Dezembro 2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 30 de dezembro de 2018

Festa da Sagrada Família-Tempo do Natal(Ano C)



Festa da Sagrada Família

  Tempo do Natal – Ano C

Evangelho de Lucas 2,41-52
*41 Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42 Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43 Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. 44 Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45 Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46 Três dias depois, o encontraram no templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47 Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48 Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados, e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49 Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50 Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51 Jesus desceu então com seus pais para Nazaré e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas essas coisas. 52 E Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e diante dos homens.»

Reflexão

SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ

O projeto de Deus para a redenção de toda a humanidade tem como centro a encarnação do seu Filho como homem vivendo entre nós. Quis que seu amado Filho fosse o exemplo de tudo. Por isso ele foi acolhido no seio de uma verdadeira família. Uma humilde, boa e honrada família, ligada pela fé e os bons costumes. 


Ele escolheu, seus anjos agiram e a Sagrada Família foi constituída. Deus Pai enviou Jesus com a natureza divina e a natureza humana: o Verbo encarnado, trazendo a sua redenção para todos os seres humanos. Ou seja: a salvação do ser humano somente se dá através de Jesus, quem crer e seguir terá a vida eterna no Reino de Deus. Assim, Jesus nasceu numa verdadeira família para receber tudo o que necessitava para crescer e viver, mesmo sendo muito pobre. Teve o amor dos pais unidos pela religião, trabalhadores honrados, solidários com a comunidade, conscientes e responsáveis por sua formação escolar, cívica, religiosa e profissional. Maria, José e Jesus são o símbolo da verdadeira família idealizada pelo Criador. A única diferença, que a tornou a "Sagrada Família", foi a sua abnegação, a aceitação e a adesão ao projeto de Deus, com a entrega plena às suas disposições. Mesmo assim,não perderam sua condição humana, imprescindível para que todas as profecias se cumprissem. 

A família residiu em Nazaré até que Jesus estivesse pronto para desempenhar sua missão. Lá, Jesus aprendeu a andar, correr, brincar, comer, rezar, cresceu, estudou, foi aprendiz e auxiliar de seu pai adotivo, José, a quem amava muito e que por ele era muito amado também. Foi um filho obediente à mãe, Maria, e demonstrou isso já bem adulto, e na presença dos apóstolos, nas bodas de Caná, quando, a pedido de Maria, operou o milagre do vinho. Quando o Messias começou a trilhar os caminhos, aldeias e cidades, pregando o Evangelho, era reconhecido como o filho de José, o carpinteiro da Galiléia. Até ser identificado como o Filho de Deus aguardado pelo povo eleito, Jesus trabalhou como todas as pessoas fazem. Conheceu as agruras dos operários, suas dificuldades e o suor necessário para ganhar o pão de cada dia. 

Essa família é o modelo de todos os tempos. É exemplar para toda a sociedade, especialmente nos dias de hoje, tão atormentada por divórcios e separações de tantos casais, com filhos desajustados e todos infelizes. A família deve ser criada no amor, na compreensão, no diálogo, com consciência de que haverá momentos difíceis e crises formais. Só a certeza e a firmeza nos propósitos da união e a fé na bênção de Deus recebida no casamento fará tudo ser superado. Pedir esse sacramento à Igreja é uma decisão de grande responsabilidade, ainda maior nos novos tempos, onde tudo é passageiro, fútil e superficial. Esta celebração serve para que todas as famílias se lembrem da humilde Sagrada Família, que mudou o rumo da humanidade. Ela representa o gesto transcendente de Deus, que se acolheu numa família humana para ensinar o modo de ser feliz: amar o próximo como a nós mesmos. A Igreja comemora a festa da Sagrada Família em data móvel, no domingo após o Natal, ou, alternativamente, no dia 29 de novembro.

Oração do Dia

Ó Deus de bondade, que nos destes a Sagrada Família como exemplo, concedei-nos imitar em nossos lares as suas virtudes para que, unidos pelos laços do amor, possamos chegar um dia às alegrias da vossa casa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



Arrepiante: quando o povo brasileiro bradou “A bênção, João de Deus!”


São João Paulo II era chamado no Brasil, carinhosamente, de "João de Deus". E não era ele quem assim se autoproclamava: era o povo!

O Papa São João Paulo II cativou multidões no planeta inteiro ao longo do seu épico pontificado de 26 anos, 5 meses e 17 dias de duração – o terceiro mais longo da história bimilenar da Igreja Católica.

Uma das características mais marcantes do extraordinário papado de Karol Wojtyla foram as suas mais de cem viagens apostólicas a todos os recantos da Terra, envoltas em carisma raramente visto numa personalidade de tamanho impacto mundial.

 São João Paulo II Brasil Aparecida

Ao Brasil, ele veio quatro vezes – foi um dos países mais visitados pelo Papa polonês. Já na primeira visita, de 30 de junho a 12 de julho de 1980, uma canção de boas-vindas se consagrou para sempre como um verdadeiro “hino brasileiro” em homenagem ao Papa: “A bênção, João de Deus“, do compositor Paulo Roberto, repetida em todas as demais visitas de São João Paulo II ao país com igual entusiasmo e sob comoção generalizada.

 São João Paulo II Brasil Aparecida

Com a letra, consagrou-se também o emblemático apelido carinhoso dedicado ao Papa que vinha de longe: “João de Deus“; um apelido que não foi o Papa quem atribuiu a si mesmo, mas sim o povo, em espontânea homenagem, quem o deu a um homem que literalmente desgastou a vida até o último suspiro para testemunhar a Deus perante um mundo em devastadora crise de identidade e torturado por abusos de todos os tipos – perpetrados, inclusive, por falsos “homens de Deus”, muitos deles, vergonhosamente, no seio da própria Igreja Católica.

Um vídeo-tributo de arrepiar

É quase impossível não se emocionar até as lágrimas ao rever, ao som de “A bênção, João de Deus“, as imagens grandiloquentes dos encontros desse grande santo do século XX com as multidões a perder de vista que se reuniam para acompanhá-lo em suas peregrinações como Apóstolo de Cristo – inclusive porque milhões de nós e dos nossos contemporâneos tivemos o privilégio de vê-lo ao vivo em alguns desses encontros inesquecíveis!

O seguinte vídeo, compartilhado no YouTube pelo Ministério de Música Fonte de Adoração, nos presenteia com cenas arrebatadoras das viagens apostólicas do Papa Peregrino ao Brasil e a dezenas de outras nações de toda a Terra.

“A bênção, João de Deus” é a música-tema que acompanha as imagens, em versão gravada em estúdio – mas o “ápice acústico” do vídeo fica para o final, quando a canção passa a ser entoada a plenos pulmões pela multidão de fiéis, deixando arrepiado qualquer ouvinte que tenha conhecido, ainda que de modo mínimo, a trajetória ímpar desse Papa que é um dos maiores de todos os séculos.

A letra do “hino brasileiro” a São João Paulo II

    A bênção, João de Deus!
    A bênção, João de Deus!
    Nosso povo te abraça!
    Tu vens em missão de paz:
    Sê bem-vindo
    E abençoa este povo que te ama!

    A bênção, João de Deus!
    João Paulo, aqui estamos,
    A família reunida
    Em torno de ti, ó pai,
    Reafirmando
    A esperança no amor que une a todos!

Nós nos unimos à prece em uníssono dos fiéis:

    “A bênção, verdadeiro João de Deus!“

Fonte: Aleteia



sábado, 29 de dezembro de 2018

Hoje são celebrados os Santos Inocentes, crianças que morreram por Cristo


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- “Ainda não falam e já confessam a Cristo. Ainda não podem mover os seus membros para travar batalha e já alcançam a palma da vitória”, disse uma vez São Quodvultdeus (século V) ao exortar os fiéis sobre os Santos Inocentes, as crianças que morreram por Cristo e cuja festa se celebra neste 28 de dezembro.

De acordo com o relato de São Mateus, o rei Herodes mandou matar em Belém e seus arredores os meninos menores de dois anos, ao sentir-se enganado pelos Reis Magos, os quais retornaram aos seus países por outro caminho para não lhe revelar onde estava o Messias.

A festa para venerar estes meninos que morreram como mártires foi instituída no século IV. A tradição oriental os recorda em 29 de dezembro, enquanto que a latina, no dia 28 deste mês.

Posteriormente, São Quodvultdeus, Padre da Igreja do Século V e Bispo de Cartago (norte da África), deu um sermão sobre este lamentável feito.

“Que temes, Herodes, ao ouvir dizer que nasceu o Rei? Ele não veio para te destronar, mas para vencer o demónio. Tu, porém, não o compreendes; e por isso te perturbas e te enfureces, e, para que não escape aquele único Menino que buscas, te convertes em cruel assassino de tantas crianças”, expressou.

O Santo ainda acrescenta: “Nem as lágrimas das mães nem o lamento dos pais pela morte de seus filhos, nem os gritos e gemidos das crianças te comovem. Matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração”.

“As crianças, sem o saberem, morrem por Cristo; os pais choram os mártires que morrem. Àqueles que ainda não podiam falar, Cristo os faz suas dignas testemunhas”, enfatizou São Quodvultdeus.

Fonte: ACI digital

5 coisas que talvez não saiba sobre os Santos Inocentes

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Dez. 18 / 05:00 am (ACI).- No marco da festa dos Santos Inocentes, apresentamos 5 coisas que talvez não sabia sobre estes mártires, cujas mortes seguem repercutindo na sociedade de hoje, segundo artigo de Pe. Sergio Román, publicado no SIAME (Serviço Informativo da Arquidiocese do México).

1. A história

Herodes disse aos Magos do Oriente que ele estava muito interessado no rei que tinha acabado de nascer e pediu-lhes para informá-lo sobre este rei em seu retorno para também ir adorá-lo. A estrela guiou os Magos até a criança e, cumprida sua missão, voltaram para seus países de origem por outros caminhos, pois um anjo lhes avisou em sonhos que Herodes queria matar Jesus.

Desapontado com os Magos, Herodes mandou matar todas as crianças menores de dois anos com o desejo de acabar com aquele Rei nascido em Belém, que colocava em perigo seu próprio reinado. Um genocídio. A matança dos inocentes. A Igreja os recorda no dia 28 de dezembro, unidos aos Natal, porque eles não morreram por Cristo, mas no lugar de Cristo.

2. Herodes, o Grande!

Assim se fazia chamar aquele rei da Palestina, fantoche do Império Romano. Foi grande porque soube ganhar guerras e conquistar terras para o seu reino, mas também por seus crimes: casou-se com Mariana, filha do sumo sacerdote Hircano II. Temeroso de que desejavam o seu reino, mandou matar seu genro, José; Salomé; o sumo sacerdote Hircano II; sua esposa Mariana; os irmãos dela, Aristóbulo e Alexandra; seus próprios filhos, Aristóbulo, Alexander e Antipatro.

Quando ficou enfermo, mandou prender todos os personagens importantes de Jericó, com a ordem de que assim que morresse, matassem-nos a flechadas. Quando Herodes morreu, esta ordem não foi cumprida. Com esses dados, podemos compreender que para ele foi fácil mandar matar os Santos Inocentes. Quantos foram? Hoje, sabe-se que Belém não devia ter mais de mil habitantes e que a este número, provavelmente, corresponderia uma população de 20 meninos.

3. A gruta de Belém

Santa Helena, mãe do imperador Constantino, que deu paz aos cristãos no século IV, construiu uma Basílica sobre a gruta de Belém, onde o Menino Jesus nasceu. Essa Basílica, reconstruída, ainda existe e guarda em sua cripta a preciosa gruta onde uma estrela de prata marca o lugar do santo nascimento. “Aqui nascei Jesus Cristo de Maria, a Virgem”, diz a inscrição em latim.

A gruta de Belém é um sistema de cavernas que se estendem debaixo da antiga basílica e do templo católico de Santa Catarina. Em uma dessas cavernas foram encontrados restos de crianças enterradas. O primeiro pensamento foi que eram os restos dos Santos Inocentes, mas os caixões correspondiam a uma época muito posterior. De todo modo, essa caverna foi dedicada à memória dos Santos Inocentes.

4. Ain Karen

Ain Karen é uma cidade perto de Jerusalém. Segundo a tradição, é o lugar da “Visitação” e do nascimento de João Batista. Este era mais velho do que Jesus apenas seis meses e existe a lenda de que também ao ser vítima de Herodes. Perseguida por soldados assassinos, sua mãe Isabel buscou uma rocha no monte atrás da qual ocultou seu pequeno João antes que os soldados a alcançassem.

Quando os soldados a alcançaram, procuraram até atrás da rocha, mas não viram nada. Quando saíram, Isabel correu para buscar seu menino e descobriu que a rocha tinha aberto um espaço para dar lugar em seu interior ao pequeno perseguido e, assim, salvou João Batista. Na Basílica da Visitação, sobre o monte, guarda-se uma estranha rocha que recorda esta história.

5. Os santos inocentes de hoje

A celebração litúrgica deve nos recordar não apenas o fato histórico daquelas crianças assassinadas no lugar de Cristo, mas também o acontecimento diário de todos aqueles inocentes perseguidos e assassinados entre nós. Os humanos somos capazes de monstruosidades que nos envergonham.

Seguimos assassinando por motivos religiosos, políticos, econômicos e, cada vez que denunciamos um desses crimes, clamamos indignados “Nunca mais!”, para, em seguida, repetir a história. Não permaneçamos indiferentes ante esses genocídios, despertemos em nós a solidariedade e unamos nossas vozes e nossas ações às desses inocentes que seguem morrendo no lugar de Cristo.

Fonte: ACI digital



sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

A importância da Oitava de Natal


Por Prof. Felipe Aquino
26 de dezembro de 2018

Como viver este “tempo especial de graças” da nossa Igreja?

Infelizmente a maioria dos católicos não sabe da importância da “Oitava de Natal”, bem como da Oitava da Páscoa.

Como essas duas Solenidades litúrgicas são as mais importantes do Ano litúrgico; pois marcam o Nascimento e a Ressurreição de Jesus, a Igreja prolonga as suas celebrações por oito dias. Com que intenção?

Com a intenção de que “o tempo especial de graças” que significam a Páscoa e o Natal, se estenda por oito dias, e o povo de Deus possa beber mais copiosamente, e por mais tempo, as graças de Deus neste tempo favorável, onde o céu beija a terra e derrama sobre elas suas Bênçãos copiosas.

Mas, só pode se beneficiar dessas graças abundantes e especiais, aqueles que têm sede, que conhecem, que acreditam, e que pedem. É uma lei de Deus, quem não pede não recebe. E só recebe quem pede com fé, esperança, confiança e humildade.

As mesmas graças e bênçãos do Natal se estendem até o final da Oitava. E neste período a Igreja acrescenta a celebração de alguns santos. No dia 26 de dezembro a memória do grande Santo Estevão, o primeiro mártir do cristianismo; para que, com sua intercessão, as graças do Natal sejam ainda mais copiosas sobre nós.

Depois temos a memória dos Santos inocentes que Herodes mandou matar. Eles intercedem por nós com seu sangue inocente. De São João evangelista, o “discípulo que Jesus amava”, e outros santos.

No meio da Oitava, no domingo após o Natal, a Igreja nos leva a olhar e meditar na Sagrada Família de Nazaré. É hora de dizer como a música: “Jesus, Maria e José, nossa família vossa é!”. É o momento de fazer um longo silêncio diante do Presépio e aprender as grandes lições dessa Família através da qual o Salvador quis entrar em nossa história.

Não deixe passar esse tempo de graças em vão! Viva oito dias de Natal e colha todas as suas bênçãos. Não tenha pressa! Reclamamos tanto de nossas misérias, mas desprezamos tanto os salutares remédios que Deus coloca à nossa disposição tão frequentemente.

Muitas vezes somos miseráveis sentados em cima de grandes tesouros, pois perdemos a chave que poderia abri-lo. É a chave da fé, que tão maternamente a Igreja coloca todos os anos em nossas mãos. Mas quem acredita? Quem vive isso? Quem pede? Quem reza?

Pare diante do seu Presépio, durante esses dias e reze com devoção, como coração, e sua vida se transformará.

Quando termina o tempo do Natal?

No calendário litúrgico, com exceção à celebração anual da Páscoa, para a Igreja a comemoração mais venerável do ano é o Natal do Senhor.

O Natal é um tempo especial; tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus feito Homem. É um tempo curtinho. Vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o primeiro domingo depois da Festa da Epifania, no começo de janeiro. Durante este período são celebradas pela Igreja as festas da Circuncisão do Senhor, da Sagrada Família, de Santa Maria Mãe de Deus, da Epifania, dos Reis Magos e do Batismo de Jesus.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: Cleofas



quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Hoje é celebrado São João Evangelista, o discípulo amado de Jesus (27 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 27 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”, costumava dizer São João Evangelista, o mais jovem dos Apóstolos e que se distingue como o “discípulo amado de Jesus”. Foi quem acolheu a Virgem Maria em sua casa e é padroeiro dos teólogos e escritores. Sua festa se celebra neste dia 27 de dezembro.

São João era judeu da Galileia, filho do Zebedeu e irmão do São Tiago Maior, com quem era pescador. Foi designado para acompanhar Pedro na preparação da última ceia, onde reclinou sua cabeça sobre o peito do Jesus. Esteve ao pé da cruz com a Virgem Maria, a quem levou para sua casa como Mãe para honrá-la, servi-la e cuidá-la.

Quando chegou a notícia do sepulcro vazio, São João correu junto a São Pedro para constatar. Foi quando os dois “viram e acreditaram”. Mais tarde, quando Jesus lhes apareceu à beira do lago da Galileia, Pedro perguntou sobre o futuro de João e o Senhor respondeu: “Se quiser que fique até que eu venha, o que te importa? Você, me siga”.

Por esta resposta, circulou o rumor de que João não ia morrer, algo que o próprio apóstolo desmentiu ao indicar que o Senhor nunca disse: “Não morrerá”.

Escreveu o Apocalipse, três epístolas e o Evangelho de São João, no qual se refere a si mesmo como “o discípulo que Jesus amava”.

Segundo São Clemente da Alexandria, em uma cidade, São João viu um jovem na congregação e, com o sentimento de que poderia tirar dele muita coisa boa, levou-o até o Bispo, o qual o próprio João havia consagrado, e lhe disse: “Em presença de Cristo e ante esta congregação, recomendo este jovem a seus cuidados”.

Pela recomendação de São João, o jovem se hospedou na casa do Bispo, que o instruiu na fé, batizou-o e confirmou. Entretanto, os cuidados do Bispo se esfriaram, o moço andou com más companhias e se tornou assaltante.

Depois de um tempo, São João voltou e pediu ao Bispo o encargo que Jesus Cristo e ele tinham encomendado a seu cuidado diante da Igreja. O Prelado se surpreendeu pensando que se tratava de algum dinheiro, mas o apóstolo lhe explicou que se referia ao jovem.

O Bispo exclamou: “Pobre jovem! Morreu”. “Do que morreu?”, perguntou São João. “Morreu para Deus, posto que é um ladrão”, respondeu-lhe. Ao ouvir isto, o ancião apóstolo pediu um cavalo e com a ajuda de um guia dirigiu-se às montanhas onde os assaltantes tinham seu esconderijo. Logo que entrou, foi feito prisioneiro.

No esconderijo dos malfeitores, o jovem reconheceu o santo e tentou fugir, mas o apóstolo gritou: “Moço! Por que foge de mim, seu pai, um velho e sem armas? Sempre há tempo para o arrependimento. Eu responderei por ti ante meu Senhor Jesus Cristo e estou disposto a dar a vida por sua salvação. É Cristo quem me envia”.

O rapaz ficou imóvel, baixou a cabeça, começou a chorar e se aproximou do santo para lhe implorar uma segunda oportunidade. São João, por sua vez, não abandonou o esconderijo dos ladrões até que o pecador foi reconciliado com a Igreja.

Esta caridade, que procurava inflamar nos outros, refletia-se em seu dito: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros”. Uma vez lhe perguntaram por que repetia sempre a frase e São João respondeu: “Porque esse é o mandamento do Senhor e se o cumprirem já terão feito o bastante”.

Diferentemente de todos os outros apóstolos que morreram martirizados, São João partiu pacificamente para a Casa do Pai, em Éfeso, na Turquia, por volta do ano cem da era cristã e aos 94 anos de idade, segundo Santo Epifânio.

Fonte: ACI digital



Qual é a “língua dos anjos”?


Gelsomino Del Guercio | Dez 26, 2018

Das várias teorias elaborados para explicar a língua dos anjos, a de São Tomás de Aquino parece ser a amais aceitável

Os anjos falam e manifestam seus pensamentos aos demais? Marcello Stanzione, no livro Pillole di saggezza sugli angeli (edizioni Segno) tenta responder a pergunta.

Antes de tudo, é preciso declarar que, segundo vários testemunhos, os anjos falam, sim!

De São Paulo à Virgem Maria

São Paulo se refere à “língua dos anjos”. Das Sagradas Escrituras, deduzimos que os anjos falam aos homens sempre quando são enviados como mensageiros de Deus a este mundo. São inúmeros os exemplos: o arcanjo Rafael e Tobias, o Arcanjo Gabriel e São Zacarias, um anjo teria falado a São Pedro, outro à Virgem Maria etc.

O anúncio de Belém

Um mensageiro celestial de alegria (um anjo do Senhor) anunciou o nascimento do Salvador do mundo a alguns pastores dos campos ao redor de Belém.

Naquela ocasião, “uma multidão do exército celestial” cantou pela primeira vez hinos de louvores a Deus, dizendo: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade”.

Vozes humanas e palavras mentais

A natureza da língua dos anjos continua sendo pouco conhecida. Quando os anjos aparecem aos homens, falam na língua humana, a língua falada pelo destinatário. Também é possível que a comunicação seja feita através das palavras mentais, como a transmissão de ideias e visões mentais.

“Iluminação”

Os anjos não conversam entre si através da linguagem humana, pois são incorpóreos e imateriais. Qual é, então, a língua deles? Das várias teorias elaborados pelos acadêmicos para explicar a língua dos anjos, a de São Tomás de Aquino parece ser a amais aceitável.

São Tomás defende que os anjos falam entre si por um simples ato de vontade, abrindo suas mentes e revelando qualquer ideia que queiram transmitir aos demais da mesma natureza. Esta língua, ou conversação, é chamada de “iluminação”.

A explicação de Dionísio

Dionísio se refere a esta maneira de falar: “As ordens inferiores dos seres celestiais (ou seja, os anjos) recebem a compreensão das obras divinas por parte dos seres superiores de uma maneira adequada, e os superiores são proporcionalmente iluminados nos Mistérios Divinos pelo mesmo Deus Altíssimo”.

Esta forma de expressão – a língua dos anjos – pode nos parecer muito fraca e confusa, pois estamos acostumados ao som material e às palavras emitidas pela boca. No entanto, é muito mais forte, clara e perfeita do que qualquer linguagem humana, mesmo quando ela seja usada por homens mais cultos e especializados.

Transmissão angelical das ideias

Nossas palavras que saem da boca não são mais do que símbolos das ideias que temos em nossa mente e que tentamos expressar aos demais. Os símbolos e palavras, geralmente, são inadequados para expressar todo o pensamento. Às vezes, nossa forma de comunicar não é compreendida por aquele que ouve.

Ser capaz de abrir a própria mente e de revelar todos os pensamentos tal como eles são sem o canal do simbolismo, do som e das palavras é a mais alta e melhor forma de expressão. Isso, em resumo, é o intercâmbio de ideias sem palavras – a língua dos anjos.

Doce melodia

Com o consentimento de Deus, os anjos podem assumir formas humanas quando aparecem aos homens. Da mesma forma, eles conseguem reproduzir uma voz humana e falar a nossa língua.

Com o mesmo consentimento divino -e em virtude de seus poderes- os anjos podem reproduzir o que ao ouvido humano parece uma doce melodia ou uma música encantadora. Isso já foi revelado por alguns santos.

Fonte: Aleteia



quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Por que a Igreja recorda o martírio de Santo Estêvão logo no dia seguinte à imensa alegria do Natal?


Nem bem passou o Natal e já temos o primeiro mártir: por quê?

Redação da Aleteia | Dez 26, 2018
Por que a Igreja recorda o martírio de Santo Estêvão logo no dia seguinte à imensa alegria do Natal?

A liturgia da Igreja recorda Santo Estêvão no dia 26 de dezembro, dia seguinte ao Natal.

Pode parecer “estranho”, à primeira vista, que, imediatamente após uma das máximas e mais alegres festas de todo o cristianismo, sejamos chamados pela mesma Igreja a viver um contraste tão radical e doloroso. Como veremos logo abaixo, porém, não há contraste algum, mas sim uma unidade absoluta e indissociável.

Quem era Estêvão

Santo Estêvão foi a primeira pessoa que, por vontade própria, abraçou o martírio para testemunhar a fé em Jesus: ele foi morto por um apedrejamento comandado por lideranças judaicas.

Estêvão era um jovem da primeiríssima geração cristã e tinha sido eleito diácono da comunidade. Na época, ser diácono significava servir aos pobres e às viúvas, recolhendo e distribuindo alimentos, conforme o sentido grego da palavra “diakonía“, que remete à noção de serviço. Foi só mais tarde que o termo “diaconado” passou a se referir, especificamente, ao primeiro grau do sacramento da ordem sacerdotal.

O jovem era um verdadeiro ministro da caridade, mas não se limitava ao trabalho social que lhe cabia: Estêvão não perdia as oportunidades de falar de Cristo e O testemunhava com tamanho fervor e zelo que passou a despertar a atenção dos judeus.

Levado à presença das autoridades judaicas, Estêvão foi caluniado e acusado de subverter as leis de Moisés. No entanto, inspirado pelo Espírito Santo, o jovem diácono relembrou toda a história da salvação, mostrando que não havia blasfemado nem contra Deus nem contra a Lei.

As lideranças, porém, ficaram mais furiosas ainda e o levaram aos gritos para fora da cidade, apedrejando-o até a morte. Um dos acusadores responsáveis pelo sangue do primeiro mártir dentre os seguidores de Jesus era Saulo de Tarso, o futuro apóstolo São Paulo, que ainda não tinha se convertido.


Antes de cair morto, Santo Estêvão repetiu as palavras de Jesus no Calvário e pediu a Deus que perdoasse os seus agressores.

Natal e martírio: uma continuidade

Edith Stein, a filósofa judia e ateia que se converteu ao cristianismo, virou religiosa, foi martirizada no campo de concentração de Auschwitz e a quem a Igreja canonizou com o seu nome religioso de Santa Teresa Benedita da Cruz, escreveu uma riquíssima meditação teológica sobre o Natal em 1932, três anos antes de ingressar no carmelo. Ela observa que, nas semanas anteriores ao Natal, “uma cálida corrente de amor inunda toda a terra“, porque “todos preparam a festa e tentam irradiar um raio de alegria“.

No entanto, a Luz da estrela e o encanto do Menino na manjedoura duram um piscar de olhos. “À luz descida do céu, opõe-se, ainda mais escura, a noite do pecado“. Diante do Menino, ao mesmo tempo, os espíritos se dividem em “contra” e “a favor”. Diante do “Segue-Me” proposto por Ele, quem não é por Ele é contra Ele. Não por acaso, no dia depois do Natal, enquanto ainda ecoam os sons festivos dos sinos da noite e das festivas liturgias natalinas, a Igreja se desveste do branco de festa e se reveste do vermelho do sangue para recordar seu primeiro mártir, Santo Estêvão. Não só isso: dois dias após Estêvão, terá que recordar também as crianças inocentes que foram assassinadas brutalmente a mando do rei Herodes.

O que isto significa? Onde foi parar o encanto do Menino na manjedoura? Onde está o bem-aventurado silêncio da noite santa?

O mistério da noite de Natal, escreve Edith Stein, carrega uma verdade grave e séria que o encanto da manjedoura não deve encobrir aos nossos olhos: “O mistério da Encarnação e o mistério do mal estão intimamente unidos“, porque a alegria do Menino e das figuras luminosas que se ajoelham em torno da manjedoura caminha de mãos dadas com a constatação de que nem todos os homens são de boa vontade; de que a paz não alcança “os filhos das trevas“; de que, para esses, o Príncipe da Paz “traz a espada“; de que, para esses, Ele é a “pedra de tropeço” que os derruba. Aquele Menino divide e separa, porque, enquanto O contemplamos, Ele nos impõe uma escolha: “Segue-Me“. Ele a impõe a nós também, hoje, e nos coloca diante da decisão entre a luz e a escuridão. As mãos do Menino “dão e exigem ao mesmo tempo“. Se colocarmos as nossas mãos nas do Menino Deus e respondermos sim ao seu “Segue-Me“, o que recebemos?
Martírio cristão: uma história que nunca terminou

Em pleno limiar de 2019, o cristianismo continua sendo a religião mais perseguida do planeta.
 
Fonte: Aleteia*



S. Estêvão, o Primeiro Mártir: mais de 3 mil cristãos mortos em 2018


Neste ano mais uma vez se repete a tragédia de cristãos mortos por razão da sua fé. Eles são recordados neste dia em que a Igreja comemora São Estêvão, o Primeiro Mártir. Entrevista com Marta Petrosillo, porta voz da Fundação de Direito Pontifício “Ajuda à Igreja que Sofre”-Itália

Cidade do Vaticano

Ao ler nos Atos dos Apóstolos a história do martírio de Santo Estêvão festejado hoje, 26 de dezembro, como o Primeiro Mártir, o que impressiona não é apenas a brutalidade da lapidação, mas o contraste com a sua mansidão. As suas últimas palavras são um pedido de perdão para seus assassinos: “Senhor, não os considere culpados deste pecado”. Palavras que ressoam nos séculos, marcando o coração de muitos cristãos mártires mortos pela fé. Hoje há mais mártires do que nos primeiros séculos, disse Papa Francisco várias vezes ao recordar também recentemente, em uma Missa na Casa Santa Marta, os coptas degolados na praia da Líbia, que morreram dizendo “Jesus, Jesus!”, com o consolo no coração.

Cerca de um mês atrás, a Fundação de Direito Pontifício “Ajuda à Igreja que Sofre” publicou seu Relatório anual. No mundo, há 300 milhões de cristãos perseguidos e 38 países nos quais são discriminados. Muitos destes cristãos perdem a vida por razão da sua fé. A porta-voz da Fundação Marta Petrosillo comenta o relatório ao Vatican News.

R. – O ano de 2018 confirma esta dramática tendência. É muito difícil fazer estimativas exatas, mas podemos citar muitos episódios e também muitas perdas. Recordo por exemplo dos cinco sacerdotes mortos na República Centro-Africana em quatro ataques diversos, ou nos sete sacerdotes mortos no México. Na Nigéria houve um atentado dentro de uma igreja no mês de abril, na ocasião morreram outros dois sacerdotes. Só na Nigéria, nos primeiros cinco meses de 2018 quase 500 cristãos foram mortos em ataques por parte dos islamitas Fulani. Podemos recordar também o recente atentado no Egito de 2 de novembro no qual morreram 11 cristãos que estavam indo ao santuário próximo de Minya. Portanto, todas estas mortes confirmam que o drama da perseguição contra os cristãos continua.

Geralmente onde são perseguidas as minorias cristãs e não só estas, as mulheres e as meninas são as que mais sofrem. Como foi este ano?

R.- Infelizmente este ano confirma os anteriores. Podemos dizer que a situação é a mesma. As mulheres cristãs em muitos contextos são duplamente agredidas. Temos sequestros, estupros e casamentos forçados em vários países. Um caso emblemático é o do Paquistão, onde todos os anos muitas jovens – são sequestradas, violentadas e obrigadas a se casarem com seus estupradores. Um dos últimos casos ocorreu alguns meses atrás a uma criança de apenas doze anos. Uma situação semelhante foi registrada também no Egito, onde há casos de mulheres sequestradas, convertidas e obrigadas a se casarem com os agressores. Enfim ser mulher e ser cristã em muitos países do mundo significa vulnerabilidade dupla. Isso vale também, obviamente, para as crianças.

Vocês recebem testemunhos de cristãos de todo o mundo. Durante este ano houve situações em que os agressores ficaram impressionados pelo testemunho dos cristãos ou histórias emblemáticas de perdão?

R. Certamente em muitos países, onde há situações dramáticas, a ação da Igreja foi fundamental para promover uma aproximação dos que não confiavam nas comunidades cristãs. Uma irmã que trabalha na Líbia com refugiados cristãos provenientes da Síria nos contou que um senhor muçulmano, que era muito hostil para com as comunidades cristãs, começou até mesmo a ajudá-la. Os que são perseguidos contam muitas histórias de perdão. Em fevereiro deste ano, durante um evento da nossa Fundação no Coliseu recebemos Rebecca Bitrus, que foi sequestrada e violentada por homens do grupo Boko Haram na Nigéria. Ela teve um filho de um dos seus agressores e nos disse várias vezes que no seu coração não há ódio e que perdoou os homens que a tinham agredido.

Fonte: Vatican News

 
 




O relato de uma famosa Beata e mística que viu o Nascimento de Cristo


REDAÇÃO CENTRAL, 25 Dez. 18 / 07:00 am (ACI).- No final do século XVIII e início do XIX, surgiu na Alemanha a famosa mística Anna Catarina Emmerick (1774-1824), que teve os estigmas da Paixão de Cristo e, nos últimos anos de vida, sustentou-se apenas da Eucaristia.

Deus lhe concedeu detalhadas revelações místicas da vida de Jesus. São João Paulo II a beatificou em 2004 e o ator Mel Gibson se inspirou em suas visões para realizar o filme “A Paixão de Cristo”.

A seguir, apresentamos o belo e significativo relato que ela contou sobre o que viu do Nascimento de nosso Senhor:

“Vi o esplendor em volta da Santíssima Virgem crescer mais e mais, de modo que a luz das lâmpadas que José acendera já não era visível. Ela estava de joelhos, coberta de um vestido largo, com o rosto voltado para o Oriente. À meia-noite ficou extasiada, suspensa acima do solo; tinha os braços cruzados sobre o peito. O resplendor em torno dela crescia a cada momento. Toda a natureza parecia sentir uma emoção de júbilo, até os seres inanimados. As rochas do teto, das paredes e do solo da gruta tornaram-se como vivas àquela luz

Então eu já não vi o teto da gruta; um caminho de luz se abriu acima de Maria, subindo com glória sempre maior em direção às alturas do céu. Nesse caminho de luz, havia um maravilhoso movimento de glórias interpenetrando-se umas às outras, e, conforme se aproximaram, pareciam mais claramente sob a forma de coros de espíritos celestes. A Virgem Santíssima, tomada em êxtase, estava agora olhando para baixo, adorando seu Deus, cuja mãe ela tinha-se tornado e que jaz no solo à sua frente, sob a forma de um indefeso recém-nascido.

Vi Nosso Senhor como uma criança pequenina, brilhando com uma luz que superava todo o esplendor circundante, e jazendo no tapete, junto aos joelhos de Maria. Pareceu-me que ele era a princípio bem pequeno e então cresceu aos meus olhos. Mas tudo isso era a irradiação de uma luz tão potente e deslumbrante que não posso explicar como pude olhá-la. A Virgem permaneceu por algum tempo envolta em êxtase; depois cobriu o Menino com um pano, mas a princípio Ela não O tocou ou pegou nos braços. Após certo tempo, vi o Menino Jesus se mover, e depois eu O ouvi chorar. Então, pareceu que Maria voltava a si, e pegou o Menino do tapete, envolvendo-O no pano que O cobria, e com Ele aos braços trouxe-O para si. Ficou ali, sentada, completamente envolvida, Ela e o Menino, em seu véu, e penso que Ela amamentou o Redentor. Vi, então, anjos à sua volta em forma humana, prostrando-se e adorando o Menino.

Talvez fosse uma hora após o nascimento quando Maria chamou José, que ainda estava prostrado em oração. Quando se aproximou, ele se lançou com o rosto ao chão, em devota alegria e humildade. Foi só quando Maria lhe pediu que carregasse, junto ao coração, em alegria e gratidão, o santo presente de Deus Altíssimo, que ele se ergueu, pegou nos braços o Menino Jesus, e louvou a Deus com lágrimas de felicidade.

Maria enfaixou o Menino: tinha apenas quatro paninhos. Mais tarde, vi Maria e José sentados no chão, um junto ao outro: não falavam, pareciam absortos em muda contemplação. Diante de Maria, enfaixado como um menino comum, estava recostado Jesus recém-nascido, belo e brilhante como um relâmpago. ‘Ah, eu dizia, este lugar contém a salvação do mundo inteiro e ninguém suspeita disso!’.

Vi em muitos lugares, até nos mais afastados, uma insólita alegria, um extraordinário movimento nesta noite. Vi os corações de muitos homens de boa vontade reanimados por um desejo, cheio de alegria, e ao contrário, os corações dos perversos cheios de temores. Até nos animais vi se manifestar alegria em seus movimentos e saltos. As flores levantavam suas coroas, as plantas e árvores tomavam novo vigor e verde e espalhavam suas fragrâncias e perfumes. Vi brotar fontes de água da terra. No momento do nascimento de Jesus, brotou uma fonte abundante na gruta da colina do Norte.

A mais ou menos uma légua e meia da gruta de Belém, no vale dos pastores, havia uma colina. Nas encostas da colina, estavam as cabanas de três pastores. Ao nascimento de Jesus Cristo, vi esses três pastores muito impressionados com o aspecto daquela noite tão maravilhosa; por isso, ficaram em torno de suas cabanas olhando para todos os lados.

Então, viram maravilhados a luz extraordinária sobre a gruta do presépio. Enquanto os três pastores estavam olhando para aquele lado do céu, vi descer sobre eles uma nuvem luminosa, dentro da qual notei um movimento à medida que se aproximava. Primeiro vi que se desenhavam formas vagas, depois, rostos, e finalmente ouvi cantos muito harmoniosos, muito alegres, cada vez mais claros. Como os pastores se assustaram a princípio, apareceu um anjo entre eles, que lhes disse: ‘Não temais, pois venho para anunciar-lhes uma grande alegria para todo o povo de Israel. Nasceu hoje para vós, na cidade de Davi, um Salvador, que é Cristo, o Senhor. Como sinal, dou-lhes isso: encontrareis o Menino envolto em faixas, deitado em uma manjedoura’. Enquanto o anjo dizia estas palavras, o resplendor se fazia cada vez mais intenso ao seu redor. Vi cinco ou sete grandes figuras de anjos, muito belos e luminosos. Ouvi que louvavam a Deus cantando: ‘Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade’.

Mais tarde, tiveram a mesma aparição os pastores que estavam junto à torre. Anjos também apareceram a outro grupo de pastores perto de uma fonte, a Leste da torre, a cerca de três léguas de Belém. Eu os vi consultando-se uns aos outros sobre o que levariam para o recém-nascido e preparando os presentes com toda a pressa. Chegaram à gruta da manjedoura ao amanhecer”.

Fonte: ACI digital



Hoje a Igreja celebra Santo Estêvão, diácono e primeiro mártir (26 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 26 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 26 de dezembro, é celebrado o primeiro mártir de toda a Igreja Católica, Santo Estêvão. O protomártir morreu apedrejado logo depois de ser arrastado para fora da cidade, após ser levado ante o Sinédrio por falsas acusações. Ele acusou os judeus por ter chegado ao ponto de não reconhecer o Salvador e também de tê-lo crucificado.

Santo Estêvão, enquanto recebia o golpe das pedras, pronunciou as seguintes palavras: “Senhor Jesus, recebe meu espírito”. Estando de joelhos antes de morrer, exclamou com força: “Senhor, não lhes tenha em conta pecado”.

Na celebração da festa deste santo em 2013, o Papa Francisco assinalou que, “na verdade, na ótica da fé, a festa de Santo Estêvão está em plena sintonia com o significado profundo do Natal”.

“No martírio, de fato, a violência é vencida pelo amor, a morte pela vida. A Igreja vê no sacrifício dos mártires seu ‘nascimento ao céu’. Celebramos hoje, pois, o ‘nascimento’ de Estêvão, que em profundidade brota do Natal de Cristo. Jesus transforma a morte dos que o amam em aurora de vida nova”, acrescentou o Santo Padre.

Também o Papa Emérito Bento XVI, em 2012, ao falar do santo refletiu: “De onde o primeiro mártir cristão tirou a força para fazer frente a seus perseguidores e chegar até a entrega de si mesmo? A resposta é simples: de sua relação com Deus, de sua comunhão com Cristo, da meditação sobre a história da salvação, de ver a ação de Deus, que alcança seu ápice em Jesus Cristo”.

Fonte: ACI digital



terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Papa: a mensagem 'Urbi et Orbi' na Solenidade de Natal (25/12/2018)


Papa: redescobrir neste Natal os laços de fraternidade que nos unem

"Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo ficam sem fôlego, e mesmo os melhores projetos correm o risco de se tornar estruturas sem alma", disse o Pontífice em sua mensagem de Natal, diante dos 50 mil fiéis reunidos na Praça São Pedro. O Papa pediu paz em particular para a Terra Santa, a África, Venezuela, Nicarágua, Iêmen, Síria, Ucrânia, Península Coreana.

Manoel Tavares - Cidade do Vaticano

“Glória a Deus nas Alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade”. Votos natalinos de fraternidade a todos os irmãos em humanidade!

Após a solene celebração da Missa do Galo na Noite de Natal, o Santo Padre pronunciou sua Mensagem natalina ao meio dia desta terça-feira (25/12), Dia de Natal, na sacada central da Basílica de São Pedro, dirigida aos fiéis do mundo inteiro.

“Queridos irmãos e irmãs, Feliz Natal! Aos fiéis de Roma, aos peregrinos e a todos os que, das diversas partes do mundo, estão sintonizados conosco, renovo o jubiloso anúncio de Belém: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”.

Como os pastores, os primeiros que acorreram à gruta, disse o Papa, ficamos maravilhados com o sinal que Deus nos deu: “Um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Em silêncio, ajoelhemos e O adoremos! E perguntou: “O que aquele Menino, que nasceu para nós da Virgem Maria quer nos dizer neste dia­­? Qual a sua mensagem universal? E Francisco respondeu:

“Ele nos diz que Deus é um bom Pai e nós somos todos irmãos. Esta verdade está na base da visão cristã da humanidade. Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo não têm sentido e até os nossos melhores projetos correm o risco de se tornar sem alma. Por isso, as minhas felicitações natalinas são os votos de fraternidade”.

Seus votos de Fraternidade vão às pessoas de todas as nações e culturas; às de ideias diferentes, mas capazes de se respeitar e ouvir umas às outras; e às pessoas das diferentes religiões. E acrescentou:

“Jesus veio revelar o rosto de Deus a todos os que procuram. O rosto de Deus manifestou-se em um rosto humano, concreto; não sob a forma de um anjo, mas de homem, nascido em um tempo e lugar concretos. Assim, com a sua encarnação, o Filho de Deus nos indica que a salvação passa através do amor, da hospitalidade, do respeito pela nossa pobre humanidade, com a sua variedade de etnias, línguas, culturas. Mas, todos somos irmãos em humanidade!”

Logo, disse Francisco, as nossas diferenças não constituem um dano nem um perigo, pelo contrário, são uma riqueza, como nos ensina a nossa experiência de família, onde há um laço indissolúvel de amor. E expressou seus sinceros votos de que este Natal nos faça redescobrir os laços de fraternidade que nos unem como seres humanos e interligam todos os povos:

Israelenses e Palestinos

“Que este Natal permita a Israelenses e Palestinos retomar o diálogo e embocar um caminho de paz; que possam colocar um ponto final em um conflito que, há mais de setenta anos, dilacera a Terra que o Senhor escolheu para mostrar seu rosto de amor”.

O Santo Padre fez seus votos de Natal, acompanhados de seus apelos. também a outros povos:

Síria

“Que o Menino Jesus permita, à amada e atormentada Síria, reencontrar a fraternidade depois destes longos anos de guerra. Que a Comunidade Internacional trabalhe com decisão para uma solução política que acabe com as divisões e os interesses de parte, de modo que o povo sírio, especialmente os que foram obrigados a deixar as suas terras e buscar refúgio em outros lugares, possa voltar a viver em paz na sua pátria”.

Francisco continuou elevando seu pensamento a outros países, aos quais faz seus apelos de paz, por ocasião do Natal do Senhor:

Iêmen

“Penso no Iêmen, com a esperança de que a trégua mediada pela Comunidade Internacional possa, finalmente, levar alívio a tantas crianças e às populações exaustas pela guerra e a carestia”.

África

“Penso na África, onde milhões de pessoas refugiadas ou deslocadas precisam de assistência humanitária e segurança alimentar. O Deus Menino, Rei da Paz, faça calar as armas e surgir uma nova aurora de fraternidade em todo o Continente, abençoando os esforços de quantos trabalham para favorecer percursos de reconciliação a nível político e social”.

Península Coreana

“Que o Natal fortaleça os vínculos fraternos, que unem a península da Coreia, e permita prosseguir no caminho de aproximação empreendido para se chegar a soluções compartilhadas e a todos assegurar progresso e bem-estar”.

Venezuela

“Que este tempo de bênção permita à Venezuela reencontrar a concórdia e, a todos os componentes da sociedade, trabalhar fraternalmente para o desenvolvimento do país e prestar assistência aos setores mais vulneráveis da população”.

Ucrânia

“O Recém-nascido leve alívio à amada Ucrânia, ansiosa de ter uma paz duradoura, que tarda a chegar. Só com a paz, respeitadora dos direitos de cada nação, é que o país poderá se recuperar das tribulações sofridas e restabelecer condições de vida dignas para os seus cidadãos. Solidário com as comunidades cristãs daquela Região, rezo para que possam tecer relações de fraternidade e amizade”.

Nicarágua

“Que, diante do Menino Jesus, os habitantes da querida Nicarágua redescubram ser irmãos, que não prevaleçam as divisões e as discórdias, mas todos trabalhem para favorecer a reconciliação e, juntos, construir o futuro do país”.

O Santo Padre recordou também os povos que sofrem colonizações ideológicas, culturais e econômicas, que veem dilaceradas a sua liberdade e identidade e sofrem por causa da fome e da carência de serviços educativos e sanitários.

Cristãos perseguidos

Por fim, Francisco dirigiu seu pensamento às inúmeras pessoas que não têm voz e sofrem por causa do nome do Senhor Jesus:

“Meu pensamento vai, de modo particular, aos nossos irmãos e irmãs que celebram a Natividade do Senhor em contextos difíceis, para não dizer hostis, especialmente onde a comunidade cristã é uma minoria, por vezes frágil ou desconsiderada. Que o Senhor conceda a eles e a todas as minorias, a graça de viver em paz e ver reconhecidos os seus direitos, sobretudo a liberdade religiosa”.

Crianças

Francisco concluiu sua Mensagem de Natal pedindo ao Menino Jesus, que hoje contemplamos na manjedoura, que proteja todas as crianças da terra e todas as pessoas frágeis, indefesas e descartadas.

“Que todos nós possamos receber a paz e o conforto do Nascimento do Salvador, para que, sentindo-nos amados pelo único Pai celeste, possamos nos reencontrar e viver como irmãos!

Após a sua Mensagem de Natal, - um verdadeiro apelo de Paz para muitas Nações, - o Santo Padre concedeu a sua Bênção apostólica “Urbi et Orbi” à Cidade de Roma, aos peregrinos presentes na Praça São Pedro e a todos os fiéis espalhados pelo mundo.

Fonte: Vatican News



Homilia do Papa Francisco na Missa da Noite de Natal (24/12/2018)


"Belém é o remédio para o medo, porque lá, não obstante os «nãos» do homem, Deus diz para sempre «sim»: será para sempre Deus conosco".

Cidade do Vaticano

Na noite do dia 24 de dezembro, véspera do Santo Natal, o Papa Francisco presidiu na Basílica de São Pedro a Santa Missa com fiéis de várias partes do mundo. Confira a homilia na íntegra:

SOLENE CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA NA NOITE 
DO NATAL DO SENHOR

HOMILIA DO PAPA FRANCISCO

Basílica Vaticana
Segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Juntamente com Maria sua esposa, José subiu «à cidade de David, chamada Belém» (Lc 2, 4). Nesta noite, também nós subimos a Belém, para lá descobrir o mistério do Natal.

1. Belém: o nome significa casa do pão. Hoje, nesta «casa», o Senhor marca encontro com a humanidade. Sabe que precisamos de alimento para viver. Mas sabe também que os alimentos do mundo não saciam o coração. Na Sagrada Escritura, o pecado original da humanidade aparece associado precisamente com o ato de tomar alimento: «…agarrou do fruto, comeu» – diz o livro do Génesis (3, 6). Agarrou e comeu. O homem tornou-se ávido e voraz. Para muitos, o sentido da vida parece ser possuir, estar cheio de coisas. Uma ganância insaciável atravessa a história humana, chegando ao paradoxo de hoje em que alguns se banqueteiam lautamente enquanto muitos não têm pão para viver.

Belém é o ponto de viragem no curso da história. Lá Deus, na casa do pão, nasce numa manjedoura; como se quisesse dizer-nos: Estou aqui ao vosso dispor, como vosso alimento. Não agarra, oferece de comer; não dá uma coisa, mas dá-Se a Si mesmo. Em Belém, descobrimos que Deus não é alguém que agarra a vida, mas Aquele que dá a vida. Ao homem, habituado desde os primórdios a agarrar e comer, Jesus começa a dizer: «Tomai, comei. Este é o meu corpo» (Mt 26, 26). O corpo pequenino do Menino de Belém lança um novo modelo de vida: não devorar e acumular, mas partilhar e dar. Deus faz-Se pequeno, para ser nosso alimento. Nutrindo-nos d’Ele, Pão de vida, podemos renascer no amor e romper a espiral da avidez e da ganância. A partir da «casa do pão», Jesus traz o homem de regresso a casa, para que se torne familiar do seu Deus e irmão do seu próximo. Diante da manjedoura, compreendemos que não são os bens que alimentam a vida, mas o amor; não a voracidade, mas a caridade; não a abundância ostentada, mas a simplicidade que devemos preservar.

O Senhor sabe que precisamos de nos alimentar todos os dias. Por isso, ofereceu-nos todos os dias da sua vida, desde a manjedoura de Belém até ao cenáculo de Jerusalém. E ainda hoje, no altar, faz-Se pão partido para nós: bate à porta, para entrar e cear connosco (cf. Ap 3, 20). No Natal, recebemos Jesus, Pão do céu na terra: trata-se de um alimento cuja validade é ilimitada, fazendo-nos saborear já agora a vida eterna.

Em Belém, descobrimos que a vida de Deus corre nas veias da humanidade. Se a acolhermos, a história muda a partir de cada um de nós; com efeito, quando Jesus muda o coração, o centro da vida já não é o meu «eu» faminto e egoísta, mas Ele, que nasce e vive por amor. Nesta noite, chamados a ir até Belém, casa do pão, interroguemo-nos: Qual é o alimento de que não posso prescindir na minha vida? É o Senhor ou outra coisa qualquer? Depois, entrando na gruta, ao vislumbrar na terna pobreza do Menino uma nova fragrância de vida, a da simplicidade, perguntemo-nos: Será verdade que preciso de tantas coisas, de receitas complicadas para viver? Quais são os contornos supérfluos de que consigo prescindir para abraçar uma vida mais simples? Em Belém, ao pé de Jesus, vemos pessoas que caminharam, como Maria, José e os pastores. Jesus é o Pão do caminho. Não Se compraz com as digestões lentas, longas e sedentárias, mas pede que nos levantemos rapidamente da mesa a fim de servir como pães partidos para os outros. Perguntemo-nos: No Natal, reparto o meu pão com aqueles que estão sem ele?

2. Depois de Belém, casa do pão, reflitamos sobre Belém, cidade de David. Lá David, na sua adolescência, era pastor e, como tal, foi escolhido por Deus, para ser pastor e guia do seu povo. No Natal, na cidade de David, são precisamente os pastores que acolhem Jesus. Naquela noite, quando «a glória do Senhor refulgiu em volta deles – diz o Evangelho –, tiveram muito medo» (Lc 2, 9), mas o anjo disse-lhes: «Não temais» (2, 10). Reaparece muitas vezes no Evangelho esta frase «não temais»: parece o refrão de Deus à procura do homem. Porque o homem desde o princípio, por causa do pecado, tem medo de Deus: «…cheio de medo, escondi-me» (Gn 3, 10) – diz Adão, depois do pecado. Belém é o remédio para o medo, porque lá, não obstante os «nãos» do homem, Deus diz para sempre «sim»: será para sempre Deus connosco. E, para que a sua presença não provoque medo, faz-Se um terno menino. A frase «não temais» não é dirigida a santos, mas a pastores, pessoas simples que então não primavam por garbo nem devoção. O Filho de David nasceu no meio dos pastores, para nos dizer que doravante ninguém estará sozinho; temos um Pastor que vence os nossos medos e nos ama a todos, sem exceção.

Os pastores de Belém mostram-nos também como ir ao encontro do Senhor. Velam durante a noite: não dormem, mas fazem aquilo que Jesus nos pedirá várias vezes: vigiar (cf. Mt 25, 13; Mc 13, 35; Lc 21, 36). Permanecem vigilantes; aguardam, acordados, na escuridão; e a glória de Deus «refulgiu em volta deles» (Lc 2, 9). O mesmo vale para nós. A nossa vida pode ser uma expetação, em que a pessoa, mesmo nas noites dos problemas, se confia ao Senhor e O deseja; então receberá a sua luz. Ou então uma pretensão, na qual contam apenas as próprias forças e meios; mas, neste caso, o coração permanece fechado à luz de Deus. O Senhor gosta de ser aguardado e não é possível aguardá-Lo no sofá, dormindo. De facto, os pastores movem-se: «foram apressadamente» – diz o texto (2, 16). Não ficam parados como quem sente ter chegado a casa e não precisa de nada; mas partem, deixam o rebanho indefeso, arriscam por Deus. E depois de terem visto Jesus, embora sem grande habilidade para falar, vão anunciá-Lo, de modo que «todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores»"(2, 18).

Esperar acordado, ir, arriscar, contar a beleza são gestos de amor. O bom Pastor, que vem no Natal para dar a vida às ovelhas, na Páscoa dirigirá a Pedro, e através dele a todos nós, a pergunta determinante: «Tu Me amas?» (Jo 21, 15). Da resposta, dependerá o futuro do rebanho. Nesta noite, somos chamados a responder, dizendo-Lhe também nós: «Sou deveras teu amigo». A resposta de cada um é essencial para todo o rebanho.

«Vamos a Belém…» (Lc 2, 15): assim disseram e fizeram os pastores. Também nós, Senhor, queremos vir a Belém. O caminho, ainda hoje, é difícil: é preciso superar os cumes do egoísmo, evitar escorregar nos precipícios da mundanidade e do consumismo. Quero chegar a Belém, Senhor, porque é lá que me esperas. E dar-me conta de que Tu, colocado numa manjedoura, és o pão da minha vida. Preciso da terna fragrância do teu amor, a fim de tornar-me, por minha vez, pão repartido para o mundo. Toma-me sobre os teus ombros, bom Pastor: amado por Ti, conseguirei também eu amar tomando pela mão os irmãos. Então será Natal, quando Te puder dizer: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que eu sou deveras teu amigo!» (Jo 21, 17).

Fonte: W2.Vatican



Jesus Nasceu! Feliz e Santo Natal a todos!


Bom dia irmãos e irmãs de fé. Paz e Bem!

Nasceu o amor, Jesus nasceu, o céu se faz presente entre nós.
É tempo de paz, tempo de amar sem medida, de tirar do coração todo sentimento de ódio, rancor e acusação.
Jesus nasceu mais uma vez para trazer vida e vida em abundância, acolha hoje essa vida nova e lance fora toda tristeza do seu coração.
Nosso salvador veio nos trazer a paz, e para vivê-la todos os dias e com todos.
Jesus veio trazer a salvação para todos, não viva como um condenado por teus pecados e não merecedor da sua misericórdia.
Nem seja também alguém que limite a salvação as pessoas por causa dos pecados delas.
Jesus diz a você e ao seu irmão: Nem eu te condeno, vá e não torne mais a pecar.
Natal é celebração da vida nova e essa promessa se cumpriu pra você.
Natal é todo dia, tempo de exercitar o amor e perdão, de renascer para as  coisas do alto, de levantar da morte do pecado e não se deixar arrastar para baixo pelo mal.

Que neste Natal a luz de Jesus nos contagie. Que possamos abrir nossos olhos para a necessidade do nosso próximo e sermos luz no mundo, levando nas nossas atitudes Jesus à todos os corações sedentos de amor e paz.

Seja feliz com Jesus todos os dias, acolha essa promessa real na sua vida.
Feliz e Santo Natal para você e sua família!





domingo, 23 de dezembro de 2018

Papa no Angelus: vivamos o Natal centrados em Jesus não em nós mesmos


Vaticano, 23 Dez. 18 / 08:16 am (ACI).- Neste domingo 23 de dezembro, o último do tempo do Advento, o Papa acolheu os milhares de peregrinos na Praça de São Pedro para rezar com ele a oração do Ângelus e aproveitou a ocasião para exortar os fiéis a viverem o Natal centrados em Jesus e imitando a Virgem Maria, que apenas tendo concebido Jesus no seu ventre virginal foi às pressas servir Isabel sua parente.

“A liturgia deste quarto domingo do Advento concentra-se na figura de Maria, a Virgem Mãe, esperando para dar à luz a Jesus, o Salvador do mundo. Vamos fixar nosso olhar nela, que é modelo de fé e caridade; e podemos nos perguntar: quais foram seus pensamentos durante os meses de espera? A resposta vem da passagem do Evangelho de hoje, a história da visita de Maria à sua parente idosa, Isabel (cf. Lc 1, 39-45). O anjo Gabriel disse-lhe que Isabel estava grávida e já estava no sexto mês (cf. Lc 1, 26,36). Em seguida, a Virgem, que tinha acabado de conceber Jesus em seu ventre pelo poder de Deus, deixou às pressas a cidade de Nazaré, na Galileia, para ir até as montanhas da Judéia”, disse o Pontífice ao inaugurar sua reflexão dominical.

Comentando a passagem do Evnagelho da missa do IV Domingo do Advento o Santo Padre ensinou: “O Evangelho nos diz: "Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel" (v.40). Certamente ela estava feliz por ela por sua maternidade, e por sua vez, Isabel cumprimentou Maria dizendo: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como tenho a honra de que a mãe do meu Senhor venha a mim? ”(Vs. 42-43). E imediatamente elogia a fé de Maria: "Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento daquilo que o Senhor lhe disse" (v.45). É evidente o contraste entre Maria, que tinha fé, e Zacarias, o marido de Isabel, que não acreditou na promessa do anjo e, portanto, permaneceu em silêncio até o nascimento de João”.

“Este episódio nos ajuda a ler com uma luz muito especial o mistério do encontro do homem com Deus. Um encontro que não está marcado por fatos extraordinários e prodigiosos, mas que nos ensina a fé e a caridade. De fato, Maria é abençoada porque acreditou: o encontro com Deus é fruto da nossa fé”.

“A visita de Maria a Isabel no Evangelho de hoje nos prepara para viver bem o Natal, comunicando o dinamismo da fé e da caridade. Esse dinamismo é obra do Espírito Santo: o Espírito de Amor que fecundou o ventre virginal de Maria e instou-a a sair ao serviço da parente idosa. Um dinamismo cheio de alegria, como vemos no encontro entre as duas mães, que é todo um hino de alegre exultação no Senhor, que faz grandes coisas com os pequeninos que nele confiam”, explicou o Papa Francisco.

Concluindo suas palavras o Sumo Pontífice fez uma prece a Nossa Senhora: “Que a Virgem Maria obtenha para nós a graça de viver um Natal “extrovertido”, ou seja, que no centro não esteja o nosso "eu", mas o “Tu” que é Jesus e o “Eles” que são os irmãos, especialmente aqueles que precisam de ajuda. Então vamos deixar espaço para o amor que, ainda hoje, quer se tornar carne e viver entre nós”.

Ao final da oração mariana o Santo Padre disse rezou pelas vítimas do violento tsunami ocorrido na Indonésia na noite de ontem, que resultou em mais de 200 mortos, cerca de 800 feridos e milhares de desabrigados. Centenas de famílias estão aflitas buscando parentes entre os mortos e os deslocados. O tsunami atingiu as localidades de Lampung e Samatra, e as regiões de Serang e Pandeglang, em Java.

“Meus pensamentos vão, agora mesmo, para as populações da Indonésia, afetadas por violentos desastres naturais, que causaram graves perdas em vidas humanas, numerosos desaparecidos e desabrigados e extensos danos materiais. Convido todos a se unirem a mim em oração pelas vítimas e seus entes queridos. Eles estão espiritualmente próximos dos desabrigados e de todas as pessoas que estão sendo provadas nesta situação, implorando a Deus por alívio em seu sofrimento. Apelo para que a nossa solidariedade e o apoio da comunidade internacional não faltem a esses irmãos e irmãs”.

Fonte: ACI digital



Eis a Serva do Senhor-4° Domingo do Advento(Ano C)



EIS A SERVA DO SENHOR

4º Domingo do Advento – Ano C

Evangelho de Lucas 1,39-45

*1 39 Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.
40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
41 Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 E exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
43 Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?
44 Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.
45 Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!”»

Reflexão

EIS A SERVA DO SENHOR

Maria ocupou um lugar de destaque no advento da salvação, aceitando acolher a proposta de Deus de assumir a maternidade do Messias Jesus. A escolha de Maria não se explica, no plano humano. Era uma jovem, já prometida em casamento a um descendente da casa de Davi. Não pertencia a nenhuma família nobre e rica, e habitava numa cidade escondida e mal-afamada. Não passava por sua mente ligar-se, de algum modo, ao Messias. Humanamente falando, ela não possuía os requisitos necessários para ser mãe do Salvador.
O diálogo de Maria com o anjo revelou a imagem que ela fazia de si mesma, bem como o que Deus pensava a respeito dela. Da parte de Deus, era considerada repleta de graça, amada por ele, bendita entre todas as mulheres. Em outras palavras, possuidora dos requisitos necessários para ser colaboradora de seu plano de salvação. Este requeria alguém totalmente disponível para Deus, despojado de si mesmo e dos próprios interesses, e disposto a assumir uma missão superior a tudo que se possa imaginar. Maria, por sua vez, tinha consciência de suas limitações. Não podia imaginar que Deus a tivesse em tão alta conta. Não conseguia conciliar a concepção do Messias com o fato de não ter conhecido homem algum. Estava longe de compreender o que significa conceber por obra do Espírito Santo. Contudo, como se sabia serva, não receou aceitar cegamente o projeto de Deus..

Oração do Dia

Derramai, ó Deus, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação do vosso Filho, cheguemos, por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sábado, 22 de dezembro de 2018

Papa: Igreja sairá das tempestades mais bela e purificada


As aflições e as alegrias na Igreja marcaram o discurso do Papa Francisco aos membros da Cúria Romana, por ocasião do Natal.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu na manhã desta sexta-feira os seus colaboradores da Cúria Romana, para as felicitações de Natal – uma das audiências mais tradicionais e aguardadas do ano (texto integral aqui)

Como nos anos precedentes, o Pontífice fez um longo discurso, franco, falando das mazelas e das alegrias que afligem o trabalho de quem se dedica à Igreja.

Tempestades e furacões

“No mundo turbulento, a barca da Igreja viveu este ano e vive momentos difíceis, sendo acometida por tempestades e furacões”, analisou o Papa.

“Entretanto, a Esposa de Cristo prossegue a sua peregrinação entre alegrias e aflições, entre sucessos e dificuldades, externas e internas. Com certeza, as dificuldades internas continuam sempre a ser as mais dolorosas e destrutivas.”

Aflições

Para o Pontífice, muitas são as aflições, citando os migrantes que encontram a morte ou aqueles que, ao sobreviverem, acham as portas fechadas. “Quanto medo e preconceito!”, lamentou Francisco.

“Quantas pessoas e quantas crianças morrem diariamente por falta de água, comida e remédios! Quanta pobreza e miséria! Quanta violência contra os frágeis e contra as mulheres! Quantos cenários de guerras declaradas e não declaradas! Quantas pessoas são sistematicamente torturadas.”

Francisco falou também que se vive hoje uma “nova era de «mártires»”. “A cruel e atroz perseguição do Império Romano parece não conhecer fim”, constatou.
Outro motivo de aflição apontado pelo Papa é o contratestemunho e os escândalos de alguns filhos e ministros da Igreja através do flagelo dos abusos e da infidelidade.

Abusos

“Desde há vários anos que a Igreja está seriamente empenhada em erradicar o mal dos abusos”, garantiu o Pontífce.

Hoje, afirmou o Papa, também existem homens consagrados que “cometem abomínios e continuam a exercer o seu ministério como se nada tivesse acontecido; não temem a Deus nem o seu juízo, mas apenas ser descobertos e desmascarados”.

Francisco então foi contundente:

    “ Fique claro que a Igreja, perante estes abomínios, não poupará esforços fazendo tudo o que for necessário para entregar à justiça toda a pessoa que tenha cometido tais delitos. (...) Esta é a opção e a decisão de toda a Igreja. ”

A propósito, o Pontífice citou o encontro de fevereiro próximo, no Vaticano, com todos os presidentes das Conferências Episcopais, para reiterar a vontade da Igreja de prosseguir pelo “caminho da purificação”.

Ainda sobre o tema dos abusos, Francisco agradeceu o trabalho dos jornalistas “que foram honestos e objetivos e que procuraram desmascarar estes lobos e dar voz às vítimas”.

“Por favor, ajudemos a Santa Mãe Igreja na sua tarefa difícil que é reconhecer os casos verdadeiros distinguindo-os dos falsos, as acusações das calúnias, os rancores das insinuações, os boatos das difamações.”

Aos abusadores, o Papa pediu que se convertem e se entreguem à justiça humana e se preparem para aquela divina.

Infidelidades

Outra aflição apontada por Francisco é a da infidelidade, citando o famoso provérbio: «De boas intenções, o inferno está cheio».

São as pessoas que “traem a sua vocação, o seu juramento, a sua missão, a sua consagração a Deus e à Igreja; aqueles que se escondem, por detrás de boas intenções, para apunhalar os seus irmãos e semear joio, divisão e perplexidade; pessoas que sempre encontram justificações, até lógicas e espirituais, para continuar a percorrer, imperturbáveis, o caminho da perdição”.

Para fazer resplandecer a luz de Cristo, portanto, o Papa recorda que todos temos o dever de combater a “corrupção espiritual”.

Alegrias

Francisco deixou para o final do seu discurso os motivos de alegrias:

“O bom êxito do Sínodo dedicado aos jovens. Os passos realizados até agora na reforma da Cúria: os trabalhos de clarificação e transparência na economia” são alguns deles.

Também são motivos de alegrias os novos Beatos e Santos, de modo especial os recentes dezanove mártires da Argélia.

Acrescentam-se o aumento do número de fiéis, as famílias e os pais que vivem seriamente a fé e a transmitem diariamente aos próprios filhos e o testemunho de muitos jovens que escolhem “corajosamente” a vida consagrada e o sacerdócio.

“Um verdadeiro motivo de alegria é também o grande número de consagrados e consagradas, bispos e sacerdotes, que vivem diariamente a sua vocação com fidelidade, em silêncio, na santidade e abnegação. São pessoas que iluminam a escuridão da humanidade, com o seu testemunho de fé, esperança e caridade.”

Transformar as trevas em luz

O Santo Padre recordou que a força de toda e qualquer instituição não reside em ser composta por homens perfeitos, mas na sua vontade de se purificar continuamente:

    “ Por isso, é necessário abrir o nosso coração à verdadeira luz: Jesus Cristo. Ele é a luz que pode iluminar a vida e transformar as nossas trevas em luz. ”

O Papa concluiu seu discurso com uma mensagem de esperança, recordando que o Natal dá a certeza de que “a Igreja sairá destas tribulações ainda mais bela, purificada e esplêndida”.

Fonte: Vatican News



A Mensagem de Natal do Custódio da Terra Santa


"Que a luz do Menino de Belém entre na consciência e na existência de cada um de nós, em nossas famílias e em nossas comunidades; que sua luz ilumine todos os povos e fiéis de todas as religiões que O estão desejando, que o estão procurando", são os votos do Fr. Francesco Patton, OFM para este Natal!

Jerusalém

“Não tenhais medo: Eis que vos anuncio uma grande alegria...”, é o título da mensagem do Natal do Custódio da Terra Santa, Fr. Francesco Patton, OFM:

"Estamos em Belém, no Campo dos Pastores, o lugar onde, na noite em que o menino Jesus nasceu, os pastores vigiavam e guardavam seus rebanhos. O evangelista Lucas nos diz que, quando Maria dá à luz a Jesus, são precisamente esses pastores que recebem, em primeiro lugar, o anúncio do seu nascimento. Um anjo vem até eles, uma grande luz os envolve e eles se assustam. Mas o mensageiro de Deus os tranquiliza: "Não tenhais medo: Eis que vos anuncio uma grande alegria, que será de todo o povo; hoje, na cidade de Davi, nasceu um Salvador para vós, Cristo Senhor! Este para vós é o sinal: encontrareis uma criança envolta em panos, deitada em uma manjedoura "(Lc 2: 10-12).

Naquela noite do primeiro Natal, a escuridão em que viviam os pastores e o povo de Belém foi iluminada pelo nascimento do menino Jesus. Hoje, ainda precisamos deixar-nos iluminar pelo nascimento deste menino, que é o Filho de Deus e nosso Salvador.

Quantas pessoas, ainda hoje, vivem cercadas de trevas como os pastores que vigiavam neste campo, há dois mil anos. Nossos irmãos e irmãs na Síria e no Iêmen, como em muitos outros países do mundo, têm vivido por muitos anos nas trevas de conflitos sangrentos, que desalojam milhões de pessoas, transformando-as em refugiadas, desenraizadas das próprias famílias e da sua cultura, expulsas de sua própria pátria e, muitas vezes, incapazes de encontrar aceitação em uma nova terra.

Muitos de nossos irmãos na humanidade vivem nas trevas causadas por crises econômicas e ecológicas, que colocam populações inteiras de joelhos e, muitas vezes, as forçam a emigrar. Assim, também para eles, se repete a experiência de José, de Maria e do Menino: não há hospedagem para eles em lugar algum, no máximo sob uma tenda.

E há aqueles que mantêm a escuridão em seu interior, uma escuridão que é, às vezes, fruto de ter sofrido violência; outras vezes, é o resultado de suas próprias escolhas erradas; ainda outras, da incapacidade de aceitar alguma experiência dolorosa da vida.

Finalmente, há a escuridão do pecado, da distância de Deus, de querer fazer sem Ele ou de viver como se Ele não existisse. Escuridão que logo se transforma na rejeição do irmão ou irmã, do seu direito de existir, do reconhecimento de sua dignidade como pessoa, desde o primeiro momento da concepção até o último alento que o Criador dá. Escuridão que compartilham aqueles que vivem em todas as partes do mundo.

Escuridão que há, pelo menos em parte, dentro de cada um de nós. O menino Jesus não veio para iluminar apenas a noite dos pastores aqui em Belém, periferia das periferias, dois mil anos atrás. O menino Jesus continua a iluminar a noite de cada um de nós e de toda a humanidade.

Que a luz do Menino de Belém entre na consciência e na existência de cada um de nós, em nossas famílias e em nossas comunidades; que sua luz ilumine todos os povos e fiéis de todas as religiões que O estão desejando, que o estão procurando.

Que Ele ilumine a consciência dos que governam as nações e a economia, e os ajude a descobrir que governar é cuidar dos menores, dos mais frágeis e sem proteção. Que o Menino de Belém ilumine a ação de quem faz cultura e comunicação para difundir a mensagem do bem.

Feliz Natal do Campo dos Pastores, perto de Belém;
Feliz Natal do lugar do primeiro anúncio do nascimento do Salvador;
Feliz Natal do lugar onde os anjos cantaram: "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que Ele ama";
Feliz Natal para todos e cada um de vocês, para suas famílias e comunidades!"

Fr. Francesco Patton, OFM
Custódio da Terra Santa

Fonte: Vatican News



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog