Dezembro 2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Rito de bênção da árvore de Natal em família


REDAÇÃO CENTRAL, 18 Dez. 18 / 05:00 am (ACI).- Em muitas famílias, costuma-se colocar a árvore de Natal em um lugar visível da casa e enfeitá-la com luzes, estrelas e presentes. Mas, o que significa para um cristão preparar sua árvore? Conheça a mensagem que traz este símbolo e como abençoá-lo em família.

A ÁRVORE nos traz à memória a árvore do Paraíso (cf. Gn 2,9-17) de cujo fruto comeram Adão e Eva, desobedecendo a Deus. A árvore, então, nos lembra da origem de nossa desgraça: o pecado. Também nos recorda que o menino que vai nascer de Santa Maria é o Messias prometido que vem nos trazer o dom da reconciliação.

As LUZES nos recordam que o Senhor Jesus é a luz do mundo que ilumina nossas vidas, nos tirando das trevas do pecado e nos guiando em nosso peregrinar para a Casa do Pai.

A ESTRELA. Em Belém, há mais de dois mil anos, uma estrela se deteve sobre o lugar onde estava o Menino Jesus, com Maria e José. Este acontecimento gerou uma grande alegria nos Reis Magos (cf. Mt 2, 9-10), quando viram este sinal. Também hoje, uma estrela coroa nossa árvore nos recordando que o acontecimento do nascimento de Jesus trouxe a verdadeira alegria a nossas vidas.

Os PRESENTES colocados aos pés da árvore simbolizam aqueles dons com os quais os Reis Magos adoraram o Menino Deus. Além disso, recordam-nos que Deus Pai tanto amou o mundo que entregou (como um presente) seu único Filho para que todo o que Nele crer tenha vida eterna.

Bênção da Árvore de Natal

Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

O pai da família: Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo.

Todos: Bendito seja o Senhor pelos séculos. Amém.

LEITURA

(Um dos presentes lê o seguinte texto da Sagrada Escritura)

Escutemos com atenção a leitura do profeta Isaías (Is 60,13):

“A glória do Líbano virá sobre ti, com o cipreste, o abeto e o pi­nheiro, para adornar o lugar do meu san­tuário, e mostrar a glória do trono em que me sento”.

ORAÇÃO DE BÊNÇÃO

(Em seguida o pai da família, com as mãos postas, diz a oração de bênção)

Oremos: Bendito seja, Senhor e nosso Pai, que nos concede recordar com fé, nestes dias de Natal, os mistérios do nascimento do Senhor Jesus. Conceda-nos a todos que adornamos esta árvore e a enfeitamos com luzes, com a alegria celebrar o Natal. Que possamos viver também à luz dos exemplos da vida plena de seu Filho e sermos enriquecidos com as virtudes que resplandecem em tua santa infância. A Ele a glória pelos séculos dos séculos.

Todos: Amém.

Todos (fazendo o sinal da Cruz): Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Fonte: ACI digital



Como encontrar ajuda e esperança para depressão durante as festas de fim de ano

Dena Dyer | Dez 18, 2018

Aqui estão 5 dicas para ajudar você ou um ente querido a lidar com isso

“É demais”, eu soluçava, mal conseguindo respirar. Minha mãe se aproximou e cuidadosamente pegou meu filho, Jordan, em seus braços, para que meu marido, Carey, pudesse me abraçar.

Era dia de Natal de 1999, e minha família de três pessoas – Carey, Jordan e eu – visitávamos meus pais.

Eu tinha sido recentemente liberada da terapia após meses lutando contra um grave surto de depressão pós-parto. Apenas algumas semanas antes, em meados de novembro, minha amada avó “Nanaw” morreu repentinamente de um ataque cardíaco. E agora, quando me sentei no chão com Jordan no colo, lágrimas corriam pelo meu rosto. Carey tinha acabado de receber um telefonema nos informando que a filha de um amigo próximo tinha morrido em um acidente de carro.

Eu já estava lutando com os preparativos do Natal, entorpecida com tristeza e choque. E com a chegada daquele telefonema triste, minha dor ficou ainda mais profunda.

“Eu não posso lidar com isso”, eu disse, enquanto Carey me acalmava. Eu me senti completamente frágil – emocional, espiritual e fisicamente. Eu passei os próximos dias em um nevoeiro completo.

Isso foi há quase duas décadas, mas há momentos em que ainda sinto essa mesma tristeza, especialmente quando as festas de fim de ano se aproximam. O luto não respeita o tempo ou as pessoas, e muitas vezes a época de Natal, com todo o seu ânimo e as gigantes listas de tarefas que o acompanham, amplia essa melancolia.

Portanto, mesmo que pareça contraditório, às vezes, esse momento de alegria desperta exatamente o sentimento oposto. E ficar triste pode fazer com que você se sinta culpado por não estar “no espírito do Natal”, o que só piora as coisas. Sons alegres nos alto-falantes das lojas e nos rádios dos carros parecem zombar de nós; o bebê na manjedoura parece incrivelmente longe; e a paz e o amor de Deus parecem ser para outras pessoas, não para nós.

Lisa Velin, uma conselheira profissional, diz: “Para muitas pessoas, a época de festas é uma época em que elas se sentem como ‘de fora’. Todos os outros parecem estar rodeados de amor e calor enquanto se sentem sozinhos, frios e no escuro. Ao andar por lojas de departamento para fazer pequenas compras de Natal, participar de festas de trabalho, e mesmo quando você está sentado na igreja cercado de pessoas cantando canções natalinas, você não consegue se livrar da sensação de depressão profunda. Isso parece se acumular dentro de você com intensidade crescente, mesmo quando você observa exteriormente a alegria dessa época”.

Se você ou um ente querido que você conhece está passando por um momento difícil ou sofrendo de depressão, aqui estão algumas estratégias de enfrentamento para o Natal e além:

1. Obtenha ajuda

Se você se sentir afogando, procure um salva-vidas. Chame um médico, padre ou terapeuta… e seja honesta sobre o quão horrível você se sente. Diga-lhes que você está pensando em se machucar ou que não pode sair da cama, quando assim for. Aceite a ajuda que eles oferecem, com gratidão. É preciso coragem para ser vulnerável, mas as recompensas valem a pena. Se a primeira pessoa com quem você fala não levar você a sério, peça ajuda a alguém.

Guardar suas emoções – especialmente as ruins – pode levar a um ciclo vicioso de isolamento. Um estudo conduzido por Sanjay Srivastava, da Universidade de Oregon, descobriu que os estudantes universitários que trancavam suas emoções experimentaram “menos apoio social, menos satisfação com suas vidas sociais, e tiveram problemas para se aproximarem dos outros”.

2. Dê ajuda

Fazer coisas pelos outros aumenta seu humor, diz Angie Logozzo. “Adoro cozinhar e compartilhar as coisas que cozinho com os outros”. Considere o trabalho voluntário, mesmo que por algumas horas. Estudos mostraram que doar a si mesmo não é apenas bom para os outros, mas também contribui para nossa própria felicidade e bem-estar.

A consultora de gestão Sharon Durling concorda: “Eu gosto de ir a uma casa de repouso e visitar pessoas, ou fazer com que algumas pessoas me acompanhem nas canções de Natal. Essa é a melhor parte. É tocar alguém que pode ser um pouco mais tímido do que você. Eles estão em toda parte e não são difíceis de encontrar”.
3. Cerque-se da Palavra

Nos meus piores meses, liguei uma emissora de rádio católica e também copiei versículos das Escrituras com a palavra “esperança” ou “paz” em fichas e coloquei-as em volta da minha casa. Enfiei uma na porta da geladeira, pendurei uma sobre o trocador do bebê e até coloquei uma no painel do meu carro. Ler as passagens da Bíblia em pequenas doses me ajudou a me concentrar nos planos que Deus tinha para mim e no que Ele já havia me dado. Isso também me ajudou a substituir mentiras que eu acreditava falsamente (como “eu não sou uma boa mãe” e “Deus não pode amar alguém como eu”) por verdades eternas.

A conselheira Michelle Nietert diz: “Isso me ajuda a derramar meu coração para Deus em oração e em um diário”. E a palestrante Sandy McKeown acrescenta: “Ter um coração íntimo com nosso Senhor, começando por agradecer a Ele pelas coisas que eu Sou grata, faz parte do meu plano quando estou deprimida”.

4. Não espere que os outros entendam completamente

Quando eu estava passando por depressão pós-parto, meu marido era afetuoso, mas confuso. Ele pensou que eu deveria ser capaz de “sair dessa” porque ele e sua família nunca tinham experimentado a doença.

Agora, muitos anos depois, ele olha para trás e percebe que poderia ter sido mais compreensivo. Eu não o culpo, mas teria sido bom ter compreensão em vez de mimo. É por isso que recomendo altamente grupos de apoio e conselheiros. Ter pessoas que te apoiam enquanto você está no seu pior é um grande alívio. Por algumas horas por semana, você pode baixar completamente a guarda e compartilhar seus pensamentos e sentimentos mais profundos. Essa liberdade é cura.

5. Dê-se graça

Atravessar o vale da depressão exige esforço e tempo. Também pode ser uma das viagens mais difíceis que você já fez. Sempre que puder, faça coisas divertidas para si mesma: tome um banho de espuma enquanto olha uma revista; trate os dedos dos pés com uma pedicure; assista a um filme bobo (comendo pipoca).

A autora e apresentadora de rádio Rebecca Carrell diz: “Quando meus pensamentos se sentem fora de controle, eu faço as coisas físicas que fazem a diferença, como fazer exercícios, comer de forma saudável e dormir o suficiente”.

Falando de sono, a falta de descanso devido a horários ocupados pode amplificar a depressão. Linda Morgan diz: “Quando é esmagadora, eu me permito chorar até não aguentar mais… Então eu decido mudar o meu cérebro para ‘desligar’ e vou para a cama, para que meu humor possa reiniciar”.

O autocuidado é algo que não devemos ignorar, especialmente quando a depressão ataca. Então reserve uma massagem, leia um bom livro ou faça uma longa caminhada na natureza. À medida que você descobre as ações específicas que mais a ajudam, torne-as uma prioridade regular durante as festas de fim de ano.

Finalmente, saiba que, sejam quais forem as suas emoções, você nunca estará sozinha. A boa notícia do Natal é que o próprio Deus que formou o cosmo desceu à humanidade. Jesus desistiu de um trono celestial para reconciliar seus filhos errantes consigo mesmo através de um ato escandaloso de graça e misericórdia. Este mesmo Pai Celestial está apenas a uma oração de distância. Ele deseja morar com você e em você.

Fonte: Aleteia



O Natal não se resume a um dia!


O Natal não se resume a um dia nem celebra simplesmente o Nascimento de Jesus.

Na verdade, o Natal é um tempo litúrgico, formado por cinco festas que celebram no rito da Santa Liturgia o mistério da Manifestação do Filho de Deus em nossa natureza humana. Assim: Natal é o Tempo no qual a Igreja, na sua Celebração eucarística, ao celebrar os santos Mistérios, entre em comunhão real e verdadeira com o Mistério da Manifestação, da Vinda, do nosso Salvador e Deus bendito na nossa natureza humana!
O Filho eterno do Pai manifestou-Se na nossa pobre humanidade para enriquecê-la com a Sua divindade; Ele veio para nos dar a graça da comunhão, da amizade com Ele – é isso a salvação!

Cinco festas; ei-las:

1. A Solenidade do Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro. Na pobreza da gruta de Belém contemplaremos como frágil criança Aquele que é o Forte e eterno Deus: “Porque um Menino nos nasceu, um filho nos foi dado, Ele recebeu o poder sobre os Seus ombros e Lhe foi dado este Nome: Conselheiro-maravilhoso, Deus-forte, Pai-eterno, Príncipe-da-Paz” (Is 9,5). Neste Dia santíssimo (que é celebrado durante oito dias) a Igreja dobra os joelhos diante do Salvador, juntamente com Maria, José e os pastores; a Igreja canta o “Glória a Deus nas alturas” juntamente com os anjos, a Igreja ilumina-se de alegria como o céu da noite santa de Belém.

2. No Domingo entre os dias 25 e 1º de janeiro a Igreja celebra a Festa da Sagrada Família. O Filho de Deus assumiu em tudo a nossa condição humana: entrou numa família, na vida miudinha de cada dia; Ele veio verdadeiramente viver a nossa aventura. Assim, santificou as famílias de modo especial: “Desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso” (Lc 2,51).

3. Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro, Oitava do Natal. “(Os pastores) foram, então, às pressas, e encontraram Maria, José e o Recém-nascido deitado na manjedoura” (Lc 2,16). A Igreja contempla o Menino que nasceu em Belém e Nele reconhece o Deus eterno e perfeito, reclinado no colo de Maria. Por isso chama-a Mãe de Deus, quer dizer, Mãe do Filho de Deus feito homem! Dando este título à Virgem a Igreja, desde suas origens, professa sua fé na divindade de Jesus. Primeiro de Janeiro é uma das grandes festas marianas.

4. Solenidade da Epifania do Senhor, no Domingo entre 2 e 8 de janeiro. É a festa chamada Festa de Reis. Mas, é bem mais que isso: a palavra “epifania” significa “manifestação”. Os magos, vindos dos povos pagãos, representam toda a humanidade que vem adorar o Salvador e reconhecê-Lo como a luz para iluminar as nações. Deus manifesta a Sua salvação a todos os povos: “O Senhor fez conhecer Sua salvação, revelou Sua justiça aos olhos das nações. Os confins da terra contemplaram a Salvação do nosso Deus” (Sl 97,2.3).

5. A Festa do Batismo do Senhor, no Domingo após a Epifania. Com ela termina o tempo do Natal. O Pai apresenta o Seu Filho: “Este é o Meu Filho amado, em Quem Eu Me comprazo!” (Mt 3,17). Com esta festa encerra-se o ciclo de festas da Manifestação do Senhor. A Igreja, mais uma vez, renova sua certeza e vive essa graça, experimenta-a e anuncia ao mundo: “O Verbo Se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a Sua glória!” (Jo 1,14).

Que vivamos bem este tempo do Natal, tão rico e santo!

D. Henrique Soares da Costa
Bispo de Palmares/PE

Fonte: Cleofas



terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Hoje é celebrada Nossa Senhora do Ó, a expectativa pelo nascimento de Jesus


REDAÇÃO CENTRAL, 18 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Diz o Evangelho que “Maria guardava todas as coisas em seu coração” (Lc 2,19). E este mesmo coração guardou as aspirações santas da Mãe de Deus por ver o seu Filho nascido. É isto o que o Igreja celebra neste 18 de dezembro, com a festa da Expectação do parto de Nossa Senhora, popularmente chamada de Nossa Senhora do Ó.

Esta devoção mariana surgida em Toledo, na Espanha, na época do X Concílio, presidido pelo Arcebispo Santo Eugênio, quando se estipulou que a festa da Anunciação fosse transferida para o dia 18 de dezembro.

Santo Eugênio foi sucedido no cargo por seu sobrinho, Santo Ildefonso, que determinou que a festa fosse celebrada neste mesmo dia, mas com o título de Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria.

Esta festa ressalta não apenas os anseios da Virgem Maria por ter o Menino Jesus em seus braços, mas também as expectativas de milhares de gerações que suspiram pela vinda do Salvador do mundo, desde Adão e Eva. Todo esse ardoroso desejo da humanidade se recolhe e concentra no coração de Maria, como no mais puro e limpo dos espelhos.

A denominação de Nossa Senhora do Ó se deu em razão das antífonas cantadas entre os dias 17 e 23 de dezembro antes e depois da recitação do Magnificat na oração das vésperas. Todas elas começam por uma invocação a Jesus, que, no entanto, nunca é chamado pelo nome, e todas incluem o apelo “Vinde”.

Essas antífonas começam sempre pela interjeição exclamativa Ó, como expoente altíssimo do fervor e ardente desejo da Igreja, que suspira pela vinda pronta de Jesus. Isso inspirou o povo espanhol a este título de Nossa Senhora.

Tais antífonas são inspiradas pelos textos do Antigo Testamento que anunciam o Messias. Desde a primeira à última, Jesus é invocado como Sabedoria, Senhor, Raiz, Chave, Estrela, Rei e Emanuel.

Em latim, essas palavras são Sapientia, Adonai, Radix, Clavis, Oriens, Rex, Emmanuel. Ao ler apenas as suas iniciais da última para a primeira, forma-se o acróstico “Ero Cras”, que pode ser traduzido como “Virei amanhã”. É a proclamação do Senhor que vem.

No Brasil, o culto e a devoção a Nossa senhora do Ó chegou por meio dos portugueses, tendo se popularizado com a freguesia de Nossa Senhora do Ó, em São Paulo (SP).

A imagem de Nossa Senhor do Ó, geralmente, é representada com Maria tendo a mão esquerda espalmada sobre o ventre sagrado desenvolvido; a mão direita pode também aparecer em simetria à outra ou levantada.

Para celebrar esta data, trazemos a seguir a oração de Nossa Senhora do Ó:

Doce Virgem Maria, cujo coração foi por Deus preparado para morada do Verbo feito carne, pelas inefáveis alegrias da expectação de vosso santíssimo parto, ensinai-nos as disposições perfeitas de uma íntegra pureza no corpo e na alma, de uma humildade profunda no espírito e no coração, de um ardente e sincero desejo de união com Deus, para que o meigo fruto de vossas benditas entranhas, venha a nascer misericordiosamente em nossos corações, a eles trazendo a abundância dos dons divinos, para redenção dos nossos pecados, santificação de nossa vida e obtenção de nossa coroa no Paraíso, em vossa companhia. Assim seja. Amém.

Fonte:  ACI digital



Papa reitera seu rechaço e o da Igreja à pena de morte e à prisão perpétua


Por Miguel Pérez Pichel
Papa Francisco. Foto: Marina Testino / ACI Prensa

Vaticano, 17 Dez. 18 / 04:30 pm (ACI).- O Papa Francisco reiterou "o compromisso da Igreja em prol da abolição" da pena de morte, pois é "contrária ao Evangelho", e também rechaçou a prisão perpétua que retira "a possibilidade de uma redenção moral e existencial".

Durante uma audiência concedida aos membros de uma Delegação da Comissão Internacional contra a Pena de Morte, aos quais recebeu no Vaticano nesta segunda-feira, 17 de dezembro, o Santo Padre recordou que as suas palavras contra a pena de morte pronunciadas em seu discurso ante o Congresso dos Estados Unidos, em 24 de setembro de 2015, ainda permanecem plenamente vigentes.

Assinalou que a pena de morte é contrária ao Evangelho, “porque implica suprimir uma vida que sempre é sagrada aos olhos do Criador e que só Deus é o verdadeiro juiz e fiador".

Francisco assinalou que o compromisso da Igreja contra a pena de morte se fundamenta na "certeza de que a vida de cada pessoa é sagrada e que a dignidade humana deve ser protegida sem exceções".

Do mesmo modo, o Pontífice não hesitou em fazer uma autocrítica e lamentou que, “nos séculos passados, inclusive o Estado Pontifício recorreu a essa forma desumana de castigo, ignorando a primazia da misericórdia sobre a justiça”.

Nesse sentido, sublinhou que a nova redação do número 2267 do Catecismo da Igreja Católica, no qual se declara a pena de morte como "inadmissível" em qualquer caso, “assume a nossa responsabilidade sobre o passado e reconhece que a aceitação dessa forma de punição foi consequência de uma mentalidade da época, mais legalista que cristã, que sacralizou o valor das leis carentes de humanidade e misericórdia”.

“A reforma do texto do Catecismo no ponto relativo à pena de morte não conota nenhuma contradição com o ensinamento do passado, porque a Igreja sempre defendeu a dignidade da vida humana”, sublinhou.

Entretanto, “o desenvolvimento harmonioso da doutrina impõe a necessidade de refletir no Catecismo que, apesar da gravidade do delito cometido, a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que a pena de morte é sempre inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa”.

Por outro lado, durante o discurso o Papa não só se declarou contra a pena da morte, como também rechaçou as penas perpétuas, “que retiram a possibilidade de uma redenção moral e existencial, em favor dos condenados e da comunidade”.

Segundo assinalou, “são uma forma de pena de morte disfarçada. Deus é Pai que sempre espera o retorno do filho que, sabendo que errou, pede perdão e inicia uma nova vida. Ninguém pode ser privado de sua vida ou da esperança de sua redenção e reconciliação com a comunidade”.

Assim como a Igreja expressa o seu compromisso para acabar com a pena de morte, o Papa assegurou que “é necessário que um compromisso semelhante seja assumido pelas nações”.

Fonte: ACI digital



domingo, 16 de dezembro de 2018

EUA apresenta “lista negra” dos responsáveis por perseguição religiosa no mundo


WASHINGTON DC, 15 Dez. 18 / 05:00 am (ACI).- Os Estados Unidos apresentaram nesta semana a “lista negra” de países e organizações terroristas que são responsáveis por “violações sistemáticas constantes e notórias da liberdade religiosa”.

Entre os países que fazem parte desta lista negra, por permitirem, ou serem agentes eles próprios de tais violações, estão, Paquistão, China, Eritreia, Irã, Mianmar Coreia do Norte, Sudão, Arábia Saudita, Tajiquistão e Turcomenistão.

Há ainda outros dois países colocados em “vigilância especial”. São eles a Rússia e as Ilhas Comores.

Quanto aos grupos terroristas responsáveis por ataques relacionados a questões religiosas, perseguição e opressão de minorias, estão a Frente al-Nusra, na Síria; a Al Qaeda, na Península Arábica; a Al Qaeda e a Al-Shabab, na Somália; o Boko Haram, na Nigéria e em outros países da África Ocidental; os rebeldes Houthi, do Iêmen; o Estado Islâmico, na Síria e Iraque; e os Taliban, essencialmente no Afeganistão.

Esta lista do relatório anual do Congresso foi apresentada pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, na última terça-feira. Para ele, é necessário agir de forma a “proteger e promover” a liberdade religiosa no mundo. Disse ainda que os Estados Unidos vão assumir um papel preponderante nessa matéria.

“Em muitos lugares no mundo, pessoas continuam a sofrer assédio, prisões ou até mesmo a morte apenas por quererem viver as suas vidas de acordo com suas crenças”, disse Pompeo em um comunicado, acrescentando que “os Estados Unidos não ficarão indiferentes diante de tal opressão”.

Caso do Paquistão

A inclusão do Paquistão nesta lista representa “um dos casos mais surpreendentes”, segundo assinalou a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN).

O Paquistão tem estado, desde há algum tempo, na mira de organizações de defesa dos direitos humanos, por causa do assédio e perseguição a minorias religiosas, nomeadamente xiitas e cristãos.

Ao colocar este país na lista dos piores infratores em matéria de liberdade religiosa, torna possível a aplicação de sanções por parte dos Estados Unidos, nomeadamente em nível comercial e econômico.

Entretanto, indica ACN, esta inclusão do Paquistão pode ser considerada “um pouco estranha, pois ocorre apenas semanas depois de o Supremo Tribunal de Justiça ter ilibado a cristã Asia Bibi de todas as acusações que pendiam sobre si, resultado de uma visão distorcida da famosa Lei da Blasfêmia”.

A mãe católica Asia Bibi esteve cerca de oito anos na prisão, tendo sido condenada à morte por blasfêmia por ter bebido um copo de água de um poço, ao que foi acusada de contaminar a água.

Em outubro, o Supremo Tribunal reavaliou o processo, inocentando Bibi, mas, apesar desta decisão, ela precisa continuar escondida, em local incerto, devido a ameaças contra sua vida. Esta fato, afirma ACN, é “sinal de que o Paquistão é um país onde as questões religiosas são vividas com uma intensidade por vezes perigosa”.

Fonte: ACI digital



Testemunho da Luz-3° Domingo do Advento(Ano C)



TESTEMUNHO DA LUZ

3º Domingo do Advento – Ano C

Evangelho de Lucas 3,10-18
* 3 10 A multidão perguntava a João: "Que devemos fazer?"
11 Ele respondia: "Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo".
12 Também publicanos vieram para ser batizados, e perguntaram-lhe: "Mestre, que devemos fazer?"
13 Ele lhes respondeu: "Não exijais mais do que vos foi ordenado".
14 Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: "E nós, que devemos fazer?" Respondeu-lhes: "Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo".
15 Ora, como o povo estivesse na expectativa, e como todos perguntassem em seus corações se talvez João fosse o Cristo,
16 ele tomou a palavra, dizendo a todos: "Eu vos batizo na água, mas eis que vem outro mais poderoso do que eu, a quem não sou digno de lhe desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo.
17 Ele tem a pá na mão e limpará a sua eira, e recolherá o trigo ao seu celeiro, mas queimará as palhas num fogo inextinguível".
18 É assim que ele anunciava ao povo a boa nova, e dirigia-lhe ainda muitas outras exortações.’”»

Reflexão

TESTEMUNHO DA LUZ

A pessoa e a missão de Jesus é que definiram a identidade de João Batista. Este fora enviado por Deus para ser testemunho da luz. Mediante sua pregação, muitas pessoas teriam a chance de chegar à fé e serem iluminadas pela luz, que é Jesus. A atividade de João preparava a chegada de Jesus, predispondo as pessoas para recebê-lo.


O pressuposto de seu ministério era que a humanidade estava mergulhada nas trevas e, por isso, vagava errante pelo caminho do pecado e da injustiça. Se não lhes fosse oferecida uma luz, não teriam condições de superar esta situação. Entretanto, o Pai decidira resgatar o ser humano para a vida. E o fez, por meio de seu Filho Jesus, cujo ministério consistiria em ser luz para o ser humano, mostrando-lhe o caminho para o Pai.


João Batista compreendeu este projeto de Deus e se colocou a serviço dele. Sua condição de servidor do Messias estava arraigada em sua consciência. Não cedeu à tentação de pensar de si mesmo, além do que correspondia ao plano de Deus. Não lhe cabia nenhuma das identificações do Messias, em voga na teologia popular. Ele não era nem o Messias, nem Elias, nem algum dos profetas. Era, simplesmente, um servo de Deus e do seu Messias. Este título era suficiente para defini-lo. Tudo o mais não passava de especulação.

Oração do Dia

Ó Deus de bondade, que vedes o vosso povo esperando fervoroso o natal do Senhor, daí chegarmos às alegrias da salvação e celebrá-las sempre com intenso júbilo na solene liturgia. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Descoberta dos restos mortais de São Francisco de Assis completa 200 anos

Por Walter Sánchez Silva

Roma, 13 Dez. 18 / 03:00 pm (ACI).- Em 12 de dezembro de 1818, há 200 anos, os restos mortais de São Francisco de Assis foram descobertos, acabando com uma série de lendas divulgadas entre os fiéis, como a que afirmavam que o santo teria ressuscitado "assim como Cristo".

Em um artigo no jornal do Vaticano L'Osservatore Romano (LOR), intitulado "Uma descoberta que acabou com as lendas", Dom Felice Accrocca, historiador e especialista em estudos franciscanos, fez um relato detalhado do que aconteceu com os restos de São Francisco desde a sua morte em 3 de outubro de 1226, até a sua redescoberta em 1818.

O também Arcebispo de Benevente (Itália) recordou que em 16 de julho de 1228, o Papa Gregório IX se dirigiu a Assis para presidir a canonização de São Francisco e para colocar a primeira pedra da basílica dedicada ao novo santo.

Quando o santo morreu, explicou o Prelado, "evitaram sepultá-lo em uma catedral porque, se isso tivesse acontecido, teria sido muito difícil retirar seus restos mortais: queriam também evitar prejudicar o projeto da futura igreja".

Em 25 de maio de 1230, os restos do santo foram transladados à basílica dedicada a ele, onde estão até hoje, e "que segundo o desejo de Gregório IX estava sujeita apenas ao Pontífice Romano e devia ser considerada pelos frades franciscanos como ‘cabeça e mãe’. Para administrar com notável habilidade toda a operação, esteve presente o Frei Elias (de Cortona), amigo de Francisco que liderou a Ordem Franciscana desde 1221” como vigário, para depois ser ministro geral entre 1232 e 1239.

"O grande temor, nesses casos, era que o corpo pudesse sofrer danos da multidão ansiosa por obter qualquer relíquia", destacou o especialista.

A desordem do translado fez com que os soldados responsáveis ​​pela segurança isolassem o veículo no qual estava o corpo do santo, “impedindo o acesso aos frades e também aos delegados papais, para em seguida introduzir o corpo na igreja, sepultando-o em um lugar desconhecido para todos”.

Este fato fez com que surgissem, ao longo dos séculos, "uma infinidade de lendas que levaram algumas pessoas a inclusive defenderem a ideia de que, assim como Cristo, Francisco também teria ressuscitado".

Outros diziam que tinham visto "não um cadáver, mas um corpo incorrupto, de pé, quase como se estivesse vivo".

Em uma ocasião, o Cardeal Paolo Emilio Sfrondati, que ainda não era Bispo de Cremona, ordenou uma busca pelo corpo, mas os protestos dos frades e fiéis fizeram com que o Papa Paulo V assinasse uma bula de proteção em 28 de agosto de 1607.

Na segunda metade do século XVII, Constantino Suyskens, especialista que analisou o tema relacionado a São Francisco de Assis no segundo volume da Acta sanctorum, indicou "o lugar onde exatamente onde devia ser escavado, ou seja, sob o altar maior da basílica inferior".

A Acta sanctorum ou Atas dos santos é um texto completo sobre os santos elaborado pelos jesuítas conhecidos como os ‘bolandistas’, nome que surgiu a partir do sacerdote que fundou este grupo de eruditos, o belga Jean Bolland.

"A busca do corpo, que parecia impossível, começou novamente em 1806, quando o ministro geral dos Frades, Nicola Papini, com a ajuda de alguns frades, a conduziu no mais absoluto em segredo, trabalhando à noite e ocultando de manhã o rastro da busca, uma nova escavação. Entretanto, o avanço das tropas napoleônicas no território do Estado pontifício impediu esta obra e fez com que tudo fosse adiado para outros momentos melhores", escreveu Dom Accrocca.

Em 1818 e após a queda definitiva de Napoleão e suas tropas, continuaram os trabalhos sob a orientação de Giuseppe Maria de Bonis.

"Depois de uma primeira tentativa fracassada, voltou-se a escavar na direção que Nicola Papini havia indicado e, finalmente – em 12 de dezembro – os restos mortais do santo foram encontrados", explicou o Arcebispo.

O que se encontrou, concluiu o especialista, "não era um corpo incorrupto ou em pé, mas simplesmente os ossos de uma pessoa que tinha sofrido e que, por esta razão, poderiam ter construído para outros como ele uma forma mais real de referência. O ícone de um homem de carne e osso que tinha Cristo como a sua razão de viver".

Dom Felice Accrocca é autor de vários livros de estudos franciscanos como "Francisco e suas imagens: Momentos de evolução da consciência histórica dos frades menores", "Francisco: Um louco por amor", "Vivia em Assis um homem chamado Francisco: Uma introdução às fontes biográficas de São Francisco" e "Francisco, um homem novo: A vida de um homem santo".

Atualmente, os restos mortais de São Francisco estão na basílica inferior dedicada a ele em Assis, na Itália.

Fonte: ACI digital



“O templo de Deus foi duplamente violado”, diz padre em Missa por falecidos em Campinas


Campinas, 13 Dez. 18 / 01:00 pm (ACI).- Na tarde de quarta-feira, foi celebrada uma Missa em sufrágio das almas dos féis falecidos no atentado na Catedral de Campinas (SP); durante a celebração, o pároco, Mons. Rafael Capelato, lamentou que “o templo de Deus foi duplamente violado”.

“Ontem (terça-feira), a tristeza se abateu sobre todos nós pelo pecado da violência e da morte. A Igreja mãe de Campinas chora seus filhos mortos. O templo de Deus foi duplamente violado. Sim, no templo sagrado que é a pessoa humana, ferida de morte como foi. E o templo sagrado desta Igreja, nossa Catedral, que se tornou cenário de violência”, expressou o sacerdote em sua homilia.

No início da Missa, concelebrada por diversos sacerdotes da Arquidiocese de Campinas, Mons. Rafael conduziu o Rito de Desagravo, realizado sempre que uma igreja é violada.

Como explicou a Arquidiocese em seu site, este “rito penitencial tem como objetivo reparar a injúria feita à igreja, sendo considerados os crimes e delitos não só que constituem ofensa grave aos sagrados ministérios, como os que ofendem gravemente a dignidade do homem e da sociedade humana”.

A Celebração Eucarística contou com a participação de um grande número de fiéis que, conforme assinalou Mons. Rafael, se reuniram “para suplicar a Deus o perdão, a misericórdia, a paz” e para “manifestarmos uns aos outros a solidariedade de nossos corações, a força da fraternidade e do amor”.

O pároco recordou que, no mesmo momento em que era celebrada a Santa Missa na Catedral, as vítimas do tiroteio estavam sendo veladas e logo seriam sepultadas em diferentes cemitérios da cidade. “E lá também está presente a nossa Arquidiocese, rezando com os familiares; os padres se organizaram para estar presente junto com as famílias também numa rede bonita de solidariedade, de amor, de testemunho da vida em Cristo”, afirmou.

De acordo com a Arquidiocese de Campinas, o Administrador Diocesano, Mons. José Eduardo Meschiatti, levou a presença da Igreja ao cemitério dos Amarais, onde duas das vítimas foram veladas, tendo estado presente também Pe. Antonio Alves e Pe. Manoel Messias Pereira Martins, que celebrou as exéquias.

Por sua vez, Pe. Geraldo Correa levou a presença da Igreja ao cemitério do Flamboyan; e  Pe. Odair Costa Nogueira, ao cemitério Parque das Flores. Enquanto isso, Pe. Eduardo Fráguas celebrou Missa de corpo presente no cemitério de Monte Mor, onde uma das vítimas foi sepultada.

A quinta vítima fatal deste atentado veio a falecer na tarde de terça-feira, no Hospital Mário Gatti, onde estava internada.

Oração e solidariedade

Em sua homilia, Mons. Rafael também dirigiu algumas palavras aos familiares das vítimas e aos feridos. “Estamos todos sofrendo com vocês. Nesta hora, busquemos apoiar-nos na oração e na solidariedade. Sei que vocês choram. Estamos chorando também nós. Mas, o Senhor Jesus é nossa força e, com Ele, venceremos a dor, o mau e a morte”.

Em seguida, o sacerdote ressaltou “a certeza de nossa participação no mistério da Cruz e da ressurreição do Senhor, no qual temos o perdão, a remissão de todos os pecados, no qual temos a paz e a vida renovada no amor”.

“O que nos resta agora, meus irmãos e irmãs? Resta-nos suplicar a Deus a sua misericórdia por todos. Misericórdia, Senhor, de todos os que tombaram por este chão sagrado, culpado, se assim considerarmos, e inocentes. Misericórdia, Senhor, de todos os que sofrem, os familiares e amigos. Misericórdia, Senhor, de todos os feridos e dos abalados pelo desespero. Misericórdia, Senhor, de todos nós”, completou.

O presbítero, então, exortou a clamar “ao céu, neste tempo de serena expectativa pelo Senhor: Vem, Senhor Jesus! Vinde, ó Príncipe da Paz. Vinde trazer-nos o consolo e a paz”.

Em relação à Catedral, assinalou, é um espaço “consagrado à vida, às coisas de Deus. E assim continuará a ser. O espaço da paz e da vida, da dignidade humana e da fraternidade, da justiça e do amor. Espaço de acolhimento de cada pessoa humana. Espaço medicinal, de cura para uma sociedade enferma em razão dos desequilíbrios materiais e espirituais”.

Por fim, o pároco pediu que a Imaculada Conceição, a quem è dedicada a Catedral de Campina, “interceda por nós, para que nos mantenhamos em pé, como Ele esteve diante da Cruz de seu Filho”.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Papa Francisco: "Chamar o Pai Nosso de 'pai' ou 'papai'"


Na audiência desta quarta-feira (12/12), Francisco explicou que Deus não nos quer anestesiados diante das dificuldades e sofrimentos, mas sim que elevemos ao céu as nossas necessidades, e elas se transformem num diálogo.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

Continuando o ciclo de catequeses sobre o Pai-Nosso iniciado semana passada, na audiência geral desta quarta-feira (12/12), o Papa Francisco explicou aos fiéis que Jesus pôs nos lábios de seus discípulos esta oração breve e audaz; e que se não fosse Ele a ensiná-la, ninguém ousaria rezar a Deus dessa forma.

A primeira oração é o nosso pranto, ao nascermos

Falando a cerca de 7 mil pessoas na Sala Paulo VI, no Vaticano, Francisco prosseguiu:

“Composta por 7 petições, o Pai-Nosso nos convida a nos aproximar de Deus com confiança filial, sem preâmbulos nem termos solenes, simplesmente chamando-O Pai, como um filho o faz com o seu pai, dirigindo-se a Ele com intimidade e confiança, pedindo-Lhe aquilo que corresponde às nossas necessidades básicas e existenciais, como é o caso do ‘pão nosso de cada dia’”.

Isto porque – disse ainda – a oração do ‘Pai Nosso’ tem raízes na realidade concreta do homem: “A fé não é uma ‘decoração’ separada da vida, que surge apenas quando nossas necessidades estão satisfeitas, quando o ‘estômago está cheio’; mas é imbuída no homem, em todo homem que tem fome, chora, luta, sofre e se pergunta ‘por que’”.

Sendo assim, a nossa primeira oração foi o choro que acompanhou nosso primeiro respiro. Naquele pranto, de recém-nascido, anunciou-se o destino de toda a nossa vida: a nossa contínua fome e sede, a nossa busca pela felicidade.

Continuar a gritar, como o cego curado pela fé

Jesus ensina que Deus não nos quer anestesiados diante das dificuldades e sofrimentos, mas sim que elevemos ao céu as nossas necessidades, e se transformem num diálogo. “Ter fé é acostumar-se a gritar, e pedir para sermos curados, como fez o cego Bartimeu com sua invocação, mais forte do que o bom-senso”.

Com isso fica claro que a oração de petição, longe de ser uma forma inferior de diálogo com Deus, indica que Ele é um Pai cheio de compaixão e quer que Lhe falemos sem medo.

“A oração não só precede a salvação, mas de certa forma a contém, porque liberta do desespero de quem não crê numa saída, diante de tantas situações insuportáveis. Por isso, podemos lhe contar tudo, inclusive as coisas que em nossa vida permanecem distorcidas e incompreensíveis".

“ Ele nos prometeu ficar conosco para sempre, até o último dos dias que passaremos nesta terra ”

O Papa Francisco encerrou a sua catequese pedindo que ao rezar o ‘Pai Nosso’, iniciemos chamando-o ‘Pai’ ou simplesmente ‘papai’.

Fonte: Vatican News



Papa na festa de Guadalupe: Maria nos anima a viver a audácia da fé e da esperança


Trata-se de uma festa muito amada pelo Papa e particularmente evocativa para os latino-americanos. A missa foi concelebrada na Basílica Vaticana por vários cardeais, bispos e arcebispos, cerca de 550 sacerdotes, colaboradores do Pontífice na Cúria Romana, entre os quais o cardeal brasileiro João Braz de Aviz.

Raimundo Lima e Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano

“Maria, ‘pedagoga do Evangelho’, caminhou e cantou nosso Continente e, assim, a Guadalupana não é somente recordada como indígena, espanhola, hispana ou afro-americana. Simplesmente é latino-americana.”

Assim se expressou o Santo Padre na missa celebrada na Basílica de São Pedro na tarde desta quarta-feira, 12 de dezembro, festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina e Imperadora de todo o Continente Americano.

A Basílica Vaticana encontrava-se lotada de fiéis e peregrinos, muitos dos quais latino-americanos, bem como de outras partes do mundo. A Virgem de Guadalupe é também padroeira das Filipinas e sua devoção hoje tem uma grande difusão universal.

Maria, primeira "pedagoga do Evangelho"

Trata-se de uma festa muito amada pelo Papa Francisco e particularmente evocativa, naturalmente, para os latino-americanos. A missa foi concelebrada por vários cardeais, bispos e arcebispos, cerca de 550 sacerdotes, muitos deles, colaboradores do Pontífice na Cúria Romana, entre os quais o cardeal brasileiro João Braz de Aviz.

“Maria nos ensina que, na arte da missão e da esperança, não são necessárias tantas palavras nem programas, seu método é muito simples: caminhou e cantou”, disse o Santo Padre após evocar o Magnificat, através do qual Maria se torna a primeira “pedagoga do Evangelho”, e nos recorda as promessas feitas a nossos pais e “nos convida a cantar a misericórdia do Senhor”.

Caminhar e cantar

Com os dois referidos verbos, caminhar e cantar, o Papa desenvolveu a homilia da celebração evidenciando a figura da Virgem Santa nos Evangelhos e, particularmente, sua presença na vida dos povos latino-americanos.

“Caminhou ao Tepeyac para acompanhar Juan Diego e continua caminhando no Continente quando, por meio de uma imagem ou estampa, de uma vela ou de uma medalha, de um Terço ou Ave-Maria, entra numa casa, na cela de um cárcere, na sala de um hospital, num albergue de anciãos, numa escola, numa clínica de reabilitação... para dizer: 'Não estou eu aqui, que sou tua mãe?'”

Em Seguida, falou das muitas aprendizagens que podemos obter da “escola de Maria”, na qual “aprendemos a estar em caminho para chegar aonde devemos estar: ao pés e de pé diante das muitas vidas que perderam, ou à quais roubaram, a esperança”, frisou.

Sacralidade da vida e respeito pela criação

“Na escola de Maria aprendemos a caminhar pela cidade e nos alimentamos o coração com a riqueza multicultural que habita o Continente; quando somos capazes de escutar esse coração recôndito que palpita em nossos povos e que custodia – como um pequeno fogo sob aparentes cinzas – o sentido de Deus e de sua transcendência, a sacralidade da vida, o respeito pela criação, os laços da solidariedade, a alegria da arte do bem viver e a capacidade de ser feliz e fazer festa.”

Maria caminha carregando a alegria de quem canta as maravilhas que Deus realizou com a pequenez de sua serva, disse ainda Francisco, acrescentando que “na escola de Maria aprendemos que sua vida está marcada não pelo protagonismo, mas pela capacidade de fazer com que os outros sejam protagonistas. Brinda a coragem, ensina a falar e, sobretudo, anima a viver a audácia da fé e da esperança”.

Protagonismo que não tem medo da ternura e da carícia

“Assim o fez com o indiozinho Juan Diego e com tantos outros que, saindo do anonimato, lhes deu voz, fez conhecer seu rosto e história e os fez protagonistas desta, nossa história de salvação. O Senhor não busca o aplauso egoísta ou a admiração mundana. Sua glória está em fazer seus filhos protagonistas da criação. Com coração de mãe, ela busca levantar e dignificar todos aqueles que, por diferentes razões e circunstâncias, foram imersos no abandono e no esquecimento.”

Na escola de Maria “aprendemos o protagonismo que não precisa humilhar, maltratar, desprestigiar ou zombar dos outros para sentir-se valioso ou importante; que não recorre à violência física ou psicológica para sentir-se seguro ou protegido. É o protagonismo que não tem medo da ternura e da carícia, e que sabe que seu melhor rosto é o serviço”, destacou o Papa.

Dignificar todo aquele que está caído

Em sua escola – acrescentou – “aprendemos autêntico protagonismo, dignificar todo aquele que está caído e fazê-lo com a força onipotente do amor divino, que é a força irresistível de sua promessa de misericórdia”.

“Em Maria, o Senhor desmente a tentação de dar destaque à força da intimidação e do poder, ao grito do mais forte ou do fazer-se valer baseado na mentira e na manipulação. Com Maria, o Senhor protege os crentes para que não se lhes endureça o coração e possam conhecer constantemente a renovada e renovadora força da solidariedade, capaz de escutar a batida de Deus no coração dos homens e mulheres de nossos povos.”

Filho e irmão latino-americano – foi a exortação final do Santo Padre – “sem medo, canta e caminha como fez tua Mãe”.

Fonte: Vatican News



Hoje é a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América (12 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 12 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- “Não se perturbe teu rosto, teu coração... Não estou eu aqui, tua Mãe?”, disse a Virgem de Guadalupe ao aflito Juan Diego em 12 de dezembro de 1531. Ela, a Padroeira da América e do México, quis deixar sua imagem desde esse dia em uma singela “tilma” como sinal do amor de Deus para com os crentes e não crentes.

Somente dez anos depois da conquista do México, os missionários tinham pouco êxito na evangelização e conversão dos novos povos, em grande parte pelo mau exemplo dos que, chamando-se cristãos, abusavam dos nativos.

Em 9 de dezembro de 1531, a Virgem apareceu a um humilde índio convertido ao cristianismo, chamado Juan Diego, em um lugar denominado Tepeyac. Maria se apresentou como “a perfeita sempre Virgem Santa Maria, Mãe do verdadeiro Deus”.

A Rainha do Céu lhe encomendou que, em seu nome, pedisse ao Bispo, o franciscano Juan de Zumárraga, a construção de uma Igreja no lugar da aparição.

O Bispo não aceitou a ideia e a Virgem pediu a Juan Diego que insistisse. No dia seguinte, ele voltou a encontrar o Prelado, que o examinou na doutrina cristã e lhe pediu provas objetivas do prodígio.

Na terça-feira, 12 de dezembro, a Virgem apareceu e consolou Juan Diego, dizendo: “Não tema…”,  porque seu tio já estava curado. Logo, convidou-o a subir ao topo da colina de Tepeyac para colher algumas flores e trazê-las para Ela.

Apesar da estação de inverno e da aridez do lugar, São Juan Diego encontrou flores muito belas e colocou-as em sua “tilma”. A Virgem, então, mandou que ele as apresentasse ao Bispo.

Estando na frente do Prelado, o santo abriu sua “tilma” e deixou cair as flores. Na manta apareceu a imagem da Virgem de Guadalupe. O Bispo e os demais presentes caíram de joelhos com grande assombro. Em seguida, o Bispo pediu perdão.

No dia seguinte, foram ao monte Tepeyac, onde imediatamente as pessoas se ofereceram para elevar o templo. Juan Diego pediu permissão e foi pressurosamente ver seu tio Juan Bernardino, que tinha estado com a saúde muito debilitada. Ao chegar, viu que seu parente estava recuperado.

Ali, Juan Diego lhe contou o acontecido e o tio respondeu dizendo que a Virgem também lhe tinha aparecido e que havia pedido que contasse ao Bispo sobre sua cura.

Com o manto, a Virgem trouxe reconciliação entre nativos e espanhóis porque, com os símbolos que ali apareciam, as duas culturas podiam entender perfeitamente a mensagem do Céu. Do mesmo modo, ajudou-lhes a compreender que a fé cristã não é propriedade de ninguém, a não ser um dom de amor para todos.

Nos 7 anos depois das aparições, houve uma conversão de 8 milhões de nativos – o que representa uma média de 3 mil homens por dia e que faz recordar a pregação de São Pedro no dia do Pentecostes, no qual também se converteram 3 mil homens.

A cada ano, aproximam-se da venerada imagem cerca de 20 milhões de fiéis e, no dia de sua festa, calcula-se que quase três milhões vão ao santuário.

“Quero muito, ardo de desejo de que aqui tenham a bondade de construir-me um pequeno templo, para ali O revelar a vocês, engrandecendo-O e entregar vocês a Ele, a Ele que é todo o meu amor, a Ele que é meu olhar compassivo, Àquele que é meu auxílio, Àquele que é minha salvação”, disse a Virgem do Guadalupe a São Juan Diego.

“Porque em verdade, tenho a honra de ser a mãe misericordiosa de todos vocês; tua e de todos os povos aqui nesta terra unidos e dos demais diferentes homens, que me amam, os que a mim clamam, os que me buscam, os que me honram confiando em minha intercessão. Porque ali estarei sempre disposta a escutar seu pranto, sua tristeza, para purificar, para curar todas as suas variadas misérias, suas penas, suas dores”, acrescentou a Mãe das Américas.

Fonte: ACI digital


Detalhes sobre a imagem da Virgem de Guadalupe que intrigam cientistas

REDAÇÃO CENTRAL, 12 Dez. 18 / 05:00 am (ACI).- Todo ano, no dia 12 de dezembro, a Igreja Católica celebra a Festa de Nossa Senhora de Guadalupe. Nesse dia em 1531, a Virgem Maria apareceu a um indígena de 57 anos chamado Juan Diego. A história da “tilma” em que a imagem da Virgem apareceu é conhecida, o que ainda é desconhecido para a ciência é como ela foi feita.

Em um de seus encontros, a Virgem Maria pediu a Juan Diego que recolhesse na “tilma” dele –um tecido muito singelo – rosas de Castilla que tinham florescido, apesar do inverno, para que as apresentasse ao Arcebispo do México, Dom Juan de Zumárraga, como prova das aparições.

Quando Juan Diego desdobrou a “tilma” com as rosas diante do Prelado, sobre ela estava impressa a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. Nos sete anos seguintes, mais de 9 milhões de astecas se converteram ao cristianismo. Juan Diego foi proclamado santo por São João Paulo II em 2002, na sua última visita ao México.

A seguir, quatro fatos realmente impressionantes sobre a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe que ainda intrigam a ciência:

1. Ela possui qualidades que são impossíveis de replicar humanamente

Feita principalmente de fibras de cacto, a “tilma” era tipicamente de muito baixa qualidade e tinha uma superfície áspera, tornando-a muito difícil de usar, ainda mais para pintar sobre ela uma imagem que perdurasse. Entretanto, a imagem ainda se conserva intacta e os cientistas que a estudaram insistem que não se utilizou nenhuma técnica para adequar a superfície.

A superfície onde a imagem está “estampada”, no entanto, é muito suave, assemelhando-se à seda. A parte onde a imagem não está segue sendo áspera e tosca.

Mais ainda. Os peritos em fotografia infravermelha que estudaram a “tilma” no final da década de 1970 determinaram que não havia traços de pincel, dando como resultado uma imagem que foi plasmada toda ao mesmo tempo.

Isto, junto com uma qualidade iridescente de mudar ligeiramente de cores dependendo do ângulo que uma pessoa a veja e o fato de que a coloração da imagem não demonstra elementos animais ou minerais (os corantes sintéticos não existiam em 1531), o que gera ainda mais perguntas aparentemente impossíveis de responder. Isso é impressionante.

2. A ciência demonstrou que não se trata de uma pintura

Uma das primeiras coisas que dizem os céticos sobre a imagem é que de alguma forma houve uma fraude e que a imagem foi pintada com uma técnica conhecida naquela época, mas desconhecida hoje em dia. O fato é que há séculos ninguém conseguiu replicar uma imagem com as propriedades deste manto, começando pelo fato de que perdure tanto tempo, quase 500 anos, sem descolorir.

Miguel Cabrera, artista do século XVIII que produziu três das melhores cópias já conhecidas (uma para o arcebispo, uma para o Papa e uma para ele para futuras réplicas), escreveu certa vez sobre a enorme dificuldade de recriar a imagem mesmo sobre as melhores superfícies. Outro fato que impressiona.

3. O manto mostrou características surpreendentemente parecidas com as de um corpo humano

Em 1979, quando o Dr. Phillip Callahan, um biofísico da Universidade da Flórida (Estados Unidos), estava analisando a “tilma” usando tecnologia infravermelha, descobriu que a malha mantém uma temperatura constante de entre 36,6 e 37 graus Celsius, a temperatura normal de uma pessoa viva.

Quando o Dr. Carlos Fernández de Castillo, médico mexicano, examinou o tecido, encontrou uma flor de quatro pétalas sobre o ventre da Maria. Os astecas chamavam a flor de “Nahui Ollin” e era o símbolo do sol e da plenitude.

Depois de mais exames, o Dr. Fernández de Castillo concluiu que as dimensões do corpo de Nossa Senhora na imagem eram os de uma mãe por dar à luz em pouquíssimo tempo. E como se sabe, 12 de dezembro, dia da aparição está muito perto do Natal.

Finalmente, uma das atribuições mais comuns e descobertas reportadas estão dentro dos olhos da Virgem na imagem.

O Dr. José Alte Tonsmann, um oftalmologista peruano, estudou os olhos da imagem da Virgem com uma magnificação de 2.500 vezes e foi capaz de identificar até 13 indivíduos em ambos os olhos em diferentes proporções, exatamente como um olho humano refletiria uma imagem.

Parecia ser uma captura do momento exato em que Juan Diego desdobrou a “tilma” perante o Arcebispo Zumárraga. Isso é surpreendente.

4. Parece ser virtualmente indestrutível

Dois eventos ameaçaram o manto através dos séculos. Um deles ocorreu em 1785 e o outro em 1921.

Em 1785, um trabalhador estava limpando a proteção de vidro quando acidentalmente derramou solvente de ácido nítrico sobre uma grande parte da imagem. A imagem e o resto do manto deveria ser quase instantaneamente corroído pelo ácido, mas não foi assim. A imagem “autorrestaurou-se” após 30 dias e permanece intacta até hoje, com apenas pequenas manchas e em lugares onde a imagem não está plasmada.

Em 1921, um ativista anticlerical escondeu 29 cargas de dinamite em um vaso de rosas e o pôs diante da imagem dentro da Basílica de Guadalupe.

Quando a bomba explodiu, quase tudo, desde o piso até o genuflexório de mármore voou pelos ares. A destruição alcançou inclusive as janelas a 150 metros de distância e os candelabros de metal que estavam ao lado da Virgem ficaram retorcidos pela força do impacto.

Entretanto a imagem e o vidro ao seu redor, que não era a prova de bala, permaneceram totalmente intactos. Um pesado crucifixo de bronze, que terminou completamente dobrado para trás, evidencia a força das dinamites que deveriam ter estilhaçado o vidro e repartido o manto por completo.

Outros detalhes do manto ainda chamam a atenção de cientistas e fiéis como os seguintes:

O cabelo solto da Virgem, símbolo asteca para a virgindade.

As mãos, uma mais morena e a outra mais branca, mostram a união de duas raças.
As 46 estrelas do manto mostram exatamente as constelações vistas no céu daquela noite em 1531.

Os raios, que simbolizavam para os astecas o brilho do sol, a maior divindade desta cultura, os quais se intensificam no ventre da imagem, onde Maria carrega o menino.
A lua sob seus pés, que além de evocar a imagem do Apocalipse da Mulher vestida de sol com a lua sob seus pés, evoca o próprio nome do México, que em língua asteca significa “centro da lua”.

Finalmente, o anjo representado com asas de pássaros típicos daquela região do México simboliza a junção entre a terra e o céu.

Fonte: ACI digital



Papa Francisco expressa solidariedade às vítimas do tiroteio na Catedral em Campinas


Falece mais uma vítima do tiroteio na Catedral de Campinas

Campina Grande, 12 Dez. 18 / 03:17 pm (ACI).- Faleceu na tarde desta quarta-feira mais uma das vítimas do tiroteio ocorrido ontem na Catedral Metropolitana de Campinas (SP); Trata-se de Heleno Severo Alves, de 84 anos, que estava internado no Hospital Mário Gatti.

O informação foi confirmada por meio de uma nota publicada pela Arquidiocese de Campinas, a qual noticiou “com profundo pesar” o falecimento de sr. Heleno, “a quinta vítima baleada no ataque à Catedral Metropolitana”.

“Unimo-nos em oração à família do sr. Heleno, rogando a Deus Pai, por intercessão da Mãe Imaculada, que acolha em seus braços misericordiosos esse filho amado”, expressa.

Na última terça-feira, por volta das 13h25, um homem identificado como Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, ingressou na Catedral de Nossa Senhora da Conceição, portando uma pistola automática 9mm e um revólver calibre 38, e atirou contra as pessoas que estavam no templo.

Quatro pessoas faleceram no local e outras quatro feridas foram encaminhadas a hospitais da região, entre as quais o sr. Heleno, falecido nesta quarta-feira.

Após o início dos disparos, policiais militares e guardas municipais entraram na Catedral e um dos agentes disparou contra o sujeito, o qual se matou em seguida.
Em nota publicada depois do ocorrido, a Arquidiocese de Campinas repudiou a violência e exortou todos à paz.

“Sofremos com as pessoas que neste momento choram a morte de seus amigos, irmãos e parentes. Pedimos a oração de todos para que estas famílias encontrem em Deus o conforto e a paz”, acrescentou. (Fonte: ACI digital )

Papa Francisco expressa solidariedade às vítimas do tiroteio em Campinas

Vaticano, 12 Dez. 18 / 03:52 pm (ACI).- O Papa Francisco expressou nesta quarta-feira sua solidariedade às vítimas do tiroteio ocorrido ontem na Catedral Metropolitana de Campinas (SP) e aos seus familiares, bem como os votos recuperação aos feridos.

“Profundamente consternado pelo dramático atentado realizado durante a celebração da Santa Missa na Catedral da Arquidiocese de Campinas, o Papa Francisco confia à misericórdia de Deus as vítimas e assegura a sua solidariedade e conforto espiritual às famílias que perderam seus entes queridos e toda a comunidade arquidiocesana com votos de pronta recuperação dos feridos”, diz o telegrama enviado ao Administrador Diocesano Arquidiocese de Campinas pelo Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Pietro Parolin.

“O Santo Padre convida a todos, diante deste momento de dor, a encontrar conforto e forças em Jesus ressuscitado, pedindo a Deus para que a esperança não esmoreça nesta hora de prova e faça prevalecer o perdão e o amor sobre o ódio e a vingança”, acrescenta.

Por fim, o Pontífice “concede a todos uma confortadora bênção apostólica”.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Na Igreja o celibato sacerdotal se mantém como uma “pérola preciosa”, afirma Bispo


LA PLATA, 10 Dez. 18 / 05:00 pm (ACI).- O Arcebispo Emérito de La Plata, Argentina, Dom Héctor Aguer, comentou as recentes declarações do Papa Francisco no livro “A Força da Vocação”, confirmando a importância do celibato sacerdotal para a Igreja latina, que o mantém como “uma pérola preciosa”.

“No celibato, que a Igreja latina mantém como uma pérola preciosa, se verifica a entrega de homens íntegros à continência, à virgindade, por amor a Cristo e à Igreja e para dar-se totalmente a Jesus Cristo e à Igreja. Aqui se vive uma problemática espiritual não puramente cultural ou social”, sustentou o Prelado em sua reflexão no programa “Claves para un Mundo Mejor” (Chaves para um Mundo Melhor), emitido em 8 de dezembro pelo Canal 9 da Argentina.

No livro, que foi lançado em 3 de dezembro por Publicações Claretianas, “o Papa disse que na cultura atual a homossexualidade aprece ter se tornado uma moda e que essa mentalidade entra também na Igreja”, recordou Dom Aguer.

“O Papa tocou em um ponto chave, do qual não se costumava falar (...). Posso assegurar que, em algumas dioceses, a porcentagem de sacerdotes homossexuais é elevada e que eles costumam se cobrir entre si; não saem do armário, como digo, constituem uma espécie de lobby mesmo aqueles ‘não praticantes’, por assim dizer de alguma maneira que protegem, promovem, controlam tudo isso”.

Dom Aguer disse que “o Papa fala também dos seminários e da necessidade de advertir neste local se os candidatos ao sacerdócio têm a formação afetiva e espiritual que corresponde”.

“Ouvi algumas críticas dizendo que o Papa discrimina porque não permite que os homossexuais sejam sacerdotes. Devo dizer que discriminação veio a ser uma palavra maldita, digamos, porque, na realidade, discriminar significa distinguir; e há discriminações justas e já discriminações injustas”.

“Uma discriminação justa é impedir que se faça coisas que não devem ser feitas ou que pessoas que não devem estar em tal lugar estejam ali. Pois bem: escolher os candidatos ao sacerdócio com plena integridade varonil é uma obrigação da Igreja; do contrário, está se colocando em risco o significado do celibato”, explicou o Arcebispo Emérito de La Plata.

Nesse sentido, descreveu o celibato como o “compromisso virginal de um sacerdote que imita Jesus Cristo, esposo da Igreja” e “uma realidade espiritual e mística preciosa, que requer no sujeito uma plena maturidade varonil”.

Finalmente, por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição, Dom Aguer pediu que se reze muito “pelos sacerdotes”, “pelas vocações, para que sejam verdadeiramente autênticas” e “para que os sacerdotes vivam seu celibato sem temor, sem vergonha, com entrega total a Cristo, por amor a Ele”.

Fonte: ACI digital



Verdade ou mito? 10 histórias populares sobre a Virgem de Guadalupe


Por David Ramos

Cidade do México, 10 Dez. 18 / 04:00 pm (ACI).- Os quase 500 anos desde a aparição de Nossa Senhora de Guadalupe viram surgir uma diversidade de mitos em torno da imagem plasmada na tilma de São Juan Diego, como uma suposta temperatura humana ou movimento nos olhos da Virgem. O que há de verdade nisto?

Em entrevista ao Grupo ACI, Pe. Eduardo Chávez, postulador da causa de canonização de São Juan Diego e um dos maiores especialistas na aparição de Nossa Senhora de Guadalupe, esclarece a verdade em torno dessas histórias.

1. É verdade que a imagem da Virgem de Guadalupe tem temperatura humana?

Pe. Chávez, também diretor do Instituto Superior de Estudos Guadalupanos, assinalou que este mito se difundiu através das redes sociais e e-mails, mas, na verdade, “a imagem não tem, não apresenta temperatura”.

“É lógico que o mármore, a pedra, a madeira, a tela, tenham diferentes temperaturas”, disse. A imagem da Virgem de Guadalupe está plasmada sobre “uma tela feita de planta, uma agave chamada ‘ixotl’. E não apresenta uma temperatura como se fosse um ser humano”, indicou.

2. A imagem da Virgem de Guadalupe foi pintada ou fabricada por mãos humanas?

O sacerdote mexicano assegurou que este mito “é simples e claramente impossível”, pois, entre outros importantes detalhes, a tilma de São Juan Diego “não tem sequer pincelada”. “É uma estampa, é um impresso como tal”, afirmou.

Além disso, destacou o caráter milagroso da imagem, porque, “como é possível que tenha durado apesar de um acidente do ácido que se derramou sobre ela em 1784? Como é possível que, após o bombardeio ocorrido em 14 de novembro de 1921, nada tenha acontecido com ela?”.

3. Os olhos da Virgem de Guadalupe se movem?

Pe. Chávez afirmou que, nas redes sociais, “dizem que colocando sobre ela uma luz forte, os olhos se dilatam e coisas desse tipo. Isso não existe. Não é que se movam, não é que se dilatem”.

Para o cônego da Basílica de Guadalupe, “foi mal interpretada uma coisa que o oftalmologista Enrique Graue assinalou: que os olhos parecem humanos, no sentido de que se vê como uma fotografia humana, com profundidade e reflexos humanos”.

4. A Virgem de Guadalupe “flutua” sobre o manto?

O diretor do Instituto de Estudos Guadalupanos foi taxativo: “A imagem da Virgem de Guadalupe não flutua”, mas “está impressa na tilma”.

Também “não são duas ou três imagens postas uma sobre a outra”, como alguns asseguram.

5. A Virgem de Guadalupe é uma adaptação católica de uma deusa asteca?

Há quem defenda a ideia de que a Virgem de Guadalupe é uma adaptação católica da deusa asteca Coatlicue Tonantzin, uma mistura de mulher com serpentes que representava a fertilidade.

Entretanto, Pe. Chávez explicou que Nossa Senhora de Guadalupe “não é nenhuma adaptação de nenhuma deusa” e que “ela não aceita nenhuma idolatria”.

“Ela não é chamada de Coatlicue, que seria idolatria, ela é chamada Tonantzin, que não é idolatria, mas significa ‘nossa venerável mãe’, e como dizem os indígenas em diminutivo: ‘nossa mãezinha’. É um título, não é a idolatria”.

“Os missionários do século XVI jamais iriam fazê-la como um disfarce para uma deusa pagã, que para eles era simplesmente satanás, o demônio, e vesti-la como Maria. Isso é totalmente falso”, sublinhou.

6. Há música oculta na imagem da Virgem de Guadalupe?

Com base em um trabalho matemático, o contador público mexicano Fernando Ojeda divulgou esta descoberta, explicou Pe. Chávez.

Tomando as flores e estrelas na imagem da Virgem como se fossem notas musicais, Ojeda esboçou um pentagrama e encontrou a melodia.

Pe. Chávez assinalou que repetiram o experimento com cópias dos séculos XVI e XVII, “nas quais as estrelas e as flores estão a critério do pintor”, mas a única coisa que obtiveram foram “ruídos, não harmonia”.

“Somente com a original sai a harmonia perfeita e atualmente já tem um arranjo sinfônico. É verdade, surge música da imagem da Virgem de Guadalupe”, reiterou.


7. É verdade que uma das mãos da Virgem de Guadalupe é mais escura do que a outra?

Pe. Chávez assinalou que, embora “seja possível” que, com as sombras e a luz na imagem, se veja uma mão mais escura do que a outra na tilma de São Juan Diego, ele não está de acordo com os que sustentam que isso seja interpretado “como a mistura entre a raça branca e a raça mais escura, mais morena. Essas já são interpretações mais devocionais”, que “são bonitas, mas não há nenhuma correspondência com um códice ou com a mentalidade indígena”.

O que tem fundamento, indicou, é que a posição das mãos é entendida como rezar tanto para europeus como para os indígenas, que viam a Virgem “em passo de dança”, que para eles era sua forma de fazer oração.

8. Projetou-se recentemente, de forma milagrosa, uma luz no ventre da Virgem de Guadalupe?

Para Pe. Chávez, “é complicado saber se foi um milagre naquele momento, porque não sabemos se foi um raio de luz que tenha atingido alguma das coisas metálicas que se encontram perto dela e que tenha projetado uma luz em seu ventre”.

“O que sabemos é que ela é defensora da vida”, disse e destacou que isso se evidencia no “simples fato de que ela tenha uma cinta escura sobre o ventre, significa que está em cinta, portanto que Jesus Cristo Nosso Senhor está em seu ventre imaculado”.

9. São vistas palavras na imagem da Virgem de Guadalupe?

Frente aos que dizem que se pode encontrar palavras escritas na imagem da Virgem de Guadalupe, o sacerdote mexicano assegurou: “Eu não vejo isso em lugar algum”.

“Ela se comunica com glifos, como os indianos se comunicavam. E quando usou palavras, o fez em náhuatl através de Juan Diego, que depois foi sendo traduzido”.

“Em suas pregas e tudo isso, não se pode ver letras, isso faz parte de nosso carinho para com ela e tentamos com luz e sombra colocar nela ‘Pax’, colocar isso ou aquilo outro”, mas, “não há essas palavras”.

10. O bispo Frei Juan de Zumárraga tratou mal São Juan Diego?

O diretor do Instituto de Estudos Guadalupanos incentivou a “tirar de nossa mente e nosso coração” mitos como este contra o primeiro Bispo do México, o franciscano Frei Juan de Zumárraga.

“A chave, o eixo do acontecimento é o bispo”, assegurou, pois, “embora a Virgem de Guadalupe escolheu um leigo, colocou no paraíso um leigo, falou a um leigo, expressou sua mensagem a um leigo”, a casinha sagrada que ela pedia “não seria feita sem a autoridade do bispo”.

Pe. Chávez indicou que quem tratou mal São Juan Diego quando foi ver Frei Juan de Zumárraga “foram os criados, que o deixaram do lado de fora”.

O franciscano “nunca o tratou mal, ao contrário, tratou-o com carinho”, assim como “com muito respeito, com muita dignidade”, afirmou Pe. Chávez.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada a Festa da Transladação da Casa da Virgem de Loreto


REDAÇÃO CENTRAL, 10 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Segundo a tradição, a Santa Casa de Loreto é a mesma Casa de Nazaré, na qual se deu o anúncio do Anjo, foi concebido Jesus Cristo e onde o Senhor viveu com José e a Virgem. Apresentamos a história de como milagrosamente esta casa “voou” da Terra de Jesus até Loreto, na Itália, cuja festa é celebrada neste dia 10 de dezembro.

A Santa Casa de Nazaré tinha duas partes, uma pequena gruta e uma estrutura de tijolos que se estendia a partir da entrada da gruta.

Em 1291, os sarracenos conquistaram a Terra Santa e queriam destruir todos os lugares sagrados do cristianismo. Quando chegaram às proximidades de Nazaré, os inimigos diziam: “nunca mais os cristãos celebrarão a Anunciação aqui”.

A basílica construída sobre a Casa tinha sido destruída em duas ocasiões (1090 e 1263), mas a Casa permaneceu intacta. No entanto, os cruzados não puderam voltar a reconstruí-la e o lar de Maria ficou desprotegido.

Segundo a tradição do translado, quando os cruzados perdiam o controle na Terra Santa, o Senhor enviou seus anjos com a ordem de levarem a casa para um lugar seguro.

Em 12 de maio de 1291, os anjos a transladaram para uma cidade chamada Tersatto, na Croácia. Pela manhã, os vizinhos ficaram surpresos ao ver a Casa sem fundações e sem saber como chegou.

Dentro, encontraram um altar de pedra e em cima dele uma estátua de cedro da Virgem Maria com o menino Jesus em seus braços. O menino segurava com sua mão esquerda uma esfera de ouro que representava o mundo e seus dois dedos da mão direita estavam estendidos, como abençoando. Ambos vestiam uma espécie de túnica e tinham coroas de ouro.

Dias depois, a Virgem apareceu a um sacerdote local e explicou a ele o lugar de onde a Casa procedia. Maria lhe disse: “deves saber que a casa que recentemente foi trazida a tua terra é a mesma casa na qual eu nasci e cresci. Aqui, na Anunciação do Anjo Gabriel, eu concebi o Criador de todas as coisas. Aqui, o Verbo se fez carne”.

“O altar foi que foi transladado com a casa foi consagrado por Pedro, o Príncipe dos Apóstolos. Esta casa veio de Nazaré para tua terra pelo poder de Deus, para o qual nada é impossível”, acrescentou.

Como verdadeira prova de tudo o que a Virgem lhe comunicou, o presbítero foi curado. O sacerdote, que tinha estado doente por muito tempo, anunciou o milagre e começaram as peregrinações. Os habitantes elevaram sobre a Casa um edifício simples para protege-la da natureza.

Depois de três anos e cinco meses, em 10 de dezembro de 1294, a Casa desapareceu de Tersatto e alguns pastores de Loreto, na Itália, disseram ter visto uma casa voando sobre o mar e sustentada por anjos. A tradição assinala que um anjo com capa vermelho, São Miguel, dirigia os outros e a Virgem com o Menino estavam sentados sobre a Casa.

Os anjos baixaram o recinto a um lugar chamado Banderuola e, posteriormente, levaram-na a uma colina, no meio de uma propriedade, para depois ser transladada a outra colina. Foi colocada no meio do caminho e ocupou esse local por mais de 700 anos.

Dois anos depois, a Virgem se apresentou a Paulo, um eremita, a quem contou a origem e a história da Santa Casa. Ele compartilhou com as pessoas do povoado e iniciaram medidas para verificar a autenticidade.

Os peritos foram a Tersatto e viram que a réplica que os moradores tinham feito era exatamente a mesma que a de Loreto e que muitos elementos coincidiam. Em Nazaré, constataram que as medidas da fundação eram exatas às da Casa em Loreto e a réplica construída em Tersatto.

Após 6 meses, voltaram a Loreto e foi declarada a autenticidade da Santa Casa, que não tem fundação, porque esta permaneceu em Nazaré.

Com o tempo, muitos peregrinos foram ao Santuário e o Papa Clemente VII mandou fechar a porta original e que fossem construídas três portas para que as pessoas não brigassem por ter apenas uma porta de entrada e saída.

Ninguém pediu permissão à Virgem e, por isso, quando o arquiteto pegou seu martelo para dar início ao trabalho, sua mão começou a tremer. Depois disso, ninguém quis fazer o trabalho, até que um clérigo aceitou e, ajoelhando-se, disse à Mãe de Deus que este era um pedido do Papa e que se ela estava zangada, que ela se resolvesse com o Pontífice.

O clérigo pôde completar o seu trabalho e as pessoas de Loreto quiseram proteger a Casa erguendo uma parede de tijolo. Quando terminaram, a parede se separou da Casa e, por isso, há um espaço entre a Santa Casa e a parede construída.

Em outra ocasião, um Bispo de Portugal, com a permissão do Papa, mandou seu secretário tirar uma pedra e leva-la para construir uma Igreja em honra à Virgem de Loreto. O Prelado ficou doente e, quando o secretário chegou, o Bispo estava quase morto.

O Bispo pediu a algumas religiosas que rezassem por ele e, dias depois, recebeu uma mensagem: “Nossa senhora disse, se o Bispo deseja se recuperar, deve devolver à Virgem o que ele pegou”. O Bispo e o secretário ficaram desconcertados porque ninguém sabia da pedra. O secretário devolveu o objeto e o Bispo se recuperou.

Por esta razão, os Papas proibiram que se extraia alguma parte da Santa Casa.

Grandes santos passaram por esta Casa, como São Francisco de Sales, Santa Teresa de Lisieux, São Maximiliano Kolbe, São João XXIII e São João Paulo II.

A tradição que conta a transladação feita pelos anjos não seria a única explicação da Santa Casa de Loreto, mas também há documentos que indicariam que o responsável seria um comerciante chamado Nicéforo Angelo del S. XIII. Em todo caso, o translado, sem dúvidas, teve a proteção e orientação do céu.

Fonte: ACI digital



domingo, 9 de dezembro de 2018

Papa Francisco pede recuperar os "buracos" da vida para preparar o caminho do Senhor


Vaticano, 09 Dez. 18 / 12:00 pm (ACI).- O Papa Francisco fez um apelo para recuperar durante o Advento os "buracos" da vida, produzidos pela frieza, para preparar o caminho do Senhor.

Durante a oração do Ângelus, na manhã de hoje na Praça de São Pedro do Vaticano, o Santo Padre assegurou que “não se pode ter uma relação de amor, de caridade, de fraternidade com o próximo se há buracos, como não se pode caminhar por uma estrada com muitos buracos. E tudo isso fazer com um cuidado especial para com os mais necessitados”.

Em sua reflexão, explicou que a liturgia neste segundo domingo do Advento “nos vem indicado como dar substância a essa espera: empreendendo um caminho de conversão”.

“Como guia para este caminho, o Evangelho nos apresenta a figura de João Batista, que percorreu toda a região do Jordão, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados”.

O Santo Padre também destacou que “para preparar o caminho para o Senhor que vem, é necessário levar em conta as exigências da conversão a que o Batista nos convida. Quais são estas exigências para uma conversão? Primeiramente, somos chamados a recuperar os buracos produzidos pela frieza e pela indiferença, abrindo-nos aos outros com os mesmos sentimentos de Jesus, isto é, com a cordialidade e a atenção fraternas que se responsabiliza pelas necessidades do nosso próximo”.

Em seguida, “precisamos reduzir tantas severidades causadas pelo orgulho e pela soberba, fazendo gestos concretos de reconciliação com os nossos irmãos, pedindo perdão pelas nossas faltas. Não é fácil reconciliar-se, acrescentou o Papa, se se pensa, quem irá dar o primeiro passo? O Senhor nos ajuda nisto se temos boa vontade”.

“A conversão, na verdade, é completa se leva a reconhecer humildemente os nossos erros, as nossas infidelidades e omissões”.

Nesse sentido, o Papa recordou que “o fiel, é aquele que, estando próximo de seu irmão, como João Batista abre estradas no deserto, ou seja, indica perspectivas de esperança mesmo naqueles contextos existenciais impenetráveis, marcados pelo fracasso e pela derrota”.

“Não podemos nos render a situações negativas de fechamento e rejeição; não devemos nos deixar sujeitar à mentalidade do mundo, porque o centro da nossa vida é Jesus e a sua palavra de luz, de amor, de consolação”, exortou.

O Pontífice sublinhou que “o Batista convidava as pessoas de seu tempo à conversão com força, vigor e severidade. No entanto, ele sabia ouvir, sabia como realizar gestos de ternura e de perdão para com as multidões de homens e mulheres que iam até ele para confessar seus pecados e serem batizados com o batismo de penitência”.

“O testemunho de João Batista nos ajuda a seguir em frente com o nosso testemunho de vida. A pureza de seu anúncio, a sua coragem em proclamar a verdade conseguiram despertar as expectativas e esperanças do Messias que há muito tempo estavam adormecidas”.

“Ainda hoje, os discípulos de Jesus são chamados a ser suas humildes, mas corajosas testemunhas para reacender a esperança, para fazer entender que, apesar de tudo, o reino de Deus continua a ser construído dia a dia com o poder do Espírito Santo”.
O Papa finalizou convidando a pensar em “cada um de nós: ‘Como eu posso mudar algo no meu comportamento para preparar o caminho do Senhor?’”.

Fonte: ACI digital



Igreja celebra hoje São Juan Diego, o vidente da Virgem de Guadalupe (9 de dezembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 09 Dez. 18 / 05:00 am (ACI).- “Amado Juan Diego, a ‘águia que fala’! Ensina-nos o caminho que conduz para a Virgem Morena de Tepeyac, para que Ela nos receba no íntimo do seu coração, dado que é a Mãe amorosa e misericordiosa que nos orienta para o Deus verdadeiro”, disse João Paulo II na canonização de São Juan Diego, o vidente da Virgem de Guadalupe, cuja festa é celebrada neste 9 de dezembro.

Segundo a tradição, São Juan Diego nasceu em 1474 em Cuauhtitlán, então reino de Texcoco, pertencente ao grupo étnico de chichimecas, e hoje território do México. Seu nome era Cuauhtlatoatzin, que na sua língua materna significava “águia que fala” ou “aquele que fala como uma águia”.

Sendo adulto e pai, sentiu-se atraído pela doutrina dos sacerdotes franciscanos que chegaram ao México em 1524 e foi batizado com sua esposa Maria Lucia. Os dois se casaram como cristãos, mas, tempo depois sua esposa faleceu.

Em 9 de dezembro de 1531, apareceu a ele em um lugar chamado Tepeyac, a Virgem Maria, que se apresentou como “a perfeita sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus”. A Virgem encomendou que, em seu nome, solicitasse ao Bispo, o franciscano Juan de Zumárraga, a construção de uma igreja no local da aparição.

O Bispo não aceitou a ideia e a Virgem lhe pediu para insistir. No dia seguinte, Juan Diego voltou a encontrar o Prelado, que o examinou na doutrina cristã e pediu provas concretas da aparição.

No dia 12 de dezembro, a Virgem lhe apareceu novamente e o consolou, convidando-o a subir ao topo da colina de Tepeyac para colher flores e trazê-las para ela. Apesar da temporada de inverno e da aridez do local, São Juan Diego encontrou flores muito bonitas e colocou-as em sua “tilma”, um tipo de manta típico da região. A Virgem, em seguida, ordenou-lhe que apresentasse essas flores ao Bispo.

Estando na frente do prelado, o santo abriu sua “tilma” e deixou cair as flores. No tecido, apareceu a imagem da Virgem de Guadalupe, que desde então se tornou o coração espiritual da Igreja no México e uma das maiores devoções marianas que permanece com força até hoje.

São Juan Diego, com a permissão do Bispo, foi morar em uma casa pobre ao lado do templo da “Senhora do Céu”. Limpava a capela e acolhia os peregrinos que visitavam o local, onde hoje se encontra um grande templo.

O leigo São Juan Diego foi para a Casa do Pai em 1548 e gozou de tanta estima que seus contemporâneos costumavam dizer: “Que Deus te faça como Juan Diego”. Ele foi beatificado por João Paulo II em 1990 e canonizado pelo Papa peregrino em 2002.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog