Outubro 2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Halloween é uma brincadeira inofensiva? De forma alguma, responde exorcista


Por Abel Camasca

Foto referencial de Halloween / Pixabay (Domínio Público)

REDAÇÃO CENTRAL, 31 Out. 19 / 05:00 am (ACI).- “É a grande festa do mundo do oculto, o ano novo dos satanistas, conhecido como a festa deste deus das trevas”, declarou ao canal de televisão italiano TV 2000 o Pe. Aldo Buonaiuto, sacerdote exorcista e autor do livro “Halloween. O truque do diabo”.

O presbítero expressou diante das câmaras que é importante compreender a instituição da festa de Todos os Santos no dia 1º de novembro, já que foi o Papa Gregório IV, por volta do ano 834, que a transferiu do dia 13 de maio para esta data, justamente a fim de deter a tradição que chegava da Irlanda e que adora o mundo das trevas e dos mortos.

Deste modo, destacou que atualmente tudo está relativizado, unido ao tétrico, à violência, ao horror, ao sangue e em forma de brincadeira.

“Nas escolas, eu escuto diferentes pais que nos falam de crianças que estão horrorizadas, têm pesadelos à noite e outras crianças que não entendem mais a diferença entre a vida e a morte”, lamentou Pe. Buonaiuto.

Em declarações a Interris.it, Pe. Buonaiuto disse que o livro procura “informar, educar e prevenir os perigos, um subsídio para os pais e educadores, para os catequistas e para os sacerdotes, assim como para as crianças, de maneira que exista consciência a respeito dos significados dos símbolos ocultos e satânicos deste carnaval do horror, que não deve ser trivializado”.

Sobre a tradição do “doce ou travessura” que as crianças dizem ao pediram caramelos de casa em casa no Halloween, advertiu que “esconde algo muito mais sério e preocupante do que podemos ver. No antigo culto pagão dos druidas, ‘trick or treat’, significava a ‘maldição ou sacrifício’: a obrigação de oferecer presentes aos sacerdotes do deus da morte, a fim de evitar vinganças do além”.

“Através desta conhecida moda festiva, difundem o prazer pelo horror como algo normal, a sedução de algo macabro, sentir mais atração pela morte do que pela vida. Está profanando o significado da morte. Como escrevi no livro, o truque do diabo é um doce mortal para a alma”.

Por outro lado, o sacerdote também criticou o aspecto comercial deste evento, muito seguido pelos jovens. “Na Europa, o lucro econômico com a ‘noite de bruxas’ supera os 400 milhões de euros”, assinalou.

“Trata-se de um fenômeno daninho, no plano social, antropológico e cultural: uma proposta de valores negativos, vinculados a uma visão materialista e utilitarista da vida e do prazer. E é uma profanação da verdadeira festa, cristã, do culto aos Santos, da devoção por homens e mulheres que trataram de imitar o exemplo perfeito de Jesus no amor ao próximo e no respeito aos mandamentos divinos”.

O sacerdote exorcista Aldo Buonaiuto é antropólogo, demonólogo e coordenador do Serviço Anti-Seitas da Comunidade Papa João XXIII. Estudou filosofia e teologia no Pontifício Ateneu “São Anselmo” (Roma) e antropologia teológica no Pontifício Ateneu Teresianum (Roma).

Fonte: ACI digital



Halloween pode ser porta aberta ao mal e ao diabo, adverte exorcista

Demônio. Crédito: Flickr-EstitxuCartonCC-BY-SA-2.0 / Abóbora de Halloween. Crédito: Pixabay

LONDRES, 31 Out. 19 / 10:00 am (ACI).- Pe. Jeremy Davie, um exorcista octogenário que desde o final da década de 1970 se dedica ao ministério do exorcismo na Arquidiocese de Westminster (Inglaterra), disse que o Halloween pode ser uma porta aberta ao mal e ao diabo.

"Eles (aqueles que celebram o Halloween) começam com brincadeiras, mas isso pode levar as pessoas a não acreditarem no diabo e nos espíritos malignos e isso, por sua vez, pode levar à perda da fé cristã", disse o sacerdote em uma entrevista recente concedida à KV Turley de National Catholic Register.

"A leviandade nesses assuntos é fatal, pois brincar com o mal sob o pretexto de que não é real é permitir que o mal entre", indicou o sacerdote que realiza algum tipo de exorcismo toda semana na zona central de Londres. Além disso, indicou, o mal também pode entrar onde há um interesse doentio pelo oculto, o que pode levar "a uma intrusão da influência demoníaca".

O sacerdote destacou que flertar com o oculto "não precisa ser algo profundo para ser mortal". Qualquer "tolerância das práticas ocultas faz parte de um terrível engano" nascido do diabo. Não existe, continuou, uma “gradação” nestes assuntos.

Isso pode acontecer através de "qualquer pecado, mas com os pecados particularmente relacionados com o sobrenatural e com o pecado grave – como o aborto e a pornografia – e qualquer coisa contra nossa natureza criada, incluindo o campo da moral sexual”.

O exorcista, ordenado sacerdote em 1974, também assinalou que "Halloween é uma boa oportunidade para ensinar a fé e nos ajudar – especialmente às crianças – a entender a realidade do mal e a verdade de Cristo e de sua Igreja". É também uma ocasião para "ensinar contra" o feriado usando a Palavra de Deus e "o claro ensinamento da Igreja".

Essa data, continuou, também é uma ocasião para "advertir o mundo não apenas para evitar o Halloween, mas também uma oportunidade para falar às pessoas de Cristo”.

Sobre aqueles que não acreditam no diabo, o sacerdote afirmou que “é fatal para a fé e a salvação não acreditar em uma parte da Revelação. Todas as suas partes são importantes e essenciais. Acreditar que Satanás é um anjo caído – de fato, o líder dos anjos caídos – é uma parte essencial da revelação divina”.

"Se Deus nos pede para fazer um trabalho, então Ele nos protegerá", concluiu.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Halloween: O problema não está nas fantasias ou doces, esclarece sacerdote


Abóboras / Flickr de Will Montague (CC BY-NC 2.0)

DENVER, 30 Out. 19 / 05:00 am (ACI).- Pe. Vincent Lampert, exorcista e pároco na Arquidiocese de Indianapolis, nos Estados Unidos, afirmou em diálogo com a CNA – agência em inglês do Grupo ACI – que os sacerdotes devem recordar as origens cristãs do Halloween e fazer uma celebração consistente na Véspera de Todos os Santos “em vez de glorificar o mal”.

“Em última instância, não acredito que há nada de ruim que as crianças se fantasiem, vistam-se de vaqueiro ou de Cinderela, pedindo doces nos seus bairros. É uma diversão saudável”, disse Pe. Lampert.

O sacerdote assegurou que o perigo está nas fantasias que glorificam o mal deliberadamente e infundem o medo, ou quando as pessoas pretendem “ter poderes especiais” através da magia e da bruxaria, mesmo por um simples entretenimento.

“No capítulo 18 do livro do Deuteronômio, mencionam sobre não tentar consultar os espíritos dos mortos, nem os espíritos que praticam magia, bruxaria ou atividades relacionadas a elas. Isso seria uma violação de um mandamento da Igreja, ao colocar outras coisas antes da relação com Deus”.

“E esse seria o perigo do Halloween, que de alguma maneira Deus se perde em tudo isso, que a conotação religiosa se perca e, finalmente, as pessoas glorifiquem o mal”, acrescentou.

Também disse que é importante recordar que o diabo e os espíritos malignos não têm nenhuma autoridade adicional no Halloween, embora pareça.

“O diabo age através do que as pessoas fazem, não porque ele em si mesmo faça algo. Talvez, pela maneira de celebrar esse dia, isso na verdade é o que convida o mal a entrar em nossas vidas”, disse.

Finalmente, Pe. Lampert assegurou que uma das melhores coisas que os sacerdotes podem fazer é usar o Halloween como um momento de aprendizagem e explicar às crianças “por que certas práticas não são favoráveis à nossa fé e identidade católica”.

Por outro lado, Anne Auger, uma mãe católica de três filhos, natural do estado de Wisconsin (Estados Unidos), disse à CNA que embora deixasse os seus filhos vestir fantasias e pedir doces, ela sempre verifica as casas por onde eles passarão, deste modo, evita que passem pelas casas que estão enfeitadas “com coisas assustadoras”.

“No ano passado, uma pessoa bateu na porta da minha casa vestida de lobo demoníaco. Às vezes, as pessoas se vestem de bruxas e posso entender isso, mas isso foi um nível totalmente novo, tão diferente de quando nós éramos pequenos”.

Também assegurou que os pais devem ensinar aos seus filhos o significado do Halloween, sempre em relação ao Dia de Todos os Santos.

“Nós falamos com eles que estamos tendo uma festa porque celebramos os santos que estão no céu, e por isso pedimos doces”, acrescentou.

Kate Lesnefsky, outra mãe católica, com filhos de 3 a 16 anos, também permite que eles escolham as suas fantasias para pedir doces, desde que não sejam assustadoras ou tenham uma aparência demoníaca.

No dia seguinte, leva os seus filhos à Missa de Todos os Santos e a família aproveita esta oportunidade para falar sobre o que significa a morte e a santidade.

“Eu tenho uma irmã que morreu aos 19 anos. Então, falamos de diferentes pessoas que sabemos que estão no céu, dos meus avós ou dos diferentes santos”, disse Lesnefsky.

Fonte: ACI digital



“Padre casado é um adeus ao mistério da vocação”


Pascal Deloche | GoDong

Aleteia Brasil / Pe. Gabriel Vila Verde | Out 29, 2019

Pe. Gabriel Vila Verde: “Será que esse é o remédio para a falta de vocações? É reduzindo o peso da cruz que vamos ser mais fiéis ao Evangelho?”
O pe. Gabriel Vila Verde publicou em sua página no Facebook a seguinte consideração sobre as atuais discussões em torno à possibilidade de que homens casados venham a ser ordenados sacerdotes:

Um padre casado em nada se diferencia do homem comum.

É um adeus ao mistério da vocação. Aquela vocação bonita que faz o jovem deixar tudo, como Jesus pediu, para se consagrar total e exclusivamente ao Senhor. É um mistério de fé, que a Igreja preservou e defendeu por séculos.

Se o homem casado pode ser padre, para que servirão os muitos seminários espalhados pelo mundo?

É lógico que todo aquele que optar pelo celibato, numa cultura de padres casados, será visto com desconfiança, como um homem incompleto. Será que esse é o remédio para a falta de vocações? É reduzindo o peso da cruz que vamos ser mais fiéis ao Evangelho? E para onde vai a Tradição da Igreja, que sempre foi uma luz em meio às trevas? Ficará como peça de Museu!!!

Destrua o mistério do sacerdócio, faça do padre um ser comum, e, ao invés de acendermos uma lâmpada, estaremos desligando um gerador.

Fonte: Aleteia



Você está tendo problemas no casamento? Reze esta oração de cura


Nheyob - CC BY-SA 4.0

Philip Kosloski | Out 24, 2019

São Rafael é um forte intercessor para relacionamentos que precisam ser reparados

São Rafael é um dos únicos anjos da Bíblia a receber uma longa história que explica sua missão particular na terra. Ele aparece no livro de Tobias, onde é apresentado como curador físico e como alguém que repara relacionamentos conjugais.

Em Tobias, havia uma mulher chamada Sarah que foi atormentada por um demônio. Ela se casou sete vezes, mas em cada uma delas, seu noivo era morto pelo demônio na noite de núpcias, antes que o casamento pudesse ser consumado. Ela estava profundamente deprimida e desejava a morte.

Através de uma série de eventos providenciais, o jovem Tobias e Sara se apaixonaram e, na noite de núpcias, a promessa de amor casto de Tobias, estimulada pelo poder angelical de Rafael, derrotou o demônio. Pode-se dizer que, por intercessão de São Rafael, eles viveram “felizes para sempre”.

Embora a maioria dos relacionamentos não tenham que lidar com um demônio real causando problemas, é provável que haja uma escuridão no relacionamento. Nesse caso, São Rafael pode ser um intercessor poderoso, pois ele tem um histórico comprovado de resolver qualquer problema que impeça que marido e mulher se unam em puro amor.

Como em qualquer dificuldade, é importante não apenas orar a São Rafael, mas também estar aberto a Deus e descobrir que ações concretas você pode tomar para ajudar a consertar um relacionamento. Peça ajuda a São Rafael, mas, principalmente, encontre a humildade para superar seu orgulho, pedir perdão e perdoar seu cônjuge. A oração e a misericórdia são uma dupla poderosa, que pode curar muitos problemas conjugais.

Abaixo está uma oração a São Rafael para que você possa rezar pela intenção de seu casamento, pedindo que ele interceda por você e pela cura de seu relacionamento:

Bem-aventurado Santo Rafael, Arcanjo, suplicamos que nos ajudes em todas as nossas necessidades e provações desta vida, pois, pelo poder de Deus, restauraste a vista e orientaste o jovem Tobias. Buscamos humildemente tua ajuda e intercessão, para que nossas almas possam ser curadas, nossos corpos protegidos de todos os males, e que, pela graça divina, possamos nos tornar aptos a habitar na eterna Glória de Deus no céu. Amém.

Fonte: Aleteia



terça-feira, 29 de outubro de 2019

Diaconisas, versão feminina dos diáconos?


Antoine Mekary | ALETEIA

Vanderlei de Lima | Out 28, 2019

Tal proposta não encontra fundamento na Escritura e na Tradição, por isso, o Papa Francisco – ainda que deseje reestudá-la melhor –, a princípio, a rejeitou

Um zeloso e respeitável sacerdote pediu comentários a respeito das diaconisas dos inícios do Cristianismo, dado que alguns desejam restaurar esse ministério na Igreja.

Todavia, os que aspiram fazê-lo (e essa ideia voltou forte no Sínodo da Amazônia) nem sempre pensam no sentido original dessa função, têm-na por versão feminina do diaconato concedido aos homens como o primeiro grau do sacramento da Ordem. Ora, tal proposta não encontra fundamento na Escritura e na Tradição, por isso, o Papa Francisco – ainda que deseje reestudá-la melhor –, a princípio, a rejeitou.

Sim, disse o Santo Padre, no dia 10/05 último, às superioras gerais de institutos religiosos reunidas em Roma ser “certo que havia uma forma de diaconato feminino no começo, sobretudo na Síria. Naquela região, ajudavam no batismo…”. No entanto, “a forma de ordenação não era uma fórmula sacramental. Era como o que hoje é a bênção de uma abadessa, uma bênção especial do diaconato para as mulheres” (ACI Digital, 13/05/19, online). Ante essa afirmação do Papa, examinemos, brevemente, a temática.

Na Escritura, é São Paulo quem por três vezes menciona, de modo direto ou indireto, as diaconisas (cf. Rm 16,1; 1Tm 3,11; 5,9-11), mas com um detalhe a ser considerado: embora muito recomende a diaconisa Febe (cf. Rm 16,1), proíbe a mulher de proclamar a Palavra em público (cf. 1Cor 14,34-35), ato incompatível, em si, com o diaconato. Na Tradição, as Constituições Apostólicas VI,17, do século IV, registram a existência de diaconisas que passavam a exercer suas funções após a imposição das mãos do Bispo e de uma oração (cf. Constituições Apostólicas VIII, 19-20).

Daí, a polêmica: tal ato conferia um sacramento (o primeiro grau do sacramento da Ordem) ou era apenas um sacramental (bênção ou consagração)? – Dom Estêvão Bettencourt, OSB, afamado teólogo brasileiro, responde que “nunca na Liturgia e no Direito antigos, a diaconisa foi equiparada ao diácono; ao contrário, sempre lhe foram vedadas as funções do diácono e do presbítero, apesar das investidas para exercê-las” (Pergunte e Responderemos n. 500, fevereiro de 2004, p. 78). Também Bernardo Bartmann, renomado teólogo alemão, assegura que “as diaconisas da Antiga Igreja ocupavam-se da instrução das mulheres, vigiavam a porta das mulheres, durante a liturgia, e dedicavam-se às obras de caridade (Const. Apost. 8,28)”, mas não recebiam o sacramento da Ordem (cf. Teologia Dogmática. São Paulo: Paulinas, 1962, p. 377-378, vol. III). Aliás, o Papa Sotero (166-175) escreveu aos Bispos da Itália: “Foi comunicado a esta Sé Apostólica que algumas mulheres consagradas a Deus e religiosas tomam a liberdade, nas vossas regiões, de tocar nos vasos sagrados e nas santas palas e de incensar o altar ao redor. Tal prática abusiva e digna de censura merece a rejeição de todo homem sábio” (citação do Pseudo Isidoro, Coletânea de leis do século IV. Pergunte e Responderemos n. 500, fevereiro de 2004, p. 77-78). A diaconia feminina foi perdendo a sua razão de ser e se extinguiu com a redução do Batismo de mulheres adultas.

Concluamos este artigo com as palavras de Santo Epifânio († 403): “Se no Novo Testamento as mulheres fossem chamadas a exercer o sacerdócio ou algum outro ministério canônico, a Maria deveria ter sido confiado, em primeiro lugar, o ministério sacerdotal; Deus, porém, dispôs as coisas diversamente; não lhe conferiu nem mesmo a faculdade de batizar. Quanto à categoria das diaconisas, existente na Igreja, não foi destinada a cumprir funções sacerdotais ou outras similares. As diaconisas são chamadas a salvaguardar a decência que se impõe no tocante ao sexo feminino, seja cooperando na administração do sacramento do Batismo, seja examinando as mulheres afetadas por alguma enfermidade ou vítimas de violência, seja intervindo todas as vezes que se trate de descobrir o corpo de outras mulheres a fim de que o desnudamento não seja exposto aos olhares dos homens que executam as santas cerimônias, mas seja considerado unicamente pelo olhar das diaconisas” (Panarion LXXIX 3).

Aguardemos, em profunda oração, o desenrolar do tema.

Fonte: Aleteia



Morre líder do Estado Islâmico: Estas são as reflexões de sacerdote missionário no Iraque


Por David Ramos

Imagem referencial. Crédito: Pixabay / Domínio público.

BAGDÁ, 28 Out. 19 / 10:00 am (ACI).- O governo dos Estados Unidos confirmou em 27 de outubro a morte de Abu Bakr al-Baghdadi, fundador e líder do Estado Islâmico (ISIS), um dos grupos terroristas muçulmanos mais sanguinários da história recente. Para um sacerdote missionário no Oriente Médio, foi "um acontecimento importante", mas os cristãos da região ainda enfrentarão alguns perigos pela frente.

Em um comunicado, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, disse que a morte ocorreu na noite de 26 de outubro, como parte de um trabalho da equipe de Operações Especiais.

Depois de descartar que os militares norte-americanos tenham morrido na operação, Trump assinalou que "um grande número de combatentes e companheiros de Baghdadi foram mortos junto com ele".

O líder do Estado Islâmico tentou fugir através de um túnel, mas, sem encontrar saída, detonou o colete bomba, terminando com sua vida e a de três crianças junto a ele.

"Seu corpo foi mutilado pela explosão, mas os resultados dos testes deram uma identificação verdadeira e positiva", acrescentou Trump.

Em diálogo com ACI Prensa, agência em espanhol do Grupo ACI, Pe. Luis Montes, sacerdote missionário no Iraque, com mais de 20 anos de trabalho pastoral no Oriente Médio, enfatizou que a morte do líder do ISIS é "certamente" um "acontecimento importante, porque enfraquece esse grupo jihadista selvagem”.

"É um golpe muito forte, sem dúvida", reiterou, mas rapidamente advertiu: "Não devemos esquecer que o ISIS é um grupo terrorista muito importante, mas há muitos, houve antes e, como dizem aqui, quando não houver o ISIS, aparecerá outro”.

O Estado Islâmico surgiu em 1999, mas atingiu seu pico de poder em 2014, depois de proclamar um califado em territórios do Oriente Médio que incluía partes do Iraque e da Síria, perseguindo e matando cristãos, yazidis e outros muçulmanos.

No final de 2017, o governo iraquiano anunciou que havia derrotado o Estado Islâmico, que também estava perdendo o controle sobre seus territórios na Síria.

Apesar de suas perdas, membros do Estado Islâmico e grupos terroristas muçulmanos afiliados continuaram realizando massacres em várias partes do mundo.

Um dos atentados mais recentes do grupo terrorista ocorreu no dia 21 de abril deste ano, no domingo de Páscoa, em Colombo (Sri Lanka). Os alvos foram duas igrejas católicas, uma igreja evangélica e três hotéis, causando 259 mortes.

Pe. Montes, recolhendo uma reflexão de Dom Bashar Warda, Arcebispo Caldeu de Erbil (Iraque), advertiu que, “enquanto os cristãos são apenas tolerados e não têm seus direitos de igualdade reconhecidos perante a lei, estes grupos voltarão a aparecer, os que estão agora e outros que virão”.

O sacerdote missionário disse que "a raiz" da violência terrorista "está nos ensinamentos da jihad islâmica, que justifica os atos violentos".

A jihad é entendida entre muitos muçulmanos como uma guerra santa contra os "infiéis" ou não crentes no Islã.

Para Pe. Montes, "ao considerar os cristãos como cidadãos de nível inferior, isso conduz à violência e, como Dom Bashar Warda também disse, esta é a história dos cristãos no Oriente Médio há 1400 anos".

Fonte: ACI digital



Dom Azcona adverte sobre significado de estátua da mãe terra no Sínodo da Amazônia


Dom José Luiz Azcona / Foto: Captura de tela

BELÉM, 28 Out. 19 / 05:00 pm (ACI).- O Bispo emérito da Prelazia do Marajó (PA), Dom José Luiz Azcona Hermoso, fez uma advertência sobre o significado das estátuas da mãe terra que estiveram presentes no Sínodo da Amazônia, que ocorreu no Vaticano de 6 a 27 de outubro.

“Não era somente um símbolo, todo símbolo evoca, reflete um conteúdo”, afirmou o Prelado durante sua homilia na Missa que presidiu no último domingo, 27 de outubro, na Basílica santuário de Nazaré, em Belém (PA).

Dom Azcona explicou que “todas as religiões utilizam os símbolos para explicar suas convicções religiosas, suas crenças. Portanto, a presença daquelas imagens na Igreja dos carmelitas não era somente um símbolo. Era um símbolo, mas com uma significação bem concreta do culto à mãe terra”.

“É idolatria, por quê? Prescindindo da boa intenção dos que a colocaram lá, é idolatria porque idolatria é reconhecimento de outras divindades que não são o Deus vivo”, sublinhou.

Nesse sentido, recordou que o próprio Deus afirma “não terás outro deus diante de mim”. “Toda a Bíblia fala disso e aquele que colocou [a estátua nos eventos do Sínodo] também sabe disso, que não tem outro deus é isso é fundamental. ‘Escuta Israel, o Senhor teu Deus é o único senhor. Adorarás ao teu Deus e somente a Ele darás culto’”.

O Prelado recordou ainda o evento ocorrido em julho deste ano em Brasília, realizado pela REPAM (Rede Eclesial Pan-Amazônica), o qual “teve rituais indígenas”, além da celebração ocorrida em 4 de outubro, nos Jardins do Vaticano, na qual esteve presente a mesma imagem da mãe terra, em torno da qual “aparece um grupo de pessoas ajoelhadas, adorando, prostradas, de joelhos, inclinadas até o chão, com as mãos em cima da terra e o rosto entre as mãos”.

“O que significa? Interpreta-se um culto à mãe terra, em agradecimento, reconhecendo com muita gratidão, por meio desse gesto de adoração e da prostração, a divindade da pachamama”, observou, para advertir, em seguida que “ninguém adora, ninguém se prostra a não ser diante do símbolo da cruz, somente e na Semana Santa”.

Então, pontuou em relação às estátuas, “adoração dos ídolos e, detrás de um ídolo tem um demônio, assim dizia a Conferência Episcopal Latino-Americana de Puebla, na década de 1970, detrás de cada ídolo tem um demônio, pelo menos. Isso tem que ficar claro”.

O Bispo Emérito do Marajó questionou, então, “o que tem tudo isso a ver com Nossa Senhora?”. “Tudo”, respondeu, a explicar que “‘Ave Maria, cheia de graça’ quer dizer ‘salve, alegra-te, alegria messiânica de que chegou o Reino de Deus’”.

Por outro lado, “a pachamam não traz alegria nenhuma para ninguém, menos ainda alegria definitiva de Deus estar com os homens”. Além disso, “faz presente esses mitos que são de toda a história da humanidade, que já estão, por exemplo, nos romanos, nos gregos, Ceres, Cibeles, Ártemis, a mesma Astarte, que é a parceira do deus Baal, que todo mundo terá ouvido falar do enfrentamento do profeta Elias contra Baal e a parceira dele é esta Astarte, que tem o mesmo significado, os mesmos atributos que a pachamama, deusa da fecundidade, deusa do amor sensual e, de fato, aparece nua sempre”.

Além disso, indicou que Jesus “é o fruto bendito” do ventre de Maria, “não o fruto da terra, mas Aquele que criou o céu, a terra, a fecundidade, a capacidade de gerar vida”.

Desse modo, recordou o início d Evangelho de São João, no qual se diz que “no princípio existia a Palavra e a Palavra estava em Deus e a Palavra era Deus”. “Na Palavra havia vida. É na Palavra que está a vida, a fecundidade, a sacralidade da vida, a vida plena”.

“E a vida é a luz que ilumina todos os homens e também o indígena, se quer ver. Do contrário, entra nas fileiras enormes daqueles que, tendo conhecido Deus, não o adoraram, mas adoraram a criatura, em vez de adorar ao Criador que seja bendito para sempre”, acrescentou.

Além disso, o Prelado recordou como se pede na oração da Ave-Maria que a Virgem rogue “por nós pecadores”, ou seja, “nós nos reconhecemos pecadores e “não podemos ser como transparece, às vezes, no Instrumento de trabalho e até mesmo no documento final [do Sínodo] sobre as culturas indígenas, como se não tivessem pecado, como se pudessem ser transmitidas a toda humanidade sem serem batizadas pela fé e pela purificação, pela cura do Verbo de Deus”.

O Cristo crucificado

Durante sua homilia, Dom Azcona falou ainda sobre a necessidade de conversão e de focar sempre no Cristo crucificado. Segundo ele, “o arrependimento inicial é toda história da espiritualidade cristã e da teologia, que a conversão de um pecador é um milagre maior do que criar o céu e a terra, maior ainda do que ressuscitar um morto, porque se trata da transformação, uma existência transfigurada”, como ocorreu verdadeiramente em Pentecostes, “uma experiência que os transformou.

Assim, o Prelado convidou a questionar-se: “acontece isso, a proposta explícita de um Pentecostes para a Amazônia, lendo o documento final do Sínodo entregue para o Papa?”.

“Nós podemos observar que não se fala uma só vez de Pentecostes. Fala-se do Espírito Santo, graças a Deus. Mas, a aplicação da ação do Espírito Santo nos caminhos novos da evangelização da Amazônia está desligado do acontecimento de Pentecostes, que por sua vez, depende necessariamente da proclamação da fé no mistério de Cristo crucificado e ressuscitado”, assinalou.

Portanto, exortou, “vamos trabalhar, vamos sair deste Sínodo da Amazônia, tendo consciência da necessidade prioritária de nascermos de novo no poder do Espírito Santo”, a fim de “anunciar o Evangelho”, o qual é “Pentecostes: Ide e anunciai o Evangelho a toda criatura, indígena, caboclo, afrodescendentes, amazônida, urbano, todo mundo”.

Nesse sentido, ressaltou a necessidade de “focalizar Cristo e Cristo crucificado”. “Graças a Deus, o Sínodo já introduz um par de vezes o Cristo Crucificado. Porém, silencia o poder e a sabedoria do Crucificado no texto. Quando se trata, por exemplo, de cultura, de interculturalidade, de diálogo, essa proclamação de Cristo Crucificado fica diluída, ou silenciada, sequestrada”, assinalou.

Dom Azcona abordou ainda um terceiro ponto, a “devoção autêntica a Nossa Senhora”, a qual “nos leva necessariamente a Jesus Cristo e, levando-nos a Jesus Cristo, nos leva ao homem, nos leva à criação toda, nos leva aos desafios do meio ambiente, nos leva a Cristo pela conversão ecológica que tem como ponto de partida único o arrependimento dos pecados, o encontro pessoal transformante com Cristo”.

Dessa forma, ressaltou que a “autêntica devoção a Nossa Senhora de Nazaré tem que nos levar a Cristo crucificado, ao sacrifício de Cristo na cruz. Do contrário, é uma falsa, falsíssima devoção a Nossa Senhora”.

A homilia completa de Dom José Luiz Azcona pode ser conferida em vídeo a partir do minuto 30, AQUI.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Hoje é celebrado São Judas Tadeu, padroeiro das causas impossíveis (28 de outubro)


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Out. 19 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 28 de outubro a festa de São Judas Tadeu, apóstolo e mártir, conhecido como padroeiro das causas impossíveis e é um dos santos mais populares no Brasil.

São Judas Tadeu é um dos doze apóstolos e não se trata de Judas Iscariotes. Ele era primo de Jesus e irmão de Tiago Menor. Foi ele quem, na Última Ceia, perguntou a Jesus: “Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).

É autor de uma epístola que leva o seu nome, na qual ataca os agnósticos e diz que os que têm fé, mas não fazem obras boas, são como nuvens que não têm água, árvores sem fruto e ondas só de espumas, e que os que se dedicam aos pecados de impureza e a fazer atos contrários à natureza sofrerão a pena de um fogo eterno.

Sua festa é celebrada juntamente com a de São Simão, com quem pregou na Pérsia. Ambos foram martirizados.

Santa Brígida conta em suas Revelações que Nosso Senhor lhe recomendou que quando desejasse conseguir certos favores os pedisse por meio de São Judas Tadeu.

São Judas Tadeu é representado com uma imagem de Cristo no peito, por causa do seu parentesco com o Senhor, de quem a tradição conta que era muito parecido. Também é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.

São Judas Tadeu é um santo muito popular no Brasil e, no Rio de Janeiro, por exemplo, a devoção ao santo tem um fator extra – que também já se espalhou pelo Brasil –, pois São Judas é considerado o padroeiro do Flamengo, um dos times do futebol carioca com mais torcedores no país.

Segundo relato do site oficial do Flamengo, a devoção ao santo das causas impossíveis começou na década de 1950, quando o time estava há muitos anos sem ganhar uma competição. O santo foi apontado como responsável pelo tricampeonato estadual de 1953, 1954 e 1955, após o pároco da Igreja de São Judas Tadeu, do Cosme Velho, ir até a Gávea,  local da sede do clube, e rezar uma Missa, pedir fé aos jogadores e aconselhar que fossem até a Igreja e acendessem uma vela ao santo. Nos três anos, o padre disse que o time levaria o troféu e o fato se concretizou.

“Em troca da ‘profecia concretizada’ do pároco, São Judas Tadeu, o santo das causas impossíveis, ganhou a devoção da Nação Rubro-Negra e virou um dos santos mais populares do Rio de Janeiro”, afirma o site.

Neste dia dedicado ao santo mártir, trazemos a oração de São Judas Tadeu para recordá-lo:

São Judas Tadeu, apóstolo escolhido por Cristo, eu vos saúdo e louvo pela fidelidade e amor com que cumpristes vossa missão. Chamado e enviado por Jesus, sois uma das doze colunas que sustentam a verdadeira Igreja, fundada por Cristo. Inúmeras pessoas, imitando vosso exemplo e auxiliadas por vossa oração, encontram o caminho para o Pai, abrem o coração aos irmãos e descobrem forças para vencer o pecado e superar todo o mal. Quero imitar-vos, comprometendo-me com Cristo e com sua Igreja, por uma decidida conversão a Deus e ao próximo, especialmente o mais pobre. E, assim convertido, assumirei a missão de viver e anunciar o Evangelho, como membro ativo de minha comunidade.  Espero, então, alcançar de Deus a graça que imploro confiando na vossa poderosa intercessão. (Faça o pedido da graça a ser alcançada…).

São Judas Tadeu, rogai por nós!

Amém!

Fonte: ACI digital


8 coisas que talvez não sabia sobre o popular São Judas Tadeu
REDAÇÃO CENTRAL, 28 Out. 19 / 06:00 am (ACI).- São Judas Tadeu é um dos santos mais populares e queridos entre os católicos devido aos inúmeros “favores” que seus devotos asseguram ter conseguido por meio da sua intercessão. Confira a seguir, oito coisas que talvez não sabia sobre São Judas Tadeu, o conhecido padroeiro das causas impossíveis.

1. Tadeu significa “magnânimo”

A tradição na Igreja conhece este apóstolo como Judas Tadeu. Os Evangelistas São Mateus e São Marcos o nomeiam simplesmente “Tadeu” (Mt 10, 3; Mc 3, 18) e Lucas o denomina “Judas, irmão de Tiago” (Lc 6, 16; At 1, 13). Judas significa “Deus seja louvado”.

Não sabemos exatamente de onde provém o segundo nome Tadeu, provavelmente vem do aramaico “taddà”, isto é “peito” e, portanto, significaria “magnânimo”. Ou talvez surgiu da abreviação de um nome grego como “Teodoro, Teódoto”.

2. Era primo de Jesus

Algumas pessoas afirmam que São Judas Tadeu era irmão do Apóstolo São Tiago, filho de Alfeu (Cleofas), o qual era irmão de São José. Segundo o documento publicado pela Congregação para o Clero, Cleofas se casou com Maria de Cleofas, depois de enviuvar de seu primeiro matrimônio do qual nasceu São Judas Tadeu.

Esta outra Maria era a “irmã” da Virgem Maria que estava ao pé da cruz (Jo 19,25). Portanto, São Tiago Menor e Judas seriam primos de Jesus e sobrinhos de São José e da Santíssima Virgem. Entretanto, não conseguiram comprovar se Maria de Cleofas era “irmã” de sangue da Virgem Maria ou somente sua cunhada porque nesse tempo se chamava “irmãos” os parentes em geral.

3. Parecia muito com Jesus
São Judas Tadeu normalmente é representado com uma medalha no peito, com o rosto de Cristo impresso. Isto acontece porque se parecia com Jesus fisicamente e também espiritualmente. Além disso, o santo carrega uma chama de fogo na cabeça a qual manifesta que recebeu o Espírito Santo em Pentecostes.

Outros escultores o mostram levando uma Bíblia em referência ao livro que leva seu nome. Em sua mão aparece uma machadinha, referente ao seu martírio, ou um cajado como símbolo das grandes distâncias que percorria enquanto pregava.

4. Morreu mártir junto com São Simão

São Judas Tadeu pregou primeiro na Judeia, em seguida foi para a Mesopotâmia e finalmente a Pérsia, lugar no qual se reuniu com o apóstolo São Simão e juntos combateram as heresias de Zaroes e Arfexat, dois sacerdotes pagãos que levantaram o povo contra as obras dos apóstolos. Ambos os apóstolos receberam juntos a coroa do martírio e, por isso, a Igreja os celebra no mesmo dia. As relíquias dos santos estão em um altar da Basílica de São Pedro no Vaticano.

5. Teve uma visão de Jesus antes de morrer

Antes de morrer, São Judas olhou para São Simão e lhe disse que viu o Senhor que os chamava para Ele. Segundo a antiga tradição, mataram São Simão cortando seu corpo em dois e cortaram a cabeça de São Judas Tadeu com uma machadinha. A Igreja no ocidente celebra o seu dia em 28 de outubro.

6. É padroeiro das causas impossíveis

Santa Brígida da Suécia, mística e padroeira da Europa, escreveu que um dia Jesus lhe recomendou que quando quisesse obter certos favores, deveria pedir pela intercessão de São Judas Tadeu. Por esta razão, é considerado padroeiro das causas impossíveis, assim como Santa Rita de Cássia.

7. Tem uma epístola na Bíblia

A Epístola ou Carta de Judas faz parte do Novo Testamento e é atribuída a São Judas Tadeu. Foi escrita em grego entre os anos 62 e 65, antes da queda de Jerusalém. Foi escrita por Judas, irmão de São Tiago, e não está dirigida a ninguém, nem a alguma Igreja em particular.

Através dela, repreende os falsos mestres e convida todos a manterem a pureza da fé. A carta termina com uma bela oração (Jd 1, 25) que diz: “Ao Deus único, Salvador nosso, por Jesus Cristo, Senhor nosso, sejam dadas glória, magnificência, império e poder desde antes de todos os tempos, agora e para sempre. Amém”.

8. A Igreja não avaliza as polêmicas correntes de oração

Normalmente, circulam pela Internet e em papéis deixados nas casas ou nos templos, uma suposta “corrente ou Novena Milagrosa a São Judas Tadeu”, a qual exige que o conteúdo seja compartilhado a um número determinado de pessoas e dentro de um período de tempo para obter bênçãos e ameaça com males aqueles que não o façam. A origem é desconhecida, mas a Igreja não avaliza estas iniciativas.

Fonte: ACI digital



Ideias para celebrar a Festa de todos os Santos com as crianças


Foto: Shower of Roses
http://showerofroses.blogspot.com

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Out. 19 / 06:00 am (ACI).- Fantasias, doces, flores e até as polêmicas abóboras também podem ser úteis para celebrar a Festa de Todos os Santos com as crianças. A seguir, apresentamos algumas propostas.

Em algumas paróquias e comunidades católicas, tornou-se costume fantasiar as crianças de um santo favorito e se reunir em um local para compartilhar atividades infantis. Não é preciso um grande investimento, mas com a ajuda de alguns tecidos ou objetos domésticos, uma boa caracterização pode ser alcançada.

Por exemplo, se a ideia é se vestir como Santa Catarina de Sena, pode-se usar um longo vestido branco com um tecido preto para a cabeça em forma de “véu” (usado pelas religiosas), sustentado por uma coroa de ramos secos. Enquanto na mão, pode segurar uma cruz com lírios.

Caso queira dar um toque mais doce, pode mudar o vestido por um de cor creme e a coroa por uma de rosas e, assim, torna-se Santa Rosa de Lima.

No caso dos meninos, uma grande manta ou lençol branco que envolva o corpo e uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, na parte da frente, daria a impressão de ter na família um São Juan Diego com o manto da Virgem.

Também poderia representar São Domingos Sávio, padroeiro dos coros de crianças, com calça marrom, jaqueta verde, camisa branca e uma gravata borboleta.  E se o que se busca é caracterizar um santo fundador, então, uma túnica preta ou marrom representaria Santo Inácio de Loyola ou São Francisco de Assis, respectivamente.

Nas atividades infantis, é possível usar recipientes com doces e colar neles a imagem dos santos que sejam mais conhecidos.

Por exemplo, para aprofundar sobre a vida de São João Paulo II, são feitas perguntas da vida do Pontífice e que responder corretamente pegará um doce do recipiente que tem a imagem do “Papa peregrino”. Os doces também podem ser envolvidos com algumas de suas frases mais famosas.

Quem vive em regiões de época de abóboras, como Estados Unidos, a ideia é usá-las para desenhar nelas uma estrela, uma cruz; para os mais criativos, o rosto da Virgem Maria ou de Cristo. Assim, evita-se as imagens terríveis e lhe dá um sentido mais cristão.

Pode ver mais ideias para representar os santos em: http://showerofroses.blogspot.com/2013/10/celebrating-saints-our-2013-costumes.html.

Fonte: ACI digital



7 conselhos que te ajudarão a aperfeiçoar a oração do Terço


Terço / Fotot: Flickr - FotoKatolik (CC-BY-SA-2.0)

REDAÇÃO CENTRAL, Out. 19 / 05:00 am (ACI).- Outubro é o mês dedicado ao Terço e muitos católicos redescobrem na oração predileta da Virgem Maria sua força espiritual.

Para seguir aperfeiçoando o hábito desta oração, apresentamos sete conselhos práticos tirados do livro “O Rosário: Teologia de joelhos”, do sacerdote, escritor e funcionário da Secretaria de Estado do Vaticano, Mons. Florian Kolfhaus:

1. Dedicar tempo

Nossos calendários estão cheios de compromissos. Entretanto, é bom reservar de 20 a 30 minutos por dia para a oração do Santo Terço. Este encontro com Jesus e Maria é muito mais importante que as demais atividades agendadas.

Este tempo de oração é reservado para nós mesmos, porque é um tempo no qual devemos nos dedicar somente para amar.

É possível reservar dois ou três dias da semana para a oração do Terço e, desta forma, será cada vez mais fácil fazer esta oração, até finalmente poder rezá-la todos os dias.

2. Saber que reza para alguém

Uma boa oração está baseada em orientar completamente à vontade a agradar o nosso querido amigo, Cristo, e não a nós mesmos.

3. Fazer pausas

Santo Ignácio de Loyola recomenda a chamada “terceira forma de rezar” para adaptar as palavras ao ritmo da própria respiração.

Normalmente, é suficiente interromper um mistério do Terço para voltar a ser consciente de que Jesus e Maria nos olham cheios de alegria e amor. Para isto, pode ser útil respirar duas ou três vezes, antes de voltar a retomar a oração.

4. Dirigir os pensamentos

Pode-se e deve-se “desviar” os pensamentos para encontrar o mistério que devemos visualizar na nossa mente antes de cada dezena do terço.

É pouco provável que a repetição seja útil se não for encaminhada várias vezes para o essencial, que é a vida de Jesus e de Maria.

5. Fazer da oração um momento para compartilhar com Cristo

Um dos primeiros e mais importantes passos para a oração interior é não só nos dedicarmos a pensar e a meditar, mas olhar paa aquele a quem está dirigida a nossa prece.

Saber que, aquele a quem nos dirigimos nos ama infinitamente e despertará em nós diversos e espontâneos sentimentos, assim como quando desfrutamos e nos alegramos com uma pessoa que gostamos muito.

6. Fechar os olhos ou simplesmente fixá-los em um só lugar

Algumas pessoas fecham os olhos a fim de se concentrar e rezar melhor. Isso pode ser uma ajuda, mas normalmente é suficiente fixar o olhar em um só lugar e evitar olhar ao redor. De qualquer maneira, é importante que os olhos do coração estejam sempre abertos.

O Terço é como uma visita ao cinema. Trata-se de ver imagens. Algumas perguntas básicas podem ser de utilidade: o que, quem, como, quando, onde? Como vejo o nascimento de Jesus, sua crucificação, sua ascensão.

Às vezes, posso – como se tivesse uma câmara – aproximar elementos ou detalhes e procurar um primeiro plano: a mão de Cristo transpassada pelos pregos, as lágrimas nos olhos do apóstolo João enquanto o Senhor subia aos céus, etc.

7. Que a intenção de rezar sempre seja o amor

As palavras acompanham, nossa mente se dispõe, mas o nosso coração deve dominar a oração.

Todos os grandes escritores espirituais concordam que a oração interior atinge principalmente nossos sentimentos e emoções.

Santa Teresa D’Ávila explica de maneira simples: “Não pense muito, ame muito!”. Em uma ocasião, uma senhora me contou que não conseguia pensar em rezar o Terço todos os dias, mas a única coisa que conseguia dizer interiormente era: ‘Jesus, Maria, eu os amo!’. Parabenizo a esta mulher, pois a tal resultado a oração do Terço nos deve levar.

Fonte: ACI digital



Milhares de romeiros veneram Benigna Cardoso, próxima beata brasileira

Romaria em Santana do Cariri (Fotos de Ypsilon Félix)

Embora fosse uma quinta-feira, devotos vindos de vários lugares prestaram homenagens à mártir da pureza e da castidade, agora venerável, Benigna Cardoso.

Cidade do Vaticano

O Município de Santana do Cariri no Sul do Ceará recebeu milhares de Romeiros, em 24 de outubro, que foram celebrar os 78 anos do martírio de Benigna Cardoso da Silva, venerar e agradecer a "Heroína da Castidade"!

Pr. Paulo Lemos, pároco da Paróquia Senhora Sant'Ana, ressaltou: "Esta foi a primeira romaria que ocorreu em Santana do Cariri, após o anúncio do Papa Francisco que Benigna Cardoso será beatificada. O dia 24 de outubro, no município, amanheceu num ar de muita fé, devoção, pedidos e agradecimentos à Venerável Benigna."

O bispo da Diocese de Crato, dom Gilberto Pastana, destacou a importância da causa de Benigna para o Brasil, em especial o Ceará por se tratar do primeiro reconhecimento oficial da Santa Sé neste território e pelo testemunho de Benigna de santidade e amor a Deus.

Em uma missa campal ao lado da Matriz de Senhora Sant'Ana (local onde Benigna está sepultada), dom Gilberto Pastana presidiu a solene concelebração ao lado de dom Armando Bucciol, bispo da Diocese de Livramento de Nossa Senhora (BA), e do clero diocesano de Crato.

Ypsilon Félix, que foi membro da comissão Histórica na fase Diocesana no processo de Beatificação, ressaltou que as terras onde Benigna viveu respira a fé católica. O exemplo de resistência e obediência a Deus tem atraído muitas pessoas a esta pequena cidade do interior. A data do seu martírio ganhou muita expressividade. Benigna também foi inspiração para tornar essa data um dia de luta contra o feminicídio em todo o Estado do Ceará. Essa data está incluída no calendário oficial de eventos religiosos por força de lei já sancionada.

Embora fosse uma quinta-feira, devotos vindos dos mais variados recantos da cidade de Santana do Cariri, das cidades circunvizinhas e até mesmo de outros lugares do Estado (e fora dele), percorreram 2, 5 km de caminhada, para prestar homenagens à mártir da pureza e da castidade, agora venerável, Benigna Cardoso.

Esse percurso de fé e devoção recorda a data do martírio da jovem, em 24 de outubro de 1941. Foi iniciado no santuário dedicado a ela, localizado no bairro Inhumas, em direção à Igreja Matriz, onde realizou-se a santa missa. O tema deste ano foi: “Sob a proteção de Benigna, escolhidos e enviados na Igreja em saída".

26 outubro 2019, 16:49

Fonte: Vatican News






domingo, 27 de outubro de 2019

Evangélico caminha mais de 80 km até o Santuário de Aparecida


Redação da Aleteia / Jovens de Maria | Out 23, 2019

“Deus é amor, não placa”, disse o rapaz

Não é novidade: todos os anos, no mês de outubro, milhares de devotos fazem romarias e peregrinações até o Santuário Nacional de Aparecida. Gente que vai à pé, de bicicleta e até a cavalo para agradecer e pedir bênçãos a Nossa Senhora.

Entre os católicos, é possível encontrar pessoas de outras religiões, embora em menor número. O site Jovens de Maria publicou o testemunho de um evangélico, que percorreu 84 km a pé até o Santuário Nacional. Confira o testemunho na íntegra:

“Como todos sabem, sou evangélico. Desde  criança observava aquelas pessoas ‘católicas’ indo a pé para a Basílica de Nossa Senhora. Eram, às vezes, milhares de quilômetros até chegar ao alvo. No sábado, estive em um evento próximo à cidade de Aparecida e algo mexeu muito comigo. Qual seria a sensação de caminhar até aquele local? Qual seria o motivo? Fé? Voto? Promessa? Eu tinha tantas dúvidas! E dentro de mim, algo só dizia:  VAI , você vai saber!  No outro dia estava ali. Pronto para viver essa experiência.

Saí de casa às 21h.  Eram muitos os desafios, tudo parecia me fazer desistir: frio, chuva, o psicológico passando por várias coisas… No fundo, no fundo eu não estava preparado para viver aquilo. Quando fui ver, já estava debaixo de muita chuva e frio na via Dutra. Na minha cabeça passavam milhares de pensamentos, coisas que eu já passei. Minha vida sempre foi muito louca. Tive altos e baixos, mas eu tinha um propósito ali. Estava fazendo um sacrifício por mim.

Nesta trajetória, tinham pontos de ajuda, lugares em que as pessoas se colocam à disposição para te abençoar com água, suco, café, comida, lanche, frutas. Além disso, tinha muito amor e carinho. Aquilo me impactou de uma forma. QUE AMOR É ESSE? Saí daquele lugar motivado, cheio de energia e sempre me diziam: VOCÊ VAI CONSEGUIR! Passavam segundos, minutos, horas, metros e quilômetros. A cada olhar, cada momento era muito importante para mim.

Sim, o cansaço veio muito forte às 5h da manhã, mas não poderíamos parar, queríamos chegar no ALVO. Logo começou a amanhecer e paramos em um ponto de apoio em Taubaté (SP). Os meus pés doíam, minhas panturrilhas estavam esticadas. Sem conseguir pisar no chão, fomos atendidos com massagens, medicamentos e alimentação. Tomamos café e seguimos, firmes e fortes.

Ao longo da caminhada, conheci pessoas incríveis, cada um com uma historia diferente. Quando descobriam que eu não era católico, se assustavam e perguntavam: “Como assim? Por que você está aqui?” Eu explicava que Deus não é placa, como a maioria coloca. Deus é Amor, Paz, Família, e aquilo impactava as pessoas.

Seguindo firme a cada passo, chegamos ao famoso pedágio próximo a Aparecida. Ali era onde todos falavam, desde o começo, que sua fé era testada, onde o sacrifício era válido! Não tinha mais para aonde ir, ficar, eu só queria chegar, por mais que os meus pés não aguentassem mais. A estrutura do meu corpo chegava ao limite, mas eu tinha um proposito, não iria desistir ali. Naquele momento, já tinha passado 16 horas andando e mais de 70 km.

Os passos eram curtos, já estava escurecendo. Naquele momento, eu só falava com Deus e pedia graça, pedia força. Ao longo dessa caminhada, eu só via uma luz muito forte e muito longe, que eu imaginava que era onde eu queria chegar… Mas esse lugar nunca chegava. Enfim, faltavam 4 km! Uma subida que eu nunca vi na minha vida e meu corpo tinha chegado ao limite. Eu chorava, não sentia mais meu corpo, meus pés, só escutava apenas as batidas do meu coração. E ali orava e pedia para Deus abençoar a todos que eu conheço. Como falei com Deus, parecia que estava em um monte e Deus me dando força.

Faltavam uns 40 minutos para chegar e o desespero bateu, porque realmente não aguentava, mas seria muita decepção chegar tão perto e não concluir esse propósito!

Por volta das 21h30, depois de 84 km, mais de 22 horas andando, enfim estava ali onde eu me imaginei desde que eu saí de casa. Uma mistura de emoção, alegria, fé, gratidão, esperança, amor, paz. Sim, eu cheguei e foi uma sensação incrível! Nunca tinha sentido aquilo!

Eu caí no chão chorando e só queria chorar! Me veio na cabeça tudo que eu passei na minha vida, coisas boas e ruins, ganhos e perdas. Tirei uma lição: É preciso passar por tudo isso para você ter experiência de vida e Deus tem sempre um propósito para tudo.

Também tiro de lição:

1- Se tiver um propósito dentro do seu coração, não deixe ninguém te parar, vá e faça.

2- DEUS é AMOR, não placa.

3- Todo SACRIFÍCIO deixará marcas.

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4- Ame o próximo como a ti mesmo.

5- JESUS te AMA e EU TAMBÉM.

Um beijo no coração de todos,

Denis Gonçalves”

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(Jovens de Maria)

Fonte: Aleteia



Francisco no Angelus: Sínodo, experimentamos a beleza de caminhar unidos para servir


"A grito dos pobres, junto ao grito da terra, veio da Amazônia. Depois dessas três semanas não podemos fazer de conta de não tê-lo ouvido", disse o Papa no Angelus deste domingo.

Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

Após a missa de encerramento do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-amazônica, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (27/10).

“A missa celebrada, esta manhã, na Basílica de São Pedro concluiu a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-amazônica. A Primeira Leitura, do Livro do Eclesiástico, nos recordou o ponto de partida desse caminho: a oração do pobre que «atravessa as nuvens», pois «Deus escuta a oração do oprimido».  O grito dos pobres, junto ao grito da terra, veio da Amazônia. Depois dessas três semanas não podemos fazer de conta de não tê-lo ouvido. As vozes dos pobres e a de tantos outros dentro e fora da Assembleia sinodal, pastores, jovens e cientistas nos impelem a não permanecer indiferentes. Ouvimos muitas vezes a frase “depois é tarde demais”: esta frase não pode permanecer um slogan.”

“O que foi o Sínodo?” Perguntou o Papa. “Foi, como diz a palavra, um caminhar juntos, revigorados pela coragem e pelo consolo que vem do Senhor. Caminhamos, olhando-nos nos olhos e ouvindo-nos, com sinceridade, sem esconder as dificuldades, experimentando a beleza de caminhar unidos, para servir.”

Francisco sublinhou que “na segunda leitura deste domingo, o apóstolo Paulo nos incentiva a isso: num momento dramático para ele, pois sabe que está para ser oferecido em sacrifício, ou seja, justiçado, e que chegou o momento de deixar esta vida, escreve naquele momento: «O Senhor esteve a meu lado e me deu forças. Ele fez com que o Evangelho fosse anunciado por mim integralmente e ouvido por todas as nações». Eis o último desejo de Paulo: não algo para si ou para alguns dos seus, mas para o Evangelho, para que seja anunciado a todos os povos. Isso vem antes de tudo e conta acima de tudo. Cada um de nós já se perguntou muitas vezes o que fazer de bom para a própria vida. Hoje é o momento. Perguntemo-nos: “O que eu posso fazer de bom pelo Evangelho?”

“No Sínodo, nos fizemos essa pergunta com o desejo de abrir novas estradas ao anúncio do Evangelho. Anuncia-se somente o que se vive. Para viver de Jesus, para viver do Evangelho, é preciso sair de si mesmo.”

“Sentimo-nos, então, impelidos a decolar”, frisou o Papa, “a deixar as costas confortáveis de nossos portos seguros para penetrar nas águas profundas: não nas águas pantanosas das ideologias, mas no mar aberto, onde o Espírito nos convida a lançar as redes".

Francisco convidou a invocar a Virgem Maria, para o caminho que virá, “venerada e amada como Rainha da Amazônia”. Maria adquiriu esse título não como conquistadora, “mas inculturando-se. Com a coragem humilde de mãe, tornou-se a protetora de seus filhos, a defesa dos oprimidos. Sempre indo à cultura dos povos: não há uma cultura padrão, não há uma cultura pura que purifique os outros. Existe o Evangelho, puro, que se incultura. A ela, que cuidou de Jesus na casa pobre de Nazaré, confiamos os filhos mais pobres de nossa Casa comum".

27 outubro 2019

Fonte: Vatican News



[Íntegra]: Homilia do Santo Padre no encerramento do Sínodo Amazônico


Papa Francisco pronuncia sua homilia na Basílica de São Pedro. Foto: Daniel Ibañez/ACI Prensa

Vaticano, 27 Out. 19 / 07:46 am (ACI).- O Papa Francisco celebrou a Missa Solene de encerramento do Sínodo dos Bispos para a Amazônia neste domingo, 27 de outubro na Basílica de São Pedro.

Durante sua homilia, o Santo Padre refletiu sobre três tipos de oração que se descrevem na Bíblia: a oração do fariseu, a oração do publicano e a oração do pobre.

A seguir a íntegra da homilia do Papa Francisco traduzida ao português:

HOMILIA DO SANTO PADRE


Eucaristia do XXX Domingo do Tempo Comum



no encerramento da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Panamazónia



(Basílica de São Pedro, 27 de outubro de 2019)



Hoje, a Palavra de Deus ajuda-nos a rezar por meio de três personagens: na parábola de

Jesus, rezam o fariseu e o publicano; na primeira Leitura, fala-se da oração do pobre.

1. A oração do fariseu principia assim: «Ó Deus, dou-Te graças». É um ótimo começo, porque  a melhor oração é a de gratidão e louvor. Mas olhemos o motivo – referido logo a seguir –, pelo qual dá graças: «por não ser como o resto dos homens» (Lc 18, 11). E dá também a explicação do motivo: jejua duas vezes por semana, enquanto na época era obrigado a fazê-lo uma vez por ano; paga o dízimo de tudo o que possui, enquanto o mesmo era prescrito apenas para os produtos mais importantes (cf. Dt 14, 22-23). Em suma, vangloria-se porque cumpre do melhor modo possível

preceitos particulares. Mas esquece o maior: amar a Deus e ao próximo (cf. Mt 22, 36-40). Transbordando de confiança própria, da sua capacidade de observar os mandamentos, dos seus méritos e virtudes, o fariseu aparece centrado apenas em si mesmo. Vive sem amor. Mas, sem amor, até as melhores coisas de nada aproveitam, como diz São Paulo (cf. 1 Cor 13). E sem amor, qual é o resultado? No fim de contas, em vez de rezar, elogia-se a si mesmo. De facto, não pede nada ao Senhor, porque não se sente necessitado nem em dívida, mas com crédito. Está no templo de Deus, mas pratica a religião do eu.

E além de Deus, esquece o próximo; antes, despreza-o, isto é, não lhe atribui preço, não tem valor. Considera-se melhor do que os outros, que designa, literalmente, por «o resto, os restantes (loipoi)» (Lc 18, 11). Por outras palavras, são «restos», descartados dos quais manter-se à larga.

Quantas vezes vemos acontecer esta dinâmica na vida e na história! Quantas vezes quem está à frente, como o fariseu relativamente ao publicano, levanta muros para aumentar as distâncias, tornando os outros ainda mais descartados. Ou então, considerando-os atrasados e de pouco valor, despreza as suas tradições, apaga as suas gestas, ocupa os seus territórios e usurpa os seus bens.

Quanta superioridade presumida, que se transforma em opressão e exploração, mesmo hoje! Os erros do passado não foram suficientes para deixarmos de saquear os outros e causar ferimentos aos nossos irmãos e à nossa irmã terra: vimo-lo no rosto dilaniado da Amazónia. A «religião do eu» continua, hipócrita com os seus ritos e as suas «orações», esquecida do verdadeiro culto a Deus, que passa sempre pelo amor ao próximo. Até mesmo cristãos que rezam e vão à Missa ao domingo são

seguidores desta «religião do eu». Podemos olhar para dentro de nós e ver se alguém, para nós, é inferior, descartável… mesmo só em palavras. Rezemos pedindo a graça de não nos considerarmos superiores, não nos julgarmos íntegros, nem nos tornarmos cínicos e vilipendiadores. Peçamos a Jesus que nos cure de criticar e queixar dos outros, de desprezar seja quem for: são coisas que desagradam a Deus.

2. A oração do publicano ajuda-nos a compreender o que é agradável a Deus. Aquele começa, não pelos méritos, mas pelas suas faltas; não pela riqueza, mas pela sua pobreza: não uma pobreza económica – os publicanos eram ricos e cobravam também injustamente, à custa dos seus compatriotas –, mas uma pobreza de vida, porque no pecado nunca se vive bem. Aquele homem reconhece-se pobre diante de Deus, e o Senhor ouve a sua oração, feita apenas de sete palavras mas de atitudes verdadeiras. De facto, enquanto o fariseu estava à frente, de pé (cf. Lc 18, 11), o

publicano mantém-se à distância e «nem sequer ousava levantar os olhos ao céu», porque crê que o Céu está ali e é grande, enquanto ele se sente pequeno. E «batia no peito» (cf. 18, 13), porque no peito está o coração. A sua oração nasce do coração, é transparente: coloca diante de Deus o coração, não as aparências. Rezar é deixar-se olhar dentro por Deus sem simulações, sem desculpas,nem justificações. Porque, do diabo, vêm escuridão e falsidade; de Deus, luz e verdade. Foi bom – e vos agradeço, queridos padres e irmãos sinodais – termos dialogado, nestas semanas, com o coração, com sinceridade e franqueza, colocando fadigas e esperanças diante de Deus e dos irmãos.

Hoje, contemplando o publicano, descobrimos o ponto donde recomeçar: do facto de nos considerarmos, todos, necessitados de salvação. É o primeiro passo da religião de Deus, que é misericórdia com quem se reconhece miserável. Ao passo que a raiz de todo o erro espiritual, como ensinavam os monges antigos, é crer-se justo. Considerar-se justo é deixar Deus, o único justo, fora de casa. Esta atitude inicial é tão importante que Jesus no-la mostra com uma confrontação paradoxal, colocando lado a lado na parábola a pessoa mais piedosa e devota de então, o fariseu, e o pecador público por excelência, o publicano. E a sentença final inverte as coisas: quem é bom, mas presunçoso, falha; quem é deplorável, mas humilde, acaba exaltado por Deus.

Se olharmos para dentro de nós com sinceridade, vemo-los ambos em nós: o publicano e o fariseu. Somos um pouco publicanos, porque pecadores, e um pouco fariseus, porque presunçosos, capazes de nos sentirmos justos, campeões na arte de nos justificarmos! Isto, com os outros, muitas vezes dá certo; mas, com Deus, não.

Rezemos pedindo a graça de nos sentirmos carecidos de misericórdia, pobres intimamente. Por isso mesmo faz-nos bem frequentar os pobres, para nos lembrarmos que somos pobres, para nos recordarmos de que a salvação de Deus só age num clima de pobreza interior.

3. Assim chegamos à oração do pobre. Esta – diz Ben Sirá – «chegará às nuvens» (35, 17). Enquanto a oração de quem se considera justo fica em terra, esmagada pela força de gravidade do egoísmo, a do pobre sobe, direita, até Deus. O sentido da fé do Povo de Deus viu nos pobres «os porteiros do Céu»: são eles que nos abrirão, ou não, as portas da vida eterna; eles que não se consideraram senhores nesta vida, que não se antepuseram aos outros, que tiveram só em Deus a sua própria riqueza. São ícones vivos da profecia cristã.

Neste Sínodo, tivemos a graça de escutar as vozes dos pobres e refletir sobre a precariedade das suas vidas, ameaçadas por modelos de progresso predatórios. E, no entanto, precisamente nesta situação, muitos nos testemunharam que é possível olhar a realidade de modo diferente, acolhendo-a de mãos abertas como uma dádiva, habitando na criação, não como meio a ser explorado, mas como casa a ser guardada, confiando em Deus. Ele é Pai e – diz ainda Ben Sirá – «ouvirá a oração do oprimido» (35, 13). Quantas vezes, mesmo na Igreja, as vozes dos pobres não são escutadas, acabando talvez vilipendiadas ou silenciadas porque incómodas. Rezemos pedindo a graça de saber escutar o clamor dos pobres: é o clamor de esperança da Igreja. Assumindo nós o seu clamor, também a nossa oração atravessará as nuvens.

Fonte: ACI digital



A Piedade Corretiva-30° Domingo do Tempo Comum(Ano C)


A PIEDADE CORRETIVA

30° Domingo do Tempo Comum
 – Ano C

Evangelho de Lucas 18,9-14

Naquele tempo, 9 Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10 “Dois homens subiram ao templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11 O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12 Eu jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13 O cobrador de impostos, porém, ficou a distância e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim, que sou pecador!’ 13 Eu vos digo, este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”.
Reflexão

A PIEDADE CORRETIVA

A parábola do fariseu e do publicano aponta para dois diferentes tipos de piedade, representando posições extremas. O discípulo do Reino deve decidir-se pela maneira correta de agradar a Deus, evitando os caminhos enganosos.

A piedade farisaica, baseada na prática cotidiana da Lei, em seus mínimos detalhes, tinha seus defeitos: era cheia de orgulho, uma vez que levava a pessoa a olhar com desprezo para os considerados pecadores e incapazes de perfeição; pregava a segregação das outras pessoas, por temor de contaminação. Os fariseus julgavam-se com direito de exigir de Deus a salvação, em vista dos méritos adquiridos com sua vida piedosa.

A piedade do povo simples e desprezado, como o cobrador de impostos, tem outros fundamentos: a humildade e a consciência das próprias limitações e da necessidade de Deus para salvá-lo, a certeza de que a salvação resulta da misericórdia divina, sem méritos humanos, o espírito solidário com os demais pecadores que esperam a manifestação da bondade de Deus.

A oração do fariseu prepotente e egoísta dificilmente será atendida. É uma oração formal, da boca para fora. Já a oração do publicano é totalmente humilde, porque ele reconhece que sua salvação vem de Deus. Só a oração sem estardalhaço é ouvida!

Oração do Dia

Espírito de humildade na oração, ensina-me a rezar, pondo minha confiança totalmente em Deus, pois só sua misericórdia pode salvar-me.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.




Cristãos perseguidos em mais de 20 países, denuncia relatório da AIS

Relatório da Ajuda à Igreja que Sofre sobre cristãos perseguidos 

A Fundação de direito Pontifício Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), apresentou na quinta-feira em Roma seu relatório anual, onde destaca a violência sistemática contra os cristãos. A situação se agrava em particular na África e no sul do continente asiático.

Marco Guerra - Cidade do Vaticano

"Vivemos em um estado de tensão permanente, porque em nossa mente sabemos que em algum lugar, em algum momento, haverá outro ataque. Ainda que ninguém saiba onde e quando”. As palavras do cardeal Joseph Coutts, arcebispo de Karachi, no Paquistão, que introduzem o relatório da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), dão uma ideia do que significa estar entre um dos 300 milhões de cristãos que vivem em terras de perseguição. Participar de uma Missa, animar os eventos e as atividades pastorais de uma comunidade cristã, exibir símbolos religiosos ou simplesmente professar a própria fé,  tornam-se atos que podem colocar em risco a liberdade e até mesmo a própria vida em mais de 20 países onde vivem bilhões de pessoas.
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Perseguição multifacetada

"A perseguição religiosa pode assumir várias formas", escreve ainda o cardeal, "pode ​​traduzir-se em ataques brutais do Estado Islâmico (ISIS) no Iraque e na Síria contra cristãos e yazidis, ou pode assumir formas mais sutis, como discriminações, ameaças, extorsões, sequestros e conversões forçadas, negação dos direitos ou limitações à liberdade".

O cardeal Coutts se concentra, em particular, na situação na República Islâmica do Paquistão, onde os cristãos são uma pequena minoria em uma vasta população de mais de 200 milhões de habitantes. "Ao longo dos anos – conta ele - enfrentamos tudo que acabamos de descrever. Mas mesmo nos momentos mais difíceis, sempre encontramos força no encorajamento e no apoio que a Ajuda à Igreja que Sofre nos ofereceu”.

Perseguições entre 2017 e 2019

A Fundação do direito Pontifício quer dar voz a todos os cristãos oprimidos por meio do novo relatório "Perseguidos mais do que nunca. Foco na perseguição anticristã entre 2017 e 2019", apresentada na manhã de quinta-feira em Roma na Basílica de San Bartolomeo all’Isola. Um texto que examina os desdobramentos mais significativos nas áreas de maior preocupação devido às violações dos direitos humanos sofridas pelos cristãos nos últimos dois anos.

Agravamento da situação em Burkina Faso e no Sri Lanka

No período em análise, a situação está longe de ter melhorado e a lista dos países onde os cristãos sofrem aumenta com a entrada de Camarões, Burkina Faso e o Sri Lanka. Para o diretor da AIS, Alessandro Monteduro, os dois últimos representam os exemplos mais dramáticos desse novo cenário de perseguição anticristã, que encontra novas formas e novos territórios também em virtude da inadequação das estratégias adotadas até o momento.

Resposta militar não é suficiente

"Mesmo se necessária, a resposta militar não é o suficiente", explicou Monteduro ao VaticanNews, referindo-se à transferência de jihadistas do ISIS, derrotados no norte do Iraque e em grande parte da Síria, para outras áreas do mundo, principalmente África, sul e leste da Ásia.

Fundamentalismo na África em aumento

É sobretudo no continente africano, de fato, a nova frente do fundamentalismo islâmico, como evidenciado pelo fato de que dos 17 sacerdotes e uma religiosa assassinados no mundo em 2019, 14 foram assassinados neste continente. A situação em Burkina Faso se agravou no período considerado. Somente nos primeiros seis meses de 2019, 20 cristãos foram assassinados, incluindo 6 sacerdotes e um pastor. O sacerdote burquinense padre Roger Kologo se pronunciou na apresentação do relatório com seu testemunho: "É uma verdadeira caça aos cristãos, que são atacados durante procissões e expressões de sua fé e até mesmo atacados em suas casas e executados." O sacerdote resumiu a trágica escalada de ataques anticristãos iniciada justamente em sua diocese, a de Dori, na última Sexta-feira Santa e falou sobre seu amigo padre Joel Yougbare, sequestrado em 17 de março: "Na noite anterior ao seu sequestro jantamos juntos. Ele me disse que iria visitar uma comunidade em uma área remota. Ele sabia que era arriscado, os jihadistas estavam de olho nele e várias vezes o haviam seguido, mas ele não queria abandonar seus fiéis".

Do Sri Lanka, as relíquias do massacre na Páscoa

Também muito tocante foi o testemunho do reitor do Santuário de Santo Antônio em Colombo, padre Jude Raj Fernando, que falou dos trágicos momentos em que sua igreja foi atacada no domingo da Páscoa: "Vi meus fiéis mortos, ensanguentados, e me perguntei: meu Deus, por quê?" Agora, padre Fernando está comprometido em acolher e educar os órfãos daquele massacre e em fortalecer a fé dos sobreviventes e parentes das vítimas. "Não obstante os graves ferimentos recebidos - acrescentou -, permanecemos firmes em nossa fé que nos permite perdoar nossos perseguidores. Perdoamos, mas continuamos a pedir justiça para nossas vítimas”. Ao final de sua intervenção, o padre Jude Raj Fernando doou as relíquias das vítimas do massacre de Páscoa à Basílica de San Bartolomeo all’Isola. Entre os objetos contidos em uma teca, também a garrafa de água de uma das 48 crianças que perderam a vida no ataque.
Perseguições políticas continuam

Não há somente terrorismo islâmico, mas na Índia, por exemplo, nos últimos dois anos, foram registrados mais de 1000 ataques e mais de 100 igrejas foram destruídas por extremistas hinduístas. Depois, tem a perseguição política e governamental. Mesmo as melhorias verificadas nas relações diplomáticas entre os líderes das nações ocidentais e seus pares do governo, como os da Coréia do Norte ou China, não devem nos levar a pensar em melhorias nas condições dos cristãos nessas áreas, como observou em seu pronunciamento Alfredo Mantovano, presidente da AIS-Itália: "Não devemos nos iludir de que uma eventual redução de aquisição de armamentos ou de tratados de cooperação econômica corresponda, dentro das fronteiras, a uma diminuição da perseguição religiosa". Segundo várias estimativas, entre os 50 mil e 70 mil prisioneiros nos campos de detenção da Coréia do Norte, estão cristãos perseguidos por sua fé que sofrem toda forma de maus-tratos, incluindo assassinatos extrajudiciais.

Cardeal Sandri: facilitar o retorno dos cristãos ao Oriente Médio

O evento foi enriquecido pela intervenção do cardeal Leonardo Sandri, prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, que falou ao Vatican News sobre a situação dos cristãos no Oriente Médio e o compromisso da Igreja em ajudá-los a permanecer em seus países de origem:

R. – Nestas nossas regiões - e refiro-me sobretudo ao Iraque e à Síria - ainda existe o sofrimento de muitas populações, o retorno em alguns casos de cristãos, mas sobretudo a grande preocupação com o êxodo de cristãos ... Pode-se também temer um novo Oriente Médio sem cristãos, algo que o Papa Francisco denunciou como completamente contrário à história daquela região. Portanto, esperamos que após a queda do Estado Islâmico, realmente chegue um momento de paz. No entanto, os cristãos ainda são "pré-perseguidos" porque se encontram sem as condições mínimas para serem reconhecidos como cidadãos desses países com todos os direitos e deveres, e muitos são forçados a migrar devido à insegurança ou falta de trabalho.

Portanto, defender os cristãos significa defender a estabilidade do Oriente Médio?

R. – A estabilidade e o equilíbrio. Esses países são predominantemente muçulmanos, mas a presença cristã sempre foi uma presença que levou equilíbrio, porque a vida da Igreja é voltada sobretudo para procurar a glória de Deus, mas sobretudo manifestá-la no serviço aos irmãos e essa é uma característica cristã que se caracteriza em países de maioria muçulmana e que também se manifesta como um momento de equilíbrio social para todo o país.

Os cristãos podem retornar a alguns territórios, mas sempre há o temor de novas perseguições?

R. - Devo dizer que em alguns casos o retorno dos cristãos está ocorrendo, especialmente em Qaraqosh, no Curdistão iraquiano, e também há alguns pequenos sinais em Mosul. Mas, obviamente, esses são movimentos muito pequenos por enquanto. Em Qaraqosh, por exemplo, eu sei que retornaram os siro-católicos. Qaraqosh é sua principal cidade.

Há necessidade de um esforço em favor dos plenos direitos civis aos cristãos em alguns países do Oriente Médio que ainda não os concedem?

R. - Certamente, é o que nossos pastores orientais expressaram tantas vezes e também o Santo Padre expressou isso em alguns de seus discursos. Os cristãos não são cidadãos por concessão, por misericórdia, por tolerância: eles querem ser cidadãos plenos. Em todos esses países, mesmo sendo pequenas realidades do ponto de vista numérico, eles amam sua própria pátria e contribuem para o bem-estar e a elevação social de toda a população. E vemos isso em muitos países por meio dos missionários, isto é, os sacerdotes das diversas Igrejas, religiosas e leigos. Também vemos um compromisso por parte da comunidade católica do mundo, por meio das obras de ajuda a essas Igrejas.

25 outubro 2019

Fonte: Vatican News



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog