Julho 2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Celibato amplia o coração e permite dar-se aos outros, afirma sacerdote


Ordenação sacerdotal. Crédito: Alexey Gotovsky / ACI

WASHINGTON DC, 22 Jul. 19 / 01:30 pm (ACI).- Um sacerdote da Arquidiocese de Washington (Estados Unidos) explicou a importância do celibato e respondeu às perguntas mais comuns daqueles que buscam a sua abolição argumentando que dessa forma poderia se resolver o problema dos abusos sexuais.

Pe. Carter Griffin, autor do livro "Por que o celibato? Reivindicando a paternidade do sacerdote", disse à CNA – agência em inglês do Grupo ACI – que o celibato existe desde a época de Jesus Cristo, que também era celibatário.

"O celibato permite certa abertura do coração, permite ampliar o coração e, assim, facilita a capacidade de um homem para viver seu sacerdócio e se entregar aos outros", ressaltou o sacerdote.

Por sua vez, Peter Daly escreveu um artigo, em 15 de julho, no ‘National Catholic Reporter’, no qual assinalou que "não podemos falar de uma reforma real do sacerdócio católico, se não deixarmos de lado o celibato obrigatório para os sacerdotes diocesanos no rito latino".

Seguindo sua explicação sobre o celibato, Pe. Griffin enfatizou que Cristo "realmente precisava estar disponível para todos. Se seu coração tivesse alguma predileção por uma esposa ou filhos, simplesmente não poderia ter feito o que pretendia fazer”.

"Eu acho que ser ordenado para amar como sacerdote, com amor sacerdotal e paternidade espiritual, é uma das principais razões, se não a principal, para o celibato".

O celibato, disse, aponta para a existência de Deus e de outras realidades sobrenaturais, já que recorda aos demais que "nossos bens mais preciosos não são os prazeres terrenos, mas aqueles que são maiores e mais elevados".

Para Daly, seria melhor ter sacerdotes casados e com filhos, para que assim possam estar "mais conscientes da vulnerabilidade das crianças e, assim, reagir com mais indignação ao abuso".

A esse respeito, Pe. Griffin admitiu que pode haver alguma verdade nessa declaração, mas enfatizou que "há muitas coisas que aprendi como pai espiritual que são muito úteis para pais naturais ou biológicos que estão perto de mim".

Aos argumentos que afirmam que permitir sacerdotes casados ​​aumentaria sua quantidade, Pe. Griffin disse que isso não é verdade e que a crise das vocações não será resolvida com a redução na exigência dos requisitos para o sacerdócio.

"Se o correto são os sacerdotes celibatários, então busquemos a forma de construir a cultura católica, como fizemos todas as vezes que este assunto apareceu com força ao longo dos séculos. O que temos que mudar é o que causa a escassez de vocações e não os padrões para entrar em seminários".

Ao argumento que defende que o celibato gera "repressão sexual" nos sacerdotes, algo que pode resultar em abusos, Pe. Griffin destacou que "uma objeção como essa só pode vir de uma cultura que sofre com a reiteração da 'revolução sexual’, que busca nos convencer de que não podemos nos controlar sexualmente e que qualquer restrição é necessariamente doentia".

"Todos conhecemos pessoas que não são casadas e que são pessoas muito equilibradas e boas. Além disso, a grande maioria dos sacerdotes é feliz em sua vocação e faz um trabalho bom e fiel. Deste modo, eu não acho que seja certo pegar alguns exemplos das manchetes e convertê-los em universais”, explicou o sacerdote.

O problema, destacou, não está no celibato, mas na infidelidade a si mesmo ou no adultério quando a pessoa é casada.

Em seguida, Pe. Griffin explicou a importância de promover a castidade em "uma cultura hiperssexualizada" e que os pais "levem a sério a formação integral e saudável de seus filhos para que cresçam e se tornem homens e mulheres santos, autenticamente cristãos que vivam castos e puros".

"Se fosse assim, se redobrássemos nossos esforços como famílias católicas, então a crise de vocações desapareceria”, destacou.

Pe. Griffin também compartilhou sua própria experiência como sacerdote.

"Eu planejava me casar. Eu adoraria me casar e ter uma família, mas o Senhor usou esse desejo e o transformou. Agora eu sou um homem mais feliz", ressaltou.

"Acho que muitos sacerdotes podem dizer a mesma coisa e espero que as pessoas possam ver isso, apesar de todas as coisas que agora têm que enfrentar: muitos padres vivem sua vocação com alegria e beleza", concluiu.


Fonte: ACI digital



Hoje é a festa de Santa Maria Madalena, a primeira mulher que viu Cristo ressuscitado (22 de julho)


REDAÇÃO CENTRAL, 22 Jul. 19 / 05:00 am (ACI).- Santa Maria Madalena é uma das discípulas mais fiéis e que o Senhor escolheu para ser testemunha de sua ressurreição ante os apóstolos, do mesmo modo é exemplo para toda mulher da Igreja e da evangelização autêntica, isto é, de uma evangelizadora que anuncia a alegre mensagem central da Páscoa.

Em 2016, o Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentosno Vaticano, emitiu um decreto no qual, seguindo a vontade do Papa Francisco, estabeleceu-se que a memória litúrgica Santa Maria Magdalena fosse elevada à festa.

Referindo-se a ela, Bento XVI expressou em 2006 que “a história de Maria Madalena recorda a todos uma verdade fundamental: discípulo de Cristo é aquele que, na experiência da debilidade humana, teve a humildade de lhe pedir ajuda, foi por Ele curado e se pôs no seu seguimento de perto, tornando-se testemunha do poder do seu amor misericordioso, mais forte do que o pecado e a morte”.

Nos Evangelhos, fala-se de Maria Madalena, a pecadora (Lc 7,37-50); Maria Madalena, uma das mulheres que seguiram o Senhor (Jo 20,10-18); e Maria de Betânia, a irmã de Lázaro (Lc 10,38-42).

A liturgia romana identifica as três mulheres com o nome de Maria Madalena, assim como a antiga tradição ocidental desde a época de São Gregório Magno.

Maria Madalena seguiu Jesus até o Calvário e esteve diante do corpo falecido do Senhor. No domingo da Ressurreição, foi a primeira a ver o Cristo ressuscitado e teve a honra de ser enviada pelo Senhor para anunciar esta boa notícia aos discípulos.

Oração:

Ó Deus, o vosso filho confiou a Maria Madalena o primeiro anúncio da alegria pascal; dai-nos, por suas preces e a seu exemplo, anunciar também que Cristo vive e contemplá-lo na glória de seu reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Fonte: ACI digital



Orientações e cuidados da Igreja em relação a veneração das Imagens de santos


POR PROF. FELIPE AQUINO
19 DE JULHO DE 2019

As imagens são lícitas, mas podem acarretar o perigo de exageros e abusos na piedade católica. Consequentemente as autoridades da Igreja sempre cuidaram do assunto. Deste modo, os tipos de imagens utilizados no culto cristão nunca poderão ser inspirados unicamente pela estética ou pela devoção popular fantasiosa.

O Papa Urbano VIII em 1629 condenou a representação da Santíssima Trindade sob a forma de um tronco humano com três cabeças, por se tratar de uma aberração. Em 1745, Bento XIV rejeitou a cena de três pessoas sentadas uma ao lado da outra para representar a Trindade Santa. Uma das principais razões dessas reprovações é que o Espírito Santo nunca apareceu sob a forma humana.

A Igreja quer que a arte cristã, com a finalidade de representar as Pessoas Divinas, só reproduza elementos mediante os quais estas aparecem na História sagrada ou nas Escrituras: ao Filho será representado como figura humana; ao Espírito Santo só convém os símbolos da pomba (Mt 3,16) ou línguas de fogo (cf. At 2,3). Quanto ao Pai Eterno, este é representado por um dedo ou uma mão, sinais de ação e poder citados pelo evangelista Lucas: “Se é pelo dedo de Deus que expulso os demônios” (cf. 11,20). Ou pelo modelo de um ancião, inspirado na profecia de Daniel 7,9, que vê o Filho do homem adiantando-se em direção de venerável e antigo varão de cabeleira branca, sentado sobre um trono.

De modo especial, tendo em vista a catequese, os bispos franceses promulgaram algumas diretrizes que devem orientar a confecção de imagens para crianças. Eis a conclusão final:

São desejáveis:

a) As imagens que eduquem a fé, isto é, que façam pensar nas realidades sobrenaturais e despertem autênticos sentimentos de fé e de piedade;

b) As imagens que levem em conta as reações da criança, e não a do adulto;

c) As imagens que sejam concebidas dentro de certa preocupação com a estética e não sejam feudo de alguma escola particular;

d) As imagens que não apresentem pormenores inúteis aptos a desviar do essencial a atenção das crianças;

e) As imagens que utilizem cor e movimentação, a fim de melhor prender a atenção e o interesse das crianças; todavia, sem exageros.

São desaconselhadas:

a) As imagens que tratem o Invisível com os mesmos traços concretos das realidades visíveis; assim os anjos configurados, sem mais, a seres humanos;

b) As imagens que sejam capazes de impressionar e agradar, mas não suscitem sentimentos de fé e de piedade; por exemplo, aquelas que apresentam os personagens sagrados com semblante de boneca ou com expressionismo humano carregado demais, como são as imagens da Virgem Santíssima em geral e as de São João Evangelista, na Última Ceia, produzidas por certos artistas do Renascimento do século XVI;

c) As imagens que as crianças não possam facilmente compreender, por serem demasiado abstratas.

São condenadas:

a) As imagens que transmitam falsa noção da realidade, como por exemplo, a do Menino Jesus pregado à Cruz ou detido no tabernáculo do altar, ou imagens muito sentimentais;

b) As imagens que contribuam, na mente das pessoas simples, para ridicularizar algum personagem sagrado, algum mistério da fé ou os ritos da Liturgia (Cf. La Documentation Catholique 15 de Setembro de 1957).

Estas normas, sábias e prudentes, devem ser observadas, já que as imagens devem servir de correta instrução ao povo de Deus, e, portanto, devem ser confeccionadas de acordo com a mensagem que devem transmitir. O culto de veneração relativo às imagens foi sendo aos poucos integrado no patrimônio da vida da Igreja com o seu fundamento no mistério da Encarnação do Filho de Deus, que viu a utilidade das representações sensíveis para o auxílio da catequese e o estímulo da oração.

Não seria cristão recusar a arte na medida em que ela pode ser via de acesso a Deus. Por conseguinte, a Igreja proclama: nem o iconoclasmo nem o culto supersticioso e mágico das imagens. Cada cristão pode pessoalmente fazer o uso das imagens que melhor corresponda às suas devoções pessoais: uns são ajudados pelas imagens, outros as dispensam.

O importante é que as imagens sejam usadas como um meio, não um fim. Mas ninguém deve negar a legitimidade do seu uso moderado e teologicamente fundamentado.

Cabe aqui uma reflexão:

A Igreja Católica é a única Igreja que possui ligação direta com os Apóstolos; é a única que possui a sucessão apostólica.

Cristo a incumbiu de ser responsável pela guarda do “depósito da fé”, em especial das Sagradas Escrituras. Se a Igreja quisesse agir contra a Palavra de Deus, adulteraria a Bíblia nas passagens que condenam as imagens, a fim de justificar o seu uso.

O livro da Sabedoria – não reconhecido como inspirado pelos protestantes – condena, como nenhum outro livro do Antigo Testamento, a idolatria (cf. Sb 13-15). Não seria, então, mais fácil para a Igreja católica, fazer como os protestantes e repudiar o citado livro? No entanto, a Igreja não fez isso porque a Bíblia deve ser lida dentro de seu contexto e de forma correta, pois a Igreja entendeu que todos esses textos nunca proibiram o uso das imagens, mas apenas as imagens de ídolos.

Logo, o que a Bíblia condena é a idolatria, a substituição de Deus por uma criatura, isto é, o uso negativo da imagem que faz as pessoas terem uma ideia errônea sobre Deus. Se o seu uso for positivo, aproximando as pessoas do verdadeiro Deus, então seu uso é justificado e permitido. A imagem simplesmente ajuda a criar um clima favorável à oração e é um meio eficaz de evangelizar, principalmente os pobres e iletrados.

São Paulo ensina a necessidade de recordar com especial estima os nossos precursores na fé. Eles não desapareceram, mas a nossa fé nos dá a certeza do céu onde os que morreram na fé estão já vitoriosos em Cristo. A Igreja respeita as imagens da mesma forma que se respeita e venera a fotografia de um ente querido. Todos sabemos que não é a mesma coisa contemplar a fotografia e contemplar a própria pessoa de carne e osso. Não está a Tradição Católica contra a Bíblia. A Igreja mantém-se fiel a autêntica interpretação cristã desde as suas origens.

Este texto está apoiado no artigo de D.Estêvão Bettencourt, osb, publicado em sua revista Pergunte e Responderemos (nº 270, Ano: 1983, p. 412) sob o título É lícito o uso de imagens sagradas?

Por ocasião do XII centenário do II Concílio de Niceia (787), em 4 de dezembro de 1987, o Papa João Paulo II escreveu o documento Duodecim Saeculum sobre a Veneração da Imagens, que também pode ser encontrado facilmente caso deseje se aprofundar neste assunto.

Retirado do livro: “Por que os católicos veneram imagens?”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

Fonte: Cléofas



Pesadelo britânico: mais uma criança “obrigada a morrer” por decisão médica


Tafida Raqeeb / Reprodução Redes Sociais

Redação da Aleteia | Jul 19, 2019

Os pais querem tratá-la na Itália, onde médicos já se prontificaram a recebê-la - mas o hospital de Londres teima em decretar a sua morte

Tafida Raqeeb tem 5 anos de idade e está em coma desde 9 de fevereiro deste ano, quando um vaso sanguíneo se rompeu em seu cérebro. Segundo a mãe, Shelina Bergum, a pequena estava “completamente saudável” até então. O rompimento foi consequência de uma malformação arteriovenosa, condição rara, de causas ainda desconhecidas, em que artérias e vasos sanguíneos ficam “emaranhados”. A doença provocou uma parada cardiorrespiratória e uma lesão cerebral traumática. Segundo os médicos do Royal London Hospital, onde Tafida está em coma, não existem chances de recuperação e qualquer tratamento adicional é inútil: por isso, a sua posição é a de desligar os aparelhosque prestam suporte vital à menina.

Médicos italianos defendem tratamento

Entretanto, dois médicos do hospital pediátrico Giannina Gaslini, de Gênova, na Itália, questionam a opinião dos colegas de Londres e solicitaram examinar Tafida mediante videoconferência nesta sexta, 19. Eles não acreditam que ela tenha sofrido morte cerebral e se prontificaram a tratá-la na Itália.

Os médicos de Gênova afirmam que Tafida não apresenta todas as condições clínicas de morte cerebral e, portanto, deve continuar recebendo suporte vital. Eles recordam que a morte cerebral é a perda irreversível de todas as funções do cérebro, incluindo as do tronco cerebral, acompanhada por coma, ausência de reflexos e incapacidade de respiração sem suporte artificial. Tafida, porém, apresenta movimentos ofegantes sem o aparelho que a ajuda a respirar, o que contradiz a versão de que esteja cerebralmente morta, e, segundo os pais, consegue abrir os olhos, mexer as extremidades, engolir e reagir à dor. Eles alegam ainda que um neurologista do hospital descreveu o seu estado como “um coma profundo” e não como morte cerebral.

Pesadelo judicial à vista?

A julgar por casos semelhantes registrados no Reino Unido ao longo dos últimos dois anos, esta pode tornar-se uma dolorosa batalha judicial para os pais da menina, que, neste último dia 16, pediram que o Supremo Tribunal de Justiça da Inglaterra os autorize a levar a filha para fora do país.

Precedentes assustadores no Reino Unido

O drama de Tafida Raqeeb recorda os dos bebês Charlie Gard e Alfie Evans, também britânicos, ambos assassinados por ordens judiciais taxativas, ideologicamente enviesadas e mundialmente questionadas, que determinaram o desligamento dos aparelhos que os ajudavam a respirar, contra a vontade de seus pais e apesar de ofertas de tratamentos ao menos paliativos em hospitais do exterior, nomeadamente dos Estados Unidos e do Vaticano.

Famílias de Charlie Gard e Alfie Evans

Charlie foi morto em 2017, faltando poucos dias para completar seu primeiro aniversário.

Passado menos de um ano, o pesadelo se repetiu para a família de Alfie. O suporte vital do bebê também foi suprimido à revelia dos seus pais, a quem até o Vaticano tinha aberto as portas do hospital Bambino Gesù, referência mundial de excelência em pediatria. Alfie morreu após resistir durante 5 dias respirando por conta própria, em surpreendente desafio à própria sentença de morte e às “previsões médicas” que tinham estimado “minutos” de sobrevivência em sedação profunda após o desligamento dos aparelhos.

Aleteia fez questão de denunciar as barbáries perpetradas no caso de ambos os bebês. Aqui você encontra as nossas matérias sobre este absurdo que não pode ser esquecido jamais: Alfie Evans

Cultura do descarte

O Papa Francisco tem sido em nossa época o mais aguerrido denunciante da aterradora ideologia de descarte humano que não é apenas incentivada, mas até imposta às sociedades atuais.

Essa visão deformada e deformante do valor da vida humana permeia tanto as posições supostamente científicas de médicos que cedem a ela quanto as totalitárias determinações de juízes que obrigam cidadãos teoricamente livres a acatá-la à força. A ideologia do descarte, nos casos citados, vem mascarada pela repugnante “justificativa”, subjetiva e arbitrária, de que a supressão do suporte vital teria como objetivo “o melhor interesse do paciente” e dos seus familiares.

O nível de insanidade ideológica é tamanho que, recentemente, uma juíza britânica chegou a tentar obrigar uma mulher a abortar o seu filho, contra a expressa vontade tanto da mãe quanto da família dela. A arbitrariedade precisou ser derrubada por um tribunal de apelação. A “justificativa” da juíza também tinha sido a do “melhor interesse” da mãe e do bebê.

Fonte: Aleteia



domingo, 21 de julho de 2019

Papa Francisco: contemplação e ação. Marta e Maria nos indicam o caminho


No Angelus deste domingo, Francisco pediu à Virgem Maria para nos conceder "a graça de amar e servir a Deus e aos irmãos com as mãos de Marta e o coração de Maria", e lembrou o 50º aniversário da chegada do homem à lua.

Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

O Papa Francisco conduziu a oração mariana do Angelus, deste domingo (21/07), com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice destacou a passagem do Evangelho deste domingo, em que o evangelista Lucas narra a visita de Jesus à casa de Marta e Maria, irmãs de Lázaro.

“Elas o acolhem, e Maria senta-se aos seus pés para ouvi-lo. Deixa o que estava fazendo para estar próxima a Jesus: não quer perder nenhuma de suas palavras”, disse Francisco, acrescentando:

“Tudo deve ser deixado de lado porque, quando Ele vem nos visitar em nossas vidas, a sua presença e a sua palavra vêm antes de qualquer coisa. O Senhor sempre nos surpreende: quando nos dispomos a ouvi-lo realmente, as nuvens desaparecem, as dúvidas cedem o lugar para a verdade, o medo para a serenidade, e as várias situações da vida encontram o lugar certo. O Senhor sempre quando vem, ajusta as coisas e também a nós.”

Não se deixe levar pelos afazeres

Na cena de Maria de Betânia aos pés de Jesus, São Lucas mostra a atitude de oração do fiel que sabe estar na presença do Mestre para ouvi-lo e entrar em sintonia com Ele.

“Trata-se de fazer uma pausa durante o dia, de recolher-se no silêncio para dar lugar ao Senhor que “passa” e encontrar a coragem de permanecer um pouco “à parte” com Ele, para depois retornar, com mais serenidade e eficácia, para as coisas cotidianas. Louvando a atitude de Maria, que “escolheu a melhor parte”, Jesus parece repetir a cada um de nós: “Não se deixe levar pelos afazeres, mas antes de tudo escute a voz do Senhor, a fim de desempenhar bem as tarefas que a vida lhe atribui”.

“Depois, há a outra irmã, Marta. São Lucas diz que foi ela quem hospedou Jesus”, ressaltou o Papa.

“Talvez Marta fosse a mais velha das duas irmãs, não sabemos, mas certamente essa mulher tinha o carisma da hospitalidade. De fato, enquanto Maria está ouvindo Jesus, ela está completamente absorvida pelos muitos serviços. Por isso, Jesus lhe diz: “Marta, Marta, você se preocupa e anda  agitada com muitas coisas”. Com estas palavras, Ele certamente não pretende condenar a atitude do serviço, mas sim a preocupação com a qual às vezes se vive.”

Acolhimento e fraternidade

Segundo o Pontífice, “nós também partilhamos a preocupação de Santa Marta e, com o seu exemplo, nos propomos a fazer com que, em nossas famílias e em nossas comunidades, se viva o sentido do acolhimento, da fraternidade, para  que cada um possa se sentir “em casa”, especialmente os pequenos e os pobres quando batem à porta.

“Portanto, o Evangelho de hoje nos recorda que a sabedoria do coração está em saber conjugar esses dois elementos: a contemplação e a ação.”

“Marta e Maria nos indicam o caminho. Se queremos desfrutar a vida com alegria, devemos associar essas duas atitudes: por um lado, o “estar aos pés” de Jesus, para ouvi-lo enquanto nos revela o segredo de todas as coisas; por outro, estar atentos e prontos para a hospitalidade, quando Ele passar e bater à nossa porta, com o rosto de um amigo que precisa de um momento de descanso e fraternidade.”

Francisco concluiu, pedindo à Virgem Maria, “Mãe da Igreja, para que nos conceda a graça de amar e servir a Deus e aos irmãos com as mãos de Marta e o coração de Maria, a fim de que permanecendo sempre na escuta de Cristo, possamos ser artesãos da paz e da esperança”.

Após a oração mariana do Angelus, o Papa recordou que neste sábado (20/07), foi celebrado o 50º aniversário da chegada do homem à lua.

“Cinquenta anos atrás, como ontem, o homem pôs os pés na lua, realizando um sonho extraordinário. Que a recordação desse grande passo para a humanidade possa acender o desejo de progredir juntos em direção a metas ainda maiores: mais dignidade para os vulneráveis, mais justiça entre os povos, e mais futuro para a nossa Casa comum.”

A seguir, saudou todos os romanos e peregrinos presentes na Praça São Pedro, em particular, as noviças das Filhas de Maria Auxiliadora provenientes de vários países, os alunos do Colégio Cristo Rei de Assunção, no Paraguai, os seminaristas e formadores da Obra dom Guanella de Iaşi, na Romênia, os jovens de Chiry-Ourscamp, na França, e os fiéis de Cantù.

Por fim, desejou a todos um bom domingo e pediu aos fiéis para não se esquecerem de rezar por ele.

Fonte: Vatican News



Hoje é celebrado São Lourenço de Brindisi, enérgico pregador capuchinho (21 de julho)


REDAÇÃO CENTRAL, 21 Jul. 19 / 05:00 am (ACI).- São Lourenço nasceu em Brindisi (Itália) em 1559. Desde pequeno se destacou nos estudos e por ter uma boa memória. Quando era adolescente, pediu para ingressar no convento dos capuchinhos, onde teve um diálogo interessante com o superior que o advertiu sobre a vida dura e austera que levaria.

“Padre, em minha cela haverá um crucifixo?”, perguntou o jovem. “Sim, terá”, respondeu o superior. “Pois isso me basta. Ao olhar Cristo Crucificado, terei forças para sofrer, por amor a Ele, qualquer padecimento”, disse o rapaz que, ao tomar o hábito religioso, recebeu o nome de Lourenço.

Como diácono, obteve muitas conversões à fé, graças a sua pregação. Tempos depois, ordenado sacerdote, o Papa Clemente VIII lhe pediu que trabalhasse na conversão dos judeus, missão na qual também se destacou, apoiado em seu conhecimento do hebraico. Certo dia, um sacerdote lhe perguntou qual era seu segredo para pregar e o santo respondeu:

“Em boa parte, deve-se à minha boa memória. Em outra boa parte, a que dedico muitas horas me preparando. Mas a causa principal é que encomendo muito a Deus minhas pregações e, quando começo a pregar me esqueço de todo o plano que tinha e começo a falar como se estivesse lendo em um livro misterioso vindo do céu”.

São Lourenço dormia sobre tábuas, levantava-se à noite para rezar salmos, jejuava com pão e verduras, fugia de receber honras e tentava estar sempre alegre e de bom humor com todos.

Na Alemanha, com o Beato Bento de Urbino, atendeu as vítimas de uma peste e fundou conventos em Praga, Viena e Gorizia. Mais tarde, São Lourenço foi eleito superior geral de sua ordem, mas com os anos, pediu para não ser reeleito, porque pensava que Deus o reservava para outros serviços.

A pedido do imperador Rodolfo II, foi e obteve a ajuda dos príncipes alemãs contra os turcos, chegando até mesmo a capelão geral do exército. Em uma campanha, discursou aos combatentes, foi à frente deles sem armas e com um crucifixo, e os turcos sofreram uma esmagadora derrota.

Diz-se que em seu regresso, o santo se deteve no convento de Gorizia, onde o Senhor apareceu a ele no coro e lhe deu a comunhão. Depois, serviu em várias missões diplomáticas que favoreceram à paz em diversas regiões da Europa.

Mais tarde, São Lourenço se retirou ao convento de Caserta e era frequentemente arrebatado em êxtase durante a celebração da Missa. Partiu para a Casa do Pai em 22 de julho de 1619, o mesmo dia do seu aniversário. Foi canonizado em 1881 e, em 1959, São João XXIII lhe outorgou o título de Doutor da Igreja.

Fonte: ACI digital



O que faz do Papa Francisco o maior canonizador da história da Igreja Católica


Número recorde pode ser explicado por canonizações coletivas, em que o papa reconhece de uma só vez a santidade de um grupo de mártires — Foto: Vatican Media/Handout via Reuters

Em seis anos de pontificado, ele já canonizou 892 santos - sem contar com outros cinco já anunciados, entre os quais a brasileira irmã Dulce, cuja cerimônia de canonização será dia 13 de outubro.

Em seis anos de pontificado, papa Francisco já canonizou 892 santos. E a esta cifra podem ser somados outros cinco anunciados, entre os quais a brasileira irmã Dulce Pontes (1914-1992), cuja cerimônia de canonização, confirmada nesta segunda-feira (1º), será dia 13 de outubro.

O número é um recorde. Antes de Francisco, o maior canonizador da Igreja havia sido João Paulo 2° (1920-2005), que em 26 anos de pontificado fez 482 santos. O terceiro do ranking é Leão 13 (1810-1903), com 148 santos em 25 anos.

O levantamento foi feito pela reportagem da BBC News Brasil a partir do cruzamento de informações disponibilizadas pela Congregação das Causas dos Santos, órgão do Vaticano responsável pelos processos de reconhecimento, com dados de pesquisa do teólogo e filósofo Fernando Altemeyer Júnior, chefe do Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

"O pontificado de Francisco é um grande florescer do trabalho semeado por João Paulo 2° e arado por Bento 16", comenta padre Roberto Lopes, delegado Arquiepiscopal da Causa dos Santos do Rio de Janeiro. "Francisco é uma primavera para futuros santos e santas, mostrando ao mundo o rosto da santidade fecunda do cristianismo."

De acordo com Altemeyer Júnior, a tendência dos pontificados recentes é "colocar a santidade como atitude vital normal de pessoas normais", sem "excepcionalidades".

"Daí a vontade de multiplicar os exemplos e trazê-los para os tempos atuais. Como irmã Dulce, pois eu mesmo e milhares de brasileiros conviveram com ela, tocaram nela, falaram com ela, são contemporâneos a ela. É como se eu dissesse: 'puxa, eu conheci e vivi com um santo e ele era normal e ao mesmo tempo uma pessoa iluminada; eu também posso ser santo'."

Canonizações coletivas


O número extraordinário de santos canonizados por Francisco tem explicação nas canonizações coletivas, em que o atual papa de uma só vez reconhece a santidade de um grupo de mártires.

O recorde absoluto foi a canonização, em maio de 2013, dos mártires de Otranto: os 813 habitantes da cidade do sul da Itália liderados pelo alfaiate Antonio Primaldo, dizimados por tropas otomanas em 14 de agosto de 1480.

Antes disso, a maior canonização coletiva da história havia sido feita por João Paulo 2° que, outubro de 2000, reconheceu a santidade, de uma só vez, de 120 mártires chineses.

João Paulo 2° costumava fazer canonizações coletivas. Em maio de 1984, por exemplo, reconheceu a santidade, de uma só vez, de 103 mártires coreanos. Nos anos seguintes, ele declararia santos mártires do Japão (16), do Vietnã (117) e do México (25).

Francisco também realizou outras canonizações coletivas. Em outubro de 2017 canonizou, de uma só vez, os 30 protomártires brasileiros, também chamados de mártires de Cunhaú e Uruaçu.

Para o religioso Marcelo Toyansk Guimarães, frade da Província dos Capuchinhos de São Paulo, embora "a fama de muitas canonizações" fosse de João Paulo 2º, o jeito com que Francisco conduz a Igreja traz uma abertura que propicia o reconhecimento de mais santos.

"O atual pontificado é sinodal, colegiado, descentralizado no sentido positivo do termo", afirma ele. "Isso facilita o reconhecimento de testemunhos e santos nas mais várias e diversas realidades."

Guimarães cita a canonização do arcebispo salvadorenho Oscar Romero (1917-1980), realizada em outubro de 2018, para pontuar essa questão. "Francisco canoniza santos com perspectivas de opção pelos pobres, como Oscar Romero."

Assassinado por um militar do exército de El Salvador enquanto celebrava uma missa, Romero tinha um discurso contundente contra as mazelas sociais. Tornou-se o primeiro santo nascido na América Central.

Distorção eleva média anual

"O número de santos canonizados por papa Francisco pode parecer absurdo se comparado com os demais papas pelo fato de que ele canonizou Antonio Primaldo e 812 companheiros. Sem esse grupo, seriam apenas cerca de 80 santos", comenta o padre Arnaldo Rodrigues, brasileiro que atualmente trabalha no Vaticano.

A média de Francisco, considerando os cinco santos já anunciados, é de 150 santos por ano. Descontando a distorção de 813 mártires de Otranto, sua performance canonizadora fica em 14 reconhecimentos por ano.

João Paulo 2°, incluindo todas suas grandes canonizações coletivas, fez 18 santos por ano de pontificado. Bento 16 teve uma média de seis santos por ano. O terceiro papa com maior número absoluto de canonizações, Leão 13, também teve uma média anual de seis novos santos.

Uma maneira de quantificar a assiduidade de tais processos, relativizando a questão das canonizações coletivas, é contar a quantidade de cerimônias de canonização, em vez de quantidade de santos resultantes delas.

Em números absolutos, o líder nesse quesito é João Paulo 2°, com 52 missas dedicadas a novos santos. Na sequência estão Leão 13, com 22 cerimônias; Paulo 6° (1897-1978), com 21. Francisco soma 19 - a vigésima será em 13 de outubro.

Ou seja: enquanto o atual papa realiza três cerimônias de canonização por ano, João Paulo 2° teve uma média de duas por ano. Bento 16 realizou 11 cerimônias de canonização em seus sete anos de pontificado - média de 1,6 ao ano.

"Francisco deseja que tenhamos muitos e muitos santos", afirma padre Denilson Geraldo, editor da revista Scientia Canonica.

Ele lembra que, em março do ano passado, o papa publicou uma exortação apostólica justamente sobre o tema. "Francisco afirma que a universal vocação à santidade procura encarnar no contexto atual, com os seus desafios e oportunidades, uma forma de existência que deixa de lado uma vida superficial e indecisa."

"Para Francisco, a santidade não está em vista de uma espiritualidade individualista, mas a santidade das pessoas forma um povo, o povo de Deus. Mesmo fora da Igreja Católica e em áreas muito diferentes, o Espírito suscita sinais da sua presente, que ajuda a própria Igreja a encontrar os caminhos para viver a santidade no mundo."

"Creio que Francisco tem em mente uma igreja mais ágil em relação aos processos internos", avalia o padre José Ferreira Filho, da Arquidiocese de São Paulo.

"Isso já acontece, por exemplo, em relação aos processos de nulidade matrimonial, em que se agilizou bastante os procedimentos a fim de encurtar os trâmites. Em ambos os casos, no entanto, não houve nem haverá flexibilização das regras que norteiam os processos."

Ferreira Filho lembra que o papa João Paulo 2° já dizia que "precisamos de santos do nosso tempo".

Homens são maioria entre santos

O cruzamento de dados realizado pela BBC News Brasil permite traçar algumas outras curiosidades entre os papas. Por exemplo, desde 1588, quando o papa Xisto 5º (1521-1590) instituiu uma congregação para estabelecer uma certa uniformidade no processo de canonização, foram reconhecidos 1873 santos, em 210 cerimônias.

Excluindo os 812 mártires de Otranto de identidade desconhecida, homens são 69% dos canonizados e mulheres, 31%. Padres, monges, frades, freiras e outros consagrados à vida religiosa são imensa maioria: 79% dos santos.

Leigos eram canonizados muito raramente no passado. No máximo um por pontificado. O primeiro papa a reconhecer a santidade de uma proporção expressiva de pessoas não consagradas à vida religiosa foi Pio 9 (1792-1878), que fez cinco santos pessoas comuns.

Seu sucessor Leão 13 canonizou 12 não religiosos. Pio 10, quatro. Bento 15 e Pio 11, apenas um cada. João 23, nenhum leigo. Paulo 6 canonizou 26 não religiosos.

João Paulo 2º conferiu uma certa equivalência a santos religiosos e leigos. Dos 482 santos que ele fez, 246 foram padres, freiras e afins; quase o mesmo tanto, 236, foram pessoas leigas.

Bento 16 voltou a dar peso maior aos religiosos. Em seu pontificado foram apenas quatro santos leigos, contra 41 de vida religiosa.

Excetuando-se os 812 mártires de Otranto de identidade desconhecida, Francisco já canonizou 40 religiosos e 40 leigos. Mas, é altamente provável que a esmagadora maioria dos 812 de Otranto seja leiga, uma vez que se trata de toda a população de uma cidade.

Desburocratização e investimento

Mas a agilidade da "fábrica de santos" atual do Vaticano, contudo, tem uma explicação que vem desde muito antes de Francisco.

Conforme explica o padre Roberto Lopes, delegado Arquiepiscopal da Causa dos Santos do Rio de Janeiro, os processos de canonização foram facilitados por João Paulo 2° e Bento 16. E por causa disso, Francisco agora consegue canonizar mais.

João Paulo 2° publicou dois documentos sobre o tema em 1983.

"Ele pôs em prática as reformas do João Paulo 2º e já foi um facilitador para a Igreja que queria mostrar seu rosto de santidade não apenas em seus padres e freiras, mas principalmente em leigos e leigas", afirma Lopes.

Padre que trabalha com causas de canonização em Roma, o frade Reginaldo Roberto Luiz resume o que foi essa "simplificação" de 1983.

"Antes, eram necessários quatro milagres para a canonização. Agora, são dois milagres", afirma ele.

"Em 17 de maio de 2007, papa Bento 16 publicou a nova instrução para os inquéritos diocesanos das causas dos santos, que simplifica os processos e permitem que os mesmos sejam realizados nas arquidioceses, dioceses de todo mundo, sendo presididos não apenas pelo papa, mas pelo prefeito da Congregação das Causas dos Santos ou representante papal constituído", acrescenta Lopes.

Lopes acredita que esses fatores "abriram todo o caminho para este aumento vertiginoso" observado no pontificado de Francisco.

Mas o atual papa também vem simplificando.

"Um ponto facilitador dos processos durante o pontificado de Francisco foram as novas normas que facilitaram o pagamento das custas dos processos. Criou-se, inclusive, um fundo para ajudar as causas com dificuldades financeiras", acrescenta padre Lopes.

Há também, segundo ele, "uma regulamentação mais justa e menos complicada para os estudos dos casos que poderão ser proclamados milagres".

Além do aumento das pessoas dedicadas a fazer um processo de canonização andar no Vaticano. São os chamados postuladores, os "advogados" que preparam dossiês e estudos para defender a santidade de alguém junto ao Vaticano.

Conforme conta o frade Reginaldo Roberto Luiz, em 1983 eram cerca de 30 os que atuavam nessa função. Hoje são 400 postuladores.

Segundo ele, o Brasil hoje tem mais de cem causas em andamento.

Fonte: G1



A Melhor Parte-16° Domingo do Tempo Comum(Ano C)


A MELHOR PARTE

16° Domingo do Tempo Comum
 – Ano C

Evangelho de Lucas 10,38-42

Naquele tempo, 38 Jesus entrou num povoado e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. 39 Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. 40 Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” 41 O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. 42 Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada”.
Reflexão

A MELHOR PARTE

A cena evangélica desafia-nos a fazer uma leitura integrativa, sem contrapor Maria e Marta, como se uma fosse símbolo da ação e a outra, da contemplação, como se uma tivesse feito uma ação louvável e a outra, uma ação censurável. Portanto, quando Jesus fala que Maria escolheu a melhor parte, pensa-se logo que a contemplação é mais importante que a ação ou, mais radicalmente, a contemplação pode prescindir da ação.

Tanto a atitude de Maria quanto a de Marta foram de carinhosa acolhida a Jesus e a seus discípulos. A primeira deteve-se a escutar o amigo recém-chegado, enquanto a outra pôs-se a preparar uma refeição para esses hóspedes. Diante de amigos com fome, nada melhor do que oferecer-lhes algo para restaurar as forças. O erro de Marta consistiu em não começar por acolher a quem chegava, talvez depois de um longo período de ausência. Era preciso acolher o Mestre, antes de pôr-se em ação. Afinal, Jesus estava mais interessado em partilhar alguns momentos de convívio com uma família amiga do que em degustar uma excelente refeição.

No caso de Maria, sua amabilidade inicial transformar-se-ia em insensibilidade, se fosse incapaz de perceber a situação dos amigos e não se apressasse em dar-lhes comida. Ela, porém, agiu corretamente. Sua ação foi precedida da escuta da palavra do Mestre. Ou seja, a contemplação culminou e expressou-se na ação caridosa para com os visitantes.

Oração do Dia

Espírito de contemplação, ensina-me a inspirar o meu agir na escuta atenta da Palavra, de forma que minhas ações sejam expressão de comunhão com o Senhor.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.




sábado, 20 de julho de 2019

Vaticano denuncia: atual perseguição anticristã chega a níveis de “genocídio”


Redação da Aleteia | Jul 18, 2019

Conclusões alarmantes vêm de um estudo independente divulgado pelo governo do Reino Unido

Um preocupante dossiê intitulado “Relatório sobre a Perseguição aos Cristãos” foi elaborado neste ano sob a supervisão da Secretaria de Estado do Reino Unido para Assuntos Exteriores, com a coordenação do secretário Jeremy Hunt.

O documento aponta que, hoje, em todo o planeta, 1 em cada 3 pessoas sofre perseguição religiosa – e 80% das vítimas são cristãs. A situação é mais grave em áreas do Oriente Médio e do Norte de África, onde a perseguição chega a “níveis extremos“, mas dezenas de países de todos os continentes apresentam situações críticas de vexações, intimidações, ameaças, censura e violência.

O relatório foi apresentado no Vaticano pelo subsecretário para as Relações com os Estados, pe. Antoine Camilleri, que enfatizou a necessidade do estudo para proporcionar “uma crescente consciencialização quanto à discriminação e perseguição motivada pela crença religiosa” e para denunciar “o contexto trágico em que vivem os cristãos em diversas partes do mundo”.

“Não podemos ignorar o fato de que a perseguição religiosa atinge hoje, em larga escala, uma variedade de comunidades religiosas, grupos e indivíduos. Infelizmente, muitos destes crimes parecem continuar impunes e persistirem sob o olhar pouco mais que envergonhado da comunidade internacional”.

O pe. Camilleri destacou a urgência de se combaterem também “outras formas de discriminação e perseguição religiosa que, embora menos radicais do que a perseguição física, são igualmente cerceadoras da plena vivência da liberdade religiosa e da prática ou expressão de convicções, seja em privado, seja em público”.

Ele ainda faz uma clara denúncia de um fato facilmente perceptível nos países do Ocidente supostamente “livres”:

“[Há uma] tendência crescente, inclusive nas democracias consolidadas, de criminalizar ou penalizar os líderes religiosos por apresentarem os fundamentos básicos da sua fé, especialmente em áreas como a vida, o matrimônio ou a família”.

Fonte: Aleteia



Há 50 anos o homem pousa na Lua: “O voo mais ousado"


Na ocasião, Paulo VI abençoou o empreendimento dos três astronautas norte-americanos ao assistir pela televisão o pouso da nave espacial na Lua. Em sua mensagem, o Papa elevou um verdadeiro hino de ação de graças.

Cidade do Vaticano

No dia 20 de julho de 1969, três homens desafiam, com sucesso, o mundo desconhecido da Lua e fazem da terra um "limiar aberto aos espaços sem fronteiras e novos confins".

Na ocasião, Paulo VI abençoou o empreendimento dos três astronautas norte-americanos ao assistir pela televisão o pouso da nave espacial na Lua. Em sua Mensagem, o Papa elevou um verdadeiro hino de ação de graças:

"Glória a Deus no alto dos Céus e paz na terra aos homens de boa vontade! Honra a vocês homens, artífices do grande empreendimento espacial”!

Com estas palavras, o Papa Paulo VI exulta, do Observatório do Vaticano, e eleva um hino de louvor ao Deus Criador do Céu e da Terra. “The Eagle has landed” (a “Águia aterrissou”), anunciam estupefatos os profissionais da NASA ao mundo inteiro.

O primeiro dos três astronautas a colocar os pés em solo lunar foi Neil Armstrong, comandante da expedição lunar. O jovem de Ohio, se tornou "o primeiro homem a pisar na Lua”, seguido por Edward Aldrin, de New Jersey, o segundo a realizar o impossível, 19 minutos depois do seu comandante.

De fato, ao contemplar em silêncio tamanha proeza, Aldrin exclamou: “Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade”, diante de uma “magnífica desolação”. Esta foi a sensação também do terceiro astronauta, Michael Collins, que exclamou: “Tudo isso foi possível graças ao suor, sangue e lágrimas de tantas pessoas”.

Entre todos os três participantes da odisseia espacial, Aldrin parece ter sido o mais introspectivo, ao cruzar um limiar impensável. De fato, a primeira coisa que lhe veio em mente naquele momento, foi o versículo do Salmo 19: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”!

Enfim, a estes três intrépidos astronautas, que há 50 anos conquistaram a Lua, Paulo VI dirige sua saudação: “Honra, congratulação e bênção a vocês, conquistadores da Lua, luz pálida das nossas noites e dos nossos sonhos!"

Fonte: Vatican News





sexta-feira, 19 de julho de 2019

Orando para que Nossa Senhora do Carmo nos blinde contra todo mal-Pe Marcelo Rossi


Boa noite irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
O querido Padre Marcelo Rossi está com seu novo programa diário "No Colo de Jesus e de Maria" na Rádio Capital AM 1040.
Hoje o Padre continuou a semana de orações com o lema: "MARIA PASSA NA FRENTE E PISA NA CABEÇA DA SERPENTE", agora mergulhando na devoção à Nossa Senhora do Carmo.
Hoje trouxe para vocês as mensagens do dia 15 a 19 de julho/2019, que o Padre Marcelo envia diariamente por e-mail.
Fiquem todos na paz de Deus, um abençoado dia no Amor Ágape de Jesus e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:



15/julho - SEGUINDO NESTA BELA SEMANA EM QUE ESTAMOS COLOCANDO NOSSOS PEDIDOS NAS MÃOS DE NOSSA SENHORA DO CARMO, JÁ DESCOBRIMOS QUE FOI O PROFETA ELIAS O PRIMEIRO A HABITAR NA REGIÃO CONHECIDA COMO MONTE CARMELO. DEPOIS, UM GRUPO DE PESSOAS SE FIRMOU NA REGIÃO E ERGUERAM UMA CAPELA EM HONRA A MÃE DE JESUS, QUE FICOU CONHECIDA COMO NOSSA SENHORA DO MONTE CARMELO, OU NOSSA SENHORA DO CARMO! NÓS, SEGUIMOS COM FÉ ORANDO PARA QUEMARIA PASSE NA FRENTE E PISE A CABEÇA DA SERPENTE!


Depois, observamos que algumas perseguições obrigaram muitos habitantes da região, conhecidos como carmelitas, a fugirem e se espalharem por outros países, principalmente da Europa. Tempos depois, uma das nobres famílias inglesas foi tocada pela Fé e pelos ensinamentos de Jesus, assim, transmitiram sua Fé para um de seus filhos chamado Simão, que seria muito importante na história da devoção à Nossa Senhora do Carmo e ao seu escapulário. MARIA PASSA NA FRENTE E PISA A CABEÇA DA SERPENTE!

No ano de 1165, nasceu Simão, no seio de uma família pertencente a realeza. Na cidade de Kent, Inglaterra. Sua família fora tocada pela Fé cristã e ofereceu a Simão a melhor formação religiosa e intelectual. Desde muito jovem, Simão se compadecia com a perseguição aos seus irmãos carmelitas. Seus pais o matricularam nos melhores colégios, mas seu coração sofria. Com apenas 12 anos, largou sua vida confortável para viver como eremita, dentro de um grande tronco de carvalho. Simão morou naquele tronco durante vinte anos, dedicado totalmente à oração, pedindo proteção e o fim da perseguição aos carmelitas. Até que uma noite, Simão recebeu uma visita muito especial, a própria Maria Santíssima, que alertou Simão sobre monges que viriam do mosteiro de Monte Carmelo, ensinou-o sobre a Ordem dos Carmelitas e pediu que acolhesse e ajudasse seus membros. Simão então resolveu se preparar, voltou a estudar, para poder ser realmente útil no auxílio a os irmãos que estariam por chegar. Nós seguimos pedindo de todo o coração, MARIA PASSE NA FRENTE E PISE A CABEÇA DA SERPENTE!!!


16/julho - CHEGAMOS AO DIA DE NOSSA SENHORA DO CARMO! DESTA FORMA VAMOS HOJE ORAR COM TODA A NOSSA FÉ, DO MAIS PROFUNDO DO NOSSO CORAÇÃO, PARA QUE A PROTEÇÃO DE NOSSA MÃEZINHA NOS ENVOLVA, NOS BLINDE DE TUDO QUE NÃO VEM DE DEUS! QUE NOSSA VIDA SEJA SEMPRE ILUMINADA E AQUECIDA PELOS BRAÇOS DE MARIA SANTÍSSIMA E EM NOME E NO SANGUE DE SEU FILHO JESUS! MARIA PASSE NA FRENTE E PISE A CABEÇA DA SERPENTE!

Ontem descobrimos que o então adolescente Simão, da nobre família de Kent, na Inglaterra, decidiu viver como eremita, se entregando totalmente a oração. Para isso, foi morar dentro de um grande tronco de carvalho, aonde permaneceu por vinte anos dedicados à oração e pedidos de proteção aos carmelitas. Até que uma noite, em um sonho, Simão recebeu a visita da própria Maria Santíssima, que o alertou sobre monges que viriam do mosteiro de Monte Carmelo, ensinou-o sobre a Ordem dos Carmelitas e pediu que os acolhesse e os ajudasse! MARIA PASSA NA FRENTE E PISA A CABEÇA DA SERPENTE!

O jovem Simão era conhecido por suas palavras e sua busca por uma vida de paz para todos, pediu que fosse aceito na Ordem dos carmelitas e anos depois, por volta 1225, foi eleito coadjuntor geral da ordem na Europa. Anos depois, Simão estava orando pedindo um sinal de proteção a Nossa Senhora contra todos os inimigos e perseguidores da ordem. Foi quando em um sonho, Nossa Senhora surgiu à Simão, dizendo as seguintes palavras: “Recebe meu filho este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”. Após este acontecimento, Simão passou a divulgar e espalhar o escapulário de maneira muito forte e rapidamente esta devoção cresceu no país europeu e logo se espalhou por outros países em todas as partes do mundo! Por isso hoje, no dia dedicado à Ela, vamos pedir com toda a nossa força que MARIA PASSE NA FRENTE E PISE A CABEÇA DA SERPENTE!!!

 
17/julho - NESTA SEMANA EM QUE ESTAMOS ORANDO COM NOSSA SENHORA DO CARMO, VAMOS NOS REVESTINDO DE TODO O SEU AMOR, SUA COMPREENSÃO E PRINCIPALMENTE SUA PROTEÇÃO DE MÃE! UMA MÃE SEMPRE SENTE QUANDO UM FILHO CORRE PERIGO, POR ISSO VAMOS CADA VEZ MAIS NOS CONECTAR A ELA, PARA QUE SEMPRE FIQUEMOS ENVOLTOS EM SEUS BRAÇOS E SEGUROS CONTRA TODOS OS PERIGOS! MARIA PASSA NA FRENTE E PISA A CABEÇA DA SERPENTE!!!

Ontem, demos uma pausa na história de Nossa Senhora do Carmo e de Simão Stock, quando este estava orando pedindo um sinal de proteção a Nossa Senhora contra os inimigos da ordem, quando a própria Maria Santíssima apareceu à ele dizendo: “Recebe meu filho este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”! Por isso seguimos pedindo com toda a Fé: MARIA PASSA NA FRENTE E PISA A CABEÇA DA SERPENTE!!

Deste momento em diante, Simão espalhou com toda a sua Fé, a importância das palavras de Maria e do uso do escapulário para proteção contra todos os males. Rapidamente, a utilização do escapulário como proteção ao mal se difundiu em muitos países e a Ordem dos Carmelitas cresceu e se tornou uma das maiores ordens de toda a nossa igreja. Por anos e anos, a tradição do escapulário do Carmo foi introduzida na vida de muitos católicos, tornando-se uma das devoções Marianas mais conhecidas em todas as partes do mundo. Muitos expoentes que conhecemos na história da Igreja, foram carmelitas, como a estudiosa Santa Teresa Dávila, que deixou livros incríveis para todos nós, como o “Livro da Vida”, o “Caminho da Perfeição”, entre outros. João da Cruz e a nossa querida Santa Teresinha do Menino Jesus, também eram carmelitas! Nós vamos nos protegendo de todo o mal, pedindo que MARIA PASSE NA FRENTE E PISE A CABEÇA DA SERPENTE!!!


18/julho - QUE SEMANA AMIGOS! ESTAMOS ORANDO E NOS REVESTINDO DA PROTEÇÃO, DO AMOR, DA COMPREENSÃO E DO CARINHO SEM LIMITES DE NOSSA SENHORA DO CARMO E DE SEU ESCAPULÁRIO! VAMOS SEGUIR NESTA CAMINHADA, APRENDENDO E NOS INSPIRANDO NESTA HISTÓRIA TÃO LINDA E EDIFICANTE, PEDINDO DE TODO O NOSSO CORAÇÃO QUE MARIA SEMPRE PASSE NA FRENTE E PISE A CABEÇA DA SERPENTE!!!

Nossa Senhora apareceu à Simão Stock em um momento em que este pedia com muita Fé, que a Mãe de Jesus protegesse todos os irmãos de ordem e todos que amam a Jesus, dizendo: “Recebe meu filho este escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo o que morrer com este escapulário será preservado do fogo eterno”! A partir deste momento, Simão difundiu a devoção do escapulário que rapidamente ganhou toda a Europa e o mundo! MARIA PASSA NA FRENTE E PISA A CABEÇA DA SERPENTE!!

Após Simão espalhar a todos a importância do escapulário e da crença em Nossa Senhora do Carmo, foram muitos os expoentes da igreja que confirmaram esta devoção. Já citamos nesta semana São João da Cruz, a incrível Santa Teresinha do Menino Jesus e também Santa Tereza Dávila, que chegou a dizer que: “Portar o escapulário é estar vestido com o hábito de Nossa Senhora”. Além destes, foram vários os Papas que também incentivaram a utilização do escapulário do Carmo. O Papa Pio XII certa vez publicou a seguinte mensagem: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo, porque este escapulário não é “carta-branca” para pecar, pelo contrário, é uma “lembrança” para viver de maneira cristã e assim, alcançar a graça de uma boa morte”. De acordo com o Concilio do Vaticano II, o escapulário é um Sacramental, ou seja, um sinal sagrado, obtendo efeitos de proteção da Igreja Católica. Uma realidade visível que nos conduz a Deus. Por isso seguimos orando: MARIA PASSA NA FRENTE E PISA A CABEÇA DA SERPENTE!!


19/julho - HÁ TEMPOS NÃO TÍNHAMOS UMA SEMANA TÃO SUBLIME E EDIFICANTE, A CADA DIA ESTAMOS NOS SENTINDO MAIS TOCADOS, ABENÇOADOS E PROTEGIDOS POR MARIA! APRENDEMOS QUE HÁ MUITO TEMPO ATRÁS, O PROFETA ELIAS FOI VIVER NO MONTE CARMELO, POR ESTA RAZÃO ANOS DEPOIS, UM GRUPO DE FIÉIS RESOLVEU HABITAR A REGIÃO E MAIS ALGUNS ANOS A FRENTE FORAM PERSEGUIDOS SE ESPALHANDO PELA EUROPA! MARIA SEMPRE PASSE NA FRENTE E PISE A CABEÇA DA SERPENTE!!!

Dando sequência nesta linda história, a ordem dos carmelitas se espalhou por muitos países. Na Inglaterra, vivia um jovem eremita chamado Simão, que se preocupava muito com os irmãos da ordem do Carmelo e orava incessantemente, pedindo que Maria Santíssima os protegesse. Até que Nossa Senhora apareceu para ele, lhe entregando o seu escapulário, dizendo que este era o sinal de sua proteção a todos que precisassem. Assim seguimos pedindo e acreditando: MARIA PASSA NA FRENTE E PISA A CABEÇA DA SERPENTE!!

Simão recebeu o escapulário de Nossa Senhora e rapidamente difundiu sua importância por todos os locais. Com o passar do tempo, a Ordem dos Carmelitas se tornou uma das maiores ordens da igreja e foram muitas as pessoas que defenderam e confirmaram esta devoção. Ontem, destacamos que Santa Tereza Dávila, doutora da igreja, afirmou certa vez que: “Portar o escapulário é estar vestido com o hábito de Nossa Senhora”. Foram muitos também os santos que utilizavam o escapulário do Carmo, podemos destacar São Francisco de Sales, São João Maria Vianei, São João Bosco, São Pedro Claver e, como já citamos, Santa Tereza Dávila, Santa Teresinha do Menino Jesus, entre outros. Da mesma maneira, a lista de Papas que defenderam e difundiram esta devoção também é muito grande. Estão entre eles: Papa Inocêncio IV, Papa João XXIII, Papa Pio V, Bento XV, São João Paulo II, dentre muitos outros! Nós seguimos pedindo com todo amor: MARIA PASSA NA FRENTE E PISA A CABEÇA DA SERPENTE!!!



Amados, desça sobre todos vós a bênção de Deus Todo Poderoso, em Nome: Do Pai †, e do Filho †, e do Espírito Santo †. Amém! 

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*Facebook Padre Marcelo Rossi:

+ Programa No Colo de Jesus e de Maria:   
De segunda a sábado das 8h às 9h da manhã na Rádio Capital:


Obs.: Se você não pode ouvir no horário, escute o programa gravado diariamente no site da rádio (no link acima) ou no site do Padre Marcelo Rossi (no link abaixo): procure por Web Radio e clique escute (se for sua primeira vez, o site do Padre pedirá para você se cadastrar). Toda vez que acessar o site deverá colocar seu e-mail para confirmar que está cadastrado(a).

*Site Padre Marcelo Rossi: 




Prefeito de Belo Horizonte cancela evento blasfemo contra Nossa Senhora


Cartaz do evento “Coroação de Nossa Senhora das Travestis" / Imagem: CitizenGo

BELO HORIZONTE, 19 Jul. 19 / 01:32 pm (ACI).- O prefeito de Belo Horizonte (MG), Alexandre Kalil, cancelou a performance “Coroação de Nossa Senhora das Travestis”, que estava programada para acontecer amanhã na capital mineira, após diversas manifestações de católicos.

Kalil anunciou o cancelamento através de sua conta no Twitter, logo após a divulgação de uma nota da Arquidiocese de Belo Horizonte condenando o evento blasfemo e exigindo que as autoridades suspendessem tal ato.

A performance “Coroação de Nossa Senhora das Travestis” estava prevista na programação da Virada Cultural de Belo Horizonte, que acontecerá nos dias 20 e 21 de julho, com eventos em diversos pontos da capital mineira.

Em sua nota de repúdio a este ato, a Arquidiocese mineira rebateu publicamente esta “ação preconceituosa e criminosa de desrespeito à fé cristã católica”.

Além disso, exigiu que “as autoridades competentes” suspendessem o evento, “por ser incontestável fomento ao preconceito e à discriminação, desrespeito aos valores da fé cristã católica, devendo saber que estão comprometendo, gravemente, a paz e o exigido relacionamento cidadão respeitoso”.

A Arquidiocese de BH convocou ainda “todos os católicos a se manifestarem, exigindo respeito e a suspensão imediata desta criminosa ação, um desrespeito”.

“Seja também acolhido o nosso pedido, protocolado junto a autoridades e instâncias competentes de defesa da verdade e da moralidade, das quais se espera o posicionamento legal e urgente, com a proibição desse ato abominável contra a fé cristã católica”, acrescentou.

Também na plataforma CitizenGo foi lançada uma petição on-line pedindo a anulação deste evento, ressaltando que esta performance se trata, “explicitamente, de um vilipêndio da fé católica e do sentimento religioso de inúmeros cristãos que reverenciam Nossa Senhora como Mãe de Jesus Cristo, além de ser um pecado gravíssimo que inclusive é previsto como crime no nosso Código Penal”.

(Fonte: ACI digital)

A seguir, conferia a integra da nota publicada pela Arquidiocese de Belo Horizonte:

A Arquidiocese de Belo Horizonte, por seu Pastor Maior, dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo e presidente da CNBB, seus bispos auxiliares, padres, diáconos, religiosos e religiosas, ministros, evangelizadores e povo de Deus, das suas mais de 1500 comunidades de fé, publicamente rebate, com indignação, a ação preconceituosa e criminosa de desrespeito à fé cristã católica, o evento de título “Coroação a Nossa Senhora dos Travestis”.

Exigimos e esperamos que as autoridades competentes e os organizadores suspendam este evento, por ser incontestável fomento ao preconceito e à discriminação, desrespeito aos valores da fé cristã católica, devendo saber que estão comprometendo , gravemente, a paz e o exigido relacionamento cidadão respeitoso.

Os muitos títulos de Nossa Senhora, Mãe de Jesus, são uma riqueza da tradição cristã católica, que refletem a proximidade e a reverência do povo em relação à Maria Santíssima. Na raiz de cada devoção Mariana, residem bonitas tradições e histórias de graças alcançadas, que merecem reverência e respeito. Por tudo isso, causa perplexidade ver, em uma sociedade que carece tanto de fraternidade, atitudes de desrespeito à fé e a Nossa Senhora.

A devoção Mariana nasce e cresce no coração da Igreja. Atravessa gerações graças à fé e à simplicidade do povo. Não é admissível instrumentalizar Nossa Senhora, desrespeitando-a, para se promover um evento que se diz cultural, mas, na verdade, configura-se em agressão à fé cristã católica.  Não se cultiva tolerância a partir do desrespeito.

Convocamos todos os católicos a se manifestarem, exigindo respeito e a suspensão imediata desta criminosa ação, um desrespeito. Seja também acolhido o nosso pedido, protocolado junto a autoridades e instâncias competentes de defesa da verdade e da moralidade, das quais se espera o posicionamento legal e urgente, com a proibição desse ato abominável contra a fé cristã católica.

Católicos, paróquias, instituições católicas, associações, movimentos eclesiais e novas comunidades, todos nós,  manifestemos fortemente, neste momento, para que prevaleça o bom senso, a verdade e a justiça pela paz!


Fonte: ACI digital



Anunciada data de beatificação do brasileiro Pe. Donizetti


Padre Donizetti Tavares de Lima / Foto: Santuário Nossa Senhora Aparecida de Tambaú

SÃO PAULO, 19 Jul. 19 / 10:41 am (ACI).- A Diocese de São João da Boa Vista (SP) anunciou na manhã desta sexta-feira, 19 de julho, que o Papa Francisco autorizou a data de beatificação do brasileiro Padre Donizetti Tavares de Lima, que acontecerá no dia 23 de novembro de 2019.

“Comunicamos que o Santo Padre autorizou que a celebração do rito de beatificação do Venerável Servo de Deus Padre Donizetti Tavares de Lima, sacerdote diocesano (1882-1961), será realizada na cidade de Tambaú (SP), na Diocese de São João da Boa Vista (SP), dia 23 De novembro, às 9h”, afirma comunicado publicado no site da Diocese.

Informa ainda que “na celebração, teremos a honra da presença do Eminentíssimo Cardeal Giovanni Angelo Becciu, Prefeito da Congregação da Causa dos Santos, que representará o Santo Padre”.

No último dia 6 de abril, o Papa Francisco assinou o decreto que reconhece o milagre pela intercessão de Pe. Donizetti, o que foi divulgado pela Santa Sé em 8 de abril.

O milagre reconhecido pela Santa Sé foi alcançado pelo menino Bruno Henrique Arruda de Oliveira, que nasceu em 2006 com uma deformidade conhecida como “pé torto congênito bilateral”, uma anormalidade de difícil tratamento.   Após a oração de sua mãe pedindo a intercessão de Pe. Donizetti, a criança ficou curada.

Breve biografia

Padre Donizetti Tavares de Lima nasceu na cidade de Cássia (MG), filho do advogado Tristão Tavares de Lima e da professora Francisca Cândida Tavares de Lima. Aos 4 anos, mudou-se para a cidade de Franca (SP).

Ingressou no seminário diocesano aos 12 anos e, três anos mais tarde, cursou o colégio em Sorocaba (SP), mas depois voltou para o Seminário. Estudou Direito e depois Filosofia e Teologia para se preparar para o sacerdócio.

Recebeu a ordem sacerdotal em 12 de julho de 1908 e foi incardinado na Diocese de Pouso Alegre (MG), onde realizou seu trabalho pastoral na paróquia de São Caetano.

Mais tarde foi para a Diocese de Campinas (SP) e foi vigário da Paróquia Santa Mãe de Deus, em Jaguariúna (SP). Em 1909, foi nomeado pároco de Sant´Ana, em Vargem Grande do Sul, pertencente à Diocese de Ribeirão Preto (SP). Como pároco, destacou-se pelo intenso trabalho pastoral, ensinando o evangelho junto com uma forte dimensão social.

Assim, destacou-se pela defesa dos pobres e dos trabalhadores vítimas da exploração do trabalho. Por essa razão, recebeu uma injusta e falsa acusação de ser simpatizante do comunismo. Pelo contrário, sua missão estava profundamente enraizada no Evangelho e dizia que se inspirava em Nossa Senhora Aparecida para realizar seu trabalho pastoral.

Deste modo, construiu a igreja paroquial e duas capelas dedicadas a Nossa Senhora Aparecida e a São Benedito. Em 1926, foi nomeado pároco de Santo Antônio em Tambaú (SP).

Além disso, outra característica de seu trabalho evangelizador foi o compromisso de ensinar a religião verdadeira, afastada da idolatria e do sincretismo religioso que afetavam a sua comunidade que vivia uma religiosidade popular afastada do Evangelho.


Fonte: ACI digital



Oração Contra Todo Mal - Padre Alberto Gambarini


Olá irmãos e irmãs de fé. Paz e Bem!
Hoje trouxe para vocês a Oração Contra Todo Mal, do Padre Alberto Gambarini.
Oremos e peçamos a Jesus libertação para nós e nossas famílias!

Adriana dos Anjos-Devoção e Fé Blog

Oração Contra Todo Mal - Padre Alberto Gambarini 

Pai, em nome de Jesus, pelo poder do Espírito Santo e também pela intercessão de Nossa Senhora, dos arcanjos e anjos e todos os santos do paraíso, peço o auxílio para me libertar de toda maldade, maldições ou pragas, mau-olhado, assim como de todo trabalho do mal ou influência de algum objeto vindo da magia ou feitiçaria.

Expulsa da minha vida toda força do mal para que eu possa viver como uma nova criatura cheia do Espírito Santo.

Expulsa da minha vida toda tentação ou opressão maligna vinda pela infestação diabólica de alguma falsa doutrina. Liberta-me desta influência em meu espírito, mente, corpo, família, casa, profissão e negócios.

Purifica-me de todo pecado, inveja, ciúme, rancor ou ódio criado.

Cura-me das minhas enfermidades e se por trás delas estiver alguma presença diabólica, liberta-me.

Liberta-me de toda obsessão, angústia ou depressão, devolvendo-me a força para viver.

Queima todos estes males no inferno, para que não tenham mais poder para causar mal em minha vida.

Ordeno e peço, com a força de Deus onipotente, em nome de Jesus Cristo Salvador, que todos os espíritos imundos que estão me molestando saiam imediatamente e voltem para o inferno eterno. Creio que agora estão acorrentados por São Miguel, São Rafael e São Gabriel, nossos anjos da guarda, e esmagados pelos calcanhares da Virgem Maria.

Amém!

Fonte: Livro Orações de Cura e Libertação - Padre Alberto Gambarini (pág. 57)



quinta-feira, 18 de julho de 2019

Sabe como se vestir para ir à Missa? Este Bispo explica


Foto referencial: U.S. Air Force photo/ Airman 1st Class Joshua Magbanua

REDAÇÃO CENTRAL, 18 Jul. 19 / 06:00 am (ACI).- Em seu artigo intitulado “Vestir-se para a Igreja e dar honra e glória a Deus”, o Bispo de Paterson (Estados Unidos), Dom Arthur Serratelli, explicou a importância de usar a roupa adequada para ir à Missa.

Em um mundo em que cada vez mais predomina o “casual”, existe um grupo de pessoas que vão à Missa “que se vestem com o melhor que têm aos domingos para a Igreja”, ressaltou o Bispo em sua coluna publicada em 2018 em CNA, agência em inglês do Grupo ACI.

“Muitos afro-americanos que vão à Igreja aos domingos se distinguem por se vestir bem para a ocasião. Sua longa tradição de honrar o Senhor com a forma como aparecem diante dele para lhe dar culto não se rompeu diante da onda da roupa casual. Talvez, exista em seu exemplo uma lição necessária!”.

Dom Serratelli destacou que “a roupa de praia, as sandálias, as camisetas sem mangas (e a lista segue) simplesmente não são roupas adequadas para estar na presença do Senhor”.

“Ninguém estaria diante da Rainha da Inglaterra a menos que esteja vestido adequadamente. Quando mais diante do Senhor do céu e da Terra! Provavelmente aqui é onde está o desafio”, prosseguiu.

O Prelado recordou ainda que muitas coisas não verbais nas pessoas comunicam algo “e isso também faz a roupa”, que nestes tempos “se tornou algo muito significativo”.

“O tipo de roupa diz aos outros algo sobre nós”, como o uniforme que distingue as enfermeiras do pessoal da limpeza de um hospital, continuou o Bispo.

“As próprias cores que escolhemos também significam algo. O preto fala da formalidade, elegância e autoridade. O vermelho é energia, paixão, velocidade e força. O verde mostra juventude e vigor; enquanto o branco denota inocência e limpeza. O amarelo e o laranja simbolizam alegria, otimismo e a esperança”.

Após ressaltar que a roupa também distingue ocasiões, o Bispo explicou que, desde a década de 1960, os norte-americanos optaram por ser cada vez mais “casuais em código de vestimenta” e vive-se em uma época em que o prático e o cômodo são o que parece mais importar às pessoas.

Em seguida, o Bispo de Paterson questionou se na forma de vestir para a Missa, “por acaso se perdeu o sentido da transcendência de Deus? Embora muitos já não creiam em Deus, os que vão à igreja esqueceram quem Ele é?”.

“Concentramo-nos mais em nós mesmos, em nossa comunidade, do que em nosso Deus e o respeito que lhe devemos quando estamos em sua presença para adorá-lo?”, questionou o Prelado.


Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog