Novembro 2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

sábado, 30 de novembro de 2019

Papa Francisco: A morte chegará para todos nós, estamos preparados?


Papa Francisco. Crédito: Vatican Media

Vaticano, 29 Nov. 19 / 04:00 pm (ACI).- Nesta sexta-feira, 29 de novembro, durante a Missa matutina na Casa Santa Marta, o Papa Francisco refletiu sobre a morte, esse momento do fim da vida terrena para a qual toda pessoa deve se preparar.

O Santo Padre abordou este tema refletindo sobre a passagem evangélica do dia, na qual Lucas reúne as palavras de Cristo: "O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão".

Francisco indicou que, como o Senhor disse, "tudo acabará", mas "Ele permanecerá". Recordou que ninguém sabe quando será chamado diante da presença de Deus e que muitas vezes há a tendência a adiar o pensamento sobre essa realidade, acreditando que somos eternos.

"Todos nós temos esta fraqueza de vida, esta vulnerabilidade. Ontem eu meditava sobre isto, sobre um belo artigo que saiu agora na ‘Civiltà cattolica’, que dizia que o que une todos nós é a vulnerabilidade: somos iguais na vulnerabilidade. Todos somos vulneráveis e a um certo ponto esta vulnerabilidade nos leva à morte. Por isso vamos ao médico para ver como vai a minha vulnerabilidade física, outros vão para curar alguma vulnerabilidade psíquica no psicólogo", indicou.

Segundo informou Vatican News, o Papa Francisco afirmou que a vulnerabilidade une os homens e que nenhuma ilusão os protege. O Papa lembrou que em sua terra havia a moda de pagar antecipadamente o funeral com a ilusão de economizar dinheiro para a família. Quando veio à luz o golpe aplicado por essas empresas fúnebres, a moda passou.

"Quantas vezes a ilusão nos engana", disse o Papa, como a de "ser eterno". A certeza da morte, ao contrário, está escrita na Bíblia e no Evangelho, mas o Senhor sempre a apresenta como um "encontro com Ele" e está acompanhada pela palavra "esperança".

"O Senhor nos fala para estarmos preparados para o encontro, mas a morte é um encontro: é Ele quem vem nos encontrar, é Ele quem vem nos pegar pela mão e nos levar até Ele. Eu não gostaria que essa simples pregação fosse um aviso fúnebre! É simplesmente Evangelho, é simplesmente vida, é simplesmente dizer um ao outro: somos todos vulneráveis ​​e todos temos uma porta à qual o Senhor um dia baterá".

Portanto, disse que é necessário se preparar bem para o momento em que a campainha tocará, o momento em que o Senhor baterá à nossa porta. Rezemos uns pelos outros, é também o convite do Papa aos fiéis presentes na Missa, para estarem prontos para abrir a porta com confiança ao Senhor que vem.

"Todas as coisas que juntamos, que poupamos, licitamente boas, mas não levaremos nada ... Mas, sim, levaremos o abraço do Senhor. Pensar na própria morte: eu vou morrer, quando? Não está determinado no calendário,  mas o Senhor sabe. E rezar ao Senhor: ‘Senhor, prepara meu coração para morrer bem, para morrer em paz, para morrer com esperança’. É esta a palavra que deve sempre acompanhar a nossa vida, a esperança de viver com o Senhor aqui e depois viver com o Senhor do outro lado. Rezemos uns pelos outros sobre isso", expressou.

Fonte: ACI digital



Hoje começa a novena a Imaculada Conceição (29 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 29 Nov. 19 / 05:00 am (ACI).- “A beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original”, afirma a Bula “Ineffabilis Deus” sobre a Imaculada Conceição de Maria.

A poucos dias desta grade solenidade mariana, que é celebrada em 8 de dezembro, apresentamos uma novena disponibilizada pelo aplicativo Católico Orante, para pedir a intercessão da Virgem Maria junto a Deus.

Oração para todos os dias

Deus vos salve, Maria, cheia de graça e bendita mais que todas as mulheres, Virgem singular, Virgem soberana e perfeita, eleita por Mãe de Deus e preservada por Ele de toda culpa desde o primeiro instante de sua Concepção:

Assim como por Eva nos veio a morte, assim nos vem a vida por ti, que pela graça de Deus tens sido eleita para ser Mãe do novo povo que Jesus Cristo tem formado com seu Sangue.

A ti, puríssima Mãe, restauradora da caída linhagem de Adão e Eva, viemos confiantes e suplicantes nesta novena, para rogar que nos concedas a graça de sermos verdadeiros filhos teus e de teu Filho Jesus Cristo, livres de toda mancha de pecado.

Confiantes, Virgem Santíssima, que haveis sido feita Mãe de Deus, não somente para vossa dignidade e glória, senão também para salvação nossa e proveito de todo o gênero humano.

Confiantes que jamais se tem ouvido dizer que um somente de quantos tem acudido a vossa proteção e implorado vosso socorro, tem já sido desamparado.

Não me deixeis, pois, a mim tampouco, porque se me deixais me perderei;

Que eu tampouco quero deixar a vos, antes bem, cada dia quero crescer mais em vossa verdadeira devoção.

Alcançai-me principalmente estas três graças:

A primeira, não cometer jamais pecado mortal;

A segunda, um grande apreço da virtude cristã,

A terceira, uma boa morte.

Além disso, dai-me a graça particular que vos peço nesta novena.

Fazer aqui o pedido que se deseja obter.

Rezar a oração do dia correspondente (apresentada logo abaixo)

Orações finais

Bendita seja tua pureza e eternamente o seja, pois todo um Deus se recreia em tão graciosa beleza.

A ti, celestial Princesa, Virgem Sagrada Maria, vos ofereço neste dia alma, vida e coração.

Olhai-me com compaixão, não me deixes, Mãe minha.

Rezar três Ave-Marias.

Tua Imaculada Concepção, Oh! Virgem Mãe de Deus, anunciou alegria ao universo inteiro.

Oração

Oh! Deus meu, que pela Imaculada Concepção da Virgem, preparaste digna habitação a teu Filho:

Vos rogamos que, assim como pela previsão da morte de teu Filho livrai-vos a ela de toda mancha, assim a nós nos concedas por sua intercessão chegar a Vós limpos de pecado.

Pelo mesmo Senhor nosso Jesus Cristo. Amém.

Primeiro dia

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Assim como preservaste a Maria do pecado original em sua Imaculada Concepção, e a nós nos fizeste o grande beneficio de livramos dele por meio de teu Santo batismo, assim vos rogamos humildemente nos concedas a graça de nos portarmos sempre como bons cristãos, regenerados em ti, Nosso Pai Altíssimo.

Segundo dia

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Assim como preservaste a Maria de todo pecado mortal em toda sua vida e a nós nos dais graça para evita-lo e o Sacramento da confissão para remedia-lo, assim vos rogamos humildemente, por intercessão de tua Mãe Imaculada, nos concedas a graça de não cometer nunca pecado mortal, e se acontecer tão terrível desgraça, a de sair dele quanto antes por meio de uma boa confissão.

Terceiro dia

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Assim como preservaste a Maria de todo pecado venial em toda sua vida, e a nós nos pedes que purifiquemos mais e mais nossas almas para sermos dignos de ti, assim vos rogamos humildemente, por intercessão de tua Mãe Imaculada, nos concedas a graça de evitar os pecados veniais e a de procurar e obter cada dia mais pureza e delicadeza de consciência.

Quarto dia

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Assim como livrais a Maria da inclinação ao pecado e lhe destes domínio perfeito sobre todas suas paixões, assim vos rogamos humildemente, por intercessão de Maria Imaculada, nos concedas a graça de ir domando nossas paixões e destruindo nossas más inclinações, para que vos possamos servir, com verdadeira liberdade de espírito, sem imperfeição nenhuma.

Quinto dia

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Assim como, desde o primeiro instante de sua Concepção, destes a Maria mais graça que a todos os Santos e anjos do céu, assim vos rogamos humildemente, por intercessão de tua Mãe Imaculada, nos inspires um apreço singular da divina graça que Vós nos adquiriste com teu sangue, e nos concedas o aumentar mais e mais com nossas boas obras e com a recepção de teus Santos Sacramentos, especialmente o da Comunhão.

Sexto dia

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Assim como, desde o primeiro momento, destes a Maria, com toda plenitude, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito Santo, assim vos suplicamos humildemente, por intercessão de tua Mãe Imaculada, nos concedas a nós a abundancia destes mesmos dons e virtudes, para que possamos vencer todas as tentações e tenhamos muitos atos de virtude dignos de nossa profissão de cristãos.

Sétimo dia

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Assim como destes a Maria, entre as demais virtudes, uma pureza e castidade eximia, pela qual é chamada Virgem das virgens, assim vos suplicamos, por intercessão de tua Mãe Imaculada, nos concedas a dificilíssima virtude da castidade, que tantos tem conservado mediante a devoção da Virgem e tua proteção.

Oitavo dia

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Assim como destes a Maria a graça de uma ardentíssima caridade e amor de Deus sobre todas as coisas, assim vos rogamos humildemente, por intercessão de tua Mãe Imaculada, nos concedas um amor sincero de ti,

Oh! Deus Senhor nosso!

Nosso verdadeiro bem, nosso bem feitor, nosso Pai, e que antes queiramos perder todas as coisas que ofender-Vos com um somente pecado.

Nono dia

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Assim como tens concedido a Maria a graça de ir ao céu e de ser nele colocada no primeiro lugar depois de Vós, vos suplicamos humildemente, por intercessão de Maria Imaculada, nos concedas uma boa morte, que recebamos bem os últimos sacramentos, que expiremos sem mancha nenhuma de pecado na consciência e vamos ao céu, para sempre aproveitar, em tua companhia e a de nossa Mãe, com todos os que se tem salvado por ela.

Fonte: ACI digital



Hoje Igreja celebra Santo André Apóstolo, a “ponte do Salvador” (30 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 30 Nov. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 30 de novembro, é celebrada a festa de Santo André Apóstolo, irmão de Pedro e patrono da Igreja Ortodoxa. As passagens dos Evangelhos que mostram como André aproximou algumas pessoas de Jesus lhe renderam o título de “ponte do Salvador”.

Santo André nasceu na Betsaida. De início, foi discípulo de João Batista e logo começou a seguir Jesus. Foi por intermédio dele que Pedro conheceu o Senhor. “Encontramos o Messias”, disse ao seu irmão.

Aparece ainda no episódio da multiplicação dos pães e dos peixes, quando indica a Jesus um jovem que tinha apenas cinco pães e dois peixes.

Além disso, ao lado de Filipe, dirige-se a alguns gregos e os leva a conhecer o Salvador.

A tradição assinala que, depois do Pentecostes, o apóstolo André pregou em muitas regiões e foi crucificado na Acaia, Grécia. Diz-se que a cruz em que morreu tinha forma de “X”, a qual ficou conhecida popularmente como “cruz de Santo André”.

Esta cruz recebeu as seguintes palavras do apóstolo: “Salve Santa Cruz, tão desejada, tão amada. Tira-me do meio dos homens e entrega-me ao meu Mestre e Senhor, para que eu de ti receba o que por ti me salvou!”.

Santo André é também fundador da Igreja em Constantinopla, nome antigo da atual cidade do Istambul, na Turquia.

Em um dia como este em 2014, o Papa Francisco, sucessor do Pedro, e o Patriarca Bartolomeu, herdeiro de Santo André, renovaram na Turquia os laços de irmandade entre ambas as Igrejas.

Naquela ocasião, durante a homilia, Francisco dirigiu estas palavras ao Patriarca: “Amado irmão, caríssimo irmão, estamos já a caminho, a caminho para a plena comunhão e já podemos viver sinais eloquentes de uma unidade real, embora ainda parcial. Isso nos conforta e sustenta na prossecução deste caminho”.

Por fim, declarou: “Temos a certeza de que, ao longo desta estrada, somos apoiados pela intercessão do Apóstolo André e do seu irmão Pedro, considerados pela tradição os fundadores das Igrejas de Constantinopla e de Roma. Imploramos de Deus o grande dom da unidade plena e a capacidade de o acolher nas nossas vidas. E não nos esqueçamos jamais de rezar uns pelos outros”.

Fonte: ACI digital



sexta-feira, 29 de novembro de 2019

O quê a morte do Gugu nos ensina?

Bom dia irmãos e irmãs de fé. Paz e Bem!
Semana passada a TV e o Brasil perdeu nosso querido Augusto Liberato (Gugu), que faleceu em um triste acidente doméstico. Hoje ele foi sepultado em São Paulo. Gratidão por todas as alegrias que ele nos deu durante tantos anos na TV, ele fez parte da vida de gerações de brasileiros(as).
Que ele descanse em paz e a luz perpétua o ilumine. Que Deus conforte toda a família, amigos e fãs.
Por isso hoje trouxe uma bela reflexão (de autor desconhecido) que recebi no whatsapp, uma singela homenagem deste blog ao nosso querido Gugu.
Que Deus os abençoe, um lindo fim de semana na paz de Jesus e no amor materno de Nossa Senhora.

Devoção e Fé Blog-Adriana dos Anjos


O quê a morte do Gugu nos ensina?

Esse acontecimento ainda inacreditável nos mostra que a morte é um mistério que jamais vamos entender... Gugu era famoso, bem sucedido, milionário, poderia ter acesso aos melhores hospitais do mundo e aos tratamentos mais modernos pra tentar prolongar sua vida no caso de uma doença indesejada... Mas quis o destino que num dia qualquer, na sua casa, junto da sua esposa e com a saúde perfeita, um pequeno escorregão o levasse ao chão para que ele nunca mais levantasse... Por que não pagou alguém pra fazer o serviço? Por que não percebeu o risco? São muitas perguntas e uma só resposta: porque tinha que ser assim... Um cara que sempre levou alegria pras pessoas, que foi vítima de dezenas de fake news e que sempre ganhou seu dinheiro como fruto do seu trabalho e do seu talento... Sim, aos 60 anos Gugu foi antes do tempo, morreu de um jeito estúpido tendo ainda tanto por disfrutar das suas conquistas... É a fragilidade da vida, como de forma sublime escreveu o Carpinejar, Silvio Santos, seu mentor, com 88 anos nos dá a sensação que o filho partiu antes do pai... Quem diria que o Gugu morreria antes do Silvio Santos, que o Ayrton Senna ia partir antes do Emerson Fittipaldi, o jovem Denner antes do Pelé, o Boechat antes do Cid Moreira e o alegre e irreverente cantor Gabriel Diniz antes do Roberto Carlos?
 A vida é um sopro, por isso valorize mais as pessoas do que as coisas, se importe mais com o exemplo que vai deixar quando lembrarem de ti do que com os bens materiais que não vai poder levar contigo quando chegar sua hora... Você pode desejar ser famoso, rico, bem sucedido e tudo isso ser muito válido... Você pode estar atravessando um momento difícil, um desemprego, uma doença, um divórcio... Mas nada disso é o seu fim, olhe para os seus braços, você ainda pode lutar, respire fundo e perceba, apesar de tudo você ainda está vivo e se você está vivo então não deu errado... "Viva a noite", o dia, viva intensamente e lute até o fim!
(Autor desconhecido)


   






quinta-feira, 28 de novembro de 2019

5 detalhes que talvez não conhecia sobre a Coroa do Advento


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Nov. 19 / 06:00 am (ACI).- A Igreja se prepara para iniciar o tempo do Advento no próximo domingo, 1º de dezembro. Como é tradição, os fiéis se reunirão para rezar e acender a primeira vela da Coroa do Advento.

Confira a seguir, 5 detalhes que todo cristão deve saber sobre a Coroa.

1. É exemplo da cristianização da cultura

A Coroa do Advento tem a sua origem em uma tradição pagã europeia, que consistia em prender velas durante o inverso para representar o fogo do deus sol e pedir-lhe que voltasse com sua luz e calor.

Os primeiros missionários aproveitaram esta tradição para evangelizar as pessoas e lhes ensinaram que deviam aproveitar esta Coroa do Advento como meio para esperar Cristo, celebrar seu nascimento e lhe pedir que infunda sua luz em suas almas.

2. Sua forma circular é sinal do amor de Deus

O círculo é uma figura geométrica que não tem princípio nem fim. A Coroa do Advento recorda que Deus também não tem princípio nem fim, por isso reflete sua unidade e eternidade. É sinal do amor que se deve ter pelo Senhor e pelo próximo, o qual deve se renovar constantemente e nunca acabar.

3. Os ramos verdes representam Cristo vivo

Verde é a cor da esperança e da vida. Os ramos significam que Cristo está vivo entre nós. A cor verde também recorda a vida de graça, o crescimento espiritual e a esperança que devemos cultivar durante o Advento. O desejo mais importante deve ser querer chegar a uma união mais forte com Deus, nosso Pai, assim como a árvore e seus ramos.

4. As quatro velas representam cada domingo do Advento

As velas permitem refletir sobre a escuridão provocada pelo pecado, o qual deixa o homem cego e o afasta de Deus. Depois da primeira queda do homem, Deus foi dando pouco a pouco uma esperança de salvação que iluminou todo o universo, como as velas da Coroa.

Neste sentido, assim como as trevas se dissipam com cada vela que acendemos, os séculos foram se iluminando cada vez mais com a proximidade da chegada de Cristo ao mundo.

As quatro velas colocadas na Coroa de Advento são acesas semana a semana, nos quatro domingos do Advento e com uma oração especial.

5. Uma das velas é rosa

Tradicionalmente as velas da Coroa de Advento são três roxas e uma rosa, esta é acesa no terceiro Domingo do Advento. Este dia é conhecido também como “Domingo Gaudete”, ou da alegria, devido à primeira palavra do prefácio da Missa: Gaudete (regozijem-se).

A cor roxa representa o espírito de vigilância, penitência e sacrifício que devemos ter para nos prepararmos adequadamente para a chegada de Cristo. A cor rosa representa a alegria que sentimos diante da proximidade do nascimento do Senhor.

Em alguns lugares, todas as velas da Coroa são substituídas por velas vermelhas e, na Noite de Natal, é colocada no centro da coroa uma vela branca, simbolizando Cristo como centro de tudo que existe.

Sugestões

a) Recomenda-se fazer a coroa de Advento em família, aproveitando a ocasião para ensinar as crianças o sentido e o significado de tal símbolo do Natal.

b) A coroa deverá estar em um lugar especial da casa, de preferência onde seja facilmente visível por todos, recordando assim a vinda cada vez mais próxima do Senhor Jesus e a importância de se preparar bem para este momento.

c) É conveniente fixar um horário para se fazer a liturgia da Coroa do Advento de maneira que seja uma ocasião familiar e ordenada, com a participação consciente de todos.

d) Recomenda-se repartir as funções de cada membro da família durante a liturgia. Um acende a vela, outro lê a passagem bíblica, outro faz algumas preces, a fim de que todos possam participar e que seja uma ocasião de encontro familiar.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Catarina Labouré, vidente da Medalha Milagrosa (28 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Nov. 19 / 05:00 am (ACI).- Em 28 de novembro, a Igreja celebra Santa Catarina Labouré, vidente da Medalha Milagrosa, a quem a Virgem disse: “Deus quer te confiar uma missão; te custará trabalho, mas vencerás se pensar que o fará para a glória de Deus”.

Santa Catarina Labouré nasceu na França em 1806, em uma família camponesa. Ficou órfã de mãe aos nove anos e pediu à Virgem que fosse sua mãe. Sua irmã foi admitida como religiosa vicentina e Catarina teve que se ocupar das tarefas do lar e, por isso, não pôde aprender a ler nem escrever.

Mais tarde, pediu ao seu pai que permitisse que ela se tornasse religiosa em um convento, mas ele negou. Então, pedia ao Senhor que lhe concedesse este desejo. Tempos depois, viu em sonhos um sacerdote idoso que lhe disse: “um dia irá me ajudar a cuidar dos enfermos”.

Aos 24 anos, visitou sua irmã religiosa e, no convento, viu a imagem de São Vicente de Paulo e percebeu que ele era o sacerdote que viu em seus sonhos. Desde então, propôs-se a ser religiosa vicentina e não se deteve até ser aceita na comunidade.

Foi enviada a Paris, onde realizou os ofícios mais humildes e esteve cuidou dos idosos da enfermaria. Em 27 de novembro de 1830, a Virgem Maria apareceu a ela na capela do convento e lhe pediu que cunhasse a Medalha de acordo com o que estava vendo na aparição.

Com o tempo e diante da intercessão do confessor da Santa, o Arcebispo de Paris permitiu que se fabricasse a medalha e começaram os milagres, tal como a Virgem havia prometido.

Com a morte de seu confessor, que sabia tudo sobre as aparições, substituiu-o outro que, ao escutar os fatos extraordinários, não a compreendeu. Enquanto isso, Santa Catarina guardava em segredo sua história com a Virgem até que lhe renovaram o confessor.

A Santa sabia que se aproximava o tempo de partir e, depois de pedir o conselho à Virgem, confiou seu segredo à superiora, que conseguiu que fosse erguida no altar uma estátua que perpetuasse a recordação das aparições.

Partiu para a Casa do Pai aos 70 anos, em 31 de dezembro de 1876. Quando abriram a sua sepultura, 56 anos depois, para o reconhecimento oficial de suas relíquias, encontraram seu corpo incorrupto. Foi beatificada por Pio XI, em 1933, e canonizada por Pio XII, em 1947.

Fonte: ACI digital



Imagens de santos enterradas há quase 60 anos são encontradas por pedreiros embaixo de igreja


As imagens foram enterradas após o Concílio Vaticano II, na década de 1960, quando, segundo o historiador Antônio José, foi acertado que os santos deveriam ser retirados dos altares.

Por G1 PI - 22/11/2019

Reforma de igreja em Valença revela imagens sacras que estavam enterradas

Imagens de Santa Teresa D’Ávila e de Santo Antônio foram encontradas por pedreiros nessa quinta-feira (21) enterradas sob o altar da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó e Conceição, localizada em Valença do Piauí, município distante 216 km ao Sul de Teresina. Em entrevista ao G1, o historiador Antônio José contou que as imagens foram enterradas na década de 1960, após o Concílio Vaticano II, com o objetivo de atualizar a Igreja Católica.

“Durante o concílio foi acertado que as imagens deveriam ser retiradas dos altares. Só que não tinham como jogar tudo fora. O padre Marques, que era bastante tradicionalista, teve ideia de colocar sob o altar do Santíssimo Sacramento”, comentou.

Imagens encontradas na Igreja Matriz de Valença — Foto: Sérgio Alves/ Portal V1

Com o passar do tempo, as imagens foram esquecidas. Porém, ainda existia na cidade boatos de que haveriam imagens enterradas sob a Igreja Matriz. “Na década de 80, lembro que as senhoras contavam que existiam imagens enterradas, mas não sabiam onde estavam exatamente", contou o historiador.

"A gente ficava em dúvida se havia ou não. Nós contávamos para os padres, mas eles não davam importância. Até que o padre de agora, que tem uma visão diferenciada, conversou com o padre Marques que confirmou”, acrescentou.

Por conta da idade do padre, a história foi esquecida. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) foi comunicado, mas, segundo Antônio José, os arqueólogos nunca foram na cidade.

Santo Antônio — Foto: Sérgio Alves/ Portal V1

“Durante a reforma, os pedreiros se depararam com as imagens sob o Santíssimo Sacramento. Será verificado ainda se existem outras imagens”, afirmou o historiador.

Antônio José informou que o padre não tomará a decisão só e que será formado um conselho para que seja decidido o destino das imagens.


VALENÇA DO PIAUÍ

Fonte: G1



quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Audiência: Papa denuncia a hipocrisia de falar de paz e construir armas


A lembrança das etapas na Tailândia e no Japão marcou a Audiência Geral do Papa Francisco na Praça São Pedro. “Para proteger a vida, é preciso amá-la, e hoje a grave ameaça nos países mais desenvolvidos é a perda do sentido de viver", alertou.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Recém-chegado de sua 32° viagem apostólica, o Papa Francisco recebeu milhares de fiéis e peregrinos para a Audiência Geral esta quarta-feira (27/11) e dedicou sua catequese aos principais momentos vividos na Tailândia e no Japão.

Ao agradecer às autoridades governamentais e eclesiásticas dos dois países, o Pontífice afirmou que a visita aumentou a sua proximidade e o seu afeto por aqueles povos: “Deus os abençoe com abundância de prosperidade e de paz”.

Povo thai: povo do belo sorriso

Começando pela primeira etapa, Francisco recordou que a Tailândia é um antigo Reino que se modernizou fortemente. O povo “thai” é o “povo do belo sorriso. As pessoas ali sorriem. Encorajei o empenho pela harmonia entre os diversos membros da nação e para que o desenvolvimento econômico possa ir em benefício de todos e sejam sanadas as chagas da exploração, especialmente das mulheres e dos menores.”

Sobre a religião budista, parte integrante da história e da vida do povo tailandês, o Papa citou o encontro com o Patriarca Supremo e com os líderes ecumênicos e inter-religiosos.

Com a comunidade católica local, o Pontífice viveu momentos de convívio com os sacerdotes, os consagrados, os bispos, os jesuítas. Celebrou duas missas e conheceu de perto o trabalho do Hospital São Luís em prol dos últimos. “Ali experimentamos que na nova família formada por Jesus Cristo existem também os rostos e as vozes do povo Thai.”

Japão: capacidade extraordinária de lutar pela vida

Depois, foi a vez do Japão, cujo lema “Proteger cada vida” acompanhou a sua visita. O país, afirmou, “carrega impressas as chagas do bombardeio atômico e é em todo o mundo porta-voz dos direitos fundamentais à vida e à paz”.

Em Nagasaki e Hiroshima, o Papa rezou, encontrou sobreviventes e familiares das vítimas. “Reiterei a firme condenação das armas nucleares e da hipocrisia de falar de paz construindo e vendendo artilharia bélica.”

Depois daquela tragédia, prosseguiu, o Japão demonstrou uma extraordinária capacidade de lutar pela vida e o fez inclusive recentemente depois do tríplice desastre de 2011: terremoto, tsunami e acidente na central nuclear.

“ Para proteger a vida, é preciso amá-la, e hoje a grave ameaça nos países mais desenvolvidos é a perda do sentido de viver. ”

As primeiras vítimas do vazio de sentido, apontou Francisco, são os jovens. Por isso, dedicou um encontro a eles em Tóquio, aos quais encorajou a se opor a toda forma de bullying, e a vencer o medo e o fechamento abrindo-se ao amor de Deus.

“Auspiciei uma cultura de encontro e diálogo, caracterizada pela sabedoria e amplidão de horizonte. Permanecendo fiel aos seus valores religiosos e morais, e aberto à mensagem evangélica, o Japão poderá ser um país condutor por um mundo mais justo e pacífico e pela harmonia entre homem e meio ambiente.”

Queridos irmãos e irmãs, finalizou o Papa, “confiemos à bondade e à providência de Deus os povos da Tailândia e do Japão”.

Fundação Nizami Ganjavi

Antes da Audiência Geral, o Papa Francisco recebeu os membros da Fundação Nizami Ganjavi. Trata-se de uma organização dedicada à memória do grande poeta do Azerbaijão do século XII, com a finalidade de promover a paz no diálogo e no respeito mútuo.

Francisco encorajou a Fundação a prosseguir neste caminho, sobretudo no que diz respeito ao desafio das mudanças climáticas, convencidos de que a cultura do diálogo é a via mestra, a colaboração é a conduta mais eficaz e conhecimento recíproco é o método para crescer na fraternidade entre as pessoas e os povos.

27 novembro 2019

Fonte: Vatican News



Cardeal propõe as "bem-aventuranças" da Virgem Maria para o Advento


Imagem referencial. Crédito: Pixabay.

MADRI, 25 Nov. 19 / 04:00 pm (ACI).- Por ocasião do Advento, o Cardeal Carlos Osoro, Arcebispo de Madri, propôs uma série de “bem-aventuranças” ou “características fundamentais” que Nossa Senhora viveu e que explicam a grandeza de sua entrega ao Senhor.

Em uma carta pelo Advento intitulada "A Mãe e nosso encontro com Ela", publicada em dezembro de 2018, mas que mantêm sua atualidade para 2019, o Cardeal propôs "oito características fundamentais que, contemplando a Virgem Maria, descubro como bem-aventuranças que o Senhor quer nos entregar”.

Nesse sentido, explicou que a bem-aventurança "da grandeza brota em Maria pela fé em Deus, mesmo em momentos de escuridão". Porque, como destacou, "Ela prefere confiar em Deus, um Deus que nos ama incondicionalmente, um Deus que quis estabelecer sua presença entre os homens e que deseja mantê-la através da Igreja".

Outra está relacionada com “a grandeza que brota também de seu amor: nunca deixou de amar, nunca esteve contra ninguém. Inclusive quando viu com seus próprios olhos como seu Filho Jesus Cristo morria na cruz, continuou amando. Pediu-lhe que fosse a mãe de todos os homens e Ela o tornou visível no apóstolo João”.

Além disso, mencionou a bem-aventurança da “grandeza que brota de sua simplicidade”, porque “tornou natural aquilo que era sobrenatural, fácil o que era difícil, simples o que era complicado, ordinário o que era extraordinário” e “da grandeza que brota de sua humildade: sua escolha para ser Mãe de Deus não foi motivo para vangloriar-se, esqueceu e nunca levou em consideração o que fizeram com ela, como, por exemplo, fechar-lhe as portas quando ia dar à luz”.

Também destacou como bem-aventurança “a grandeza que brota de sua obediência, pois não pretendeu determinar a forma de seguir a Deus, mas deixou que Deus se dispusesse dela como quisesse”. E também a relacionada com “a grandeza que brota de sua fidelidade, mesmo a custa de grandes sofrimentos. Sofreu tudo que humanamente se pode sofrer sem se queixar”.

O Cardeal também se referiu à “bem-aventurança da grandeza que brota de sua força: foi capaz de carregar uma cruz, cantar o magnificat e falar com tranquilidade sobre outras coisas”; e a que brota de “saber manter-se junto à Cruz de seu filho, da forma como pedia seu coração de Mãe, de pé”.

O Cardeal Osoro também incentiva a deixar-se "questionar por Deus tendo adiante à Virgem Maria”, e incentiva a recitar o Magnificat antes de se fazer as perguntas transcendentais da vida.

Do mesmo modo, exorta "a viver como filho de Deus e irmão de todos os homens" para experimentar "a grande bênção de Deus que é viver com, por e a partir do amor de Deus" e deixar que Deus diga "Alegra-te, o Senhor está contigo" e aproximar a nossa Mãe de nossa vida, colocar-se ao lado dela e escutar junto com ela “essas palavras que enchem a vida de um ser humano de alegria, percebendo que Deus conta contigo; ama-te, deseja que lhe faças presente neste mundo”.

O Arcebispo de Madri também incentivou a não temer, porque, da mesma forma como Deus fez com a sua Mãe, “vai te ajudar com a sua graça e com seu amor, concederá a ti a sua força para fazer o que, para a tua razão, parece impossível. É preciso apenas que te coloques diante de Deus como Maria, diga-lhe assim: ‘Aqui me tens Senhor, confio em Ti, confio em tua Palavra’”.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Nossa Senhora das Graças, a Virgem da Medalha Milagrosa (27 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 27 Nov. 19 / 05:00 am (ACI).- “Fazei cunhar uma medalha conforme este modelo. Todos os que a usarem, trazendo-a ao pescoço, receberão grandes graças. Estas serão abundantes para aqueles que a usarem com confiança”, disse Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré, no dia 27 de novembro de 1830.

Foi nesse ano de 1830 que a Virgem Maria apareceu para a Irmã Catarina Labouré, da Congregação das Filhas da Caridade, primeiramente na noite de 18 de junho. Um anjo despertou a religiosa e a conduziu até a capela, onde encontrou a Mãe de Deus e conversou com ela por mais de duas horas, ao final da qual Maria lhe disse: “Voltarei, minha filha, porque tenho uma missão para te confiar”.

No dia 27 de novembro do mesmo ano, a Santíssima Virgem voltou a aparecer para Catarina. A Mãe de Deus estava com uma veste branca e manto azul. Conforme relatou a religiosa, era de uma “beleza indizível”. Os pés estavam sobre um globo branco e esmagavam uma serpente.

Suas mãos, à altura do coração, seguravam um pequeno globo de ouro, coroado com uma pequena cruz. Levava nos dedos anéis com pedras preciosas que brilhavam e iluminavam em toda direção.

A Virgem olhou para Santa Catarina e lhe disse: “O globo que vês representa o mundo inteiro, especialmente a França e cada alma em particular. Estes raios são o símbolo das graças que Eu derramo sobre as pessoas que me pedem. As pérolas que não emitem raios são as graças das almas que não pedem”.

O globo de ouro que a Virgem Maria estava segurando se desvaneceu e seus braços se estenderam abertos, enquanto os raios de luz continuavam caindo sobre o globo branco dos pés.

Nesse momento, formou-se um quadro oval em torno de Nossa Senhora, com as seguintes palavras em letras douradas: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

Então, Maria pediu que Catarina mandasse cunhar a medalha, segundo o que estava vendo.

A aparição girou e no reverso estava a letra “M” encimada por uma cruz que tinha uma barra em sua base, a qual atravessava a letra. Embaixo figurava o coração de Jesus, circuncidado com uma coroa de espinhos, e o coração de Nossa Senhora, transpassado por uma espada. Ao redor havia doze estrelas.

A manifestação voltou a acontecer por volta do final de dezembro de 1830 e princípio de janeiro de 1831.

Em 1832, o Bispo de Paris autorizou a cunhagem da medalha e assim se espalhou pelo mundo inteiro. Inicialmente a medalha era chamada “da Imaculada Conceição”, mas quando a devoção se expandiu e se produziram muitos milagres, foi chamada “Medalha Milagrosa”, como é conhecida até nossos dias.

Para celebrar este dia em que recordamos Nossa Senhora das Graças, confira a seguir a oração para pedir o auxílio da Virgem:

Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, do poder ilimitado que vos deu o vosso divino Filho sobre o seu coração adorável. Cheio de confiança na vossa intercessão, venho implorar o vosso auxílio. Tendes em vossas mãos a fonte de todas as graças que brotam do Coração amantíssimo de Jesus Cristo; abri-a em meu favor, concedendo-me a graça que ardentemente vos peço. Não quero ser o único por vós rejeitado; sois minha Mãe, sois a soberana do coração de vosso divino Filho.

Sim, ó virgem santa, não esqueçais as tristezas desta terra; lançai um olhar de vontade aos que estão no sofrimento, aos que não cessam de provar o cálice das amarguras da vida. Tende piedade dos que se amam e que estão separados pela discórdia, pela doença, pelo cárcere, pelo exílio ou pela morte. Tende piedade dos que choram dos que suplicam e dai a todos o conforto, a esperança e a paz! Atendei, pois, à minha humilde súplica e alcançai-me as graças que agora fervorosamente vos peço por intermédio de vossa santa Medalha Milagrosa! Amém.

Fonte: ACI digital



7 detalhes do significado da Medalha Milagrosa que você precisa conhecer

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Nov. 19 / 06:00 am (ACI).- A Virgem da Medalha Milagrosa, cuja festa é celebrada neste 27 de novembro, pediu a Santa Catarina Labouré que fizesse uma Medalha igual a que ela viu no momento da aparição. Ela fez esta medalha e Deus realizou muitos milagres e alcançou muitas graças aos que a utilizam. Mas, o que indicam os símbolos que aparecem na Medalha e qual é a sua mensagem?

1. Triunfa sobre Satanás

Na frente da Medalha Milagrosa, aparece a Virgem Maria esmagando a cabeça da serpente que está sobre o mundo: Ela, a Imaculada, tem todo poder em virtude de sua graça para triunfar sobre Satanás.

2. Evoca o Apocalipse

As doze estrelas da cabeça de Maria e a cor de seu manto mostram a mulher vestida de sol, do Livro do Apocalipse.

3. Raios das graças
Suas mãos estendidas, transmitindo raios de graça são sinal de sua missão de Mãe e Medianeira das graças que derrama sobre o mundo e a quem lhes peça.

4. Sinal da Imaculada

A famosa inscrição "Oh Maria" afirma a Imaculada Conceição da Virgem, manifestada a Santa Catarina nesta aparição em 27 de novembro de 1830, muito antes do dogma ser proclamado em 1854. Do mesmo modo, indica a missão de intercessão da Mãe de Deus, a quem podemos procurar com confiança.

5. A realeza de Maria

O globo, que representa a terra, está sob os pés da Virgem Maria, porque Ela é a rainha do céu e da Terra.

6. Mãe do crucificado
Na parte de trás da Medalha está a letra "M", símbolo de Maria e da sua maternidade espiritual. A cruz é o mistério da redenção e sustenta a letra "Yota" do alfabeto grego ou a "I", que é um monograma do nome "Jesus". Tudo isso simboliza a Mãe de Cristo crucificado.

7. A Igreja com os Corações Sagrados
As doze estrelas são um símbolo da Igreja que Cristo fundou nos Apóstolos. Enquanto os Sagrados Corações de Jesus e Maria se referem à devoção que os cristãos devem ter a ambos os corações.

Fonte: ACI digital



O que é o Advento e como podemos vivê-lo?


REDAÇÃO CENTRAL, 26 Nov. 19 / 05:00 am (ACI).- O Advento é o tempo de preparação para celebrar o Natal e começa quatro domingos antes desta festa. Além disso, marca o início do novo Ano Litúrgico católico e em 2019 começará no domingo, 1º de dezembro.

Advento vem do latim “ad-venio”, que quer dizer “vir, chegar”. Começa com o domingo mais próximo da festa de Santo André (30 de novembro) e dura quatro semanas.

O Advento está dividido em duas partes: as primeiras duas semanas servem para meditar sobre a vinda do Senhor quando ocorrer o fim do mundo; enquanto as duas seguintes servem para refletir concretamente sobre o nascimento de Jesus e sua irrupção na história do homem no Natal.

Nos templos e casas são colocadas as coras do Advento e se acende uma vela a cada domingo. Do mesmo modo, os paramentos do sacerdote e as toalhas do altar são roxos, como símbolo de preparação e penitência. A exceção é o terceiro domingo, o Domingo Gaudete (da alegria), no qual pode se usar a cor rósea.

A fim de fazer sensível esta dupla preparação de espera, durante o Advento, a Liturgia suprime alguns elementos festivos. Na Missa, não é proclamado o hino do Glória.

O objetivo desses simbolismos é expressar de maneira tangível que, enquanto dura a peregrinação do homem, falta-lhe algo para seu gozo completo. Quando o Senhor se fizer presente no meio do seu povo, a Igreja terá chegado à sua festa completa, representada pela Solenidade do Natal.

Muitos católicos sabem do Advento, mas talvez as preocupações no trabalho, as provas na escola, os ensaios com o coral ou teatro de Natal, a arrumação do presépio e a compra dos presentes fazem com que se esqueçam do verdadeiro sentido deste tempo. Por isso, é preciso recordar que a principal preparação neste período deve ser interior, na espera da vinda de Jesus.

No tempo do Advento, faz-se um apelo aos cristãos, a fim de que vivam de maneira mais profunda algumas práticas específicas, como: a vigilância na fé, na oração, na busca de reconhecer o Cristo que vem nos acontecimentos e nos irmãos; a conversão, procurando consertar os próprios caminhos e andar nos caminhos do Senhor, para seguir Jesus em direção Reino do Pai; o testemunho da alegria que Jesus traz, através de uma caridade paciente e carinhosa para com os outros; a pobreza interior, de um coração disponível para Deus, como Maria, José, João Batista, Zacarias, Isabel; a alegria, na feliz expectativa do Cristo que vem e na invencível certeza de que Ele não falhará.

Fonte: ACI digital



O dia em que Pe. Donizetti teve que parar de receber peregrinos


Reprodução / Facebook

Pe. Donizetti Tavares de Lima

Redação da Aleteia | Nov 25, 2019

O então governador de São Paulo proibiu as bênçãos coletivas do padre na cidade de Tambaú, pois o município não tinha estrutura para receber as multidões de devotos

O Pe. Donizetti Tavares de Lima, beatificado pela Igreja no dia 23 de outubro de 2019, nasceu em Cássia, MG, em 1882. Mas foi em Tambaú, SP, que ele exerceu seu sacerdócio durante 35 anos.

Na cidade (hoje com cerca de 30 mil habitantes), o religioso se dedicou a ajudar aos pobres, fundando várias entidades, entre elas o asilo São Vicente de Paulo e a Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Tambaú.

Com o tempo, a fama de milagreiro do Pe. Donizetti começou a se espalhar. Fiéis do Brasil inteiro e até o exterior começaram a procurá-lo em busca de cura. O sacerdote sempre atribui estes milagres a Nossa Senhora Aparecida.

Sua bênção tornou-se muito procurada e era dada da janela de sua casa, devido à imensa quantidade de pessoas que ficavam aguardando sua oração.

Na década de 1950, devido ao grande número de romeiros que chegavam a Tambaú para receber a bênção dita milagrosa, a pequena cidade começou a enfrentar problemas de segurança, trânsito e higiene, pois não tinha a infraestrutura necessária para receber os peregrinos.

Segundo os registros da Igreja, em 1954 município chegou a receber três milhões de pessoas em um semestre. Só em um dia, foram 200 mil romeiros. O padre nem conseguia passar pela multidão, pois todos queriam um pedaço da sua batina.

Em entrevista ao Vatican News, o cardeal Giovanni Angelo Becciu, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos da Santa Sé, conta que o próprio Pe. Donizetti se sentia incomodado com a situação:

“Para a nossa mentalidade ocidental é algo estranho. Nos anos 54, 55, havia três milhões de pessoas que iam à sua paróquia e ele mesmo colocava o problema: estou fazendo bem ou as pessoas não entendem bem a minha condição de sacerdote? E escreveu ao bispo nestes termos: ‘Excelência, antes de ouvir dos outros, vim dizer-lhe que muitas pessoas vêm ter comigo porque se espalhou a notícia de que a minha bênção cura ou consola na dor. Rezo sempre a Nossa Senhora Aparecida. Estou consciente de que esta é uma missão que me confiou, para ajudar os necessitados. O que devo fazer?’. E o bispo deu uma resposta encorajadora e serena: ‘Querido Padre, continua a dar a tua bênção, aquela que é da Igreja. Não é um ato de magia, nem é uma invenção tua. Dispense as graças de Nossa Senhora. Vai tranquilo’”.

De acordo com o portal de notícias G1, para evitar que o caos na cidade de Tambaú aumentasse, o então governador do Estado de São Paulo, Jânio Quadro, obrigou o sacerdote a dar sua última bênção coletiva no dia 20 de maio de 1955, às 20h. A bênção foi proferida em latim sob uma chuva de rosas jogadas de um avião em cima da casa paroquial.

 O momento foi eternizado em áudio, que até hoje costuma ser reproduzido no final das Missas celebradas em Tambaú.

Ouça abaixo parte deste momento histórico.


Fonte: Aleteia



terça-feira, 26 de novembro de 2019

Brasil: mais um “estrondoso milagre” atribuído a Carlo Acutis deverá ser anunciado


Éditions Première Partie

Aleteia Brasil | Nov 22, 2019

Ele teve 5 paradas cardíacas, ficou em estado vegetativo, foi tocado com a relíquia de Carlo e os médicos não sabem explicar como ele hoje está bem

O pe. Marcélo Tenório é pároco da igreja de São Sebastião, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Trata-se da paróquia na qual ocorreu o milagre da completa recuperação de um menino de 10 anos idade que sofria de grave anomalia no pâncreas. O milagre foi registrado em outubro de 2010, numa capela da paróquia dedicada a Nossa Senhora Aparecida. Quem conta é o próprio padre Marcélo, segundo matéria do blog católico Ancoradouro, do jornal cearense O Povo:

“Essa enfermidade fazia com que a criança vomitasse todo o tempo, o que a deixava fraca e muito abatida, pois tudo o que comia voltava, inclusive líquido. Já andava com uma toalhinha, porque era grave a sua situação. Cada vez mais fraco, debilitado, encontraria a morte certa. Na fila para a bênção [com uma relíquia de Carlo Acutis], a criança pergunta ao avô o que deveria pedir e ele lhe diz: ‘para parar de vomitar’. E assim aconteceu. Quando chegou a vez do enfermo, ele tocou na relíquia do Carlo e disse com voz firme: ‘Parar de vomitar’. E, a partir de então, não vomitou mais.

Em fevereiro de 2011, a família mandou fazer novos exames no garoto e foi-lhe constatada a plena cura. Esse possível milagre foi enviado para Sagrada Congregação dos Santos e então o Vaticano mandou instaurar aqui na Arquidiocese um Tribunal Eclesiástico para averiguação do fato, colhendo testemunhos e provas documentais e médicas. Encerrado aqui todo o processo, retornou a Roma, para ser submetido à Equipe de peritos do Vaticano”.


Mais um “estrondoso milagre”

O pe. Marcélo afirma que houve mais um “estrondoso milagre” ligado ao jovem Carlo Acutis, ocorrido na mesma paróquia:

“Trata-se do jovem Gabriel Terron, nosso cerimoniário. Ele era coordenador dos Carlanis, grupo de jovens que seguia o Carlo. Certa vez ele teve 5 paradas cardíacas, o que o deixou diagnosticadamente em vida vegetativa. Eu mesmo estive com ele no hospital e toquei-o com a Sagrada Relíquia. E hoje ele está bem, em nosso meio, ajudando vez ou outra na Santa Missa. E os médicos não sabem explicar o ocorrido”. (Aleteia)

Quem é Carlo Acutis


Ele morreu aos 15 anos, de leucemia fulminante, oferecendo a vida pela Igreja e pelo papa

"Estar sempre junto com Jesus: este é o meu plano de vida". Com estas poucas palavras, Carlo Acutis (1991-2006), o adolescente italiano que morreu de leucemia aos 15 anos de idade e que hoje é Servo de Deus, define a “marca registrada” de sua curta vida, focada decididamente na amizade com Jesus.

Carlo Acutis é um jovem como os outros dos nossos tempos: moderno, antenado, especialista em computação. Cheio de vida, ele era também cheio de fé e tinha uma inteligência acima da média. Sua história tem despertado admiração profunda: rapidamente, ele se tornou popular e muito amado. Graças à internet, a história de Carlo está indo bem além das fronteiras, embora vastas, das suas amizades diretas.

O que o fez viver com alegria até o fim foi o relacionamento com Cristo Eucaristia, do qual ele se nutriu todos os dias, e a adoração eucarística, à qual ele dedicava longo tempo. Devoto, mas nunca fanático, ele recebeu a primeira comunhão aos 7 anos de idade, com autorização especial.

É o que recorda a superiora do convento de clausura de Perego, em Brianza, onde ele fez a primeira comunhão: "Tranquilo durante o tempo da missa, ele começou a dar sinais de ‘impaciência’ quando se aproximava o momento de receber a Sagrada Comunhão. Com Jesus já no coração, depois de um tempo com a testa recolhida entre as mãos, ele começou a se mexer, um tanto agitado, como se não conseguisse ficar parado. Parecia que alguma coisa tinha acontecido com ele, só conhecida por ele; algo grandioso, que ele não conseguia conter" (Tempi, 20 de maio de 2013).

Hoje, graças à exposição virtual sobre os milagres eucarísticos, criada por iniciativa dele (visite em www.miracolieucaristici.org), a sua herança espiritual está presente no mundo todo: das Filipinas a Cabo Verde, do Brasil à China.

No início de outubro de 2006, Carlo manifestou os sintomas do que, inicialmente, foi confundido com caxumba, mas diagnosticado, logo depois, como leucemia fulminante de tipo m3. A morte veio rápido, no dia 12 de outubro. “Carlo entendeu o que estava acontecendo e ofereceu seus sofrimentos pela Igreja e pelo papa”, conta Francesca Consolini, postuladora da causa de beatificação. “No hospital, ele se preocupava com os pais, agradecia aos enfermeiros e médicos. Ele viveu também a morte com plenitude, como tinha vivido a vida. ‘Viver bem o hoje, olhando para o essencial’: eu acho que esta é a mensagem mais forte que ele nos deixou" (Credere, 30 de junho de 2013).

Um amigo fala da sua aproximação à fé depois da morte de Carlo. "No enterro, havia vários imigrantes, alguns muçulmanos e hinduístas. Eu acho que Carlo os tinha conhecido nos seus passeios de bicicleta pelo bairro, quando ele parava para conversar com os porteiros, quase todos estrangeiros. Perto da nossa casa havia um sem-teto. Carlo sempre levava comida para ele. Uma vez, ele deu um saco de dormir para um idoso que dormia numa caixa de papelão. Ele doava as suas mesadas para os frades capuchinhos".

“Ele era muito austero”, conta a mãe. “Uma vez, ele não gostou nem um pouco quando eu comprei um par de sapatos que ele achou supérfluos. Ele treinava a força de vontade. E dizia que ‘o problema é motivar a vontade. A única coisa que nós temos que pedir a Deus na oração é a vontade de ser santos’”.

“Eu estou feliz de morrer”, escreveu Carlo, “porque vivi a minha vida sem perder nenhum minuto em coisas que não agradam a Deus”.


Fonte: Aleteia



Papa no Japão: Todos precisamos de uma mão amiga para voltar a começar com esperança


TOKIO, 25 Nov. 19 / 09:15 am (ACI).- É essencial encontrar uma mão amiga, uma mão irmã, capaz de ajudar a erguer não só a cidade, mas também o olhar e a esperança, expressou o Papa Francisco a um grupo de sobreviventes da tríplice catástrofe de 2011, com quem se encontrou na manhã desta segunda-feira, 25 de novembro, em Tóquio, por ocasião de sua visita apostólica ao Japão.

Em 11 de março de 2011, um terremoto de 9 graus com epicentro no mar e a 32 quilômetros de profundidade, estremeceu durante 6 minutos a costa leste de Honshu, a principal ilha do país, em especial a província de Miyagi.

Este forte terremoto, considerado o quarto mais potente do mundo nos últimos 500 anos, produziu um tsunami com ondas de até 15 metros que devastou cidades e vilarejos. Cerca de 115 mil edifícios ao longo de 400 quilômetros de costa foram destruídos, fazendo com que mais de 150 mil pessoas fossem deslocadas e realocadas para outras áreas do país.

Essas ondas foram a verdadeira força destrutiva, penetrando cerca de 40 quilômetros no interior do Japão ao longo da costa leste, causando danos, especialmente nas províncias de Aomori, Iwate, Miyagi e Fukushima.

No entanto, o movimento telúrico também causou a queda da rede elétrica e falhas devido ao superaquecimento na central nuclear de Fukushima, liberando material radioativo no Oceano Pacífico, no que é considerado o desastre nuclear mais grave do mundo desde Chernobyl, em 1986. O colapso enviou nuvens de poeira radioativa sobre a região circundante, forçando muitas pessoas a evacuar a área.

Estima-se que 19 mil pessoas morreram e 150 mil foram deslocadas pela “tríplice catástrofe”, muitas delas não voltaram para suas casas, principalmente na cidade de Sendai (Miyagi), a mais afetada.

O encontro com o grupo de sobreviventes foi realizado no Bellesalle Hanzomon, onde o Papa foi recebido pelo Arcebispo de Tóquio, Dom Tarcisius Isao Kikuchi, e pelo bispo de Sendai, Dom Martin Tetsuo Hiraga.

Antes de suas palavras, o Santo Padre ouviu os testemunhos de Toshiko Kato, sobrevivente do terremoto e tsunami e responsável por um jardim de infância católico na cidade de Miyako; do sacerdote budista Tokuun Tanaka e do jovem Matsuki Kamoshita, ambos sobreviventes do desastre nuclear.

Em seu discurso, Francisco lhes agradeceu por expressarem "a tristeza e a dor sofridas por tantas pessoas, mas também a esperança aberta para um futuro melhor". Além disso, atendendo ao pedido do jovem Matsuki, o Santo Padre convidou os presentes a fazer um momento de silêncio e rezar pelas pessoas “que perderam a vida, pelas suas famílias e pelos que ainda estão desaparecidos. Façamos uma oração que nos una e dê a coragem de olhar em frente com esperança”.

O Santo Padre também agradeceu aos que trabalham na reconstrução e por "aliviar a situação das mais de cinquenta mil pessoas que foram evacuadas" e que ainda não podem voltar para suas casas.

Nesse sentido, disse que esta ação “não se pode exaurir no tempo desaparecendo após o choque inicial, mas que devemos prolongar e apoiar. Entretanto – lembrou Matsuki – alguns dos que viviam nas áreas afetadas agora sentem-se esquecidos, e parte deles deve fazer frente a problemas contínuos de terras e florestas contaminadas e os efeitos a longo prazo das radiações”

Nesse sentido, o Papa encorajou a que o encontro de 25 de novembro sirva como um chamado para continuar a solidariedade com as vítimas dessas tragédias, porque sem recursos básicos “não é possível levar por diante uma vida digna e ter o mínimo necessário para conseguir uma reconstrução”.

"Ninguém se ‘reconstrói’ sozinho, ninguém pode começar de novo sozinho. É essencial encontrar uma mão amiga, uma mão irmã, capaz de ajudar a erguer não só a cidade, mas também o olhar e a esperança”, afirmou.

Francisco destacou o testemunho de Toshiko, que, apesar de perder sua casa, "está agradecida por poder apreciar o dom da vida e sentir esperança quando vê as pessoas unir-se para se ajudarem entre si". "Nestes oito anos após o tríplice desastre, o Japão demonstrou como um povo se pode unir em solidariedade, paciência, perseverança e resistência", afirmou o Papa.

Ele também se referiu às palavras do sacerdote budista Tokuun, que perguntou como responder a outros problemas importantes "que não podem, como bem sabeis, ser considerados e tratados isoladamente: guerras, refugiados, alimentação, disparidades econômicas e desafios ambientais".

"É um erro grave pensar que, hoje, se podem enfrentar os problemas de maneira isolada, sem os assumir como parte de uma rede mais ampla", indicou o Papa.

O primeiro passo, disse, "é trabalhar e caminhar rumo a uma cultura capaz de combater a indiferença", porque " se um membro de nossa família sofre, todos sofremos com ele". "Pertencemo-nos uns aos outros", assinalou.

Nesse sentido, indicou que, no caso do acidente da central de Fukushima, "além das preocupações científicas ou médicas, existe ainda um trabalho imenso a fazer para restaurar o tecido da sociedade".

“Enquanto não se restabelecerem os laços sociais nas comunidades locais e as pessoas não voltarem a ter uma vida segura e estável, não estará completamente solucionado o acidente de Fukushima. Daqui brota a preocupação com o prolongamento do uso da energia nuclear, como justamente apontaram os meus irmãos bispos do Japão, que pediram a abolição das centrais nucleares”, assinalou o Papa.

O Pontífice também alertou sobre “a tentação de fazer do progresso tecnológico a medida do progresso humano”, um paradigma que “molda a vida das pessoas e o funcionamento da sociedade, levando frequentemente a um reducionismo que afeta todas as áreas da nossa sociedade”.

“Por isso, em momentos como este, é importante fazer uma pausa, parar e refletir sobre quem somos e – talvez de forma mais crítica – quem queremos ser. Que espécie de mundo, que tipo de legado queremos deixar a quantos vierem depois de nós?”, perguntou.

“Queridos irmãos, no trabalho contínuo de recuperação e reconstrução depois do tríplice desastre, muitas mãos se devem juntar e muitos corações se devem unir como se fossem um só. Desta forma, as pessoas que sofreram receberão apoio e saberão que não foram esquecidas. Saberão que muitas pessoas compartilham, ativa e eficazmente, o seu sofrimento e continuarão a estender uma mão fraterna para ajudar”.

“Mais uma vez, louvemos e demos graças por todos aqueles que procuraram, com simplicidade, aliviar o peso das vítimas. Que esta compaixão seja o caminho que permita a todos encontrar esperança, estabilidade e segurança para o futuro”, expressou.

Após este encontro, o Santo Padre se dirigiu à reunião privada com o imperador japonês Naruhito. Mais tarde, às 11h45 teve um encontro com os jovens na Catedral de Santa Maria e, às 16h, celebrou uma Missa no Tokio Dome, e finalmente concluiu seu dia com um discurso às autoridades e corpo diplomático.

Fonte: ACI digital



Homilia do Papa Francisco na Missa no Tóquio Dome do Japão (25/11/2019)


Papa Francisco na Missa em Tóquio. Crédito: Vatican Media (Captura de vídeo)

TOKIO, 25 Nov. 19 / 08:58 am (ACI).- Nesta segunda-feira, 25 de novembro, celebrou uma Missa no Tóquio Dome do Japão, na qual reiterou seu chamado para que a Igreja se converta em um hospital de campanha que proteja toda vida e dê testemunho de compaixão e escuta simples em uma sociedade na qual as exigências fazem com que não sejam poucas as pessoas que vivem socialmente isoladas, incapazes de compreender o significado da vida e de sua própria existência.

A seguir, a homilia completo do Papa Francisco:

O Evangelho que ouvimos faz parte do primeiro grande discurso de Jesus; é conhecido como o «Sermão da Montanha» e descreve-nos a beleza do caminho que somos convidados a percorrer. Segundo a Bíblia, a montanha é o lugar onde Deus Se manifesta e dá a conhecer: «sobe ao encontro do Senhor» (Ex 24, 1), disse Deus a Moisés. Uma montanha cujo cimo se alcança, não com a força de vontade nem com o carreirismo, mas apenas com a escuta atenta, paciente e delicada do Mestre no meio das encruzilhadas do caminho. O cimo transforma-se em planura para nos dar uma perspectiva sempre nova de tudo o que nos rodeia, centrada na compaixão do Pai. Em Jesus, encontramos o cimo do que significa ser humano e indica-nos o caminho que nos leva à plenitude capaz de ultrapassar todos os cálculos conhecidos; n’Ele encontramos uma vida nova, onde se experimenta a liberdade de nos sentirmos filhos amados.

Mas estamos cientes de que, ao longo do caminho, esta liberdade filial pode ver-se sufocada e enfraquecida, quando ficamos prisioneiros do círculo vicioso da ansiedade e da competição, ou quando concentramos toda a nossa atenção e as nossas melhores energias na busca obstinada e frenética de produtividade e consumismo como único critério para medir e avaliar as nossas opções ou definir quem somos e quanto valemos. Medida essa, que pouco a pouco nos torna impermeáveis ou insensíveis às coisas importantes, levando o coração a palpitar pelas coisas supérfluas ou efémeras. Como oprime e enreda a alma a ânsia gerada por pensar que tudo pode ser produzido, conquistado e controlado!

Os jovens fizeram-me notar esta manhã (no encontro que tive com eles) que, numa sociedade como o Japão com uma economia altamente desenvolvida, não são poucas as pessoas socialmente isoladas que permanecem à margem, incapazes de entender o significado da vida e da sua própria existência. A casa, a escola e a comunidade, destinadas a ser lugares onde cada um apoia e ajuda os outros, estão a deteriorar-se cada vez mais pela excessiva competição na busca do lucro e da eficiência. Muitas pessoas sentem-se confusas e inquietas, ficam sobrecarregadas pelas demasiadas exigências e preocupações que lhes tiram a paz e o equilíbrio.

Ressoam, como bálsamo reparador, as palavras do Senhor que convidam a não nos inquietarmos, mas a termos confiança. Insiste nisso três vezes: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o dia de amanhã (cf. Mt 6, 25.31.34). Não se trata de nos desinteressarmos do que sucede ao nosso redor nem de nos desleixarmos relativamente às nossas ocupações e responsabilidades diárias; antes pelo contrário, é um desafio a abrirmos as nossas prioridades para um horizonte de sentido mais amplo e, assim, criar espaço para olhar na mesma direção: «Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais se vos dará por acréscimo» (Mt 6, 33).

O Senhor não nos diz que as necessidades básicas, como alimento e roupa, não sejam importantes; mas convida-nos a repensar as nossas opções diárias para não acabarmos entalados ou fechados na busca do êxito a todo o custo, incluindo a custo da própria vida. As atitudes mundanas que buscam e perseguem apenas o próprio lucro ou benefício neste mundo, e o egoísmo que pretende a felicidade individual, subtil mas realmente conseguem apenas tornar-nos infelizes e escravos, para além de dificultar o desenvolvimento duma sociedade verdadeiramente harmoniosa e humana.

O oposto de um «eu» isolado, fechado e até sufocado só pode ser um «nós» partilhado, celebrado e comunicado (cf. Papa Francisco, Catequese, Audiência Geral de 13/II/2019). Este convite do Senhor lembra-nos que «precisamos de reconhecer alegremente que a nossa realidade é fruto dum dom, e aceitar também a nossa liberdade como graça. Isto é difícil hoje, num mundo que julga possuir algo por si mesmo, fruto da sua própria originalidade e liberdade» (Gaudete et exsultate, 55). Por isso, na primeira Leitura, a Bíblia lembra-nos como o nosso mundo, cheio de vida e beleza, seja antes de tudo um dom maravilhoso do Criador que nos precede: «Deus, vendo toda a sua obra, considerou-a muito boa» (Gn 1, 31); beleza e bondade oferecidas para podermos também compartilhá-las e oferecê-las aos outros, não como senhores ou proprietários, mas como participantes dum mesmo sonho criador. «O cuidado autêntico da nossa própria vida e das nossas relações com a natureza é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos outros» (Laudato si’, 70).

Perante isto, como comunidade cristã somos convidados a proteger toda a vida e testemunhar, com sabedoria e coragem, um estilo marcado pela gratuidade e compaixão, pela generosidade e a escuta simples, um estilo capaz de abraçar e receber a vida como se apresenta «com toda a sua fragilidade e pequenez e, muitas vezes, até com todas as suas contradições e insignificâncias» (XXXIV Jornada Mundial da Juventude, Panamá, Vigília, 26/I/2019). Somos convidados a ser comunidade que desenvolva uma pedagogia capaz de acolher «tudo o que não é perfeito, tudo o que não é puro nem destilado, mas lá por isso não menos digno de amor. Por acaso uma pessoa portadora de deficiência, uma pessoa frágil não é digna de amor? (…) Uma pessoa, mesmo que seja estrangeira, tenha errado, se encontre doente ou numa prisão, não é digna de amor? Assim fez Jesus: abraçou o leproso, o cego e o paralítico, abraçou o fariseu e o pecador. Abraçou o ladrão na cruz, abraçou e perdoou até àqueles que O estavam a crucificar» (Ibidem).

O anúncio do Evangelho da Vida impele-nos e exige de nós, como comunidade, que nos tornemos um hospital de campanha preparado para curar as feridas e sempre oferecer um caminho de reconciliação e perdão. Com efeito, para o cristão, a única medida possível com que julgar cada pessoa e situação é a da compaixão do Pai por todos os seus filhos.

Unidos ao Senhor, cooperando e dialogando sempre com todos os homens e mulheres de boa vontade, e também com as pessoas de convicções religiosas diferentes, podemos tornar-nos fermento profético duma sociedade que protege e cuida cada vez mais de toda a vida.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Padre Donizetti é proclamado Beato: “figura exemplar de sacerdote”


Padre Donizetti Tavares de Lima / Foto: Santuário Nossa Senhora Aparecida de Tambaú

SÃO PAULO, 23 Nov. 19 / 11:55 am (ACI).- Foi beatificado neste sábado, 23 de novembro, o brasileiro Padre Donizetti Tavares de Lima, “figura exemplar de sacerdote, completa do ponto de vista humano, espiritual e social, que se distinguiu ao viver em plenitude o Evangelho”.

A Missa de beatificação de Pe. Donizetti foi presidida pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, em Tambaú, Diocese de São João da Boa Vista (SP), com a presença de milhares de fiéis, além de religiosos, seminaristas, sacerdotes e bispos.

Em sua homilia, o Cardeal Becciu ressaltou o “exemplo concreto e vivo de sacerdote zeloso, homem de oração e ação, que viveu a doutrina social da Igreja”, deixado por Pe. Donizetti.

“Na sua grande humildade, ele se considerou o último dos padres, mas a Igreja agora o coloca como modelo para todos os sacerdotes”, sublinhou, acrescentado que o novo beato “nos encoraja, os pastores de almas, a dedicarmos nossa vida totalmente ao ministério, nos tornando voz de quantos não têm voz na sociedade, defendendo os indefesos e apoiando os abandonados”.

Nesse sentido, deixou um convite especial aos “seminaristas que se preparam para o sacerdócio”, para que descubram no Pe. Donizetti “o modelo de discernimento vocacional que os leve a se tornarem luz e sal da terra no contexto do mundo e da sociedade hodierna com os seus desafios”.

Além disso, afirmou o agora beato “representa um exemplo luminoso de vida evangélica também para os fiéis leigos, chamados a colocar os próprios talentos a serviço da evangelização, em particular, como lembrou o Concílio Vaticano II, animando com o espírito cristão as realidades temporais”.

“Trata-se de se empenhar com coragem nos vários âmbitos culturais, sociais e políticos, atuando a doutrina social da Igreja e portando a mensagem vivificante do Evangelho”, completou.

De acordo com o Purpurado, “no Beato Donizetti Tavares de Lima brilha a imagem de Cristo Bom Pastor, preocupado por ir à procura da ovelha perdida, de curar as feridas, de tratar os que estão doentes, apascentando o rebanho segundo a justiça”.

“Ele realizou um fecundo ministério sacerdotal centrado na oração, no trabalho apostólico, no sofrimento até a doação total de si mesmo”, explicou, ao citar as obras que realizou em favor dos pobres, dos doentes, dos operários, das famílias.

Segundo assinalou, “como pároco, não se poupou no serviço à sua gente, ninguém era excluído da sua atenção” e, “em todas as criaturas sofredoras, via o rosto de Cristo”.

Frente às suas obras, indicou o Cardeal Becciu, pode-se perguntar: “Onde encontrou tanta energia para viver uma missão tão vasta e extraordinária?”. “Antes de tudo, na oração. As testemunhas referem que rezava muito, celebrava com fervor, ficava frequentemente em oração diante do Santíssimo Sacramento”.

Além disso, Pe. Donizetti “nutria uma devoção filial a Nossa Senhora, venerada como Nossa Senhora Aparecida”, recordou. “Frente às graças e ajudas celestes que obtinha com a sua oração, repetia: ‘Eu não sou ninguém, mas posso obter de Deus, através de Nossa Senhora’”.

Assim, observou o Purpurado, “foi através de sua intensa vida interior, da sua relação íntima com Jesus que se desencadeou o heroísmo sempre demonstrado no dar-se aos irmãos, também aceitando as perseguições para defender o direito e a justiça”.

“A esperança no prêmio eterno reservado aos trabalhadores da justiça e da paz estava de tal modo radicada em seu ânimo que o tornava preparado para enfrentar as provas cotidianas com calma, serenidade e abandono à divina vontade”, afirmou.

Ao final da celebração, o Bispo da Diocese de São João da Boa Vista, Dom Antônio Emídio Vilar, agradeceu, na pessoa do Cardeal Becciu, ao Papa Francisco “por inscrever o venerável servo de Deus Donizetti Tavares de Lima no número dos bem-aventurados da Santa Igreja”.

“Se para os devotos do Pe. Donizetti ele sempre foi considerado santo, hoje chegou o dia tão esperado em que a própria hierarquia da Igreja confirma e declara oficialmente a santidade do Beato Donizetti”, expressou o Bispo, ressaltando que “hoje é dia de louvarmos e agradecermos a Deus pelo dom, o presente de Deus, do bem-aventurado Donizetti”.

Dom Vilar ressaltou que “o Pe. Donizetti foi o apóstolo da acolhida, um verdadeiro pastor com cheiro de ovelhas”, o qual “nos deixou o exemplo da cultura do encontro e de uma Igreja em saída, que tanto nos pede o Papa Francisco”.

“Hoje, o clero diocesano recebe de Deus seu exemplo de santidade e carisma a ser imitado”, salientou o Prelado.

Por fim, a se referir à imagem de Pe. Donizetti, Dom Vilar observou que, “como padre diocesano, seu gesto firme de bênção nos comunica a salvação de Cristo em sua cruz. É um gesto de bênção que, em nome da Santíssima Trindade, nos cumula de graças divinas”.

“Sua imagem nos deixa esse legado, uma mão a abençoar e a outra mão junto ao peito, sobre o coração, como sinal do coração sacerdotal de Jesus, fonte de toda bênção”, completou.

Fonte: ACI digital



Carta despedida de Gugu é divulgada em momento emocionante: “Estarei batendo em outros corações”

O apresentador Gugu expressou desejo de doar seus órgãos (Foto: Divulgação)

Fernando Nascimento  - Em 24/11/2019

Gugu Liberato expressou um último desejo enquanto estava em vida, o que foi respeitado por familiares e expressado em carta emocionante

A morte do apresentador Gugu Liberato deixou milhões de brasileiros de luto e tristeza profunda, mas o apresentador conseguirá salvar até 50 vidas ao ter um de seus últimos desejos respeitados pela família: a doação de órgãos. Esse procedimento aconteceu na manhã deste domingo no hospital em que ele morreu em Orlando, nos Estados Unidos.

A cirurgia durou seis horas, indo da madrugada de sábado para domingo e os órgãos possíveis foram retirados para doação, podendo beneficiar até 50 pessoas. Atualmente, a família de Gugu trabalha no processo de repatriação de corpo, o que deve acontecer na quarta (27) ou quinta-feira (28) para finalmente o apresentador ser velado na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em cerimonia que aconteceu no hospital antes da retirada dos órgãos, foi lida uma espécie de carta escrita pelos familiares de Gugu em primeira pessoa, representando o desejo do apresentador:

“Deus em sua infinita bondade nos dá a oportunidade da vida. Vivi minha jornada na Terra seguindo os ensinamentos que recebi de meus pais, Augusto e Maria do Céu. Com eles aprendi a importância de olhar para o próximo com amor e fraternidade. Agora eu sigo adiante por um caminho que me levará mais próximo ao Pai.

E neste momento quero praticar os ensinamentos do mestre Jesus. Assim como ele compartilhou o pão com os seus, eu compartilho meu corpo com aqueles que necessitam de uma nova oportunidade de viver. Aos meus familiares eu agradeço por terem realizado a minha vontade.

Tenham certeza que, a partir de agora, eu estarei batendo em muitos outros corações e compartilhando minha vida com outros irmãos.
Que eu seja um instrumento de amor, oportunidade e de luz. Gugu”.


Antes do início da cirurgia de retirada dos órgãos, os médicos e toda a equipe do hospital fizeram uma Menção de honra em carta dizendo:

“Momento de honra. Neste momento e a partir deste momento, honramos Antonio Augusto Moraes Liberato e essa oportunidade de salvar e melhorar a vida de outras pessoas. Ao cuidarmos dele agora, também somos responsáveis por cuidar desse gracioso presente da vida. Estendemos nosso respeito e gratidão à família e os mantemos em nossos pensamentos.

Ao tocarmos a vida de muitos hoje, podemos entender nosso papel em transmitir o presente heroico da vida de um ser humano para outro. Que tenhamos um momento de silêncio agora para lembrar Gugu Liberato e todos os que se juntam à sua história do passado, presente e todos os dias à frente.”

Fonte:  TV Foco



Homilia do Papa Francisco na Missa de Nagasaki, no Japão (24/11/2019)


Papa Francisco em Nagasaki. Foto: Captura YouTube

NAGASAKI, 24 Nov. 19 / 08:35 am (ACI).- O Papa Francisco celebrou uma Missa no estádio de baseball de Nagasaki, neste domingo, 24 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, durante sua viagem apostólica ao Japão.

“Nagasaki carrega na sua alma uma ferida difícil de curar, sinal do sofrimento inexplicável de tantos inocentes; vítimas atingidas pelas guerras de ontem, mas que sofrem ainda hoje com esta terceira guerra mundial aos pedaços. Levantemos, aqui, as nossas vozes numa oração comum por todos aqueles que hoje estão a sofrer na sua carne este pecado que brada ao céu”, pediu o Santo Padre.

A seguir, a homilia que o Papa Francisco pronunciou:

«Jesus, lembra-Te de mim, quando estiveres no teu Reino» (Lc 23, 42).

No último domingo do Ano Litúrgico, unimos as nossas vozes à do malfeitor que, crucificado com Jesus, O reconheceu e proclamou rei. Lá, no momento menos triunfal e glorioso, no meio dos gritos de zombaria e humilhação, aquele delinquente foi capaz de levantar a voz e fazer a sua profissão de fé. São as últimas palavras que Jesus escuta e, na sua resposta, temos as últimas palavras que Ele pronuncia antes de Se entregar ao Pai: «Em verdade te digo [que] hoje estarás comigo no Paraíso» (Lc 23, 43). Por um instante, o passado tortuoso do ladrão parece ganhar um novo significado: acompanhar de perto o suplício do Senhor; e este instante limita-se a corroborar a vida do Senhor: oferecer sempre e por toda a parte a salvação. Calvário, lugar de desatino e injustiça, onde impotência e incompreensão aparecem acompanhadas pela murmuração bisbilhotada e cínica dos zombadores de turno perante a morte do inocente, transforma-se, graças à atitude do bom ladrão, numa palavra de esperança para toda a humanidade. As zombarias gritando «salva-te a ti mesmo», dirigidas ao inocente sofredor, não serão a última palavra; antes, suscitarão a voz daqueles que se deixam tocar o coração, optando pela compaixão como verdadeiro modo de construir a história.

Aqui, hoje, queremos renovar a nossa fé e o nosso compromisso. Como o bom ladrão, conhecemos bem a história dos nossos fracassos, pecados e limitações, mas não queremos que seja isso a determinar ou definir o nosso presente e futuro. Sabemos não serem poucas as vezes em que podemos cair no clima indolente que leva a proferir o grito fácil e cínico «salva-te a ti mesmo», e perder a memória do que significa carregar com o sofrimento de tantos inocentes. Estas terras experimentaram, como poucas, a capacidade destrutiva a que pode chegar o ser humano. Por isso, como o bom ladrão, queremos viver o instante em que se possa erguer as nossas vozes e professar a nossa fé em defesa e ao serviço do Senhor, o Inocente sofredor. Queremos acompanhar o seu suplício, sustentar a sua solidão e abandono, e ouvir mais uma vez que a salvação é a palavra que o Pai deseja oferecer a todos: «Hoje estarás comigo no Paraíso».

Salvação e certeza que testemunharam, corajosamente, com a própria vida São Paulo Miki e seus companheiros, bem como os milhares de mártires que constelam a vossa herança espiritual. Queremos caminhar pela sua senda, queremos seguir os seus passos professando, com coragem, que o amor entregue, sacrificado e celebrado por Cristo na cruz é capaz de vencer todo o tipo de ódio, egoísmo, ultraje ou maledicência; é capaz de vencer todo o pessimismo indolente ou bem-estar narcotizante, que acaba por paralisar qualquer ação e escolha boa. Assim no-lo recordava o Concílio: estão longe da verdade aqueles que, sabendo que não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura, pensam que podemos por isso descuidar os nossos deveres terrenos, sem advertirem que, pela própria fé professada, somos obrigados a realizá-los duma maneira tal que manifestem e façam transparecer a nobreza da vocação a que fomos chamados (cf. Gaudium et spes, 43).

A nossa é fé no Deus dos vivos. Cristo está vivo e atua no meio de nós, guiando-nos a todos para a plenitude da vida. Ele está vivo e quer-nos vivos. Cristo é a nossa esperança (cf. Christus vivit, 1). Pedimo-lo todos os dias: venha a nós o vosso Reino, Senhor. E, ao fazê-lo, queremos também que a nossa vida e as nossas ações se tornem um louvor. Se a nossa missão como discípulos missionários é ser testemunhas e arautos do que virá, ela não nos permite resignar-nos perante o mal e com os males, mas impele-nos a ser fermento do seu Reino onde quer que estejamos: em família, no trabalho, na sociedade; impele-nos a ser uma pequena abertura pela qual o Espírito continua a soprar esperança entre os povos. O Reino dos Céus é a nossa meta comum; uma meta que não pode ser só para amanhã, mas imploramo-la e começamos a vivê-la hoje junto da indiferença que rodeia e silencia tantas vezes os nossos doentes e pessoas com deficiência, os idosos e abandonados, os refugiados e trabalhadores estrangeiros: todos eles são sacramento vivo de Cristo, nosso Rei (cf. Mt 25, 31-46); porque, «se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo, devemos saber vê-Lo sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo Se quis identificar» (São João Paulo II, Novo millennio ineunte, 49).

Naquele dia, no Calvário, muitas vozes emudeciam, tantas outras zombavam; só a voz do ladrão soube erguer-se e defender o Inocente sofredor: uma corajosa profissão de fé. Cabe a cada um de nós a decisão de emudecer, zombar ou profetizar. Queridos irmãos, Nagasaki carrega na sua alma uma ferida difícil de curar, sinal do sofrimento inexplicável de tantos inocentes; vítimas atingidas pelas guerras de ontem, mas que sofrem ainda hoje com esta terceira guerra mundial aos pedaços. Levantemos, aqui, as nossas vozes numa oração comum por todos aqueles que hoje estão a sofrer na sua carne este pecado que brada ao céu e para que sejam cada vez mais aqueles que, como o bom ladrão, sejam capazes de não se calar nem zombar, mas de profetizar, com a sua voz, um reino de verdade e vida, de santidade e graça, de justiça, amor e paz (cf. Missal Romano, Prefácio da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo).

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog