Outubro 2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Papa Francisco: aprender a ir além, olhar a pessoa e as intenções de seu coração


O Papa convidou os fiéis a aprenderem de Pedro "que um evangelizador não pode ser um empecilho para a obra criativa de Deus, mas alguém que favoreça o encontro dos corações com o Senhor".

Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

O Papa Francisco prosseguiu o ciclo de catequeses sobre os Atos dos Apóstolos, na Audiência Geral, desta quarta-feira (16/10), que teve como tema “Deus não faz diferença entre as pessoas. Pedro e a efusão do Espírito Santo sobre os pagãos”.

“A viagem do Evangelho no mundo, que São Lucas narra nos Atos dos Apóstolos, é acompanhada pela suprema criatividade de Deus que se manifesta de forma surpreendente”, frisou o Papa, destacando que o Senhor “deseja que os seus filhos superem toda particularidade para se abrirem à universalidade da salvação. Este é o objetivo, pois Deus quer que todos sejam salvos”.

Sair de si e se abrir aos outros

Aqueles que renasceram da água e do Espírito são chamados a “saírem de si mesmos e se abrirem aos outros, a viverem a proximidade, o estilo do viver juntos que transforma toda relação interpessoal em experiência de fraternidade”, disse ainda Francisco.

Pedro é testemunha desse processo de “fraternização” que o Espírito quer desencadear na história. Pedro, protagonista nos Atos dos Apóstolos junto com Paulo, “vive um evento que dá uma virada decisiva na sua existência. Enquanto reza, tem uma visão que é como uma provocação” divina que desperta nele uma mudança de mentalidade.

“Ele vê uma toalha grande que desce do alto com vários animais: quadrúpedes, répteis e pássaros, e ouve uma voz que o convida a comer aquelas carnes. Como um bom judeu, Pedro reage, dizendo que nunca comeu nada de impuro, conforme pedido pela Lei do Senhor. Então a voz rebate com força: «Não chame de impuro o que Deus purificou».

“Com esse fato, o Senhor quer que Pedro não avalie mais os eventos e as pessoas de acordo com as categorias de puro e impuro, mas que aprenda a ir além, a olhar a pessoa e as intenções de seu coração. ”

"O que torna o homem impuro, de fato, não vem de fora, mas de dentro, do coração. Jesus disse isso claramente.”

Segundo o Papa, depois dessa visão, Deus envia Pedro à casa de um estrangeiro incircunciso, Cornélio, “centurião da coorte chamada itálica, religioso e temente a Deus”, que dá muitas esmolas ao povo e orava sempre a Deus, mas não era judeu. Naquela casa de pagãos, Pedro prega Cristo crucificado e ressuscitado e o perdão dos pecados a quem Nele crê. Enquanto Pedro fala, o Espírito Santo desce sobre Cornélio e seus familiares. Pedro os batiza em nome de Jesus Cristo.

Um evangelizador não pode ser um empecilho

“Esse fato extraordinário fica conhecido em Jerusalém, onde os irmãos, escandalizados pelo comportamento de Pedro, o repreendem severamente. Pedro fez algo que estava além do costume, além da lei! Por isso, eles o censuram”, sublinhou Francisco.

"Depois do encontro com Cornélio, Pedro está mais livre de si mesmo e mais em comunhão com Deus e com os outros, porque viu a vontade de Deus na ação do Espírito Santo. Ele entendeu que a eleição de Israel não é a recompensa pelo mérito, mas sinal do chamado gratuito para ser mediação da bênção divina entre os povos pagãos.”

O Papa convidou os fiéis a aprenderem do "príncipe dos Apóstolos que um evangelizador não pode ser um empecilho para a obra criativa de Deus que quer que todos se salvem, mas alguém que favoreça o encontro dos corações com o Senhor".

A seguir, Francisco perguntou: “Como nos comportamos com os nossos irmãos, sobretudo com aqueles que não são cristãos. Somos um empecilho para o encontro com Deus? Somos um obstáculo para o seu encontro com o Pai ou o facilitamos?”

“Peçamos a graça de nos deixar surpreender pelas surpresas de Deus, de não impedir a sua criatividade, mas de reconhecer e favorecer os caminhos sempre novos pelos quais Cristo Ressuscitado derrama o seu Espírito no mundo e atrai os corações”, concluiu o Pontífice.

16 outubro 2019

Fonte: Vatican News



Hoje começa a novena a Santo Antônio de Sant’Anna Galvão (16 de outubro)


REDAÇÃO CENTRAL, 16 Out. 19 / 08:00 am (ACI).- “Fervoroso adorador da Eucaristia, de prudente e sábio orientador das almas que o procuravam e de grande devoto da Imaculada Conceição de Maria, de quem ele se considerava ‘filho e perpétuo escravo’”, assim Bento XVI definiu Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, na Missa de sua canonização em 11 de maio de 2007.

A poucos dias da festa do também chamado São Frei Galvão, apresentamos uma novena disponibilizada pelo portal Canção Nova, em honra deste que é o primeiro santo brasileiro.

Jaculatória:

São Frei Galvão, rogai por nós!

Oração para todos os dias

Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo –, eu Vos adoro, louvo e dou graças pelos benefícios que me fizestes. Peço-Vos, por tudo que fizeste e sofreste o Vosso servo Frei Galvão, que aumenteis em mim a fé, a esperança e a caridade, e Vos dignastes conceder-me a graça que ardentemente almejo. Amém.

Oração a São Frei Galvão

São Frei Galvão, Deus fez em ti maravilhas e, por meio de ti, anunciou o Evangelho do amor, do acolhimento e da misericórdia para com os mais fracos e sofredores.

Com o coração agradecido à nação brasileira por tão grande dom, nós te pedimos: intercede por nós junto a Deus, para que possamos vivenciar, na comunidade eclesial, os valores evangélicos que, de modo tão heroico, viveste.

Dá-nos a coragem e a perseverança na fé e abertura ao Espírito Santo de Deus, para que possamos ser sal da terra e luz do mundo. Amém.

(Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória ao Pai)

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Margarida Maria Alacoque, serva do Sagrado Coração de Jesus (16 de outubro)


REDAÇÃO CENTRAL, 16 Out. 19 / 06:00 am (ACI).- “Quando se ama, tudo fala de amor, até nossos trabalhos que requerem nossa total atenção podem ser um testemunho de nosso amor”, dizia Santa Margarida Maria Alacoque, a quem o Sagrado Coração de Jesus apareceu e cuja festa é celebrada neste dia 16 de outubro.

Santa Margarida Maria nasceu na França em 1647. Aos quatro anos, consagrou a Deus sua pureza e fez voto de perpétua castidade. Quando tinha oito anos, seu pai morreu. Ela ingressou na escola das Clarissas pobres, onde se sentiu atraída pela vida das religiosas e recebeu a comunhão aos nove anos, algo pouco comum para a época.

Dois anos mais tarde, contraiu uma doença reumática dolorosa que a obrigou a ficar de cama até os 15 anos e, por isso, teve que regressar para sua casa. Buscou alívio na Virgem Maria, a quem prometeu que, se ficasse saudável, se tornaria uma de suas filhas e, assim, recuperou a saúde.

A jovem, porém, se deixou levar pela vaidade e pelas diversões, mas a Virgem apareceu para ela em vários momentos para repreendê-la e encorajá-la em seu caminho de santidade.

Em casa, Margarida e sua mãe eram agressivamente controladas por alguns familiares que tinham se apoderado dos bens. Além disso, a mãe tinha uma dolorosa ferida no rosto que a jovem cuidava todos os dias. Diante de tudo isso, ela sempre buscou consolo no Senhor.

Aos poucos, foi tentada a se casar e começou a se preparar, considerando que talvez pudesse obter dispensa de seu voto, porque o fez quando era criança. Foi assim que em uma ocasião Jesus lhe disse que Ele tinha motivado o voto de castidade e que depois a tinha colocado aos cuidados de sua Santíssima Mãe.

Mas Margarida só compreendeu que estava perdendo um tempo precioso, do qual lhe seria pedido contas rigorosas na hora da morte, quando o Senhor apareceu a ela desfigurado, flagelado e lhe disse: “E bem quererá gozar deste prazer? Eu não gozei jamais de nenhum, e me entreguei a todo gênero de amarguras por teu amor e por ganhar teu coração”.

Mais tarde, depois de convencer seus parentes, ingressou no Convento da Visitação. Ali Margarida se desenvolveu de maneira humilde, obediente e sincera ante os sacrifícios da vida em comunidade e professou seus votos no dia 6 de novembro de 1672.

Com o tempo, recebeu revelações do Sagrado Coração de Jesus e sofreu todas as primeiras sextas-feiras do mês uma reprodução da misteriosa chaga no lado.

Por suas visões e doenças, começou a receber incompreensões e rejeições no convento, teve que passar por difíceis interrogatórios de teólogos e chegou-se a dizer que suas experiências místicas podiam ser obra do demônio. Tudo isso parou quando conheceu o sacerdote jesuíta São Cláudio de la Colombiere, que pôde ver nela sua santidade e falou com a madre superiora.

Por obediência, escreveu o que Deus lhe tinha revelado e contou as mensagens divinas para sua comunidade. A princípio, foi humilhada, mas depois recebeu o apreço de suas irmãs.

Santa Margarida, lamentavelmente, não veria se cumprir na Igreja a instituição do dia do Sagrado Coração de Jesus, tal como Jesus Cristo lhe tinha pedido. Em 17 de outubro de 1690, tendo previamente indicado esta data como o dia de sua morte, partiu para a Casa do Pai com 43 anos de idade e 18 de profissão religiosa.

Entre os mosteiros das visitandinas, começou-se a propagar a devoção ao Coração de Jesus e, em 1765, Clemente XIII introduziu a Festa do Sagrado Coração em Roma.  Em 1856, o Beato Pio IX a estendeu a toda a Igreja e, finalmente, em 1920, Margarida foi proclamado santa pelo Papa Bento XV.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Edwiges, padroeira dos endividados (16 de outubro)


REDAÇÃO CENTRAL, 16 Out. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 16 de outubro, a Igreja celebra Santa Edwiges, uma mãe que, com seu marido, fundou mosteiros e, após a morte dele, tornou-se monja e continuou a servir os carentes e enfermos. A santa é conhecida como a padroeira dos pobres e endividados e isso tem a ver com sua história e vida de caridade.

Edwiges nasceu na Bavária, Alemanha, em 1174, filha de uma família nobre. Desde pequena dava sinais de seu desapego material e zelo espiritual. Aos doze anos, casou-se com o duque da Silésia e da Polônia, Henrique I, de 18 anos. Eles tiveram sete filhos.

Aos 20 anos, Edwiges sentiu o chamado de Jesus e, após conversar com seu marido, os dois decidiram seguir o Senhor, mantendo no casamento o voto de abstinência sexual.

Entregando-se à piedade e à caridade, empregava grande parte dos seus ganhos para auxiliar os demais. Sabendo que muitos eram presos por causa de dívidas, passou a ir aos presídios, saldar as contas com o próprio dinheiro, libertar os encarcerados e ainda lhes arrumava um emprego.

Ela e seu marido fundaram muitos mosteiros, entre eles o de Trebnitz, na Polônia, do qual sua filha Gertrudes se tornou abadessa.

Henrique I construiu o Hospital da Santa Cruz em Breslau e Edwiges, um hospital para leprosos em Neumarkt, onde assistiram pessoalmente aqueles que sofriam desta doença. A santa também costumava ir à Igreja descalço na neve, mas levava os sapatos na mão para colocá-los imediatamente se encontrasse alguém.

Viu seis de seus sete filhos falecer e também seu marido, vítima de uma doença contraída após ser mantido como prisioneiro de guerra. Quando Henrique I morreu, muitas religiosas choraram e Edwiges as confortou dizendo: “Por que se queixam da vontade de Deus? Nossas vidas estão em suas mãos e tudo que Ele faz é bem feito”.

Santa Edwiges tomou o hábito religioso de Trebnitz, mas prometeu continuar a gerir suas ações em favor dos necessitados. Deus lhe concedeu o dom da profecia e milagres. Foi quando operou muitos milagres em enfermos.

Ela amava muito Maria e, por isso, sempre carregava uma pequena imagem da Virgem em suas mãos. Quando morreu, em 15 de outubro de 1243, foi impossível tirar a imagem de suas mãos. Anos mais tarde, quando foram transladar seu corpo, encontraram a imagem empunhada e os dedos que a seguravam incorruptos.

Santa Edwiges foi canonizada em 1266, pelo Papa Clemente IV.

Por razão desta data, confira a seguir a oração à Santa Edwiges.

Ó Santa Edwiges, Vós que na Terra fostes o amparo dos pobres, a ajuda dos desvalidos e o socorro dos endividados, no Céu agora desfrutais do eterno prêmio da caridade que em vida praticastes, suplicante Te peço que sejais a minha advogada, para que eu obtenha de Deus o auxílio que urgentemente preciso...

(Fazer o pedido da graça que urgentemente precisa)

Santa Edwiges, protetora dos endividados, aumentai minha confiança na providência divina para que não falte o pão de cada dia, e que no final do mês não falte o necessário, para que eu possa dar aos meus familiares saúde, educação e dignidade na moradia.

Santa Edwiges intercedei por mim para que eu consiga o equilíbrio na vida financeira e o discernimento nos negócios. Ajudai-me a superar os problemas financeiros, que eu não me iluda com o dinheiro fácil, que eu não seja conivente com a corrupção, propina. Dai equilíbrio na vida financeira.

Alcançai-me também, Santa Edwiges, a suprema graça da salvação eterna.

Santa Edwiges, rogai por nós!


Fonte: ACI digital



Santa Missa não é hora de “socializar”


Creative Commons
Redação da Aleteia | Out 13, 2019

O sentido da liturgia é nos voltar a Deus, não a nós mesmos

São diversas e frequentes as dúvidas apresentadas por leitores católicos, em diversos sites e grupos ligados à Igreja, sobre os momentos assim chamados “de socialização” entre os fiéis que participam da Santa Missa: cumprimentos, abraço da paz, conversas, risos, aplausos e uma relevante lista de atos e gestos perfeitamente normais, mas não necessariamente adequados ao que é uma Santa Missa.

O site do Pe. Paulo Ricardo, por exemplo, ofereceu aos leitores, em abril, o artigo “‘Socializar’ sim, mas não na Missa“, que é tradução de um texto de Peter Kwasniewski ressaltando a finalidade principal da liturgia da Igreja: a honra e a glória de Deus e, com isso, a santificação da nossa alma, levando-nos a uma intimidade sempre mais profunda com Jesus Cristo. Essa finalidade já favorece a fraternidade entre os homens, até porque ela própria cria essa fraternidade: é na adoração em comum do Pai, através do Filho, em união com o Espírito Santo, que os homens são de fato irmãos.

Falsa “fraternidade”

A própria noção contemporânea de “fraternidade” é incoerente, pois foi descontextualizada e separada da sua fonte, que é precisamente o fato de sermos irmãos porque filhos do único Deus. O laicismo tenta negar o Pai, mas, ao mesmo tempo, manter laços artificiais de uma fraternidade que não tem base: é fictícia, meramente formal, rasa de conteúdo.

Essa falsa fraternidade é a mesma que leva certas correntes ditas “progressistas” a questionarem a ênfase na transcendência da liturgia, dizendo que ela “negligencia” o seu caráter comunitário e “social”. Acontece que a liturgia da Santa Missa não foca nas pessoas ali presentes, que certamente têm grande importância e altíssima dignidade, mas sim na ação de Cristo, Sumo Sacerdote e Cabeça do Seu Corpo Místico, por meio do sacerdote ordenado. Aliás, mais precisamente, o sacerdote é, durante a celebração da Santíssima Eucaristia, o próprio Cristo, que Se entrega por nós.

A liturgia nos volta a Deus, não a nós mesmos

É evidente que a liturgia é realizada normalmente ao lado de outros fiéis, irmãos nossos, mas esse grupo de irmãos não está ali reunido para se voltarem uns aos outros, mas para se elevarem à presença de Deus a fim de adorá-Lo, agradecer-Lhe, apresentar-Lhe as suas ofertas e pedir-Lhe a Sua graça. O culto a Deus, pelo próprio fato de que Ele é Deus, nos convida naturalmente a maravilhar-nos, a nos enchermos de senso de sublimidade e mistério, de adoração, reconhecimento e gratidão, de purificação e experiência de misericórdia.

Só esta consciência já deveria bastar para esclarecer que a liturgia não é “uma reunião para acenar aos circundantes, compartilhar notícias, apertar-lhes as mãos, ‘dialogar’ de improviso com um padre“, como enumera o artigo acima mencionado. Esses momentos têm o seu lugar e momento, certamente, mas o momento é antes ou depois da Missa, não durante ela, e o lugar não é o local de culto, que deve não apenas preservar o ambiente de recolhimento, mas fomentá-lo.

Em suma, a experiência de comunidade que é própria da liturgia é uma experiência de adoração em comum, com todos voltados ao sacrário, atentos às verdades divinas que estão sendo anunciadas e ao sacrifício divino que está sendo renovado.

O artigo de Peter Kwasniewski prossegue com observações semelhantes sobre o papel da palavra e da música:

“É inquestionável que nossas almas se elevam e a nossa consciência de unidade se fortalece na igreja quando, por exemplo, o povo responde dignamente e em uníssono na Missa, ou quando cantamos juntos músicas piedosas e ricas em doutrina, como são os cantos gregorianos, sempre recomendados pela Igreja. Tudo isso são formas apropriadas de nutrir e expressar a fé (…) Isso nos sugere também como não devem ser a palavra e a música na liturgia: a abordagem não pode ser do tipo ‘eu tenho de dizer ou cantar alguma coisa o tempo todo’, pois isso acaba se tornando uma espécie de agitação, que distrai e impede a espiritualidade”.

Um convite simples a resgatar o sentido da liturgia

É por isso que os sacerdotes e demais encarregados do ministério da liturgia devem privilegiar o silêncio, a meditação, a reflexão sobre os veneráveis textos legados a nós pela nossa fé e a escuta de cantos litúrgicos, especialmente gregorianos, que tenham mais doçura nos lábios e mais duradoura influência na mente. O ideal, reforça o autor, é “ter uma igreja em silêncio antes da Missa, uma santa quietude durante a Oração Eucarística e uma atmosfera de paz após a Missa para os que desejarem estender a sua ação de graças, com o celebrante dando primeiro o exemplo“. E arremata: “Ficar sentado e recolher-se durante cinco minutos com a mente em Deus é algo que exige e promove mais maturidade espiritual do que cantar durante uma hora“.

“‘Parai e sabei, conhecei que eu sou Deus, que domino as nações, que domino a terra!’. Conosco está o Senhor do universo! O nosso refúgio é o Deus de Jacó!” (Sl 45, 11-12)

Fonte: Aleteia



terça-feira, 15 de outubro de 2019

Que o debate sinodal deixe espaço à superabundância do Espírito


Papa Francisco acompanha trabalhos sinodais  (Vatican Media)

O Sínodo dos Bispos para a Amazônia prosseguiu na tarde desta terça-feira com a 12° Congregação Geral. Os padres sinodais presentes na Sala com o Papa Francisco eram 173. A partir de amanhã, se realizará um novo ciclo de Círculos menores, cujos relatórios serão apresentados à assembleia na tarde de quinta-feira, 17 de outubro.

Vatican News – Cidade do Vaticano

O mundo amazônico quer uma Igreja que seja sua aliada. Não se pode falar de pobres esquecendo o povo crucificado. Seria um pecado de indiferença ou de omissão. A Igreja é chamada a voltar a denunciar o grito do povo e da terra, partindo do Evangelho. Somente assim assumirá um rosto samaritano e missionário, em defesa dos últimos, sem ter medo da dimensão do martírio, porque “é melhor morrer pela vida do que viver pela morte”. O Sínodo continua o seu caminho e, em alguns pronunciamentos, foi pedido um ímpeto que deixe espaço à superabundância do Espírito, sem se fechar em soluções funcionais.

Não à vitimização, mais corresponsabilidade

Em algumas regiões mais vulneráveis da Amazônia, o povo muitas vezes se define abandonado, como, por exemplo, os meninos de rua. A Igreja é chamada a ajudá-los, a reforçar a sua autoestima evitando que caiam na vitimização, um risco que não resolve os problemas. É inegável que a região é vítima de abusos e ataques, mas é preciso ajudar os povos a se sentirem corresponsáveis pela construção do seu destino. Os fiéis, portanto, devem exigir direitos e assumir deveres para viver com simplicidade e esperança em caminho rumo ao Reino prometido por Deus aos seus filhos.

A fundamental contribuição da ciência para a proteção da Criação

O pedido de ajuda por parte do povo e da terra interpela todos. Os fiéis são chamados a reconhecer o valor de todas as criaturas. A vocação cristã, com efeito, impulsiona a cuidar da Casa Comum. Deve-se agir individual, comunitária e globalmente. Não é possível se desinteressar do futuro das próximas gerações. Proteger a Amazônia da destruição provocada pelos seres humanos é uma responsabilidade de toda a humanidade. Foi invocada uma resposta global também diante dos riscos que derivam das mudanças climáticas. Foi sugerida a criação de uma coordenação de cientistas e estudiosos de nível global que inclua também a contribuição da Pontifícia Academia das Ciências. Além disso, foi auspiciado um maior trabalho no âmbito da educação a fim de sensibilizar para o cuidado da Casa Comum. Também foi proposto um novo cânone – um cânone ecológico – dentro do Código de Direito Canônico relativo aos deveres dos cristãos em relação ao meio ambiente.

Tomar o largo rumo a uma profunda conversão ecológica

O apelo à Igreja é para tomar o largo, acolhendo o chamado a uma profunda conversão ecológica, sinodal e integral a Cristo e ao seu Evangelho. O convite é para caminhar unidos como uma família universal, na convicção de que a Amazônia não pertence aos Estados ou aos governos. Estes são os administradores e deverão prestar contas de sua atuação. É através do dom de si mesmo no cotidiano, por parte de leigos, consagrados e casados, que se forma uma verdadeira Igreja amazônica “sacramento” da presença de Cristo nesta região. Sente-se a exigência de uma espiritualidade e de uma teologia dos sacramentos capazes de se deixar interpelar por aquilo que as comunidades vivem e reconhecer os dons que estas receberam. A propósito, foi encorajado uma coordenação entre as igrejas locais, tomando como exemplo o trabalho desenvolvido pela Repam.  Foi evidenciada ainda a exigência de um diálogo intercultural inspirado pelo Espírito de Pentecostes. O convite é para sair de uma atitude de imposição ou de apropriação, abraçando uma “simetria de relações”. A humildade deve ser uma atitude de um diálogo fundado na convicção comum de ser corresponsáveis no cuidado da Casa Comum. Isto é, de que sozinhos é impossível, somente juntos. É urgente a construção de um “nós” inclusivo em que todas as pessoas, mesmo na diferença, são necessárias. Foi proposta a criação de processos de formação para um diálogo intercultural, em que as contribuições teóricas sejam corroboradas pela prática e pela reflexões.

O drama das comunidades sem sacerdotes

É importante olhar com realismo para o drama das muitas comunidades da Amazônia, cerca de 70%, visitadas por um sacerdote somente um ou duas vezes por ano. Estas são privadas dos sacramentos, da Palavra, das celebrações centrais para o cristianismo, como a Páscoa, Pentecostes e Natal. Há quem decide aderir a outras confissões para não ficar na condição de ovelha sem pastor. A Igreja não pode permanecer indiferente. Evocam-se escolhas corajosas, abertas ao Senhor, para que mande operários para a messe. É a Deus que se deve pedir soluções.

Missionariedade em saída, nos passos de Jesus

Todavia, resulta que hoje a paixão pela missão nas regiões mais remotas parece menos entusiasmante. Em várias zonas, a depredação é terrível, com grandes projetos minerários não sustentáveis que provocam doenças, narcotráfico, perda de identidade e doenças muitas vezes incuráveis. É preciso exortar a comunidade internacional a não investir em projetos industriais nocivos à saúde da região. A Amazônia precisa de missionários, os únicos sobre os quais os povos ainda depositam sua plena confiança. É preciosa a contribuição dada pelas equipes missionárias itinerantes inspiradas pelo estilo de Jesus, que levava a sua Palavra de vilarejo em vilarejo, sem parar, sem encontrar morada. Pede-se à Igreja que seja “em saída”, passando de uma pastoral de manutenção a uma pastoral criativa: com efeito, existem estruturas já superadas, que necessitam de atualizações: sejam estas animadas por uma consciência ecológica.  Tudo isso abre a novas formas ministeriais, em que o serviço de mulheres e jovens é fundamental. Não se pode ser “obsoletos” enquanto o mundo avança. O Evangelho, de fato, tem sempre algo de novo a dizer.

Migrantes nas cidades, retirados de seus territórios

A Igreja, de modo colegial e sinodal, é chamada a entrar no cotidiano do homem. Foi reproposto o tema dos migrantes, obrigados a abandonar suas comunidades de proveniência e estabelecidos nas cidades. Ali, local de contrastes políticos, econômicos, do vazio existencial e do individualismo exasperado, o indígena é um sobrevivente. Estar presente com o Evangelho é um dever. Portanto, a cidade é também local de missão e santificação. A recomendação é promover uma pastoral específica que considere os indígenas protagonistas. Levando em consideração a importância dada à terra na Bíblia, é preciso reiterar a gravidade de desarraigar um povo do próprio território. A defesa dos territórios é a pedra miliar para o bioma da Amazônia e dos estilos de vida dos povos tradicionais. Neste sentido, foi recomendada uma “defesa intransigente” dos povos indígenas. O direito à sua cultura, à sua teologia e à sua religião é uma riqueza a ser preservada no interesse de toda a humanidade. Por fim, foi evidenciado o problema da alimentação. A Amazônia, com as suas águas benéficas, poderia contribuir a reduzir a fome no mundo. 26% das águas do planeta, com efeito, provêm desta região. Eis então o convite a encorajar projetos sustentáveis. Também durante a 12° Congregação Geral, na segunda parte dedicada aos pronunciamentos livres, o Papa Francisco tomou a palavra. Aos padres sinodais foi exibido um vídeo sobre a iniciativa “Barco Hospital Papa Francisco”, inaugurada no mês de agosto e idealizada com a finalidade de levar o Evangelho e a assistência de saúde a centenas de milhares de habitantes no Estado do Pará, que vivem ao longo do Rio Amazonas e acessíveis somente por via fluvial.

15 outubro 2019

Fonte: ACI digital



Uma “flecha divina” marcou o coração de Santa Teresa D’Ávila e sua autópsia confirmou


REDAÇÃO CENTRAL, 15 Out. 19 / 06:00 am (ACI).- Santa Teresa D’Ávila (1515-1582), a primeira mulher Doutora da Igreja, relatou em seus escritos uma das experiências místicas que marcou profundamente seu coração. Este fato foi tão impactante que a levou a fazer um voto especial a Deus que a impulsionou em suas reformas, fundações e caminho de santidade.

A santa e escritora mística conta que certa vez viu á sua esquerda um anjo em forma humana. Era de baixa estatura e muito belo, seu rosto reluzia e deduziu que devia ser um querubim, um dos anjos de mais alto grau.

“Vi que trazia nas mãos um comprido dardo de ouro, em cuja ponta de ferro julguei que havia um pouco de fogo. Eu tinha a impressão de que ele me perfurava o coração com o dardo algumas vezes, atingindo-me as entranhas. Quando o tirava, parecia-me que as entranhas eram retiradas, e eu ficava toda abrasada num imenso amor de Deus”, descreveu Santa Teresa.

“A dor era tão grande que eu soltava gemidos, e era tão excessiva a suavidade produzida por essa dor imensa que a alma não desejava que tivesse fim nem se contentava senão com a presença de Deus”.

“Não se trata de dor corporal; é espiritual, se bem que o corpo também participe, às vezes muito. É um contato tão suave entre a alma e Deus que suplico à Sua bondade que dê essa experiência a quem pensar que minto”, explicou a Doutora da Igreja (O Livro da Vida 29,13).

Este tipo de vivência espiritual é chamado na Igreja como “transverberação”, que é a experiência mística de ser transpassado no coração causando uma grande ferida.

Mais tarde, buscando responder a este presente divino, Santa Teresa fez o voto de fazer sempre o que lhe parecesse mais perfeito e agradável a Deus. Foi assim que no resto de sua vida, a reformadora e fundadora carmelita se esforçou por cumprir perfeitamente este juramento.

Quando a santa partiu para a Casa do Pai, a autópsia revelou que no coração de Santa Teresa estava a cicatriz de uma grande e profunda ferida. Na família carmelita, a festa da “transverberação” de Santa Teresa de Jesus é celebrada no dia 26 de agosto.

Como legado, a Doutora da Igreja também deixou plasmada sua experiência mística na seguinte poesia de amor, intitulada “Meu Amado é para mim”:

Entreguei-me toda e assim
Os corações se hão trocado
Meu Amado é para mim,
E eu sou para o meu Amado.

Quando o doce Caçador
Me atingiu com sua seta,
Nos meigos braços do Amor
Minh'alma aninhou-se quieta.
E a vida em outra, seleta,
Totalmente se há trocado:
Meu amado é para mim,
E eu sou para meu Amado.

Era aquela seta eleita
Ervada em sulcos de amor,
E minha alma ficou feita
Uma com o seu Criador.
Já não quero eu outro amor,
Que a Deus me tenho entregado:
Meu Amado é para mim,
E eu sou para meu Amado.

Fonte: ACI digital



O dia em que Santa Teresa D’Ávila venceu o demônio com o poder da água benta


Santa Teresa D’Ávila / Crédito: Wikimedia Commons

REDAÇÃO CENTRAL, 15 Out. 19 / 07:00 am (ACI).- Santa Teresa D’Ávila é uma religiosa, mística e Doutora da Igreja do século XVI, que em suas memórias relatou como, após uma longa experiência, aprendeu que “não há coisa de que os demônios fujam mais, para não mais voltar, do que a água benta”.

O que não é tão conhecido são as experiências que a levaram a essa conclusão, que a santa descreve em sua autobiografia, o “Livro da vida”.

“Eu estava certa vez num oratório e me apareceu, do lado esquerdo, uma figura abominável; percebi especialmente a boca, porque falava: era horrível. Parecia que lhe saía do corpo uma grande chama, muito clara, sem nenhuma sombra. Disse-me, aterrorizando-me, que eu me livrara de suas garras, mas que voltaria a elas”, revelou Santa Teresa no início do capítulo 31 de sua obra.

Em seguida, assustada, tentar espantá-lo com o sinal da Cruz. O demônio a abandonou, mas logo voltou. Isso aconteceu várias vezes, até que notou que tinha água benta perto: “Isso me aconteceu por duas vezes. Não sabendo o que fazer, peguei da água benta que ali havia e lancei-a para onde essa figura se encontrava. Ela nunca mais voltou”.

Em outro momento, Santa Teresa escreveu que o demônio esteve cinco horas a atormentando “com dores e desassossegos interiores e exteriores tão terríveis que pensei não poder suportar. As pessoas que estavam comigo ficaram espantadas e não sabiam o que fazer, nem eu a que recorrer”.

A santa admitiu que só encontrou alívio depois de pedir água benta e jogá-la no local onde viu um demônio perto. É na explicação desse fato que é dada a conhecer a sua citação mais famosa.

“A partir de muitos fatos, obtive a experiência de que não há coisa de que os demônios fujam mais, para não mais voltar, do que da água benta. Eles também fogem da cruz, mas retornam. Deve ser grande a virtude da água benta”, assinalou.

Mais tarde, assegurou que conheceu o consolo da alma depois de tomar a água, o que lhe gerou “uma espécie de deleite interior” que a confortava.

“Não se trata de ilusão nem de coisa que só aconteceu uma vez, mas sim de algo frequente que tenho observado com cuidado. Digamos que seja como se a pessoa estivesse com muito calor e sede e bebesse um jarro de água fria, sentindo todo o seu corpo refrescar. Penso em quão importante é tudo o que a Igreja ordena, e alegra-me muito ver que tenham tanta força as palavras que comunica à água benta para que esta fique tão diferente da comum”, continuou.

Santa Teresa D’Ávila conta muitas outras histórias sobre o poder da água bento no restante do capítulo.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Teresa D’Ávila, Doutora da Igreja (15 de outubro)


REDAÇÃO CENTRAL, 15 Out. 19 / 05:00 am (ACI).- “Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa!  Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta”. Esta é provavelmente a frase mais conhecida no mundo de Santa Teresa D’Ávila (1515-1582), celebrada neste dia 15 de outubro pela Igreja Católica.

Teresa de Cepeda y Ahumada nasceu no dia 28 de março de 1515, em uma nobre família de Ávila, na Espanha, filha de Alonso Sánchez de Cepeda e Beatriz de Ahumada.

Aos 20 anos, decidiu-se pela vida religiosa, apesar da resistência de seu pai. Em sua biografia, diz que ela saiu de sua casa em uma manhã para entrar no mosteiro carmelita da Encarnação. Lá, viveu por 27 anos, com uma grande comunidade religiosa composta por cerca de 180 freiras, suportando e superando uma grave doença, que marcou sua vida.

Por volta dos 40 anos, Teresa sentiu o chamado que ficou conhecido como “experiência mística”, o que mudou o curso de sua vida. Aos 47 anos, começou uma terceira fase, empreendendo sua tarefa de fundadora andarilha.

As carmelitas, como a maioria das religiosas, tinham decaído muito do primeiro ardor no começo do século XVI. As religiosas podiam sair da clausura com o menor pretexto, de modo que o convento se converteu no lugar ideal para quem desejava uma vida fácil e sem problemas. As comunidades eram extremamente numerosas, o que era causa e efeito do relaxamento. Por exemplo, no convento de Ávila havia 140 religiosas.

Santa Teresa empreendeu o desafio de levar a cabo a iluminada ideia de fundar uma comunidade mais reduzida e reformada. A santa estabeleceu a mais estrita clausura e o silêncio quase perpétuo. O convento carecia de rendas e reinava nele a maior pobreza; as religiosas vestiam hábitos rudimentares, usavam sandálias em vez de sapatos (por isso foram chamadas descalças) e eram obrigadas à perpétua abstinência de carne.

Santa Teresa não admitiu no princípio mais do que 13 religiosas, mas logo aceitou que houvesse 21. Em 1567, o superior geral dos carmelitas, João Batista Loiro (Rossi), visitou o convento de Ávila e ficou muito satisfeito com o trabalho realizado ali pela santa. Assim, concedeu a esta plenos poderes para fundar outros conventos do mesmo tipo e até autorizou a fundar dois conventos de frades reformados (carmelitas contemplativos).

Caracterizada por sua simplicidade, prudência, amabilidade e caridade, Santa Teresa tinha uma profunda vida de oração e, em obediência a seu confessor, porque ela não era uma pessoa culta e se expressava com um castelhano singelo, escreveu suas visões e experiências espirituais. Essas obras são agora um grande presente para a Igreja.

Os escritos de Santa Teresa sublinham, sobretudo, o espírito de oração, a maneira de praticá-lo e os frutos que produz. Como a santa escreveu precisamente na época em que estava dedicada à difícil tarefa de fundar conventos de carmelitas reformadas, suas obras, prescindindo de seu conteúdo e natureza, dão testemunho de seu vigor, laboriosidade e capacidade de recolhimento.

Escreveu o “Caminho de Perfeição” para dirigir a suas religiosas e o livro das “Fundações” para animá-las e edificá-las. Quanto ao “Castelo Interior”, pode-se considerar que escreveu para a instrução de todos os cristãos.

Santa Teresa morreu nos braços da Beata Ana, em Alba de Tormes no dia 4 de outubro de 1582, pronunciando as palavras: “Sou filha da Igreja”. Sua canonização se realizou em 1622. Foi proclamada Doutora da Igreja em 27 de setembro de 1970 pelo Papa Paulo VI.

Fonte: ACI digital



Bebê resistiu a aborto na 26ª semana, foi batizada de urgência e ainda comove país


Facebook-Erwin Bazan Gutierrez
Redação da Aleteia | Out 14, 2019

Filha de uma menina estuprada aos 14 anos, Victoria nasceu pesando só 1 quilo e conquistou o amor de uma nação

Uma adolescente de 14 anos, cuja identidade foi preservada, estava na 26ª semana de uma gestação decorrente de estupro quando se submeteu a um aborto legal na Bolívia, onde a prática é permitida em casos de violação sexual e quando a gravidez coloca a vida da mãe em risco.

O aborto seria realizado num hospital de Santa Cruz de la Sierra, mas o caso chamou a atenção dos médicos porque a gestação estava muito avançada: por ocasião da primeira consulta, ela estava na 23ª semana. Eles então explicaram à jovem gestante que consideravam mais indicado manter a gravidez, tanto da perspectiva da sua segurança quanto com base no direito à objeção de consciência. A adolescente, porém, em quadro de depressão, quis dar andamento aos preparativos para o aborto, que acabou sendo ordenado pelo diretor médico do hospital, Federico Urquizo.

Três semanas depois, o procedimento começou a ser realizado mediante a administração de medicamentos, por via oral e vaginal, que expulsariam o feto, conforme determina a legislação boliviana. Entretanto, os médicos já tinham adiantado que, por conta do desenvolvimento avançado da gestação, havia boas chances de o bebê sobreviver.

E foi o que aconteceu. O aborto acabou dando espaço ao parto de emergência de uma menina que nasceu pesando 1,1 kg e cujo nome foi o mesmo tantas vezes escolhido em casos semelhantes: Victoria. A recém-nascida foi batizada no hospital, também em caráter de emergência, por um padre da paróquia à qual pertence o centro médico.

Um país em comoção

O caso de Victoria reacendeu a luta pela vida na Bolívia, com a Igreja e representantes da sociedade civil lançando a campanha “Todos por Victoria”, visando prestar apoio à recém-nascida e à sua família. A campanha também valoriza a atitude dos médicos que, a princípio, se recusaram a fazer o aborto legal.

O porta-voz da arquidiocese de Santa Cruz, Erwin Bazán, contou via Facebook:

“Com alegria e esperança, anuncio que, devido ao seu delicado estado de saúde, Victoria recebeu nesta tarde o Batismo de Emergência na Unidade de Terapia Neonatal do Hospital da Mulher Percy Boland. O padre (Enrique Jordá) me perguntou se podia ser o padrinho da pequena e aceitei em meu próprio nome, mas também em nome de todos os que estão rezando por Victoria e por aqueles que doam generosamente os seus esforços para defender a vida de todos os nascituros em nosso país. Eu sou, por isso, o padrinho de Victoria! Confesso que, por causa do seu nascimento prematuro, pensei que estaria muito mais quietinha, mas Victoria se mexia bastante – e o movimento é vida; podemos ver a guerra que ela está lutando porque quer viver!”

No dia seguinte ao batismo, Bazán acrescentou que uma tia da jovem mãe tinha se prontificado a assumir os cuidados da bebê.

“Hoje falei com Rosmery, a tia que quer assumir a Victoria. Fiquei feliz em conhecê-la. Ela agradece pelas orações de todos vocês em favor da saúde de Victoria e tem a fé de que ela vai superar essa etapa delicada. Pude ver que ela tem sentimentos muito nobres. Eu me coloquei à disposição para o que ela precisar. Acho que a beleza disso tudo é que a Victoria ganhou o carinho de todos. É incrível ver tantas pessoas querendo ajudar. Tenho certeza de que, quando a Victoria vencer esta etapa, acharemos todos juntos o jeito de garantir que não falte nada a ela, começando pelo amor”.

Ele ainda esclareceu que as ajudas se estenderam à menina-mãe e completou:
“Estamos acompanhando, com todos os meios necessários, a menor que foi vítima de estupro”.

Fonte: Aleteia



Oração oficial à Santa Dulce dos Pobres


Antoine Mekary | ALETEIA

Redação da Aleteia | Out 14, 2019

"Dai-nos idêntico amor pelos necessitados…"

A religiosa baiana Irmã Dulce foi canonizada pelo Papa Francisco no dia 13 de Outubro de 2019. Ela passou a se chamar Santa Dulce dos Pobres e é a primeira santa nascida no Brasil.

Em 2011, quando foi beatificada, Irmã Dulce ganhou uma oração oficial, que agora passou por pequenas mudanças, como a troca do termo “Bem-Aventurada” por “santa”.

A oração foi composta pelo então Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella, e destaca a importância do amor e do cuidado para com os pobres e excluídos – o grande legado do “Anjo Bom da Bahia”.

Oração de Santa Dulce dos Pobres 

Senhor nosso Deus,
lembrados de vossa filha,
a santa Dulce dos Pobres,
cujo coração ardia de amor por vós e pelos irmãos,
particularmente os pobres e excluídos,
nós vos pedimos:
dai-nos idêntico amor pelos necessitados;
renovai nossa fé e nossa esperança
e concedei-nos, a exemplo desta vossa filha,
viver como irmãos,
buscando diariamente a santidade,
para sermos autênticos discípulos missionários
de vosso filho Jesus.
Amém.

Fonte: Aleteia



segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Sínodo Amazônico: valorizar os carismas dos fiéis leigos, longe do clericalismo


Papa Francisco no intervalo da Congregação Geral

Com a 10° Congregação Geral, realizada na tarde de 14 de outubro, prosseguem os trabalhos do Sínodo Especial Pan-amazônico, em andamento no Vaticano até 27 de outubro. Os padres sinodais presentes na Sala eram 177, na presença do Papa Francisco.

Vatican News – Cidade do Vaticano

Repensar as ministerialidades da Igreja à luz dos parâmetros da sinodalidade: este é um dos desafios da Igreja na Amazônia para que seja sempre mais Igreja da Palavra. Este foi o teor de alguns pronunciamentos feitos na tarde de hoje na Sala do Sínodo. A Palavra de Deus é presença ativa e misericordiosa, educativa e profética, formativa e performativa, interpelante no âmbito da ecologia integral e sinal de empenho social, econômico, cultural e político para o desenvolvimento de um novo humanismo. São necessários novos ministros da Palavra, inclusive mulheres, para dar novas respostas aos desafios contemporâneos e é preciso investir nos leigos bem preparados que, em espírito missionário, saibam levar o anúncio do Evangelho a todos os lugares da Amazônia. Além disso, uma formação adequada dos leigos engajados é fundamental também para o nascimento de novas vocações.

O papel dos fiéis leigos e das mulheres

Uma Igreja ministerial, foi dito ainda na Sala, precisa que sejam melhor expressos e valorizados os carismas dos fiéis leigos, graças aos quais se manifesta a face da Igreja em saída, longe do clericalismo. Um pronunciamento, em especial, sugere que a questão dos assim chamados viri probati e da ministerialidade feminina sejam tratados numa Assembleia sinodal ordinária, porque são temas de alcance universal. Outra fala aconselha que, antes dos viri probati presbiteri, se pense nos viri probati diaconi: o diaconato permanente, com efeito, pode representar um verdadeiro laboratório para ter homens casados no sacramento da Ordem. Em particular para o tema feminino, entre as colocações dos auditores se sugere que sejam instituídos ministérios não ordenados para as mulheres leigas, entendendo o próprio ministério como um serviço, de modo a garantir em todo o território pan-amazônico a dignidade e a igualdade feminina. Esses ministérios poderiam ser, por exemplo, o da celebração da Palavra ou das atividades sócio-caritativas.

Proteção dos menores e dos adultos vulneráveis

Depois, houve espaço para a proteção dos menores e dos adultos vulneráveis na Amazônia: a terrível chaga da pedofilia e dos abusos sexuais requer, de fato, que a Igreja seja sempre vigilante e corajosa. O maior desafio, destacou-se, é a transparência e a responsabilidade diante desses crimes, para que possam ser prevenidos e combatidos. O tema da exploração sexual juvenil foi citado também em outras ocasiões: as redes criminosas – foi dito – roubam a infância das crianças, tornando-as vítimas, por exemplo, do tráfico de órgãos. As cifras são dramáticas: em 2018, somente no Brasil, foram contabilizados 62 mil casos de estupro. E se trata de uma das cifras mais altas da região amazônica. Na base disso tudo, existem seja graves desigualdades econômicas, seja carências de ações governamentais locais e internacionais capazes de combater esses delitos. Foi feito então um apelo para uma maior obra de prevenção no setor, com a ajuda das Conferências episcopais e das Congregações religiosas. A atenção aos menores e às mulheres foi reiterada também para exortar a luta contra o tráfico de pessoas: as vítimas deste drama estão entre as mais desumanizadas do mundo. Por isso, se pede que, através do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, as grandes empresas respeitem as normas internacionais sobre o tráfico e que sejam instituídas Comissões pastorais especiais para enfrentar o tráfico de pessoas.

Pastoral vocacional e Pastoral juvenil

Foi ressaltada ainda a importância da Pastoral vocacional: destaca-se que esta não pode faltar na obra de evangelização e deve ser acompanhada de uma Pastoral juvenil que seja, ao mesmo tempo, chamada e proposta de um encontro pessoal com Cristo. Os jovens que querem seguir Jesus, foi dito na Sala, devem ser amparados por uma formação adequada, através de um testemunho de vida santo e engajado. Os sacerdotes, portanto, deverão ser capazes de compreender profundamente as exigências da Amazônia: a catequese não pode ser demasiada acadêmica, mas ser feita com espírito missionário e coração de pastor.

O recurso primário da água

Destacou-se também a importância da formação catequética à ecologia integral, em particular para a proteção e a salvaguarda da água, recurso primário e fonte de vida. O cuidado dos recursos hídricos – tema enfrentado ainda nos pronunciamentos de auditores e convidados especiais – é fundamental: todos os dias, com efeito, milhares de crianças no mundo morrem por doenças relacionadas à água e milhões de pessoas sofrem por problemas hídricos. Como disse o Papa Francisco em diversas ocasiões, a próxima guerra mundial será ligada à água. Portanto, precisa-se de uma urgente conscientização global para a proteção da casa comum e a reconciliação com a Criação, sinal da presença de Deus. Mais tarde é demasiado tarde, foi dito na Sala. A exortação a uma “conversão ecológica” diz respeito também à dimensão ética dos estilos de vida atuais, muitas vezes marcados pela tecnocracia e pela maximização do lucro como objetivo absoluto, em detrimento de uma visão do homem como ser humano integral.

O desafio da comunicação
Em sintonia com o que foi dito na 9° Congregação Geral, a Sala voltou a refletir sobre o tema da comunicação: através dos meios de comunicação de massa – afirmou-se –, é preciso abrir-se aos comunicadores de todas as culturas e de todas as línguas, de modo a reforçar os povos amazônicos. As mídias da Igreja, portanto, devem ser um espaço para consolidar os conhecimentos locais, através inclusive da formação de comunicadores indígenas e camponeses. Entre as reflexões dos padres sinodais, esteve também a defesa dos povos indígenas, a ser levada avante, por exemplo, por meio da educação ou de pequenos projetos de desenvolvimento social. Muitas vezes excluídas da sociedade, de fato, as populações originárias não devem ser vistas como “incapazes”, mas protagonistas, e devem ser ouvidas, compreendidas e acolhidas. Depois, foi relançada a exortação para promover a vida consagrada feminina nos contextos periféricos urbanos da Amazônia, onde vivem os “invisíveis”, aqueles que não têm voz nem direitos. Eis então o convite para que as Comissões de justiça e paz e de direitos humanos possam cooperar mais entre si, em nome da defesa da vida do homem e do planeta.

A reflexão do Papa
No encerramento da Congregação, o Papa Francisco tomou a palavra, voltando a refletir sobre alguns temas que emergiram durante os trabalhos e evidenciando alguns aspectos que mais o impressionaram.

14 outubro 2019

Fonte: Vatican News



Encontram mais de 160 restos fetais em carro de médico abortista


Imagem referencial / Crédito: Unsplash

Illinois, 14 Out. 19 / 11:30 am (ACI).- Nesta semana, foram encontrados mais restos fetais em um carro do médico abortista de Indiana (Estados Unidos), Ulrich Klopfer, depois que, em setembro, a polícia encontrou 2.246 restos fetais medicamente preservados em sua casa.

Na quarta-feira, 9 de outubro, a polícia do condado de Will descobriu mais 165 restos fetais no veículo que estava estacionado em um terreno fechado em uma propriedade comercial em Dolton, Illinois. Acredita-se que os restos sejam provenientes de abortos realizados em 2002.

Segundo um comunicado do escritório do procurador-geral de Indiana, os investigadores encontraram oito carros pertencentes a Klopfer e descobriram, no porta-malas de um dos veículos, cinco sacolas plásticas e uma caixa contendo os restos mortais.

“A descoberta de restos fetais que o Dr. Klopfer acumulou para sua coleção grotesca é apenas mais uma razão pela qual precisamos aprovar a Lei de Dignidade para Crianças Abortadas, o que garantiria que os restos de crianças abortadas recebam o enterro adequado e o respeito que merecem, e que descobertas horríveis como esta não voltem a acontecer”, disse o senador Mike Braun, em comunicado à CNA – agência em inglês do Grupo ACI.

A Dignity for Aborted Children Act ou Lei da Dignidade para Crianças Abortadas foi co-patrocinada por vários membros no Senado.

Klopfer havia realizado serviços de aborto obstétricos, ginecológicos e cirúrgicos em clínicas em Fort Wayne, Gary e South Bend, Indiana. Estima-se que abortou mais de 30 mil crianças em um período de 40 anos.

Sua licença médica foi suspensa pelo estado de Indiana em 2015 e por tempo indeterminado em 2016, depois de inúmeras denúncias terem sido feitas contra ele. Admitiu ter realizado abortos em duas meninas de 13 anos e não relatou os casos ao Estado de maneira oportuna. A junta médica do Estado informou que sua clínica em Fort Wayne estava "deteriorada" e cobrou a mais aos pacientes adultos por medicamentos para a dor.

Também admitiu ter realizado um aborto em uma menina de 10 anos de Illinois, que tinha sido estuprada por seu tio, enquanto ainda não havia denunciado o caso às autoridades.

Klopfer morreu em 3 de setembro e, nove dias depois, as autoridades do condado de Will foram alertadas pela família sobre a descoberta de restos fetais em sua residência.

Os restos mortais estavam armazenados em caixas datadas entre 2000 e 2002, período em que Klopfer era proprietário e gerenciava três clínicas de aborto em Indiana. O Bispo de Fort Wayne-South Bend, Dom Kevin Rhoades, ofereceu enterrar os restos fetais em um cemitério católico de sua diocese.

Desde então, o procurador-geral de Indiana, Curtis Hill, anunciou que está trabalhando com o procurador-geral de Illinois, Kwame Raoul, para investigar o caso.

"Lamentamos que os pequenos tenham tido a sua própria humanidade negada e que as mães tenham sido obrigadas a reviver o trauma sofrido pelas mãos de Klopfer, perguntando-se se seu filho está entre a sua coleção de corpos”, disse Sue Swayze Liebel, diretora de políticas estatais do grupo pró-vida Susan. B. Anthony List.

O promotor Hill disse que "o protocolo estabelecido para lidar com essas circunstâncias inquietantes" se aplicará aos restos recém-descobertos e que o escritório trabalhará para garantir "que esses nascituros recebam um tratamento final respeitoso aqui em Indiana".

Além de apresentar o projeto de lei no Senado, dois senadores pediram assistência ao escritório do procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, na atual investigação multiestatal sobre Klopfer, junto com 65 membros na Câmara de Representantes.

A Casa Branca também solicitou uma "investigação completa" do caso.

Fonte: ACI digital



Qual é a opinião do Cardeal Ouellet sobre os viri probati?


Cardeal Ouellet e o seu livro. Fotos: Daniel Ibáñez-ACI Prensa / Edições Cristo Rei

Vaticano, 14 Out. 19 / 02:30 pm (ACI).- O Cardeal Marc Ouellet, Prefeito da Congregação para os Bispos, fez uma defesa do celibato sacerdotal afirmando que: “Jesus é celibatário. Não é casual, não é por acaso”.

Assim expressou durante uma entrevista ao programa "Cara a cara", conduzido pelo diretor do Grupo ACI, Alejandro Bermúdez, que será transmitido em breve por EWTN, para falar sobre seu livro "Os amigos do Esposo. Por uma visão renovada do celibato sacerdotal”, publicado em português por Edições Cristo Rei e apresentado em Roma, em 3 de outubro, alguns dias antes da abertura do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia.

Na entrevista, o Cardeal Ouellet explica que Jesus “vinha como representante do Pai, de Deus e no mistério da aliança e nele entende-se com o símbolo nupcial, a aliança de Deus com a humanidade. Pensemos no Cântico dos Cânticos, que é a chave para a interpretação de toda a Bíblia”.

“Jesus é o esposo, por isso o título do meu livro é 'Amigos do Esposo' falando dos sacerdotes. Como São João Batista, que se apresenta como amigo do esposo. Ele deve crescer e eu diminuir. E assim deve ser a hospitalidade do sacerdote, não se expor e querer utilizar o ministério para suas vantagens pessoais. Isso é o clericalismo, diz o Papa e denuncia estas atitudes”.

Enfatizou que “o vínculo entre o sacerdócio e o celibato é muito próximo. Não é um dogma declarado, mas é o direito que Jesus estabeleceu chamando os apóstolos consigo para o ministério”.

Nesse sentido, insistiu que “a tradição latina sempre manteve essa opção de que os sacerdotes sejam escolhidos entre aqueles que têm o carisma do celibato, porque o celibato é uma confissão de fé, não é apenas uma disciplina. Se aceito seguir Jesus, é porque me chamou e reconheço quem é Ele”.

O Cardeal assinalou que se Jesus, em vez de filho de Deus, fosse um profeta que tivesse fundado uma nova seita, seria um pouco seguido “e depois o abandonariam. Mas se é o filho de Deus que veio à terra como o único salvador, tem o direito de dizer: ‘renunciem a tudo, porque eu tenho muito mais e muito melhor para lhes oferecer para contribuir com a humanidade’”.

"O estilo de vida e o estado de vida de um celibatário é uma confissão de fé em quem é Jesus", ressaltou. “Na vida do sacerdote celibatário há muita alegria, algumas lutas, talvez algumas dificuldades que podem ser mais ou menos graves, mas há a graça do Senhor, a misericórdia que volta a levantá-lo e levá-lo adiante, como o Papa Francisco nos insiste constantemente”.

Na entrevista, o Cardeal Ouellet também refletiu sobre o debate dentro do Sínodo da Amazônia sobre os viri probati, idosos de comprovada virtude que poderiam ser ordenados para distribuir os sacramentos em áreas remotas da Amazônia, onde os sacerdotes não chegam.

Assinalou que "sacerdotes casados existem ​​na Igreja Católica, nos ritos orientais, melquitas, maronitas, ucranianos". No entanto, afirmou que não acredita que ordenar viri probati seja a solução e, em vez disso, sugeriu centrar-se mais "em promover vocações para a vida consagrada, a vida sacerdotal, criando instituições e seminários".

"Pessoalmente, acredito que a prioridade deve estar na cultura vocacional e não na busca de uma alternativa rápida à falta de sacerdotes em comunidades distantes". “Se for feita uma exceção para a Amazônia, porque há 3 milhões de fiéis que estão dispersos em uma imensidão, então, o que seria da imensidão na África, na Austrália e na Oceania? Se devemos discutir sobre isso, deveria ser uma discussão mundial, não para um canto do planeta”.

Do mesmo modo, enfatizou a necessidade do sacerdócio no mundo de hoje, no qual o secularismo está causando grandes estragos. "Quanto menos fé, maior a necessidade de sacerdotes", defendeu. "Porque são administradores de sinais e ritos que são anunciadores do Evangelho".

O Cardeal Ouellet também ressaltou que o sacerdócio hoje "é mais necessário do que nunca", precisamente porque se perdeu "o sentido da vida. Com o aborto, as crianças são eliminadas. Com a eutanásia, os idosos e os doentes são eliminados. Quando não existe Deus no conjunto, o homem se torna deus e julga a vida e decide quem pode ou não viver. É uma cultura perigosa na qual rege o direito do mais forte”.

Os interessados em adquirir o livro do Cardeal Ouellet sobre o celibato, podem acessar o site das edições Cristo Rei em:

https://edicoescristorei.com.br/livros/amigos-do-esposo-por-uma-visao-renovada-do-celibato-sacerdotal/

Fonte: ACI digital



Hoje a Igreja celebra São Calisto I, o Papa das Catacumbas (14 de outubro)


REDAÇÃO CENTRAL, 14 Out. 19 / 05:00 am (ACI).- São Calisto I é famoso pelas Catacumbas romanas que levam o seu nome e que ele organizou. Neste local estão enterrados muitos mártires dos primeiros séculos. A festa deste grande Papa é celebrada neste dia 14 de outubro.

Diz-se que São Calisto era escravo nas minas e que, ao recuperar sua liberdade, entregou-se por completo à fé e a compartilhá-la com seus vizinhos.

São Zeferino o tornou seu homem de confiança e o encarregou das catacumbas, que têm 4 andares sobrepostos e mais de 20 quilômetros de corredores.

Quando o Papa Zeferino morreu em 217, Calisto foi eleito pelo povo de Roma como Sumo Pontífice e teve que sofrer com paciência a oposição de um tal Hipólito, que rejeitava que um pecador poderia retornar à Igreja se fizesse penitências e deixasse suas maldades.

Quando foi preso pelas perseguições, foi levado a um calabouço escuro sem comida. Tempos depois, encontraram-no tranquilo e perguntaram-lhe como conseguia não se desesperar. Então, ele respondeu:

“Acostumei meu corpo a passar dias e semanas sem comer nem beber, e isso por amor e meu amigo Jesus Cristo, assim, já sou capaz de resistir sem me desesperar”.
O chefe romano mandou que o jogassem em um poço fundo e que a boca deste poço fosse coberta com terra e escombros. Mais tarde, neste local foi erguida a Igreja de Santa Maria em Trastevere.

Fonte: ACI digital



domingo, 13 de outubro de 2019

Domingo de Círio teve multidão de cerca de 2 milhões de pessoas em Belém do Pará


A procissão percorreu 3,7 km em avenidas da cidade por pouco mais de quatro horas e meia, terminando trinta minutos antes do previsto. A imagem chegou à Praça Santuário, na av. Nazaré, às 11h29.

Por Taymã Carneiro, Caio Maia, Andréa França, G1 PA — Belém

13/10/2019 12h25  Atualizado há 6 horas


Círio 2019: 2 milhões de fiéis participaram 
da romaria — Foto: Tarso Sarraf

Considerada uma das maiores manifestações católicas do mundo, o Círio de Nazaré reuniu uma multidão pelas ruas de Belém do Pará. Foram cerca de dois milhões de fiéis, acompanhando a Grande Romaria neste domingo (13). A procissão percorreu 3,7 km em avenidas da cidade por pouco mais de quatro horas e meia, terminando trinta minutos antes do previsto. A imagem chegou à Praça Santuário, na av. Nazaré, às 11h29.

Diversas homenagens, demonstrações de fé e devoção à Nossa Senhora de Nazaré marcaram a manhã deste domingo. Romeiros na corda; 'promesseiros' carregando objetos representando graças alcançadas; voluntários ajudando quem precisa; pessoas doando água. A energia do Círio envolve as pessoas em nome do amor ao próximo e à fé.

Ainda de madrugada, os fiéis faziam vigília na Catedral da Sé, onde a imagem peregrina fica, após a Trasladação, que reuniu 1,4 milhão de pessoas na noite de sábado (12). Às 5h30, começou a missa campal, presidida por Dom Giovanni D’Aniello, núncio apostólico no Brasil, convidado pelo Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa.

Círio 2019 - Imagens áereas da procissão — Foto: Tarso Sarraf/Arquivo Pessoal

Após a missa, a procissão saiu às 7h da Catedral, no bairro da Cidade Velha, e seguiu pela av. Boulevard Castilhos França; av. Presidente Vargas; av. Nazaré; até a Basílica Santuária. Durante o percurso, fiéis coloriam a passagem da berlinda com chuvas de papel picado; e com as mãos apontadas para à Nossa Senhora, as pessoas rezavam suas preces e agradeciam. Os olhos, muitas vezes, cheios de lágrimas diante da berlinda decorada com cerca de 15 mil cravos, hortênsias e orquídeas vermelhas.

A romaria reúne importantes símbolos como a berlinda; a corda de 400 metros, divididas em cinco estações e dois núcleos; e os treze carros de promessa conduzidos por estudantes.Na metade do caminho, por volta das 9h30, a corda foi cortada e fiéis disputaram um pedaço do símbolo de fé. A romaria seguiu com estações desatreladas, causando tristeza em quem queria estar ligado à imagem até o final da procissão.

Romeira percorreu o Círio de joelhos e respira com alívio ao final da procissão: "pela saúde do meu pai, faria tudo de novo". — 
Foto: Andréa França / G1

Muitos romeiros, cheios de devoção, ainda percorrem o Círio de joelhos. A sensação de ir da Catedral até a Basílica é expressa em palavras de gratidão e sensação de ação de fé cumprida. "Não tenho palavras, só tenho a agradecer, fiz isso pela saúde do meu pai e faria tudo de novo", disse a romeira Fernanda Silva. Outra romeira veio de João Pessoa ao Círio de Nazaré para agradecer pela saúde da filha: "é a primeira vez que eu venho depois que eu pedi à Nossa Senhora que curasse a minha filha de toda enfermidade, porque ela tinha um problema no nariz e não conseguia respirar, mas eu pedi com muita fé e ela não precisou mais ser operada", contou Selma.

As procissões do Círio chamam atenção pela quantidade de pessoas nas ruas e a devoção que toma conta da cidade. Em 2014, a organização do Círio recebeu, oficialmente, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o certificado de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade do Círio de Nazaré.

Fonte: G1





Hoje começa a novena a São João Paulo II, o Papa da Família (13 de outubro)


REDAÇÃO CENTRAL, 13 Out. 19 / 07:00 am (ACI).- “Invoquemos juntos a Sagrada Família; imploremos, em particular, a ajuda da Virgem santíssima para que todas as famílias do mundo sejam profundamente consciente de sua grande vocação”, disse certa vez São João Paulo II, conhecido como o Papa peregrino e chamado “o Papa da Família” pelo Papa Francisco.

Próximos da festa litúrgica de São João Paulo II, que é celebrada em 22 de outubro, apresentamos a seguir uma novena para pedir a intercessão daquele que deu início à Jornada Mundial da Juventude e viajou por muitos países do mundo, buscando a paz entre as nações.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Oração de São João Paulo II pela família

Ó Deus, de quem procede toda a paternidade no céu e na terra. Pai, que és amor e vida, faze que cada família humana sobre a terra se converta, por meio de Teu Filho, Jesus Cristo, nascido de mulher e mediante o Espírito Santo, fonte da caridade divina, em verdadeiro santuário da vida e do amor para as gerações que sempre se renovam.

Faze que tua graça guie os pensamentos e as obras dos esposos para o bem de suas famílias e de todas as famílias do mundo.

Faze que as jovens gerações encontrem na família apoio para sua humanidade e para seu crescimento na verdade e no amor.

Faze que o amor reafirmado pela graça do sacramento do matrimônio, se revele mais forte que qualquer debilidade a qualquer crise, pelas quais às vezes passam nossas famílias.

Faze, finalmente, Te pedimos por intercessão da Sagrada Família de Nazaré, que a Igreja, em todas as nações da Terra, possa cumprir frutiferamente sua missão na família e por meio da família. Tu, que és a vida, a verdade e o amor, na unidade do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Medita-se a reflexão de cada dia (confira abaixo)

Oração a São João Paulo II

Ó São João Paulo, da janela do céu, dá-nos a tua bênção!

Abençoa a Igreja, que tu amaste, serviste e guiaste, incentivando-a a caminhar corajosamente pelos caminhos do mundo, para levar Jesus a todos e todos a Jesus!

Abençoa os jovens, que também foram tua grande paixão. Ajuda-os a voltar a sonhar, voltar a dirigir o olhar ao alto para encontrar a luz que ilumina os caminhos da vida na terra.

Abençoa as famílias, abençoa cada família! Tu percebeste a ação de Satanás contra esta preciosa e indispensável faísca do céu que Deus acendeu sobre a terra. São João Paulo, com a tua intercessão, protege as famílias e cada vida que nasce dentro da família.

Roga pelo mundo inteiro, ainda marcado por tensões, guerras e injustiças. Tu te opuseste à guerra, invocando o diálogo e semeando o amor; roga por nós, para que sejamos incansáveis semeadores de paz.

Ó São João Paulo, da janela do céu, onde te vemos junto a Maria, faz descer sobre todos nós a bênção de Deus! Amém.

Menciona-se as intenções da novena e, em seguida, reza-se três vezes Pai Nosso, Ave Maria e Glória.

Oração de São João Paulo II à Virgem Maria (Evangelium Vitae)

Ó Maria, aurora do mundo novo, Mãe dos viventes, confiamo-Vos a causa da vida: olhai, Mãe, para o número sem fim de crianças a quem é impedido nascer, de pobres para quem se torna difícil viver, de homens e mulheres vítimas de inumana violência, de idosos e doentes assassinados pela indiferença ou por uma suposta compaixão.

Fazei com que todos aqueles que creem no vosso Filho saibam anunciar com desassombro e amor aos homens do nosso tempo o Evangelho da vida.

Alcançai-lhes a graça de o acolher como um dom sempre novo, a alegria de o celebrar com gratidão em toda a sua existência, e a coragem para o testemunhar com laboriosa tenacidade, para construírem, juntamente com todos os homens de boa vontade, a civilização da verdade e do amor, para louvor e glória de Deus Criador e amante da vida. Amém.

Primeiro dia: Luzes e sombras da família na atualidade (Familiares Consortio 9)

Todos devemos opor-nos com uma conversão da mente e do coração, seguindo a Cristo Crucificado, no dizer não ao próprio egoísmo, à injustiça originada pelo pecado - profundamente penetrado também nas estruturas do mundo de hoje - e que muitas vezes obsta a família na plena realização de si mesma e dos seus direitos fundamentais. Uma semelhante conversão não poderá deixar de ter influência benéfica e renovadora mesmo sobre as estruturas da sociedade.

É pedida uma conversão contínua, permanente, que, embora exigindo o afastamento interior de todo o mal e a adesão ao bem na sua plenitude, se atua concretamente em passos que conduzem sempre para além dela. Desenvolve-se assim um processo dinâmico, que avança gradualmente com a progressiva integração dos dons de Deus e das exigências do seu amor definitivo e absoluto em toda a vida pessoal e social do homem. É, por isso, necessário um caminho pedagógico de crescimento, a fim de que os fiéis, as famílias e os povos, antes, a própria civilização, daquilo que já receberam do Mistério de Cristo, possam ser conduzidos pacientemente mais além, atingindo um conhecimento mais rico e uma integração mais plena deste mistério na sua vida.

Segundo dia: Matrimônio e comunhão entre Deus e os homens (Familiares Consortio 12)
A comunhão de amor entre Deus e os homens, conteúdo fundamental da Revelação e da experiência de fé de Israel, encontra uma sua significativa expressão na aliança nupcial, que se instaura entre o homem e a mulher.

É por isto que a palavra central da Revelação, «Deus ama o seu povo», é também pronunciada através das palavras vivas e concretas com que o homem e a mulher se declaram o seu amor conjugal. O seu vínculo de amor torna-se a imagem e o símbolo da Aliança que une Deus e o seu povo. E o mesmo pecado, que pode ferir o pacto conjugal, torna-se imagem da infidelidade do povo para com o seu Deus: a idolatria é prostituição, a infidelidade é adultério, a desobediência à lei é abandono do amor nupcial para com o Senhor. Mas a infidelidade de Israel não destrói a fidelidade eterna do Senhor e, portanto, o amor sempre fiel de Deus põe-se como exemplar das relações do amor fiel que devem existir entre os esposos.

Terceiro dia: Os filhos, dom preciosíssimo do matrimônio (Familiares Consortio 14)

Segundo o desígnio de Deus, o matrimônio é o fundamento da mais ampla comunidade da família, pois que o próprio instituto do matrimônio e o amor conjugal se ordenam à procriação e educação da prole, na qual encontram a sua coroação.

Na sua realidade mais profunda, o amor é essencialmente dom e o amor conjugal, enquanto conduz os esposos ao «conhecimento» recíproco que os torna «uma só carne», não se esgota no interior do próprio casal, já que os habilita para a máxima doação possível, pela qual se tornam cooperadores com Deus no dom da vida a uma nova pessoa humana. Deste modo os cônjuges, enquanto se doam entre si, doam para além de si mesmo a realidade do filho, reflexo vivo do seu amor, sinal permanente da unidade conjugal e síntese viva e indissociável do ser pai e mãe.

Tornando-se pais, os esposos recebem de Deus o dom de uma nova responsabilidade. O seu amor paternal é chamado a tornar-se para os filhos o sinal visível do próprio amor de Deus, «do qual deriva toda a paternidade no céu e na terra».

Não deve todavia esquecer-se que, mesmo quando a procriação não é possível, nem por isso a vida conjugal perde o seu valor. A esterilidade física, de facto, pode ser para os esposos ocasião de outros serviços importantes à vida da pessoa humana, como por exemplo a adopção, as várias formas de obras educativas, a ajuda a outras famílias, às crianças pobres ou deficientes.

Quarto dia: Família, torna-te aquilo que és! (Familiares Consortio 17)

No plano de Deus Criador e Redentor a família descobre não só a sua «identidade», o que «é», mas também a sua «missão», o que ela pode e deve «fazer». As tarefas, que a família é chamada por Deus a desenvolver na história, brotam do seu próprio ser e representam o seu desenvolvimento dinâmico e existencial. Cada família descobre e encontra em si mesma o apelo inextinguível, que ao mesmo tempo define a sua dignidade e a sua responsabilidade: família, «torna-te aquilo que és»!

Voltar ao «princípio» do gesto criativo de Deus é então uma necessidade para a família, se se quiser conhecer e realizar segundo a verdade interior não só do seu ser mas também do seu agir histórico. E porque, segundo o plano de Deus, é constituída qual «íntima comunidade de vida e de amor», a família tem a missão de se tornar cada vez mais aquilo que é, ou seja, comunidade de vida e de amor, numa tensão que, como para cada realidade criada e redimida, encontrará a plenitude no Reino de Deus. E numa perspectiva que atinge as próprias raízes da realidade, deve dizer-se que a essência e os deveres da família são, em última análise, definidos pelo amor. Por isto é-lhe confiada a missão de guardar, revelar e comunicar o amor, qual reflexo vivo e participação real do amor de Deus pela humanidade e do amor de Cristo pela Igreja, sua esposa.

Cada dever particular da família é a expressão e a atuação concreta de tal missão fundamental. É necessário, portanto, penetrar mais profundamente na riqueza singular da missão da família e sondar os seus conteúdos numerosos e unitários.

Quinto dia: A família, célula primeira e vital da sociedade (Familiares Consortio 42)

«Pois que o Criador de todas as coisas constituiu o matrimônio princípio e fundamento da sociedade humana», a família tornou-se a «célula primeira e vital da sociedade».

A família possui vínculos vitais e orgânicos com a sociedade, porque constitui o seu fundamento e alimento contínuo mediante o dever de serviço à vida: saem, de facto, da família os cidadãos e na família encontram a primeira escola daquelas virtudes sociais, que são a alma da vida e do desenvolvimento da mesma sociedade.

Assim por força da sua natureza e vocação, longe de fechar-se em si mesma, a família abre-se às outras famílias e à sociedade, assumindo a sua tarefa social.

Sexto dia: Matrimônio e Eucaristia (Familiares Consortio 57)


O dever de santificação da família tem a sua primeira raiz no baptismo e a sua expressão máxima na Eucaristia, à qual está intimamente ligado o matrimônio cristão. O Concílio Vaticano II quis chamar a atenção para a relação especial que existe entre a Eucaristia e o matrimônio pedindo que: «o matrimônio se celebre usualmente dentro da Missa». Redescobrir e aprofundar tal relação é absolutamente necessário, se se quiser compreender e viver com uma maior intensidade as graças e as responsabilidades do matrimônio e da família cristã.

A Eucaristia é a fonte própria do matrimônio cristão. O sacrifício eucarístico, de fato, representa a aliança de amor de Cristo com a Igreja, enquanto sigilada com o sangue da sua Cruz. Neste sacrifício da Nova e Eterna Aliança é que os cônjuges cristãos encontram a raiz da qual brota, é interiormente plasmada e continuamente vivificada a sua aliança conjugal. Como representação do sacrifício de amor de Cristo pela Igreja, a Eucaristia é fonte de caridade. E no dom eucarístico da caridade a família cristã encontra o fundamento e a alma da sua «comunhão» e da sua «missão»: o Pão eucarístico faz dos diversos membros da comunidade familiar um único corpo, revelação e participação na mais ampla unidade da Igreja; a participação pois ao Corpo «dado» e ao Sangue «derramado» de Cristo torna-se fonte inesgotável do dinamismo missionário e apostólico da família cristã.

Sétimo dia: O sacramento da conversão e da reconciliação (Familiares Consortio 58)

Uma parte essencial e permanente do dever de santificação da família cristã é o acolhimento do apelo evangélico de conversão dirigido a todos os cristãos, que nem sempre permanecem fiéis à «novidade» daquele baptismo que os constituiu «santos». A família cristã também nem sempre é coerente com a lei da graça e da santidade batismal, proclamada de novo pelo sacramento do matrimônio.

O arrependimento e o mútuo perdão no seio da família cristã, que se revestem de tanta importância na vida quotidiana, encontram o seu momento sacramental específico na Penitência cristã. Aos cônjuges escrevia assim Paulo VI, na Encíclica Humanae Vitae: «Se o pecado os atingir, não desanimem, mas recorram com humilde perseverança à misericórdia de Deus, que com prodigalidade é generosamente dada no sacramento da Penitência».

A celebração deste sacramento dá à vida familiar um significado particular: ao descobrirem pela fé como o pecado contradiz não só a aliança com Deus, mas também a aliança dos cônjuges e a comunhão da família, os esposos e todos os membros da família são conduzidos ao encontro com Deus «rico em misericórdia», o qual, alargando o seu amor que é mais forte do que o pecado, reconstrói e aperfeiçoa a aliança conjugal e a comunhão familiar.

Oitavo dia: Oração e vida (Familiares Consortio 62)

Nunca se deverá esquecer que a oração é parte constitutiva essencial da vida cristã, tomada na sua integralidade e centralidade; mais ainda, pertence à nossa mesma «humanidade»: é «a primeira expressão da vida interior do homem, a primeira condição da autêntica liberdade do espírito».

Por isso, a oração não representa de modo algum uma evasão que desvia do empenho quotidiano, mas constitui o impulso mais forte para que a família cristã assuma e cumpra em plenitude todas as suas responsabilidades de célula primeira e fundamental da sociedade humana. Em tal sentido, a efetiva participação na vida e na missão da Igreja no mundo é proporcional à fidelidade e à intensidade da oração com que a família cristã se une à Videira fecunda, Cristo Senhor.

Da união vital com Cristo, alimentada pela Liturgia, pelo oferecimento de si e da oração, deriva também a fecundidade da família cristã no seu serviço específico de promoção humana, que de per si não pode não levar à transformação do mundo.

Nono dia: O futuro da humanidade passa pela família!  (Familiares Consortio 86)

É pois indispensável e urgente que cada homem de boa vontade se empenhe em salvar e promover os valores e as exigências da família.

Sinto-me no dever de pedir aos filhos da Igreja um esforço especial neste campo. Conhecendo plenamente, pela fé, o maravilhoso plano de Deus, eles têm uma razão mais para se dedicar à realidade da família neste nosso tempo de prova e de graça.

Devem amar particularmente a família. É o que concreta e exigentemente vos confio.

Amar a família significa saber estimar os seus valores e possibilidades, promovendo-os sempre. Amar a família significa descobrir os perigos e os males que a ameaçam, para poder superá-los. Amar a família significa empenhar-se em criar um ambiente favorável ao seu desenvolvimento. E, por fim, forma eminente de amor à família cristã de hoje, muitas vezes tentada por incomodidades e angustiada por crescentes dificuldades, é dar-lhe novamente razões de confiança em si mesma, nas riquezas próprias que lhe advém da natureza e da graça e na missão que Deus lhe confiou. «É necessário que as famílias do nosso tempo tomem novamente altura! É necessário que sigam a Cristo»

Fonte: ACI digital



O Pecado da Ingratidão-28° Domingo do Tempo Comum(Ano C)


O PECADO DA INGRATIDÃO

28° Domingo do Tempo Comum
 – Ano C

Evangelho de Lucas 17,11-19

11 Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. 12 Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam a distância 13 e gritaram: “Jesus, mestre, tem compaixão de nós!” 14 Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. 15 Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; 16 atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano. 17 Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove onde estão? 18 Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” 19 E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.
Reflexão

O PECADO DA INGRATIDÃO

O modo como os leprosos agem em relação ao benefício recebido de Jesus corresponde às nossas atitudes perante a misericórdia divina.

No seu desespero, os leprosos recorrem a Jesus, implorando piedade. Era insuportável a situação em que se encontravam, vítimas da doença. Mesmo para recorrer ao Mestre, deviam manter-se à distância, como mandava a Lei. Esta os obrigava a andar com as vestes rasgadas, com os cabelos desgrenhados e a barba coberta. E mais, deveriam habitar fora da cidade, e gritar: "impuro, impuro!", quando alguém se aproximasse, para evitar a contaminação. Situação dolorosa!

A súplica pungente do grupo de doentes encontra guarida no coração de Jesus. Ele os atende imediatamente, ordenando que se apresentem aos sacerdotes, como se já estivessem curados.

Só um sentiu-se motivado a voltar atrás e agradecer a quem o havia curado. Jogou-se aos pés de Jesus, dando gritos de louvor a Deus. E este era um samaritano, membro de um povo inimigo dos judeus, visto com desprezo. A gratidão brotou-lhe espontânea do coração.

Já os outros nove, judeus de origem, esqueceram-se de agradecer. Assim, deram mostras de não ter dado o passo da fé, reconhecendo a condição messiânica de Jesus. E perderam a chance de receber os benefícios da salvação.

Oração do Dia

Espírito de agradecimento, torna-me sensível aos benefícios que eu recebo cada dia, e dá-me um coração que seja sempre capaz de agradecer.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.




Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog