Fevereiro 2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Dom Orani: Momentos para falar com Deus


Dom Orani responde às dúvidas mais frequentes sobre oração, ensinando os melhores momentos para falar com Deus. Ele apresenta as cinco principais modalidades de oração e ensina quando se deve usar cada uma.

Pessoas constantemente passam por provações na vida, sejam dificuldades no trabalho, na saúde ou no amor, além dos momentos de conquistas e de felicidades. Não importa a fase que se está passando, deve-se tirar uma parte do dia pra falar com Deus, pois a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor em meio a provação ou no meio da alegria.

Seja em agradecimento, súplica, intercessão, louvor, entrega ou confiança, a oração deve ir além das palavras, tem que elevar a alma e o coração até o Senhor, pois só Ele pode ouvir suas preces, suas angustias e alegrias, e assim reconfortar cada um.

A cada prece o fiel se aproxima mais do Pai, como a Oração de Louvor que exalta a grandeza, a beleza e o esplendor de Sua criação. Quando desenvolve essa modalidade de reza, quanto mais louvar o Mestre, mais ficará evidente Tua presença no meio, pois o louvor tem o poder de abrir os olhos, a mente e o coração para Deus.

Já algumas outras orações, como a de Agradecimento, tem o objetivo de centralizar a súplica e a gratidão nos benefícios pessoais que o Redentor tem proporcionado. É um olhar de “muito obrigado” por tudo de bom que tenha acontecido.

Além dessas preces há várias formas de falar com Deus. Quer tirar suas dúvidas sobre as orações e como chegar mais perto Dele orando? O livro Se Quiser Falar Com Deus, escrito pelo Bispo do Rio de Janeiro Dom Orani João Tempesta, e na sua primeira edição pela Editora Planeta, traz respostas às dúvidas frequentes sobre a oração, como “Deus sempre nos ouve?”, “como alcançar a eficácia da oração?”, além das cinco principais modalidades sobre as preces. O livro apresenta o processo de comunicação espiritual, a importância dela na vida diária, os tipos de oração e manifestação do Espírito Santo no cotidiano e como se transformar em uma pessoa que ora ativamente.

FICHA TÉCNICA

Título: Se quiser falar com Deus
Autor: Dom João Orani Tempesta e Kater Filho
Páginas: 208
Preço: R$ 36,90




SOBRE O AUTOR:
 
Dom Orani João Tempesta é um monge cisterciense e cardeal brasileiro, décimo oitavo bispo do Rio de Janeiro, sendo seu sétimo arcebispo e sexto cardeal. Filho mais jovem de uma família descendente de italianos do interior de São Paulo, foi o terceiro bispo em São José do Rio Preto e nono arcebispo de Belém do Pará. Atualmente, é uma das grandes vozes dentro da Igreja Católica, gura social de grande importância no Rio de Janeiro.

Fonte: LC agência de comunicação



Abusos de menores e práticas homossexuais na Igreja


Importa muito acompanhar todo esse triste quadro

A Igreja Católica se vê às voltas com os abusos de menores e/ou práticas homossexuais por parte de clérigos (homens que receberam o sacramento da Ordem) em vários países. Essas escabrosas ocorrências merecem breves reflexões.

O primeiro tópico a ser esclarecido – como lembrou o Papa Francisco, na viagem de volta do Panamá, no dia 27 de janeiro último –, é o de que o abuso de menores por parte de adultos (pedofilia) não se dá, evidentemente, apenas entre clérigos. Ao contrário, é algo comum a alguns seres humanos. O jornalista Leandro Sarmatz, por exemplo, após bem estudar o tema, declara que “nos Estados Unidos, cerca de 80% dos casos de abuso sexual de crianças ocorrem na intimidade do lar: pais, tios e padrastos são os principais agressores. O noticiário da TV alardeia o escândalo dos padres pedófilos […], mas o grosso dos casos acontece mesmo dentro da casa” (Superinteressante, maio de 2002, p. 40).

Tal constatação, no entanto, jamais quer dizer que o tema não deva ser – séria e urgentemente – tratado, na Igreja, no que se refere aos danosos abusos por parte de seus ministros ordenados. Eles, após julgamento justo e lícito, hão de ser, se culpados, condenados. Isso é que a sociedade espera. Dom Cláudio Hummes, à época prefeito da Congregação para o Clero, afirmou, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, de 20/04/10, p. A 21, que os padres pedófilos “cometeram horríveis e sérios crimes de abuso sexual contra menores, que devemos condenar de uma maneira absoluta”, por isso, “esses indivíduos devem responder por seus atos perante Deus e os tribunais, incluindo as cortes civis”. O problema, no entanto, é que, na ampla maioria das vezes, o pedófilo – de fora ou de dentro das fileiras clericais – não é punido. O Papa Francisco mesmo disse, na entrevista, que “50% dos casos são denunciados, e somente para 5% destes casos há uma condenação”. É preciso, portanto, no âmbito civil e eclesial, verdadeira tolerância zero para com os violadores de menores.

O segundo ponto, que deverá (ou deveria) ser tratado, é o da prática homossexual presente em parte do clero, mas, às vezes, ocultada sob o termo pedofilia, pois, de acordo com o Cardeal alemão Walter Brandmüller, “não seria realista esquecer ou não admitir que 80% dos casos de abusos na Igreja foram perpetrados contra adolescentes homens, não crianças. Esta relação entre abusos e homossexualidade foi provada estatisticamente e não tem nada a ver com homofobia, independente do que se acredite que esse termo signifique”, disse o Arcebispo, em entrevista à CNA Deutsch – agência alemã do Grupo ACI, em 11/01/10 (cf. também: Pe. David Francisquini. Catolicismo n. 818, fevereiro de 2019, p. 5). A seriíssima questão a que o Cardeal se refere já foi apontada no livro Adeus, homens de Deus: como corromperam a Igreja Católica dos EUA (Campinas: Ecclesiae, 2015, 290 páginas), do jornalista norte-americano Michael S. Rose. Aí, é denunciada a chamada “‘Máfia da Lavanda’, um círculo de homossexuais diletantes, sustentados por uma camada subterrânea de membros progressistas da hierarquia, determinados a mudar as doutrinas, disciplinas e missão da Igreja Católica desde dentro” (obra citada, p. 10).

A solução para isso, segundo Rose, seria varrer do meio clerical quem permitiu essa catástrofe moral aí, seja ele cardeal, bispo, padre formador, ex-reitor de Seminário etc. Contudo, nos Estados Unidos, poucos seminaristas ousam denunciar esse ambiente imoral por medo do reitor ou do próprio bispo. Sim, quem denuncia pode ser expulso – sob qualquer pretexto – do seminário e, por conseguinte, não será ordenado nunca (cf. Adeus, homens de Deus, p. 10). Aliás, não só ficará “impedido” de ser padre, mas se tornará um “sepultado vivo” no mundo eclesial (cf. idem, p. 102). Tais temas – pedofilia e práticas homossexuais no clero – deverão ser tratados na reunião do Papa com os presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, de 21 a 24 de fevereiro.

Importa muito acompanhar todo esse triste quadro com oração confiante, pois o Senhor Jesus está na Barca (a Igreja). Ele parece dormir, na tempestade, mas, na hora certa, age e restabelece a ordem (cf. Mc 4,36-41).

Fonte: Aleteia



domingo, 17 de fevereiro de 2019

Terço dos Homens: quase 80 mil participam da maior romaria do Santuário de Aparecida


Reflexo de um movimento que já soma mais de 1,5 milhão de participantes nas paróquias de todo o Brasil

Quem foi que disse que homem não reza o Santo Terço? Pelo menos 78 mil pessoas provaram que isso não é verdade. São solteiros, casados, pais de família, jovens, adultos, religiosos e leigos, que lotaram o Santuário Nacional de Aparecida para participar da 11.ª Romaria do Terço dos Homens.

Nem mesmo a chuva e o friozinho desanimaram os peregrinos. Eles viajaram quilômetros e quilômetros Brasil afora para participar dos dois dias de evento.

A programação teve início na sexta-feira (15 de fevereiro de 2019) com a Santa Missa das 18h, presidida por Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora (MG) e Referencial para o Terço dos Homens.

Na celebração, os participantes entoaram o hino do movimento, mostrando a força dos homens que rezam e rogam pela intercessão da Mãe Aparecida, por suas famílias e pela caminhada pessoal na fé.

Dom Gil, em sua homilia, ressaltou que o Terço dos Homens é uma bênção para a Igreja e para a família, destacou a iniciativa do movimento a partir dos leigos e pontuou o importante apoio de todo o clero como entusiastas.

A celebração foi encerrada com a adoração e benção dos homens com o Santíssimo Sacramento.

Na sequência, os homens do terço foram convidados a seguir em procissão pelo Caminho do Rosário até o Porto Itaguaçu, local do encontro da Imagem de Aparecida.

Como preparação do coração dos participantes da Romaria para a intensa programação do sábado (16), o Santuário organizou uma noite de vigília na Capela do Santíssimo.

Missa solene

No sábado, 78 mil homens participaram da Santa Missa às 07h30. A celebração foi presidida pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, na Tribuna Papa Bento XVI. O arcebispo agradeceu a presença dos grupos de terço dos homens nos mais diversos lugares, como periferias, hospitais e cadeias:

“Lá estão vocês sempre com a força do terço, curando feridas. Vamos ser o Evangelho!”, disse o arcebispo.

A programação ainda contou com pregações sobre a missão do movimento, além da reza do Terço e da consagração a Nossa Senhora para todos os peregrinos.

Nas redes sociais

A Romaria do Terço dos Homens é a maior já registrada pelo Santuário de Aparecida e em 2019 superou a expectativa de participantes (50 mil pessoas eram esperadas).

O orgulho de participar de um dia inteiro de bênçãos repercutiu nas redes sociais. Os participantes fizeram questão de postar fotos em agradecimento à Mãe Aparecida.

O Irmão Rodrigo Dias, da Comunidade Deus Proverá, juntou-se ao um grupo do Terço dos Homens da cidade de São José do Rio Pardo, São Paulo (a 400 quilômetros de Aparecida), para participar do encontro. No Facebook, ele publicou: “Um dia de infinitas bênçãos! Rezei por vocês! Obrigado, Nossa Senhora!”

Um movimento que já chega a 1,5 milhão de participantes

Após essas 11 edições de romaria masculina, o hábito de rezar o terço se firma não mais como algo comum entre as mulheres, mas uma grande força para toda a família e para as diversas comunidades espalhadas por todo o país. De acordo com Dom Gil Antônio Moreira, o número de homens em atividade na reza do Terço nas paróquias pode chegar a 1 milhão e meio em todo o Brasil.

Mas por que o movimento faz tanto sucesso assim? A grande verdade é que essa oração tem transformado a vida de muitos homens, tirado muitos dos vícios, da pornografia, do adultério e das seitas secretas, devolvendo-os à companhia da família e à frequência dos sacramentos da Igreja.

Saiba como montar um grupo do Terço dos Homens em sua paróquia, clicando aqui.

Com informações de A12

Fonte: Aleteia



Santa Sé: abusos, McCarrick demitido do estado clerical


A Congregação para a Doutrina da Fé comunicou que o ex-cardeal McCarrick foi declarado culpado por uso impróprio da Confissão e violação do Sexto Mandamento do Decálogo com menores e adultos, com o agravante do abuso de poder. O Papa reconheceu a natureza definitiva desta decisão.

Cidade do Vaticano

O ex-cardeal estadunidense Theodore Edgar McCarrik, 88 anos, foi demitido do estado clerical. A notícia foi divulgada por meio de um Comunicado da Congregação para a Doutrina da Fé. Segue o texto:

“Em data 11 de janeiro de 2019, o Congresso da Congregação para a Doutrina da Fé emitiu o decreto conclusivo do processo penal a Theodore Edgar McCarrick, Arcebispo emérito de Washington, D.C., com o qual o acusado foi declarado culpado dos seguintes delitos perpetrados como clérigo: uso impróprio da Confissão e violação do Sexto Mandamento do Decálogo com menores e adultos, com o agravante do abuso de poder, portanto foi-lhe imposta como sentença a demissão do estado clerical. No dia 13 de fevereiro de 2019 a Sessão ordinária (Feria IV) da Congregação para a Doutrina da Fé examinou os argumentos apresentados no recurso do recorrente e decidiu confirmar o decreto do Congresso. Tal decisão foi notificada a Theodore Edgar McCarrick em data de 15 de fevereiro de 2019. O Santo Padre reconheceu a natureza definitiva, segundo as normas de lei, desta decisão, que torna o caso res iudicata, ou seja, não sujeita a ulterior recurso”.

Reconstrução do caso

Em setembro de 2017, a arquidiocese de Nova York assinalou à Santa Sé as acusações feitas por um homem contra McCarrick de que fora abusado por ele nos anos 1970 quando era adolescente. O Papa determina uma investigação prévia aprofundada , realizada pela arquidiocese de Nova York e na conclusão da qual a relativa documentação foi transmitida à Congregação para a Doutrina da fé. Em junho de 2018 o cardeal secretário de estado Pietro Parolin, sob indicação do Papa Francisco, comunica a McCarrick que não poderá mais exercer publicamente o seu ministério sacerdotal. Enquanto isso, no decorrer das investigações vêm à tona graves indícios. Em 28 de julho de 2018 o Papa aceita sua renúncia do Colégio Cardinalício, ordenando-lhe a proibição do exercício do ministério público e a obrigação de levar uma vida de oração e de penitência.

Em 6 de outubro de 2018, um comunicado da Santa Sé afirma incisivamente: “Tanto abusos como a cobertura dos mesmos não poderão mais ser tolerados e um diverso tratamento para os Bispos que os cometeram ou lhes ou lhes acobertaram representa, de fato, uma forma de clericalismo que não será mais aceita”. E reitera o “premente convite” do Papa Francisco “para unir as forças para combater a grave chaga dos abusos dentro e fora da Igreja e para prevenir que tais crimes sejam ulteriormente perpetrados prejudicando os mais inocentes e os mais vulneráveis da sociedade”. Em vista do encontro no Vaticano dos presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo de 21 a 24 de fevereiro de 2019, sublinha por fim as palavras do Papa na Carta ao Povo de Deus: “A única maneira de respondermos a esse mal que prejudicou tantas vidas é vivê-lo como uma tarefa que nos envolve e corresponde a todos como Povo de Deus. Essa consciência de nos sentirmos parte de um povo e de uma história comum nos permitirá reconhecer nossos pecados e erros do passado com uma abertura penitencial capaz de se deixar renovar a partir de dentro” (20 de agosto de 2018).

Biografia

Theodore Edgar McCarrick, 88 anos, nasceu em Nova York em 7 de julho de 1930. Foi ordenado sacerdote pelo cardeal Francis Splellman há 60 anos atrás, em 31 de maio de 1958. Nomeado bispo auxiliar de Nova York em maio de 1977 por São Paulo VI. São João Paulo II nomeou-o bispo de Metuchen (1981-1986),arcebispo metropolita de Newark (1986-2000), arcebispo metropolita de Washington (2000-2006) o criou-o cardeal em 21 de fevereiro de 2001. McCarrick participou do conclave de 2005 que elegeu Papa Bento XVI

Trabalhou muito na promoção dos direitos humanos e da liberdade religiosa e come esta meta teve missões em numerosos países como a China, Cuba, Vietnã, Filipinas, Corea do Sul, Ruanda, Burundi e nos países da Europa do Leste. Em novembro de 1996 foi convidado para trabalhar no comitê consultivo da Secretaria de Estado para a liberdade religiosa no exterior e em julho de 1999 foi nomeado membro da Comissão dos Estados Unidos para a liberdade religiosa internacional, instituída no ano anterior por lei federal.

Papa Francisco aceitou sua renúncia como cardeal em 28 de julho de 2018. Hoje o anúncio da sua demissão do estado clerical.

Fonte: Vatican News



Sortes Contrastantes-5° Domingo do Tempo Comum(Ano C)



Sortes Contrastantes

3º domingo do Tempo Comum – Ano C

Evangelho de Jeremias 17,5-8
* 5 Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6 como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada. 7 Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8 é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos”.

Reflexão

SORTES CONTRASTANTES

O contraste traçado entre ricos e pobres revela duas posturas humanas distintas, diante de Deus, da sociedade e dos bens deste mundo, e a conseqüente sorte reservada a cada uma delas. Enquanto uma é fonte de bênção e salvação, a outra atrai para si maldição e condenação. O discípulo deve ter suficiente discernimento para saber que postura assumir.


O pobre, vivendo na carência por ter sido excluído da participação dos bens deste mundo, terá como herança o Reino de Deus. Já que não foi objeto da atenção de seus semelhantes, Deus mesmo se encarregará de tomar partido a seu favor. A privação será superada, pois o Pai o saciará. Seu pranto transformar-se-á em riso, pois lhe serão dados motivos de alegria. O ódio, o insulto e a rejeição de que são vítimas não devem ser motivo de tristeza, já que receberão a recompensa por parte do Pai, que está no Céu.


O rico, vivendo na abundância, sem dar-se conta das necessidades alheias, será punido com a fome. Tendo colocado sua esperança nos bens materiais, haverá de experimentar a carência deles. As gargalhadas vazias, talvez até diante do sofrimento do próximo, resultarão em aflição e pranto. Os louvores e as bajulações de que foi objeto resultarão inúteis, quando se defrontar com o juízo divino.


O discípulo sensato saberá que caminho tomar, para não partilhar a sorte dos que irão receber o castigo divino.

Oração do Dia

Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sábado, 16 de fevereiro de 2019

Brasileiros entre os que mais visitam a Basílica de Santo Antônio


O balanço do movimento espiritual na Basílica de Santo Antônio de Pádua confirma um aumento do número de peregrinos e dos países de proveniência dos devotos e maior participação nas celebrações. Segundo as informações, em 2018 a Basílica recebeu quase 3 milhões de visitantes de 82 nações

Cidade do Vaticano

Nas vésperas da Festa da Transladação de Santo Antônio, conhecida também como Festa da Língua incorrupta de Santo Antônio de Pádua, que será celebrada no próximo domingo 17 de fevereiro, os franciscanos conventuais de Pádua apresentam um balanço sobre os peregrinos que visitam a famosa Basílica.

Brasileiros em terceiro lugar como visitantes

Com referência aos países de proveniência dos grupos de peregrinos em 2018, como acontece já há alguns anos, registra-se em primeiro lugar a presença dos poloneses, tradição iniciada com João Paulo II o último Pontífice a visitar a Basílica em 1982, com mais de 35 mil peregrinos. Em segundo lugar estão os franceses com mais de 12 mil visitantes e em terceiro lugar os peregrinos vindos do Brasil com 11.704. Seguem Espanha e Croácia. Também chegam peregrinos de países muito distantes de Pádua como República Dominicana, Benin, Polinésia, Nova Zelândia, Vietnã e Uganda.

Aos números expostos pode-se somar os que visitam a Basílica de forma autônoma que chegam a 3 milhões por ano entre peregrinos e turistas que fazem do Santo e da sua cidade, uma meta decididamente importante em nível mundial.
Festa da Língua de Santo Antônio

Além de aumentar o número devotos de várias partes do mundo, durante as celebrações são distribuídas mais comunhões. Por ocasião da “Festa da Língua” foi organizada uma série de celebrações com missas durante o dia sendo que uma será cantada e animada pelo famoso coral da Capela Musical Antoniana, seguido por uma procissão com as relíquias de Santo Antônio dentro da igreja.

A Festa da Língua é a segunda festa antoniana em importância depois da solenidade de 13 de junho e recorda a descoberta da língua incorrupta de Antônio há mais de 750 anos. Um mistério que para a ciência é um milagre, visto que a relíquia da língua, instrumento de pregação do Santo, há distância de séculos, continua sendo visível, incorrupta, no relicário da Capela do Tesouro da Basílica. Desde então recebe a veneração de inúmeros devotos e peregrinos até hoje.

Fonte: ACI digital



A língua incorrupta de Santo Antônio de Pádua


A Festa da Transladação de Santo Antônio, conhecida também como Festa da Língua incorrupta de Santo Antônio de Pádua, é celebrada no próximo domingo 17 de fevereiro. Esta é a segunda festa antoniana em importância depois da solenidade de 13 de junho e recorda a descoberta da língua incorrupta de Antônio há mais de 750 anos. 

Quando exumaram o corpo de Santo Antônio, os habitantes de Pádua descobriram a sua língua incorrupta. Desde então, o órgão repousa em um relicário especial, de onde recebe a veneração de inúmeros devotos e peregrinos até hoje.

Embora tenha nascido na cidade de Lisboa, em Portugal, Santo Antônio é normalmente referido com o nome do local em que morreu, a cidade de Pádua (Padova), na região nordeste da Itália. A sua morte se deu a 13 de junho de 1231, quando o santo contava com apenas 36 anos de idade.

A língua do santo que tinha proclamado com tanta eloquência a Palavra de Deus foi encontrada perfeitamente intacta.

Foi tão grande o luto que se mostrou por ocasião de seu falecimento, e tantos os milagres realizados, que o processo eclesiástico para verificar a sua santidade não chegou a durar sequer um ano: Santo Antônio de Pádua foi canonizado em 1232, por Gregório IX, o mesmo papa que o vira pregar e que lhe tinha dado o epíteto de "Arca do Testamento", pelo conhecimento notável que exibia das Sagradas Escrituras. "Se permitíssemos privar da devoção humana por mais tempo aquele que foi glorificado pelo Senhor, pareceria que de algum modo lhe tirávamos a honra e a glória que lhe eram devidas" [1], disse na ocasião o sucessor de São Pedro.

Nesse mesmo ano, os confrades do santo, ajudados pelos moradores de Pádua, começaram a erigir uma basílica em sua honra. Em 1263, seu corpo foi transferido para o lugar, na presença de São Boaventura, então superior dos franciscanos. Quando o sarcófago foi aberto, a língua do santo que tinha proclamado com tanta eloquência a Palavra de Deus foi encontrada perfeitamente intacta:

    "Nessa altura, uma personalidade tão venerável como o senhor Boaventura [...] com todo o respeito pegou na língua do Santo em suas mãos, e comovido até às lágrimas, na presença de todos os circunstantes, dirigiu-se a essa relíquia com toda a devoção nestes termos: 'Ó língua bendita, que sempre glorificaste o Senhor e levaste os outros a glorificá-lo, agora nos é permitido avaliar como foram grandes os teus méritos perante Deus!' E beijando-a com ternura e piedade, determinou que fosse conservada à parte, com todas as honras, como era justo e conveniente." [2]

A língua do grande pregador foi então colocada em um relicário dourado, de onde até os dias de hoje recebe a veneração de inúmeros devotos e peregrinos.

O corpo de Santo Antônio foi exumado ainda duas outras vezes: em 1350, quando o seu queixo e vários de seus ossos foram colocados em relicários próprios; e há poucos anos, em 1981, por ordem do Papa São João Paulo II, quando se descobriram incorruptas também as suas cordas vocais.

Mesmo reunindo em um só lugar uma multidão de 30 mil pessoas, "nem sequer se ouvia um sinal de clamor ou murmúrio" enquanto Santo Antônio falava.

A incorrupção dessas duas partes de seu corpo não deixa dúvidas sobre qual era a maior virtude de Santo Antônio: a da pregação. "Esta virtude era nele tão resplandecente que não havia olhos que não a vissem" [3], diz um de seus biógrafos. Tantas almas levaram a Deus aquela língua e aquelas cordas vocais que, certa Quaresma, que ele tinha decidido dedicar "à pregação quotidiana e ao confessionário" [4], "quando refazia com o benefício do sono os seus membros fatigados, atreveu-se o diabo a apertar com violência a garganta do homem de Deus e, depois de a apertar, tentou sufocá-lo" — uma clara amostra do perigo que o demônio vislumbrava no uso de sua voz. Antônio, por sua vez, "depois de invocar o nome da gloriosa Virgem, imprimiu na fronte o sinal da santa cruz e, afugentado o inimigo do gênero humano, imediatamente experimentou alívio" [5].

Para medir a qualidade da pregação de Santo Antônio, leve-se em conta o fato de que, às vezes, mesmo reunindo em um só lugar uma multidão de 30 mil pessoas, "nem sequer se ouvia um sinal de clamor ou murmúrio" enquanto ele falava. "Pelo contrário, num silêncio prolongado, como se fora um só homem, todos escutavam o orador com os ouvidos da mente e do corpo atentos" [6].

Mais importante do que isso, as palavras do frade realizavam na vida das pessoas o maior de todos os milagres, que é a conversão de coração. Depois que escutavam a sua pregação, eram tantos os homens e mulheres que corriam para o confessionário, que faltavam sacerdotes para atender tanta gente. Um frade franciscano anônimo, comentando os efeitos da pregação de Santo Antônio, diz o seguinte:

    "Segundo a promessa de Cristo, os santos quase sempre dão dele testemunho duma forma muito mais sutil do que com a realização de prodígios visíveis. Por exemplo quando anunciam com convicção a Palavra de Deus, ou com a perfeição da própria vida mostram como se deve proceder, ou ainda quando, sem deixarem de atender as súplicas que lhes são dirigidas, realizam autênticos milagres noutra esfera mais elevada. Ao procederem assim, estão como a dar vista a cegos espirituais, permitindo-lhes descobrir a verdade; ou a desobstruir ouvidos de surdos, entupidos pela obstinação, possibilitando-lhes ouvir e obedecer aos mandamentos divinos. Da mesma forma estão a erguer às alturas das virtudes tantos trôpegos pela fatuidade de critérios e de ações; ou então a desembaraçar para uma salutar confissão certas bocas anteriormente caladas; ou a limpar leprosos da podridão contagiosa de algum mau hábito; ou a restituir tranquilidade e sossego a pessoas atormentadas pela crueldade diabólica; ou, enfim, a ressuscitar para uma vida espiritual presente e futura alguns a quem o veneno do pecado matara e fizera entrar em fétida putrefação.

    Tudo isto são autênticos milagres, embora os descrentes e os materialistas não considerem tais eventos dignos de admiração em confronto com prodígios materiais. No entanto, se bem que para realizar quaisquer prodígios, tanto de ordem espiritual como material, tenha de intervir a mesma onipotência divina, aos olhos do Juiz misericordioso é muito mais importante converter um ímpio do seu pecado do que restituir-lhe a vida corporal." [7]

É isto o que se pode dizer, em resumo, da língua de Santo Antônio de Pádua: que operou milagres muito maiores que todos os outros que ele fez, seja em vida, seja depois de sua morte. Antônio, por certo, não pode ser tido como um santo "discreto": foi ele um verdadeiro taumaturgo, a ponto de haver nos livros relacionados à sua vida uma obra dedicada tão somente à narração de seus milagres. Mesmo assim, foram a sua língua e as suas cordas vocais, entre todos os membros de seu corpo, que experimentaram a incorrupção.

Com isso, Deus quer nos mostrar que, muito mais do que multiplicar pães, curar enfermos e ressuscitar defuntos, a grande obra dos santos, como Santo Antônio, é espiritual: levar as pessoas à conversão e à mudança de vida.

Fica para todos os devotos de Santo Antônio, portanto, esta importante lição deixada pelo próprio Cristo: "Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão dadas em acréscimo" ( Mt 6, 33). Em nossas orações a este grande santo e doutor da Igreja, peçamos o que verdadeiramente nos convém, entregando a Deus a decisão última de tudo. Ele sabe o que é melhor para nós, não é virando uma imagem de cabeça para baixo que vamos mudar a Sua vontade para a nossa vida.

Para falar a verdade, a oração não foi feita para mudar a vontade de Deus, mas a nossa. O que precisa ser virada de ponta-cabeça não é a imagem de Santo Antônio, mas a nossa vida.

Santo Antônio de Lisboa e de Pádua,
rogai por nós!

Referências

    Papa Gregório IX. Bula da canonização Cum dicat Dominus, de 11 de junho de 1232 (trad. de Frei Henrique Pinto Rema, OFM). Braga: Editorial Franciscana, 1996, p. 25.
    João Peckham. Legenda de Santo António intitulada Benignitas. Braga: Editorial Franciscana, 1996, p. 42.
    Frei Juliano de Espira. Vida de Santo António Confessor ou Vida Segunda (trad. de Frei José Afonso Lopes, OFM). Braga: Editorial Franciscana, 1996, p. 128.
    Ibid., p. 131.
    Vida primeira de Santo António, também denominada Legenda Assidua, por um frade anónimo da ordem dos menores (trad. de Frei Manuel Luís Marques, OFM). Braga: Editorial Franciscana, 1996, p. 46.
    Ibid., p. 47.
    Diálogo sobre as gestas de Santo António, por um Frade Menor anónimo (trad. de Frei José Maria da Fonseca Guimarães, OFM). Braga: Editorial Franciscana, 1996, pp. 190-191.

Fonte: Padre Paulo Ricardo



Após 30 dias de caminhada, “Vovó peregrina” de 95 anos chega à Basílica de Nazaré em Belém


BELÉM, 15 Fev. 19 / 02:40 pm (ACI).- Emma Morosini, conhecida como a “Vovó peregrina”, chegou nesta sexta-feira, 15 de fevereiro, à Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém (PA), após 30 dias de caminhada, tendo saído de São Luís (MA).

A italiana de 95 anos é conhecida por realizar grandes peregrinações a santuários marianos pelo mundo, como agradecimento por uma cura. Mas, desta vez foi diferente, pois se tratou de uma peregrinação não planejada.


Emma veio ao Brasil para participar da comemoração dos 50 anos de consagração religiosa de uma amiga missionária, Ir. Donata, em São Luís (MA). Esta religiosa, então, lhe falou sobre o Santuário de Nossa Senhora de Nazaré e ela decidiu realizar a peregrinação.

Durante o trajeto, a “Vovó peregrina” passou por várias cidades e, em todo o caminho contou com a companhia de voluntários e fiéis que seguiram seus passos.

Na quinta-feira, Emma Morosini chegou ao Seminário São Pio X, de Belém. Em um testemunho dado na Faculdade Católica de Belém, a senhora contou que se colocou em caminho “com confiança” e experimentou “a providência de Deus”.

“Ofereço minha peregrinação também pelos sacerdotes, porque eles são o ‘sal da terra e a luz do mundo’, também pelos jovens, que nos dias atuais estão cada vez mais distantes de Deus. Eles precisam de nossas orações”, declarou.

Na manhã desta sexta-feira, Emma colocou novamente o pé na estrada e seguiu o último trecho de sua peregrinação rumo à Basílica Santuário de Nazaré acompanhada por um grupo de peregrinos de Santa Luzia do Pará, da Guarda de Nossa Senhora de Nazaré, de membros da Diretoria da Festa de Nazaré e pelos sacerdotes Cônego Vladian Alves, reitor do Seminário São Pio X, e Pe. Luiz Carlos Nunes Gonçalves, Reitor do Santuário.

No caminho, a cada um hora, era realizada uma pausa para que Emma pudesse se alimentar, consumindo leite, água, frutas e torradas.

Ao chegar ao templo, informou a página de Facebook da Basílica, a italiana foi recebida recepcionada pelo Pároco de Nazaré, Padre Giovanni Incampo, que também é italiano, além do Diretor Coordenador do Círio, Cláudio Acatauassú, que conduziu a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré até a devota.


Após esta acolhida, Emma ingressou na Basílica e seguiu em direção ao presbitério, onde pôde rezar diante da imagem original de Nossa Senhora de Nazaré.

“Nós apreciamos esta milagrosa presença de Emma Morosini, que a pé, com sua bela idade de 95 anos, está fazendo esta peregrinação mundial. É um milagre de fé. Por isso, nós estamos emocionados pela presença dela, que ela contagie a todos nós com essa fé”, afirmou Pe. Giovanni Incampo.

O pároco ressaltou ainda que a senhora italiana estava usando o boné dos Guardas de Nossa Senhora de Nazaré. “A nova guarda de Nossa Senhora, única mulher guarda de Nossa Senhora de Nazaré”, expressou, diante do sorrido se Emma, a qual recebeu ainda um broche que representa o Glória de Nossa Senhora.

Diante de muitos fiéis na Basílica, Emma Morosini expressou sentir-se admirada de, aos 95 anos, poder realizar esta peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora.

Segundo ela, trata-se de uma alegria não apenas de chegar até o seu destino, mas também por ter sido acompanhada “por uma multidão de pessoas” que alimentam a sua fé.

Além disso, manifestou que nos 25 anos em que já realiza suas peregrinações, esta foi uma das mais santas e belas, que guardará na memória. “Esta peregrinação foi sustentada pela oração de vocês”, completou.

25 anos de peregrinações

Conforme relata o site do Santuário Basílica de Nazaré, esta missão de Emma Morosini começou em 1994, quando tinha 70 anos e foi diagnosticada com peritonite, doença que consiste na inflamação provocada por bactéria ou fungo do peritônio, o tecido que reveste a parede interna do abdômen e recobre a maioria dos órgãos dessa região. Após o pedido de intercessão à Nossa Senhora, alcançou a graça da cura e, desde então, iniciou as peregrinações a templos marianos pelo mundo.

O primeiro santuário que visitou foi o de Nossa Senhora de Lourdes, na França. Desde então já passou por vários outros, como Fátima, em Portugal; Lujá, na Argentina; Assunção, no Paraguai; Guadalupe, no México; e também Aparecida, no Brasil; sempre em oração por intercessão de Nossa Senhora à paz mundial, a restauração das famílias e proteção aos jovens.

Em 2015, conseguiu se encontrar com o Papa Francisco no Vaticano e recebeu sua bênção e o incentivo para seguir rezando “pelos jovens, pelas famílias e pelos enfermos”.

Fonte: ACI digital
Foto: Yêda Sousa - ASCOM Basílica Santuário de Nazaré



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Papa Francisco: A liturgia é um tesouro que não pode ser reduzido a gostos e correntes

Por Mercedes de la Torre

Vaticano, 14 Fev. 19 / 03:00 pm (ACI).- A liturgia sagrada é um “tesouro vivo que não pode ser reduzido a gostos, receitas e correntes”, assinalou o Papa Francisco durante audiência concedida à Assembleia Plenária da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos nesta quinta-feira, 14 de fevereiro, quando também disse que “para que a vida seja verdadeiramente um louvor agradável a Deus, é preciso de fato mudar o coração”.

O Santo Padre recordou que a assembleia deste ano tem como tema “A formação litúrgica do Povo de Deus” e disse que, “de fato, a tarefa que nos espera é essencialmente difundir entre o povo de Deus, o esplendor do mistério vivo do Senhor, que se manifesta na liturgia”.

“Falar da formação litúrgica do Povo de Deus significa antes de tudo tomar consciência do papel insubstituível que a liturgia desempenha na Igreja e para a Igreja. E pode ajudar concretamente o povo de Deus a interiorizar melhor a oração da Igreja, a amá-la como experiência de encontro com o Senhor e com os irmãos e, diante disso, redescobrir nela o conteúdo e observar seus ritos”, explicou o Papa.

Desse modo, o Pontífice reconheceu que “não basta mudar os livros litúrgicos para melhorar a qualidade da liturgia. Somente isto seria um engano”, mas, “para que a vida seja verdadeiramente um louvor agradável a Deus, é preciso de fato mudar o coração”.

Por isso, o Santo Padre destacou que “a conversão cristã é orientada a celebração cristã, que é um encontro da vida com o Deus dos vivos” e acrescentou que este é também o objetivo do trabalho da Congregação do Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, voltado a “ajudar o Papa a exercer o seu ministério em benefício da Igreja em oração espalhada por toda a terra”.

“Na comunhão eclesial, atuam tanto a Sé Apostólica como as Conferências Episcopais, em espírito de cooperação, diálogo e sinodalidade. A Santa Sé, de fato, não substitui os bispos, mas colabora com eles para servir, na riqueza das várias línguas e culturas, a vocação orante da Igreja no mundo”, afirmou.

Conferências Episcopais

Nesta linha, o Papa explicou que, com o Motu proprio “Magnum principium”, promulgado em3 de setembro de 2017, quis “favorecer, entre outras coisas, a necessidade de uma constante cooperação, plena de confiança recíproca, vigilante e criativa, entre as Conferências Episcopais e o Dicastério da Sé Apostólica que exerce a missão de promover a sagrada liturgia”.

Por isso, o Santo Padre assinalou que “o desejo é prosseguir no caminho da mútua colaboração, conscientes das responsabilidades envolvidas pela comunhão eclesial, na qual a unidade e a variedade encontram harmonia. É um problema de harmonia”.

O Papa Francisco também abordou o desafio da formação e disse que “não podemos esquecer que a liturgia é vida que forma, não uma ideia a ser aprendida”. E advertiu que é bom “na liturgia, como em outros âmbitos da vida eclesial, não acabar em estéreis polarizações ideológicas que nascem muitas vezes quando, considerando as próprias ideias válidas para todos os contextos, chega-se a assumir uma atitude de perene dialética em relação a quem não as compartilha”.

Portanto, o Pontífice reconheceu que em certas ocasiões “corre-se o risco de voltar-se a um passado que não existe mais ou de fugir para um futuro presumido como tal. O ponto de partida, pelo contrário, é reconhecer a realidade da sagrada liturgia, tesouro vivo que não pode ser reduzido a gostos, receitas e correntes, mas deve ser acolhido com docilidade e promovido com amor, enquanto alimento insubstituível para o crescimento orgânico do Povo de Deus”.

“A liturgia não é ‘o campo do faça-você-mesmo’, mas a epifania da comunhão eclesial”, assegurou o Papa. “Portanto, nas orações e nos gestos ressoa o ‘nós’ e não o ‘eu’; a comunidade real, não o sujeito ideal. Quando se recordam nostalgicamente tendências passadas ou se querem impor novas, corre-se o risco de antepor a parte ao todo, o eu ao Povo de Deus, o abstrato ao concreto, a ideologia à comunhão, e na raiz, o mundano ao espiritual”, indicou.

Desse modo, o Papa explicou que, “sendo a liturgia uma experiência voltada à conversão da vida pela assimilação do modo de pensar e de comportar-se do Senhor, a formação litúrgica não pode limitar-se simplesmente em oferecer conhecimentos – isso é errado –, mesmo necessários, sobre os livros litúrgicos, e tampouco tutelar o cumprimento das disciplinas rituais”, advertiu.

“Para que a liturgia possa cumprir sua função formativa e transformadora, é necessário que os pastores e leigos sejam introduzidos a compreender dela o significado e a linguagem simbólica, incluindo a arte, o canto e a música a serviço do mistério celebrado, também o silêncio”.

Além disso, o Santo Padre recordou que o Catecismo da Igreja Católica “adota o caminho mistagógico para ilustrar a liturgia, valorizando nela a oração e os sinais”, e explicou que a mistagogia é “um caminho idôneo para entrar no mistério da liturgia, no encontro vivo com o Senhor crucificado e ressuscitado. Mistagogia significa descobrir a vida nova que no Povo de Deus recebemos mediante os Sacramentos, e redescobrir continuamente a beleza de renová-la”, afirmou.

Formação permanente

Sobre as etapas da formação, o Papa Francisco recordou que “é necessário cultivar a formação permanente do clero e dos leigos, especialmente aqueles envolvidos nos ministérios ao serviço da liturgia. A formação não apenas uma vez, mas permanente”.

Assim, o Pontífice ressaltou que “as responsabilidades educativas são compartilhadas, mesmo que cada diocese esteja mais envolvida na fase operativa” e assinalou que “a reflexão de vocês vai ajudar o Dicastério a amadurecer linhas e diretrizes para oferecer, no espírito de serviço, a quem – Conferências Episcopais, dioceses, institutos de formação, revistas – tem a responsabilidade de cuidar e acompanhar a formação litúrgica do Povo de Deus”.

Ao finalizar, o Santo Padre assegurou que “todos somos chamados a aprofundar e reavivar a nossa formação litúrgica”, porque a liturgia é, de fato, “o caminho principal através do qual a vida cristã passa em cada fase de seu crescimento”.

“Diante de vocês está esta grande e bela tarefa: trabalhar para que o povo de Deus redescubra a beleza de encontrar o Senhor na celebração de seus mistérios, e encontrando-o, tenha vida em seu nome”.

Fonte: ACI digital



Hoje é recordado São Valentim, padroeiro dos namorados (14 de fevereiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 14 Fev. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 14 de fevereiro, recorda-se a festa de São Valentim, padroeiro dos namorados. Segundo a tradição, durante a perseguição aos cristãos o santo arriscava a sua vida para unir os casais em matrimônio.

Todos os santos se caracterizam por ter amado Deus ao ponto de entregar a vida por Ele através do próximo. Inclusive algumas pessoas foram assassinadas por ódio a este amor a Jesus Cristo e a sua Igreja, por isto são chamados de mártires.

Entretanto, de todos eles, somente São Valentim costuma ser relacionado ao amor de casais. Sua celebração foi associada com a crença comum na Idade Média, principalmente na Inglaterra e na França, de que no dia 14 de fevereiro (ou seja, no meio do segundo mês do ano) as aves começam a acasalar.

Os três mártires São Valentim

Nos antigos martirológios menciona-se no dia 14 de fevereiro pelo menos três santos chamados Valentim, todos eles mártires.

Um deles é mencionado como sacerdote de Roma, outro como bispo em Interamna (atualmente Terni). Ambos aparentemente foram martirizados na segunda metade do século III e sepultados na Via Flaminiana, mas em diferentes locais da cidade.

De ambos se conserva algum tipo de registro, mas são de datas relativamente posteriores e sem valor histórico. Sobre o terceiro São Valentim, foi martirizado na África, junto com outros companheiros.

Fonte: ACI digital

Oração a São Valentim 1

Glorioso São Valentim, nosso amado protetor, que triunfaste contra o demônio, continua tua vitoriosa obra, livrando-nos das tentações infernais e salvando nossas almas. Fortifica-nos e guia-nos nas batalhas espirituais, obtendo do Senhor a graça de que sejamos semelhantes a ti, que sempre estiveste disposto a sofrer qualquer afronta e qualquer tormento a perder uma só de tuas virtudes cristãs.

Amém.

Oração a São Valentim 2 

São Valentim, patrono do amor, lance seus olhos bondosos sobre mim. Impeça que maldições e heranças emocionais de meus ascendentes e erros que tenha cometido no passado perturbem minha vida afetiva. Desejo ser feliz e fazer as pessoas felizes. Ajude-me a entrar em sintonia com minha alma gêmea, para que possamos desfrutar o amor, abençoados pela providência divina. Peço a tua intercessão poderosa, junto a Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém”.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

"A Rosa dos Milagres", série católica estreia dia 11 de março no SBT

Série católica do México vai substituir Carrossel no SBT

A série recém-adquirida pelo SBT, La Rosa de Guadalupe, foi batizada aqui de “A Rosa dos Milagres” e irá substituir Carrossel. De acordo com o SBT, a produção mexicana estreia em rede nacional no dia 11 de março.

A trama é exibida no México desde 2008 com muito sucesso, não só por lá mas em vários países da América Latina. De acordo com o colunista Flávio Ricco, será ela a aposta do SBT para alavancar a audiência do horário.

A trama é um drama que aposta no público católico. A produção foi criada por Carlos Mercado Orduña, que concebeu a trama quando visitou a Basílica de Guadalupe e viu um grande número de devotos no local.

Orduña imaginou as infinitas histórias por trás daquelas pessoas e suas relações de milagre com a santa. Daí, resolveu desenvolver a série que está no ar a mais de 10 anos.

O unitário da Televisa segue com excelente audiência no México, além estar entre os indicados do Prêmios TV y Novelas. La Rosa de Guadalupe aparece na categoria Melhor Programa Unitário de Dramatização.

Fonte: o Canal e Observatorio da Televisão



Imprensa vaza carta do Papa Francisco ao "senhor" Nicolás Maduro


Vaticano, 13 Fev. 19 / 02:15 pm (ACI).- O jornal italiano ‘Corriere della Sera’ publicou parte do conteúdo da carta que o Papa Francisco enviou a Nicolás Maduro, depois que o presidente lhe pediu sua mediação na crise na Venezuela.

Em um artigo publicado neste dia 13 de fevereiro pelo jornalista Massimo Franco, indica-se que a carta de duas páginas e meia foi dirigida ao "Excelentíssimo Senhor Nicolás Maduro". A imprensa internacional destacou este detalhe ao assinalar que o Papa não se dirigiu a Maduro como "presidente".

Na carta, datada de 7 de fevereiro, o Santo Padre afirma que outros " tentaram encontrar uma saída para a crise venezuelana". "No entanto, tudo foi interrompido porque o que foi acordado nas reuniões não foi seguido por ações concretas para fazer acordos" e "as palavras pareciam deslegitimar os bons propósitos que foram postos por escrito".

As palavras do Papa se referem à participação do Vaticano em 2016 como facilitador do diálogo –promovido pela UNASUL- entre o governo e a oposição.

A Santa Sé enviou Dom Paul Tscherrig e, depois, Dom Claudio Maria Celli. No entanto, este último decidiu, em janeiro de 2017, não voltar para a Venezuela, devido ao fracasso dos acordos de outubro de 2016.

No dia 11 de fevereiro, o vice-presidente e secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, Guzmán Carriquiry lembrou que esses acordos contemplavam "a abertura de canais humanitários para sair ao encontro das necessidades da população e aliviar seus sofrimentos, a convocação dentro de um prazo próximo e realista de eleições livres e transparentes, o reconhecimento da Assembleia Nacional (controlada pela oposição), a libertação dos presos políticos e o fim da violência e repressão".

Na carta divulgada por ‘Corriere della Sera’, Francisco reitera que é a favor da mediação, "não de qualquer diálogo, mas daquele em uma mesa quando as diferentes partes envolvidas no conflito colocam o bem comum acima de todos os outros interesses e trabalham pela unidade e paz".

Os acordos de outubro de 2016 também foram recordados na carta enviada em dezembro daquele ano pelo Secretário de Estado do Vaticano e ex-núncio na Venezuela, Cardeal Pietro Parolin.

Na carta do Cardeal Parolin, diz o Papa, "a Santa Sé assinalou claramente quais eram as condições para que o diálogo fosse possível" e avançou "uma série de condições que considerava essencial para o diálogo se desenvolver de uma forma frutífera e eficaz".

Estas condições, continuou o Papa, "juntamente com outras que já foram acrescentadas como resultado da evolução da situação" são mais necessárias do que nunca, especialmente para "que se evite qualquer derramamento de sangue."

Francisco, indica ‘Corrierre dela Sera’, explica a Maduro que "a situação o preocupa profundamente" e lhe diz que está preocupado com "o sofrimento do nobre povo venezuelano, que parece não ter fim".

Sobre a carta vazada pela imprensa, o Diretor interino da Sala de Imprensa do Vaticano, Alessandro Gissoti, disse que "a Santa Sé não comenta artigos sobre cartas do Santo Padre que, obviamente, tem um caráter privado".

A carta do Papa a Maduro foi divulgada um dia depois de novas manifestações lideradas por Juan Guaidó, reconhecido como presidente da Venezuela pelos Estados Unidos, União Europeia, Grupo de Lima, entre outros.

Nicolás Maduro também organizou uma manifestação para mostrar que conta com apoio dentro do povo venezuelano.

Em seu discurso diante de milhares de pessoas, Guaidó anunciou que no dia 23 de fevereiro, a ajuda humanitária enviada pelos Estados Unidos passará da cidade colombiana de Cúcuta ao estado de Táchira.

Fonte: ACI digital



Papa Francisco: No diálogo com Deus não há espaço para o individualismo


Vaticano, 13 Fev. 19 / 09:13 am (ACI).- Durante a Audiência Geral desta quarta-feira, 13 de fevereiro, o Papa Francisco afirmou que "no diálogo com Deus não há espaço para o individualismo", porque "a oração cristã é diálogo".

Em sua catequese pronunciada na Sala Paulo VI do Vaticano, Francisco ressaltou que "há uma ausência impressionante no texto do Pai-Nosso. Falta uma palavra que em nossos tempos – como talvez sempre – todos consideram importante: falta a palavra ‘eu’. Jesus ensina a rezar tendo nos seus lábios, sobretudo, o ‘tu’ porque a oração cristã é diálogo".

Assim, citou como exemplo alguns fragmentos do Pai-Nosso: "Santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade".

"E, então – insistiu o Papa –, passa ao ‘nós’. Toda a segunda parte do Pai-Nosso está conjugada na primeira pessoa do plural: ‘o pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas, não nos deixeis cair em tentação, livrai-nos do mal’".

Desse modo, verifica-se que "as necessidades mais elementares do homem – como a de ter comida para matar a fome – estão todas no plural”, porque, “na oração cristã ninguém pede o pão para si: pede-se para todos os pobres do mundo".

"Não há espaço para o individualismo no diálogo com Deus", insistiu. "Não há ostentação dos próprios problemas como se fôssemos os únicos no mundo a sofrer. Não há oração elevada a Deus que não seja uma oração de uma comunidade de irmãos e irmãs".

O Santo Padre continuou: "Na oração, um cristão carrega todas as dificuldades das pessoas que vivem ao seu lado: quando a noite chega, ele diz a Deus sobre as dores que encontrou naquele dia; Ele coloca diante dele muitos rostos, amigos e também hostis; não os afasta como distrações perigosas".

"Se alguém não percebe que há muitas pessoas ao seu redor que estão sofrendo, se não sente pena das lágrimas dos pobres, se é indiferente, então isso significa que seu coração é ruim, de pedra. Nesse caso, é necessário pedir ao Senhor que nos toque com o seu Espírito e amoleça os nossos corações".

Por outro lado, o Pontífice também explicou que Jesus disse que "quando orar, entra no silêncio do teu quarto, retirados do mundo e dirija-se a Deus chamando-o Pai".

Assinalou que "Jesus não quer que seus discípulos sejam como os hipócritas que rezam em pé nas praças para serem admirados pelas pessoas. Não, Jesus não quer hipocrisia. A verdadeira oração é aquela realizada no segredo da consciência, do coração, inescrutável, visível apenas para Deus. Essa oração evita falsidade, porque com Deus é impossível fingir”.

Contudo, "embora a oração do discípulo seja toda confidencial, nunca cai no intimismo. No segredo da consciência, o cristão não deixa o mundo fora da porta de seu quarto, mas carrega em seu coração as pessoas e situações".

O Papa terminou sua catequese recordando que "santos e pecadores, somos todos amados pelo mesmo Pai. E na noite da vida seremos julgados pelo amor. Não um amor sentimental, mas compassivo e concreto, de acordo com a regra evangélica: ‘todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes’".

Fonte: ACI digital



terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Os 10 melhores momentos do pontificado de Bento XVI

Por Walter Sánchez Silva

REDAÇÃO CENTRAL, 11 Fev. 19 / 03:00 pm (ACI).- Sem dúvida, o Papa Emérito Bento XVI deixou uma marca profunda no coração dos católicos em todo o mundo. Ao se completar neste dia 11 de fevereiro 6 anos desde o anúncio de sua renúncia, recordamos 10 momentos intensos do seu pontificado:

1. Suas primeiras palavras

Em 19 de abril de 2005, depois do Conclave em que foi eleito, Bento XVI pronunciou suas primeiras palavras da sacada da Basílica de São Pedro:

"Depois do grande Papa João Paulo II, os Senhores Cardeais me elegeram, simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor. Consola-me saber que o Senhor sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes. E, sobretudo, recomendo-me às vossas orações", disse.

2. JMJ Colônia 2005: Somente os santos salvarão o mundo

Em 20 de agosto de 2005, na Jornada Mundial da Juventude em Colônia (Alemanha), que havia sido convocada por João Paulo II, Bento XVI dirigiu uma mensagem intensa aos milhões de jovens reunidos no Marienfeld ou Campo de Maria.

Bento XVI destacou: "Dissemos que os santos são os verdadeiros reformadores. Agora gostaria de o expressar de modo mais radical: só dos Santos, só de Deus provém a verdadeira revolução, a mudança decisiva do mundo”.

3. Visita ao campo de concentração de Auschwitz: Onde estava Deus?

Em 28 de maio de 2006, Bento XVI chegou ao campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polônia.

Em um discurso intenso, o Papa Emérito rezou pela "graça da reconciliação" e questionou: "Quantas perguntas surgem neste lugar! Sobressai sempre de novo a pergunta: Onde estava Deus naqueles dias? Por que Ele silenciou? Como pôde tolerar este excesso de destruição, este triunfo do mal? Nós não podemos perscrutar o segredo de Deus vemos apenas fragmentos e enganamo-nos se pretendemos eleger-nos a juízes de Deus e da história. Não defendemos, nesse caso, o homem, mas contribuiremos apenas para a sua destruição", destacou.

4. O discurso magistral aos bispos da América Latina em Aparecida, Brasil

Em 13 de maio de 2007, na festa de Nossa Senhora de Fátima e ao inaugurar os trabalhos da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, Bento XVI dirigiu um longo discurso no qual fez um diagnóstico e uma proposta para evangelizar o continente da esperança.

O atual Papa Emérito destacou a riqueza da fé na América Latina, incentivou a participação dos leigos na política e destacou algumas áreas prioritárias para a evangelização e a família, sacerdotes e vocações com os jovens. Você pode ler o discurso completo AQUI.

5. O discurso de Ratisbona que "ofendeu" os muçulmanos

Em 12 de setembro de 2006, Bento XVI pronunciou seu famoso discurso na Universidade de Ratisbona (Alemanha), manipulado pelos meios de comunicação para apresentá-lo como uma "ofensa" aos muçulmanos.

No discurso, citou o douto imperador bizantino Manuel II Paleólogo, quando dialogou em 1391 com um erudito persa em Ancara, atual Turquia: "Mostra-me também o que trouxe de novo Maomé, e encontrarás apenas coisas más e desumanas tais como a sua norma de propagar, através da espada, a fé que pregava".

Em seu discurso, Bento XVI afirmou que "o imperador, depois de se ter pronunciado de modo tão ríspido, passa a explicar minuciosamente os motivos pelos quais não é razoável a difusão da fé mediante a violência. Esta está em contraste com a natureza de Deus e a natureza da alma".

De acordo com o semanário espanhol Alba, foi a BBC da Inglaterra, que desencadeou a violência entre os muçulmanos ao publicar a matéria em suas edições em árabe, turco, farsi (Irã) e urdu (Paquistão) com o título: "O discurso do Papa excita a ira muçulmana".

Embora Bento XVI tenha pedido desculpas caso alguém tenha se sentido ofendido, ele nunca se retratou sobre o que disse no discurso.

6. O Ano da Fé

Bento XVI proclamou o Ano da Fé de 11 de outubro de 2012 a 24 de novembro de 2013, para comemorar o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica.

Em sua homilia na inauguração, disse que esse tempo poderia ser entendido como "uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas - como o Senhor exorta aos Apóstolos ao enviá-los em missão, mas sim o Evangelho e a fé da Igreja".

7. A espera sob a chuva na JMJ Madri 2011

O dia 20 de agosto de 2011 ficou marcado nos corações de mais de 1 milhão de jovens que acompanharam Bento XVI na vigília da JMJ em Madri (Espanha), no Aeroporto de Cuatro Vientos.

Resistindo a chuva forte e depois de rejeitar o conselho de seus colaboradores para que saísse dali em três ocasiões, Bento XVI permaneceu no local, um pouco protegido pelo guarda-chuva com um grande sorriso no rosto.

Depois de alguns minutos, agradeceu a todos "pela vossa alegria e pela vossa resistência! A vossa força é mais poderosa que a chuva".

"Tivemos uma aventura juntos. Firmes na fé em Cristo, resististes à chuva". "Como aconteceu nesta noite, com Cristo podereis sempre enfrentar as provas da vida. Não o esqueçais!", disse Bento XVI, despedindo-se.

8. O sombreiro mexicano em León

Em 25 de março de 2012, o Papa Bento XVI presidiu uma grande Missa para a qual chegou usando um sombreiro mexicano.

Com um grande sorriso, o Santo Padre chegou no papamóvel cumprimentando as centenas de milhares de fiéis que se reuniram para a Missa no Parque Expo Bicentenário.

Em sua homilia, Bento XVI encorajou todos os presentes a pedirem a Cristo "um coração puro, onde Ele possa habitar como Príncipe da paz, graças ao poder de Deus que é o poder do bem, o poder do amor. E, para que Deus habite em nós, é preciso escutá-Lo, deixar-se interpelar cada dia pela sua Palavra, meditando-a no próprio coração, a exemplo de Maria".

9. Viagem a Cuba

Entre as várias atividades que presidiu durante sua visita ao país caribenho, em 26 março de 2012, Bento XVI celebrou uma Missa em Santiago, Cuba, onde disse: "Amados irmãos, sob o olhar da Virgem da Caridade do Cobre, desejo fazer um apelo a que deis novo vigor à vossa fé, vivais de Cristo e para Cristo, e luteis com as armas da paz, do perdão e da compreensão para construir uma sociedade aberta e renovada, uma sociedade melhor, mais digna do homem, que manifeste melhor a bondade de Deus".

10. Suas últimas palavras como Sumo Pontífice

Em 28 de fevereiro de 2013, 17 dias após anunciar sua renúncia, Bento XVI foi de helicóptero para a residência papal de Castel Gandolfo.

Em sua breve saudação às cerca de 10 mil pessoas presentes, o agora Papa Emérito disse: “Quero ainda, com o meu coração, o meu amor, com a minha oração, a minha reflexão, com todas as minhas forças interiores, trabalhar para o bem comum, o bem da Igreja e da humanidade”.

“Unidos ao Senhor, vamos para diante a bem da Igreja e do mundo. Obrigado!", concluiu.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Celebra-se hoje o Dia Mundial do Doente (11 de fevereiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 11 Fev. 19 / 06:00 am (ACI).- Todos os anos, em 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes, a Igreja em todo o mundo celebra o Dia Mundial do Doente, para o qual é publicada uma mensagem pelo Pontífice.

O Dia Mundial do Doente foi estabelecido por São João Paulo II em 1992 e celebrado pela primeira vez em Lourdes, na França, em 11 de fevereiro de 1993. De fato, este Dia é celebrado de forma especial nesse importante santuário mariano.

A mensagem do Papa Francisco para esta 27ª edição tem como tema “Recebestes de graça, dai de graça” e, nela, o Pontífice recordou Santa Teresa de Calcutá como “um modelo de caridade que tornou visível o amor de Deus pelos pobres e os doentes”.

No texto, Francisco assegurou que Santa Teresa de Calcutá “ajuda-nos a compreender que o único critério de ação deve ser o amor gratuito para com todos, sem distinção de língua, cultura, etnia ou religião”.

“O seu exemplo continua a guiar-nos na abertura de horizontes de alegria e esperança para a humanidade necessitada de compreensão e ternura, especialmente para as pessoas que sofrem”, afirmou.

Na mensagem, o Papa Francisco também assinalou que “a vida é dom de Deus”, por isso, advertiu, “a existência não pode ser considerada como mera possessão ou propriedade privada, sobretudo à vista das conquistas da medicina e da biotecnologia, que poderiam induzir o homem a ceder à tentação de manipular a ‘árvore da vida’”.

Do mesmo modo, destacou a importância do voluntário que é “um amigo desinteressado, a quem se pode confidenciar pensamentos e emoções; através da escuta, ele cria as condições para que o doente deixe de ser objeto passivo de cuidados para se tornar sujeito ativo e protagonista de uma relação de reciprocidade, capaz de recuperar a esperança, mais disposto a aceitar as terapias”.

Afirmou ainda que “as estruturas católicas são chamadas a expressar o sentido do dom, da gratuidade e da solidariedade, como resposta à lógica do lucro a todo o custo, do dar para receber, da exploração que não respeita as pessoas”.

Por fim, exortou a “promover a cultura da gratuidade e do dom, indispensável para superar a cultura do lucro e do descarte” e rezou à Virgem Maria, para que todos vivam “como irmãos e irmãs cada um atento às necessidades dos outros, a saber dar com coração generoso, a aprender a alegria do serviço desinteressado”.

Fonte: ACI digital



Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Enfermo (11/02/2019)


"Contra a cultura do descarte e da indiferença, cumpre-me afirmar que se há de colocar o dom como paradigma capaz de desafiar o individualismo e a fragmentação social dos nossos dias, para promover novos vínculos e várias formas de cooperação humana entre povos e culturas."

Cidade do Vaticano

Com o tema «Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10, 8), foi publicada nesta terça-feira, 8 de janeiro, a mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial do Enfermo, a ser celebrado em 11 de fevereiro. Eis o texto na íntegra:

"Queridos irmãos e irmãs!

«Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10, 8): estas são palavras pronunciadas por Jesus, quando enviou os apóstolos a espalhar o Evangelho, para que, através de gestos de amor gratuito, se propagasse o seu Reino.

Por ocasião do XXVII Dia Mundial do Doente, que será celebrado de modo solene em Calcutá, na Índia, a 11 de fevereiro de 2019, a Igreja – Mãe de todos os seus filhos, mas com uma solicitude especial pelos doentes – lembra que o caminho mais credível de evangelização são gestos de dom gratuito como os do Bom Samaritano. O cuidado dos doentes precisa de profissionalismo e ternura, de gestos gratuitos, imediatos e simples, como uma carícia, pelos quais fazemos sentir ao outro que nos é «querido».

A vida é dom de Deus, pois – como adverte São Paulo – «que tens tu que não tenhas recebido?» (1 Cor 4, 7). E, precisamente porque é dom, a existência não pode ser considerada como mera possessão ou propriedade privada, sobretudo à vista das conquistas da medicina e da biotecnologia, que poderiam induzir o homem a ceder à tentação de manipular a «árvore da vida» (cf. Gn 3, 24).

Contra a cultura do descarte e da indiferença, cumpre-me afirmar que se há de colocar o dom como paradigma capaz de desafiar o individualismo e a fragmentação social dos nossos dias, para promover novos vínculos e várias formas de cooperação humana entre povos e culturas. Como pressuposto do dom, temos o diálogo, que abre espaços relacionais de crescimento e progresso humano capazes de romper os esquemas consolidados de exercício do poder na sociedade.

O dar não se identifica com o ato de oferecer um presente, porque só se pode dizer tal se for um dar-se a si mesmo: não se pode reduzir a mera transferência duma propriedade ou dalgum objeto. Distingue-se de presentear, precisamente porque inclui o dom de si mesmo e supõe o desejo de estabelecer um vínculo. Assim, antes de mais nada, o dom é um reconhecimento recíproco, que constitui o caráter indispensável do vínculo social. No dom, há o reflexo do amor de Deus, que culmina na encarnação do Filho Jesus e na efusão do Espírito Santo.

Todo o homem é pobre, necessitado e indigente. Quando nascemos, para viver tivemos necessidade dos cuidados dos nossos pais; de forma semelhante, em cada fase e etapa da vida, cada um de nós nunca conseguirá, de todo, ver-se livre da necessidade e da ajuda alheia, nunca conseguirá arrancar de si mesmo o limite da impotência face a alguém ou a alguma coisa. Também esta é uma condição que carateriza o nosso ser de «criaturas». O reconhecimento leal desta verdade convida-nos a permanecer humildes e a praticar com coragem a solidariedade, como virtude indispensável à existência.

Esta consciência impele-nos a uma práxis responsável e responsabilizadora, tendo em vista um bem que é indivisivelmente pessoal e comum. Apenas quando o homem se concebe, não como um mundo fechado em si mesmo, mas como alguém que, por sua natureza, está ligado a todos os outros, originariamente sentidos como «irmãos», é possível uma práxis social solidária, orientada para o bem comum. Não devemos ter medo de nos reconhecermos necessitados e incapazes de nos darmos tudo aquilo de que teríamos necessidade, porque não conseguimos, sozinhos e apenas com as nossas forças, vencer todos os limites. Não temamos este reconhecimento, porque o próprio Deus, em Jesus, Se rebaixou (cf. Flp 2, 8), e rebaixa, até nós e até às nossas pobrezas para nos ajudar e dar aqueles bens que, sozinhos, nunca poderíamos ter.

Aproveitando a circunstância desta celebração solene na Índia, quero lembrar, com alegria e admiração, a figura da Santa Madre Teresa de Calcutá, um modelo de caridade que tornou visível o amor de Deus pelos pobres e os doentes. Como dizia na sua canonização, «Madre Teresa, ao longo de toda a sua existência, foi uma dispensadora generosa da misericórdia divina, fazendo-se disponível a todos, através do acolhimento e da defesa da vida humana, dos nascituros e daqueles abandonados e descartados. (...) Inclinou-se sobre as pessoas indefesas, deixadas moribundas à beira da estrada, reconhecendo a dignidade que Deus lhes dera; fez ouvir a sua voz aos poderosos da terra, para que reconhecessem a sua culpa diante dos crimes (…) da pobreza criada por eles mesmos. A misericórdia foi para ela o “sal”, que dava sabor a todas as suas obras, e a “luz” que iluminava a escuridão de todos aqueles que nem sequer tinham mais lágrimas para chorar pela sua pobreza e sofrimento. A sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece nos nossos dias como um testemunho eloquente da proximidade de Deus junto dos mais pobres entre os pobres» (Homilia, 4/IX/2016).

A Santa Madre Teresa ajuda-nos a compreender que o único critério de ação deve ser o amor gratuito para com todos, sem distinção de língua, cultura, etnia ou religião. O seu exemplo continua a guiar-nos na abertura de horizontes de alegria e esperança para a humanidade necessitada de compreensão e ternura, especialmente para as pessoas que sofrem.

A gratuidade humana é o fermento da ação dos voluntários, que têm tanta importância no setor socio-sanitário e que vivem de modo eloquente a espiritualidade do Bom Samaritano. Agradeço e encorajo todas as associações de voluntariado que se ocupam do transporte e assistência dos doentes, aquelas que providenciam nas doações de sangue, tecidos e órgãos. Um campo especial onde a vossa presença expressa a solicitude da Igreja é o da tutela dos direitos dos doentes, sobretudo de quantos se veem afetados por patologias que exigem cuidados especiais, sem esquecer o campo da sensibilização e da prevenção.

Revestem-se de importância fundamental os vossos serviços de voluntariado nas estruturas sanitárias e no domicílio, que vão da assistência sanitária ao apoio espiritual. Deles beneficiam tantas pessoas doentes, sós, idosas, com fragilidades psíquicas e motoras. Exorto-vos a continuar a ser sinal da presença da Igreja no mundo secularizado.

O voluntário é um amigo desinteressado, a quem se pode confidenciar pensamentos e emoções; através da escuta, ele cria as condições para que o doente deixe de ser objeto passivo de cuidados para se tornar sujeito ativo e protagonista duma relação de reciprocidade, capaz de recuperar a esperança, mais disposto a aceitar as terapias. O voluntariado comunica valores, comportamentos e estilos de vida que, no centro, têm o fermento da doação. Deste modo realiza-se também a humanização dos tratamentos.

A dimensão da gratuidade deveria animar sobretudo as estruturas sanitárias católicas, porque é a lógica evangélica que qualifica a sua ação, quer nas zonas mais desenvolvidas quer nas mais carentes do mundo. As estruturas católicas são chamadas a expressar o sentido do dom, da gratuidade e da solidariedade, como resposta à lógica do lucro a todo o custo, do dar para receber, da exploração que não respeita as pessoas.

Exorto-vos a todos, nos vários níveis, a promover a cultura da gratuidade e do dom, indispensável para superar a cultura do lucro e do descarte. As instituições sanitárias católicas não deveriam cair no estilo empresarial, mas salvaguardar mais o cuidado da pessoa que o lucro. Sabemos que a saúde é relacional, depende da interação com os outros e precisa de confiança, amizade e solidariedade; é um bem que só se pode gozar «plenamente», se for partilhado. A alegria do dom gratuito é o indicador de saúde do cristão.

A todos vos confio a Maria, Salus infirmorum. Que Ela nos ajude a partilhar os dons recebidos com o espírito do diálogo e mútuo acolhimento, a viver como irmãos e irmãs cada um atento às necessidades dos outros, a saber dar com coração generoso, a aprender a alegria do serviço desinteressado. Com afeto, asseguro a todos a minha proximidade na oração e envio-vos de coração a Bênção Apostólica.

Vaticano, Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, 25 de novembro de 2018".

Franciscus

Fonte: Vatican News



Isto é o que deve saber sobre a famosa água de Lourdes Por Diego López Marina

Por Diego López Marina

LOURDES, 11 Fev. 19 / 07:00 am (ACI).- Neste dia 11 de fevereiro, comemora-se a Festa de Nossa Senhora de Lourdes e o 27º Dia Mundial do Doente, celebrado pela primeira vez em Lourdes em 1993, depois de ser estabelecido um ano antes por São João Paulo II.

Deste modo, o Santuário de Lourdes explicou em seu site tudo o que os peregrinos devem saber sobre a água que brota da gruta Massabielle (França) e como consegui-la, levando em consideração que os diversos milagres oficiais estão relacionados ao uso da água logo após as aparições da Virgem Maria desde 1858.

No dia 25 de fevereiro de 1858, a Virgem Maria disse à Santa Bernadette: “Beba e entre na fonte”.

“O qual é um convite para todos os peregrinos até hoje”, explica o site do Santuário de Lourdes.

“A água de Lourdes não deve ser confundida com a água benta. É uma água normal, ligeiramente calcária e comparável a qualquer outra água de fontes próximas”, acrescenta.

Também indicaram que esta água não é térmica ou tem uma propriedade específica, “é completamente independente do rio Gave de Pau e é conduzida através de alguns canais aos reservatórios para alimentar diferentes torneiras diferentes e piscinas”.

“Aparentemente, o meio mais frequente de cura é com o uso da água da fonte, tanto na aplicação direta como bebendo ou tomando banho com ela. A Igreja Católica especifica que Deus cura através dos elementos naturais e dos sacramentos, com a ajuda da Virgem Maria e da oração dos cristãos”, indica.

Santa Bernadette Soubirous disse certa vez: “Esta água é considerada como um remédio... mas você tem que manter a fé e rezar: esta água não poderia fazer nada sem fé”.

“A água de Lourdes também é o sinal do batismo. Toda vez que alguém faz o gesto da água, dá um novo significado à vida. Um coração é purificado e libertado”, conclui o site.

A água da gruta de Lourdes está disponível para todos gratuitamente. Além disso, pode ser enviada por correio em recipientes de plástico e só será cobrado o valor do recipiente, a embalagem e o envio.

Ao fazer o pedido da água, é necessário escrever a quantidade desejada e o endereço para onde deve ser enviada. Além disso, deve-se anexar o dinheiro correspondente na carta, como valor declarado.

Para quem está na América Latina, é necessário enviar o dinheiro em dólares ou em euros por remessa postal. Neste caso, deve-se escrever no verso da remessa o motivo do envio.

O Conselho do Santuário indica que a quantidade máxima de água que poderá ser encomendado por pessoa é de 2 litros.

Endereço para fazer o pedido:

Santuário de Lourdes
1 avenue Monseigneur Théas
65108 Lourdes Cedex (Francia)
Telefone: +33 (0)5 62 42 78 78
E-mail: lourdes.water@lourdes-france.com

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Nossa Senhora de Lourdes (11 de fevereiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 11 Fev. 19 / 04:00 am (ACI).- Neste dia 11 de fevereiro, a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora de Lourdes, que em uma de suas aparições disse à Santa Bernadette. “Não prometo fazer-te feliz neste mundo, mas sim no próximo”.

Era 11 de fevereiro de 1858, Bernadette, sua irmã e outra menina foram para o campo para encontrar madeira seca, perto de uma gruta. Para chegar lá, tinham que passar por um riacho. Bernadette não se atrevia a entrar porque a água estava muito fria. Ela começou a tirar os sapatos quando de repente ouviu um forte barulho vindo da gruta.

Aproximou-se para ver o que estava acontecendo e ali naquele lugar apareceu a Virgem envolta em uma luz resplandecente, com um traje branco de um tecido desconhecido, uma cinta azul na cintura, um grande véu branco e duas rosas douradas brilhantes que lhe cobriam a parte superior dos pés.

Em suas mãos, a Virgem tinha um grande rosário branco e dourado. Então, juntas, começaram a rezá-lo. No domingo, 14 de fevereiro, Bernadette rezava na gruta a primeira dezena do rosário e Maria apareceu. A menina jogou água benta para garantir que não era uma obra do inimigo. A Virgem sorriu, fez o sinal da cruz com o rosário e rezaram juntas.

Na quinta-feira, 18, a Virgem pediu a Bernadette que regressasse quinze dias seguidos à gruta. Diante da aceitação e promessa da pequena, Maria prometeu fazê-la feliz no outro mundo. Os rumores das aparições começaram a se espalhar.

Em 19 de fevereiro, Bernadette foi com uma vela abençoada e acesa. Assim, nasceu o hábito de ir com velas para acendê-las diante da gruta. Em 20 de fevereiro, a Senhora ensinou uma oração pessoal a Bernadette.

No domingo, 21, a menina viu que a Virgem estava triste, perguntou o que se passava e Nossa Senhora lhe respondeu: “Orai pelos pecadores”. Por esta altura, as autoridades ameaçaram levar Bernadette para a cadeia e todos zombavam dela.

No dia 22, a Virgem não apareceu, mas a menina não perdeu a esperança de voltar a vê-la. No dia 23, dez mil pessoas foram ver o que acontecia. A Virgem apareceu a Bernadette e pediu que dissesse aos sacerdotes que elevassem ali um santuário, onde se deveria ir em procissão.

A menina foi e comentou com o sacerdote, quem, em troca pediu o nome da Senhora e que florescesse uma roseira silvestre onde ela aparecia.

No dia 24, a pequena contou tudo à Virgem, que somente sorriu. Logo, Maria mandou que rezasse pelos pecadores e exclamou: “Penitência! Penitência! Penitência! Reze pela conversão dos pecadores! Beija a terra pela conversão dos pecadores!”. Bernadette fez isso e pediu aos espectadores que fizessem o mesmo.

Em 25 de fevereiro, a Virgem ordenou-lhe beber, lavar os pés na fonte e comer grama. Bernadette, sob a direção de Maria, cavou no fundo da fruta e começou a jorrar água.

No dia 26, o primeiro milagre ocorre. O pobre trabalhador Bourriete, que havia mutilado seu olho esquerdo, rezou e esfregou o olho com a água da fonte. Então, ele começou a gritar de alegria e recuperou a vista. Em 27 de fevereiro, a Virgem permaneceu em silêncio, Bernadette bebeu a água da fonte e fez gestos recorrentes de penitência.

Em 28, Bernadette foi à gruta, mas depois seguiu para os juízes e foi ameaçada de ir para a cadeia. À noite, Catarina Latapie molhou seu braço deslocado e o braço e a mão recuperaram a sua agilidade, produzindo um segundo milagre.

Na terça-feira, 2 de março, Bernadette foi novamente ao pároco para lhe recordar o pedido da Virgem.

Em 3 de março, a pequena perguntou de novo seu nome e a Virgem sorriu. Naquele dia, uma mãe em desespero levou seu filho que estava quase morto. Colocou-o 15 minutos na água fria e quando chegou em casa notou melhoras na respiração da criança.

No dia seguinte, o menino estava cheio de vida e completamente saudável. Os médicos certificaram o milagre e o chamaram de primeira ordem.

Em 4 de março, no final dos quinze dias, a aparição permaneceu silenciosa. No dia 25 do mesmo mês, a Virgem apareceu a Bernadette, ergueu os olhos ao céu, juntou em sinal de oração as mãos que estavam abertas e estendidas em direção ao chão e disse a Bernadette: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

A menina saiu correndo para dizer ao pároco, que se comoveu diante da revelação do nome já que quatro anos antes tinha sido proclamado o dogma da Imaculada Conceição.

Em 7 de abril, Bernadette na gruta e em êxtase colocou a mão sobre a chama da vela que tinha trazido e não se queimou. Depois da aparição, sua mão estava ilesa e foi comprovado por um médico que testemunhou o ocorrido.

Em 16 de julho, ocorreu a última aparição. Bernadette sentiu o chamado misterioso e ao chegar à gruta se deu conta de que estava cercada e não era possível passar. Dirigiu-se, então, ao outro lado, em frente da gruta, e viu a Mãe de Deus. “Me pareceu que estava diante da gruta, na mesma distância que das outras vezes, não via mais do que a Virgem. Jamais a tinha visto tão bela!”, disse Santa Bernadette.

Alguns consideram que a aparição de Nossa Senhora de Lourdes é um agradecimento do céu pelo dogma da Imaculada Conceição e é exaltação das virtudes de pobreza e humildade como tinha a pequena Bernadette.

Além disso, afirmam que é um chamado para aceitar a cruz para ser feliz na outra vida, a importância da oração, do Santo Rosário e da penitência com uma misericórdia infinita pelos pecadores e enfermos.

A água da gruta foi analisada por químicos, que assinalaram que é uma água virgem, pura, natural, sem propriedade térmica e na qual nenhuma bactéria sobrevive. Para os cristãos, este é um símbolo da Imaculada Conceição.

Fonte: ACI digit8al



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog