2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 29 de dezembro de 2019

Papa Francisco convida a retomar a comunicação em família, um tesouro precioso


No Angelus deste domingo, Festa da Sagrada Família, o Papa fez os votos que todos terminem o ano em paz, paz do coração, e comunicando-se em família, um com o outro.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

A família é um tesouro precioso que precisa ser apoiado e tutelado, disse o Papa neste domingo, 29, Festa da Sagrada Família, quando deu uma tarefa: retomar a comunicação em família: os pais, os pais com os filhos, com os avós, os irmãos entre eles.

No último Angelus do ano de 2019, Francisco propôs a Sagrada Família de Nazaré como modelo para nossas famílias. “O termo "sagrada" - começou explicando - insere essa família no âmbito de santidade que é dom de Deus mas, ao mesmo tempo, é uma adesão livre e responsável ao projeto de Deus. Assim foi para a família de Nazaré: foi totalmente disponível à vontade de Deus.”

Maria ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática

Falando aos milhares de peregrinos e turistas presentes na Praça São Pedro em um domingo ensolarado, com a temperatura por volta dos 9º C, Francisco chamou a atenção para o fato de que “os três componentes da Família de Nazaré, ajudam-se um ao outro a descobrir e realizar o plano de Deus”, e explicou brevemente o papel desempenhado por cada um nesta missão divina, a começar por Maria:

“Como não ficar maravilhados, por exemplo, com a docilidade de Maria à ação do Espírito Santo, que pede a ela para se tornar mãe do Messias?”

Maria, como toda jovem do seu tempo, estava para concretizar seu projeto de vida, isto é, casar-se com José. Mas quando percebe que Deus a chama para uma missão particular, não hesita em proclamar-se sua "serva”.

O Papa explica que Jesus exaltará a grandeza de Maria não tanto por seu papel de mãe, mas por sua obediência a Deus: "Bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a põe em prática, como Maria":

“E quando não compreende bem os eventos que a envolvem, Maria medita no silêncio, reflete e adora a iniciativa divina. A sua presença aos pés da Cruz consagra essa total disponibilidade”.

José, homem do silêncio e da obediência

Quanto a José, ele “não fala, mas age obedecendo”, “é o homem do silêncio, o homem da obediência” - ressalta Francisco - sob a condução de Deus, representada pelo anjo:

A página do Evangelho de hoje recorda três vezes essa obediência de José, relacionada à fuga para o Egito e ao retorno à terra de Israel. Sob a guia de Deus, representada pelo anjo, José distancia sua família das ameaças de Herodes, e a salva. A Sagrada Família solidariza assim com todas as famílias do mundo forçadas ao exílio, solidariza com todos aqueles que são forçados a abandonar a própria terra por causa da repressão, da violência, da guerra.

Jesus, a vontade do Pai

Por fim Jesus, a terceira pessoa da Sagrada Família. Jesus, em quem – explica o Papa - houve somente “sim”, o que é manifestado em tantos momentos de sua vida terrena, citando o episódio em que seus pais aflitos o acharam no templo pregando aos doutores da lei, sua oração de entrega ao Pai no Jardim das Oliveiras, todos eventos que são a perfeita realização das próprias palavras de Cristo que diz: “Não quiseste sacrifício nem oblação [...]. Então disse: "Eis que eu venho [...] fazer vossa vontade, Meu Deus".

Uma tarefa: retomar a comunicação em família

Assim, disse Francisco, “Maria, José e Jesus, a Família de Nazaré, representam uma resposta uníssona à vontade do Pai. Os três componentes dessa família singular se ajudam reciprocamente a descobrir e realizar o plano de Deus. Eles rezavam, trabalhavam, se comunicavam”. E então o Papa se pergunta:

Tu, em tua família, sabes te comunicar, ou és como aqueles jovens na mesa, cada um com o telefone celular, [que] estão [trocando mensagens] em chats? Naquela mesa parece um silêncio, como se estivessem na Missa ... Mas não se comunicam. Devemos retomar a comunicação em família: os pais, os pais com os filhos, com os avós, mas comunicar-se, com os irmãos, entre eles... Esta é uma tarefa a ser feita hoje, precisamente no dia da Sagrada Família.

“Devemos retomar a comunicação em família: os pais, os pais com os filhos, com os avós, mas comunicar-se, com os irmãos, entre eles... Esta é uma tarefa a ser feita hoje, precisamente no dia da Sagrada Família”

Sagrada Família, modelo para as famílias

“Que a Sagrada Família possa ser modelo para nossas famílias, para que pais e filhos se apoiem mutuamente na adesão ao Evangelho, fundamento da santidade da família.”

Confiemos a Maria "Rainha da família" – disse o Papa ao concluir - todas as famílias do mundo, especialmente aquelas provadas pelo sofrimento, e invoquemos sobre elas a sua materna proteção.

Família, um tesouro a ser protegido

Ao saudar os peregrinos e turistas presentes na Praça São Pedro, o Papa dirigiu uma saudação às famílias:

“Hoje dirijo uma saudação especial às famílias aqui presentes e àquelas que participam de casa através da televisão e do rádio. A família é um tesouro precioso: é preciso sempre apoiá-la, protegê-la: em frente!”

Acabar o ano com paz no coração

Antes de despedir-se com o tradicional bom domingo, bom almoço e não se esqueçam de rezar por mim, o Papa fez votos de que todos terminem o ano em paz:

Saúdo a todos, e a todos desejo um bom domingo e um final de ano sereno. Terminemos o ano em paz, paz de coração: esses são meus votos a vocês. E em família, se comunicando. Agradeço novamente a vocês pelas felicitações [de Natal] e pelas orações. E por favor continue rezando por mim. Bom almoço e até logo!

29 dezembro 2019

Fonte: Vatican News



Esta é a oração do Papa Francisco à Sagrada Família


REDAÇÃO CENTRAL, 29 Dez. 19 / 06:00 am (ACI).- Em sua exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, o Papa Francisco faz referências à Sagrada Família de Nazaré como exemplo para as famílias de hoje e termina este documento com uma oração especial dedicada a Jesus, Maria e José.

Em seu parágrafo 66, ao citar as palavras de Paulo VI na Alocução em Nazaré em 5 de janeiro de 1964, Francisco recorda que “a aliança de amor e fidelidade, vivida pela Sagrada Família de Nazaré, ilumina o princípio que dá forma a cada família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história”.

“Sobre este fundamento – continua –, cada família, mesmo na sua fragilidade, pode tornar-se uma luz na escuridão do mundo. ‘Aqui se aprende (…) uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu carácter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social’”.

A seguir, confira a oração do Papa Francisco à Sagrada Família:

Jesus, Maria e José,
em Vós contemplamos
o esplendor do verdadeiro amor,
confiantes, a Vós nos consagramos.

Sagrada Família de Nazaré,
tornai também as nossas famílias
lugares de comunhão e cenáculos de oração,
autênticas escolas do Evangelho
e pequenas igrejas domésticas.

Sagrada Família de Nazaré,
que nunca mais haja nas famílias
episódios de violência, de fechamento e divisão;
e quem tiver sido ferido ou escandalizado
seja rapidamente consolado e curado.

Sagrada Família de Nazaré,
fazei que todos nos tornemos conscientes
do carácter sagrado e inviolável da família,
da sua beleza no projeto de Deus.

Jesus, Maria e José,
ouvi-nos e acolhei a nossa súplica.
Amém.

Fonte: ACI digital



Igreja celebra hoje a Festa da Sagrada Família (29 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 29 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- Hoje a Igreja celebra a festa da Sagrada Família e convida todos a olhar para Jesus, Maria e José, que desde o início tiveram que enfrentar os perigos do exílio no Egito, mas, sempre mostrando que o amor é mais forte do que a morte. Eles são um reflexo da Trindade e modelo de cada família.

A solenidade da Sagrada Família, que é celebrada dentro da Oitava de Natal, é uma festa que incentiva a aprofundar o amor familiar, examinar a situação do próprio lar e buscar soluções que ajudem o pai, a mãe e os filhos a serem cada vez mais como a Família de Nazaré.

Ao celebrar esta data em 2013, o Papa Francisco ressaltou que o “nosso olhar hoje para a Sagrada Família se deixa atrair também pela simplicidade da vida que essa conduz em Nazaré. É um exemplo que faz tanto bem às nossas famílias, ajuda-as a se tornarem sempre mais comunidades de amor e de reconciliação, na qual se experimenta a ternura, a ajuda mútua, o perdão recíproco”.

A vida familiar não pode ser reduzida a problemas de relacionamento, deixando de lado os valores transcendentes, já que a família é o sinal do diálogo entre Deus e o homem. Pais e filhos devem estar abertos à Palavra e ouvir, sem esquecer a importância da oração familiar que une fortemente os membros da família.

São João Paulo II, que é conhecido como o Papa das famílias, no Ângelus desta solenidade em 1996, destacou que “a mensagem que vem da Sagrada Família é, antes de tudo, uma mensagem de fé: a casa de Nazaré é aquela onde Deus está verdadeiramente no centro”.

“Para Maria e José esta opção de fé concretiza-se no serviço ao Filho de Deus que lhes foi confiado, mas exprime-se também no seu amor recíproco, rico de ternura espiritual e de fidelidade”, indicou.

Em muitas ocasiões, João Paulo II reforçou a importância da vivência da fé em família, por meio da oração. “A família que reza unida, permanece unida”, dizia, sugerindo que juntos rezassem o Rosário.

Fonte: ACI digital



Festa da Sagrada Família-Tempo do Natal (Ano A)


Festa da Sagrada Família

Uma Família Provada

Tempo do Natal
 – Ano A

Evangelho de Mateus 2,13-15.19-23

13 Depois que os magos partiram, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. 14 José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe e partiu para o Egito. 15 Ali ficou até a morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu filho”. 19 Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, 20 e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e volta para a terra de Israel, pois aqueles que procuravam matar o menino já estão mortos”. 21 José levantou-se, pegou o menino e sua mãe e entrou na terra de Israel. 22 Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai, Herodes, teve medo de ir para lá. Por isso, depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia 23 e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: “Ele será chamado nazareno”.
Reflexão

UMA FAMÍLIA PROVADA

A Sagrada Família de Nazaré, apesar de sua relação privilegiada com Deus, em nada foi poupada dos infortúnios próprios dos seres humanos. Seria enganoso imaginá-la gozando de regalias inacessíveis a qualquer pessoa comum. Talvez, exatamente porque tão intimamente ligada a Deus, tenha sido posta à prova, de maneira tão dura.

Já os fatos inerentes ao nascimento de Jesus comportaram motivos de aflição. É fácil de imaginar quanta angústia acarretaram a concepção misteriosa de Maria, a obrigação de se deslocar para Belém, quando o tempo de dar à luz estava se aproximando, a falta de lugar adequado para o parto e as condições precárias em que o menino Jesus nasceu.

A fuga apressada para o Egito, para escapar da fúria homicida de Herodes, foi mais um sofrimento imposto à Sagrada Família. À perspectiva de morte somava-se a de ver-se obrigada a fugir para o estrangeiro, de maneira imprevista, como também, a de ter de voltar para Israel, a fim de não cair nas garras de Arquelau, sucessor de Herodes, devendo escolher, como lugar de moradia, a humilde e sem importância Nazaré.

A Sagrada Família jamais esteve isenta de tribulações. Mas nem por isso desviou-se do caminho da fé e obediência a Deus. Sua fidelidade foi continuamente posta à prova. E, na provação, foi se consolidando. Desta forma, tornou-se modelo de família cristã que, experimenta as dificuldades da vida, sem se desviar dos caminhos de Deus.

Oração do Dia

Pai, que a fidelidade demonstrada pela Sagrada Família de Nazaré seja exemplo para as famílias cristãs, cuja fé é provada em meio a tribulações.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.




sábado, 28 de dezembro de 2019

Hoje são celebrados os Santos Inocentes, crianças que morreram por Cristo (28 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- “Ainda não falam e já confessam a Cristo. Ainda não podem mover os seus membros para travar batalha e já alcançam a palma da vitória”, disse uma vez São Quodvultdeus (século V) ao exortar os fiéis sobre os Santos Inocentes, as crianças que morreram por Cristo e cuja festa se celebra neste 28 de dezembro.

De acordo com o relato de São Mateus, o rei Herodes mandou matar em Belém e seus arredores os meninos menores de dois anos, ao sentir-se enganado pelos Reis Magos, os quais retornaram aos seus países por outro caminho para não lhe revelar onde estava o Messias.

A festa para venerar estes meninos que morreram como mártires foi instituída no século IV. A tradição oriental os recorda em 29 de dezembro, enquanto que a latina, no dia 28 deste mês.

Posteriormente, São Quodvultdeus, Padre da Igreja do Século V e Bispo de Cartago (norte da África), deu um sermão sobre este lamentável feito.

“Que temes, Herodes, ao ouvir dizer que nasceu o Rei? Ele não veio para te destronar, mas para vencer o demónio. Tu, porém, não o compreendes; e por isso te perturbas e te enfureces, e, para que não escape aquele único Menino que buscas, te convertes em cruel assassino de tantas crianças”, expressou.

O Santo ainda acrescenta: “Nem as lágrimas das mães nem o lamento dos pais pela morte de seus filhos, nem os gritos e gemidos das crianças te comovem. Matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração”.

“As crianças, sem o saberem, morrem por Cristo; os pais choram os mártires que morrem. Àqueles que ainda não podiam falar, Cristo os faz suas dignas testemunhas”, enfatizou São Quodvultdeus.

Fonte: ACI digital


5 coisas que talvez não saiba sobre os Santos Inocentes

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Dez. 19 / 06:00 am (ACI).- No marco da festa dos Santos Inocentes, apresentamos 5 coisas que talvez não sabia sobre estes mártires, cujas mortes seguem repercutindo na sociedade de hoje, segundo artigo de Pe. Sergio Román, publicado no SIAME (Serviço Informativo da Arquidiocese do México).

1. A história

Herodes disse aos Magos do Oriente que ele estava muito interessado no rei que tinha acabado de nascer e pediu-lhes para informá-lo sobre este rei em seu retorno para também ir adorá-lo. A estrela guiou os Magos até a criança e, cumprida sua missão, voltaram para seus países de origem por outros caminhos, pois um anjo lhes avisou em sonhos que Herodes queria matar Jesus.

Desapontado com os Magos, Herodes mandou matar todas as crianças menores de dois anos com o desejo de acabar com aquele Rei nascido em Belém, que colocava em perigo seu próprio reinado. Um genocídio. A matança dos inocentes. A Igreja os recorda no dia 28 de dezembro, unidos aos Natal, porque eles não morreram por Cristo, mas no lugar de Cristo.

2. Herodes, o Grande!

Assim se fazia chamar aquele rei da Palestina, fantoche do Império Romano. Foi grande porque soube ganhar guerras e conquistar terras para o seu reino, mas também por seus crimes: casou-se com Mariana, filha do sumo sacerdote Hircano II. Temeroso de que desejavam o seu reino, mandou matar seu genro, José; Salomé; o sumo sacerdote Hircano II; sua esposa Mariana; os irmãos dela, Aristóbulo e Alexandra; seus próprios filhos, Aristóbulo, Alexander e Antipatro.

Quando ficou enfermo, mandou prender todos os personagens importantes de Jericó, com a ordem de que assim que morresse, matassem-nos a flechadas. Quando Herodes morreu, esta ordem não foi cumprida. Com esses dados, podemos compreender que para ele foi fácil mandar matar os Santos Inocentes. Quantos foram? Hoje, sabe-se que Belém não devia ter mais de mil habitantes e que a este número, provavelmente, corresponderia uma população de 20 meninos.

3. A gruta de Belém

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, que deu paz aos cristãos no século IV, construiu uma Basílica sobre a gruta de Belém, onde o Menino Jesus nasceu. Essa Basílica, reconstruída, ainda existe e guarda em sua cripta a preciosa gruta onde uma estrela de prata marca o lugar do santo nascimento. “Aqui nascei Jesus Cristo de Maria, a Virgem”, diz a inscrição em latim.

A gruta de Belém é um sistema de cavernas que se estendem debaixo da antiga basílica e do templo católico de Santa Catarina. Em uma dessas cavernas foram encontrados restos de crianças enterradas. O primeiro pensamento foi que eram os restos dos Santos Inocentes, mas os caixões correspondiam a uma época muito posterior. De todo modo, essa caverna foi dedicada à memória dos Santos Inocentes.

4. Ain Karen

Ain Karen é uma cidade perto de Jerusalém. Segundo a tradição, é o lugar da “Visitação” e do nascimento de João Batista. Este era mais velho do que Jesus apenas seis meses e existe a lenda de que também ao ser vítima de Herodes. Perseguida por soldados assassinos, sua mãe Isabel buscou uma rocha no monte atrás da qual ocultou seu pequeno João antes que os soldados a alcançassem.

Quando os soldados a alcançaram, procuraram até atrás da rocha, mas não viram nada. Quando saíram, Isabel correu para buscar seu menino e descobriu que a rocha tinha aberto um espaço para dar lugar em seu interior ao pequeno perseguido e, assim, salvou João Batista. Na Basílica da Visitação, sobre o monte, guarda-se uma estranha rocha que recorda esta história.

5. Os santos inocentes de hoje

A celebração litúrgica deve nos recordar não apenas o fato histórico daquelas crianças assassinadas no lugar de Cristo, mas também o acontecimento diário de todos aqueles inocentes perseguidos e assassinados entre nós. Os humanos somos capazes de monstruosidades que nos envergonham.

Seguimos assassinando por motivos religiosos, políticos, econômicos e, cada vez que denunciamos um desses crimes, clamamos indignados “Nunca mais!”, para, em seguida, repetir a história. Não permaneçamos indiferentes ante esses genocídios, despertemos em nós a solidariedade e unamos nossas vozes e nossas ações às desses inocentes que seguem morrendo no lugar de Cristo.

Fonte: ACI digital



Orações para a gestante que espera um bebê arco-íris


New Africa | Shutterstock

Beatriz Camargo | Dez 22, 2019

Preces que transmitem confiança, fé e fortaleza para a mãe que engravidou após ter perdido um bebê

Superar a perda de um bebê – seja durante a gestação ou nos primeiros dias ou meses de vida – é uma dor indescritível. De repente, todos os planos, alegrias e sonhos que acompanhavam a chegada daquela nova vida são interrompidos.

De uma hora para outra, a felicidade dá lugar ao luto, e, juntos, marido e mulher buscam forças para superar a ausência do tão esperado filho. Por ser tão traumático e difícil, tal sofrimento muitas vezes desencoraja os pais a buscar uma nova gestação.

Porém, há aqueles que não desistem de aumentar a família e, movidos pela fé em Deus, entregam em suas mãos o desejo de novamente conceber um filho.

As crianças nascidas após esse momento de luto passaram a ser chamadas de “bebês arco-íris”. A origem do termo é desconhecida, porém não é difícil entender o porquê dele ter sido escolhido já que depois da tempestade, sempre há um lindo arco-íris.

E é justamente para as mamães que passam por esse momento de grande iluminação espiritual, e que necessitam de força para lidar com todos os sentimentos de insegurança e alegria que permeiam a nova gravidez, que estas duas orações abaixo foram selecionadas. Em conjunto ou separadas, elas podem ser feitas a qualquer momento do dia e sempre que o seu coração pedir.

Prece da mulher grávida

Senhor, peço-lhe com amor por essa doce esperança que tenho no peito, e agradeço-lhe humildemente por ter me escolhido como uma ferramenta para o seu amor.

Nesta expectativa, ajude-me a viver em contínua entrega à sua vontade. Me dê um coração puro, forte e generoso. Entrego-lhe as preocupações que me atordoam: ansiedades, medos, desejos por essa criança que ainda não conheço. Que ela nasça saudável, retire dela todo mal físico e todo perigo para a alma. Ó Maria, tu que conheces as inefáveis ​​alegrias de uma santa maternidade, dá-me um coração capaz de transmitir uma fé viva e ardente, santifica minha expectativa, e abençoa esta feliz esperança que compartilho com meu esposo. Amém.

Consagração do filho que está no ventre da mãe

Senhor, meu Deus, estou esperando por uma nova vida.

De todo o coração, agradeço a maternidade que Tu me concedeste;

digna-te a executar o plano paterno de misericórdia que começaste em mim;

deixa-me cooperar fielmente com tua providência,

formando em mim e dando à luz uma criatura capaz de te conhecer e te amar eternamente.

Ó Jesus, meu Deus e Salvador, que tinhas tanta predileção pelas crianças e por recebê-las com amor em teus braços, fica perto de mim agora.

A Ti, agora, eu consagro meu filho, porque ele pertence a ti antes mesmo de vir a mim: santifica, dá tudo de bom, deixa-o nascer e crescer no calor do teu amor.

Ó Virgem Santíssima, tu que és a Mãe da vida, o modelo e a proteção das mães, ajuda-me agora e no momento do nascimento do meu filho;

ajuda-me na ansiedade de esperar e na dor do parto;

dirige-me a nobreza de seus sentimentos, porque eu sigo o teu exemplo, como humilde serva do Senhor, e que em tudo aceita a santa vontade de Deus. Amém.

Preces originalmente publicadas nas Diretrizes operacionais para a catequese pré-batismal ano 2010-2011 da Comissão da Família Diocesana pertencente à Arquidiocese Brindisi-Ostuni, na Itália, traduzidas e adaptadas ao português por Aleteia.

Fonte: Aleteia



Oração de ano novo ao Pai, por Jesus, sob o Espírito Santo e com a Mãe Aparecida

Marinelson Almeida / CC

Réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida na Catedral de Brasília

Aleteia Brasil | Dez 27, 2019

“Que este novo ano seja um tempo de transformação pessoal, familiar e social”

Oração de ano novo ao Pai, por Jesus, sob o Espírito Santo e com a Mãe Aparecida

Eterno Pai, o Vosso infinito amor age no tempo e na história. Ao iniciarmos um novo ano, queremos suplicar a Vossa bênção e proteção. Acreditamos que a Vossa Palavra faz todas as coisas serem novas, pela ação do Vosso Espírito Santo. Por isso, renovai em todos nós a esperança.

Vosso Filho é a Luz que, vindo ao mundo, ilumina o coração de cada homem e de cada mulher. Sabemos que em todo tempo Jesus está ao nosso lado. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Com Nossa Senhora, Rainha da Paz, queremos viver o amor que supera conflitos e divisões e traz reconciliação e comunhão.

Que este novo ano seja marcado pela força da justiça que gera a paz e do amor que constrói a fraternidade. Que este novo ano seja um tempo de transformação pessoal, familiar e social. Que toda forma de corrupção seja superada pela força da justiça. Que toda ambição e ganância sejam vencidas pela grandeza da partilha. Que a mentira seja superada pela força da verdade e que todo mal seja vencido pela busca sincera do bem e do amor.

Assim, rezando com a Vossa e nossa Mãe Aparecida, queremos suplicar copiosas bênçãos neste ano que se inicia.

Abençoai-nos e guardai-nos. Iluminai-nos com a Luz do Vosso Santo Espírito.

Que Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, esteja perto de nós para nos defender, esteja em nosso coração para nos conservar, seja o nosso guia para nos conduzir, nos acompanhe para nos guardar, olhe por nós e derrame sempre sobre a nossa vida toda bênção e proteção.

Amém!
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Adaptado de oração publicada pelo portal A12.com

Fonte: ACI digital



sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Cardeal Burke expõe escândalo do silêncio dos Bispos sobre Blasfêmia da Netflix


Um streaming da Netflix de um filme blasfemo que retrata um Jesus gay e um pôster que retrata Jesus no ato de impulsos pedófilos exibidos em um museu em Roma, são nojentos para o mundo católico. Cardeal Burke: A arte se tornou uma expressão do quão sem sentido é a vida sem Deus; eles odeiam a Cristo porque Ele revela esse vazio”. “É escandaloso que bispos e padres permaneçam calados quando Deus é atacado, é um sinal da grave crise na Igreja”. “Os fiéis devem fazer atos de reparação e fazer uso de todos os meios legais para impedir que essas obscenidades proliferem”.

“Eles chamam isso de arte, mas é uma expressão do vazio da vida sem Deus e da rebelião contra a lei que Deus colocou no coração de todas as pessoas. E o silêncio de padres e bispos diante desses ataques repugnantes ao Senhor. É um sinal de que também a situação na Igreja é muito séria.”

O cardeal Raymond L. Burke não mediu palavras para julgar os trabalhos blasfemos clamorosos mascarados como expressão artística. Em particular, apenas recentemente, dois casos conquistaram as manchetes: o cartaz obsceno de um pedófilo Jesus em exibição fora do Museu de Arte Contemporânea de Roma (Macro) e o filme sobre um Jesus gay (“A primeira tentação de Cristo”), na plataforma de streaming da Netflix, que está provocando uma reação muito forte das comunidades cristãs de todo o mundo. E para não perder a cereja do bolo, há o caso do mega-pôster afixado em um prédio do Vaticano na Via della Conciliazione, em Roma, a poucos passos de San Pietro, anunciando o filme – também na Netflix – intitulado “Os dois papas”, uma ação comercial de conteúdo duvidoso que deixou perplexo e escandalizou muitos fiéis que passavam.
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Cardeal Burke, há um crescimento de obras blasfemas com a presunção de ser artístico. O que está acontecendo?

Em primeiro lugar, é um fenômeno devido em parte ao niilismo nas Artes, que não é mais uma expressão da verdade, beleza e bondade, mas se tornou uma expressão do vazio de uma vida sem Deus; eles são a expressão de rebelião contra a lei que Deus colocou em nossos corações. Esta é a sociedade de hoje; mas há também um aspecto que diz respeito à Igreja: o panteísmo entrou, o sincretismo com as religiões não-cristãs e até o secularismo. A figura de Jesus tornou-se relativizada. Ele não é mais o único Salvador, mas reduzido a ser um homem bom, um símbolo, portanto, com todos os méritos e defeitos de um homem. Para um cristão, isso é a coisa mais séria que poderia acontecer: Cristo se converteu em qualquer símbolo. Basta ler o que foi escrito nos documentos preparatórios do Sínodo da Amazônia: Jesus não é mais aquele que dá ordem a tudo, mas parte do cosmos … É inacreditável.

Pode-se argumentar que, mesmo que Sua divindade não fosse mais reconhecida, não está claro por que deveria haver tanta raiva contra Sua pessoa, por que desfigurar Seu rosto?

Esta é a vida sem Deus; não há indiferença, mas uma reação evidente e irada para destruir Aquele que é um sinal de contradição, que revela o vazio que existe na vida. Eles não podem tolerar Sua luz.

No que diz respeito à luz, um tema típico de Natal. Parece uma coincidência estranha que esses ataques blasfemos ocorram exatamente quando a Igreja está se preparando para o Natal.

Não é uma coincidência, é um ato diabólico. O diabo entra em cena para destruir a alegria do Natal, ele tenta roubar a alegria dos cristãos.

Uma coisa que não pode deixar de ser percebida é o silêncio da Igreja diante desses ataques blasfemos. Os políticos tomaram medidas contra o manifesto Macro, os leigos protestaram contra o filme da Netflix com uma grande petição de assinaturas, mas em ambos os casos não houve nenhum sinal mais firme vindo de cima, dos pastores.

Você está certo, este silêncio de bispos e padres é um escândalo. Não tenho dúvidas de que também existem bons padres que defendem seu rebanho, mas infelizmente são casos isolados. Também na Igreja, uma visão politizada da vida tem precedência: está dividida em campos opostos, conservadores ou progressistas, a favor ou contra o Papa. Tudo isso é absurdo. A Igreja é guiada pela verdade, não por conveniência política. Em vez disso, a tendência é fazer o que é politicamente correto; assim, mesmo quando o Senhor é alvo de um ataque repugnante, há silêncio. É uma indicação clara de que a situação na Igreja é muito séria.

Mas, diante desses ataques, o que um fiel deve fazer? Qual deve ser o próximo passo após a óbvia indignação e dor?

Antes de tudo, devem ser realizados atos de reparação. Intenções de oração oferecidas para reparar essas terríveis ofensas. Também penitências devem ser feitas para esse fim. Mas então devemos usar todos os dons dados por Deus que temos para impedir que essas obscenidades se espalhem: artigos, escritos e qualquer outra ação legítima para impedir a recorrência e a disseminação de atos blasfemos. Devemos perguntar quem são os patrocinadores de certas exposições ou eventos, quais teatros ou salas os acolhem e, então, fazer um balanço.

Via CDB | LifeSiteNews

Fonte: Templário de Maria



Um dia depois do Natal, Estado Islâmico anunciou que executou 11 cristãos


Imagem referencial. Crédito: Pixabay (Domínio público)

Abuja, 27 Dez. 19 / 01:35 pm (ACI).- O Estado Islâmico (ISIS) divulgou no dia 26 de dezembro um vídeo com a execução de onze cristãos na Nigéria, em vingança pela morte de seu líder Abu Bakr al-Bagdadi nas mãos de um comando dos Estados Unidos em outubro passado.

Segundo informou nesta sexta-feira a BBC, o vídeo foi produzido por Amaq, a agência de propaganda do ISIS. A matança foi cometida pelo Estado Islâmico na África Ocidental, integrado por membros do grupo terrorista Boko Haram, que em 2015 jurou lealdade ao Estado Islâmico.

A BBC indicou que, de acordo com analistas, o fato de o vídeo de 56 segundos ter sido divulgado no dia 26 de dezembro significa que “foi claramente programado para coincidir com as celebrações de Natal”.

Até o momento, não foram dados mais detalhes sobre as vítimas, mas se trata de homens “capturados nas últimas semanas” no nordeste da Nigéria.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado São João Evangelista, o discípulo amado de Jesus (27 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 27 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”, costumava dizer São João Evangelista, o mais jovem dos Apóstolos e que se distingue como o “discípulo amado de Jesus”. Foi quem acolheu a Virgem Maria em sua casa e é padroeiro dos teólogos e escritores. Sua festa se celebra neste dia 27 de dezembro.

São João era judeu da Galileia, filho do Zebedeu e irmão do São Tiago Maior, com quem era pescador. Foi designado para acompanhar Pedro na preparação da última ceia, onde reclinou sua cabeça sobre o peito do Jesus. Esteve ao pé da cruz com a Virgem Maria, a quem levou para sua casa como Mãe para honrá-la, servi-la e cuidá-la.

Quando chegou a notícia do sepulcro vazio, São João correu junto a São Pedro para constatar. Foi quando os dois “viram e acreditaram”. Mais tarde, quando Jesus lhes apareceu à beira do lago da Galileia, Pedro perguntou sobre o futuro de João e o Senhor respondeu: “Se quiser que fique até que eu venha, o que te importa? Você, me siga”.

Por esta resposta, circulou o rumor de que João não ia morrer, algo que o próprio apóstolo desmentiu ao indicar que o Senhor nunca disse: “Não morrerá”.

Escreveu o Apocalipse, três epístolas e o Evangelho de São João, no qual se refere a si mesmo como “o discípulo que Jesus amava”.

Segundo São Clemente da Alexandria, em uma cidade, São João viu um jovem na congregação e, com o sentimento de que poderia tirar dele muita coisa boa, levou-o até o Bispo, o qual o próprio João havia consagrado, e lhe disse: “Em presença de Cristo e ante esta congregação, recomendo este jovem a seus cuidados”.

Pela recomendação de São João, o jovem se hospedou na casa do Bispo, que o instruiu na fé, batizou-o e confirmou. Entretanto, os cuidados do Bispo se esfriaram, o moço andou com más companhias e se tornou assaltante.

Depois de um tempo, São João voltou e pediu ao Bispo o encargo que Jesus Cristo e ele tinham encomendado a seu cuidado diante da Igreja. O Prelado se surpreendeu pensando que se tratava de algum dinheiro, mas o apóstolo lhe explicou que se referia ao jovem.

O Bispo exclamou: “Pobre jovem! Morreu”. “Do que morreu?”, perguntou São João. “Morreu para Deus, posto que é um ladrão”, respondeu-lhe. Ao ouvir isto, o ancião apóstolo pediu um cavalo e com a ajuda de um guia dirigiu-se às montanhas onde os assaltantes tinham seu esconderijo. Logo que entrou, foi feito prisioneiro.

No esconderijo dos malfeitores, o jovem reconheceu o santo e tentou fugir, mas o apóstolo gritou: “Moço! Por que foge de mim, seu pai, um velho e sem armas? Sempre há tempo para o arrependimento. Eu responderei por ti ante meu Senhor Jesus Cristo e estou disposto a dar a vida por sua salvação. É Cristo quem me envia”.

O rapaz ficou imóvel, baixou a cabeça, começou a chorar e se aproximou do santo para lhe implorar uma segunda oportunidade. São João, por sua vez, não abandonou o esconderijo dos ladrões até que o pecador foi reconciliado com a Igreja.

Esta caridade, que procurava inflamar nos outros, refletia-se em seu dito: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”. Uma vez lhe perguntaram por que repetia sempre a frase e São João respondeu: “Porque esse é o mandamento do Senhor e se o cumprirem já terão feito o bastante”.

Diferentemente de todos os outros apóstolos que morreram martirizados, São João partiu pacificamente para a Casa do Pai, em Éfeso, na Turquia, por volta do ano cem da era cristã e aos 94 anos de idade, segundo Santo Epifânio.

Fonte: ACI digital



O relato de uma famosa Beata e mística que viu o Nascimento de Cristo


REDAÇÃO CENTRAL, 25 Dez. 19 / 06:00 am (ACI).- No final do século XVIII e início do XIX, surgiu na Alemanha a famosa mística Anna Catarina Emmerick (1774-1824), que teve os estigmas da Paixão de Cristo e, nos últimos anos de vida, sustentou-se apenas da Eucaristia.

Deus lhe concedeu detalhadas revelações místicas da vida de Jesus. São João Paulo II a beatificou em 2004 e o ator Mel Gibson se inspirou em suas visões para realizar o filme “A Paixão de Cristo”.

A seguir, apresentamos o belo e significativo relato que ela contou sobre o que viu do Nascimento de nosso Senhor:

“Vi o esplendor em volta da Santíssima Virgem crescer mais e mais, de modo que a luz das lâmpadas que José acendera já não era visível. Ela estava de joelhos, coberta de um vestido largo, com o rosto voltado para o Oriente. À meia-noite ficou extasiada, suspensa acima do solo; tinha os braços cruzados sobre o peito. O resplendor em torno dela crescia a cada momento. Toda a natureza parecia sentir uma emoção de júbilo, até os seres inanimados. As rochas do teto, das paredes e do solo da gruta tornaram-se como vivas àquela luz

Então eu já não vi o teto da gruta; um caminho de luz se abriu acima de Maria, subindo com glória sempre maior em direção às alturas do céu. Nesse caminho de luz, havia um maravilhoso movimento de glórias interpenetrando-se umas às outras, e, conforme se aproximaram, pareciam mais claramente sob a forma de coros de espíritos celestes. A Virgem Santíssima, tomada em êxtase, estava agora olhando para baixo, adorando seu Deus, cuja mãe ela tinha-se tornado e que jaz no solo à sua frente, sob a forma de um indefeso recém-nascido.

Vi Nosso Senhor como uma criança pequenina, brilhando com uma luz que superava todo o esplendor circundante, e jazendo no tapete, junto aos joelhos de Maria. Pareceu-me que ele era a princípio bem pequeno e então cresceu aos meus olhos. Mas tudo isso era a irradiação de uma luz tão potente e deslumbrante que não posso explicar como pude olhá-la. A Virgem permaneceu por algum tempo envolta em êxtase; depois cobriu o Menino com um pano, mas a princípio Ela não O tocou ou pegou nos braços. Após certo tempo, vi o Menino Jesus se mover, e depois eu O ouvi chorar. Então, pareceu que Maria voltava a si, e pegou o Menino do tapete, envolvendo-O no pano que O cobria, e com Ele aos braços trouxe-O para si. Ficou ali, sentada, completamente envolvida, Ela e o Menino, em seu véu, e penso que Ela amamentou o Redentor. Vi, então, anjos à sua volta em forma humana, prostrando-se e adorando o Menino.

Talvez fosse uma hora após o nascimento quando Maria chamou José, que ainda estava prostrado em oração. Quando se aproximou, ele se lançou com o rosto ao chão, em devota alegria e humildade. Foi só quando Maria lhe pediu que carregasse, junto ao coração, em alegria e gratidão, o santo presente de Deus Altíssimo, que ele se ergueu, pegou nos braços o Menino Jesus, e louvou a Deus com lágrimas de felicidade.

Maria enfaixou o Menino: tinha apenas quatro paninhos. Mais tarde, vi Maria e José sentados no chão, um junto ao outro: não falavam, pareciam absortos em muda contemplação. Diante de Maria, enfaixado como um menino comum, estava recostado Jesus recém-nascido, belo e brilhante como um relâmpago. ‘Ah, eu dizia, este lugar contém a salvação do mundo inteiro e ninguém suspeita disso!’.

Vi em muitos lugares, até nos mais afastados, uma insólita alegria, um extraordinário movimento nesta noite. Vi os corações de muitos homens de boa vontade reanimados por um desejo, cheio de alegria, e ao contrário, os corações dos perversos cheios de temores. Até nos animais vi se manifestar alegria em seus movimentos e saltos. As flores levantavam suas coroas, as plantas e árvores tomavam novo vigor e verde e espalhavam suas fragrâncias e perfumes. Vi brotar fontes de água da terra. No momento do nascimento de Jesus, brotou uma fonte abundante na gruta da colina do Norte.

A mais ou menos uma légua e meia da gruta de Belém, no vale dos pastores, havia uma colina. Nas encostas da colina, estavam as cabanas de três pastores. Ao nascimento de Jesus Cristo, vi esses três pastores muito impressionados com o aspecto daquela noite tão maravilhosa; por isso, ficaram em torno de suas cabanas olhando para todos os lados.

Então, viram maravilhados a luz extraordinária sobre a gruta do presépio. Enquanto os três pastores estavam olhando para aquele lado do céu, vi descer sobre eles uma nuvem luminosa, dentro da qual notei um movimento à medida que se aproximava. Primeiro vi que se desenhavam formas vagas, depois, rostos, e finalmente ouvi cantos muito harmoniosos, muito alegres, cada vez mais claros. Como os pastores se assustaram a princípio, apareceu um anjo entre eles, que lhes disse: ‘Não temais, pois venho para anunciar-lhes uma grande alegria para todo o povo de Israel. Nasceu hoje para vós, na cidade de Davi, um Salvador, que é Cristo, o Senhor. Como sinal, dou-lhes isso: encontrareis o Menino envolto em faixas, deitado em uma manjedoura’. Enquanto o anjo dizia estas palavras, o resplendor se fazia cada vez mais intenso ao seu redor. Vi cinco ou sete grandes figuras de anjos, muito belos e luminosos. Ouvi que louvavam a Deus cantando: ‘Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade’.

Mais tarde, tiveram a mesma aparição os pastores que estavam junto à torre. Anjos também apareceram a outro grupo de pastores perto de uma fonte, a Leste da torre, a cerca de três léguas de Belém. Eu os vi consultando-se uns aos outros sobre o que levariam para o recém-nascido e preparando os presentes com toda a pressa. Chegaram à gruta da manjedoura ao amanhecer”.

Fonte: ACI digital



quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Santo Estêvão protomártir. Aumentam os cristãos perseguidos no mundo


No dia em que a Igreja celebra a festa litúrgica de Santo Estêvão, o primeiro mártir, deve ser recordado o elevadíssimo número de pessoas que ainda hoje são perseguidas em várias partes do mundo por causa da sua fé cristã. A entrevista com Cristian Nani, diretor da Open Doors/Portas Abertas-Itália.

Andrea De Angelis, Silvonei José - Cidade do Vaticano

No dia em que a Igreja celebra a festa litúrgica de Santo Estêvão, o primeiro mártir, deve ser recordado o elevadíssimo número de pessoas que ainda hoje são perseguidas em várias partes do mundo por causa da sua fé cristã. A entrevista com Cristian Nani, diretor da Open Doors/Portas Abertas-Itália. Ontem como hoje, é importante acender os refletores sobre essas perseguições, que assumem várias formas: violência, estigma, vandalismo, intolerância, exclusão. Segundo a World Watch List 2019 da Open Doors/Portas Abertas, o relatório anual sobre a liberdade religiosa dos cristãos no mundo, há cerca de 245 milhões de cristãos perseguidos no mundo. A WWList2019 cobre um período de 12 meses, de novembro de 2017 a outubro de 2018. No dia 18 de janeiro, a associação publicará o novo Relatório.

Aumenta o número de cristãos perseguidos

Presente em mais de 60 países, a organização também oferece formação e assistência aos cristãos que sofrem por causa de sua fé. Em entrevista à Radio Vaticano-Vatican News, Cristian Nani, diretor na Itália de Portas Abertas, antecipa como no ano que está chegando ao fim a perseguição dos fiéis cristãos aumentou em extensão, número e intensidade. "Precisamos falar sobre isso, fazer as pessoas refletirem porque hoje - afirma -, milhares de pessoas morrem por causa da sua fé, não na guerra, em situações de conflito, mas - insiste Nani -, somente por uma profissão de fé". Assim, depois de ter analisado a situação dos cristãos na Líbia e no Iêmen, ele retorna ao que o Papa Francisco, numa recente Audiência geral, chamou de "cristãos perseguidos com luvas de pelica", com particular referência à Europa. "Intolerância e vandalismo são - diz Nani -, dois sinais de alarme a serem levados a sério".

Quantos perseguidos hoje "também com luvas de pelica"

"Hoje, no mundo, na Europa muitos são os cristãos perseguidos e dão as suas vidas pela sua fé. Eles são perseguidos também com luvas de pelica, deixados de lado, marginalizados". As palavras pronunciadas pelo Papa na Audiência geral do último dia 11 de dezembro, fazem com que as atenções se voltem para outro tipo de perseguição dos fiéis. Feita de intolerância, vandalismo, resultado de um secularismo que - disse então Francisco no seu discurso à Cúria na semana passada -, nos faz compreender como "já não estamos num regime de cristianismo porque a fé", em grande parte do Ocidente "já não constitui um pré-requisito óbvio do viver comum". O Santo Padre já tinha falado de "martírio com luvas de pelica" no dia 30 de junho de 2014, na Missa celebrada na Casa Santa Marta.

O dia de oração na Alemanha

Entre as muitas iniciativas programadas no mundo para a festa litúrgica de Santo Estêvão, está também a da Conferência Episcopal Alemã que celebra o "Dia de Oração pelos cristãos perseguidos e oprimidos". As liturgias recordarão os irmãos e irmãs de fé que são vítimas de exclusão e opressão em muitos lugares do mundo. Esta iniciativa pretende também expressar o compromisso da Igreja alemã com a liberdade religiosa de todas as pessoas. O dia de oração de 26 de dezembro faz parte da iniciativa "Solidariedade para com os cristãos perseguidos e oprimidos no nosso tempo", com a qual os bispos pretendem sensibilizar os fiéis para a discriminação e a violência que os cristãos ainda hoje sofrem em muitas partes do mundo.

26 dezembro 2019

Fonte: Vatican News



Angelus: como os mártires, viver e morrer com o nome de Jesus no coração e nos lábios (26/11/2019)


“A festa do protomártir Estevão nos convida a recordar todos os mártires de ontem e de hoje, a nos sentirmos em comunhão com eles e a pedir-lhes a graça de viver e morrer com o nome de Jesus no coração e nos lábios”, disse o Papa no Angelus de 26 de dezembro.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

No dia em que a Igreja celebra Santo Estevão, protomártir, o Papa Francisco rezou a oração do Angelus com milhares de fiéis na Praça São Pedro.

No clima de alegria do Natal, afirmou o Pontífice, pode parecer fora de lugar a memória do primeiro cristão assassinado por sua fé em Jesus Cristo. Mas na verdade, explicou, esta festa está em sintonia com o verdadeiro significado do Natal.

“No martírio de Estevão, de fato, a violência é derrotada pelo amor, a morte pela vida: ele, no momento do testemunho supremo, contempla o céu e oferece o seu perdão aos seus perseguidores.”

A glória é feita de amor e doação

Este jovem servidor do Evangelho, prosseguiu Francisco, soube narrar Jesus com as palavras e, sobretudo, com a sua vida. Com Estevão, podemos aprender que a glória do Céu, que dura para toda a vida e a vida eterna, não é feita de riquezas e poder, mas de amor e de doação de si.

“Para nós cristãos, o céu não está mais distante, separado da terra: em Jesus, o Céu desceu sobre a terra. E graças a Ele, com a força do Espírito Santo, nós podemos assumir tudo o que é humano e orientá-lo em direção ao Céu.”

Nosso primeiro testemunho, disse o Pontífice, deve ser propriamente o nosso modo de ser humanos, com um estilo de vida plasmado segundo Jesus: manso e corajoso, humilde e nobre e não-violento.

Renovar as comunidades cristãs

Na sequência, o Papa recordou ainda que Estevão foi um dos primeiros sete diáconos da Igreja e o seu testemunho, que culminou no martírio, é fonte de inspiração para a renovação das comunidades cristãs:

“Estas são chamadas a se tornarem sempre mais missionárias, todas propensas à evangelização, decididas a alcançar os homens e as mulheres nas periferias existenciais e geográficas, onde há mais sede de esperança e de salvação.”

Com o nome de Jesus nos lábios e no coração

As comunidades cristãs, afirmou ainda, não devem seguir a lógica mundana, colocando a si mesmas no centro, mas unicamente a glória de Deus e o bem das pessoas, especialmente dos pequeninos e dos pobres.

“A festa do protomártir Estevão nos convida a recordar todos os mártires de ontem e de hoje - e hoje há muitos -, a nos sentirmos em comunhão com eles e a pedir-lhes a graça de viver e morrer com o nome de Jesus no coração e nos lábios.”

Que Maria, finalizou Francisco, nos ajude a viver este tempo de Natal fixando o olhar em Jesus, para se tornar a cada dia mais semelhante a Ele.

26 de dezembro 2019, 12:05

Fonte: Vatican News



Mensagem Urbi et Orbi: "Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida" (25/11/2019)


Síria, Líbano, Iêmen, Iraque, Venezuela e nações do continente americano, Ucrânia, República Democrática do Congo, Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria. Regiões da humanidade onde há dor e sofrimento provocados pelas trevas nos corações humanos, nas relações pessoais, familiares, sociais, nos conflitos econômicos, geopolíticos e ecológicos, receberam a atenção do Santo Padre em sua mensagem Urbi et Orbi neste dia de Natal: "Mas a luz de Cristo é maior", reiterou.

Cidade do Vaticano

A Mensagem e a Bênção Urbi et Orbi do Santo Padre:

«O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1).

Queridos irmãos e irmãs, feliz Natal!

Nesta noite, do ventre da mãe Igreja, nasceu de novo o Filho de Deus feito homem. O seu nome é Jesus, que significa Deus salva. O Pai, Amor eterno e infinito, enviou-O ao mundo, não para condenar o mundo, mas para o salvar (cf. Jo 3, 17). O Pai no-Lo deu, com imensa misericórdia; deu-O para todos; deu-O para sempre. E Ele nasceu como uma chamazinha acesa na escuridão e no frio da noite.

Aquele Menino, nascido da Virgem Maria, é a Palavra de Deus que Se fez carne; a Palavra que guiou o coração e os passos de Abraão rumo à terra prometida, e continua a atrair aqueles que confiam nas promessas de Deus; a Palavra que guiou os judeus no caminho desde a escravidão à liberdade, e continua a chamar os escravos de todos os tempos, incluindo os de hoje, para sairem das suas prisões. É Palavra mais luminosa do que o sol, encarnada num pequenino filho de homem, Jesus, luz do mundo.

Por isso, o profeta exclama: «O povo que andava nas trevas viu uma grande luz» (Is 9,1). É verdade que há trevas nos corações humanos, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nas relações pessoais, familiares, sociais, mas é maior a luz de Cristo; há trevas nos conflitos económicos, geopolíticos e ecológicos, mas é maior a luz de Cristo.

Que Jesus Cristo seja luz para tantas crianças que padecem a guerra e os conflitos no Médio Oriente e em vários países do mundo; seja conforto para o amado povo sírio, ainda sem o fim à vista das hostilidades que dilaceraram o país nesta década; sacuda as consciências dos homens de boa vontade; inspire os governantes e a comunidade internacional, para encontrar soluções que garantam a segurança e a convivência pacífica dos povos da Região e ponham termo aos seus sofrimentos; seja sustentáculo para o povo libanês, para poder sair da crise atual e redescobrir a sua vocação de ser mensagem de liberdade e coexistência harmoniosa para todos.

Que o Senhor Jesus seja luz para a Terra Santa, onde Ele nasceu, Salvador do homem, e onde continua a expectativa de tantos que, apesar de cansados mas sem se perder de ânimo, aguardam dias de paz, segurança e prosperidade; seja consolação para o Iraque, atravessado por tensões sociais, e para o Iémen, provado por uma grave crise humanitária.

Que o Menino pequerrucho de Belém seja esperança para todo o continente americano, onde várias nações estão a atravessar um período de convulsões sociais e políticas; revigore o querido povo venezuelano, longamente provado por tensões políticas e sociais, e não lhe deixe faltar a ajuda de que precisa; abençoe os esforços de quantos se empenham em favorecer a justiça e a reconciliação e trabalham para superar as várias crises e as inúmeras formas de pobreza que ofendem a dignidade de cada pessoa.

Que o Redentor do mundo seja luz para a querida Ucrânia, que aspira por soluções concretas para uma paz duradoura.

Que o Senhor recém-nascido seja luz para os povos da África, onde perduram situações sociais e políticas que, frequentemente, obrigam as pessoas a emigrar, privando-as duma casa e duma família; haja paz para a população que vive nas regiões orientais da República Democrática do Congo, martirizada por conflitos persistentes; seja conforto para quantos padecem por causa das violências, calamidades naturais ou emergências sanitárias; dê consolação a todos os perseguidos por causa da sua fé religiosa, especialmente os missionários e os fiéis sequestrados, e para quantos são vítimas de ataques de grupos extremistas, sobretudo no Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria.

Que o Filho de Deus, descido do Céu à terra, seja defesa e amparo para todos aqueles que, por causa destas e outras injustiças, devem emigrar na esperança duma vida segura. É a injustiça que os obriga a atravessar desertos e mares, transformados em cemitérios; é a injustiça que os obriga a suportar abusos indescritíveis, escravidões de todo o género e torturas em campos de detenção desumanos; é a injustiça que os repele de lugares onde poderiam ter a esperança duma vida digna e lhes faz encontrar muros de indiferença.

Que o Emmanuel seja luz para toda a humanidade ferida. Enterneça o nosso coração frequentemente endurecido e egoísta e nos torne instrumentos do seu amor. Através dos nossos pobres rostos, dê o seu sorriso às crianças de todo o mundo: às crianças abandonadas e a quantas sofreram violências. Através das nossas frágeis mãos, vista os pobres que não têm nada para se cobrir, dê o pão aos famintos, cuide dos enfermos. Pela nossa frágil companhia, esteja próximo das pessoas idosas e de quantas vivem sozinhas, dos migrantes e dos marginalizados. Neste dia de festa, dê a todos a sua ternura e ilumine as trevas deste mundo.

25 dezembro 2019, 12:21

Fonte: Vatican News



Papa Francisco na Noite de Natal: amar não é tempo perdido (24/12/2019)


“Frequentemente, as nossas vidas transcorrem alheias à gratidão. Hoje é o dia justo para nos aproximarmos do sacrário, do presépio, da manjedoura, e dizermos obrigado”, disse o Papa Francisco na homilia da Noite de Natal.

Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano

Um pensamento todo centralizado sobre a “graça de Deus”: assim foi a homilia do Papa Francisco na missa da noite de Natal.

Na Basílica de São Pedro, repleta de fiéis, ressoaram as palavras do profeta Isaías: “Habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles”.

Esta luz que se manifestou na escuridão é a graça de Deus, disse o Papa, explicando: “é o amor divino, o amor que transforma a vida, renova a história, liberta do mal, infunde paz e alegria”. Esta luz é Jesus.

O dom da graça

O Apóstolo Paulo a chama de “graça” porque é completamente gratuita: “Enquanto aqui, na terra, tudo parece seguir a lógica do dar para receber, Deus chega de graça. O seu amor ultrapassa qualquer possibilidade de negócio: nada fizemos para o merecer, e nunca poderemos retribuí-lo”.

Por não estamos à Sua altura, Ele desce até nós: “O Natal nos lembra que Deus continua a amar todo o homem, mesmo o pior”.

Este amor independe de nossas obras, boas ou ruins. “O seu amor é incondicional.” Mesmo nos nossos pecados, Ele continua a nos amar. Esta é a mensagem que o Papa Francisco repetiu com veemência mais de uma vez. Jesus nasce pobre de tudo, para nos conquistar com a riqueza do seu amor.

Coragem, afirmou o Pontífice aos fiéis, “não perder a esperança, não pensar que amar seja tempo perdido”.

Esta noite o amor venceu o medo, a luz gentil de Deus venceu as trevas da arrogância humana. “Humanidade”, clamou o Papa.

Acolher o dom

Diante desta graça de Deus, não nos resta que acolher este dom entregando-se a Ele. Não há desculpas: os problemas da vida, os erros da Igreja, o mal que existe no mundo. Tudo passa em segundo plano diante do amor de Jesus por nós.

Então, afirmou Francisco, a questão do Natal é esta: “Deixo-me amar por Deus? Abandono-me ao seu amor que vem me salvar?”

Acolher com gratidão

Acolher a graça é saber agradecer, prosseguiu o Pontífice.

“Frequentemente, porém, as nossas vidas transcorrem alheias à gratidão. Hoje é o dia justo para nos aproximarmos do sacrário, do presépio, da manjedoura, e dizermos obrigado”

Acolher o dom que é Jesus para depois se tornar dom como Jesus e, assim, dar sentido à própria vida. É dando sentido a ela que podemos mudar mundo e toda a realidade que nos circunda:

“Não esperemos que o próximo se torne bom para lhe fazermos bem, que a Igreja seja perfeita para a amarmos, que os outros tenham consideração por nós para os servirmos. Comecemos nós. Isto é acolher o dom da graça.”

Francisco concluiu a homilia citando um episódio que se narra sobre um dos pastores que, pobre, sem nada a oferecer, segura nos braços o Menino Jesus:

“Querido irmão, querida irmã, se as suas mãos lhe parecem vazias, se vê o seu coração pobre de amor, esta é a sua noite. Manifestou-se a graça de Deus, para resplandecer na sua vida. Acolha-a e brilhará em você a luz do Natal.”

Santa Missa de Natal presidida pelo Papa Francisco

24 dezembro 2019

Fonte: Vatican News



Homilia do Papa Francisco na Noite de Natal (24/11/2019)

Papa Francisco na Missa na Noite de Natal 

"Querido irmão, querida irmã, se as tuas mãos te parecem vazias, se vês o teu coração pobre de amor, esta é a tua noite. Manifestou-se a graça de Deus, para resplandecer na tua vida. Acolhe-a e brilhará em ti a luz do Natal."

HOMILIA DO SANTO PADRE


NA EUCARISTIA

DA NOITE DE NATAL

(Basílica de São Pedro, 
24 de dezembro de 2019)


«Habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles» (Is 9, 1). Esta profecia da Primeira Leitura realizou-se no Evangelho: de facto, enquanto os pastores velavam de noite nas suas terras, «a glória do Senhor refulgiu em volta deles» (Lc 2, 9). Na noite da terra, apareceu uma luz vinda do Céu. Que significa esta luz que se manifestou na escuridão? No-lo sugere o apóstolo Paulo quando diz: «Manifestou-se a graça de Deus». Nesta noite, a graça de Deus, «portadora de salvação para todos os homens» (Tt 2, 11), envolveu o mundo.

Mas, que é esta graça? É o amor divino, o amor que transforma a vida, renova a história, liberta do mal, infunde paz e alegria. Nesta noite, foi-nos mostrado o amor de Deus: é Jesus. Em Jesus, o Altíssimo fez-Se pequenino, para ser amado por nós. Em Jesus, Deus fez-Se Menino, para Se deixar abraçar por nós. Mas podemos ainda perguntar-nos: Porque é que São Paulo chama «graça» à vinda de Deus ao mundo? Para nos dizer que é completamente gratuita. Enquanto aqui, na terra, tudo parece seguir a lógica do dar para receber, Deus chega de graça. O seu amor ultrapassa qualquer possibilidade de negócio: nada fizemos para o merecer, e nunca poderemos retribuí-lo.

Manifestou-se a graça de Deus. Nesta noite, damo-nos conta de que, não sendo nós capazes da altura d’Ele, por amor nosso desceu à nossa pequenez; vivendo preocupados apenas com os nossos interesses, veio Ele habitar entre nós. O Natal lembra-nos que Deus continua a amar todo o homem, mesmo o pior. Hoje diz a mim, a ti, a cada um de nós: «Amo-te e sempre te amarei; és precioso aos meus olhos». Deus não te ama, porque pensas certo e te comportas bem; ama-te… e basta! O seu amor é incondicional, não depende de ti. Podes ter ideias erradas, podes tê-las combinado de todas as cores, mas o Senhor não desiste de te querer bem. Quantas vezes pensamos que Deus é bom, se formos bons; e castiga-nos, se formos maus; mas não é assim! Nos nossos pecados, continua a amar-nos. O seu amor não muda, não é melindroso; é fiel, é paciente. Eis o dom que encontramos no Natal: com maravilha, descobrimos que no Senhor está toda a gratuidade possível, toda a ternura possível. A sua glória não nos encandeia, nem a sua presença nos assusta. Nasce pobre de tudo, para nos conquistar com a riqueza do seu amor.

Manifestou-se a graça de Deus. Graça é sinónimo de beleza. Nesta noite, na beleza do amor de Deus redescobrimos também a nossa beleza, porque somos os amados de Deus. No bem e no mal, na saúde e na doença, felizes ou tristes, sempre aparecemos lindos a seus olhos: não pelo que fazemos, mas pelo que somos. Em nós, há uma beleza indelével, intangível; uma beleza incancelável, que é o núcleo do nosso ser. Deus no-lo recorda hoje, tomando amorosamente a nossa humanidade e assumindo-a, «desposando-a» para sempre.

A «grande alegria», anunciada aos pastores nesta noite, é verdadeiramente «para todo o povo». Naqueles pastores, que santos não eram certamente, estamos também nós, com as nossas fragilidades e fraquezas. Deus, tal como chamou a eles, chama a nós também, porque nos ama. E, nas noites da vida, diz-nos como a eles: «Não temais» (Lc 2, 10). Coragem, não percais a confiança nem a esperança; não penseis que amar seja tempo perdido! Nesta noite, o amor venceu o medo, manifestou-se uma nova esperança; a luz gentil de Deus venceu as trevas da arrogância humana. Humanidade, Deus ama-te e, por ti, fez-Se homem; já não estás sozinha.

Amados irmãos e irmãs, que fazer perante esta graça? Uma coisa só: acolher o dom. Antes que ir à procura de Deus, deixemo-nos procurar por Ele. Não partamos das nossas capacidades, mas da sua graça, porque é Ele, Jesus, o Salvador. Fixemos o olhar no Menino e deixemo-nos envolver pela sua ternura. As desculpas para não nos deixarmos amar por Ele, desapareceram: aquilo que está torto na vida, aquilo que não funciona na Igreja, aquilo que corre mal no mundo não poderá mais servir-nos de justificação. Passou a segundo plano, pois frente ao amor louco de Jesus, a um amor todo ele mansidão e proximidade, não há desculpas. E, assim, a questão no Natal é esta: «Deixo-me amar por Deus? Abandono-me ao seu amor que vem salvar-me?»

Um dom tão grande merece tanta gratidão! Acolher a graça é saber agradecer. Frequentemente, porém, as nossas vidas transcorrem alheias à gratidão. Hoje é o dia justo para nos aproximarmos do sacrário, do presépio, da manjedoura, e dizermos obrigado. Acolhamos o dom que é Jesus, para depois nos tornarmos dom como Jesus. Tornar-se dom é dar sentido à vida, sendo este o melhor modo para mudar o mundo: nós mudamos, a Igreja muda, a história muda, quando começamos a querer mudar, não os outros, mas a nós mesmos, fazendo da nossa vida um dom.

Assim no-lo mostra Jesus nesta noite: não mudou a História forçando alguém ou à força de palavras, mas com o dom da sua vida. Não esperou que nos tornássemos bons para nos amar, mas deu-Se gratuitamente a nós. Por nossa vez, não esperemos que o próximo se torne bom para lhe fazermos bem, que a Igreja seja perfeita para a amarmos, que os outros tenham consideração por nós para os servirmos. Comecemos nós. Isto é acolher o dom da graça. E a santidade consiste precisamente em preservar esta gratuidade.

Conta uma graciosa história que, no nascimento de Jesus, os pastores acorriam à gruta com vários dons. Cada um levava o que tinha, ora os frutos do seu trabalho, ora algo precioso. Mas, enquanto todos se prodigalizavam com generosidade, havia um pastor que não tinha nada. Era muito pobre, não tinha nada para oferecer. E enquanto todos se emulavam na apresentação dos seus dons, ele mantinha-se aparte, com vergonha. A dada altura, São José e Nossa Senhora sentiram dificuldade para receber todos os dons, especialmente Maria que devia segurar nos braços o Menino. Então, vendo com as mãos vazias aquele pastor, pediu-lhe que se aproximasse e colocou-lhe Jesus nas mãos. Ao acolhê-Lo, aquele pastor deu-se conta de ter recebido aquilo que não merecia: ter nas mãos o maior dom da História. Olhou para as suas mãos, aquelas mãos que lhe pareciam sempre vazias: tornaram-se o berço de Deus. Sentiu-se amado e, superando a vergonha, começou a mostrar aos outros Jesus, porque não podia guardar para si o dom dos dons.

Querido irmão, querida irmã, se as tuas mãos te parecem vazias, se vês o teu coração pobre de amor, esta é a tua noite. Manifestou-se a graça de Deus, para resplandecer na tua vida. Acolhe-a e brilhará em ti a luz do Natal.

24 dezembro 2019, 22:15

Fonte: Vatican News



quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

Hoje começa a Oitava de Natal, celebramos o nascimento de Jesus por 8 dias

Presépio / Foto: Domínio público

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Dez. 19 / 05:00 am (ACI).- Como é tradição na Igreja, na noite de 24 de dezembro se começa a celebrar de maneira solene o Natal do Senhor e, logo após, seguem-se oito dias chamados “Oitava de Natal”, que começa em 25 de dezembro e se conclui no dia 1º de janeiro, nos quais se festeja igualmente o nascimento do Menino Deus.

A celebração da “Oitava” tem suas raízes no Antigo Testamento, no qual os judeus festejavam as grandes festas por oito dias. Do mesmo modo, como se lê em Gênesis (17,9-14), há muito séculos, deus fez uma aliança com Abraão e sua descendência, cujo sinal é a circuncisão no oitavo dia depois do nascimento.

O próprio Jesus, como todo judeu, também foi circuncidado ao oitavo dia e ressuscitou no “dia depois do sétimo dia da semana”. Assim, a Oitava (oito dias) segue sendo uma tradição muito importante na Igreja e, por isso, estabeleceu-se apenas dois momentos no calendário litúrgico: a “Oitava de Natal” e a “Oitava de Páscoa”.

Na Oitava de Natal, também são celebradas as seguintes festas:

26 de dezembro: Santo Estêvão é o primeiro mártir do cristianismo e representa todos os que morreram por Cristo voluntariamente.

27 de dezembro: São João Evangelista é o jovem e valente apóstolo que permaneceu ao pé da cruz com a Virgem Maria. É considerado o “discípulo amado” e representa os que estiveram dispostos a morrer por Cristo, mas não foram mortos.

28 de dezembro: Os Santos Inocentes representam os que morreram por Cristo sem saber e os milhões de bebês que morrem hoje em dia com o aborto.

29 de dezembro: A Sagrada Família é modelo para todas as famílias e símbolo da união da Santíssima Trindade. Costuma ser celebrada no domingo seguinte ao Natal.

1º de janeiro: Santa Maria, Mãe de Deus. Todos os títulos atribuídos à Virgem Maria têm sua raiz neste dogma de fé.

Fonte: ACI digital



Feliz Natal a todos!


Olá irmãos e irmãs de fé. Paz e Bem!
Vim desejar à vocês e suas famílias um Feliz Natal. Que Jesus renasça no coração de todos, e que sua divina luz ilumine o mundo inteiro. Que seja um Natal santo e abençoado!
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé Blog


Oração para rezar em família 
na noite de Natal

Oh, Menino Jesus, que a Luz do Natal brilhe em todos os dias do Novo Ano.
Nossas Famílias sejam berço do Amor, e que esse amor nos faça mais benditos.

Que sua Encarnação seja a Redenção para cada ser humano, o caminho do bem,
a estrada de nossas vidas e que em cada coração renasça a Paz.

Que a magia desta Noite Santa traga a esperança para o mundo.
Que haja ceia em toda mesa e que a Alegria dos pastores nos dê um coração aberto.

Que seu olhar renove nossa Fé e Sua humildade nos faça cuidar dos abandonados e sofredores,
nos tornando solidários e fraternos.

É Natal, Festa do Amor!
Menino Deus, iluminai-nos e abençoai-nos! 
Amém!

AVE MARIA...

Fonte da Oração (Jovens de Maria)






segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Oração de São João Paulo II ao Menino Jesus

ARTURO MARI | POOL | AFP

Philip Kosloski | Dez 23, 2019

A bela e atual oração foi recitada durante a homilia da Missa de Natal de 2003

As épocas do Advento e do Natal proporcionam oportunidades para nos humilharmos diante do Menino Jesus. Existem muitas orações que refletem essa santa humildade.

Uma delas foi escrita por São João Paulo II, proferida durante a homilia da Missa da Noite de Natal de 2003. É uma bela oração, que reflete as muitas dimensões espirituais do Natal e pode nos ajudar a entrar em uma experiência mais profunda da celebração. Reze:

“Ó Menino, que teve como berço uma manjedoura,

Ó Criador do universo, que se despiu da glória divina,

Ó Redentor, que ofereceu seu corpo vulnerável em sacrifício pela salvação da humanidade!

Que o brilho do seu nascimento ilumine a noite do mundo.

Que o poder da sua mensagem de amor frustre as armadilhas orgulhosas do maligno.

Que o dom da sua vida nos faça entender cada vez mais claramente o valor da vida de cada ser humano.

Muito sangue ainda está sendo derramado na terra!

Muita violência e muitos conflitos perturbam a coexistência pacífica das nações!

O Senhor vem para nos trazer a paz.

O senhor é a nossa paz!

O Senhor pode fazer de nós “um povo purificado” e pertencer a vós para sempre, um povo “zeloso por boas ações”.

Pois para nós não é só uma criança que nasce, para nós um filho é dado!

Que mistério insondável está oculto na humildade desta criança!

Nós gostaríamos de tocá-la; nós gostaríamos de abraçá-la.

Maria, que vigia seu Filho todo-poderoso, conceda-nos seus olhos para contemplá-lo com fé; conceda-nos o seu coração para adorá-lo com amor.

Em sua simplicidade, o Filho de Belém nos ensina a redescobrir o verdadeiro significado de nossa existência; ele nos ensina “a viver vidas sóbrias, retas e piedosas neste mundo”.

Ó Noite Santa, tão esperada, que uniste para sempre Deus e o homem! Tu nos renovas a esperança. Tu nos enches de assombro extasiante. Tu nos garantes o triunfo do amor sobre o ódio, da vida sobre a morte”

Por esse motivo, permaneçamos em oração.

No luminoso silêncio da tua Natividade, Tu, Emmanuel, continuas falando conosco. E estamos prontos para te ouvir. Amém!”

Fonte: Aleteia



Que diferença há entre "boas festas" e "feliz Natal"?

Imagem referencial / Crédito: Domínio público.

LA PLATA, 23 Dez. 19 / 12:00 pm (ACI).- Dom Héctor Aguer, Arcebispo Emérito de La Plata, na Argentina, alertou que a celebração do Natal "não pode ser engolida pelas 'festas' em geral", pois os cristãos "festejamos o maior acontecimento de toda a história humana”.

Em seu programa "Chaves para um mundo melhor", transmitido em 22 de dezembro de 2018, pelo CANAL 9, Dom Aguer lamentou que "muitas pessoas digam 'boas festas' e com certeza comemorem o Natal, brindam no dia 24 à noite, e talvez até façam uma ‘festichola’”, como são conhecidas as celebrações nas casas argentinas.

“Mas sabem por que o fazem? Sabem o que festejamos? Essa é a questão”, assinalou.

"Nós festejamos o maior acontecimento de toda a história humana: o Nascimento de Jesus, Filho de Deus feito Homem, que veio para a nossa salvação”, destacou.

O Prelado argentino destacou que, “na realidade, se pensarmos bem, seria mais impressionante comemorar a Encarnação, em 25 de março, que é o momento no qual pelo anúncio do anjo, o Espírito Santo desce sobre a Virgem Maria, e de um óvulo de Maria se forma o corpo de Cristo que começa a se desenvolver em seu ventre”.

"A segunda pessoa da Trindade se faz 'carne', se faz homem, no seio de Maria e cumpre seu ciclo de nove meses lá. Ou seja, é um embrião, é um feto e depois um nascituro e é uma criança que nasce virginalmente em um parto misteriosamente virginal, realizado, como diz Santo Inácio de Antioquia, no silêncio de Deus, no silêncio desta noite santa Jesus está nos braços de Maria e de José e é posto em um presépio”.

Dom Aguer enfatizou que no Natal comemoramos "a adoração desta criança que é nosso Salvador".

"Nesta Noite Santa, de 24 a 25, o que corresponde é cair de joelhos na frente do Presépio para adorar o Menino Jesus", indicou e enfatizou que "o Presépio é o sinal católico por excelência do Natal".

“E esse barbudo que vem aqui, suando, vestido de vermelho, com renas e tudo isso, que vem de outra geografia? Papai Noel! Não, isso não tem nada a ver com o nosso Natal sul-americano, caloroso e católico”.

Em seguida, o Arcebispo Emérito de La Plata explicou que “o Natal não é apenas 24 e 25, porque 1º de janeiro é a Festa de Santa Maria Mãe de Deus, quando nos dedicamos a contemplar a maternidade divina e virginal de Maria, que também é uma maternidade espiritual em relação a todos nós, pois Cristo quis que ela fosse nossa Mãe na ordem da graça”.

“Depois, em 6 de janeiro, celebramos a Epifania do Senhor, a manifestação aos Magos, pois assim como Jesus se manifestou aos pastores judeus que estavam na região, no momento de seu nascimento, assim também a inspiração de Deus fez com que alguns Magos do Oriente, pagãos, que não pertenciam ao povo judeu, compreendessem que o Rei havia nascido e foram reconhecê-lo e adorar o Rei, foram os primeiros pagãos que reconheceram Cristo como Rei e Redentor”.

Por isso, destacou, "as festas são, então, o Natal, a Solenidade da Mãe de Deus e a Epifania do Senhor em 6 de janeiro".

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog