2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

terça-feira, 19 de março de 2019

Oração de São José Dormindo


ORAÇÃO DE SÃO JOSÉ DORMINDO 

"Eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em um sonho, dizendo: ‘José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados’. (…) José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em sua casa sua mulher." (Mateus 1,21-24) 

OREMOS 

"São José dormindo, com o evangelho aprendemos que mais do que dormir, durante a noite, escutaste a voz de Deus com a prontidão de praticá-la. 

Hoje confiante em tua preciosa intercessão consagro-te as alegrias e as tristezas de cada dia. Consagro-te minha vida, minha casa, família e trabalho. 

Ajuda-me a te imitar sendo uma pessoa de bem, vivendo o amor, o perdão e a verdade. Quero seguir o teu caminho de fé. 

Agora eu te peço São José dormindo sonha com este pedido junto de Deus. Intercede por mim alcançando-me esta graça (com confiança fazer seu pedido). 

Como és padroeiro da Igreja, com o auxílio do Espírito Santo assumo diante de ti o voto de não faltar à missa dominical, rezar todos os dias com a Bíblia, confessar-me regularmente e viver como um bom cristão." 

Amém





Hoje a Igreja celebra São José, modelo de pai e esposo (19 de março)


REDAÇÃO CENTRAL, 19 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- São José teve o privilégio de ser esposo de Nossa Senhora, de criar o Filho de Deus e de ser a cabeça da Sagrada Família. É considerado patrono da Igreja Universal, de uma infinidade de comunidades religiosas e também da boa morte. A festa do santo mais próximo de Jesus e Maria se celebra neste dia 19 de março.

“José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados” (Mt 1, 20-21), disse o anjo em sonhos ao “justo” São José.

São José é conhecido como o “santo do silêncio” porque não é conhecido por palavras pronunciadas por ele, mas sim por suas obras, sua fé e seu amor por Jesus e em seu santo matrimônio.

Conta a tradição que doze jovens pretendiam se casar com Maria e que cada um levava um bastão de madeira muito seca na mão. De repente, quando a Virgem tinha que escolher entre todos eles, o bastão de José milagrosamente floresceu. Por isso é representado com um ramo florescido.

Junto a Maria, São José também teve que sofrer a falta de pousada em Belém, ver o amor de sua vida dar à luz em um estábulo e ter de fugir ao Egito, como se fossem delinquentes, para que Herodes não matasse o menino. Mas, soube enfrentar tudo isto confiando na Providência de Deus.

Com seu ofício de carpinteiro, não pôde comprar os melhores presentes para seu filho Jesus ou garantir que recebesse a melhor educação, mas o tempo que dedicou para atendê-lo e ensinar-lhe sua profissão foram mais que suficientes para que o Senhor conhecesse o carinho de um pai, que também é capaz de deixar tudo para ir em busca do filho perdido.

O casto esposo de Maria é considerado também Patrono da boa morte porque teve a sorte de morrer acompanhado e consolado por Jesus e Nossa Senhora. Foi declarado Patrono da Igreja Universal pelo Papa Pio IX em 1847.

Uma das que mais propagou a devoção a São José foi Santa Teresa D’Ávila, que foi curada por sua intercessão de uma terrível enfermidade que quase a deixou paralisada e que era considerada incurável. A santa rezou com fé a São José e obteve a cura. Logo costumava repetir:

“Parece que outros santos têm especial poder para solucionar certos problemas. Mas, a São José, Deus concedeu um grande poder para ajudar em tudo”.

No final de sua vida, a santa carmelita ressaltou: “Durante 40 anos, a cada ano, na festa de São José, pedi uma graça ou favor especial e não me falhou nenhuma só vez. Eu digo aos que me escutam que façam o ensaio de rezar com fé a este grande santo e verão quão grandes frutos vão conseguir”. 

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 18 de março de 2019

Mães se unem em campanha contra o YouTube Kids


Elas se mostraram horrorizadas com denúncias de aparições da Momo no portal     

Pleno.News - 18/03/2019

Neste domingo (17), uma campanha contra o YouTube ganhou força nas redes sociais ao ser anunciada pelas influenciadoras Tata Bernardes, Dri Pierantoni, Ana Luiza Masi e Marina Mac Knight. Elas se mostraram indignadas com as denúncias da aparição da Momo em vídeo infantis. 

Além delas, outras blogueiras sobre maternidade e cotidiano familiar compartilharam um texto de alerta e críticas à rede social. 

Estão ensinando nossas crianças a se matarem. Cortarem os pulsos. Esconderem sentimentos. Se calarem. Estão massacrando famílias. Em muitas situações podemos não perceber os sinais, mas muitas vezes isso acontece debaixo do nosso nariz. 

Seja pela publicidade, pelo consumismo, pelo mau comportamento e maus exemplos, ou pelo risco de se ferirem e ferirem aos outros. Por favor, tirem dos seus filhos o acesso ilimitado ao YouTube – declaram.   

As influenciadoras criticaram a rede social pela ineficácia em “barrar pedófilos, suicidas, mensagens sexuais com personagens infantis, massacres transmitidos ao vivo”. 

A CAMPANHA 

A iniciativa nasceu com a blogueira Dri Pierantoni, do canal Arquiteta e Mãe. Ela falou sobre a decisão de iniciar as campanhas Proteja Sua Criança e Juntas Somos Mais Fortes. 

 – Decidi alertar, pois percebi que realmente não temos controle 100% em diversas situações e eu mesma já deixei meu filho em frente à TV para fazer algo. Acontece que no meio desse conteúdo, gente maldosa, insere vídeos inspirando violência, acidentes e pornografia – alertou. 

A campanha consiste em compartilhar o texto nas redes sociais junto com uma foto em preto e branco cobrindo os olhos. No primeiro dia, foi compartilhada 237 mil vezes.  

Fonte: Pleno News

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O estilo sinodal também deve ser aplicado na atenção aos doentes, afirma o Papa


Vaticano, 18 Mar. 19 / 12:30 pm (ACI).- O Papa Francisco fez um chamado a aplicar o estilo sinodal proposto para toda a Igreja no serviço pastoral aos enfermos e necessitados.

Fez esta declaração durante a audiência concedida nesta segunda-feira, 18 março, no Palácio Apostólico do Vaticano aos membros da Família Carismática Camiliana, uma ordem religiosa fundada por São Camilo de Lellis, cujo carisma se centra no cuidado incondicional aos doentes. Francisco, de fato, elogiou o seu trabalho dizendo que estão constantemente “comprometidos com o serviço amoroso e generoso aos doentes, desempenhando uma missão preciosa na Igreja e na sociedade ao lado dos sofredores".

Nesse sentido, fez uma reflexão sobre o significado da doença. "Quando a doença chega a perturbar e às vezes a abalar a nossa vida, então sentimos necessidade de ter um irmão ou irmã compassivo e competente ao nosso lado, que nos consola, nos sustenta, nos ajuda a recuperar o bem precioso da saúde ou nos acompanha até o limiar do nosso encontro final com o Senhor!".

O Papa destacou também que o carisma dos Camilianos está no centro da vocação cristã: "testemunhar em todo tempo e lugar o amor misericordioso de Cristo pelos doentes".

Também convidou a renovar esse carisma à luz do estilo sinodal que o próprio Francisco propõe para toda a Igreja. "Encorajo vocês a cultivarem sempre entre si a comunhão, no estilo sinodal que propus a toda a Igreja, na escuta uns aos outros, e todos na escuta do Espírito Santo, para revalorizar a contribuição de cada realidade individual à única família".

Assim, "expressa-se mais plenamente as múltiplas potencialidades que o carisma exige". Ressaltou que, na origem do carisma dos Camilianos, havia "uma escuta às várias formas de sofrimento e pobreza da humanidade de hoje".

Com essa lembrança sempre presente, "vocês farão resplandecer de luz sempre nova o dom recebido, e muitos jovens do mundo se sentirão atraídos por ele e se unirão a vocês a fim de continuar testemunhando a ternura de Deus".

No final de seu discurso, o Papa refletiu sobre a palavra "ternura". "É uma palavra que hoje parece correr o risco de sair do dicionário. Devemos resgatá-la e atualizá-la. O cristianismo, sem ternura, não vai. A ternura é uma atitude própria do cristão e é também o centro do nosso encontro com as pessoas que sofrem”.

Fonte: ACI digital



Relíquias da Paixão de Cristo poderão ser veneradas no Brasil na Semana das Dores 


Por Natalia Zimbrão 

SÃO PAULO, 18 Mar. 19 / 01:30 pm (ACI).- Às vésperas da Semana Santa, no Brasil, fiéis terão a oportunidade de se preparar para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus diante de algumas relíquias de nosso Senhor, que serão apresentadas na Paróquia Assunção de Nossa Senhora, em São Paulo (SP), no dia 11 de abril.

As relíquias que serão apresentadas são da Coluna da Flagelação, da Coroa de Espinhos, da Santa Cruz, do Santo Cravo, do Título, da Esponja, da Lança Sagrada e do Santo Sudário. Todas fazem parte do Oratorium Sanctus Ludovicus, custodiado Fábio Tucci Farah, especialista em relíquias da Arquidiocese de São Paulo, fundador e diretor do Departamento de Arqueologia Sacra da Academia Brasileira de Hagiologia (ABRHAGI), delegado no Brasil da International Crusade for Holy Relics (ICHR) e curador adjunto da Regalis Lipsanotheca.

A data escolhida para esta apresentação das relíquias, 11 de abril, é justamente quando a Igreja celebra a chamada Semana das Dores, a qual, como recorda Farah à ACI Digital, “é tradicionalmente celebrada na semana que antecede a Semana Santa”.

“Com origem na Ordem dos Servos de Maria, a lembrança das Sete Dores da Mãe de Deus se tornou devoção universal na Igreja sob o papado de Pio VII”, explica o especialista em arqueologia sacra.

“Segundo a Tradição, o sofrimento da Mãe não terminou com a Ressurreição de Jesus. Nem com Sua Ascenção ao Céu. Em Jerusalém, Ela costumava percorrer, em lágrimas, o caminho da cruz, o caminho que Cristo havia marcado com Seu sangue”, acrescenta.

Entretanto, Farah observa que, “se a humanidade já havia sido redimida por Seu sacrifício, por que Sua mãe ainda padecia daquelas terríveis dores?”. Assim, assinala que, “na Epístola de São Paulo aos Colossenses, o Apóstolo revela: ‘Agora regozijo-me nos meus sofrimentos por vós, e completo o que falta às tribulações de Cristo em minha carne pelo seu Corpo, que é a Igreja’”.

“Se em sua missão, São Paulo deveria sofrer com Cristo, não podemos nem imaginar o sofrimento reservado à Mãe de Deus, a Corredentora da humanidade”, pontua.

Além disso, explica, “a lembrança diária da via dolorosa de Cristo por Maria teria inspirado os primeiros cristãos a percorrerem o itinerário da Salvação, em Jerusalém” e, assim “originado a Via Sacra”.

“Entretanto, a Via Sacra como conhecemos hoje, em todas as igrejas do mundo, ganharia forma mais de mil anos depois. Durante as Cruzadas, espalharam-se pela Europa itinerários simbólicos da vida de Cristo, sobretudo de Sua Paixão. Era a única oportunidade de peregrinação a milhares de religiosos e leigos que não podiam empreender uma viagem cara e, sobretudo, perigosa ao Oriente. Por meio daquelas ‘vias sacras’, milhares de fiéis conseguiam acompanhar os passos de Nosso Senhor”, conta.

Nesse sentido, o especialista ressalta que, “se meras representações artísticas podiam fazer nossos antepassados testemunharem o episódio central de nossa Salvação, imagine do que uma relíquia não seria capaz”.

“As Relíquias da Paixão – acrescenta Tucci Farah – participaram efetivamente da história de nossa Redenção. Mais do que uma peregrinação simbólica, essas relíquias nos arrebatam até Jerusalém, quase dois mil anos atrás. E nos colocam frente a frente com Jesus Cristo. Nesse caso – as relíquias são um sacramental –, basta que tenhamos fé”.

Assim, no próximo dia 11 de abril, durante a apresentação das relíquias da Paixão de Cristo, Fábio Tucci Farah buscará enfatizar “o aspecto transcendental” destas. Segundo ele, “os fiéis serão convidados a um percurso espiritual pela Via Sacra por meio das Relíquias da Paixão, ao lado de Nossa Senhora”.

“Não testemunharão à distância o que ocorreu há quase dois mil anos. Serão, sim, espectadores privilegiados da história de nossa Salvação”, sublinha.

Haverá também a celebração da Santa Missa, presidida por Padre Juarez de Castro, ao final da qual, todos poderão se aproximar das relíquias para preces privadas. A Paróquia Assunção de Nossa Senhora fica na Rua Alameda Lorena , 665A , Jardim Paulista, São Paulo. A apresentação das relíquias terá início às 18h.
 
Fonte: ACI digital



Como devemos receber a comunhão?


REDAÇÃO CENTRAL, 15 Mar. 19 / 02:30 pm (ACI).- Como filhos de Deus, estamos convidados ao banquete pascal e à preparação espiritual para viver em graça, mas para isso devemos acrescentar a importância de receber a Sagrada Eucaristia segundo as disposições requeridas pela Igreja Católica.

Infelizmente, existem práticas erradas presentes em nossas igrejas que exigem um esforço dos fiéis para transmitir as formas corretas de receber a Comunhão.

Há duas maneiras estabelecidas pela Igreja Católica para receber o corpo de Cristo.

A primeira é receber a Hóstia na língua. O fiel deve dar um passo à frente e ficar de pé ou de joelhos para receber a Comunhão.

O Catecismo de Baltimore, usado nas escolas norte-americanas até o final dos anos 1960, observa que "a Sagrada Eucaristia é o Sacramento que contém o corpo e o sangue de nosso Senhor Jesus Cristo sob a aparência de pão e vinho". Também declara que "Jesus Cristo está presente em cada uma das pequenas porções da Sagrada Eucaristia, na forma de pão ou vinho; porque Seu corpo na Eucaristia está em um estado glorificado, e como parte do caráter de uma substância espiritual, não requer um tamanho ou forma definidos”.

Recorda que, se o fiel estiver de pé, deve fazer um sinal de reverência, genuflexão ou o Sinal da Cruz antes de receber a Hóstia. Deve ter muito cuidado e respeitar sempre a fila de comunhão.

O Catecismo de Baltimore também sugere que, "ao receber a Sagrada Comunhão, o comungante incline a cabeça diante do Sacramento como um gesto de reverência e receba o Corpo do Senhor por parte do ministro" (GRIM 160).

Depois disso, o sacerdote levanta a Hóstia e diz "O Corpo de Cristo", e o comungante deve responder "Amém". Em seguida, deve inclinar ligeiramente a cabeça para trás e estender a língua. O sacerdote colocará a Hóstia na língua e o fiel deverá responder "Amém".

O segundo método para receber a Comunhão é na mão. Neste caso, o comungante deve ficar de pé ou de joelhos para receber a Comunhão. Deve levar em consideração que, se estiver de pé, precisa fazer um sinal de reverência antes de receber a Hóstia.

Naquele momento, o sacerdote levanta a hóstia e diz "O corpo de Cristo", e o comungante deve responder "Amém". A maneira correta é estender a mão esquerda com a palma para cima e com a mão direita colocada abaixo da mão esquerda (se você for destro) e assim receber a Hóstia.

É importante tomar e consumir a Hóstia na presença do sacerdote antes de se retirar para retornar ao seu local.

O católico deve se esforçar para receber o Senhor Jesus não apenas com um coração disposto e na graça, mas com o respeito que Cristo merece. Nesse sentido, deve evitar o desespero e querer pegar a Hóstia o mais rápido possível, tentar adivinhar cada movimento do sacerdote ou não abrir a boca devido a uma distração.

Fonte: ACI digital



domingo, 17 de março de 2019

Angelus: a oração ilumina. O sofrimento cristão não é sadomasoquismo


A liturgia do II Domingo da Quaresma propõe o evento da Transfiguração do Senhor, que mostra a perspectiva cristã do sofrimento: "Ninguém alcança a vida eterna senão seguindo Jesus, carregando a própria cruz na vida terrena”.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O evento da Transfiguração do Senhor inspirou as palavras do Papa Francisco antes de rezar com os fiéis na Praça São Pedro a oração mariana do Angelus.

O evangelista Lucas nos mostra Jesus transfigurado sobre a montanha, que é o local da luz, símbolo fascinante da singular experiência reservada aos discípulos Pedro, Tiago e João.

Eles sobem a montanha com o Mestre, o veem imergir-se em oração e, a um certo ponto, o seu rosto muda de aparência. E ao lado de Jesus apareceram Moisés e Elias, que falam com Ele de sua morte.

Ninguém alcança a vida eterna senão seguindo Jesus

Francisco explicou que a Transfiguração se realiza num momento singular da missão de Cristo, depois de confiar aos discípulos que sofrerá, morrerá e ressuscitará no terceiro dia.

Jesus quer que saibam que este é o caminho através do qual o Pai fará alcançar a glória para o seu Filho, ressuscitando-o dos mortos. “E este será também o caminho dos discípulos: ninguém alcança a vida eterna senão seguindo Jesus, carregando a própria cruz na vida terrena. Cada um de nós tem a própria cruz. O Senhor nos mostra o fim deste percurso, que é a Ressurreição, a beleza, carregando a própria cruz.”

A perspectiva cristã do sofrimento

Portanto, acrescentou o Papa, a Transfiguração de Cristo nos mostra a perspectiva cristã do sofrimento: "Não é sadomasoquismo, é uma passagem necessária, mas transitória".

O ponto de chegada ao qual somos chamados é luminoso como o rosto de Cristo transfigurado: Nele está a salvação, a bem-aventurança, a luz, o amor de Deus sem limites.

Mostrando a sua glória, Jesus nos garante que a cruz, as provações, as dificuldades nas quais nos debatemos têm a sua solução e a sua superação na sua Páscoa.

O Papa fez então um convite aos fiéis:
    “Nesta Quaresma, subamos também nós a montanha com Jesus! De que modo? Com a oração. A oração silenciosa, a oração do coração, a oração sempre buscando o Senhor. Permaneçamos alguns momentos em recolhimento, todos os dias um pouquinho, fixemos o olhar interior no seu rosto e deixemos que a sua luz nos adentre e se irradie na nossa vida.”

É assim, reiterou Francisco: a oração em Cristo e no Espírito Santo transforma a pessoa a partir de dentro e pode iluminar os outros e o mundo circunstante.

"Quantas vezes encontramos pessoas que iluminam, que emanam luz dos olhos, que têm aquele olhar luminoso! Rezam e a oração faz isto: nos faz luminosos com a luz do Espírito Santo."

“Prossigamos com alegria o nosso itinerário quaresmal”, concluiu o Pontífice. “Vamos dar espaço à oração e à Palavra de Deus. Que a Virgem nos ensine a permanecer com Jesus mesmo quando não o entendemos e compreendemos. Porque somente permanecendo Nele veremos a sua glória.”

17 março 2019, 12:30

Fonte: Vatican News



Hoje é celebrado São Patrício, Padroeiro da Irlanda (17 de março)


REDAÇÃO CENTRAL, 17 Mar. 19 / 06:00 am (ACI).- “Eu era como uma pedra em uma profunda mina; e aquele que é poderoso veio e, em sua misericórdia, levantou-me e me colocou sobre uma parede”, dizia São Patrício, Padroeiro da Irlanda, cuja festa se celebra neste dia 17 de março.

Este santo também goza de grande devoção em Nova Iorque (Estados Unidos), onde todos os anos é homenageado com as cores verdes.

São Patrício nasceu na Grã-Bretanha por volta de 385. Sendo ainda jovem, foi raptado por piratas irlandeses e vendido como escravo na Irlanda. Quando recuperou a liberdade, seguiu para a Grã-Bretanha e depois para a Gália (atual França), onde frequentou mosteiros e se habilitou para a vida monástica e missionária. Seguiu o caminho do sacerdócio e mais adiante chegou a ser Bispo na Irlanda, levando em sua alma piedosa o desejo de evangelizar aquela nação pagã.

Em sua linguagem simples para evangelizar, costumava explicar que assim como as três folhinhas de um trevo fazem uma folha, da mesma forma Pai, Filho e Espírito Santo formam um só Deus verdadeiro.

Até hoje, por conta desse ensinamento do santo, os irlandeses costumam fixar um trevo à sua roupa no dia do padroeiro do país, para homenageá-lo.

Seus opositores foram os magos druidas que acreditavam em deuses pagãos e os hereges pelagianos. Entretanto, São Patrício seguiu firme construindo abadias e igrejas cristãs.

Diz-se que um Sábado Santo, quando São Patrício acendeu o fogo pascal, os druidas se lançaram a apagá-lo, mas não conseguiram. Então, um deles exclamou: “O fogo da religião que Patrício acendeu será espalhado por toda a ilha”. Isto se cumpriu porque converteu toda a Irlanda ao cristianismo.

O santo formou um clero local, consagrou sacerdotes e Bispos.

Ao final de sua vida, escreveu as “Confissões”, obra na qual relatou como se sentia e o que fazia na missão que Deus lhe tinha confiado.

Conseguiu a reforma das leis civis da Irlanda e a legislação foi feita com os princípios católicos. Partiu para a Casa do Pai em 461 e foi sepultado em Saúl, região de Stragford Lough, onde edificou a sua primeira igreja.

É também muito reverenciado nos Estados Unidos devido ao grande número de imigrantes irlandeses. Em Nova Iorque, a Catedral é dedicada a São Patrício. Nesta cidade, uma das tradições mais antigas é o desfile pelo dia de São Patrício ou “Saint Patrick’s day” que data da época colonial. Os irlandeses, parte do exército britânico, costumavam se vestir de verde e entoavam canções típicas ao som de gaitas de fole.

Isto permaneceu no tempo e hoje é uma das maiores celebrações na cidade norte-americana. A cor representativa continua sendo o verde e se mantém o grande desfile de marcha militar que acontece na Catedral de São Patrício.

Fonte: ACI digital



Uma Experiência Fascinante-2° Domingo da Quaresma(Ano C)



UMA EXPERIÊNCIA FASCINANTE

2º Domingo da Quaresma – Ano C

Evangelho de Lucas 9,28-36
* Naquele tempo, 28 Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago e subiu à montanha para rezar. 29 Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante. 30 Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31 Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte que Jesus iria sofrer em Jerusalém. 32 Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele. 33 E quando estes homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo. 34 Ele estava ainda falando quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem. 35 Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o escolhido. Escutai o que ele diz!” 36 Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

Reflexão

UMA EXPERIÊNCIA FASCINANTE

A contemplação de Jesus transfigurado foi uma experiência fascinante na vida dos três discípulos escolhidos pelo Mestre para subirem com ele ao alto monte. Neste lugar carregado de simbolismo (a montanha era tida como o lugar privilegiado de encontro com Deus) puderam contemplar Jesus transfigurado, revestido de glória e majestade, e "vê-lo" no fulgor de sua santidade.


A transfiguração foi, de certo modo, uma antecipação da ressurreição. Depois de ressuscitado, o esplendor de sua glória já não fulguraria, por pouco tempo, para um grupo seleto de discípulos. Pelo contrário, não só poderia ser contemplada por todos os discípulos, como também deveria ser proclamada a todos os povos da Terra. A ordem de guardar segredo ("não dizer a ninguém a respeito da visão") perderia sua razão de ser.

Contudo, a contemplação do Ressuscitado haveria de ser precedida por uma experiência aterradora: a de ver o Messias Jesus pendente na cruz. O fascínio daria lugar ao pavor e à estupefação, porque a morte de cruz não encontraria explicação, uma vez que o Mestre sempre dera mostras de ser um homem justo e, em sua pregação, falara de Deus como um Pai amoroso e fiel.

Só quem fosse capaz de superar o impacto da cruz e reconhecer no Crucificado o Filho de Deus, chegaria a reconhecê-lo fascinantemente ressuscitado.

Oração do Dia

Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sexta-feira, 15 de março de 2019

Hoje a Igreja celebra São Longuinho, o soldado que perfurou o lado de Jesus


REDAÇÃO CENTRAL, 15 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”, esta é a profissão de fé feita pelo soldado romano que, após a crucificação, furou o lado de Jesus com uma lança e se converteu, o qual foi identificado como São Longuinho, cuja festa é celebrada neste dia 15 de março.

Longuinho viveu nos primeiros séculos, era o centurião que, por ordens de Pilatos, esteve com outros soldados ao pé da cruz de Jesus Cristo.

O Evangelho de São João relata quando os soldados foram quebrar as pernas dos dois homens que estavam crucificados ao lado de Jesus, mas quando chegaram diante de Cristo, “como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19,33-34).

Este soldado que perfurou o lado de Jesus foi identificado com o nome Longuinho, derivado do grego que significa “uma lança”.

Foi ele quem, ao ver as poderosas manifestações da natureza após a morte de Cristo, disse a famosa frase que o fez o primeiro convertido à fé cristã: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”.

Diz-se que Longuinho estava ficando cego e, quando perfurou o Senhor com a lança, uma gota do sangue do Salvador caiu em seus olhos e, imediatamente, ele ficou curado. Tocado, converteu-se e abandonou para sempre o exército.

Instruído pelos apóstolos, Longuinho se tornou monge em Cesareia, na Capadócia, onde ganhou muitas almas para Cristo por meio da palavra e do testemunho.

Entretanto, o governador da Cesareia descobriu sua identidade e o entregou a Pôncio Pilatos. Foi acusado de desertor e condenado à morte, a não ser que renunciasse à sua fé em Cristo.

Longuinho se manteve firme e, por isso, foi torturado, teve seus dentes arrancados e a língua cortada. Depois, foi decapitado.

Quase mil anos depois, em 999, São Longuinho foi canonizado pelo Papa Silvestre II. Conforme se relata, o processo de canonização já havia avançado bastante, porém os documentos ficaram perdidos por muitos anos.

Então, o Papa pediu a intercessão de Longuinho para ajudá-lo a encontrar esses papéis. Pouco tempo depois, os documentos foram achados e aconteceu a canonização.

Ainda hoje, São Longuinho é invocado pelos fiéis para pedir ajuda a fim de encontrar algum objeto perdido. Diz-se que ele era um homem baixinho e que, servindo na corte de Roma, vivia nas festas dos romanos.

Nesses ambientes, por sua pequena estatura, conseguia ver o que se passava por baixo das mesas e sempre encontrava pertences de pessoas. Os objetos achados eram devolvidos aos seus donos. Daí teria surgido o costume de pedir-lhe ajuda para encontrar o que se perdeu.

Em agradecimento, segundo a tradição, são oferecidos três pulinhos e uma oração. Diz-se que essa forma de agradecer seria pelo fato de o soldado ser manco, mas outra explicação afirma que os pulinhos se remetem à Santíssima Trindade.

Fonte: ACI digital



quinta-feira, 14 de março de 2019

Sabia que a festa de São José é um dia de preceito para toda a Igreja?


MADRI, 13 Mar. 19 / 12:00 pm (ACI).- Na próxima terça-feira, 19 de março, é celebrada a solenidade de São José, um dia de preceito na Igreja e, portanto, é obrigatório ir à missa; porém, o Brasil é um dos países em que a data não é preceito.

Em uma nota publicada em 12 de março, a Arquidiocese de Madri (Espanha) recordou: "No próximo dia 19 de março, é celebrada a solenidade de São José, padroeiro da Igreja universal. Esta festa é dia de preceito em toda a Igreja (cf. Canon 1246 do Código de Direito Canônico) e, consequentemente, na Arquidiocese de Madri".

"O Vicariato Geral recorda a todos os membros da Igreja diocesana a obrigatoriedade de participar neste dia da celebração Eucarística, a não ser que por razões de trabalho ou outras circunstâncias inevitáveis, exista uma dificuldade grave para cumprir com este preceito", conclui o texto.

O cânon 1246 do Código de Direito Canônico afirma que "o domingo, em que se celebra o mistério pascal, por tradi­ção apostólica, deve guardar-se como dia festivo de preceito em toda a Igreja. Do mesmo modo devem guardar-se os dias do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, Epifania, Ascensão e santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Santa Maria Mãe de Deus, e sua Imaculada Conceição e Assunção, São José e os Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, e finalmente de Todos os Santos".

No entanto, precisamente o mesmo cânon no § 2 afirma que "a Conferência episcopal, contudo pode, com aprovação prévia da Sé Apos­tólica, abolir alguns dias festivos de preceito ou transferi-los para o domingo". Assim, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aboliu o preceito na solenidade de São José, em 19 de março.

O Cânon 1247 acrescenta que "no domingo e nos outros dias festivos de preceito os fiéis têm obrigação de participar na Missa; abstenham-se ainda daqueles trabalhos e negócios que impeçam o culto a prestar a Deus, a alegria própria do dia do Senhor, ou o devido repouso do espírito e do corpo".

O Cânon 1248 afirma ainda que "cumpre o preceito de participar na Missa quem a ela assiste onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do dia antecedente".

Fonte: ACI digital



Por que o Glória e o Aleluia são omitidos na Quaresma?


Philip Kosloski | Mar 13, 2019

Até a Liturgia “jejua" em preparação para a Páscoa

A Quaresma é marcada por duas omissões litúrgicas bem distintas. Nem o Glória, nem o Aleluia (cantado antes do Evangelho) são permitidos durante os 40 dias antes da Páscoa (com algumas exceções).Mas por quê?

Primeiro: o Glória é um hino que celebra a vinda do Senhor e a Igreja, durante a Quaresma, se volta em espírito a uma época em que o povo de Deus estava no exílio, esperando o Messias vir e salvá-los. É uma época semelhante em expectativa ao Advento, mas em vez de esperar o nascimento de Cristo do ventre de Maria, o povo cristão espera o segundo “nascimento” de Cristo a partir do sepulcro.

Em segundo lugar, seguindo este mesmo espírito de exílio, a Igreja se junta a Moisés e aos israelitas no deserto. É um tempo de agonia e purificação.

Da mesma forma, a palavra “aleluia” está enraizada em uma expressão hebraica que significa “louvai ao Senhor” e, por isso, o Aleluia é omitido durante a Quaresma.

Todo tempo litúrgico tem cantos próprios e é preciso saber escolhê-los bem. Nosso foco na Quaresma não é nos regozijarmos, mas lamentarmos nossos pecados, olhando para as coisas que impedem um relacionamento autêntico com Deus. Através da prática da oração, do jejum e da esmola, seremos capazes de nos regozijarmos novamente na Páscoa, pois não é apenas a ressurreição de Cristo que celebramos, mas o nosso próprio renascimento no espírito.

Fonte: Aleteia

Por que cobrimos as imagens sacras na Quaresma?
Padre Paulo Ricardo

Na Quaresma, enquanto os fiéis começam a se preparar com mais força para a Páscoa, as imagens de nossas igrejas são cobertas com um véu. Mas de onde vem, afinal, esse costume e o que ele significa?
De onde vem o costume católico de velar as imagens sacras durante o tempo litúrgico da Quaresma?

A resposta para essa questão deve ser encontrada na riquíssima arquitetura litúrgica da Igreja. Em primeiro lugar, não é verdade que as imagens sejam cobertas por toda a Quaresma, mas somente nos dias que precedem a Paixão do Senhor, mais exatamente a partir do 5.º Domingo da Quaresma.

Diferentemente do Missal Romano de 1962, as rubricas do Missal de Paulo VI não preveem mais a obrigatoriedade dessa prática (cf. Paschalis Sollemnitatis, n. 26). Cabe às Conferências Episcopais discernir a oportunidade de se manter esse costume em cada região, a depender da recepção cultural que o acompanha. Como o Brasil é um país de antiga tradição católica, não há problema algum na sua observância.

Mais importante que a letra da rubrica, porém, é compreender o seu significado. Ao velar o crucifixo, até a Sexta-feira Santa, e as imagens dos santos, até a Vigília Pascal, a Igreja antecipa o luto pela morte de seu Senhor, incutindo nos fiéis uma mortificação à sua visão.

O foco das leituras também é outro: nas primeiras semanas da Quaresma, os textos litúrgicos chamavam sobretudo à penitência e à conversão pessoais; a partir da 5.ª semana da Quaresma — que, no calendário antigo, se chamava simplesmente 1.º Domingo da Paixão —, os fiéis começam a ouvir as narrativas do Evangelho de São João, chamados a manter o olhar fixo em Jesus crucificado, não tanto com os olhos da carne, mas com os da alma.

Em sua pedagogia de mãe, portanto, a Igreja introduz-nos em um mistério. Neste fim de semana, as cruzes são veladas, mas, na Sexta-feira da Paixão, novamente elas são descobertas e dadas à adoração dos fiéis.

Com esse gesto, os católicos, evidentemente, não adoramos um pedaço de madeira ou de gesso (cf. S. Th., III, q. 25, a. 4), mas o amor de Cristo que se manifestou na Cruz. Aproveitemos esse tempo de silêncio e sobriedade, intensifiquemos a nossa vida de penitência e meditemos sobre o infinito amor do Senhor, o qual, “amando os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (Jo 13, 1).

(via Pe. Paulo Ricardo)

Fonte: Aleteia



Um dia depois da tragédia, Suzano vive velórios e enterros


quinta-feira, 14 de março de 2019, 10h58

Escolas públicas estaduais e municipais de Suzano suspenderam aulas, e se preparam para acolher alunos

Da redação, com Agências

A população de Suzano, a 57 quilômetros de São Paulo, vive, nesta quinta-feira, 14, um dia de luto e despedida.

Após a tragédia na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em que dez pessoas morreram e 11 ficaram feridas, a cidade se prepara para o luto oficial de três dias e o velório coletivo, que acontece na Arena Suzano, no Parque Max Feffer.

Cinco estudantes foram assassinados pelos atiradores Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, que se suicidaram, além de duas funcionárias da escola, e o tio de um dos responsáveis pelo ataque.
Segurança e Assistência

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou, em nota, que os procedimentos de segurança em todas as 5,3 mil escolas do estado serão revisados e está em estudo um projeto para reforço à segurança nas escolas mais vulneráveis.

Em Suzano, as aulas em todas escolas públicas estaduais e municipais estão suspensas até sexta-feira, 15, dia em que professores da rede discutirão as propostas pedagógicas para acolhimento, na próxima semana, dos alunos e comunidade escolar.

A escola em que aconteceu a tragédia será reaberta na segunda-feira, 18, apenas para professores e funcionários. Serão desenvolvidas atividades como acolhimento, preparação e apoio psicológico com apoio do Instituto de Psicologia da USP, técnicos da Secretaria da Educação, entre outros profissionais e especialistas.

Também será mobilizada uma rede de apoio com instituições públicas e privadas para traçar um planejamento e estruturação das atividades de apoio a alunos, familiares, professores, servidores e toda comunidade.

A partir da próxima terça-feira, 19, a unidade será reaberta para comunidade de pais, alunos e professores participarem de projetos pedagógicos na escola. Serão atividades livres, oficinais, apoio psicológico, rodas de conversa, depoimentos e compartilhamento de boas práticas, entre outras atividades. Além disso, toda a estrutura interna será pintada e revitalizada, para mudar o ambiente escolar.

No centro de apoio montado no Bunkyo, profissionais de psicologia e da área de saúde atenderam familiares e comunidade. Somente ontem, cerca de 200 pessoas passaram pelo local.

Fonte: Canção Nova

Bispo de Mogi das Cruzes expressa pesar por atentado em Suzano


quarta-feira, 13 de março de 2019, 13h53

Dom Pedro Luiz Stringhini afirmou que a diocese permanecerá unida em oração por todos os atingidos pelo ataque

Da redação, com diocese de Mogi das Cruzes

A Diocese de Mogi das Cruzes (SP) emitiu nesta quarta-feira, 13, uma nota de pesar aos alunos e familiares dos estudantes da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, vítimas do tiroteio ocorrido no colégio nesta manhã. Em nota, o bispo diocesano de Mogi das Cruzes, Dom Pedro Luiz Stringhini afirmou que a diocese permanecerá unida em oração pelos atingidos pelo ataque e expressa repúdio a este e qualquer ato de violência.
O ataque

Na manhã de hoje, dois atiradores invadiram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, e fizeram disparos. Até o momento, a PM registrou a morte de cinco alunos, um funcionário do colégio, uma pessoa que passava pela rua no momento dos disparos, além dos dois autores dos disparos. Uma das 18 pessoas feridas morreu no hospital. O governador de São Paulo, João Doria, está no colégio acompanhando as investigações.

Confira, na íntegra, a nota publicada pela diocese:

Nota de pesar

Dom Pedro Luiz Stringhini, bispo diocesano de Mogi das Cruzes (SP), consternado ao receber as notícias a respeito do atentado aos alunos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, transmite seu pesar, com expressões de proximidade e conforto, aos familiares dos alunos do colégio, e principalmente, daqueles que choram a perda de seus entes queridos pedindo a Deus para que derrame sobre cada um deles os dons da serenidade espiritual e da esperança cristã, pois, nossa fé se fundamenta nas promessas e na vitória de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Enquanto Diocese, todo o clero e fiéis leigos, unimo-nos em oração pelos atingidos neste brutal ataque à Escola Raul Brasil, nas preces pelos falecidos, inclusive pelos autores deste triste ocorrido, pedindo a Deus que os acolha na Sua misericórdia e pela recuperação dos que foram atingidos.

Como filhos do príncipe da Paz, repudiamos qualquer ato de violência, e pedimos a Deus a graça de sermos promotores da paz em nosso país e no mundo.

Com uma saudação fraterna e dolorosa, nós nos unimos a todos.

Mogi das Cruzes, 13 de março de 2019

Dom Pedro Luiz Stringhini
Bispo Diocesano de Mogi das Cruzes

Pe. Antônio Robson Gonçalves
Vigário Geral da Diocese de Mogi das Cruzes

Fonte: Canção Nova



quarta-feira, 13 de março de 2019

Há 27 anos o Brasil se despedia da Beata Irmã Dulce


REDAÇÃO CENTRAL, 13 Mar. 19 / 07:00 am (ACI).- Em 13 de março de 1992, há exatos 27 anos, o Brasil se despedia do seu “Anjo Bom”, a Bem-aventurada Dulce dos Pobres, religiosa que dedicou sua vida a ajudar os mais necessitados, especialmente em sua terra natal, Salvador (BA).

Irmã Dulce faleceu aos 77 anos, após uma vida inteira dedicada a cuidar dos pobres e enfermos. Ela nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador (BA), tendo recebido como nome de batismo Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes.

Ainda menina, a pequena já demonstrava seu interesse pela vida religiosa e, aos 13 anos, começou a atender os doentes e carentes na porta de sua casa, a qual passou a ser conhecida como “A Portaria de São Francisco”.

Em fevereiro de 1933, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe, e recebeu o hábito em agosto do mesmo ano. Foi então que adotou o nome Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe, que faleceu quando ela tinha apenas 7 anos.

De volta à sua terra natal Salvador, iniciou em 1935 um trabalho assistencial junto às comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe.

Em 1939, depois de muito lutar para cuidar de seus doentes, ocupou um galinheiro ao lado do convento, depois da autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu início à criação das Obras Sociais Irmã Dulce, instituição considerada hoje um dos maiores complexos de saúde pública do país, com cerca de quatro milhões de atendimentos ambulatoriais por ano.

A religiosa chegou a ser indicada ao prêmio Nobel da Paz em 1988 pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia.

Irmã Dulce foi beatificada em 22 de maio de 2011 e agora segue o seu processo de canonização, para o qual é necessária a comprovação de mais um milagre atribuído à religiosa baiana.

Sua festa litúrgica é celebrada no dia 13 de agosto, recordando a data em que recebeu o hábito de sua Congregação.

Fonte: ACI digital



terça-feira, 12 de março de 2019

A web completa 30 anos: a rede nos tornou mais livres e solidários?


A rede do terceiro milênio é habitada por mais da metade da população mundial, mas são cada vez menos os centros de poder que a administram. Como a Igreja acolheu desafios e oportunidades: entrevista com o prof. Fabio Pasqualetti, especialista em comunicação e novas tecnologias.

Roberta Gisotti e Silvonei José - Cidade do Vaticano

Há 30 anos, em 12 de março de 1989, nascia World Wide Web, como concebido por seu inventor, o engenheiro informático inglês, Tim Berners-Lee, jovem pesquisador do CERN de Genebra; ele tinha 34 anos quando propôs organizar eficientemente as inumeráveis informações coletadas durante seus estudos no maior laboratório do mundo de física nuclear, através de um sistema baseado em 'hipertextos' e 'links', que permitia a conexão entre eles de diferentes documentos contidos nos computadores.

O mundo inteiro conectado em tempo real

Dois anos de trabalho e Berners Lee estava pronto, em 6 de agosto de 1991, para tornar a ideia operacional: depois de escrever o código do World Wide Web, ele criou uma nova linguagem de programação chamada Html (hypertext markup language), ele havia dado a cada destino da web um nome específico, denominado Url (universal resource locator), e projetara o Http (hypertext transfer protocol): um conjunto de regras que permitia a troca de informações em tempo real na internet. O momento era propício para estender a todos, gratuitamente, o protocolo do www, um evento histórico que ocorreu no CERN em 30 de abril de 1993.

Compartilhamento, abertura, colaboração

O que restou hoje dos princípios éticos de compartilhamento, abertura e colaboração que inspiraram Berners-Lee e muitos de seus colegas que participaram da realização de um sonho que parecia magia? A world wide web foi uma inovação não só tecnológica, mas cultural, que em pouco tempo globalizou o conhecimento, invadiu todas as áreas da vida individual e coletiva, marcando o início - segundo alguns pensadores - de uma nova era antropológica. Enquanto isso, o cenário de referência mudou profundamente.

Um bem comum, sem regras, dominado por alguns sujeitos

A rede no terceiro milênio é agora habitada por mais da metade da humanidade, mas muitos poucos a dominam e a administram, tratam todos os dados sensíveis das pessoas e atividades que ali se desenvolvem e lucram com eles. Isso ocorreu na ausência de regras que pudessem definir e proteger a natureza do bem comum da rede. M mais tarde tentaram legislar, quando os poderes já estabelecidos são um forte inexpugnável para parlamentos e governos, atravessados ​​por pressões de lobbys de interesses ligados à mídia, economia e política. Dessa identidade supranacional fora de controle dos Estados, se aproveitaram organizações criminosas, estabelecidas no chamado deep web, 500 vezes mais extenso daquela emersa, onde se faz tráfico de tudo protegido pelo anonimato, contrastado com grande dificuldade pelas Polícias, que lutam para colaborar e encontrar estratégias comuns de luta na área informática.

Dúvidas, riscos e desafios a serem enfrentados

O nascimento da world wide web suscitou no início uma onda de excessivo otimismo que agora deu lugar a interrogativos, dúvidas e desafios a serem enfrentados, como sublinhou padre Fabio Pasqualetti, decano da Faculdade de Ciências da Comunicação da Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, especialista em comunicação e novas tecnologias.

R. - O problema é que, antes de mais nada, criamos uma globalização dos mercados, e a tecnologia a favoreceu muito, mas ainda não temos uma governance mundial; depois se desenvolveu a globalização dos serviços de internet e nos anos 2000-2002, quando começaram os primeiros blogs e as redes sociais depois, oferecemos autoridade, a possibilidade de qualquer pessoa se expressar sobre tudo, mas isso aconteceu sem parâmetros de referência e sem muitos critérios de regulamentação. Hoje nos deparamos com problemas consideráveis ​​em relação à privacidade e ao controle dos usuários. Certamente o escândalo da NCA, sobre a espionagem dos cidadãos estadunidenses e não, nos fez entender bem o quão complexa é a rede global e quantos interesses estão em jogo por parte de multinacionais, de instituições, de governos, de exércitos. Por isso, é certamente é um emaranhado sobre o qual refletir e pensar; além disso, estamos vendo que essa tecnologia de acesso ao conhecimento e de grande coleta de informações tende a delegar um pouco todas as funções que tínhamos anteriormente, como a da memorização: hoje sabemos - através de estudos feitos - que tendemos a memorizar menos porque confiamos e confiamos cada vez mais em dispositivos que nos dão acesso às informações. Depois, há muitos outros problemas em termos de aprendizagem e socialização, porque a promessa das redes sociais é muitas vezes a de encontrar os outros, mas os resultados são, por vezes, que as pessoas se sentem mais isoladas e frustradas do que antes. Portanto, devemos também entender o porquê. Eu não acho que seja simplesmente devido à tecnologia; há muitos fatores a serem analisados em nível cultural, também em nível social, no nível da longa onda de uma cultura muito individualista, que acredito tenha entrado em ação e que a tecnologia depois fortaleceu através de formas de narcisismo.

Prof. Pasqualetti, como a comunicação da Igreja mudou nessas décadas? Eu me refiro tanto ao anúncio da Palavra quanto ao estar em rede.

R. - A Igreja foi primeiramente desafiada principalmente no nível de estrutura de comunicação. A Igreja, poderíamos facilmente reconhecer, sempre teve uma estrutura comunicativa top down, isto é, dos mais altos vértices até a base. A Internet, ao contrário, implica um modo de comunicação totalmente oposto: todo mundo é horizontal, não tem centro. Assim, a Igreja teve que aceitar o desafio de entrar na rede, tendo que aceitar o fato de que é uma das vozes entre tantas vozes. Acho que esse é o maior desafio, no sentido de que você realmente precisa ter algo interessante para dizer, para que alguém visite seus sites, faça referência ao seus conteúdos e, portanto, em certo sentido, também encontre um espaço de confronto. No entanto, ainda não existem muitas instituições e sites eclesiais que aceitem um confronto direto; muitos talvez recebam contribuições, mas sempre muito regulados; outros são portais de informação. Acredito, no entanto, que com o passar do tempo entrará a ideia de que a modalidade comunicativa - se se aceita estar nesses ambientes digitais, nas mídias sociais, por exemplo - inevitavelmente implica a interação direta.

As celebrações dos trinta anos

As celebrações do 30º aniversário da World Wide Web têm início nesta terça-feira no CERN, em Genebra, com o evento Web@30, presidido por Tim Berners-Lee, com a participação de vários outros especialistas e pioneiros da rede, que debaterão com o público suas visões sobre o modo digital de hoje e do futuro.

12 março 2019, 17:32

Fonte: Vatican News



Hoje é celebrado São Luís Orione, fundador da Pequena Obra da Divina Providência


REDAÇÃO CENTRAL, 12 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- São Luís Orione, cuja festa é celebrada neste dia 12 de março, costumava dizer: “Não  é entre as palmeiras que eu quero viver e morrer, mas no meio dos pobres que são Jesus Cristo”. Ele é fundador da assim chamada Pequena Obra da Divina Providência e de outras congregações dedicadas aos mais necessitados.

Dom Orione, como é popularmente conhecido, nasceu na Itália em 1872. Em sua adolescência, foi aluno de São João Bosco no Oratório de Valdocco de Turim. “Nós seremos sempre amigos”, disse Dom Bosco ao jovem.

Mais tarde, ingressou no seminário de Tortona e abriu o primeiro oratório para cuidar da educação cristã dos jovens. Depois, com 21 anos, abriu um colégio para crianças pobres do bairro de São Bernardino.

Em 1895, foi ordenado sacerdote e celebrou sua primeira Missa rodeado por crianças. Com o tempo, abriu novas casas em diferentes partes da Itália. Aos poucos, uniram-se a ele clérigos e sacerdotes. Dedicou-se ao ensino dos jovens, à pregação, à visita aos pobres e aos doentes.

Em 1903, o bispo de Tortona reconheceu canonicamente os Filhos da Divina Providência (sacerdotes, irmãos coadjutores e eremitas), a congregação masculina da Pequena Obra da Divina Providência, dedicada a colaborar para levar os pequenos, os pobres e o povo à Igreja e ao Papa, através de obras de caridade.

Trabalhou ativamente na liberdade, unidade da Igreja e a cristianização dos trabalhadores. Socorreu heroicamente as vítimas do terremoto em 1908, em que 90 mil pessoas morreram.

Fundou a Congregação das Pequenas Irmãs Missionárias da Caridade, as Irmãs Sacramentinas Adoradoras cegas e depois as Contemplativas de Jesus Crucificado.
Organizou grupos Leigos: as Damas da Divina Providência, os Ex-Alunos e os Amigos. Posteriormente, tomou corpo o Instituto Secular Orionita e o Movimento Laical Orionita.

Depois da Primeira Guerra Mundial, multiplicaram-se o número de escolas, colégios, colônias agrícolas, obras caritativas e sociais. Dom Orione criou os “Pequenos Cotolengos”, que atendiam os mais sofredores e abandonados nas periferias das grandes cidades.

Enviou várias expedições missionárias para diversas partes do mundo, viajando inclusive ele mesmo a países da América Latina como Argentina, Brasil, Uruguai e Chile. Tinha a estima dos Papas São Pio X, Bento XV, Pio XI e Pio XII, que lhe confiaram resolver problemas dentro e fora da Igreja.

Construiu os santuários de Nossa Senhora da Guarda, em Tortona, e Nossa Senhora de Caravaggio, em Funo. Rodeado pelo amor de seus religiosos, partiu para a Casa do Pai no dia 12 de março de 1940, suspirando: “Jesus! Jesus! Estou indo”.

Fonte: ACI digital



Como viver a Quaresma na era do totalitarismo digital e das redes?


Roma, 09 Mar. 19 / 06:00 am (ACI).- O jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, apresentou em sua edição do dia 19 de fevereiro de 2018 um artigo intitulado ‘Totalitarismo digital’, que destaca a importância da solidão, do silêncio e do jejum para viver a Quaresma na era das redes sociais .

A autora do artigo é Antonella Lumini, que recorda que, “a cada ano, o tempo litúrgico da Quaresma convida a viver momentos de recolhimento, de deserto e, se a solidão, o silêncio, o jejum, na era das redes sociais, podem parecer completamente impraticáveis, na verdade são sempre mais necessários para proteger o equilíbrio psicofísico do indivíduo”.

“Não se trata de incentivar a fuga do mundo ou de demonizar certos instrumentos, mas de reencontrar a medida certa. Em uma época na qual prevalece o consumo descontrolado de tudo, em que é normal o comportamento convulsivo para a interação nas redes, seria bom redescobrir a solidão e o jejum como caminhos a percorrer para voltar às profundezas”.

Lumini recordou que Santo Agostinho convidava a não “se dispersar, mas voltar a si mesmo, porque a verdade que desejamos está no profundo de nós”.

A autora também escreve que, “enquanto estamos sobrecarregados por tudo o que consumimos, incluindo o excesso de alimentos e o uso excessivo das redes sociais, não poderemos perceber a sede de infinito na nossa alma: assim se torna impossível penetrar neste misterioso mundo interior que constitui a verdadeira riqueza que nenhuma coisa externa poderá substituir”.

“A solidão permite que a pessoa experimente isso sozinha, desmascarando, despindo, favorecendo a relação com o Espírito, com esse fundo luminoso no qual o ego se abre à consciência, expande-se para o insondável. O ‘eu’ se abre ao ‘Eu Sou’, o nome revelado de Deus assumido por Jesus, ou se fecha tornando-se o centro de si mesmo”, assinalou.

Nesse sentido, “o jejum, entendido não só como abstinência de comida, mas também do celular e das conexões digitais, torna-se um meio capaz de impedir os círculos viciosos que causam dependência”.

Na relação pessoal com Deus, continua Antonella Lumini, o “sujeito é encorajado a crescer espiritualmente. Ao contrário, a interação constante com a rede intensifica o processo de massificação e homologação das consciências e produz uma regressão (...) na qual a individualidade se perde”.

Entre os riscos de não responder à sua sede interior, Lumini adverte que a pessoa pode cair na “agressividade, na violência, na tristeza, na depressão e no mal-estar físico”.

“Uma forma alterada e excessiva de relações sem uma verdadeira interação humana anestesia as consciências, produz uma escravidão tortuosa, sedutora, que não é imediatamente reconhecível, que está camuflada. Mas essa escravidão do totalitarismo digital não se compara com a dos regimes totalitários que privam de toda liberdade”.

Diante dessa situação, incentiva, “é hora de acordar do entorpecimento. A solidão e o jejum revelam o vazio interno e é por isso que nos dão medo”.

Lumini conclui o artigo afirmando que, “como ensinam os padre e as madres do deserto, os demônios são vícios, círculos viciosos que prendem em uma corrente da qual já não podemos sair. Às vezes, o vício é apresentado como uma virtude. Então, o silêncio, a solidão e o jejum são o antídoto.

Antonella Lumini reside em Florença (Itália) e há cerca de 30 anos vive como “eremita urbana”.

Em 2016, escreveu com o Vaticanista Paolo Rodari o livro ‘A custódia do silêncio’, no qual compartilha suas reflexões sobre o tema.

Na opinião de Rodari, “a mensagem fundamental de Antonella Lumini é que o Espírito fala em todos os lugares e sempre fala, basta saber ouvi-lo. Para aprender a ouvi-lo é necessário aprender a ficar em silêncio”.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 11 de março de 2019

6 práticas que podem nos ajudar a alcançar a santidade


REDAÇÃO CENTRAL, 08 Mar. 19 / 04:00 pm (ACI).- O Arcebispo de Los Angeles, Dom José Gomez fez uma recopilação, baseada na vida dos santos e mestres da vida espiritual, de seis práticas que podem nos ajudar a alcançar a santidade.

Em uma carta pastoral intitulada “Fomos criados para grandes coisas”, o Prelado indicou que, para ser semelhantes a Cristo, “é necessário um plano de vida” e ter “um propósito”.

“Nossas vidas devem ser conduzidas por um alegre desejo de trabalhar com a graça de Deus para ser mais parecidos a Cristo a cada dia, a cada ano”, assinalou.

Para alcançar esse objetivo, Dom Gomez recomendou trabalhar os “bons hábitos” e apresentou estas seis práticas recomendadas pelos santos e mestres da vida espiritual. Assegurou: “Deram frutos na minha própria vida espiritual”.

1. Ser conscientes da presença de Deus

O Prelado indicou que é necessário se comunicar com Deus através de uma oração simples no começo e no final do dia. De manhã, oferece-se o dia ao Senhor e à tarde reflete-se sobre o que foi realizado durante o dia.

“Ao longo do dia, tentem ser conscientes do ‘sacramento do momento presente’. O nosso objetivo é ter a certeza de que vivemos sob o olhar amoroso de Deus e que com a sua graça é possível fazer tudo por amor a Ele”, assinalou.

2. Organizar um tempo para rezar todos os dias

Dom Gomez recomendou que ao longo do dia é bom parar durante os trabalhos diários para rezar. Explicou que o propósito da oração é levar o homem à presença do Deus vivo em uma atitude de humildade, amor e louvor.

O Prelado aconselhou conversar com Deus de maneira honesta e simples. “Conte para o teu Pai o que te deixa ansioso, o que você quer fazer por Ele. Fale sobre as áreas da vida que você quer melhorar. Diga que o ama e quer amá-lo mais. Diga que quer fazer a sua vontade, como Maria, nossa mãe”.

Também assinalou que “a única oração que precisamos” é repetir o nome de Jesus durante o dia. “É uma oração bonita e poderosa”.

3. Ler uma passagem evangélica todos os dias

Outra prática que Dom Gomez propõe é rezar a lectio divina. Trata-se de ler uma passagem dos Evangelhos e meditá-la na oração perguntando: “O que Deus me diz nesta passagem? O que está me pedindo para fazer?”.

O Prelado assegurou que só se pode conhecer Jesus através dos seus ensinamentos e da sua vida que estão refletidos no Evangelho.

“Quanto mais rezemos com os Evangelhos, teremos mais a ‘mente de Cristo’. Seus pensamentos e sentimentos, vendo a realidade através dos seus olhos”, afirmou.

4. Participar da Eucaristia com frequência

O Arcebispo de Los Angeles recomendou buscar todas as oportunidades para se encontrar com Cristo e adorá-lo na Missa e no Santíssimo Sacramento.

Segundo Dom Gomez, o ideal é frequentar a Eucaristia durante os dias da semana, além do domingo. Recordou que, quando ele começou a ir à Missa diária, tornou-se mais consciente da presença de Deus. A sua relação pessoal com Ele foi crescendo cada vez mais e se tornou uma amizade profunda.

5. Fazer um exame de consciência diário e confessar-se com frequência

O Prelado afirmou que a confissão frequente oferece “uma sensação de libertação e paz” na alma quando os pecados são perdoados.

Dom Gomez comentou que ao longo do seu ministério pastoral, surpreendeu-se de como “a graça de Deus age na vida das pessoas” através desse sacramento.

“Participar do sacramento que cura de Cristo é uma graça. Poder pronunciar a sua palavra de perdão, para perdoar os pecados em seu nome. Não há maior privilégio que possa imaginar, nem algo mais bonito na terra”, sublinhou.

6. Realizar obras espirituais e materiais de misericórdia

“O amor é a forma de imitar Cristo. Precisamos amar os outros como Jesus os ama, começando pelas pessoas mais próximas. Começar pelas nossas famílias e depois com os outros”, sublinhou o Arcebispo de Los Angeles.

Deste modo, recomendou servir a Deus através dos pobres, abandonados e vulneráveis.

Fonte: ACI digital



Perguntas e respostas sobre o Sacramento da Penitência


1. O que é o sacramento da Penitência?

O sacramento da Penitência, ou Reconciliação, ou Confissão, é o sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo para apagar os pecados cometidos depois do Batismo. É, por conseguinte, o sacramento de nossa cura espiritual, chamado também sacramento da conversão, porque realiza sacramentalmente nosso retorno aos braços do pai depois de que nos afastamos com o pecado.

2. É possível obter o perdão dos pecados mortais sem a confissão?

Depois do Batismo não é possível obter o perdão dos pecados mortais sem a Confissão, embora seja possível antecipar o perdão com a contrição perfeita acompanhada do propósito de confessar-se.

3. E se depois de feita a constrição a pessoa  não se confessa?

Quem se comporta desta maneira comete uma falta grave. Pois todos os pecados mortais cometidos depois do batismo devem ser acusados na Confissão.

4. O que se requer para fazer uma boa confissão?

Para fazer uma boa confissão é  necessário: fazer um cuidadoso exame de consciência, arrepender-se  dos pecados cometidos e o firme propósito de não cometê-los mais (contrição), dizer os outros pecados ao sacerdote (confissão), e cumprir a penitência (satisfação).

5. O que é o exame de consciência?

O exame de consciência é a diligente busca dos pecados cometidos depois da última Confissão bem feita.

6. No exame de consciência é necessário ter exato o número dos pecados?

Dos pecados graves ou mortais é preciso acusar  também o número, porque cada pecado mortal deve ser dito na confissão.

7. O que é a dor dos pecados?

A dor dos pecados é o sincero pesar e a repulsa dos pecados cometidos.

8. De quantos tipos é a dor?

A dor é de dois tipos: dor perfeita (ou contrição) e dor imperfeita (ou atrição).

9. Quando se tem dor perfeita ou contrição?

Tem-se a dor perfeita ou contrição quando se arrepende dos próprios pecados porque se ofendeu a Deus, imensamente bom e digno de ser amado: quando a dor nasce do amor desinteressado a Deus, quer dizer, da caridade.

10. Quando se tem a dor imperfeita ou atrição?

Tem-se a dor imperfeita ou atrição quando o arrependimento, assim que inspirado pela fé, tem motivações menos nobres: por exemplo, quando nasce da consideração da desordem causada pelo pecado, ou pelo temor da condenação eterna (Inferno) e das penas que o pecador pode receber.

11. Pela dor dos pecados obtém-se imediatamente o perdão?

A dor perfeita unida ao propósito de confessar-se obtém imediatamente o perdão; a dor imperfeita só se obtém, pelo contrário,  na confissão sacramental.

12. É necessário arrepender-se de todos os pecados cometidos?

Para a validez da confissão é suficiente arrepender-se de todos os pecados mortais, mas para o progresso espiritual é necessário arrepender-se também dos pecados veniais.

13. Um verdadeiro arrependimento requer também o propósito de abandonar o pecado?

O arrependimento certamente olha para o passado, mas implica necessariamente um empenho para o futuro com a firme vontade de não cometer jamais o pecado.

14. Pode-se ter um verdadeiro arrependimento se a gente prevê que antes ou depois tornará a cair em pecado?

A previsão do pecado futuro não impede que se tenha o propósito sincero de não cometê-lo mais, porque o propósito depende só do conhecimento que nós temos de nossa fraqueza.

15. O que é a confissão?

A confissão é a manifestação humilde e sincera dos próprios pecados al sacerdote confessor.

16. Quais pecados são obrigatórios confessar?

Estamos obrigados a confessar todos e cada um dos pecados graves, ou mortais, cometidos depois da última confissão bem feita.

17. Quais são os pecados mortais mais freqüentes?

As faltas objetivamente mortais mais freqüentes são (seguindo a ordem dos mandamentos): praticar de qualquer modo a magia; blasfemar; perder a Missa dominical ou as festas de preceitos sem um  motivo sério; tratar mau aos próprios pais ou superiores; matar ou ferir gravemente a uma pessoa inocente; procurar diretamente o aborto; procurar o prazer sexual e solitário ou com outras pessoas que não sejam o próprio cônjuge; para os cônjuges, impedir a concepção no ato conjugal; roubar alguma soma relevante, inclusive desviando ou subtraindo no trabalho; murmurar gravemente sobre o próximo ou caluniá-lo; cultivar voluntariamente pensamentos ou desejos impuros; faltar gravemente com o próprio dever;  aproximar-se da Sagrada Comunhão em estado de pecado mortal; omitir voluntariamente um pecado grave na confissão.

18. Se a pessoa esquece um pecado mortal, obtém igualmente o perdão na confissão?

Se a pessoa esquecer um pecado mortal, pode obter igualmente o perdão, mas na confissão seguinte deve confessar o pecado esquecido.

19. Se a pessoa omitir voluntariamente um pecado mortal obtém o perdão dos outros pecados?

Se uma pessoa, por vergonha ou por outros motivos, omite um pecado mortal, não só não obtém nenhum perdão, mas também comete um novo pecado de sacrilégio, o de profanação de uma coisa sagrada.

20. Há obrigação de confessar os pecados veniais?

A confissão dos pecados veniais não é necessária, mas é muito útil para o progresso da vida cristã.

21. O confessor deve dar sempre a absolvição?

O confessor deve dar sempre a absolvição se o penitente estiver bem disposto, quer dizer, se estiver sinceramente arrependido de todos seus pecados mortais. Se pelo contrário, o penitente não está bem disposto, não tendo a dor ou o propósito de emenda, então o confessor não pode e não deve dar a absolvição.

22. O que deve fazer o penitente depois da absolvição?

O penitente depois da absolvição deve cumprir a penitência que lhe foi imposta e reparar os danos que seus pecados  eventualmente tiverem causado ao próximo (por exemplo, deve restituir o roubado).

23. Quais são os efeitos do sacramento da Penitência?

São a reconciliação com Deus e com a Igreja, a recuperação da graça santificante, o aumento das forças espirituais para caminhar para a perfeição, a paz e a serenidade da consciência com uma  viva consolação do espírito.

24. Como se pode superar a dificuldade que se sente para confessar-se?

Que tem dificuldades para confessar-se deve considerar que o sacramento da Penitência é um dom maravilhosos que o Senhor nos deu. No "tribunal" da Penitência o culpado jamais é condenado, mas sempre absolvido. Pois quem se confessa não se encontra com um simples homem, mas com  Jesus, o qual, presente em seu ministro, como fez um tempo com o leproso do Evangelho (Mc 1, 40ss.) também hoje nos toca ou nos cura; e, como fez com a menina que jazia morta nos toma pela mão repetindo aquelas palavras: "Talita kumi, menina,  eu te digo, levante-te!" (Mc 5, 41).

25. A confissão nos ajuda também no caminho da virtude?

A confissão é um meio extraordinariamente eficaz para progredir no caminho da perfeição. Com efeito, além de nos dar a graça "medicinal" própria do sacramento, faz-nos exercitar as virtudes fundamentais de nossa vida cristã. A humildade acima de tudo, que é a base de todo o edifício espiritual, depois a fé em Jesus Salvador e em seus méritos infinitos, a esperança do perdão e da vida eterna, o amor para Deus e para o próximo, a abertura de nosso coração à reconciliação com quem nos ofendeu. Enfim, a sinceridade, a separação do pecado e o desejo sincero de progredir espiritualmente.

Fonte: ACI digital



domingo, 10 de março de 2019

Aprendamos de Jesus a jamais dialogar com o diabo, exortou o Papa


Vaticano, 10 Mar. 19 / 10:33 am (ACI).- Neste domingo, 10, o Papa Francisco alertou os cristãos durante a oração do Angelus, no Vaticano, os perigos do diálogo com a tentação: "Com o diabo não se dialoga."

Durante o sua catequese dominical, o Santo Padre meditou no Evangelho de hoje, em que "narra a experiência de tentações de Jesus no deserto. Depois de jejuar por quarenta dias, Jesus é tentado três vezes pelo diabo".

No entanto, "Jesus, ao responder ao tentador, não entra em diálogo, mas responde aos três desafios com a palavra de Deus. Isso nos ensina que com o diabo não há diálogo, você não pode dialogar, só pode responder com a palavra de Deus ".

O Papa explicou que "as três tentações indicam três maneiras que o mundo sempre propõe grandes triunfos promissores: o acúmulo dos bens, a glória humana, a instrumentalização de Deus. São três caminhos que nos perderão ".

A primeira tentação, "o caminho da ganância pelas posses. Consiste na lógica insidiosa do diabo. Ela tira proveito da necessidade natural e legítima de nutrir-se, de viver, de realizar coisas, ser feliz, para empurrar-nos então a acreditar que tudo é possível sem Deus, ou até mesmo contra Ele".

"Mas Jesus se opõe ao dizer: 'Está escrito: não só de pão viverá o homem´. Recordando a longa jornada do povo eleito através do deserto, Jesus diz que quer se entregar plenamente consciente da providência de Deus, que sempre se preocupar com seus filhos ".

A segunda tentação é "o caminho da glória humana. O diabo diz: 'Se você se prostrar em adoração a mim, tudo isso será seu'. Você pode perder toda a dignidade pessoal se se permitir ser corrompido pelo ídolo do dinheiro, do sucesso e do poder. " "É por isso que Jesus responde: 'Só diante do Senhor Deus você se prostrará, somente a ele você adorará.'

Finalmente, o Papa explica a terceira tentação: instrumentalizar Deus para obter vantagens.    “O diabo citando a Escritura, convida-o a buscar a Deus um milagre impressionante, Jesus responde novamente com a firme decisão de permanecer humilde, continua confiante em Deus, 'Está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus'" .

"Estes são os caminhos que foram colocados diante de nós com a ficção de sermos capazes de obter sucesso e felicidade. Mas, na realidade, eles são completamente estranhos ao modo de agir de Deus; na verdade, eles nos separam de Deus, porque eles são obra de Satanás ", afirmou o Pontífice.

Finalmente, o Papa Francisco terminou ressaltou que "Jesus, ao confrontar essas provações em primeira pessoa, supera três vezes a tentação de aderir plenamente ao plano do Pai. E nos mostra o caminho para superar a tentação: a vida interior, a fé em Deus, a certeza de seu amor, a certeza de que Deus nos ama, que ele é o Pai ".

Fonte: ACI digital



Para que serve o jejum? 6 razões para considerá-lo seriamente na vida cristã


REDAÇÃO CENTRAL, 10 Mar. 19 / 08:00 am (ACI).- O jejum é algo poderoso e fundamental da vida cristã, porque não foi apenas pregado pelos Padres da Igreja e pelos santos, mas é um mandato de Deus e foi praticado pelo próprio Jesus.

Nesse sentido, o diácono Sabatino Carnazzo, diretor executivo e fundador do Instituto de Cultura Católica em Virginia, Estados Unidos, considerou que devemos tomar como “padrão” aqueles que “chegaram ao final da corrida e ganharam”, porque “foram homens e mulheres de oração e jejum”.

Portanto, o Grupo ACI compartilha 6 razões pelas quais todo católico deve levar a sério o jejum para melhorar a vida de fé.

1. Por que é escolher um bem maior

“É a privação do bem, para tomar uma decisão para o bem maior”, disse o diácono Carnazzo.

Além disso, destacou que o jejum costuma ser mais associado com a abstenção de alimentos, mas também pode ser a renúncia a outros bens, tais como confortos e entretenimentos.

2. Porque dá equilíbrio à vida espiritual

“Todo o propósito do jejum é colocar a ordem criada e colocar a nossa vida espiritual em um equilíbrio adequado”, afirmou o diácono Carnazzo.

Porque, “como criaturas corporais depois da queda”, é fácil deixar que as nossas “paixões” busquem os bens físicos e substituam a nossa inteligência.

De acordo com Mons. Charles Pope, um conhecido sacerdote americano em Washington D.C., “jejuar ajuda a dar mais espaço para Deus em nossas vidas”.

3. Porque é o primeiro passo para ter controle sobre si mesmo

“A razão pela qual em 2000 anos de cristianismo preferiram jejuar alimentos é porque a comida é como o ar. É como a água, é algo fundamental”, disse o diácono Carnazzo.

“Por isso, a Igreja diz para ‘se deter aqui, neste nível fundamental, e ganhar o controle lá’. É como o primeiro passo da vida espiritual”, acrescentou.

4. Porque é bíblico

O primeiro jejum foi ordenado por Deus a Adão no Jardim do Éden, quando Deus instruiu a Adão e Eva a não comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2, 16-17), assinalou o diácono Carnazzo.

Além disso, esclareceu que esta proibição divina não era porque a árvore era ruim, mas o fruto estava destinado “a ser comido no momento correto e no caminho correto. Da mesma forma, abstemo-nos dos bens criados para que possamos desfrutá-los no momento certo e da maneira certa”.

Por outra parte, no início do seu ministério, Jesus se absteve de comer e beber durante 40 dias no deserto e, assim, “reverteu o que aconteceu no Jardim do Éden”, disse o diácono.

“Como Adão e Eva, Cristo foi tentado pelo diabo, mas ao contrário deles, permaneceu obediente ao Pai, revertendo a desobediência de Adão e Eva e restaurando a nossa humanidade”, acrescentou.

5. Porque é poderoso

São Basílio o Grande dizia que o jejum é “a arma de proteção contra os demônios. Nossos Anjos da Guarda realmente ficam com aqueles que purificaram suas almas através do jejum”.

Segundo o diácono Carnazzo, o jejum é poderoso, porque permite “deixar de lado este reino (criado), onde o diabo trabalha” e nos colocarmos em “comunhão com outro reino onde o diabo não trabalha e não pode nos tocar”.

6. Porque a Igreja pede

As obrigações atuais de jejum foram estabelecidas no Código de Direito Canônico de 1983.

“A Igreja estabelece limites claros, fora dos quais não é possível considerar que alguém esteja praticando a vida cristã. É por isso que violar intencionalmente as obrigações da Quaresma é um pecado mortal”, sentenciou o Diácono Carnazzo.

Fonte: ACI digital



Igreja celebra hoje os 40 mártires de Sebaste, sustentados pela fé de uma mãe


REDAÇÃO CENTRAL, 10 Mar. 19 / 07:00 am (ACI).- “Por esta noite de gelo, conseguiremos o dia sem fim da glória na eternidade feliz”, animavam-se os mártires uns aos outros, enquanto permaneciam em um lago congelado como castigo. Saiba o que Cristo e os anjos fizeram por eles e o corajoso gesto da mãe do mártir mais jovem.

Diante do decreto do imperador Licino (320), no qual ordenava a morte dos cristãos que não renegassem a sua fé, os corajosos soldados disseram ao governador de Sebaste (então capital da província da Armênia Menor, na Turquia) que eles não ofereceriam incenso aos ídolos e que se manteriam fiéis a Jesus.

O governador mandou torturá-los e prendê-los em um calabouço escuro. A prisão se iluminou e se ouviu que Jesus os incentivava a sofrer com coragem. Posteriormente, foram levados a um lago com água gelada.

Quando se viram obrigados a se desvestir para entrar na água fria, um deles exclamou: “Ao tirarmos as roupas, nos despojamos do homem velho; o inverno é duro, mas o paraíso é doce; o frio é fortíssimo, mas a glória será agradável”.

Muito perto do lago, havia um tanque com água morna para quem quisesse desistir. Aconteceu que um deles abandonou seus amigos cristãos e entrou na água quente, mas isso lhe causou imediatamente a morte.

A tradição conta que 40 anjos desceram do céu, cada um com uma coroa, mas um anjo ficou a buscar a quem dar o prêmio, porque um deles havia desistido. Um guarda, ao ver que os mártires seguiam rezando e cantando hinos, gritou: “Eu também creio em Cristo”. Terminou também no lago, o anjo se aproximou e lhe deu a coroa do martírio.

Os soldados anticristãos convidavam o mais jovem dos mártires a desanimar, mas sua mãe o incentivava a permanecer fiel. Ao amanhecer, os mártires foram retirados vivos do lago, quebraram-lhes as pernas e os deixaram morrer.

O comandante do exército mandou que os corpos fossem queimados, mas de alguma forma o mais jovem sobreviveu e morreu nos braços de sua mãe. A mulher recolheu todos os que pôde, colocou-os em uma carroça e os levou a um lugar seguro. Impressiona a força espiritual desta mãe, que incentivava seu filho no martírio.

Os cristãos no oriente celebram a festa desses mártires em 9 de março, data em que deram suas vidas, enquanto no ocidente sua festa é em 10 de março. Esta celebração coincide com a Quaresma para encorajar os fiéis no caminho da fé.

Eles escreveram na prisão uma carta coletiva, que ainda hoje se conserva nos arquivos da Igreja e que cita os nomes de todos. Eis todos os mártires: Acácio, Aécio, Alexandre, Angias, Atanásio, Caio, Cândido, Chúdio, Cláudio, Cirilo, Domiciano, Domno, Edélcion, Euvico, Eutichio, Flávio, Gorgônio, Heliano, Helias, Heráclio, Hesichio, João, Bibiano, Leôncio, Lisimacho, Militão, Nicolau, Filoctimão, Prisco, Quirião, Sacerdão, Severiano, Sisínio, Smaragdo, Teódulo, Teófilo, Valente, Valério, Vibiano e Xanteas.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog