Novembro 2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 25 de novembro de 2018

Papa: paz, liberdade e plenitude de vida a quem acolhe o reino de Deus


O reino de Deus é um reino "fundado no amor e se enraíza nos corações, dando àqueles que o acolhem paz, liberdade e plenitude de vida”, não é alcançado por meios humanos, está acima do poder político, e não se realiza "com a revolta, a violência e a força das armas", destacou o Papa Francisco no Angelus da Solenidade de Cristo Rei.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

O reino de Jesus não é deste mundo, é um reino de amor que não é alcançado por meios humanos. Seu pedido hoje, é deixarmos que Ele se torne nosso rei. Mas Jesus somente poderá dar um novo sentido à nossa vida, com a condição de que não sigamos as lógicas do mundo e de seus "reis".

Senhor da história e de toda a criação

O Papa Francisco começou explicando aos milhares de fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro em um dia chuvoso, que a Solenidade de Jesus Cristo Rei do universo celebrada neste domingo,  “é colocada no final do ano litúrgico e recorda que a vida da criação não avança por acaso, mas prossegue em direção a uma meta final: a manifestação definitiva de Cristo, Senhor da história e de toda a criação. A conclusão da história será o seu reino eterno”.

A alocução do Santo Padre é inspirada na passagem do Evangelho de São João (Jo 18, 33b-37)  proposto pela liturgia do dia, que relata “a situação humilhante em que Jesus encontrou-se depois de ter sido preso no Getsêmani: amarrado, insultado, acusado e levado perante as autoridades de Jerusalém”.

É apresentado à autoridade romana como alguém que atenta contra o poder político para se tornar rei dos judeu. Em um “interrogatório dramático”, por duas vezes Pilatos o questiona se é um rei. Primeiro Jesus responde que seu reino "não é deste mundo" e depois: "Tu o dizes: eu sou rei".

Jesus não tinha ambições políticas, observa o Papa, recordando que após o milagre da multiplicação dos pães o povo queria proclamá-lo rei “para derrubar o poder romano e restaurar o reino de Israel”, mas "Ele retira-se para a montanha para rezar".

Poder do amor

O reino para Jesus – explica Francisco – “é outra coisa, e não se realiza, certamente, com a revolta, a violência e a força das armas”. Como disse a Pilatos, "se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus”:

“Jesus quer deixar claro que acima do poder político existe outro muito maior, que não é alcançado por meios humanos. Ele veio à Terra para exercer esse poder, que é amor, dando testemunho da verdade. Trata-se da verdade divina que, em última análise, é a mensagem essencial do Evangelho: "Deus é amor" e quer estabelecer no mundo o seu reino de amor, de justiça e de paz”.

E este – reitera o Pontífice – “é o reino do qual Jesus é o rei, e que se estende até o fim dos tempos”.

Como a história nos ensina – recordou o Papa – “os reinos fundados no poder das armas e na prevaricação são frágeis e, mais cedo ou mais tarde, caem”.

    “ Mas o reino de Deus é fundado no amor e se enraíza nos corações, dando àqueles que o acolhem paz, liberdade e plenitude de vida. ”

"Todos nós queremos paz, todos nós queremos liberdade e queremos plenitude. E como se consegue isso? Deixe que o amor de Deus, o reino de Deus, o amor de Jesus se enraíze em seu coração e terás paz, terás liberdade e terás plenitude".

Deixar Jesus ser nosso rei

Jesus hoje nos pede para deixar que Ele se torne nosso rei:

“Um rei que com sua palavra, seu exemplo e sua vida imolada na Cruz nos salvou da morte, e indica - este rei - o caminho para o homem perdido, dá nova luz à nossa existência marcada pela dúvida, pelo medo e pelas provações do dia-a-dia”.

Mas não devemos esquecer – disse Francisco - que o reino de Jesus não é deste mundo”:

“Ele poderá dar um novo sentido à nossa vida - às vezes colocada  à dura prova também por nossos erros e pecados - somente com a condição de que nós não sigamos as lógicas do mundo e de seus 'reis'”.

Que a Virgem Maria - disse o Papa ao concluir - nos ajude a acolher Jesus como o rei da nossa vida e a difundir o seu reino, dando testemunho da verdade que é amor.

Fonte: Vatican News



Hoje é celebrada a Solenidade de Cristo Rei do Universo


REDAÇÃO CENTRAL, 25 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- “Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo” (Jo 18,37). Com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, a Igreja Católica conclui o Ano Litúrgico recordando aos fiéis e ao mundo que ninguém e nenhuma lei está acima de Deus.

A Solenidade de Cristo Rei foi instituída pelo Papa Pio XI em 1925 e celebra Cristo como o Rei bondoso e singelo que, como pastor, guia sua Igreja peregrina para o Reino Celestial e lhe outorga a comunhão com este Reino para que possa transformar o mundo no qual peregrina.

Por ocasião desta solenidade, em 2012, ao presidir a Santa Missa, o Papa Bento XVI explicou que “neste último domingo do Ano Litúrgico, a Igreja nos convida a celebrar Jesus Cristo como Rei do universo; chama-nos a dirigir o olhar em direção ao futuro, ou melhor em profundidade, para a meta última da história, que será o reino definitivo e eterno de Cristo”.

A possibilidade de alcançar o Reino de Deus foi estabelecida por Jesus Cristo ao nos deixar o Espírito Santo que nos concede as graças necessárias para obter a santidade e transformar o mundo no amor. Essa é a missão que Jesus deixou à Igreja ao estabelecer seu Reino.

Em um mundo onde prima a cultura de morte e o crescimento de uma sociedade hedonista, a festividade anual de Cristo Rei anima uma doce esperança nos corações humanos, já que impulsiona à sociedade a voltar-se para Salvador.

Conforme declarou Bento XVI, “com o seu sacrifício, Jesus abriu-nos a estrada para uma relação profunda com Deus: nele nos tornamos verdadeiros filhos adotivos, participando assim da sua realeza sobre o mundo. Portanto, ser discípulos de Jesus significa não se deixar fascinar pela lógica mundana do poder, mas levar ao mundo a luz da verdade e do amor de Deus”.

E, recordando a oração do Pai Nosso, o agora Papa Emérito sublinhou “as palavras ‘Venha a nós o vosso reino’, que equivale a dizer a Jesus: Senhor, fazei que sejamos vossos, vivei em nós, reuni a humanidade dispersa e atribulada, para que em Vós tudo se submeta ao Pai da misericórdia e do amor”.

Fonte: ACI digital

8 coisas que talvez não sabia sobre a Festa de Cristo Rei

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Nov. 18 / 05:00 am (ACI).- No calendário litúrgico, hoje é a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, comumente conhecida como a Festa de Cristo Rei.

É o último domingo do ano litúrgico (o Advento começa em uma semana) e esta festa nos lembra de que não importa o que os poderes da Terra nos pedem para fazer, Cristo é o verdadeiro rei que deve reinar em nossos corações.

Conheça 8 detalhes desta impressionante festa:

1. Foi instituída em 1925

Após a Primeira Guerra Mundial, em meio ao crescimento do comunismo na Rússia, por ocasião dos 1600 anos do Concílio de Niceia (325), o Papa Pio XI instituiu a festa em 1925 através da encíclica Quas Primas. Sua primeira celebração aconteceu em 1926.

2. Foi celebrada pela primeira vez no dia de Halloween em 1926

Originalmente, foi estabelecida para o último domingo de outubro, antes da Festa de Todos os Santos. No ano de 1926, quando foi celebrada pela primeira vez, esse domingo coincidiu com o dia 31 de outubro.

3. Foi o Beato Paulo VI que, em 1969, revisou a festa e lhe deu o nome e a data atuais

O Papa Paulo VI deu à festa seu atual título completo (Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo) e transferiu para o último domingo do ano litúrgico.

4. A festa foi uma resposta ao crescimento da secularização, do ateísmo e do comunismo

Enquanto o mundo pedia eloquentemente aos cristãos que deviam restringir sua religião e dar maior lealdade aos governos, o Papa Pio XI escreveu sobre a festa:

“Se todo o poder foi dado ao Senhor Jesus, no céu e na terra, se os homens, resgatados pelo seu sangue preciosíssimo, se tornam, com novo título, súditos de seu império, se, finalmente, este poder abraça a natureza humana em seu conjunto, é claro que nenhuma de nossas faculdades se pode subtrair a essa realeza. É mister, pois, que reine em nossas inteligências: com plena submissão, com adesão firme e constante, devemos crer as verdades reveladas e os ensinos de Cristo. É mister que reine em nossas vontades: devemos observar as leis e os mandamentos de Deus. É mister que reine em nossos corações: devemos mortificar nossos afetos naturais, e amar a Deus sobre todas as coisas”. (Quas Primas, 34)

5. Apesar de suas origens católicas, a festa é comemorada por muitos protestantes

Apesar de ter sido criada há menos de cem anos na Igreja Católica, alguns anglicanos, luteranos, metodistas e presbiterianos celebram a festa.

6. Na igreja protestante da Suécia, este domingo é chamado “Domingo da Condenação”

Embora oficialmente os protestantes da Suécia celebrem esta festa como “O regresso de Cristo”, seu nome coloquial “Domingo da Condenação” procede do fato de que dão um enfoque particular ao Juízo Final e à segunda vinda de Cristo.

7. Alguns anglicanos se referem a este domingo como “Domingo da agitação”

Tem esse nome por duas razões:

Em primeiro lugar, a oração coleta anglicana para o dia começa com as palavras “agitado, despertado, te suplicamos, ó Senhor, as vontades de teus fiéis”.

Em segundo lugar, algumas das antigas receitas do pudim de pão doce requerem que o pudim seja agitado e se assente durante várias semanas antes de ser assado. Este domingo se tornou um dia em que as pessoas tradicionalmente começavam a preparar o pudim cristão, que incluía “agitar”.

Esses dois dados se uniram nas mentes dos anglicanos e, segundo a Wikipédia: “Supostamente, os cozinheiros, esposas e seus servos iam à igreja, escutavam as palavras ‘agitados, te suplicamos, ó Senhor...’ e recordavam, por associação de ideias, que já era hora de começar a agitar os pudins de Natal”.

8. A estátua de “Cristo Rei” da Polônia é a maior estátua de Jesus Cristo Rei do Universo no mundo

Com 33 metros de altura (um metro para cada ano da vida terrena de Jesus) e 3 metros de base, a estátua de Cristo Rei de Swlebodzin, no noroeste da Polônia, é três metros mais alta do que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Fonte: ACI digital



Solenidade de Cristo Rei do Universo-34° Domingo do Tempo Comum(Ano B)



Solenidade de Cristo Rei do Universo

34º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de João 18, 33-37
* 33 Pilatos entrou no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: “És tu o rei dos judeus?”
34 Jesus respondeu: “Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim?”
35 Disse Pilatos: “Acaso sou eu judeu? A tua nação e os sumos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?”
36 Respondeu Jesus: “O meu Reino não é deste mundo. Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus súditos certamente teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu Reino não é deste mundo”.
37 Perguntou-lhe então Pilatos: “És, portanto, rei?” Respondeu Jesus: “Sim, eu sou rei. É para dar testemunho da verdade que nasci e vim ao mundo. Todo o que é da verdade ouve a minha voz”.»

Reflexão

Realeza de Jesus

A proclamação da realeza de Jesus deve ser entendida a partir do projeto de Reino anunciado por ele. Os modelos humanos não ajudam a compreender a condição de rei aplicada a Jesus. Seu reino não depende dos esquemas deste mundo, e sim, do querer do Pai.


Por ocasião da paixão de Jesus, as autoridades judaicas apresentaram-no como um subversivo, cujo ideal era tornar-se rei dos judeus, libertando o povo da opressão romana. Jesus, porém, recusou-se a se apresentar como um concorrente de Pilatos. O termo reino tinha, para ele, um significado muito diferente daquele que lhe davam os romanos. O reino de Jesus está sob o senhorio do Pai, que deseja ver todos os seus filhos viverem em comunhão.


É um reino de verdade e de justiça, pois nele não se admite nenhuma espécie de marginalização ou opressão; tampouco, que se recorra ao dolo e à mentira para se prevalecer sobre os demais.
No Reino de Deus, a autoridade é serviço. Quem é grande, se faz pequeno; para ser o primeiro, é necessário tornar-se o último. A violência e o ódio aí não têm lugar. Quem quer fazer parte desse Reino deve saber perdoar e estar sempre disposto a se reconciliar.
Este é o Reino que Jesus veio implantar na história humana. Os adversários de Jesus estavam longe de poder compreendê-lo.


(Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE)

Oração do Dia

Deus eterno e todo-poderoso, que dispusestes restaurar todas as coisas no vosso amado Filho, rei do universo, fazei que todas as criaturas, libertas da escravidão e servindo à vossa majestade, vos glorifiquem eternamente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Grande marcha pela vida no Brasil ergue a voz contra o ativismo judicial


SÃO PAULO, 22 Nov. 18 / 08:03 am (ACI).- Uma grande marcha pela vida será promovida no Brasil no próximo dia 2 de dezembro, em São Paulo, a fim de levantar a voz contra o ativismo judicial que busca descriminalizar o aborto no país; além disso, une-se ao movimento internacional de países latino-americanos na defesa de leis que protejam as duas vidas: a do nascituro e a da gestante.

Segundo os organizadores, “os movimentos pró-vida no Brasil têm promovido marchas pela vida há muitos anos, em diversas cidades, frente ao risco constante de aprovação do aborto pelo Congresso Nacional”.

Porém, ressaltam que “atualmente setores pró-aborto chegaram até a driblar o sistema democrático para tentar impor essa prática através da ADPF 442/2017”, apresentada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Esta ADPF 442 questiona os artigos 124 e 126 do Código Penal, que tipificam o crime de aborto, alegando a sua inconstitucionalidade. Assim, propõe a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação.

“Por isso – explicam os organizadores –, no dia 02 de dezembro, nós brasileiros realizaremos uma grande concentração para a defesa de propostas, ideias e mensagens em defesa da vida, num ambiente de solidariedade, música e alegria”.

Assim, a Marcha pela Vida, apresentará entre seus objetivos e propostas: pressionar os poderes públicos a respeitarem a vida desde a concepção até a morte natural; promover a divulgação das associações que oferecem orientação e apoio às gestantes em crise; pedir a rejeição e improcedência da ADPF 442/2017; pedir a aprovação do projeto de lei (PL) 4754/2016 para coibir o ativismo judicial e impedir que o poder judiciário usurpe as funções e atribuições constitucionais do poder legislativo.

Conforme assinalam, a convocação desta marcha se dá na sequência de outras grandes manifestações públicas em países da América Latina como Peru, Argentina e Guatemala, que reuniram milhões de pessoas.

“A mensagem deixada por estas manifestações foi bem clara: os povos não querem legalizar o aborto, querem políticas públicas para salvar a vida dos dois e medidas para evitar o ativismo judicial dos Tribunais e órgãos de justiça que violem o equilíbrio dos Poderes e a democracia”, reforçam.

Para os organizadores, “a urgência dessa manifestação é cada vez mais clara quando pensamos no caso da Colômbia, que último dia 17 de outubro aprovou, por uma manobra ativista e antidemocrática do Tribunal Superior daquele país, o aborto até o nono mês”.

Desse modo, embora sejam organizadas diversas marchas pró-vida no Brasil durante o ano, “desta vez dessa vez, pela gravidade da situação, as pessoas se organizaram para fazer um ato maior e massivo e para incluir também todas as pessoas interessadas”.

Esta marcha tem “objetivo de incluir pessoas do povo que apoiem a causa, sem distinções, tenta demonstrar que a defesa da vida humana não depende de uma crença específica, ela é intrínseca ao próprio ser humano”.

A Marcha pela Vida será realizada em São Paulo no dia 2 de dezembro, a partir das 14h, na Avenida Paulista, com concentração no Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Outras cidades do Brasil aderiram a esta convocatória, como Palmas (TO), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE).

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Cecília, padroeira dos músicos (22 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 22 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 22 de novembro a memória litúrgica de Santa Cecília, uma das mártires dos primeiros séculos mais venerada pelos cristãos. Diz-se que no dia de seu matrimônio, enquanto os músicos tocavam, ela cantava a Deus em seu coração. É representada tocando um instrumento musical e cantando.

As “atas” da santa a apresentam como integrante de uma família nobre de Roma. Costumava fazer penitências e consagrou sua virgindade a Deus. Entretanto, seu pai a casou com um jovem chamado Valeriano.

No dia das núpcias, Cecília partilhou com Valeriano o fato de ter consagrado sua virgindade a Cristo e que um anjo guardava sua decisão.

“Tenho que te comunicar um segredo. Precisa saber que um anjo do Senhor vela por mim. Se me tocar como se eu fosse sua esposa, o anjo se enfurecerá e você sofrerá as consequências; em troca, se me respeitar, o anjo te amará como me ama”.

O marido respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o anjo. Cecília lhe disse que se ele acreditasse no Deus vivo e verdadeiro e recebesse o Batismo, então, veria o anjo. Valeriano foi procurar o Bispo Urbano, que o instruiu na fé e o batizou.

A tradição assinala que, quando o marido retornou para ver sua amada, viu um anjo de pé junto a Cecilia e o ser celestial pôs uma grinalda de rosas e lírios sobre a cabeça de ambos. Mais tarde, Valeriano e seu irmão Tibúrcio seriam martirizados.

Cecília foi chamada para que proclamasse fé aos deuses pagãos, mas converteu seus caluniadores. O Papa Urbano a visitou em sua casa e, aí, batizou 400 pessoas. Posteriormente, a santa foi levada a julgamento e condenada a morrer sufocada no banheiro de sua casa. Mas, apesar da grande quantidade de lenha que os guardas colocaram no forno, Cecília não sofreu quaisquer danos.

Finalmente, mandaram decapitá-la e o verdugo desferiu três vezes a espada sobre seu pescoço. Santa Cecília passou três dias agonizando e finalmente partiu para a Casa do Pai.

Esta história é de fins do século V e não está totalmente fundada em documentos.

Em março de 2014, o Papa Francisco se referiu aos mártires dos primeiros tempos cristãos, como Santa Cecilia, e disse que “levavam sempre o Evangelho com eles: levavam-no, o Evangelho; ela, Cecília levava o Evangelho. Porque é precisamente o nosso primeiro passo, é a Palavra de Jesus, aquilo que alimenta a nossa fé”.

No Trastevere, em Roma, foi edificada a Basílica da Santa Cecília no século V. Neste local, atualmente, encontra-se a famosa estátua em tamanho natural feita pelo escultor Maderna, que mostra a Santa como se estivesse dormindo, recostada do lado direito.

Fonte: ACI digital

Oração do músico

Deus Todo-Poderoso, que nos destes a vida, os sons da natureza, o dom do ritmo, do compasso e da afinação das notas musicais, dai-nos a graça de conseguir técnica aprimorada em nossos instrumentos a fim de que possamos exteriorizar nossos sentimentos por meio dos sons.

Permita, Senhor, que os sons por nós emitidos sejam capazes de acalmar nossos irmãos perturbados, curar doentes e animar os deprimidos, que sejam brilhantes como as estrelas e suaves como o veludo. Permita, Senhor, que todo ser que ouvir o som dos nossos instrumentos sinta-se bem e pressinta a vossa presença.

Santa Cecília, padroeira dos músicos, rogai por nós! Amém!



Filha de Asia Bibi agradece coragem de juízes


Em uma mensagem de vídeo, gravada nesta segunda-feira e divulgada pela Ajuda à Igreja que Sofre, a filha de Asia Bibi, Eisham, expressou sua gratidão pelas orações e os esforços em favor de sua mãe e espera que "muito em breve a nossa família reunida e finalmente feliz e livre, possa visitar Veneza", cidade onde na terça-feira será realizado o evento #VeneziaInRosso para recordar a perseguição contra os cristãos.

Debora Donnini - Cidade do Vaticano

"Quero agradecer a todos vocês que continuam a rezar por minha mãe. Quero também agradecer àqueles juízes corajosos e ao sistema judicial do Paquistão, que finalmente reconheceu a inocência da minha mãe. Meus agradecimentos vão também para todos os governos, como o italiano, que estão preocupados com o nosso futuro e com a nossa salvação".

Palavras da filha de Asia Bibi, Eisham, em uma mensagem de vídeo divulgada esta segunda-feira pela Ajuda à Igreja que Sofre. Asia Bibi - recordamos - foi libertada e transferida para um local secreto no Paquistão no dia 7 de novembro. A notícia da absolvição chegou em 31 de outubro, após nove anos de prisão. Anos difíceis de dor e oração, vividos longe de seu marido Ashik Masih e de seus 5 filhos.

"Em fevereiro último estávamos em Roma quando a Ajuda à Igreja que Sofre iluminou o Coliseu de vermelho. Minha mãe estava na prisão na época", recorda a jovem, enfatizando que, pelo contrário, agora que Veneza será iluminada de vermelho", “finalmente sua mãe está livre, graças a Deus".

A referência é à iniciativa #VeneziaInRosso, organizada pela própria AIS e pelo Patriarcado de Veneza, e que iluminará de vermelho na terça-feira, 20, os pontos mais significativos da cidade, para recordar os milhões de cristãos vítimas de perseguição e, em particular, Asia Bibi.

Veneza iluminada de vermelho recorda cristãos perseguidos

Os votos de Eisham, que ainda não pode abraçar sua mãe por razões de segurança, é que "muito em breve a nossa família, reunida e finalmente feliz e livre, possa visitar Veneza".

Filha de Asia Bibi: quando eu a encontrar vou abraçá-la e chorar juntas

O seu agradecimento é dirigido a todos aqueles que rezam por sua mãe e por todos os cristãos perseguidos. Eisham, que hoje tem 18 anos, tinha 9 anos quando sua mãe foi presa sob a falsa acusação de blasfêmia em 2009. Ela e o pai encontraram o Papa Francisco no Vaticano no dia 24 de fevereiro: um encontro de grande intensidade emocional e de fé.

Fonte: Vatican News



terça-feira, 20 de novembro de 2018

Consciência Negra: 300 anos de escravidão não foram suficientemente reparados



A data, incluída em 2003 no calendário escolar nacional, se refere à morte de Zumbi dos Palmares, último líder do Quilombo dos Palmares, o maior quilombo do período colonial.

Cidade do Vaticano

Neste 20 de novembro, em milhares de cidades brasileiras e em seis estados (Alagoas, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro) celebra-se o Dia Nacional da Consciência Negra.

Os dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a realidade brasileira, da qual 53% da população é formada por negros e negras, mostram que 70% da população que vive em situação de extrema pobreza é negra.

“A chance de um negro ser analfabeto é 5 vezes maior que um branco. Eles representam 68% dos analfabetos do país segundo o IBGE. Somente 1 pessoa a cada 4 com ensino superior é negra. A cada 12 minutos, 1 pessoa negra é assassinada no Brasil. 75% da população carcerária no Brasil é de pessoas negras.”

A data, incluída em 2003 no calendário escolar nacional, se refere à morte de Zumbi dos Palmares, último líder do Quilombo dos Palmares, o maior quilombo do período colonial. Comemorado há mais de 30 anos por ativistas do movimento negro, a data foi oficializada pela Lei 12.519 de 2011.

Para o arcebispo de Feira de Santana (BA), referencial da Pastoral Afro-Brasileira, dom Zanoni Demettino Castro, os(as) negros(as) sofrem as consequências desta realidade porque os 300 anos de escravidão, que marcaram profundamente a história brasileira, ainda não foram suficientemente reparados.

“Por que a maioria absoluta dos pobres são negros? Por que os que superlotam os presídios são afrodescendentes?”, questiona o referencial da Pastoral Afro da Igreja no Brasil.

“O arcebispo aponta que aumenta assustadoramente o extermínio de jovens e adolescentes negros no Brasil.”

Superação das desigualdades

Para superar essas desigualdades que atingem os negros e negras no país, dom Zanoni afirma ser necessário o Brasil trilhar o caminho da superação da fome, oferecer educação de qualidade e também oportunidades à essa população. “As ações afirmativas, como cotas raciais para ingresso na universidade, são essenciais nesta empreitada”, afirma dom Zanoni.

Para o arcebispo de Feira de Santana, o reconhecimento e a valorização das comunidades remanescentes de quilombos também é um passo importante nesse caminho de superação das desigualdades entre brancos e negros. “O povo brasileiro precisa ser assumido. O negro deve ser visto como protagonista da gestação de uma nova sociedade”, disse.

Por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado nesta terça-feira (20/11), dom Zanoni retoma os ensinamentos da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, realizada em Aparecida (SP), de 13 a 31 de maio de 2007: “Como nos ensina a Conferência de Aparecida, os afrodescendentes hoje, como protagonistas, têm uma responsabilidade muito grande na gestação da sociedade de partilha e solidariedade e na construção da civilização do amor e da implantação da cultura de paz”.

Fonte: CNBB

Fonte: Vatican News



Descobrem rosto de Jesus em Israel e o consideram o mais antigo da história


JERUSALÉM, 20 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- Uma das pinturas mais antigas de Jesus, com cerca de 1500 anos de antiguidade, foi descoberta na parede de uma igreja abandonada em Israel.

A igreja foi encontrada nas ruínas de Shivta, um antigo povoado agrícola no coração do deserto de Negev, a cerca de 40 quilômetros ao sudoeste de Be’er Sheva. O povoado foi fundado no século II e sobreviveu mais de 600 anos antes de ser abandonado durante o início do período islâmico.



O retrato foi descoberto pela historiadora de Arte, Emma Maayan-Fanar, e mostraria o contorno facial de um jovem Jesus com cabelo curto.

“Em contraste com a imagem ocidental de Jesus como alguém com cabelo comprido e solto e, às vezes, barba, a pintura de Shivta o mostra em estilo oriental, com cabelo curto e encaracolado, rosto longo e nariz alongado”, disse Maayan-Fanar.

A especialista disse que a descoberta “foi realmente uma questão de sorte e experiência. Estudamos o local e eu estava olhando de perto a abside, esperando ver algumas manchas de cor. Em seguida, levantei a cabeça e vi os olhos. Era o rosto de Jesus em seu batismo, olhando-nos”.

“Dror Maayan, meu esposo e fotógrafo profissional, apontou sua câmera para a direção na qual pensei que via a imagem e ali estava, o rosto de Jesus”, indicou.

A imagem remontaria ao século VI e foi vista nas ruínas de uma igreja bizantina no deserto de Negev, em Israel. Embora a Terra Santa tenha dado origem ao cristianismo, muito poucas artes religiosas sobreviveram ali desde sua história inicial.
“A representação mais antiga conhecida de Cristo até este momento era do século III em Dura Europos, na atual Síria”, disse Maayan-Fanar.

A pintura foi descoberta primeiro em 1920 e agora foi novamente analisada usando técnicas modernas. De acordo com especialistas, sua importância estaria no fato de que precede a iconografia religiosa utilizada na Igreja Cristã Ortodoxa.

“Pertence ao esquema iconográfico de um Cristo de cabelo curto, que estava especialmente difundido no Egito e em Siro-Palestina, mas que passou da arte bizantina posterior”, assinalaram os pesquisadores.

Embora se aprecie apenas fragmentos da obra, a especialista da Universidade de Haifa distingue o rosto que representa um jovem Jesus junto a outro rosto de proporções maiores a sua esquerda, muito provavelmente de João Batista. Ambas as figuras deviam fazer parte de uma cena mais ampla que foi pintada sobre a pia batismal do templo.

“Até agora, é a única cena de batismo de Cristo in situ até a data com confiança na Terra Santa pré-iconoclasta”, escrevem os autores do estudo em seu artigo. Por isso, pode iluminar a comunidade cristã de Bizantina Shivta e a arte cristã primitiva em toda a região.

A descoberta foi publicada na revista arqueológica Antiquity junto aos arqueólogos Ravit Linn, Yotam Tepper e o professor Guy Baz-Oz, do Instituto de Arqueologia Zinman da Universidade de Haifa. Os autores deste estudo asseguram que “o rosto de Cristo nesta pintura é uma descoberta importante em si mesma”.

Fonte: ACI digital
Fotos: Daily Mail



Jovem curado pelo Padre Pio: “Minha cura foi como a ressurreição de Lázaro”


MADRI, 20 Nov. 18 / 07:37 am (ACI).- A cura milagrosa que serviu para que João Paulo II canonizasse o Padre Pio em junho de 2002 virou filme. Matteo Pio Colella, hoje com 27 anos idade, foi de San Giovanni Rotondo, na Itália (onde vive com sua família), até Madri para a pré-estreia do filme “O Mistério do Padre Pio”, dirigido pelo escritor e cineasta José María Zavala, e concedeu uma entrevista exclusiva a ACI Digital falando da sua cura, a qual comparou ao episódio do Evangelho em que Jesus traz Lázaro de volta à vida.

“Não me sentia nada bem. Disse à minha mãe que não queria ir à escola, mas ela me obrigou porque nessa época eu não gostava de ir ao colégio. Essa mesma noite, quando minha mãe veio me desejar boa noite, eu não a reconheci e então me levaram imediatamente ao hospital”, recorda Matteo.

Matteo viajou à capital da Espanha com seus pais e sua namorada para a pré-estreia do filme “O Mistério do Padre Pio”, nesta quinta-feira, 15 de novembro, para um auditório de 300 pessoas.

Era 20 de janeiro do ano 2000, Matteo então tinha 7 anos e foi diagnosticado com uma meningite aguda fulminante causada por uma bactéria, uma doença que havia atingido também os rins, o sistema respiratório e a coagulação do sangue; por isso foi internado de emergência no hospital fundado pelo Padre Pio, a “Casa Sollievo della Sofferenza”.

No dia seguinte, Matteo entrou em coma e sua saúde piorou drasticamente, ao ponto que os médicos o deram como um caso perdido pensando que em poucas horas morreria.

Enquanto Matteo se encontrava nesta situação crítica, sua mãe, Maria Luzia, foi orar sobre a tumba do Padre Pio para pedir a cura de seu filho.

“Durante o coma –acrescenta Matteo-, vi em sonhos o Padre Pio à minha direita e três anjos à esquerda. Um com asas douradas e túnica branca, e os outros dois com asas brancas e túnica vermelha. O Padre Pio, à minha direita, disse-me que não me preocupasse porque logo estaria curado. De fato, minha cura foi uma ressurreição como a de Lázaro”.

E assim foi. Quando os médicos consideravam que Matteo estava clinicamente morto, voltou milagrosamente à vida.

“Para mim o Padre Pio é como um avô. Uma pessoa com quem falar e a quem posso contar determinadas dificuldades”, assegura o jovem.

Matteo se mostra especialmente agradecido ao Padre Pio por ter salvado sua vida. “Sempre pensei que recebi uma graça enorme pela qual devo estar agradecido. Quando falo com alguém que não acredita em Deus, digo-lhe: ‘Eu estou vivo. Para a ciência é algo inexplicável, mas há outra explicação que nós não podemos compreender’”, assegurou Matteo.

A cura do pequeno Matteo foi o milagre que fez possível a canonização do Padre Pio, presidida por São João Paulo II, que conheceu pessoalmente o santo italiano em sua juventude, ocorrida na Praça de São Pedro em 16 de junho de 2002 perante uma multidão de fiéis vindos de toda a Itália e vários países. 

Fonte: ACI digital



Pe. Zezinho: “meu celular me liga com os sofredores do mundo”


Um dos padres mais respeitados do Brasil faz uma brilhante reflexão sobre o celular e o poder da oração

No Facebook, o Padre Zezinho, um dos sacerdotes mais conhecidos e amados do Brasil, fez um post que está chamando a atenção de seus seguidores. Ele estabelece uma relação entre o celular e o poder da oração.

Diante das tão sábias palavras, tomamos a liberdade de reproduzir o texto para que você também possa refletir sobre o tema. Boa leitura!

    ORAR SOBRE MEU CELULAR
    Pe Zezinho scj
    •••••••••••••••••••••••••••

    Não sei como vc faz, mas meu celular me ensina a ir aonde não posso ir. À noite, quando revejo as mensagens ou notícias do dia, aproveito para orar.

    Deus viu, mas eu estou vendo agora. Então, se a notícia diz que alguém morreu, um casal foi sequestrado, uma adolescente desapareceu, um menino está precisando de remédio para o câncer… eu beijo meu celular como se eu desse um abraço ou um beijo na pessoa que morreu, ou está precisando de oração e… oro por aquela pessoa.

    Quem diz que não posso fazer nada por aquele casal que perdeu a casa no incêndio na Califórnia, pelos africanos naquele barco que virou, ou pelos que perderam tudo na avalanche?

    Eu posso orar! E isto é fazer alguma coisa!

    Creio no poder da oração, como creio numa tecla que abre o portão da garagem a quarenta metros de distância. Isto ! Eu posso ajudar alguém de longe! Oraram por mim quando tive um AVC. Lá de longe eles me ajudaram. Sou grato a quem nunca viu, mas orou por mim!

    Meu celular me liga com os sofredores do mundo; todas as noites. Sou padre, cristão, católico e sigo Jesus que orava e mandava orar. Creio em gente que reza quando não pode ir lá ! E só Deus sabe se oro ou não oro ! Só Deus !

    Pe Zezinho scj

Fonte: Aleteia



segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Hoje a Igreja celebra São Roque González e companheiros mártires (19 de novembro)


REDAÇÃO CENTRAL, 19 Nov. 18 / 04:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 19 de novembro São Roque González e companheiros mártires. O sacerdote jesuíta foi martirizado e teve o corpo queimado por anunciar o Evangelho na América do Sul. Natural do Paraguai, evangelizou também em terras brasileiras, no território que atualmente pertence ao Rio Grande do Sul.

São Roque nasceu em Assunção, Paraguai, em 1576. Aos 22 anos foi ordenado sacerdote e, posteriormente, nomeado Pároco da Catedral de Assunção. Em 1609, ingressou na Companhia do Jesus e anos depois foi designado superior da primeira Missão do Paraguai.

Em 1615, fundou uma missão em Itapúa, a atual cidade da Argentina de Posadas, e logo se transladou para a outra margem do rio, que hoje se conhece como Encarnação, no Paraguai. Por isso, é reconhecido como fundador e patrono das duas cidades.

São Roque costumava chamar a Virgem de “conquistadora”, pois muitas vezes bastava que levantasse o quadro da imagem da Mãe de Deus para que os índios se convertessem.

Em 15 de novembro de 1628, celebrou a Santa Missa em Caaró, que hoje faz parte do Brasil, e foi assassinado por um cacique. Os atacantes queimaram seu corpo, mas ficou intacto o seu coração, que lhes falou a fim de que se dessem conta do que tinham feito e os convidou ao arrependimento.

O coração de São Roque se manteve incorrupto e foi levado a Roma junto ao machado de pedra com a qual foi martirizado. Atualmente, o coração e o machado se encontram na Capela dos Mártires, no Colégio de Cristo Rei em Assunção, Paraguai.

Em 1988, São João Paulo II, durante sua visita ao Paraguai, canonizou São Roque González, os espanhóis Santo Alfonso Rodríguez e São João de Castilho. Todos eles, mártires jesuítas em terras americanas.

“Nem os obstáculos de uma natureza agreste, nem as incompreensões dos homens, nem os ataques de quem via em sua ação evangelizadora um perigo para seus próprios interesses, foram capazes de atemorizar estes campeões da fé. Sua entrega sem reservas os levou até o martírio”, destacou o Papa peregrino naquela celebração.

Em Caaró, município de Caibaté, encontra-se o principal santuário de veneração dos Santos Mártires (como ficaram conhecidos), visitado permanentemente por caravanas de romeiros.

Fonte: ACI digital



Quando devo montar a Árvore de Natal?


Veja o que diz a tradição cristã

Hoje ela é rodeada de presentes, e majestosamente enfeitada com bolas e guirlandas luminosas. Mas nem sempre foi assim. Antigamente, a árvore de Natal era decorada com frutas, flores e doces.

A tradição surgiu na França do século XVI, quando só havia permissão para cortar árvores a partir do dia 21 de dezembro. As pessoas, então, deixavam as árvores em suas casas até 24 de dezembro.

Depois, a tradição foi mudando. Atualmente, algumas pessoas montam a decoração uma ou duas semanas antes do Natal para conservá-la bem até a noite natalina. Mas há também os que seguem a tradição cristã e tomam o calendário do Advento como referência.

 No começo do Advento

Segundo a tradição cristã, é costume decorar a árvore de Natal a partir do primeiro domingo do Advento (que este ano cai no dia 3 de dezembro) e desmontá-la na Epifania, que é celebrada em 6 de janeiro.

Realmente, se a árvore está lá para decorar e dar um ar mais caloroso ao interior da casa, tem tudo a ver permanecer lá para acompanhar este período de espera pelo nascimento de Cristo.

Já a tradição ortodoxa diz que a árvore deve ser preparada no dia 6 de dezembro – dia de São Nicolau.

Duas semanas antes do Natal

Se você escolher uma árvore artificial, não há nenhum problema em montá-la um mês antes. Mas a coisa muda de figura se ela for natural. Se você for usar o autêntico pinheiro de Natal, recomenda-se adquiri-lo duas semanas antes do dia 25 de dezembro, para que ele fique bem conservado e bonito para o “dia D”.

Aproveitar as ofertas

Por fim, fugindo dos critérios da tradição cristã e da conservação do pinheiro, você pode levar em conta outro detalhe: as árvores decorativas têm preços mais baixos perto do Natal, inclusive no dia anterior, pois as lojas querem zerar os estoques.

Assim, nada impede que você aproveite um pouco mais da decoração mesmo depois da Noite Feliz.

Fonte: Aleteia



Saiba como preparar o presépio por etapas na sua casa este ano

Esquecido (de propósito) pela mídia, ele é muito mais importante do que a árvore de Natal. Resgate-o!

A árvore ornamentada é um símbolo natalino acolhido há séculos pelo cristianismo. São Bonifácio, provavelmente, foi o primeiro santo católico a usar a árvore nesse contexto, ainda no século VIII. Em seu trabalho de catequese junto aos druidas, que adoravam árvores de carvalho como símbolos da divindade, São Bonifácio começou a usar outra árvore, o abeto, porque a sua forma triangular ajuda a simbolizar a Santíssima Trindade e porque os seus ramos verdes apontam para o céu.

Quando as árvores de Natal começaram a se popularizar, houve preocupação com o caráter pagão da sua origem, mas as devidas contextualizações fizeram dela um símbolo arraigado com segurança na fé cristã. Aliás, o simbolismo da árvore é riquíssimo em nossa tradição: nossos primeiros pais foram orientados por Deus a não comerem dos frutos de uma das árvores do Éden; Cristo pagou o preço altíssimo da nossa redenção crucificado em um tronco de árvore; os ramos verdes e as luzes que decoram a árvore natalina evocam o Cristo como a Luz Eterna que vem a um mundo envolto em escuridão… Apesar dos fortes matizes comerciais que a foram descaracterizando principalmente desde o século passado, a árvore de Natal é um símbolo válido para a vinda de Cristo ao mundo – mas é preciso que este simbolismo fique claro para as famílias católicas que a decoram nesta época.

No entanto, mesmo com essa validação contextual, a árvore de Natal não é, de forma alguma, o principal símbolo visual do Nascimento de Jesus.

O principal símbolo visual do Natal é o presépio!

Foi São Francisco de Assis quem montou em Greccio, na Itália, no já longínquo ano de 1223, o primeiro presépio da história.


E foi um presépio vivo, com moradores da pequena localidade representando o Menino Jesus na manjedoura, Nossa Senhora, São José, os Reis Magos, os pastores e os anjos. Os animais também eram reais: o boi, o burrico, as ovelhas…

Não demorou para que esta piedosa iniciativa se espalhasse, transformando-se em costume natalino e dando origem aos presépios esculpidos, que se popularizaram nas igrejas por volta do século XVI, graças ao trabalho evangelizador dos padres jesuítas.
© Shutters

Existem tradições cheias de significado em torno à própria montagem do presépio, que vai sendo preparado por etapas. Confira algumas dessas tradições:

Como preparar o presépio em etapas significativas

    • Primeiro vão sendo colocados os animais, os pastores, a manjedoura, o cenário em geral – mas sem as figuras dos protagonistas Jesus, Maria e José, nem os anjos, nem a estrela, nem os três reis.
   • Há famílias que só colocam no presépio as imagens da Santíssima Virgem Maria e de São José na tarde do dia 24, mas ainda sem o Menino Jesus.


   • A manjedoura permanece vazia até a meia-noite, quando, simbolizando o Nascimento do Filho de Deus, a imagem do Menino é finalmente ali colocada!
    • Com o Menino Deus, também são colocados os anjos, que evocam o cântico “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”, mencionado nas Escrituras.
   • Juntamente com os anjos, é colocada no topo do presépio a estrela que guiou os três reis do Oriente até Belém para venerarem o Salvador: Gaspar, Melchior e Baltazar. Esses três reis representam todos os povos da terra e são figurados com as suas exóticas montarias: camelos ou mesmo elefantes.
   • Há quem comece a posicionar os três reis no presépio somente a partir do dia 25: inicialmente, eles estão longe da gruta, ainda a caminho, e vão sendo aproximados um pouco mais a cada dia até chegarem junto ao Menino na festa da Epifania, em 6 de janeiro.

Verdadeira catequese doméstica


O presépio, afinal de contas, não é um simples adorno: é uma belíssima forma visual de manifestarmos a nossa fé e a nossa oração, durante a espera e a celebração pela chegada do Salvador. Essa tradição envolve um processo, um crescimento, uma participação dinâmica da família na história mais bela de todos os tempos. É uma verdadeira catequese doméstica, especialmente para as crianças!

Resistência à secularização forçada

O influxo da secularização forçada, que desvirtuou completamente o sentido da árvore de Natal (e do próprio Natal), tem muito mais dificuldade em apagar o simbolismo explícito que está presente no presépio, já que, nele, a referência ao Salvador é direta e óbvia.


É por isso que o presépio foi sendo simplesmente “ignorado”, deixado de lado para ser aos poucos esquecido – em não poucos casos, é tratado como coisa “cafona”, de “mau gosto”… ou pior: há casos, em plena Europa “democrática” do nosso século XXI, de prefeituras que chegaram a proibir o presépio em áreas visíveis ao público a fim de não “ofender” os seguidores de outras religiões…

Seria uma pena que as famílias católicas também se deixassem levar pelo “esquecimento” do presépio.

E na sua casa, católico, tem lugar para o presépio este ano?


Fonte: Aleteia



domingo, 18 de novembro de 2018

Mãe publica fotos de seu bebê não nascido: Disseram-me que era um “resíduo médico”


MISSOURI, 17 Nov. 18 / 07:00 am (ACI).- Uma corajosa mãe compartilhou imagens de seu filho falecido em um aborto espontâneo para demostrar que era um "bebê de verdade", não um "resíduo médico" como os médicos lhe disseram.

Sharran Sutherland, de Fair Grove, Missouri (Estados Unidos), é a mãe de 40 anos que perdeu o seu filho Miran de 14 semanas, logo que a ultrassonografia indicou que o seu coração deixou de bater.

Em declarações à mídia britânica, Sharran recordou que "o médico nos disse que poderíamos descartá-lo como resíduo médico, ou que poderíamos velar o pequeno em casa". "Fiquei muito chateada porque ela chamou o meu bebê de 'feto'. Não podia acreditar que ela insinuasse que era um resíduo médico. E estava chateada com isso", expressou.
Ultrassonografia de Miran - Foto: Cortesia Sharran Sutherland

Os médicos pediram que lhe fizessem uma dilatação e curetagem; entretanto, a mãe se negou porque para isso era necessário tirar o bebê em pedaços. Em vez disso, optou por dar à luz de parto normal em 23 de abril deste ano, 173 dias antes da data para o seu nascimento.

As imagens divulgadas pela mãe mostram o pequeno de quatro centímetros de comprimento – que pesava apenas 26 gramas –, com o rosto, as mãos, os pés e até as unhas completamente formadas.
Foto: Cortesia Sharran Sutherland

"Simplesmente não podia acreditar como ele era perfeito. As suas orelhas, a sua língua, suas gengivas, seus lábios. Não podia acreditar. Olhava para ele, enquanto o segurava na palma da minha mão e via a sua perfeição. Fiquei espantada", disse Sharran.

Sobre o enterro, como o pequeno Miran legalmente não podia ser classificado como um bebê até 20 semanas de vida, Sharran e seu esposo Michael Sutherland, de 35 anos, foram autorizados a levá-lo para a sua casa para enterrá-lo como quisessem.

"... Fiquei muito chateada, mas também sentia que um funeral era demais. Eu não sabia o que fazer e enfrentei esta decisão", recordou. Disse que junto com o seu esposo falaram "sobre enterrá-lo em um vaso cheio de hortênsias que cresceriam todos os anos e voltariam para que pudéssemos recordá-lo, e pensamos que era uma ótima ideia".

Apesar da perda dolorosa de seu bebê, Sharran disse que está "agradecida" porque teve a oportunidade de dar à luz, de ver e carregar Miran antes de se despedir dele.

Foto: Cortesia Sharran Sutherland

Entretanto, a mãe afirma que nunca lhe permitiram chorar adequadamente pelo seu filho porque, legalmente, Miran nunca foi uma criança, apenas um feto.

Sutherland assegurou que "este mundo fez um grande trabalho desumanizando os bebês não nascidos. A indústria do aborto fez um grande trabalho nisso, mas isso não afeta somente as mulheres que abortaram”.

"Afeta as mulheres que também perderam seus bebês, porque o mundo não vê os seus filhos como bebês. Então, quando uma mulher perde seu filho, não pode chorar da mesma maneira que uma mulher que deu à luz a um bebê que morre depois de nascer".

Foto: Cortesia Sharran Sutherland

"Quando uma mulher perde o seu bebê antes de nascer, é como se você não falasse sobre isso. Uma mulher faz isso sozinha e acho que isso acontece porque outras pessoas não o reconhecem como um ser humano, como um bebê (...). É só um bebezinho", afirmou a mãe.

Este é um dos motivos pelos quais Sharran compartilha agora as imagens de seu filho, para mostrar a outras mulheres que acreditam que o aborto é uma opção, para que vejam como estão bem formados dentro do útero.

Do mesmo modo, assegura que, desde que compartilhou o post, uma amiga desistiu de praticar um aborto.

Em sua publicação, Sharran perguntou "como uma pessoa pode negar não só a humanidade de meu filho, mas a de todos os outros bebês tão jovens como ele e matá-los de uma maneira tão horrível?". "Eu espero que compartilhar estas fotos do meu pequeno precioso possa fazer com que uma pessoa que está pensando em praticar um aborto decida deixar que o seu filho viva", expressou.

"Eu acho que porque compartilhei o seu verdadeiro aspecto, e porque compartilhei a minha opinião (sobre o aborto), algumas pessoas dizem que converti isso em algo político, que não era a minha opinião nem a minha esperança".

Os pais enterraram o pequeno Miran neste vaso porque legalmente não era considerado um bebê. Foto: Cortesia Sharran Sutherland

A mãe reiterou o seu desejo de que, ao compartilhar as imagens de Miran, as pessoas que pensavam abortar desistissem de fazer isso. "Se uma mulher pode ver e ter toda a informação diante dela, então pode fazer uma escolha melhor", e se persistir na sua decisão, pelo menos já sabe o que está fazendo.

Nesse sentido, Sharran esclareceu que a sua intenção não era "envergonhar as mulheres que já passaram por isso", por um aborto.

A mãe norte-americana decidiu compartilhar a história em 12 de outubro, dia que Miran iria nascer. Desde então, a publicação se tornou viral e tendo mais de 36 mil curtidas, compartilhamentos e comentários.

Fonte: ACI digital



Papa Francisco: ao encontro definitivo com o Senhor levaremos o que doamos


No Evangelho de hoje, Jesus diz que a história dos povos e a de cada um têm um fim e uma meta a ser alcançada: o encontro definitivo com o Senhor.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (18/11), II Dia Mundial dos Pobres, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice frisou que no Evangelho deste domingo, Jesus “quer instruir os seus discípulos sobre os eventos futuros. Não está em primeiro lugar um discurso sobre o fim do mundo, mas o convite a viver bem o presente, a vigiar e estar sempre prontos para quando seremos chamados a prestar contas de nossa vida. Jesus diz: «Nesses dias, depois da tribulação, o sol vai ficar escuro, a lua não brilhará mais, as estrelas começarão a cair do céu».”

Rosto radiante de amor

Essas palavras nos fazem pensar no início do Livro do Gênesis que fala da criação: o sol, a lua e as estrelas que desde o início dos tempos brilham em sua ordem e iluminam, sinal de vida, aqui são descritos em sua decadência, enquanto mergulham na escuridão e no caos, sinal do fim.

“Ao invés, a luz que naquele último dia resplandecerá será única e nova: será a luz do Senhor Jesus que virá na glória com todos os santos. Naquele encontro veremos, finalmente, o seu Rosto na luz plena da Trindade; um rosto radiante de amor, diante do qual todo ser humano aparecerá em total verdade”, disse o Papa.

Francisco sublinhou que “a história da humanidade, assim como a história pessoal de cada um de nós, não pode ser entendida como uma simples sucessão de palavras e fatos que não fazem sentido”.

Encontro definitivo com o Senhor

“Não pode ser também interpretada à luz de uma visão fatalista, como se tudo já estivesse pré-estabelecido segundo um destino que subtrai todo espaço de liberdade, impedindo fazer escolhas que sejam o fruto de uma decisão verdadeira.”

No Evangelho de hoje, Jesus diz que a história dos povos e a de cada um têm um fim e uma meta a ser alcançada: o encontro definitivo com o Senhor.

“Não sabemos a hora e nem como acontecerá. O Senhor reiterou que «ninguém sabe nada, nem os anjos no céu, nem o Filho». Tudo é mantido no segredo do mistério do Pai. Sabemos, todavia, um princípio fundamental com o qual devemos nos confrontar: «Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão».”

Segundo o Papa, “o verdadeiro ponto crucial é esse. Naquele dia, cada um de nós entenderá se a Palavra do Filho de Deus iluminou a própria existência pessoal, ou se virou as costas para ela, preferindo confiar nas próprias palavras. Será mais do que nunca o momento de nos abandonarmos definitivamente ao amor do Pai e confiar-nos à sua misericórdia”.

O Papa destacou que “ninguém escapa desse momento, nenhum de nós escapa desse momento”.

Levaremos somente o que doamos

“A esperteza, que muitas vezes colocamos em nossos comportamentos para dar crédito à imagem que queremos oferecer, não será mais necessária. Da mesma forma, o poder do dinheiro e dos meios econômicos com os quais pretendemos com presunção comprar tudo e todos, não poderá ser mais ser usado. Não teremos conosco nada além do que realizamos nessa vida, acreditando em sua Palavra: tudo e nada do que vivemos ou deixamos de realizar. Levaremos conosco somente o que doamos, o que oferecemos.”

Francisco convidou a invocar a intercessão da Virgem Maria a fim de que a constatação do nosso tempo provisório na terra e de nossa limitação não nos afunde na angústia, mas nos chame à responsabilidade para comigo, o próximo e  o mundo inteiro.

Fonte: Vatican News



Papa Francisco: a injustiça é a raiz perversa da pobreza


Jesus ouviu o grito de Pedro”, frisou o Papa, convidando-nos a pedir “a graça de ouvir o grito de quem vive em águas agitadas”.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco presidiu, na Basílica de São Pedro, a celebração eucarística, neste domingo (18⁄11), Solenidade da Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo fora dos Muros, e II Dia Mundial dos Pobres. Seis mil pobres participaram da missa.

O Dia Mundial dos Pobres foi instituido pelo Papa Francisco com a Carta Apostólica “Misericordia et misera”, publicada em 21 de novembro de 2016, na conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia.

Em sua homilia, Francisco se deteve em três ações que Jesus realiza no Evangelho.

Deixar o que passa

A primeira: o deixar. “Em pleno dia, Jesus deixa a multidão na hora do sucesso, quando era aclamado por ter multiplicado os pães. Os discípulos queriam gozar do triunfo, mas Jesus obrigou-os imediatamente a partir, enquanto Ele despede a multidão.”

“Procurado pelo povo, retira-se sozinho. Quando tudo se apresentava «em descida», Ele sobe ao monte para rezar. Depois, no coração da noite, desce do monte e vai encontrar os Seus, caminhando sobre as águas agitadas pelo vento. Em tudo isto, Jesus vai contracorrente: primeiro deixa o sucesso, depois a tranquilidade. Ensina-nos a coragem de deixar: deixar o sucesso que ensoberbece o coração, e a tranquilidade que adormece a alma”.

Francisco disse ainda que “o cristão sabe que a sua pátria não é aqui, sabe – como recorda o apóstolo Paulo na segunda Leitura – que já é «concidadão dos santos e membro da casa de Deus». É um ágil viandante da existência. Não vivemos para acumular: a nossa glória está em deixar o que passa, para guardarmos aquilo que permanece.”

O Papa nos convidou a pedir “a Deus a graça de nos assemelharmos à Igreja descrita na primeira Leitura: sempre em movimento, especialista no deixar e fiel no servir”.

Como navegar na vida

Em sua segunda ação, Jesus “encoraja” em plena noite. Vai ao encontro dos discípulos, “submersos na escuridão, caminhando «sobre o mar»”.

O Papa explicou que “na realidade, tratava-se de um lago; mas naquele tempo o mar, com a profundidade dos seus abismos tenebrosos, evocava as forças do mal. Em outras palavras, Jesus vai ao encontro dos discípulos, calcando os inimigos malignos do homem. Grande é o significado deste sinal: não uma manifestação celebrativa de força, mas a revelação, que nos é feita, da certeza tranquilizadora de que Jesus, só Jesus, vence os nossos grandes inimigos: o diabo, o pecado, a morte, o medo. Hoje, Ele diz também a nós: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!».”

“A barca da nossa vida vê-se, frequentemente, balanceada pelas ondas e sacudida pelos ventos; e, se as águas por vezes estão calmas, não tardam a agitar-se. Então irritamo-nos com as tempestades do momento, como se fossem os nossos únicos problemas. Mas o problema não é a tempestade presente, mas o modo como navegar na vida. O segredo de navegar bem é convidar Jesus a subir a bordo. O leme da vida deve ser dado a Ele, para que seja Jesus a traçar a rota.”

Estender a mão

Na terceira ação, “no meio da tempestade, Jesus estende a mão. Agarra Pedro que, assustado, duvidou e, afundando, gritou: «Salva-me, Senhor!».”

“Podemos colocar-nos no lugar de Pedro: somos pessoas de pouca fé e estamos aqui a mendigar a salvação. Somos pobres de vida verdadeira, e serve-nos a mão estendida do Senhor que nos tire fora do mal. Isto é o início da fé: esvaziar-se da orgulhosa convicção de nos julgarmos em ordem, capazes, autônomos, para nos reconhecermos necessitados de salvação. A fé cresce neste clima, um clima ao qual nos adaptamos convivendo com quantos não se colocam no pedestal, mas precisam e pedem ajuda. Por isso é importante, para todos nós, viver a fé em contato com os necessitados. Não é uma opção sociológica, mas exigência teológica. É reconhecer-se mendigos de salvação, irmãos e irmãs de todos, mas especialmente dos pobres, prediletos do Senhor. Assim bebemos do espírito do Evangelho: «o espírito de pobreza e de caridade – diz o Concílio – são a glória e o testemunho da Igreja de Cristo».”

“Jesus ouviu o grito de Pedro”, frisou o Papa, convidando-nos a pedir “a graça de ouvir o grito de quem vive em águas agitadas”.
O grito dos pobres

“O grito dos pobres: é o grito estrangulado de bebês que não podem vir à luz, de crianças que passam fome, de adolescentes acostumados ao estrondo das bombas ao invés da algazarra alegre das brincadeiras. É o grito de idosos descartados e deixados sozinhos. É o grito de quem se encontra a enfrentar as tempestades da vida sem uma presença amiga. É o grito daqueles que têm de fugir, deixando a casa e a terra sem a certeza dum refúgio. É o grito de populações inteiras, privadas inclusive dos enormes recursos naturais de que dispõem. É o grito dos inúmeros Lázaros que choram, enquanto poucos epulões se banqueteiam com aquilo que, por justiça, é para todos. A injustiça é a raiz perversa da pobreza. O grito dos pobres torna-se mais forte a cada dia, e a cada dia é menos ouvido, porque abafado pelo barulho de poucos ricos, que são sempre menos e sempre mais ricos.”

O cristão não pode ficar de braços cruzados

Segundo Francisco, “diante da dignidade humana espezinhada, muitas vezes fica-se de braços cruzados ou então de braços abertos, impotentes diante da força obscura do mal. Mas o cristão não pode ficar de braços cruzados, indiferente, nem de braços abertos, fatalista! Não... O fiel estende a mão, como Jesus faz com ele. Junto de Deus, o grito dos pobres encontra refúgio, mas em nós? Temos olhos para ver, ouvidos para escutar, mãos estendidas para ajudar? «Nos pobres, o próprio Cristo como que apela em alta voz para a caridade dos seus discípulos». Pede-nos para O reconhecermos em quem tem fome e sede, é forasteiro e está privado de dignidade, doente e encarcerado”.

“O Senhor estende a mão: é um gesto gratuito, não devido. É assim que se faz. Não somos chamados a fazer o bem só a quem nos ama. Retribuir é normal, mas Jesus pede para ir mais longe dar a quem não tem para restituir, isto significa, amar gratuitamente”, concluiu o Papa.

Fonte: Vatican News



Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo fora dos Muros (18 de novembro)


A dedicação da Basílica de São Pedro foi feita pelo Papa Silvestre, que governou a Igreja entre o ano 314 e 335; e a Basílica de São Paulo foi dedicada pelo Papa Sirício, cujo pontificado ocorreu entre 384 a 399.

Cidade do Vaticano

Celebra-se, neste domingo (18/11), o aniversário de duas grandes Basílicas pontifícias: a de São Pedro, no Vaticano, e de São Paulo fora dos Muros, em Roma.

A dedicação da Basílica de São Pedro foi feita pelo Papa Silvestre, que governou a Igreja entre o ano 314 e 335; e a Basílica de São Paulo foi dedicada pelo Papa Sirício, cujo pontificado ocorreu entre 384 a 399.
Basílica de São Pedro

Na cripta da Basílica de São Pedro de Roma, a maior do mundo, descansam os restos mortais do primeiro Vigário de Cristo, São Pedro Apóstolo.

No ano 323, o imperador Constantino começou a construir a Basílica de São Pedro, a pedido da sua mãe, Santa Helena, sobre o lugar da sepultura do Apóstolo Pedro.

Durante o pontificado de Júlio II, a antiga igreja de São Pedro foi demolida e construída outra, em memória do Príncipe dos Apóstolos, desenhada por Bramante, em forma de uma Cruz grega, que correspondia aos ideais da Renascença.

Em 1506, a pedido do Papa Paulo III, o gênio imortal de Michelangelo construiu a famosa Cúpula, entre 1546 e 1564, mas não conseguiu completá-la antes da sua morte, em 1564. Carlos Maderno construiu a fachada e terminou a nave a pedido do Papa Paulo V, entre 1607 e 1614.

Enfim, Bernini levantou o grande baldaquino do altar-mor, em 1623, continuou a decoração interior e desenhou as Colunas da Praça São Pedro.

No dia 18 de novembro de 1626, o Papa Urbano VIII consagrou a Basílica dedicada ao Apóstolo São Pedro.

A Basílica de São Pedro, a maior de todas as igrejas católicas do mundo, construída sobre o túmulo do Apóstolo Pedro, ocupa uma área de 23.000 m² e comporta mais de 60 mil pessoas.
Basílica de São Paulo

O Papa Pio IX quis que a Dedicação da Basílica de São Paulo fosse no mesmo dia da Basílica de São Pedro, em 18 de novembro.

São Paulo foi enterrado, provavelmente, no lugar do seu suplício, em um cemitério comum dos cristãos, sobre o qual foi construída a Basílica a ele dedicada. Ao longo dos séculos, houve um grande movimento de peregrinações à sua sepultura.

A partir do século XIII, data do primeiro Ano Santo, a Basílica de São Paulo fora dos Muros, por se encontrar fora da Porta da Cidade Eterna, fez parte do itinerário do ano jubilar, para se obter indulgência plenária, e contava também uma Porta Santa.

Uma enorme estátua do evangelista Paulo troneja na entrada da Basílica, de 131,66 metros de comprimento, 65 de largura e 29,70 de altura.

Trata-se de uma construção imponente, a segunda em grandeza das quatro Basílicas papais. A primeira é a de São Pedro, a segunda de São Paulo e, a seguir, as outras duas: Santa Maria Maior e São João de Latrão, sede da diocese de Roma.

A atual Basílica de São Paulo fora dos Muros é uma reconstrução, do século XVIII, da antiga basílica de Constantino.

A Basílica, situada em um lugar, que, antes, se encontrava fora dos Muros da Cidade de Roma, foi restaurada entre o ano 440 e 461 pelo Papa São Leão.

Em 15 de julho de 1823, um incêndio destruiu a Basílica paulina, mas a sua reconstrução ficou bem mais formosa. Sob o altar-mor, uma placa de mármore indica o lugar, onde o Apóstolo Paulo foi sepultado, com a seguinte escrita: "Paulo, Apóstolo, mártir".

(MT/Canção Nova)

Fonte: Vatican News



Minhas Palavras Não Passarão-33° Domingo do Tempo Comum(Ano B)



Minhas Palavras Não Passarão

33º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de Marcos 13, 24-32
* Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 24“Naqueles dias, depois da grande tribulação, o sol vai se escurecer e a lua não brilhará mais, 25as estrelas começarão a cair do céu e as forças do céu serão abaladas. 26Então vereis o Filho do homem vindo nas nuvens com grande poder e glória. 27Ele enviará os anjos aos quatro cantos da terra e reunirá os eleitos de Deus de uma extremidade à outra da terra. 28Aprendei, pois, da figueira esta parábola: quando seus ramos ficam verdes e as folhas começam a brotar, sabeis que o verão está perto. 29Assim também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Filho do homem está próximo, às portas. 30Em verdade vos digo, esta geração não passará até que tudo isso aconteça. 31O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão. 32Quanto àquele dia e hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas somente o Pai”. – Palavra da salvação..»

Reflexão

Minhas Palavras Não Passarão

O modo como Jesus descreveu o fim dos tempos se encaixava no horizonte teológico da época. De fato, esperavam-se abalos sísmicos e outros fenômenos terríveis, quando Deus interviesse, definitivamente, na História.


A intenção de Jesus, porém, não era a de incutir terror no coração dos discípulos e, assim, convertê-los em fanáticos anunciadores do fim do mundo. Seu único desejo era o de levá-los a permanecer vigilantes, de maneira a estarem sempre preparados para o encontro com o Senhor.


A parábola da figueira aponta nesta direção. O agricultor atento sabe quando a árvore está para frutificar. Igualmente, o discípulo, quando discerne, sabe reconhecer quando se aproxima a vinda do Senhor, e tem consciência de estar preparado para recebê-lo.


A exortação de Jesus não tem um tempo limitado de validade. Seu valor é eterno, como eternas são todas as palavras de Jesus. Elas não passarão, embora tudo o mais perca seu valor. Assim, é absolutamente certa a vinda do Filho do Homem e a necessidade de manter-se vigilante e preparado para acolhê-lo. É, também, firme a palavra do Senhor que apresenta o amor como critério do juízo final, a recompensa para quem se mantiver fiel e a comunhão definitiva com o Pai, como destino último do cristão. Por conseguinte, o discípulo sensato deixa-se guiar pelas palavras de Jesus, de forma a evitar contratempos.

Oração do Dia

Senhor nosso Deus, fazei que a nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois só teremos felicidade completa servindo a vós, o criador de todas as coisas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog