Junho 2020 - Devoção e Fé - Blog Católico

terça-feira, 30 de junho de 2020

Ativista diz que estátuas de Jesus são “supremacia branca” e devem ser demolidas


Cristo Redentor
© Ricardo Zerrenner

Redação da Aleteia | Jun 25, 2020

A pregação do caos começa pelo caos do próprio pensamento

Não é de hoje que determinados ativistas manipulam ou se aproveitam da justa indignação popular para desvirtuar protestos e direcioná-los aos seus próprios interesses ideológicos.
Este fenômeno, geralmente composto por cavalares doses de desonestidade intelectual, se abate também sobre alguns aspectos da recente onda de manifestações necessárias e justas contra o racismo: a honesta reivindicação de respeito aos direitos humanos fundamentais foi misturada com narrativas de todo tipo, muitas delas propulsoras de violências tão covardes quanto as que os seus perpetradores alegam combater.

É no meio dessas narrativas que, desvirtuando fatos e contextos, disparam-se declarações carregadas de ódio mal disfarçado de engajamento social.

Nesta semana, Shaun King, ativista da extrema-esquerda norte-americana, pontificou via redes sociais que as estátuas de Jesus com biotipo europeu devem ser depredadas porque seriam uma forma da “supremacia branca”:

“Se a sua religião exige que Jesus seja um Jesus de cabelos loiros e olhos azuis, a sua religião não é o cristianismo, mas a supremacia branca. A brancura cristã, não o cristianismo branco, tem sido a religião principal deste país há centenas de anos. Sim, acho que as estátuas do europeu branco que eles alegam ser Jesus também devem cair. Elas são uma forma de supremacia branca. Sempre existiu. Na Bíblia, quando a família de Jesus quis se esconder e se misturar, adivinha para onde eles foram? EGITO! Não para a Dinamarca. Derrube-os”.

Como é próprio da estupidez ideológica raivosa, o ativista fecha os olhos para o fato de que a tradição cristã etíope representa Jesus com traços etíopes há séculos e séculos, assim como relevante quantidade de obras de arte asiáticas O representam com traços asiáticos, vestes asiáticas e cenários asiáticos. Não é preciso de muita Wikipédia para observar que a localização geográfica de Nazaré dista o suficiente de Adis Abeba e de Tóquio para que essas obras também recebam do ativista a mesma patada que ele desferiu contra os dinamarqueses, mas ele foi seletivo na sua indignação.

Assim como os cristãos da África e do Oriente, também os cristãos europeus representaram Jesus com traços físicos europeus e em cenários que variavam do românico ao neoclássico, passando pelo gótico e pelo renascentista. Os artistas etíopes, japoneses, holandeses, italianos, espanhóis e um longo etcétera tinham suficiente noção de que nenhum dos seus estilos locais era típico de Belém, da Samaria ou do Monte das Oliveiras. O que acontece é que a arte cristã, independentemente de épocas e lugares, procura incentivar não apenas o conhecimento da história de Jesus, mas também a identificação entre a Sua mensagem e o contexto histórico de cada povo – desde que preservando, obviamente, a essência tanto da Pessoa do Cristo quanto da Sua Palavra.

O ativista iconoclasta deixou de criticar também as narrativas e representações de Jesus como guerrilheiro marxista ou como ideólogo sexual, por pouco que tais “interpretações” tenham a ver com o Egito, a Galileia ou a Judeia e por nada que tenham a ver com a vida real do Cristo, que Se encarnou e morreu por todos e cada um – inclusive por Judas, que não era dinamarquês.

Parece que a pregação do caos começa pelo caos do próprio pensamento, ao qual o bom senso manda lembranças.

Fonte: Aleteia



Hoje a Igreja celebra os Santos Protomártires de Roma, vítimas da mentira de Nero (30 de junho)


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 30 Jun. 20 / 05:00 am (ACI).- “A esses homens que levaram uma vida santa, veio juntar-se uma grande multidão de eleitos que, por causa dos ciúmes, sofreram todo o tipo de maus tratos e suplícios e deram um magnífico exemplo entre nós”, assinalava em uma carta aos Coríntios o Papa São Clemente I.

Com o anúncio da Boa Nova dos Apóstolos, o número de fiéis foi crescendo cada vez mais. No entanto, o Senado romano rejeitou esta nova religião, que era contrária às tradições de Roma, e a declarou ilegal até o ano 35 d.C.

Mais tarde, para escapar da acusação de ter incendiado Roma, Nero culpou os cristãos, acusando-os de ser uma religião maléfica, que praticava o canibalismo, ao não entender o sentido da Eucaristia, e difamando-os como incestuosos, pelo costume que tinham de chamar-se irmãos e dar o beijo da paz.

Foi assim que desencadeou uma série de perseguições na qual milhares de cristãos deram suas vidas para proclamar e crer no verdadeiro amor de Deus que Jesus Cristo ensinou.

O Martirológio Jeronimiano é o primeiro a comemorar o martírio de mais de 900 pessoas nos tempos de Nero, com data de 29 de junho, o mesmo dia de São Pedro e São Paulo.

Atribui-se a São Pio V a primeira menção no Martirológio Romano desses protomártires com data de 24 de junho. Atualmente, a Igreja os celebra em 30 de junho.

Fonte: ACI digital



Angelus: a maior graça é fazer da vida um dom


“Eis o que pedir a Deus: não só a graça do momento, mas a graça da vida", disse o Papa Francisco ao rezar o Angelus com os fiéis na Praça São na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Após presidir à celebração da missa na Basílica Vaticana, o Papa Francisco rezou o Angelus com os fiéis na Praça São Pedro por ocasião da festa dos santos padroeiros de Roma.

Em sua alocução, comentou o episódio da vida de Pedro em que um anjo o libertou da prisão, salvando-o da morte, mas o mesmo não ocorreu em Roma e sua vida não foi poupada.

“O Senhor lhe concedeu muitas graças e o libertou do mal: faz assim também conosco. Ou melhor, com frequência vamos até Ele só nos momentos de necessidade, a pedir ajuda. Mas Deus vê mais longe e nos convida a ir além, a buscar não só os seus dons, mas Ele, o Senhor de todos os dons; a confirar-lhe não só os problemas, mas a vida.”

Fazer da vida um dom


A maior graça, disse o Papa, é doar a vida, é fazer da vida um dom. E isso vale para todos, na família, no trabalho e para quem é consagrado. De modo especial, Francisco citou os idosos abandonados pela família, como se fossem "material descartável". "Este é um drama do nosso tempo: a solidão dos idosos."

São Pedro não se tornou heroi por ter sido libertado da prisão, mas por ter dado a vida aqui, transformando um lugar de execuções num lugar de esperança, que é a Basílica Vaticana.

“Eis o que pedir a Deus: não só a graça do momento, mas a graça da vida.”

O segredo da vida feliz é reconhecer Jesus como Deus vivo, "não como uma estátua", porque não importa saber que Jesus foi grande na história e apreciar o que fez, mas importa saber qual lugar dou a Ele na minha vida, no meu coração.

É a este ponto que Jesus diz a Simão: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Foi chamado pedra não porque era confiável, pelo contrário, explicou Francisco, mas porque escolheu construir a vida sobre Jesus, não sobre suas capacidades.

“É Jesus a rocha sobre a qual Simão se tornou pedra.”

O Papa então concluiu com algumas perguntas aos fiéis:

"E eu, como vivo a vida? Penso só nas necessidades do momento ou acredito que a minha verdadeira necessidade é Jesus, que faz de mim um dom? E como construo a vida, sobre as minhas capacidades ou sobre o Deus vivo? Que Nossa Senhora nos ajude a colocá-Lo na base de cada dia e interceda para que possamos fazer da nossa vida um dom."

29 junho 2020

Fonte: Vatican News



São Pedro e São Paulo: Papa Francisco abençoa 54 pálios dos arcebispos metropolitanos


Por Mercedes de la Torre

O Papa Francisco abençoa os pálios arcebispais. Foto: Captura do YouTube

Vaticano, 29 Jun. 20 / 10:10 am (ACI).- Como é tradição, todos os anos na solenidade de São Pedro e São Paulo, que é comemorada em 29 de junho, o Papa Francisco abençoou os pálios dos arcebispos metropolitanos nomeados no ano passado.

Nesta ocasião, o Santo Padre abençoou os pálios no início da solene Celebração Eucarística, presidida na Basílica de São Pedro, com a presença limitada dos fiéis devido às medidas sanitárias em vigor para evitar contágios de coronavírus e entregou um em representação aos 54 arcebispos metropolitanos que não estavam presentes na Basílica de São Pedro.

Esta Missa do Papa foi a primeira concelebração eucarística na qual participaram também alguns cardeais residentes em Roma.

No início da Eucaristia, o Santo Padre parou por um momento em frente à estátua de São Pedro e depois rezou no túmulo do apóstolo Pedro, localizado abaixo do altar da cátedra.

O pálio do arcebispo é a insígnia exclusiva dos arcebispos residenciais ou metropolitanos e recorda a unidade com o Sucessor de Pedro. É uma faixa de lã branca em forma de colarinho, adornada com seis cruzes de seda preta. É semelhante a uma estola e é usado como um escapulário. É feito de tecido branco pontilhado de cruzes, enviado pelo Papa como distintivo de sua dignidade especial.

A lã significa a aspereza da repreensão aos rebeldes; a cor branca, benevolência para com os humildes e penitentes. Possui quatro cruzes localizadas na frente e atrás, à direita e à esquerda, o que significa que o bispo deve possuir vida, ciência, doutrina e poder. Também está relacionado às quatro virtudes cardeais, tingidas de púrpura pela fé na Paixão de Cristo.

Saudação do decano do Colégio dos Cardeais

Antes de o Papa abençoar os pálios e entregar um deles em representação dos arcebispos metropolitanos, o reitor do Colégio Cardinalício, Cardeal Giovanni Battista Re, dirigiu uma breve mensagem aos presentes na qual destacou o trabalho pastoral do Pontífice durante esse período da pandemia.

O Cardeal Re lembrou que “durante esse período as palavras do Santo Padre” na audiência geral, Ângelus e Regina Coeli dominicais e na celebração da Missa em Santa Marta “despertaram um interesse extraordinário” nos fiéis.

Nesta linha, o Purpurado enfatizou que nas intenções de oração da Missa "foram incluídas todas as categorias dedicadas ao cuidado, assistência e acompanhamento das pessoas" que sofreram mais com a pandemia da Covid-19. Intenções que "foram faróis de luz" para incentivar a ajudar os demais.

Além disso, o reitor do Colégio de Cardeais destacou o recém-criado “fundo de solidariedade da diocese de Roma” e agradeceu ao Papa pelo “apelo à solidariedade em todos os níveis, solidariedade também no nível internacional, lembrando que somos parte de uma única família e que não podemos avançar sozinhos”.

"A pandemia significou uma dura provação, também fez crescer o espírito de fraternidade e solidariedade, fé e confiança em Deus e também, não raro, fez recolocar a vida em direção a Deus", disse o cardeal Giovanni Battista Re representando todo o Colégio de Cardeais.

Mais tarde, o Papa Francisco abençoou e colocou um pálio no Cardeal Re de maneira solene com uma oração em latim.

Entrega dos pálios aos arcebispos metropolitanos

Os pálios abençoados em 29 de junho pelo Papa serão entregues através dos Núncios Apostólicos, que imporão, em nome do Santo Padre, o pálio na sede de cada arcebispo metropolitano.

Dos 54 arcebispos metropolitanos nomeados este ano para receber os pálios arcebispais, 23 são do continente americano. 17 são da América Latina: 5 da Colômbia, 2 do México, 1 do Equador, 1 da Argentina, 2 do Chile, 4 do Brasil e 2 da Bolívia. Além disso, 5 são dos Estados Unidos e 1 do Canadá.

A seguir, o nome dos 54 arcebispos metropolitanos na ordem de nomeação:

Card. Sérgio da Rocha, Arcebispo de São Salvador da Bahia (Brasil)

Dom György UDVarDY; Arcebispo de Veszprém (Hungria)

Dom Omar de Jesús MeJía Giraldo, Arcebispo de Florencia (Colômbia)

Dom Anton Bal, Arcebispo de Madang (Papua Nova Guiné)

Dom Jean-Marc AvelIne, Arcebispo de Marseille (França)

Dom Jude Thaddaeus Ruwa’ichi, O. cap., Arcebispo de Dar-es-Salaam (Tanzânia)

Dom Paul Dennis Etienne, Arcebispo de Seattle (Estados Unidos)

Dom Virgílio Do Carmo Da Silva, S.D.B., Arcebispo de Díli (Timor Leste)

Dom Faustino Armendáriz Jiménez, Arcebispo de Durango (México)

Dom Francisco Javier Chavolla Ramos, Arcebispo de Toluca (México)

Dom Eduardo José Castillo Pino, Arcebispo de Portoviejo (Equador)

Dom Jorge Eduardo Scheinig, Arcebispo de Mercedes-Luján (Argentina)

Dom Josafá Menezes Da Silva, Arcebispo de Vitória da Conquista (Brasil)

Dom Jorge Alberto Ossa Soto, Arcebispo de Nueva Pamplona (Colombia)

Dom Ricardo l. Baccay, Arcebispo de Tuguegarao (Filipinas)

Dom Joseph Nguyen Nang, Arcebispo de Thành-Phô Hô Chí Minh, Hôchiminh Ville (Vietnã)

Dom Vincent Jordy, Arcebispo de Tours (França)

Dom Irineu Roman, C.S.I., Arcebispo de Santarém (Brasil)

Dom Ignatius ayau KaIgaMa, Arcebispo de Abuja (Nigéria)

Dom Jean-Paul James, Arcebispo de Bordeaux (França)

Dom Giuseppe Baturl, Arcebispo de Cagliari (Itália)

Dom Aurel Perca, Arcebispo de Bucareste (Romênia)

Dom Anani Nicodème Yves Barrigah-Bénissan, Arcebispo de Lomé (Togo)

Dom Ernest Ngboko Ngombe, C.I.C.M., Arcebispo de Mbandaka-Bikoro (República Democrática do Congo)

Dom Leonardo Ulrich Steiner, O.F.M., Arcebispo de Manaus (Brasil)

Dom Gabriel Sayaogo, Arcebispo de Koupéla (Burkina Faso)

Dom Stephen Ameyu Martin Mulla, Arcebispo de Juba (Sudão do Sul)

Dom Francisco Serro Cháves, Arcebispo de Toledo (Espanha)

Dom Celestino Aós Braco, O.F.M. cap., Arcebispo de Santiago de Chile (Chile)

Dom Luis Fernando Ramos Pérez, Arcebispo de Puerto Montt (Chile)

Dom Andrew Nkea Fuanya, Arcebispo de Bamenda (Camarões)

Dom Matthew Ishaya Audu, Arcebispo de Jos (Nigéria)

Dom Nelson Jesús Pérez, Arcebispo de Filadélfia (Estados Unidos)

Dom Ricardo Ernesto Centellas Guzmán, Arcebispo de Sucre (Bolívia)

Dom Gabriel Ángel Villa Vahos, Arcebispo de Tunja (Colômbia)

Dom Kestutis Kévalas, Arcebispo de Kaunas (Lituânia)

Dom Gregory John Hartmayer, O.F.M. conv., Arcebispo de Atlanta (Estados Unidos)

Dom Mons. Jean-Patrick Iba-Ba, Arcebispo de Libreville (Gabão)

Dom Patrick Michael O’regan, Arcebispo de Adelaide (Austrália)

Dom Zolile Peter Mpambani, S.C.J., Arcebispo de Bloemfontein (África do Sul)

Dom Luis José Rueda Aparicio, Arcebispo de Bogotá (Colômbia)

Dom lambert BalnoMugisha, Arcebispo de Mbarara (Uganda)

Dom Terrence Prendergast, SJ, Arcebispo de Ottawa-Cornwall (Canadá)

Dom Marco TaSca, O.F.M. conv., Arcebispo de Génova (Itália)

Dom Anthony Weradet Chaiseri, Arcebispo de Tharé and Nonseng (Tailândia)

Dom Andrew Eugene Bellisario, C.M., Arcebispo de Anchorage-Juneau (Estados Unidos)

Dom Thomas An-zu Chung, Arcebispo de Taipei (Taiwan)

Dom Percy Lorenzo Galván Flores, Arcebispo de La Paz (Bolívia)

Dom Orlando Roa Barbosa, Arcebispo de Ibagué (Colômbia)

Dom Miguel Ángel Olaverri Arroniz, S.D.B., Arcebispo de Pointe-Noire (República do Congo)

Dom Victor Abagna Mossa, Arcebispo de Owando (República do Congo)

Dom Mitchell Thomas Rozanski, Arcebispo de Saint Louis (Estados Unidos)

Dom Rochus Josef Tatamai, M.S.C., Arcebispo de Rabaul (Papua Nova Guiné)

Dom Jose A. Cabantan, Arcebispo de Cagayan de Oro (Filipinas)

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Homilia do Papa Francisco na Solenidade de São Pedro e São Paulo (29/06/2020)


Papa Francisco na Missa de solenidade de São Pedro e São Paulo Foto: Captura YouTube

Vaticano, 29 Jun. 20 / 08:40 am (ACI).- Em 29 de junho, o Papa Francisco presidiu a Missa da Solenidade de São Pedro e São Paulo, que no Brasil foi celebrada no domingo, 28 de junho, na Basílica do Vaticano e abençoou os pálios dos 54 arcebispos metropolitanos nomeados no ano passado.

Na homilia, o Santo Padre destacou a importância da unidade e da profecia e advertiu que na primeira comunidade cristã “ninguém dizia: ‘Se Pedro tivesse sido mais cauteloso, não estaríamos nesta situação’. Ninguém o dizia. Não murmuravam contra ele, mas rezavam por ele. Não falavam por trás, mas falavam com Deus. Hoje, podemos interrogar-nos: ‘Guardamos a nossa unidade com a oração: a nossa unidade da Igreja? Rezamos uns pelos outros?’ Que aconteceria se se rezasse mais e murmurasse menos”.

“Precisamos não de ser ricos, mas de amar os pobres; não de ganhar para nós, mas de nos gastarmos pelos outros; não do consenso do mundo, mas precisamos da alegria pelo mundo que virá; não daqueles projetos pastorais que parecem conter em si mesmos a própria eficiência, mas precisamos de pastores que ofereçam a vida: de enamorados de Deus. Foi assim, como enamorados, que Pedro e Paulo anunciaram Jesus.", exortou o Santo Padre.

A seguir, a íntegra da homilia do Papa Francisco:

Na festa dos dois Apóstolos desta cidade, gostaria de partilhar convosco duas palavras-chave: unidade e profecia.

Unidade. Celebramos conjuntamente duas figuras muito diferentes: Pedro era um pescador que passava os dias entre os remos e as redes; Paulo, um fariseu culto, que ensinava nas sinagogas. Quando saíram em missão, Pedro dirigiu-se aos judeus; Paulo, aos pagãos. E, quando se cruzaram os seus caminhos, discutiram animadamente, como Paulo não tem vergonha de contar numa carta (cf. Gal 2, 11-14). Enfim, eram duas pessoas muito diferentes, mas sentiam-se irmãos, como numa família unida onde muitas vezes se discute mas sem deixar de se amarem. Contudo a familiaridade, que os unia, não provinha de inclinações naturais, mas do Senhor. Ele não nos mandou agradar, mas amar. É Ele que nos une, sem nos uniformizar. Une-nos nas diferenças.

A primeira Leitura de hoje leva-nos à fonte desta unidade. Narra que a Igreja, pouco depois de ter nascido, passava por uma fase crítica: Herodes não lhe dava paz, a perseguição era violenta, o apóstolo Tiago fora morto; e agora acabou preso o próprio Pedro. A comunidade parece decapitada; cada qual teme pela própria vida. Contudo, neste momento trágico, ninguém foge, ninguém pensa em salvar a pele, ninguém abandona os outros, mas todos rezam juntos. Da oração, tiram coragem; da oração, vem uma unidade mais forte do que qualquer ameaça. Diz o texto que, «enquanto Pedro estava encerrado na prisão, a Igreja orava a Deus, instantemente, por ele» (At 12, 5). A unidade é um princípio que se ativa com a oração, porque a oração permite ao Espírito Santo intervir, abrir à esperança, encurtar as distâncias, manter-nos juntos nas dificuldades.

Notemos outra coisa: naqueles momentos dramáticos, ninguém se lamenta do mal, das perseguições, de Herodes. Ninguém insulta Herodes; e nós estamos tão habituados a insultar os responsáveis. É inútil, e até chato, que os cristãos percam tempo a lamentar-se do mundo, da sociedade, daquilo que está errado. As lamentações não mudam nada. Lembremo-nos de que as lamentações são a segunda porta que fechamos ao Espírito Santo, como vos disse no dia de Pentecostes: a primeira é o narcisismo, a segunda o desânimo, a terceira é o pessimismo. O narcisismo leva-te a parar diante do espelho, a olhar continuamente para ti; o desânimo, às lamentações; o pessimismo, ao enigmático, à escuridão. Estas três atitudes fecham a porta ao Espírito Santo. Aqueles cristãos não culpavam, mas rezavam. Naquela comunidade, ninguém dizia: «Se Pedro tivesse sido mais cauteloso, não estaríamos nesta situação». Ninguém o dizia. Humanamente havia motivos para criticar Pedro, mas ninguém o criticava. Não murmuravam contra ele, mas rezavam por ele. Não falavam por trás, mas falavam com Deus. Hoje, podemos interrogar-nos: «Guardamos a nossa unidade com a oração: a nossa unidade da Igreja? Rezamos uns pelos outros?» Que aconteceria se se rezasse mais e murmurasse menos, deixando a língua um pouco mais tranquila? Aquilo que aconteceu a Pedro na prisão: como então, muitas portas que separam, abrir-se-iam; muitas algemas que imobilizam, cairiam. E nós ficaríamos maravilhados, como sucedeu àquela serva que, ao perceber que Pedro está à porta, nem pensa em abrir mas volta para a sala a correr, estupefacta pela alegria de ter ouvido a voz de Pedro (cf. At 12, 10-17). Peçamos a graça de saber rezar uns pelos outros. São Paulo exortava os cristãos a rezar por todos, mas em primeiro lugar por quem governa (cf. 1 Tim 2, 1-3). «Mas este governante é...», e os adjetivos são muitos. Não os digo, porque este não é o momento nem o lugar para repetir os adjetivos que se ouvem contra os governantes. Deixemos que Deus os julgue! Nós rezemos pelos governantes. Rezemos… Precisam da nossa oração. É uma tarefa que o Senhor nos confia. Temo-la cumprido? Ou limitamo-nos a falar, a insultar? Quando rezamos, Deus espera que nos lembremos também de quem não pensa como nós, de quem nos bateu a porta na cara, das pessoas a quem nos custa perdoar. Só a oração desata as algemas, como a Pedro; só a oração deixa livre o caminho para a unidade.

Neste dia, benzem-se os pálios que serão entregues ao Decano do Colégio Cardinalício e aos Arcebispos Metropolitas nomeados no decorrer do último ano. O pálio recorda a unidade entre as ovelhas e o Pastor que, como Jesus, carrega a ovelha aos ombros e nunca mais a larga. Além disso, segundo uma bela tradição, hoje unimo-nos de maneira especial ao Patriarcado Ecuménico de Constantinopla. Pedro e André eram irmãos; e entre nós, quando é possível, trocamos uma visita fraterna nas respetivas festas; não tanto por gentileza, mas para caminhar juntos rumo à meta que o Senhor nos indica: a unidade plena. Hoje, eles não conseguiram vir, pela dificuldade de viajar devido ao coronavírus, mas quando desci para venerar as relíquias de Pedro, no coração sentia junto de mim o meu amado irmão Bartolomeu. Eles estão, aqui, connosco.

A segunda palavra: profecia. Unidade e profecia. Os nossos Apóstolos foram provocados por Jesus. Pedro ouviu-O perguntar-lhe: «Tu, quem dizes que Eu sou?» (cf. Mt 16, 15). Naquele momento, compreendeu que, ao Senhor, não Lhe interessam as opiniões gerais, mas a opção pessoal de O seguir. Também a vida de Paulo mudou depois duma provocação de Jesus: «Saulo, Saulo, porque Me persegues?» (At 9, 4). O Senhor abalou-o dentro: mais do que fazê-lo cair por terra no caminho de Damasco, derrubou a sua presunção de homem religioso e bom. Assim um Saulo altivo tornou-se Paolo: Paulo, que significa «pequeno». A estas provocações, a estas inversões da vida seguem as profecias: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja» (Mt 16, 18); e a Paulo: «É instrumento da minha escolha, para levar o meu nome perante os pagãos» (At 9, 15). Assim, a profecia nasce quando nos deixamos provocar por Deus: não quando gerimos a própria tranquilidade, mantendo tudo sob controle. Não nasce do meu pensamento; não nasce do meu coração fechado. Nasce, se nos deixarmos provocar por Deus. Quando o Evangelho inverte as certezas, brota a profecia. Só quem se abre às surpresas de Deus é que se torna profeta. Vemo-lo em Pedro e Paulo, profetas que enxergam mais além: Pedro é o primeiro a proclamar que Jesus é «o Messias, o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16); Paulo antecipa a conclusão da sua vida: «Já me aguarda a merecida coroa, que me entregará, naquele dia, o Senhor» (2 Tim 4, 8).

Hoje precisamos de profecia, mas de verdadeira profecia: não discursos que prometem o impossível, mas testemunhos de que o Evangelho é possível. Não são necessárias manifestações miraculosas. Dá-me pena ao ouvir proclamar: «Queremos uma Igreja profética». Muito bem! E que fazes para que a Igreja seja profética? Servem vidas que manifestam o milagre do amor de Deus. Não potência, mas coerência; não palavras, mas oração; não proclamações, mas serviço. Queres uma Igreja profética? Começa a servir, e não digas nada. Não teoria, mas testemunho. Precisamos não de ser ricos, mas de amar os pobres; não de ganhar para nós, mas de nos gastarmos pelos outros; não do consenso do mundo, do estar de bem com todos (entre nós usa-se a expressão: «estar de bem com Deus e com o diabo»), estar de bem com todos, não! Isto não é profecia. Mas precisamos da alegria pelo mundo que virá; não daqueles projetos pastorais que parecem conter em si mesmos a própria eficiência, como se fossem Sacramentos! Projetos pastorais eficientes, não; mas precisamos de pastores que ofereçam a vida: de enamorados de Deus. Foi assim, como enamorados, que Pedro e Paulo anunciaram Jesus. Pedro, antes de ser colocado na cruz, não pensa em si mesmo, mas no seu Senhor e, considerando-se indigno de morrer como Ele, pede para ser crucificado de cabeça para baixo. Paulo está para ser decapitado e pensa só em dar a vida, escrevendo que quer ser «oferecido como sacrifício» (2 Tim 4, 6). Isto é profecia …e não palavras. Isto é profecia, a profecia que muda a história.

Amados irmãos e irmãs, Jesus profetizou a Pedro: «Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja». Existe, também para nós, uma profecia semelhante; encontra-se no último livro da Bíblia, quando Jesus promete às suas testemunhas fiéis «uma pedra branca», na qual «estará gravado um novo nome» (Ap 2, 17). Como o Senhor transformou Simão em Pedro, assim chama a cada um para fazer de nós pedras vivas, com as quais construir uma Igreja e uma humanidade renovadas. Há sempre quem destrua a unidade e quem apague a profecia, mas o Senhor acredita em nós e pede-te: «Tu queres ser construtor de unidade? Queres ser profeta do meu céu na terra?» Irmãos e irmãs, deixemo-nos provocar por Jesus e ganhemos a coragem de Lhe dizer: «Sim, quero»!

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 29 de junho de 2020

Hoje Bento XVI celebra 69 anos de sacerdócio


Bento XVI / Crédito: Vatican Media

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Jun. 20 / 05:00 am (ACI).- “Senhor, me ajude a te conhecer melhor. Ajude-me a ser sempre uma só coisa com sua vontade. Ajude-me a viver minha vida não para mim mas sempre junto a Ti pelos outros. Ajude-me a ser seu amigo!”. Com esta invocação Bento XVI recordava, em 29 de junho de 2011 na Basílica de São Pedro, seu 60° aniversário de ordenação sacerdotal.

O Supremo Pontífice Emérito festeja hoje 69 anos de sacerdócio. Em 29 de junho de 1951, foi ordenado junto com seu irmão Georg, pelo então Arcebispo de Munich e Freising, Cardeal Faulhaber.

Na homilia que pronunciou há nove anos quando ainda era o Sumo Pontífice da Igreja Católica, Bento XVI afirmava que “este é um momento de gratidão, de gratidão ao Senhor pela amizade que me deu e que quero dar a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e me acompanharam”.

Bento XVI, que foi ordenado Bispo em 28 de maio de 1977 (há 42 anos), nasceu em Marktl am Inn, na Diocese de Passau (Alemanha), em 16 de abril de 1927.

Entre as diversas e importantes tarefas que desempenhou a serviço da Igreja, destaca-se que em 1962 participou do Concílio Vaticano II como consultor teológico do então Arcebispo de Colônia (Alemanha), Cardeal Joseph Frings.

Além disso, serviu durante anos como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Pontifícia Comissão Teológica Internacional, assim como Decano do Colégio Cardinalício.

Em 11 de fevereiro de 2013, anunciou sua renúncia ao pontificado, a qual se fez efetiva na no dia 28 do mesmo mês. Atualmente, Joseph Ratzinger vive no mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano, onde se dedica à leitura e à oração.

Uma de suas poucas e mais recordadas aparições após a renúncia foi ao lado do Papa Francisco durante a canonização de São João Pablo II e São João XXIII, considerado pela imprensa como “o dia dos quatro Papas”.

Além disso, participou de dois consistórios para a criação de cardeais: em fevereiro de 2014 e 2015; e na beatificação do Papa Pablo VI em 19 de outubro de 2015.

Fonte: ACI digital



domingo, 28 de junho de 2020

O que significa a palavra “Igreja”?


Photo by DeAgostini / Getty Images

O BOM PASTOR, tal como representado na Catacumba de Calixto, em Roma. Século III.

Philip Kosloski | Jun 24, 2020

E qual a diferença, na linguagem cristã, entre “Igreja” e “igreja” (com letra inicial minúscula)?

No cristianismo, a palavra “igreja” pode significar muitas coisas diferentes. Geralmente, o termo é usado para se referir ao edifício físico onde os cristãos se reúnem para o culto público.
No entanto, isso é apenas parte da definição.

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, o termo carrega um rico significado:

“A palavra «Igreja» («ekklesía», do verbo grego «ek-kalein» = «chamar fora») significa «convocação». Designa as assembleias do povo em geral, de carácter religioso. É o termo frequentemente utilizado no Antigo Testamento grego para a assembleia do povo eleito diante de Deus, sobretudo para a assembleia do Sinai, onde Israel recebeu a Lei e foi constituído por Deus como seu povo santo. Ao chamar-se «Igreja», a primeira comunidade dos que acreditaram em Cristo reconhece-se herdeira dessa assembleia. Nela, Deus «convoca» o seu povo de todos os confins da terra. O termo « Kyriakê», de onde derivaram «church», «Kirche», significa «aquela que pertence ao Senhor»” (Catecismo da Igreja Católica, 751).

Essa definição é geralmente associada à letra inicial maiúscula, referindo-se a uma comunidade muito mais ampla de fiéis:

“Na linguagem cristã, a palavra «Igreja» designa a assembleia litúrgica (126), mas também a comunidade local  ou toda a comunidade universal dos crentes. Estes três significados são, de fato, inseparáveis. «A Igreja» é o povo que Deus reúne no mundo inteiro. Ela existe nas comunidades locais e realiza-se como assembleia litúrgica, sobretudo eucarística. Vive da Palavra e do Corpo de Cristo, e é assim que ela própria se torna Corpo de Cristo”(Catecismo da Igreja Católica, 752).

Vale ressaltar que o uso da palavra “igreja” com a letra “i” minúscula denota o espaço físico, o prédio, o templo onde os fiéis se reúnem.

Uma imagem comum da Igreja que ajuda a trazer à tona esse simbolismo de ser chamado pelo Senhor é o “aprisco”, onde Jesus Cristo é o Bom Pastor, chamando suas ovelhas pelo nome, mas também em uma assembleia de crentes.


Photo by DeAgostini / Getty ImagesO BOM PASTOR, tal como representado na Catacumba de Calixto, em Roma. Século III.

Enfim, o termo tem uma bela história e um conjunto de significados de várias camadas que pode ser até difícil de definir, mas lembra o desejo de Deus de reunir todos os seus filhos.

Fonte: Aleteia



Hoje é celebrado Santo Irineu, Bispo de Lyon e Padre da Igreja (28 de junho)


Por Diego López Marina

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Jun. 20 / 07:00 am (ACI).- Santo Irineu foi Bispo da cidade francesa de Lyon, Padre da Igreja e é recordado por ter escrito muitas obras que forjaram as bases da teologia cristã e que confrontaram erros e heresias provenientes do gnosticismo do século II.

Irineu foi discípulo de São Policarpo, bispo daquela cidade, o qual, por sua vez, foi discípulo do Apóstolo São João.

Sua principal obra é chamada “Contra as Heresias”, um escrito que consta de 5 volumes que refutam os ensinamentos de vários grupos gnósticos dos primeiros séculos da era cristã.

O gnosticismo é uma heresia muito antiga que defende que só se alcança a salvação da alma com um conhecimento quase intuitivo dos mistérios do universo e em umas fórmulas mágicas que esse conhecimento indica, o que hoje faria parte do New Age.

Santo Irineu nasceu na Ásia Menor na primeira metade do século II; sua data de nascimento é desconhecida, mas diz-se que poderia ser por volta do ano 125.

Recebeu uma boa educação, pois tinha profundos conhecimentos das Sagradas Escrituras, da literatura e da filosofia. Além disso, em várias ocasiões viu e escutou o Bispo São Policarpo em Esmirna.

Durante a perseguição de Marco Aurélio, Irineu era sacerdote da Igreja de Lyon. Tempos mais tarde, sucedeu o mártir São Policarpo como Bispo da mesma cidade.

Durante a paz religiosa após a perseguição de Marco Aurélio, o novo Bispo dividiu suas atividades entre os deveres de um pastor, missionário, e seus escritos, os quais quase todos eram dirigidos contra o gnosticismo, a heresia que se propagava entre os gauleses e outros lugares.

O ano de sua morte é desconhecido. De acordo com uma tradição posterior, afirma-se que foi martirizado. Sua festa é celebrada em 28 de junho.

Fonte: ACI digital



Papa: a gratidão é um sinal de boa educação, mas é também um distintivo do cristão


Francisco recordou que o Evangelho deste domingo nos convida “a viver plenamente e sem hesitação a nossa adesão ao Senhor. Jesus pede aos seus discípulos que levem a sério as exigências do Evangelho, mesmo quando isto requer sacrifício e esforço”.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo (28/06), da janela da residência pontifícia vaticana, junto com alguns fiéis que se encontravam na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Papa recordou que o Evangelho deste domingo nos convida “a viver plenamente e sem hesitação a nossa adesão ao Senhor. Jesus pede aos seus discípulos que levem a sério as exigências do Evangelho, mesmo quando isto requer sacrifício e esforço”.

Segundo Francisco, “o primeiro pedido exigente que Ele faz àqueles que O seguem é que coloquem o amor a Ele acima dos afetos familiares. Ele diz: «Quem ama o pai ou a mãe, [...] o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim».” A seguir, o Papa acrescentou:

Jesus não pretende certamente subestimar o amor pelos pais e filhos, mas sabe que os laços de parentesco, se forem postos em primeiro lugar, podem desviar-se do verdadeiro bem. Vemos algumas corrupções nos governos. Elas ocorrem porque o amor pelo parentesco é maior que o amor pela pátria e eles colocam os parentes no comando. O mesmo com Jesus: quando o amor é maior que Ele, não é uma coisa boa. Todos nós poderíamos dar muitos exemplos a este respeito. Sem mencionar as situações em que os afetos familiares se misturam com escolhas opostas ao Evangelho. Quando, por outro lado, o amor pelos pais e filhos é animado e purificado pelo amor ao Senhor, então torna-se plenamente fecundo e produz frutos de bem na própria família e muito para além dela.

Carregada com Jesus, a cruz não é assustadora

Recordamos como Jesus repreende os doutores da lei que fazem com que os pais não tenham o necessário com a pretensão de entregá-lo ao altar, de entregá-lo à Igreja. Ele os repreende! O verdadeiro amor a Jesus exige um amor verdadeiro pelos pais, pelos filhos, mas primeiro buscamos o interesse familiar, isso sempre leva a um caminho errado”.

«Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim», diz Jesus aos seus discípulos. “É uma questão de o seguir no caminho que Ele percorreu, sem procurar atalhos. Não há amor verdadeiro sem cruz, ou seja, sem um preço a pagar pessoalmente. Que o digam muitas mães, muitos pais que se sacrificam muito pelo filho e carregam verdadeiros sacrifícios, cruzes, mas porque amam.”

Carregada com Jesus, a cruz não é assustadora, porque Ele está sempre ao nosso lado para nos apoiar na hora da provação mais dura, para nos dar força e coragem. Também não é necessário preocupar-se por preservar a própria vida, com uma atitude temerosa e egoísta.

“Jesus adverte: «Quem procura conservar a própria vida, vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim», ou seja, por amor a Jesus, por amor ao próimo, pelo serviço aos outros, «vai encontrá-la.» Este é o paradoxo do Evangelho. Mas temos, graças a Deus, também muitos exemplos como este”, disse ainda o Pontífice, ressaltando que “vemos isso hoje nesses dias. Quantas pessoas, quantas pessoas, estão carregando cruzes para ajudar os outros, se sacrificam para ajudar os que precisam nesta pandemia. Mas, sempre com Jesus, é possível fazer”.

Segundo Francisco, “a plenitude da vida e da alegria é encontrada através da doação de si mesmo pelo Evangelho e pelos irmãos, com abertura, aceitação e benevolência. Ao fazê-lo, podemos experimentar a generosidade e gratidão de Deus”.

A gratidão é um sinal de boa educação

No Evangelho deste domingo, Jesus diz também assim: «Quem recebe a vocês, recebe a mim [...]. Quem der ainda que seja apenas um copo de água fria a um desses pequeninos [...] não perderá a sua recompensa.» E o Papa acrescentou:

A gratidão generosa de Deus Pai leva em consideração até o mais pequeno gesto de amor e serviço prestado aos irmãos. Nesses dias, ouvi um sacerdote que ficou comovido porque uma criança se aproximou dele na paróquia e disse: “Padre, estas são as minhas economias; pouca coisa. É para os seus pobres, para aqueles que precisam hoje por causa da pandemia”. Coisa pequena, mas uma coisa grande. É uma gratidão contagiosa, que ajuda cada um de nós a sentir gratidão por aqueles que se preocupam com as nossas necessidades. Quando alguém nos oferece um serviço, não devemos pensar que tudo nos é devido. Não. Muitos serviços são feitos gratuitamente. Pensem no voluntariado, que é uma das maiores coisas que a sociedade italiana tem. Os voluntários! Quantos deles perderam a vida nessa pandemia. Isso é feito por amor, simplesmente para o serviço. A gratidão, o reconhecimento, é antes de tudo um sinal de boa educação, mas é também um distintivo do cristão. É um sinal simples mas genuíno do reino de Deus, que é o reino do amor gratuito e reconhecido.

O Papa concluiu, pedindo à Virgem Maria, que amou Jesus mais do que a sua própria vida e o seguiu até à cruz, para que nos ajude a colocar-nos sempre diante de Deus com um coração disponível, deixando que a sua Palavra julgue os nossos comportamentos e as nossas escolhas.

28 junho 2020

Fonte: Vatican News




Hoje é celebrada Solenidade de São Pedro e São Paulo (28 de junho)


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Jun. 20 / 05:00 am (ACI).- “O dia de hoje é para nós dia sagrado, porque nele celebramos o martírio dos apóstolos São Pedro e São Paulo... Na realidade, os dois eram como um só; embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho”, explicou o Bispo Santo Agostinho (354-430) em seus sermões sobre a solenidade de São Pedro e São Paulo, celebrada em 29 de junho, mas que é transferida para o domingo no Brasil e em outros países.

Esta celebração recorda que São Pedro foi eleito por Cristo: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Humildemente, ele aceitou a missão de ser “a rocha” da Igreja.

O Papa por sua parte, como Sucessor de Pedro e Vigário de Cristo, é o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade, tanto dos bispos como da multidão de fiéis. É Pastor de toda a Igreja e tem poder pleno, supremo e universal. Por isso, também é comemorado nesta data o dia do Sumo Pontífice.

Do mesmo modo, comemora-se São Paulo, o Apóstolo dos gentios, que antes de sua conversão foi um perseguidor dos cristãos e passou, com sua vida, a ser um ardoroso evangelizador para todos os católicos, sem reservas no anúncio do Evangelho.

Como o Papa Bento XVI recordou em 2012, “a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”.

“Apesar de ser humanamente bastante diferentes e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava. Só o seguimento de Cristo conduz a uma nova fraternidade”, destacou.

Fonte: ACI digital



7 chaves para entender por que São Pedro e São Paulo são celebrados juntos

Por Diego López Marina

São Pedro e São Paulo, de Peter Paul Rubens/ Twitter Museu do Prado

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Jun. 20 / 06:00 am (ACI).- A Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo juntos em 29 de junho, mas no Brasil é  transferida para o domingo. Entretanto, há algumas dúvidas sobre as verdadeiras razões do motivo da festa de ambos os apóstolos ser celebrada no mesmo dia.

A seguir, 7 chaves que permitem entender isso:

1. Santo Agostinho de Hipona expressou que eram “um só”

Em um sermão do ano 395, o Doutor da Igreja, Santo Agostinho de Hipona, expressou que São Pedro e São Paulo, “na realidade, eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos”.

2. Ambos padeceram em Roma

Foram detidos na prisão Mamertina, também chamada Tullianum, localizada no foro romano na Roma Antiga. Além disso, foram martirizados nessa mesma cidade, possivelmente por ordem do imperador Nero.

São Pedro passou seus últimos anos em Roma liderando a Igreja durante a perseguição e até o seu martírio no ano 64. Foi crucificado de cabeça para baixo, a pedido próprio, por não se considerar digno de morrer como seu Senhor. Foi enterrado na colina do Vaticano e a Basílica de São Pedro está construída sobre seu túmulo.

São Paulo foi preso e levado a Roma, onde foi decapitado no ano 67. Está enterrado em Roma, na Basílica de São Paulo Extramuros.

3. São fundadores da Igreja de Roma

Na homilia de 2012 na Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Bento XVI assegurou que “a sua ligação como irmãos na fé adquiriu um significado particular em Roma. De fato, a comunidade cristã desta Cidade viu neles uma espécie de antítese dos mitológicos Rómulo e Remo, o par de irmãos a quem se atribui a fundação de Roma”.

4. São padroeiros de Roma e representantes do Evangelho

Na mesma homilia, o Santo Padre chamou esses dois apóstolos de “padroeiros principais da Igreja de Roma”.

“Desde sempre a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”, detalhou.

5. São a versão contrária de Caim e Abel

O Santo Padre também apresentou um paralelismo oposto com a irmandade apresentada no Antigo Testamento entre Caim e Abel.

“Enquanto nestes vemos o efeito do pecado pelo qual Caim mata Abel, Pedro e Paulo, apesar de ser humanamente bastante diferentes e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava”, relatou o Santo Padre Bento XVI.

6. Porque Pedro é a “rocha”

Esta celebração recorda que São Pedro foi escolhido por Cristo – “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” – e humildemente aceitou a missão de ser “a rocha” da Igreja e apascentar o rebanho de Deus, apesar de suas fragilidades humanas.

Os Atos dos Apóstolos ilustram seu papel como líder da Igreja depois da Ressurreição e Ascenção de Cristo. Pedro dirigiu os apóstolos como o primeiro Papa e assegurou que os discípulos mantivessem a verdadeira fé.

Como explicou em sua homilia o Sumo Pontífice Bento XVI, “na passagem do Evangelho de São Mateus (...), Pedro faz a sua confissão de fé em Jesus, reconhecendo-O como Messias e Filho de Deus; fá-lo também em nome dos outros apóstolos. Em resposta, o Senhor revela-lhe a missão que pretende confiar-lhe, ou seja, a de ser a ‘pedra’, a ‘rocha’, o fundamento visível sobre o qual está construído todo o edifício espiritual da Igreja”.

7. São Paulo também é coluna do edifício espiritual da Igreja

São Paulo foi o apóstolo dos gentios. Antes de sua conversão, era chamado Saulo, mas depois de seu encontro com Cristo e conversão, continuou seguindo para Damasco, onde foi batizado e recuperou a visão. Adotou o nome de Paulo e passou o resto de sua vida pregando o Evangelho sem descanso às nações do mundo mediterrâneo.

“A iconografia tradicional apresenta São Paulo com a espada, e sabemos que esta representa o instrumento do seu martírio. Mas, repassando os escritos do Apóstolo dos Gentios, descobrimos que a imagem da espada se refere a toda a sua missão de evangelizador. Por exemplo, quando já sentia aproximar-se a morte, escreve a Timóteo: ‘Combati o bom combate’ (2Tm 4,7); aqui não se trata seguramente do combate de um comandante, mas daquele de um arauto da Palavra de Deus, fiel a Cristo e à sua Igreja, por quem se consumou totalmente. Por isso mesmo, o Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou-o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja”, expressou Bento XVI em sua homilia.

Fonte: ACI digital



Solenidade de São Pedro e São Paulo - 13° Domingo do Tempo Comum (Ano A)


Solenidade de São Pedro e São Paulo

FÉ E MISSÃO

13° Domingo do Tempo Comum Ano A

Evangelho de Mateus 16,13-19

Naquele tempo, 13 Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” 14 Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros, ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”. 15 Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17 Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18 Por isso eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19 Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

FÉ E MISSÃO


A missão de liderança confiada a Pedro exigiu dele uma explicitação de sua fé. Antes de assumir o papel de guia da comunidade, foi preciso deixar claro seu pensamento a respeito de Jesus, de forma a prevenir futuros desvios.

Se tivesse Jesus na conta de um messias puramente humano, correria o risco de transformar a comunidade numa espécie de grupo guerrilheiro, disposto a impor o Reino de Deus a ferro e fogo. A violência seria o caminho escolhido para fazer o Reino acontecer.

Se o considerasse um dos antigos profetas reencarnados, transformaria a Boa-Nova do Reino numa proclamação apocalíptica do fim do mundo, impondo medo e terror. De fato, pensava-se que, no final dos tempos, muitos profetas do passado haveriam de reaparecer.

Se a fé de Pedro fosse imprecisa, não sabendo bem a quem havia confiado a sua vida, correria o risco de proclamar uma mensagem insossa, e levar a comunidade a ser como um sal que perdeu seu sabor, ou uma luz posta no lugar indevido. Só depois que Pedro professou sua fé em Jesus, como o “Messias, o Filho do Deus vivo”, foi-lhe confiada a tarefa de ser “pedra” sobre a qual seria construída a comunidade dos discípulos: a sua Igreja. Entre muitos percalços, esse apóstolo deu provas de sua adesão a Jesus, selando o seu testemunho com a própria vida, demonstração suprema de sua fé. Portanto, sua missão foi levada até o fim.

Oração do Dia

Pai, consolida minha fé, a exemplo do apóstolo Pedro que, em meio às provações, soube dar, com o seu martírio, testemunho consumado de adesão a Jesus.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.




sábado, 27 de junho de 2020

Oração de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro contra a Covid-19


POR REDENTORISTAS

Os devotos de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro ganharam mais uma oração para rezar diante de sua imagem. A oração pede a intercessão da Virgem do Perpétuo Socorro durante a pandemia de Covid-19, o coronavírus.

Thiago Leon

História - A devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é muito antiga e remete a um quadro, um ícone que possui a pintura da Virgem da Paixão com o Menino Jesus nos braços. O Ícone segundo a tradição, surgiu na Ilha de Creta entre os séculos 13 e 17.

Desde o dia 26 de abril de 1866, os Redentoristas passaram a cuidar oficialmente desta devoção, e por isso, o quadro original encontra-se na Igreja de Santo Afonso, em Roma, sede da Casa Geral da Congregação.

Conheça a nova oração e reze confiante pela sua poderosa intercessão:

Oração a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em tempos de Covid-19

Mãe do Perpétuo Socorro
Com a maior confiança, chegamos à sua santa imagem para implorar sua intercessão.

Pensamos em ti, Mãe, ao pé da cruz.
Seu coração deve ter sangrado ao ver a agonia de seu filho.

Mas sua alegria foi grande quando ele ressuscitou dos mortos,
vitorioso sobre o poder do mal.
Mãe das Dores, rogai por nós neste tempo de provação.
Ajude-nos a não desanimar.
Interceda por pessoas com coronavírus.
Conforte as pessoas que se encontram vulneráveis e ansiosas.
Protege os profissionais de saúde que colocam suas vidas em risco.
Inspire nossos líderes a tomar boas decisões.
Mude nossos corações para que possamos agir com responsabilidade.
Ensina-nos a confiar em Deus, que é amor e misericórdia,
para que possamos compartilhar contigo,
a alegria de ter enfrentado bravamente todos os desafios da vida.
Amém!

Fonte: A12



Orações a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro


POR REDENTORISTAS
15 JUN 2020

"A oração é o único meio para conseguirmos os auxílios necessários à salvação"
Santo Afonso Maria de Ligório


São diversas as orações em honra a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Muitas surgiram a partir da devoção em santuários dedicados a este título mariano e outras escritas por missionários, instituições, etc.

A mais famosa é a que foi feita por São João Paulo II. Veja a seguir algumas orações, entre outras expressões devocionais a Mãe do Perpétuo Socorro. Confira as orações abaixo:

Thiago Leon

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, rogai por nós!

- ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO (Papa João Paulo II)

Virgem do Perpétuo Socorro, Santa Mãe do Redentor, socorrei o vosso povo que almeja ressurgir. Daí a todos a alegria de caminhar na consciente e ativa solidariedade com os mais pobres, anunciando de modo novo e corajoso o Evangelho do vosso Filho, fundamento e ápice de toda convivência humana que aspira a uma paz verdadeira, justa e duradoura. Como o Menino Jesus que admiramos neste venerável Ícone, também nós queremos apertar a vossa mão. A vós não faltam nem o poder nem a bondade para nos socorrer em todas as necessidades e em cada pedido. Agora é a vossa hora! Vinde, pois, em nosso auxílio e sede para todos refúgio e esperança. Amém.

- SÚPLICA À MÃE DO PERPÉTUO SOCORRO (União dos Redentoristas do Brasil)

Ave Mãe do Perpétuo Socorro venho saudar-te neste dia, pedindo que ele seja cheio de luz. Quero hoje desnudar o meu ser, colocando-me inteiro aos teus pés. Implorar o teu olhar de Mãe sobre minha vida e de minha família! Pedir-te que nos proteja de todo perigo e maldade. Clamo para que nos envolva com seu manto de amor. Fazendo-nos mais unidos, mais fortes e perseverantes no amor. Aceita, ó Mãe, a saudação deste filho teu, que muito te ama e te pede com fervor a tua proteção. Ajudai-nos nos caminhos da vida e sobretudo, Mãe, conduza-nos para o verdadeiro caminho que é teu filho Jesus. Amém.

- ORAÇÃO À NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO (Santuário de Curitiba/PR)

Ó Mãe do Perpétuo Socorro, nós vos suplicamos, com toda a força de nosso coração, amparar a cada um de nós em vosso colo materno, nos momentos de insegurança e sofrimento; que o vosso olhar esteja sempre atento para não nos deixar cair em tentação; que em vosso silêncio aprendamos a aquietar nosso coração e fazer a vontade do Pai. Intercedei junto ao Pai pela paz no mundo e em nossas famílias. Abençoai todos os vossos filhos e filhas enfermos.

Iluminai nossos governantes e representantes, para que sejam sempre servidores do grande povo de Deus. Concedei-nos ainda muitas e santas vocações religiosas, sacerdotais e missionárias para a maior difusão do reino de vosso Filho Jesus Cristo. Enfim, derramai nos corações dos vossos filhos e filhas a Vossa bênção de amor e misericórdia. Sede sempre o nosso Perpétuo Socorro na vida e principalmente na hora da morte. Amém.

- CONSAGRAÇÃO (Santuário do Pai Eterno/GO)

Ó Mãe do Perpétuo Socorro, diante de Vosso Bondoso olhar, me coloco humildemente, recorrendo como filho à Vossa Maternal bondade. Vós sois meu refúgio, esperança e proteção. Atendei, Ó Rainha, ao desejo que tenho de possuir o Amor Eterno, a graça de Deus Pai, a Salvação para minha alma e para vida daqueles por quem suplico.

Dai-me sempre a graça de seguir Jesus, nas virtudes e na santidade de vida. Recebei, Ó Rainha Santíssima, minhas preces e necessidades, elevando o meu coração ao Vosso Filho, meu Senhor e Redentor.

Consagro a Vós meus olhos para que sejam a lâmpada de minha alma, meus ouvidos para que estejam sempre atentos aos apelos do Evangelho, minha boca para que sempre proclame que sois a luz do meu viver.

Consagro a Vós, ó Mãe Incomparável, minha alegria e minha dor, minha mente e meu coração, minha vida e minha morte no desejo da eternidade sem fim. Consagro todo meu ser a vós, Ó Mãe do Perpétuo Socorro, carregando a minha cruz e renunciando a todo mal. Amém!

- LADAINHA À VIRGEM DO PERPÉTUO SOCORRO (Santuário de Campos dos Goytacazes/RJ)

Ó Mãe do Perpétuo Socorro, graças a este vosso nome, o meu coração transborda de confiança em Vós. Eis-me aos vossos pés, venho expor-Vos todas as necessidades da minha vida e morte; venho chamar sobre todas estas misérias o vosso maternal socorro; dignai-Vos escutar-me lá do Céu, e dai-me favorável acolhida, ó minha Mãe!

Em todas as minhas dificuldades e penas, VINDE EM MEU SOCORRO, Ó CARIDOSA MÃE!

No momento perigoso da tentação, quando tiver a desgraça de cair no pecado, para que me levanteis. Se algum laço funesto me encadeia ao serviço do mal, se vivo na tibieza. Quando for negligente em recorrer a Vós, para receber dignamente os sacramentos, para que eu conserve ou recobre a castidade, para que adquira a humildade, para que alcance amar a Deus de todo o meu coração, para que, pelo amor para com Deus, me conforme em tudo com a sua santa vontade,

Para que cumpra fielmente os deveres do meu estado, quando a enfermidade afligir meu corpo e abater minha alma, quando a angústia e a tristeza se apoderarem de mim. Se Deus me sujeita ao tormento das penas interiores, se a Providência me prova pela pobreza ou revezes da fortuna, se encontro na minha própria família motivo de dor. Quando for humilhado, contrariado, maltratado, para que obtenha a conservação e conforto dos que me são caros,

Para que alcance a libertação das almas do Purgatório, para que coopere na salvação dos pecadores, para que obtenha a graça da perseverança final, quando me vier a última enfermidade, no meu último suspiro, quando aparecer ante o vosso Filho que há de ser o meu Juiz, quando estiver no Purgatório,

Em todo tempo e lugar, para que Vos sirva, ame e invoque sempre, para que Vos faça amar e servir por muitos cristãos, louvada, amada, invocada, bendita eternamente sejais, ó Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, minha esperança, meu amor, minha Mãe, minha felicidade e vida minha. Assim seja.

Fonte: A12



Hoje é celebrada Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (27 de junho)


REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jun. 20 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 27 de junho é celebrada a Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira dos Padres Redentoristas e cujo ícone original está no altar principal da Igreja de Santo Afonso, em Roma.

Esta imagem recorda o cuidado da Virgem por Jesus, desde a concepção até a morte, e que hoje continua a proteger os seus filhos que recorrem a Ela.

Diz-se que no século XV, um comerciante rico do Mar Mediterrâneo tinha a pintura do Perpétuo Socorro, embora se desconheça como chegou a suas mãos. Para proteger o quadro de ser destruído, decidiu levá-lo para a Itália e na travessia aconteceu uma terrível tempestade.

O comerciante pegou o quadro, pediu socorro e o mar se acalmou. Estando já em Roma, ele tinha um amigo, a quem mostrou o quadro e lhe disse que um dia todo o mundo renderia homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Depois de um tempo, o comerciante ficou doente e, antes de morrer, fez seu amigo prometer que colocaria a pintura em uma igreja ilustre. No entanto, a esposa do amigo se encantou com a imagem e ele não concretizou a promessa.

Nossa Senhora apareceu ao homem em várias ocasiões pedindo-lhe que cumprisse a promessa, mas por não querer desagradar sua esposa, ficou doente e morreu. Mais tarde, a Virgem falou com a filha de seis anos e lhe deu a mesma mensagem de que desejava que o quadro fosse colocado em uma igreja. A pequena foi e contou à sua mãe.

A mãe se assustou e a uma vizinha que zombou do ocorrido surgiram dores tão fortes que só aliviaram quando invocou arrependida a ajuda da Virgem e tocou o quadro.

Nossa Senhora apareceu novamente para a menina e lhe disse que a pintura devia ser colocada na igreja de São Mateus, que estava entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. Finalmente, assim foi feito e se realizaram grandes milagres.

Séculos depois, Napoleão destruiu muitas igrejas, incluindo a de São Mateus, mas um padre agostiniano conseguiu secretamente tirar o quadro e, mais tarde, a pintura foi colocada em uma capela agostiniana em Posterula.

Os Redentoristas construíram a Igreja de Santo Afonso sobre as ruínas da Igreja de São Mateus e, em suas investigações, descobriram que antes havia ali o milagroso quadro do Perpétuo Socorro e que estava com os Agostinianos, graças a um sacerdote jesuíta que conhecia o desejo da Virgem de ser honrada nesse lugar.

Assim, o superior dos Redentoristas solicitou ao Beato Pio IX, que ordenou que a pintura fosse devolvida à Igreja entre Santa Maria Maior e São João de Latrão. Do mesmo modo, encarregou os Redentoristas de fazer com que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro fosse conhecida.

Os Agostinianos, uma vez que souberam da história e do desejo do Papa, de bom grado devolveram a imagem mariana para agradar a Virgem.

Hoje em dia, a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem se expandido por vários lugares, construindo-se igrejas e santuários em sua honra. Seu retrato é conhecido e reverenciado em todo o mundo.

Fonte: ACI digital



sexta-feira, 26 de junho de 2020

Elba Ramalho faz participação em live da Esperança e da Solidariedade dia 26


Elba Ramalho faz participação em live da Esperança e da Solidariedade dia 26

 25/06/2020

A próxima Live da Esperança e da Solidariedade acontece sexta-feira, 26 de junho, das 19h às 20h30, com o tema “Diálogo e Paz”. Participam o padre Reginaldo Manzotti e os Cantores de Deus.  A cantora Elba Ramalho faz uma participação especial. O padre Manzotti gravou um vídeo reforçando o convite para os cristãos participarem da live que vai refletir sobre o diálogo e a paz.

A Live da Esperança e da Solidariedade é promovida pela Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), junto a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), SIGNIS Brasil, Cáritas Brasileira, Movimento de Educação de Base (MEB) e Editoras Católicas. É sempre realizada às sextas-feiras, desde o dia 5 de junho.

O objetivo é levar a um agradável momento cristão de música e reflexão, durante o período de isolamento social, motivando a generosidade das pessoas, inclusive com alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social que estão sendo afetadas pela Covid-19. Os eventos contam com a apresentação de Marcus Tullius, coordenador Nacional da Pascom do Brasil e apresentador.

As Editoras Católicas que estão colaborando com o evento são: Editora Ave-Maria, Canção Nova Editora, Editora Santuário, Editora Edebê, Edições CNBB, Ediçoes Loyola, FTD Educação, Paulinas Editora, Paulus Editora, Editora Vozes, Editora Ideias e Letras, Editora Bom Jesus e SM Educação.

A primeira live aconteceu dia 5 de junho, às 19h, com a participação do padre Zezinho, padre João Carlos e padre Ezequiel Dal Pozzo. A segunda foi dia 12 de junho, com o tema Globalizar a Esperança, com a presença dos cantores Álvaro e Daniel, além de Eliana Ribeiro. Com o tema Aldeia que Educa, a terceira aconteceu dia 19 e teve como convidada a Adriana Arydes e participação do padre Fábio de Melo.

As transmissões são sempre pelos canais no YouTube da ANEC (@anecbrasil) e da CNBB (@cnbboficial). Vc pode acompanhar no link abaixo:

Fonte: CNBB




Pe. Manzotti arrecada 120 toneladas de alimentos em “live” de 4 horas


Pe. Reginaldo Manzotti / YouTube (Reprodução)

Aleteia Brasil | Jun 26, 2020

Foram doadas também cadeiras de rodas, cobertores e 50 mil máscaras de proteção, que serão repassados a lares de idosos e hospitais

Com uma “live” temática inspirada nas festas juninas de Santo Antônio, São Pedro e São João e intitulada “Arraiá do Seu Vigário“, o pe. Reginaldo Manzotti arrecadou 120 toneladas de alimentos no último 19 de junho. Considerando as 4 horas transmissão, o total angariado equivale a 500 quilos por minuto.

Foram doadas também cadeiras de rodas, cobertores e 50 mil máscaras de proteção, que serão repassados a lares de idosos e hospitais atendidos pela Obra Evangelizar é Preciso, fundada pelo sacerdote.

A “live” superou 1 milhão de visualizações e sua gravação está disponível no canal oficial do Pe. Manzotti no YouTube.

O sacerdote declarou:

“Agradeço às pessoas heroicas cujo amor e coragem levarão mais esperança para tantas famílias em vulnerabilidade social. Para minha alegria e de toda a Obra Evangelizar, começaram a chegar mais cestas básicas, ato concreto da nossa ‘live’ solidária. Rezemos para que possa surgir um amor genuíno em todos os corações humanos para enfrentar esta emergência comum”.

Fonte: Aleteia



Qual é a diferença entre um padre, um monge e um frade?


Jeffrey Bruno

Aleteia Brasil | Jun 23, 2020

Finalmente uma explicação breve e clara sobre a diferença entre estes três termos tão confundidos pela linguagem popular

As palavras “sacerdote” (padre), “frade” e “monge” são termos ambíguos e flexíveis. Na linguagem popular, são aplicados sem propriedade, como se os três fossem equivalentes. No entanto, não querem dizer a mesma coisa.

Um sacerdote (padre), na Igreja Católica, é um homem que recebeu o sacramento da Ordem Sacerdotal e que, em virtude de tal sacramento, pode celebrar o sacrifício da Missa e realizar outras tarefas próprias do ministério pastoral.

Um padre pode pertencer a uma ordem ou família religiosa, ou a uma diocese. Todos os padres, diocesanos ou religiosos, são celibatários e devem obediência a seus superiores:


  • Um padre diocesano promete obediência solene a seu bispo;



  • Um padre religioso (como um dominicano ou franciscano) promete obediência ao seu superior, geralmente chamado de “provincial”;



  • Um sacerdote monástico promete obediência a seu abade (se estiver morando em uma abadia) ou ao prior (em um priorado).


Os padres diocesanos não fazem voto de pobreza e podem possuir e herdar propriedades.

Os padres pertencentes a uma ordem religiosa (como os franciscanos, dominicanos, etc) ou a uma comunidade monástica (como os beneditinos ou os cistercienses) fazem votos de pobreza, renunciando em favor de sua comunidade qualquer renda que geram através de suas obras.

Assim, um escritor dominicano que lucra com seus livros transfere seus ganhos para a Ordem dos Pregadores. Um escritor trapista entregará seus ganhos para o benefício de toda sua comunidade.

Monges e frades

Um monge ou frade, no entanto, é uma pessoa que fez os votos de pobreza, castidade e obediência e pertence a uma congregação ou família religiosa concreta (franciscanos, jesuítas, dominicanos etc.). Pode coincidir, além disso, de que tal religioso seja um sacerdote, mas não necessariamente. Sua vocação não é obrigatoriamente ao sacerdócio.

Mas qual é a diferença entre um monge e um frade? Isso tem a ver com a origem de cada palavra: “monge” vem do latim tardio “monachus”, palavra para designar os anacoretas, e que já em sua raiz tinha implícito o significado de “solidão”.

Isso se relaciona ao surgimento das primeiras experiências de vida contemplativa (nos séculos IV-VI d.C.), como, por exemplo, os Padres do Deserto, eremitas que abandonavam o mundo e viviam no deserto, ou São Bento de Núrsia, fundador da ordem religiosa mais antiga do Ocidente, os beneditinos.

Um monge, portanto, é um termo mais adequado para referir-se a homens consagrados que vivem em conventos, dedicados inteiramente à oração e à penitência. É o caso das ordens contemplativas, como a dos Cartuxos.

Frade, por outro lado, é um termo mais moderno, que procede da Idade Média (do provençal “fraire”) e significa “irmão”. A palavra “frade” é empregada para ordens dedicadas à vida ativa, como os franciscanos ou hospitalários.

O uso desta palavra se relaciona ao surgimento das ordens mendicantes na Baixa Idade Média, que supuseram uma grande mudança na vida religiosa: estes novos religiosos já não se fechavam em conventos afastados das pessoas para se dedicar à oração, senão que estavam nas cidades, dedicados aos pobres, ao ensino, aos doentes etc.

Fonte: Aleteia



“Ao Santíssimo e DiVIníssimo” ou “ao Santíssimo e DiGníssimo” Sacramento?


Redação da Aleteia | Jun 26, 2020

É muito comum ouvir os fiéis se confundirem

Durante a Adoração Eucarística, ao ouvir “Graças e louvores sejam dados a todo momento“, como você responde?

É frequente ouvir fiéis responderem “Ao Santíssimo e DIGNÍSSIMO Sacramento“, enquanto outros respondem “Ao Santíssimo e DIVINÍSSIMO Sacramento“.

Qual é a forma correta?

A forma correta é “Diviníssimo”.

Há quem objete, corretamente, que o divino não tem graus, e, portanto, não pode ter superlativo. É divino e acabou, pois o divino é absoluto por definição. Isto é verdade.

No entanto, o uso do superlativo neste caso é o que se costuma denominar “licença poética”: uma forma inusual de expressão que tem, aqui, a finalidade de enfatizar precisamente o absoluto de Deus – e, mais precisamente ainda, a Sua absoluta presença real no Sacramento da Eucaristia.

Quanto à palavra “digníssimo”, ela não implica, em si, nenhuma heresia. É apenas o superlativo de “digno” – e Deus é digno de toda adoração; aliás, só Ele é digno de adoração.

No entanto, o termo “digníssimo” também pode ser aplicado a qualquer um de nós, humanos, já que toda pessoa humana é dotada de dignidade intrínseca – e a dignidade humana é absoluta, não relativa, porque advém da nossa própria natureza de seres inteligentes dotados de alma imortal, criada e remida por Deus.

Sim, é isso mesmo – e não se trata de falta de humildade: a dignidade humana é absoluta! Ela não depende do nosso comportamento nem dos nossos méritos (e por isso não há falta de humildade alguma em reconhecer a dignidade intrínseca de toda pessoa humana; pelo contrário, seria profundamente ingrato não reconhecermos esse dom de Deus).

Mas é crucial entender a diferença entre a nossa essência e o que fazemos com a nossa existência: como pessoas, todos somos intrinsecamente dignos por natureza; já os nossos atos particulares, que dependem da nossa vontade e do nosso livre arbítrio, esses sim podem ser muito indignos e, portanto, contrariar a nossa dignidade intrínseca de pessoas.

Em síntese: somos sempre absolutamente dignos como pessoas humanas, e toda pessoa humana deve ter a sua dignidade absoluta reconhecida e honrada; mas podemos agir indignamente, contrariando assim a nossa própria dignidade, e os nossos atos indignos devem ser corrigidos.

No tocante à adoração eucarística, ela é um “digníssimo” ato humano de reconhecimento de Deus como Deus.

A Igreja nos oferece fórmulas piedosas e belíssimas que nos ajudam a penetrar, ainda que muito pouco a pouco, no mistério insondável de Deus.

Uma dessas fórmulas é, justamente, a conhecida “Graças e louvores sejam dados a todo momento ao Santíssimo e DIVINÍSSIMO Sacramento“: uma declaração explícita da Santidade e Divindade de Deus presente e vivo no Sacramento da Eucaristia.

O Corpo de Cristo, a quem adoramos, é Santo e Divino: Santíssimo e Diviníssimo.

E, de nossa parte, é digníssimo reconhecer que o Sacramento da Eucaristia, que é a própria presença real de Cristo em meio a nós, é Santíssimo e Diviníssimo e merece, a todo momento, que lhe sejam dadas graças e louvores!

Adoração eucarística
De fato, a Igreja recomenda vivamente a prática da adoração eucarística tanto pessoal como comunitária.

A Igreja pede até que, na medida do possível e sobretudo nos centros mais populosos, seria conveniente individuar igrejas ou capelas que se possam reservar propositadamente para a adoração perpétua.

Na Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, o Papa Bento XVI exprimiu seu “apreço e apoio” a todos os institutos de vida consagrada, cujos membros dedicam uma parte significativa do seu tempo à adoração eucarística.

Segundo o Papa, quem se dedica à adoração eucarística oferece a todos o exemplo de pessoas que se deixam “plasmar pela presença real do Senhor”.

Além de convidar cada um dos fiéis a encontrar pessoalmente tempo para se demorar em oração diante do sacramento do altar, sinto o dever de convidar as próprias paróquias e demais grupos eclesiais a promoverem momentos de adoração comunitária. Obviamente, conservam todo o seu valor as formas já existentes de devoção eucarística.

Penso, por exemplo, nas procissões eucarísticas, sobretudo a tradicional procissão na solenidade do Corpo de Deus, na devoção das Quarenta Horas, nos congressos eucarísticos locais, nacionais e internacionais, e noutras iniciativas análogas. Devidamente atualizadas e adaptadas às diversas circunstâncias, tais formas de devoção merecem ser cultivadas ainda hoje. (Sacramentum Caritatis, 67)

Fonte: Aleteia



Papa Francisco doa 35 respiradores para a emergência da Covid-19


México, repartição da Covid-19  (AFP or licensors)

Da América Latina à Ásia, passando pela África e Europa: a proximidade de Francisco através do trabalho incansável da Esmolaria Apostólica chega às partes mais conturbadas do mundo, com os sistemas de saúde de joelhos por causa da pandemia.

Gabriella Ceraso/Mariangela Jaguraba – Vatican News

Através de um comunicado, a Esmolaria Apostólica faz saber que nas últimas semanas, através das Nunciaturas Apostólicas, o Papa Francisco doou 35 respiradores. Os equipamentos chegaram aos países do mundo em maior dificuldade, os gravemente atingidos pela pandemia e com os sistemas de saúde mais críticos, representando a proximidade concreta e o amor paterno de Francisco.

Máquinas para salvar vidas

Trata-se de respiradores, cruciais para salvar a vida dos pacientes com formas graves da Covid-19. Nos últimos meses ouvimos falar deles continuamente, porque o número de pessoas que precisavam desses equipamentos foi, em todos os lugares, maior do que a disponibilidade dessas máquinas que basicamente, através da ventilação mecânica, ajudam os pacientes com insuficiência respiratória, um dos sintomas mais graves do coronavírus.

América e África

Na lista detalhada fornecida pela Esmolaria, passamos do continente americano para a África, até chegar à Europa e Ásia. Quatro respiradores foram enviados para o Haiti e dois para a República Dominicana e Bolívia, enquanto 4 chegaram ao Brasil, ao qual Francisco assegurou suas orações, fazendo-se presente três vezes por telefone aos bispos e recomendando-lhes que se confiassem a Nossa Senhora Aparecida. O Brasil atualmente é um dos países mais críticos por causa da difusão do vírus: 55 mil vítimas, mais de 1 milhão de casos confirmados, o pior balanço depois dos Estados Unidos, onde há quase 2 milhões e quinhentos mil casos e 124 mil mortos.

Europa e Ásia

Três respiradores chegaram à Colômbia e 2 ao Equador, com mais de 4.300 contagiados. Os equipamentos foram entregues pelo Núncio Apostólico ao Ministro da Saúde Pública para o hospital “Eugenio Espejo”, em Quito, onde o gesto foi visto pela população como “um bálsamo”, segundo informou o representante da Santa Sé e arcebispo da cidade, dom Andrés Carrascosa Coso. Outros 3 respiradores chegaram a Honduras, o mesmo número ao México e 4 à Venezuela, onde a crise de saúde se associa a uma situação social e econômica difícil. Depois a África: no continente, a carícia e a proximidade do Papa chegou aos Camarões e ao Zimbabué com 4 respiradores no total, depois a Ásia com 2 respiradores para o Bangladesh, e por fim à Europa com 2 respiradores para a Ucrânia, onde se contam agora mais de mil vítimas.

26 junho 2020

Fonte: Vatican News



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog