Abril 2020 - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 30 de abril de 2020

“É como se o próprio Jesus estivesse ligado a um respirador”

Instagram | @sarins1

Redação da Aleteia | Abr 30, 2020

O impactante testemunho de Sara, enfermeira em uma das cidades mais afetadas pelo coronavírus na Espanha

“Sou Sara Palmés, tenho 26 anos e trabalho como enfermeira na UTI do Hospital de Igualada [Barcelona, Espanha]. Moro com meu marido e nós dois pegamos Covid-19. 

Foi quando começaram a chegar os casos graves ao hospital e confinaram a cidade de Igualada. Trabalhei muitos dias seguidos.

Ainda não estávamos preparados para tudo o que tinha que chegar. A cada hora que passava, mudávamos os protocolos. Naqueles caos inicial, fomos construindo o que agora é o Hospital de Igualada. 

Instagram | @sarins1

Então, no dia 16 de março, comecei a ter sintomas (leves, graças a Deus). Fiz o teste e deu positivo. Fiquei em casa confinada por duas semanas, até que os sintomas sumissem. Repeti o exame e deu negativo. 

Voltei a trabalhar na UTI no dia 1 de abril. O hospital mudou completamente. Nós nos organizamos e nos adaptamos a uma situação impensável anteriormente. 

No meu dia a dia como enfermeira, lido com muitas pessoas e suas famílias. Na UTI, alguns se recuperam; outros não. Gosto de acompanhá-los nestes momentos tão difíceis que eles vivem. 

Instagram | @sarins1

Com alguns, celebro a vida e dou graças a Deus. Com outros, acompanho o sofrimento e rezo pelas almas dos que nos deixam. 

A diferença agora é que, com o Covid-19, não posso fazer esse acompanhamento com as famílias. Quando há um paciente grave na UTI, normalmente não podemos falar com ele, já que ele está entubado e conectado a um respirador mecânico. 

É a família que me explica as coisas que o paciente fez em sua vida, do que ele gosta, quem ele ama etc. E também é com eles que vivo a dor da perda. 

Agora cuido de pacientes cujas histórias não conheço. Não sei de onde vieram, quem são. Então, imagino que todos são Jesus, e cuido deles como se o próprio Jesus estivesse ligado a um respirador. 

Eu já tentava fazer isso antes do Covid-10. Mas agora, vivo isso com mais intensidade. Não sou perfeita, tento ser melhor a cada dia. Mas, por Jesus, daria tudo. E é isso que tento fazer todos os dias no meu trabalho. 

Outra coisa que tem me ajudado muito a mergulhar na fé nestes dias é a comunidade paroquial que criamos à distância.

Monsenhor Xavier Bisbat criou uma lista de transmissão no WhatsApp da paróquia Sagrada Família de Igualada. Toda manhã, ele nos envia notícias de outros fiéis, informações sobre as intenções da Missa e os links para seguirmos os ofícios e celebrações virtualmente. 

Me surpreende muito saber que antes da crise íamos à paróquia na Missa dominical e nem sequer cumprimentávamos os que se sentavam perto de nós. Não sabíamos quem eram, com que trabalhavam, se eram felizes… Agora, através do grupo do WhatsApp, estamos conhecendo a realidade que existe dentro de nossa paróquia; uma realidade que antes, quando nos víamos cara a cara, desconhecíamos. 

Agora rezamos uns pelos outros estamos fazendo uma comunidade cristã à distância. Estamos construindo a Igreja em cada casa – e creio que isso seja precioso. 

Rezo para que, quando a pandemia terminar, essa comunidade continue em nossa paróquia, e para que, quando nos encontrarmos pessoalmente, possamos conversar e rezar como irmãos. 

Envio uma mensagem de ânimo, esperança e fé a todos os leitores. Em suas casas, em seus trabalhos, no hospital, esteja onde estiverem, o Bom Jesus estará com vocês. Ele não nos abandona. Saibamos recebê-lo em nosso coração sem medo. Ofereçamos a Ele o nosso sofrimento e celebremos com fé e esperança a sua Ressurreição. Ele está vivo. Aleluia!”

Instagram | @sarins1

Artigo traduzido pela Aleteia do original em catalão publicado pelo bispado de Vic

Fonte: Aleteia



4 bispos reagem com veemência contra desmandos e hipocrisias nesta pandemia


Agnes Pinard legry / Salesianos.com.br / Capturas de Tela YouTube

Redação da Aleteia | Abr 29, 2020

“É preciso parar este circo!”; “Impedir o culto é uma ditadura!”; “Não podemos viver de Eucaristias virtuais”; “6 milhões de abortos também são uma pandemia!”

Entre medidas sensatas e objetivas de cuidado da vida humana tomadas por autoridades durante esta pandemia, não faltaram, infelizmente, autoridades com atitudes arbitrárias, infundadas e até truculentas, inclusive contra a liberdade religiosa.

Pelo menos quatro bispos reagiram com declarações enfáticas e sem panos quentes a atos e declarações que pediam respostas firmes.

Arcebispo de Paris reage com firmeza após polícia invadir Missa e prender padre

Capture I KTODom Michel Aupetit, 
arcebispo de Paris

Em 19 de abril, três policiais armados invadiram a igreja de Saint-André-de-l’Europe, em Paris, e interromperam a Santa Missa dominical que o pe. Philippe de Maistre celebrava – a portas fechadas e somente com os auxiliares permitidos pelas normas francesas para a quarentena.

Consciente de que a legislação do país proíbe que a polícia entre armada nos templos, a não ser em circunstâncias excepcionais como uma ameaça terrorista, o pe. Philippe decidiu continuar a Missa, mas a polícia lhe ordenou parar e chegou a dar-lhe voz de prisão. O pe. Philippe foi parar na delegacia, onde o delegado decidiu não prendê-lo. Mas o atropelo a uma série de direitos já estava consumado. O padre denunciou sem papas na língua: “Estão se aproveitando desta crise para sufocar novamente a liberdade de culto”.

O arcebispo de Paris, dom Michel Aupetit, foi enfático em sua reação ao desmando policial:

“Os policiais entraram na igreja armados apesar da proibição formal de que a polícia entre assim num templo. Não havia terroristas. É necessário manter a cabeça fria. Um vizinho, evidentemente amável, como poderão imaginar, ligou para a polícia dizendo que ‘havia uma Missa clandestina’. Não é nada clandestina! Havia Missa porque a Missa se celebra todos os dias. Eu destaco que ainda tenho o direito a celebrar Missa com o mínimo de pessoas, para evitar desproporções. É preciso parar este circo! Eu mesmo celebro Missa todos os dias”.

Após o caso, o Ministério do Interior respondeu a questionamentos da imprensa francesa confirmando que os sacerdotes podem celebrar a portas fechadas e, se necessário, contar com a assistência de um número reduzido de auxiliares. O governo do país não está exigindo o fechamento dos locais de culto durante a quarentena, mas sim que eles “não acolham reuniões de fiéis”.

Arcebispo de Assunção: “Não podemos viver de Eucaristias virtuais”

salesianos.com.br  Dom Edmundo Valenzuela

O arcebispo de Assunção, no Paraguai, dom Edmundo Valenzuela declarou na semana passada que a Igreja não pode “viver de Eucaristias virtuais” e que é preciso organizar conjuntamente com as autoridades civis a reabertura segura das igrejas, inicialmente para pequenos grupos e respeitando as medidas de contenção do coronavírus.

“Estamos conversando com as autoridades nacionais para abrir as igrejas, e, com as precauções sanitárias tanto pessoais quanto ambientais, podermos celebrar os sacramentos em pequenos grupos. Será, com certeza, um grande oferecimento de cura para muitos cristãos (…)

Nós estamos com as portas fechadas, com medo do contágio. Jesus saúda cada um de nós e nos deseja a paz, ou seja, todo o bem que procede de Deus e da vida. Não podemos sair como antes porque poderíamos nos contagiar. Fazem os avós terem receio dos netos. Os netos já descartaram seus avós. E assim o descarte começou a ganhar mais força. Estamos afastados, distantes; virtualmente próximos, mas fisicamente pensamos que o outro é um inimigo.

Mais do que nunca, a Igreja precisa recuperar a experiência da comunidade. Não podemos viver de Eucaristias virtuais. Precisamos retornar o quanto antes à celebração dos sacramentos, especialmente o da Reconciliação e o da Eucaristia. Precisamos retornar o mais rápido possível a essa vida da Igreja”.

Bispo italiano: “Impedir o culto é uma ditadura!”

Dom Giovanni D’Ercole / Captura de Tela YouTube

Depois que o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte fez a gratuita e infundada afirmação que “as igrejas são lugares propícios para o contágio” e as manteve encerradas enquanto o país reabre setores da indústria, do comércio e dos serviços, canteiros de obras, esportes de equipe, museus e bibliotecas, ganhou as redes sociais na Itália a veemência das palavras de dom Giovanni D’Ercole, bispo de Ascoli Piceno:

“É necessário olhar com objetividade. A igreja não é lugar de contágio! Não se pode passar essa ideia! Como dado científico, quem foi que disse que a igreja é lugar de contágio?

Nós somos pessoas sérias. Nós nos preocupamos com a saúde das pessoas. É um direito das pessoas ir à igreja. Por isso, é arbitrário, é uma ditadura impedir o culto, porque ele é um dos direitos fundamentais. Não dá para fazer concessões quanto a isso.

Funerais, vocês nos obrigaram a fazê-los como de cachorros jogados fora. As pessoas sofreram: quinze pessoas para um funeral.

Deixem-nos em paz! Nós sabemos administrar isso. Está no nosso coração o amor pelas pessoas. Nós não somos levianos. Os nossos padres demonstraram que são sérios. Tem que ser reconhecido o nosso direito ao culto, e, se não for, nós o faremos valer. E o faremos valer porque é nosso direito. Se eu consigo manter a calma entre as pessoas, é só porque amo este povo, mas as pessoas estão cansadas!

Ajudar as pessoas com a oração é deixá-las mais calmas. Vocês sabem quantas pessoas recorrem a nós com distúrbios psicológicos neste momento. Não conseguem mais viver em “lockdown”. Nós precisamos recuperar espaços de liberdade, e a Igreja, além de ser espaço de liberdade e também espaço de esperança, é o laboratório em que procuramos construir um futuro melhor para todos, inclusive para quem nos odeia e para quem não acredita na Igreja.

Não precisamos de favores de vocês (do governo). Só temos um direito a reivindicar e este direito tem que ser reconhecido não porque nós o estejamos reivindicando, mas porque ele é nosso. Mas esse papelão que vocês fizeram diante do mundo inteiro precisa ser consertado, com um gesto de simples restituição de dignidade e de direito”.

Bispo emérito italiano: “6 milhões de abortos também são uma pandemia!”

Alberto Maria Careggio / Captura de Tela YouTube

Em oposição às considerações ideológicas da OMS de que o aborto é um “serviço essencial” mesmo em plena pandemia de covid-19, o bispo emérito dom Alberto Maria Careggio, da diocese italiana de Ventimiglia e Sanremo, recordou que os 6 milhões de abortos legalizados que são perpetrados por ano em todo o planeta também são uma pandemia a ser combatida:

“Quanto tempo vai durar a pandemia do coronavírus não é possível saber, nem durante quantos dias ainda teremos que ouvir o boletim das mortes, dos infectados e dos recuperados. E se o mesmo fosse feito em relação aos mais de 6 milhões de abortos legalizados em todo o mundo? Essa também é uma pandemia, que mata a consciência daqueles que a praticam e a dos governantes que, ao legislar, pretendem eliminar o horror do assassinato. Legalizar não significa de modo algum moralizar uma ação que é contra a vida: dizem popularmente que o aborto clama por vingança diante de Deus – e é isso mesmo!

O heroísmo de todos aqueles que fazem o possível para salvar a vida dos outros arriscando a própria é mais edificante. O mal não tem a última palavra. Da catástrofe e dos escombros desta pandemia devemos esperar o despertar desses valores humanos e cristãos de amor e solidariedade, de altruísmo e generosidade, de compaixão e ternura, adormecidos, mas não desaparecidos: são e continuam sendo a marca da mão de Deus, que quis criar o homem à Sua imagem e semelhança”.
 
Estes bispos são contra os cuidados em prol da saúde da humanidade?

Esta pergunta é tão extraordinariamente desonesta que basta ler os pronunciamentos dos bispos para considerá-la mera tergiversação.

O que os bispos denunciam nada tem a ver com incentivo à irresponsabilidade cidadã, mas sim com os desmandos, abusos, hipocrisias, violências e incoerências de autoridades que têm se escusado na pandemia para atropelar direitos fundamentais.

Fonte: Aleteia



A oração especial do Papa pelas vítimas anônimas da pandemia


Na Missa esta quinta-feira (30/04) na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa rezou em particular pelos mortos sem nome, sepultados nas valas comuns. Na homilia, recordou que anunciar Jesus não é fazer proselitismo, mas testemunhar a fé com a própria vida e pedir ao Pai que atraia as pessoas ao Filho

VATICAN NEWS

Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta na manhã desta quinta-feira (30/04) da III Semana da Páscoa. Na introdução, dirigiu seu pensamento às vítimas do novo coronavírus:

Rezemos hoje pelos defuntos, aqueles que morreram por causa da pandemia; e também de modo especial pelos defuntos – digamos assim – anônimos: vimos as fotografias das valas comuns. Muitos ali…

Na homilia, o Papa comentou a passagem do dia do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 8,26-40) que conta o encontro de Filipe com um etíope eunuco, funcionário de Candace, desejoso de compreender quem era a pessoa descrita pelo profeta Isaías: “Ele foi levado como ovelha ao matadouro”. Depois que Filipe lhe explicou que se tratava de Jesus, o etíope se deixou batizar.

É o Pai – afirmou Francisco recordando o Evangelho de hoje (Jo 6,44-51) – quem atrai ao conhecimento do Filho: sem essa intervenção não se pode conhecer o mistério de Cristo. Foi o que aconteceu com o funcionário etíope, que ao ler o profeta Isaías tinha uma inquietude colocada pelo Pai em seu coração. Isso – observou o Papa – vale também para a missão: nós não convertemos ninguém, é o Pai que atrai. Nós podemos simplesmente dar um testemunho de fé. O Pai atrai através do testemunho de fé. É preciso pedir que o Pai atraia as pessoas a Jesus: são necessários o testemunho e a oração. Esse é o centro do nosso apostolado. Perguntemo-nos: dou testemunho com meu estilo de vida, rezo para que o Pai atraia as pessoas a Jesus? Ir em missão não é fazer proselitismo, é testemunhar. Nós não convertemos ninguém, é Deus que toca o coração das pessoas. Peçamos ao Senhor – foi a oração conclusiva do Papa – a graça de viver nosso trabalho com o testemunho e com a oração para que Ele possa atrair as pessoas a Jesus.

A seguir, a homilia transcrita pelo Vatican News:

“Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai”: Jesus recorda que também os profetas tinham preanunciado isto: “E todos serão instruídos por Deus”. É Deus quem atrai ao conhecimento do Filho. Sem isso, não se pode conhecer Jesus. Sim se pode estudar, inclusive estudar a Bíblia, também conhecer como nasceu, o que fez: isso sim. Mas conhecê-Lo interiormente, conhecer o mistério de Cristo é somente para aqueles que foram atraídos pelo Pai para isso.

Foi o que aconteceu a este ministro da economia da rainha da Etiópia. Vê-se que era um homem piedoso e que reservou um tempo, em meio aos muitos negócios que tinha a fazer, para ir adorar Deus. Um fiel. E voltava à pátria lendo o profeta Isaías. O Senhor pegou Filipe, enviou-o àquele lugar e depois lhe disse: “Aproxima-te desse carro”, e ouve o ministro que está lendo Isaías. (Ele) se aproxima e lhe faz uma pergunta: “Compreendes?” – “Como posso, se ninguém mo explica?”, e faz a pergunta: “De quem o profeta está dizendo isso?” Peço-te, suba no carro”, e durante a viagem – não sei quanto tempo, penso que ao menos duas horas – Filipe explicou: explicou Jesus (conf. versículos 26-35).

Aquela inquietude que este senhor tinha na leitura do profeta Isaías era propriamente do Pai, que atraia a Jesus: o tinha preparado, o tinha levado da Etiópia a Jerusalém para adorar Deus e depois, com essa leitura, tinha preparado o coração para revelar Jesus, a ponto que assim que viu a água disse: “Posso ser batizado”. E ele acreditou.

E isso – que ninguém pode conhecer Jesus sem que o Pai o atraia –, isso é válido para o nosso apostolado, para a nossa missão apostólica como cristãos. Penso também nas missões.

“O que você vai fazer nas missões?” – “Eu, converter as pessoas” – “Pare, você não vai converter ninguém! Será o Pai a atrair aqueles corações para reconhecer Jesus”. Ir em missão é dar testemunho da própria fé; sem testemunho você não fará nada. Ir em missão – e são bons missionários! – não significa criar grandes estruturas, coisas... e parar por aí. Não: as estruturas devem ser testemunhos. Você pode fazer uma estrutura hospitalar, educacional de grande perfeição, de grande desenvolvimento, mas se uma estrutura é sem testemunho cristão, seu trabalho aí não será um trabalho de testemunha, um trabalho de verdadeira pregação de Jesus: será uma sociedade de beneficência, muito boa – muito boa! – mas nada mais.

Se eu quero ir em missão, e digo isso se eu quero ir em apostolado, devo ir com a disponibilidade que o Pai atraia as pessoas a Jesus, e isso é feito pelo testemunho. Jesus mesmo o disse a Pedro, quando confessa que Ele é o Messias: “Feliz és tu, Simão Pedro, porque quem te revelou isso foi o Pai”. É o Pai que atrai, e atrai com nosso testemunho. “Eu farei muitas obras, aqui, ali, acolá, de educação, disso, daquilo outro...”, mas sem testemunho são coisas boas, mas não são o anúncio do Evangelho, não são lugares que dão a possibilidade que o Pai atraia ao conhecimento de Jesus (conf. Jo 6,44). Trabalho e o testemunho.

“Mas como posso fazer para que o Pai se preocupe em atrair essas pessoas?” A oração. E essa é a oração pelas missões: rezar para que o Pai atraia as pessoas a Jesus. Testemunho e oração caminham juntos. Sem testemunho e oração não se pode fazer pregação apostólica, não se pode fazer anúncio. Você fará uma bonita pregação moral, fará muitas coisas boas, todas boas. Mas o Pai não terá a possibilidade de atrair as pessoas a Jesus. E esse é o centro: esse é o centro do nosso apostolado, que o Pai possa atrair as pessoas a Jesus. Nosso testemunho abre as portas às pessoas e nossa oração abre as portas ao coração do Pai para que atraia as pessoas. Testemunho e oração. E isso não é somente para as missões, é também para nosso trabalho como cristãos. Eu dou testemunho de vida cristã, realmente, com o meu estilo de vida? Eu rezo para que o Pai atraia as pessoas a Jesus?

Essa é a grande regra para nosso apostolado, em todos os lugares, e de modo especial para as missões. Ir em missão não é fazer proselitismo. Uma vez... uma senhora – uma boa pessoa, se via que era de boa vontade – se aproximou com dois jovens, um jovem e uma jovem, e me disse: “Este (jovem), Padre, era protestante e se converteu: eu o converti. E esta (jovem) era...” – não sei, animista, não sei o que me disse, “e eu a converti”. E a senhora era boa: boa. Mas errava. Perdi um pouco a paciência e disse: “Escute-me, a senhora não converteu ninguém: foi Deus quem tocou o coração das pessoas. E não se esqueça: testemunho, sim; proselitismo, não”.

Peçamos ao Senhor a graça de viver nosso trabalho com testemunho e com oração, para que Ele, o Pai, possa atrair as pessoas a Jesus.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

30 abril 2020

Fonte: Vatican News








Coronavírus não freia pró-vidas brasileiros: Marcha pela Vida esse ano será virtual


Por: Cláudia Brito de Albuquerque e Sá

Foto: Marcha pela Vida/Divulgação

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Abr. 20 / 03:07 pm (ACI).- A 13ª Marcha Nacional pela Vida acontecerá no dia 2 de Junho e esse ano de um jeito diferente. Em virtude do contexto gerado pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o Movimento Brasil sem Aborto vai realizar a marcha de 2020 na modalidade virtual.

O objetivo é manter a mobilização contra o aborto de forma a se adequar aos cuidados de distanciamento social e não realização de eventos com aglomeração de pessoas. Dessa forma, o movimento contribui para a proteção da vida de todos os participantes e de não proliferação do contágio do vírus.

A participação será feita através do envio de fotos até o dia 4 de maio pelo link disponível no site brasilsemaborto.org. Os participantes também assinarão um termo de autorização de uso de imagem e voz. Marcha Virtual pela Vida acontecerá pelas redes sociais.

Contra o ativismo judicial do STF

A Marcha se insere no contexto de uma mobilização pela defesa da vida aconteceu recentemente em todo o país quando o Supremo Tribunal Federal (STF) pautou o julgamento em plenário virtual da Ação Direta de Inconstitucionalidade - ADI 5581 para descriminalizar o aborto para grávidas com zika vírus. O período da manifestação dos votos termina nesta quinta-feira, 30, mas a maioria ministros acompanhou o voto da relatora pelo arquivamento da ADI.

Entidades pró-vida percebem com preocupação o ativismo judicial do STF. Segundo o consultor jurídico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dr. Hugo Sarubbi Cysneiros, não há silêncio do Congresso Nacional sobre o tema aborto, pois já existe uma legislação específica para a interrupção da gravidez.

“Não há motivo para o STF querer assumir a função do Legislativo, pois não há omissão nenhuma do Congresso”.

Veja o vídeo convite da Marcha Virtual pela Vida:

https://www.youtube.com/watch?v=8eLWdq75OII&feature=emb_logo

Acesse o link para a inscrição:

https://brasilsemaborto.org/mobilizacao-social/marcha-nacional-pela-vida/marcha-virtual-pela-vida/

Fonte: ACI digital




Hoje é celebrado São Pio V, o pastor que liderou a Igreja com auxílio de Maria (30 de abril)


REDAÇÃO CENTRAL, 30 Abr. 20 / 05:00 am (ACI).- O dia 30 de abril é festa de São Pio V, um pobre pastor que chegou a ser Sumo Pontífice, renovou o clero e a liturgia da Missa e salvou a Igreja e a Europa da invasão muçulmana na famosa batalha de Lepanto, com o auxílio da Virgem do Rosário.

Antonio Chislieri (São Pio V) nasceu em Bosco (Itália), em 1504. Tinha que cuidar das ovelhas no campo, porque seus pais eram muito pobres. Na adolescência, uma família generosa custeou seus estudos ao ver que seu filho, também chamado Antonio, se comportava melhor desde que tinha se tornado amigo do santo.

Assim, pôde estudar com os dominicanos e chegou a ser religioso dessa comunidade. Pouco a pouco, foi designado para cargos importantes até que o próprio Papa o nomeou Bispo e, em seguida, encarregado da associação que defendia a fé na Itália.

O santo percorria a pé os povoados, alertando os fiéis dos erros dos evangélicos e luteranos. Muitas vezes, quiseram matá-lo, mas seguiu anunciando a verdade. O Papa o nomeou Cardeal e o encarregou para dirigir a Igreja em defesa da reta doutrina.

Quando o Papa Pio IV morreu, São Carlos Borromeo disse aos Cardeais que o mais apropriado para o ministério era o Cardeal Antonio Chislieri, por isso, foi eleito e tomou o nome de Pio V.

São Pio V pediu que o que se ia gastar no banquete aos políticos e militares fosse empregado em ajudas para os pobres e enfermos. Um dia, viu na rua seu amigo Antonio, cuja família pagou seus estudos, nomeou-o governador do quartel do Papa e as pessoas admiraram ainda mais o Santo Padre ao saber de seu humilde passado.

O Pontífice tinha grande devoção à Eucaristia, à Virgem e à recitação do Rosário, que recomendava a todos. Nas procissões do Santíssimo Sacramento, percorria as ruas de Roma a pé e com grande piedade e devoção.

Ordenou que bispos e párocos vivessem no local para onde tinham sido nomeados, a fim de que não descuidassem dos fiéis. Publicou um novo missal e uma nova edição da Liturgia das Horas, bem como um novo catecismo.

Nessa época, os muçulmanos ameaçaram invadir a Europa e acabar com a religião católica. Saíam da Turquia, arrasando as populações católicas e anunciando que a Basílica de São Pedro seria o estábulo para os seus cavalos. Nenhum rei queria enfrentá-los.

O Papa buscou a ajuda de líderes europeus e organizou um grande exército com barcos. Ele pediu que todos os combatentes fossem à batalha confessados e tendo comungado na Missa. Enquanto iam combater, o Pontífice e os fiéis romanos percorriam as ruas descalços rezando o Rosário.

Os muçulmanos eram superiores e se encontraram com o exército católico no golfo de Lepanto, perto da Grécia. Os líderes cristãos fizeram com que os soldados rezassem o rosário antes de iniciar a batalha em 7 de outubro de 1571.

O combate começou com vento contrário para os católicos até que, de um momento para o outro, mudou de direção. Então, os cristãos se lançaram ao ataque e obrigaram os muçulmanos a recuar.

São Pio, sem ter recebido notícias do que aconteceu, olhou pela janela e disse aos Cardeais: “Vamos nos dedicar a dar graças a Deus e à Virgem Santíssima, porque conseguimos a vitória”.

O Papa, como agradecimento, mandou que a cada 7 de outubro fosse celebrada a festa de Nossa Senhora do Rosário e que nas ladainhas fosse incluída “Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós” (algo que foi propagado por São João Bosco, séculos depois).

Partiu para a casa do Pai em 1º de maio de 1572, aos 68 anos.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 29 de abril de 2020

Francisco: o caminho das Bem-aventuranças nos leva a ser de Cristo e não do mundo


"Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céus.” Esta Bem-aventurança proclama “a alegria escatológica dos perseguidos por justiça”, disse o Papa na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira.

Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (29/04), realizada na Biblioteca do Palácio Apostólico por causa da pandemia de coronavírus, o Papa Francisco concluiu o percurso das Bem-aventuranças.

“Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céus.” Esta Bem-aventurança proclama “a alegria escatológica dos perseguidos por justiça”. Segundo Francisco, ela “anuncia a mesma felicidade que a primeira: o Reino dos Céus é dos perseguidos e dos pobres em espírito”.

“Pobreza em espírito, choro, mansidão, sede de santidade,  misericórdia, purificação do coração e obras de paz podem levar à perseguição por causa de Cristo, mas, no final, essa perseguição é motivo de alegria e grande recompensa nos céus”, sublinhou Francisco. Para o Pontífice, “o caminho das Bem-aventuranças é um caminho pascal que leva de uma vida segundo o mundo para a vida segundo Deus, de uma existência guiada pela carne, ou seja, pelo egoísmo, para uma existência guiada pelo Espírito”. E o Papa acrescentou:

O mundo, com seus ídolos, seus acordos e suas prioridades, não pode aprovar esse tipo de existência. As ‘estruturas de pecado, muitas vezes produzidas pela mentalidade humana, tão estranhas ao Espírito da verdade que o mundo não pode receber, só podem rejeitar a pobreza ou a mansidão ou a pureza e declarar a vida segundo o Evangelho como um erro e um problema, como algo a ser marginalizado. O mundo pensa assim: estes são idealistas ou fanáticos.

Segundo Francisco, “se o mundo vive em função do dinheiro, qualquer um que demonstre que a vida pode ser cumprida no dom e na renúncia se torna um incômodo para o sistema ávido. A palavra ‘fastio’ é fundamental, pois o testemunho cristão, que faz bem a muitas pessoas, incomoda aqueles que têm uma mentalidade mundana. Eles vivem isso como uma repreensão. Quando a santidade aparece e a vida dos filhos de Deus emerge, nessa beleza há algo de inconveniente que exige uma tomada de posição: ser questionado e abrir-se ao bem ou recusar essa luz e endurecer o coração”.

O Papa frisou que “é curioso, chama a atenção ver como, nas perseguições dos mártires, a hostilidade aumenta a ponto de incomodar”. Basta recordar “as perseguições das ditaduras europeias do século passado: como se chega à ira contra os cristãos, contra o testemunho cristão e contra o heroísmo dos cristãos”.

É doloroso recordar que, neste momento, existem muitos cristãos que sofrem perseguições em várias áreas do mundo, e devemos esperar e rezar para que sua tribulação seja interrompida o mais rápido possível. São muitos: os mártires de hoje são mais do que os mártires dos primeiros séculos. Expressamos nossa proximidade a esses irmãos e irmãs: somos um único corpo, e esses cristãos são os membros ensanguentados do corpo de Cristo, que é a Igreja.

Segundo o Papa, “devemos estar atentos para não ler essa Bem-aventurança de maneira vitimista, de auto-comiseração. De fato, o desprezo dos homens nem sempre é sinônimo de perseguição: logo após Jesus diz que os cristãos são o “sal da terra” e alerta contra o perigo de “perder o sabor”, caso contrário, o sal “não serve para mais nada; serve só para ser jogado fora e ser pisado pelos homens”. Portanto, há também um desprezo que é culpa nossa quando perdemos o sabor de Cristo e do Evangelho”.

Francisco afirmou que “devemos ser fiéis ao caminho humilde das Bem-aventuranças, porque é o que leva a ser de Cristo e não do mundo. Vale a pena lembrar o percurso de São Paulo: quando ele pensava que era justo, era de fato perseguidor, mas quando descobriu que era perseguidor, tornou-se um homem de amor, que enfrentou de bom grado o sofrimento da perseguição que sofria”.

A exclusão e a perseguição, se Deus nos concede graça, nos fazem assemelhar a Cristo crucificado e, associando-nos à sua paixão, são a manifestação de uma nova vida. Esta vida é a mesma de Cristo, que para nós homens e para a nossa salvação foi “desprezado e rejeitado pelos homens”. Acolher seu Espírito pode nos levar a ter tanto amor no coração a ponto de oferecermos a vida ao mundo sem fazer acordos com seus enganos e aceitando a recusa.

“Os acordos com o mundo são perigosos: o cristão é sempre tentado a fazer acordos com o mundo, com o espírito do mundo”, disse o Papa, ressaltando que é preciso “rejeitar os acordos e seguir o caminho de Jesus Cristo. A vida do Reino dos Céus é a maior alegria, a verdadeira letícia”.

“Nas perseguições, há sempre a presença de Jesus que nos acompanha, a presença de Jesus que nos consola e a força do Espírito que nos ajuda a seguir em frente. Não desanimemos quando uma vida coerente do Evangelho atrai as perseguições das pessoas: o Espírito nos sustenta nesse caminho”, concluiu o Papa.

29 abril 2020

Fonte: Vatican News




Papa Francisco reza pela Europa, para que seja unida e fraterna


Na Missa esta quarta-feira (29/04), o Papa, recordando a memória litúrgica de Santa Catarina de Sena, padroeira da Europa, rezou pela unidade da Europa e da União Europeia, para que todos juntos possamos seguir adiante como irmãos. Na homilia, convidou a pedir ao Senhor a graça da simplicidade e da humildade para confessar os próprios pecados concretos, e assim encontrar o perdão de Deus

VATICAN MEWS

Francisco presidiu a Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, na manhã desta quarta-feira, 29 de abril, dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica de Santa Catarina de Sena, virgem, doutora da Igreja, padroeira da Itália e da Europa. Na introdução, dirigiu seu pensamento à Europa, como fez outras vezes nestes dias caracterizados pela pandemia da Covid-19:

Hoje é Santa Catarina de Sena, doutora da Igreja, padroeira da Europa. Rezemos pela Europa, pela unidade da Europa, pela unidade da União Europeia: para que todos juntos possamos seguir adiante como irmãos.

Na homilia, o Papa comentou a primeira Carta de São João (1,5-2,2) em que o apóstolo afirma que Deus é luz e se dissermos que estamos em comunhão com Ele estamos também em comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. E adverte: se dissermos que não temos pecado, estamo-nos enganando a nós mesmos, mas se reconhecermos nossos pecados, então Deus nos perdoa e nos purifica de toda culpa. O apóstolo – observou Francisco – chama à concretude da vida, à verdade: diz que não podemos caminhar na luz e estar nas trevas. Pior é caminhar no indefinido, porque faz você acreditar que caminha na luz e isso o tranquiliza. O indefinido é muito traidor. O contrário é a concretude de reconhecer os próprios pecados. A verdade é concreta, as mentiras são etéreas: por isso é preciso confessar os pecados não abstratamente, mas de modo concreto. Como diz o Evangelho do dia (Mt 11,25-30) em que Jesus louva ao Pai porque escondeu o Evangelho aos sábios e entendidos e o revelou aos pequeninos. Os pequeninos – ressaltou o Santo Padre – confessam os pecados de modo simples, dizem coisas concretas porque têm a simplicidade que Deus lhes dá. Também nós devemos ser simples e concretos e confessar, com humildade e vergonha, nossos pecados concretos. A concretude nos leva à humildade. E o Senhor nos perdoa: é preciso dar nome aos pecados. Se somos abstratos em confessá-los, somos genéricos, acabamos nas trevas. É importante – afirmou o Papa – ter a liberdade de dizer ao Senhor as coisas como elas são, ter a sabedoria da concretude, porque o diabo quer que nós vivamos na indefinição, nem branco nem preto. O Senhor não gosta dos mornos. A vida espiritual é simples, mas nós a complicamos com nuances. Peçamos ao Senhor – concluiu Francisco – a graça da simplicidade, a transparência, a graça da liberdade de dizer as coisas como elas são e de conhecer bem quem somos diante de Deus.

A seguir, o texto da homilia transcrita pelo Vatican News:

Na primeira Carta de São João apóstolo há muitos contrastes: entre luz e trevas, entre mentira e verdade, entre pecado e inocência. Mas sempre o apóstolo chama à concretude, à verdade, e nos diz que não podemos estar em comunhão com Jesus e caminhar nas trevas, porque Ele é luz. Ou uma coisa ou outra: o indefinido é pior ainda, porque o indefinido faz você acreditar que caminha na luz, porque você não se encontra nas trevas e isso o tranquiliza. O indefinido é muito traidor. Ou uma coisa ou outra.

O apóstolo continua: “Se dissermos que não temos pecado, estamo-nos enganando a nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós”, porque todos pecamos, todos somos pecadores. E aqui há algo que pode nos enganar: dizer “todos somos pecadores”, como quem diz “bom-dia”, “tenha um bom-dia”, uma coisa habitual, também uma coisa social, e assim não temos uma verdadeira consciência do pecado. Não: eu sou pecador por isto, isto, isto. A concretude. A concretude da verdade: a verdade é sempre concreta; as mentiras são etéreas, são como o ar, você não pode pegá-lo. A verdade é concreta. E você não pode ir confessar seus pecados de modo abstrato: “Sim, eu... sim, uma vez perdi a paciência, outra...”, e coisas abstratas. “Sou pecador”. A concretude: “Eu fiz isto. Eu pensei isto. Eu disse isto”. A concretude é aquilo que me faz sentir-me seriamente pecador e não pecador no ar.

Jesus no Evangelho: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos”. A concretude dos pequeninos. É bonito ouvir os pequeninos quando veem confessar-se: não dizem coisas estranhas, no ar; dizem as coisas concretas; e às vezes demasiadamente concretas porque têm aquela simplicidade que Deus dá aos pequeninos. Lembro-me sempre de uma criança que uma vez veio dizer-me que estava triste porque tinha brigado com a tia... Depois continuou. Eu disse: “Mas o que você fez?” – “Eu estava em casa, queria ir jogar bola – uma criança, hein? – mas a tia, a mãe estava fora, disse: “Não, você não sai: primeiro deve fazer as tarefas”. Palavra vai, palavra vem, e no final acabei xingando-a. Era uma criança de grande cultura geográfica... Disse-me inclusive o nome do lugar para onde tinha mandado a tia! São assim: simples, concretas.

Também nós devemos ser simples, concretos: a concretude leva você à humildade, porque a humildade é concreta. “Somos todos pecadores” é uma coisa abstrata. Não: “eu sou pecador por isto, isto e isto”, e isso me leva à vergonha de olhar para Jesus: “Perdoai-me”. A verdadeira atitude do pecador. “Se dissermos que não temos pecado, estamo-nos enganando a nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós”. É um modo de dizer que não temos pecado, é esta atitude abstrata : “Sim, somos pecadores, sim, uma vez perdi a paciência...” mas tudo no ar. Não me dou conta da realidade dos meus pecados. “Mas, o senhor sabe, todos fazemos essas coisas, sinto muito, sinto muito... me entristece, não quero mais fazer isso, não quero mais dizer isso, não quero mais pensar isso”. É importante que nós, dentro de nós, demos nome aos nossos pecados. A concretude. Porque se mantermos no ar, acabaremos nas trevas. Sejamos como os pequeninos, que dizem aquilo que sentem, aquilo que pensam: ainda não aprenderam a arte de dizer as coisas um pouco camufladas para que sejam entendidas mas não sejam ditas. Essa é uma arte dos adultos, que muitas vezes não nos faz bem.

Ontem recebi uma carta de um garoto de Caravaggio. Chama-se André. E me contava suas coisas: as cartas dos garotos, das crianças, são belíssimas, pela concretude. E me dizia que tinha acompanhado a Missa pela televisão e que devia “reclamar-me” uma coisa: que eu digo “A paz esteja convosco”, “e você não pode dizer isso porque com a pandemia não podemos tocar-nos”. Não vê que vocês fazem assim com a cabeça e não se tocam. Mas a liberdade de dizer as coisas como elas são.

Também nós, com o Senhor, a liberdade de dizer as coisas como elas são: “Senhor, estou no pecado: ajuda-me”. Como Pedro após a primeira pesca milagrosa: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou um pecador”. Ter essa sabedoria da concretude. Porque o diabo quer que nós vivamos na tepidez, mornos, no indefinido: nem bons nem maus, nem branco nem preto: indefinido. Uma vida que não agrada ao Senhor. O Senhor não gosta dos mornos.

Uma passagem da homilia do Papa Francisco

Concretude. Para não ser mentirosos. Se confessarmos nossos pecados, Ele se mostra fiel e justo, para nos perdoar: perdoa-nos quando somos concretos. A vida espiritual é muito simples, muito simples; mas nós a tornamos complicada com essas nuances, e acabamos jamais chegando à meta.

Peçamos ao Senhor a graça da simplicidade e que Ele nos dê essa graça que dá aos simples, às crianças, aos jovens que dizem aquilo que sentem, que não escondem aquilo que sentem. Mesmo se é uma coisa errada, mas o dizem. Mesmo com Ele, dizer as coisas: a transparência. E não viver uma vida que não é uma coisa nem outra. A graça da liberdade para dizer essas coisas e também a graça de conhecer bem quem somos diante de Deus.

O Santo Padre terminou a celebração com a adoração e a bênção eucarística, convidando a fazer a Comunhão espiritual. A seguir, a oração recitada pelo Papa:

Meu Jesus, eu creio que estais presente no Santíssimo Sacramento do Altar. Amo-vos sobre todas as coisas, e minha alma suspira por Vós. Mas, como não posso receber-Vos agora no Santíssimo Sacramento, vinde, ao menos espiritualmente, a meu coração. Abraço-me convosco como se já estivésseis comigo: uno-me Convosco inteiramente. Ah! não permitais que torne a separar-me de Vós!

Antes de deixar a Capela dedicada ao Espírito Santo foi entoada a antífona mariana “Regina caeli”, cantada no tempo pascal:

Rainha dos céus, alegrai-vos. Aleluia!

Porque Aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia!

Ressuscitou como disse. Aleluia!

Rogai por nós a Deus. Aleluia!

D./ Alegrai-vos e exultai, ó Virgem Maria. Aleluia!

C./ Porque o Senhor ressuscitou, verdadeiramente. Aleluia!

Missa com o Papa Francisco na Casa Santa Marta - 29.04.2020

29 abril 2020

Fonte: Vatican News






Coronavírus: A Igreja tem um santo para os tempos de desemprego (Oração)


São Caetano. Créditos: Domínio Público

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Abr. 20 / 02:46 pm (ACI).- Diante deste momento no qual a taxa de desemprego aumentou, a Igreja Católica tem São Caetano, o santo padroeiro dos desempregados que experimentou a pobreza e a peste.

A economia sofreu em todo o mundo um duro golpe devido à paralisação do comércio, devido às quarentenas que muitos governos declararam para conter a propagação do coronavírus.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), estima-se um aumento do desemprego em todo o mundo, chegando a superar a crise financeira de 2008-2009.

A OIT indicou que em 2019 havia 188 milhões de desempregados em todo o mundo, um número que aumentaria com 24 milhões de pessoas a mais se a pandemia de coronavírus continuar impedindo a reativação do comércio.

Como na maioria dos casos, a Igreja Católica tem um santo para esses tempos. São Caetano era filho de um nobre, trabalhou para um Papa, tornou-se sacerdote, realizou curas milagrosas, fundou um banco e era amigo dos pobres.

São Caetano nasceu em 1º de outubro de 1487, em Vicenza (Itália). Era o mais novo de três filhos nascidos de Gaspar, Conde de Thiene, e María Porto, uma mulher devota que consagrou Caetano à Santíssima Virgem Maria em tenra idade e garantiu que recebesse educação religiosa.

Aos 20 anos, Caetano se formou em Direito Civil e Canônico pela Universidade de Pádua e, pouco depois, mudou-se para Roma, onde trabalhou na corte do Papa Júlio II e participou do Quinto Concílio de Latrão.

Quando o Papa morreu, Caetano renunciou ao seu cargo para estudar para o sacerdócio e foi ordenado em 1516, aos 36 anos.

Pouco depois de se tornar sacerdote, com um pequeno grupo de padres, ele fundou a Congregação dos Clérigos Regulares, uma comunidade que buscava viver como os apóstolos.

Como seu contemporâneo Martinho Lutero, Caetano e seus companheiros procuraram reformar a Igreja, e especialmente o clero, mas, ao contrário de Lutero, acreditavam que essa reforma poderia ocorrer dentro da própria Igreja.

São Caetano pediu que a ordem vivesse tão estritamente a pobreza que nem sequer pediam esmolas, mas confiavam completamente na providência de Deus.

O sacerdote foi particularmente severo consigo mesmo, assinalou o Pe. Francis Xavier Weninger, em seus escritos de 1876, sempre vestindo uma camisa de pelo e participando em orações e devoções a altas horas da noite e bem cedo pela manhã com um breve descanso em uma cama de palha.

Ele também era conhecido por ter visões de Nossa Senhora. Em particular, na véspera de Natal, Caetano teve uma visão da Mãe de Deus carregando o Menino Jesus e colocando-o nos braços do santo.

Caetano também era conhecido por algumas curas milagrosas, incluindo a cicatrização do pé, que deveria ser amputado, de um sacerdote de sua ordem.

Aos 42 anos, Caetano fundou um hospital para os "incuráveis" em Veneza e trabalhou para confortar e curar os doentes em tempos de peste, escreveu o Pe. Weninger.

Provavelmente, muitos dos pacientes que ele atendeu foram vítimas da peste bubônica, que frequentemente reaparecia na cidade de Veneza, um centro de comércio internacional.

Em 1533, o Papa enviou Caetano para Nápoles, onde fundou outro oratório. A igreja San Paolo Maggiore se tornou um importante centro da reforma católica.

Enquanto estava em Nápoles, Caetano ficou gravemente doente e ofereceu seus sofrimentos pela conversão do povo de Nápoles. Aparentemente, ele se recusou a ser transferido das tábuas de madeira que lhe serviam como cama, por isso tinha mais sofrimento a oferecer. Morreu em 6 de agosto de 1547, na festa da Transfiguração, e está enterrado na Basílica de San Paolo Maggiore, em Nápoles.

Segundo alguns relatos, a luta espiritual, política e social na cidade de Nápoles cessou logo após a morte de Caetano, o que para muitos foi a confirmação de sua santidade.

Antes de ser um santo canonizado, foi invocado quando a peste atingiu Nápoles, em 1656.

Segundo um testemunho escrito pelo líder de um hospital de Nápoles na época, entre 600 e 700 pessoas morriam diariamente por causa da peste na cidade. Por isso, celebrou-se a festa do então Beato Caetano, que conseguiu que neste dia não fossem registradas mortes, e a peste logo desapareceu da cidade.

São Caetano foi canonizado pelo Papa Clemente X, em 1671. Ele é o santo padroeiro dos que procuram emprego e dos desempregados, assim como de vários países, incluindo Brasil, Itália, Argentina e El Salvador.

Na Argentina, Caetano é muito amado e, desde 1970, milhares de devotos participam de sua festa no Santuário Liniers, em Buenos Aires. Muitos trocam as tradicionais velas e flores por alimentos e roupas para serem distribuídas nas regiões mais afetadas do país.

Oração a São Caetano:

Glorioso São Caetano, aclamado por todos os povos, Pai de providência porque socorres com grandes milagres a quem te invoca em suas necessidades, recorro ao teu altar, suplicando-te que apresentes ao Senhor os desejos que confiantemente deposito em tuas mãos.

(Pedir as graças que desejam obter)

Faz com que estas graças, que agora te peço, me ajudem a buscar sempre o Reino de Deus e sua Justiça, sabendo que Deus (que veste de beleza as flores do campo e alimenta com a grandeza as aves do céu) me dará as demais coisas por consequência.

Amém.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Catarina de Sena: de analfabeta a Doutora da Igreja (29 de abril)


REDAÇÃO CENTRAL, 29 Abr. 20 / 05:00 am (ACI).- “Se formos o que devemos ser, incendiaremos o mundo”, dizia Santa Catarina de Sena, Doutora da Igreja, grande defensora do Papado e proclamada copadroeira da Europa por São João Paulo II, cuja festa é celebrada neste dia 29 de abril.

Era uma jovem corajosa, filha de humildes artesãos, analfabeta, e que vestiu o hábito da Ordem Terceira de São Domingos.

Santa Catarina nasceu em Sena (Itália), em 1347, em uma família de pais piedosos. Gostava muito da oração, das coisas de Deus, e aos sete anos fez um voto particular de virgindade. Mais tarde, sua família tentou persuadi-la a se casar, mas ela se manteve firme e serviu generosamente aos pobres e doentes.

Aos 18 anos, recebeu o hábito da Ordem Terceira de São Domingos, vivendo a espiritualidade dominicana no mundo secular e sendo a primeira mulher solteira a ser admitida. Teve que superar muitas tentações do diabo que procurou fazer com que desistisse, mas ela seguia confiando em Deus.

Em 1366, Santa Catarina viveu um “casamento místico”. Ela estava em seu quarto rezando quando viu Cristo acompanhado por sua Mãe e um cortejo celeste.

A Virgem pegou a mão de Catarina e a levou até Cristo, que lhe deu um anel, desposou-a consigo e manifestou que ela estava sustentada por uma fé que podia superar todas as tentações. Depois disso, apenas Catarina podia ver o anel.

Naquele tempo, surgiu uma peste e a santa sempre se manteve com os doentes, preparava-os para a morte e chegou até mesmo a enterrá-los com suas próprias mãos. Além disso, tinha o dom de reconciliar até os piores inimigos, mais com suas orações a Deus do que com suas palavras.

Nesta época, os Papas viviam em Avignon (França) e os romanos se queixavam de terem sido abandonados pelos seus Bispos, ameaçando realizar um cisma.

Gregório XI fez um voto secreto a Deus de regressar a Roma e, ao consultar Santa Catarina, ela lhe disse: “Cumpra com sua promessa feita a Deus”. O Pontífice ficou surpreso porque não tinha contado a ninguém sobre o voto e, mais tarde, o Santo Padre cumpriu sua promessa e voltou para a Cidade Eterna.

Posteriormente, no pontificado de Urbano VI, os cardeais se distanciaram do Papa por seu temperamento e declararam nula sua eleição, designando Clemente VII, que foi residir em Avignon. Santa Catarina enviou cartas aos cardeais pressionando-os a reconhecer o autêntico Pontífice.

“Embora fosse filha de artesãos e analfabeta por não ter estudos nem instrução, compreendeu, no entanto, as necessidades do mundo do seu tempo com tal inteligência que superou muito os limites do lugar onde viveu, ao ponto de estender a sua ação para toda a sociedade dos homens; não havia maneira de parar a sua coragem nem o seu anseio pela salvação das almas”, escreveu sobre ela João Paulo II em 1980 para o sexto centenário de sua morte.

A santa também escreveu a Urbano VI, exortando-o a levar com temperança e alegria os problemas, controlando o temperamento. Santa Catarina foi a Roma, a pedido do Papa, que seguiu suas instruções. Também escreveu aos reis da França e Hungria para que deixassem o cisma.

Em outra ocasião, Jesus voltou a aparecer a ela e lhe mostrou duas coroas, uma de ouro e outra de espinhos, para escolher. Ela disse: “Eu gostaria, ó Senhor, viver aqui sempre conforme a tua paixão e encontrar na dor e no sofrimento meu repouso e deleite”. Em seguida, tomou a coroa de espinhos e colocou na cabeça.

Santa Catarina morreu no dia 29 de abril de 1380 em Roma, com apenas 33 anos, de um súbito ataque. O Papa Paulo VI a nomeou Doutora da Igreja em 1970 e foi proclamada copadroeira da Europa por São João Paulo II em 1999, ao lado de Santa Brígida da Suécia e Santa Teresa Benedita da Cruz.

Fonte: ACI digital



11 dados fascinantes sobre a vida de 
Santa Catarina de Sena

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Abr. 20 / 06:00 am (ACI).- “Se formos o que devemos ser, incendiaremos o mundo”, costumava dizer Santa Catarina de Sena, Doutora da Igreja, que pertenceu à Ordem terceira de São Domingos.

Santa Catarina nasceu em Sena (Itália), em 1347, em uma família de pais piedosos, e foi chamada à Casa do Pai em 29 de abril de 1380, em Roma, com apenas 33 anos.

Hoje o mundo inteiro celebra a festa desta grande santa. Por isso, apresentamos 11 dados que provavelmente você não conhecia sobre sua vida:

1. Tinha uma irmã gêmea

Embora não esteja claro se eram idênticas ou não, Santa Catarina teve uma irmã gêmea chamada Giovanna. Nasceram prematuramente quando sua mãe tinha 40 anos, mas, infelizmente, sua irmã faleceu ainda criança. Dois anos depois, sua mãe teve outra filha e também a chamou de Giovanna.

2. Teve 24 irmãos

Santa Catarina foi uma dos 25 filhos de sua família; todos dos mesmos pais. Só a metade deles chegou à idade adulta, por causa da alta taxa de mortalidade infantil.

3. Seu apelido era “Eufrosina”


Era tão alegre que uma criança de sua família a chamou de “Eufrosina”, que em grego significa “alegria”.

4. Teve uma visão mística do Menino Jesus

Uma antiga biografia escrita por seu confessor afirma que, quando tinha 5 e 6 anos, teve uma visão de Jesus entronizado no céu e rodeado de seus apóstolos Pedro, Paulo e João.

5. Teve uma visão mística de São Domingos

Os dois caminhos aceitos culturalmente para uma mulher de seu tempo era se casar ou se tornar uma monja de clausura. Santa Catarina resistiu a ambas as opções.

Aparentemente, o próprio São Domingos de Gusmão apareceu a ela em uma visão e a convenceu de ser dominicana terciária, algo que até então normalmente estava reservado para as viúvas. Também obteve uma permissão especial para usar o hábito.

6. Teve outra visão de Jesus quando tinha 21 anos

A princípio, ela viveu sua vocação como dominicana terciária em seu lar. Quando tinha 21 anos, experimentou uma visão de Jesus na qual Ele a levava como sua noiva e inclusiva lhe dava uma aliança. Cristo lhe pediu que abandonasse sua solidão e servisse aos pobres, o que cumpriu.

7. Teve a graça de experimentar a dor dos estigmas de Cristo

Segundo a biografia escrita por seu confessor, Catarina recebeu em 1375 uma versão dos estigmas de São Francisco de Assis, que só eram visíveis para ela própria, mas causavam a mesma dor.

8. Contribuiu diretamente com o pontificado de seu tempo

Quando tinha quase 20 anos, enviou cartas a vários governantes e clérigos, pedindo pela paz entre os estados e que o papado voltasse a Roma, saindo de Avignon, na França (1309-1377). Foi tão respeitada que também a enviaram em diversas missões diplomáticas de paz por vários governos.

9. Sobreviveu a uma tentativa de assassinato


No começo de 1378, foi enviada pelo Papa Gregório XI a Florença (Itália) para buscar a paz entre esta cidade e Roma. Entretanto, pouco depois estourou a violência e, em 18 de junho, em meio à violência, tentaram assassiná-la.

10. Foi atacada por demônios em seu leito de morte

Isto testemunhou uma testemunha ocular: “Santa Catarina começou a mudar e a fazer vários sinais com a cabeça e os braços, como se quisesse demonstrar que sofria graves ataques de demônios, e permaneceu neste estado calamitoso durante uma hora e meia, na qual a metade desse tempo passou em silêncio...”.

11. É copadroeira de Roma, da Itália e da Europa

O Papa Pio IX a declarou copadroeira de Roma em 1866; Pio XII a declarou copadroeira da Itália em 1939; e, em 1999, São João Paulo II a declarou copadroeira da Europa.

Fonte: ACI digital



terça-feira, 28 de abril de 2020

Covid-19: Igreja de Manaus denuncia negligência no atendimento aos indígenas da cidade

Indígena da comunidade Sateré Mawé, em Manaus 

Uma nota pública conjunta da Arquidiocese de Manaus, Copime, Sares e Olma solicita aos órgãos públicos a obrigatoriedade para distinguir as populações que vivem em aldeias e no perímetro urbano de Manaus. Em tempos de pandemia, a identificação não limitaria o acesso às políticas públicas de saúde para quem reside numa aldeia e daria melhor atendimento aos indígenas da cidade, que inclusive seriam identificados nas estatísticas de contágio e mortes por Covid-19.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

“Essa pandemia trouxe esse lado de muito preconceito contra os indígenas que hoje vivem na cidade. Nem ao menos eles podem morrer e ser identificados quanto indígenas. Eles são identificados como não-indígenas.”

A declaração é de Marcivana Sateré Mawé, coordenadora da Pastoral Indigenista da Arquidiocese de Manaus, que também faz parte da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime). Segundo os dados oficiais de Covid-19 divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Mapa da Repam, a Arquidiocese de Manaus registra o pior cenário da Região Pan-Amazônica que envolve 9 países: já são 2.935 pessoas testadas positivas para o vírus e 267 as que morreram vítimas do coronavírus.

A situação da saúde pública dos indígenas nesse contexto, visto que o Amazonas concentra a maior população indígena do Brasil, acaba se revelando “dramática” e “a mais fragilizada do país”, como afirma uma nota pública divulgada em 23 de abril e assinada pela Copime, pela Arquidiocese de Manaus, pelo Serviço Amazônico de Ação, Reflexão e Educação Socioambiental (Sares) e pelo Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida (Olma). Somente os povos que vivem nas aldeias estão sendo cobertos pelas políticas públicas de saúde – e, assim, fazem parte dos números oficiais da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai); aqueles que moram na cidade de Manaus e fazem parte da população urbana ficam desprovidos de assistência pública.

A situação dramática dos povos de Manaus

Segundo dados da Copime, Manaus conta hoje com cerca de 35 mil indígenas, provenientes do próprio estado do Amazonas, de outras regiões do Brasil e também de fora do país. Eles estão organizados em 54 comunidades, ocupações e assentamentos localizados no perímetro urbano, fazem parte de 45 povos diferentes e falam 15 línguas só na cidade de Manaus.

“Todos esses povos estão muito vulneráveis ao Covid-19. Primeiro pela situação de extrema vulnerabilidade social em que vivem os nossos povos indígenas aqui em Manaus. Segundo: a gente tem o outro problema que é a política de saúde para os povos indígenas no Brasil. Nós temos a Secretaria Especial de Saúde Indígena que faz parte do SUS, mas é uma secretaria cuja política foi voltada apenas para atendimento dos povos indígenas aldeados. Então, os povos indígenas que vivem na cidade ficam descobertos dessa política. O atendimento aos indígenas aqui na cidade fica invisibilizado pelo Sistema de Saúde do município, que não o identifica como indígena”, afirma Marcivana.

Região Norte: 16 indígenas vítimas de Covid-19

A coordenadora da Pastoral declara que o movimento indígena tem feito a própria identificação dos óbitos por Covid-19 na região Norte do país. Até esta terça-feira (28), com recente atualização, são 16 os indígenas que faleceram, vítimas da doença: 2 no Pará, 1 em Roraima e 13 no Amazonas. A maioria deles vivia na cidade de Manaus e não entrou nas estatísticas oficiais da Sesai, que “fala apenas em quatro indígenas. Tem uma diferença muito grande”, alerta Marcivana, que acrescenta:

“A nossa luta da Copime é justamente para que se torne obrigatória essa identificação dos indígenas na cidade. Então, a gente tem indígenas que hoje vão buscar atendimento nos postos de saúde, nos hospitais, nas UBSs e o sistema não os identifica como indígena; assim como a gente também tem indígenas internados por Covid-19 nos hospitais aqui de referência e eles não são identificados.”

“A nossa luta é para que, de fato, haja uma divulgação desses dados oficiais, incluindo os indígenas que estão na cidade, não apenas os aldeados, como é a política da Sesai.”

No site do Ministério da Saúde, a reportagem para prevenir o coronavírus em povos indígenas, veiculada em 10 de abril, afirma que a Sesai produziu e distribuiu vários documentos, “visando o atendimento de quase 800 mil indígenas aldeados em todo o Brasil”. Em nota pública e conjunta das organizações da Igreja de Manaus, a solicitação, porém, é para que seja criado e divulgado “um protocolo nacional de enfrentamento do Covid-19 para as populações indígenas em situação urbana”, detalhando “ações e responsabilidades nos três níveis de resposta: alerta, perigo iminente e emergência em Saúde Pública”. Além disso, pedem a possibilidade de ativar um “hospital de campanha exclusivo para populações indígenas de Manaus, como anunciado pelo Ministério da Saúde e confirmado pela Secretaria de Comunicação do Estado do Amazonas”.

28 abril 2020

Fonte: Vatican News



Hoje é celebrado São Luís Maria Grignion de Montfort, o “escravo de Maria” (28 de abril)


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Abr. 20 / 05:00 am (ACI).- “A quem Deus quer fazer muito santo, o faz muito devoto da Virgem Maria”, disse São Luís de Montfort, o “escravo de Maria” que propagou a devoção à Virgem, motivo o que levou a sofrer muito. São João Paulo II fez de sua frase mariana “Totus Tuus” (Todo teu) o lema de seu pontificado.

São Luís nasceu em Montfort (França), em 31 de janeiro de 1673. Era muito tímido, preferia a solidão e tinha grande devoção pela Eucaristia e pela Virgem Maria. Para ir à Missa, tinha que caminhar duas milhas até a Igreja. Quando estudou com os jesuítas, visitava o templo antes e depois da escola.

Aos 20 anos, sentiu-se chamado ao sacerdócio. No seminário de Paris, o bibliotecário o autorizou a ler muitos livros da Virgem Maria e, como velador de morto, compreendeu que tudo neste mundo era vão e temporário.

Os superiores não sabiam se o tratavam como um santo ou como um fanático e, pensando mal dele, o mortificavam, humilhavam e insultavam na frente de todos. Era incompreendido por seus companheiros, que riam de Luís e o rejeitavam. Mas o santo se manteve firme na paciência como participação da cruz de Cristo.

Aos 27 anos, foi ordenado sacerdote, escolhendo como lema: “ser escravo de Maria”. Os superiores, sem saber o que fazer com ele, negaram-lhe que atendesse confissões e fizesse pregações, mantendo-o com ofícios menores.

Mais tarde, foi enviado a um povoado para ensinar catequeses às crianças e, em seguida, nomeado capelão do Hospital de Poitiers, asilo para pobres e marginalizados. Sua simplicidade e naturalidade para servir aos necessitados e os ensinamentos marianos que propagava fizeram com que fosse visto como um perigo.

Quando retornou à Paris, lançaram falso testemunho contra ele, seus amigos mais próximos o rejeitaram e o Bispo mandou que não falasse mais. Logo compreenderia a razão dos ataques à doutrina mariana que propagava: o demônio se aborrecia.

São Luís recorreu ao Papa Clemente XI para saber se estava errado em seus ensinamentos. O Pontífice o recebeu e lhe deu o título de Missionário Apostólico.

Desta forma, realizou centenas de missões e retiros que se caracterizaram pela recitação do Santo Rosário, procissões e cânticos à Virgem, incentivando a retornar aos sacramentos. “A Jesus por Maria” era a sua proposta.

Neste contexto, também foi perseguido pelos hereges jansenistas, os quais diziam que não se devia receber os sacramentos quase nunca porque ninguém é digno.

Fundou as congregações “Filhas da Sabedoria” e “Missionários Montfortianos (Companhia de Maria)”.

Escreveu o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”. Alguns pensadores católicos chegaram a considerar esta obra como um exagero culto da Mãe de Deus, mas a Igreja não encontrou nenhum erro.

São Luís partiu para a Casa do Pai em 28 de abril de 1716, com apenas 43 anos. Foi enterrado na Igreja de Saint-Laurent. Passados 43 anos, a Beata Maria Luísa de Jesus, a primeira das “Filhas da Sabedoria”, morreu no mesmo dia, hora e local que São Luís. Foi, então, enterrada ao lado dele.

Séculos mais tarde, São João Paulo II o tomou como referência em sua encíclica “Redemptoris Mater” e visitou o túmulo de São Luís. Ali, ao lado da tumba, sofreu um atentado, pois plantaram uma bomba que foi descoberta pelos seguranças. Providencialmente, nada deteve o Papa de honrar o santo que tanto amava.

Fonte: ACI digital


Este é o livro que o demônio nunca quis que se difundisse

Por Diego López Marina

Livro antigo / Domínio Público

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Abr. 20 / 07:00 am (ACI).- No passado, o demônio tentou evitar a difusão do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort – cuja festa se celebra hoje –, o qual propõe um método de consagração a Jesus Cristo por meio de Nossa Senhora, adotado por grandes santos como São João Paulo II ou São Pio X.

O Tratado, que ficou extraviado durante 130 anos, foi reconhecido por sua autenticidade e pureza doutrinal pelo Papa Pio IX em um decreto no dia 12 de maio de 1853, um ano antes da promulgação do dogma da Imaculada Conceição.

No mesmo manuscrito, Grignion de Montfort prenuncia a perseguição de sua obra, seu quase desaparecimento e os padecimentos que ele mesmo viveria por ter revelado a doutrina que explica a função da Santíssima Virgem no plano divino da salvação e na vida do cristão.

“Prevejo que muitos animais frementes virão em fúria para rasgar com seus dentes diabólicos este pequeno escrito e aquele de quem o Espírito Santo se serviu para o compor. Ou pelo menos procurarão envolver este livrinho nas trevas e no silêncio de uma arca, a fim de que não apareça” (nº 114).

Monfort sofreu uma tentativa de assassinato e sua Congregação dos Missionários da Companhia de Maria recebeu diversos ataques no período de heresias como o jansenismo ou o iluminismo.

“Atacarão mesmo e perseguirão aqueles que o lerem e puserem em prática. Mas, que importa? Tanto melhor! Esta visão me anima e me faz esperar um grande êxito, isto é, um grande esquadrão de bravos e valorosos soldados de Jesus e Maria, de ambos os sexos, que combaterão o mundo, o demônio e a natureza corrompida, nos tempos perigosos que mais do que nunca se aproximam!” (nº 114).

Por seu conteúdo, o manuscrito sempre foi alvo de ódio do demônio, entretanto, não pôde fazer com que desaparecesse. Foi ocultado “nas trevas e no silêncio de uma arca” (nº 114) e escondido em uma capela de um campo francês.Tempos depois, foi levado à biblioteca da Companhia de Maria na Casa principal (França), onde foi descoberto pelo Pe. Pedro Rautureau no dia 29 de abril de 1842.

A primeira publicação do Tratado foi feita em 1843. Logo se tornou um dos livros mais apreciados do catolicismo contemporâneo e um dos que mais contribuíram e fomentaram a piedade cristã no mundo inteiro.

São Luís Maria explica em sua obra que esta devoção é o caminho mais “fácil, curto, perfeito e seguro para chegar à união com Deus, na qual consiste a perfeição cristã” (nº 152).

“Por esta devoção damos a Jesus Cristo tudo o que lhe podemos dar. Fazemo-lo da maneira mais perfeita, visto ser pelas mãos de Maria. E damos assim muito mais do que pelas outras devoções, em que lhe consagramos parte do nosso tempo, ou parte das nossas boas obras, ou parte das nossas satisfações e mortificações. Aqui tudo fica dado e consagrado, até mesmo o direito de dispor dos bens interiores, e das satisfações que se ganham com as boas obras de cada dia. Isto não se pede nem mesmo em uma ordem religiosa” (nº 123).

Para defender esta postura, assinala que “a Santa Igreja, com o Espírito Santo, abençoa em primeiro lugar a Virgem e só depois Jesus Cristo: ‘Bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus’ (Lc 1, 42). Não é que Maria seja mais que Jesus, ou igual a Ele: dizê-lo seria uma heresia intolerável. Mas, para mais perfeitamente abençoar Jesus Cristo, é preciso louvar antes a Virgem Maria” (nº 95).

O Beato Pio IX afirmou que a verdadeira devoção proposta por São Luís Maria é a melhor e mais aceitável, enquanto o Papa São Pio X aprovou a fórmula de consagração do santo.

São João Paulo II se reconheceu devedor de Luís Maria Grignion de Montfort ao adotar como lema episcopal ‘Totus tuus’ (Todo teu), fórmula de consagração a Maria do fundador francês e um de seus lemas marianos.

Da mesma forma, expressou na encíclica Redemptoris Mater que era grato recordar “a figura de São Luís Maria Grignion de Montfort, o qual propunha aos cristãos a consagração a Cristo pelas mãos de Maria, como meio eficaz para viver fielmente o compromisso do batismo”.

No final de sua vida, em uma carta dirigida à família montfortiana em 2003, o Papa Wojtyla contou que em sua juventude a leitura do “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” o ajudou muito, porque ali encontrou a resposta às suas dúvidas sobre o temor do culto excessivo a Maria que poderia deixar de lado a supremacia do culto a Cristo.

“Sob os cuidados sábios de São Luís Maria, compreendi que, se vivemos o mistério de Maria em Cristo, esse perigo não existe. Em efeito, o pensamento mariológico deste santo ‘está baseado no mistério trinitário e na verdade da encarnação do Verbo de Deus’”, assinalou o Pontífice polonês.

Também assinalou que “a doutrina deste santo exerceu uma profunda influência na devoção mariana de muitos fiéis e também em minha vida. Trata-se de uma doutrina vivida, de notável profundidade ascética e mística, expressa com um estilo vivo e ardente, que muitas vezes utiliza imagens e símbolos”.

Na atualidade, congregações e grupos da Igreja preparam milhares de fiéis em diversos países que desejam consagrar-se à Mãe de Deus através do método de São Luís Maria.

Fonte: ACI digital



Novena de Santa Gianna Beretta Molla


Santa Gianna, padroeira das mães, 
médicos e crianças por nascer

O comshalom.org quer rezar com você a Novena de Santa Gianna. Você pode fazer a novena sempre que achar necessário ou começá-la preferencialmente no dia 19 de abril para terminar no dia 27, véspera da memória litúrgica (28 de abril) desta santa dos tempos de hoje, uma mulher que foi médica, esposa e mãe.

Gianna Beretta Molla nasceu em Magenta (Milão) em dia dedicado a São Francisco de Assis, 4 de outubro de 1922. Foi jovem atuante na Ação Católica e estudante dedicada. Diplomou-se em medicina e em cirurgia. Depois, especializou-se em pediatria. Dentre seus pacientes, dedicava especial atenção aos idosos, aos pobres e às crianças.

Casou-se com Pietro Molla, por quem nutria grande amor e tiveram quatro filhos. Gianna foi mártir porque deu a vida para salvar sua filha Gianna Emanuela, tendo decidido levar adiante a gravidez de risco até o fim. No entanto, sua santidade não foi fruto somente desse último momento, mas de uma vida inteira empenhada na busca de Deus, e de se deixar encontrar por Sua graça.


NOVENA
- 1º dia

Gianna foi esposa e mãe amorosa,  por isso edificou sua família. Casou-se com o engenheiro Pietro Molla em 1955, assumindo total doação “para formar uma família realmente cristã”. Tiveram quatro filhos. Também por meio do martírio, Gianna tornou fecundo o seu lar.

Neste primeiro dia, rezemos por todas as famílias necessitadas de reencontrar o caminho do amor, do perdão e da abertura à vida. E pelas que já vivem em harmonia, para que Deus, pela intercessão desta santa, conserve-as na caridade e no testemunho. Que o Senhor providencie aquilo que cada uma mais necessita para cumprir sua missão no mundo. Rezemos também pelo Projeto Família Shalom e pelo Congresso das Famílias que acontecerá 09 e 10 de junho no Centro de Eventos de Fortaleza.

Oração para todos os dias:

Ó Deus, nosso Pai, Tu que tens dado à Tua Igreja Santa Gianna Beretta Molla, que na juventude Te procurou amorosamente e Te levou a outros jovens, empenhando-os apostolicamente como testemunha na Ação Católica e colocando-os ao lado dos doentes e idosos para ser para eles ajuda e conforto.

Nós Te agradecemos por este dom de jovem amorosamente empenhada. Com seu exemplo, dá-nos a graça de consagrar nossa vida a Teu serviço, para alegria de nossos irmãos.

Glória ao Pai…

Ó Jesus, Redentor dos homens, Tu chamaste Santa Gianna a desenvolver a missão de médica, conforto dos corpos e das almas, vendo a Ti mesmo nos irmãos e nos pequenos indefesos.

Nós Te agradecemos por Te haveres mostrado nesta Tua serva como “o que serve” e acalma a dor dos homens. Acolhendo sua lição, fazei-nos generosos cristãos a serviço dos irmãos, particularmente daqueles que participam de tua Cruz.

Glória ao Pai …

Ó Deus, Espírito santificador, que amas a Igreja como Tua Esposa, Tu infundiste no coração de Santa Gianna um pouco do Teu amor para colaborar no Teu maravilhoso plano de salvação, dando-Te novos filhos, para que pudessem conhecer-Te e amar-Te.

Nós Te agradecemos por este modelo de esposa e por seu corajoso testemunho. Dá às nossas famílias a serena e a cristã presença de esposas empenhadas em transformar nossas casas de homens em cenáculos de fé e de amor, com generoso trabalho e santificante serviço.

Glória ao Pai…

Ó Deus criador e amante do ser vivente, Tu estavas ao lado de Santa Gianna quando se encontrou no dilema de salvar a própria vida ou a vida da criança que, qual dom esperado, levava no seio.

Confiando só em Ti e reclamando o mandamento de defesa da vida, ela encontrou a coragem de cumprir o seu dever de mãe e de dizer “sim” à nova vida, sacrificando generosamente a própria, coroando uma vida cristã exemplar.

Por intercessão de Maria, Mãe de Jesus, e segundo o exemplo de Gianna, dispõe todas as mães a acolherem, com amor, cada vida nascente, e sustentarem a todos no respeito à vida.

Dá-nos a graça que Te pedimos…

E a alegria de nos inspirar em Santa Gianna, qual modelo de jovem, esposa, mãe e médica, que segundo o exemplo de Jesus, sacrificou a si mesma pela vida do próximo.

Ave Maria…


2º dia

Desde a juventude, Gianna acolheu plenamente o dom da fé e a educação cristã recebidos de seus pais. Esta formação ensinou-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a estimar a necessidade e a eficácia da oração. Durante os anos de estudos escolares e depois, na faculdade de medicina, enquanto se dedicava aos seus deveres, vinculava sua fé a um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente (1).

Neste segundo dia da novena, rezemos pelos jovens, para que encontrem Aquele que dá pleno sentido à vida: Jesus Cristo. Peçamos a Santa Gianna ainda sua intercessão pelo Congresso de Jovens Shalom 2018 e pela Jornada Mundial da Juventude, pela organização dos evento, grupos de peregrinos e por toda a evangelização que será realizada por meio desses encontros.

Oração para todos os dias (recitar a oração que está no primeiro dia)


- 3º Dia

Gianna ingressou na Universidade de Milão e de Pavia. Formou-se em medicina e cirurgia em 1949. Especializou-se em pediatria, dada a sua paixão de servir as crianças. E agora? Que fazer da sua vida? Consagrar-se a Deus na vida religiosa e ajudar seu irmão, padre Alberto, que trabalhava em Grajaú, no Maranhão? Este era o seu sonho. Preparou-se para o vôo Itália-Brasil. Mas uma misteriosa reviravolta colocou-a em outro caminho. Deus lhe havia preparado um esposo. Sua vocação seria a de esposa e mãe. Encontrou um jovem engenheiro, honesto, trabalhador, piedoso e apostólico. Seu nome era Pietro Molla. Seguindo os conselhos de seu diretor espiritual e o parecer de seus parentes, Gianna convenceu-se de que sua vocação era o matrimônio. Casou-se em 24 de setembro de 1955. Tinha, então, 32 anos. (2)

Hoje, no terceiro dia da novena, peçamos a Santa Gianna sua intercessão pelas pessoas que trilham um caminho de discernimento vocacional e do estado de vida. Esses dois aspectos, vocação e estado de vida, fazem parte da identidade mais profunda de cada ser humano. Rezemos também pelos diretores espirituais e pela Assessoria Vocacional da Comunidade Católica Shalom. Que o Senhor ajude seus filhos a descobrirem e acolherem todos os dons que Ele lhes concede para serem felizes e santos.

Oração para todos os dias (recitar a oração que está no primeiro dia)


- 4º dia

“Quero formar uma família verdadeiramente cristã; um pequeno cenáculo onde o Senhor reine nos nossos corações, ilumine as nossas decisões, guie os nossos programas”, escreve Gianna a Pietro Molla nos meses que antecederam o casamento. Em 11 de abril de 1955, ela inicia seu noivado com Pietro e prepara-se para o matrimônio com expansiva alegria. Ao Senhor tudo agradece e ora.

Neste quarto dia da novena de Santa Gianna Beretta Molla, peçamos pelos noivos, para que o Senhor, pela intercessão de Santa Gianna, prepare-os com Sua graça para as bênçãos e desafios do matrimônio, caminho de santificação e de felicidade. Que Deus purifique seus corações de todo mundanismo e lhes dê perseverança no verdadeiro amor.

Oração para todos os dias (recitar a oração que está no primeiro dia)


- 5º dia

Gianna fez de sua profissão uma missão: servir a Cristo na pessoa do irmão doente. Formada em medicina e cirurgia em 1949 pela Universidade de Pavia (Itália), abre seu consultório em Mêsero (nos arredores de Milão), em 1950. Especializa-se em pediatria na Universidade de Milão em 1952. No consultório, transformado em lugar de afeto e amor, ela não buscava apensa curar enfermidades, mas também ouvir e aconselhar as mães. Suas palavras eram de conforto e ânimo, capazes de cicatrizar as feridas da alma. “A santidade é o cotidiano da vida vivida à luz de Deus”, escreveu.

Hoje, quinto dia da novena de Santa Gianna, rezemos por todos os profissionais, para que trabalhem não somente em vista de garantir seu sustento material, mas de amar o próximo, exercendo a caridade de Cristo para com cada um. Em especial, peçamos a intercessão de Santa Gianna por aqueles que atuam nas áreas da saúde e da educação, para que encontrem verdadeiro sentido em suas profissões e abracem o compromisso de respeito à vida humana, ao orientar as pessoas e desenvolver suas atividades. Rezemos ainda pelo Projeto Mundo Novo Shalom.

Oração para todos os dias (recitar a oração que está no primeiro dia)


- 6º dia

Em setembro de 1961, no final do segundo mês de gravidez, Gianna vê-se atingida pelo sofrimento e pela dor. Aparece um fibroma no útero. Antes de ser operada, embora sabendo o grave perigo de prosseguir com a gravidez, suplica ao cirurgião que salve a vida que traz em seu seio e, então, entrega-se à Divina Providência e à oração. Com o feliz sucesso da cirurgia, agradece intensamente a Deus a salvação da vida do filho. Ela passa os sete meses que a distanciam do parto com admirável força de espírito e com a mesma dedicação de mãe e de médica. Apenas receia que seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isto não aconteça.

Alguns dias antes do parto, sempre com grande confiança na Providência, demonstra-se pronta a sacrificar sua vida para salvar a do filho: “Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei – e isto o exijo – a criança. Salvai-a”. Na manhã de 21 de abril de 1962, nasce Gianna Emanuela. Apesar dos esforços para salvar a vida de ambos, na manhã de 28 de abril, em meio a atrozes dores e após ter repetido a jaculatória “Jesus, eu te amo, eu te amo”, Gianna morre santamente. Tinha 39 anos. (1)

Neste sexto dia da novena, peçamos por todas as gestantes, para que sejam renovadas na coragem e confiança na providência divina. Que o Senhor cuide de cada mãe e de cada filho que está sendo esperado, e que pela intercessão de Santa Gianna, sejam ambos assistidos em suas necessidades materiais e espirituais durante a gravidez e o parto.

Oração para todos os dias (recitar a oração que está no primeiro dia)


- 7º dia

Mesmo antes de ser mãe, Gianna demonstrava grande amor pelas crianças que evangelizava durante as colônias paroquiais e a quem se dedicava enquanto médica pediatra. Mais tarde, educa seus pequenos Pierluigi, Mariolina e Laura, na fé e na caridade.

“Comportem-se bem, obedeçam a Mariuccia e a Savina. Pierluigi, que é o mais velho, brigue com suas duas irmãzinhas sem implicar. Mariolina, que é ‘a maior’, seja boa e complacente com Lauretta. Trago vocês no coração e penso em vocês a cada momento. Rezem uma Ave Maria por mim, assim Nossa Senhorinha me fará ficar boa logo e poderei retornar a Courmayeur para abraçar vocês e ficarmos sempre juntos”, escreve Gianna aos filhos, já grávida de Gianna Emanuela e consciente da enfermidade no útero.

Hoje, no sétimo dia da novena, rezemos pelas crianças do mundo inteiro, em especial, as que sofrem a falta de amor. Que Deus, através da intercessão de Santa Gianna, conserve-lhes a pureza e as livre do mal. Rezemos ainda pela evangelização das crianças, pelas pessoas empenhadas nessa tarefa e pelas ações da Comunidade Shalom para esse público.

Oração para todos os dias (recitar a oração que está no primeiro dia)


- 8º dia

Os idosos e os pobres eram, junto às crianças, os pacientes por quem Gianna demonstrava especial cuidado. “Com os seus pacientes, ela tinha uma maneira especial de atendê-los, ouvindo as suas dores e necessidades. Após a sua morte, foi descoberto que eles não saíam do consultório sem que seus problemas tivessem sido resolvidos. Gianna procurava emprego aos que não tinham ou doava remédios aos necessitados” (1).

Rezemos hoje pelos idosos e pobres, pedindo a intercessão de Santa Gianna para que sejam amparados em suas necessidades e encontrem consolo na providência divina. Que o Espírito Santo aja no coração de cada homem e de cada mulher para que reconheçam neles a face de Cristo, e usem de generosidade e misericórdia.

Oração para todos os dias (recitar a oração que está no primeiro dia)


- 9º dia

A santidade de homens e mulheres de todos os tempos é o tesouro da Igreja, porque vem da santidade de Cristo, o Esposo, e se derrama em graças sobre todo o seu corpo místico.

Por isso, a vida e o martírio de Gianna, unidos à paixão, morte e ressurreição de Jesus, gerará frutos na Igreja até o fim dos tempos. “No apostolado, não devemos nos colocar em primeiro lugar, anunciar a si mesmo, mas ao contrário, devemos desaparecer e dar sempre o primeiro lugar a Jesus Cristo”, escreveu a santa.

No último dia da novena, peçamos por toda a Igreja, pelo Papa Francisco, pelos sacerdotes e cada batizado.

Oração para todos os dias (recitar a oração que está no primeiro dia)

Novena com aprovação eclesiástica, + Angelo Mascheroni, Bispo Auxiliar de Milão

(1) Trechos extraídos do blog www.medicaesposaemae.blogspot.com.br, de Savânia Biondo, missionária da Comunidade Shalom

(2) Biografia de Santa Gianna extraída do site Veritatis

Fonte: Reze aqui com a Shalom



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog