Junho 2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Homilia do Papa Francisco na Solenidade de São Pedro e São Paulo


Vaticano, 29 Jun. 18 / 09:08 am (ACI).- Durante a Missa celebrada na Praça de São Pedro do Vaticano por ocasião da Solenidade de São Pedro e São Paulo, nesta sexta-feira, 29 de junho, o Papa Francisco incentivou os cristãos a fazer como Jesus e se aproximar para tocar a miséria humana e advertiu sobre a tentação de se afastar das chagas de Cristo.

“Contemplar e seguir a Cristo exige deixar que o coração se abra ao Pai e a todos aqueles com quem Ele próprio Se quis identificar, e isto na certeza de saber que não abandona o seu povo”.

A seguir, o texto completo da homilia do Papa Francisco:

As leituras proclamadas permitem-nos entrar em contato com a Tradição Apostólica, que «não é transmissão de coisas ou de palavras, uma coleção de coisas mortas. A Tradição é o rio vivo que nos liga às origens, o rio vivo no qual as origens sempre estão presentes» (Bento XVI, Catequese, 26 de abril de 2006) e oferecem-nos as chaves do Reino dos Céus (cf. Mt 16, 19). Tradição perene e sempre nova, que acende e revigora a alegria do Evangelho, consentindo-nos assim de confessar com os nossos lábios e o nosso coração: «“Jesus Cristo é o Senhor”, para glória de Deus Pai» (Flp 2, 11).

O Evangelho inteiro quer responder à pergunta que se abrigava no coração do Povo de Israel e que, mesmo hoje, não cessa de habitar em tantos rostos sedentos de vida: «És Tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?» (Mt 11, 3). Pergunta que Jesus retoma e coloca aos seus discípulos: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» (Mt 16, 15).

Pedro, tomando a palavra, atribui a Jesus o título maior com que O podia designar: «Tu és o Messias» (Mt 16, 16), isto é, o Ungido, o Consagrado de Deus. Apraz-me saber que foi o Pai a inspirar esta resposta a Pedro, que via como Jesus «ungia» o seu povo. Jesus, o Ungido que caminha, de aldeia em aldeia, com o único desejo de salvar e levantar quem era tido por perdido: «unge» o morto (cf. Mc 5, 41-42; Lc 7, 14-15), unge o doente (cf. Mc 6, 13; Tg 5, 14), unge as feridas (cf. Lc 10, 34), unge o penitente (cf. Mt 6, 17). Unge a esperança (cf. Lc 7, 38.46; Jo 11, 2; 12, 3). Numa tal unção, cada pecador, cada vencido, doente, pagão – no ponto onde se encontrava – pôde sentir-se membro amado da família de Deus. Com os seus gestos, Jesus dizia-lhe de maneira pessoal: tu pertences-Me. Como Pedro, também nós podemos confessar com os nossos lábios e o nosso coração não só aquilo que ouvimos, mas também a experiência concreta da nossa vida: fomos ressuscitados, acudidos, renovados, cumulados de esperança pela unção do Santo. Todo o jugo de escravidão é destruído graças à sua unção (cf. Is 10, 27). A nós não é lícito perder a alegria e a memória de nos sabermos resgatados, aquela alegria que nos leva a confessar: «Tu és (…) o Filho de Deus vivo» (Mt 16, 16).

Entretanto é interessante notar o seguimento desta passagem do Evangelho onde Pedro confessa a fé: «A partir desse momento, Jesus Cristo começou a fazer ver aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito, da parte dos anciãos, dos sumos-sacerdotes e dos doutores da Lei, ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar» (Mt 16, 21). O Ungido de Deus leva o amor e a misericórdia do Pai até às extremas consequências. Este amor misericordioso exige ir a todos os cantos da vida para alcançar a todos, ainda que isso custe o «bom nome», as comodidades, a posição... o martírio.

Perante anúncio tão inesperado, Pedro reage: «Deus Te livre, Senhor! Isso nunca Te há de acontecer» (Mt 16, 22) e transforma-se imediatamente em pedra de tropeço no caminho do Messias; e, pensando defender os direitos de Deus, sem se dar conta transforma-se em seu inimigo (Jesus chama-o «Satanás»). Contemplar a vida de Pedro e a sua confissão significa também aprender a conhecer as tentações que hão de acompanhar a vida do discípulo. À semelhança de Pedro, como Igreja, seremos sempre tentados por aqueles «sussurros» do maligno que serão pedra de tropeço para a missão. Digo «sussurros» porque o demónio seduz veladamente, fazendo com que não se reconheça a sua intenção, «comporta-se como um ser falso, que quer ficar escondido e não ser descoberto» (Santo Inácio de Loyola, Exercícios Espirituais, n. 326).

Pelo contrário, participar na unção de Cristo é participar na sua glória, que é a própria Cruz: Pai, glorifica o teu Filho... «Pai, manifesta a tua glória!» (Jo 12, 28). Glória e cruz, em Jesus Cristo, caminham juntas e não se podem separar; porque, quando se abandona a cruz, ainda que entremos no deslumbrante esplendor da glória, enganar-nos-emos porque aquela não será a glória de Deus, mas a pantomina do adversário.

Várias vezes sentimos a tentação de ser cristãos, mantendo uma prudente distância das chagas do Senhor. Jesus toca a miséria humana, convidando-nos a estar com Ele e a tocar a carne sofredora dos outros. Confessar a fé com os nossos lábios e o nosso coração exige – como o exigiu a Pedro – identificar os «sussurros» do maligno; aprender a discernir e descobrir as «coberturas» pessoais e comunitárias que nos mantêm à distância do drama humano real, impedindo-nos de entrar em contacto com a existência concreta dos outros e, em última análise, de conhecer a força revolucionária da ternura de Deus (cf. Evangelii gaudium, 270).

Jesus, não separando da cruz a glória, quer resgatar os seus discípulos, a sua Igreja, de triunfalismos vazios: vazios de amor, vazios de serviço, vazios de compaixão, vazios de povo. Quer resgatá-la duma imaginação sem limites que não sabe criar raízes na vida do Povo fiel ou, pior ainda, crê que o serviço ao Senhor lhe pede para se livrar das estradas poeirentas da história. Contemplar e seguir a Cristo exige deixar que o coração se abra ao Pai e a todos aqueles com quem Ele próprio Se quis identificar (cf. João Paulo II, Novo millennio ineunte, 49), e isto na certeza de saber que não abandona o seu povo.

Queridos irmãos, continua a habitar em milhões de rostos a pergunta: «És Tu aquele que há de vir, ou devemos esperar outro?» (Mt 11, 3). Confessemos com os nossos lábios e com o nosso coração: Jesus Cristo é o Senhor (cf. Flp 2, 11). Este é o nosso cantus firmus que somos convidados a entoar todos os dias. Com a simplicidade, a certeza e a alegria de saber que «a Igreja não brilha de luz própria, mas da de Cristo; extrai de tal modo o seu esplendor do Sol de justiça, que pode dizer: “Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20)» (Santo Ambrósio, Hexaemeron, IV, 8, 32).

Fonte: ACI digital



Papa aos novos cardeais: colocar-se aos pés dos outros para servir

No Consistório Ordinário Público para a criação de 14 novos cardeais, o Papa exortou a não cair nos ciúmes, invejas e intrigas, mas a voltar o olhar, os recursos, as expectativas e o coração para o que conta: a missão para com os irmãos.

Cidade do Vaticano

O Papa Francisco presidiu, na tarde desta quinta-feira (28/06), na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o Consistório Ordinário Público para a criação de catorze novos cardeais.

O Pontífice iniciou a sua homilia, com a seguinte passagem do Evangelho de Marcos: “Estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente deles.”

“O início desta passagem paradigmática de Marcos sempre nos ajuda a ver como o Senhor cuida do seu povo com uma pedagogia incomparável. No caminho para Jerusalém, Jesus não Se esquece de preceder os seus.”

Francisco frisou que “Jerusalém representa a hora das grandes resoluções e decisões. Todos sabemos que, na vida, os momentos importantes e cruciais deixam falar o coração e manifestam as intenções e as tensões que vivem em nós”.

“Tais encruzilhadas da existência nos interpelam e fazem surgir questões e desejos nem sempre transparentes do coração humano; é o que nos mostra, com grande simplicidade e realismo, o texto do Evangelho que acabamos de ouvir.”

Não aos ciúmes, invejas e intrigas

“Em contraponto ao terceiro e mais duro anúncio da Paixão, o Evangelista não teme desvendar alguns segredos do coração dos discípulos: busca dos primeiros lugares, ciúmes, invejas, intrigas, ajustes e acordos; esta lógica não só desgasta e corrói a partir de dentro as relações entre eles, mas os fecha e envolve em discussões inúteis e de pouca importância.”

“Entretanto Jesus não Se detém nisso, mas continua adiante, os precede e diz-lhes vigorosamente: ‘Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo’. Com este comportamento, o Senhor procura centrar de novo o olhar e o coração de seus discípulos, não permitindo que discussões estéreis e autorreferenciais tenham espaço na comunidade.

Que adianta ganhar o mundo inteiro, se se fica corroído por dentro? Que adianta ganhar o mundo inteiro, se todos vivem prisioneiros de asfixiantes intrigas que secam e tornam estéril o coração e a missão? Nesta situação – como alguém observou –, poder-se-iam já vislumbrar as intrigas de palácio, mesmo nas cúrias eclesiásticas”, disse ainda o Papa.

A missão

“Não deve ser assim entre vós”: é a resposta do Senhor, que constitui primeiramente um convite e uma aposta para recuperar o que há de melhor nos discípulos e, assim, não se deixarem arruinar e se prender por lógicas mundanas que afastam o olhar daquilo que é importante. ‘Não deve ser assim entre vós’: é a voz do Senhor que salva a comunidade de se fixar demasiado em si mesma, em vez de dirigir o olhar, os recursos, as expectativas e o coração para o que conta, a missão.”

“Deste modo, Jesus nos ensina que a conversão, a transformação do coração e a reforma da Igreja são feitas, e sempre devem ser, em chave missionária, pois pressupõem que se deixe de olhar e cuidar dos interesses próprios para olhar e cuidar dos interesses do Pai.”

“A conversão dos nossos pecados, dos nossos egoísmos não é nem será jamais um fim em si mesma, mas visa principalmente crescer em fidelidade e disponibilidade para abraçar a missão; e isto de tal maneira que na hora da verdade, especialmente nos momentos difíceis dos nossos irmãos, estejamos claramente dispostos e disponíveis para acompanhar e acolher a todos e cada um e não nos transformemos em ótimos repelentes por termos vistas curtas ou, pior ainda, por estarmos pensando e discutindo entre nós quem será o mais importante”, disse ainda o Papa.

    “Quando nos esquecemos da missão, quando perdemos de vista o rosto concreto dos irmãos, a nossa vida fecha-se na busca dos próprios interesses e seguranças. ”

E, assim, começam a crescer o ressentimento, a tristeza e a aversão. Pouco a pouco diminui o espaço para os outros, para a comunidade eclesial, para os pobres, para escutar a voz do Senhor. Deste modo perde-se a alegria, e o coração acaba na aridez.”

“'Não deve ser assim entre vós – diz o Senhor – (…) e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos'. É a bem-aventurança e o magnificat que somos chamados a entoar todos os dias. É o convite que o Senhor nos faz, para não esquecermos que a autoridade na Igreja cresce com esta capacidade de promover a dignidade do outro, ungir o outro, para curar as suas feridas e a sua esperança tantas vezes ofendida.

É lembrar que estamos aqui porque fomos enviados para ‘anunciar a Boa-Nova aos pobres, proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos, a recuperação da vista; para mandar em liberdade os oprimidos, para proclamar um ano favorável da parte do Senhor’.”

Colocar-se aos pés dos outros para servir a Cristo

Amados irmãos cardeais e novos cardeais! Estando nós na estrada para Jerusalém, o Senhor caminha à nossa frente para nos lembrar mais uma vez que a única autoridade crível é a que nasce do se colocar aos pés dos outros para servir a Cristo. É a que deriva de não esquecer que Jesus, antes de inclinar a cabeça na cruz, não teve medo de Se inclinar diante dos discípulos e lavar os seus pés.

Esta é a mais alta condecoração que podemos obter, a maior promoção que nos pode ser dada: servir Cristo no povo fiel de Deus, no faminto, no esquecido, no recluso, no doente, no toxicodependente, no abandonado, em pessoas concretas com as suas histórias e esperanças, com os seus anseios e decepções, com os seus sofrimentos e feridas. Só assim a autoridade do pastor terá o sabor do Evangelho e não será «como um bronze que soa ou um címbalo que retine» (1 Cor 13, 1).

Nenhum de nós deve se sentir ‘superior’ aos outros. Nenhum de nós deve olhar os outros de cima para baixo; só podemos olhar assim uma pessoa, quando a ajudamos a se levantar.

Testamento espiritual de São João XXIII

"Gostaria de recordar convosco uma parte do testamento espiritual de São João XXIII que, já adiantado no caminho, pôde dizer: «Nascido pobre, mas de gente honrada e humilde, sinto-me particularmente feliz por morrer pobre, tendo distribuído, segundo as várias exigências e circunstâncias da minha vida simples e modesta a serviço dos pobres e da Santa Igreja que me alimentou, tudo o que me chegou às mãos – em medida, aliás, muito limitada – durante os anos do meu sacerdócio e do meu episcopado.

Aparências de fartura encobriram, muitas vezes, espinhos ocultos de pobreza aflita que me impediram de dar mais do que eu gostaria. Agradeço a Deus por esta graça da pobreza, de que fiz voto na minha juventude, pobreza de espírito, como Padre do Sagrado Coração, e pobreza real; e por me sustentar para nunca pedir nada, nem lugares, nem dinheiro, nem favores, nunca, nem para mim nem para os meus parentes ou amigos» (29 de junho de 1954)."

Fonte: Vatican News



Hoje a Igreja vive a Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Dia do Papa (29 de junho)


REDAÇÃO CENTRAL, 29 Jun. 18 / 05:00 am (ACI).- “O dia de hoje é para nós dia sagrado, porque nele celebramos o martírio dos apóstolos São Pedro e São Paulo... Na realidade, os dois eram como um só; embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho”, explicou o Bispo Santo Agostinho (354-430) em seus sermões no início do cristianismo.

Esta celebração recorda que São Pedro foi eleito por Cristo: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Humildemente, ele aceitou a missão de ser “a rocha” da Igreja.

O Papa por sua parte, como Sucessor de Pedro e Vigário de Cristo, é o princípio e fundamento perpétuo e visível da unidade, tanto dos bispos como da multidão de fiéis. É Pastor de toda a Igreja e tem poder pleno, supremo e universal. Por isso, também é comemorado nesta data o dia do Sumo Pontífice.

Do mesmo modo, comemora-se São Paulo, o Apóstolo dos gentios, que antes de sua conversão foi um perseguidor dos cristãos e passou, com sua vida, a ser um ardoroso evangelizador para todos os católicos, sem reservas no anúncio do Evangelho.

Como o Papa Bento XVI recordou em 2012, “a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”.

“Apesar de ser humanamente bastante diferentes e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava. Só o seguimento de Cristo conduz a uma nova fraternidade”, destacou.

Fonte: ACI digital


7 chaves para entender por que São Pedro e São Paulo são celebrados juntos

Por Diego López Marina

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Jun. 18 / 07:00 am (ACI).- Hoje, 29 de junho, a Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, entretanto, há algumas dúvidas sobre as verdadeiras razões do motivo da festa de ambos os apóstolos ser celebrada no mesmo dia.

A seguir, 7 chaves que permitem entender isso:

1. Santo Agostinho de Hipona expressou que eram “um só”

Em um sermão do ano 395, o Doutor da Igreja, Santo Agostinho de Hipona, expressou que São Pedro e São Paulo, “na realidade, eram como um só. Embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; Paulo o seguiu. Celebramos o dia festivo consagrado para nós pelo sangue dos apóstolos. Amemos a fé, a vida, os trabalhos, os sofrimentos, os testemunhos e as pregações destes dois apóstolos”.

2. Ambos padeceram em Roma

Foram detidos na prisão Mamertina, também chamada Tullianum, localizada no foro romano na Roma Antiga. Além disso, foram martirizados nessa mesma cidade, possivelmente por ordem do imperador Nero.

São Pedro passou seus últimos anos em Roma liderando a Igreja durante a perseguição e até o seu martírio no ano 64. Foi crucificado de cabeça para baixo, a pedido próprio, por não se considerar digno de morrer como seu Senhor. Foi enterrado na colina do Vaticano e a Basílica de São Pedro está construída sobre seu túmulo.

São Paulo foi preso e levado a Roma, onde foi decapitado no ano 67. Está enterrado em Roma, na Basílica de São Paulo Extramuros.

3. São fundadores da Igreja de Roma

Na homilia de 2012 na Solenidade de São Pedro e São Paulo, o Papa Bento XVI assegurou que “a sua ligação como irmãos na fé adquiriu um significado particular em Roma. De fato, a comunidade cristã desta Cidade viu neles uma espécie de antítese dos mitológicos Rómulo e Remo, o par de irmãos a quem se atribui a fundação de Roma”.

4. São padroeiros de Roma e representantes do Evangelho

Na mesma homilia, o Santo Padre chamou esses dois apóstolos de “padroeiros principais da Igreja de Roma”.

“Desde sempre a tradição cristã tem considerado São Pedro e São Paulo inseparáveis: na verdade, juntos, representam todo o Evangelho de Cristo”, detalhou.

5. São a versão contrária de Caim e Abel
O Santo Padre também apresentou um paralelismo oposto com a irmandade apresentada no Antigo Testamento entre Caim e Abel.

“Enquanto nestes vemos o efeito do pecado pelo qual Caim mata Abel, Pedro e Paulo, apesar de ser humanamente bastante diferentes e não obstante os conflitos que não faltaram no seu mútuo relacionamento, realizaram um modo novo e autenticamente evangélico de ser irmãos, tornado possível precisamente pela graça do Evangelho de Cristo que neles operava”, relatou o Santo Padre Bento XVI.

6. Porque Pedro é a “rocha”

Esta celebração recorda que São Pedro foi escolhido por Cristo – “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” – e humildemente aceitou a missão de ser “a rocha” da Igreja e apascentar o rebanho de Deus, apesar de suas fragilidades humanas.

Os Atos dos Apóstolos ilustram seu papel como líder da Igreja depois da Ressurreição e Ascenção de Cristo. Pedro dirigiu os apóstolos como o primeiro Papa e assegurou que os discípulos mantivessem a verdadeira fé.

Como explicou em sua homilia o Sumo Pontífice Bento XVI, “na passagem do Evangelho de São Mateus (...), Pedro faz a sua confissão de fé em Jesus, reconhecendo-O como Messias e Filho de Deus; fá-lo também em nome dos outros apóstolos. Em resposta, o Senhor revela-lhe a missão que pretende confiar-lhe, ou seja, a de ser a ‘pedra’, a ‘rocha’, o fundamento visível sobre o qual está construído todo o edifício espiritual da Igreja”.

7. São Paulo também é coluna do edifício espiritual da Igreja

São Paulo foi o apóstolo dos gentios. Antes de sua conversão, era chamado Saulo, mas depois de seu encontro com Cristo e conversão, continuou seguindo para Damasco, onde foi batizado e recuperou a visão. Adotou o nome de Paulo e passou o resto de sua vida pregando o Evangelho sem descanso às nações do mundo mediterrâneo.

“A iconografia tradicional apresenta São Paulo com a espada, e sabemos que esta representa o instrumento do seu martírio. Mas, repassando os escritos do Apóstolo dos Gentios, descobrimos que a imagem da espada se refere a toda a sua missão de evangelizador. Por exemplo, quando já sentia aproximar-se a morte, escreve a Timóteo: ‘Combati o bom combate’ (2Tm 4,7); aqui não se trata seguramente do combate de um comandante, mas daquele de um arauto da Palavra de Deus, fiel a Cristo e à sua Igreja, por quem se consumou totalmente. Por isso mesmo, o Senhor lhe deu a coroa de glória e colocou-o, juntamente com Pedro, como coluna no edifício espiritual da Igreja”, expressou Bento XVI em sua homilia.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 27 de junho de 2018

Consistório e cardeais: uma história que viaja no tempo

As origens do Consistório e da figura dos cardeais: uma viagem no tempo com textos e fotos para compreender a riqueza de hoje.

Cidade do Vaticano

No Consitório Ordinário público desta quinta-feira (28/06), serão criados pelo Papa Francisco 14 novos cardeais. A história do cardinalato tem origens longínquas. A palavra deriva do latim “cardo/cardinis”, em português “gonzo ou eixo”, algo que gira, neste caso, em torno do Papa. De fato, o papel dos cardeais está estreitamente ligado não apenas com a eleição do Pontífice, mas à colaboração com o Papa na sua função de Pastor da Igreja universal, como explica o Código de Direito Canônico em mérito.

A origem dos cardeais

Na Igreja antiga o Papa tinha como colaboradores alguns presbíteros responsáveis pelo cuidado das mais antigas igrejas de Roma, diáconos que administravam o Palácio de Latrão e os sete departamentos de Roma, e os bispos suburbicários, ou seja das dioceses próximas de Roma. A partir dos colaboradores nasceram os cardeais e as três ordens: os cardeais-bispos, os cardeais-presbíteros e os cardeais-diáconos.

Mas foi com Nicolau II, em 1059, que a eleição foi reservada apenas aos cardeais bispos romanos e não mais ao clero da Diocese de Roma. Em 1179, Papa Alexandre III ampliou este direito a todos os cardeais, e foi no século XII que começaram a ser nomeados cardeais também os prelados residentes fora de Roma.

Quem pode se nomeado cardeal

Até o século XX os leigos também podiam ser nomeados cardeais e logo depois recebiam a ordenação diaconal, mas em 1918 Bento XV decidiu que todos os cardeais deveriam ser ordenados presbíteros. João XXIII decidiu que deveriam ser ordenados bispos. Atualmente os cardeais podem ser livremente eleitos pelo Papa entre os clérigos que tenham recebido pelo menos o presbiterado. De fato, os últimos três Papas, elevaram à dignidade cardinalícia também sacerdotes com mais de 80 anos, portanto sem direito a voto no Conclave.

O Consistório

Os novos cardeais são criados no Consistório. Voltando atrás no tempo pode-se ver como o termo tenha suas origens na antiga Roma: o “sacro consistorio” era o conselho privado do imperador formado pelos seus colaboradores mais próximos. Portanto os Consistórios são reuniões do Colégio Cardinalício e se dividem em ordinários e extraordinários: os primeiros com os cardeais residentes em Roma, enquanto que nos extraordinários devem participar todos os cardeais. O Consistório para a criação de cardeais é o Ordinário Público.

Também é interessante saber que nem todos os nomes dos cardeais são conhecidos com antecedência, pois há casos raros que o nome não é revelado por razões de perigo e portanto para protegê-lo.

O Conclave

No Conclave, os cardeais elegem o Pontífice. Enquanto nos primeiros séculos o número oscilava entre 20 e 40, com o Papa Sisto V, em 1586, foi fixado em 70, e por fim Paulo VI elevou o número de cardeais eleitores para um máximo de 120. Um limite confirmado pelos Sucessores, com algumas derrogações. Atualmente o Colégio conta com 212 cardeais, dos quais 114 eleitores e 98 não eleitores, e com o Consistório desta quinta-feira (28/06) se somarão outros 14 novos cardeais, dos quais 3 não eleitores.

Foi o próprio Paulo VI com a Carta Apostólica Ingravescentem Aetatem a estabelecer o limite de 80 anos para os cardeais que elegem o Papa. Hoje os cardeais são provenientes dos cinco continentes e precisamente de 83 países.

Entre os cardeais há o Decano do Colégio cardinalício, que é eleito e preside o Colégio dos Cardeais e o Conclave. Também há a figura do Camerlengo que administra os bens da Santa Sé, assume a sede vacante e convoca o Conclave. O primeiro dos cardeais-diáconos chama-se protodiácono (que é cardeal há mais tempo) e deve anunciar ao povo cristão a eleição do novo Papa com o conhecido Habemus Papam.

Os sinais

Os sinais que distinguem a nomeação cardinalícia são a designação de uma igreja de Roma (Título ou Diaconia), o anel, em uso desde o século XII, e o barrete vermelho púrpura. Uma cor que caracteriza as vestes dos purpurados e retoma o sinal de disponibilidade ao martírio.

Papa Francisco e os cardeais

Nos Consistórios realizados pelo Papa Francisco, ele recordou a todos os novos cardeais a sua vocação a servir. “Ele não vos chamou para vos tornardes ‘príncipes’ na Igreja, para vos ‘sentardes à sua direita ou à sua esquerda’. Chama-vos para servir como Ele e com Ele. Para servir ao Pai e aos irmãos”, disse no Consistório público de 28 de junho de 2017.

Convidou também para gastar a própria vida apoiando a esperança do povo, como “sinais de reconciliação”. “Amado irmão neo-cardeal – disse em 2016 - o caminho para o céu começa na planície, no dia-a-dia da vida repartida e compartilhada, de uma vida gasta e doada: na doação diária e silenciosa do que somos. O nosso cume é esta qualidade do amor; a nossa meta e aspiração é procurar na planície da vida, juntamente com o Povo de Deus, transformar-nos em pessoas capazes de perdão e reconciliação”.

Outras significativas palavras do Papa foram no Consistório de 2015, quando recordou aos neo-cardeais que o chamado é para serem homens de esperança e caridade e no ano anterior dissera para serem homens de paz.

Também recorda-se que o Papa Francisco, com um Quirógrafo de 2013, instituiu o Conselho de Cardeais, chamado C9, para coadjuvá-lo no governo da Igreja universal e propor a revisão da Constituição Apostólica Pastor bonus sobre a Cúria Romana.

Fonte: Vatican News












Pálio: o que é, como é feito e para que serve.


A cada ano o Papa entrega aos novos Arcebispos o pálio. A cerimônia de entrega realiza-se no dia 29 de junho, Festa de São Pedro e São Paulo. O Vatican News deseja explicar um pouco o significado desta importante vestimenta litúrgica.

Padre Arnaldo Rodrigues - Cidade do Vaticano

Esta entrega do pálio está ligada ao juramento de lealdade ao Papa e seus sucessores pelos metropolita. Tendo em vista esta celebração que se aproxima, é interessante saber o que significa a celebração e, principalmente o que significa esta vestimenta litúrgica chamada “Pálio”.

Pálio

O pálio - derivado do latim pallium, manto de lã - é uma vestimenta litúrgica usada na Igreja Católica, consistindo de uma faixa de pano de lã branca que é colocada sobre ombros dos Arcebispos.

Este pano representa a ovelha que o pastor carrega nos ombros, assim como fez Cristo com a ovelha perdida. Desta forma podemos dizer que o palio é o símbolo da missão pastoral do bispo. O pálio é também a prerrogativa dos arcebispos metropolitanos, como símbolo de jurisdição em comunhão com a Santa Sé.

História

Originalmente o pálio era o manto usado pelos filósofos e na arte paleocristã, eram pintados neste "manto" Jesus e os apóstolos . Esta prática foi posteriormente adotada também pela Igreja Cristã, com um uso semelhante ao do omoforion (uma tira de pano), muito mais larga que o pálio, atualmente usada pelos bispos ortodoxos e pelos bispos católicos orientais de rito bizantino.

O pálio era originalmente uma única tira de pano enrolada nos ombros e caída no peito na altura do ombro esquerdo; nos primeiros séculos do cristianismo foi trazido por todos os bispos.

Podemos ver nas iconografias que representam os primeiros bispos e santos, como Santo Ambrósio, Santo Atanásio, São João Crisóstomo, Santo Inácio de Antioquia, São Hilário e outros.

O primeiro caso conhecido de imposição do pálio a um bispo remonta a 513, quando o Papa Simmaco concedeu o pálio a São Cesário, bispo de Arles.

A partir do século IX reduziu-se ao formato atual de "Y", com as duas extremidades descendo abaixo do pescoço até o meio do peito e nas costas e se tornando a marca registrada dos arcebispos metropolitanos que o obtiveram pelo papa. O Papa João Paulo II, por ocasião da noite de Natal de 1999, abertura do Jubileu de 2000, usava um omoforion com cruzes vermelhas.

Confecção do pálio

Dois cordeiros cuja lã é destinada, no ano anterior, são criados pelos monges trapistas da Abadia de Tre Fontane, em Roma. E desde 1644, são abençoados pelo Abade Geral dos Cônegos Lateranenses em Basílica, na Via Nomentana Complexo Monumental de Santa Inês, fora dos muros, no dia em que se faz memória da Santa, em 21 de janeiro.

Depois são levados ao Papa no Palácio Apostólico. O pálio é tecido e costurado pelas freiras de clausura do convento romano de Santa Cecília em Trastevere. Os pálios são armazenados na Basílica de San Pietro, em Roma, aos pé do altar de confissão (altar central), muito próximo ao túmulo do Apóstolo Pedro.

Como é pálio

O pálio, em sua forma atual, é uma faixa estreita de tecido, com cerca de cinco centímetros de largura, tecida em lã branca, curvada no meio para poder repousar sobre os ombros acima da casula e com duas abas pretas penduradas na frente e atrás, de modo que - visto tanto na frente quanto atrás - a vestimenta lembra a letra "Y".

É decorado com seis cruzes negras de seda (que lembram as feridas de Cristo), uma em cada cauda e quatro na curvatura, e é cortado na frente e atrás, com três alfinetes de gema aciculada em forma de alfinete. Essas duas últimas características parecem ser uma lembrança dos momentos em que o pálio era um simples lenço duplo dobrado e pregado com um alfinete no ombro esquerdo.

Piero Marini para o Papa Bento XVI restaurou o uso do longo e cruzado pálio no ombro esquerdo usado até o século IX, deixando inalterada a forma do pálio concedido aos arcebispos, com as duas abas penduradas no alto centro do peito e no meio das costas.

Por ocasião da Missa de 29 de Junho de 2008 (Solenidade dos Santos Pedro e Paulo), o Papa voltou a usar um pálio em formato de "Y", similar ao usado comumente pelos metropolitas, mas com forma mais ampla e com a cor vermelha das cruzes: essas diferenças hoje poe em evidencia a diversidade da jurisdição, reservado para o Bispo de Roma, enquanto que em épocas anteriores em períodos remotos, não havia este significado particular, dado que eram comuns a todos os bispos, sem distinção.

O mesmo pálio foi usado pelo Papa Francisco após a cerimônia solene de imposição do pálio das mãos do proto-diácono cardeal Jean-Louis Tauran, durante a Missa de inauguração do seu ministério petrino.

Fonte: Vatican News



Papa: os Mandamentos são um caminho de libertação

"Colocar a lei antes da relação com Deus não ajuda o caminho de fé", disse o Papa ao comentar o texto inicial do Decálogo.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Cerca de 15 mil fiéis enfrentaram o calor do verão romano para participar da Audiência Geral na Praça S. Pedro.

A primeira etapa da Audiência foi na Sala Paulo VI, onde os doentes foram acomodados justamente devido ao sol e ali puderam saudar o Pontífice. “O Senhor reserva um lugar especial no seu coração para quem apresenta qualquer tipo de deficiência e assim é para o Sucessor de São Pedro”, disse o Papa.

Já na Praça, Francisco deu continuidade ao ciclo sobre os Mandamentos, falando do texto inicial do Decálogo. Os Dez Mandamentos começam com a seguinte frase: “Eu sou o Senhor teu Deus, que te fiz sair do Egito, da casa da servidão” (Ex, 20,2).

Deus salva, depois pede

O Decálogo, explicou o Papa, começa com a generosidade de Deus. “Deus jamais pede sem dar antes. Primeiro salva, depois pede. Assim é o nosso Pai”, afirmou.

“Eu sou o Senhor teu Deus.” Há um possessivo, uma relação. Deus não é um estranho: é o teu Deus. Isso ilumina todo o Decálogo e revela também o segredo do agir cristão, porque é a mesma atitude de Jesus, que diz: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei” (Gv 15,9). Ele não parte de si, mas do Pai.
Quem parte de si mesmo….chega a si mesmo!

“Nossas obras podem ser uma falência quando partimos de nós mesmos e não da gratidão. E quem parte de si mesmo….chega a si mesmo! É incapaz de progredir, volta para si, é uma atitude egoísta.”

Antes de tudo, prosseguiu Francisco, a vida cristã é a resposta grata a um Pai generoso. Os cristãos que somente seguem “deveres” mostram que não têm uma experiência pessoal daquele Deus que é “nosso”. O fundamento deste dever é o amor de Deus Pai, que antes dá e depois manda. Colocar a lei antes da relação não ajuda o caminho de fé.

Caminho de libertação

“Como um jovem pode desejar ser cristão se o ponto de partida são obrigações, empenhos, coerência e não a libertação?”, questionou o Papa. Ser cristão é um caminho de libertação e os Mandamentos nos libertam do nosso egoísmo. A formação cristã não está baseada na força de vontade, mas no acolhimento da salvação. Primeiro salva no Mar Vermelho, depois liberta no Monte Sinai. A gratidão é um elemento característico do coração visitado pelo Espírito Santo, disse o Papa, propondo um “pequeno exercício em silêncio”.

    “ Quantas coisas belas Deus fez por mim? Em silêncio, cada um responda. Essa é a libertação de Deus! ”

Clamar para ser socorrido

Todavia, pode acontecer que um cristão dentro de si encontre somente o sentido do dever, uma espiritualidade de servos e não de filhos. Neste caso, é preciso fazer como fez o povo eleito: devem clamar para que sejam socorridos.

A ação libertadora de Deus no início do Decálogo é a resposta a este clamor. Nós não nos salvamos sozinhos, mas de nós pode partir um pedido de ajuda. “Senhor, salve-me, indique-me o caminho, acaricie-me, dê-me um pouco de alegria.” Isso cabe a nós: pedir para sermos libertados.

O Papa então concluiu:

“Deus não nos chamou à vida para permanecer oprimidos, mas para ser livres e viver na gratidão, obedecendo com alegria Àquele que nos deu tanto, infinitamente mais daquilo que jamais poderemos dar a Ele. Isso é belo. Que Deus seja abençoado por tudo aquilo que fez, faz e fará em nós.”

Fonte: Vatican News



Hoje é celebrada Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (27 de junho)


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jun. 18 / 06:00 am (ACI).- Neste dia 27 de junho é celebrada a Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, padroeira dos Padres Redentoristas e cujo ícone original está no altar principal da Igreja de Santo Afonso, em Roma.

Esta imagem recorda o cuidado da Virgem por Jesus, desde a concepção até a morte, e que hoje continua a proteger os seus filhos que recorrem a Ela.

Diz-se que no século XV, um comerciante rico do Mar Mediterrâneo tinha a pintura do Perpétuo Socorro, embora se desconheça como chegou a suas mãos. Para proteger o quadro de ser destruído, decidiu levá-lo para a Itália e na travessia aconteceu uma terrível tempestade.

O comerciante pegou o quadro, pediu socorro e o mar se acalmou. Estando já em Roma, ele tinha um amigo, a quem mostrou o quadro e lhe disse que um dia todo o mundo renderia homenagem a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Depois de um tempo, o comerciante ficou doente e, antes de morrer, fez seu amigo prometer que colocaria a pintura em uma igreja ilustre. No entanto, a esposa do amigo se encantou com a imagem e ele não concretizou a promessa.

Nossa Senhora apareceu ao homem em várias ocasiões pedindo-lhe que cumprisse a promessa, mas por não querer desagradar sua esposa, ficou doente e morreu. Mais tarde, a Virgem falou com a filha de seis anos e lhe deu a mesma mensagem de que desejava que o quadro fosse colocado em uma igreja. A pequena foi e contou à sua mãe.

A mãe se assustou e a uma vizinha que zombou do ocorrido surgiram dores tão fortes que só aliviaram quando invocou arrependida a ajuda da Virgem e tocou o quadro.

Nossa Senhora apareceu novamente para a menina e lhe disse que a pintura devia ser colocada na igreja de São Mateus, que estava entre as basílicas de Santa Maria Maior e São João de Latrão. Finalmente, assim foi feito e se realizaram grandes milagres.

Séculos depois, Napoleão destruiu muitas igrejas, incluindo a de São Mateus, mas um padre agostiniano conseguiu secretamente tirar o quadro e, mais tarde, a pintura foi colocada em uma capela agostiniana em Posterula.

Os Redentoristas construíram a Igreja de Santo Afonso sobre as ruínas da Igreja de São Mateus e, em suas investigações, descobriram que antes havia ali o milagroso quadro do Perpétuo Socorro e que estava com os Agostinianos, graças a um sacerdote jesuíta que conhecia o desejo da Virgem de ser honrada nesse lugar.

Assim, o superior dos Redentoristas solicitou ao Beato Pio IX, que ordenou que a pintura fosse devolvida à Igreja entre Santa Maria Maior e São João de Latrão. Do mesmo modo, encarregou os Redentoristas de fazer com que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro fosse conhecida.

Os Agostinianos, uma vez que souberam da história e do desejo do Papa, de bom grado devolveram a imagem mariana para agradar a Virgem.

Hoje em dia, a devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tem se expandido por vários lugares, construindo-se igrejas e santuários em sua honra. Seu retrato é conhecido e reverenciado em todo o mundo.

Fonte: ACI digital



domingo, 24 de junho de 2018

Relíquia de santo encontrada no lixo tem novo lar em uma Catedral


LONDRES, 21 Jun. 18 / 04:00 pm (ACI).- Quase dois mil anos depois de sua morte, uma relíquia do Papa São Clemente, descoberta em 2017 por uma empresa de gestão de resíduos do Reino Unido, foi entregue na terça-feira à Catedral de Westminster de Londres (Inglaterra).

“Escolher um lugar de descanso apropriado foi muito importante para nós. Portanto, acreditamos que a Catedral de Westminster seja o melhor e mais seguro local para os ossos, devido à sua importância para a Igreja e para garantir que não se perda novamente”, disse o presidente da empresa, James Rubin, em um comunicado no site da companhia.

Rubin presenteou a relíquia no dia 19 de junho em Lady Chapel ao Arcebispo de Cardiff, Dom Georde Stack, que também é presidente do comitê de patrimônio dos bispos da Inglaterra terra e País de Gales.

A relíquia será exposta em Exposição de Tesouros da Catedral de Westminster. Trata-se do fragmento de um osso, colocado em uma caixa selada com cera que inclui a inscrição: “Dos ossos de São Clemente, Papa e Mártir”.

A empresa Enviro Waste realizou uma pesquisa antes de decidir o que fazer com a relíquia. Publicaram sobre a descoberta em seu blog em abril, solicitando sugestões dos usuários.

“Mais de 650 sugestões e mais de 9 mil visitas ao site”, indicou a empresa na publicação atualizada. Em seguida, disseram que a Catedral de Westminster em Londres deveria ter a relíquia.

Segundo informara, o dono da relíquia disse que foi roubada de seu automóvel e concordou em emprestá-la permanentemente à Catedral de Westminster.

A vice-presidente do comitê de patrimônio da Conferência Episcopal Católica de Inglaterra e País de Gales, Sophie Andreae, foi quem se aproximou de Enviro Waste para solicitar que o destino da relíquia fosse a catedral.

Em declarações à BBC, explicou que as relíquias são importantes para os católicos, porque “sentem que não só têm um vínculo com uma pessoa muito santa do passado, mas também um vínculo com o divino”.

Acredita-se que no século I, São Clemente se converteu do judaísmo ao catolicismo e pode ter compartilhado algumas das viagens missionárias de São Pedro ou São Paulo. Do mesmo modo, a tradição indica que foi discípulo de ambos e que os ajudou a dirigir a Igreja em nível local.

Por volta do ano 90, foi eleito Papa, seguindo na sucessão apostólica São Pedro, São Lino e Santo Anacleto. Seus escritos revelam muito sobre a Igreja primitiva, mas pouco sobre sua própria vida.

Segundo uma versão, morreu no exílio durante o reinado do imperador Trajano, que supostamente exilou Clemente na Crimeia e o matou em represália por evangelizar a população local, por volta do ano 100. É um dos santos mencionados no Cânon Romano.

No ano 868, o missionário grego São Cirilo afirmou ter recuperado os ossos de São Clemente.

Fonte: ACI digital



Bispo alerta: Tentam implantar o aborto no Brasil através do Judiciário contra vontade do povo

 

REDAÇÃO CENTRAL, 22 Jun. 18 / 06:00 am (ACI).- O Bispo da Diocese de Rubiataba Mozarlândia (GO), Dom Adair José Guimarães, lançou um alerta sobre o ativismo judicial que busca descriminalizar o aborto no Brasil por meio de iminente julgamento de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e convocou todos os católicos para que façam ouvir suas vozes em defesa da vida.

Em uma ‘Nota pública sobre a legalização do aborto no Brasil’, o Prelado recordou que “está em vias de ser julgada no Supremo Tribunal Federal a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 442 que, em suma, poderá abrir nosso país à prática do aborto”.

A ADPF 442 foi proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) a fim de permitir a realização do aborto no Sistema Único de Saúde (SUS) até 12 semanas de gestação, bastando apenas o consentimento da gestante .

A relatora do caso, a ministra Rosa Weber, convocou para o dia 6 de agosto uma audiência pública que vai discutir essa questão.

“Nesse momento delicado, entendemos por bem vir a público expressar nossa preocupação com o julgamento mencionado”, manifestou Dom Adair.

O Bispo recordou que há muito tempo se observa no Brasil as investidas de “poderosos organismos internacionais que tentam legalizar o aborto” no país. Porém, assinalou, “fracassaram dada a heroica resistência de nosso povo, cuja maioria esmagadora é contrária à prática desse ato”.

Nesse contexto, indicou, o Congresso Nacional vem rejeitando “qualquer alteração legislativa que vise a legalizar a prática do aborto ou mesmo a ampliar as possibilidades de que ele venha a ser praticado sem punição na esfera criminal”.

Vale recordar que, no Brasil, a prática do aborto é despenalizada em três casos. Quando a gravidez é resultante de estupro, o aborto deve contar com a autorização da gestante ou de um responsável e deve acontecer até a 20ª semana. Quando há risco à vida da mãe e se não houver outro meio de salvá-la, o aborto pode ser feito em qualquer ponto da gravidez. E, o último caso foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2012 e diz respeito aos fetos com anencefalia.

Com a nova investida que busca implantar o aborto no Brasil por meio da ADPF 442, Dom Adair alerta que o “que está em curso no Supremo Tribunal Federal nada mais é do que uma tentativa espúria de dobrar o Poder Legislativo (cujos membros são eleitos pelo povo) ao Poder Judiciário (cuja cúpula representada pelo Supremo Tribunal Federal foi toda ela indicada pelos últimos presidentes da República)”.

“De fato – pontuou –, em países nos quais a consciência cristã já foi enfraquecida pelo laicismo e pelo individualismo, a tática destes grupos de pressão tem sido a de recorrer a plebiscitos e fazer o aborto triunfar pela manifestação direta da população (como recentemente aconteceu com a Irlanda)”.

Entretanto, “no Brasil, onde a fé cristã em suas vertentes católica e protestante ainda é parte importante da vida da quase totalidade da população, o que se tenta é conseguir, via Poder Judiciário, aquilo que jamais se conseguiria pela votação direita ou mesmo por meio de leis democraticamente aprovadas”.

“Devemos lembrar que o Supremo Tribunal Federal é apenas o guardião máximo das leis e da Constituição Federal”. Por isso, “caso julgue procedente a ADPF nº 442, os onze Ministros de nossa corte maior estarão atribuindo a si mesmos um papel que não lhes cabe: o de senhores das instituições, funcionando como agentes de crises e fomentadores de uma ruptura institucional que parece cada vez mais inevitável”.

Ao concluir, Dom Adair Guimarães convidou a rogar “a Deus, por intermédio da Virgem de Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, para que ilumine os Ministros do Supremo Tribunal Federal, dando-lhes a consciência da gravidade da situação atual, encorajando-os a que se limitem ao seu papel institucional”.

“E rogamos a todos os católicos sob nosso cuidado pastoral a que se ergam em defesa da vida, seja privadamente com orações, seja fazendo ouvir suas vozes publicamente de modo a evitar que o mal do aborto venha a ser permitido em terras brasileiras”, finalizou.

Fonte: ACI digital



Hoje a Igreja celebra a natividade de São João Batista, o “profeta do Altíssimo”

Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 24 Jun. 18 / 05:00 am (ACI).- “A Igreja celebra o nascimento de João como um acontecimento sagrado. Dentre os nossos antepassados, não há nenhum cujo nascimento seja celebrado solenemente”, explicou o Bispo Santo Agostinho (354-430) em seus sermões nos primeiros séculos do cristianismo, sobre a natividade de São João Batista, que é celebrada neste dia 24 de junho.

“João apareceu, pois, como ponto de encontro entre os dois Testamentos, o antigo e o novo. O próprio Senhor o chama de limite quando diz: A lei e os profetas até João Batista”, acrescentou o Santo Doutor da Igreja.

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo. No primeiro capítulo de Lucas narra-se que Zacarias era um sacerdote judeu casado com Santa Isabel e não tinha filhos, porque ela era estéril. Estando já com a idade muito avançada, o anjo Gabriel apareceu a ele e comunicou que sua esposa teria um filho que seria o precursor do Messias, a quem daria o nome João. Zacarias duvidou desta notícia e Gabriel lhe disse que ficaria mudo até que tudo fosse cumprido.

Meses depois, quando Maria recebeu o anúncio de que seria a Mãe do Salvador, a Virgem foi ver sua prima Isabel e permaneceu ajudando-a até o nascimento de São João.

Assim, como o nascimento do Senhor é celebrado todo 25 de dezembro, perto do solstício de inverno no hemisfério norte (o dia mais curto do ano), o nascimento de São João é em 24 de junho, próximo do solstício de verão no hemisfério norte (o dia mais longo). Dessa forma, depois de Jesus, os dias vão aumentando, e depois de João, os dias vão diminuindo, até que se volte “a nascer o sol”.

A Igreja assinalou essas datas no século IV, com a finalidade de que se sobrepusessem às duas festas importantes do calendário greco-romano: o “dia do sol” (25 de dezembro) e o “dia de Diana” no verão, cuja festa comemorava a fertilidade. O martírio de São João Batista é comemorado em 29 de agosto.

O Profeta do Altíssimo

Em 24 de junho de 2012, por ocasião desta festa, o Papa Bento XVI afirmou que o exemplo de São João Batista chama os cristãos “converter-nos, a testemunhar Cristo e anunciá-lo todo o tempo”.

Em suas palavras prévias à oração mariana do Ângelus, recordou a vida de São João Batista e indicou que “com exceção da Virgem Maria, João Batista é o único santo do qual a liturgia festeja o nascimento, e isto porque ele está estreitamente relacionado com o mistério da Encarnação do Filho de Deus”.

“Desde o seio materno João é o precursor de Jesus: a sua concepção prodigiosa é anunciada pelo Anjo a Maria como sinal de que ‘nada é impossível a Deus’”.

Bento XVI recordou que o “pai de João, Zacarias — marido de Isabel, parente de Maria — era sacerdote do culto judaico. Ele não acreditou imediatamente no anúncio de uma paternidade já inesperada, e por isso ficou mudo até ao dia da circuncisão do menino, ao qual ele e a esposa deram o nome indicado por Deus, ou seja, João, que significa ‘o Senhor concede graças’”.

“Animado pelo Espírito Santo, Zacarias falou assim da missão do filho: ‘E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás adiante do Senhor a preparar os seus caminhos. Para dar a conhecer ao Seu povo a Sua salvação pela remissão dos pecados’”.

Ele explicou que “tudo isso se manifestou 30 anos depois, quando João começou a batizar no rio Jordão, chamando as pessoas para se preparar, com aquele gesto de penitência, à eminente vinda do Messias, que Deus lhe havia revelado durante sua permanência no deserto da Judeia”.

“Quando um dia veio de Nazaré o próprio Jesus para se fazer batizar, João inicialmente recusou-se, mas depois consentiu, e viu o Espírito Santo pairar sobre Jesus e ouviu a voz do Pai celeste que o proclamava seu Filho”.

O Santo Padre explicou que a missão de São João Batista ainda não estava cumprida, porque “pouco tempo mais tarde, foi-lhe pedido que precedesse Jesus também na morte violenta: João foi decapitado na prisão do rei Herodes, e assim deu pleno testemunho do Cordeiro de Deus, que ele foi o primeiro a reconhecer e a indicar publicamente”.

Bento XVI também recordou que “a Virgem Maria ajudou a idosa prima Isabel a levar até ao fim a gravidez de João”. “Ela ajude todos a seguir Jesus, o Cristo, o Filho de Deus, que o Batista anunciou com grande humildade e fervor profético”, disse o então Pontífice.

Fonte: ACI digital



Nascimento de João Batista-12° Domingo do Tempo Comum(Ano B)



Solenidade da Natividade de São João Batista

Nascimento de João Batista

12º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de Lucas 1, 57-66.80
* 57 Terminou para Isabel o tempo de gravidez, e ela deu à luz um filho. 58 Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido bom para Isabel, e se alegraram com ela. 59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60 A mãe, porém, disse: «Não! Ele vai se chamar João.» 61 Os outros disseram: «Você não tem nenhum parente com esse nome!» 62 Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63 Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: «O nome dele é João.» E todos ficaram admirados. 64 No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65 Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia se espalhou por toda a região montanhosa da Judéia. 66 E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: «O que será que esse menino vai ser?» De fato, a mão do Senhor estava com ele.
80 O menino ia crescendo, e ficando forte de espírito. João viveu no deserto, até o dia em que se manifestou a Israel.»

Reflexão

Anunciando o Sol

O evangelho de hoje poderia ser completado com o cântico entoado pelo pai Zacarias quando do nascimento de João Batista: o Benedictus (Lc 1,68-79). É nesses versos que aparece a bela evocação da missão de João: “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás à frente do Senhor, preparando os seus caminhos, dando a conhecer a seu povo a salvação, com o perdão dos pecados, graças ao coração misericordioso de nosso Deus, que envia o sol nascente para nos visitar. .. ” (Lc 7,76-78). O sol nascente é Jesus. E quando crescer esse sol nascente, a luz da lua (ou da estrela da manhã?) deverá diminuir, como dirá o próprio João (Jo 3,30).

De fato, o Batista, como é apresentado na Bíblia, está totalmente em função daquele que vem depois dele, Jesus. Essa perspectiva dos evangelhos talvez não tenha sido a dos seus contemporâneos, como mostram alguns traços dele encontrados fora da Bíblia (p.ex., no autor judeu Flávio Josefo, que viveu pouco tempo mais tarde). Mesmo na Bíblia encontramos indícios de que a atividade histórica de João não foi totalmente absorvida pela de Jesus (At 19,1-6, os discípulos do Batista em Éfeso por volta de 50 d.C.). Mas, para os evangelistas obra do Batista foi o anúncio do sol que estava nascendo, a luz prometida por Deus a seu povo: Jesus de Nazaré.

Ora, não só João preparou a chegada de Jesus; ele é a plenitude de todos os profetas, sendo o último e o maior deles, o decisivo, aquele que encerra o anúncio profético do antigo Israel. “Até João, a Lei e os Profetas! A partir de então, o Reino de Deus está sendo anunciado, e todos usam de força para entrar nele” (Lc 18,16), Ele é descrito como um novo Elias, pois Elias era esperado para preparar, com sua pregação de conversão e reconciliação, a visita final de Deus a seu povo (cf. Eclo 48,10).

Estamos inclinados a pensar que a missão do Batista terminou no ano 30, quando Jesus se apresentou. Mas em todos os tempos a missão do Batista continua necessária, pois a luz do sol ainda não surgiu em todos os lugares, e pode acontecer também que em algum lugar já tenha escurecido. Anunciar o sol é uma figura para dizer que em todas as circunstâncias é preciso preparar os corações para receber o Enviado do Pai, o próprio Filho de Deus. Em nossa sociedade urbano-industrial, o sol de Cristo parece estar obnubilado – quem sabe, pela poluição … mental. Quando nesse ambiente apresentamos todo o “aparato” cristão, isso é recebido com uma mentalidade sensacionalista, comercial, não como a luz benfazeja do sol, mas como o cintilar da propaganda. Não seria melhor mandar um João Batista à frente?.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus, que suscitastes São João Batista, a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito, concedei à vossa Igreja as alegrias espirituais e dirigi nossos passos no caminho da salvação e da paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade
do Espírito Santo.



quarta-feira, 20 de junho de 2018

Papa Francisco: o cristão reza pelo seu inimigo e o ama


"A oração mafiosa é: 'Você me paga'. A oração cristã é: 'Senhor, dê-lhe a sua bênção e ensine-me a amá-lo'. Pensemos num inimigo: todos temos um. Pensemos nele. Rezemos por ele. Peçamos ao Senhor a graça de amá-lo", disse o Papa na homilia.

Gabriella Ceraso – Cidade do Vaticano

O perdão, a oração e o amor por que quem nos quer destruir, pelo nosso inimigo. Assim foi a homilia do Papa Francisco na missa celebrada na capela da Casa Santa Marta esta terça-feira (19/06).

Comentando o trecho proposto pela Leitura do dia, extraído do Evangelho de Mateus, o Papa admitiu a dificuldade humana em seguir o modelo do nosso Pai celeste e propôs novamente o desafio do cristão, isto é, de pedir ao Senhor a “graça” de saber “abençoar os nossos inimigos” e nos comprometer a amá-los.

Perdoar para ser perdoados

“Nós sabemos que devemos perdoar os nossos inimigos”, afirmou o Papa, nós dizemos isso todos os dias no Pai-Nosso. Pedimos perdão assim como nós perdoamos: é uma condição…", embora não seja fácil. Assim como “rezar pelos outros”, por aqueles que nos dão problemas, que nos colocam à prova: também isto é difícil, mas o fazemos. Ou pelo menos muitas vezes conseguimos fazê-lo ":

Mas rezar por aqueles que querem me destruir, os inimigos, para que Deus os abençoe: isso é realmente difícil de entender. Pensemos no século passado, os pobres cristãos russos que somente pelo fato de serem cristãos eram enviados para a Sibéria para morrer de frio: e eles deveriam rezar pelo governante carrasco que os enviava ali? Mas como é possível? E muitos o fizeram: rezaram. Pensemos em Auschwitz e em outros campos de concentração: eles deveriam rezar por este ditador que queria a raça pura e matava sem escrúpulo, e rezar para que Deus os abençoasse! E muitos fizeram isso.

Aprender com a lógica de Jesus e dos mártires

É a difícil lógica de Jesus, que no Evangelho está contida na oração e na justificação daqueles que “o mataram” na cruz: “perdoa-os Pai, porque não sabem o que fazem”. Jesus pede perdão para eles, recordou o Papa, assim como fez como Santo Estevão no momento do martírio:

Mas quanta distância, uma infinita distância entre nós que muitas vezes não perdoamos pequenas coisas, e isso que nos pede o Senhor e de qual sempre nos deu exemplo: perdoar aqueles que tentam nos destruir. Nas famílias, às vezes, é muito difícil perdoarem-se os cônjuges depois de alguma briga, ou perdoar a sogra também: não é fácil. O filho pedir perdão ao pai é difícil. Mas perdoar os que o estão matando, que querem eliminá-lo … Não somente perdoar: rezar por eles, para que Deus os proteja! E mais: amá-los. Somente a palavra de Jesus pode explicar isso. Eu não consigo ir além.

Pedir a graça de ser perfeito como o Pai

Portanto, destacou Francisco, é a graça de pedir para entender algo deste mistério cristão e ser perfeitos como o Pai, que dá todos os seus bens aos bons e aos maus. O Papa concluiu afirmando que nos fará bem pensar nos nossos inimigos, pois todos nós temos algum:

Hoje, nos fará bem pensar num inimigo – creio que todos nós temos um -, alguém que nos fez mal ou que nos quer fazer mal ou tenta nos prejudicar: pensar nesta pessoa. A oração mafiosa é: “Você me paga”. A oração cristã é: “Senhor, dê-lhe a sua bênção e ensine-me a amá-lo”. Pensemos num inimigo: todos temos um. Pensemos nele. Rezemos por ele. Peçamos ao Senhor a graça de amá-lo.

Fonte: Vatican News



Milhares marcham em Brasília em defesa da vida e contra o ativismo judicial


BRASILIA, 19 Jun. 18 / 07:30 pm (ACI).- Nesta terça-feira, 19 de junho, milhares de braisleiros participaram da 11ª Marcha Nacional pela Vida, para manifestar-se contra o aborto no país e o ativismo judicial que visa liberar a prática no país, sobretudo às vésperas de uma audiência pública para discutir a descriminalização do aborto convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A 11ª Marcha Nacional pela Vida foi realizada pelo Movimento Nacional da Cidadania pela Vida- Brasil Sem Aborto, com o tema “Vida para viver”. Durante o trajeto, os manifestantes erguiam faixas dizendo “sim à vida, não ao aborto”, além de frases “contra o ativismo judicial”, entre outras manifestações.

11ª Marcha Nacional pela Vida em Brasília / Foto: Movimento Brasil Sem Aborto

De acordo com os organizadores, participaram da Marcha de representantes de diferentes estados brasileiros, como Goiás, Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Alagoas e Paraíba.

Ao chegar em frente ao Congresso Nacional, os manifestantes realizaram um ato simbólico, com a presença de alguns parlamentares pró-vida. Entre eles, esteve o deputado federal Eros Biondini (Pros/MG), para quem este evento é fundamental para “não descansarmos nessa nossa luta” em defesa da vida.

De acordo com Biondini, a Marcha mostra para as pessoas “que representamos aqui a grande maioria da população brasileira, que por diversas vezes já se manifestou totalmente contra o aborto”.


Segundo o Movimento Brasil Sem Aborto, a marcha chamou a atenção para audiência pública que será realizada pelo STF no dia 6 de agosto, que vai discutir a descriminalização do aborto nos três primeiros meses de gestação.

A audiência foi convocada pela ministra Rosa weber, relatora da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, proposta pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), na qual o partido pede que o Supremo invalide os artigos 124 e 126 do Código Penal, que criminalizam a interrupção voluntária da gravidez.

Na convocação, a ministra justificou que o tema jurídico é um dos “mais sensíveis e delicados”, pois envolve questões de ordem ética, moral, religiosa e saúde pública.

Entretanto, a presidente do Movimento Brasil Sem Aborto, professora Lenise Garcia, ressaltou que, “na verdade, a complexidade da controvérsia é bem maior”. “Quem deve legislar é o Congresso Nacional e não o Supremo. Esperamos que a ministra leve em consideração os 80% dos brasileiros que são contra legalizar o aborto, segundo pesquisas”.

Durante a Marcha, o deputado federal Flavinho (PSC/SP) assinalou que a manifestação marcou “presença aqui na capital, no coração do Brasil, dizendo que somos a favor da vida, contra o aborto, que não vamos tolerar esse ativismo judicial do STF e vamos denunciar essa ação do PSOL com a ADPF”.


Além disso, conforme assinalou o deputado Eron Biondini, “nessa marcha, nós pedimos ao Congresso que paute dois projetos importantes, o Estatuto do Nascituro e a PEC da Vida, para que definitivamente haja uma legislação que defenda a vida desde a concepção”.

O Estatuto do Nascituro é o Projeto de Lei (PL) 478/2007, que assegura a proteção ao nascituro e também à gestante. Já a PEC da Vida é a Proposta de Emenda Constitucional 29/2015, que acrescenta ao artigo 5º da Constituição Brasileira a expressão “desde a concepção” ao termo “inviolabilidade do direito à vida”.

Fonte: ACI digital



terça-feira, 19 de junho de 2018

Técnico da seleção brasileira costuma rezar à Virgem Aparecida antes das partidas


REDAÇÃO CENTRAL, 17 Jun. 18 / 06:00 am (ACI).- Antes do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo, neste domingo, muitos brasileiros rezarão a Nossa Senhora Aparecida e um deles será Tite, o técnico da seleção brasileira, católico praticante e devoto da Virgem e de São Jorge, que sempre pede a proteção da Mãe de Deus e Nossa antes de cada partida da seleção canarinha.

Nos últimos dias, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que decidiu manter a proibição a qualquer culto religioso na concentração da seleção brasileira, medida que foi tomada em 2015, quando um pastor evangélico se reuniu com 10 jogadores da seleção de Dunga na concentração nos Estados Unidos, sem autorização da CBF. Posteriormente, o líder religioso postou fotos em redes sociais.

Esta decisão da CBF, entretanto, não impede manifestações religiosas de âmbito pessoal da comissão técnica e dos jogadores. Assim, Tite poderá manter o seu costume de rezar antes das partidas.

Este é um hábito que traz mesmo antes de se tornar técnico da seleção brasileira. Já na época em que comandava o Corinthians, diversas vezes foram registradas fotos do treinador rezando no vestiário com uma imagem da padroeira do Brasil antes de cada partida.

Em uma recente entrevista ao site ‘Globo Esporte’, Padre Jeferson Mengali, conselheiro espiritual do técnico, afirmou que “Tite sempre tem uma imagem de Nossa Senhora Aparecida no vestiário, deixa a vela acesa e reza antes e depois dos jogos”.

Foi, aliás, em uma situação como esta que ambos se conheceram em 2013, quando o Corinthians esteve em Bragança Paulista (SP) para uma partida contra o Bragantino, o primeiro jogo do time após a morte do jovem Kevin Espada, atingido por um sinalizador disparado pela torcida corintiana na Bolívia.

O corintiano Pe. Mengali recordou que aquele era um momento delicado para toda a equipe do Corinthians, inclusive Tite. Naquele dia, foram apresentados e rezaram juntos no vestiário. Dali surgiu uma amizade na vida e na fé, tendo em comum ainda a devoção por São Jorge.

Tite chegou até mesmo a escrever o prefácio do livro de Pe. Jeferson Mengali, ‘São Jorge, o poder do Santo Guerreiro’, no qual afirma que “na busca de paz espiritual, fé, coragem e proteção, São Jorge se faz presente em minhas orações”.

A fé do treinador é também algo que impressiona o sacerdote. “A história que sabemos é que é um homem de muita fé”, assinalou Pe. Mengali, ressaltando ainda outro costume de Tite: “em qualquer concentração, ele pede que tenha uma igreja perto do hotel”.

Mas, a fé do treinador não tem nada a ver com superstição. “O Tite tem a medalhinha dele, que eu também uso. Mas para proteção. Ele leva no bolso um terço que dei a ele quando era técnico do Corinthians. Isso não é superstição, é um sinal de fé da religiosidade dele. Foge essa questão de superstição. Ele sabe que tem um Deus que olha por ele, como olha por todos nós”, afirmou o sacerdote.

Testemunhando a fé

Esses dois costumes de Tite – visitar uma igreja no local onde está e ter objetos religiosos – foram testemunhados durante a última estadia da seleção brasileira em Teresópolis (RJ), onde tiveram alguns dias de preparação na Granja Comary antes de viajar.

Conforme relata o portal ‘Uol’, em 22 de maio, Tite foi participar da Missa na Igreja de Santa Teresa, onde estava Marcia Burgos, tia de José Inácio, de 10 anos, que perdeu a mãe há um ano, data que era recordada também naquela celebração eucarística.

Ao site, Marcia contou que o menino estava sofrendo pela perda da mãe e, então, Tite gravou um vídeo e enviou uma pulseira com imagens de santos que foi dada de presente ao garoto.

Este mesmo presente Tite já ofertou a outras pessoas, inclusive jogadores, como Renato Augusto, que recebeu a pulseira após sofrer uma fratura em 2013.

Ao explicar este costume, em 2016, Tite disse que “não tem a ver com o lado do técnico, nada a ver. Não sou nenhum apologista de religião. É uma espiritualidade apenas, de fazer uma oração para ter saúde e ser solidário com alguém que possa ter saúde”.

Exemplo veio de família

A fé é uma herança que Tite recebeu de sua família, sobretudo da mãe, Dona Ivone, a qual é uma referência de espiritualidade para o técnico.

Em reportagem sobre sua vida no ‘Jornal Nacional’, da Rede Globo, dona Ivone contou que sempre que recebe a visita do filho, ele faz um convite a ela: “Vem cá mãe, vamos rezar o terço!”.

“Essa oração que a gente faz junto, tem o cunho da oração, mas tem o cunho do filho está do lado da mãe também”, disse o treinador.

Copa do Mundo

Para esta Copa do Mundo, Pe. Jeferson Mengali contou ao site ‘Globo Esporte’ que “Tite está centrado, sereno” e “focado no trabalho”.

“Tem uma coisa que o Tite sempre me diz: ‘Vencer por vencer não vale a pena. Temos que vencer se formos merecedores. Se merecer, vamos ganhar. Se não merecer, melhor que o outro ganhe. Porque na derrota, você aprende’”, recordou o sacerdote.

Este parecer ser um ensinamento aprendido também com a mãe. Ao ‘Jornal Nacional’, Dona Ivone expressou: “Tomara Deus que dê tudo certo. Se não der também, somos felizes, a mesma coisa”.

Fonte: ACI digital



Um católico e um evangélico terminam partida da Copa em oração e comovem milhões


Por María Ximena Rondón

MOSCOU, 19 Jun. 18 / 12:00 pm (ACI).- Na segunda-feira, milhões de telespectadores que acompanham a Copa do Mundo Rússia 2018 foram testemunhas de uma cena que repercutiu nas redes sociais: a foto dos jogadores Romelu Lukaku e Fidel Escobar rezando no final da partida entre as seleções da Bélgica e do Panamá no Estádio Olímpico Fisht.

As seleções se enfrentaram no dia 18 de junho como parte do Grupo G. Ao final, a Bélgica derrotou o Panamá por 3 a 0.

Terminada a partida, o belga Lukaku e o panamenho Escobar se ajoelharam no campo e rezaram durante alguns instantes.

O Diretor de Comunicação da JMJ Panamá 2019, Eduardo Soto, indicou ao grupo ACI que Fidel Escobar é evangélico. Por sua parte, Romelu Lukaku é católico.

Vários meios de comunicação e usuários das redes sociais classificaram esta cena como “a imagem do dia”.

Dois dos gols belgas foram feitos por Lukaku, que também é a estrela do time inglês Manchester United.

No começo de 2018, o proprietário do clube Everton, Farhad Moshiri, acusou Lukaku de deixar a equipe após receber “o uma espécie de vodu através de uma mensagem enviada por sua mãe”.

O porta-voz do jogador de 24 anos esclareceu que ele “é católico e o vodu não faz parte da sua vida nem das suas crenças”.

Esta não é a primeira vez que Lukaku se ajoelha para agradecer a Deus depois de uma partida. Em sua conta de Instagram publicou várias imagens nas quais é visto realizando este gesto.


Segundo informou o jornal britânico ‘The Sun’, o esportista viajou em outubro de 2014 ao Santuário Mariano da Virgem de Lourdes, na França.

Fonte: ACI digital



Assim foi a descoberta do cérebro incorrupto da próxima Beata do Paraguai


Por Giselle Vargas

ASSUNÇÃO, 19 Jun. 18 / 10:00 am (ACI).- No dia 23 de junho, o Paraguai celebrará a beatificação da Venerável Maria Felicia de Jesus Sacramentado, conhecida como Chiquitunga, em cuja cerimônia será transladada a relíquia do cérebro incorrupto, considerado “um milagre permanente” de Deus.

Chiquitunga, carmelita descalça, nasceu em 12 de janeiro de 1925 e morreu em 28 de abril de 1959, aos 34 anos. Seus restos mortais foram enterrados no cemitério La Recoleta, em Assunção, e cinco décadas depois foram transladados ao mosteiro da congregação.

Em 27 de setembro de 2011, a doutora Alba Núñez de Diez Pérez foi convocada pelas religiosas para limpar os restos da Venerável Chiquitunga.

“Recolhemos todos os ossos e tentamos montar o esqueleto. Tentamos localizar até mesmo os ossos dos dedos. Lavamos cada osso. Quatro irmãs me ajudaram neste trabalho. Demoramos vários dias”, explicou a Dra. Núñez ao Jornal local ‘Última Hora’.

“Na terça-feira, 27, chegou o momento de lavar o crânio. Percebi que dentro dele havia algo que pensamos que era um osso pequeno. Tentamos retirá-lo e uma das irmãs me disse que parecia um cérebro. Eu disse que isso era impossível, pois é a primeira coisa que desaparece depois da morte”, explicou.

“Procuramos um lugar mais iluminado e, ao olhar com a luz do sol, disse: ‘Meu Deus, é o cérebro!’. Conseguimos retirá-lo com seus dois hemisférios e o cerebelo. Encaixava perfeitamente. Algo impossível, uma graça de Deus”, afirmou Dra. Núñez.

A especialista manifestou que as outras partes do corpo estavam em decomposição e apenas o cérebro estava petrificado e incorrupto. Confirmou com antropólogos, anátomo-patologistas e “todos me disseram que não têm uma experiência semelhante, que é um milagre. É impossível que algo esteja assim sem a graça de Deus”.

O neurocirurgião Elio Marin Sanabria, membro da comissão que analisou o cérebro encontrado, disse ao Jornal ‘Última Hora’ que o cérebro estava petrificado e era do tamanho de uma laranja pequena.

“Era possível identificar perfeitamente o cérebro, o cerebelo e o tronco cerebral. Estavam intactos com todas as características fenotípicas da estrutura anatômica e bem identificáveis. Sua cor era bege”, explicou.

Marín assegurou que o cérebro é a primeira coisa que desaparece ou se degrada quando uma pessoa morre. Por isso é muito “rara” a conservação do cérebro da Chiquitunga, tanto pelas causas da sua morte, como pelos anos que passaram, as escassas técnicas de conservação dos corpos e a alta temperatura ambiental do Paraguai.

O cérebro petrificado junto com os restos de Chiquitunga permaneceram desde 2015 no mausoléu do convento das Carmelitas Descalças, no bairro Carmelita de Assunção. Em março de 2018, uma comissão de especialistas do Vaticano fez uma revisão exaustiva e posterior conservação do cérebro.

Em 9 de junho, o postulador geral para a Causa dos Santos Carmelitas ante a Santa Sé, Pe. Romano Gambalunga, e o embaixador paraguaio ante a Santa Sé, Esteban Kriskovich, voltaram ao país com a relíquia da venerável.

Nessa ocasião, o Arcebispo de Assunção, Dom Edmundo Valenzuela, disse que a relíquia do cérebro é “motivo de adoração e louvor a Deus, porque é um milagre permanente”.

Junto com o coração incorrupto de São Roque González de Santa Cruz, primeiro santo paraguaio, “somos um país extraordinariamente abençoado por Deus”, afirmou.

O Arcebispo de Assunção confirmou que em 23 de junho a relíquia estará na cerimônia de beatificação, que será presidida pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato.

Em seguida, a relíquia será transladada ao Santuário da Virgem de Caacupé, onde o enviado do Papa Francisco celebrará uma Missa para destacar o “modelo de santidade da mulher paraguaia”.

Fonte: ACI digital



domingo, 17 de junho de 2018

Construir um futuro de paz: Donald Trump e Kim Jong-un


Na terça-feira (12/02) na ilha de Sentosa, em Singapura, os dois presidentes apertaram as mãos em frente às bandeiras dos dois países, após meses de altos e baixos em suas relações diplomáticas.

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Aperto de mão, sorrisos, uma declaração conjunta. Donald Trump e Kim Jong-un, respectivamente presidente dos Estados Unidos e presidente da Coreia do Norte arquivaram nesta semana nos livros da memória um momento tão esperado, o encontro de Singapura, definido como "histórico" pelo dois líderes. Analistas e especialistas, no entanto, lutam para compartilhar o entusiasmo e esperam ações concretas.

De fato na terça-feira (12/02) na ilha de Sentosa, em Singapura, os dois presidentes apertaram as mãos em frente às bandeiras dos dois países, após meses de altos e baixos em suas relações diplomáticas.

As expectativas eram grandes de ambas as partes. Para o presidente EUA: “Faremos um grande trabalho juntos”. O líder coreano: “Superamos todos os obstáculos para chegar até aqui”.

Pontos principais

No final do encontro a apresentação dos pontos principais do documento assinado: além da desnuclearização da península coreana o compromisso de estabelecer novas relações bilaterais que correspondam adequadamente ao desejo de ambos os povos de paz e de prosperidade”; o esforço comum “para construir um estável e duradouro regime de paz na península coreana”; “compromisso em recuperar os restos mortais dos soldados estadunidenses declarados “Mission in action” (MIA) durante a Guerra da Coreia, e o imediato repatriamento dos restos mortais dos que já foram identificados.

No acordo o presidente estadunidense Donald Trump, se comprometeu em proporcionar “garantias de segurança” para a Coreia do Norte.

O documento também estabelece que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, irá se reunir “no mais breve tempo possível, com um alto funcionário norte-coreano para continuar o diálogo bilateral sobre a desnuclearização”.

Igreja coreana em oração

Paralelo ao encontro de Singapura a Igreja Coreana promoveu uma novena de oração pela paz e uma conferência pela reconciliação e a unidade das duas Coreias. Desse modo a Igreja Católica viveu esta página da sua história.

Os bispos católicos da Coreia lançaram uma novena de 17 a 25 de junho indicando para cada dia uma intenção de oração: para a cura da separação do povo coreano; para as famílias separadas por causa da guerra coreana; para os irmãos que vivem no Norte; para os refugiados originários do Norte que vivem no Sul; para os políticos do Sul e do Norte; para a evangelização do Norte; para a promoção dos intercâmbios entre o Sul e o Norte; para a verdadeira reconciliação entre o Sul e o Norte e para a reunificação pacífica entre o Sul e o Norte.

Sem dúvida um evento histórico, inimaginável até poucos meses atrás. Um encontro de paz pelo qual a Igreja coreana rezou incessantemente.

Nesta semana o núncio apostólico em Seul, arcebispo Alfred Xuereb, conversando com Vatican News  fez uma avaliação deste dia histórico afirmando com quanta “apreensão o povo coreano e a Igreja na Coreia vivem esses momentos verdadeiramente históricos”. Foi escrita – disse - uma página muito importante que marca o início de um caminho ainda longo e árduo, “mas temos esperanças, porque o começo foi muito positivo, muito bom”.

Mudança de atitude

Das palavras fortes, como "fogo e fúria", "devastação completa" da Coreia do Norte, a palavras de distensão, que falam de paz, de relacionamentos baseados em concórdia, cheias de esperança e confiança.

O Papa Francisco já no último domingo (10/06), durante o Angelus na Praça São Pedro disse esperar que a cúpula entre Kim Jong-un e Donald Trump contribuísse para a paz na península coreana e em todo o mundo.

O Pontífice, que visitou a Coreia do Sul em agosto de 2014, enviou diversas mensagens por ocasião das diferentes reuniões e gestos realizados em vistas da pacificação da península.

Recordamos que as duas Coreias estão separadas desde agosto de 1945, quando Estados Unidos e União Soviética concordaram em dividir o país no 38º paralelo: os estadunidenses ocupariam a parte sul, os soviéticos, a parte norte. Mesmo tendo sido feitas várias tentativas para levar à reunificação, a divisão se perpetuou e hoje, a fronteira é uma das mais hostis e pesadamente militarizadas do mundo. E o povo continua dividido em dois.

Fonte: Vatican News



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog