2020 - Devoção e Fé - Blog Católico

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Ana Maria Braga sobre novo câncer: “eu tenho uma força que vem de Deus”


Reprodução / Instagram

Redação da Aleteia | Jan 28, 2020

Apresentadora disse que já iniciou tratamento contra a doença, pediu orações aos fãs e demonstrou muita fé e confiança

A apresentadora Ana Maria Braga, de 70 anos, surpreendeu os telespectadores do programa “Mais Você” em 27 de janeiro de 2020 ao anunciar que está com câncer no pulmão.

No encerramento da atração matinal da Rede Globo, ela falou abertamente sobre a doença e disse que já iniciou o tratamento. A apresentadora também lembrou que já teve dois cânceres no pulmão: um foi tratado com cirurgia e outro com rádiocirurgia. Agora, segundo Ana Maria, o tipo da doença é mais agressivo (chamado de adenocarcinoma pulmonar) e não pode ser operado. Ela passará por sessões de quimioterapia e imunoterapia.

Durante a sua fala, Ana Maria demonstrou muita força e fé ao afirmar que vai “sair dessa” – um verdadeiro exemplo para milhares de pessoas que passam pelo mesmo problema.

A apresentadora também pediu orações aos fãs: “Eu quero contar com seu carinho aí do outro lado, as suas orações, principalmente, que sempre me ajudaram muito”, afirmou.

Ana Maria Braga falou várias vezes em confiança e vitória e reafirmou sua fé: “Eu tenho muita fé. Eu tenho uma força que vem de Deus, né? Eu acredito que vou sair dessa, com certeza”, finalizou a artista.

Repercussão

O anúncio de Ana Maria Braga repercutiu nas redes sociais. Famosos e anônimos publicaram mensagens de carinho e solidariedade. A apresentadora da Globo Ana Furtado, que recentemente venceu um câncer de mama, publicou um vídeo. “Eu sei que essa caminhada é dura, mas ela é possível com muito amor, muita fé e muita coragem”, disse.

Oração

Não precisava nem pedir: aqui na Aleteia, já estamos em oração por esta apresentadora tão querida pelos brasileiros e também por todos que enfrentam esta grave doença. Quer se juntar a nós? Reze a oração abaixo por ela e pelas pessoas que você sabe que estão precisando.

Deus misericordioso, Deus de amor,
eu te peço com todo o meu coração
que cures, se esta for a tua vontade,
os enfermos de câncer.
Peço-te especialmente por (dizer o nome da pessoa).

Toca, Senhor, com teu poder,
a parte do corpo em que esse mal se encontra,
e tem compaixão de todas as pessoas
que sofrem com essa doença.

Eu te suplico, Pai:
dá-lhes a oportunidade de continuar com vida,
se assim quiseres.
Imploro tua misericórdia, meu Deus de amor.

Obrigado(a), Senhor, por escutar as orações
de todos nós que pedimos e continuaremos pedindo
pela saúde de todos e cada um
dos que padecem este terrível mal.

Pela tua infinita misericórdia,
tem compaixão de todos nós!
Amém.

Fonte: Aleteia



Congresso da Pessoa Idosa: ir. Terezinha, a Igreja ao lado das pessoas vulnerabilizadas


Irmã Terezinha Tortelli, última à direita, no encontro com os jornalistas desta terça-feira

A conferência terá início, nesta quarta-feira, 29, no Centro de Congressos Augustinianum, em Roma, sobre o tema “A Riqueza dos Anos”, e se encerra na sexta-feira, 31.

Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

Realizou-se na Sala de Imprensa da Santa Sé, nesta terça-feira (28/01), o “Meeting Point” com os jornalistas de apresentação do I Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos.

A conferência terá início, nesta quarta-feira, 29, no Centro de Congressos Augustinianum, em Roma, sobre o tema “A Riqueza dos Anos”, e se encerra na sexta-feira, 31.

A coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa do Brasil, irmã Terezinha Tortelli, participou do encontro com jornalistas. Entrevistada pelo Vatican News, ela falou sobre a situação da pessoa idosa no país.

O Brasil é muito heterogêneo. Então a disparidade social é muito grande. A Pastoral da Pessoa Idosa fez opção por se dedicar especialmente aos mais vulnerabilizados. Não é que todas as pessoas idosas do Brasil precisam da pastoral. O que faz a pastoral? Capacita voluntários para fazer visita domiciliar mensal e dizemos preferencialmente os mais vulnerabilizados, então seja pela pobreza, pela solidão, pelo isolamento, às vezes por maus-tratos, pela fragilidade mesmo que que vai se fragilizando e às vezes não tem ninguém, não tem cuidadores. Hoje, a política do cuidado no Brasil não existe. Infelizmente. É muito heterogêneo eu diria. Uma boa porcentagem não precisa desse apoio, de visita domiciliar que fazemos, mas infelizmente a grande maioria sim. É de pobres, de pessoas que chamamos de vulnerabilizadas socialmente ou fisicamente.

28 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



A oração que Santo Tomás de Aquino rezava todos os dias

Redação da Aleteia / Padre Paulo Ricardo | Jan 28, 2020

“Que eu não sucumba na prosperidade nem na adversidade”

De acordo com frei Guilherme de Tocco (c. 1250 – c. 1323), seu primeiro e mais importante biógrafo, Santo Tomás de Aquino tinha o costume de recitar diariamente e com grande devoção a oração abaixo, composta por ele mesmo e da qual oferecemos uma versão em português.

O texto latino desta prece foi preservado e transmitido por Tocco na quarta e última edição de sua obra “Ystoria sancti Thome”, de meados de 1323, e encontra-se disponível aqui.

Reze você também:

“Concedei-me, ó Deus onipotente e misericordioso, ardentemente desejar, prudentemente descobrir, verazmente conhecer e perfeitamente realizar o que for do vosso agrado.

Para louvor e glória do vosso nome, ordenai meu estado de vida e dai-me saber, poder e querer o que me pedis que faça. E dai-me levá-lo a cabo como convém à salvação de minha alma.

Que o meu caminho até vós seja reto e seguro. Que eu não sucumba na prosperidade nem na adversidade, a fim de não me ensoberbecer na primeira nem desesperar na segunda. Que na fortuna eu vos renda graças e na dificuldade mantenha a paciência. Que eu de nada me alegre ou entristeça senão do que me leve a vós ou afaste de vós. Que a ninguém deseje agradar nem tema aborrecer senão somente a vós.

Dai-me tudo fazer com caridade e o que não diz respeito ao vosso culto, reputá-lo como morto. Dai-me praticar minhas ações, não por costume, mas referindo-as a vós com devoção.

Que por vós eu não dê valor às coisas transitórias, e me seja caro tudo o que vos diz respeito. Que me compraza, mais do que tudo, todo trabalho que for para vós e me aborreça todo descanso que não seja em vós.

Dai-me, dulcíssimo Senhor, dirigir-vos meu coração frequente e ferventemente e, de alma contrita, emendar com firme propósito a minha fraqueza.

Fazei-me, ó Deus, humilde sem fingimento; alegre sem dissipação; grave sem depressão; maduro sem severidade; vivaz sem leviandade; veraz sem duplicidade; temente sem desespero; confiante sem presunção; casto sem corrupção; corrigirao próximo sem indignação e edificá-lo por exemplo e palavra sem exageração; obediente sem contradição; paciente sem murmuração.

Dai-me, dulcíssimo Jesus, um coração desperto, para que nenhuma vã curiosidade o afaste de vós; imóvel, para que não ceda a nenhum afeto indigno; infatigável, para que não sucumba em nenhuma tribulação; livre, para que dele não se apodere nenhum prazer violento; e reto, para que não o faça desviar-se nenhuma má intenção.

Concedei-me, dulcíssimo Deus, inteligência para conhecer-vos; diligência para buscar-vos; sabedoria para encontrar-vos; bondade para agradar-vos; perseverança para esperar-vos doce e fielmente; confiança para alcançar-vos felizmente. Fazei-me, pela penitência, suportar vossas penas; utilizar vossos benefícios nesta vida pela graça; e por fim, na pátria eterna, desfrutar de vossos gozos pela glória.

Vós, que com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.”

Fonte: Aleteia



Bispos de estados afetados por chuvas convocam à solidariedade

@defesacivil_mg

BELO HORIZONTE, 28 Jan. 20 / 04:00 pm (ACI).- Frente às chuvas que causaram inundações e deslizamentos, deixando mortos e desaparecidos nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, bispos dessas regiões convocaram os fiéis à solidariedade e promovem campanhas para arrecadar doações para os atingidos.

Em nota, o Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) expresso sua “sua tristeza pelas perdas” e solidarizou-se “com as vítimas e seus familiares”, “diante das mortes e estragos causados pelas fortes chuvas que atingem a região Sudeste do Brasil, particularmente os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo”.

“Agradecemos a Deus pela abundância da chuva e o benefício que ela traz. No entanto, não podemos esquecer que em grande quantidade ela pode criar situações de calamidade, na qual a população, em precárias condições de vida, é a mais atingida. Há, contudo, a necessidade do comprometimento de todos na preservação do meio ambiente, no cuidado com as matas ciliares, na destinação correta do lixo, etc.”, acrescenta o texto assinado pelos bispos da presidência do Regional.

Por fim, afirma que, “solidários com nossos irmãos e irmãs, o Regional Leste 2 conclama a sociedade em geral para se empenhar em favor das famílias e já se colocou à disposição para contribuir na organização de iniciativas de solidariedade e somar com as já existentes”.

“Que o Deus da vida conceda força e coragem às famílias e nos conserve unidos na esperança, no amor, na fé e na solidariedade”, conclui a nota.

Segundo boletim divulgado nesta terça-feira pela Defesa Civil Estadual, as fortes chuvas que atingem cidades de Minas Gerais desde sexta-feira, 24 de janeiro, deixaram até o momento 50 mortos e duas pessoas continuam desaparecidas, sendo uma em Luisburgo e outra em Conselheiro Lafaiete. Além disso, há 28.043 desalojados e 4.101 desabrigados no estado, onde o governo decretou situação de emergência em 101 municípios.

Já no estado do Espírito Santo, as chuvas atingem diversas cidades desde o dia 17 de janeiro. Segundo a Defesa Civil Estadual, nove pessoas morreram, 10.633 estão desalojadas e 1.918 estão desabrigadas.

Diante dessa situação, paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) estão arrecadando doações para as famílias que perderam seus pertences no temporal. Os endereços e telefones das paróquias que abriram suas portas para recolher as doações pode ser acessado no site da Arquidiocese AQUI.

Por sua vez, o Arcebispo de Vitória (ES), Dom Dario Campos, convocou, por meio de uma mensagem de vídeo, os fiéis a se mobilizar para ajudar os atingidos pelas chuvas no estado.

“Nosso povo está precisando de água e material para limpeza. Já chega a notícia de que a água não vai poder ser tratada. Então, se você puder colaborar, ajudar, trazendo para nossas comunidades, para nossas igrejas, para nossas paróquias e para a Cúria Metropolitana água e material de higiene, de limpeza, fica aqui o meu agradecimento”, declarou o Prelado, exortando a “unir as nossas forças e ajudar a salvar nosso povo do Espírito Santo”.

Também no Norte e Noroeste do estado do Rio de Janeiro, as chuvas desde sexta-feira causam estragos, deixando cidades debaixo d’água. Segundo a Defesa Civil, mais de 6 mil pessoas estão desalojadas e desabrigadas na região.

Em resposta às tragédias, a Diocese de Campos dos Goytacazes realiza uma campanha de arrecadação de roupas, alimentos, água e outros donativos para ajudar os atingidos pelas chuvas e inundações.

De acordo com o site da Diocese de Campos, iniciou-se a campanha de arrecadação de donativos por meio das Paróquias de Senhor Bom Jesus e de São José, na cidade de Bom Jesus do Itabapoana.  As doações podem ser entregues nas secretarias das duas paróquias, ou ao final das Missas.

Por meio de uma nota publicada em seu perfil no Facebook, o Bispo de Campos, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, manifestou solidariedade às “inúmeras famílias desabrigadas e desalojadas em todo o norte e noroeste fluminense”.

“Sabemos o que significa em termos de perdas deixar uma casa ou até certamente mais sagrado e precioso vidas humanas e de criaturas que amamos. Sintam-se unidos a uma grande corrente de oração e solidariedade que expressará em gestos concretos a partilha fraterna para recomeçar”, acrescenta o Bispo.

Diversas cidades da Diocese de Campos foram inundadas devido à elevação do nível dos rios Itabapoana, Muriaé e Carangola. Diante disso, o pároco de Santo Antônio e, Porciúncula (RJ), Padre Thiago Linhares, convocou os católicos a estar atentos às necessidades dos outros, sobretudo dos idosos.

Em declarações ao site da Diocese de Campos, o sacerdote se uniu “em oração a todos os atingidos para que Deus lhes sustente a esperança e não permita que esmoreçamos”.

“Convoco os paroquianos a estarem de prontidão a servirem aos mais necessitados assim como aos voluntários, vencendo aquilo que o Papa chama de ‘ditadura da indiferença’. Nossa Paróquia está fazendo tudo que está a seu alcance para contribuir neste momento de imensa tristeza para nossa cidade”, disse.

Fonte: ACI digital



Kobe Bryant foi à missa horas antes de falecer, agora sua paróquia reza pela sua família


+Kobe Bryant (1978-2020). Crédito: Keith Allison (CC BY-SA 2.0).

O jogador norte-americano, Kobe Bryant, 41 anos, faleceu este domingo, 26, em um trágico acidente de helicóptero na Califórnia, no qual também faleceu Gianna Bryant, uma de suas 4 filhas. Kobe era católico e contou em 2015 como sua fé o ajudou a superar momentos difíceis de sua carreira e vida familiar.

Kobe Bryant jogou na NBA por 20 anos e conquistou 5 títulos pelo Los Angeles Lakers. Ele é considerado um dos melhores jogadores de basquete da história. Entretanto, o que era desconhecido de muitos é que Kobe era católico e de acordo a uma entrevista à revista GQ, sua fé católica o ajudou a atravessar alguns dos momentos mais difíceis de sua vida.

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Jan. 20 / 09:00 am (ACI).- Horas antes de morrer no domingo, a estrela do basquete Kobe Bryant participou da missa na Igreja Católica Nossa Senhora Rainha dos Anjos, em Newport Beach, Califórnia, como fazia todos os domingos. Agora, sua paróquia está em luto e reza pelo eterno descanso do jogador e da filha, Gianna Bryant, de 13 anos, também falecida no acidente.

A Santa Missa desta segunda-feira da paróquia californiana foi oferecida especialmente pelas almas de Kobe Bryant, sua filha Gianna e as outras vítimas fatais do acidente de helicóptero ocorrido em Calabasas, no sul da California, este domingo, 26 de janeiro, adiantou o canal NBC 4 Los Angeles.

A NBC também informou que os paroquianos se reuniram para rezar o rosário pelos dois membros da família Bryant que faleceram e pelas demais vítimas do acidente.

Os paroquianos disseram que Bryant participava regularmente das missas e da vida de sua comunidade paroquial.

Heny Russell, um ministro extraordinário da Sagrada Comunhão na paróquia, lembrou que dar a comunhão para Bryant representava para ele um desafio, devido à grande estatura do jogador.

"Quando eu lhe dava a comunhão, tinha que esticar meus braços e pés para alcançá-lo", disse Russell, demonstrando como precisava ficar praticamente na ponta dos pés para dar o Corpo de Cristo ao jogador que tinha quase dois metros de altura.

"Eles são pessoas muito humildes", disse Russell à NBC ao descrever a família de Kobe.

Bryant, 41, era pai de quatro filhos. Gianna Bryant, que faleceu junto a Kobe, também praticava basquete e sonhava jogar pela Universidade de Connecticut. Eles tomaram um voo de helicóptero precisamente para assistir um torneio de basquete juvenil.

Bryant, sua esposa e filhos, são paroquianos e membros ativos da paróquia Nossa Senhora Rainha dos Anjos.

Depois que sua morte foi anunciada, católicos nos EUA relataram experiências de ver Bryant na missa de domingo e dias da semana em outras partes da Califórnia e do país. Mesmo quando se ausentava aos fins de semana para jogar pelos Lakers, Kobe ia à missa em paróquias de outros lugares nos Estados Unidos.

A cantora Cristina Ballestero postou no Instagram este 26 de janeiro uma história de seu encontro com Bryant na Holy Family Cathedral em Orange, Califórnia, durante uma missa de dia de semana.

“Quando chegamos à comunhão, [Bryant] esperou que eu passasse na frente. Se você cresceu na Igreja Católica, sabe que isso é um sinal de respeito por parte dos homens para com as mulheres presentes na igreja. Ele também disse uma vez que eu tinha uma bonita voz”.

"Sua característica mais inspiradora foi a decisão de voltar à fé em Deus e receber a misericórdia de Deus e de ser um homem melhor após uma decisão da qual se arrependeu", acrescentou Ballestero.

Assim que a morte de Kobe Bryant foi reportado, quando ainda não havia sido noticiada a morte da filha Gianna, o Arcebispo de Los Angeles, Dom José Gomez, prontamente enviou suas condolências e elevou suas orações pela família de Kobe.

A fé católica de Kobe Bryant o ajudou a superar momentos difíceis

Em 2001, aos 23 anos, Kobe casou-se com a Vanessa Laine, de 19 anos, quem também é católica. A cerimônia foi celebrada na igreja de Saint Edward em Dana Point, estado da Califórnia (Estados Unidos). Dois anos depois tiveram sua primeira filha.

No mesmo ano também aconteceu algo que mudaria para sempre a vida do jogador, e por essa razão precisou apoiar-se na sua fé: foi acusado de estuprar uma jovem em um quarto de hotel no Colorado.

Envergonhado, Kobe admitiu imediatamente que teve relações sexuais com a mulher, o que era um adultério contra sua esposa. Mas, sempre afirmou que não houve estupro.

Este acontecimento causou um imenso dano à sua família, e também trouxe graves consequências para sua carreira: importantes patrocinadores o abandonaram, suas camisetas deixaram de ser vendidas e obviamente, sua reputação foi muito afetada.

Um ano depois, um juiz negou as acusações de estupro. A mulher também apresentou uma denúncia civil contra Kobe, a qual foi resolvida por meio de um acordo extrajudicial. Em meio à situação, o esportista emitiu um comunicado público pedindo desculpas à mulher e à família desta, assim como à sua própria família.

Em uma entrevista com a revista GQ no começo de 2015, Kobe explicou como se sustentou em sua fé católica para passar por essa difícil provação.

O fato de perder meus patrocinadores “era na verdade a última das minhas preocupações. Tinha medo de ser preso? Sim. Tinha 25 anos, cara. Estava aterrorizado. A única coisa que realmente me ajudou durante esse momento –sou católico, cresci como católico, meus filhos são católicos– foi falar com um sacerdote”.

“Na verdade, foi um pouco engraçado”, recordou Bryant, pois “ele olhou para mim e disse ‘Você é culpado? ’ e eu respondi: ‘é obvio que não’. Em seguida, me perguntou ‘Você tem um bom advogado? ’ disse: ‘Oh, sim, ele é muito bom’. Então ele simplesmente disse ‘Então deixe estar. Segue em frente. Deus não te dá nada que você não possa suportar, e está nas mãos dele agora. Isto é algo que você não pode controlar. Por isso deixe as coisas acontecerem”. E esse foi o momento decisivo".

Kobe e sua esposa permaneceram juntos durante alguns anos depois das acusações, e inclusive tiveram outra menina. Mas em 2011, sua esposa pediu o divórcio. Felizmente, em 2013 suspenderam o trâmite de divórcio e se reconciliaram.

Kobe se retirou do basquete profissional em 2016. Ele deixa a esposa, Vanessa Bryant e outras 3 filhas: Natalia, de 17 anos, Bianka Bella, 3 anos e Capri Kobe, um bebê de menos de um ano de idade.

** Artigo publicado originalmente em Catholic News Agency, traduzido e adaptado por Rafael Tavares, em 28/01/2020.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado Santo Tomás de Aquino, doutor da Igreja (28 de janeiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Jan. 20 / 05:00 am (ACI).- A Igreja Católica recorda neste dia 28 de janeiro Santo Tomás de Aquino, filósofo, teólogo e doutor da Igreja, dotado de grande humildade e autor da famosa “Suma Teológica”. É o santo padroeiro da educação, das universidades e escolas católicas.

Tomás nasceu em Roccasecca, perto de Aquino, em Nápoles, em meio a uma família aristocrática, entre 1225 e 1227. Morreu cedo, em 7 de março de 1274, na abadia cisterciense de Fossanova, onde foi descansar depois de se sentir mal durante viagem para participar do Concílio de Lyon, a convite do Papa Gregório X.

Quando tinha cinco anos, recebeu seu primeiro treinamento com os monges beneditinos de Montecassino. Diz-se que, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, perguntou: “Quem é Deus?”. Ele era muito estudioso e tinha vontade de oração e meditação.

Em 1236, ingressou na Universidade de Nápoles. Captava os estudos com maior profundidade e lucidez que seus mestres.

Mais tarde, quando decidiu ingressar na Ordem de São Domingos, teve que enfrentar a resistência de sua família. Chegou a fugir para a Alemanha, mas foi pego no caminho por seus irmãos que o prenderam no castelo.

Entretanto, nem mesmo isso o dissuadiu de seu desejo de seguir a vida religiosa. Seguiu para Colônia, na Alemanha, onde foi instruído por Santo Alberto Magno.

Seu jeito silencioso e aparência robusta lhe renderam o apelido de “boi mudo” pelos companheiros que zombavam dele.

Mas, Tomás se tornou conselheiro dos Papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X. Até mesmo o rei São Luís, da França o consultava sobre os assuntos importantes. Lecionou em grandes universidades, como de Paris, Roma, Bologna e Nápoles.

Embora Santo Tomás tenha vivido menos de cinquenta anos, escreveu mais de sessenta obras, algumas curtas, outras muito longas. Isso não significa que toda a produção real foi escrita diretamente à mão; secretários o ajudaram, e seus biógrafos asseguram que ele poderia ditar a vários escribas ao mesmo tempo.

Sua obra “Suma Teológica” imortalizou o santo. Ele próprio a considerava simplesmente um manual de doutrina cristã para estudantes. Na verdade, é uma exposição completa, ordenada por critérios científicos da teologia e também um resumo da filosofia cristã.

Foi canonizado por João XXII, em 18 julho de 1323. No dia 28 de janeiro de 1567, foi declarado Doutor da Igreja por São Pio V. Logo passou, então, a ser chamado “doutor angélico”.

Seus restos mortais estão em Toulouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia suas obras, se encontra em Roma.

Santo Tomás de Aquino é representado com o Espírito Santo, um livro, uma estrela ou raios de luz sobre seu peito e a Igreja.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Dia da Memória: Liliana Segre, contar o horror sem semear ódio

Senadora italiana vitalícia Liliana Segre

No Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, que coincide este ano com o 75º aniversário da libertação do campo nazista de Auschwitz-Birkenau, a senadora Liliana Segre, testemunha da Shoah, fala sobre o valor da memória e diz estar preocupada com a difusão de sentimentos xenófobos.

Fabio Colagrande e Antonella Palermo - Cidade do Vaticano

“O aniversário da crueldade indescritível que a humanidade descobriu setenta e cinco anos atrás deve ser um chamado a  parar, permanecer em silêncio e fazer memória. É necessário para não nos tornar indiferentes.”

Estas palavras foram proferidas pelo Papa Francisco ao receber no Vaticano, na última segunda-feira (20/01), a delegação do Centro “Simon Wiesenthal”, referindo-se ao 75º da libertação do Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau, celebrado nesta segunda-feira, 27 de janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

“Se perdermos a memória, aniquilamos o futuro”, disse ainda o  Papa naquela ocasião. Estas palavras foram comentadas, nos microfones da Rádio Vaticano Itália, pela senadora Liliana Segre, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, onde foi deportada aos 13 anos, testemunha da Shoah.

Segre: Luto há tantos anos para que nada se perca de toda a dor de muitas vítimas, nada seja esquecido dos horríveis e indizíveis fatos que aconteceram em Auschwitz e outros campos. É por isso que eu acredito que é muito importante estudar a história, que caminha de mãos dadas com a memória, porque sem história não há memória. Por isso, modestamente, faço minhas estas palavras do Papa: “Se perdermos a memória, aniquilamos o futuro”, embora eu não tenha autoridade para tal. Eu as faço minhas porque as sinto profundamente, depois de ter vivido aquele período que para mim é inesquecível e do qual, por necessidade, me fiz testemunha. Durante muitos, muitos anos encontrei rapazes e moças para contar a minha história, mas sem nunca falar de ódio. Este é também outro aspecto em que concordo com o Papa: arar o terreno em que cresce o ódio, semeando a paz.

O presidente da República Sergio Mattarella, num encontro no Yad-Vashem, em Jerusalém, no 75° aniversário de libertação de Auschwitz, definiu o seu testemunho “um patrimônio precioso da Itália”...

Segre: Agradeço ao presidente que me dá sempre muita atenção, mas eu nunca teria a coragem de definir-me um ‘patrimônio’. Só sei que depois de muitos anos de silêncio, a um certo ponto, encontrei a força para falar na primeira pessoa sobre o que eu tinha vivido quando era adolescente. Certamente há pontos fixos no meu relato da experiência nos campos de extermínio nazistas, que é sempre feito “como avó” e não apenas como uma sobrevivente. A minha história pretende ser sempre um aviso para as crianças, para que se tornem fortes e saibam fazer as escolhas certas. Aprendam a não ouvir quem grita mais forte, mesmo que muitas vezes seja mais fácil, mas ter muita confiança em si mesmas, porque eu experimentei a força que se pode ter, até mesmo nos momentos mais difíceis, para ir em frente ‘um passo depois do outro’ sem se deixar abater. Talvez seja este ensinamento que espero transmitir como avó: não odiar e não se vingar, mas ao mesmo tempo não esquecer. Ser forte tanto para os outros quanto para si mesmo.

O que significam para a senhora os 75 anos de libertação de Auschwitz?

Segre: Eles têm um significado muito especial para mim porque eu não estava lá em Auschwitz no dia 27 de janeiro quando os russos entraram e descobriram aquele horror. Durante dias eu estava fazendo a chamada “Marcha da morte”, que durou meses. Li depois da guerra que éramos quase 56 mil, nós prisioneiros de vários campos, obrigados pelos nazistas a deixar os lugares onde os russos estavam chegando. Naquele dia de 1945, eu não estava ali: estava numa estrada polonesa ou numa estrada alemã, arrastando-me pela neve, tentando não morrer. Quando fui libertada já era final da Primavera, era final de abril, talvez início de maio. Só li sobre a Libertação de Auschwitz mais tarde, quando voltei  à vida civil. Acho certo, porém, que essa data tenha se tornado um símbolo: é certamente uma forma de fazer memória, é uma maneira para que se ensine nas escolas, não sei por mais quanto tempo, o que aconteceu naquele lugar que foi o pior de todos os campos de extermínio, se é que é possível fazer uma classificação.

Está preocupada com os sentimentos de xenofobia que hoje parecem novamente difundidos na Itália e na Europa?

Segre: Eu fui considerada ‘diferente’, por causa das leis raciais fascistas, quando eu tinha 8 anos. Sei o que é ser considerado ‘diferente’, quando a gente se sente ‘igual’. Portanto, é óbvio que, com grande preocupação, acompanho, há anos, esse reaparecimento de sentimentos de ódio que são o oposto da acolhida, que são o oposto da fraternidade. Sim. Estou muito preocupada com essa onda que não é anômala, mas é o resultado da crise econômica, o resultado de ensinamentos errados, de soberanias e populismos que fizeram com que homens e mulheres comuns tenham medo de seus vizinhos.

A senhora anunciou recentemente que decidiu suspender os encontros com escolas e estudantes que vem conduzindo há anos como testemunha da Shoah. Pode confirmar isso?

Segre: Quase me faz rir ao ver o espanto de alguém diante da escolha de uma mulher de 90 anos como eu, porque essa é a idade que farei neste 2020, que durante 30 anos tentou cumprir o seu dever como testemunha e a um certo ponto resolveu dizer basta. Sejamos claros: enquanto eu viver, eu estarei sempre presente nessa questão, mas não irei mais de escola em escola, porque não quero mais. A memória daquela menina que eu era, com o tempo tornou-se traumática para mim que agora sou avó de mim mesma.

O que lhe deu esta experiência de encontro com os jovens?

Segre: Deu-me muita coisa. O que eu talvez lhes tenha dado, como avó, é pouco, comparado com o que milhares de netos ‘eletivos’ me deram. Eu os reencontro às vezes, depois de anos, agora que eles se tornaram adultos e são professores. Esses encontros são sempre extremamente afetuosos e enriqueceram muito a minha vida.

Muito obrigado Senadora Segre por mais esse testemunho aos microfones da Rádio Vaticano.

Segre: Sou eu quem lhe peço para agradecer ao Papa Francisco por suas palavras. Obrigada.

 27 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



75 anos da libertação de Auschwitz: Bispos da Europa condenam antissemitismo


Campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Crédito: Conselho das Conferências Episcopais da Europa

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jan. 20 / 11:00 am (ACI).- Passados 75 anos da libertação do campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau, os Bispos Católicos da Europa condenaram o racismo, a xenofobia e o antissemitismo, fazendo um chamado a um renovado compromisso humano pela paz e o perdão.

Em um comunicado publicado em 25 de janeiro, os líderes do Conselho das Conferências Episcopais da Europa e da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia assinalaram que “75 anos já se passaram desde a libertação do campo de concentração alemão de Auschwitz-Birkenau (27/01/1945) e este lugar ainda inspira terror”.

“Na hora da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, vamos acender uma vela e rezar pelas pessoas mortas nos campos de extermínio, de todas as nacionalidades e religiões e por todos os parentes. Que a nossa oração possa aumentar a reconciliação e a fraternidade, da qual a hostilidade, os conflitos destrutivos e os maus entendidos alimentados são o oposto”.

Os bispos assinalaram que Auschwitz-Birkenau “se tornou um local de extermínio em massa do povo judeu. No campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, os nacional-socialistas alemães assassinaram mais de um milhão de judeus, dezenas de milhares de poloneses (70-75.000), romenos (21.000), russos (15.000) e muitos milhares de prisioneiros de outras nacionalidades”.

“Devido à enormidade das vítimas judias, é o maior lugar de genocídio em massa no mundo”, acrescentaram.

O campo de concentração, localizado na Polônia, foi libertado pelo Exército Vermelho Soviético em janeiro de 1945, cinco meses antes da rendição da Alemanha, ao finalizar as batalhas na Europa da Segunda Guerra Mundial.

“Auschwitz se tornou um símbolo de todos os campos de concentração alemães, inclusive de todos os lugares de extermínio”, disseram os bispos.

“Aqui, os nazistas tomaram o poder de decidir quem é humano e que não é. Aqui a eutanásia se encontrou com a eugenia”.

Os bispos europeus assinalaram que “Auschwitz-Birkenau é um resultado do sistema baseado na ideologia do nacional-socialismo, que significou pisotear a dignidade do homem, que é feita à imagem de Deus. Outro totalitarismo, chamado comunismo, agiu de forma bastante semelhante, também alcançando um número de vítimas de milhões”.

Destacaram ainda que São João Paulo II, o hoje Papa Emérito Bento XVI e o Papa Francisco visitaram o campo de concentração.

São João Paulo II, que era polonês, “cruzou a porta do campo que leva a inscrição ‘Arbeit mach frei’ (N.d.T.: O trabalho te torna livre), passou um momento na cela onde morreu São Maximiliano Maria Kolbe e rezou no pátio do bloco nº 11, onde se disparava contra os prisioneiros. Em seguida, foi a Brzezinka e aí celebrou a Santa Missa”, indicaram.

Os bispos disseram que o aniversário de libertação de Auschwitz os “obriga a contrastar com força todos os atos que ameaçam a dignidade humana: racismo, xenofobia e antissemitismo”.

“Neste aniversário, apelamos ao mundo moderno pela reconciliação e a paz, pelo respeito do direito de cada nação para existir e viver em liberdade, para ver reconhecida a própria independência, para manter a própria cultura”, assinalaram.

“Não podemos permitir que a verdade seja ignorada ou manipulada por exigências políticas imediatas. Este apelo considerado extremamente importante hoje, porque, mesmo com as dramáticas experiências do passado, o mundo em que vivemos ainda é objeto de novas ameaças e manifestações de violência”.

“Guerras cruéis, casos de genocídio, perseguições e várias formas de fanatismo continuam se verificando, mesmo se a história nos ensina que a violência não leva nunca à paz, mas, ao contrário, provoca outra violência e a morte”, acrescentaram.

Ao finalizar sua mensagem, os bispos europeus expressaram seu desejo de que “o poder do amor de Cristo prevaleça em nós”.

Publicado originalmente em CNA. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Ângela de Mérici, fundadora das Ursulinas (27 de janeiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jan. 20 / 05:00 am (ACI).- “Se alguém, por seu estado de vida, não pode viver sem riquezas e posição, pelo menos, mantenha seu coração vazio do amor e estas”, costumava dizer Santa Ângela de Mérici, fundadora da primeira ordem de mulheres dedicada ao ensino, chamada as Ursulinas. Sua festa é celebrada neste dia 27 de janeiro.

Santa Ângela nasceu em Desenzano, perto de Brescia, no norte da Itália, por volta de 1470 ou 1474. Aos 10 anos, ficou órfã, então, ela, sua irmã e irmão foram criados por um tio com muito dinheiro.

Sua irmã mais velha faleceu de repente e a santa ficou muito preocupada porque ela tinha morrido sem os sacramentos. Foi assim que, certo dia, teve sua primeira experiência de êxtase na qual a Virgem Maria lhe apareceu.

Aos 13 anos, tornou-se terciária franciscana e viveu com muita austeridade, alimentando-se apenas de pão e vegetais em certas ocasiões. Não queria ter bens, nem uma cama, assim como Jesus, que não tinha onde recostar a cabeça.

Quando tinha 20 anos, seu tio morreu e Santa Ângela voltou para sua terra natal, onde deu catecismo aos pobres. Sua baixa estatura não lhe impediu de servir a Deus com grande amor. Em uma ocasião, viajou para a Terra Santa e perdeu a visão em Creta, mas manteve sua devoção na viagem, e a recuperou no mesmo lugar em que a perdeu.

Em 1525, foi a Roma e se encontrou com o Papa Clemente VII. O Pontífice lhe pediu que se encarregasse de um grupo de enfermeiras em Roma, mas a santa lhe revelou que havia tido uma visão na qual donzelas subiam ao céu em uma escada de luz. Isto a inspirou a formar um noviciado informal.

Na visão, as santas virgens estavam acompanhadas por anjos que tocavam doces melodias com arpas douradas. Todas tinham coroas com pedras preciosas. Mas, de repente, a música parou e Jesus em pessoa a chamou por seu nome e lhe disse para criar uma sociedade de mulheres.

Dessa maneira, o Santo Padre lhe outorgou a permissão para formar a comunidade. Santa Úrsula lhe apareceu e Santa Ângela a nomeou padroeira da comunidade.

Em 25 de novembro de 1535, na Igreja de Santa Afra de Brescia, Ângela e 28 companheiras mais jovens se uniram diante de Deus para entregar suas vidas ao serviço da educação das meninas. Foi assim que surgiu a Companhia das Ursulinas.

As mulheres da ordem não usavam hábito, mas um simples vestido preto; não faziam votos, não tinham vida de clausura, nem vida comunitária. Dedicavam-se à educação religiosa de meninas, especialmente as pobres, e ao cuidado dos doentes. As Ursulinas foram reconhecidas pelo Papa Paulo III em 1544 e se organizaram como congregação em 1565.

Santa Ângela partiu para a Casa do Pai em 1540, quatro anos depois da fundação e não pôde ver grande parte do crescimento da Congregação, mas seu exemplo de paciência e amabilidade com os pobres, enfermos e as pessoas de pouca ou quase nenhuma instrução ficaria para sempre na história.

Ao morrer, suas últimas palavras foram o nome de “Jesus” e um raio de luz brilhou sobre a santa. Em 1568, São Carlos Borromeu chamou as Ursulinas a Milão e as persuadiu a ingressar na vida de clausura.

São Borromeu, em um sínodo provincial, disse aos seus Bispos vizinhos que não conhecia uma forma melhor de reformar uma diocese do que introduzir as Ursulinas nas comunidades povoadas.

Fonte: ACI digital



“A riqueza dos anos”: I Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos

Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos sobre o tema “A riqueza dos anos”

O prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, cardeal Kevin Joseph Farrell, apresenta o encontro internacional que se realizará de 29 a 31 de janeiro, no Centro de congressos “Augustinianum”, em Roma. Contará com a participação de 550 pessoas de todo o mundo a fim de refletir sobre o papel dos idosos na Igreja e na família, contra a cultura do descarte.

Alessandro Di Bussolo/Christopher Wells/Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

Realiza-se de 29 a 31 de janeiro, em Roma, o primeiro Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos sobre o tema “A riqueza dos anos”.

Na Igreja, os idosos foram às vezes esquecidos, considerados quase um peso enquanto “devem ser protagonistas, em virtude da grande experiência que têm, graças aos muitos anos de vida”. Organizamos este seminário “para olhar o mundo e verificar o que exatamente está acontecendo na Igreja”.

Estas são as palavras do cardeal irlandês Kevin Joseph Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, numa entrevista ao Vatican News na qual explica os objetivos do primeiro Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos.

Repartição dedicada à Pastoral dos Idosos

Participam do encontro 550 pessoas, representantes das Conferências episcopais, congregações religiosas, associações e movimentos leigos de 60 países de todos os continentes, engajados na Pastoral da Terceira Idade, que se encontrarão no Centro de congressos “Augustinianum”, em Roma, perto da Praça São Pedro.

Um congresso que deseja aprofundar algumas reflexões sobre os idosos, propostas pelo Papa Francisco desde o início de seu pontificado, sublinhando o papel deles na transmissão da fé, no diálogo com os jovens e na proteção das raízes dos povos. Para responder aos pedidos do Papa Francisco, foi criado, dentro do dicastério, uma repartição que cuidará da Pastoral dos Idosos nas relações com as Conferências episcopais, conforme o que emergir no congresso.

O Papa: “Devemos inventar um pouco a velhice”

Diante do prolongamento da média de vida e do envelhecimento da população, o Papa Francisco enfatizou que “até a espiritualidade cristã foi surpreendida um pouco” e esperava uma reflexão eclesial renovada sobre o que definiu como “bênção de uma vida longa”. Aos idosos, o Papa pediu para serem protagonistas e “não puxar os remos no barco” porque “devemos inventar um pouco a velhice”.

A vocação dos idosos e sua contribuição na família

No Congresso de Roma, tentaremos encontrar maneiras para combater a venenosa “cultura do descarte” e construir com tenacidade uma sociedade diferente, mais acolhedora, mais humana e mais inclusiva, que não precisa descartar aqueles que são vulneráveis no corpo e na mente. Uma sociedade que mede seu próprio “passo” nessas pessoas. “A Igreja não pode aceitar que os idosos permaneçam privados de um contexto familiar”, lê-se no comunicado divulgado pelo Dicastério, e quando isso falta, a Igreja sente-se chamada a tornar-se uma família para todos aqueles que vivem na solidão. Os idosos precisam de uma família e as famílias precisam dos idosos!”

Nunca se aposenta do Evangelho

“O aumento da expectativa de vida e a melhoria generalizada das condições de saúde”, escreve o Dicastério, “deram a muitas pessoas uma estação de vida a mais: livres de compromissos de trabalho, mas ainda em boa saúde”. Anos para viver de maneira cristã, porque “nunca se aposenta do Evangelho!”. Durante os trabalhos, tentaremos responder a perguntas como: Existe uma vocação específica para a velhice? Qual a contribuição dos idosos na família? E qual é a sua vocação particular na Igreja?

Programa e relatores

O programa é dividido em três sessões: “A Igreja ao lado dos idosos”, “A família e os idosos” e “A vocação dos idosos”, e inclui palestras de Giuseppe De Rita, presidente do Censis, dos presidentes da Comunidade de Santo Egídio, Marco Impagliazzo, e do Movimento dos Focolares, Maria Voce, do cardeal José Tolentino de Mendonça, arquivista e bibliotecário de Santa Romana Chiesa, de Donatella Bramanti, da Universidade Católica do Sagrado Coração, e da responsável pela Pastoral do Adulto da Conferência Episcopal Argentina, Maria Elisa Petrelli. As conclusões são confiadas ao padre Alexandre Awi Mello, secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

O cardeal Kevin Joseph Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, apresenta os temas do congresso na conversa com Christopher Wells.

Cardeal Farrell: Acredito que o próprio título do encontro, “A riqueza dos anos”, reconheça a todos nós uma certa experiência de vida. Na Igreja, de certa forma, os idosos foram às vezes esquecidos. Quem trabalhou numa paróquia, sobretudo nos países desenvolvidos, sabe que os idosos vivem uma existência muito solitária. Às vezes eles são deixados de lado: o Papa Francisco fala, vocês sabem, da “cultura do descarte”, que significa que os nossos idosos são marginalizados. O que acontece em algumas de nossas paróquias, acontece nas dioceses, acontece em todos os lugares. Os idosos são, às vezes, considerados um peso: um peso para as famílias, um peso para a sociedade e um peso para a Igreja. É essa filosofia subjacente de vida que de alguma forma os coloca de lado. Em vez disso, eles devem ser protagonistas em virtude da grande experiência que têm, graças aos muitos anos de vida vividos.

O que o Papa Francisco quer dizer quando afirma que os idosos devem ser protagonistas?

Cardeal Farrell: Acredito que o que o Papa Francisco quer dizer é que devemos primeiramente cuidar dos idosos. Devemos ter, em todas as nossas paróquias, programas voltados para o cuidado e apoio aos idosos. Que efeito teria sobre nós se nos sentíssemos abandonados, inseridos numa família dispersa pelos quatro ventos e, portanto, realmente sozinhos, num mundo em constante mudança, num mundo em que as pessoas se deslocam constantemente de um país para outro? Os jovens vão de um lado para o outro e vão embora de suas famílias. Por isso, pode se tornar uma situação pesada e difícil. Para que os idosos se tornem protagonistas, a Igreja precisa alcançá-los e cuidar deles. Essa é uma das razões pelas quais organizamos esse seminário: olhar o mundo e verificar o que exatamente está acontecendo na Igreja.

Como os idosos podem ser protagonistas na Igreja?

Cardeal Farrell: Acredito que seja importante dentro da Igreja aproveitar os muitos anos de experiência de vida que os idosos têm. Muitas vezes penso na necessidade que a Igreja tem hoje de crescer os jovens na fé com a ajuda dos avós. As gerações das pessoas que têm atualmente trinta, quarenta e até mesmo cinquenta anos não possuem um grande conhecimento da fé, enquanto as pessoas que viveram a fé católica por muitos anos têm muito para oferecer e nós devemos fazer delas protagonistas na Igreja. Não no sentido de “importância”, mas de ajudá-las a encontrar um sentido da vida na realidade do mundo de hoje. Acredito que é isso que o Papa Francisco quer dizer e é por isso que ele nos encorajou, que nos pediu para fazer alguma coisa e conversar. A nossa tarefa é trabalhar junto com as Conferências Episcopais e com cada bispo no mundo e promover um apostolado e conscientização em relação aos idosos. Essa iniciativa despertou muito interesse. Participarão 550 pessoas de 60 países diferentes: realmente incrível!

23 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



domingo, 26 de janeiro de 2020

Papa: vamos dar espaço à Palavra de Deus, lendo diariamente a Bíblia, inclusive no celular


Ao pronunciar a homilia na missa que, pela primeira vez, celebra o Domingo da Palavra de Deus, Francisco nos encorajou novamente a ler o Evangelho todos os dias. A cerimônia foi instituída no ano passado e, neste domingo (26), foi celebrada para fortalecer e recuperar a identidade cristã, através da familiaridade com a Bíblia: “vamos ler diariamente qualquer versículo”, trazendo o Evangelho no bolso ou mesmo lendo pelo celular, disse o Papa.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

Pela primeira vez a Igreja celebrou o Domingo da Palavra de Deus dedicado ao estudo e à difusão do Evangelho. Esse dia é celebrado sempre no III Domingo do Tempo Comum, desde a instituição do Papa em setembro de 2019, para fortalecer e recuperar a identidade cristã, através da familiaridade com a Bíblia.

Na homilia deste domingo (26), na Basílica de São Pedro, Francisco se inspirou nas leituras do dia para voltar às origens da pregação de Jesus, que relata como, onde e a quem começou a pregar.

A missão pública de Jesus começou com a base de todos os discursos de Jesus, ao nos dizer que “o Reino do Céu está próximo”, que dizer que “Deus está próximo” porque se fez homem. E essa mensagem, que é de alegria ao tomar a condição humana, disse o Papa, não foi num “sentido de dever, mas por amor”. E, por isso, pediu para mudarmos de vida, de “passar da escuridão à luz”, com a força da sua Palavra.

“Mudem de vida porque começou um modo novo de viver: acabou o tempo de viver para si mesmo, começou o tempo de viver com Deus e para Deus, com os outros e para os outros, com amor e por amor.”

Ao observar onde Jesus começou a pregar, Francisco lembrou que foram “a partir das regiões então consideradas ‘tenebrosas’”, onde moravam pessoas muito diferentes entre si, em termos de povos, línguas e culturas:

“Não era certo o lugar onde se encontrava o povo eleito na sua pureza religiosa melhor. E, no entanto, Jesus começou de lá: não do átrio do templo de Jerusalém, mas do lado oposto do país, da Galileia dos gentios, de um local de fronteira, de uma periferia. Disso mesmo podemos tirar uma lição: a Palavra que salva não procura lugares refinados, esterilizados, seguros. Vem à complicação dos nossos dias, às nossas obscuridades. Hoje, como então, Deus deseja visitar aqueles lugares, onde se pensa que lá Ele não vai.”

Por fim, para quem Jesus iniciou a pregar?

“Os primeiros destinatários da chamada foram pescadores: não pessoas atentamente selecionadas com base nas suas capacidades, nem homens piedosos que estavam no templo a rezar, mas gente comum que trabalhava. Pessoas normais, que trabalhavam.”

Para seguir Jesus, finalizou o Papa, “não bastam os bons propósitos; é preciso ouvir dia a dia a sua chamada”. Dessa forma, Francisco enaltece a importância de saber escutar, em meio a milhares de palavras todos os dias, “a única Palavra que não nos fala de coisas, mas de vida”.

“Queridos irmãos e irmãs, demos espaço à Palavra de Deus! Vamos ler diariamente qualquer versículo da Bíblia. Começar pelo Evangelho: mantê-lo aberto no cômodo de casa, trazê-lo conosco no bolso, visualizá-lo no celular; deixemos que nos inspire todos os dias. Descobriremos que Deus está perto de nós, ilumina as nossas trevas, amorosamente impele para conduzir a nossa vida.”

26 janeiro 2020 /  Fonte: Vatican News

Papa no Angelus: confiar na Palavra de Deus que muda o mundo e os corações

"É daqui que começa um verdadeiro caminho de conversão", afirmou o Papa Francisco na alocução que precedeu a Oração Mariana do Angelus deste domingo (26). Uma "adesão ao Senhor", acrescentou, que não pode ser reduzida a um esforço pessoal, mas com abertura confiante de coração e mente.

Andressa Collet , Silvonei José – Cidade do Vaticano

Depois da missa celebrada na Basílica de São Pedro, por ocasião do Primeiro Domingo da Palavra de Deus, o Papa Francisco, na alocução que precedeu a Oração Mariana do Angelus deste domingo (26), se concentrou no Evangelho do dia, de quando começou a missão pública de Jesus. Uma pregação que começa ao pronunciar as seguintes palavras:"Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo". Um anúncio poderoso como um “feixe de luz que atravessa as trevas e corta a névoa”, disse Francisco.

“Com a vinda de Jesus, luz do mundo, Deus Pai mostrou à humanidade a sua proximidade e amizade”, comentou o Papa, dadas gratuitamente e que não são um mérito nosso: “são um dom gratuito de Deus. Nós devemos tutelar esse dom”, explicou o Pontífice, que fez um apelo para um “verdadeiro caminho de conversão”:

“Tantas vezes é impossível mudar a própria vida, abandonar o caminho do egoísmo, do mal, abandonar a estrada do pecado, porque o compromisso de conversão está centrado apenas em si mesmo e nas próprias forças, e não em Cristo e no seu Espírito. Mas nossa adesão ao Senhor não pode ser reduzida a um esforço pessoal, não. Acreditar nisso também seria um pecado de soberba. A nossa adesão ao Senhor não pode se reduzir a um esforço pessoal, ao contrário, deve ser expressa em uma abertura confiante de coração e mente para acolher a Boa Nova de Jesus. É essa, a Palavra de Jesus, a Boa Nova de Jesus, o Evangelho – que muda o mundo e os corações! Somos chamados, portanto, a confiar na palavra de Cristo, a nos abrir à misericórdia do Pai e a nos deixar ser transformados pela graça do Espírito Santo.”

26 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



Hoje são celebrados São Timóteo e São Tito, discípulos de São Paulo Apóstolo (26 de janeiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 26 Jan. 20 / 05:00 am (ACI).- São Timóteo e São Tito foram discípulos de São Paulo, presidiram as comunidades cristãs da ilha de Éfeso e de Creta, respectivamente. Do mesmo modo, a eles foram dirigidas três cartas atribuídas a são Paulo. A festa de ambos é celebrada neste 26 de janeiro, o dia seguinte à festa da Conversão do Apóstolo dos gentios.

São Timóteo nasceu em Listra, filho de pai pagão e de mãe judia-cristã. No Novo Testamento, aparece como discípulos mais próximo a São Paulo, com quem realizou várias viagens.

O Apóstolo o nomeou Bispo de Éfeso e lhe escreveu duas cartas para orientá-lo na direção de suas comunidades: Primeira e Segunda Carta a Timóteo. Algumas de suas relíquias repousam na Itália desde 1239 na Catedral de Termoli, procedentes de Constantinopla.

São Tito aparece nas cartas de São Paulo, a quem acompanhou ao Concílio de Jerusalém. Depois de pregar em várias cidades, São Paulo o consagrou Bispo da ilha de Creta.

“Certa é esta doutrina, e quero que a ensines com constância e firmeza, para que os que abraçaram a fé em Deus se esforcem por se aperfeiçoar na prática do bem. Isto é bom e útil aos homens”, recomendou São Paulo a Tito (Tt 3,8)

Fonte: ACI digital



O que dizer ao padre na hora da Confissão?


Marko Vombergar - ALETEIA.ORG-(CC BY-NC-SA 2.0)

Redação da Aleteia / Arquidiocese de São Paulo |

Um exame de consciência bem feito vai te ajudar a encontrar a resposta

Nervoso(a), inseguro(a), ansioso(a). Você se sente assim antes de se confessar? Saiba que você não está sozinho. Esses sentimentos são comuns a muitas pessoas. Isso porque o fato de abrir nosso coração a alguém, mesmo que seja seu pároco de confiança ou um padre desconhecido, pode ser uma tarefa desafiadora.

O Padre Cido Pereira escreveu sobre o assunto no Jornal O S. Paulo, da Arquidiocese de São Paulo. Ele respondeu uma dúvida de um leitor, que não sabia o que dizer ao padre na hora da confissão. Confira a explicação do sacerdote:

“Os sete sacramentos da Igreja, sinais sensíveis da graça de Deus para toda a nossa vida, estão divididos em sacramentos da iniciação cristã – o Batismo, a Crisma e a Eucaristia; sacramentos da cura – a Penitência e a Unção dos Enfermos; e os sacramentos do serviço – a Ordem e o Matrimônio.

É perfeita essa divisão, porque entramos na família de Deus pelo Batismo. Somos confirmados na fé pela Crisma e alimentados pela Eucaristia. Na Penitência, o Senhor cura as feridas que o pecado faz em nossa alma, e a Unção dos Enfermos cura as feridas do nosso corpo. No Matrimônio, homem e mulher são unidos por Deus para servir a humanidade. E a Ordem consagra os escolhidos de Deus para servir, como Jesus, santificando, ensinando e governando o Povo de Deus.

Você tem certa dificuldade com o sacramento da Penitência. Eu penso que se você considerar e seguir um itinerário iluminado pela fé, você vai aproveitar mais a força deste sacramento.

O primeiro passo é a consciência do pecado, a certeza de não ter amado a Deus e aos irmãos e de ter descumprido a Lei que Deus nos ofereceu. Digamos assim: sentimos no coração que dissemos um não consciente a Deus, rejeitando sua vontade a nosso respeito.

O exame de consciência sincero e sem inventar desculpas vai nos mostrar em que nos desviamos do caminho, em que distância nos colocamos de Deus e de sua santa vontade. Os mandamentos do Senhor nos ajudam no exame de consciência.

Descobrir em que pecamos é pouco. Precisamos dar mais um passo. Arrepender-se e decidir voltar para o Pai, como fez o filho pródigo da parábola de Jesus.

Vem, então, a confissão ao sacerdote, ao padre. O pecado não ofendeu só a Deus. Ele nos afastou de Deus e dos irmãos. Nada melhor de que ir ao sacerdote para confessar os pecados. Contar o pecado, sem estender-se na história dele. O padre vai ouvi-lo. Se precisar, vai procurar entender a dimensão e as consequências do pecado e suas consequências na vida cristã.

Enfim, o padre vai pedir que seja feita alguma coisa que demonstre seu desejo de reparar o mal feito, o não dado a Deus.

Por fim, o padre absolve o penitente em nome do Deus uno e Trino. Pronto. Você voltou à casa do Pai, recuperou sua dignidade de filho de Deus. É isso aí, meu querido irmão. Vamos lá! Força! Que Deus o abençoe.”

Fonte: Aleteia



Faça esta oração antes da comunhão quando sua alma precisar ser renovada


Marko Vombergar - ALETEIA.ORG-(CC BY-NC-SA 2.0)

Philip Kosloski |

Aqui está uma oração poderosa que pode ajudar a reacender seu desejo pela Eucaristia

É tentador participar da missa no domingo e simplesmente seguir em frente. Sentamos, ajoelhamo-nos e entramos na fila para receber a comunhão. Nosso coração muitas vezes não está realmente lá.

Uma maneira de superar isso é fazer uma breve oração antes da comunhão. Normalmente, as melhores orações são aquelas que vêm do nosso coração, mas às vezes não nos sentimos inspirados e não sabemos o que rezar para que nossa alma desperte.

Aqui está uma oração do Manual de Ouro que é chamada de “Ato do Desejo”. Às vezes, tudo o que é necessário para reacender nosso desejo pela Eucaristia é orar palavras que estimulam nossa imaginação e tocam as profundezas do nosso coração.

Assim como o cervo cansado tem sede das fontes de água, minha alma ofega por Ti, meu Salvador, meu Senhor e meu Deus. Anseia ardentemente beber nas fontes que o seu amor abriu para seu conforto e alívio.
Cansado dos meus próprios maus caminhos, dirijo-me com fome e sede, clamando em voz alta: Tende piedade de mim, ó Filho de Deus, e me permita provar do Teu banquete, para que minha alma se refresque.
Que minha alma realmente sinta fome de Ti, o pão dos anjos, o alimento das almas abençoadas, e que tudo que está dentro de mim possa se deliciar com o sabor da Tua doçura!
Desejo para sempre renunciar à minha fraqueza e, de coração, peço que, de agora em diante, minha alegria, meu alívio, meu tesouro e descanso possam estar inteiramente centrados em Ti. Que eu nunca deseje nada além de Ti; e que todas as coisas pareçam nada sem Ti, ó meu Deus.

Fonte: Aleteia



De Nazaré a Cafarnaum-3° Domingo do Tempo Comum (Ano A)


DE NAZARÉ A CAFARNAUM

3° Domingo do Tempo Comum
 – Ano A

Evangelho de Mateus 4,12-23 ou 12-17

12 Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13 Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14 no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15 “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16 O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17 Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo”. 18 Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19 Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20 Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21 Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai, Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. 22 Eles imediatamente deixaram a barca e o pai e o seguiram. 23 Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo.
Reflexão

DE NAZARÉ A CAFARNAUM

Ao deixar Nazaré onde fora criado e vivera por longos anos, Jesus escolheu como base de sua pregação a cidade de Cafarnaum, às margens do lago da Galiléia. Ele poderia ter-se dirigido a Jerusalém, na Judéia, a Cidade Santa do judaísmo. Todavia, a escolha da Galiléia como ponto de partida de sua pregação foi intencional, devido ao simbolismo ligado àquela região.

No passado, os habitantes do norte de Israel foram vitimados por tropas estrangeiras, que invadiram o território judeu. Além disso, para impor sua dominação, trocaram a população local por outra, trazida do exterior. Daí em diante, apelidou-se de "Galiléia dos Pagãos" o território ocupado por populações não judaicas, tendo abatido sobre elas, desde então, um grande desprezo.

O texto de Isaías, citado no Evangelho, tem como pano de fundo este fato. Falando do futuro, o profeta diz que o país mergulhado nas trevas haveria de contemplar uma grande luz. Um passado de humilhação daria lugar a um futuro glorioso, com a chegada do Messias que poria fim à história tenebrosa do norte de Israel.

Jesus escolheu começar e concluir seu ministério entre os pagãos, os marginalizados e as vítimas de preconceitos. À Judéia, onde se pensava viverem os judeus fiéis, o Mestre foi apenas para morrer. Depois de ressuscitar, ele retornou à Galiléia para enviar os apóstolos por todo o mundo, a fim de pregar o Evangelho do Reino.

Oração do Dia

Pai, faze-me compreender que os pobres e os marginalizados são os destinatários privilegiados do Evangelho do Reino; para eles tua luz deve brilhar em primeiro lugar.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.




sábado, 25 de janeiro de 2020

Papa Francisco: sem cansar, invoquemos o dom da unidade entre os cristãos


O Pontífice conclui na tarde deste sábado (25), com a celebração das Vésperas da Conversão de São Paulo, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. A celebração na Basílica de São Paulo Fora dos Muros reuniu representantes de diversas Igrejas e comunidades eclesiais. Na homilia, o Papa encorajou a “juntos, sem nunca nos cansarmos, continuar a rezar para invocar a Deus o dom da plena unidade entre nós”.

Andressa Collet, Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

No final da tarde deste sábado (25), no dia da conversão de São Paulo Apóstolo e de conclusão da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, o Papa Francisco presidiu as Vésperas na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma. Na homilia, o Pontífice, mais uma vez, levantou o tema de reflexão deste ano: o da hospitalidade, desenvolvido pelas Igrejas cristãs de Malta e Gozo, a partir do Livro dos Atos dos Apóstolos que trata do argumento ao receber – com gentileza e humanidade - Paulo e seus companheiros na ilha Malta.

A viagem ecumênica conjunta

Trata-se também da “nossa viagem ecumênica”, ressaltou o Pontífice, conduzida à unidade que Deus tanto deseja. Uma viagem feita inclusive por “fracos e vulneráveis” e pouco materialmente a oferecer, mas que “alicerçam a própria riqueza em Deus”, como as comunidades cristãs:

“Mesmo as menores e menos relevantes aos olhos do mundo fazem a experiência do Espírito Santo, vivem o amor a Deus e ao próximo, têm uma mensagem a oferecer a toda a família cristã. Pensemos nas comunidades cristãs marginalizadas e perseguidas. [...] Enquanto discípulos de Jesus, devemos, portanto, estar atentos a não nos deixarmos atrair por lógicas mundanas, mas nos colocar à escuta dos pequenos e dos pobres, porque Deus ama enviar suas mensagens por meio deles, que mais se assemelham ao seu Filho feito homem.”

Abraçar as comunidades

Outro aspecto abordado pelo Papa nos orienta à prioridade de Deus que é a salvação de todos, como aconteceu  no naufrágio de Paulo, quando cada um contribuiu para a salvação de todos:

“É um convite a não nos dedicarmos exclusivamente às nossas comunidades, mas a nos abrir ao bem de todos, ao olhar universal de Deus, que se encarnou para abraçar todo gênero humano e que morreu e ressuscitou para a salvação de todos. Se, com sua graça, assimilamos sua visão, podemos superar nossas divisões. [...] Também entre os cristãos, cada comunidade tem um dom para oferecer aos outros. Quanto mais olharmos para além dos interesses de parte e superarmos as heranças do passado no desejo de avançar em direção a um ancoradouro comum, mais seremos capazes de espontaneamente reconhecer, acolher e compartilhar esses dons.”

A gentileza com irmãos cristãos

O Papa Francisco então revelou um terceiro e último aspecto, que também estava no centro desta Semana de Oração: a hospitalidade. O Pontífice lembrou de como os habitantes de Malta acolheram Paulo e seus companheiros, com gentileza e benevolência. “O fogo aceso na praia para aquecer os náufragos é um belo símbolo do calor humano que inesperadamente nos rodeia”, acrescentou.

“Desta Semana de Oração, gostaríamos de aprender a ser mais hospitaleiros, antes de tudo entre nós, cristãos, também entre irmãos de diferentes confissões. A hospitalidade pertence à tradição das comunidades e das famílias cristãs. Nossos idosos nos ensinaram com o exemplo, que à mesa de uma casa cristã sempre há um prato de sopa para o amigo de passagem ou para o necessitado que bate à porta.”

O Papa exortou ainda para não perdermos esses costumes que são do Evangelho e devem ser reavivados. E ao saudar representantes das diversas Igrejas e comunidades eclesiais reunidas para a celebração, o Pontífice finalizou:

“Juntos, sem nunca nos cansarmos, continuemos a rezar para invocar a Deus o dom da plena unidade entre nós.”

25 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



Papa Francisco recorda um ano da tragédia em Brumadinho


"Rezemos pelos 272 irmãos e irmãs que foram soterrados. E lamentamos a contaminação de toda a bacia fluvial", diz o Papa em mensagem aos fiéis reunidos em Brumadinho para recordar o primeiro aniversário da tragédia.

Cidade do Vaticano

Aos fiéis reunidos para a I Romaria da Arquidiocese de Belo Horizonte a Brumadinho, o Papa Francisco pediu orações às vítimas, solidariedade aos familiares e a proteção do meio ambiente.

“Neste primeiro aniversário da tragédia de Brumadinho, rezemos pelos 272 irmãos e irmãs que foram soterrados. E lamentamos a contaminação de toda a bacia fluvial. Ofereçamos nossa solidaridade às famílias das vítimas, um apoio à Arquidiocese e a todas as pessoas que estão sofrendo e que necessitam de nossa ajuda. Com a intercessão de São Paulo, que Deus nos ajude a recuperar e proteger a nossa casa comum.”

A Arquidiocese, presidida por Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), organizou a Romaria "pela Ecologia integral" com o intuito de "rezar e refletir, caminhar e celebrar, conscientizar e indignar, cantar e esperar".

Milhares de fiéis estão reunidos desde a manhã deste 25 de janeiro (dia da tragédia) para momentos de oração, de conscientização com as comunidades indígenas e um ato em memória das vítimas.

Mais de uma vez, o Pontífice mencionou o drama da região, seja em pronunciamentos públicos, seja em momentos privados com autoridades civis e eclesiásticas. O Santo Padre mantém-se constantemente informado também através de seus colaboradores no Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.



Papa recebe o colete dos voluntários

Em fevereiro do ano passado, o então presidente da CNBB, Card. Sérgio da Rocha, teve a oportunidade de entregar ao Papa o colete utilizado por voluntários em Brumadinho. A entrega ocorreu à margem do encontro para a proteção dos menores na Igreja.

"O Papa expressa a sua solidariedade, a sua oração, acolhendo esta veste com muita atenção. Isto é, o Papa se interessou para saber melhor da própria situação em Brumadinho e expressou sua oração, sua solidariedade. Que este testemunho de atenção do próprio Papa em relação a Brumadinho motive toda a Igreja no Brasil a ter a mesma solidariedade, a querer sempre mais estar unida aos irmãos e irmãs que ali estão, mas também a oferecer a sua contribuição para que situações como ocorreu lá jamais aconteçam novamente no Brasil", disse o cardeal ao Vatican News.

25 janeiro 2020

Fonte: Vatican News




Hoje a Igreja celebra a Conversão de São Paulo (25 de janeiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 25 Jan. 20 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 25 de janeiro, a Igreja Católica celebra o dia em que São Paulo – então chamado Saulo – alcançou a conversão, a caminho de Damasco, para onde se dirigia para perseguir os cristãos.

Como se recorda, quando ia para Damasco, Saulo foi derrubado do cavalo pelo próprio Jesus por meio de uma luz do céu que brilhou sobre ele e seus companheiros, cegando-o por três dias. Durante esse tempo, Saulo permaneceu na casa de um judeu chamado Judas, sem comer nem beber.

O cristão Ananias, a pedido de Cristo, foi ao encontro de Saulo, que recuperou a vista e se converteu, recebendo o batismo e passando a pregar nas sinagogas sobre o Filho de Deus, com grande espanto de seus ouvintes. Assim, o antigo perseguidor se converteu em apóstolo e foi eleito por Deus como um de seus principais instrumentos para a conversão do mundo.

São Paulo nasceu no Tarso, Cilícia (atual Turquia), e seu pai era cidadão romano. Cresceu no seio de uma família em que a piedade era hereditária e muito ligada às tradições e observâncias dos fariseus. Colocaram-lhe o nome Saulo e, como também era cidadão romano, levava o nome latino de Pablo (Paulo).

Para os judeus daquele tempo era bastante comum ter dois nomes, um hebreu e outro latino ou grego. Paulo será, pois, o nome que utilizará o apóstolo para evangelizar os gentios.

O período que vai do ano 45 ao 57 foi o mais ativo e frutífero de sua vida. Compreende três grandes expedições apostólicas das quais Antioquia foi sempre o ponto de partida e que, invariavelmente, terminaram por uma visita à Jerusalém.

Os restos do santo descansam na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma. Este templo é o maior, depois da Basílica de São Pedro.

Fonte: ACI digital



sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Papa Francisco reconhece virtudes heroicas de carmelita brasileira


Em 21 de abril de 1926, aos 27 anos, ingressou no Carmelo São José, no Rio de Janeiro e em 24 de outubro de 1926 recebeu o Santo Hábito e o nome religioso de Irmã Maria do Carmo da Santíssima Trindade 

A missão, o ensinamento e o legado da Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade OCD são: adorar a Sagrada Face de Cristo e reparar os ultrajes cometidos contra ela, fortalecer no coração dos fiéis o sensus Ecclesiae e a imolação constante pelo Pontífice reinante, mediante a oração quotidiana da Via Crucis e de uma vida de entrega total a Deus, na simplicidade, humildade e caridade, para atingir o seu ápice na união dos fiéis, como ela amava dizer: Congregavit nos in unum Christi amor!

Cidade do Vaticano

Ao receber em audiência em 23 de janeiro de 2020 o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Becciu, o Santo Padre reconheceu as virtudes heroicas da Serva de Deus Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade  (também conhecida como Carmen Caterina Bueno), religiosa professa da Ordem das Carmelitas Descalças, nascida em Itú/Campinas em 25 de novembro de 1898 e falecida em 13 de julho de 1966 em Taubaté.

O Santo Padre também reconheceu:

- o martírio dos Servos de Deus Bento de Santa Coloma de Gramenet (no século José Doménech Bonet) e 2 companheiros, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; mortos em ódio à fé na Espanha, entre 24 de julho e 6 de agosto de 1936;

- o martírio dos Servos de Deus José Maria Gran Cirera e 2 Companheiros, sacerdotes professos dos Missionários do Santíssimo Coração de Jesus e 7 Companheiros, Leigos; mortos por ódio à fé na Guatemala entre 1980 e 1991;

- as virtudes heroicas do Beato Giovanni Tavelli da Tossignano, da Ordem dos Jesuítas, Bispo de Ferrara; nascido em Tossignano (Itália) em 1386 e falecido em Ferrara (Itália) em 24 de julho de 1446;

- as virtudes heroicas do Servo de Deus Joaquim Masmitjá y Puig, Cônego da Catedral de Girona, fundador da Congregação dos Missionários do Coração de Maria; nascido em Olot (Espanha) em 29 de dezembro de 1808 e falecido em Girona (Espanha), em 26 de agosto de 1886;

- as virtudes heroicas do servo de Deus José Antonio Plancarte e Labastida, sacerdote diocesano, fundador do Instituto das Irmãs de Maria Imaculada de Guadalupe; nascido na Cidade do México (México) em 23 de dezembro de 1840 e falecido na Cidade do México (México) em 26 de abril de 1898;

- as virtudes heroicas do servo de Deus José Pio Gurruchaga Castuariense, sacerdote diocesano, fundador da Congregação das Auxiliadoras Paroquiais de Cristo Sacerdote; nascido em Tolosa (Espanha) em 5 de maio de 1881 e falecido em Bilbao (Espanha) em 22 de maio de 1967;

- as virtudes heroicas do Servo de Deus Antoine Marie de Lavaur (no século: François Léon Clergue), Sacerdote professo da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos; nascido em Lavaur (França) em 23 de dezembro de 1825 e falecido em Toulouse (França) em 8 de fevereiro de 1907.


Fiéis rezam no túmulo da Irmã Maria del Monte Carmelo da Santíssima Trindade OCD

Biografia da Serva de Deus Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade, O.C.D.

A Serva de Deus Madre Maria do Carmo da Santíssima Trindade nasceu em Itu (SP), em 25 de novembro de 1898, Festa de Santa Catarina de Alexandria, sendo batizada com o nome de Carmem Catarina Bueno.

Filha de Teotônio Bueno e Maria do Carmo Bauer Bueno (que devido a pouca idade ao dar à luz a Carmem, 15 anos, ficou com a saúde abalada), foi criada pela avó paterna, Dona Maria Justina Camargo Bueno (conhecida como “Nhá Cota”), em Campinas, onde teve por amigo de infância o futuro bispo de Taubaté (SP), Dom Francisco Borja do Amaral.

Em 1916 moraram por algum tempo na Ilha de Paquetá, na Baía de Guanabara no Rio de Janeiro, transferindo-se no ano seguinte para São Paulo, onde a Serva de Deus passou a estudar no Colégio Nossa Senhora de Sion.

Em 23 de setembro de 1917, ao se tornar Filha de Maria, sentiu o chamado do Senhor para consagrar-se inteiramente a Ele, dando então o seu “Sim”.

Tendo um grande amor por Jesus e pela Igreja desde a juventude, sua piedade se tornava cada vez mais profunda. O seu grande amor era a Cruz de Cristo, o seu lema era ser humilhada como ele.

Dedicava muito tempo à formação intelectual. Falava e escrevia em francês, escreveu pequenas obras literárias e aprendeu a arte da pintura.

Depois de ter lido o livro “História de uma Alma”, de Santa Teresinha de Lisieux, decidiu ser carmelita, escolhendo como diretor espiritual Dom Francisco de Campos Barreto, que a direcionou a viver cada vez mais uma vida de amor a Deus e cheia de virtudes.

Em 21 de abril de 1926, aos 27 anos, ingressou no Carmelo São José, no Rio de Janeiro e em 24 de outubro de 1926 recebeu o Santo Hábito e o nome religioso de Irmã Maria do Carmo da Santíssima Trindade.

Para buscar viver perfeitamente a humildade como meio de santificação, seguindo a orientação do seu diretor espiritual, fez o voto de mansidão.

Depois dos primeiros anos no mosteiro passou a exercer o Ofício de mestra de noviças, sub-priora e por fim priora. Como religiosa sempre demonstrou uma delicadeza e humildade especiais. Era a primeira a fazer os trabalhos mais humildes e a dar o exemplo de paciência e caridade para todas as monjas.

Em 1949 voltou a ser mestra de noviças, época em que começaram seus graves problemas de saúde.

Em 1952 voltou a dirigir o Carmelo, quando nasceu a ideia de fundar um novo mosteiro, o Carmelo da Santa Face e Pio XII, que foi erigido na Diocese de Taubaté, cujo Bispo era Dom Francisco Borja do Amaral.

Com sua permissão, em 24 de agosto de 1953 partiram entre lágrimas as seis primeiras irmãs, dirigidas por Madre Carminha e a cofundadora, Madre Antonieta Maria. A Serva de Deus era considerada por todos uma santa e muitas pessoas pediam para serem acompanhadas espiritualmente por ela.

Em 12 de setembro de 1961 Madre Maria do Carmo passou o governo da casa à Madre Antonieta Maria, ficando com a direção das obras e a formação do noviciado.

Seus problemas de saúde começavam a se agravar. Em 7 de julho de 1966 sofreu um derrame cerebral e entrou em coma profundo. Após uma semana de sofrimento, em 13 de julho, entregou santamente sua alma a Deus.

Já em vida a Serva de Deus gozava de uma grande fama de santidade, o que se tornou ainda maior após sua morte.

Muitíssimos fiéis visitavam continuamente o seu túmulo, pedindo sua intercessão junto a Deus. Em vista da supressão do Carmelo de Tremembé e de sua transferência para Mairinque, São Paulo, no sexto aniversário da morte da Serva de Deus, foi feita a exumação dos seus restos mortais e nessa ocasião o seu corpo foi encontrado intacto, inclusive suas vestes e as flores secas e, nem mesmo mau odor exalou de sua sepultura.

Sua missão, seu ensinamento e seu legado são: adorar a Sagrada Face de Cristo e reparar os ultrajes cometidos contra ela. Também fortalecer no coração dos fiéis o sensus Ecclesiae e a imolação constante pelo Pontífice reinante, mediante a oração quotidiana da Via Crucis e de uma vida de entrega total a Deus, na simplicidade, humildade e caridade, para atingir o seu ápice na união dos fiéis, como ela amava dizer: Congregavit nos in unum Christi amor!

Biografia 
extraída de postulazionecausasanti.it

24 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog