2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 20 de janeiro de 2019

Oração mundial pela paz marcará centenário de falecimento dos pastorinhos de Fátima


FATIMA, 18 Jan. 19 / 02:00 pm (ACI).- No marco da celebração do centenário de falecimento dos pastorinhos de Fátima, Santa Jacinta e São Francisco Marto, um projeto de oração irá unir milhões de pessoas ao redor de todo o mundo para rezar pela paz.

Trata-se do projeto ‘Mater Fátima – para o mundo’, que acontecerá nos dias 4 de abril de 2019, quando se recorda os 100 anos de falecimento de São Francisco Marto, e em 20 de fevereiro de 2020, centenário de morte de Santa Jacinta Marto.

Assim, indica o site oficial do projeto, o “centenário da partida ao céu” dos dois pastorinhos será comemorado “unindo o mundo em oração pela Paz, a Salvação das Almas e a Reparação dos Corações de Jesus e de Maria”, com base em três pilares: Adoração ao Santíssimo Sacramento, oração do Santo Terço e consagração a Nossa Senhora.

Em entrevista ao programa ‘Matinais’ da Angelus TV, o coordenador do projeto e capelão do Santuário de Fátima, Pe. Hector Martinez, assinalou que “um dos grandes pilares que Nossa Senhora deixou para o mudo é procurar a paz”.

“Ao aproximar-se o centenário de morte de São Francisco Marto, em 4 de abril de 2019, e de Santa Jacinta Marto, em 20 de fevereiro de 2020, achamos que era importante convidar o mundo a nos unirmos na iniciativa que respondesse à mensagem de Nossa Senhora de Fátima. E Ela pediu para rezar o terço, especialmente com este sentido pela paz”, acrescentou.

A iniciativa acontecerá na Paróquia de Fátima, em Portugal, das 20h às 21h (horário local) com transmissão para todo o mundo por meio da internet.

Segundo explicou em declarações ao ‘Matinais’ a responsável por redes sociais do projeto, Marina Vieira, o “objetivo não é trazer todos para a Igreja de Fátima”, mas “que possam estar unidos a nós através da internet, para que, naquele dia e naquela hora – se possível, porque temos as diferenças de fusos horários – se unam em oração”.

Assim, indica o site oficial, “será celebrado um evento simultâneo globalmente e cada país decidirá de acordo com sua conveniência e a de suas comunidades a hora de adoração, oração e consagração”.

Quanto à escolha da Paróquia de Fátima, Pe. Hector explicou que se deu porque é o local “onde foram batizados os pastorinhos”. Além disso, pelos relatos de Ir. Lúcia de Jesus, sabe-se que também neste lugar “São Francisco Marto passava horas consolando Jesus Cristo no sacrário”.

O mundo precisa de oração

De acordo com Pe. Hector Martinez, a ideia de realizar esta iniciativa ocorreu pois perceberam “que é um pedido espiritual de Nossa Senhora pelas dificuldades que o mundo tem hoje, que todos somos conscientes disso”, entre estas, o sacerdote citou por exemplo, “o aborto e a ideologia de gênero”.

“Portanto, tem que ser muitas pessoas, milhões no mundo, unidas em oração”, acrescentou.

Em sua página de Facebook, o projeto Mater Fátima assinala que, “olhando para o mundo de hoje, onde segundo São João Paulo II, está presente uma cultura de morte (aborto, eutanásia, terrorismo…), uma apostasia silenciosa onde se vive como se Deus não existisse, onde somos combatidos com uma ideologia de gênero que nos afasta verdadeiramente do que somos, onde se usam e abusam de todos os vícios (álcool, droga, pornografia, redes sociais…) e onde somos combatidos por um extremo racionalismo que exclui do homem a alma, a vida eterna e a existência do pecado, tornasse difícil continuar a espalhar a mensagem do bom mestre a todas as criaturas”.

Mas, recorda-se que há cem anos a Virgem apareceu aos pastorinhos na Cova da Iria e “transmitiu-nos pontos chaves para podermos levar avante o grande testemunho de seu Filho”, como a oração do Terço, a devoção ao Imaculado Coração de Maria, a oração pelas almas dos pobres pecadores, a comunhão reparadora dos cinco primeiros sábados.

Assim, indicam, “em resposta aos pedidos de Nossa Senhora, queremos convidar o mundo a unir-se em oração nos dias dos centenários da morte dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, seguindo os seus exemplos na consolação de Nossa Senhora e de Jesus, tão preocupados com o mundo”.

Os elementos essenciais para este dia de oração são: unidos na mesma hora, através dos meios de comunicação social; uma hora de Adoração Eucarística reparadora; rezar o Terço; consagração ao Imaculado Coração de Maria; dia de jejum; confissões nas paróquias.

Para mais informações sobre o projeto, é possível acessar o site oficial (em espanhol) e a página no Facebook.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado São Sebastião, mártir e soldado de Cristo (20 de janeiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 20 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- “Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão”. Assim inicia a oração dedicada ao santo cuja memória litúrgica é celebrada neste 20 de janeiro pela Igreja e que tem sua vida resumida nessa pequena exortação.

Nascido em Narbonne, no século III, filho de uma família nobre, chegou a ser capitão da Guarda do Palácio Imperial em Roma.

Recebeu o batismo e sempre zelou por ele em sua vida e também na dos seus irmãos.  Era respeitado por todos e apreciado pelo imperador, que desconhecia sua qualidade de cristão. Cumpria a disciplina militar, mas não participava dos sacrifícios idolátricos.

Como bom cristão, exercitava o apostolado entre seus companheiros, visitava e alentava os cristãos presos por causa de Cristo.

Diz-se que um dia foi a um mártir que se sentia desencorajado diante das lágrimas de sua família. O santo o encorajou a ficar firme e dar a sua vida por Jesus Cristo. Desta forma, o homem pôde dar testemunho do glorioso martírio.

Até que, em certa ocasião, foi denunciado ao imperador, que o obrigou a escolher entre ser seu soldado ou seguir Jesus Cristo.

O santo respondeu dizendo que iria continuar a ser um seguidor de Cristo até o fim e foi condenado à morte por flechadas.

Os soldados, então, o levaram ao estádio, despiram-no, amarraram-no a um poste e lançaram sobre ele uma chuva de flechas, dando-o por morto.

Mas, seus amigos perceberam que ele ainda estava vivo. Uma mulher, esposa de um mártir, levou-o para sua casa, onde o manteve escondido. Ela cuidou dele até que ficou restabelecido.

Com a saúde recuperada, apresentou-se novamente diante do imperador, repreendendo-o por perseguir os cristãos.

O imperador, então, mandou que fosse açoitado e, desta vez, Sebastião não resistiu e acabou morrendo, por volta do ano 300.

Seu corpo foi jogado ao lamaçal, mas os cristãos o recolheram e o enterraram na Via Ápia, na célebre catacumba que leva o nome de São Sebastião, local venerado pelos cristãos desde os tempos antigos.

Em Roma, foi construída a basílica em sua honra. Durante séculos, o santo foi invocado como patrono contra a peste e contra os inimigos da religião.

Nesta data, ao recordar o glorioso mártir, trazemos a oração de São Sebastião:

Glorioso mártir São Sebastião, soldado de Cristo e exemplo de cristão, hoje vimos pedir a vossa intercessão junto ao trono do Senhor Jesus, nosso Salvador, por Quem destes a vida. Vós que vivestes a fé e perseverastes até o fim, pedi a Jesus por nós para que sejamos testemunhas do amor de Deus. Vós que esperastes com firmeza nas palavras de Jesus, pedi-Lhe por nós, para que aumente a nossa esperança na ressurreição. Vós que vivestes a caridade para com os irmãos, pedi a Jesus para que aumente o nosso amor para com todos. Enfim, glorioso mártir São Sebastião, protegei-nos contra a peste, a fome e a guerra; defendei as nossas plantações e os nossos rebanhos, que são dons de Deus para o nosso bem e para o bem de todos. E defendei-nos do pecado, que é o maior de todos os males. Assim seja.

Fonte: ACI digital



A Glória de Jesus-2° Domingo do Tempo Comum(Ano C)



A GLÓRIA DE JESUS

2º domingo do Tempo Comum – Ano C

Evangelho de João 2,1-11
* Naquele tempo, 1 houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2 Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3 Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4 Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isso a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5 Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6 Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas, cabiam mais ou menos cem litros. 7 Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8 Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9 O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10 O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11 Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

Reflexão

A GLÓRIA DE JESUS

Com o milagre em Caná da Galiléia, Jesus começou a manifestar sua glória e a despertar a fé em seus discípulos.


Para evitarmos conclusões apressadas, é mister entender bem a relação entre milagre e glória. Esta, resultante do milagre, manifestou-se no serviço prestado, de forma escondida e gratuita, a um casal em dificuldades, em plena festa de casamento. Pela bondade de Jesus, os noivos livraram-se de uma humilhação pública. Assim acontecia com aqueles, em cujas bodas, vinha a faltar vinho.


No entanto, tudo aconteceu de maneira discreta. A mãe de Jesus deu-se conta da situação. Fez chegar ao conhecimento do Filho o constrangimento por que os noivos estariam prestes a passar. Após um diálogo misterioso com sua mãe, Jesus entra em ação, dando ordem aos empregados. Só estes ficarão sabendo da origem daquele vinho delicioso, servido, por último, aos convidados.


Não consta que alguém mais ficou sabendo ter sido Jesus o autor do milagre e o tenham prestado honra por uma tal façanha.


Não foi esta a glória resultante do milagre, que o Mestre esperava. Sua glória consistiu em mostrar-se sensível e serviçal em relação ao casal em apuros.


(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)

Oração do Dia

Espírito de solidariedade e de serviço, diante das necessidades de tantos irmãos e irmãs, move-me a servi-los com generosidade, sem buscar aplausos.



domingo, 13 de janeiro de 2019

Papa Francisco: é em casa que a fé é transmitida


Na Festa do Batismo do Senhor, o Papa presidiu à Celebração Eucarística na Capela Sistina com o Rito do Batismo de 27 crianças. Francisco destacou o papel dos pais na transmissão da fé, pedindo também a eles para nunca brigarem diante das crianças.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

Um sinfonia diferente na Capela Sistina na manhã deste domingo, Festa do Batismo do Senhor,  uniu às vozes do Coral Pontifício o choro e o balbuciar das crianças que foram batizadas pelo Santo Padre. Eram 27, acompanhadas pelos pais, padrinhos e madrinhas.

Em sua breve homilia, pronunciada de forma espontânea, o Papa enfatizou a importância do testemunho dos pais na transmissão da fé: É em casa que a fé é transmitida!

“Vocês pedem a fé à Igreja para os filhos de vocês. E hoje eles receberão o Espírito Santo, o dom da fé em seus corações, na sua alma. Mas esta fé, depois, deve se desenvolver, crescer”.

Papel dos pais na transmissão da fé

Mas antes de estudar a fé na Catequese que as crianças frequentarão mais adiante – chamou a atenção Francisco  – “a fé é transmitida. E este é um trabalho que diz respeito a vocês. É uma missão que vocês recebem hoje. Transmitir a fé. A transmissão da fé e isso se faz em casa. Porque a fé é sempre transmitida em dialeto, o dialeto da família, o dialeto da casa, no ambiente da casa.”

A missão dos pais, portanto, é “transmitir a fé com o exemplo, com as palavras, ensinando a fazer o sinal da cruz, acrescentou. E isso é importante. Há crianças que não sabem fazer o sinal da  cruz (…). Mas o importante, é transmitir a fé com a vida de fé de vocês. Que vejam  o amor dos cônjuges, que vejam a paz da casa, que vejam que Jesus está ali”.

Nunca brigar diante das crianças

Francisco então, dá um conselho aos pais:

“Nunca briguem diante das crianças. Nunca! É normal que os esposos briguem, é normal! Seria estranho se não. Mas façam de forma que eles não ouçam, não vejam. Vocês não sabem a angústia que tem uma criança quando vê os pais brigarem! Permitam-me este conselho, que ajudará vocês a transmitir a fé (…)”.

“É ruim brigar?”, pergunta o Papa. “Nem sempre. É normal, é normal”, responde. “Mas que as crianças não vejam, não escutem, pela angústia”, insiste.

“Mas tenham em mente isto”, reiterou o Pontífice: “A missão de vocês é transmitir a fé a eles, transmiti-la em casa, porque ali se aprende a fé. Depois se estuda na catequese”.

Deixando todos bem à vontade no recinto adornado com afrescos de Michelangelo, Rafael, Perugino e Sandro Botticelli, Francisco disse às mães para não se constrangerem em amamentar as crianças:

“Vocês sabem que as crianças se sentem hoje em um ambiente que é estranho: muito calor, estão cobertas. E sentem o ar abafado – isto por primeiro – e depois choram porque tem fome, tem fome. E um terceiro motivo do choro é o “choro preventivo”. Como algo estranho, não? Não sabem o que acontecerá, “mas primeiro eu choro e depois vejamos…”. É uma defesa. Eu digo para vocês: que estejam acomodados. Cuidem para não cobri-los muito, e se choram de fome, os amamentem. Digo às mães: “Amamentem as crianças, tranquilas, o Senhor quer isto”. Porque elas – onde está o perigo?” – também têm uma vocação polifônica. Um começa a chorar, e o outro faz o contraponto, e o outro, e depois isto se torna um coral de choro. E assim sigamos em frente com esta cerimônia em paz, com a consciência que cabe a vocês a transmissão da fé”.

Fonte: Vatican News


Papa: no Batismo estão as raízes de nossa vida em Deus

"Como Jesus após o seu Batismo, deixemo-nos ser guiados pelo Espírito Santo em tudo o que fazemos. Mas para isso, devemos invocá-lo! Aprendamos a invocar o Espírito Santo com mais frequência, em nossos dias, para poder viver com amor as coisas ordinárias, e assim, torná-las extraordinárias", foi a exortação do Papa Francisco ao final do tradicional encontro dominical na Praça São Pedro.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

“Renovo a todos o convite para manter viva a memória do próprio Batismo. Ali estão as raízes da nossa vida em Deus; as raízes da nossa vida eterna, que Jesus Cristo nos deu com a sua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição”.

No Angelus na Festa do Batismo do Senhor, o Papa Francisco voltou a pedir para não esquecermos a data de nosso Batismo: “Que seja uma data guardada em nosso coração para festejá-la todos os anos”, e convidou a invocarmos “com mais frequência o Espírito Santo”, “para poder viver com amor as coisas ordinárias, e assim, torná-las extraordinárias”.

Em sua alocução, o Papa destaca que “a liturgia nos chama a conhecer mais plenamente Jesus” e por isso o Evangelho do dia, “ilustra dois elementos importantes: a relação de Jesus com as pessoas e a relação de Jesus com o Pai”.

Jesus com a multidão

Dirigindo-se aos milhares de peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Pontífice chama a atenção para o fato de que todo o povo que estava presente na cena do Batismo “não é apenas um pano de fundo”,  mas “um componente essencial do evento. Antes de mergulhar na água, Jesus "mergulha" na multidão, une-se a ela assumindo plenamente a condição humana, compartilhando tudo, exceto o pecado”.

“Em sua santidade divina, cheia de graça e de misericórdia, disse o Papa, o Filho de Deus se fez carne justamente para tomar sobre si e tirar o pecado do mundo. Assumir as nossas misérias, a nossa condição humana”. Deixando-se batizar por João, Jesus “manifesta a lógica e o sentido de sua missão”:

Fonte: Vatican News



Festa do Batismo do Senhor-Tempo do Natal(Ano C)



O FILHO AMADO

Festa do Batismo do Senhor

Tempo do Natal – Ano C

Evangelho de Lucas 3,15-16.21-22
* Naquele tempo, 3 15 como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,
16 ele tomou a palavra, dizendo a todos: “Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo”.
21 Quando todo o povo ia sendo batizado, também Jesus o foi. E estando ele a orar, o céu se abriu
22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e veio do céu uma voz: “Tu és o meu Filho bem-amado; em ti ponho minha afeição”.’”»

Reflexão

O FILHO AMADO

A cena do batismo revela o traço fundamental da identidade de Jesus: sua condição de Filho amado de Deus. Outro elemento importante desta identidade é oferecido pelo quadro trinitário no qual a revelação é feita. Do céu, o Pai se dirige ao Filho, e o Espírito Santo desce sobre ele, em forma de pomba. A origem divina de Jesus fica, assim, perfeitamente evidenciada. Ele provém do seio da Trindade, em cujo nome exercerá sua missão.
Daqui decorrem dois eixos da ação histórica de Jesus. Ela se desenrolará na mais absoluta fidelidade a Deus, refletindo-se nela o agir divino em favor da humanidade. Da fidelidade decorrerá a liberdade. Jesus não suportará que criatura alguma, nem mesmo as tradições religiosas se imponham em sua vida, de forma absoluta. Ele jamais suportou a tirania da Lei e dos costumes do povo quando, contrastavam com o projeto do Reino de Deus.
A pessoa e a ação de Jesus, sendo baseadas na fidelidade e na liberdade, suscitarão constantes conflitos. Apesar disto, como Filho amado, ele não abrirá mão do projeto traçado pelo Pai..

Oração do Dia

Deus eterno e todo-poderoso, que, sendo Cristo batizado no Jordão e pairando sobre ele o Espírito Santo, o declarastes solenemente vosso Filho, concedei aos vossos filhos adotivos, renascidos da água e do Espírito Santo, perseverar constantemente em vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



domingo, 6 de janeiro de 2019

Papa: só encontra o mistério de Deus quem deixa os apegos mundanos


"Para encontrar Jesus, deve-se planejar um itinerário diferente, deve-se tomar outro caminho: o d’Ele, o caminho do amor humilde. E deve-se perseverar nele. Os Magos, tendo encontrado Jesus, regressaram ao seu país por outro caminho, diferente do de Herodes, distinto do caminho do mundo", disse Francisco.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco celebrou a missa, na Basílica de São Pedro, neste domingo (06/01), Solenidade da Epifania do Senhor.

“Epifania: esta palavra indica a manifestação do Senhor, que se revela, como diz São Paulo, na segunda Leitura, aos gentios, hoje representados pelos Magos. Desvenda-se, assim, a verdade sublime que Deus veio para todos: todas as nações, línguas e povos são acolhidos e amados por Ele. Símbolo disso é a luz, que tudo alcança e ilumina”, disse o Pontífice em sua homilia.

“Ora, se é verdade que o nosso Deus Se manifesta para todos, surpreende, porém, o modo como o faz. O Evangelho nos mostra um movimento de gente desencadeado em torno do palácio do rei Herodes, precisamente quando Jesus é designado como rei: «Onde está,  perguntam os Magos, o rei dos judeus que acaba de nascer?» O encontrão, mas não onde pensavam: não no palácio real de Jerusalém, mas numa casa humilde de Belém.”

Confundir a luz de Deus com as luzes do mundo

Segundo o Papa, “o mesmo paradoxo aparecera nos textos de Natal, quando o Evangelho falava do recenseamento de toda a terra no tempo do imperador Augusto e do governador Quirino. Mas, nenhum dos poderosos de então percebeu ter nascido, nos seus dias, o Rei da história. E mais tarde quando Jesus, pelos trinta anos, se manifesta publicamente, tendo João Batista como precursor, de novo o Evangelho nos proporciona uma solene apresentação do contexto: depois de elencar todos os «grandes» de então, tanto no poder secular como no religioso, Tibério César, Pôncio Pilatos, Herodes, Filipe, Lisânias, os sumos-sacerdotes Anás e Caifás, conclui: «a Palavra de Deus foi dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto», ou seja, a nenhum dos grandes foi dirigida, mas a um homem que se retirara para o deserto. Eis a surpresa: Deus não sobe no palco do mundo para se manifestar.”

“Ao ouvir aquela lista de personagens ilustres, poderia vir a tentação de «fixar os holofotes» nelas. Poderíamos pensar: teria sido melhor se a estrela de Jesus aparecesse em Roma, na colina do Palatino, onde reinava Augusto sobre o mundo; todo o império teria se tornado cristão imediatamente. Ou então, se tivesse iluminado o palácio de Herodes, este poderia ter feito o bem em vez do mal. Mas, a luz de Deus não vai para quem brilha de luz própria. Deus propõe-se, não se impõe; ilumina, mas não ofusca. É sempre grande a tentação de confundir a luz de Deus com as luzes do mundo.”

Levantar-se e prontificar-se a caminhar

“Quantas vezes corremos atrás dos clarões sedutores do poder e da ribalta, convencidos de que prestamos um bom serviço ao Evangelho! Mas, assim, voltamos os holofotes para o lado errado, porque Deus não estava lá. A sua luz amável resplandece no amor humilde. Além disso, quantas vezes tentamos, como Igreja, brilhar de luz própria! Mas, não somos nós o sol da humanidade; somos a lua que, mesmo com as suas sombras, reflete a luz verdadeira, o Senhor: Ele é a luz do mundo. Ele…, não nós!”

Francisco destacou que “a luz de Deus vai para quem a acolhe. Isaías, na primeira Leitura, nos lembra que a luz divina não impede as trevas e o nevoeiro denso de cobrirem a terra, mas resplandece em quem está pronto a recebê-la. Por isso, o profeta dirige um convite, que interpela a cada um: «Levanta-te e brilhe».”

“É preciso levantar-se, isto é, erguer-se do próprio sedentarismo e prontificar-se a caminhar. Caso contrário, fica-se parado como os escribas consultados por Herodes, que sabiam bem onde nascera o Messias, mas não se moveram. Além disso, é preciso revestir-se de Deus – que é a luz – todos os dias, até que Jesus se torne a nossa vestimenta diária. Mas, para usar a vestimenta de Deus, que é simples como a luz, primeiro é preciso desfazer-se das roupas pomposas.”

Planejar um itinerário diferente

“Caso contrário, faz-se como Herodes, que preferia as luzes terrenas do sucesso e do poder à luz divina. Ao invés, os Magos realizam a profecia, levantam-se para serem revestidos de luz. E são os únicos que veem a estrela no céu: nem os escribas, nem Herodes, ninguém em Jerusalém a viu. Para encontrar Jesus, deve-se planejar um itinerário diferente, deve-se tomar outro caminho: o d’Ele, o caminho do amor humilde. E deve-se perseverar nele. De fato, na conclusão do Evangelho de hoje, diz-se que os Magos, tendo encontrado Jesus, «regressaram ao seu país por outro caminho». Outro caminho, diferente do de Herodes, distinto do caminho do mundo. Um caminho como o percorrido pelos que estão com Jesus, no Natal: Maria e José, os pastores. Eles, como os Magos, deixaram suas casas e tornaram-se peregrinos pelos caminhos de Deus. Com efeito, só encontra o mistério de Deus quem deixa os próprios apegos mundanos e se põe a caminho.”

Para Francisco, “o mesmo vale para nós. Não basta saber onde nasceu Jesus, como os escribas, se não caminhamos até esse onde. Não basta saber que Jesus nasceu, como Herodes, se não o vamos encontrar. Quando o seu onde se torna o nosso onde, o seu quando o nosso quando, a sua pessoa a nossa vida, então cumprem-se em nós as profecias. Então Jesus nasce dentro e torna-se Deus vivo para mim.”

“Hoje, somos convidados a imitar os Magos. Eles não discutem, mas caminham; não ficam olhando, mas entram na casa de Jesus; não se colocam no centro, mas se prostram aos pés d’Ele, que é o centro; não se fixam nos seus planos, mas se prontificam a tomar outro caminho. Nos seus gestos, temos um contato estreito com o Senhor, uma abertura radical a Ele, um envolvimento total com Ele. Com Ele, usam a linguagem do amor, a própria linguagem que Jesus, ainda infante, já fala. De fato, os Magos vão até o Senhor, não para receber, mas para dar. Perguntemo-nos: no Natal, levamos algum presente a Jesus, pela sua festa, ou trocamos presentes apenas entre nós?”

Ouro, incenso e mirra

“Se fomos até o Senhor de mãos vazias, hoje podemos remediar. Com efeito, o Evangelho contém por assim dizer uma pequena lista de presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro, considerado o elemento mais precioso, nos lembra que, a Deus, deve ser dado o primeiro lugar. Deve ser adorado. Mas, para isso, é preciso privar-se a si mesmo do primeiro lugar e considerar-se necessitado, não autossuficiente.”

“E aqui entra o incenso, que simboliza o relacionamento com o Senhor, a oração, que se eleva para Deus como perfume. Ora, como o incenso para exalar o seu perfume se deve queimar, assim também para a oração é preciso «queimar» um pouco de tempo, gastá-lo para o Senhor. Mas fazê-lo de verdade, e não só em palavras. A propósito de fatos, entra a mirra, unguento que seria utilizado ao envolver amorosamente o corpo de Jesus descido da cruz. Agrada ao Senhor que cuidemos dos corpos provados pelo sofrimento, da sua carne mais frágil, de quem ficou para trás, de quem só pode receber não tendo nada de material para retribuir.”

O Papa concluiu a homilia, dizendo que “é preciosa aos olhos de Deus a misericórdia com quem não tem para restituir, a gratuidade. Neste tempo de Natal que está para terminar, não percamos a ocasião para dar um lindo presente ao nosso Rei, que veio para todos, não nos cenários faustosos do mundo, mas na pobreza luminosa de Belém. Se o fizermos, resplandecerá sobre nós a sua luz”.

Fonte: Vatican News



Quem eram os Reis Magos e por que se chamam Melchior, Gaspar e Baltazar?


REDAÇÃO CENTRAL, 05 Jan. 19 / 01:00 pm (ACI).- No domingo, 6 de janeiro, a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor, quando se recorda a adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus em Belém. Mas, será que eles eram reis ou magos e seus nomes eram mesmo Melchior, Gaspar e Baltazar? Um sacerdote e teólogo explica estas questões.

Padre Miguel Fuentes, do Instituto do Verbo Encarnado (IVE), explica no site "El Teólogo Responde" que "o termo 'magos' (magoi) que aparece em Mt 2,1 se refere àqueles que eram denominados ‘sábios’ na antiguidade".

"Neste caso, foram homens sábios que vieram do 'Oriente' (Mt 2,1), que pode ser uma referência a Arábia, Mesopotâmia ou algum outro território mais a leste da Palestina".

Pe. Fuentes afirma que "o fato de terem sido guiados por uma estrela (Mt 2,2) sugere que eles eram instruídos em astrologia ou em ciência da navegação e cálculo do tempo por meio das configurações estelares".

"Além de uma tribo de Média chamada assim, os magos aparecem, em sua primeira época, como uma casta sacerdotal de Média e da Pérsia. Eles se dedicaram ao estudo da sabedoria. Estrabão diz que eles eram ‘zelosos observadores da justiça e da virtude’. E Cícero diz que eles são ‘a classe de sábios e doutores na Pérsia’”.

Pe. Fuentes assinala que foi o escritor e teólogo Orígenes, do século III, "quem disse pela primeira vez que foram três magos em virtude dos três presentes oferecidos ao Menino".

O sacerdote afirma ainda que, "antes do século VI, nenhum autor afirmava expressamente que eles eram reis, com exceção de Tertuliano, que sugeriu que eles eram ‘quase reis’".

"Isto se tornou popular por interpretar assim a referência ao Salmo 72,10 (os reis da terra se prosternarão e lhe oferecerão os seus dons) que parece estar implícita no relato de São Mateus".

"A arte já os apresenta como reis desde o século VIII, enquanto nas pinturas das catacumbas de Santa Priscila, do início do século II-IV, são representados apenas como nobres persas", assinala.

No entanto, acrescenta, "o Novo Testamento não fala sobre o número nem sobre a sua suposta realeza".

A partir do século VIII, continua Pe. Fuentes, os Reis Magos "receberam nomes, com algumas variações (os primeiros foram Bithisarea, Melchior e Gathaspa)".

"Os nomes atuais de Gaspar, Melchior e Baltazar, foi-lhes atribuído no século IX pelo historiador Agnello, em sua obra 'Pontificalis Ecclesiae Ravennatis'".

"Na Idade Média, eles foram até mesmo venerados como santos", diz.

"A cena dos magos adorando o Menino Jesus se tornou o tema favorito na arte dos baixos-relevos, miniaturas e vitrais", conclui.

Fonte: ACI digital

7 coisas que talvez não saiba sobre a Epifania e os famosos Reis Magos

REDAÇÃO CENTRAL, 06 Jan. 19 / 06:00 am (ACI).- Neste domingo, a Igreja celebra a Epifania do Senhor, que faz referência à seguinte passagem da visita dos Magos do Oriente ao Menino Jesus: “Entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra” (Mt 2,11). Confira a seguir sete coisas que talvez você não sabia acerca dos Reis Magos e da Epifania.

1. A Igreja celebra três Epifanias

A festa dos Reis Magos ou Dia dos Santos Reis é conhecida como Epifania, palavra que em grego significa manifestação, no sentido de que Deus se revela e se manifesta.

Entretanto, a Igreja celebra como Epifanias três manifestações da vida de Jesus: a Epifania diante dos Magos do Oriente (manifestação aos pagãos), a Epifania do Batismo do Senhor (manifestação aos judeus) e a Epifania das bodas de Caná (manifestação aos seus discípulos).

2. É a segunda festa mais antiga

A Festa da Epifania é uma das mais antigas dos cristãos, provavelmente a segunda depois da Festa da Páscoa. Teve início no Oriente e logo passou a ser comemorada no Ocidente, por volta do século IV.

Dizem que no princípio os cristãos comemoravam as três epifanias em uma mesma data. Inclusive, em algumas igrejas orientais, nesta festa comemoram o nascimento de Cristo, mas foi somente até o século IV, quando começou a festividade romana do Natal.

Na Idade Média, a Epifania pouco a pouco passou a ser mais conhecida como a festa dos Reis Magos. Atualmente, a Igreja Católica celebra as três epifanias em diferentes datas do calendário litúrgico.

3. Um santo definiu a data


Alguns estudos comprovam que a Epifania passou a ser celebrada no dia 6 de janeiro porque neste dia era comemorado o nascimento de Aion, o deus pagão da metrópole de Alexandria, que supostamente estava relacionado com o deus sol. Do mesmo modo, também porque desde esta época, celebravam no Egito o solstício de inverno no dia 6 de janeiro.

No século IV, Santo Eusébio de Cesárea e São Jerônimo, assim como Santo Epifânio no século VI, disseram que os reis encontraram o Menino antes de completar dois anos de idade.

Entretanto, Santo Agostinho (séculos IV e V) em seus sermões sobre a Epifania afirmou que chegaram 13 dias depois do nascimento do Senhor. Ou seja, no dia 6 de janeiro do calendário atual.

4. Reis por tradição

São Mateus, o único evangelista que fala sobre os Reis Magos na Bíblia, explica que eram do Oriente, uma região que, para os judeus, eram os territórios da Arábia, Pérsia ou Caldeia. Por outro lado, os orientais chamavam os doutores de “magos”.

“Mago” na língua persa significava “sacerdote” e justamente os magos (“magoi” em grego) eram um grupo de sacerdotes persas ou babilônios. Eles não conheciam a revelação divina como os judeus, mas estudavam as estrelas a fim de procurar Deus.

A tradição chamou de “reis” aos magos de acordo com o Salmo 72 (10-11) que diz: “Os reis de Társis e das ilhas trarão presentes; os reis da Arábia e Etiópia oferecerão dons. E todos os reis se prostrarão perante ele; todas as nações o servirão”.

5. Poderiam ser mais de três

São Leão Magno e São Máximo do Turim, séculos IV e V respectivamente, falam de três magos provavelmente não por se apoiar em alguma tradição, mas sim talvez pelos três presentes que descreve o evangelista.

Nos primeiros séculos há representações pictóricas nas quais aparecem dois, quatro, seis e até oito magos. Entretanto, o afresco mais antigo da adoração dos magos data do século II e se encontra em um arco da capela grega das catacumbas romanas de Priscila e ali aparecem três.

6. A origem de seus nomes, fisionomias e presentes

Os nomes dos magos não aparecem nas Sagradas Escrituras, mas a tradição lhes deu certos nomes. Em um manuscrito do final do século VII, aparece que se chamavam Bitisarea, Melchor e Natasa, mas, no século IX, começou-se a propagar que eram Gaspar, Melchior e Baltazar.

Melchior é caracterizado geralmente como um idoso branco com barba em representação da região europeia e oferece ao Menino o ouro pela realeza de Cristo. Gaspar representa a área asiática e leva o incenso pela divindade de Jesus. Enquanto Baltazar é negro pelos provenientes da África e presenteia o Salvador com mirra, substância que se utilizava para embalsamar cadáveres e simboliza a humanidade do Senhor.

Na época em que se começou a representá-los com estas características não se tinha conhecimento da América. Além disso, os três fazem referência às idades do ser humano: juventude (Gaspar), maturidade (Baltazar) e velhice (Melchior).

7. A estrela teria sido uma conjunção de planetas

Sobre a estrela de Belém que os Reis Magos viram, foram construídas várias hipóteses. Inicialmente, dizia-se que foi um cometa, mas estudos de astronomia revelam que, ao que tudo indica, deveu-se à conjunção dos planetas Saturno e Júpiter na constelação de Peixes.

Neste sentido, os Reis Magos possivelmente decidem viajar em busca do Messias porque, na antiga astrologia, Júpiter era considerado como a estrela do Príncipe do mundo; a constelação de Peixes, como o sinal do final dos tempos; e o planeta Saturno no Oriente, como a estrela da Palestina.

Ou seja, presume-se que os “sábios do Oriente” entenderam que o Senhor do final dos tempos apareceria naquele ano na Palestina.

É provável que os Reis Magos soubessem algumas profecias messiânicas dos judeus e, por isso, chegaram a Jerusalém, ao palácio de Herodes, perguntando pelo rei dos judeus.

Fonte: ACI digital

São Tomé ordenou bispos os Reis Magos? Isto é o que diz uma tradição antiga

REDAÇÃO CENTRAL, 05 Jan. 19 / 03:00 pm (ACI).- Segundo uma antiga tradição cristã, os Reis Magos citados por São Mateus no segundo capítulo do seu Evangelho, poderiam ter sido ordenados bispos pelo apóstolo São Tomé.

Citado pela Catedral de Colônia (Alemanha), onde estão guardadas as relíquias dos Reis Magos, Dr. Klaus Hardering, formado em história da arte, faz referência a esta história que remonta a antes do século XIV e que ficou expressa em obras de arte antigas.

De fato, na obra conhecida como Cancela dos Reis Magos, exposta na Catedral de Colônia, é possível ver diferentes momentos da vida daqueles que também ficaram conhecidos como os “sábios do oriente”.

"As duas primeiras cenas ilustram dois acontecimentos narrados na Bíblia: a visão da estrela e a adoração dos Reis Magos. As cenas posteriores, que são a consagração episcopal dos Reis Magos pelo apóstolo Tomé e a sua sepultura, são retiradas de lendas surgidas sobre eles em Colônia com data anterior a 1340".

As três últimas cenas da Cancela dos Reis Magos "mostram as diferentes estações que as relíquias" dos homens sábios do Oriente "percorreram na sua longa viagem para Colônia, via Constantinopla e Milão".

A tradição antiga afirma que, após a morte de Cristo, São Tomé viajou para o Oriente e se encontrou com os Reis Magos, batizou-os e os ordenou bispos. Todos os três acabariam morrendo como mártires.

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, encontrou as relíquias dos Reis Magos no início do século IV e as levou para Constantinopla, atual Istambul (Turquia).

Três séculos mais tarde, Santo Eustórgio, bispo de Milão (Itália), viajou a Constantinopla para o imperador aceitar sua nomeação episcopal e recebeu como presente as relíquias dos Reis Magos.

Em 1161, o imperador Frederico I de Hohenstaufen, conhecido como Barbarossa, sitiou Milão e ameaçou matar o seu prefeito. O Arcebispo de Colônia e chanceler do imperador, Rainald von Dassel, negociou as relíquias, guardadas em um convento, pela vida do governante local.

Foi assim que as relíquias foram levadas para Colônia, onde estão até hoje.

Fonte: ACI digital



Solenidade da Epifania do Senhor-Tempo do Natal(Ano C)



Solenidade da Epifania do Senhor

Tempo do Natal – Ano C

Evangelho de Mateus 2,2-12
* 2 1 Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém.
2 Perguntaram eles: "Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo".
3 A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele.
4 Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo.
5 Disseram-lhe: "Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta:
6 ‘E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo’".
7 Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido.
8 E, enviando-os a Belém, disse: "Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo".
9 Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou.
10 A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria.
11 Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.
12 Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.’"

Reflexão

Guiados Pela Estrela

A intenção dos magos era muito simples. Guiados pela estrela, procuravam o “rei dos judeus”, com a objetivo de prestar-lhe homenagem. Tratava-se de astrólogos orientais que misturavam seus conhecimentos dos astros com a predição do futuro, o qual, segundo eles, os próprios astros comunicavam. Este foi o motivo que os levou à cidade santa de Jerusalém. Entretanto, o desfecho de sua busca foi encontrar o Messias de Israel, salvador da humanidade.

Um texto do Antigo Testamento afirmava: “Surgirá um astro de Jacó e se levantará um cetro em Israel”. A partir disto, passou-se a relacionar o Messias e com a estrela. Tanto assim que um dos muitos pretendentes ao título de Messias ficou conhecido, em Israel, com o apelido de “Filho da Estrela”. Portanto, a estrela apontava para o recém-nascido Messias Jesus, e guiou os magos até o lugar onde ele se encontrava.


As lideranças religiosas de Jerusalém, seguras com a sabedoria que possuíam, não chegavam a perceber o que para os pagãos parecia visível: a presença da salvação na história humana. Quiçá a segurança religiosa que julgavam possuir os tornava pouco atentos aos verdadeiros desígnios de Deus. Os pagãos demonstraram mais sensibilidade. Por isso, foram recompensados com a graça de serem de fato os primeiros a reconhecer o Messias Jesus, mesmo não sendo este o motivo primeiro de sua viagem. Sua busca, portanto, foi recompensa muito além de suas expectativas.

Oração do Dia

Ó Deus, que hoje revelastes o vosso filho às nações, guiando-as pela estrela, concedei aos vossos servos e servas, que já vos conhecem pela fé, contemplar-vos um dia face a face no céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Papa aos bispos dos EUA sobre crise de abuso: oração e discernimento


O Papa Francisco escreve aos Bispos dos Estados Unidos em seu retiro espiritual. No contexto dos escândalos de abuso, ele pede "conversão" e "comunhão fraterna", em oposição a soluções meramente administrativas.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco enviou uma carta aos Bispos da Conferência Episcopal dos Estados Unidos reunidos desde a última quarta-feira (02/01) no seminário de Mundelein, na Arquidiocese de Chicago, para um retiro espiritual. Será uma semana de oração como pediu o Papa Francisco no convite dirigido a toda a Conferência episcopal do país, no contexto do escândalo dos abusos que atingiu a Igreja nos EUA.

Na sua carta o Santo Padre escreve que no último dia 13 de setembro, durante o encontro que teve com a Presidência da Conferência Episcopal, propôs “que fizéssemos juntos os Exercícios Espirituais: um tempo de retiro, oração e discernimento como elo necessário e fundamental no caminho para enfrentar e responder evangelicamente à crise de credibilidade que vocês atravessam como Igreja. Vemos isso no Evangelho, o Senhor nos momentos importantes de sua missão se retirava e passava a noite inteira em oração e convidava seus discípulos a fazer o mesmo”. “Sabemos – continua o Papa - que a importância dos eventos não resiste a qualquer resposta ou atitude; pelo contrário, exige de nós pastores a capacidade e sobretudo a sabedoria de gerar uma palavra, fruto de escuta sincera, orante e comunitária da Palavra de Deus e da dor do nosso povo. Uma palavra gerada na oração do pastor que, como Moisés, luta e intercede pelo seu povo”.

No encontro, - escreve o Papa Francisco – “expressei ao cardeal DiNardo e aos bispos presentes o meu desejo de acompanhá-los pessoalmente por alguns dias, nestes Exercícios Espirituais, o que foi acolhido com alegria e esperança. Como sucessor de Pedro, gostaria de unir-me a vocês e com vocês implorar ao Senhor que envie o seu Espírito capaz de "renovar todas as coisas" e mostrar os caminhos de vida que, como Igreja, somos chamados a seguir para o bem de todas as pessoas que nos foram confiadas. Apesar dos esforços realizados, devido a problemas logísticos, não poderei acompanhá-los pessoalmente. Esta carta – sublinha o Santo Padre - quer compensar, de alguma forma, a viagem não realizada. Também me alegra que vocês tenham aceitado a oferta que seja o pregador da Casa Pontifícia a guiar os Exercícios Espirituais com sua sábia experiência espiritual.

Com estas linhas, desejo estar mais perto de vocês e como irmão refletir e compartilhar alguns aspectos que considero importantes, e também estimulá-los na oração e nos passos que vocês dão na luta contra a "cultura do abuso" e na maneira de enfrentar a crise de credibilidade.

“Entre vós não deve ser assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós seja o servo de todos” (Mc 10, 43-44). Estas palavras, com as quais Jesus encerra a discussão e ressalta a indignação que nasce entre os discípulos quando ouvem Tiago e João pedir para sentarem-se à direita e à esquerda do Mestre, servirão como guia nesta reflexão que desejo realizar com vocês.

Francisco evidencia na sua carta que o Evangelho não tem medo de revelar e destacar certas tensões, contradições e reações que existem na vida da primeira comunidade de discípulos; pelo contrário, parece fazê-lo ex-professo: busca pelos primeiros lugares, ciúmes, invejas, arranjamentos e acomodações. Assim também como todas as intrigas e complôs que, às vezes secretamente e outras publicamente, se organizavam em torno da mensagem e da pessoa de Jesus pelas autoridades políticas, religiosas e dos mercadores da época. Conflitos que aumentavam à medida que se aproximava a Hora de Jesus no seu dom de si mesmo na cruz, quando o príncipe deste mundo, o pecado e a corrupção pareciam ter a última palavra contaminando tudo de amargura, desconfiança e murmúrio.

Como profetizou o idoso Simeão,  - continua o Papa Francisco na sua carta - os momentos difíceis e cruciais têm a capacidade colocar à luz os pensamentos íntimos, as tensões e as contradições que habitam pessoal e comunitariamente nos discípulos. Ninguém pode ser considerado isento disso; somos convidados como comunidade a vigiar para que, nesses momentos, nossas decisões, opções, ações e intenções não sejam viciadas (ou menos viciadas possível) por estes conflitos e tensões internas, e sejam, acima de tudo, uma resposta ao Senhor que é vida para o mundo. Nos momentos de maior turbamento, é importante prestar atenção e discernir para ter um coração livre de compromissos e de aparentes certezas para ouvir o que mais agrada ao Senhor na missão que nos foi confiada. Muitas ações podem ser úteis, boas e necessárias e até podem parecer corretas, mas nem todas têm "sabor" de Evangelho. Se vocês permitem dizer de modo coloquial: é preciso fazer atenção para que "o remédio não se torne pior do que a doença". E isso requer de nós sabedoria, oração, muita escuta e comunhão fraterna.

Na continuação da carta o Papa Francisco destaca os dois pontos: 1 “Entre vós não deve ser assim”. 2 “Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós seja o servo de todos”.

O Papa destaca que nos últimos tempos, a Igreja nos Estados Unidos foi abalada por muitos escândalos que afetam sua credibilidade no sentido mais profundo. Tempos tempestuosos na vida de tantas vítimas que sofreram em sua carne o abuso de poder, de consciência e sexual por parte de ministros ordenados, consagrados, consagradas e fiéis leigos; tempos tempestuosos e de cruz para essas famílias e todo o povo de Deus.

A credibilidade da Igreja tem sido fortemente questionada e debilitada por esses pecados e crimes, mas especialmente pelo desejo de dissimulá-los e escondê-los, o que gerou um maior sentimento de insegurança, de desconfiança e de falta de proteção nos fiéis. A atitude de ocultação, como sabemos, longe de ajudar a resolver os conflitos, permitiu-lhes perpetuar-se e ferir mais profundamente o entrelaçamento de relações que hoje somos chamados a curar e recompor.

Estamos conscientes – continua Francisco - de que os pecados e os crimes cometidos e todas as suas repercussões em nível eclesial, social e cultural criaram uma marca e uma ferida profunda no coração do povo fiel. Encheram-no de perplexidade, desconcerto e confusão; e isso serve muitas vezes como uma desculpa para continuamente desacreditar e questionar a vida doada de tantos cristãos que "mostram o imenso amor pela humanidade inspirada no Deus feito homem" (Evangelii gaudium, n ° 76). Sempre que a palavra do Evangelho atrapalha ou se torna desconfortável, não são poucas as vozes que pretendem silenciá-la, sinalizando o pecado e as incongruências dos membros da Igreja e, mais ainda, de seus pastores.

A luta contra a cultura do abuso,  - escreve ainda o Santo Padre - a ferida na credibilidade, bem como o desconcerto, a confusão e descrédito na missão exigem, e exigem de nós, uma nova e decisiva atitude para resolver o conflito. "Vocês sabem que aqueles que se consideram governantes - nos diria Jesus - dominam as nações como se fossem os patrões, e os poderosos fazem sentir sua própria autoridade. Isso não deve acontecer entre vocês". A ferida na credibilidade requer uma abordagem particular, porque não se resolve por decretos voluntários ou simplesmente estabelecendo novas comissões ou melhorando os organogramas de trabalho como se fôssemos chefes de uma agência de recursos humanos. Uma similar visão acaba reduzindo a missão do pastor da Igreja a uma mera tarefa administrativa/organizacional no "empreendimento da evangelização. “Sejamos claros, muitas dessas coisas são necessárias, mas insuficientes, porque não conseguem assumir e enfrentar a realidade em sua complexidade e correm o risco de acabar reduzindo tudo as problemas organizacionais”.

A ferida na credibilidade toca em nível neurológico os nossos modos de se relacionar, escreve o Pontífice. “Podemos constatar que existe um tecido vital que foi danificado e, como artesãos, somos chamados a reconstruir. Isso implica a capacidade - ou não - de termos como comunidade de construir vínculos e espaços saudáveis e maduros, capazes de respeitar a integridade e a intimidade de cada pessoa. Implica a capacidade de convocar para despertar e infundir confiança na construção de um projeto comum, amplo, humilde, seguro, sóbrio e transparente. E isso requer não apenas uma nova organização, mas também a conversão de nossa mente (metanoia), de nossa maneira de rezar, de administrar poder e o dinheiro, de viver a autoridade e também de como nos relacionamos uns com os outros e com o mundo”.

Uma nova época eclesial precisa basicamente de pastores mestres de discernimento na passagem de Deus para a história de seu povo e não de simples administradores, pois as ideias se debatem, mas as situações vitais são discernidas. Portanto, em meio à desolação e à confusão que as nossas comunidades vivem, nosso dever é - em primeiro lugar - encontrar um espírito comum capaz de nos ajudar no discernimento, não para obter a tranquilidade fruto de um equilíbrio humano ou de um voto democrático que faça "vencer" uns sobre os outros, isso não!

Mas um modo colegialmente paternal de assumir a situação atual que proteja - acima de tudo - do desespero e da orfandade espiritual o povo que nos foi confiado. Isso nos permitirá mergulhar melhor na realidade, tentando entendê-la e ouvi-la de dentro, sem permanecer prisioneiros.

Sabemos – sublinha o Papa - que os momentos de dificuldade e de provação geralmente ameaçam a nossa comunhão fraterna, mas também sabemos que podem ser transformados em momentos de graça que fortalecem nossa dedicação a Cristo e a tornam crível. Essa atitude nos pede a decisão de abandonar como modus operandi o descrédito e a deslegitimação, a vitimização e a reprovação no modo de se relacionar e, ao contrário, dar espaço à brisa suave que só o Evangelho pode nos oferecer.

Não nos esqueçamos que "a falta de um reconhecimento sincero, sofrido e orante de nossos limites é o que impede à graça de agir melhor em nós, pois não se deixa espaço para provocar esse possível bem que se integra em um caminho sincero e real de crescimento".

Todos os esforços- enfatiza o Papa Francisco - que faremos para romper o círculo vicioso de repreensão, deslegitimação e descrédito, evitando o murmúrio e a calúnia, em vista de um caminho de aceitação orante e vergonhosa dos nossos limites e pecados e estimulando o diálogo, o confronto e o discernimento, tudo isso nos permitirá encontrar caminhos evangélicos que despertem e promovam a reconciliação e a credibilidade que nosso povo e a missão exigem de nós. Faremos isso se conseguirmos deixar de projetar nos outros nossas confusões e insatisfações, que são obstáculos à unidade e se nos atrevermos a nos ajoelhar diante do Senhor, deixando-nos interrogar pelas suas feridas, através das quais poderemos ver as feridas do mundo.
2. “Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós seja o servo de todos”.

Francisco destaca na sua longa carta que “o Povo fiel de Deus e a missão da Igreja já sofreram e sofrem muito, por causa dos abusos de poder, consciência, sexuais e da má administração, para acrescentar-lhes o sofrimento de encontrar um episcopado desunido, concentrado em desprestigiar-se mais do que em encontrar formas de reconciliação. Essa realidade nos impele a olhar para o essencial, a nos despojar de tudo que não ajuda a tornar o Evangelho de Jesus Cristo transparente”.

Hoje nos é pedido uma nova presença no mundo conforme à Cruz de Cristo, que se cristalize no serviço aos homens e mulheres do nosso tempo. Lembro-me das palavras de São Paulo VI no início de seu pontificado: "Devemos nos tornar irmãos de homens no ato mesmo que queremos ser seus pastores e pais e mestres. O clima de diálogo é a amizade. Ou melhor, o serviço. Tudo isso devemos recordar, estudar e praticar de acordo com o exemplo e preceito que Cristo nos deixou”.

Esta atitude não reivindica para si os primeiros lugares nem mesmo o sucesso e aplauso para nossos atos, mas pede, a nós pastores, a opção fundamental de querer ser semente que germinará quando e onde o Senhor quiser.

Trata-se de uma opção que nos salva de cair na armadilha de medir o valor de nossos esforços com os critérios de funcionalidade e eficiência que governam o mundo dos negócios; antes, o caminho é abrir-nos à eficácia e ao poder transformador do Reino de Deus que, como um grão de mostarda - a menor e mais insignificante de todas as sementes - é capaz de se transformar em um arbusto que serve para proteger. Não podemos nos permitir, no meio da tempestade, perder a fé na força silenciosa, diária e operante do Espírito Santo nos corações dos homens e da história.

Credibilidade nasce da confiança, e a confiança vem do serviço sincero e cotidiano, humilde e gratuito para todos, mas especialmente para os prediletos do Senhor. Um serviço que não pretende ser de marketing ou estratégico para recuperar o lugar perdido ou o vão reconhecimento no tecido social, mas - como eu quis salientar na última Exortação Apostólica Gaudete et exsultate - porque pertence "à própria substância do Evangelho de Jesus".

Que altíssima tarefa temos em nossas mãos, irmãos; não podemos calá-la e anestesiá-la por causa de nossas limitações e defeitos! Lembro-me das sábias palavras de Madre Teresa de Calcutá, que podemos repetir pessoalmente e em comunidade: "Sim, tenho muitas fraquezas humanas, muitas misérias humanas. [...] Mas Ele se abaixa e faz uso de nós, de você e de mim, para ser seu amor e sua compaixão no mundo, apesar de nossos pecados, apesar de nossas misérias e nossas falhas. Ele depende de nós para amar o mundo e mostrar o quanto ele o ama. Se nos ocupamos muito de nós mesmos, não haverá tempo para os outros"(Madre Teresa de Calcutá).

Caros irmãos, o Senhor sabia muito bem que, na hora da cruz, a falta de unidade, a divisão e a dispersão, bem como as estratégias para se livrar daquela hora, teriam sido as maiores tentações que seus discípulos teriam vivido; atitudes desfigurariam e dificultado a missão. Por isso Ele mesmo pediu ao Pai que cuidasse deles para que naqueles momentos eles fossem uma só coisa e ninguém se perdesse. Confiantes e imersos na oração de Jesus ao Pai, queremos aprender com Ele e, com determinada deliberação, começar este tempo de oração, silêncio e reflexão, de diálogo e de comunhão, de escuta e discernimento, para deixar que Ele forje o coração à sua imagem e ajude a descobrir sua vontade.

Neste caminho não prosseguimos sozinhos, Maria acompanhou e apoiou desde o início a comunidade dos discípulos; com sua presença materna, ajudou a garantir que a comunidade não se "perdesse" ao longo dos caminhos dos fechamentos individualistas e a pretensão de salvar-se si mesma. Ela protegeu a comunidade dos discípulos da orfandade espiritual que leva à auto-referencialidade e com sua fé permitiu que ela perseverasse no incompreensível, esperando que chegasse a luz de Deus. Pedimos a ela que nos mantenha unidos e perseverantes, como no dia de Pentecostes, para que o Espírito seja derramado em nossos corações e nos ajude em todos os momentos e lugares a dar testemunho de sua ressurreição.

Fonte: Vatican News



Há 55 anos a histórica viagem de Paulo VI à Terra Santa


Em 1964, Papa Paulo VI tornou-se o primeiro pontífice, depois de Pedro, a pôr os pés na terra de Jesus. A viagem papal teve uma cobertura midiática sem precedentes: mais de mil jornalistas de todas as partes do mundo acompanharam o Pontífice nos seus traslados. Trechos da sua histórica viagem descritos pelo então secretário particular Pasquale Macchi e pelo historiador jesuíta Giovanni Sale

Jane Nogara - Cidade do Vaticano

Na manhã de 4 de dezembro de 1963, ao final da segunda sessão conciliar, Paulo VI anunciou a sua vontade de viajar à Terra Santa em janeiro do ano seguinte. O anúncio supreendeu os padres conciliares: “Estamos convencidos de que para obter um bom resultado do Concílio, devemos elevar pias súplicas, multiplicar as obras e, após maduras reflexões e muitas orações dirigidas a Deus, decidimos nos dirigir como peregrinos àquela terra, pátria do Senhor nosso Jesus Cristo... com a intenção de reevocar, pessoalmente, os principais mistérios de nossa salvação, ou seja, a encarnação e a redenção”. Pela primeira vez na história da Igreja, um Papa cruzaria os confins europeus subindo em um avião.

Viagem de natureza espiritual

O historiador jesuíta Giovanni Sale em 17 de maio de 2014 recordou na revista La Civiltà Cattolica que “a peregrinação de Paulo VI queria ser apenas de natureza espiritual, como afirmado várias vezes pelo Papa: “Será uma viagem de oração e de humildade, um ato puramente religioso, absolutamente alheio a todo tipo de considerações políticas e temporais”. Padre Sale destaca os vários preparativos da viagem papal, colocando em evidência como a Santa Sé procurou de todas as formas evitar qualquer possível instrumentalização política.

É preciso recordar que na época a Terra Santa era dividida entre Israel e Jordânia. Depois da sua etapa em Amã, onde foi recebido e acompanhado pelo rei Houssein durante toda a sua permanência no país, o Papa foi até Jerusalém de carro. No caminho fez uma parada no Jordão, lugar onde segundo a tradição Jesus foi batizado.

A inesquecível chegada em Jerusalém

Seu secretário particular na época Pasquale Macchi, deu um significativo depoimento à revista italiana 30Giorni em fevereiro de 2000 sobre a chegada do Papa: “Não posso esquecer o impacto com a multidão que o esperava junto à Porta de Damasco, que já tinha invadido os espaços reservados às autoridades: o carro do Papa balançou como um barco e com dificuldade o Papa conseguiu atravessar a porta de Damasco. O seu trajeto na Via Dolorosa foi dramático: parecia que o Papa estava afundando na multidão, na realidade ele estava sereno e feliz de poder subir o Calvário na mais profunda união com Jesus”.

Em Nazaré lições do Evangelho

Em Nazaré – continua o então secretário de Paulo VI - ao visitar o lugar da Anunciação, pediu à Maria Santíssima, para ser introduzido “na intimidade com Cristo, seu humano e divino Filho Jesus”.

    “ Ali retomou as grandes lições do Evangelho: lição do silêncio, da vida familiar, do trabalho para depois oferecer quase uma transcrição moderna das Bem-aventuranças ensinadas por Jesus ”

Encontro com Atenágoras I

Pasquale Macchi descreve também com muito sentimento o encontro de Paulo VI com Atenágoras: “O Patriarca de Constantinopla veio a Jerusalém especialmente para encontrar Paulo VI. O primeiro afetuoso abraço deu-se na noite de 5 de janeiro na residência da delegação apostólica: os gestos, as palavras, o Pai Nosso recitado nas duas línguas – latina e grega – o afeto e a estima que transpareciam com tanta sinceridade, davam a entender que alguma coisa grande e única estava acontecendo”.

Etapas marcantes

Monsenhor Pasquale Macchi segue descrevendo outros tocantes momentos da visita: “Muitas outras etapas levaram a lugares cheios de memória e de mistério: o beijo na terra ensanguentada no Getsêmani, a oração de joelhos no chão do Cenáculo, o beijo na pedra às margens do Lago onde Jesus confiou sua Igreja à Pedro, a subida no Monte Tabor na doce luz do crepúsculo, foram experiências que marcaram o coração do Papa e deixaram uma viva recordação em todos nós”.

O retorno a Roma do Papa Paulo VI, na noite do 6 de janeiro, foi triunfal: inesperadamente ele foi recebido com grande entusiasmo pelos romanos, que tinham acompanhado os momentos mais importantes da sua viagem pela televisão. Acompanharam-no durante todo o percurso até o Vaticano. No final ele teve que assomar à sua janela para abençoar a multidão que se reunira na praça.

Fonte: Vatican News











Folia de Reis: Mais do que folclore, uma manifestação da religiosidade popular


REDAÇÃO CENTRAL, 04 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- Após o Natal, por diversas cidades do Brasil vários grupos de Folia de Reis saem batendo de porta em porta, cantando, levando a alegria pela Boa Nova do nascimento do Senhor e recordando a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus.

Trata-se de uma tradição que, mais do que apenas parte do folclore nacional, é uma grande demonstração da religiosidade popular.

A Folia de Reis costuma ter início logo após a celebração do nascimento de Jesus e segue até o dia 6 de janeiro, quando a Igreja celebra a Solenidade da Epifania (manifestação) do Senhor. No Brasil, quando esta data cai durante a semana, a celebração é transferida para o domingo, o que não é o caso deste ano. Além disso, é também conhecida como Festa dos Santos Reis.

Esta é uma tradicional festa trazida pelos colonizadores portugueses no século XVIII e que ainda se mantém viva em diversas cidades e estes tradicionais grupos podem receber também outros nomes como Terno de Reis ou Reisado.

Conforme recordou o Bispo de Bauru (SP), Dom Caetano Ferrari, em um artigo por ocasião desta celebração em 2018, “as folias são festejos populares de tradição religiosa existente entre nós, sobretudo no interior”.

“Revestem-se de grande beleza, com músicas, cantos, orações, recitação dos Evangelhos, especialmente das passagens que relatam o nascimento de Jesus, em Belém, desde o anúncio do anjo Gabriel, passando naturalmente pela vinda dos Reis Magos, a fuga da Sagrada Família ao Egito e a sua volta do exílio e a infância de Jesus”, acrescentou.

A Folia de Reis reúne cantadores e instrumentistas, usando suas roupas coloridas e com a tradicional bandeira que identifica o grupo. Eles percorrem as ruas, como uma forma de remeter ao percurso feito pelos Magos até encontrarem o Menino Jesus.

Ao pararem nas casas, estes grupos costumam se apresentar em torno do presépio, cantando canções em louvor a Jesus e aos Santos Reis.

“As folias caminham de casa em casa, fazendas, vilas, bairros, convidando os fiéis a descobrirem a estrela da graça que leva a Deus como o fizeram os Reis do Oriente”, assinalou Dom Ferrari.

Por sua vez, Em um artigo de 2016 no qual aborda a origem e tradição do Dia de Santos Reis, o Professor e coordenador do Curso de Jornalismo na Faculdade Canção Nova, João Rangel, explicou que a Folia de Reis conta com diferentes figuras que formam o grupo, sendo o líder o Capitão, que carrega a Bandeira.

Há outros membros cantam e tocam seus instrumentos musicais, como violas, violões, caixas, pandeiros, também enfeitados com fitas e tecidos coloridos. O grupo ainda é antecedido pelo palhaço, com suas roupas coloridas, máscara e uma espada ou varinha de madeira. “É ele o responsável por abrir passagem para a Folia”, conta o artigo.

Em relação a este último, Dom Ferrari explicou que há também um significado específico, pois os palhaços “distraem os carrancudos soldados de Herodes, para facilitar a fuga da Sagrada Família ao Egito”.

Outro elemento que demonstra a religiosidade da Folia, conforme explicou Rangel, são as cores, pois cada uma “possui o seu próprio simbolismo”. Assim, “rosa, amarelo e azul, podem representar a Virgem Maria; branco e vermelho, o Espírito Santo”.

Ainda de acordo com a tradição popular, o Dia dos Santos Reis é considerado pelos fiéis como a data para desmontar suas árvores de Natal e o presépio.

De acordo com o calendário litúrgico da Igreja Católica Romana, o Tempo do Natal tem início na véspera da Solenidade do Natal de Nosso Senhor e continua até o primeiro domingo depois da Festa da Epifania, no começo de janeiro. Durante este período são celebradas pela Igreja as festas da Apresentação do Senhor, da Sagrada Família, de Santa Maria Mãe de Deus, da Epifania e do Batismo de Jesus.

Fonte: ACI digital



quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Posse de Bolsonaro como presidente do Brasil conta com presença de representante do Papa


BRASILIA, 02 Jan. 19 / 10:50 am (ACI).- Jair Messias Bolsonaro tomou posse como o 38º presidente do Brasil na terça-feira, 1º de janeiro, em Brasília (DF), em cerimônia que contou com a presença do representante nomeado pelo Papa Francisco, Dom Andrés Carrascosa Coso.

A nomeação de Dom Andrés como legado pontifício para a posse de Bolsonaro se deu por meio de carta assinada pelo secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, datada de 20 de dezembro.

Conforme explica Vatican News, “o legado é um representante do Papa perante as Igrejas Particulares ou perante o governo de um Estado, sempre enviado para uma missão extraordinária em nome do Pontífice”.

Dom Andrés Carrascosa é o Núncio Apostólico do Equador e, durante a cerimônia de posse, juntamente com representantes de outros países, cumprimentou o novo presidente do Brasil.

Na carta de nomeação do legado pontifício, o Papa parabeniza e envia sua benção ao novo presidente do Brasil e estende também sua benção a todo o povo brasileiro.

Posse

Antes da cerimônia de posse no Congresso Nacional, Jair Bolsonaro seguiu em carro aberto da Catedral Metropolitana de Brasília a esta casa legislativa. Na entrada da Catedral, o presidente recebeu os cumprimentos do pároco, Padre João Firmino.

Em seguida, após ser oficialmente empossado no Congresso Nacional, Bolsonaro agradeceu “a Deus” por sua vida “e aos brasileiros” por lhe confiarem “a honrosa missão de governar o Brasil”.

“Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de gênero, conservando nossos valores”, declarou.

Jair Bolsonaro pronunciou ainda um segundo discurso, no Palácio do Planalto, direcionado a todos os brasileiros, após ter recebido a faixa presidencial de Michel Temer.

“Respeitando os princípios do estado democrático de direito, guiados por nossa Constituição e com Deus no coração, a partir de hoje, vamos colocar em prática o projeto que a maioria do povo brasileiro democraticamente escolheu, vamos promover as transformações de que o país precisa”, disse.

O presidente falou em combate à corrupção, além dos desafios de “enfrentar os efeitos da crise econômica, do desemprego recorde, da ideologização de nossas crianças, do desvirtuamento dos direitos humanos, e da desconstrução da família”.

Fonte: ACI digital



Não rezar para ser admirados pelos homens e sim para comunicar-nos com Deus, exorta o Papa


Vaticano, 02 Jan. 19 / 06:28 am (ACI).- Na sua Audiência Geral desta quarta-feira, 02, o Papa Francisco retomou o ciclo de reflexões sobre o Pai-Nosso e destacou como a oração do cristão deve ser um canal aberto de comunicação entre nosso coração e o coração de Deus Pai e portanto não devemos agir como os hipócritas dos tempos de Jesus, que passavam horas rezando preces vazias, sem Deus, e depois ofendiam o próximo.

No seu discurso de hoje, o Papa Francisco concentrou-se no lugar estratégico que Jesus escolhe para ensinar o Pai Nosso: a montanha. E no marco da montanha ele também ensina outra mensagem fundamental, as bem-aventuranças.

O Santo Padre comentou: "Bem-aventurados os pobres, os mansos, os misericordiosos, os humildes de coração ... É a revolução do Evangelho. O Evangelho não nos deixa quietos, nos impulsiona. É revolucionário. Todas as pessoas capazes de amar e aqueles que construíam até então estiveram à margem da história, porém, agora, tornam-se construtores do Reino de Deus, é como se Jesus estivesse dizendo: que venham para a frente aqueles que trazem no coração o mistério de um Deus que revelou sua onipotência em forma de amor e perdão! "

Para o Papa "o grande segredo que sustenta todo o diálogo de Jesus na montanha é o ser filhos de seu Pai que está no céu".

Francisco em sua catequese esclarece: "O cristão não é aquele que se empenha em ser melhor que os outros: ele sabe que é pecador como todo mundo. O cristão é simplesmente um homem que se detém diante da nova Sarça Ardente; perante a revelação de um Deus que não traz consigo o enigma de um nome impronunciável, mas que pede aos seus filhos que o invoquem com o nome de Pai ".

Aqui está como Jesus introduz o ensinamento da oração do "Pai Nosso". "Isso acontece - diz o papa – tomando distância de dois grupos de seu tempo: os hipócritas e os pagãos".

"Quantas vezes vemos as pessoas que estão na Igreja, rezando o dia todo, e depois elas falam mal das pessoas todos os dias. Isso é um escândalo", afirmou.

"Há pessoas capazes de tecer orações ateístas, orações sem Deus - explica o Papa Francisco – para serem admiradas pelos homens. A oração cristã, por outro lado, não tem outro testemunho confiável do que a própria consciência ".

O Papa Francisco concluiu a reflexão de hoje sobre o Pai-Nosso dizendo: "Que bonito pensar que o nosso Deus não exige sacrifícios para ganhar seu favor! O nosso Deus não precisa de nada: na oração ele só pede que mantenhamos aberto o canal de comunicação com ele para sempre descobrir-nos seus filhos amados”.

Finalmente, ao saudar os peregrinos em diversos idiomas no final da Audiência Geral desta quarta-feira, o Santo Padre dirigiu-se aos fiéis de língua portuguesa com as seguintes palavras: “Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação para vós todos, desejando a cada um que sempre resplandeça, nos vossos corações, famílias e comunidades, a luz do Salvador, que nos revela o rosto terno e misericordioso do Pai do Céu. Abracemos o Deus Menino, colocando-nos ao seu serviço: Ele é fonte de amor e serenidade. Ele vos abençoe com um Ano Novo sereno e feliz!”

Fonte: ACI digital



Feliz Ano Novo! 2019 abençoado a todos!

Boa tarde irmãos e irmãs de fé. Paz e Bem!
Iniciamos hoje as postagens de 2019. Desejo que este novo ano seja repleto de bênçãos de Deus para todos e que Nossa Senhora nos proteja de todo mal.
Agradeço de coração por continuarem visitando este Blog aqui e nas minhas redes sociais, que  Nosso Senhor Jesus Cristo os ilumine e guarde. Feliz Ano Novo!!!

Adriana dos Anjos-Devoção e Fé Blog







Hoje é celebrado o Santíssimo Nome de Jesus


REDAÇÃO CENTRAL, 03 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 3 de janeiro, a Igreja celebra do Dia do Santíssimo Nome de Jesus. “Este é aquele santíssimo nome desejado pelos patriarcas, esperado com ansiedade, suplicado com gemidos, invocado com suspiros, requerido com lágrimas, dado ao chegar a plenitude da graça”, dizia São Bernardino de Sena.

A palavra Jesus é a forma latina do grego “Iesous”, que por sua vez é a transliteração do hebraico “Jeshua” ou “Joshua” ou também “Jehoshua”, que significa “Yahveh é salvação”.

O Santíssimo Nome de Jesus começou a ser venerado nas celebrações litúrgicas do século XIV. São Bernardino de Sena e seus discípulos propagaram o culto ao Nome de Jesus. Em 1530, o Papa Clemente VI concedeu pela primeira vez à Ordem Franciscana a celebração do Ofício do Santíssimo Nome de Jesus.

São Bernardino costumava carregar uma pequena imagem que mostrava a Eucaristia com raios saindo dela e, no meio, via-se o monograma “IHS”, abreviação do Nome de Jesus em grego (ιησουσ).

Mais tarde, a tradição devocional acrescentou um significado às siglas: “I”, Iesus (Jesus); “H”, Hominum (dos homens); “S”, Salvator (Salvador). Juntos, querem dizer Jesus, Salvador dos Homens.

Santo Inácio de Loyola e os jesuítas fizeram deste monograma o emblema da Companhia de Jesus.

O Nome de Jesus, invocado com confiança:

  * Oferece ajuda nas necessidades corporais, segundo a promessa de Cristo: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados” (Mc 16,17-18). No Nome de Jesus, os Apóstolos deram força aos aleijados (At 3,6; 9,34) e vida aos mortos (At 9,40).
   * Dá confiança nas provações espirituais. O Nome de Jesus recorda ao pecador o “pai do filho pródigo” e o bom samaritano; ao justo, recorda o sofrimento e a morte do inocente Cordeiro de Deus.
   * Protege-nos de Satanás e de suas artimanhas, pois o diabo teme ao Nome de Jesus, quem o venceu na Cruz.
    * No Nome de Jesus, obtemos toda bênção e graça no tempo e na eternidade, pois Cristo disse: “O que pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo dará” (Jo 16,23). Portanto, a Igreja termina todas as suas orações com as palavras: “Por Jesus Cristo, nosso Senhor”, etc. Assim, cumpre-se a palavra de São Paulo: “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos” (Fl 2,10).

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog