Novembro 2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

A morte não é a última palavra

Diácono Douglas 

No último dia 9 de novembro de 2019, o jovem Diácono Douglas Ribeiro Lima, da Diocese de Guaxupé (MG), de 27 anos e com apenas 15 dias de ordenado, retornou à casa do Pai. Um acidente automobilístico ceifou a vida deste jovem que caminhava rumo ao sacerdócio.

Padre Arnaldo Rodrigues – Cidade do Vaticano

Sexta, 8 de novembro, a Igreja em Guaxupé (MG) foi surpreendida com o trágico acidente automobilístico que envolveu o recém ordenado diácono, Douglas Ribeiro Lima. O acidente envolveu o carro que dirigia e um caminhão. Após ser levado para o hospital, passado por duas cirurgias (ortopédica e neurológica), não resistiu e faleceu 24 depois.

O diácono Douglas começou a trabalhar aos 14 anos de idade como locutor na rádio de sua cidade, Monte Belo, permanecendo na mesma durante três anos.  Após o período de acompanhamento vocacional, ingressou no seminário em 2011 com apenas 18 anos. Cursou Licenciatura em Filosofia e Bacharelado em Teologia.

Trabalhou em diversas paróquias durante o processo formativo, nas quais teve a oportunidade de amadurecer a vocação. Recentemente, o neo-diácono exercia seu ministério na Paróquia de Nossa Senhora do Carmo em Paraguaçu (MG) e no Serviço de Animação Vocacional, acompanhando os jovens que desejam ingressar no seminário. A ordenação diaconal aconteceu no dia 25 de outubro na Catedral Diocesana de Nossa Senhora das Dores, em Guaxupé, com a participação de um grande número de fiéis.

O Diácono Douglas

Ao falar do ministério diaconal, disse ao jornal de sua diocese:

Decidi, após um longo processo de formação, entregar minha vida definitivamente ao bom Deus. Já era feliz servindo à Igreja como seminarista, agora ainda mais como diácono e Futuramente como padre. Agradeço a Deus por ter me feito vosso filho pelas águas do Batismo e me concedido a graça do Sacramento da Ordem, no grau do diaconado. Dai-me, Senhor, a graça de levar todas as coisas para Ti, ser vosso instrumento, diácono para servir a mesa da Palavra, a mesa da Eucaristia e a mesa do pobre.

Diante desta tragédia, que impacta, recordemos as palavras de Papa Francisco nos relembra que a morte jamais terá a palavra final sobre nós, pois vivemos no amor misericordioso de Deus:

Esta esperança, reacendida em nós pela Palavra de Deus, ajuda-nos a assumir uma atitude de confiança diante da morte: de fato, Jesus nos demonstrou que a morte não é a última palavra, mas o amor misericordioso do Pai que transfigura e nos faz viver a comunhão eterna com Ele. (Papa Francisco – 2/11/2018)

Como Igreja somos um, somos o Corpo de Cristo, e como este corpo único, sofremos juntos as dores da parcela desta Igreja que está na Diocese de Guaxupé.  Nos unimos a seus familiares, amigos e a todos da Diocese representados na pessoa de seu Bispo Dom José Lanza Neto. Nossas orações e proximidade neste momento de dor.

Requiescat in pace (Descanse em paz)!

*Fonte Padre Bernardes, Diocese de Guaxupé.

10 novembro 2019

Fonte: Vatican News



Canonizado Bartolomeu dos Mártires, um dos mais conceituados padres do Concílio de Trento


Imagem de São Bartolomeu dos Mártires na Catedral de Braga / Foto: Agência ECCLESIA/LFS

Braga, 11 Nov. 19 / 08:57 am (ACI).- A Igreja em Portugal celebrou no domingo, 10 de novembro, a canonização equipolente de São Bartolomeu dos Mártires, Arcebispo de Braga e um dos mais “conceituados padres do Concílio de Trento”.

O Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, presidiu a Missa em ação de graças, na Catedral de Braga, durante a qual leu o decreto de canonização do novo santo português.

Participaram da Eucaristia o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Dom Manuel Clemente, o Arcebispo de Braga, Dom Jorge Ortiga, outros bispos das dioceses de Portugal e clero dos territórios onde foi Frei Bartolomeu foi bispo, bem como da Ordem dos Pregadores (dominicanos).

Em sua homilia, o Cardeal Becciu explicou a canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires. Segundo ele, “a expansão do seu culto para além dos confins da Arquidiocese de Braga e a relevância eclesial da sua santidade e da incidência do seu ensinamento sobre a prática cristã e sobre a evangelização levaram o Santo Padre Francisco a incluí-lo definitivamente no elenco dos santos”.

Conforme assinalou a Agência Ecclesia, do episcopado português, o Purpurado também pontuou os “motivos de conveniência pastoral para esta canonização”, que inclui a “profundidade da sua cultura teológica e do seu ensinamento como doutor e exemplar mestre da ordem dos pregadores”.

Além disso, ressaltou seu “forte empenho pela reforma da Igreja e a renovação da vida cristã”, assinalando que Bartolomeu dos Mártires foi um dos mais “férvidos  e conceituados padres do Concílio de Trento, o mais importante acontecimento eclesial quinhentista”.

Para o Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, “a grande atualidade” da mensagem de Bartolomeu dos Mártires pode ser entendida “especialmente no âmbito doutrinal e pastoral, como homem de oração, grande evangelizador e bispo totalmente dedicado às pessoas a ele confiadas”.

Nesse sentido, recordou a “incansável renovação da diocese” promovida pelo novo santo, o qual visitava as 1300 paróquias a cada três anos.

Por sua vez, o atual Arcebispo de Braga, Dom Jorge Ortiga, considerou que a “graça da declaração” da santidade de Frei Bartolomeu dos Mártires “nunca poderá ser interpretada como acontecimento passado sem incidência no cotidiano das pessoas e das dioceses”.

Já o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, disse aos jornalistas após a celebração que o “Papa Francisco reconhece no novo santo exatamente a sua mensagem: partir para as periferias e para os que mais sofrem e marginalizados”.

São Bartolomeu dos Mártires nasceu em Lisboa a 3 de maio de 1514. Foi arcebispo de Braga em uma ocasião em que a Arquidiocese incluía os territórios das dioceses de Braga, Bragança, Vila Real e Viana do Castelo.

Afirmou-se como uma das vozes de referência no Concílio de Trento (1543- 1563). Também ficou conhecido por sua preocupação com a estruturação da Igreja Católica local e pelo seu empenho nas causas sociais, de modo particular junto dos mais pobres e doentes.

Depois de renunciar em 1582, por motivos de idade, Frei Bartolomeu dos Mártires faleceu em 1590, no Convento de Santa Cruz, em Viana do Castelo.

Também em Viana do Castelo, a canonização de São Bartolomeu dos Mártires foi recordada na sábado, 9 de novembro, com uma vigília de oração, na Igreja de São Domingos, onde ele está sepultado por sua vontade expressa.

Em sua homilia, o Bispo de Viana do Castelo, Dom Anacleto Oliveira, se referiu ao novo santo português como “um exemplo para todos os tempos”. De acordo com o Prelado, Bartolomeu dos Mártires “entranhou as enfermidades do seu povo”.

Fonte: ACI digital


Papa destaca as capacidades evangelizadoras do novo santo português

Cartaz comemorativo da canonização. Foto: Diocese de Braga

Vaticano, 11 Nov. 19 / 02:00 pm (ACI).- O Papa Francisco destacou as faculdades como evangelizador e pastor de São Bartolomeu Fernandes dos Mártires, santo português que viveu no século XVI e que foi elevado aos altares através da canonização equipolente.

"Hoje em Braga, Portugal, celebra-se a Missa de Ação de Graças pela canonização equipolente de São Bartolomeu Fernandes dos Mártires”. “O novo Santo foi um grande evangelizador e pastor de seu povo”, disse o Santo Padre no domingo, 10 de novembro, após a oração do Ângelus, na Praça de São Pedro, no Vaticano.

A canonização de São Bartolomeu dos Mártires, como é conhecido o novo santo, ocorreu mediante a fórmula de canonização equipolente.

Segundo um artigo publicado em 12 de maio de 2012, em ‘L'Osservatore Romano’, recorda-se que a doutrina sobre a canonização equipolente foi estabelecida pelo Papa Bento XIV em sua obra Servorum Dei beatificatione et de Beatorum canonizatione.

Nela, explica-se que a canonização equipolente ocorre “quando o Papa estende a toda a Igreja o culto a um servo de Deus que ainda não foi canonizado, através da inserção de sua festa, com missa e ofício, no Calendário da Igreja universal”.

Outros santos canonizados pelo Papa Francisco mediante esta fórmula são Santa Angela de Foligno, canonizada em 11 de outubro de 2013; São Pedro Fabro, canonizado em 29 de novembro de 2013; e São José de Anchieta, canonizado em 3 de abril de 2014.

São Bartolomeu dos Mártires nasceu em Lisboa, Portugal, em 3 de maio de 1514, e morreu na cidade portuguesa de Viana do Castelo, em 16 de julho de 1590. Pertenceu à Ordem dos Pregadores Menores, dominicanos, e foi Arcebispo de Braga.

Recebeu o hábito dominicano em 11 de novembro de 1528 e fez seus estudos filosóficos e teológicos no mosteiro de Lisboa. Depois de lecionar em diferentes conventos de Lisboa, foi confirmado pelo Papa Paulo IV como Arcebispo de Braga em 27 de janeiro de 1559 e ordenado bispo em 3 de setembro daquele ano.

Entre 1561 e 1563, participou no Concílio de Trento. Em 23 de fevereiro de 1582, renunciou ao cargo de Arcebispo de Braga e retirou-se no convento dominicano de Santa Cruz de Viana do Castelo, onde morreu, em 16 de julho de 1590, aclamado pelo povo como “Arcebispo Santo”.

Fonte: ACI digital



Bispos do Chile rechaçam saque e profanação de igreja em Santiago


Uma imagem do saque na igreja da Assunção, em Santiago. Crédito: ACN

SANTIAGO, 11 Nov. 19 / 05:00 pm (ACI).- Os bispos da Conferência Episcopal Chilena (CECh) se solidarizaram com o Administrador Apostólico de Santiago, Dom Celestino Aós, após o saque ocorrido na sexta-feira, 8 de novembro, na Igreja da Assunção.

“Solidarizamo-nos com o administrador apostólico, Dom Celestino Aós, e com todos os fiéis da arquidiocese de Santiago por ocasião do saque e profanação da paróquia da Assunção de Maria. O mesmo com as comunidades e pastores de outros templos e recintos de diversos cultos que foram atacados em distintas cidades”, indicaram os bispos em um comunicado publicado em seu site em 9 de novembro.

Na sexta-feira, 8 de novembro, um grupo de manifestantes entrou violentamente na paróquia da Assunção para roubar bancos, confessionários e imagens religiosas e com eles fazer barricadas.

Esta igreja, datada de 1876, está localizada a dois quarteirões da Praça Itália, onde foi realizada uma manifestação contra o governo de Sebastián Piñera.

Além da paróquia da Assunção, grupos de manifestantes incendiaram a sede da Universidade Pedro de Valdivia, também perto da Praça Itália.

Em seu comunicado, os prelados chilenos expressaram sua dor pelos “maus-tratos às pessoas, pelos saques constantes e pela violência, de onde quer que venha; causa-nos dor o ataque aos templos e a lugares de oração sem nenhum respeito por Deus nem por aqueles que cremos nele”.

"Os templos e outros locais de culto são sagrados", ressaltaram.

"Que nossa oração a Deus seja insistente para invocar seu perdão pelas profanações e, como Igreja, repararemos essas gravíssimas ofensas a Deus e a seus fiéis".

Em seguida, os bispos disseram que, "com muitos chilenos e chilenas, somos radicalmente contra a injustiça e a violência, condenamo-las em todas as suas formas e esperamos que os tribunais identifiquem os responsáveis ​​e os punam".

"Os vândalos só nos impedem de olhar com a devida atenção para as reivindicações justas da maioria do povo chileno que deseja soluções reais e pacíficas”, continuaram.

Os bispos assinalaram que, "para controlar a desordem e restaurar a convivência cívica, pedimos às autoridades que apliquem a lei e a exercitem com todos os recursos próprios de um Estado democrático".

"As pessoas não estão apenas cansadas da injustiça, mas também da violência, e a grande maioria anseia por um diálogo que reconstrua o tecido social".

"Neste início do mês de Maria, invocamos Nossa Senhora do Carmo para nos dar um Chile unido, forjado com o esforço de todos os homens e mulheres de boa vontade", concluíram.

O que desencadeou a violência no Chile?

Em 18 de outubro, começaram diversos protestos no Chile devido ao descontentamento dos cidadãos pelo aumento da tarifa do metrô, integrada à rede de ônibus metropolitana.

Esse mal-estar causou a evasão massiva da tarifa de 830 pesos chilenos (cerca de 1,17 dólares) em diferentes estações e, horas depois, houve uma escalada de violência que terminou na destruição de estações do metrô, vias públicas, incêndios em supermercados e saques.

O governo convocou um estado de emergência e toque de recolher com restrição de mobilização e reunião em determinadas horas para restaurar a ordem. Além disso, anunciou medidas para tentar acalmar a situação que também se replicou nas regiões.

Desde então, houve manifestações diárias através de marchas em massa que terminaram em desordens nas vias públicas, confrontos com a polícia, ataques a propriedades privadas, públicas e prédios do patrimônio.

Até o momento, são contabilizados mais de 4 mil presos; cerca de 10 mortos; 1.600 civis feridos por armas de fogo; cerca de mil policiais feridos; e um custo aproximado por danos à infraestrutura pública só na região metropolitana de 12,6 bilhões de pesos (cerca de 16 milhões de dólares).

Fonte: ACI digital



Bispo pede que pare toda violência após saque a igreja no Chile


SANTIAGO, 11 Nov. 19 / 11:00 am (ACI).- O Administrador Apostólico de Santiago, Chile, Dom Celestino Aós, expressou sua absoluta rejeição aos saques que ocorreram na sexta-feira, 8 de novembro, na paróquia da Assunção nesta cidade.

"Nosso templo católico da paróquia da Assunção foi saqueado ontem à tarde, retiraram seus bancos e outros pertences para serem queimados, as paredes foram pichadas com slogans e insultos, as imagens sagradas foram destruídas", lamentou o Prelado em um vídeo mensagem divulgada pelo Departamento de Comunicação do Arcebispado de Santiago, no sábado, 9 de novembro.

“Mais um acontecimento dentro dos que se vivem nestes dias. Começamos ontem o Mês de Maria, junto com ela, repetimos palavras como dor, tristeza, raiva, inquietação, que querem expressar o que sentimos e há outra palavra: rejeição, absoluta rejeição de toda violência”, indicou o Bispo.


Na sexta-feira, 8 de novembro, um grupo de manifestantes entrou violentamente na paróquia da Assunção para roubar bancos, confessionários e imagens religiosas e com eles fazer barricadas.

Esta igreja, datada de 1876, está localizada a dois quarteirões da Praça Itália, onde foi realizada uma manifestação contra o governo de Sebastián Piñera.

Além da paróquia da Assunção, grupos de manifestantes incendiaram a sede da Universidade Pedro de Valdivia, também perto da Praça Itália.

“Os danos materiais, que acabam afetando a vida dos mais pobres, nos causam dor, mas nos doem principalmente os danos das pessoas feridas, nos doem os falecidos. Pelos mortos elevamos nossa oração ao Deus da Misericórdia”, indicou o Prelado em sua mensagem.

“Pelas vítimas, por todos os que sofremos, imploramos a proteção da Virgem Maria. Proponho-lhes que amanhã, domingo, em todas as nossas comunidades, ao concluir a Missa ou ao celebrar o mês de Maria, sejam rezadas três Ave-Marias, implorando o perdão de nossos pecados, porque a violência e a injustiça são ofensas a Deus e a nossos irmãos. E proponho-lhes que cada um de vocês, ou cada comunidade, se comprometa com uma ação solidária. Ao seu lado, há pessoas que estão sofrendo, que precisam de companhia e ajuda”.

“Com toda a força da nossa voz, pedimos a todos os nossos irmãos, compatriotas, que parem com toda a violência. Que aqueles que enganam considerando a aparente eficácia e triunfo da violência, passem para o caminho do diálogo e da busca de soluções para os problemas, contribuindo com suas próprias visões”, continuou.

“A vocês, querido padre pároco e paroquianos da paróquia da Assunção, nossa proximidade e solidariedade em sua dor. A todos vocês, queridos irmãos na fé, repito com o apóstolo: Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem”.

Por fim, o bispo enfatizou que “é hora de ir com a Virgem Maria e renovar nosso compromisso de ser instrumentos de paz.

Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz,
Onde houver ódio, que eu leve o perdão,
Onde houver trevas, que eu leve a luz,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança".

Fonte: ACI digital







Hoje é celebrado São Martinho de Tours, padroeiro da Guarda Suíça Pontifícia (11 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 11 Nov. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 11 de novembro, a Igreja recorda a festa litúrgica de São Martinho de Tours, um militar que partilhou sua capa com Cristo, fato que popularizou a palavra “capela” no mundo cristão. É o padroeiro da Guarda Suíça Pontifícia, da França e de Buenos Aires (Argentina).

São Martinho de Tours nasceu na Hungria por volta do ano 316, filho de pais pagãos. Depois de receber o batismo e renunciar a milícia, fundou um mosteiro em Ligugé (França), onde viveu a vida monástica com a direção de Santo Hilário. Mais tarde, recebeu a ordem sacerdotal e foi eleito Bispo de Tours. Morreu em 397.

A tradição indica que em um dia de inverno severo, sendo ele um jovem militar, encontrou-se no caminho com um homem pobre que sofria por estar com pouca roupa. Martinho, por não ter nada que pudesse dar-lhe, dividiu sua capa em duas partes iguais com a espada e lhe deu a metade.

À noite, viu em um sonho que tinha presenteado Jesus Cristo com a metade da capa e o Senhor lhe disse: “Martinho, hoje você me cobriu com tua capa”.

A meia capa de São Martinho de Tours foi colocada em uma urna e construíram-lhe um pequeno santuário. Como em latim “meia capa” se diz “capela”, as pessoas costumavam dizer: “Vamos rezar onde está a capela”. Desse modo, o nome “capela” se popularizou e passou a ser usado para designar os pequenos lugares de oração.

São Martinho é padroeiro da França e da Hungria, assim como da cidade de Buenos Aires, onde o Papa Francisco nasceu.

Em relação à capital argentina, conta-se que, ao fundar o lugar, os espanhóis tinham que consagrar a “Cidade da Santíssima Trindade e Porto de Santa Maria de Buenos Aires” a um santo. Por isso, colocaram em um chapéu papéis com propostas de santos. Quando tiraram um papel, saiu São Martinho de Tours. Não satisfeitos, por se tratar de um “santo francês”, repetiram o sorteio duas vezes e voltou a sair o mesmo nome. Finalmente, aceitaram e, dessa maneira, São Martinho de Tours se tornou padroeiro de Buenos Aires.

Fonte: ACI digital



domingo, 10 de novembro de 2019

Papa Francisco: A ressurreição depois da morte se baseia na fidelidade de Deus


Papa Francisco na oração do Ângelus. Foto: Captura Youtube

Vaticano, 10 Nov. 19 / 10:11 am (ACI).- O Papa Francisco explicou que “a ressurreição se baseia inteiramente na fidelidade de Deus, que é o Deus da vida”, e explicou as palavras de Jesus nas quais recordava que Deus é um Deus de vivos e não de mortos.

Na reflexão antes da oração do Ângelus deste domingo, 10 de novembro, na praça de São Pedro, no Vaticano, o Santo Padre aprofundou o significado da passagem evangélica deste domingo, na qual “nos oferece um maravilhoso ensinamento de Jesus sobre a ressurreição dos mortos”.

No Evangelho, narra-se como “Jesus é interpelado pelos saduceus, os quais não acreditavam na ressurreição e, por isso, provocam com uma pergunta insidiosa: de quem será esposa, na ressurreição, uma mulher que teve sete maridos sucessivos, todos irmãos entre si, os quais um após o outro morreram?”.

“Jesus não cai na armadilha e replica que os ressuscitados no além nem eles se casam nem elas se dão em casamento; e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram".

Com sua resposta, “Jesus convida os seus interlocutores – e também a nós – a pensar que esta dimensão terrena em que vivemos agora não é a única, mas existe outra, não mais sujeita à morte, em que se manifestará plenamente que somos filhos de Deus”.

O Papa Francisco destacou que se trata de “grande consolação e esperança ouvir esta palavra simples e clara de Jesus sobre a vida além da morte; é disto de que precisamos no nosso tempo, tão rico de conhecimento sobre o universo, mas tão pobre de sabedoria sobre a vida eterna”.

“Esta límpida certeza de Jesus sobre a ressurreição se baseia inteiramente na fidelidade de Deus, que é o Deus da vida. Com efeito, por trás da pergunta dos saduceus, esconde-se outra ainda mais profunda: não só de quem será esposa a mulher viúva de sete maridos, mas, de quem será sua vida”.

A pergunta sobre a ressurreição é “uma dúvida que diz respeito ao homem de todos os tempos e também a nós: depois desta peregrinação terrena, o que será de nossa vida? Pertencerá ao nada, à morte?”.

“Jesus responde que a vida pertence a Deus, o qual nos ama e se preocupa muito conosco, ao ponto de unir seu nome ao nosso: é ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó. Deus não é dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para Ele’”.

“A vida subsiste onde há relação, comunhão, fraternidade. E é uma vida mais forte do que a morte quando é construída sobre relações verdadeiras e laços de fidelidade”.

Pelo contrário, “não há vida onde se tem a pretensão de pertencer somente a si mesmos e viver como ilhas: nessas atitudes prevalece a morte. É o egoísmo. Eu vivo para mim mesmo: estou semeando morte no meu coração”.

“Que a Virgem Maria nos ajude a viver todos os dias na perspectiva daquilo que afirmamos no Creio: 'Creio na ressurreição da carne e na vida eterna”, concluiu o Papa Francisco antes de rezar o Ângelus.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado São Leão Magno, doutor da Igreja e protetor dos indefesos (10 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 10 Nov. 19 / 05:00 am (ACI).- “Aquele que ama Deus se contenta em lhe agradar, porque o maior prêmio que podemos desejar é o próprio amor. O amor, de fato, vem de Deus, de tal maneira que Deus mesmo é o amor”, dizia São Leão Magno, doutor da Igreja, cuja festa é celebrada neste dia 10 de novembro.

São Leão Magno nasceu na Itália e chegou a ser secretário dos Papas São Celestino e Sisto III, que o enviou como embaixador à França para evitar uma guerra civil que começaria por uma disputa entre dois generais. Estando Leão nesta região, por volta dos anos 440, recebeu a notícia de que tinha sido nomeado Sumo Pontífice.

Como sucessor de Pedro, pregou ao povo em todas as festas e, aos que estavam distantes, instruía-os através de cartas. Por isso, diversos sermões e cartas dele são conservados e considerados verdadeiras joias de doutrina.

Diz-se que a sua fama de sábio era tão grande que, quando foi lida a carta que enviou ao Concílio de Calcedônia, os 600 bispos se levantaram e exclamaram que São Pedro tinha falado pela boca de Leão.

Em uma ocasião, os romanos foram ameaçados por Átila, o líder dos temidos hunos. O Papa foi ao seu encontro, conseguiu fazer com que não entrassem em Roma e que o guerreiro retornasse para sua terra na Hungria.

Mais tarde, São Leão também negociou com outro feroz inimigo chamado Genserico, chefe dos vândalos, e, embora não tenha podido evitar que Roma fosse saqueada, o Pontífice conseguiu que a cidade não fosse incendiada e seus habitantes não fossem assassinados.

Durante seus 21 anos de pontificado, o santo trabalhou incessantemente pela unidade e integridade da Igreja e lutou contra as heresias do nestorianismo (que diz que em Jesus havia duas pessoas separadas, uma divina e outra humana), o monofisismo (que crê que Cristo é somente divino), o maniqueísmo (que diz que o espírito do homem é de Deus e o corpo do demônio) e o pelagianismo (que sustenta que o pecado de Adão não afetou sua descendência e não ressuscitará pela redenção de Cristo).

“As próprias palavras divinas de Cristo nos atestam como é a doutrina de Cristo, de modo que aqueles que anseiam chegar à bem-aventurança eterna podem identificar os passos dessa ditosa subida”, disse uma vez São Leão Magno, que partiu para a Casa do Pai em 461.

Fonte: ACI digital



Manifestantes saqueiam igreja para fazer barricadas em Santiago



Novos tumultos após três semanas de protestos no Chile

AMÉRICA LATINA | 09.11.2019

Em Santiago, edifício de universidade é incendiado, igreja é saqueada e prédio da Embaixada da Argentina é danificado. Manifestações no país já provocaram 20 mortes, por volta de 2,5 mil feridos e 3 mil detenções.

Um incêndio atingiu nesta sexta-feira (08/11) um edifício histórico no centro de Santiago, perto da Praça Itália, onde centenas de milhares de pessoas protestaram no dia que marca três semanas de manifestações pelo país que já provocaram 20 mortes, por volta de 2,5 mil feridos e 3 mil detenções.

O fogo se propagou rapidamente pelo segundo e terceiro andares do edifício datado do início do século 20 e utilizado como reitoria e decanato de várias faculdades da Universidade Pedro de Valdivia.

A coluna de fumaça era facilmente visível de vários pontos da capital chilena, enquanto diversos bombeiros voluntários se apressavam em chegar ao local para tentar conter as chamas, que envolviam a maior parte do edifício.

Os caminhões dos bombeiros tiveram que passar pela manifestação na Praça Itália. Com a ajuda dos manifestantes, as chamas foram controladas em uma hora. Parte do teto do edifício, que anteriormente foi ocupado pelo Comitê Olímpico do Chile, cedeu durante as tarefas de extinção.

Felipe Guevara, prefeito da região metropolitana, onde está localizada a capital do país, disse à televisão nacional chilena que "um grupo de encapuzados" entrou no prédio e, depois de saqueá-lo, o incendiou.

O reitor da Universidade Pedro de Valdivia, Rafael Rosell, disse que "é muito triste que Santiago perca seu patrimônio" e que esse acontecimento causa "grandes danos à comunidade".

População chilena volta à Praça Itália para protestar contra sistema econômico e pedir renúncia de presidente

Destroços na embaixada da Argentina e saque de igreja

Outro grupo de manifestantes pulou as grades da Embaixada da Argentina no Chile, onde causou danos no jardim e quebrou algumas janelas arremessando pedras.

Os incidentes violentos do dia continuaram com os saques da Paróquia da Assunção, de onde eles pegaram bancos e confessionários para fazer barricadas nas ruas.

A eclosão social que o Chile está enfrentando teve início em 18 de outubro, diante do aumento do preço da passagem do metrô, para depois se tornar um clamor popular contra o governo e o modelo econômico desigual do país.

O presidente Sebastián Piñera, que decretou ou estado de emergência durante os primeiros dias da crise, anunciou na quinta-feira medidas de combate ao "vandalismo" e a convocação do controverso Conselho de Segurança Nacional (Cosena), criado durante Augusto Pinochet (1973-1990).

O protesto desta sexta-feira foi convocado com a ideia de replicar a grande mobilização de 26 de outubro, quando 1,2 milhão de pessoas se aglomeraram na praça central de Santiago para mostrar descontentamento com a desigualdade social e pedir a renúncia de Piñera.


Fonte: DW









Manifestantes mascarados montam barricada com objetos de igreja de Santiago, no Chile, nesta sexta-feira (8) — Foto: Jorge Silva/Reuters




A Vida Supera a Morte-32° Domingo do Tempo Comum(Ano C)


A VIDA SUPERA A MORTE

32° Domingo do Tempo Comum
 – Ano C

Evangelho de Lucas 20,27-38

Naquele tempo, 27 aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, 28 e o interrogaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. 29 Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu sem deixar filhos. 30 Também o segundo 31 e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. 32 Por fim, morreu também a mulher. 33 Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. 34Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, 35 mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; 36 e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. 37 Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor de ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. 38 Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”.
Reflexão

A VIDA SUPERA A MORTE

Ao questionar Jesus, os saduceus tinham a intenção de ridicularizar os fariseus, cuja fé na ressurreição dos mortos era bem conhecida, por ser uma crença propagada nos meios populares. Os saduceus queriam também conhecer a posição de Jesus, para saber de que lado se posicionava.

O ponto de partida da pergunta foi uma história um tanto grotesca, fundada numa teologia mal-enfocada. Supunha-se, erroneamente, que a ressurreição fosse a continuação pura e simples da vida terrena. Que a humanidade está envolvida por um determinismo cruel, estando todos os seres humanos fadados a idêntico destino eterno. Que a morte supera a vida, pois é para o sheol, lugar de trevas e sombra, que caminham todas as pessoas. Que Deus não tem o poder de interferir no destino eterno delas.

Jesus responde, estabelecendo uma distinção entre "este mundo" e o "outro mundo". O erro dos saduceus consiste em confundi-los. O ser humano está destinado a viver neste mundo, sem perder de vista o outro. Sendo Deus o Senhor da vida, pode doá-la tanto neste mundo quanto no outro. Entretanto, no mundo vindouro, a vida será vida plena, sem as limitações da vida terrena. Cessam, aí, as preocupações terrenas, como casar-se e dar-se em casamento, e desaparece, também, as ameaças da morte. A comunhão com o Pai torna-se penhor de vida eterna. A morte dá início, neste caso, a uma explosão de vida.

Oração do Dia

Espírito vivificador, que a esperança na ressurreição dos mortos me faça viver neste mundo, sem perder de vista que meu destino é a vida plena, na comunhão com o Pai.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.




sábado, 9 de novembro de 2019

A queda do Muro de Berlim na lembrança dos Papas


João Paulo II, Bento XVI e Francisco analisaram cada um a seu modo o fim da Guerra Fria. Para o Papa polonês, se tratou de uma nova ocasião para a fé; Bento XVI o definiu "fronteira de morte"; Francisco recorda a todos a importância de construir pontes.

Cidade do Vaticano

“Na queda do Muro de Berlim, São João Paulo II teve um papel de protagonista. Aquele Muro foi símbolo da divisão ideológica da Europa e do mundo inteiro. Onde há muros, há fechamento de corações. Precisa-se de pontes, não de muros.”

Estas são palavras do Papa Francisco. Passados 30 anos do final da Guerra Fria, João Paulo II, Bento XVI e Francisco analisaram cada um a seu modo aquele momento histórico.

Ocasião para a fé

O Papa polonês, como disse Francisco, viveu em primeira pessoa a guerra ideológica e o primeiro comentário “público” a este evento – sem citá-lo diretamente – foi feito na audiência concedida aos bispos alemães em 13 de novembro de 1989, ou seja, apenas quatro dias depois:

“O nosso encontro ocorre num momento comovente de profundas mudanças na Europa, que dizem respeito do modo especial ao vosso povo. Como pastores aos quais é confiado o cuidado de todo o rebanho, gostaria de confiar a vossa fervorosa oração para que sejam realizadas as esperanças dos homens na justiça, na liberdade e na paz, à intercessão da nossa Mãe celeste.”

Um dia depois, encontrando outro grupo de bispos alemães, João Paulo II disse que a “situação do mundo de hoje pode se tornar uma nova ocasião para a fé. Não só porque a ideologia marxista claramente se exauriu. Também as ideologias consumistas do Ocidente são sempre mais descobertas pelos jovens, os quais exigem promessas mais profundas”.

Fronteira de morte

Depois desta, seguiram inúmeras outras reações não só de São João Paulo II, mas de outro “direto interessado”, Bento XVI. O Papa alemão definiu o Muro como “fronteira de morte”.
“Recordemos aquela fronteira de morte, que por muitos anos dividiu a nossa pátria e separou à força homens, famílias e amigos.”

Na celebração dos 20 anos da queda, Bento XVI afirmou que “a Europa e o mundo inteiro têm sede de liberdade e de paz! É necessário construir juntos a verdadeira civilização, que não seja baseada na força, mas sim ‘fruto da vitória sobre nós próprios, sobre as potencias da injustiça, do egoísmo e do ódio, que podem chegar a desfigurar o homem’”.

09 novembro 2019

Fonte: Vatican News







Cardeal Sarah: A educação católica está "intrinsecamente ligada à evangelização"


Cardeal Robert Sarah durante a apresentação do Congresso Católico e Vida Pública, em Madri (Espanha). Crédito: Congresso Católico e Vida Pública.

MADRI, 08 Nov. 19 / 05:30 pm (ACI).- O Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, apresentou em Madri (Espanha) o XXI Congresso Católicos e Vida Pública com uma apresentação sobre “a importância da educação na missão da Igreja de hoje".

Este congresso organizado pela Associação Católica de Propagandistas ocorrerá em Madri, de 15 a 17 de novembro, sob o lema “liberdade para educar, liberdade para escolher”.

Durante sua apresentação, o Cardeal explicou a importância de que a Igreja seja “Mater et Magistra”, isto é, mãe e mestra, e exerça “sua missão educativa de acordo com a modalidade materna”.

Assegurou que “algumas pessoas gostariam que a Igreja se centrasse exclusivamente no exercício da misericórdia, no trabalho de reduzir ou inclusive erradicar a pobreza, na acolhida aos migrantes, na acolhida e acompanhamento dos ‘feridos da vida’”, mas destacou que embora isso seja algo necessário, também o é, inclusive mais do que tudo, “trabalhar contracorrente para evitar que tantos homens e mulheres fiquem feridos em seus corpos, suas almas, sua inteligência, sua afetividade”. Recordou que, para isso, “a educação é a melhor prevenção” e trata-se de um exercício da “justiça e da misericórdia”.

O Cardeal Sarah assinalou que atualmente "a educação e as estruturas escolares estão impregnadas dessa atmosfera ateia ou de indiferença a questões religiosas ou morais e de rejeição à Transcendência, ao Absoluto e a Deus".

Por isso, encorajou a que “neste contexto de secularização muito avançada e inclusive completa”, a ação da Igreja se situe na educação católica, porque esta “está intrinsecamente ligada à evangelização. Um anúncio do Evangelho que negligencie a dimensão humana não seria fiel à lógica do Verbo Encarnado”.

"O que está em jogo na educação é, portanto, um dos fundamentos da vida cristã: o encontro entre a graça divina e a natureza humana”, assegurou o Cardeal.

Para realizá-lo, "é necessário ser capaz de fazer um discernimento crítico sobre os espíritos que se movem em nossos dias", uma vez que todos "não são de Deus", por isso encorajou "qualquer educador e qualquer pai para que formem sua inteligência e consciência moral para poder cumprir sua missão no contexto de nosso mundo pós-moderno”.

Também identificou alguns dos obstáculos "mais preocupantes", como "a confusão sobre a identidade sexual da pessoa humana e o ofuscamento da diferença e complementaridade entre homens e mulheres".

Entre eles também está "a desestruturação da identidade sexual que é frequentemente chamada de ‘teoria de gênero’, contra a qual o Papa Francisco tem palavras duríssimas e uma atitude de intolerância absoluta".

Além disso, destacou que a desconexão que a pílula contraceptiva trouxe entre o ato conjugal, a dimensão procriadora e a dimensão unitiva "gerou simultaneamente a tecnização da procriação, reprodução assistida e a legitimação social da homossexualidade”.

Dessa maneira, foi criada uma "redefinição da identidade sexual, considerando-a puramente construída" e "em nome da luta contra as "discriminações" daqueles que seriam vítimas das “minorias sexuais", os agentes da subversão antropológica tomam como reféns em suas reivindicações as autoridades públicas e o legislador”.

O Purpurado disse que “em nome de 'igualdade' e da 'liberdade', exigem que todo discurso social, especialmente nas escolas e nos meios de comunicação, seja 'respeitoso' com a indeterminação sexual dos indivíduos e a livre escolha de sua identidade".

Denunciou que “não se trata mais de reivindicar tolerância, trata-se de impor uma nova concepção do ser humano”, porque “sob a aparência de liberdade, essa desconstrução a serviço de um construtivismo radical pode ser comparada com as tentativas totalitárias de produzir um 'novo homem‘” e as principais vítimas são principalmente “as crianças, cujos pais, permeáveis ​​aos lemas libertários e enfeitiçados pelas sereias contemporâneas, não apoiam o crescimento humano e a formação de sua afetividade sexual”.

Por isso, recordou "a responsabilidade da Igreja que está mais comprometida do que nunca em promover a verdade da pessoa", pois possuiu um “rico magistério sobre a dignidade da mulher, sobre a bondade do matrimônio e da família no plano divino”.

Também explicou que "a crise na educação provém evidentemente do constante questionamento dos valores fundamentais que durante milhares de anos apoiaram, ensinaram, educaram e estruturaram o homem internamente”. E perguntou “o que importa que os jovens estejam altamente educados se não têm razão para viver”, “se não aprenderam a ser homens plenamente livres, leais e conscientes”.

Nesse sentido, incentivou os educadores a ajudarem os alunos a entrarem em um "círculo virtuoso" no qual "a lei natural", ou seja, a inclinação natural para o bem, o certo e o verdadeiro, seja a base da sua humanidade.

Diante do que chamou de "crise antropológica e moral sem precedentes", o Cardeal Sarah pediu que "a Igreja assuma uma maior responsabilidade e compromisso para propor seu ensinamento doutrinal e moral de maneira clara, precisa e firme".

Além disso, assegurou que "a Igreja tem o dever de assumir um papel substituto para compensar o colapso de setores inteiros da sociedade civil e das autoridades públicas" e afirmou que, "mais do que nunca, os batizados devem ser conscientes de que a educação está no coração da nova evangelização. A Igreja possui tesouros sobre a arte de educar”.                   

Fonte: ACI digital



Papa Francisco: não existe coração humano em que Cristo não queira e não possa renascer


Na tarde de sábado (09/11), o Papa Francisco foi até a Basílica Lateranense para a celebração da missa. Antes da cerimônia, o Pontífice encontrou uma delegação do "Movimento ATD Quarto Mondo", para rezar a oração dos fiéis junto à lápide em homenagem às vítimas da miséria, que se encontra no adro da Basílica.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

No dia em que a Igreja celebra a Dedicação da Basílica de São João de Latrão, o Papa Francisco reuniu-se com a sua Diocese, a Diocese de Roma, para presidir à Santa Missa.

A Basílica Lateranense é considerada a Igreja-mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo, portanto esta festa celebra a unidade com a Sé romana.

Com efeito, em sua homilia, o Pontífice se dirigiu a toda a comunidade diocesana de Roma oferecendo três estímulos para meditação e oração.

Em movimento

À comunidade como um todo, Francisco pediu que seja como um rio e os seus afluentes: sempre em movimento, pronto “a escutar com o coração os seus pobres que clamam a Ele”.

“ Encontrar os outros, entrar em diálogo com eles, ouvi-los com humildade, gratuidade e pobreza de coração... Eu os convido a viver tudo isto não como um esforço pesado, mas com leveza espiritual. ”

Aos presbíteros, o Papa recordou o coração deste ministério: ajudar a comunidade a estar sempre aos pés do Senhor para ouvir a Sua palavra, mantê-la distante de toda mundanidade, das más escolhas, de quem gostaria de desviá-la do caminho do Evangelho.

De fato, advertiu o Pontífice, qualquer outra ideia ou realidade que não seja o Evangelho fará ruir todo o edifício espiritual da Igreja.

Francisco manifestou a sua admiração pelos presbíteros da diocese, que aprendeu a conhecer de perto desde que se tornou Bipo de Roma. O Papa aprecia o modo como conhecem os bairros da cidade e a generosidade com a qual se dedicam aos pobres, deixando de lado os protagonismos pessoais.

Ninguém está condenado a estar separado de Deus

Por fim, o Santo Padre se dirigiu às equipes pastorais, dedicando a elas o Evangelho do dia, em que Jesus expulsa os mercantes do Templo.

Esta purificação do santuário era necessária, explicou o Papa, para que Israel descobrisse a sua vocação de ser luz para todas as pessoas. E quando pedem um sinal, Jesus afirma que reconstruirá o Templo em três dias.

“A vocês é confiada a tarefa de ajudar as suas comunidades e os agentes pastorais a alcançar todos os habitantes da cidade, identificando vias novas para encontrar quem está distante da fé e da Igreja.”

Mas ao fazerem este serviço, recomentou Francisco, não se esqueçam disto: “não existe coração humano em que Cristo não queira e não possa renascer”.

"Nas nossas existências de pecadores, com frequência acontece de nos afastar do Senhor e apagar o Espírito. Destruímos o templo de Deus que existe em cada um de nós.”

E mesmo assim, prosseguiu o Papa, isto jamais é uma situação definitiva, pois são suficientes três dias ao Senhor para reconstruir o templo dentro de nós.

“ Ninguém, por mais que esteja ferido pelo mal, está condenado sobre esta terra a estar para sempre separado de Deus. ”

De maneira muitas vezes misteriosa, mas real, o Senhor abre nos corações novas brechas, desejos de verdade, de bem e de beleza.

Diante das dificuldades e hostilidades, jamais se deixar bloquear e abrir à "ação imprevisível da graça", concluiu o Papa Francisco.

09 novembro 2019

Fonte: Vatican News



Hoje é celebrada a dedicação da Basílica mais antiga da Igreja Católica (9 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 09 Nov. 19 / 09:00 am (ACI).- Neste dia 9 de novembro, a Igreja celebra a dedicação da Basílica de São João de Latrão, a primeira Basílica da Igreja a ser construída e onde uma imagem de Cristo derramou sangue.

“Esta Basílica foi a primeira a ser construída depois do edito do imperador Constantino que, em 313, concedeu aos cristãos a liberdade de praticar a sua religião”, disse o Papa Emérito Bento XVI aos fiéis, em novembro de 2008.

“O mesmo imperador doou ao Papa Melquíades a antiga propriedade da família dos Lateranenses e nela fez construir a Basílica, o Batistério e a ‘Patriarquia’, ou seja, a residência do Bispo de Roma, onde os Papas habitaram até ao período de Avignon”, acrescentou.

Foi consagrada pelo Papa São Silvestre, em 9 de novembro de 324. É chamado Basílica de São João (de Latrão) porque tem duas capelas, uma em honra de São João Batista e outra de São João Evangelista.

“Basílica do Divino Salvador” é outro nome pelo qual é conhecida, pois no ano 787, quando foi consagrada novamente, uma imagem do Divino Salvador derramou sangue depois de ser golpeada por um judeu.

“Honrando o edifício sagrado, pretende-se expressar amor e veneração à Igreja romana que, como afirma Santo Inácio de Antioquia, ‘preside na caridade’ toda a comunhão católica”, disse o Papa Bento XVI.

Fonte: ACI digital



sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Foi curado milagrosamente por intercessão de Madre Riquelme: "Ela é minha companheira"


Madre Maria Emilia Riquelme, que será beatificada no dia 9 de novembro em Granada (Espanha). Crédito: Facebook MISSAMI

GRANADA, 07 Nov. 19 / 06:00 pm (ACI).- Há 16 anos, Nelson Yepes sofreu uma pancreatite grave. Tinha entre 90 e 100% de chance de morrer, segundo os médicos. Sua família pediu a cura dele para Madre Emilia Riquelme Zayas e ela intercedeu para obtê-la. Por isso, agora Nelson está em Granada (Espanha), onde participará da beatificação da religiosa.

Quando Emilia Yepes, irmã de Nelson e religiosa da Congregação das Missionárias do Santíssimo Sacramento e Maria Imaculada, fundada por Madre Emilia Riquelme, soube do estado tão grave de seu irmão, pediu a todos os seus conhecidos que começassem uma novena para Madre Emilia e também colocou uma foto da religiosa debaixo do travesseiro da cama de hospital de seu irmão.

Emilia pediu que, através da intercessão de Madre Emilia Riquelme, Deus concedesse a cura para o seu irmão Nelson.

Nelson Yepes afirmou que o milagre fez sua fé em Deus crescer. Crédito: Arquidiocese de Granada.

Dr. Samuel Blanco, que atendeu Nelson nesses momentos difíceis, explicou que "seus sinais vitais estavam comprometidos" porque tinha uma inflamação muito grave no pâncreas que era incurável, a menos que "um milagre acontecesse". E foi assim, porque Nelson se recuperou completamente da pancreatite grave.

Segundo Nelson Yepes explicou a ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, esse milagre do qual é o protagonista fez com que “sua fé em Deus seja maior”, “fez-me desapegar do material, agradeço mais a Deus por tudo que acontece comigo e também trabalho mais”.

Além disso, explica que, embora Madre Emilia Riquelme já fosse "sua companheira" desde antes de interceder por seu milagre, agora o é mais do que nunca. “Todos os dias de manhã me levanto e agradeço por estar vivo e sempre tenho uma imagem da Madre Emília comigo, ela é minha companheira diária. Diante de qualquer dificuldade ou conquista, invoco a Deus, mas também a ela”, assegurou a ACI Prensa.

Nelson também destacou que a Madre Emilia Riquelme repetia com frequência que ela "não queria ser santa sozinha, mas que os demais também fossem santos" e como colocava tanto cuidado e atenção "na Missa e nas coisas de Deus".

Maria Emília Riquelme, fundadora da Congregação das Missionárias do Santíssimo Sacramento e Maria Imaculada, será beatificada neste sábado na Catedral de Granada. Segundo a organização, espera-se que 4.500 pessoas participem e que 270 voluntários colaborem.

Fonte: ACI digital



Inauguram em Guayaquil primeira sepultura especial para crianças não nascidas


Por Harumi Suzuki

Inauguração do Pavilhão para Crianças não nascidas em Guayaquil (Equador). Foto: Movimento "Bebês no coração de Jesus e Maria"

GUAYAQUIL, 08 Nov. 19 / 12:30 pm (ACI).- Em 5 de novembro foi inaugurado e abençoado no Cemitério Metropolitano um pavilhão especial para dar sepultura as crianças não nascidas, uma iniciativa promovida pelo movimento “Bebês nos corações de Jesus e Maria”, com o apoio da Arquidiocese de Guayaquil (Equador) e da Junta de Beneficência da cidade.

Créditos: Movimento "Bebês nos 
Corações de Jesus e Maria"

A Junta de Beneficência de Guayaquil destinou um local especial e construiu um bloco de sepulturas com capacidade para 24 nichos, onde “serão enterrados os bebês NN que a instituição receber para esse fim”.

Estela Zea de Furlato, subdiretora desse movimento, comentou a ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, que o projeto começou apenas como a compra de um nicho, adquirido pela diretora do movimento “Bebês nos corações de Jesus e Maria”, Maria Cecilia Lasso. No entanto, graças ao apoio do gerente comercial da Junta de Beneficência e membro do movimento, César Salmon, “o que era um espaço se tornou 24, e agora a junta também nos ofereceu se precisarmos de mais, para continuar crescendo com este pavilhão".

Essa ideia complementa o trabalho realizado pelo Projeto Esperança, um apostolado que acolhe e acompanha as mães que perderam seus bebês devido a um aborto induzido ou espontâneo, fazendo parte desse processo de acompanhamento, reconciliação e encontro da família com o filho que não pôde nascer.

"Uma maneira de viver esse luto causado pela perda gestacional é obviamente dar santa sepultura ao bebê", comentou Zea. "Enfrentar o luto faz parte da cura para essas pessoas, e muitas vezes esse luto não é enfrentado, e essa [iniciativa] é uma maneira tangível e real de fazê-lo", indicou.


Créditos: Movimento "Bebês nos 
Corações de Jesus e Maria"

As pessoas “se referem ao nascituro como um bebê que nunca nasceu, mas realmente nasceu no ventre da mãe e viveu”, por isso que “merece que o luto seja vivido. É nossa esperança de que há futuro, independentemente do que tenha acontecido”, assinalou.

Este serviço é gratuito, uma vez que "o espaço dentro do Cemitério Metropolitano é pensado precisamente para famílias vulneráveis ​​que não têm onde enterrar seus bebês não nascidos".

Para ter acesso, é necessário procurar a Arquidiocese de Guayaquil e seguir as indicações, tanto para as famílias que a solicitam quanto para as pessoas que encontram crianças não nascidos em estado de abandono.

No dia da inauguração, o Arcebispo de Guayaquil, Dom Luis Cabrera, celebrou uma Missa em memória dos bebês não nascidos.

Créditos: Movimento "Bebês nos 
Corações de Jesus e Maria"

Estela Zea disse que entre os 200 fiéis presentes esteve uma pessoa de 83 anos que "se aproximou à Arquidiocese porque não podia ir à Missa, para pedir por seus quatro filhos abortados".

Dom Cabrera disse na homilia que a perda de um filho é "uma dor impossível de acalmar com palavras humanas, apenas a presença de Deus é capaz de alcançar o mais profundo para encher com esse bálsamo de paz, de esperança".

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado Santo Adeodato I, Papa (8 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 08 Nov. 19 / 05:00 am (ACI).- Santo Adeodato foi o Papa número 68 de Igreja, que, segundo a tradição, usou pela primeira vez o selo papal nos documentos pontifícios. Do mesmo modo, diz-se que curava diferentes tipos de doenças apoiando apenas seus lábios nas feridas dos enfermos.

O Martirológio Romano menciona o fato de que certa vez curou um leproso ao beijar-lhe as feridas.

Foi eleito Papa em 19 de outubro de 615, depois de ter sido sacerdote por 40 anos. Seu pontificado durou apenas 3 anos. Nasceu em Roma em um tempo em que a Itália estava a mercê dos lombardos e do Império Bizantino.

Santo Adeodato foi filho de um subdiácono chamado Estêvão. Quando jovem, ingressou no mosteiro beneditino de Roma dedicado a Santo Erasmo.

No século VII, Roma estava sendo assolada por desordem, guerras e uma mortal epidemia de peste. Se não bastasse isso, em agosto de 618, a Cidade Eterna foi vítima de um terremoto.

Diante das tragédias, Adeodato manteve a serenidade e preocupou-se em ajudar e consolar os danificados, os enfermos e os leprosos. É atribuída a ele a capacidade milagrosa de ter curado muitas pessoas da peste.

Morreu santamente em novembro de 618.

Fonte: ACI digital



quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Oração da madrinha pelos afilhados


Redação da Aleteia / Canção Nova | Out 08, 2019

Foi Nossa Senhora de La Salette que mostrou a importância da oração das madrinhas pelos afilhados

Ser madrinha é uma honra, um presente de Deus. Mas o “cargo” não é moleza, como já abordamos aqui na Aleteia.

A madrinha, na verdade, se torna uma mãe espiritual da criança. Uma de suas funções é conduzir o afilhado ou afilhada na jornada religiosa. Outra obrigação é rezar por aqueles a quem os pais lhe confiaram com amor e confiança.

Existem inúmeras maneiras de rezar por quem a gente ama. Mas escolhemos uma especial, para que a madrinha possa pedir a ajuda de Nossa Senhora de La Salette. Reze agora:

Salve, ó Nossa Senhora de La Salette,

Que, sabiamente, nos mostrou a necessidade de rezarmos por nossos afilhados. Interceda por nós, madrinhas, junto ao teu Filho Jesus, e ensina-nos a entender nosso papel de instruir os afilhados na fé católica e a desempenhar, com fidelidade, a missão de acompanhá-los com presença e bons exemplos de testemunho cristão, caminhando ao seu lado e construindo uma vida com responsabilidade, alicerçadas nas palavras de Deus.

Mãe de humildade,
Que possamos ser puras de coração como as crianças.

Mãe de obediência,
Que sejamos sempre obedientes aos ensinamentos de vosso Filho Jesus.

Mãe da unidade,
Que possamos ser exemplos para nossos afilhados.

Ó Bela Senhora, interceda por nosso serviço e nos inspire a sermos cada dia melhores.
Amém!

Oração retirada do livro “Dindas que oram pelos afilhados” e publicada em Canção Nova

Fonte: Aleteia



Você é madrinha ou padrinho? Sabe o que isso significa?

Antonio Gravante / Catholic Link

7 ideias sobre a missão que você tem com seu afilhado(a)

É sempre um presente maravilhoso ser convidado a apadrinhar alguém, pois este é um serviço de amor. Mas será que temos claro o que isso realmente significa?

Se você foi convidado a ser padrinho de batismo ou crisma de alguém, vale a pena compreender qual é sua missão e colocá-la nas mãos de Deus, que lhe dará todas as graças necessárias para acompanhar seu afilhado no caminho da fé que o próprio Senhor nos convidou a trilhar.

Apresentamos, a seguir, 7 ideias sobre a missão que você tem como padrinho/madrinha:

1. Sua vida é seu currículo

Seu testemunho de vida é fundamental para iluminar a vida do seu afilhado em seu caminho cristão.

2. Dê o melhor presente

O melhor presente que você pode dar para o seu afilhado não é algo material no aniversário ou no Natal, e sim um acompanhamento sincero da sua vida espiritual e da sua relação com Jesus.

3. Você não é um pai/mãe substituto(a)

Faz parte da sua missão acompanhar também os pais do seu afilhado, fazer parte dessa família espiritual unida pela fé.

4. Compartilhe o que você tem de melhor

Os padrinhos compartilham sua fé; portanto é preciso alimentá-la e fazê-la crescer, estar preparados para responder às dúvidas do afilhado e acompanhá-lo em seus momentos de escuridão, iluminados especialmente pela Palavra de Deus.

5. Pratique o que você ensina

Os padrinhos são chamados a ser assíduos em sua paróquia, comprometidos com sua fé e com a vida da Igreja, especialmente no que diz respeito à vivência dos sacramentos.

6. Mantenha-se próximo

Procure criar um laço afetivo real com seu afilhado e sua família, compartilhando o tempo juntos, conhecendo seu processo e seu desenvolvimento como pessoa e como cristão.

7. Assuma sua responsabilidade plenamente

O batismo abre as portas do céu ao batizado, que se torna parte da Igreja, filho de Deus e com vocação à vida eterna. Quem aceita ser padrinho ou madrinha o faz de forma permanente, como demonstração de amor, mas também como um serviço a Deus, acompanhando esse novo cristão em seu desenvolvimento e amadurecimento.

Quem aceita este desafio e esta responsabilidade o faz para sempre, pois a condição de filho de Deus é eterna; portanto sua tarefa de amor, companhia, cuidado e orientação não acaba quando seu afilhado se torna adulto, mas continua durante a vida inteira.

Fonte: Aleteia



Reúnem testemunhos para declarar mártir jovem que evitou o massacre em uma igreja


Akash Bashir, jovem paquistanês que morreu por defender sua igreja de um atentado. Crédito: Agência Salesiana de Notícias

Islamabad, 06 Nov. 19 / 02:00 pm (ACI).- Akash Bashir era um jovem de 20 anos, ex-aluno da escola “Dom Bosco”, em Lahore (Paquistão), que deu sua vida para evitar que sua igreja sofresse um atentado em 15 de março de 2015.

Embora cinco anos já se passaram desde sua morte trágica, a memória desse jovem ainda está presente em Youhannabad, no Paquistão, e começa a se espalhar pelo mundo.

Por isso, segundo informa Vatican News, a Arquidiocese de Lahore e os Salesianos começaram a recopilar testemunhos de sua vida diante da possibilidade de abrir sua causa de martírio. Até o momento, mais de 20 pessoas de sua paróquia, além de cristãos e muçulmanos, responderam a algumas perguntas sobre a vida desse jovem que conheceram.

Em janeiro de 2017, Pe. Francis Gulzar, pároco da comunidade de Youhannabad, enviou uma carta ao Arcebispo de Lahore, Dom Francis Shaw, solicitando a abertura da causa do martírio do jovem.

Segundo destacou Pe. Gulzar, “Akash tinha um grande amor por sua Igreja e, com o poder do Espírito Santo, não pensou em salvar sua própria vida. Akash morreu nesse momento, mas salvou muitos fiéis com esse ato de coragem”.

Entre os depoimentos recolhidos, destacam-se suas últimas palavras, pois, quando Akash atacou o terrorista que pretendia explodir dentro do templo, disse: "Morrerei, mas não vou deixar você entrar na igreja".

"Akash nos precedeu e nos mostrou o caminho para a vida eterna", disseram aqueles que o conheciam.

A agência salesiana ANS afirmou que "o exemplo luminoso de Akash continua se espalhando pelo mundo".

A oração pela causa do martírio de Akash já foi composta e nela se recorda sua “fé forte, esperança inabalável e zelo incansável. Um modelo brilhante para outros jovens e pessoas de outras religiões, no serviço inspirador aos outros e na ajuda desinteressada”.

Além disso, segundo assinalaram, a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre selecionou, entre outros, sua figura para a campanha quaresmal do ano de 2020, como um dos “símbolos mais significativos e representativos em todo o mundo da Igreja perseguida”.  (Fonte: ACI digital)



Pais perdoam terrorista que matou com bomba seu filho, guarda de uma igreja

Pais de Akash Bashir. Foto: Captura de Youtube

MADRI, 17 Jan. 17 / 03:00 pm (ACI).- Akash Bashir era um jovem católico paquistanês, guarda voluntário que vigiava a igreja de São João em Youhanabad, no estado de Lahore (Paquistão). Morreu dentro da igreja ao impedir que um terrorista explodisse o colete de bombas que usava, no dia 15 de março de 2015.

“Morrerei, mas você não entrará na igreja”, disse o jovem salesiano antes do colete de bombas do terrorista explodir.

Segundo conta o pai do jovem Akash, seu filho “era consciente do sacrifício que estava fazendo. Ele deu a sua vida para salvar centenas – inclusive milhares – de pessoas que estavam participando da missa naquela manhã”.

No testemunho recolhido pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), o pai de Akash explica: “O mais importante é que a nossa fé nos é dada por Jesus”, “somos escolhidos por Deus e Deus aceitou o sacrifício do nosso filho Akash”.

O pai do jovem mártir diz: “Algumas pessoas me perguntaram: você perdoou quem matou o seu filho? E lhes respondi: O nosso Papa Francisco nos chamou a viver um ano de misericórdia. Por isso e por amor a Jesus, perdoamos todos os que nos perseguem e estão contra nós. Para que eles encontrem o caminho de Deus”. 

Segundo conta o pároco da igreja de São João, Pe. Francis Gulzar, a confiança na convivência pacífica foi perdida, “o que sustenta a nossa busca pela justiça é recordar o heroísmo de Akash”.

Em 15 de março de 2015, Akash Bashir se lançou contra o terrorista para evitar a morte dos fiéis de sua paróquia. O atacante aproveitou a distração de alguns guardas que assistiam pela televisão o jogo de críquete entre Paquistão e Irlanda.

Akash viu a carga de explosivos e parou o atacante perto da porta da igreja, para segundos depois, ao ver que a sua tentativa de convencê-lo era vã, abraçá-lo e colocar o seu corpo como escudo no momento em que o terrorista explodiu o artefato.

Minutos depois, outro atentado ocorreu em uma igreja protestante próxima. O balanço geral foi de 17 mortos e cerca de 80 feridos. Ambos os ataques foram reivindicados pelo grupo Jamaat-ul-Ahrar (JuA).

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog