2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Hoje a Igreja celebra São Januário, o santo da “liquefação do sangue” (19 de setembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 19 Set. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 19 de setembro, a Igreja celebra a festa de São Januário, que morreu mártir e cujo sangue, depositado há séculos em um relicário especial, sofre liquefação.

São Januário, padroeiro de Nápoles (Itália), foi Bispo de Benevento. Durante a perseguição contra os cristãos foi feito prisioneiro junto com seus companheiros e submetido a terríveis torturas. Um dia, ele e seus amigos foram lançados aos leões, mas os animais só rugiram sem se aproximar deles.

Então, foram acusados de usar magia e condenados a morrer decapitados perto de Pozzuoli, onde também foram enterrados. Isso aconteceu por volta do ano 305.

As relíquias de São Januário foram transladadas por diferentes lugares até que finalmente chegaram a Nápoles em 1497.

Embora muitos questionem, ninguém pode explicar o fato que acontece com o sangue do santo, o qual se torna líquido (liquefação) em três celebrações durante o ano: a transladação de seus restos mortais para Nápoles (no sábado anterior ao primeiro domingo de maio), sua festa litúrgica (19 de setembro) e o aniversário de sua intervenção para evitar os efeitos de uma erupção do vulcão Vesúvio em 1631 (16 de dezembro).

Em cada uma dessas ocasiões, o Bispo ou um sacerdote apresenta a relíquia com o sangue, diante da urna que contém a cabeça de São Januário. Tudo isso ante a presença dos fiéis. Depois de um tempo, ele agita o relicário, coloca-o de cabeça para baixo e a massa de sangue se torna líquida e com cor avermelhada e, às vezes, borbulha. Então anuncia: “O milagre aconteceu!”.

Fonte: ACI digital

Oração a São Januário

Ó Deus, Pai de Bondade, São Januário derramou o seu sangue em nome de Jesus. Animados por seu testemunho, vivamos hoje atentos aos sinais de vossas maravilhas no mundo e em nossos corações. Amém. 
São Januário, rogai por nós.



Cardeal Marx: Processo sinodal na Alemanha seguirá apesar das críticas do Vaticano


Cardeal Reinhard Marx. Crédito: Daniel Ibáñez / ACI

BERLIM, 18 Set. 19 / 12:00 pm (ACI).- O presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, Cardeal Reinhard Marx, afirmou que o polêmico processo sinodal no país seguirá adiante apesar das críticas feitas recentemente pelo Vaticano.

“Esperamos que os resultados de formar uma opinião em nosso país sejam também uma ajuda para a orientação da Igreja universal e para outras conferências episcopais, caso a caso. De qualquer forma, não consigo entender por que os assuntos sobre os quais o magistério fez determinações devem ser retirados do debate como sua carta sugere”, escreveu o Cardeal Marx em uma carta enviada em 12 de setembro ao Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos no Vaticano.

"Inúmeros fiéis na Alemanha consideram que (estes temas) devem ser debatidos", acrescentou o Cardeal.

A carta do Cardeal Marx indicou assim ao Vaticano que o polêmico processo sinodal alemão continuará como planejado, apesar das instruções recentes da Santa Sé e do Papa Francisco, e discutirá temas que têm a ver com o ensinamento universal da Igreja e sua disciplina.

A missiva se refere ao "processo sinodal", no qual os bispos planejam criar uma assembleia sinodal na qual seriam uma minoria com 69 membros entre 200, para discutir temas como a separação de poderes na Igreja, a vida sacerdotal, o acesso das mulheres a diversas funções na Igreja e a moral sexual.

A carta do presidente do Episcopado alemão é uma resposta a mais recente intervenção do Vaticano em relação ao processo sinodal do país europeu. Nesta última, composta por uma carta e uma avaliação canônica, o Cardeal Ouellet assinalou que os planos dos prelados alemães "não são eclesiologicamente válidos".

Na avaliação canônica, realizada pelo Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, especifica-se que os planos dos bispos alemães violam as normas canônicas e, de fato, buscam modificar normas universais e a doutrina da Igreja.

A avaliação também alerta para outros problemas do "processo sinodal" e afirma que os bispos da Alemanha não estão planejando um sínodo, mas um concílio de uma Igreja particular, algo que não pode ser feito sem a aprovação explícita da Santa Sé.

"Pelos artigos do esboço dos estatutos, fica claro que a conferência episcopal (alemã) tem em mente fazer um concílio particular segundo estabelece os cânones 439-446, mas sem usar este termo”, indica a avaliação.

Um concílio, diferentemente do sínodo, é uma reunião de bispos com autoridade para estabelecer normas para a Igreja em um país ou região em particular, mas apenas com a autoridade direta do Vaticano, que define o marco da autoridade concedida.

Um sínodo, como os bispos alemães chamaram a sua reunião, é um grupo pastoral e de consulta, sem autoridade para estabelecer políticas.

A avaliação também critica o Comitê Central dos Católicos Alemães, uma instituição de leigos cujos líderes apoiam publicamente a ordenação de mulheres e a mudança do ensinamento moral da Igreja, que concordaram em fazer parte do processo sinodal, desde que a assembleia sinodal, na qual os bispos seriam a minoria, possa fazer políticas vinculativas para a Igreja na Alemanha.

Em sua carta ao Cardeal Ouellet, o Cardeal Marx comentou que "talvez uma conversa antes de nos enviar esses documentos teria sido útil" e ressaltou que a Igreja na Alemanha "seguirá uma consulta de nosso próprio tipo que não está delimitada pelo direito canônico".

“O processo sinodal é um processo sui generis (único). Os esboços do estatuto não devem, portanto, ser lidos nem interpretados sob a lente de instrumentos canônicos como um conselho plenário. Não é um concílio particular!”, indicou o Cardeal Marx em sua carta.

Em sua carta, o Cardeal Marx insistiu em que o esboço do estatuto para o processo sinodal que o Vaticano tem não está atualizado.

No entanto, CNA – agência em inglês do Grupo ACI – confirmou que os funcionários da Congregação para os Bispos e do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, que fez a avaliação canônica, têm em mãos o esboço mais recente dos bispos alemães.

Além disso, fontes do episcopado alemão disseram à CNA que a intenção dos bispos com tudo isso é criar um exemplo que possa ser "exportado" para outras partes do mundo.

A grave crise da Igreja na Alemanha

Nos primeiros dias deste mês de setembro, o Cardeal Marx disse que "pode-se chegar à conclusão de que faz sentido, sob certas condições e em certas regiões, permitir sacerdotes casados".

O Cardeal também fez outras declarações contrárias à doutrina da Igreja, nas quais encorajou o acesso à comunhão dos divorciados em nova união, promoveu que os sacerdotes católicos concedam a bênção a casais homossexuais e sugeriu que os leigos pregassem na Missa.

Além disso, e no âmbito do Sínodo dos Bispos para a Amazônia que será realizado em outubro, em uma entrevista em 2018, o vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, Dom Franz-Josef Bode, disse que, se a ordenação de sacerdotes casados ​​na Amazônia for autorizada, os bispos alemães insistirão em ter a mesma permissão.

Em janeiro desse ano, ele também disse que era a favor de abençoar casais homossexuais.

Da mesma forma, Dom Franz-Josef Overbeck, Bispo de Essen e presidente da Adveniat, instituição de ajuda da Igreja na Alemanha para a América Latina, disse que o Sínodo da Amazônia "é um ponto sem retorno" para a Igreja e que "nada será como antes” depois deste encontro.

O Prelado também apoiou publicamente a “greve das mulheres” contra a Igreja na Alemanha, convocada por um grupo de católicas após o não do Papa Francisco à ordenação de diaconisas.

Em meados de julho deste ano, a Conferência Episcopal da Alemanha divulgou algumas estatísticas do ano de 2018, entre as quais destaca que, no período, mais de 216 mil fiéis decidiram abandonar a Igreja Católica.

Além disso, dos 23 milhões de batizados no país, de uma população total de 83 milhões, a porcentagem daqueles que participam da Missa Dominical é de 9,3%, ou seja, cerca de 2,1 milhões.

No caso dos sacerdotes que servem nas dioceses do país, o número caiu para 1.161 em 2018, quando havia mais de 17.000 no ano 2000.

As estatísticas também indicam que no ano 2000 havia 13.241 paróquias na Alemanha. Em 2018, caíram para 10.045.

As estatísticas de 2018 não fornecem nenhuma informação sobre o sacramento da Reconciliação ou da Confissão, uma prática que parece ter sido quase completamente abandonada pelos católicos do país, incluindo os sacerdotes.

Fonte: ACI digital



Marcha pela Vida em São Paulo dirá não ao ativismo judicial e à descriminalização do aborto


Marcha pela Vida / Crédito: Divulgação

SÃO PAULO, 18 Set. 19 / 10:00 am (ACI).- No próximo domingo, 22 de setembro, será realizada a Marcha pela Vida, em São Paulo (SP), manifestando-se contra ativismo judicial e se unindo à onda celeste que se espalhou de países latino-americanos contra a legalização do aborto e a favor de apoiar leis que protejam as duas vidas: a do nascituro e a da gestante.

O movimento internacional que ficou conhecido como onda celeste pró-vida surgiu nos primeiros meses de 2018, frente às tentativas de vários setores políticos que tentaram legalizar o aborto em países da América Latina, sobretudo no caso da Argentina, onde a prática foi rejeitada. A convocatória massiva das manifestações públicas foi bem clara: os povos não querem legalizar o aborto, querem políticas públicas para salvar a vida dos dois.

No Brasil, todos os anos são realizadas diversas marchas pró-vida. Porém, segundo os organizadores, desta vez, pela gravidade da situação, as pessoas se organizaram para fazer um ato maior e massivo, incluindo pessoas do povo que apoiem a causa sem distinções e demonstram que a defesa da vida humana é intrínseca ao próprio ser humano.

Neste sentido, a marcha irá se manifestar contra a ADPF 442/2017, que foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal e propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação; e favor do PL (projeto de lei) 4754/2016 para coibir o ativismo judicial e impedir que o poder judiciário usurpe o poder legislativo.

“Queremos fazer uma grande festa de promoção da vida em todas as suas fases, desde a concepção até seu fim natural”, declarou à ACI Digital Ricardo Pupo Nogueira Simões, coordenador arquidiocesano da Pastoral Familiar de São Paulo.

Segundo ele, o objetivo é “mostrar o quanto nosso povo é a favor da Vida e contra tudo que possa destruí-la, especialmente o aborto, o qual tira a vida de uma pessoa indefesa e destrói a vida de sua mãe, pois uma mãe nunca esquece que fez um aborto, e isso traz traumas difíceis de serem curados”.

Além disso, buscam “divulgar as associações que oferecem orientação e assistência às gestantes em crise, assim como àquelas pessoas (pais, mães, médicos, etc) que um dia se envolveram numa situação de aborto e não conseguem se perdoar”.

Pode participar da Marcha pela Vida “todo aquele que considera a vida como o primeiro e maior direito do ser humano”.

Conforme assinalou o coordenador da Pastoral Familiar, “embora este movimento não tenha caráter religioso, os católicos ainda são maioria neste tipo de manifestação popular, mas ficamos muito felizes por podermos contar com a companhia sempre forte e vibrante de outras denominações, pois estamos ‘juntos pela Vida’”.

Por fim, contou, “estamos esperando receber um grande número de jovens e crianças, e para animá-los mais ainda, contaremos com a presença do Arenas Pela Vida, projeto que promove jogos e brincadeiras onde as crianças podem brincar entre si e com seus pais. Teremos também muita música para alegrar nossa marcha”.

A Marcha pela Vida começará às 14h30 na Avenida Paulista e caminhará até a Praça Ibrahim Nobre - Obelisco.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Papa Francisco explica por que a Igreja não desabou apesar dos escândalos


Papa Francisco na Audiência Geral. Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa

Por Mercedes de la Torre

Vaticano, 18 Set. 19 / 08:52 am (ACI).- O Papa Francisco explicou por que a Igreja não desabou, apesar de terem ocorrido “tantos pecados e tantos escândalos” ao longo de sua história de dois milênios. Assim indicou o Santo Padre ao improvisar em sua catequese semanal nesta quarta-feira, 18 de setembro, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

“Pensemos na história dos cristãos, incluindo a história da Igreja, com tantos pecados, tantos escândalos, tantas coisas ruins nesses dois milênios. E por que não desabou? Porque Deus está ali. Nós somos pecadores e muitas vezes escandalizamos. Mas Deus está conosco. Deus sempre salva. A força é Deus conosco”, disse o Pontífice em uma intervenção espontânea .

Durante sua catequese pronunciada em italiano, o Santo Padre continuou refletindo sobre o livro de Atos dos Apóstolos e enfatizou que, "diante da proibição dos judeus de ensinar no nome de Cristo, Pedro e os Apóstolos respondem com coragem".

"Os Doze mostram que possuem a ‘obediência da fé’ que eles desejam despertar em todas as pessoas", destacou o Papa, explicando que, "a partir de Pentecostes, eles deixam de ser pessoas sozinhas. Vivem uma sinergia especial que os descentraliza de si mesmos e os leva a dizer: ‘nós e o Espírito Santo’ – e acrescentou – sentem que não podem dizer ‘eu’ sozinho, mas ‘nós’, o ‘Espírito Santo e nós’, são homens descentralizados de si mesmos”.

No entanto, o Pontífice reconheceu a coragem "impressionante" que os apóstolos tinham que "não se deixam assustar por ninguém", mas também lembrou que nem sempre foram assim. “Pensamos que eram covardes: todos fugiram, fugiram quando Jesus foi detido... Todos. Mas, passaram de covardes a corajosos. Por quê? Porque o Espírito Santo estava com eles”, afirmou.

“O mesmo acontece conosco: se tivermos o Espírito Santo dentro nós, teremos a coragem de seguir em frente, a coragem de vencer muitas lutas, não por nós mesmos, mas pelo Espírito que está conosco”, encorajou o Papa.

Nesse sentido, o Santo Padre recordou as testemunhas intrépidas de Jesus ressuscitado, os mártires de todos os tempos, os mártires que "dão a vida, não escondem que são cristãos" e citou, como exemplo, o assassinato de cristãos coptas ortodoxos na praia na Líbia que foram degolados por extremistas islâmicos.

Além disso, Francisco assinalou que os apóstolos são “os megafones do Espírito Santo, enviados por Jesus ressuscitado a difundir com prontidão e sem hesitação a Palavra que salva” e reconheceu que “esta determinação deles faz tremer o sistema religioso judaico, que se sente ameaçado e responde com violência e condenações à morte”.

“A perseguição dos cristãos é sempre a mesma: as pessoas que não querem o cristianismo se sentem ameaçadas e levam os cristãos à morte”, alertou o Papa, que destacou o papel de Gamaliel, “homem prudente, doutor da lei”, que foi mestre de São Paulo.

Desse modo, o Papa Francisco explicou que Gamaliel "toma a palavra e convida os seus correligionários a exercer a arte do discernimento" em situações que excedem os padrões usuais.

Especificamente, o Pontífice frisou que “Gamaliel mostra, citando alguns personagens que se fingiram Messias, que todo projeto humano pode primeiro receber elogios e depois naufragar, enquanto tudo o que vem do alto e tem a ‘assinatura’ de Deus está destinado a durar".

“Os projetos humanos sempre falham; eles têm um tempo, como nós. Pensem em tantos projetos políticos, e como eles mudam de um lado para o outro, em todos os países. Pensem nos grandes impérios, pensemos nas ditaduras do século passado. Sentiam-se poderosos, que podiam dominar o mundo. Depois todos desabaram”, assinalou o Papa mais uma vez ao improvisar em sua catequese. Por isso, encorajou a refletir também “nos impérios de hoje” que “desabarão, se Deus não estiver com eles, porque a força que os homens têm em si não é duradoura. Somente a força de Deus permanece”.

“Pensemos na história dos cristãos, incluindo a história da Igreja, com tantos pecados, tantos escândalos, tantas coisas ruins nesses dois milênios. E por que não desabou? Porque Deus está ali. Nós somos pecadores e muitas vezes escandalizamos. Mas Deus está conosco. Deus sempre salva. A força é ‘Deus conosco’”, disse o Santo Padre.

Por isso, o Papa Francisco ressaltou que discernir permite “ver o evento cristão com uma nova luz e oferece critérios que ‘sabem de Evangelho’, porque convidam você a reconhecer a árvore por seus frutos".

“Peçamos ao Espírito Santo que atue em nós para que, pessoalmente ou comunitariamente, possamos adquirir o hábito do discernimento. Peçamos que nos ajude a ver sempre a unidade da história da salvação através dos sinais da passagem de Deus em nosso tempo e nos rostos daqueles que nos rodeiam, e a aprender que o tempo e os rostos humanos são mensageiros do Deus vivo” concluiu.

Fonte: ACI digital



4 Orações de São José de Cupertino para ir bem na prova


Hoje (18 de setembro) a Igreja celebra São José de Cupertino, padroeiro dos estudantes com dificuldades.

“Rezar, não se cansar nunca de rezar. Que Deus não é surdo nem o céu é de bronze. Todo aquele que pede, recebe”, afirmava São José de Cupertino, o franciscano que não era bom nos estudos, mas que se tornou padroeiro dos estudantes. [a]

1 - Oração São José de Cupertino

Querido São José de Cupertino, purifica o meu coração, transforma-o e o faz semelhante ao teu. Infunde em mim o teu fervor, a tua sabedoria e a tua fé. Mostra tua bondade, ajudando-me e eu me esforçarei para imitar tuas virtudes. Glória…

Amável protetor meu, o estudo geralmente é difícil, duro e entediante para mim. Tu podes deixar tudo isso mais fácil e agradável. Espera somente meu chamado. Eu te prometo um esforço maior em meus estudos e uma vida mais digna de tua santidade. Glória…

Deus, que quiseste atrair tudo a teu unigênito Filho, que foi crucificado, permite que, pelos méritos e exemplos de teu seráfico José, mereçamos chegar a Ele, que contigo vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.

Oração originalmente publicada por Devocionario Católico, traduzida e adaptada ao português. [b]

2 - Oração a São José de Cupertino

Ó Deus, que por disposição admirável de vossa sabedoria, quisestes atrair todas as coisas do vosso Filho exaltado da terra, fazei que, na vossa bondade, livres dos desejos terreno, pela intercessão e exemplo de São José de Copertino, possamos conformar-nos em tudo ao vosso Filho. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém!

3 - Oração de São José de Cupertino para ir bem na prova

Esta oração para ir bem na prova é muito eficaz para ser bem-sucedido em provas e concursos. Ela deve ser realizada antes de começar a prova, com muita fé:

“Oh São José Cupertino que por vossa prece obtivestes de Deus ser arguido em vosso exame apenas sobre a matéria que sabíeis. Concedei-me obter o mesmo êxito que vós na prova de… (mencionar o nome ou tipo do exame ao qual se há de submeter, por exemplo, prova de história, etc.).

São José Cupertino, rogai por mim.

Espírito Santo, iluminai-me.

Nossa Senhora, Imaculada Esposa do Espírito Santo, rogai por mim.

Sagrado Coração de Jesus, sede da Divina Sabedoria, iluminai-me. Amém.”

4 - Oração à São José de Cupertino

Oh São José Cupertino, através de sua prece juntamente com Deus você conseguiu ir bem na prova que fez, somente com matérias que você sabia! Que eu possa ter esse mesmo sucesso na prova de (coloque o nome da prova e / ou do concurso que você vai realizar).

Por isso te peço são José Cupertino que rogue por mim! Espírito Santo, que possa me iluminar! Nossa senhora Imaculada esposa do Espírito Santo rogai por mim.

Sagrado Coração de Jesus, sede da Divina Sabedoria, que possa me iluminar! Amém.

Para Saber Mais:
História de São José de Cupertino

Fonte: ACI digital [a] e Aleteia [b]



Hoje a Igreja celebra São José de Cupertino, padroeiro dos estudantes com dificuldades (18 de setembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 18 Set. 19 / 05:00 am (ACI).- “Rezar, não se cansar nunca de rezar. Que Deus não é surdo nem o céu é de bronze. Todo aquele que pede, recebe”, afirmava São José de Cupertino, o franciscano que não era bom nos estudos, mas que se tornou padroeiro dos estudantes.

São José nasceu em 1603 no povoado chamado Cupertino (Itália) em uma família muito pobre. Quando tinha 17 anos, pediu para ser admitido na ordem franciscana, mas foi recusado. Então, solicitou ingressar nos capuchinhos, onde ingressou como irmão leigo.

Depois de alguns meses foi expulso por ser muito distraído. Deixava cair os pratos que levava ao refeitório, esquecia-se de suas atribuições e parecia que sempre estava pensando em outra coisa.

São José buscou refúgio na casa de um familiar rico que também chegou a coloca-lo na rua, dizendo que o jovem era bom para nada. Por isso, sua mãe rogou a um parente franciscano para que recebessem o rapaz como mensageiro em um convento.

Os frades o aceitaram como empregado, colocaram-no para trabalhar no estábulo e o jovem começou a desempenhar sua função com grande destreza em todos os ofícios que o encomendavam.

Com sua humildade, amabilidade, espírito de penitência e de oração, foi ganhando rapidamente o apreço dos religiosos, os quais em 1625, por votação unânime, admitiram-no como um de seus membros.

Colocaram-no para estudar para o sacerdócio, mas quando tinha provas São José travava e não era capaz de responder. Chegou uma das provas finais e a única frase do Evangelho que o frade sabia explicar era: “Bendito o fruto do teu ventre, Jesus”.

O examinador disse que abriria a Bíblia e leria uma frase por acaso para escutar a interpretação. José estava assustadíssimo e a providência quis que a passagem escolhida fosse a única que era capaz de explicar.

Além disso, na prova definitiva para as autoridades decidirem quem seria ordenado sacerdote, o Bispo examinou os dez primeiros. Eles responderam tão maravilhosamente que o Prelado não achou necessário seguir examinando os demais. Assim, São José, que era o seguinte da lista, livrou-se da prova.

Por isso, este santo é considerado padroeiro dos estudantes, especialmente dos que encontram dificuldades nos estudos como ele.

Foi ordenado sacerdote em 18 de março de 1628 e, sabendo que não tinha qualidades especiais para a pregação e o ensino, então dedicou-se à oferecer penitências e orações pelos pecadores.

Por sua intercessão, em vida, Deus realizou vários milagres e, com eles, alcançou a conversão de muitos.

Partiu para a Casa do Pai em 18 de setembro de 1663. Foi beatificado em 1753 por Bento XIV e canonizado em 1767 por Clemente XIII.

Fonte: ACI digital


7 fatos sobrenaturais de São José de Cupertino, conhecido como o santo voador

REDAÇÃO CENTRAL, 18 Set. 19 / 06:00 am (ACI).- São José de Cupertino (1603-1663), padroeiro dos estudantes e conhecido como o santo voador, foi abençoado por Deus com muitos milagres que ele sempre atribuía à intercessão da Santíssima Virgem Maria.

A seguir, sete acontecimentos sobrenaturais que ocorreram durante a sua vida:

1. Voava pelos ares

São José de Cupertino caia constantemente em êxtase e seus irmãos frades e os fiéis o viram "voar" em várias ocasiões. Um dia, os religiosos o viram levitar até uma estátua da Virgem Maria que estava a três metros e meio de altura e dar um beijo no Menino Jesus. Logo depois rezou no ar com intensa emoção.

O acontecimento mais conhecido ocorreu quando dez trabalhadores queriam levar uma cruz pesada a uma montanha alta, mas não conseguiram. Então, o Frei José levitou com a cruz e a levou ao topo da montanha.

2. Exorcizava com uma frase obediente

Seus superiores o escolheram para exorcizar demônios, mas o santo se considerava indigno disso. Por isso, usava a seguinte frase contra o maligno: "Sai desta pessoa se quiser, mas não faça isto por mim, mas pela obediência que devo aos meus superiores". E os demônios saíam.

3. Podia estar em dois lugares ao mesmo tempo

O dom de estar em dois lugares ao mesmo tempo se chama bilocação ou onipresença. Dizem que quando a mãe de São José estava morrendo no povoado de Cupertino, o santo estava em Assim ao saber da notícia. O frei entrou com uma grande luz no quarto da sua mãe, que depois de vê-lo partiu para a casa do Pai.

Em Assis, os superiores perguntaram a São José por que ele estava chorando amargamente e lhes disse que a sua mãe tinha acabado de falecer. Mais tarde, muitas pessoas testemunharam que o santo acompanhou a sua mãe em Cupertino.

4. Curava com o sinal da cruz

Um homem arrogante disse a São José: “ímpio, hipócrita, não por você, mas pelo hábito de religioso que veste tenho que respeitá-lo. Eu acreditaria em tudo o que você faz se me curar com o sinal da cruz sobre a minha ferida".

O santo respondeu humildemente que tudo o que dizia dele era verdade e fazendo o sinal da cruz sobre a ferida, o homem foi curado.

Do mesmo modo, recuperou a vista de um cego colocando a sua capa sobre a sua cabeça. Os aleijados e coxos eram curados ao beijar o crucifixo que São José colocava diante deles. Os que estavam doentes com uma epidemia de febre altíssima foram curados quando o santo fazia o sinal da cruz na testa deles.

5. Lia os corações e convertia os protestantes

O príncipe luterano John Federick, aos 25 anos, foi a Assis com duas escoltas, uma católica e outra protestante. Entraram na igreja onde São José estava celebrando a Missa e no momento da consagração o santo não conseguiu partir a Hóstia Consagrada, porque estava dura como pedra e teve que devolvê-la à patena.

Pe. José começou a chorar de dor e levitou aproximadamente um metro de altura. Ao descer, conseguiu partir a hóstia depois de muito esforço. Os seus superiores perguntaram por que havia acontecido isso e ele respondeu que era devido ao coração duro das pessoas que participavam da Missa.

No dia seguinte, o príncipe voltou com os dois homens e quando o santo levantou a Hóstia durante a Missa, a cruz da Sagrada Hóstia ficou negra. Isso lhe causou muita dor e chorando levitou com a hóstia durante aproximadamente 15 minutos. Este milagre comoveu o coração do príncipe e, por isso, ele e o seu acompanhante decidiram se converter à fé católica.

6. Comunicava-se com os animais

Quando passava por um campo e começava a rezar, as ovelhas se reuniam ao redor dele e escutavam atentamente as suas orações. As andorinhas voavam em bandos ao redor da sua cabeça e o acompanhavam por vários quarteirões.

7. Profetizou o futuro dos Papas

Um dia, levaram São José para visitar o Papa Urbano VIII, que queria saber se os êxtases e os episódios de levitação do frade eram verdadeiros.

São José apareceu diante do Pontífice e levitou e impressionou as pessoas que estavam presentes. O santo previu o dia e a hora da morte deste Papa e de Inocêncio X.

Para Saber Mais:
4 Orações para ir bem na prova de São José de Cupertino

Fonte: ACI digital



Basílica de São Miguel Arcanjo em Itapetininga prepara festa do padroeiro


A Basílica São Miguel - única no Brasil dedicada ao Arcanjo - celebra com uma vasta programação as festividades do seu padroeiro. O Vaticano concedeu o título de Basílica Menor ao Santuário de São Miguel Arcanjo, em 21 de junho de 2018.

Itapetininga

A Basílica de São Miguel Arcanjo, em Itapetininga (SP), comemora a festa de seu padroeiro no dia 29 de setembro. A preparação espiritual para a festa teve início no dia 15, com a Quaresma de São Miguel, seguida de uma novena que contará com a presença de sacerdotes, bispos e devotos do Arcanjo, e culminará em uma vasta programação que vai de fortes momentos de espiritualidade até corrida e caminhada de rua.

O Vaticano havia concedido o título de Basílica Menor ao Santuário de São Miguel Arcanjo, em 21 de junho de 2018.

A festa dos Santos Arcanjos - São Gabriel, São Rafael e São Miguel - é celebrada em toda Igreja Católica. Entre os três arcanjos, São Miguel destaca-se como o Príncipe da Milícia Celeste, por sua missão de proteger os fiéis nas lutas contra satanás e seus anjos do mal.

Segundo a tradição judaico-cristã, foi Miguel Arcanjo quem, no combate primitivo dos anjos de Lúcifer contra os anjos de Deus, gritou “Quem como Deus!” - significado do nome, Miguel - e saiu vitorioso contra o anjo das trevas. A partir de então, esse Arcanjo  foi tomado como protetor contra as tentações e lutas com o espírito mal.

A Igreja Católica tem forte devoção a São Miguel devotando a ele uma quaresma (quarenta dias), especialmente para súplica de sua intercessão e proteção. A Basílica São Miguel - única no Brasil dedicada ao Arcanjo - celebra com uma vasta programação as festividades do seu padroeiro, que acontecerá entre os dias 20 e 29 de setembro.

Novena prepara a comunidade para a festa do padroeiro

O ápice da festa se dá com os últimos 9 dias, quando a Basílica receberá os fiéis diariamente para a oração do Rosário de São Miguel Arcanjo, todos os dias ao meio-dia. Além disso, às 18h50 terá as orações da Quaresma, seguido da santa Missa, presidida por diversos sacerdotes e bispos: Pe. Márcio Prado, da Canção Nova; Pe. Camilo Junior, do Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida/SP; Pe. Júlio Ferreira de Campos, da Paróquia Nossa Senhora das Estrelas, de Itapetininga/SP; D. Gregório M. Botelho, OSB Oliv., Basílica S. Antônio de Pádua, de Ribeirão Preto/SP; Pe. Edvanderson Cordeiro Severino, Santuário Nossa Senhora da Salette, de Braganey/PR; D. Arnaldo Carvalheiro Neto, Bispo da Diocese de Itapeva/SP; D. José Benedito Cardoso, Bispo Auxiliar da Arq. de São Paulo/SP; D. Júlio Endi Akamine, Arcebispo da Arq. de Sorocaba/SP; Pe. Antônio Carlos dos Santos, Santuário S. Rita de Cássia, de Jundiaí/SP; e no último dia a celebração será presidida por D. Gorgônio Alves da Encarnação Neto, CR, Bispo Diocesano de Itapetininga/SP.

Vitral da Catedral de Milão 

Dia 29 de setembro será marcado com festa e vasta programação
 

No dia litúrgico de São Miguel Arcanjo, as atividades terão início às 7h com a Santa Missa, seguida por quermesse durante todo o dia. Por volta das 8h, a Corrida e Caminhada de rua, seguida da premiação.

Às 10 horas será celebrada outra Missa, que será seguida da bênção dos ciclistas e suas bicicletas.

Ao meio-dia os fiéis são convidados a rezar o Rosário de São Miguel Arcanjo e a participar da Missa às 13h.

Às 15h30, terá lugar a apresentação da Banda Marcial de São Miguel Arcanjo, em frente à Basílica, e a Procissão de São Miguel Arcanjo, concluída com a Missa Solene de São Miguel Arcanjo (Campal), presidida por Dom Gorgônio Alves da Encarnação Neto, CR, bispo diocesano de Itapetininga/SP.

Para saber mais sobre o Santuário, clique:
 http://www.santuariosaomiguelarcanjo.com/

(*Informações de Basílica São Miguel Arcanjo)

17 setembro 2019, 10:05

Fonte: Vatican News



Por que o índice de suicídios aumenta e como a Igreja pode ajudar?


Imagem referencial / Crédito: Unsplash

REDAÇÃO CENTRAL, 17 Set. 19 / 02:30 pm (ACI).- Na semana passada, foi realizada nos Estados Unidos a Semana Nacional de Prevenção ao Suicídio, uma semana na qual os promotores de saúde pública e mental compartilham dicas para a prevenção do suicídio e para detectar sinais para alertar sobre essa situação.

Na segunda-feira, 9 de setembro, o popular pastor evangélico e promotor da saúde mental Jarrid Wilson, de 30 anos, cometeu suicídio. Poucas horas antes de sua morte, Wilson postou uma mensagem no Twitter sobre a compaixão de Jesus pelos deprimidos e suicidas.

“Amar Jesus nem sempre cura os pensamentos suicidas. Amar Jesus nem sempre cura a depressão. Amar Jesus nem sempre cura o transtorno de estresse pós-traumático. Amar Jesus nem sempre cura a ansiedade. Mas isso não significa que Jesus não nos ofereça companhia e consolo. Sempre faz isso”, escreveu.

Wilson foi um promotor da saúde mental durante muito tempo e fundou com sua esposa "Anthem of Hope" (Hino da Esperança), uma abordagem cristã para deprimidos e suicidas. Sua morte ocorreu após a de Andrew Stoecklein, outro jovem pastor evangélico e promotor da saúde mental, que se suicidou no ano passado.

As taxas de suicídio entre norte-americanos em idade ativa (entre 16 e 64 anos) aumentaram 34% entre 2000 e 2016, de acordo com dados dos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). Entre os norte-americanos entre 10 e 24 anos, o aumento foi ainda mais dramático: os dados do CDC mostram um aumento de 50% nos suicídios nesse grupo entre 2000 e 2017.

Os suicídios desses dois pastores destacam essa tendência em alta, especialmente entre os jovens, mesmo entre os que fazem parte de uma comunidade cristã.

CNA – agência em inglês do Grupo ACI – conversou com alguns profissionais de saúde mental sobre o motivo do aumento das taxas de suicídio, principalmente entre os jovens, e o que a Igreja Católica pode fazer para ajudar.

O diácono Basil Ryan Balke, um terapeuta licenciado no Mount Tabor Counseling, na área de Denver (Estados Unidos), disse à CNA que acredita que um dos fatores determinantes no aumento do suicídio entre adolescentes e adultos jovens é sua constante conexão com o mundo através de dispositivos móveis, junto com a falta de maior significado em suas vidas.

“Agora, com a saturação do iPhone, é possível ter a comunicação que está constantemente lá e em constante movimento, por isso, a pessoa nunca pode se desconectar e nunca pode continuar com a vida fora da imagem que precisa mostrar ao mundo (através das redes sociais)”, disse.

“Sempre estão distraídos. Também fui ministro de jovens durante muitos anos e, simplesmente, essas crianças nunca tiveram um momento de paz”, acrescentou.

Tommy Tighe, terapeuta matrimonial e familiar na região da Bahia na Califórnia, disse que, apesar de ter mais conexões, os jovens de hoje estão mais isolados do que nunca.

"Há muito mais pressão, há muito mais impulso para ser popular", disse Tighe, acrescentando que se comunicar nas redes sociais geralmente não equivale a "uma comunidade muito unida de amigos íntimos".

De acordo com um artigo de 2015 da revista de pesquisa ‘Cyberpsychology, Behavior and Social Networking’, o uso frequente de redes sociais em crianças e adolescentes está associado a um mau funcionamento psicológico, uma vez que limita suas interações diárias face a face, o que afeta sua capacidade de manter relacionamentos significativos.

O estudo constatou que os estudantes que utilizaram redes sociais por duas ou mais horas por dia tinham maior probabilidade de qualificar mal sua própria saúde mental e experimentaram altos níveis de angústia psicológica e ideação suicida.

“Há uma tendência aos relacionamentos superficiais. É claro que a pessoa não publica no Instagram ‘estou deprimido’ ou algo assim, então, acho que as pessoas não sabem com quem entrar em contato”, disse Tighe.

Por sua parte, Balke disse: “Acho que o que também está acontecendo é que as pessoas mais jovens também perderam o sentido em suas vidas diárias. Acho que todos perdemos o significado como uma força em nossas vidas”.

Balke também declarou que, especialmente para os jovens, há uma pressão cada vez mais intensa para o desempenho acadêmico ou atlético, que substituiu as coisas que costumavam dar às pessoas um sentido de maior propósito, como fé, virtude ou conexões familiares próximas.

“Estão se esforçando tão agressivamente até o ponto no qual não há sentido por trás de tudo, porque não há um propósito geral. Estas coisas são substitutas disso”, expressou.

O estigma persistente nos cuidados da saúde mental

Outro fator impulsionador do aumento de suicídios entre jovens e outras populações é o estigma persistente de buscar terapia ou outras intervenções para a saúde mental, disse Tighe.

Além disso, afirmou que hoje não apenas os jovens acham mais difícil estabelecer relacionamentos significativos com seus colegas, mas os pais também têm medo de abordar o tema do suicídio e da saúde mental com seus filhos.

“Espero que a geração mais jovem de pais esteja um pouco mais disposta, mas dá medo, né? É muito assustador falar disso, mas devem falar sobre isso e, quanto mais específicos forem, melhor”, disse Balke.

O que a Igreja pode fazer para prevenir o suicídio

Michelle Snyder é o atual diretor da Soul Shop, uma organização que capacita clérigos e congregações sobre como falar sobre suicídio, como evitá-lo e quais são os sinais de alerta.

"Costumo dizer a um grupo de líderes da comunidade de fé que se eles fazem a pergunta 'há alguém na minha paróquia pensando em suicídio?', estão fazendo a pergunta errada. Porque a pergunta correta é: sabia que seis de cada cem pessoas estão pensando em suicidar-se neste momento?”, disse Snyder.

Parte da capacitação consiste em criar consciência entre o clero e os líderes da igreja de que há pessoas desesperadas dentro de suas próprias congregações que correm o perigo de se suicidar e precisam de ajuda. Snyder disse que também capacitam as congregações sobre como apoiar as pessoas que foram afetadas pelo suicídio de um familiar ou amigo.

Além disso, estudam histórias sobre suicídio ou ideias suicidas, que se encontram em passagens bíblicas.

“Há bastantes. Temos Judas, a história de Judas, e isso é um suicídio. Mas também tem histórias como Elias (que estava) rezando para morrer. Tem Saul, que caiu sobre sua própria espada e cometeu suicídio. Tem Jó, que disse que a morte seria melhor do que o que estou experimentando. Tem muitos heróis na Bíblia que pensaram ou simplesmente disseram: ‘Sinto muita dor. A morte seria melhor’”, disse.

Também capacitam líderes da igreja para detectar alguns dos sinais de alerta de uma pessoa em risco de suicídio.

Tighe disse que alguns desses sinais de alerta incluem pessoas que estão notavelmente deprimidas por longos períodos de tempo, retraimento social, que falam sobre suicídio ou autolesões, entre outras coisas.

Durante os treinamentos de Soul Shop, disse Snyder, o grupo adota uma abordagem de saúde pública ao suicídio, o que significa que capacitam as comunidades religiosas para que assumam uma responsabilidade coletiva pela saúde de seus membros.

Uma das maiores ferramentas de prevenção ao suicídio que as comunidades de fé podem oferecer, explicou Snyder, é ser comunidades de fé plenas, onde as pessoas se sentem conectadas e valorizadas como pessoas inteiras, e não apenas por um aspecto de sua identidade.

O que mais pode ser feito?

Balke disse que incentivaria todos os pastores da Igreja a se reunirem com sua equipe e a se familiarizarem com os recursos de saúde mental disponíveis localmente. Devem saber a localização das clínicas, seus horários e para quais números telefonar, disse.

"Precisam ter acesso rápido a eles, para que, quando alguém chegue ao seu escritório, ou depois de um estudo bíblico ou quando surja este tipo de conversas, tenham rápido acesso ao telefone e ganhem tempo”, assegurou.
Tighe recomendou que as paróquias publiquem cartazes em seus quadros de avisos com informações sobre recursos de saúde mental locais, assim como também telefones de ajuda ou mensagens instantâneas.

Balke pediu aos sacerdotes e outros líderes da Igreja que tratem os problemas de suicídio e de saúde mental com a seriedade que merecem, e não como algo que não é um problema grave ou que possa ser resolvido unicamente através da oração ou direção espiritual.

“A saúde mental na Igreja é um problema real e não é tratado necessariamente com a seriedade que merece em nível institucional. As pessoas se suicidam em nossas paróquias e em nossas igrejas locais”, afirmou.

Snyder está confiante de que, se adequadamente capacitadas, igrejas e paróquias terão um papel fundamental a desempenhar na prevenção de suicídios em suas comunidades.

“Falamos muito sobre colocar o cinto de segurança antes que o acidente ocorra. E é isso que estamos descrevendo aqui, é o que fazemos nas comunidades religiosas muito antes da crise ocorrer”, concluiu.

Fonte: ACI digital



terça-feira, 17 de setembro de 2019

O que significam os gestos das mãos nos ícones?


Daniel R. Esparza | Set 16, 2019

Uma tradição retórica greco-romana clássica sobrevive na iconografia cristã

Você já se perguntou, enquanto olhava para ícones religiosos, por que as figuras de Cristo e dos santos fazem certos gestos com as mãos?

Cada gesto tem um significado específico, mas não é de admirar que nem sempre possamos entendê-los: eles estão “escritos” em grego!

Gregos e romanos clássicos desenvolveram um código de gesto com as mãos bastante complexo e bem estabelecido, que era usado tanto por oradores quanto por retóricos, quando davam discursos na praça pública, no Senado ou até na sala de aula.

Os gestos que acompanhavam o orador, é claro, eram uma questão de conhecimento público da época. Ou seja, eram bastante comuns e compreendidos por quase todo mundo. Mas não por nós. Então, precisamos de um pouco de ajuda para decifrá-los.

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Não é de surpreender que os primeiros pintores de ícones cristãos usassem esse repertório de gestos com as mãos em suas pinturas de Cristo, dos santos e dos anjos.
Por exemplo, nos ícones da Anunciação, o Arcanjo Gabriel geralmente é mostrado com a mão levantada da mesma maneira que os oradores romanos faziam, ao indicar que estavam prestes a iniciar uma frase importante. Ou seja, era o gesto que precedia o exordium do discurso. Essa tradição estava tão enraizada na Roma antiga que o gesto pode ser visto até na mais antiga imagem da Anunciação que chegou até nós.
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The oldest icon of the Annunciation , in the catacombs of St. Priscilla .

O significado desse gesto com a mão, associado ao oratório clássico, também é a fonte do motivo iconográfico que mostra Cristo levantando a mão na mesma atitude de um orador romano ou grego clássico. Claramente, Ele, mais do que qualquer um, tem algo importante a dizer, certo?

No entanto, esse gesto com a mão tem ainda mais níveis de significado que merecem ser levados em consideração. Especificamente no caso da figura de Cristo, o simbolismo associado aos gestos com as mãos é mais complexo.

Em princípio, em qualquer representação icônica de Cristo católica ou ortodoxa bizantina, a mão direita de Jesus é mostrada em atitude de bênção. Esse mesmo gesto é usado pelo padre para abençoar durante a liturgia, e por esta razão, os santos clérigos são retratados levantando a mão direita da mesma maneira.

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The hand gestures of blessing mimics the letters " IC XC " , an abbreviation of four letters, widely used , from the Greek words Jesus ( IHCOYC ) Christ ( XPICTOC ) .

Na iconografia ortodoxa grega, como também na iconografia cristã primitiva, o gesto da mão de bênção realmente molda as letras IC XC, uma abreviação das palavras gregas Jesus (IHCOYC) Cristo (XPICTOC), que inclui a primeira e a última letra de cada palavra. A mão que abençoa reproduz, com gestos, o Nome de Jesus, o “Nome acima de todo nome”.
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In addition , the three fingers of Christ , and spell " I" and " X " also represent the Trinity and Unity of God , Father, Son and Holy Spirit.

Além de moldar as letras, o gesto de bênção feito por Cristo também transmite verdades doutrinárias. Os três dedos usados ​​para soletrar o I e o X também representam a Trindade, a unidade de um Deus em três pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo.

A junção do polegar e o anelar não apenas forma a letra C, mas também simboliza a encarnação, a união das naturezas divina e humana na pessoa de Cristo.

Olhe atentamente da próxima vez que observar um ícone. Haverá mensagens para você ler, agora que você conhece esse idioma.

Fonte: Aleteia



EUA: Polícia encontra restos de fetos em casa de médico que praticava abortos


Bebê de 30 semanas no útero. Crédito: Ivon19 / Wikipédia (domínio público) (CC-BY-SA-4.0)

Illinois, 16 Set. 19 / 11:06 am (ACI).- A polícia do condado de Will, no estado de Illinois (Estados Unidos), encontrou 2.246 restos fetais medicamente preservados na casa do Dr. Ulrich Klopfer, que se dedicava a fazer abortos e morreu em 3 de setembro deste ano.

Klopfer praticava abortos na localidade de South Bend, no estado de Indiana, mas se mudou para o condado de Will depois que sua licença médica foi suspensa em 2015, após uma série de faltas médicas graves.

Após seu falecimento, a família foi à sua casa para recolher seus pertences e encontrou 2.246 restos fetais, uma descoberta confirmada pela polícia local que indicou que "não há evidências médicas de que procedimentos médicos tenham sido realizados no local".

Atualmente, a família colabora com as investigações realizadas pela polícia sobre os restos fetais.

A esse respeito, diz o site de notícias WNDU, a congressista republicana Jacki Walorski comentou que "toda vida humana é preciosa e toda mulher e bebê merecem cuidado e respeito".

“Este caso trágico mostra por que aqueles que realizam abortos devem seguir diretrizes rígidas e ser muito vigiados. Vou propor uma legislação federal para garantir que os restos de bebês abortados sejam tratados com dignidade, incluindo casos de aborto químico”, acrescentou.

A plataforma pró-vida ‘Live Action’, indicou que o caso lembra o que "os investigadores encontraram quando invadiram o centro de aborto do agora preso Kermit Gosnell, que tinha restos de corpos de fetos envasados no local"; algo semelhante ao que também fazia o abortista Michael Roth.

“Em outras palavras, Klopfer não é o único abortista com a tendência doentia de colecionar partes de suas vítimas. Esse tipo de comportamento é mais semelhante ao dos assassinos em série do que dos profissionais médicos”, lamentou.

‘Live Action’ também assinalou que Klopfer é conhecido por "não denunciar abortos abaixo da idade permitida, não denunciar abusos, não manter registros médicos adequados e não ter padrões de saúde e segurança adequados em sua prática e outras coisas".

Através de sua conta no Twitter, a líder pró-vida Abby Johnson, cuja história de conversão após dirigir uma clínica de aborto é contada no filme Unplanned, também se referiu ao caso.

“Este médico abortista morreu recentemente. E vejam o que encontraram. O mal sempre esconde segredos e não há nada pior que o aborto”, escreveu.

Fonte: ACI digital



Esta é a referência mais antiga ao Santo Cálice na Espanha


Santo cálice que é guardado na Catedral de Valência. Crédito: Archivalencia.

VALENCIA, 16 Set. 19 / 03:00 pm (ACI).- O Catedrático da Universidade Politécnica de Valência (UPV), na Espanha, Gabriel Songel, descobriu a referência mais antiga, que se conhece até o momento, do Santo Cálice de Valência e que data do século XI.
Até então, a primeira referência do Santo Cálice havia sido encontrada em um documento do século XIV.

Como Songel explicou ao Grupo ACI, sua descoberta ocorreu quando estudava o manuscrito do mosteiro de San Juan de la Peña que data do século XI e foi realizado por ocasião da coroação de Pedro I de Aragão.

Estudando este documento, encontrou um acróstico, ou jogo de letras, no qual, seguindo um esquema geométrico, é possível ler “Calix Lapis Exillis”, que era como se referiam ao Santo Cálice na época.

Na época medieval, os esquemas geométricos e labirintos visuais eram comuns. Os escritores dos textos tinham domínio desse tipo de código e o faziam como “contribuição pessoal” para esconder seus nomes ou para colocar textos sobrepostos aos oficiais.

Em sua pesquisa do manuscrito do mosteiro de San Juan de la Peña, Songel também encontrou um esquema, ou retícula, no qual se vê com total exatidão o desenho do Santo Cálice.

Estes resultados mostram que o Santo Cálice de Valência era venerado como tal desde o século XI e não desde o século XIV, como se sabia até então.

Conforme Songel explicou ao Grupo ACI, essas descobertas não podem ser casuais. "Estatisticamente, fazer com que o acróstico ‘Calix Lapis Exilis’ aparecesse como uma coincidência em um texto de 2700 caracteres seria muito pouco provável. Consultei especialistas em estatística para saber se esse acróstico poderia ter sido fruto da casualidade e eles confirmaram que havia claramente uma intenção por trás”.

Esta pesquisa foi validada pela acadêmica Elisa Ruiz, da Real Academia da História, e Daniel Benito, professor de História da Arte da Universidade de Valência. Além dos cânones da catedral de Valência, onde o Santo Cálice é guardado desde o século XV, foram numerosos os estudos que confirmam que a copa superior, de ágata, data do século I e poderia ser a que Jesus Cristo usou na última Ceia. As alças e a base, bem como as pedras preciosas, pertencem à época medieval.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado São Roberto Belarmino, defensor da Igreja (17 de setembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 17 Set. 19 / 05:00 am (ACI).- “Considera bem para ti o que te leva a teu fim e autêntico mal o que te impede alcançá-lo”, escreveu certa vez São Roberto Belarmino, defensor da Igreja ante a reforma protestante, cuja festa é celebrada neste dia 17 de setembro.

Roberto significa “o que brilha por sua boa fama” e se há algo a ressaltar deste Doutor da Igreja, nascido na Toscana em 1542, é que, desde que estava no colégio dos jesuítas, destacou-se por sua inteligência.

Do mesmo modo, o ensinamento de sua mãe na humildade e simplicidade repercutiram muito em sua personalidade. Ingressou na Ordem dos jesuítas e teve como formador São Francisco de Borja. Foi ordenado sacerdote e continuou conquistando conversões de muitos com suas pregações e ensinamentos.

A pedido do Papa, preparou em Roma os sacerdotes para que soubessem enfrentar os inimigos da religião. Em seguida, publicou seu livro chamado “Controvérsias”, que chegou a ser de importante leitura até para São Francisco de Sales.

O Sumo Pontífice o nomeou Bispo e mandou-lhe aceitar o cardinalato sob pena de pecado mortal. Isso porque São Belarmino tinha se tornado jesuíta justamente porque sabia que eles tinham um regulamento que os proibia de aceitar títulos elevados na Igreja.

Durante sua vida, exerceu cargos de diplomacia. Dirigiu uma edição revisada da Bíblia Vulgata e escreveu seu “Catecismo resumido” e “Catecismo explicado”, que chegaram a ser traduzidos a vários idiomas e com várias edições. Serviu como diretor espiritual de São Luiz Gonzaga, foi nomeado Arcebispo de Capua e quase chegou a ser eleito Papa.

Pouco antes de morrer, escreveu em seu testamento que seus pertences fossem repartidos entre os pobres, mas o que deixou só deu para custear os gastos de seu enterro. Retirou-se para o noviciado de Santo André em Roma e ali partiu para a Casa do Pai em 17 de dezembro de 1621.

Em seu livro “De ascencione mentis in Deum” (Elevação da mente a Deus) lê-se que “acontecimentos prósperos ou adversos, riquezas e pobreza, saúde e doença, honras e ultrajes, vida e morte, o sábio não deve buscá-los, nem fugir por si. Mas são bons e desejáveis somente se contribuem à glória de Deus e à tua felicidade eterna, são maus a se evitar se a obstaculizam”.

Fonte: ACI digital



Vaticano critica “processo sinodal” dos bispos da Alemanha e estes respondem


Vaticano. Crédito: Daniel Ibáñez / ACI

Vaticano, 16 Set. 19 / 09:20 am (ACI).- Em uma recente carta enviada aos bispos da Alemanha, o Vaticano afirmou que os planos para o polêmico "processo sinodal" na Igreja no país europeu "não são eclesiologicamente válidos".

Os planos para o processo sinodal foram anunciados em março deste ano pelo presidente do Episcopado Alemão e Arcebispo de Munique, Cardeal Reinhard Marx.

Segundo informou CNA – agência em inglês do Grupo ACI –, o esboço do estatuto para uma “assembleia sinodal”, como parte essencial do processo alemão, foi aprovado pelo comitê executivo dos bispos em agosto, texto que será discutido na reunião que o episcopado terá de 23 a 26 de setembro.

CNA também informou que vários grupos ou fóruns de trabalho vinculados ao processo sinodal já começaram seu trabalho.

Em uma carta enviada ao Cardeal Marx e assinada em 4 de setembro pelo Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos, especifica-se que os planos do processo sinodal devem estar de acordo com as instruções que o Papa Francisco estabeleceu em sua carta à Igreja da Alemanha publicada em 29 de junho.

A missiva do Cardeal Ouellet também destaca que o processo sinodal da Alemanha não pode buscar a mudança do ensinamento ou da disciplina católica.

O Cardeal Ouellet também enviou ao Cardeal Marx uma avaliação canônica realizada pelo Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, assinada por seu presidente, Dom Filippo Iannone.

CNA teve acesso à carta do Cardeal e à avaliação canônica. Esta última indica que os planos dos bispos alemães violam normas canônicas e, de fato, buscam modificar normas universais e a doutrina da Igreja.

A avaliação se refere aos planos dos bispos alemães para tratar temas essenciais: "autoridade, participação e separação de poderes", "moral sexual", a “forma da vida sacerdotal" e "mulheres nos ministérios e serviços da Igreja".

“É fácil ver que esses temas não afetam apenas a Igreja na Alemanha, mas a Igreja universal e – com poucas exceções – não podem ser objeto de deliberações ou decisões de uma Igreja particular, sem violar o que o Santo Padre expressou em sua carta”, escreveu Dom Iannone.

Em sua carta à Igreja na Alemanha, o Papa Francisco pediu aos bispos alemães que respeitassem a comunhão universal da Igreja.

A avaliação canônica do Pontifício Conselho também alerta sobre outros problemas do "processo sinodal" alemão e afirma que os bispos daquele país não estão planejando um sínodo, mas um concílio de uma Igreja particular, algo que não pode ser feito sem a aprovação explícita da Santa Sé.

"Pelos artigos do esboço dos estatutos, fica claro que a conferência episcopal (alemã) tem em mente fazer um concílio particular segundo estabelece os cânones 439-446, mas sem usar este termo”, indica a avaliação.

"Se a Conferência Episcopal Alemã chegou à convicção de que precisa de um concílio particular, deve seguir os procedimentos estabelecidos pelo Código (de Direito Canônico) para chegar a uma deliberação vinculativa", acrescenta o documento.

Um concílio, diferentemente do sínodo, é uma reunião de bispos com autoridade para estabelecer normas para a Igreja em um país ou região em particular, mas apenas com a autoridade direta do Vaticano, que define o marco da autoridade concedida.

Um sínodo, como os bispos alemães chamaram a sua reunião, é um grupo pastoral e de consulta, sem autoridade para estabelecer políticas.

A avaliação também critica o Comitê Central dos Católicos Alemães, uma instituição de leigos cujos líderes apoiam publicamente a ordenação de mulheres e a mudança do ensinamento moral da Igreja, que concordaram em fazer parte do processo sinodal, desde que a assembleia sinodal, na qual os bispos seriam a minoria, possa fazer políticas vinculativas para a Igreja na Alemanha.

"Como uma Igreja particular pode deliberar de maneira vinculativa sobre assuntos que afetam toda a Igreja?", questionou Dom Iannone.

“A conferência episcopal não pode dar efeito legal às suas resoluções. Isso vai além de sua competência”, diz a carta e enfatiza que “a sinodalidade da Igreja, à qual o Papa Francisco se refere com frequência, não é sinônimo de democracia ou decisões da maioria”.

Depois de indicar que "o processo sinodal deve ser realizado no âmbito de uma comunidade hierarquicamente estruturada", a avaliação indica que as propostas alemãs "deixam em aberto muitas questões que merecem atenção".

Vários altos funcionários da Congregação para os Bispos e do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos disseram à CNA que a carta do Cardeal Ouellet e a avaliação canônica foram enviadas ao Cardeal Marx, com a indicação de que seu conteúdo seja a base de qualquer discussão sobre o processo sinodal da Igreja na Alemanha.

Um alto membro da Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), que não participou da revisão das propostas alemãs, disse à CNA que há uma percepção generalizada no Vaticano de que os bispos da Alemanha, liderados pelo Cardeal Marx , são indiferentes às intervenções da Santa Sé.

“Todos sabem o que os alemães querem conseguir e fizeram muito barulho a respeito. Há uma crescente sensação de que Marx não pode mais esperar um conclave para atuar como Papa. Ele decidiu que sabe o que é melhor para a Igreja e quer que isso seja feito ”, disse o funcionário da CDF.

“O que resta é ver e esperar. O próprio Papa já escreveu para os alemães e eles o ignoram. Se podem ignorar o Santo Padre, certamente irão ignorar qualquer outra parte da cúria”, lamentou.

A resposta dos bispos alemães

Na sexta-feira, 13 de setembro, a Conferência Episcopal da Alemanha destacou que as críticas do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos se referem aos esboços mais antigos e não levaram em conta as últimas mudanças feitas.

“A opinião do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos se refere a um esboço dos estatutos de junho de 2019 e não considera a versão atualizada de julho, após a sessão do conselho permanente de agosto, que não contém mais passagens às quais se refere na avaliação”, indica a declaração dos bispos alemães.

O Cardeal Marx irá a Roma durante a semana para se encontrar com o Cardeal Ouellet e "esclarecer qualquer mal-entendido" sobre os planos alemães, diz o texto.

Apesar do que foi dito pelos bispos alemães, documentos internos da conferência episcopal do país, que foram obtidos por CNA, indicam que a versão mais recente dos estatutos "corresponde a 1º de agosto de 2019" sem alterações "até 30 de agosto de 2019”.

Não se sabe se mudanças relevantes foram feitas entre 31 de agosto e 4 de setembro quando o Cardeal Ouellet escreveu ao Cardeal Marx.

A grave crise da Igreja na Alemanha

Nos primeiros dias deste mês de setembro, o Cardeal Marx disse que "pode-se chegar à conclusão de que faz sentido, sob certas condições e em certas regiões, permitir sacerdotes casados".

O Cardeal também fez outras declarações contrárias à doutrina da Igreja, nas quais encorajou o acesso à comunhão dos divorciados em nova união, promoveu que os sacerdotes católicos concedam a bênção a casais homossexuais e sugeriu que os leigos pregassem na Missa.

Além disso, e no âmbito do Sínodo dos Bispos para a Amazônia que será realizado em outubro, em uma entrevista em 2018, o vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, Dom Franz-Josef Bode, disse que, se a ordenação de sacerdotes casados ​​na Amazônia for autorizada, os bispos alemães insistirão em ter a mesma permissão.

Em janeiro desse ano, ele também disse que era a favor de abençoar casais homossexuais.

Da mesma forma, Dom Franz-Josef Overbeck, Bispo de Essen e presidente da Adveniat, instituição de ajuda da Igreja na Alemanha para a América Latina, disse que o Sínodo da Amazônia "é um ponto sem retorno" para a Igreja e que "nada será como antes” depois deste encontro.

O Prelado também apoiou publicamente a “greve das mulheres” contra a Igreja na Alemanha, convocada por um grupo de católicas após o não do Papa Francisco à ordenação de diaconisas.

Em meados de julho deste ano, a Conferência Episcopal da Alemanha divulgou algumas estatísticas do ano de 2018, entre as quais destaca que, no período, mais de 216 mil fiéis decidiram abandonar a Igreja Católica.

Além disso, dos 23 milhões de batizados no país, de uma população total de 83 milhões, a porcentagem daqueles que participam da Missa Dominical é de 9,3%, ou seja, cerca de 2,1 milhões.

No caso dos sacerdotes que servem nas dioceses do país, o número caiu para 1.161 em 2018, quando havia mais de 17.000 no ano 2000.

As estatísticas também indicam que no ano 2000 havia 13.241 paróquias na Alemanha. Em 2018, caíram para 10.045.

As estatísticas de 2018 não fornecem nenhuma informação sobre o sacramento da Reconciliação ou da Confissão, uma prática que parece ter sido quase completamente abandonada pelos católicos do país, incluindo os sacerdotes.


Fonte: ACI digital



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Hoje a Igreja celebra São Cornélio e São Cipriano, amigos defensores da fé (16 de setembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 16 Set. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 16 de setembro, a Igreja celebra o Papa São Cornélio e o Bispo São Cipriano, dois amigos que se opuseram às heresias e blasfêmias de seu tempo. O que os levou a morrer como mártires.

Cornélio significa “duro como chifre” e durante sua vida honrou seu nome, pois enfrentou com firmeza a heresia de Novaciano, que proclamava que a Igreja Católica não tinha poder para perdoar os pecados. Entretanto, o Papa se opôs e sustentou o perdão para o pecador verdadeiramente arrependido.

Entre os que apoiavam o Papa estava São Cipriano, o qual o respaldou contra a heresia de Novaciano.

Porém, o sofrimento de São Cornélio não seria apenas por questões internas na Igreja, mas também pela perseguição aos cristãos por parte do imperador Décio. Foi envido ao desterro e morreu decapitado no ano 253.

Cipriano, Bispo de Cartago, por sua vez, sofreu do mesmo modo a perseguição de Décio e do imperador Valeriano. Mais tarde, decretaram pena de morte a ele por continuar celebrando cerimônias religiosas e se opor a oferecer sacrifícios aos deuses. Ele, ao ouvir sua sentença, exclamou: “Graça sejam dadas a Deus”. Em seguida, foi decapitado em setembro de 258.

Assim, os dois amigos, unidos na fé e no apoio em tempos difíceis, padeceram o mesmo suplício e deram testemunho aos demais cristãos para que permaneçam firmes na Verdade.

Fonte: ACI digital



domingo, 15 de setembro de 2019

Papa abençoa ícone da Virgem das Dores, consoladora dos sírios


O ícone da Virgem Maria abençoado neste domingo pelo Papa Francisco 

Um novo gesto do Papa em apoio à campanha de oração "Consola o meu povo", promovida pela Ajuda à Igreja que Sofre, juntamente com as Igrejas Católica e Ortodoxas da Síria, em favor dos cristãos sírios cujos parentes foram sequestrados ou mortos nos oito anos de conflito.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu na manhã deste domingo, 15, na Casa Santa Marta uma delegação da Fundação de direito Pontifício "Ajuda à Igreja que Sofre" (AIS), guiada pelo cardeal Mauro Piacenza, presidente internacional da entidade.

O Santo Padre abençoou um ícone criado por um artista greco-ortodoxo por ocasião da campanha de oração "Consola meu povo".

Em 15 de agosto, o Papa já havia demonstrado seu apoio à iniciativa, convidando excepcionalmente o diretor executivo internacional da AIS, Thomas Heine-Geldern, a aparecer na janela de seu escritório ao final do Angelus, para a bênção dos Rosários.

Um povo em oração

Esses rosários, feitos pelos artesãos cristãos de Belém e Damasco, são distribuídos hoje por ocasião da festa das Sete Dores da Bem-Aventurada Virgem Maria, nas paróquias de todas as 34 dioceses sírias, quer católicas como ortodoxas.

Os fiéis rezam pelos mortos, pelos sequestrados e por suas famílias. São cerca de 2.000 as famílias cristãs que perderam ao menos um de seus entes queridos durante o conflito.

Além dos rosários, também são distribuídas Bíblias em árabe, doadas pela AIS e cruzes de madeira de oliveiras da Terra Santa, abençoadas pelo Patriarca sírio-ortodoxo Ephrem III.

O Papa Francisco aderiu diversas vezes às iniciativas da Ajuda à Igreja que Sofre, em benefício da população síria atormentada.

Também no domingo, 2 de dezembro, depois do Angelus, o Papa acendeu uma vela aderindo à campanha de oração da Fundação "Velas pela Paz na Síria".

Após o encontro de hoje, o cardeal Mauro Piacenza enfatiza como o mundo tem tanta necessidade de compaixão e a festa de Nossa Senhora das Dores dá uma lição verdadeira e profunda de compaixão, de ternura materna.

O agradecimento de família cristã síria


Fonte: Vatican News



"Aqui Jesus acolhe pecadores e ceia com eles", Papa propõe frase para a porta das igrejas


O Papa Francisco durante a oração do Ângelus. Foto: Vatican Media

Vaticano, 15 Set. 19 / 08:44 am (ACI).- “Aqui Jesus recebe pecadores e os convida à sua mesa”. Essa frase, inspirada no Evangelho de São Lucas, é a que o Papa Francisco propôs ser colada na entrada das igrejas para recordar o sentido da mensagem evangélica durante sua alocução prévia ao Ângelus deste domingo, 15, no Vaticano.

O Santo Padre explicou em seu discurso que Jesus converte as críticas que recebia por parte de alguns contemporâneos seus em anúncios evangélicos. Como exemplo, citou o episódio do Evangelho deste domingo no qual se narra como ele era criticado por estar na companhia de publicanos e pecadores.

A frase depreciativa que dedicaram a Jesus, “este acolhe a pecadores e come com eles”, converte-se em “um anúncio maravilhoso”. “Jesus acolhe os pecadores e come com eles”. Isso mesmo é o que faz conosco em cada Missa, em cada igreja: Jesus está contente de nos receber à sua mesa, onde se oferece a si mesmo por nós”.

“Até poderíamos escrever esta frase sobre as portas das nossas igrejas: ‘Aqui, Jesus recebe pecadores e os convida à sua mesa’”.

Francisco sublinhou que o coração do Evangelho é “o amor infinito de Deus por nós, pecadores”. “Deus salva com o amor, não com a força; propondo, não impondo”, assinalou o Santo Padre.

Assim explica o próprio Jesus nas parábolas que ele expôs como resposta às críticas que recebia: a parábola do pastor que tem cem ovelhas e, ao perder uma, deixa às outras noventa e nove para resgatar a perdida. Ou a parábola da mulher que tem dez moedas, perde uma e varre a casa inteira para encontrá-la. E, finalmente, a parábola do filho pródigo.

Dessas parábolas se pode aprender que “nos equivocamos quando achamos que somosjustos, quando pensamos que os maus são os outros e não nós”, advertiu o Pontífice, “porque sozinhos, sem a ajuda de Deus, que é bom, não sabemos derrotar o mal”.

“E de que modo se derrota o mal? Acolhendo o perdão de Deus. E isto ocorre cada vez que vamos à confissão: ali recebemos o amor do Pai que vence nosso pecado”.

O Papa Francisco concluiu: “Deus acaba com o mal, nos renova por dentro e, dessa maneira, faz renascer em nós a alegria”.

Fonte: ACI digital



Hoje a Igreja celebra Nossa Senhora das Dores (15 de setembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 15 Set. 19 / 05:00 am (ACI).- A Igreja Católica celebra neste dia 15 de setembro a festa de Nossa Senhora das Dores, que ensina a ser forte diante dos sofrimentos da vida e ter Maria e seu Filho como companheiros de caminho.

Entre as sete dores de Nossa Senhora se encontram: a profecia de Simeão no templo, a fuga para o Egito, os três dias que Jesus esteve perdido, o encontro com Jesus levando a Cruz, sua Morte no Calvário, a lança que atravessa o coração de Jesus e quando é colocado no sepulcro.

Apesar de tudo, Ela se manteve firme na oração e na confiança na vontade de Deus. Agora a Virgem quer nos ajudar a levar as nossas cruzes diárias porque foi no calvário onde Jesus Cristo nos deixou Maria como nossa mãe.

Por duas vezes no ano, a Igreja comemora as dores da Santíssima Virgem: na Semana da Paixão e também hoje, 15 de setembro.

A primeira destas comemorações é a mais antiga, posto que se instituiu em Colônia, na Alemanha, e em outras partes da Europa no século XV. Quando a festividade se estendeu por toda a Igreja, em 1727, com o nome das Sete Dores, manteve-se a referência original da Missa e do ofício da Crucificação do Senhor.

Na Idade Média, havia uma devoção popular pelos cinco gozos da Virgem Mãe, e pela mesma época se complementou essa devoção com outra festa em honra a suas cinco dores durante a Paixão. Mais adiante, as penas da Virgem Maria aumentaram para sete e não só compreenderam sua marcha para o Calvário, mas também sua vida inteira.

Aos frades Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa –, que desde sua fundação tiveram particular devoção pelos sofrimentos de Maria, foi autorizado que celebrassem uma festividade em memória das Sete Dores, no terceiro domingo de setembro de todos os anos.

Santa Brígida da Suécia diz em suas revelações, aprovadas pela Igreja, que Nossa Senhora prometeu conceder sete graças a quem rezar, cada dia, sete Ave-Marias em honra de suas dores e lágrimas, meditando sobre elas.

As promessas são:

1- Porei a paz em suas famílias.

2- Serão iluminados sobre os divinos mistérios.

3- Consolá-los-ei em suas penas e acompanhá-los-ei em suas aflições.

4- Conceder-lhes-ei tudo o que me pedirem, contanto que não se oponha a adorável vontade de meu divino Filho e a santificação de suas almas.

5- Defendê-los-ei nos combates espirituais contra o inimigo infernal e protegê-los-ei em todos os instantes da vida.

6- Assistir-lhes-ei visivelmente no momento da morte e verão o rosto de Sua Mãe Santíssima.

7- Obtive de meu Filho, para os que propagarem esta devoção às minhas lágrimas e dores, sejam transladados desta vida terrena à felicidade eterna, diretamente, pois ser-lhes-ão apagados todos seus pecados e meu Filho e eu seremos sua eterna consolação e alegria.


Fonte: ACI digital



Ensinando a Perdoar-24° Domingo do Tempo Comum(Ano C)


ENSINANDO A PERDOAR

24° Domingo do Tempo Comum
 – Ano C

Evangelho de Lucas 15,1-32 ou 
1-10 (forma breve)

Naquele tempo, 1 os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3 Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 4 “Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5 Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria 6 e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7 Eu vos digo, assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8 E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9 Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10 Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.

11E Jesus continuou: “Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve grande fome naquela região e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16 O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam. 17 Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18 Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21 O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22 Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23 Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24 Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27 O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31 Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’”.

Reflexão

ENSINANDO A PERDOAR

Um dos maiores desafios para quem vive em comunidade é o perdão. Por outro lado, a sobrevivência de qualquer comunidade humana dependerá da capacidade que seus membros têm de perdoar. Sem isto, não há comunidade que possa subsistir por muito tempo.

Em se tratando da comunidade cristã, o perdão torna-se um imperativo. Os discípulos de Jesus foram exortados a considerar as raízes teológicas do perdão. No  ato de perdoar o próximo e de se reconciliar com ele, Deus se faz presente. Por conseguinte, o perdão supera os limites humanos.

Quando alguém perdoa o próximo, age em conformidade com Deus que concede prodigamente o seu perdão ao ser humano. Para tanto, fecha os olhos para a maldade humana, quando a pessoa se reconhece pecadora e se volta para ele.

A capacidade divina de perdoar é ilimitada. Deus conhece perfeitamente de que é feito o ser humano, e sabe muito bem que sua fidelidade pode não ser definitiva. Quem é perdoado hoje pode voltar a pecar amanhã. No entanto, sempre que se converte e volta arrependido, encontrará um Pai bondoso e misericordiosos para acolhê-lo.

Os discípulos de Jesus são chamados a imitar o modo de agir de Deus. Também eles devem perdoar com prodigalidade, tendo um coração cheio de misericórdia para acolher quem carece de perdão.

Oração do Dia

Pai, é meu desejo imitar teu modo de agir, no tocante ao perdão. Faze-me ser pródigo e misericordioso em relação ao próximo que precisa do meu perdão.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.




Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog