Abril 2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 29 de abril de 2018

Papa Francisco: Qualquer atividade, grande ou pequena, é uma ocasião para ser santo

Vaticano, 29 Abr. 18 / 09:10 am (ACI).- Em suas palavras antes da oração do Regina Coeli, o Papa Francisco afirmou que para ser santo não é necessário ser bispo, sacerdote ou religioso, mas viver toda atividade, grande ou pequena, em união com Jesus e com atitude de amor e serviço ao próximo.

“Para ser santo ‘não é necessário ser bispo, sacerdote, religioso ou religiosa (...). Todos nós somos chamados a ser santos vivendo com amor e oferecendo a cada um o seu testemunho nas ocupações de todos os dias, ali onde se encontra’”, afirmou, citando passagens de sua exortação apostólica Gaudete et exsultate.

Nesse sentido, assegurou que “toda atividade, pequena ou grande que seja – o trabalho e o descanso, a vida familiar e social, o exercício de responsabilidades políticas, culturais e econômicas – toda atividade, se vivida em união com Jesus e com uma atitude de amor e de serviço, é uma oportunidade para viver em plenitude o Batismo e a santidade evangélica”.

O Pontífice disse essas palavras ao refletir sobre a passagem evangélica deste domingo, no qual “Jesus se apresenta como a verdadeira videira e nos convida a permanecer unidos a Ele poder dar muito fruto”.

“A videira é uma planta que forma uma única coisa com os ramos; e os ramos só são fecundos quando estão unidos à videira. Essa relação é o segredo da vida cristã e o evangelista João a expressa com o verbo ‘permanecer’, que na passagem de hoje se repete sete vezes”, explicou aos 30 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro. “Permanecer em mim, diz o Senhor; permanecer no Senhor”, incentivou o Papa.

Francisco disse que “se trata de permanecer com o Senhor para encontrar a coragem de sair de nós mesmos, de nossas comodidades, de nossos espaços restritos e protegidos, para entramos no mar aberto das necessidades dos outros e dar amplo respiro ao nosso testemunho cristão no mundo”.

“Essa coragem de entrar nas necessidades dos outros – explicou – nasce da fé no Senhor ressuscitado e da certeza de que o seu Espírito acompanha a nossa história”.

Nesse sentido, afirmou que “um dos frutos mais maduros que brota da comunhão com Cristo é, de fato, o compromisso de caridade para com o próximo, amando os irmãos com abnegação de si mesmo, até as últimas consequências, como Jesus nos amou”.

Do mesmo modo, assinalou que “o dinamismo da caridade do crente não é resultado de estratégias, não nasce de solicitações externas, de instâncias sociais ou ideológicas, mas do encontro com Jesus e do permanecer em Jesus”.

“Ele para nós é a videira da qual absorvemos a linfa, isto é, a ‘vida’ para levar para a sociedade uma maneira diferente de viver e de se doar, o que coloca os últimos em primeiro lugar”, indicou.

Além disso, assegurou que, “quando alguém é íntimo com o Senhor, como são íntimos e unidos entre si a videira e os ramos, se é capaz de produzir frutos de vida nova, de misericórdia, de justiça e de paz, derivados da ressurreição do Senhor. Isto é o que os santos fizeram, aqueles que viveram em plenitude a vida cristã e o testemunho da caridade, porque foram verdadeiros ramos da videira do Senhor”.

O Papa convidou a pedir a Maria, “Rainha dos Santos e modelo de perfeita comunhão com o Filho divino”, que “nos ensine a permanecer em Jesus, como ramos à videira, e a jamais nos separarmos de seu amor. De fato, nada podemos fazer sem Ele, porque a nossa vida é Cristo vivo, presente na Igreja e no mundo”.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Catarina de Sena: de analfabeta a Doutora da Igreja (29 de abril)


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- “Se formos o que devemos ser, incendiaremos o mundo”, dizia Santa Catarina de Sena, Doutora da Igreja, grande defensora do Papado e proclamada copadroeira da Europa por São João Paulo II, cuja festa é celebrada neste dia 29 de abril.

Era uma jovem corajosa, filha de humildes artesãos, analfabeta, e que vestiu o hábito da Ordem Terceira de São Domingos.

Santa Catarina nasceu em Sena (Itália), em 1347, em uma família de pais piedosos. Gostava muito da oração, das coisas de Deus, e aos sete anos fez um voto particular de virgindade. Mais tarde, sua família tentou persuadi-la a se casar, mas ela se manteve firme e serviu generosamente aos pobres e doentes.

Aos 18 anos, recebeu o hábito da Ordem Terceira de São Domingos, vivendo a espiritualidade dominicana no mundo secular e sendo a primeira mulher solteira a ser admitida. Teve que superar muitas tentações do diabo que procurou fazer com que desistisse, mas ela seguia confiando em Deus.

Em 1366, Santa Catarina viveu um “casamento místico”. Ela estava em seu quarto rezando quando viu Cristo acompanhado por sua Mãe e um cortejo celeste.

A Virgem pegou a mão de Catarina e a levou até Cristo, que lhe deu um anel, desposou-a consigo e manifestou que ela estava sustentada por uma fé que podia superar todas as tentações. Depois disso, apenas Catarina podia ver o anel.

Naquele tempo, surgiu uma peste e a santa sempre se manteve com os doentes, preparava-os para a morte e chegou até mesmo a enterrá-los com suas próprias mãos. Além disso, tinha o dom de reconciliar até os piores inimigos, mais com suas orações a Deus do que com suas palavras.

Nesta época, os Papas viviam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de terem sido abandonados pelos seus Bispos, ameaçando realizar um cisma.

Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e, ao consultar Santa Catarina, ela lhe disse: “Cumpra com sua promessa feita a Deus”. O Pontífice ficou surpreso porque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o Santo Padre cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna.

Posteriormente, no pontificado de Urbano VI, os cardeais se distanciaram do Papa por seu temperamento e declararam nula sua eleição, designando Clemente VII, que foi residir em Avignon. Santa Catarina enviou cartas aos cardeais pressionando-os a reconhecer o autêntico Pontífice.

“Embora fosse filha de artesãos e analfabeta por não ter estudos nem instrução, compreendeu, no entanto, as necessidades do mundo do seu tempo com tal inteligência que superou muito os limites do lugar onde viveu, ao ponto de estender a sua ação para toda a sociedade dos homens; não havia maneira de parar a sua coragem nem o seu anseio pela salvação das almas”, escreveu ela de João Paulo II em 1980 para o sexto centenário de sua morte.

A santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o a levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do Papa, que seguiu suas instruções. Também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma.

Em outra ocasião, Jesus voltou a aparecer a ela e lhe mostrou duas coroas, uma de ouro e outra de espinhos, para escolher. Ela disse: “Eu gostaria, ó Senhor, viver aqui sempre conforme a tua paixão e encontrar na dor e no sofrimento meu repouso e deleite”. Em seguida, tomou a coroa de espinhos e colocou na cabeça.

Santa Catarina morreu no dia 29 de abril de 1380 em Roma, com apenas 33 anos, de um súbito ataque. O Papa Paulo VI a nomeou Doutora da Igreja em 1970 e foi proclamada copadroeira da Europa por São João Paulo II em 1999, ao lado de Santa Brígida da Suécia e Santa Teresa Benedita da Cruz.

Fonte: ACI digital



Quem está unido a Jesus produz frutos-5° Domingo da Páscoa (Ano B)



Quem está unido a Jesus produz frutos

5º Domingo da Páscoa – Ano B

Evangelho de João 15, 1-8

* 1 «Eu sou a verdadeira videira, e meu Pai é o agricultor. 2 Todo ramo que não dá fruto em mim, o Pai o corta. Os ramos que dão fruto, ele os poda para que dêem mais fruto ainda. 3 Vocês já estão limpos por causa da palavra que eu lhes falei. 4 Fiquem unidos a mim, e eu ficarei unido a vocês. O ramo que não fica unido à videira não pode dar fruto. Vocês também não poderão dar fruto, se não ficarem unidos a mim. 5 Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem fica unido a mim, e eu a ele, dará muito fruto, porque sem mim vocês não podem fazer nada. 6 Quem não fica unido a mim será jogado fora como um ramo, e secará. Esses ramos são ajuntados, jogados no fogo e queimados.» O fruto do discípulo é o amor -* 7 «Se vocês ficam unidos a mim e minhas palavras permanecem em vocês, peçam o que quiserem e será concedido a vocês. 8 A glória de meu Pai se manifesta quando vocês dão muitos frutos e se tornam meus discípulos.»

Reflexão

Jesus, a Videira, nós os ramos

Na liturgia dos domingos depois da Páscoa aprofundamos o mistério do Senhor Jesus glorioso, no qual transparece o amor do Pai, fonte do seu amor por nós e de nosso amor aos irmãos e irmãs. Isso fica claro de modo especial hoje, na parábola da “videira” (evangelho).

No Antigo Testamento, a vinha de Deus era o povo de Israel. Diz o profeta Isaías que Deus esperava dessa vinha frutos de justiça, mas só produziu fruto ruim (Is 5). Jesus mesmo contou uma parábola acusando, não a vinha, mas os administradores, porque não queriam  entregar ao “Senhor”(= Deus) a parte combinada e quiseram apropriar-se da vinha (= o povo), matando o “Filho” (= Jesus) (Mc 12,1-12). No evangelho de João, Jesus modifica um pouco essa imagem. Não fala numa plantação inteira, mas num pé de uva, uma videira. Ele mesmo é  essa videira. O Pai é o agricultor que espera bons frutos, e nós somos os ramos que devemos produzir esses frutos no fato de nos amarmos uns aos outros como Jesus nos amou. Pois Jesus recebeu esse amor do Pai, e o fruto que o Pai espera é que partilhemos esse amor com os  irmãos (cf. também próximo dom.).

”A vinha verdadeira sou eu”- Jesus, unido aos seus em união vital. Essa união consiste em que permaneçamos ligados a ele, atentos e obedientes à sua palavra, ao seu mandamento de amor fraterno. E também, unidos entre nós, pois todos os ramos da videira recebem sua seiva do mesmo tronco, que é Jesus. A 2ª leitura de hoje explica isso melhor: fala do amor eficaz, o amor que produz fruto, não só “em palavras”, mas “em ações e em verdade” (1Jo 3,18-24). Tal amor eficaz faz com que tenhamos certeza de sermos “da verdade”. Por isso podemos ter paz no coração, pois sabemos que Deus se alegra com os nossos “frutos” e vence o medo e a incerteza de nosso coração (= consciência), mesmo se este se inquieta por nossas imperfeições (3, 20-23). Deus é maior que nossos escrúpulos.

Esse modo de falar nos faz ver a Igreja de outra maneira. Já não aparece como um poder ao lado do poder político, como uma “organização”  burocrática, mas como um “organismo vivo” de amor fraterno. Na Igreja, Jesus e nós somos uma realidade só. Vivemos a mesma vida. Ele é o tronco, nós os ramos, mas é o mesmo pé de uva. Somos os produtores dos frutos de Jesus no mundo de hoje. Para não comprometermos essa produtividade, devemos cuidar de nossa ligação ao tronco, nossa vida íntima de união com Jesus, nossa mística cristã – na oração, na celebração e na prática da vida. Produzir os frutos da justiça e do amor fraterno e unirmo-nos a Cristo na oração e na celebração são os dois lados inseparáveis da mesma moeda. Não existe oposição entre a mística e a prática. Importa “permanecer em Cristo”. A Igreja ama Jesus, que ama os seres humanos até o fim, e por isso ela produz o mesmo fruto de amor. A Igreja vive do amor que ela tem ao amor de Jesus para o mundo.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus, por quem fomos remidos e adotados como filhos e filhas, velai sobre nós em vosso amor de Pai e concedei aos que creem no Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sexta-feira, 27 de abril de 2018

“A incrível geração de fotos sorridentes e travesseiros encharcados”

A soma de todos os afetos | Abr 25, 2018

Suicídios de adolescentes nas escolas: o que estes acontecimentos estão tentando nos dizer?

Nas últimas semanas, nos deparamos com dois casos de suicídio entre jovens de um colégio tradicional de São Paulo, o Colégio Bandeirantes. A notícia das mortes, que ocorreram num intervalo de quinze dias, tomou conta das redes sociais e assustou pais e estudantes em todo Brasil. Paralelamente, outras notícias de casos semelhantes surgiram, como a do Colégio Agostiniano São José e do Colégio Vértice.

É complicado tentar compreender essas tragédias. Porém, é claro perceber que vivemos tempos difíceis. Tempos em que, além da necessidade inerente à juventude de encontrar uma identidade que a faça se sentir incluída e aceita, ainda há a corrida pelo melhor status nas redes sociais, levando essa geração, ainda em formação, a comparar seu dia a dia (tão modesto, real e perfeitamente normal) com a demonstração exagerada de felicidade editada e “photoshopada”. Através de filtros e edições, é exigido um bem estar irreal, inalcançável e muito plastificado.

A insatisfação com a realidade e a competitividade têm produzido uma geração frustrada e descontente consigo mesma. Antigamente, era comum se espelhar no artista de cinema e tentar reproduzir modismos, costumes e trejeitos de um modelo hollywoodiano ou global. Porém, era fácil distinguir o mundo real daquele glamourizado pelo roteiro, fundo musical e figurino.

Hoje, a representação do “teatro da existência” invadiu a realidade, e se não tivermos maturidade e filtro para separar o que é fantasia do que é possível e alcançável, corremos o risco de nos cobrar objetivos inconcebíveis, que fatalmente nos levarão a uma vida de mentiras ou de dor.

Viver uma vida de mentiras é não querer entrar em contato com as próprias emoções; com os medos e dúvidas que invariavelmente nos assolam num momento ou outro; com a solidão; com o tédio; com o anseio desenfreado somado à dificuldade de sermos populares, antenados, cools ou glamourosos.

É querer parecer o que não é para impressionar quem não importa; é maquiar a realidade para ser aceito e amado; é sentir-se cobrado pela exigência da felicidade; é copiar o que não gosta para se sentir incluído; é chorar escondido por não se sentir compreendido.

Não é constrangimento nenhum ter uma vida comum, simples, pé no chão, temperada com cebola e alho num fundo de panela sem sofisticação, mas muito singelo. Não é vergonha nenhuma reconhecer que o dia a dia é modesto, rústico e trivial, e que o requinte não é permanente, mas nos visita de tempos em tempos, dando uma variada no nosso vestidinho de chita e nos propondo uma gravata ou um salto agulha de vez em quando.

É ilusão acreditar que a felicidade é mais constante e certa para aqueles com o feed de notícias mais farto de viagens, convites, likes ou popularidade. É engano imaginar que o carisma, a importância ou o valor de alguém pode ser medido pelo termômetro das curtidas ou descurtidas.

Temos nos distanciado de nossos filhos à medida que permitimos que eles acreditem que as histórias que seguem pela tela do celular ou computador têm mais veracidade ou são mais autênticas que a própria realidade que experimentam aqui, do lado de fora. Temos nos desligado de nossos filhos ao permitir que eles passem mais tempo seguindo essas histórias do que construindo a própria narrativa.

Temos ajudado a construir uma geração despreparada para o mundo real à medida que autorizamos o fascínio por vidas editadas, em que as frustrações, tristezas e dificuldades ficam do lado de fora, criando uma fantasia de que ter problemas e contrariedades não é normal, e deve ser combatido a todo custo.

Ninguém é cem por cento bem resolvido. Em um momento ou outro, cada um de nós enfrenta suas próprias batalhas, seus próprios monstros e fantasmas. Acreditar que é possível viver sem tédio, contrariedade, aborrecimento e insatisfação produz ainda mais descontentamento, e gera indivíduos ressentidos com a realidade e incapazes de enfrentar frustrações.

Estamos diante de uma incrível “geração de fotos sorridentes e travesseiros encharcados”. O que é publicado, compartilhado e divulgado nas redes sociais nem sempre condiz com a realidade, com aquilo que se carrega no coração.

Por isso devemos ser cuidadosos. Não colecionar expectativas, comparações nem exigências sobre-humanas a respeito da felicidade. Não viver acreditando que nossa vida está aquém do que deveria ser só porque não conseguimos manter um estado permanente e intocável de contentamento. Não nos sentir injustiçados só porque encontramos limitações.

Temos que preparar nossos filhos para os sustos, quedas e frustrações. Temos que ajudá-los a entender que a vida é um presente precioso, frágil e imprevisível, e que a felicidade não é um direito, e sim um modo de se relacionar com a existência. Temos que ampará-los na dor, mas não iludi-los a ponto de acharem o sofrimento uma anomalia.

Que eles possam entender que viver é complicado sim, que nada cai do céu e que é preciso muita luta para ser realizado e feliz. Para isso, precisam de pais e mães verdadeiros, que olhem nos olhos e não finjam. Que compartilhem suas alegrias, mas também suas dificuldades. Que mostrem os sacrifícios que fazem pela família e o quanto custa um par de tênis novo.

E que assim nossos filhos possam compreender que crescer é um processo contínuo, em que temos que aprender a conviver com as limitações, impossibilidades e imperfeições, tentando fazer o melhor que pudermos com o pouco que tivermos.

*O título desse texto foi inspirado na frase de Ludmila Clio: “Somos uma bela geração de fotos sorridentes e de travesseiros encharcados”

(via Soma de todos os afetos)

Fonte: Aleteia



Papa Francisco: o céu não é abstrato, mas o encontro com Jesus

Alguns pensam: Mas não será um pouco entediante estar ali toda a eternidade? Não: o céu não é isso. Nós caminhamos rumo a um encontro: o encontro definitivo com Jesus", disse o Papa na homilia.

Adriana Masotti - Cidade do Vaticano

O Papa Francisco celebrou na manhã desta sexta-feira (27/04) a missa na capela da Casa Santa Marta e dedicou sua homilia à Primeira Leitura. Trata-se do trecho dos Atos dos apóstolos, com o discurso de Paulo na sinagoga de Antioquia.

Os habitantes de Jerusalém, e os seus chefes, diz o Apóstolo, não reconheceram Jesus, mas Ele ressuscitou depois de morto. E assim conclui: “Nós vos anunciamos que a promessa que Deus fez aos antepassados, ele a cumpriu para nós, seus filhos, quando ressuscitou Jesus”.

Fidelidade de Deus

Tendo no coração esta promessa de Deus, prosseguiu o Papa, o povo se colocou em caminho com a segurança de saber que era o “povo eleito”. O povo, com frequência infiel, “confiava na promessa, porque sabia que Deus é fiel”. Por isso ia avante, confiante na fidelidade de Deus.

Também nós estamos em caminho: nós estamos em caminho. Estamos em caminho… e quando fazemos esta pergunta – “Sim, em caminho: mas em caminho para onde?” – “Sim, para o céu!” – “E o que é o céu?”. E ali começamos a escorregar nas respostas, não sabemos bem como dizer “o que é o céu”. E muitas vezes pensamos num céu abstrato, um céu distante, um céu… sim, ali se está bem. Alguns pensam: “Mas será um pouco entediante estar ali toda a eternidade?”. Não: o céu não é isso. Nós caminhamos rumo a um encontro: o encontro definitivo com Jesus. O céu é o encontro com Jesus.

Um encontro que nos fará alegrar para sempre, afirmou Francisco, “Jesus, Deus e homem; Jesus, em corpo e alma, nos espera”.

Tende fé em mim também

Para Francisco, devemos pensar nisto: “Eu estou caminhando na vida para encontrar Jesus. E o que faz Jesus enquanto isso? Ele não está sentando me esperando, mas, como diz o Evangelho, trabalha para nós. Ele mesmo diz: ‘Tende fé em mim também’, ‘Vou preparar um lugar para vós’”.

“E qual é o trabalho de Jesus? A intercessão. A oração de intercessão”, explicou o Papa.

Jesus reza por mim, por cada um de nós. Mas isso devemos repeti-lo para nos convencer: Ele é fiel e Ele reza por mim. Neste momento.

Francisco recordou as palavras de Jesus na Última Ceia, quando promete a Pedro: “Eu rezarei por ti”. “O que ele disse a Pedro diz a todos nós: ‘Eu rezo por ti’”.

E cada um de nós deve dizer: “Jesus está rezando por mim”, está trabalhando, está preparando aquele lugar. E Ele é fiel; Ele é fiel: o fará porque prometeu. O céu será este encontro, um encontro com o Senhor que foi ali preparar o lugar, o encontro com cada um de nós. E isso nos dá confiança, faz crescer a confiança.

Jesus é o sacerdote intercessor até o final do mundo, lembrou o Papa, que concluiu: “Que o Senhor nos dê esta consciência de estar em caminho com esta promessa. O Senhor nos dê esta graça: de olhar para o alto e pensar: ‘O Senhor está rezando por mim’ ”.

Fonte: Vatican News



Hoje é celebrada Santa Zita, padroeira das empregadas do lar (27 de abril)

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 27 de abril é celebrada a festa de Santa Zita, padroeira das empregadas do lar. Ela era de condição muito humilde e, desde pequena, teve que trabalhar como empregada para manter sua família. Sofreu muitas zombarias, mas seu amor aos pobres fez com que até os anjos a ajudassem nas tarefas da casa.

Santa Zita nasceu perto de Lucca (Itália) em 1218 e, desde os doze anos de idade, serviu por 48 anos a uma família muito rica.

Como se preocupava muito com os desfavorecidos, certo dia foi ajudar um necessitado, deixando por um momento seu trabalho na cozinha. Os outros empregados disseram à família, que foi à cozinha investigar e encontrou os anjos fazendo o trabalho da santa.

Dessa maneira, foi-lhe permitida mais liberdade para servir aos pobres. Mas, nem por isso pararam os ataques e zombarias dos outros empregados.

Naquela época, uma grande fome atingiu a cidade e Santa Zita repartiu até a sua própria comida com os pobres. A necessidade dos mais desfavorecidos chegou a tal ponto que a santa teve que repartir as reservas de grãos da família. Quando os patrões foram ver, depararam-se com a surpresa de que a despensa estava milagrosamente cheia.

Na véspera de Natal, Zita se encontrou com um homem que tremia de frio na entrada da Igreja de são Frediano. A santa lhe deu um manto caro da família para que se aquecesse e pediu que o devolvesse ao terminar a Missa, mas o homem desapareceu.

No dia seguinte, o patrão ficou enfurecido com Zita, mas um idoso desconhecido no povoado chegou e devolveu o manto. Os cidadãos interpretaram que este necessitado tinha sido um anjo e, desde aquele momento, a porta de São Frediano foi chamada “A Porta do anjo”.

Santa Zita partiu para a Casa do Pai em 27 de abril de 1278 e, imediatamente, sua fama de santidade se expandiu em todo o país e na Inglaterra. Seus restos mortais repousam na capela de Santa Zita da Igreja de São Frediano, em Lucca (Itália).

Fonte: ACI digital

1 - Oração à Santa Zita

Ó Santa Zita, que no humilde trabalho doméstico soubestes ser solícita como foi Marta, quando servis Jesus, em Betânia, e piedosa como Maria Madalena, aos pés do mesmo Jesus, ajudai-me a suportar com ânimo e paciência todos os sacrifícios que me impõem os meus trabalhos domésticos: ajudai-me a tratar as pessoas da família que sirvo como se fossem meus irmãos.
Ó Deus, recebei o meu trabalho, o meu cansaço e minhas tribulações, e pela intercessão de Santa Zita, dai-me forças para cumprir sempre meus deveres, para merecer o reconhecimento dos que sirvo e a recompensa eterna no céu.
Santa Zita, ajudai-me. Amém.

2 - Oração de Santa Zita 

Ó gloriosa Santa Zita, que tão bem soubestes aliar a vida de trabalho à vida de oração, dando como Maria o coração a Deus, e como Marta os braços ao próximo. Alcançai-me de Deus Nosso Senhor, esta ciência divina dos santos: a graça da santificação do trabalho pela vida de Fé; uma Fé viva que me ensine a ver nos homens e seus atos a mão da Providência, que pelo calvário e pela cruz me quer conduzir ao triunfo da Ressurreição gloriosa da bem-aventurança. Amém.

3 - Oração da Santa Zita

Deus, nosso Pai, em Santa Zita quisestes nos mostrar que as diferenças sociais, os preconceitos e as discriminações, sejam de que tipo forem, devem ser superados.
Quisestes nos mostrar, que no vosso Reino de Amor, de Justiça, é maior aquele que serve, pois o próprio Jesus, vosso Filho, despojou-se de si mesmo em favor dos homens e fez de seu povo um povo de servidores.
Senhor, por intermédio de Santa Zita, sede o Advogado de suas justas reivindicações das empregadas domésticas, das faxineiras, das lavadeiras, passadeiras, arrumadeiras; sede o Defensor de suas causas, o Conselheiro em seus momentos difíceis, a razão de sua alegria e esperança. Saibam lutar pelos seus direitos e pelo respeito de sua dignidade como mulher e como criatura feita à imagem e à semelhança de Deus.



quinta-feira, 26 de abril de 2018

A imagem de Nossa Senhora que “caiu do céu”

Philip Kosloski | Abr 26, 2018

Inúmeros milagres foram atribuídos a ela ao longo dos últimos 6 séculos

Em um vilarejo italiano perto de Roma, havia uma igreja construída em honra a Nossa Senhora do Bom Conselho, que estava em péssimo estado de conservação. A população da cidade não tinha dinheiro suficiente para restaurar a igreja. Por isso, as pessoas esperavam e rezavam por um milagre.

Então, de acordo com uma lenda popular, em 25 de abril de 1467, antes de uma Missa em memória de São Marcos, o povo do vilarejo testemunhou um acontecimento maravilhoso. Eles ouviram uma música vindo de cima e, quando olharam para o alto, viram uma linda nuvem branca e iluminada. A nuvem desceu lentamente e finalmente pairou sobre a parede de uma capela lateral da igreja.

Depois, a nuvem desapareceu e, no lugar dela, ficou uma imagem milagrosa de Nossa Senhora. Quase que imediatamente os doentes foram curados. Desde então, teve início a devoção a Nossa Senhora do Bom Conselho, e os fiéis relatam incontáveis curas através de sua intercessão.

O mais incrível é que a imagem que caiu do céu era uma pintura real, que foi milagrosamente transportada de uma igreja na Albânia. Depois de várias derrotas militares, temia-se que a igreja fosse destruída e a preciosa imagem profanada. Dois homens, então, testemunharam a imagem de Nossa Senhora descendo do muro da igreja e voando para o céu. Eles seguiram a imagem e finalmente chegaram a Roma, onde a viram desaparecer.

Após várias investigações, confirmou-se que a imagem da Albânia foi realmente a que desceu na igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho.

Mas, independentemente da veracidade de sua origem, a imagem é uma das preferidas pelos fiéis cristãos em todo o mundo. Muitos milagres continuam ocorrendo através da intercessão da Santíssima Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora do Bom Conselho.

Fonte: Aleteia
Para Saber Mais: Nossa Senhora do Bom Conselho

Oração a Nossa Senhora do Bom Conselho

Virgem Imaculada, Mãe de Deus e nossa Mãe, o Senhor fez de vós uma conselheira admirável. Nas bodas de Cana deixastes o vosso conselho: "Fazei tudo o que ele vos disser". 
No dia de Pentecostes, quando a Igreja nascia sob o impulso do Espírito Santo, vossa presença se fez sentir entre os apóstolos. Também eu, ó Mãe, suplico o vosso conselho em minha vida e caminhada cristã. Quero sentir vossa presença, orientando-me em minhas decisões, nos meus pensamentos e atitudes, para que sejam sempre de acordo com a vontade do Pai. 
Tomai minhas mãos, ó Mãe querida, e orientai meu coração e todos os meus passos na direção do vosso Filho, o único caminho que conduz ao paraíso, onde um dia desejo estar convosco, mergulhado (a) para sempre em Deus. 
Maria, Mãe do Bom Conselho, rogai por nós! Amém!



Arquidiocese alerta sobre anúncio de celebrante de casamento: “Não tem efeito sacramental”

BELO HORIZONTE, 25 Abr. 18 / 06:00 am (ACI).- Nas redes sociais e sites especializados em casamentos, têm se tornado cada vez mais comuns anúncios de “celebrantes”, muitos dos quais aparecem até mesmo com vestes semelhantes aos paramentos da Igreja católica; mas conforme alertou a Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), as celebrações presididas por estas pessoas “não tem efeito sacramental ou canônico”.

A Cúria Metropolitana de Belo Horizonte publicou nesta terça-feira uma nota de esclarecimento sobre pessoas que se apresentam como “celebrantes de casamento”, chamando a atenção especialmente para três homens sobre os quais receberam informações de que estão se oferecendo para “a realização e assistência a casamentos com ou sem conotação religiosa, para diversas confissões e credos”.

Trata-se de Danilo de Souza, Toni Carlos Reis e Vinícius Afonso de Oliveira. Segundo a nota, algumas pessoas procuraram a Cúria para saber se estes homens “estão habilitados para realização e assistência a casamentos pela Igreja Católica”.

Neste sentido, informa “que esses senhores não podem celebrar o Sacramento do Matrimônio no contexto da Igreja Católica Apostólica Romana. Por isso, esclarecemos que as celebrações realizadas pelos Senhores Danilo de Souza, Toni Carlos e Vinícius Afonso não são reconhecidas pela Igreja”.

A Arquidiocese de Belo Horizonte adverte ainda que, “com certa frequência, essas pessoas utilizam símbolos, sinais, vestes e nomenclaturas que se assemelham aos da Igreja Católica”.

Em sites especializados em serviços e fornecedores para casamentos é possível encontrar diversos celebrantes que se nomeiam como “padre” e aparecem em fotos com vestes que se assemelham a túnica, estola, casula.

Os serviços oferecidos são descritos como casamento religioso a ser realizado em igreja, sítios, salões de festas ou outros locais e as taxas cobradas variam em torno de R$ 800 a R$ 2000.

Conforme reforça a nota da Arquidiocese de Belo Horizonte esta forma como se apresentam “contribui para gerar confusão”.

“Assim, alertamos que a celebração de sacramentos e outros atos religiosos praticados por pessoas que não estejam em comunhão com a Igreja não tem efeito sacramental ou canônico. Desta forma, não são, sob nenhuma condição, reconhecidos pela Arquidiocese de Belo Horizonte”, completa.

Por fim, a nota assinala ainda que “os padres e diáconos da Igreja Católica não se oferecem para celebrar sacramentos via anúncios” e que “a Arquidiocese de Belo Horizonte tem um catálogo digital com a lista de seus padres e diáconos. Por isso, recomendamos sempre a consulta ao nosso catálogo de padres, diáconos e paróquias”.

O que diz a Igreja

O Código de Direito Canônico, em seu cânon 1108, afirma que “somente são válidos os matrimônios contraídos perante o Ordinário do lugar ou o pároco, ou o sacerdote ou o diácono delegado por um deles, e ainda perante duas testemunhas”.

Além disso, especifica no parágrafo 2 do mesmo cânon, “entende-se por assistente ao matrimônio apenas aquele que, estando presente, solicita a manifestação do consentimento dos contraentes, e a recebe em nome da Igreja”.

No matrimônio, chama-se de assistente ao sacerdote ou diácono pois, como explica o parágrafo 1623 do Catecismo da Igreja Católica, “são os esposos quem, como ministros da graça de Cristo, mutuamente se conferem o sacramento do Matrimônio, ao exprimirem, perante a Igreja, o seu consentimento”.




Papa Francisco convida a lutar contra o mal: Toda a vida cristã é um combate


Por Álvaro de Juana

Vaticano, 25 Abr. 18 / 09:20 am (ACI).- A última catequese do Papa Francisco sobre o Batismo na Audiência Geral de quarta-feira foi sobre a “força de vencer o mal” e explicou como este sacramento é uma arma eficaz para isso.

Francisco falou dos catecúmenos que adultos também se preparam para receber o Batismo e que estão realizando a iniciação cristã. “Educados na escuta de Jesus, de seu ensinamento e de suas obras, os catecúmenos revivem a experiência da mulher samaritana sedenta de água viva, do cego de nascença que abre os olhos à luz, de Lázaro que sai do sepulcro”.

“O Evangelho traz consigo a força de transformar quem o acolhe com fé, tirando-o do domínio do maligno a fim de que aprenda a servir ao Senhor com alegria e novidade de vida”.

O Pontífice destacou que “à fonte batismal jamais se se vai sozinho, mas acompanhados pela oração de toda a Igreja, como recordam as ladainhas dos santos que precedem à oração de exorcismo e a unção pré-batismal com o óleo dos catecúmenos”.

“São gestos que, desde a antiguidade, asseguram àqueles que se preparam para renascer como filhos de Deus que a oração da Igreja os assiste na luta contra o mal, ajudando-os a subtrair-se do poder do pecado para passar ao reino da graça divina”.

O Papa recordou que este é o motivo pelo qual o caminho dos catecúmenos adultos “é marcado por repetidos exorcismos pronunciados pelo sacerdote, ou seja, orações que invocam a libertação de tudo aquilo que separa de Cristo e impede a íntima união com Ele”.

Também destacou que o Batismo “não é uma fórmula mágica”, mas “um dom do Espírito Santo que habilita quem o recebe a lutar contra o espírito do mal, crendo que Deus mandou ao mundo seu Filho para destruir o poder de satanás e transferir o homem das trevas ao seu reino de luz infinita”.

“A vida cristã está sempre sujeita às tentações de se separar de Deus, de seu querer, da comunhão com ele, para recair nos laços da sedução mundana”.

No Batismo, o catecúmeno também é ungido com o óleo, que significa que “o poder de Cristo Salvador fortifica para lutar contra o mal e vencê-lo”.

Por sua vez, reconheceu que “é cansativo combater contra o mal, fugir de seus enganos, retomar forças após uma luta exaustiva, mas devemos saber que toda a vida cristã é um combate”.

“Devemos também saber que não estamos sozinhos, que a Mãe Igreja reza para que seus filhos, regenerados pelo Batismo, não sucumbam às insídias do maligno, mas o vençam pelo poder da Páscoa de Cristo”.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 25 de abril de 2018

Hoje é celebrado São Marcos Evangelista, o leão alado (25 de abril)


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 25 de abril, a Igreja Católica celebra a festa de São Marcos Evangelista, discípulo de São Pedro e autor do segundo evangelho do Novo Testamento. Seu símbolo é o leão alado por sua relação com o Apocalipse e São João Batista.

São Marcos era judeu de origem e de uma família tão cristã que sempre acolheu aos primeiros cristãos em sua casa.

Acompanhou Paulo e Barnabé, seu primo, à Antioquia na primeira viagem missionária. Também foi com Pedro a Roma.

São Marcos se separou deles em Perga e retornou para sua casa. Mais tarde, Paulo se recusou a aceitar Marcos. Barnabé rompeu a associação missionária com São Paulo e foi para Chipre com seu primo. Anos depois, São Marcos e São Paulo se juntariam em outra viagem missionária.

Sobre seu Evangelho, São Marcos o escreveu em grego, aparentemente, para um público cristão. A data em que ele escreveu é debatida, mas talvez tenha sido na década de 60 a 70 depois de Cristo.

O evangelista foi a Roma com São Pedro, apóstolo que se dirigiria a São Marcos como “meu filho”. Marcos estabeleceu a Igreja em Alexandria, onde fundou sua famosa escola cristã.

Foi martirizado aproximadamente em 25 abril de 68 em Alexandria. Suas relíquias descansam na Catedral de Veneza.

São Marcos é retratado como um leão alado em relação a um dos quatro seres viventes do Apocalipse. Alguns consideram que isso é porque o Evangelho de Marcos começa com João Batista clamando no deserto, como um leão que ruge.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 23 de abril de 2018

São Jorge é santo mesmo?

Por Prof. Felipe Aquino / 23 de Abril de 2018

Recebi um e-mail de uma pessoa me perguntando: “São Jorge, qual a verdadeira história dele, é um santo mesmo? Da Igreja Católica ou de macumba? Nunca me senti bem em relação a ele, pois já vi sua imagem em lugares nada cristãos… Poderia me esclarecer por favor?”

A Igreja não tem dúvida de que São Jorge existiu e é Santo; tanto assim que sua memória é celebrada no Calendário litúrgico no dia 23 de abril. São Jorge foi mártir; a Igreja possui os “Atos do seu martírio” e sua “Paixão”, que foi considerada apócrifa pelo Decreto Gelasiano do século VI. Mas não se pode negar de maneira simplista uma tradição tão universal como veremos: a Igreja do Oriente o chama de “grande mártir” e todos os calendários cristãos incluíram-no no elenco dos seus santos.

São Jorge é considerado um dos “oito santos auxiliadores” (8 de agosto). Já no século IV o grande imperador romano Constantino, que se converteu ao cristianismo em 313, construiu uma igreja em sua honra. No século V já havia cerca de 40 igrejas em sua honra no Egito. Em toda a Europa multiplicaram as suas igrejas. Em 1222, o Concílio Regional de Oxford na Inglaterra estabeleceu uma festa em sua honra, e nos primeiros anos do século XV, o arcebispo de Cantuária na Inglaterra ordenou que esta festa fosse celebrada com tanta celebridade como o Natal. No ano de 1330, o rei católico Eduardo III da Inglaterra já tinha fundado a Ordem dos Cavaleiros de São Jorge.

São Jorge, além de haver dado nome a cidades e povoados, foi proclamado padroeiro de muitas cidades como Gênova, Ravena, Roma, de regiões inteiras espanholas, de Portugal, da Lituânia e da Inglaterra, com a solene confirmação, para esta última, do Papa Bento XIV.

O culto de São Jorge começou desde os primeiros anos da Igreja em Lida, na Palestina, onde o mártir foi decapitado e sepultado no início do século IV. Seu túmulo era alvo de peregrinações na época das Cruzadas, no século XII, quando o sultão muçulmano Saladino destruiu a igreja construída em sua honra.

A conhecida imagem de São Jorge como cavaleiro que luta contra o dragão, difundida na Idade Média, é parte de uma lenda contada em suas muitas narrativas de sua paixão.

Diz a lenda que um horrível dragão saía de vez em quando de um lago perto de Silena, na Líbia, e se atirava contra os muros da cidade fazendo morrer muita gente com seu hálito mortal, sendo que os exércitos não conseguiam exterminá-los. Então, o povo, para se livrar desse perigo lhe ofereciam jovens vítimas, escolhidas por sorteio. Só que num desses sorteios, à filha do rei foi sorteada para ser oferecida em comida ao monstro. Desesperado, o rei, que nada pôde fazer para evitar isso, acompanhou-a em prantos até às margens do lago. Mas, de repente apareceu um corajoso cavaleiro vindo da Capadócia. Era são Jorge, que marchou com seu cavalo em direção ao dragão e atravessou-o com sua lança. Outra lenda diz que ele amansou o dragão como um cordeiro manso, que a jovem levou preso numa corrente, até dentro dos muros da cidade, entre a admiração de todos os habitantes que se fechavam em casa, cheios de pavor. O misterioso cavaleiro lhes assegurou, gritando-lhes que tinha vindo, em nome de Cristo para vencer o dragão. Eles deviam converter-se e ser batizados.

Continua a narração dizendo que o tribuno e cavaleiro Jorge fez ao povo idólatra da cidade um belo sermão, após o qual o rei e seus súditos se converteram e pediram o batismo. O rei lhe teria oferecida muito dinheiro, mas Jorge teria partido sem nada levar, mandando o rei distribuir o dinheiro aos pobres.

É claro que isso é uma lenda na qual não somos obrigados a acreditar; mas é preciso entender o valor subjetivo das lendas religiosas sobre os santos. O povo as criava e divulgava para enaltecer a grandeza do santo, de maneira parabólica e fantasiosa; mas nela há um fundo de verdade. É um estilo de literatura, fantasiosa sim, mas que não pode ser desprezada de todo.

Muitos artistas e escultores famosos pintaram e esculpiram imagens do Santo: Rafael, Donatelo, Carpaccio, etc.

Segundo a tradição São Jorge foi condenado à morte por ter renegado aos deuses do império, o que muito acontecia com os cristãos. Ele foi torturado, mas parecia que era de ferro, não se queixava. Diz a tradição que diante de sua coragem e de sua fé, a própria mulher do imperador se converteu, e que muitos cristãos, diante dos carrascos, encontraram a força de dar o testemunho a Cristo com o próprio martírio. Por fim, também são Jorge inclinou a cabeça sobre uma coluna e uma espada super afiada pôs fim à sua jovem vida.

Como houve muitos cristãos que morreram mártires nesses tempos da perseguição romana, nada impede que um deles tenha sido o cavaleiro e tribuno militar Jorge.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: Cleofas



Hoje é celebrado São Jorge, o santo do Papa Francisco (22 de abril)


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 23 Abr. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 23 de abril, a Igreja celebra a festa de São Jorge, o santo do Papa Francisco, Jorge Mario Bergoglio, que é também padroeiro de Armas de Cavalaria do Exército da Argentina, país natal do Santo Padre. No Brasil, o santo é padroeiro do estado do Rio de Janeiro.

São Jorge viveu nos primeiros séculos da Cristandade. Nasceu em Lydda, Palestina, a terra de Jesus, filho de um agricultor muito estimado. Ingressou no exército e foi capitão.

Quando o santo chegou a uma cidade do Oriente, encontrou-se com um terrível crocodilo (ou dragão, ou tubarão), que devorava as pessoas e ninguém se atrevia a enfrentá-lo. São Jorge o fez e venceu.

Cheios de admiração e de emoção por ocorrido, os moradores escutaram atentamente quando o santo lhes falou sobre Jesus Cristo e muitos deles se converteram ao cristianismo.

Nessa época, o imperador Diocleciano mandou todos adorarem ídolos ou deuses falsos e proibiu adorar Jesus Cristo. O santo declarou que ele nunca deixaria de adorar Cristo e que jamais adoraria ídolos.

Essa recusa fez com que o imperador o condenasse à morte. No momento do martírio, levaram-no ao templo dos ídolos para ver se os adorava, mas diante da sua presença, várias estátuas de falsos deuses caíram no chão e se despedaçaram.

O santo foi martirizado e, enquanto o açoitavam, lembrava-se dos açoites que deram em Jesus e não abria a boca. Sofreu os castigos em silêncio.

As pessoas, ao vê-los, diziam que era corajoso e que “verdadeiramente vale a pena ser seguidor de Cristo”. Antes de morrer, o santo disse: “Senhor, em Tuas mãos entrego a minha alma”.

Quando escutou que lhe cortariam a cabeça, alegrou-se, porque tinha muito desejo de ir ao céu e estar com o Senhor. O santo sempre estava em oração.

São Jorge também é padroeiro da Inglaterra e dos escoteiros.

Geralmente, o santo é representado sobre um cavalo, com traje militar da época medieval, com uma palma, uma lança e um escudo, que tem uma bandeira branca com uma cruz vermelha, cujos braços vão às extremidades.

Este escudo pode ser visto em quadros e outras representações e a adaptação do mesmo está na bandeira da Inglaterra, da Geórgia, entre outras.

O santo é protetor dos soldados, agricultores, arqueiros, escoteiros, ferreiros, prisioneiros, entre outros. Também é conhecido como protetor dos animais domésticos.

Fonte: ACI digital

Oração à São Jorge 

Ó São Jorge, meu Santo Guerreiro, invencível na fé em Deus, que trazeis em vosso rosto a esperança e confiança, abre meus caminhos.
Eu andarei vestido e armado com vossas armas para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não peguem, tendo olhos não me enxerguem e nem pensamentos possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrar.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estendei vosso escudo e vossas poderosas armas, defendendo-me com vossa força e grandeza.
 Ajudai-me a superar todo desânimo e a alcançar a graça que vos peço (fazer o seu pedido). Dai-me coragem e esperança, fortalecei minha fé e auxiliai-me nesta necessidade.
São Jorge, rogai por nós. Amém.



domingo, 22 de abril de 2018

Papa no Domingo do Bom Pastor: Podemos ser curados se confiamos em Deus


Vaticano, 22 Abr. 18 / 11:00 am (ACI).- O Papa Francisco explicou, antes da oração do Regina Coeli, a liturgia deste Quarto Domingo de Páscoa “prossegue na intenção de nos ajudar a redescobrir a nossa identidade de discípulos do Senhor Ressuscitado” e assegurou que Deus pode curar todas as doenças espirituais.

“Cada um pode curar-se de muitas formas de doenças espirituais - ambição, preguiça, orgulho, se aceita colocar com confiança a própria existência nas mãos do Senhor Ressuscitado”.

Francisco afirmou que Jesus é o "Bom Pastor", mas esta “auto apresentação não pode ser reduzida a uma sugestão emocional, sem nenhum efeito concretos”.

“Jesus cura através do seu ser pastor que dá a vida. Dando a sua vida por nós, Jesus diz a cada um: ‘a sua vida vale muito para mim, para salvá-la, eu a dou por mim mesmo’”.

“E oferecer a sua vida o torna Bom Pastor por excelência: Aquele que cura, Aquele que nos permite viver uma vida bela e fecunda”.

Francisco indicou que “é este acontecimento através do qual se realiza uma relação viva e pessoa com Jesus, deixar-se conhecido por Ele”.

“Ele está atento a cada um de nós, conhece profundamente o nosso coração. Conhece as nossas qualidades e os nossos defeitos, conhece os projetos que realizamos e as esperanças que foram desiludidas”.

“Ele nos aceita assim como somos, nos guia com amor, para que possamos atravessar caminhos difíceis sem errar a estrada, ele nos acompanha”.

Ao mesmo tempo, “somos chamados a conhecer Jesus” e isso “requer um encontro com Ele, um encontro que provoca o desejo de segui-lo abandonando os comportamentos auto referenciais para caminhar em estradas novas indicadas por Cristo e abertas a vários horizontes”.

Nesse sentido, advertiu que “quando em nossas comunidades se resfria o desejo de viver a relação com Jesus, de ouvir a sua voz e segui-lo fielmente, é inevitável que prevaleçam outras maneiras de pensar e viver que não são coerentes com o Evangelho”.

O Papa também pediu para agradecer a Deus pelos novos sacerdotes ordenados na manhã de hoje na Basílica de São Pedro e os convidou para que rezem para que “o Senhor multiplique as vocações para a vida consagrada e ao matrimônio cristão”.

Fonte: ACI digital



Papa Francisco: vocação é escuta, discernimento e vida


Em sua mensagem o Papa Francisco destaca que “a nossa vida e a nossa presença no mundo são frutos de uma vocação divina”, para a qual é preciso um processo de discernimento. "O Senhor continua nos chamando a segui-lo."

Cidade do Vaticano

Celebra-se, neste IV Domingo da Páscoa (22/04), o 55° Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Para a ocasião, o Santo Padre publicou uma Mensagem (04/12/17) dirigida aos Bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis do mundo inteiro.
A vocação realiza-se hoje!

Nossa vida, fruto de uma vocação divina

Em sua Mensagem o Papa destacou, entre outras coisas, que “a nossa vida e a nossa presença no mundo são frutos de uma vocação divina”, para a qual é preciso um processo de discernimento.

Em vista da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos dedicada aos Jovens, “sobretudo na relação entre jovens, fé e vocação”, - a ser realizada em outubro próximo, - o Pontífice refletiu sobre três conceitos: “escuta, discernimento e vida”.

Escutar, discernir e viver a Palavra de Deus

“Na diversidade e especificidade de cada vocação, pessoal e eclesial, é preciso escutar, discernir e viver a Palavra, que nos chama do Alto e, ao mesmo tempo, nos permite render nossos talentos, fazendo de nós instrumentos de salvação no mundo e orientando-nos à plenitude da felicidade”.

Francisco afirmou que “o chamado do Senhor não é evidente, como tantas coisas que podemos ouvir, ver ou tocar na nossa experiência diária. Deus vem de forma silenciosa e discreta, sem se impor à nossa liberdade. Assim pode acontecer que a sua voz fique sufocada pelas muitas inquietações e solicitações que ocupam a nossa mente e o nosso coração”.

Ler os sinais dos tempos com os olhos da fé

Por isso, é preciso “preparar-se à uma escuta profunda da sua Palavra, prestar atenção aos seus detalhes diários e aprender a ler os sinais dos tempos com os olhos da fé, sempre abertos às surpresas do Espírito”.

Porém, frisou o Papa, “cada um de nós pode descobrir a própria vocação através do discernimento espiritual. Hoje temos grande necessidade do discernimento e da profecia, para superar as tentações da ideologia e do fatalismo. Todo cristão deveria desenvolver a capacidade de ler os acontecimentos da vida e identificar o que o Senhor quer de nós, para continuarmos a sua missão”.

Assumir a própria vocação

Enfim, em sua mensagem, Francisco destacou a necessidade de assumir a própria vocação: “A vocação realiza-se hoje! A missão cristã é para o momento presente! Cada um de nós é chamado – à vida laical no matrimônio, à vida sacerdotal no ministério ordenado, ou à vida de especial consagração – a ser testemunha do Senhor, aqui e agora”.

“O Senhor continua nos chamando a segui-lo”. Respondamos a Ele com o nosso generoso “sim”: “Eis-me aqui”.

Fonte: Vatican News



Papa Francisco: a Eucaristia nos educa à prática da justiça e da misericórdia


“A Eucaristia nos reconcilia e nos une, alimenta a vida comunitária e gera gestos de generosidade, perdão, confiança e gratidão: significa ação de graças, nos educa à primazia do amor e à prática da justiça e da misericórdia”, disse Francisco aos peregrinos das dioceses italianas de Bolonha e Cesena.

Cidade do Vaticano

O Santo Padre concluiu suas atividades, na manhã deste sábado (21/4), no Vaticano, recebendo, na Praça São Pedro, cerca de 13 mil peregrinos das dioceses de Bolonha e Cesena, que vieram, com seus respectivos Pastores, retribuir a visita que ele fez às suas comunidades em outubro do ano passado.
Continuar, com coragem, caminho de renovação

Acolhida e encontros de fé e oração

Em sua saudação aos numerosos presentes, - Bispos, autoridades civis, sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis leigos e enfermos – Francisco disse que “não esqueceu a acolhida e os encontros de fé e de oração” realizados nas duas cidades italianas. E acrescentou:

“Graças ao dom da Providência pude confirmar e revigorar a sua fé e pertença à Igreja, que se concretizam com atitudes e gestos de caridade, especialmente em relação às pessoas mais frágeis. Logo, exorto-os a continuar, com coragem, no caminho de renovação e compromisso eclesial”.

Obras de evangelização e metas missionárias

Em Cesena, recordou o Papa , na ocasião foram comemorados o III centenário de nascimento do Papa Pio VI e a memória do Papa Pio VII, ocasião propícia para refletir sobre a obra de evangelização e as metas missionárias, sob o exemplo destes grandes Pastores.

Em Bolonha, Francisco destacou a conclusão do Congresso Eucarístico Diocesano, que reuniu numerosos fiéis em torno de Jesus Eucarístico. A este respeito, o Papa citou a sua Exortação Apostólica “Gaudete e exsultate”: “Partilhar a Palavra e celebrar juntos a Eucaristia torna-nos mais irmãos e transforma-nos em comunidade santa e missionária”. E frisou:

“A Eucaristia, de fato, compõe a Igreja, a agrega e a une no vínculo do amor e da esperança. Jesus a instituiu para que permanecêssemos com Ele, formando um só corpo e tornando-nos mais unidos e irmãos. A Eucaristia nos reconcilia e nos une, alimenta a vida comunitária e gera gestos de generosidade, perdão, confiança e gratidão: significa ação de graças, nos educa à primazia do amor e à prática da justiça e da misericórdia”.

Homens e mulheres do nosso tempo precisam encontrar Jesus Cristo

Neste sentido, o Santo Padre recordou que “os homens e mulheres do nosso tempo precisam encontrar Jesus Cristo”: Ele é o caminho que nos conduz ao Pai; Ele é o Evangelho da esperança e do amor. No cumprimento da nossa missão, Ele exige generosa disponibilidade, renúncia a si mesmo e abandono confiante à vontade divina. Eis o nosso itinerário de santidade! Por fim, o Papa fez a seguinte exortação aos peregrinos de Bolonha e Cesena:

“Encorajo-os a ressoar em suas comunidades o chamado à santidade, que envolve todos os batizados, em qualquer condição de vida. Na santidade consiste a plena realização da aspiração do coração humano. Trata-se de um caminho que deve ser trilhado com a acolhida concreta do Evangelho. Este compromisso missionário proporciona novo impulso à evangelização”.

Jamais deixem de buscar Deus e o seu Reino

“Não cessem jamais, concluiu Francisco, de buscar a Deus e o seu Reino e de prestar o precioso serviço aos irmãos, sempre com fraternidade e simplicidade.

Fonte: Vatican News



Jesus é o único caminho-4° Domingo da Páscoa (Ano B)



Jesus é o único caminho

4º Domingo da Páscoa – Ano B


Evangelho de João 10, 11-18

*11 Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. 12 O mercenário, que não é pastor a quem pertencem, e as ovelhas não são suas, quando vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e sai correndo. Então o lobo ataca e dispersa as ovelhas. 13 O mercenário foge porque trabalha só por dinheiro, e não se importa com as ovelhas.

14 Eu sou o bom pastor: conheço minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15 assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou a vida pelas ovelhas. 16 Tenho também outras ovelhas que não são deste curral. Também a elas eu devo conduzir; elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor. 17 O Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la de novo. 18 Ninguém tira a minha vida; eu a dou livremente. Tenho poder de dar a vida e tenho poder de retomá-la. Esse é o mandamento que recebi do meu Pai..»

Reflexão

O pastor, os pastores e a pastoral

O evangelho traz as palavras de Jesus sobre o “bom pastor” (Jo 10,11-18) e a 1ª leitura (At  4,8-12) nos mostra o primeiro pastor da jovem comunidade cristã, Pedro, defendendo o rebanho perante o supremo conselho dos judeus em Jerusalém. Dois exemplos de pastores que põem em jogo sua vida em prol de suas ovelhas. Por isso, também, este domingo é o do­mingo das vocações “pastorais”.

Antes, porém, de assimilar a mensagem destas leituras é preciso deslocarmo-nos para as estepes da Judéia, para imaginar o que significa a imagem do “pastor”. O povo de Judá era, tradicionalmente, um povo de pastores de ovelhas e cabras. Assim, por exemplo, o rei Davi foi chamado de detrás do rebanho para ser rei de Judá e Israel. Ora, havia pastores proprie­tários, para quem o rebanho era seu sustento, e assalariados, que não se importavam muito com o rebanho…. Todo judeu conhecia a história de Davi, que, para salvar o rebanho de seu pai Jessé, correu risco de vida enfrentando um leão (1 Sm 17,34-37). E conheciam-se também as advertências proféticas contra os maus pastores de Israel (os reis e chefes) que se engorda­vam às custas das ovelhas em vez e de conduzi-las à pastagem (Ez 34,2 etc.).

O pastor “certo” é Jesus, diz Jo 10,11. Ele conduz as ovelhas com segurança, dando a vida por elas, pois são pedaços de seu coração, à diferença dos assalariados, que fogem quan­do se apresenta um perigo: um leão, um lobo… Jesus é o pastor de verdade, o Messias, o novo Davi e muito mais! Ele dá a vida pelas ovelhas. O caminho pelo qual conduziu as ovelhas foi o do amor até o fim. Ele deu o exemplo. Sua vida certamente não esteve em contradição com sua “pastoral”, como acontece com outros.

O que é pastoral? Não é chefia e organização. É conduzir, no amor demonstrado por Jesus, aqueles que viram nele resplandecer a vida e a salvação. Os que escutam sua voz. Pastoral é evangelização continuada, é fidelidade à boa-nova proclamada. Assim como a “pastoral” de Jesus, talvez exija fidelidade até a morte (desde Tiago e Pedro até Dom Oscar Romero e os demais mártires de hoje). Os pastores têm de identificar-se com Jesus, que dá a vida pelos seus.

Quem são as ovelhas? São os que seguem a voz do pastor. Mas não só os que participam da Igreja de modo organizado. A organização da comunidade não é o último critério para a missão pastoral. Diante dos discípulos que eram de origem judaica, Jesus declarou: “Tenho ainda outras ovelhas, que não são deste rebanho” (Jo 10,16). A pastoral tem uma dimensão missionária que ultrapassa os integrados e organizados!

E quem são os pastores? Há pastores constituídos, os que participam do sacramento da Ordem (bispos, presbíteros, diáconos). Mas, como o Espírito sopra onde quer, a vocação pasto­ral pode estender-se além desses limites. Cada um pode ser um pouco “pastor” de seu irmão. Até os serviços que a Igreja anima para a transformação da sociedade são chamados de pasto­rais (“pastoral da terra”, “da mulher marginalizada”, “dos direitos humanos” etc.). O que im­porta é que os agentes pastorais assumam o empenho da própria vida na linha de Jesus e de seu testemunho de amor. Que sejam “bons pastores”, amando a Cristo e a seus irmãos de modo ra­dical, dando a vida por eles. Que não usem as ovelhas para ambições eclesiásticas ou políticas. Que não sejam traiçoeiros. Que transmitam a seus irmãos o carinho de Deus mesmo.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Pai, que eu saiba entregar-me com toda confiança nas mãos de teu Filho – o bom Pastor –, pois só assim estarei seguro de estar trilhando o caminho para ti.



quinta-feira, 19 de abril de 2018

8 grandes santos que tiveram depressão, mas nunca se renderam a ela


Você pode se surpreender com vários dos nomes nesta lista!

Até mesmo santos da estatura moral da Madre Teresa de Calcutá, admirada por crentes e descrentes, dão testemunho de ter sofrido algo que soa surpreendente e talvez chocante para quem acha que os santos viveram numa bolha de perfeição à parte das cotidianidades que afetam os seres humanos “comuns”: o conceito da “noite escura da alma“.

A mais famosa abordagem do tema e do termo é, provavelmente, a do místico espanhol São João da Cruz, reconhecido como nada menos que Doutor da Igreja. Ele descreve essa profunda espécie de crise espiritual na jornada rumo à união com Deus em seu célebre poema intitulado, precisamente, “La noche oscura del alma” (século XVI).

É fato que Deus permite, e com frequência, a drástica provação da aridez espiritual, da completa falta de fervor sensível, da dúvida espessa a respeito da Sua existência, da revolta perante os injustíssimos reveses da vida, do desespero diante da tragédia ou mesmo da rotina que, dias depois de dias, meses depois de meses, se reveste daquela insuportável e amorfa ausência de sentido…

Se o próprio Cristo experimentou o drama do silêncio do Pai na mais negra de todas as noites, a ponto de Lhe suplicar que afastasse d’Ele esse cálice durante a Sua oração no Jardim das Oliveiras, à espera da Paixão, por que presumir que Deus fosse poupar-nos de experimentar a dúvida radical? Por que imaginar que Ele nos privasse da oportunidade de escolher, livre e voluntariamente, abraçar a fé ou rejeitá-la, confiar n’Ele ou refutá-Lo, purificar o amor ou mantê-lo morno, frágil, apoiado em incentivos cômodos e débeis?

Nem a vocação à vida religiosa isenta um cristão da provação espiritual.
É claro que nem sempre essa provação é propriamente a doença física e psíquica que hoje conhecemos como depressão. No entanto, há santos que, pelos sintomas descritos por eles próprios ou por outros biógrafos, muito provavelmente enfrentaram esse quadro que atualmente é visto como “o mal do século”.

Alguns dos santos que possivelmente enfrentaram a depressão:

1 – Santo Agostinho
Século IV.


Pois é! Uma das mais icônicas e sublimes figuras representativas da intensidade da conversão cristã e do poder extraordinário da graça santificante; uma das personalidades mais admiradas da história da civilização ocidental, inclusive por não católicos e até por não cristãos: até ele enfrentou, muito provavelmente, os altos e baixos dos neurotransmissores e a instabilidade psíquica e física que hoje a medicina denomina depressão.
Sua mãe, Santa Mônica, suportou com paciência quase inacreditável a imprevisibilidade do filho brilhante, mas de temperamento terrível. Agostinho procurava com intensa sinceridade a verdade e o sentido da existência, mas, em suas andanças desnorteadas e segundo os seus próprios termos, ele a buscava na aparência das coisas criadas, nas volúpias e prazeres dos sentidos, longe de Deus e cada vez mais longe de si mesmo. “Eis que estavas dentro de mim, mas eu estava fora, e fora Te buscava, e nas coisas formosas que criaste, deforme eu me lançava“, declarará ele nas “Confissões”, obra-prima da espiritualidade não apenas cristã, mas universal.
A teimosia da graça, porém, foi mais irredutível ainda que a dele mesmo, e, encontrando canal nas “indesanimáveis” orações de sua mãe e na admirável influência do grande bispo Santo Ambrósio, levou o rebelde e angustiado Agostinho a finalmente se render a Deus e acolher o batismo. Mais ainda: ele se consagrou a Deus e chegou também ele a ser bispo.
Depois que a mãe morreu, no entanto, e durante os mais de quarenta anos que a isto se seguiram, a sua personalidade poderosa ainda se manifestaria com frequência na propensão à raiva implacável e à… depressão severa. Santo Agostinho se levantava desses abismos por meio da oração, do sacrifício e do trabalho. Ocupar-se foi um grande remédio, tanto nas muitas responsabilidades de bispo quanto nas muitas horas de reflexão, estudo e oração que o transformaram em grande defensor da doutrina da Igreja.

2 – Santa Flora de Beaulieu
Século XIV.


Ela teve uma infância normal, mas, quando seus pais começaram a buscar marido para ela, se recusou e anunciou que ia dedicar a vida a Deus entrando num convento. No entanto, essa decisão, tomada num contexto turbulento, desencadeou uma fase intensa e prolongada de depressão que afetava de tal modo o seu comportamento que mesmo para as outras irmãs era uma provação conviver com ela. Com a graça de Deus, o tempo e a ajuda de um confessor compreensivo, Flora fez grande progresso espiritual precisamente por causa do desafio da depressão, que ela enfrentou com empenho.

3 – Santo Inácio de Loyola
Século XVI.


A personalidade poderosa do grande santo fundador dos padres jesuítas também era dada a sentimentos de profunda inquietação e sofrimento. O senso de certeza e convicção que ele demonstra em sua autobiografia (escrita em terceira pessoa) não vieram com facilidade. Depois de se converter, Inácio teve de lutar contra um feroz período de escrupulosidade, termo que, na ascese cristã, se refere à tentação de sentir-se sempre em grave pecado por cada mínima falha pessoal no cumprimento de deveres e na vivência das virtudes. Essa provação veio seguida de uma depressão tão séria que ele chegou a pensar em suicídio. Deus o retirou do abismo de trevas e sofrimento interior inspirando-lhe grandes coisas a realizar na vida em nome de Cristo e da Sua Igreja.
O próprio Inácio define como “desolação” a experiência que enfrentou em seus exercícios espirituais: um estado de grande inquietação, irritabilidade, desconforto, insegurança quanto a si mesmo e às próprias decisões, dúvidas assustadoras, grande dificuldade de perseverar nas boas intenções… De acordo com Inácio, Deus não causa a desolação, mas a permite para nos “abalar” como pecadores e nos chamar à conversão.
A partir da sua experiência, Santo Inácio dá três conselhos para reagir à desolação: não desistir nem alterar uma boa resolução anterior; intensificar a conversa com Deus, a meditação e as boas ações; e perseverar com paciência, pois a provação é estritamente limitada por Deus, que dará o alívio no momento oportuno. Ele descobriu, em suma, que a depressão pode ser um grande desafio espiritual e uma ótima oportunidade de crescimento.
Estes conselhos continuam perfeitamente válidos, mas, hoje, é de importância crucial acrescentar um quarto conselho: procurar a ajuda médica adequada. Os avanços da medicina deixam claro que, na maioria dos quadros verdadeiramente depressivos, a medicação psiquiátrica é indispensável para reequilibrar os neurotransmissores, pois se trata de uma doença propriamente dita e não apenas de uma “fase de tristeza”. O tratamento da depressão clínica tem duas vertentes interdependentes: o trabalho interior pessoal, que pode ser acompanhado por um bom psicólogo ou orientador qualificado, e o trabalho da medicina, acompanhado por um psiquiatra sério e bem atualizado.

4 – Santa Joana Francisca de Chantal
Século XVI.


Durante oito anos, ela viveu feliz o seu casamento com o Barão de Chantal. Mas, quando o marido morreu, seu sogro, vaidoso e teimoso, forçou Joana e seus três filhos a irem morar com ele, provocando uma rotina de contínuos dissabores, duras provas de paciência e… depressão. Em vez de se escorar na vitimização, como infelizmente é comum desde sempre e até hoje, Santa Joana fez a escolha de manter a alegria e de responder às crueldades do sogro com caridade e compreensão.
Mesmo depois de estabelecer uma cordial e santa amizade com o grande bispo São Francisco de Sales e de trabalhar com ele na criação de uma ordem religiosa para mulheres de mais idade, Joana continuava experimentando momentos de grande sofrimento e injusto julgamento – e continuava, também, a responder com alegria, trabalho esforçado e espírito voltado a Deus.
A propósito, São Francisco de Sales tem um relevante conselho para quem sofre dessa provação:

“Refresque-se com músicas espirituais, que muitas vezes provocaram o demônio a cessar as suas artimanhas, como no caso de Saul, cujo espírito maligno se afastou dele quando Davi tocou sua harpa perante o rei. Também é útil trabalhar ativamente, e com toda a variedade possível, de modo a desviar a mente da causa de sua tristeza”.

5 – São Noel Chabanel
Século XVII.


Padre jesuíta, mártir norte-americano, trabalhou entre os índios huron com São Charles Garnier. Os missionários, no geral, desenvolvem grande empatia por aqueles a quem evangelizam; no entanto, não foi o caso do pe. Noel: ele sentia repugnância pelos índios e pelos seus costumes, além de imensa dificuldade para aprender a sua língua, completamente diferente de qualquer idioma europeu, sem falar nos brutais desafios que a vida em ambiente quase selvagem envolvia. Todo esse conjunto de provações gerou nele um sentimento duradouro de sufocamento espiritual. Como ele respondeu? Fazendo um voto solene de jamais desistir nem abandonar a sua missão. E esse voto ele manteve até o dia do seu martírio.

6 – Santa Elizabeth Ann Seton
Século XVIII.


A primeira santa nascida em solo estadunidense sofria com a contínua sensação de solidão e melancolia, tão profunda que ela pensou várias vezes em se matar. Ela teve muitos problemas em sua vida, especialmente relacionados à sua família. Leituras, música e o mar a ajudaram a ser mais alegre. Quando se converteu, a Eucaristia e a caridade passaram a ser sua grande força diária!

7 – São João Maria Vianney
Século XIX.


Conhecido como o Cura D’Ars, ele é um dos sacerdotes mais queridos da história da Igreja, modelo de pároco zeloso e de pastor que superou as muitas e graves limitações intelectuais próprias para guiar as almas com maestria pelo caminho da vida de graça. Apesar de todo o bem que fazia, ele não conseguia enxergar a própria relevância diante de Deus e convivia persistentemente com um forte complexo de inutilidade pessoal, sintoma da depressão que o acompanhou durante toda a vida.
Nos momentos mais difíceis, ele recorria ao Senhor e, apesar do sofrimento, renovava a determinação de perseverar no seu trabalho com confiança, fé e amor a Deus e ao próximo.

8 – Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)
Século XX.


A santa carmelita descalça que havia nascido judia e crescido ateia sofreu com a depressão durante longo período. Chegou a escrever:

“Encontrei-me gradualmente em profundo desespero… Eu não podia atravessar a rua sem querer que um carro me atropelasse e eu não saísse viva dali”.

Desde antes de se converter, principalmente nas muitas ocasiões em que foi desprezada e humilhada por ser mulher e de origem judia, Edith sofreu intensamente a depressão. Intelectual, filósofa, discípula e até assistente de Edmund Husserl, o fundador da fenomenologia, ela finalmente encontrou em Deus a Verdade que tanto buscava, a partir da leitura da obra de Santa Teresa de Jesus. Abraçou então a graça com tamanha sede que dela arrancava as forças para lidar não apenas com os seus dolorosos sofrimentos interiores, mas também com as trevas mortíferas do nazismo.
Edith Stein, que adotou no convento carmelita o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz após se converter e se consagrar a Deus radicalmente, foi capaz de perseverar até o martírio, mantendo a lucidez, a fé, a esperança e o amor inclusive na prisão e na execução a que foi submetida covardemente no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Esse final de vida terrena parece particularmente deprimente? Pois ele é, mesmo. No entanto, como tudo nesta vida tem mais do que apenas um lado, ela enfrentou esse cenário extremo com a serenidade e a paz de espírito de quem aprendeu a lidar com os altos e baixos da depressão, enxergando além do imediato e abraçando uma vida que não acaba porque é eterna – e que é capaz de brilhar até mesmo nas trevas mais densas da morte num campo de concentração.

Fonte: Aleteia



Esta é a “Novena de emergência” à Virgem Maria que Madre Teresa rezava em apuros


REDAÇÃO CENTRAL, 15 Abr. 18 / 06:00 am (ACI).- Diante dos diversos problemas que enfrentava com frequência e em meio a um ritmo de vida acelerado, Santa Teresa de Calcutá inventou uma maneira de invocar a intercessão da Virgem Maria a qual chamou de “Novena de emergência” (Flying Novena).

Mons. Leo Maasburg, amigo e diretor espiritual da Santa, explica em seu livro ‘Madre Teresa de Calcutá: Um retrato pessoal’, que esta era “sua rápida arma espiritual”.

As novenas são orações rezadas durante nove dias e são bastante comuns entre a Congregação das Missionárias da Caridade. Entretanto, esta oração promovida pela Madre Teresa consistia em rezar dez Memorare em um só dia, de forma rápida, com o propósito em mente.

O ‘Memorare’ é uma oração de intercessão à Santíssima Virgem, normalmente atribuída a São Bernardo de Claraval, que a Madre Teresa rezava com frequência.

Mons. Maasburg explicou que a Madre Teresa sempre rezava dez Memorares porque “confiava tanto na colaboração dos céus, que sempre acrescentava um décimo Memorare imediatamente, em ação de graças pelo favor recebido”.

Esta “Novena de emergência” tinha uma coisa em comum com as novenas de nove dias e inclusive com as de nove meses: a confiança pedindo pela ajuda divina, como fizeram os apóstolos durante nove dias junto com “Maria, a Mãe de Jesus, e as mulheres” (Atos dos apóstolos 1,14) à espera da ajuda prometida pelo Espírito Santo.

Santa Teresa de Calcutá utilizava esta oração constantemente para pedir pela cura de uma criança doente, antes de conversas importantes, quando os passaportes desapareciam, para solicitar a ajuda celestial quando as provisões acabavam etc.

Pe. Brian Kolodiejchuk, postulador da causa de canonização da Madre Teresa, assinalou em uma ocasião que a Santa ensinava que o Memorare “expressa de maneira efetiva sua confiança no poder da intercessão de Maria como mediadora de todas as graças”.

“Flui do amor e da confiança que tinha em Maria; era uma forma simples de apresentar seus pedidos. A resposta rápida que recebia era sua inspiração para recorrer à Mãe do Céu cada vez com maior confiança através das palavras do Memorare”, acrescentou.

A oração é a seguinte:

“Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tenham recorrido à vossa proteção, implorado o vosso socorro, fosse por vós desamparado.

Animado eu pois com igual confiança, a vós recorro como minha Mãe, ó Virgem entre todas singular, e de vós me valho. Gemendo sob o peso dos meus pecados me prostro a vossos pés.

Não rejeiteis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus Humanado, mas dignai-vos de as ouvir propícia e de alcançar-me o que vos rogo. Amém”.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog