Março 2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 31 de março de 2019

Homilia do Papa Francisco pronunciada em Rabat, no Marrocos


RABAT, 31 Mar. 19 / 12:06 pm (ACI).- O Papa Francisco pediu, no Marrocos, que sejam superadas as desconfianças e a divisão entre os povos e, para isso, incentivou a realizar um exercício de misericórdia.

Em sua homilia na Missa celebrada no Centro Esportivo Príncipe Moulay Abdellah, neste domingo, 31 de março, o Pontífice refletiu sobre a parábola do filho pródigo e assinalou que a relação entre os irmãos descrita nessa passagem evangélica é um fiel reflexo das relações entre comunidades.

A seguir, o texto completo da homilia do Papa Francisco:

«Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos» (Lc 15, 20).

Assim nos leva o Evangelho ao coração da parábola onde se apresenta o comportamento do pai quando vê regressar o seu filho: comovido até às entranhas, não espera que ele chegue a casa, mas surpreende-o correndo ao seu encontro. Um filho ansiosamente esperado. Um pai comovido ao vê-lo regressar.

Mas não foi a única vez que o pai correu. A sua alegria seria incompleta sem a presença do outro filho. Por isso, sai também ao seu encontro, para convidá-lo a tomar parte na festa (cf. 15, 28). Contudo o filho mais velho parece não gostar das festas de boas-vindas, custava-lhe suportar a alegria do pai, não reconhece o regresso do seu irmão: «esse teu filho» (15, 30) – dizia. Para ele, o irmão continua perdido, porque já o perdera no seu coração.

Incapaz de participar na festa, não só não reconhece o irmão, mas tampouco reconhece o pai. Prefere ser órfão à fraternidade, o isolamento ao encontro, a amargura à festa. Custa-lhe não só compreender e perdoar a seu irmão, mas também aceitar ter um pai capaz de perdoar, disposto a esperar e velar por que ninguém fique fora; enfim, um pai capaz de sentir compaixão.

No limiar daquela casa, parece manifestar-se o mistério da nossa humanidade: por um lado, temos a festa pelo filho reencontrado e, por outro, um certo sentimento de traição e indignação por se festejar o seu regresso. Por um lado, a hospitalidade para quem experimentara tal miséria e sofrimento, que chegara ao ponto de exalar o cheiro dos porcos e querer alimentar-se com o que eles comiam; por outro, a irritação e o ressentimento por se dar lugar a alguém que não era digno nem merecedor de tal abraço.

Deste modo, mais uma vez vem à luz a tensão que se vive no meio da nossa gente e nas nossas comunidades, e até dentro de nós mesmos. Uma tensão que, a partir de Caim e Abel, mora em nós e que somos convidados a encarar: Quem tem direito a permanecer entre nós, ocupar um lugar à nossa mesa e nas nossas assembleias, nas nossas solicitudes e serviços, nas nossas praças e cidades? Parece continuar a ressoar aquela pergunta fratricida: Porventura sou eu o guardião do meu irmão? (cf. Gn 4, 9).

No limiar daquela casa, surgem as divisões e desencontros, a agressividade e os conflitos que sempre atingirão as portas dos nossos grandes desejos, das nossas lutas pela fraternidade e pela possibilidade de cada pessoa experimentar desde já a sua condição e dignidade de filho.

Mas no limiar daquela casa brilhará também em toda a sua claridade, sem lucubrações nem desculpas que lhe tirem força, o desejo do Pai: que todos os seus filhos tomem parte na sua alegria; que ninguém viva em condições desumanas como seu filho mais novo, nem na orfandade, isolamento ou amargura como o filho mais velho. O seu coração quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (cf. 1 Tm 2, 4).

Sem dúvida, há tantas circunstâncias que podem alimentar a divisão e o conflito; são inegáveis as situações que podem levar a afrontar-nos e dividir-nos. Não podemos negá-lo. Estamos sempre ameaçados pela tentação de crer no ódio e na vingança como formas legítimas de obter justiça de maneira rápida e eficaz. Mas a experiência diz-nos que a única coisa que conseguem o ódio, a divisão e a vingança é matar a alma da nossa gente, envenenar a esperança dos nossos filhos, destruir e fazer desaparecer tudo o que amamos.

Por isso, Jesus convida-nos a fixar e contemplar o coração do Pai. Só a partir dele poderemos, cada dia, redescobrir-nos como irmãos. Só a partir deste horizonte amplo, capaz de nos ajudar a superar as nossas míopes lógicas de divisão, é que seremos capazes de alcançar um olhar que não pretenda obscurecer ou desmentir as nossas diferenças, buscando talvez uma unidade forçada ou uma marginalização silenciosa. Só se formos capazes diariamente de levantar os olhos para o céu e dizer Pai Nosso, é que poderemos entrar numa dinâmica que nos possibilite olhar e ousar viver, não como inimigos, mas como irmãos.

«Tudo o que é meu é teu» (Lc 15, 31): diz o pai ao filho mais velho. E não se refere apenas aos bens materiais, mas a ser participante também do seu próprio amor e compaixão. Esta é a maior herança e riqueza do cristão. Com efeito, em vez de nos medirmos ou classificarmos com base numa condição moral, social, étnica ou religiosa, podemos reconhecer que existe outra condição que ninguém poderá apagar ou aniquilar, pois é puro dom: a condição de filhos amados, esperados e festejados pelo Pai.

«Tudo o que é meu é teu», incluindo a minha capacidade de compaixão: diz-nos o Pai. Não caiamos na tentação de reduzir a nossa filiação a uma questão de leis e proibições, de deveres e seu cumprimento. A nossa filiação e a nossa missão nascerão, não de voluntarismos, legalismos, relativismos ou integrismos, mas da imploração feita por pessoas crentes que diariamente rezam com humildade e constância: Venha a nós o vosso Reino.

A parábola do Evangelho deixa aberto o final. Vemos o pai rogar ao filho mais velho que entre e participe na festa da misericórdia; mas o evangelista nada diz acerca da decisão que ele tomou. Ter-se-á associado à festa? Podemos pensar que este final aberto sirva para cada comunidade, cada um de nós o escrever com a sua vida, o seu olhar e atitude para com os outros. O cristão sabe que, na casa do Pai, há muitas moradas; de fora, ficam apenas aqueles que não querem tomar parte na sua alegria.

Queridos irmãos, quero agradecer-vos pela forma como dais testemunho do Evangelho da misericórdia nestas terras. Obrigado pelos esforços feitos para tornardes as vossas comunidades oásis de misericórdia. Animo-vos e encorajo a continuar a fazer crescer a cultura da misericórdia, uma cultura na qual ninguém olhe para o outro com indiferença nem desvie o olhar ao ver o seu sofrimento (cf. Carta ap. Misericordia et misera, 20). Continuai ao lado dos humildes e dos pobres, daqueles que são rejeitados, abandonados e ignorados; continuai a ser sinal do abraço e do coração do Pai.

Que o Misericordioso e o Clemente – como tantas vezes O invocam os nossos irmãos e irmãs muçulmanos – vos fortaleça e faça frutificar as obras do vosso amor.


Fonte: ACI digital
Foto: Papa Francisco durante a Missa celebrada em Rabat. Foto: ACI Prensa



Discurso do Papa Francisco em encontro com migrantes na sede da Cáritas no Marrocos


RABAT, 30 Mar. 19 / 03:15 pm (ACI).- Ao concluir o primeiro dia de sua viagem apostólica ao Marrocos, o Papa Francisco teve um encontro com os migrantes atendidos pela Cáritas Diocesana, em Rabat.

Em sua mensagem, o Santo Padre assegurou aos migrantes e refugiados: “Não estais marginalizados, mas no centro do coração da Igreja”.

A seguir, o texto completo do discurso do Papa Francisco aos migrantes:

Queridos amigos!

Sinto-me feliz por esta possibilidade de vos encontrar durante a minha visita ao Reino de Marrocos, que me proporciona renovada ocasião para expressar a minha proximidade a todos vós e, juntamente convosco, debruçar-me sobre uma ferida, grande e grave, que continua a afligir os inícios deste século XXI. Uma ferida que brada ao céu; não queremos que a indiferença e o silêncio sejam a nossa resposta (cf. Ex 3,7). E, mais ainda, quando se constata que são muitos milhões os refugiados e outros migrantes forçados que pedem a proteção internacional, sem contar as vítimas do tráfico e das novas formas de escravidão nas mãos de organizações criminosas. Ninguém pode ficar indiferente perante este sofrimento.

Agradeço ao bispo D. Santiago as suas palavras de boas-vindas e o empenho da Igreja ao serviço dos migrantes. Obrigado também a Jackson pelo seu testemunho; obrigado a todos vós – migrantes e membros das associações que estão ao seu serviço – por terdes vindo aqui, nesta tarde, para estarmos juntos, fortalecermos os laços entre nós e continuarmos a trabalhar para garantir condições de vida digna para todos. Todos somos chamados a responder aos numerosos desafios colocados pelas migrações contemporâneas, com generosidade, prontidão, sabedoria e clarividência, cada qual segundo as próprias possibilidades (cf. Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, de 2018).

Há alguns meses, realizou-se aqui, em Marrocos, a Conferência Intergovernamental de Marraquexe que ratificou a adoção do Pacto Mundial para uma Migração Segura, Ordenada e Regular. «O Pacto sobre as migrações constitui um importante passo em frente na comunidade internacional, que nas Nações Unidas, pela primeira vez a nível multilateral, aborda o tema num documento relevante» (Discurso aos Membros do Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé, 7 de janeiro de 2019).

Este Pacto permite reconhecer e tomar consciência de que «não se trata apenas de migrantes» (cf. Tema do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado em 2019), como se as suas vidas fossem uma realidade alheia ou marginal que nada tivesse a ver com o resto da sociedade; como se o seu estatuto de pessoa com direitos ficasse «suspenso» por causa da sua situação atual; «efetivamente, um migrante não é mais ou menos humano segundo a sua localização de um lado ou do outro da fronteira».

Em jogo está a fisionomia que queremos assumir como sociedade e o valor de cada vida. Muitos passos positivos foram dados em diferentes áreas, especialmente nas sociedades desenvolvidas, mas não podemos esquecer que o progresso dos nossos povos não se pode medir apenas pelo desenvolvimento tecnológico ou econômico. Aquele depende sobretudo da capacidade de se deixar mover e comover por quem bate à porta e, com o seu olhar, desabona e exautora todos os falsos ídolos que hipotecam e escravizam a vida; ídolos que prometem uma felicidade ilusória e efémera, construída à margem da realidade e do sofrimento dos outros. Como se torna deserta e inóspita uma cidade, quando perde a capacidade da compaixão! Uma sociedade sem coração... uma mãe estéril. Não estais marginalizados, mas no centro do coração da Igreja.

Quis propor quatro verbos – acolher, proteger, promover e integrar – a quantos desejam tornar mais concreta e real esta aliança, para que sabiamente prefiram envolver-se a emudecer, socorrer a isolar, construir a abandonar.

Queridos amigos, gostaria de reafirmar aqui a importância destes quatro verbos. De certo modo, formam um quadro de referência para todos. Com efeito, neste serviço estamos todos envolvidos – de formas diferentes, mas todos envolvidos – e todos somos necessários para garantir uma vida mais digna, segura e solidária. Apraz-me pensar que o primeiro voluntário, assistente, socorrista, amigo dum migrante é outro migrante que conhece pessoalmente o sofrimento do caminho. Não é possível pensar em estratégias de grande alcance, capazes de dar dignidade, limitando-se a ações de assistência ao migrante. Isto é essencial, mas insuficiente. É preciso que vós, migrantes, vos sintais os primeiros protagonistas e gestores em todo este processo.

Estes quatro verbos podem ajudar a criar alianças capazes de resgatar espaços onde acolher, proteger, promover e integrar. Em suma, espaços onde dar dignidade.

«Considerando o cenário atual, acolher significa, antes de tudo, oferecer a migrantes e refugiados possibilidades mais amplas de entrada segura e legal nos países de destino» (Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, de 2018). De facto, a ampliação dos canais regulares de migração é um dos principais objetivos do Pacto Mundial. Este esforço comum é necessário para não conceder novos espaços aos «mercadores de carne humana» que se aproveitam dos sonhos e carências dos migrantes. Enquanto este serviço não for plenamente implementado, dever-se-á enfrentar a premente realidade dos fluxos irregulares com justiça, solidariedade e misericórdia. As formas de expulsão coletiva, que não permitem uma gestão correta dos casos particulares, não devem ser aceites; ao passo que os percursos extraordinários de regularização, sobretudo nos casos de famílias e menores, se devem incentivar e simplificar.

Proteger significa assegurar a «defesa dos direitos e da dignidade dos migrantes e refugiados, independentemente da sua situação migratória» (Ibidem). Cingindo-nos à realidade desta região, a proteção deve ser assegurada, antes de tudo, ao longo das rotas migratórias, que infelizmente são muitas vezes palco de violência, exploração e abusos de todo o género. Aqui, julgo necessário também prestar uma atenção particular aos migrantes em situação de grande vulnerabilidade, aos numerosos menores não acompanhados e às mulheres. Essencial é poder garantir a todos uma assistência médica, psicológica e social capaz de devolver dignidade a quem a perdeu ao longo do caminho, como fazem dedicadamente os operadores desta estrutura onde nos encontramos. Entre vós, há alguns que podem testemunhar como estes serviços de proteção são importantes para dar esperança durante o tempo em que estão hospedados nos países que os acolheram.

Promover significa assegurar a todos, migrantes e residentes, a possibilidade de encontrar um ambiente seguro onde se possam realizar integralmente. Esta promoção começa pelo reconhecimento de que ninguém é um descarte humano, mas é portador duma riqueza pessoal, cultural e profissional que pode trazer muito valor ao local onde está. As sociedades de acolhimento serão enriquecidas se souberem valorizar da melhor forma a contribuição dos migrantes, evitando todo o tipo de discriminação e qualquer sentimento xenófobo. A aprendizagem da língua local, enquanto veículo essencial de comunicação intercultural, há de ser vivamente encorajada, bem como toda a forma positiva de responsabilização dos migrantes face à sociedade que os acolhe, aprendendo a respeitar as pessoas e os laços sociais, as leis e a cultura, prestando assim uma contribuição mais intensa para o desenvolvimento humano integral de todos.

Mas não esqueçamos que a promoção humana dos migrantes e suas famílias começa também pelas comunidades de origem, onde, juntamente com o direito de emigrar, se deve garantir também o de não ser forçado a emigrar, isto é, o direito de encontrar na pátria condições que permitam uma vida digna. Aprecio e encorajo os esforços dos programas de cooperação internacional e de desenvolvimento transnacional, livres de interesses particulares, nos quais os migrantes estão envolvidos como os principais protagonistas (cf. Discurso aos participantes no fórum internacional sobre «migração e paz», 21 de fevereiro de 2017).

Integrar significa empenhar-se num processo que valorize, simultaneamente, o património cultural da comunidade que acolhe e o património dos migrantes, construindo assim uma sociedade intercultural e aberta. Sabemos que não é nada fácil entrar numa cultura que nos é estranha – tanto para quem chega como para quem acolhe –, colocar-nos no lugar de pessoas tão diferentes de nós, entender os seus pensamentos e as suas experiências. Por isso, muitas vezes renunciamos ao encontro com o outro e erguemos barreiras para nos defender (cf. Homilia no Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, 14 de janeiro de 2018). Assim, o ato de integrar requer não se deixar condicionar pelo medo e pela ignorância.

Aqui há um caminho que se deve percorrer juntos, como autênticos companheiros de viagem; uma viagem que empenha a todos, migrantes e residentes, na construção de cidades acolhedoras, plurais e solícitas pelos processos interculturais, cidades capazes de valorizar a riqueza das diferenças no encontro com o outro. E, também neste caso, muitos de vós podem testemunhar, pessoalmente, como é essencial um tal compromisso.

Queridos amigos migrantes, a Igreja é sabedora das angústias que marcam o vosso caminho e sofre convosco. Ao encontrar-vos nas vossas situações tão diferenciadas, ela pretende lembrar que Deus quer vivificar a todos nós. Ela deseja estar ao vosso lado para construir convosco o que for melhor para a vossa vida. Com efeito, todo o ser humano tem direito à vida, todo o ser humano tem o direito de ter sonhos e poder encontrar o seu justo lugar na nossa «casa comum»! Toda a pessoa tem direito ao futuro.

Quero ainda expressar a minha gratidão a todas as pessoas que estão ao serviço dos migrantes e refugiados em todo o mundo, e hoje particularmente a vós, operadores da Caritas, que tendes a honra de manifestar o amor misericordioso de Deus a tantos nossos irmãos e irmãs em nome de toda a Igreja, bem como a todas as associações parceiras. Bem sabeis e tendes experiência de que, para o cristão, «não se trata apenas de migrantes», mas é o próprio Cristo que bate à nossa porta.

O Senhor, que durante a sua vida terrena viveu na própria carne a angústia do exílio, abençoe a cada um de vós, vos dê a força necessária para não desanimardes e para serdes uns para os outros «porto seguro» de acolhimento. Obrigado.

Fonte: ACI digital
Foto: Papa Francisco no encontro com migrantes na sede da Cáritas no Marrocos. Foto: Captura de vídeo / Vatican Media



A Mesquinhez Censurada-4° Domingo da Quaresma(Ano C)



A MESQUINHEZ CENSURADA

4º Domingo da Quaresma – Ano C

Evangelho de Lucas 15,1-3.11-32

*Naquele tempo, 1 os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3 Então, Jesus contou-lhes esta parábola: 11 “Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16 O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isso lhe davam. 17 Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18 Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. 20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21 O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22 Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23 Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24 Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27 O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31 Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo e tudo o que é meu é teu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’”.

Reflexão

UM A MESQUINHEZ CENSURADA

É flagrante o contraste entre a misericórdia do pai que recebe o filho arrependido de volta à casa paterna, e a mesquinhez do filho mais velho. A alegria contagiante de um choca-se com a irritação do outro. A capacidade de perdoar de um não corresponde à dureza de coração do outro. A largueza de visão de um não bate com o egoísmo do outro.


A parábola do pai cheio de amor - Deus - é uma aberta denúncia a determinado tipo de cristãos que, fechados na segurança de sua vida devota, acabam por cultivar atitudes contrárias ao modo de ser divino. Entre elas, a incapacidade de se alegrar com a conversão dos pecadores, quiçá preferindo que continuem em seu meu caminho, a fim de não se misturarem com os que se consideram justos diante de Deus. Tais pessoas parecem cultivar um desejo mórbido de ver os pecadores devidamente castigados por suas faltas. Tudo pelo falso orgulho de se julgarem perfeitos e impecáveis diante de Deus.


Pensando bem, embora tendo permanecido na casa paterna, também o filho mais velho deveria passar por um processo de conversão. Sua recusa em alegrar-se com a volta do irmão manifestou o quanto estava distante do pai. A proximidade física não correspondia à proximidade espiritual. Estava mais distante do pai do que o filho mais novo, em sua fase de vida desregrada. Por isto, devia, ele também, empreender o caminho de volta para a casa paterna.

Oração do Dia

Espírito de conversão, dá-me a graça de superar meu modo mesquinho de pensar, o qual me impede de estar em sintonia com o Pai.



sábado, 30 de março de 2019

Papa Francisco e Rei Mohamed VI assinam apelo pela liberdade religiosa em Jerusalém


Papa Francisco e o Rei do Marrocos Mohamed VI. Foto: Captura Youtube

RABAT, 30 Mar. 19 / 02:30 pm (ACI).- O Papa Francisco e o Rei do Marrocos, Mohamed VI, realizaram juntos um apelo à comunidade internacional desejando que, na Cidade Santa de Jerusalém, “seja garantida a plena liberdade de acesso aos fiéis das três religiões monoteístas e o direito de cada uma delas realizar ali o seu culto".

Ao finalizar a visita de cortesia do Papa ao Rei no Palácio Real de Rabat, o Substituto do Secretário de Estado, Dom Edgar Peña Parra, leu em italiano o apelo que depois foi assinado pelo Santo Padre e pelo Monarca Marroquino.

Abaixo, apresentamos a tradução ao português do texto do apelo do Papa e do Rei Mohamed:

“Por ocasião de sua visita ao Reino do Marrocos, Sua Santidade o Papa Francisco e Sua Majestade o Rei Mohamed VI, reconhecendo a singularidade e a santidade de Jerusalém / Al Qods Acharif e, tendo no coração seu significado espiritual e sua vocação particular como Cidade da Paz, compartilham o seguinte apelo:

‘Nós consideramos importante preservar a Cidade Santa de Jerusalém / Al Qods Acharif como patrimônio comum da humanidade e acima de tudo pelos fiéis das três religiões monoteístas, como lugar de encontro e símbolo da coexistência pacífica, onde o respeito mútuo e o diálogo são cultivados.

Para este fim, devem ser preservados e promovidos o específico caráter multirreligioso, a dimensão espiritual e a identidade cultural peculiar de Jerusalém / Al Qods Acharif.

Esperamos, portanto, que na Cidade Santa seja garantida a plena liberdade de acesso aos fiéis das três religiões monoteístas e o direito de cada uma delas realizar ali o seu culto, de modo que em Jerusalém / Al Qods Acharif se eleve, por parte de seus fiéis, a oração a Deus, Criador de todos, por um de um futuro de paz e fraternidade na terra’”.


Fonte: ACI digital



Discurso do Papa Francisco no encontro com o povo e autoridades do Marrocos


Papa Francisco em Rabat, Marrocos. Foto: Captura YouTube

RABAT, 30 Mar. 19 / 12:56 pm (ACI).- O Papa Francisco pronunciou seu primeiro discurso da viagem apostólica ao Marrocos durante o encontro com o povo marroquino, as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático, que aconteceu na esplanada da Mesquita Hassan.

O Santo Padre assinalou que “é indispensável contrapor ao fanatismo e ao fundamentalismo a solidariedade de todos os crentes” e destacou a importância de condenar “qualquer instrumentalização de uma religião para discriminar ou agredir as outras, destacando a necessidade de ir mais além do conceito de minoria religiosa para nos fixarmos no conceito de cidadania e no reconhecimento do valor da pessoa”.

“Aqui nesta terra, ponte natural entre a África e a Europa, desejo reiterar a necessidade de unirmos os nossos esforços para dar novo impulso à construção de um mundo mais solidário, mais empenhado em um diálogo honesto, corajoso e necessário que respeite as riquezas e especificidades de cada povo e de cada pessoa”, disse o Papa.

A seguir, o texto completo do discurso do Santo Padre:

Majestade,
Altezas Reais,
Ilustres Autoridades do Reino de Marrocos,
membros do Corpo Diplomático,
queridos amigos marroquinos,
As-Salam Alaikum!

Estou feliz por pisar o solo deste país, rico de muitas belezas naturais, guardião de vestígios de antigas civilizações e testemunha duma história fascinante. Desejo, antes de mais nada, expressar a minha sincera e cordial gratidão a Sua Majestade Mohammed VI pelo seu amável convite e a calorosa recepção que há pouco, em nome de todo o povo marroquino, me reservou, particularmente pelas palavras gentis que me dirigiu.

Esta visita é, para mim, motivo de alegria e gratidão, porque me permite, antes de tudo, descobrir as riquezas da vossa terra, do vosso povo e das vossas tradições e, depois, pela grande oportunidade de promover o diálogo inter-religioso e o conhecimento mútuo entre os fiéis das nossas duas religiões, ao mesmo tempo que recordamos – oitocentos anos depois – o histórico encontro entre São Francisco de Assis e o Sultão al-Malik al-Kamil. Este profético evento demonstra que a coragem do encontro e da mão estendida é um caminho de paz e harmonia para a humanidade nas situações onde o extremismo e o ódio são fatores de divisão e destruição. Além disso, almejo que a estima, o respeito e a colaboração entre nós contribuam para aprofundar os nossos laços de sincera amizade, consentindo que as nossas comunidades preparem um futuro melhor para as novas gerações.

Aqui nesta terra, ponte natural entre a África e a Europa, desejo reiterar a necessidade de unirmos os nossos esforços para dar novo impulso à construção dum mundo mais solidário, mais empenhado num diálogo honesto, corajoso e necessário que respeite as riquezas e especificidades de cada povo e de cada pessoa. Trata-se dum desafio que todos somos chamados a assumir, sobretudo neste tempo em que se corre o risco de fazer das diferenças e mútuo desconhecimento motivos de rivalidade e desagregação.

Por conseguinte, para participar na construção duma sociedade aberta, plural e solidária, é essencial desenvolver e assumir, com constância e sem abdicação, como caminho a seguir a cultura do diálogo; como conduta, a colaboração; como método e critério, o conhecimento mútuo (cf. Documento sobre A Fraternidade Humana, Abu Dhabi, 4 de fevereiro de 2019). Tal é a estrada que somos chamados a percorrer, sem nunca nos cansarmos, para nos ajudar a superar, juntos, as tensões e os mal-entendidos, as máscaras e os estereótipos, que sempre levam ao medo e à contraposição; e, assim, abrir caminho a um espírito de colaboração frutuosa e respeitadora. Com efeito, é indispensável contrapor ao fanatismo e ao fundamentalismo a solidariedade de todos os crentes, tendo como preciosas referências das nossas ações os valores que nos são comuns. Nesta perspectiva, sinto-me feliz por poder visitar, daqui a pouco, o Instituto Mohammed VI para imãs, pregadores e pregadoras, criado por Vossa Majestade para proporcionar uma formação adequada e sadia contra todas as formas de extremismo, que levam muitas vezes à violência e ao terrorismo e constituem, em todo o caso, uma ofensa à religião e ao próprio Deus. Na realidade, sabemos como é necessária uma condigna preparação dos futuros guias religiosos, se quisermos reavivar o verdadeiro sentido religioso no coração das novas gerações.

Portanto um diálogo autêntico convida-nos a não subestimar a importância do fator religioso para construir pontes entre os homens e enfrentar com êxito os desafios antes mencionados. De fato, no respeito das nossas diferenças, a fé em Deus leva-nos a reconhecer a eminente dignidade de todo o ser humano, bem como os seus direitos inalienáveis. Acreditamos que Deus criou os seres humanos iguais em direitos, deveres e dignidade, e chamou-os a viverem como irmãos e espalharem os valores do bem, da caridade e da paz. É por isso que a liberdade de consciência e a liberdade religiosa – esta não se limita à mera liberdade de culto, mas deve consentir a cada um viver segundo a própria convicção religiosa – estão inseparavelmente ligadas à dignidade humana. Neste espírito, precisamos sempre de passar da simples tolerância ao respeito e estima pelos outros, já que se trata de descobrir e aceitar o outro na peculiaridade da sua fé e enriquecer-se mutuamente com a diferença num relacionamento marcado pela benignidade e a busca daquilo que podemos fazer juntos. Assim entendida, a construção de pontes entre os seres humanos, vista da perspectiva do diálogo inter-religioso de vista, pede para ser vivida sob o signo da convivência, da amizade e, mais ainda, da fraternidade.

A Conferência Internacional sobre os Direitos das Minorias Religiosas no Mundo Islâmico, realizada em Marraquexe no mês de janeiro de 2016, abordou esta questão. E congratulo-me por a mesma ter permitido condenar qualquer instrumentalização duma religião para discriminar ou agredir as outras, destacando a necessidade de ir mais além do conceito de minoria religiosa para nos fixarmos no conceito de cidadania e no reconhecimento do valor da pessoa, que deve ter um caráter central em todo o ordenamento jurídico.

Considero também um sinal profético a criação do Instituto Ecuménico Al Mowafaqa, em Rabat no ano de 2012, por iniciativa católica e protestante em Marrocos; um Instituto que quer contribuir para a promoção do ecumenismo, bem como do diálogo com a cultura e com o Islã. Esta louvável iniciativa expressa a preocupação e a vontade dos cristãos, que vivem neste país, de construir pontes para manifestar e servir a fraternidade humana.

Constituem, todos eles, percursos que visam impedir de «instrumentalizar as religiões para incitar ao ódio, à violência, ao extremismo e ao fanatismo cego e (...) usar o nome de Deus para justificar atos de homicídio, de exílio, de terrorismo e de opressão» (Documento sobre A Fraternidade Humana, Abu Dhabi, 4 de fevereiro de 2019).

O diálogo genuíno que queremos desenvolver leva-nos também a tomar em consideração o mundo onde vivemos, a nossa casa comum. Assim, a Conferência Internacional sobre as Alterações Climáticas, COP 22, também realizada aqui em Marrocos, comprovou mais uma vez a tomada de consciência por parte de muitas nações sobre a necessidade de proteger o planeta, onde Deus nos colocou a viver, e contribuir para uma verdadeira conversão ecológica ao desenvolvimento humano integral. Manifesto o meu apreço por todos os avanços verificados neste campo e alegro-me com a implementação duma verdadeira solidariedade entre as nações e os povos a fim de se encontrar soluções justas e duradouras para os flagelos que ameaçam a casa comum e a própria sobrevivência da família humana. Juntos, num diálogo paciente e prudente, franco e sincero, podemos esperar encontrar respostas adequadas para inverter a tendência ao aquecimento global e conseguir a erradicação da pobreza (cf. Enc. Laudato si’, 175).

De igual modo a grave crise migratória, que atualmente enfrentamos, constitui para todos um apelo urgente a procurar os meios concretos para erradicar as causas que forçam tantas pessoas a deixar o seu país, a sua família, acabando muitas vezes marginadas, rejeitadas. Nesta linha, realizou-se em dezembro passado, sempre aqui em Marrocos, a Conferência Intergovernamental sobre o Pacto Mundial para uma Migração Segura, Ordenada e Regular; ela adotou um documento que pretende ser um ponto de referência para toda a comunidade internacional. Naturalmente há ainda muito a fazer, já que é preciso passar, dos compromissos assumidos – ao menos a nível moral – com aquele documento, a ações concretas e sobretudo a uma mudança de ordenamento sobre os migrantes, que os considere como pessoas e não como números, e reconheça em atos e decisões políticas os seus direitos e a sua dignidade. Sabeis como tenho a peito a sorte – muitas vezes terrível – destas pessoas, que, em grande parte, não deixariam os seus países se não fossem forçadas. Espero que Marrocos, depois de ter acolhido a referida Conferência com grande disponibilidade e requintada hospitalidade, continue a ser – na comunidade internacional – um exemplo de humanidade para os migrantes e os refugiados, a fim de poderem, aqui como noutros lados, sentir-se acolhidos com humanidade e protegidos, ver favorecida a sua situação e ser integrados com dignidade. Quando as condições o permitirem, hão de poder decidir voltar a casa em condições de segurança, respeitadoras da sua dignidade e dos seus direitos. Trata-se dum fenômeno que nunca encontrará uma solução na construção de barreiras, na propagação do medo do outro nem na negação de assistência a quantos aspiram por uma legítima melhoria para si próprio e sua família. Sabemos também que a consolidação duma paz verdadeira passa pela busca da justiça social, indispensável para corrigir os desequilíbrios económicos e as desordens políticas que foram sempre os principais fatores de tensão e ameaça para a humanidade inteira.

Majestade e ilustres Autoridades, queridos amigos! Os cristãos alegram-se com o seu lugar na sociedade marroquina. Querem fazer a sua parte na edificação duma nação solidária e próspera, tendo a peito o bem comum do povo. Sob este ponto de vista, acho significativa a colaboração da Igreja Católica em Marrocos com as suas obras sociais e, no campo da educação, através das suas escolas abertas aos estudantes de todas as confissões, religiões e proveniência. Por isso, ao mesmo tempo que dou graças a Deus pelo caminho realizado seja-me permitido encorajar os católicos e os cristãos a serem aqui, em Marrocos, servidores, promotores e defensores da fraternidade humana.

Majestade, ilustres Autoridades, queridos amigos! Uma vez mais vos agradeço – a vós e a todo o povo marroquino – a calorosa recepção e a vossa amável atenção. Shukran bi-saf! O Todo-Poderoso, clemente e misericordioso, vos proteja, e abençoe Marrocos! Obrigado.


Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado São João Clímaco, monge e mestre espiritual


REDAÇÃO CENTRAL, 30 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- São João Clímaco foi um monge cristão, mestre espiritual e autor do livro “Escada do Paraíso”, que chegou a ser muito popular na Idade Média. O nome desta obra é a fonte do nome deste santo, já que é uma transliteração latina do termo grego klímakos, que significa “da escada”.

O santo “da escada” nasceu na Palestina em 575 e sua vida se desenvolveu quando Bizâncio, capital do Império romano do Oriente, estava em decadência ante as invasões bárbaras e a perda de território
Desde muito pequeno, formou-se lendo os livros de São Gregório Nazianzeno e São Basílio. Aos 16 anos, decidiu ser monge e partiu para o Monte Sinais (Egito).

Segundo os escritos do monge Daniel de Raito, Clímaco teve como mestre o abade Martírio (superior do mosteiro) e, depois de quatro anos de preparação, foi admitido como religioso.

Aos 20 anos, escolheu viver como eremita em uma gruta aos pés de um monte localizado a oito quilômetros do atual mosteiro de Santa Catarina (Monte Sinais).

Desde então, dedicou-se por 40 anos à meditação da Bíblia, oração e alguns trabalhos manuais. Assim, tornou-se um dos maiores sábios da Bíblia e diretor espiritual de dezenas de monges no Oriente.

Em sua velhice, os monges o elegeram abade do mosteiro do Monte Sinais. Naquele tempo, escreveu diversos textos e a “Escada do Paraíso”, um tratado de vida espiritual que descreve o caminho do monge desde a renúncia ao mundo até a perfeição do amor.

No livro, distingue-se três fases sucessivas para alcançar esta perfeição do amor: a primeira é a ruptura com o mundo a fim de voltar ao estado de infância evangélica; a segunda é constituída pela combate espiritual contra as paixões; e a terceira é a perfeição cristã.

São João Clímaco morreu por volta do ano 650. A Igreja o comemora no dia 30 de março.

Fonte: ACI digital



sexta-feira, 29 de março de 2019

Estas 9 orações "secretas" na Missa podem ser de grande valor espiritual para sacerdotes


REDAÇÃO CENTRAL, 29 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- O famoso teólogo espanhol Pe. José Antonio Fortea recordou recentemente nove orações "secretas" que os sacerdotes devem recitar durante a Missa e que podem ser de grande valor espiritual.

Em seu artigo "As orações do sacerdote em voz baixa: um imenso tesouro", Pe. Fortea destacou que “a liturgia estabelece que se façam” estas orações, chamadas “secretas”, mas que sejam “feitas não com ele como presidente da comunidade, falando em nome dela, mas são orações pessoais, para seu bem pessoal”.

"Sempre foram feitas sendo pronunciadas, não mentalmente. Dizia-se que poderiam ser escutadas pelo acólito que estivesse próximo dele, mas não pelo povo”, assinalou.

1. "Munda cor meum ac labia mea, omnipotens Deus, ut sanctum Evangelium tuum digne valeam nuntiare" ( "Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho").

Esta oração, disse Pe. Fortea, é realizada "antes da proclamação do Evangelho" e convida a refletir sobre a "necessidade de purificar-se. É uma tarefa que espero que possamos realizá-la com dignidade. Espero".

2. "Per evangelica dicta deleantur nostra delicta" ("Pelas palavras do santo Evangelho sejam perdoados os nossos pecados").

O sacerdote espanhol assinalou que esta oração é feita "depois da leitura do Evangelho", pois "ter pronunciado estas palavras sagradas purifica. Aquele que prega também tem seus delitos".

3.  “Per huius aquæ et vini mystérium eius efficiámur divinitátis consórtes, qui humanitátis nostræ fíeri dignátus est párticeps" ("Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade").

Esta oração é feita "ao misturar o vinho e a água", disse, e nela "se pede uma participação nos tesouros da Divindade".

4. "In spiritu humilitatis, et in animo contrito suscipiamur a Te, Domine: et sic fiat sacrificium nostrum in conspectu Tuo hodie, ut placeat Tibi, Domine Deus " ("De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus").

Com esta oração, indicou, pede-se para "ser recebido e acolhido. Também se pede que agrade a Deus. Não se dá por certo".

5. "Haec commixtio Corporis et Sanguinis Domini nostri Iesu Christi fiat accipientibus nobis in vitam aeternam" ( " Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vidaeterna").

Pe. Fortea indicou que esta oração busca "que este rito nos sirva para a vida no mais além".

6. "Perceptio Corporis et Sanguinis tui, Domine Iesu Christe, non mihi proveniat in iudicium et condemnationem: sed pro tua pietate prosit mihi ad tutamentum mentis et corporis, et ad medelam percipiendam" ( "Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para a minha vida ").

Padre Fortea destacou que a Santa Missa "pode ​​ser juízo e condenação para o mal sacerdote. Para o bom, será proteção e remédio".

7. "Corpus Christi custodiat me in aeternum" ("Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna").

Nesta oração, disse o teólogo espanhol, "pede-se a proteção, não para este mundo, mas proteção para a eternidade".

8. "Sanguis Christi custodiat me in aeternum" ( "Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna ").

Padre Fortea destacou que aqui "se repete a mesma oração".

9. "Quod ore súmpsimus, Dómine, pura mente capiámus: et de munere temporáli fiat nobis remédium sempitérnum " ( " Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno").

O teólogo espanhol destacou que "inclusive algumas gotas de vinho consagrado são um remédio para a eternidade, um medicamento. Não é um medicamento temporal deste mundo, mas um remédio para o reino sem fim".

Fonte: ACI digital



Motu próprio sobre a proteção dos menores e das pessoas vulneráveis


A tutela dos menores e das pessoas vulneráveis faz parte integrante da mensagem evangélica que a Igreja e todos os seus membros são chamados a difundir no mundo”. Assim inicia o documento do Papa Francisco sobre a proteção dos menores e das pessoas vulneráveis dentro da Cúria Romana e no Estado da Cidade do Vaticano, publicado neste dia 29 de março..

Silvonei José – Jane Nogara

Na manhã desta sexta-feira (29/03) foi publicado o Motu Proprio do Papa Francisco sobre a Proteção dos Menores e das Pessoas Vulneráveis. O texto tem como objetivo “reforçar ulteriormente o ordenamento institucional e normativo para prevenir e contrastar os abusos contra os menores e as pessoas vulneráveis” escreve o Papa, dentro da Cúria Romana e no Estado da Cidade do Vaticano.

Para isso, o Pontífice cita várias motivações para a tomada dessas medidas dentro da Cúria e da Cidade do Estado do Vaticano:

- “manter uma comunidade respeitosa e consciente dos direitos e das necessidades dos menores e das pessoas vulneráveis”, prevenindo todas as formas de violência ou abuso físico ou psíquico que possam acontecer tanto nas relações interpessoais como dentro das estruturas;

- “para que todos tenham a consciência do dever de assinalar os abusos às Autoridades competentes e cooperar nas atividades de prevenção e contraste”;

- “para que sejam aplicadas as normas de lei em todos os casos de abusos”;

- “a proteção e apoio em todas as fases dos procedimentos às vítimas e seus familiares;

 - “cuidado pastoral, apoio espiritual, médico, psicológico e legal às vítimas e seus familiares;

- para que “seja garantido ao acusado o direito de um processo equável e imparcial, respeitando a presunção de inocência”;

- “para que o condenado por abuso seja removido do seu encargo” e lhe seja oferecida uma adequada reabilitação psicológica e espiritual e reinserção social;

-“para que seja feito todo o possível para reabilitar a boa fama de um acusado injustamente”.

- e “seja oferecida uma formação adequada para a tutela dos menores e das pessoas vulneráveis”.

Depois de expor os pontos acima o Papa estabelece 6 novas normas que devem ser seguidas para a proteção dos menores e pessoas vulneráveis na Cúria Romana e no Estado da Cidade do Vaticano:

1.    Os órgãos judiciários do Estado da Cidade do Vaticano exercem jurisdição penal também para os crimes dos artigos 1 e 3 da lei N. CCXCVII de 26 de março de 2019 cometidos no exercício de suas funções pelos sujeitos referidos no ponto 3 do Motu Proprio de 11 de julho de 2013 sobre a “Jurisdição dos órgãos judiciários da Cidade do Vaticano em matéria penal”.

2.    Sem tocar no sigilo sacramental, os sujeitos citados no ponto 3 do Motu proprio de 11 de julho de 2013, são obrigados a apresentar a denúncia ao promotor de justiça junto ao Tribunal do Estado da Cidade do Vaticano, todas as vezes que tenham notícia ou motivos fundamentados para considerar que um menor ou pessoa vulnerável seja vítima de um dos crimes do artigo 1 da lei N. CCXCVII se estes forem cometidos i) no território do Estado; ii) em prejuízo de cidadãos ou residentes no Estado; iii) no exercícios de suas funções pelos sujeitos do ponto 3 do Motu proprio de 11 de julho de 2013.

3.   Deve ser oferecida às pessoas ofendidas pelos crimes do artigo 1 da lei N. CCXCVII, assistência espiritual, médica e social assim como informações úteis de natureza legal, através do serviços de acompanhamento da Direção de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano.

4.    Serão organizados programas de formação para os funcionários da Cúria Romana e das Instituições ligadas à Santa Sé sobre os riscos em matéria de exploração, abuso sexual e maus-tratos de menores e pessoas vulneráveis; meios para identificar e prevenir tais ofensas e sobre a obrigação de denúncia.

5.   No processo de seleção de funcionários da Cúria Romana e Instituições assim como para os colaboradores voluntários deverá ser confirmada a idoneidade do candidato para interagir com menores e pessoas vulneráveis.

6.   Os Dicastérios da Cúria Romana e as Instituições que interagem com menores ou pessoas vulneráveis devem adotar, com a assistência do Serviço de acompanhamento, as boas praxes e diretrizes para a sua tutela.

Todas as disposições determinadas pelo Santo Padre no documento acima entram em vigor a partir do dia 1º de junho de 2019.

Diretrizes para a Proteção dos Menores e das Pessoas Vulneráveis

O Vicariato da Cidade do Vaticano apresentou as Diretrizes para a Proteção dos Menores e das Pessoas Vulneráveis. Formadas por seis tópicos divididos em vários pontos com todos os procedimentos necessários em casos de denúncia de exploração, abusos sexuais ou maus-tratos dentro do âmbito do Estado da Cidade do Vaticano.

Com a data de 26 de março de 2019, o Vicariato da Cidade do Vaticano apresentou as Diretrizes para a Proteção dos Menores e das Pessoas Vulneráveis, com base no Quirógrafo de João Paulo II “Para a cura espiritual na Cidade do Vaticano” de 14 de janeiro de 1991; e em vista da lei n. 297 sobre “A proteção dos menores e das pessoas vulneráveis” de 26 de março de 2019 assim como pela particular natureza das atividades pastorais no Estado da Cidade do Vaticano e com o desejo de introduzir medidas específicas no âmbito do Vicariato da Cidade do Vaticano.

As diretrizes são apresentadas inicialmente com uma Premissa, explicando que a salvaguarda dos menores e das pessoas vulneráveis é uma parte integrante da missão de Igreja.

Em seguida foram apresentados vários tópicos especificando a aplicação de todas as normas aplicadas para a defesa do menor e das pessoas vulneráveis.

O ponto “A” refere-se ao Âmbito da aplicação, ou seja a quem são dirigidas dentro do Vicariato do Vaticano: aos cônegos, coadjutores e clero da Basílica de São Pedro; aos párocos e coadjutores das paróquias de São Pedro e Santa Ana no Vaticano; aos capelães e assistentes espirituais com encargos no Vicariato Geral; aos sacerdotes, diáconos e educadores do Pré-seminário São Pio X; membros dos Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica com residência na Cidade do Vaticano; todos os que trabalham dentro da comunidade eclesial do Vicariato da Cidade do Vaticano.

O ponto “B” das diretrizes comunica que será nomeado pelo Vicariato um Referente para a tutela dos menores que coordenará e verificará a aplicação das presentes diretrizes e para que seja mantida uma comunidade respeitosa e consciente dos direitos e das necessidades dos menores, assim como preocupada em prevenir toda a forma de violência ou de abuso.

O ponto “C” refere-se aos agentes pastorais, especificando: 1) que na seleção dos agentes pastorais deve ser controlada, entre outras coisas, a idoneidade dos candidatos que devem interagir com os menores; 2) estes devem seguir programas de formação específicos sobre exploração, abuso sexual e maus-tratos de menores organizado pelo Departamento de Trabalho da Sé Apostólica em conjunto com o Serviço de acompanhamento; e 3) preparação dos colaboradores ocasionais que devem interagir com os menores.

No tópico “D” são abordadas as Atividades pastorais. Detalha-se sobre a tutela dos menores durante as atividades pastorais e o comportamento dos agentes que interagem com os mesmos. São quatro pontos, sendo que no primeiro (1) refere-se aos deveresdos agentes no que se refere aos respeito aos menores, atenção, não ficar a sós com uma criança, modelo de referência, assinalar comportamentos perigosos, comunicação das atividades aos pais, e prudência com o usos das redes sociais. O segundo (2) apresenta as proibições aos agentes: castigos corporais, relação preferencial, deixar o menor em situação de insegurança física ou psíquica, ofender, assumir comportamentos sexualmente alusivos, discriminações, pedir segredo a um menor, privilegiar um menor em relação aos outros, fotografar ou filmar sem permissão dos pais ou tutores, publicar imagens nas redes sociais sem permissão. O terceiro (3) alerta para que as atividades sejam feitas em locais onde os menores possam ser sempre vistos e controlados. O quarto (4)refere-se a detecção de atos de bulismo que deve ser imediatamente enfrentado com equilíbrio, prudência, informando pais ou tutores.

O ponto “E” refere-se ao consenso dos pais ou tutores, especificando que é indispensável para as atividades pastorais. Do mesmo modo os pais ou tutores devem receber informações completas sobre as atividades, e sempre com autorização por escrito para passeios, fotos, vídeos, e postagens nas redes sociais. Respeito pelas autorizações com informações delicadas.

Enfim o tópico “F” especifica como tratar as denúncias de pressupostos casos de exploração , de abusos sexuais ou maus-tratos dos menores. São 15 pontos detalhados que orientam o procedimento.

1.    O primeiro refere-se ao apoio a ser dado aos que afirmam ser vítimas de exploração, abuso ou maus-tratos. Seus direitos e a ajuda através do Referente para a Tutela.

2.    Sobre a assistência médica, social, terapêutica e psicológica de urgência a ser dada à vítima.

3.    Sem tocar o sigilo sacramental os agentes, colaboradores e voluntários que souberem de abusos devem informar o Vigário geral diretamente ou através do Referente.

4.    O autor da denúncia deve formalizar por escrito ao Vigário ou Referente e comunicar ao promotor de justiça do tribunal do Estado da Cidade do Vaticano.

5.    Caso o pressuposto autor dos fatos seja um clérigo ou membro de um Instituto de Vida Consagrada ou uma Sociedade de Vida Apostólica, o Vigário Geral deve logo comunicar a notícia ao Ordinário próprio ou ao Superior maior.

6.    Caso a denúncia seja evidente, o vigário comunica diretamente ao tribunal e afasta o pressuposto autor dos fatos das atividades pastorais do Vicariato.

7.    Caso a pessoa ofendida se oponha a formalizar a denúncia, o Vigário geral não transmitirá a notícia ao promotor de justiça, ao menos que o Referente considere necessária a denúncia para proteger a pessoa ofendida ou outros menores do perigo.

8.    Nos casos de sua competência e sem prejudicar as investigações realizadas na sede civil, o Vigário geral realiza pessoalmente ou através de um presbítero especializado na matéria processual e prudente no discernimento, a investigação prévia segundo o cânone 1717 do CDC. A investigação é conduzida em título prioritário.

9.    Segundo as circunstâncias, o Ordinário competente pode delegar a competência da investigação prévia ao Vigário geral.

10. Nos procedimentos devem ser recolhidos documentos, provas, testemunhas provenientes de vários âmbitos e ambientes do denunciado assim como toda as informações sobre as pessoas ofendidas e os danos causados.

11. No decorrer dos procedimentos deve-se dar atenção: em oito pontos, especifica-se toda a atenção que deve ser dirigida à pessoa ou pessoas envolvidas no caso desde a deposição imediata, acompanhamento aos setores responsáveis, esclarecimento dos seus direitos e possibilidades de provas, dar esclarecimentos sobre os passos dos procedimentos já efetuados, encorajar a pessoa, seu direito à assistência civil e canônica, preservar a pessoa ofendida e sua família de intimidações, tutelar o respeito pelos dados pessoais.

12. A presunção de inocência deve ser sempre garantida, tutelando a reputação do acusado. Exceto por graves razões o acusado deve ser logo informado das acusações que lhe dizem respeito. Também a ele serão oferecidas assistência espiritual e psicológica, assim como legal e canônica.

13. Quando necessário devem ser tomadas adequadas medidas cautelares.

14. Caso as investigações sejam confirmadas o Vigário geral submete a causa ao Dicastério competente. No caso contrário, o Vigário emite um decreto de arquivação motivado.

15. Qualquer um que seja declarado culpado por ter cometido um dos crimes referidos no artigo 1 da lei n. 297 sobre “A proteção dos menores e das pessoas vulneráveis” de 26 de março de 2019, será removido do seu cargo; porém será oferecido um apoio adequado para reabilitação psicológica e espiritual, assim como para a reinserção social.


Fonte: Vatican News



Homilia do Papa na Celebração da Penitência da jornada “24 horas para o Senhor”


Vaticano, 29 Mar. 19 / 01:38 pm (ACI).- O Papa Francisco preside nesta sexta-feira, 29 de março, uma Celebração da Penitência na Basílica de São Pedro, no marco da jornada “24 horas para o Senhor”, uma iniciativa sua, na qual incentiva os católicos de todo o mundo a aproximar-se do sacramento da confissão.

A seguir, o texto completo de sua homilia:

«Ficaram apenas eles dois: a mísera e a misericórdia» (Santo Agostinho, In Johannis 33, 5): assim interpreta Santo Agostinho o final do Evangelho que acabamos de ouvir. Foram-se embora aqueles que tinham vindo para atirar pedras contra a mulher ou para acusar Jesus a propósito da Lei. Foram-se embora; nada mais lhes interessava. Mas Jesus continua... E continua, porque lá ficou o que era precioso a seus olhos: aquela mulher, aquela pessoa. Para Ele, antes do pecado, vem o pecador. No coração de Deus, eu, tu cada um de nós vem em primeiro lugar; vem antes dos erros, das normas, dos juízos e das nossas quedas. Peçamos a graça dum olhar semelhante ao de Jesus; peçamos para ter o enquadramento cristão da vida: nele, antes do pecado, olhamos com amor o pecador; antes do erro, o transviado; antes do caso, a pessoa.

«Ficaram apenas eles dois: a mísera e a misericórdia». Naquela mulher surpreendida em adultério, Jesus não vê uma alínea da Lei, mas uma situação concreta que O reclama. Por isso, fica ali com a mulher, mantendo-Se quase todo o tempo em silêncio; entretanto, por duas vezes, efetua um gesto misterioso: escreve com o dedo por terra (Jo 8, 8). Não sabemos o que terá escrito, e talvez não seja a coisa mais importante: a atenção do Evangelho centra-se no facto de o Senhor escrever. Vem à mente o episódio do Sinai, quando Deus escrevera as tábuas da Lei com o seu dedo (cf. Ex 31, 18), tal como faz agora Jesus. Depois, através dos profetas, Deus prometera que não mais escreveria em tábuas de pedra, mas diretamente nos corações (cf. Jr 31, 33), nas tábuas de carne dos nossos corações (cf. 2 Cor 3, 3). Com Jesus, misericórdia de Deus encarnada, chegou o momento de escrever no coração do homem, dando uma segura esperança à miséria humana: dar, não tanto leis externas que muitas vezes deixam Deus e o homem distantes, mas a lei do Espírito, que entra no coração e o liberta. Assim sucede com aquela mulher, que encontra Jesus e recomeça a viver. Segue a sua estrada, para não mais pecar (cf. Jo 8, 11). É Jesus, com a força do Espírito Santo, que nos liberta do mal que temos dentro, do pecado que a Lei podia obstaculizar, mas não remover.

E ainda assim o mal é forte, tem um poder sedutor: atrai, encandeia. Para desprender-se dele, não basta o nosso esforço, é preciso um amor maior. Sem Deus, não se pode vencer o mal: só o amor d’Ele eleva por dentro; só a sua ternura, derramada no coração, é que torna livre. Se queremos a libertação do mal, temos de dar espaço ao Senhor, que perdoa e cura; e fá-lo sobretudo através do Sacramento que estamos prestes a celebrar. A Confissão é a passagem da miséria à misericórdia, é a escrita de Deus no coração. Sempre que nos abeiramos dela, lemos que somos preciosos aos olhos de Deus, que Ele é Pai e nos ama mais de quanto nos amamos a nós mesmos.

«Ficaram apenas eles dois: a mísera e a misericórdia». Só eles… Quantas vezes nos sentimos sozinhos e perdemos o encadeamento da vida! Muitas vezes já não sabemos como recomeçar, cansados de nos aceitarmos. Temos necessidade de começar do princípio, mas não sabemos donde. O cristão nasce pelo perdão, que recebe no Batismo; e daqui é que sempre renasce: do perdão arrebatador de Deus, da sua misericórdia que nos restaura. Só como perdoados podemos recomeçar revigorados, depois de termos experimentado a alegria de ser amados até ao extremo pelo Pai. Só através do perdão de Deus é que acontecem em nós coisas verdadeiramente novas. Pensemos na frase que o Senhor nos disse hoje, através do profeta Isaías: «Vou realizar algo de novo» (43, 19). O perdão nos proporciona um novo começo, torna-nos criaturas novas, faz-nos palpar a vida nova. O perdão de Deus não é uma fotocópia que se reproduz idêntica em cada passagem pelo confessionário. Receber o perdão dos pecados, através do sacerdote, é uma experiência sempre nova, original e inimitável. Da situação de estar sozinhos com as nossas misérias e os nossos acusadores, como a mulher do Evangelho, faz-nos passar ao estado de erguidos e encorajados pelo Senhor, que nos faz recomeçar.

«Ficaram apenas eles dois: a mísera e a misericórdia». Que fazer para me afeiçoar à misericórdia, para superar o medo da Confissão? Acolhamos o sucessivo convite de Isaías: «Não o notais?» (43, 19). Notar, dar-se conta do perdão de Deus. É importante. Seria bom, depois da Confissão, permanecer – como aquela mulher – com o olhar fixo em Jesus, que acabou de nos libertar: fixo, não mais nas nossas misérias, mas na sua misericórdia. Fixar o Crucificado e exclamar maravilhados: «Eis aonde foram parar os meus pecados! Tomaste-los sobre Vós... Não me apontastes  o dedo acusador, mas abristes-me os braços e mais uma vez me perdoastes». É importante recordar o perdão de Deus, lembrar a sua ternura, saborear de novo a paz e a liberdade que experimentamos. Com efeito, isto é o coração da Confissão: não os pecados que dizemos, mas o amor divino que recebemos e do qual sempre precisamos. Entretanto há ainda uma dúvida que nos pode vir: «Não vale a pena confessar-se! Volto sempre aos pecados habituais». Mas o Senhor nos conhece, sabe que a luta interior é difícil, que somos fracos e propensos a cair muitas vezes reincidentes na prática do mal. Então, propõe-nos começar a ser reincidentes no bem, no pedido de misericórdia. Será Ele a nos erguer, fazendo de nós criaturas novas. Recomecemos, pois, da Confissão, devolvamos a este sacramento o lugar que merece na vida e na pastoral!

«Ficaram apenas eles dois: a mísera e a misericórdia». Também hoje vivemos, na Confissão, este encontro de salvação: nós, com as nossas misérias e o nosso pecado; o Senhor, que nos conhece, ama e liberta do mal. Avancemos para este encontro, pedindo a graça de o redescobrir.


Fonte: ACI digital
Foto: Papa Francisco na Celebração da Penitência nesta sexta-feira, na Basílica de São Pedro. Captura Youtube



quinta-feira, 28 de março de 2019

Exorcista critica Walmart por oferecer mais de 400 artigos demoníacos pela internet


WASHINGTON DC, 28 Mar. 19 / 05:00 pm (ACI).- Um exorcista criticou a multinacional Walmart por promover o mal através de seu catálogo pela internet, no qual oferece cerca de 440 artigos demoníacos.

"Ou estão promovendo intencionalmente coisas demoníacas, ou são ignorantes. De qualquer maneira, são responsáveis ​​por difundir o mal", manifestou um exorcista identificado como Pe. Michael.

Em um artigo publicado por ‘National Catholic Register’, informou-se que o catálogo de 22 páginas inclui esculturas e figuras demoníacas, pornografia satânica que blasfema a crucificação de Cristo, joias com pentagramas e outras imagens demoníacas. Também oferece livros como a "Bíblia satânica" e livros sobre feitiços.
Entre os produtos mais chocantes está o Baphomet, uma figura com chifres e cabeça de bode que se identifica como o símbolo da "igreja de Satanás", um demônio de alta patente.

“Eu já recebi pessoas que estavam possuídas e manifestaram esse demônio. Os demônios mantêm o posto que tinham antes de caírem. Assim como existem nove coros de anjos, existem nove coros de demônios", afirmou o exorcista, cujo verdadeiro nome foi preservado.

Nesse sentido, o sacerdote avisou que "usar um ícone de algo satânico abre uma pessoa para uma presença demoníaca". "Isso é algo muito sério", assinalou Pe. Michael, exorcista de sua diocese durante uma década.

"Quando as pessoas se juntam a cultos e fazem juramentos de sangue, elas realmente se ligam a Satanás, mas comprar produtos satânicos de alguma maneira abre a pessoa para sua influência e também o promove para que outros possam vê-lo. Isso claramente não é a obra de Deus”, advertiu.

O exorcista assinalou que banalizar o mal através da venda de produtos satânicos coloca as pessoas em risco. "Francamente, não ficaria surpreso se em algum momento pudessem ser responsáveis, por isso deveriam prestar atenção nisso", indicou.

O exorcista advertiu que todo católico deveria rejeitar qualquer coisa oculta, uma vez que quando se abre a porta ao diabo, nem sempre é tão fácil fechá-la. "As pessoas nem sempre percebem o quão perigosas são as coisas que estão fazendo, ou têm dificuldade em deixá-las". "Só porque alguém quer que os demônios saiam não significa que eles irão embora", acrescentou.

Sobre a opressão ou depressão demoníaca, afirmou que isso pode ser muito assustador, e que geralmente incluem ataques físicos, sintomas e eventos estranhos. "As pessoas às vezes ouvem vozes satânicas em suas cabeças que dizem coisas como: 'Não vamos deixar você... você pertence a nós... você nunca se livrará de nós'".

Pe. Michael disse que aqueles que sentem a opressão do diabo devem recorrer à Confissão, pois muitas vezes isso termina com o assédio demoníaco. "Também lhes digo que parem com qualquer prática na qual tenham participado e comecem a levar uma boa vida católica com oração e virtude", afirmou.

Fonte: ACI digital
Fonte:
Walmart Corporate, CC BY 2.0. Foto: Wikimedia Commons / Domínio público



Hoje a vidente de Fátima Irmã Lúcia completaria 112 anos


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Mar. 19 / 05:00 am (ACI).- Há exatos 112 anos, nascia em Portugal, a Irmã Lúcia de Jesus, que em 1917 foi uma das videntes de Fátima, ao lado de seus primos, os Santos Francisco e Jacinta Marto.

Lúcia Rosa dos Santos nasceu em Aljustrel, no dia 28 de março de 1907, e foi batizada dois dias depois. Recebeu a Primeira Comunhão em 30 de maio de 1913, por mediação do Pe. Cruz – de acordo com a documentação conhecida –, impressionado com os seus conhecimentos catequéticos.

Em suas 'Memórias', relata que em 1915 teve pela primeira vez visões de uma espécie de nuvem, com forma humana, por três ocasiões diferentes, quando estava com outras amigas. E, a partir do ano seguinte, Lúcia e seus primos Francisco e Jacinta receberam as manifestações do Anjo de Portugal.

Em 13 de maio de 1917, apareceu aos três pastorinhos a Virgem Maria e, a partir de então, a vida deles se transformou completamente.  As crianças acolheram o apelo de Nossa Senhora, passaram a recitar diariamente o terço, fazer sacrifícios pelos pecadores e, durante seis meses, sempre no dia 13, comparecem ao local onde a Virgem lhes aparecia.

Além disso, Lúcia, Francisco e Jacinta passaram a ser constantemente interrogados sobre o que viram e acusados de mentirem e inventarem os acontecimentos. Mas, nada disso desanimou a fé daquelas crianças, que seguiram firmes no amor a Deus e à Nossa Senhora.

Após a última aparição em 13 de outubro de 1917, Lúcia se recolheu no Asilo de Vilar, a conselho do Bispo de Leiria, Dom José Alves Correia da Silva, começando assim uma vida retirada do mundo.

Em 5 de janeiro de 1922, escreveu o primeiro relato das aparições e, em 8 de julho de 1924, respondeu, no Porto, ao interrogatório oficial da Comissão Canônica Diocesana nomeada por Dom José Alves Correia da Silva, sobre os acontecimentos de Fátima.

Posteriormente, em 1925, Lúcia ingressou na Congregação de Santa Doroteia, na Espanha, onde se deram as aparições de Tuy e Pontevedra, as aparições da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora e do Menino Jesus.

Desejando uma vida de maior recolhimento para responder à mensagem que a Senhora lhe tinha confiado, entrou no Carmelo de Coimbra, em 1948, onde se entregou mais profundamente à oração e ao sacrifício e tomou o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado.

Foi neste Carmelo que Irmã Lúcia faleceu em 13 de fevereiro de 2005. Atualmente, seus restos mortais se encontram sepultados na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, desde o dia 19 de fevereiro de 2006.

Durante sua vida, Ir. Lúcia respondeu a milhares de cartas e pedidos de orações das mais variadas pessoas, entre Papas, chefes de estado e de governo, cineastas e gente simples. Tais correspondências foram analisadas durante a fase diocesana do processo de canonização que chegou ao fim em 13 de fevereiro de 2017.

Agora, o processo de canonização de Irmã Lúcia se encontra na competência direta da Santa Sé e do Papa.

Fonte: ACI digital
Foto: Irmã Lúcia com o Papa São João Paulo II / Foto: Santuário de Fátima



24 horas para o Senhor: Papa pede que igrejas fiquem abertas por mais tempo


Vaticano, 28 Mar. 19 / 10:05 am (ACI).- O Papa Francisco pediu que neste fim de semana as igrejas fiquem "abertas por muito tempo" para que os fiéis se confessem na iniciativa "24 horas para o Senhor" que será realizada na sexta-feira, 29, e sábado, 30 de março.

Em sua saudação em italiano durante a Audiência Geral na quarta-feira, na Praça São Pedro, o Santo Padre lembrou que, "como todos os anos, na próxima sexta-feira e próximo sábado, nos encontraremos para a tradicional iniciativa: '24 horas para o Senhor'".

Depois de recordar que na sexta-feira, 29, irá celebrar uma liturgia penitencial na Basílica de São Pedro às 17h, o Pontífice manifestou que seria muito significativo que "nossas igrejas também, nesta ocasião especial, estejam abertas por muito tempo, para pedir a misericórdia de Deus e recebê-la no sacramento do perdão".

Por outro lado, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, disse que o tema desta edição é: "Nem eu te condeno".

O Arcebispo, que dirige o dicastério responsável por esta iniciativa que em 2019 chega a sua sexta edição, disse que este tema "significa que ninguém, diante do Senhor, encontrará um juiz, mas encontrará um Pai que o acolhe, o consola e indica o caminho para se renovar" nesta Quaresma.

Em entrevista concedida a Vatican News, explicou que a estrutura desse dia de conversão "é a mesma. Após o momento profundo de adoração Eucarística em silêncio, na oração, onde cada um pode encontrar-se consigo mesmo e pensar sobre sua própria vida, segue o sacramento da Confissão para que se possa experimentar em primeira pessoa a misericórdia de Deus".

O mundo, disse o Arcebispo, "sempre precisa de perdão, porque o perdão é o sinal do amor. Se não tivermos a dimensão do perdão, isso significaria que não haveria a dimensão do amor que nos permite entender que ninguém é perfeito. Todos sabem que precisam ser perdoados e assim converter-se em um instrumento de perdão para os outros. E esse perdão é o ápice do amor".

Depois de explicar que esta iniciativa será realizada em diferentes hospitais e prisões em todo o mundo, como Malásia, Austrália, México e Europa, Dom Fisichella indicou que "a misericórdia não conhece limites".

O Prelado advertiu que "ali onde esquecemos o sacramento da Confissão, também esquecemos um pouco nossa humanidade. Esquecemo-nos de nós mesmos”.

Isso, indicou, deve mudar para voltar a colocar a reconciliação no centro da Igreja e "tomar consciência de quem somos realmente e daquilo que está no meio da mensagem do Evangelho que chama a converter-se e acreditar: muda de vida e lembra que sempre estarás diante do amor de Deus".

O Arcebispo também informou que o Congresso Mundial da Misericórdia 2020 será realizado em Samoa, na Oceania, "em uma parte do mundo que nos permite indicar que a misericórdia é uma realidade que todos, a Igreja e o mundo, necessitamos"

Fonte: ACI digital
Foto: Papa Francisco na Audiência Geral. Foto: Lucía Ballester / ACI Prensa



terça-feira, 26 de março de 2019

Por que o Papa não gosta que beijem seu anel


Ary Waldir Ramos Díaz
Mar 26, 2019

Antoine Mekary | ALETEIA

Polêmica pelos gestos do Papa diante de fiéis que queriam beijar o seu anel

O Papa Francisco não deixou que algumas pessoas beijassem o seu anel, nesta segunda-feira, 25 de março, no Santuário Mariano de Loreto, no momento de saudação aos fiéis na sacristia.

Veja:


Uma montagem que juntava gestos do Papa nesse sentido causou grande revolta nas redes sociais.

Francisco é um papa de gestos e cultiva a mensagem de uma Igreja pobre para os pobres, de portas abertas, próxima do povo de Deus e que deveria conceber o poder como serviço. Nesse sentido, em todo o seu pontificado busca relacionar palavras e gestos.

Portanto, é justo considerar que um Papa que denuncia o clericalismo e o servilismo do catolicismo de salão não aceite que lhe beijem a mão e que o reverenciem como um monarca. E também que insista em que as pessoas o olhem de frente, e não se rebaixem diante dele.

Francisco recordou que é lícito olhar uma pessoa de cima para baixo apenas se for para se agachar e ajudá-la a se levantar. Se não for assim, não temos o direito de olhar ninguém de cima para baixo (vídeo-mensagem para o Encontro Nacional da Juventude em Rosário 22/05/2018).

O Papa Francisco convive com o poder, mas sem se perder nele. Por isso, tira a mão quando tentam curvar-se para beijá-la, porque considera que tal gesto comunica rebaixar-se perante o outro. Ele busca a sintonia e o alinhamento do olhar com seu interlocutor.

No dia 20 de fevereiro de 2019, um dia antes da Reunião sobre os crimes de abusos, Marek Lisinski, que foi abusado aos 13 anos por um sacerdote, encontrou o Papa Francisco na Sala Paulo VI. O que fez o Papa? Beijou-lhe as mãos, como um gesto de perdão pelo mal cometido por aqueles homens da Igreja que traíram Cristo.

©VaticanMedia-Foto/CPP

De fato, no vídeo da saudação dos fiéis em Loreto, considerando as cenas completas, ou seja, sem montagens tendenciosas para prejudicar o Papa e os católicos em geral, mostram Francisco beijando Terços, deixando-se tocar, recebendo abraços, trocando sorrisos e olhares de sujeito para sujeito.

A revolução da ternura que o Papa Francisco propõe pode ser incômoda. Porque acaba com antigos gestos das Hierarquias, das Cortes Imperiais e das Casas Reais.

Não foi a primeira vez

Além disso, esta não foi a primeira vez que o Papa rejeitou gestos excessivos de reverência clerical. No início de 2018, quando estava no Peru prestes a embarcar de volta para Roma, o presidente peruano Pedro Pablo Kuczynki tentou se despedir do Papa Francisco com “beija anel”, mas o Santo Padre não permitiu.

Francisco sabe, sem dúvida, manter o protocolo das cerimônias do Vaticano e a agenda pontifícia com o “espírito religioso de obediência” de sua formação jesuítica e com o devido rigor que é exigido especialmente diante de líderes, dignidades e líderes religiosos. No entanto, prima pela simplicidade.

Aos bispos e padres, ele tem insistido para que evitem o apego ao poder e não caiam no clericalismo.


Fonte: Aleteia



Padre Peter é o 'melhor' professor do mundo


Franciscano queniano, Peter Tabichi é o melhor professor do mundo, vencedor do Prêmio Global Teacher, dotado de US$ 1 milhão.

Roberta Gisotti, Silvonei José - Cidade do Vaticano

36 anos, nascido no Quênia, filho de professores, o pe. Peter Tabichi é frade franciscano, professor de matemática e física em seu país, na Escola Secundária Keriko, no vilarejo de Pwani, perto de Nakuru, em uma região pobre, remota e semi-árida do Vale do Rift, frequentemente atingida pela fome, e onde 30% de seus alunos, incluindo muitos órfãos, vivem no limite da subsistência.

Selecionado entre quarenta mil candidatos

"Fale menos e faça mais" é o lema deste professor africano que mereceu este ano o Prémio Global Teacher, selecionado como o melhor professor do mundo entre 50 finalistas de uma lista de quarenta mil candidatos de todo o mundo. O cobiçado prêmio de US$ 1 milhão é concedido pela Fundação Varkey sob o patrocínio do xeque Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente e primeiro-ministro dos Emirados Árabes Unidos e governador de Dubai, onde a cerimônia de premiação foi realizada no domingo. Já em seu quinto ano, o Prêmio é concedido ao professor que se acredita ter sido capaz de exercer sua profissão da melhor maneira possível e que, com sua ação, conseguiu influenciar positivamente a comunidade em que vive, onde deverá fazer bom uso nas atividades educacionais da soma de dinheiro recebida.

Este prêmio é para os jovens africanos

"Todos os dias, na África, viramos uma página e começamos um novo capítulo. Hoje é outro dia", foi o que disse o padre Peter Tabichi, ao subir ao palco onde foi premiado pelo ator, cantor e produtor Hugh Jackman. "Este prêmio não é um reconhecimento a mim, mas aos jovens deste grande continente. Estou aqui somente por causa do que os meus alunos alcançaram. Este prêmio dá a eles uma oportunidade, diz ao mundo que tudo é possível. Como professor que trabalha na linha de frente, eu vi a promessa que são os meus jovens, sua curiosidade, talento, inteligência e convicção. O professor Tabichi disse que estava convencido de que os jovens africanos já não serão mais barrados pela falta de expectativas e ambições. "A África - disse - produzirá cientistas, engenheiros, empresários cujos nomes serão um dia famosos em todos os cantos do mundo. E as jovens serão uma parte importante desta história.

Ponto de referência para toda a comunidade

Com uma personalidade forte, apaixonado pelo seu trabalho, o pe. Peter soube na sua missão educativa incutir confiança nos seus alunos, encorajando-os a empenharem-se e ensinando-lhes métodos de cultivo adequados para resistir à seca, conseguindo levar os seus jovens a ganhar prémios nacionais e internacionais. Foi também capaz de resolver as tensões entre os vários grupos étnicos do vilarejo, fundando um Clube da Paz e sempre se ocupou concretamente dos mais pobres, atribuindo-lhes 80% do seu salário.


Fonte: Vatican News



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog