2020 - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Especialistas oferecem curso on-line sobre prevenção do abuso sexual na Igreja


PETRÓPOLIS, 09 Jul. 20 / 11:45 am (ACI).- A prevenção do abuso sexual na Igreja será tema de um curso on-line ministrado por especialistas católicos neste mês de julho, que já conta com a procura de alunos de todo o Brasil.

O curso, que acontecerá nos dias 18, 22, 25 e 29 de julho, é promovido pela associação de psicólogos Reconciliatio – Psicologia Integral, com o apoio da Diocese de Petrópolis (RJ). Terá a duração de 2 horas por dia e as aulas ficarão disponíveis por um período de 30 dias para aqueles que não conseguirem participar ao vivo.

O objetivo, assinala o programa do curso, é “a capacitação de pessoas para intervirem nos diferentes âmbitos de prevenção do Abuso Sexual e proteção de crianças e adolescentes, tanto nos ambientes e contextos eclesiais como no seio das famílias, Igrejas domésticas, cerne do desenvolvimento da pessoa”.

“Desde 2017, membros do Movimento de Vida Cristã buscaram se aprofundar pelo tema do Abuso Sexual. Ao longo dos anos de 2018 e 2019, foi estruturado o Programa de Prevenção do Abuso Sexual e Promoção de Ambientes Seguros para Crianças e Adolescentes, sendo oferecido tanto no meio eclesial quanto civil”, explicou o psicólogo José Augusto Rento Cardoso.

Este curso “visa apresentar a questão do abuso sexual” e durante as aulas “são abordados desde aspectos relacionados ao perfil do abusador, passando por sintomatologias e comportamentos de crianças e adolescentes abusados, terminando com caminhos para a prevenção de tal tipo de violência pautado em uma ética personalista”.

Os professores do curso são capacitados e atuam na área de avaliação de abuso sexual infantojuvenil, bem como tem recebido formação específica quanto ao abuso sexual no âmbito eclesial junto ao Centro de Investigación y Formación Interdisciplinar para la Proteción del Menor (CEPROME), do México, tendo recentemente terminado uma formação voltada para o Psicodiagnóstico e criação de perfil de abusadores e vítimas de abuso sexual.

Este curso é voltado para sacerdotes, religiosos, religiosas, psicólogos de seminários, catequistas, educadores e leigos em geral, mas também as pessoas que tenham interesse pelo tema.

Segundo José Augusto, “a aceitação tem sido boa, sendo que até antes da pandemia [do novo coronavírus] já tínhamos atingido cerca de 300 pessoas”.

“A procura para está edição do curso está sendo muito boa. É a primeira vez que estamos oferecendo de forma online e já temos 65 inscritos de diversas partes do país, desde Roraima até Rio Grande do Sul”.

Para realizar a inscrição para o curso acesse AQUI, sendo que até dia 10 de julho há um valor promocional.

Fonte: ACI digital



Arquidiocese da Paraíba alerta: Falsários usam nome de Arcebispo para aplicar golpe


Crédito: Arquidiocese da Paraíba

João Pessoa, 09 Jul. 20 / 01:47 pm (ACI).- A Arquidiocese da Paraíba emitiu um alerta nesta quinta-feira, 9 de julho, informando que falsários estão usando o nome do Arcebispo local, Dom Manoel Delson, para aplicar um golpe por meio do WhatsApp.

De acordo com a Arquidiocese os falsários enviam uma mensagem se passando pelo Arcebispo, dizendo que este mudou o número de seu telefone, e solicitam “dinheiro para auxílio financeiro a uma turma de jovens que pretendem entrar para o Seminário”.

Na mensagem, também “informam uma conta bancária que está no nome de outra pessoa”.

“Pedimos a todos que tenham cuidado e não caiam neste golpe. Nem o Arcebispo nem a Arquidiocese da Paraíba solicita dados ou ajuda financeira através de mensagens de whatsapp”, afirma o alerta, acrescentando que “as campanhas solidárias nesta Arquidiocese acontecem através das Paróquias, Comunidades, Pastorais e Serviços devidamente regularizados”.

Por fim, a Arquidiocese informa que seu setor jurídico “já está tomando as providências legais cabíveis com relação a este caso”.

Fonte: ACI digital



Bento XVI a seu irmão, pe. Georg: “Deus te pague por tudo o que me deste”


Christof Stache | AFP

Redação da Aleteia | Jul 09, 2020

O último adeus do Papa Emérito ao seu irmão recém-falecido foi lido neste 8 de julho, durante o funeral

O arcebispo dom Gänswein, secretário particular do Papa Emérito Bento XVI, teve que lutar várias vezes com as lágrimas para conseguir ler o texto escrito pelo pontífice para o funeral de seu irmão mais velho, o pe. Georg Ratzinger.

“Que Deus te pague, querido Georg, por tudo o que fizeste, sofreste e me deste”.

A carta escrita neste 7 de julho pelo Papa Bento foi lida nesta quarta-feira, 8, durante o funeral do irmão falecido em 1º de julho. Bento, de 93 anos, não pôde comparecer ao funeral devido à idade. Ele acaba de retornar ao Vaticano após uma viagem delicada, feita entre 18 e 22 de junho a Ratisbona, Alemanha, justamente para visitar o irmão de 96 anos, então já muito enfermo. Foi a primeira e única vez que Bento saiu da Itália desde que renunciou ao pontificado em fevereiro de 2013.

Sobre essa breve e comovente viagem familiar, Bento escreveu na carta:

“Ele não pediu a minha visita. Mas eu senti que era hora de ir até ele de novo. Por este sinal interior que o Senhor me deu, estou profundamente agradecido”.

Quando se despediram na manhã de 22 de junho, os dois irmãos e amigos sabiam:

“Seria uma partida deste mundo para sempre”.

Mas também sabiam muito mais do que isso:

“Deus, que nos deu esta união neste mundo, também reina no outro mundo e nos dará uma nova união”.

O Papa Emérito agradeceu ao bispo de Ratisbona, dom Rudolf Voderholzer, pelo apoio e proximidade “nestas semanas de despedida”.

Bento também falou dos sofrimentos do irmão mais velho como regente do coro infantil da catedral de Ratisbona, cargo que lhe rendeu acusações cruéis de conivência com abusos físicos e sexuais. Não houve nenhuma prova contra ele em particular. O pe. Georg, que respondeu a todas as acusações, pediu perdão e manifestou solidariedade às vítimas de outros sacerdotes. Sobre as violências físicas que de fato aconteceram, ele confirmou que, infelizmente, na época investigada (décadas de 1950 a 1970), “as bofetadas eram comuns não só no coro da catedral, mas em todos os âmbitos da educação, assim como nas famílias”.

Ao se referir a esses episódios, Bento comentou:

“A hostilidade e a rejeição não faltaram, especialmente no princípio. Mas, ao mesmo tempo, ele se tornou um pai para os jovens que lhe estavam e estão agradecidos como seus estudantes no coro da catedral”.

O pe. Georg Ratzinger dirigiu de 1964 até 1994 o mundialmente famoso coro de crianças conhecido como Domspatzen. Ele foi sepultado, aliás, num túmulo da fundação do Domspatzen no cemitério católico de Ratisbona.

Ao início do funeral, o bispo dom Rudolf lembrou mais uma vez a visita de Bento ao irmão entre 18 e 22 de junho: “Este sinal de humanidade emocionou muita gente”. Concelebraram com ele o secretário pessoal de Bento, o arcebispo dom Georg Gänswein, e o núncio apostólico na Alemanha, o arcebispo dom Nikola Eterovic. Também participaram o bispo emérito de Ratisbona, cardeal Gerhard Ludwig Müller, o cardeal Reinhard Marx, de Munique, e o bispo dom Gregor Maria Hanke, de Eichstätt.

Os cantos litúrgicos ficaram a cargo de 16 antigos alunos do coro da catedral.

Requiescat in pace.

Fonte: Aleteia



Pe. Manzotti: “Nós seríamos pessoas melhores se rezássemos mais”

prayING  Shutterstock

Padre Reginaldo Manzotti | Jun 30, 2020

Acabamos nos tornando pessoas desintegradas, desequilibradas, rabugentas e revoltadas. Tudo por falta de oração

Quero ressaltar a passagem do Evangelho de Lucas onde o Senhor Jesus, a pedido de seus discípulos, ensina a rezar. É a única oração que o Senhor ensinou: “Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: ‘Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos.’ Jesus respondeu: ‘Quando rezardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’. (Lc 11,1-4)

É lindo pensar, Jesus o Mestre, o grande exemplo de oração! Jesus escolheu os doze para caminhar com Ele, dito que, mais pessoas, muitos discípulos simpatizantes, admiradores e todos eles, algumas vezes, creio que com certa frequência, percebiam a ausência do Mestre, para rezar, tanto que o evangelista diz que viram Jesus em oração!

Jesus tinha palavras sábias para se esquivar das armadilhas. Jesus tinha uma sabedoria que vinha do alto para poder se posicionar, porque saber se posicionar também é sabedoria de Deus! Jesus tinha uma estrutura interior capaz de não perder a paz. Mesmo quando acuado, agoniado, essa estrutura interior permanecia inabalável.

Não podemos esquecer que Jesus era homem. Verdadeiramente homem, verdadeiramente Deus, mas como homem tinha todos os anseios, emoções, sentimentos de amor e de raiva. Se Jesus era em tudo humano menos no pecado, Ele tinha sentimentos e tinha estrutura interior.

De onde vinha tudo isso? Certamente os apóstolos viam um ato de recolhimento do Mestre e chegaram para Ele e pediram: “Senhor, conta-nos o teu segredo. Conta-nos como se mantém sereno? Ensina-nos a rezar!” Se eles pediram isso, significa que viram o resultado da oração.

Os apóstolos reconheciam que aquela integração interior e serenidade, que aquele posicionamento coerente, que aquela forma impoluta de Jesus se posicionar provinha de algo mais, e eles queriam ser tal qual Jesus. Então pedem: “Ensina-nos a rezar”.

Assim também nós deveríamos fazer, mas infelizmente, estabelecemos muitas prioridades, vivemos olhando para o relógio, tem que fazer isso, olha no relógio, tem que fazer aquilo. Mas, por que não temos o mesmo cronômetro para a oração? Acabamos nos tornando pessoas desintegradas, desequilibradas até! Pessoas rabugentas e revoltadas, por falta de oração.

E, muitas vezes, quando rezamos, cometemos um grave erro, porque nas orações vamos atropelando tudo. Queremos nos concentrar, queremos falar. A oração tem métodos, por isso se observarmos, o Pai-Nosso começa com louvação, petição e submissão. Submissão no sentido positivo da palavra.

Acreditem, nós seríamos pessoas melhores se rezássemos mais, se meditássemos mais a Palavra de Deus, se fizéssemos a vontade do Pai. Seríamos pessoas mais equilibradas, mais centradas, mais serenas, mais sábias, mais santas e mais perfeitas.

Que Deus nos dê a graça de sermos pessoas de oração! E que tenhamos a consciência de que, sem oração não chegaremos nem no fim do ano.

Fonte: Aleteia



Hoje é celebrada Santa Paulina, fundadora das Irmãzinhas da Imaculada Conceição (9 de julho)


REDAÇÃO CENTRAL, 09 Jul. 20 / 05:00 am (ACI).- A Igreja recorda neste dia 9 de julho a memória litúrgica de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, italiana, que viveu no Brasil, onde dedicou sua vida ao serviço aos mais necessitados e fundou a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

Amábile Lucia Visintainer nasceu em Trento (norte da Itália) em 16 de dezembro de 1865. Seus pais Napoleão e Ana eram cristãos devotos, mas muito pobres.

Foi esta precária situação econômica que motivou a família da santa a emigrar para o Brasil em 1875. Os Visintainer se estabeleceram no estado de Santa Catarina, em uma comunidade italiana chamada Nova Trento.

Logo após sua chegada, Amábile conheceu Virginia Rosa Nicoldi e ambas se tornaram melhores amigas. Compartilhavam o mesmo amor por Cristo e sempre rezavam juntas fervorosamente. Até fizeram a primeira comunhão ao mesmo tempo, quando tinham 12 anos.

Durante sua adolescência, a jovem começou a participar do apostolado paroquial dando catequese para as crianças, cuidando dos doentes e idosos, e até mesmo a limpando a igreja. Amábile se dedicava a estes trabalhos de corpo e alma e, sem que ela suspeitasse, dilapidaram sua vocação para a vida religiosa.

Com a permissão de seu pai, a santa construiu uma pequena casa, em terreno doado por um barão, onde ia rezar, recebia os enfermos e ensinava as crianças. Sua primeira paciente foi uma mulher com câncer terminal e que não tinha ninguém para cuidar dela.

O dia 12 de julho de 1890 é considerado a data de fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a primeira congregação feminina fundada no país, que começou com o trabalho de Amábile e Virginia na pequena cabana.

Naquele mesmo ano, as duas amigas e outra jovem fizeram seus votos religiosos. Amábile mudou seu nome para Paulina do Coração Agonizante de Jesus e foi nomeada superiora.

O apostolado das irmãs atraiu muitas vocações. Além de suas obras de caridade, também tinham uma pequena indústria de seda para superar as dificuldades econômicas.

Em 1903, Paulina foi convidada a se mudar para São Paulo. Estabeleceu-se no bairro do Ipiranga, onde fundou a obra “Sagrada Família” para acolher os ex-escravos e seus filhos. Em 1918, a igreja brasileira deu reconhecimento a suas virtudes por seu exemplo vocacional.

Em 1938, contraiu diabetes e seu calvário começou. Tiveram que amputar o seu braço direito e chegou a ficar cega. Madre Paulina morreu piedosamente em 9 de julho de 1942.

Ela foi beatificada em 1991 pelo Papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil e canonizada em 2002.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 8 de julho de 2020

São Bento contra as brechas do inimigo


Padre Reginaldo Manzotti | Jul 07, 2020

Utilizando-se de seu dom do discernimento, São Bento encontrou três brechas por onde o inimigo pode entrar em nosso coração

São Bento foi um homem que lutou bravamente contra o mal. Ele é o fundador da ordem dos beneditinos que tem como lema “Ora et Labora“, ou seja, “Reza e Trabalha”.

São Gregório, no livro dos Diálogos, descreve São Bento como um homem que recebeu o dom da sabedoria desde sua mais tenra idade e insiste sobre um carisma que era peculiar a Bento: o discernimento dos espíritos.

Durante sua vida, utilizando-se de seu dom do discernimento, São Bento encontrou três brechas por onde o Inimigo pode entrar em nosso coração, lugares de maior fragilidade humana e espiritual. É nestas brechas que precisamos de mais vigilância. Como uma casa assolada por goteiras, à primeira vista não são encontradas rachaduras, mas basta uma chuvinha para que o inconveniente se manifeste.

Primeira brecha: A COBIÇA

É a idolatria das coisas. Por exemplo, fazer do dinheiro um deus. É o apego às coisas da terra. São Bento coloca como símbolo desta brecha o porco, pois seu focinho está sempre ligado ao chão. Nesta brecha a luta acontece na reorientação dos desejos. É preciso conquistar uma atitude de oblação, de generosidade e desapego.

Segunda brecha: A VAIDADE

É a idolatria do outro como objeto de prazer. É a necessidade de ser reconhecido e amado distorcida, pois esquece da relação de fraternidade com o próximo e pensa apenas em si mesmo. É fazer tudo só pelo interesse de ocupar o primeiro lugar, ser bem visto pelos outros, elogiado, ter status, ser admirado. Aqui São Bento usa o símbolo do Pavão. É preciso reorientar esta necessidade natural e boa de ser reconhecido e amado. É dizer com sua vida e todo o seu coração: “Senhor, vosso é o Reino, o Poder e a Glória. Se na primeira brecha, a atitude de desapego era uma garantia de vitória, nesta segunda brecha é necessário perseguir a atitude da solidariedade, do diálogo, da comunhão com Deus e com próximo. Para isso são fundamentais a mansidão e a simplicidade.

Terceira brecha: O ORGULHO

É querer dominar tudo para si. Ser um verdadeiro deus. É a idolatria de “si mesmo”. Aqui São Bento ilustra com o símbolo da águia. O orgulho é a origem de todos os pecados. É pelo orgulho que o homem se separa de Deus e procura sua independência. É necessário perseguir a virtude da humildade. Na luta espiritual, às vezes Deus nos dá a graça da humilhação como uma espécie de exercício para crescermos na humildade e vencermos a brecha do orgulho.

As lições de São Bento são muito atuais, uma vez que somos tentados todos os dias. Muitos se deixam levar por uma falsa neutralidade, acreditando ser possível “manter-se em cima do muro”, mas a verdade é que ou estamos trabalhando para o Reino de Deus, ou estamos a serviço do reino de Satanás. Que São Bento nos ajude nesse combate contra o mal.

Rezemos juntos:

A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão meu guia.
Retira-te satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo o teu veneno!

Ó Glorioso São Bento, que sempre se mostrou compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à Vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições.
Que em nossas famílias reine a paz e a tranquilidade, que se afastem todas as desgraças, sejam corporais, temporais ou espirituais, especialmente o pecado.
Alcançai São Bento, do Senhor Deus Onipotente, a graça que necessitamos:

(Peça a graça necessária)

São Bento dai-nos a graça de que, ao terminar nossa vida neste vale de lágrimas, possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso.
Rogai por nós, ó glorioso patriarca São Bento, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

São Bento, libertai-nos do mal!

São Bento, libertai-nos da inveja!

São Bento, libertai-nos do medo!

São Bento, libertai-nos do pecado!

Amém.

(Padre Reginaldo Manzotti)

Fonte: Aleteia



Papa: inimaginável o inferno vivido pelos migrantes nos campos de detenção


Na missa de aniversário dos 7 anos da histórica visita de Francisco a Lampedusa, o Pontífice ressaltou que conhecemos uma "versão destilada" do que acontece nos campos de detenção na Líbia. O Papa também alertou novamente para a “globalização da indiferença”, “um pecado” dos cristãos de hoje, que nos torna insensíveis ao “encontro com o outro” que também é “um encontro com Cristo”. O convite à conversão - de reconhecer Jesus nos estrangeiros, pobres e doentes -, foi renovado pelo Pontífice na missa desta quarta-feira (8), na Casa Santa Marta.

Andressa Collet – Vatican News

Já se passaram 7 anos da primeira viagem do Papa Francisco feita a Lampedusa, uma ilha entre a Tunísia e a Itália, que, aos olhos do mundo inteiro, virou um símbolo de angústia e sofrimento para os imigrantes que se viram obrigados a fugir dos seus países para lutar pela vida. E milhares têm o sonho interrompido diariamente, quando morrem junto com a esperança.

Encontro com migrantes e com Deus

Longe do Mediterrâneo, mas sempre próximo à história de cada um deles, está o Papa Francisco que, nesta quarta-feira (8), celebrou uma missa na capela da Casa Santa Marta. Junto aos colaboradores da Seção Migrantes e Refugiados do Discatério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral – os únicos que puderam fazer parte da cerimônia, por causa das restrições da pandemia – o Pontífice recordou aquela viagem feita em 2013 quando encontrou, no olhar de cada migrante, a face de Deus.

A reflexão de Francisco na homilia partiu justamente dessa atitude que é “fundamental na vida de quem crê”, como descreve o Salmo Responsorial de hoje que “nos convida a uma busca constante da face do Senhor” (Sl 104):

“A busca da face de Deus é garantia de sucesso da nossa viagem neste mundo, que é um êxodo em direção à verdadeira Terra Prometida, a Pátria celestial. A face de Deus é o nosso destino e também é a nossa estrela polar, que nos permite a não perder o nosso caminho.”

O alerta à globalização da indiferença

O Pontífice trouxe, então, para os nossos dias, o exemplo do povo “perdido” de Israel, descrito pelo profeta Oséias na primeira leitura (Os 10, 1-3.7-8.12). Na época, os israelitas vagavam “no deserto da iniquidade”, devido à distância que tomaram do Senhor por causa da “prosperidade e riqueza abundante” que geraram um coração cheio de “falsidade e injustiça”. “É um pecado do qual até nós, cristãos de hoje, não somos imunes”, alertou Francisco, ao relembrar e reforçar o que disse em 2013 sobre a “globalização da indiferença” criada pela atual cultura do bem-estar, “que nos leva a pensar em nós mesmos” e acaba nos tornando “insensíveis aos gritos dos outros”.

O apelo de Oséias de semear justiça e colher amor, procurando o Senhor, disse o Papa, chega até nós hoje “como um convite renovado à conversão”. Os 12 Apóstolos, como também fala o Evangelho de hoje (cf. Mt 10, 1-7), “tiveram a graça de encontrá-lo fisicamente em Jesus Cristo, Filho de Deus encarnado”. Foi um encontro pessoal com o Senhor, olho no olho, quando conseguiram “fixar o olhar no seu rosto, escutaram a sua voz, viram as suas maravilhas”:

“Esse encontro pessoal com Jesus Cristo também é possível para nós, discípulos do terceiro milênio. Orientados na busca da face do Senhor, podemos reconhecê-lo no rosto dos pobres, dos doentes, dos abandonados e dos estrangeiros que Deus coloca em nosso caminho. E esse encontro se torna também para nós um tempo de graça e salvação, investindo-nos com a mesma missão confiada aos Apóstolos.”

Por ocasião do aniversário de 7 anos da visita do Pontífice a Lampedusa, a Palavra de Deus reforça a importância do “encontro com o outro” que também é “um encontro com Cristo”. Acolher – ou não – quem bate à nossa porta, seja ele um estranho ou um doente que precisa “ser encontrado e ajudado”, é acolher – ou não – Jesus, “no bem e no mal”:

“Essa advertência é hoje de uma atualidade ardente. Todos nós deveríamos usá-la como um ponto fundamental do nosso exame de consciência diário. Penso na Líbia, nos campos de detenção, nos abusos e na violência que sofrem os migrantes, nas viagens da esperança, nos resgates e nas rejeições. ‘Todas as vezes que fizestes isso... foi a mim que o fizestes’ (Mt 25, 40)”

A versão destilada da viagem da esperança

O Papa, então, ao final da homilia, recordou o lado pessoal do 'encontro com Deus' ao descrever o dia do 'encontro com os imigrantes de Lampedusa'. No seu próprio idioma, contou o Pontífice, eles davam testemunho do sofrimento e das coisas terríveis que viveram para chegar até a Itália. E os intérpretes procuravam traduzir, “bem, mas de forma breve", muito sucinta. Ao voltar para o Vaticano, acrescentou Francisco, uma senhora que havia visto a transmissão e compreendia o idioma etíope dos conterrâneos, disse que a tradução era “uma versão destilada” de toda tortura e sofrimento que passaram durante a viagem:

“Eles me deram uma versão ‘destilada’. Isso acontece hoje com a Líbia: nos dão uma versão ‘destilada’. A guerra, sim, é ruim, nós sabemos, mas vocês não imaginam o inferno que se vive ali, naqueles campos de detenção. E, essas pessoas, somente vinham com a esperança, e atravessar o mar.”

08 julho 2020

Fonte: ACI digital



Filme sobre Santa Faustina tem estreia on-line e pode ser assistido de casa


Por: Natalia Zimbrão

Foto: Captura de tela YouTube/Divulgação (www.amoremisericordiafilme.com.br)

REDAÇÃO CENTRAL, 07 Jul. 20 / 12:53 pm (ACI).- Devido ao fechamento dos cinemas por causa da pandemia de Covid 19, o filme “Amor e Misericórdia: Faustina”, que conta a história de Santa Faustina Kowalska, teve sua estreia no último dia 1º de julho por meio do site oficial, onde pode ser alugado pelos internautas.

O filme, que inicialmente seria lançado no Brasil em abril deste ano, precisou ter sua estreia adiada por causa da quarentena adotada para evitar a propagação do novo coronavírus, que levou ao isolamento social e consequente fechamento dos cinemas.

“Foram meses de expectativa que encheram também os corações de toda equipe responsável pelo filme. Primeiro o fechamento dos cinemas, depois o adiamento das datas, mas sabemos que todas as coisas de Deus são assim mesmo, cheias de detalhes”, assinalaram os responsáveis pelo lançamento da produção no Brasil.

A obra de 2019, no formato docudrama, é dirigida pelo polonês Michal Kondrat e alcançou sucesso de público nos Estados Unidos. Agora, chega ao Brasil, distribuída pela “Lança Filmes”, com divulgação da “Kolbe Arte Produções”, especialista em conteúdo católico.

O filme é todo inspirado no Diário de Santa Faustina, um dos livros católicos mais vendidos no mundo todo. Conta a história da religiosa polonesa, desde a juventude, passando pelo ingresso na congregação, suas visões, a escolha do seu confessor, a pintura do quadro de Jesus Misericordioso, chegando à instituição da festa da Divina Misericórdia, que completou 20 anos este ano.

A atriz polonesa Kamila Kaminska interpretou Santa Faustina e também viveu momentos de profunda intimidade. “Em certo momento, parei de me concentrar em Santa Faustina e comecei a experimentar a presença, o amor e a confiança de Deus”, declarou.

O filme “Amor e Misericórdia: Faustina” pode ser alugado por meio do site amoremisericordiafilme.com.br, pelo valor de 12 reais. A cada filme alugado, a distribuidora repassará 2 reais para a pastoral de Rua de São Paulo.

LINK DO TRAILER:

https://www.youtube.com/watch?v=8ENdghDs3yg

Fonte: ACI digital



180 anos de devoção ao Pai Eterno: Medalhão original é exposto pela primeira vez


Foto: Facebook Padre Robson de Oliveira.

Trindade, 07 Jul. 20 / 01:38 pm (ACI).- Neste ano, a festa do Divino Pai Eterno comemorou o jubileu dos 180 anos desta devoção, mas sem a presença dos devotos, por causa da pandemia de Covid 19. A celebração, porém, contou com um fato especial e inédito: a exposição do medalhão original da Santíssima Trindade.

Tradicionalmente, a festa do Divino Pai Eterno, a maior do mundo dedicada a esta devoção, é celebrada no primeiro domingo de julho. Assim, neste ano, o encerramento da novena ocorreu no último dia 5 de julho, no Santuário Basílica de Trindade (GO).

Nesta ocasião, devido ao jubileu de 180 anos de devoção, o medalhão original, com a imagem da Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria, ficou exposto pela primeira vez no altar.

Conforme explica a Afipe (Associação dos Filhos do Pai Eterno), o medalhão original e a primeira imagem do Divino Pai eterno ficam guardados no Santuário Basílica e somente o reitor tem acesso.

“Nunca mostramos este Medalhão antes e dessa forma. Hoje, ele está aqui exposto para que nós saibamos que na pequenez, na humildade, Deus manifestou Sua Misericórdia”, declarou o reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, Pe. Robson de Oliveira, durante sua homilia, na Missa de encerramento da novena, que foi transmitida pelos meios de comunicação do Santuário.

A devoção ao Divino Pai Eterno teve início por volta de 1840, quando o casal Constantino Xavier e Ana Rosa encontrou o medalhão com a imagem da Santíssima Trindade coroando a Virgem Maria.

Pe. Robson Oliveira recordou que, quando o casal encontrou o medalhão, “começaram a rezar em casa, depois fizeram uma palhoça, construíram uma capela e só em 1912, quando os Missionários Redentoristas já estavam por aqui é que foi construída a Igreja Matriz, depois veio este Santuário Basílica, e agora estamos com o desafio de erguer o Novo Santuário”.

“Que nós possamos adorar a Deus, em Seus pequenos sinais como este Medalhão. Que nós entendamos que Deus nos ama, é Deus conosco e Ele está em nossa vida. Que Maria Santíssima interceda e nos faça merecedores das bênçãos e promessas divinas”, completou.

De acordo com a Afipe, a exposição do medalhão original foi uma surpresa que emocionou os devotos. O Missionário Redentorista Ir. Diego Joaquim confessou que “não esperava que o medalhão estivesse exposto pela primeira vez”.

“É uma peça muito significativa para quem é devoto! Poucas pessoas tiveram acesso e o privilégio de vê-la de perto ou segurar em suas mãos. Por ser uma peça frágil e pequena, nunca foi exposta. Acredito que tenha sido um consolo para os romeiros, para todos nós, poder ver este sinal pequeno sendo apresentado aos fiéis no encerramento da Festa de 2020”.

O religiosa assinalou que “isso significa para nós que a ação de Deus vem em gestos pequenos e simples, mas de uma força grandiosa. Foi assim que essa devoção começou e foi muito bom poder ver a surpresa que, com certeza, encheu o coração de tantas pessoas em um momento de tanta angústia”.

A devoção ao Divino Pai Eterno

Foi por volta de 1840 que, nas proximidades do Córrego do Barro Preto, que mais tarde recebeu o nome de Trindade, o casal Constantino Xavier e Ana Rosa de Oliveira encontrou o medalhão enquanto trabalhavam no campo. Eles o levaram para casa, onde, junto a outros morados, começaram a rezar o terço.

As notícias de graças alcançadas se espalharam, levando ao crescimento do número de devotos. Com isso, foi construída, por volta de 1843, a primeira capela coberta com folhas de buriti.

Em 1912, foi inaugurado o primeiro Santuário do Divino Pai Eterno, hoje conhecido como Santuário Velho ou Igreja Matriz.

Em relação à imagem do Divino Pai Eterno, conta a história que, dois anos após o início das orações em torno do medalhão, Constantino se dirigiu a Pirenópolis, mais de 120 km de distância de Trindade, para encomendar uma réplica. Entretanto, foi orientado pelo artista plástico Veiga Valle a fazer uma imagem maior, de aproximadamente 30 cm.

Sem dinheiro para pagar pela obra, Constantino deixou o próprio cavalo em troca da imagem e voltou a pé para Trindade, onde foi recebido em festa. Naquele momento, surgiu o motivo da peregrinação anual ao Santuário.

O atual Santuário Basílica do Divino Pai Eterno teve sua pedra fundamental lançada em 1943, em comemoração pelo centenário da romaria.

Em 1957 foi apresentado um projeto para sua construção e, em 1974 começou a realização da novena e festa do Divino Pai Eterno no local. Mas, somente em 1994 iniciou-se a fase final do prédio. Já em 2006, o Papa Bento XVI concedeu o título de Basílica Menor.

A Romaria do Divino Pai Eterno compreende dez dias, culminando no primeiro domingo de julho. Trata-se do maior evento religioso da região Centro-Oeste e o segundo maior do Brasil.

Fonte: ACI digital



Por que os católicos rezam o Terço?


Bushko Oleksandr | Shutterstock

Karna Swanson | Jun 24, 2020

O terço é uma “arma espiritual” e Maria é “vencedora das heresias”: saiba por quê

Durante séculos, a Igreja intensificou a oração do Terço, ou Rosário, nos momentos de luta. São Domingos considerava o Terço uma arma espiritual, e os Papas chamavam Maria de “vencedora das heresias”, invocando a sua ajuda para combater questões que vão do catarismo ao comunismo.

Origem do Terço

A devoção ao Terço foi se desenvolvendo lentamente ao longo de cerca de 500 anos.

Trata-se de uma oração constituída pela recitação de ave-marias, em grupos de dez, sendo cada grupo precedido por um pai-nosso e concluído com um glória. Durante o rosário, meditam-se os mistérios da vida de Cristo e de Maria.

A tradição popular atribui a origem do Terço a São Domingos (1170-1221), mas as pesquisas históricas mostram que esta devoção foi se desenvolvendo lentamente ao longo do tempo.

O próprio São João Paulo II parece afirmar isto em sua carta “Rosarium Virginis Mariae” (2002), que começa recordando que o Terço “foi gradualmente tomando forma no segundo milênio, sob a guia do Espírito de Deus”.

Ainda que não se saiba exatamente qual é a história do início do Terço, o pe. Etienne Richer explica, em “Mariology“, que, no final do século XI, ou seja, quase um século antes de São Domingos, “já se conhecia e praticava uma devoção mariana caracterizada por numerosas ave-marias, com prostrações rítmicas em honra de Nossa Senhora, primeiro em comemoração das suas alegrias e, depois, em recordação dos seus sofrimentos”. O nome “Rosário” surgiu associado a esta prática.

Formato atual

Na mesma época, irmãos e monges cistercienses que não conseguiam memorizar os 150 salmos que a sua ordem rezava toda semana, teriam recitado 150 pai-nossos. Os leigos teriam logo copiado essa forma de rezar, mas substituindo o pai-nosso pela ave-maria. O nome dado a essa devoção foi “Saltério de Maria”.

Por volta do ano 1200, conta-se que Nossa Senhora apareceu a São Domingos e lhe disse: “Reza o meu saltério e ensina-o às pessoas. Esta oração nunca falhará”.

São Domingos difundiu a devoção ao Saltério de Maria e, como afirma o pe. Richter, esta devoção foi “incorporada de forma divina à vocação pessoal de São Domingos”.

Nas décadas posteriores, o Terço e o saltério de Maria convergiram e a devoção assumiu a forma específica popularizada ao longo dos séculos seguintes: as 150 ave-marias, divididas originalmente em três conjuntos de mistérios (os gozosos, os dolorosos e os gloriosos; daí o nome “terço”, que remete a cada uma das três partes do rosário completo), sendo cada terço subdividido em 5 dezenas de ave-marias (cada dezena equivalendo à contemplação de um mistério da fé), com o pai-nosso inserido entre as dezenas.

Papa João Paulo II

Em 2002, São João Paulo II acrescentou mais cinco mistérios ao Rosário, os chamados “mistérios luminosos”. Ele propôs tais mistérios para “mostrar plenamente a profundidade cristológica do terço”, incluindo “os mistérios do ministério público de Cristo entre o seu Batismo e a sua Paixão”. Apesar da mudança que agora subdivide o Rosário em quatro partes e não mais em três, a devoção continua sendo chamada popularmente de “Terço”.

Orientações da Igreja Católica

Desde o século XII, a Igreja Católica intensificou a oração do Terço nos momentos de dificuldade e tribulação. Em 1569, São Pio V consagrou oficialmente o Terço, atribuindo à sua recitação a destruição da heresia e a conversão de muitos pecadores.

Ele pediu aos fiéis que rezassem o Terço naquela época “de tantas heresias, gravemente perturbada e aflita por tantas guerras e pela depravação moral dos homens” – nem tão diferente da nossa própria época.

O prolífico papa Leão XIII (1878-1903), conhecido sobretudo pelas suas encíclicas sobre questões sociais, especialmente a Rerum Novarum (1891), sobre as condições do trabalho humano, escreveu pelo menos 16 documentos sobre o terço, incluindo 12 encíclicas.

O “Papa do Terço” escreveu a sua primeira encíclica sobre esta oração em 1883, no 25º aniversário das aparições de Lourdes. Ele recorda o papel de São Domingos e como a oração do terço ajudou a derrotar os hereges albigenses no sul da França, nos séculos XII e XIII.

São Domingos, dizia o Papa, “atacou intrepidamente os inimigos da Igreja católica não pela força das armas, mas confiando totalmente na devoção que ele foi o primeiro em instituir com o nome de Santo Terço. Guiado pela inspiração e pela graça divinas, previu que esta devoção, como a mais poderosa arma de guerra, seria o meio para colocar o inimigo em fuga e para confundir a sua audácia e louca impiedade”.

Arma espiritual

Também falou sobre a eficácia e poder do terço na histórica batalha de Lepanto, entre as forças cristãs e muçulmanas, em 1521.

As forças islâmicas haviam avançado rumo à Espanha e, quando estavam a ponto de superar as cristãs, o Papa Pio V fez um apelo aos fiéis para que rezassem o terço.

Os cristãos venceram, e, como homenagem por esta vitória, o Papa declarou Maria a “Senhora da Vitória”, estabelecendo sua festa no dia 7 de outubro, dia do Santo Terço.

Voltando à necessidade do terço em sua época, o Papa escreveu: “É muito doloroso e lamentável ver tantas almas resgatadas por Jesus Cristo arrancadas da salvação pelo furacão de um século extraviado e lançadas ao abismo e à morte eterna. Em nossa época, temos tanta necessidade do auxílio divino quanto na época em que o grande Domingos levantou o estandarte do Terço de Maria, a fim de curar os males do seu tempo”.

Pio XI (1922-1939) dedicou sua última encíclica, “Ingravescentibus malis“, também ao terço. Foi em 1937, o mesmo ano em que escreveu a famosa “Mit brennender Sorge“, na qual criticava os nazistas, e a “Divini Redemptoris“, na qual denunciava que o comunismo ateu “pretende derrubar radicalmente a ordem social e socavar os próprios fundamentos da civilização cristã”.

Criticando o espírito da época e o “seu orgulho depreciativo”, o Papa disse que o terço é uma oração que tem “o perfume da simplicidade evangélica”, que requer humildade de espírito. Ele escreveu:

“Uma inumerável multidão, de homens santos de toda idade e condição, sempre o estimou. Rezaram-no com grande devoção e em todo momento o usaram como arma poderosíssima para afugentar os demônios, para conservar a vida íntegra, para adquirir mais facilmente a virtude; enfim, para a consecução da verdadeira paz entre os homens”.

Em 1951, Pio XII (1939-1958) escreveu a “Ingruentium malorum“, sobre a oração do terço: “Categoricamente, não hesitamos em afirmar em público que depositamos grande esperança no Rosário de nossa Senhora como remédio dos males do nosso tempo. Porque não é pela força, nem pelas armas, nem pelo poder humano, mas sim pelo auxílio alcançado por meio dessa devoção, que a Igreja, munida desta espécie de funda de Davi, consegue impávida afrontar o inimigo infernal”.

Papa Bento XVI

Em 1985, o então cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e posteriormente eleito Papa Bento XVI, admitiu no livro-entrevista “Informe sobre a Fé”, com Vittorio Messori, achar que a declaração de que Maria é “a vencedora de todas as heresias” era um pouco “exagerada”.

Ele explicou que, “quando eu ainda era um jovem teólogo, antes das sessões do Concílio (e também durante elas), como aconteceu e acontece hoje com muitos, tinha algumas reservas sobre certas fórmulas antigas, como, por exemplo, aquela famosa ‘De Maria nunquam satis’ [de Maria nunca se dirá o bastante]“.

É oportuno observar que Joseph Ratzinger cresceu num ambiente muito mariano. No livro “Meu irmão, o Papa”, o pe. George Ratzinger, irmão mais velho de Joseph, comenta que seus avós se casaram no Santuário de Nossa Senhora de Absam e que seus pais se conheceram por meio de um anúncio que o pai tinha colocado (duas vezes) no jornal do santuário mariano de Altotting.

Os Ratzinger rezavam o terço juntos muitas vezes e, no mês de maio, participavam de numerosas celebrações ligadas a Maria e ao terço.

No entanto, apesar da familiaridade com Maria e da sincera devoção mariana, ele não parecia convencido. Como ele mesmo explica no livro-entrevista, o então cardeal prefeito desse importantíssimo dicastério vaticano passou por uma pequena conversão.

“Hoje, neste confuso período, em que todo tipo de desvio herético parece se amontoar às portas da fé católica, compreendo que não se trata de exageros de almas devotas, mas de uma verdade hoje mais forte do que nunca”.

É necessário voltar a Maria se quisermos voltar à verdade sobre Jesus Cristo, à verdade sobre a Igreja e à verdade sobre o homem.

“A oração do terço nos permite fixar o olhar e o coração em Jesus, como sua Mãe, modelo insuperável da contemplação do Filho“, disse Bento XVI em 12 de maio de 2010, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima.

“Ao meditarmos os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos ao longo das ave-marias, contemplamos todo o mistério de Jesus, desde a Encarnação até a Cruz e a glória da Ressurreição; contemplamos a participação íntima de Maria neste mistério e a nossa vida em Cristo hoje, também ela tecida de momentos de alegria e de dor, de sombras e de luz, de trepidação e de esperança”.

“A graça invade o nosso coração no desejo de uma incisiva e evangélica mudança de vida, de modo a poder proclamar com São Paulo: ‘Para mim viver é Cristo’ (Flp 1, 21), numa comunhão de vida e de destino com Cristo”, finaliza.

Fonte: Aleteia



terça-feira, 7 de julho de 2020

Falece o compositor Ennio Morricone, autor da trilha sonora do filme 'A Missão'


Ennio Morricone. Crédito: Sven-Sebastian Sajak (CC BY-SA 3.0).

Roma, 06 Jul. 20 / 12:15 pm (ACI).- Nesta segunda-feira, morreu na Itália o grande compositor e vencedor do prêmio Oscar Ennio Morricone, aos 91 anos. Considerado um dos melhores músicos do cinema, é autor de trilhas sonoras de vários filmes icônicos como "A Missão", "Cinema Paradiso" e "O bom, o mal e o feio".

Segundo informa a agência italiana ANSA, Morricone faleceu aos 91 anos, depois de algumas complicações decorrentes de uma queda recente na qual fraturou o fêmur.

Apesar de suas muitas e belas composições, só recebeu o Oscar de melhor trilha sonora em 2016, aos 87 anos, pela música de "Os Oito Odiados", na mesma cerimônia em que Leonardo di Caprio foi premiado como melhor ator.

Um ano antes, concedeu uma entrevista à Famiglia Cristiana, na qual falou sobre sua fé. Naquela ocasião, Morricone, que estava afiliado ao Partido Comunista Italiano, recordava que provém “de uma família cristã. Minha fé nasceu em minha família. Meus avós eram muito religiosos. Minha mãe, minhas irmãs e eu sempre rezamos antes de ir para a cama".

Lembro-me do período da guerra. Durante esses terríveis anos, rezávamos o Terço. Todos estávamos muito impressionados. Vejo-me de novo, meio dormido, respondendo às Ave-Marias de meu pai. Sempre fomos religiosos. Íamos à Missa aos domingos e comungávamos.

Morricone também dizia que rezava “uma hora por dia, inclusive mais. É a primeira coisa que faço. Também durante o dia, aleatoriamente. Pela manhã me coloco diante deste Cristo. E também pela noite. Espero que minhas orações sejam escutadas”.

O compositor também refletiu sobre a relação entre Deus e a música, dizendo que “a música certamente está próxima de Deus. Ao mesmo tempo, a música está projetada na alma e no cérebro do homem. Permite-lhe meditar".

Nos últimos anos, também compôs música sacra, como a peça “Amém” para o coro da Igreja de Santa Maria dos Anjos, em Roma, por ocasião de um festival no qual participaram coros de todo o mundo. Ele também compôs uma Via-Sacra e uma obra sobre a criação.

Ennio Morricone nasceu em Roma em 1928. Teve um irmão que morreu aos 3 anos, sofreu a tragédia e a fome durante a Segunda Guerra Mundial. Entrou ao conservatório com 12 anos. Em 1956, casou-se com Maria Travia, com quem permaneceu durante toda a vida.

Não compôs apenas músicas de filmes, mas também músicas sinfônicas e outros arranjos. Trabalhou com muitos diretores famosos, como Bernardo Bertolucci, Brian De Palma, Oliver Stone e Pedro Almodovar. Recebeu 27 discos de ouro e 7 discos de platina.  (Fonte: ACI digital)

Ennio Morricone  (ANSA)

Ennio Morricone, Frisina: tinha temor e respeito pelo sagrado

O funeral de Ennio Morricone foi realizado de forma estritamente privada. O maestro faleceu nesta segunda-feira, em Roma, aos 91 anos. O mundo inteiro nestas horas celebra o grande músico, autor de canções imortais de filmes e muito mais. Mons. Marco Frisina, sacerdote e compositor, recorda as qualidades de seu amigo Ennio Morricone: em suas músicas ele compreendia o essencial, misturando tradição alta e popular, mas foi acima de tudo um maestro de rigor.

Fabio Colagrande/Mariangela Jaguraba – Vatican News

A habilidade de captar em algumas linhas musicais a essência de um filme, a contaminação entre melodias cultas e populares e o grande rigor. Estas são as principais qualidades que mons. Marco Frisina, compositor e diretor do coro da Diocese de Roma, reconhece ao seu amigo o maestro Ennio Morricone, falecido em Roma, em 6 de julho, aos 91 anos. Frisina, agora Reitor da Basílica de Santa Cecília em Roma, colaborou várias vezes com Morricone, como por ocasião do Concerto para os Pobres na Sala Paulo VI, em 12 de novembro de 2016, no encerramento do Jubileu da Misericórdia. Nos microfones da Rádio Vaticano Itália, Frisina recordou Ennio Morricone poucas horas depois da notícia de sua morte.

Frisina: Para todos nós, a morte de Morricone significou a perda de um importante ponto de referência. Nós músicos e colegas o chamávamos apenas pelo seu nome de batismo: Ennio. E isso faz entender que apesar de seu rigor e seu caráter, aparentemente um pouco duro, ele era uma pessoa de grande humanidade, eu diria até de grande doçura. Aqueles que o conheciam bem, na verdade, também se lembram desses aspectos do seu caráter. A sensação é a de ter perdido um ponto de referência musical e eu diria também um amigo, porque fizemos coisas muito bonitas juntos e éramos em contato periodicamente, com um entendimento que eu chamaria de espiritual.

O presidente Mattarella falou sobre Morricone como “um músico ao mesmo tempo refinado e popular que deixou uma marca profunda na história musical da segunda metade do século XX”. O senhor também reconhece esta capacidade de saber misturar a grande cultura musical com a tradição popular?

Frisina: Sim, esta é uma das chaves do sucesso de Morricone. Ele entendeu que as pessoas podem se reconhecer na qualidade de uma melodia, como de uma canção ou uma trilha sonora. Houve um tempo em que as pessoas que escreviam música para trilhas sonoras de filmes eram vistas como músicos de segunda categoria. Mas devo dizer que tanto Nino Rota quanto Morricone mostraram a todos que a música para o cinema pode tornar-se grande música. Ele sempre quis exaltar também a música de filme como música de autor. Soube unir os dois aspectos: o popular e o culto e assim indicou um caminho importante para a nossa geração.

Morricone, como músico, qual era a sua relação com o sagrado?

Frisina: Ele sempre quis experimentar o aspecto do sagrado. Tinha respeito por ele e eu diria até mesmo quase um pouco de temor. Lembro-me de quando ele escreveu a música para a missa em honra do Papa Francisco, apresentada na Chiesa del Gesù em 2015. Falou-me dela com entusiasmo como se fosse um ponto final de sua carreira. Certamente em seu trabalho, e se entende também pelas músicas que escreveu para os filmes, basta recordar a do filme “A Missão”, a referência espiritual ou até mesmo explicitamente religiosa era recorrente. A do divino foi para ele uma realidade com a qual tinha que lidar, considerada sempre como um ápice, como algo a que ele aspirava. Lembro-me da sua grande emoção quando, em 2016, realizamos juntos o Concerto para os Pobres no Vaticano. Ele me disse logo sim, gratuitamente, quando o convidei. E foi lindo porque entrou imediatamente em sintonia com o evento: ele se comoveu, se emocionou. Percebia o grande valor que era participar de uma proposta musical tão bela e elevada. Isso nos faz entender a sua relação com Deus.

07 julho 2020

Fonte: Vatican News



Fiéis usam App para reservar lugar nas missas, retomadas no final de semana no Rio


O App “Igrejas ArqRio” está disponível para download tanto na Apple Store como no Google Play para “agendar Comunhão” e “marcar Confissão”. A ferramenta facilita a retomada das missas com a presença de fiéis na Arquidiocese do Rio de Janeiro, já que as igrejas precisam limitar o acesso ao local devido à pandemia. Na Catedral Metropolitana na capital, por exemplo, também há um sensor para contar o número de pessoas na entrada e voluntários medem a temperatura e orientam o distanciamento social, o uso de máscaras e álcool em gel.

Andressa Collet – Vatican News

No primeiro final de semana de maior flexibilização da quarentena no Rio de Janeiro, foram retomadas as atividades religiosas e as igrejas também voltaram a receber a comunidade. Depois de 3 meses com restrição à presença dos fiéis, as missas foram retomadas em grande parte das dioceses do Regional Leste 1 da CNBB.

A celebração na Catedral Metropolitana do último sábado (4), presidida pelo cardeal Orani João Tempesta, foi especial por comemorar tanto o jubileu de prata de um grande grupo de padres, como as paróquias que completavam 75 e 100 anos de atividades. O templo, porém, estava adaptado às novas regras dos protocolos sanitários dos governos e também instituídas pela CNBB para a missa.

As orientações litúrgico-pastorais foram respeitadas já na entrada: os fiéis precisaram usar higienizador para as mãos e medir a temperatura; dentro da igreja, a sinalização no chão e nos bancos indicaram o distanciamento social e tinha disponível álcool em gel para uso da comunidade; todos, sacerdotes e fiéis, usaram máscaras de proteção.

Reserve seu lugar pelo App Igrejas ArqRio

Outra novidade que a comunidade católica, das mais de 280 igrejas na capital devem seguir, é reservar lugar nas celebrações se inscrevendo pela internet. O App “Igrejas ArqRio”, desenvolvido para facilitar a integração entre o fiel e a paróquia de maneira moderna e pela segurança em tempos de pandemia, dá a possibilidade de “agendar Comunhão” e “marcar Confissão”. Dá para fazer download pelo Apple Store Google Play.

O Pe. Arnaldo Rodrigues explica que o aplicativo disponibilizado pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro foi uma ferramenta pensada para contingenciar o número de fiéis, já que, na Catedral Metropolitana, por exemplo, com capacidade para 5 mil pessoas sentadas, só está sendo permitida a entrada de 1.500 fiéis. Um sensor logo na porta de entrada ajuda a controlar a quantidade:

“A cada pessoa, para participar das missas, a Arquidiocese do Rio criou um aplicativo que se chama ‘Igrejas ArqRio’: a pessoa acessa pelo telefone celular e ali ela escolhe a paróquia; ao escolher a paróquia, ela vê o horário das missas; e ela reserva e agenda a sua participação naquela celebração. Não somente para as missas, mas também para confissões. É um modo como a arquidiocese encontrou, além dos sites das paróquias, para organizar para que sempre tenham – no máximo – 30% das pessoas em cada celebração, respeitando o devido cuidado exigido para a preservação e o cuidado com as vidas das pessoas que participam das celebrações.”

Os próprios folhetos usados para a liturgia diária não são mais impressos, mas digitais, precisando ser seguidos pelo celular. E o Pe. Arnaldo finaliza:

“Então foi um momento realmente de renovação, de trazer novamente a esperança e ver essas portas abertas das nossas igrejas nos traz, também, a alegria de uma Igreja que caminha diante de todas as diversidades, mas caminha com esperança, olhando para Cristo – aquele que realmente nos sustenta nos conduz.”

07 julho 2020

Fonte: Vatican News



Igreja de Sant’Ana, em São Paulo, elevada a Basílica Menor

Foto: Jornal O São Paulo/Divulgação

SÃO PAULO, 06 Jul. 20 / 03:00 pm (ACI).- A Igreja em Sant’Ana, na zona norte de São Paulo (SP), foi elevada à designação de Basílica Menor, conforme anunciou o Arcebispo local, Cardeal Odilo Pedro Scherer, no último domingo, 5 de julho.

O anúncio foi feito durante Missa celebrada na Catedral da Sé, na qual estavam presentes também o Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Santana, Dom Jorge Pierozan, e Padre José Roberto Abreu de Mattos, pároco da Paróquia de Sant’Ana, o qual passa a ser reitor da nova basílica.

Em carta pela concessão do título de Basílica Menor à Igreja de Sant’Ana, Dom Odilo recorda que no próximo dia 12 de julho será comemorado “125 anos de criação da paróquia de Sant’Ana, erigida em 1895 com Decreto de Dom Joaquim Arcoverde, então bispo de São Paulo”.

O Purpurado lembra ainda a importância desta igreja para a capital paulista, sendo “um dos templos mais frequentados” da Arquidiocese. “O povo paulistano, desde longa data, tem especial veneração pela ‘Senhora Sant’Ana’ e ama essa igreja, cuja história se confunde com a do bairro homônimo. Nela são realizadas frequentes celebrações de âmbito arquidiocesano, eventos religiosos e pastorais, além de variadas iniciativas de caridade”, pontua.

“Reconhecendo a importância dos sinais e dos simbolismos religiosos para a expressão e a vivência da fé, o povo experimenta no templo uma especial proximidade de Deus e sua ação salvadora. O templos são sinais de que há lugar para Deus nesta Cidade vibrante e sempre ocupada com mil afazeres e ajudam a testemunhar a fé na primazia de Deus em nossa vida pessoal e social”, assinala o Arcebispo.

Para o Cardeal, “no ritmo frenético e, muitas vezes, desumano, da Cidade, as igrejas oferecem oásis de serenidade, onde as pessoas podem repousar e saciar sua sede de Deus e reencontrar o sentido da vida na acolhida da Palavra de Deus, na oração e na celebração dos Divinos Mistérios. Ali, reencontram-se também com a comunidade de irmãos, superando suas solidões e a abandonos”.

Por isso, indica, “convencido de que o almejado título de Basílica Menor para a igreja de Sant’Ana poderia contribuir muito para esse fim e trazer abundantes frutos pastorais”, decidiu-se apresentar à Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos o pedido para a concessão do título de Basílica Menor para essa história igreja em seu ano de jubileu.

“Tenho, pois, a alegria de comunicar hoje à arquidiocese de São Paulo que a Santa Sé, através da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, atendeu ao nosso pedido e concedeu à igreja paroquial dedicada a Sant’Ana, Mãe da Beatíssima Virgem Maria, o Título e a dignidade de Basílica Menor”, informa a carta.

“Alegremo-nos e agradeçamos a Deus por essa graça concedida à nossa Arquidiocese! Peçamos que, mediante a intercessão de Sant’Ana, possamos realizar bem nossa missão de testemunhas de Deus, que habita esta Cidade e tem amor ao seu povo”, completa Dom Odilo.

Por sua vez, Pe. José Roberto Abreu de Mattos, reitor da nova Basílica, destacou, em entrevista ao jornal arquidiocesano ‘O São Paulo’, que este título é concedido pelo Santo Padre como reconhecimento da dignidade de uma igreja dentro de três características: arquitetônica, histórica e de devoção popular.

“A Igreja Sant’Ana possui essas três características. O conjunto arquitetônico é bonito, deslumbrante, harmonioso e, atualmente, está passando por uma grande reforma na parte interior. A história desta igreja e da devoção faz parte da tradição da Arquidiocese e da cidade… a festa de Sant’Ana sempre foi uma das principais de São Paulo, sempre com grande participação de fiéis”, disse.

A cerimônia de entrega do título de Basílica Menor à igreja de Sant’Ana acontecerá no próximo dia 26 de julho, memória litúrgica de Sant’Ana e São Joaquim, em Missa presidida pelo Cardeal Odilo Scherer, às 15h.

Igreja histórica

De acordo com ‘O São Paulo’, a igreja de Sant’Ana foi construída entre 1896 e 1936 e é um dos símbolos do bairro de Santana, que nasceu em torno da paróquia.

A pedra fundamental deste templo foi abençoada em 1º de maio de 1896 pelo então Bispo da Diocese de São Paulo, Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, o qual havia erigido canonicamente o território da Paróquia de Sant’Ana, em 12 de julho de ano anterior.

Em 26 de julho de 1908, foi inaugurada a capela-mor da matriz, que compreendia o presbitério e os altares laterais. Já a nave central do templo foi inaugurada em 1924.

Na festa da padroeira de 1941, foi concluída a construção das duas torres e abençoados os três sinos de bronze, por Dom José Gaspar de Affonseca e Silva, então Arcebispo de São Paulo.

Esta nova Basílica da Arquidiocese de São Paulo possui 54,72 metros de comprimento e 32metros de largura. Além disso, abriga algumas relíquias artísticas, como a histórica imagem de Sant’Ana, fabricada no século XVI, em terracota pintada, que era do acervo da antiga capela da fazenda que deu origem à paróquia e ao bairro.

A maioria de suas imagens sacras foi confeccionada pelo paroquiano Arthur Pederzolli, assinala ‘O São Paulo’, citando, por exemplo, as imagens da padroeira, de 1933, de Nossa Senhora das Graças, a Via-Sacra, Senhor dos Passos, Sagrada Família, São João Maria Vianney, entre outras.

Além disso, entre as belezas artísticas do templo, encontram-se vitrais que retratam o nascimento da Virgem Maria, sua apresentação no templo e o cuidado de Jesus sob os olhares dos santos avós. Já na rosácea do alto do presbitério, há um vitral que retrata Sant’Ana ensinando as sagradas escrituras para a Nossa Senhora.

Completa essa acervo de artes, ainda, uma pintura do Casamento de São Joaquim e Sant’Ana, do pintor Vicente Maezo, mestre da escola de arte de Madrid.

Além disso, em uma das torres, de 25 metros de altura, está o campanário, sendo o sino da nota “si” dedicado a São José, padroeiro universal da Igreja; o da nota “dó”, dedicado a Sant’Ana; e o da nota “ré”, a Santa Teresinha do Menino Jesus.

Por fim, a estrutura do templo conta também com as portas principais que foram esculpidas em madeira por detentos da Penitenciária do Estado de São Paulo, localizada no bairro de Santana.

Fonte: ACI digital



Hoje começa a novena a Nossa Senhora do Carmo


REDAÇÃO CENTRAL, 07 Jul. 20 / 06:00 am (ACI).- “Convido agora todos os devotos da Virgem Santa a dirigir-lhe uma fervorosa oração, para que Ela, com sua intercessão, obtenha a cada um prosseguir seguro no caminho da vida e ‘alcançar felizmente ao monte santo, Jesus Cristo Nosso Senhor’”, incentivava São João Paulo II aos fiéis, em julho de 1988, ao recordar o mês de Nossa Senhora do Carmo.

A seguir, a novena a Nossa Senhora do Carmo, que é celebrada em 16 de julho, disponível no site do canal católico Canção Nova:

Antífona:

Flor do Carmelo, vinha florida, esplendor do céu,
Oh! Mãe, Virgem singular,
Doce Mãe sempre Virgem
Aos Carmelitas dai privilégio, Estrela do Mar

Oração Final:

Bendita e Imaculada Virgem Maria, beleza e glória do Carmelo, vós que tratais com bondade inteiramente especial aqueles que se vestem do vosso amadíssimo hábito, volvei sobre mim também um olhar propício e cobri-me com o manto da vossa maternal proteção.

Pelo vosso poder, fortificai a minha fraqueza; pela vossa sabedoria, esclarecei as trevas do meu espírito, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade.

Ornai a minha alma com as virtudes que me faça agradável ao vosso Divino Filho e a vós.

Assisti-me durante a vida, consolai-me na morte pela vossa amável presença à Santíssima Trindade, como vosso Filho dedicado para vos louvar e bendizer eternamente no paraíso. Amém.

• Primeiro Dia

Antífona

Oração: Oh! Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que fostes contemplada pelo profeta Elias na nuvenzinha que subia do mar; depois, transformada em chuva copiosa, derramai sobre toda a humanidade as graças de vosso Coração Imaculado e convertei aos pobres pecadores.

Ave-Maria

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Oração Final

• Segundo Dia

Antífona

Oração: Rainha e Mãe do Carmelo, Virgem Mãe Imaculada, que durante séculos fostes honrada em vossa maternidade divina no Monte Carmelo pelo profeta Elias e seus sucessores – os Filhos dos profetas –, fazei reinar em nossas famílias essa mesma entranhada devoção, que torne cada vez mais presente em nossos lares o vosso Divino Filho Jesus, que nos guarde para a vida eterna.

Ave-Maria

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Oração Final

• Terceiro Dia

Antífona

Oração: Oh, Maria Imaculada, Virgem Santíssima do Carmo, que visitastes vossos filhos Carmelitas no Monte Carmelo, consolando-os, dando-lhes graças abundantes, visitai também as nossas almas, ajudando-nos a fugir do pecado e a praticar com amor as obras de misericórdia.

Ave-Maria

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Oração Final

Quarto Dia

Antífona

Oração: Maria, Virgem imaculada, Rainha do Carmelo, lembrai-vos que vossos filhos carmelitas do Monte Carmelo após o Pentecostes abraçaram o Evangelho e o anunciaram por toda parte, ensinando também todos a vos conhecerem e amarem; e no Monte Carmelo, consagraram o primeiro templo do mundo em vossa honra. Dai-nos muitos missionários, que por toda  parte vos façam conhecer para a dilatação do Reino de Jesus.

Ave-Maria

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Oração Final

• Quinto Dia

Antífona

Oração: Maria, Rainha e Mãe dos Carmelitas, que lhes destes como penhor da salvação o Santo Escapulário, nós vos agradecemos e vos suplicamos a graça de viver na fidelidade à Lei de Deus, para que, em nossa morte, possamos contar com a vossa presença e ir ao céu contemplar-vos eternamente.

Ave-Maria

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Oração Final

• Sexto Dia

Antífona

Oração: Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que tendes concedido as mais extraordinárias graças através de vosso Santo Escapulário, ajudai-me a trazê-lo dignamente, conservando a pureza de coração e de costumes, repelindo tudo o que possa magoar o vosso olhar puríssimo.

Ave-Maria

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Oração Final

• Sétimo Dia

Antífona

Oração: Rainha e Mãe do Carmelo, que fizestes grandes milagres por meio do Santo Escapulário, cobri o mundo com o esplendor de Vosso Imaculado Coração, para que seja enfraquecido o reino do mal e do pecado, e todos os povos se aproximem de Vós para imitar vossa pureza e caridade.

Ave-Maria

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Oração Final

• Oitavo Dia

Antífona

Oração: Maria, Virgem Mãe Imaculada, Rainha do Carmelo, que sempre concedestes as maiores graças aos Carmelitas, enviai-nos muitas vocações sacerdotais, religiosas e para o Carmelo Secular, para que o vosso nome seja sempre mais glorificado, para a glória de vosso Filho Jesus Cristo.

Ave-Maria

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Oração Final

• Nono Dia

Antífona

Oração: Maria, Rainha e Mãe do Carmelo, que velais pela Santa Igreja com maternal amor, abençoai o Santo Padre, o nosso bispo, os sacerdotes, os religiosos e todo o povo cristão. Abençoai a cada um de nós que desejamos vossa proteção agora e na hora de nossa morte.

Ave-Maria

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

Oração Final

Fonte: ACI digital



Hospital proíbe presença de padre e idosa morre sem extrema unção em SP


Evandirce faleceu uma hora e meia depois que padre foi proibido de entrar no hospital, segundo relata o marido — Foto: Arquivo pessoal

Em entrevista ao G1, padre disse que se sentiu humilhado e culpou hospital pela morte. Hospital se defende e afirma que padre não explicou o motivo de querer entrar.

Por G1 Santos

06/07/2020 05h01 Atualizado há 14 horas

Um padre foi impedido de entrar em um hospital em Praia Grande, no litoral de São Paulo, para dar extrema-unção a uma idosa, de 79 anos, a pedido do marido dela. Evandirce de Carvalho havia tido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e morreu cerca de uma hora depois que o sacerdote foi proibido de entrar na unidade, segundo relatou o esposo ao G1. O hospital nega a afirmação do padre e diz que o sacerdote não disse que a visita teria cunho religioso.

"Um senhor daqui da comunidade me procurou por volta das 22h30 de sábado (4). Ele estava desesperado porque a esposa teve um AVC e estava internada no Hospital Irmã Dulce", diz o padre Joseph Thomas, de 59 anos.

De acordo com o padre, que é da Paróquia Nossa Senhora das Graças, localizada na Cidade Ocian, o idoso estava em um momento muito difícil e passou os últimos dias se dedicando completamente aos cuidados com a esposa. O sacerdote afirma que entrou em contato com o hospital antecipadamente, perguntando que horário poderia visitar a idosa para dar a extrema-unção, e uma enfermeira o afirmou por telefone que ele poderia ir às 15h deste domingo (5).

Porém, quando ele e o marido da internada chegaram a unidade, ele foi proibido de entrar na ala que ela estava. "Eu tenho crachá para entrar no hospital, mas mesmo apresentando lá na hora, não deixaram", relata.



Padre explica que tem crachá que permite entrada em hospital e que direito é garantido por lei — Foto: Arquivo pessoal


"Ele [marido da idosa] disse para o pessoal do hospital: 'minha mulher está morrendo, está nos últimos momentos e eu gostaria que o padre pudesse dar a extrema-unção a ela, por favor, deixe', mas eles falaram que eu estava proibido de entrar devido ao coronavírus", relembra o sacerdote.

De acordo com a lei 9.982, sancionada em julho de 2000 pelo Congresso Nacional, está garantido "aos religiosos de todas as confissões o acesso aos hospitais da rede pública ou privada, bem como aos estabelecimentos prisionais civis ou militares, para dar atendimento religioso aos internados."

A lei também deixa claro que "os religiosos chamados para prestar assistência nas entidades devem acatar as determinações legais e normas internas de cada instituição hospitalar ou penal, a fim de não por em risco as condições do paciente ou a segurança do ambiente hospitalar ou prisional".

O padre afirma que destacou esse direito da paciente, e disse que iria rapidamente dar a unção e voltaria, mesmo assim relata que foi impedido. "A equipe do hospital ligou para o chefe da segurança, que também proibiu. Voltei para casa e fiquei muito triste com a situação. Até deixei recado para eles e disse que se algo acontecesse, seria culpa deles. Porque eu só estava fazendo minha parte, que é garantida por lei", relata.

"Hospitais não respeitam"

De acordo com o sacerdote, essa não é a primeira vez que ele ou outros padres são impedidos de entrarem em hospitais. "Já teve casos de padres serem humilhados. Depois de várias confusões, conseguimos crachá para entrar sem nenhuma barreira há cerca de cinco anos. Mas tem hospital que não respeita e não autoriza. Essa família da idosa quer até fazer queixa do que aconteceu no local", conta.

Joseph afirma que se sentiu mal e humilhado com a situação. "Eu fui até no horário de visita, para não ter problema. Então fiquei bem chateado, porque nunca saio na rua, foi nesse caso especial que sai, com uso de máscara e álcool, para ajudar a família. Estou revoltado", destaca.

"É ridículo acontecer isso. O padre foi com todo carinho dar a unção para a minha mulher, que estava com estado grave. Ele conhecia ela há muitos anos e nós fazíamos parte até do coral da igreja. Uma hora depois que ele foi impedido de entrar, ela morreu", relata o aposentado Manoel de Carvalho Neto, de 61 anos, marido da idosa.

Hospital

Em nota, a direção do Hospital Municipal Irmã Dulce afirma que, de acordo com informações colhidas com a equipe da unidade, houve um questionamento por parte de um padre na recepção do hospital se as visitas a pacientes estavam liberadas, sem informar o motivo específico da visita ou qualquer outro detalhe.

Segundo o hospital, a equipe da unidade então informou detalhadamente o plano de contingência devido à pandemia de Covid-19, que é baseado no Decreto Municipal N. 6922, de 19 de março de 2020, que "Declara situação de emergência no Município de Praia Grande e define medidas temporárias de prevenção ao contágio e enfrentamento da Pandemia decorrente do Coronavírus (COVID-19)”. O artigo 5 deste decreto prevê que ficam suspensas, por prazo indeterminado, “as visitas aos pacientes internados no Hospital Irmã Dulce e Unidades de Pronto Atendimento”.

O hospital diz que em nenhum momento o padre informou que se tratava de um caso de extrema-unção, ou visita religiosa tradicional, apenas se retirando da unidade após receber as informações. Afirma ainda que caso a equipe tivesse sido notificada disso, a entrada seria liberada, mediante a adoção de todas as medidas de segurança cabíveis. A direção do Irmã Dulce diz que segue à disposição para maiores esclarecimentos.


Padre e marido de idosa alegam que explicaram que visita seria para extrema-unção e mesmo assim houve a proibição — Foto: Reprodução/Facebook


Fonte: G1



Dom Henrique Soares testou positivo para COVID-19, diocese pede orações


Dom Henrique Soares. Foto: Diocese de Palmares (PE)

REDAÇÃO CENTRAL, 07 Jul. 20 / 08:00 am (ACI).- Através de um comunicado e um vídeo na rede social Facebook, a diocese de Palmares (PE) confirmou que seu bispo, Dom Henrique Soares, testou positivo para o novo coronavirus e pede aos fiéis de todo o Brasil unir-se à Igreja diocesana de Palmares na oração para que Dom Henrique se recupere prontamente.

Através do comunicado divulgado no dia 06 de julho, a diocese pernambucana afirma:

“Por meio de mais uma atualização do Boletim Médico divulgado pelo Hospital Memorial São José, de Recife/PE, tornamos público que nosso bispo diocesano, Dom Henrique Soares da Costa, testou positivo para o Covid-19. Seu estado de saúde é estável, porém inspira cuidados especiais e permanece internado na UTI da unidade hospitalar”.

“Dom Henrique, está recebendo a medicação apropriada, continuando a receber inalação de oxigênio por máscara. No entanto, ainda não há necessidade de ser entubado, mesmo não sendo descartada ainda essa possibilidade”, acrescenta o texto.

“Pedimos a todos os clérigos e fieis diocesanos para que permaneçam em oração por Dom Henrique e por todos os doentes acamados pela COVIDI-19”.

“Agradecemos a todos da equipe médica do referido hospital, que o vem tratando com todo o cuidado e zelo, a fim de que possa recuperar a saúde do nosso pastor diocesano”, conclui o comunicado.

Através de um vídeo veiculado pelo Facebook, a diocese de Palmares (PE) também pediu as orações de todos os fiéis do país pela saúde e recuperação de Dom Henrique.


Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Bem-aventurada Maria Romero, que viveu plenamente a misericórdia (7 de julho)


REDAÇÃO CENTRAL, 07 Jul. 20 / 05:00 am (ACI).- A Bem-aventurada Maria Romero Meneses foi uma religiosa salesiana que se dedicou a servir aos pobres durante 46 anos depois que sua congregação a enviou para a Costa Rica a fim de ajudar em consultórios médicos, internatos de jovens e na Associação de Ajuda aos Necessitados, composta por famílias que antes viviam em condições sub-humanas.

Além disso, Irmã Maria se encarregou de capacitar jovens e senhoras em atividades domésticas como cozinha, costura e outros trabalhos; oferecia vestuário a um preço simbólico ou de forma gratuita; e distribuía cestas básicas.

Nasceu em Granada (Nicarágua) em 13 de janeiro de 1902, em uma família muito rica, mas de grande sensibilidade para com as necessidades dos mais pobres.

Em 1910, chegaram à Nicarágua as missionárias de Dom Bosco, Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), congregação da qual se tornaria integrante durante resto de sua vida. Graças a elas, identificou-se imediatamente com a figura do grande apóstolo da juventude, em quem encontrou a encarnação dos ideais mais profundos de seu espírito.

Em 1921, recebeu o hábito religioso de sua congregação e passou a se chamar Irmã Maria Romero. Seus votos perpétuos foram proferidos em 1929.

Seu ideal foi amar profundamente Jesus junto com a Virgem Maria. Sua maior alegria foi a possibilidade de aproximar da verdade as crianças, os pobres, os que sofrem, os marginalizados. A mais ambiciosa recompensa de seus sacrifícios foi ver reflorescer a paz e a fé em uma vida “perdida”.

Faleceu em 7 de julho de 1977. No ano 2002, foi beatificada pelo Papa São João Paulo II ao ser comprovado o milagre da menina costa-riquenha Maria Solís, que após as orações de sua mãe, nasceu curada, embora várias ultrassonografias indicassem que teria lábio leporino. Dessa maneira, tornou-se a segunda mulher da América Central beatificada.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 6 de julho de 2020

Santuário de Lourdes anuncia primeira peregrinação mundial virtual


LOURDES, 06 Jul. 20 / 11:00 am (ACI).- O Santuário de Lourdes, na França, anunciou a realização da primeira peregrinação mundial virtual à Gruta das Aparições de Nossa Senhora, na quinta-feira, 16 de julho, e que se chamará "Lourdes United".

A data corresponde à da última aparição de Nossa Senhora de Lourdes à Santa Bernardette. Este evento busca reunir milhões de pessoas de todo o mundo "através da televisão, rádio e redes sociais, sob o sinal da esperança e da solidariedade".

Serão no total 15 horas ao vivo nas quais os eventos serão realizados em 10 idiomas.

No programa que começa às 7h (horário local) e termina às 22h, haverá várias atividades, como celebrações, procissões, orações, terços e testemunhos de várias pessoas sobre o papel de Nossa Senhora de Lourdes em suas vidas.

O Santuário de Lourdes também recorda que este "centro internacional de peregrinação mobiliza cerca de 100 mil voluntários para receber anualmente 3 milhões de peregrinos e visitantes de todo o mundo, incluindo mais de 50 mil doentes e deficientes".

“Fechado por mais de dois meses pela primeira vez em sua história, o Santuário teve que cancelar todas as peregrinações. Apesar de sua reabertura parcial, o Santuário só pode acomodar um número muito limitado de peregrinos, de acordo com um rigoroso protocolo sanitário, motivo pelo qual se espera uma estação quase perdida”, diz o site do Santuário.

“Lourdes sem peregrinos é uma Lourdes sem recursos para realizar sua missão, para manter o Santuário, para garantir sua durabilidade e o trabalho de seus 320 funcionários. O Santuário espera uma perda histórica de 8 milhões de euros”, continua.

Por tudo isso, "em 16 de julho, o Santuário apelará à generosidade de todos aqueles que desejam ajudar Lourdes a continuar seu trabalho".

Para participar da peregrinação virtual ‘Lourdes United’ em 16 de julho, pode fazê-lo através do site e da página do Facebook.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog