Senhora:

“A veneração pela Santa Casa de Loreto tem sido, desde a Idade Média, a origem daquele peculiar santuário, frequentado, ainda hoje, por numerosos fiéis peregrinos para alimentarem a fé no Verbo de Deus feito carne para nós. Aquele santuário recorda o mistério da Encarnação e impulsiona todos aqueles que o visitam a considerarem a plenitude dos tempos, quando Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher, e a meditarem tanto as palavras do Anjo que anuncia o Evangelho quanto as da Virgem que responde ao chamado divino. À sombra do Espírito Santo, a humilde serva do Senhor tornou-se casa da divindade, imagem puríssima da santa Igreja. Na Santa Casa, diante da efígie da Mãe do Redentor e da Igreja, santos e beatos responderam à própria vocação, doentes invocaram consolação no sofrimento, o povo de Deus começou a louvar e a suplicar a Santa Maria com as Ladainhas Lauretanas, conhecidas no mundo inteiro. De modo particular, aqueles que viajam de avião encontraram nela a padroeira celeste”.

Quem assina o decreto é cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

Você pode conhecer a história da milagrosa trasladação da casa de Nossa Senhora até Loreto acessando o seguinte artigo:

https://pt.aleteia.org/2017/03/13/o-milagre-que-levou-a-casa-inteira-da-virgem-maria-de-nazare-para-loreto/

Fonte: Aleteia



segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Anunciada data de abertura do processo de beatificação de Pe. Léo


Padre Léo / Foto: Comunidade Bethânia

Cachoeira Paulista, 09 Dez. 19 / 10:09 am (ACI).- O processo de beatificação de Padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira, conhecido como Padre Léo, já tem data marcada para sua abertura: será em 7 de março de 2020.

O anúncio foi feito na tarde do último domingo, 8 de dezembro, pelo fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib, durante a Missa de encerramento do Hosana Brasil 2019. Também estavam presentes os sacerdotes da Comunidade Bethânia, Pe. Vicente de Paula Neto e Pe. Lúcio Tardivo.

“7 de março de 2020, às 16h, estaremos celebrando, com a presidência do arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, a abertura do processo de beatificação de Padre Léo e a elevação dele a Servo de Deus para honra e alegria do coração de Jesus”, expressou Pe. Vicente, presidente da Comunidade Bethânia, a qual foi fundada por Pe. Léo.

Além disso, explicou que o local e a data escolhidos para se fazer este anúncio se deu pela ligação de Pe. Léo com a Comunidade Canção Nova, bem como pelos “15 anos de Hosana Brasil”, evento no qual o futuro Servo de Deus fez sua última pregação em 2006, e ainda pelos 55 anos de sacerdócio de Mons. Abib.

Por sua vez, Pe. Lúcio Tardivo manifestou a alegria da Família Bethânia “com a abertura do processo”. “Este é um passo importante nesta caminhada, que contempla aproximadamente 19 etapas”, disse o sacerdote ao site da comunidade fundada por Pe. Léo.

Pe. Lúcio Tardivo é o presidente do Instituto Padre Léo, entidade responsável pela coleta dos testemunhos dos milagres para depois serem encaminhados ao processo de beatificação. “Convidamos a todos para participarem da Santa Missa e estarem junto com a Família Bethânia neste dia”, acrescentou.

O processo de beatificação de Pe. Léo será aberto 13 anos após seu falecimento. Em 2017, os padres da Comunidade Bethânia solicitaram ao Arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, autorização para encaminhar a Roma o pedido de abertura do processo de beatificação.

Com a abertura do processo de beatificação, Padre Léo receberá o título de ‘Servo de Deus’ e terá início a fase de investigação de suas virtudes.

Biografia

Em uma autodefinição destacada pelo site da Comunidade Bethânia, Pe. Léo afirmou: “Sou um sujeito que desde criança quis ser padre; e muito pobre, tentei ir para o seminário, mas não fui aceito. Então fui trabalhar até conseguir ter roupas suficientes, fazer meu enxoval”.

“Fui para o seminário com 21 anos. Tinha namorada, fui noivo, e descobri a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, que é o que eu tento viver: Quero ser um homem do Coração de Jesus. Vivo no meio de jovens drogados, prostituídos, aidéticos. Tento ser um deles e eles me ensinam muito”.

Tarcísio Gonçalves Pereira, que posteriormente ficou conhecido como Pe. Léo, nasceu em 9 de outubro de 1961, em uma família humilde de Delfim Moreira (MG), no vilarejo de Biguá, local que veio a ser muito citado pelo sacerdote em suas pregações.

Era o nono filho Joaquim Mendes Pereira e Maria Nazaré Guimarães. Como ele mesmo contou, antes de ingressar no seminário, trabalhou muito, tendo atuado como torneiro mecânico e também em uma fábrica de armas.

Foi em 1982 que ingressou no seminário da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, em Lavras (MG). Fez seu noviciado em Jaraguá do Sul (SC), cursou Filosofia em Brusque (SC) e concluiu Teologia em Taubaté (SP).

Foi ordenado sacerdote em 1990 e, em 1995, fundou a Comunidade Bethânia, que tem como carisma o acolhimento de pessoas marginalizadas, dependentes químicos e vítimas da prostituição.

O sacerdote também teve ampla atuação na Renovação Carismática Católica (RCC), participante de vários eventos que atraiam multidões para ouvir suas pregações.

“Com seu jeito alegre e irreverente de ser, apaixonado pela Sagrada Escritura, utilizava-se de exemplos concretos e simples do dia a dia para chegar aos corações mais endurecidos. Utilizava linguagem simples, de fácil compreensão que prendia a atenção do ouvinte e ao mesmo tempo o convidava a uma experiência íntima com a pessoa de Jesus”, recorda o site da Comunidade Bethânia.

Pe. Léo também atuou nos meios de comunicação, tendo publicado 27 livros e conduzido programas de televisão na Associação do Senhor Jesus e na Comunidade Canção Nova.

Em 4 de janeiro de 2007, aos 45 anos, partiu para a Casa do Pai, vítima de infecção generalizada por causa de um câncer no sistema linfático.

Entretanto, mesmo quando estava doente, não deixou de lado sua missão evangelizadora. Em 2006 fez a sua última pregação no Hosana Brasil, da Comunidade Canção Nova, com o tema “Buscai as coisas do alto”.

Na ocasião, disse: “Quer ser feliz? Busque as coisas do Alto. Esta é a grande palavra que Deus trouxe ao meu coração neste tempo. A doença me tirou tudo: não consigo mais andar sozinho, não enxergo direito. Estou cego do olho direito e vejo apenas cerca de 40% com o olho esquerdo. Mas veio ao meu coração: ‘Ai de mim se eu não evangelizar’ (1 Coríntios 9,16b)”.

Para mais informações sobre o processo de beatificação e como enviar testemunhos, pode acessar AQUI.

Fonte: ACI digital



Estátua do Padre Léo é inaugurada em Cachoeira Paulista


QUINTA-FEIRA, 5 DE DEZEMBRO DE 2019

Com 30m de altura e localizada no Mirante, estátua do Padre Léo se une aos atrativos do turismo religioso na cidade

Denise Claro
Da redação

Estátua do Padre Léo foi inaugurada hoje, em Cachoeira Paulista./ Foto: Wesley Almeida CN

Nesta quinta-feira, 5, foi inaugurada, no mirante em Cachoeira Paulista (SP), a estátua do Padre Léo, espaço que se une aos atrativos do Turismo Religioso na cidade. O monumento é uma homenagem ao Padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira, fundador da Comunidade Bethânia, falecido em 2007.

A iniciativa é da Prefeitura Municipal, com o apoio do governo do Estado de São Paulo e a participação do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), e contou com a consultoria da Comunidade Bethânia, na pessoa do Padre Vicente Neto, presidente da instituição. A estátua tem 30 metros de altura e 20 toneladas de aço foi assinada pelo artista plástico Gilmar Pinna.

Michele Netto/ Foto: Wesley Almeida

A presidente do Comtur, Michele Netto, explica que o Mirante que também leva o nome de Padre Léo existe desde 2010, o que foi motivado pelo tema da última pregação feita pelo sacerdote “Buscai as coisas do alto”, em um Hosana Brasil:

“Era justo que o ponto mais alto da nossa cidade fosse dedicado a ele, que trouxe para cá milhares de peregrinos durante a sua vida, por suas palestras. Em 2018 fomos contemplados com o título de Município de Interesse Turístico (MIT), um programa do Governo de São Paulo, que dá às cidades uma verba a ser utilizada no turismo. Resolvemos então, fortalecer o Turismo Religioso, já que o forte aqui é a Canção Nova, e quisemos utilizar este primeiro recurso recebido para isso.”

O prefeito da cidade, Edson Mota, ressaltou a experiência que teve com o sacerdote e os futuros planos para o local:

“Padre Léo era uma pessoa extraordinária que eu tive a oportunidade de conhecer. Um homem simples, humilde, que tocava no coração das pessoas, devido ao seu jeito de evangelizar. Tenho muita alegria de participar dessa homenagem. Onde antigamente era um local de drogadição, hoje é um local de evangelização. Há o projeto de uma infraestrutura maior para receber os peregrinos que virão, com banheiros, lanchonete e lojas.”

A inauguração da estátua do Padre Léo, cujo pedido de abertura do processo de beatificação está em andamento, é um sinal e um convite à santidade, tendo como exemplo a vida do sacerdote.

Placa no monumento de Padre Léo./ Foto: Wesley Almeida CN

O moderador geral da Comunidade Bethânia, Padre Vicente de Paula Neto, falou sobre a importância da homenagem, cheia de significado:

Padre Vicente Neto comentou importância da cidade de Cachoeira Paulista para Padre Léo./ Foto: Wesley Almeida CN

“Penso que este monumento é um marco daquilo que significa o Padre Léo na vida de Cachoeira Paulista. Nós sabemos que esta cidade marcou profundamente a vida do Padre Léo. Foi daqui que a voz do Padre Léo foi amplificada e chegou a tantas pessoas. Muitos pensam, até hoje, que ele era daqui, e que a Comunidade Bethânia é aqui. E eu fico muito feliz por isso. Essa homenagem é um presente a tantos que amam Padre Léo e que se identificavam com ele. Agradecemos muito por essa manifestação de carinho. Ele que tanto falou sobre buscar as coisas do Alto, agora está, do Alto, lembrando as pessoas que elas devem se voltar para as coisas definitivas.”

A irmã de Padre Léo, Célia Pereira, comentou a emoção de ver traduzida em obra, a expressão do sacerdote, sempre alegre e atuante na evangelização:

“Como irmã mais velha do Léo, que viu o menino do Biguá crescer e sonhar em ser padre, é uma alegria vê-lo hoje sendo homenageado nesta cidade em que ele serviu tanto a Deus, com uma estátua tão grande. Um menino simples, pobre, que fez o que ele mais sonhou e continua fazendo: evangelizar.”

Fonte: Canção Nova






Igreja celebra hoje São Juan Diego, o vidente da Virgem de Guadalupe (9 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 09 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- “Amado Juan Diego, a ‘águia que fala’! Ensina-nos o caminho que conduz para a Virgem Morena de Tepeyac, para que Ela nos receba no íntimo do seu coração, dado que é a Mãe amorosa e misericordiosa que nos orienta para o Deus verdadeiro”, disse João Paulo II na canonização de São Juan Diego, o vidente da Virgem de Guadalupe, cuja festa é celebrada neste 9 de dezembro.

Segundo a tradição, São Juan Diego nasceu em 1474 em Cuauhtitlán, então reino de Texcoco, pertencente ao grupo étnico de chichimecas, e hoje território do México. Seu nome era Cuauhtlatoatzin, que na sua língua materna significava “águia que fala” ou “aquele que fala como uma águia”.

Sendo adulto e pai, sentiu-se atraído pela doutrina dos sacerdotes franciscanos que chegaram ao México em 1524 e foi batizado com sua esposa Maria Lucia. Os dois se casaram como cristãos, mas, tempo depois sua esposa faleceu.

Em 9 de dezembro de 1531, apareceu a ele em um lugar chamado Tepeyac, a Virgem Maria, que se apresentou como “a perfeita sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus”. A Virgem encomendou que, em seu nome, solicitasse ao Bispo, o franciscano Juan de Zumárraga, a construção de uma igreja no local da aparição.

O Bispo não aceitou a ideia e a Virgem lhe pediu para insistir. No dia seguinte, Juan Diego voltou a encontrar o Prelado, que o examinou na doutrina cristã e pediu provas concretas da aparição.

No dia 12 de dezembro, a Virgem lhe apareceu novamente e o consolou, convidando-o a subir ao topo da colina de Tepeyac para colher flores e trazê-las para ela. Apesar da temporada de inverno e da aridez do local, São Juan Diego encontrou flores muito bonitas e colocou-as em sua “tilma”, um tipo de manta típico da região. A Virgem, em seguida, ordenou-lhe que apresentasse essas flores ao Bispo.

Estando na frente do prelado, o santo abriu sua “tilma” e deixou cair as flores. No tecido, apareceu a imagem da Virgem de Guadalupe, que desde então se tornou o coração espiritual da Igreja no México e uma das maiores devoções marianas que permanece com força até hoje.

São Juan Diego, com a permissão do Bispo, foi morar em uma casa pobre ao lado do templo da “Senhora do Céu”. Limpava a capela e acolhia os peregrinos que visitavam o local, onde hoje se encontra um grande templo.

O leigo São Juan Diego foi para a Casa do Pai em 1548 e gozou de tanta estima que seus contemporâneos costumavam dizer: “Que Deus te faça como Juan Diego”. Ele foi beatificado por João Paulo II em 1990 e canonizado pelo Papa peregrino em 2002.

Fonte: ACI digital



Por que a canonização de São Juan Diego, vidente da Virgem de Guadalupe, foi importante?

Por David Ramos

Imagem de São Juan Diego na antiga capela de índios, na Villa de Guadalupe, na Cidade do México. Foto: Fiorella Garrido / ACI Prensa.

Cidade do México, 09 Dez. 19 / 11:00 am (ACI).- Neste dia 9 de dezembro, a Igreja celebra a festa de São Juan Diego Cuauhtlatoatzin – “a águia que fala” –, o índio vidente da Virgem de Guadalupe; mas nem todos conhecem a importância da canonização do primeiro santo indígena da América Latina.

São João Paulo II canonizou Juan Diego em 31 de julho de 2002, na Basílica de Guadalupe, na Cidade do México, e destacou naquela ocasião que, “ao acolher a mensagem cristã, sem renunciar à sua identidade indígena, Juan Diego descobriu a profunda verdade da nova humanidade, em que todos são chamados a ser filhos de Deus em Cristo”.

Em diálogo com a ACI Prensa – agência em espanhol do Grupo ACI –, em 2018, Pe. Eduardo Chávez, um dos maiores especialistas na aparição de Nossa Senhora de Guadalupe e postulador da causa de canonização de São Juan Diego, destacou que com este ato foi confirmado “o milagre de Guadalupe em sua grande extensão e transcendência. É um fato histórico que transcende o tempo e o espaço”.

O sacerdote mexicano, também diretor do Instituto Superior de Estudos de Guadalupe, destacou que, embora no México, desde o século XVI, a santidade de Juan Diego tenha sido assumida como um fato, porque "foi o intercessor da Virgem e foi seu mensageiro", o processo da canonização "ajudou muito a encontrar, recopilar e ver a convergência de tantas fontes e documentos históricos".

"Alguns já eram conhecidos, outros foram encontrados", assinalou.

Pe. Chávez lembrou que, na primeira parte da causa da canonização, “deve-se analisar a fama de santidade imemorial, coisa que Juan Diego tinha e, obviamente, observa-se nestes documentos onde é chamado de ‘homem santíssimo’, onde foi desenhado com auréola no século XVI”.

Na segunda parte do processo, assinalou, é necessário "comprovar um milagre".

Esse milagre, disse, foi o de "um jovem que quis se suicidar e pulou de uma altura de 10 metros, quebrando a cabeça no chão".

"Em quatro dias, esse jovem se curou perfeitamente, porque a mãe pediu a Juan Diego", assinalou.

Finalmente, disse, o Papa "determina canonizá-lo, depois de toda essa pesquisa e análise, e de toda a parte teológica, vida e virtudes de Juan Diego, e a comprovação de um milagre".

Para Pe. Chávez, aqui está o mais importante da canonização, pois quando o Santo Padre “canoniza alguém, neste caso Juan Diego, vai implícito o dogma da infalibilidade do Papa”.

Com a canonização, “o Papa diz ao mundo inteiro que esta pessoa está no céu, que é uma ponte de unidade entre Deus e os seres humanos, é um intercessor. E é um modelo de santidade”.

O vidente de Guadalupe "representa cada um de nós" e com sua canonização "confirma-se que o encontro de Deus através de Nossa Senhora de Guadalupe diante do índio Juan Diego (...) é totalmente certo", afirmou.

Fonte: ACI digital



domingo, 8 de dezembro de 2019

Juristas defendem monumentos a Nossa Senhora Aparecida em locais públicos


Ujucasp, via O São Paulo

Aleteia Brasil | Dez 06, 2019

Segundo eles, proibição de monumentos fere a liberdade religiosa e não reflete sequer um adequado entendimento do conceito de Estado laico

Na sua Assembleia Geral realizada em 25 de novembro no salão da Paróquia Nossa Senhora do Brasil, na capital paulista, a União dos Juristas Católicos de São Paulo (Ujucasp) contou com a presença do cardeal arcebispo dom Odilo Pedro Scherer, que é também seu presidente nato, e de dom Carlos Lema Garcia, bispo auxiliar da arquidiocese e diretor-assistente eclesiástico da instituição. Eles compuseram a mesa com o jurista Ives Gandra da Silva Martins, membro do Conselho Consultivo, Miguel da Costa Carvalho Vidigal, diretor-tesoureiro, e João Carlos Biagini, diretor-secretário.

Os membros da diretoria apresentaram à Assembleia Geral os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano de 2019, o que incluiu a exposição dos resultados do 1º Congresso Nacional dos Juristas Católicos, realizado pela Ujucasp em 30 de agosto com cerca de 300 participantes, e a notícia de que a entidade promoverá novos eventos formativos em 2020, além de lançar uma obra coletiva sobre a liberdade de expressão religiosa. Haverá ainda um retiro espiritual para os membros da Ujucasp e para seus familiares, a pedido de dom Odilo.

A propósito de liberdade religiosa, aliás, o jurista Miguel Vidigal apresentou a atual controvérsia judicial vivida pelo município de Aparecida (SP): uma recente decisão da Justiça determinou na cidade a retirada de monumentos religiosos de espaços públicos, desconsiderando o amplo fundamento jurídico para a sua manutenção. O processo está hoje em fase de recurso.

Os juristas católicos se dispuseram a colaborar para a resolução da polêmica. Ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi destacou a desproporcionalidade da decisão, que, a seu ver, não deve prevalecer. O cardeal Scherer apontou, ainda, que decisões desse tipo não correspondem ao conceito de Estado laico, mas sim ao de “um Estado que proíbe a religião”, o que é completamente diferente e nada tem de democrático.

A Ujucasp está promovendo um abaixo-assinado para ser incluído no processo judicial. O documento pode ser acessado neste link
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Com informações de O São Paulo

Fonte: Aleteia



Papa Francisco na Imaculada Conceição: Que nossa vida seja um sim a Deus


Por Mercedes de la Torre

Papa Francisco na oração do Ângelus. Foto: Captura Youtube

Vaticano, 08 Dez. 19 / 10:06 am (ACI).- O Papa Francisco presidiu neste domingo, 8 de dezembro, a oração do Ângelus na Solenidade da Imaculada Conceição de Maria e incentivou a que esta festa “nos ajude a fazer de toda a nossa vida um ‘sim’ a Deus, um ‘sim’ de adoração a Ele e de gestos cotidianos de amor e serviço”.

Em sua reflexão habitual antes da oração do Ângelus, o Santo Padre recordou que a Solenidade de Maria Imaculada se situa no contexto do Advento, “tempo de espera”, porque “Deus realizará o que prometeu”, mas na festa de hoje se anuncia “que algo já está cumprido, na pessoa e na vida da Virgem Maria”.

“Sua Imaculada Conceição nos leva ao momento preciso em que a vida de Maria começou a palpitar no seio de sua mãe: ali já estava presente o amor santificador de Deus, preservando-a do contágio do mal que é uma herança comum da família humana”, explicou o Papa.

Comentando a passagem bíblica do Evangelho de São Lucas que relata a Anunciação do Arcanjo Gabriel à Virgem Maria, o Pontífice disse que “pensou e quis Maria desde sempre, em seu desígnio imperscrutável, como criatura cheia de graça, ou seja, repleta de seu amor”.

Nesse sentido, o Papa Francisco recordou que, “para estar repletos é preciso abrir espaço, esvaziar-se, colocar-se de lado. Como fez Maria, que soube escutar a Palavra de Deus e confiar-se totalmente à sua vontade, acolhendo-a sem reservas em sua vida”.

“E nela a Palavra se fez carne. Isso foi possível graças ao seu ‘sim’. Ao Anjo que lhe pergunta se estava disponível para se tornar a mãe de Jesus, Maria responde: Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra”.

O Santo Padre assinalou, então, que a Virgem Maria “não se perde em vários raciocínios, não coloca obstáculos ao Senhor, mas com prontidão se confia e abre espaço para a ação do Espírito Santo. Coloca imediatamente à disposição de Deus todo o seu ser e sua história pessoal, para que sejam a Palavra e a vontade de Deus a moldá-los e levá-los a termo”.

Por isso, o Pontífice destacou que, de acordo com o desígnio de Deus sobre ela, “Maria se torna a ‘toda bela’, a ‘toda santa’, mas sem a menor sombra de envaidecimento”, e acrescentou que a Virgem é “humilde”. “É uma obra-prima, mas permanecendo humilde, pequena e pobre. Nela se reflete a beleza de Deus que é amor, graça e dom de si”.

“Gosto de destacar a palavra com a qual Maria se define em sua entrega a Deus: professa-se ‘a serva do Senhor’. O ‘sim’ de Maria a Deus assume desde o início um comportamento de serviço, de atenção às necessidades dos outros. Isso é testemunhado pela visita a Isabel, que vem logo depois da Anunciação”, recordou.

Nesse sentido, o Papa Francisco explicou que “a disponibilidade a Deus se confirma na disponibilidade de assumir as necessidades do próximo. Tudo isso sem fazer clamores e ostentações, sem buscar lugares de honra, sem propaganda, porque a caridade e as obras de misericórdia não precisam ser exibidas como um troféu”. Acrescentou ainda que “as obras de misericórdia são feitas em silêncio, escondidas, sem se gabar de fazê-las”, por isso, “as nossas comunidades também são chamadas a seguir o exemplo de Maria, praticando o estilo da discrição e do silêncio”.

“Que a festa de nossa Mãe nos ajude a fazer de toda a nossa vida um sim a Deus, um sim de adoração a Ele e de gestos cotidianos de amor e serviço”, incentivou o Santo Padre.

Ao finalizar, o Papa Francisco anunciou que nesta tarde visitará a Basílica de Santa Maria Maior para rezar à Virgem e, depois, à Praça Espanha, para o tradicional ato de homenagem aos pés do monumento da Imaculada Conceição. Por isso, pediu a todos para “se unir espiritualmente neste gesto, que expressa a devoção filial a nossa Mãe celeste”.

“Desejo a todos uma boa festa e m bom caminho de Advento para o Natal, com a orientação da Virgem Maria”, concluiu.

Fonte: ACI digital



Hoje a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 08 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a Imaculada Conceição da Santíssima Virgem Maria, o dogma de fé segundo o qual a Mãe do Jesus foi preservada do pecado desde o momento de sua concepção, ou seja, desde o instante em que começou sua vida humana.

Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX, depois de receber inúmeros pedidos de bispos e fiéis de todo o mundo, ante mais de 200 cardeais, bispos, embaixadores e milhares de fiéis católicos, declarou com sua bula “Ineffabilis Deus”:

“A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio do Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha da culpa original, é revelada por Deus e por isso deve ser crida firme e constantemente por todos os fiéis”.

Em Roma, enviou-se uma grande quantidade de pombas mensageiras em todas as direções levando a grande notícia. E nos 400 mil templos católicos do mundo celebraram-se grandes festas em honra da Imaculada Conceição da Virgem Maria.

Antes mesmo da publicação desta bula, em 1830, a Virgem Maria havia aparecido a Santa Catarina Labouré, na França, pedindo que se cunhasse uma medalha com a oração: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

Anos depois da “Ineffabilis Deus”, em 1858, em uma de suas aparições em Lourdes, na França, Nossa Senhora se apresentou diante da humilde Santa Bernardette Soubirous com estas palavras: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Atualmente são milhares as Igrejas dedicadas a este título de Nossa Senhora em todo mundo e milhões de fiéis têm uma particular devoção a Ela.  (Fonte: ACI digital)


8 coisas que precisa saber sobre a Imaculada Conceição

Por Jimmy Akin

Imaculada Conceição

REDAÇÃO CENTRAL, 08 Dez. 19 / 06:00 am (ACI).- Neste dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição, doutrina de origem apostólica foi proclamado dogma pelo Papa Pio IX em 8 de dezembro de 1854, com a bula “Ineffabilis Deus”.

Para entender melhor este dogma, apresentamos a seguir oito coisas que deve saber:

1. A quem se refere a Imaculada Conceição?

Há uma ideia popular de que se refere à concepção de Jesus pela Virgem Maria. Entretanto, não é a este fato que se refere esta solenidade, mas sim à maneira especial em que Maria foi concebida. Esta concepção não foi virginal (ou seja, ela teve um pai humano e uma mãe humana), mas foi especial e única de outra maneira ...

2. O que é a Imaculada Conceição?

A explicação está no Catecismo da Igreja Católica:

490. Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria “foi adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão”. O anjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como “cheia de graça”. Efetivamente, para poder dar o assentimento livre da sua fé ao anúncio da sua vocação, era necessário que Ela fosse totalmente movida pela graça de Deus.

491. Ao longo dos séculos, a Igreja tomou consciência de que Maria, “cumulada de graça” por Deus, tinha sido redimida desde a sua conceição. É o que confessa o dogma da Imaculada Conceição, procla­mado em 1854 pelo Papa Pio IX:

“Por uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua conceição”.

3. Isso significa que Maria nunca pecou?

Sim. Devido à forma de redenção que foi aplicada a Maria no momento de sua concepção, ela não só foi protegida do pecado original, mas também do pecado pessoal. O Catecismo explica:

493. Os Padres da tradição oriental chamam ã Mãe de Deus “a toda santa” (“Panaghia”), celebram-na como “imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e dela fez uma nova criatura”. Pela graça de Deus, Maria manteve-se pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a vida.

4. Quer dizer que Maria não precisava que Jesus morresse por ela na cruz?

Não. O que dissemos é que Maria foi concebida imaculadamente como parte de seu ser “cheia de graça” e assim “redimida desde a sua conceição” por “uma graça e favor singular de Deus onipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano”. O Catecismo afirma:

492. Este esplendor de uma “santidade de todo singular”, com que foi “enriquecida desde o primeiro instante da sua conceição”, vem-lhe totalmente de Cristo: foi “remida de um modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho”. Mais que toda e qualquer outra pessoa  criada, o Pai a “encheu de toda a espécie de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo” (Ef 1, 3). “N'Ele a escolheu antes da criação do mundo, para ser, na caridade, santa e irrepreensível na sua presença” (Ef 1, 4).

508. Na descendência de Eva, Deus escolheu a Virgem Maria para ser a Mãe do seu Filho. “Cheia de graça”, ela é “o mais excelso fruto da Redenção”. Desde o primeiro instante da sua concepção, ela foi totalmente preservada imune da mancha do pecado original, e permaneceu pura de todo o pecado pessoal ao longo da vida.

5. Como isso faz um paralelo entre Maria e Eva?

Adão e Eva foram criados imaculados – sem pecado original ou sua mancha. Ambos caíram em desgraça e, através deles, a humanidade estava destinada a pecar.

Cristo e Maria também foram concebidos imaculados. Ambos permaneceram fiéis e, através deles, a humanidade foi redimida do pecado.

Jesus é o novo Adão e Maria, a nova Eva.

O Catecismo diz:

494 ...“ Como diz Santo Irineu, ‘obedecendo, Ela tornou-se causa de salvação, para si e para todo o gênero humano’. Eis porque não poucos Padres afirmam, tal como ele, nas suas pregações, que ‘o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria; e aquilo que a virgem Eva atou, com a sua incredulidade, desatou-o a Virgem Maria com a sua fé’; e, por comparação com Eva, chamam Maria a ‘Mãe dos vivos’ e afirmam muitas vezes: ‘a morte veio por Eva, a vida veio por Maria’”.

6. Como isso torna Maria um ícone do nosso destino?

Aqueles que morrem na amizade com Deus e assim vão para o céu serão libertados de todo pecado e mancha de pecado. Assim, todos voltaremos a ser “imaculados” (latim, immaculatus = “sem mancha”), se permanecermos fiéis a Deus.

Mesmo nesta vida, Deus nos purifica e prepara em santidade e, se morrermos na sua amizade, mas ainda imperfeitamente purificados, Ele nos purificará no purgatório e nos tornará imaculados de novo. Ao dar a Maria esta graça desde o primeiro momento de sua concepção, Deus nos mostra uma imagem de nosso próprio destino. Ele nos mostra que isso é possível para os seres humanos através da sua graça. São João Paulo II disse:

“Contemplando este mistério numa perspectiva mariana, podemos afirmar que ‘Maria é, ao lado do seu Filho, a imagem mais perfeita da liberdade e da libertação da humanidade e do cosmos. É para ela, pois, que a Igreja, da qual ela é mãe e modelo, deve olhar para compreender, na sua integralidade, o sentido de sua missão’”.

“Fixemos, então, o nosso olhar sobre Maria, imagem da Igreja peregrina no deserto da história, mas dirigida para a meta gloriosa da Jerusalém celeste, onde resplandecerá como Esposa do Cordeiro, Cristo Senhor”.

7. Era necessário para Deus que Maria fosse imaculada na sua concepção para que pudesse ser Mãe de Jesus?

Não. A Igreja fala apenas da Imaculada Conceição como algo que era “apropriado”, algo que fez de Maria uma “morada apropriada” (ou seja, uma moradia adequada) para o Filho de Deus, não algo que era necessário. Assim, em preparação para definir do dogma, o Papa Pio IX declarou:

“...e, por isso, afirmaram (os Padres da Igreja) que a mesma santíssima Virgem foi por graça limpa de toda mancha de pecado e livre de toda mácula de corpo, alma e entendimento, que sempre esteve com Deus, unida com ele com eterna aliança, que nunca esteve nas trevas, mas na luz e, de conseguinte, que foi aptidíssima morada para Cristo, não por disposição corporal, mas pela graça original”.

“Pois não caía bem que Aquele objeto de eleição fosse atacado, da universal miséria pois, diferenciando-se imensamente dos demais, participou da natureza, não da culpa; mais ainda, muito mais convinha que como o unigênito teve Pai no céu, a quem os serafins exaltam por Santíssimo, tivesse também na terra Mãe que não houvesse jamais sofrido diminuição no brilho de sua santidade “.

8. Como celebramos a Imaculada Conceição hoje?

No rito latino da Igreja Católica, a Solenidade da Imaculada Conceição é no dia 8 de dezembro e em muitos países é uma festa de guarda; portanto, os fiéis católicos devem assistir à Missa.

Publicado originalmente em National Catholic Register.

Fonte: ACI digital



Imaculada Conceição de Maria-2° Domingo do Advento (Ano A)


IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

CONCEBIDA SEM PECADO

2° Domingo do Advento
 – Ano A

Evangelho de Lucas 1,26-38

Naquele tempo, 26 no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi, e o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. 
Reflexão

CONCEBIDA SEM PECADO

A festa da Imaculada Conceição leva-nos a pensar em Maria como a perfeita discípula que correspondeu plenamente aos anseios de Deus, movida pela graça. A fidelidade de Maria decorreu de um especial dom divino, o dom de nascer mais integrada do que nós, com mais capacidade de ser livre e de acolher a proposta divina.

O anjo Gabriel alude a este dom divino quando a saudou como "repleta de graça". Toda envolvida pelo amor divino, Maria soube colocar-se, em total disponibilidade, nas mãos de Deus, para cumprir sua santa vontade: "Eis a serva do Senhor, faça-me em mim conforme a tua palavra". Uma tal comunhão com Deus excluía qualquer traço de egoísmo e de pecado. Só a plenitude da graça permitiu-lhe ser totalmente despojada de si para cumprir o projeto de Deus. Daqui brota a fé de que Maria, mesmo antes de nascer, foi preservada do pecado.

A condição de agraciada por Deus não a eximiu do esforço de ser peregrina na fé, necessitada de crescer e de aprender, como acontece com todo ser humano. Sua originalidade consistiu em ter trilhado um caminho sempre positivo, sem fazer concessões às paixões desordenadas, ou ao próprio querer. A grandeza de seu testemunho de fé expressou-se na humildade com que o viveu, num contínuo esforço de discernir a vontade de Deus e em ser solícita em cumpri-la.

Oração do Dia

Pai, dá-me a graça de ser fiel a ti, como Maria, a perfeita discípula que soube discernir a tua santa vontade, e se mostrar solícita em realizá-la.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.




sábado, 7 de dezembro de 2019

Reúnem assinaturas para denunciar diante da OEA ataques contra Igreja na América Latina


Imagem referencial. Crédito: Unsplash

REDAÇÃO CENTRAL, 04 Dez. 19 / 11:30 am (ACI).- O International Human Rights Group lançou uma campanha de assinaturas através de CitizenGo para solicitar ao Secretário-Geral da OEA, Luis Almagro, que garanta o direito à liberdade religiosa, diante dos contínuos ataques à Igreja em diferentes países da América Latina

A organização global de defesa legal observa na convocação que uma onda de ataques religiosos está sendo vivida em toda a América Latina, destacando o caso do Chile, Nicarágua, México, Argentina, Colômbia e Brasil.

Na campanha, a organização detalha que, no Chile, "queimaram e vandalizaram igrejas". Na Nicarágua, "o próprio governo impediu a celebração de Missas e de serviços religiosos".

Além disso, no México, as feministas "vandalizaram templos e igrejas". O grupo observa que neste país, um dos ofícios mais perigosos é o sacerdócio, com 27 sacerdotes assassinados em sete anos.

Lembra também os ataques que na Argentina costumam ser feitos pelas chamadas Mulheres Autoconvocadas contra igrejas e imagens religiosas. "Na Colômbia, a esquerda radical também atacou templos", acrescenta.

No Brasil, assinala, “os casos de roubos e vandalismos em igrejas também têm se tornado mais frequentes”.

A organização indicou que "parece que os ataques à liberdade de religião dos cristãos se tornaram moda" e acrescenta que o mais preocupante é que tudo "ocorre em países que assinaram a Convenção Americana de Direitos Humanos".

Esta convenção detalha em seu artigo 12 que “todo mundo tem direito à liberdade de consciência e religião”, que implica a liberdade de manter suas crenças “ou de mudar de religião ou de crenças, bem como a liberdade de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual ou coletivamente, tanto em público como em privado”.

"Ninguém pode estar sujeito a medidas restritivas que possam prejudicar a liberdade de preservar sua religião ou crenças", assinala a organização.

Entre os argumentos, acrescentam que “a liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças está sujeita unicamente às limitações prescritas pela lei e que sejam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a moral públicos ou os direitos ou liberdades dos demais”.

Finalmente assinalam que "os pais e, em seu caso, os responsáveis, têm o direito de que seus filhos ou alunos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções".

A convocação já possui mais de 33 mil assinaturas e busca chegar a 50 mil, para poder evidenciar os ataques religiosos que vem ocorrendo na América Latina e conseguir que a OEA aja diante deste ataque aos direitos humanos.

Para assinar o pedido, entre AQUI.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado Santo Ambrósio, Bispo de Milão e mentor de Santo Agostinho (7 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 07 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 7 de dezembro, a Igreja celebra Santo Ambrósio, um dos quatro tradicionais Doutores da Igreja latina. Entre seus escritos estão os comentários aos Salmos e Tratados sobre os Mistérios. Bispo de Milão, foi também o mentor de Santo Agostinho, tendo contribuído para sua conversão.

De família cristã, o nome do santo significa “imortal”. Ele nasceu por volta de 340 em Tréveros, onde o pai era prefeito das Gálias. Quando sua mãe ficou viúva, foi com os filhos para Roma.

Ambrósio estudou direito, retórica e iniciou sua carreira jurídica e, por volta de 370, foi enviado a governar as províncias da Emília e da Ligúria, com sede em Milão.

Quando o Bispo de Milão morreu, Ambrósio foi para a eleição eclesiástica, a fim de evitar um conflito. Mas, saiu de lá aclamado Bispo pela assembleia. Surpreso, sendo um catecúmeno, recusou-se por se reconhecer despreparado na abordagem da Sagrada Escritura.

Entretanto, cedeu à vontade de Deus, foi batizado e consagrado e dedicou-se intensamente aos estudos das Escrituras.

Foi conselheiro e pai espiritual de imperadores romanos, como Graciano, Valentiniano II e Teodósio I. Em relação a este último, ficou conhecida a dura penitência que aplicou após ele ter consentido uma invasão à cidade de Tessalônica, que resultou na morte de muitos.

Santo Ambrósio compunha formosos cantos e os ensinava ao povo. Além disso, escreveu belos livros explicando a Bíblia e aconselhando métodos práticos para progredir na santidade. Deu grande valor à virgindade de Maria e aos mártires de Cristo.

Em 2007, em uma catequese sobre este santo, o Papa Bento XVI declarou: “Como o apóstolo João, o Bispo Ambrósio que nunca se cansava de repetir ‘Omnia Christus est nobis!; Cristo é tudo para nós!’, permanece uma testemunha autêntica do Senhor”.

Santo Ambrósio morreu em Milão, na noite de 3 para 4 de abril de 397, uma Sexta-Feira Santa. É venerado no dia 7 de dezembro, data em que, no ano 374, foi aclamado pela população Bispo de Milão.

Fonte: ACI digital



sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

São Nicolau ou Papai Noel? 6 diferenças entre o santo e o personagem de ficção


São Nicolau, Bispo de Mira, e Papai Noel

REDAÇÃO CENTRAL, 06 Dez. 19 / 06:00 am (ACI).- Papai Noel é um dos personagens mais emblemáticos das festas de final de ano. Nas últimas décadas, ganhou tanta fama e se tornou tão eficaz para representar a diversão e os presentes que desvia o foco da verdadeira razão da alegria: Jesus que nasce em Belém.

De acordo com vários historiadores, Papai Noel é a distorção – primeiro literária e depois comercial – de São Nicolau, o generoso Bispo de Mira, padroeiro das crianças, dos marinheiros e dos cativos. Estas são as principais diferenças segundo o ‘St. Nicholas Center’:

1. Papai Noel está associado à infância, São Nicolau é um modelo de cristão para toda a vida.

2. Papai Noel, como o conhecemos, surgiu para aumentar as vendas e a mensagem comercial do Natal; São Nicolau levou a mensagem de Cristo e a paz, a bondade e a mensagem cristã de esperança que o Natal traz.

3. Papai Noel incentiva o consumo; São Nicolau promove a compaixão.

4. Papai Noel aparece a cada ano para “ser visto” por um curto período de tempo; São Nicolau é parte da comunhão dos santos e nos pela oração e seu testemunho.

5. Papai Noel “voa” pelos ares, vindo do Polo Norte; São Nicolau caminhou pela terra preocupando-se e ajudando os mais necessitados.

6. Papai Noel, para alguns, substitui o Menino de Belém; São Nicolau assinala e conduz todos ao Menino de Belém.

De São Nicolau a Papai Noel

Há várias teorias sobre a origem do Papai Noel. A mais difundida é que foi a empresa Coca-Cola que inventou o personagem para promover o consumo de sua bebida em 1920.

Entretanto, no século 19, escritores de Nova Iorque tentaram dar um selo nacional às festas de Natal cheias de tradições cristãs dos migrantes europeus. Em pouco tempo, as celebrações deixaram de lado o caráter santo desta data e tornaram-se populares as desenfreadas, com bebedeiras e desordem pública.

Em 1821, foi publicado o livro de litografias para crianças “Papai Noel, o amigo das crianças”, no qual se apresentava um personagem que chegava do Norte em um trenó com renas voando. Esta publicação fez o personagem aparecer a cada véspera de natal e não no dia 6 de dezembro, dia da festa do santo bispo. Um poema anônimo e as ilustrações dessa publicação se tornaram a chave para a distorção de São Nicolau.

Segundo especialistas do ‘St. Nicholas Center’, foi a elite de Nova Iorque que conseguiu nacionalizar o Natal através do Papai Noel e do apoio de artistas e escritores como Washington Irving, John Pintard e Clement Clarke Moore.

Em 1863, durante a Guerra Civil, o caricaturista político Thomas Nast começou a desenhar Papai Noel com os traços que agora lhe atribuem: gorro vermelho, barba branca e barriga saliente. Junto com as mudanças de aparência, o nome do santo em inglês mudou para Santa Claus, uma alteração fonética do alemão “Sankt Niklaus”. Apenas em 1920, Papai Noel apareceu pela primeira vez em um anúncio da Coca Cola.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog