Julho 2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 29 de julho de 2018

Papa Francisco: nunca colocar fora a comida que sobra, reutilizar ou doar a quem precisa

A passagem do Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes proposta pela liturgia deste domingo, inspirou a reflexão do Papa Francisco, que alertou para o desperdício e o colocar comida fora quando tantos passam fome.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

“O ícone do jovem corajoso que dá o pouco que tem para saciar a fome de uma grande multidão” e a frase que é “um questionamento, um exame de consciência: o que se faz em casa com a comida que sobra?”.

Antes de rezar o Angelus com os milhares de fiéis e turistas reunidos na Praça São Pedro, o Papa Francisco já havia alertado que “diante do grito de fome - todos os tipos de "fome" - de tantos irmãos e irmãs em todas as partes do mundo, não podemos permanecer como espectadores distantes e tranquilos”. E falando de improviso, chamou a atenção para o desperdício e para o destino da comida que sobra em nossas refeições.

A inspirar sua reflexão, a passagem do Evangelho da multiplicação dos pães e dos peixes, que alimentaria à saciedade a multidão que seguia Jesus nas proximidades do lago de Tiberíades. E dela, o Papa destaca a atitude corajosa do rapaz que, vendo a multidão faminta, “coloca à disposição tudo o que tem: cinco pães e dois peixes:

“Bravo rapaz! Ele, também ele, via a multidão; também via os cinco pães. Disse: "Mas eu tenho isto, se serve está à disposição". Este rapaz nos faz pensar um pouco em nós... Aquela coragem: os jovens são assim, têm coragem. Devemos ajudá-los a levar em frente esta coragem”.

Seguindo a reflexão, Francisco aponta mais uma vez para a coragem e a sensibilidade do rapaz, que a exemplo de Jesus, viu a grande multidão e entendeu a compaixão, dizendo: "Ah, pobre gente.... Eu tenho isto". A compaixão o levou a oferecer o que tinha.”

Jesus atento às necessidades básicas das pessoas

A narrativa de João mostra Jesus atento às necessidades primárias das pessoas: “as pessoas têm fome e Jesus envolve seus discípulos, para que essa fome seja saciada. Este é o fato concreto”:

“Para as multidões, Jesus não se limitou a dar isto - ofereceu a sua Palavra, a sua consolação, a sua salvação e finalmente a sua vida - mas certamente fez também isso:  cuidou da comida para o corpo. E nós, seus discípulos, não podemos fazer de conta não saber nada. Somente ouvindo as demandas mais simples das pessoas e colocando-se ao lado de suas situações existenciais concretas, se poderá ser escutados quando se fala de valores mais elevados”.

“O amor de Deus pela humanidade faminta de pão, de liberdade, de justiça, de paz e, acima de tudo da sua graça divina, nunca falha”, reiterou o Santo Padre, recordando que Jesus continua também hoje a satisfazer a fome, a tornar-se uma presença viva e consoladora”, através de nós.

O Evangelho nos convida a sermos disponíveis e atuantes, como aquele rapaz que se dá conta de ter cinco pães e diz: 'Mas, eu dou isto, depois tu verás’".

    “ Diante do grito de fome - todos os tipos de "fome" - de tantos irmãos e irmãs em todas as partes do mundo não podemos permanecer como espectadores distantes e tranquilos. ”

A ação de proximidade e de caridade para com os pobres, os fracos, os últimos, os indefesos, é a melhor forma de comprovar a qualidade de nossa fé, tanto a nível pessoal como a nível comunitário, pois  “o anúncio de Cristo, pão da vida eterna, requer um generoso compromisso de solidariedade” para com eles.

O destino da comida que sobra

Outra passagem da narrativa de João destacada por Francisco, foi a frase de Jesus aos discípulos, após a multidão ter sido saciada: "Recolham os pedaços que sobraram, para que nada seja perdido". O Papa propôs esta mesma frase aos presentes na Praça São Pedro, chamando a atenção para o desperdício de comida, quando tantos passam fome:

“Penso nas pessoas que têm fome e em quanta comida que sobra que botamos fora... Cada um de nós pense: a comida que sobra no almoço, na janta, para onde vai? Na minha casa, o que se faz com a comida que sobra? Se joga fora? Não. Se você tem este costume, dou a você um conselho: fale com seus avós, que viveram no pós-guerra, e pergunte a eles o que faziam com a comida que sobrava. Nunca jogar fora a comida que sobra. Se reutiliza ou se dá a quem possa comê-la, a quem tem necessidade. Nunca colocar fora a comida que sobra. Este é um conselho e também um exame de consciência: o que se faz em casa com a comida que sobra?”.

“Rezemos a Virgem Maria - disse ao concluir - para que no mundo prevaleçam os programas dedicados ao desenvolvimento, à alimentação, à solidariedade e não àqueles do ódio, dos armamentos e da guerra”.

Após rezar o Angelus, o Papa Francisco saudou os grupos presentes na Praça São Pedro, em particular, os fiéis brasileiros vindos do Rio de Janeiro, Nova Friburgo, Viseu, Quixadá e Fortaleza.

Fonte: Vatican News



Papa aceita renúncia de McCarrick: não é mais cardeal


Acusado de abuso contra menores quando era sacerdote em Nova York há mais de 45 anos, McCarrick apresentou sua renúncia, que foi aceita pelo Papa Francisco.

Cidade do Vaticano

Theodore McCarrick, 88 anos, arcebispo emérito de Washington, não é mais cardeal. "Papa Francisco - informa a Sala de Imprensa do Vaticano - aceitou sua renúncia" e "ordenou sua suspensão do exercício de qualquer ministério público, juntamente com a obrigação de permanecer em uma casa que lhe será indicada, para uma vida de oração e de penitência, até que as acusações feitas contra ele sejam esclarecidas pelo processo canônico regular".

A carta com a qual McCarrick "apresentou a renúncia como membro do Colégio dos Cardeais" chegou às mão do Papa Francisco na noite de sexta-feira, 27.

Acusações credíveis e fundadas

No mês passado, o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, seguindo as instruções do Papa Francisco, já havia dado instruções para que o cardeal McCarrick não exercesse mais publicamente seu ministério sacerdotal.

A decisão seguiu-se às conclusões de uma Comissão da Arquidiocese de Nova York, que havia definido como "credíveis e fundadas" as alegações contra McCarrick sobre abusos por ele cometidos contra um menor, há mais de 45 anos, quando era sacerdote em Nova York. McCarrick aceitou a decisão dizendo que era inocente.

Card. O'Malley: comportamento incompatível com o papel de padre, bispo ou cardeal

Nos dias passados, o cardeal Sean Patrick O'Malley, arcebispo de Boston e presidente da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores, disse estar chocado com as notícias sobre McCarrick, que também foi acusado de comportamento sexual inadequado com adultos.

"Essas presumíveis ações " - disse O'Malley em um comunicado - "são moralmente inaceitáveis ​​e incompatíveis com o papel de padre, bispo ou cardeal". "Esses e outros casos exigem mais do que um pedido de desculpas" - sublinhou  - observando que "quando são feitas acusações contra um bispo ou um cardeal, ainda há uma grande lacuna nas políticas da Igreja sobre comportamento e abuso sexual".

A Igreja nos Estados Unidos adotou uma política de "tolerância zero" em relação ao abuso sexual de menores por padres, mas são necessários "procedimentos mais claros para os casos envolvendo bispos".

Fonte: Vatican News



Hoje a Igreja Católica celebra Santa Marta, padroeira das cozinheiras e donas de casa (29 de julho)


REDAÇÃO CENTRAL, 29 Jul. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 29 de julho, a Igreja universal recorda a figura da Santa Marta de Betânia, irmã de Maria e Lázaro, padroeira do lar, das cozinheiras, das donas de casa, das faxineiras, das casas de hóspedes, dos hoteleiros, das lavadeiras e das irmãs de caridade.

É a ela que Jesus disse, como narra o Evangelho de São Lucas (10, 41-42): “Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada”.

Santa Marta é representada vestida de azul ou verde, com uma cruz, um avental e levando consigo um molho de chaves ou uma tocha. Ela está em atitude de serviço e com um dragão sob seus pés.

Esta discípula de Jesus é geralmente invocada pelos fiéis para pedir sua intercessão ante as coisas urgentes e difíceis, pois foi através de suas súplicas que obteve de Jesus a graça de que seu irmão Lázaro voltasse à vida.

A santa que sempre mostrou um grande afã de serviço é também invocada para que ajude os fiéis a desempenhar seus deveres cristãos com diligência e responsabilidade.

Os Santos Basílio e Gregório Magno a consideram modelo evangélico das almas contemplativas.

Fonte: ACI digital

SANTA MARTA

Escrituras contam que, em seus poucos momentos de descanso ou lazer, Jesus procurava a casa de amigos em Betânia, local muito agradável há apenas três quilômetros de Jerusalém. Lá moravam Marta, Lázaro e Maria, três irmãos provavelmente filhos de Simão, o leproso. Há poucas, mas importantíssimas citações de Marta nas Sagradas Escrituras. É narrado, por exemplo, o primeiro momento em que Jesus pisou em sua casa. Por isso existe a dúvida de que Simão fosse mesmo o pai deles, pois a casa é citada como se fosse de Marta, a mais velha dos irmãos. Mas ali chegando, Jesus conversava com eles e Maria estava aos pés do Senhor, ouvindo sua pregação. Marta, trabalhadora e responsável, reclamou da posição da irmã, que nada fazia, apenas ouvindo o Mestre. Jesus Cristo aproveita, então, para ensinar que os valores espirituais são mais importantes do que os materiais, apoiando Maria em sua ocupação de ouvir e aprender. Fala-se dela também quando da ressurreição de Lázaro. É ela quem mais fala com Jesus nesse acontecimento. Marta disse a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido. Mas mesmo agora, eu sei que tudo o que pedires a Deus, Deus dará”. Trata-se de mais uma passagem importante da Bíblia, pois do evento tira-se um momento em que Jesus chora: “O pranto de Maria provoca o choro de Jesus”. E o milagre de reviver Lázaro, já morto e sepultado, solicitado com tamanha simplicidade por Marta, que exemplifica a plena fé na onipotência do Senhor. Outra passagem é a ceia de Betânia, com a presença de Lázaro ressuscitado, uma prévia da última ceia, pois ali Marta serve a mesa e Maria lava os pés de Jesus, gesto que ele imitaria em seu último encontro coletivo com os doze apóstolos. Os primeiros a dedicarem uma festa litúrgica a Santa Marta foram os frades franciscanos, em 1262, e o dia escolhido foi 29 de julho. Ela se difundiu e o povo cristão passou a celebrar Santa Marta como a Padroeira dos Anfitriões, dos Hospedeiros, dos Cozinheiros, dos Nutricionistas e Dietistas.

Fonte: Cleofas



Jesus sacia a fome do povo-17° Domingo do Tempo Comum(Ano B)


Jesus sacia a fome do povo

17º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de João 6, 1-15

* 1 Depois disso, Jesus foi para a outra margem do mar da Galiléia, também chamado Tiberíades. 2 Uma grande multidão seguia Jesus porque as pessoas viram os sinais que ele fazia, curando os doentes. 3 Jesus subiu a montanha e sentou-se aí com seus discípulos. 4 Estava próxima a Páscoa, festa dos judeus. 5 Jesus ergueu os olhos e viu uma grande multidão que vinha ao seu encontro.

Então Jesus disse a Filipe: «Onde vamos comprar pão para eles comerem?» 6 Jesus falou assim para testar Filipe, pois sabia muito bem o que ia fazer. 7 Filipe respondeu: «Nem meio ano de salário bastaria para dar um pedaço para cada um.» 8 Um discípulo de Jesus, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9 «Aqui há um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas, o que é isso para tanta gente?»

10 Então Jesus disse: «Falem para o povo sentar.» Havia muita grama nesse lugar e todos sentaram. Estavam aí cinco mil pessoas, mais ou menos. 11 Jesus pegou os pães, agradeceu a Deus e distribuiu aos que estavam sentados. Fez a mesma coisa com os peixes. E todos comeram o quanto queriam. 12 Quando ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: «Recolham os pedaços que sobraram, para não se desperdiçar nada.» 13 Eles recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães que haviam comido.

14 As pessoas viram o sinal que Jesus tinha realizado e disseram: «Este é mesmo o Profeta que devia vir ao mundo.» 15 Mas Jesus percebeu que iam pegá-lo para fazê-lo rei. Então ele se retirou sozinho, de novo, para a montanha.»

Reflexão

O pão da multidão e a voz da Igreja

Em certa sociedade é comum ouvir-se críticas à ação social da Igreja e, muito mais, às suas declarações sobre a política econômica. Julga-se que a Igreja não deve tocar em assuntos “temporais”,  mas ocupar-se com o “espiritual”. Mas a violência, a impunidade, a falta de saúde e educação, a fome de grande parte da população não dizem respeito ao Reino de Deus que Jesus veio anunciar e inaugurar e que a Igreja pretende atualizar?

No domingo passado, Mc descreveu a chegada de Jesus diante da multidão: compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar, com a conseqüência de que, no fim do dia, teve de alimentar a multidão. Hoje, para descrever esse gesto, a liturgia prefere dar a palavra ao evangelista João (evangelho), porque nos domingos seguintes vai continuar o “sermão do Pão da Vida”, que não está em Mc.

A maneira em que João apresenta a multiplicação dos pães salienta que Jesus não agiu surpreendido pelas circunstâncias (a hora avançada), mas porque ele quis apresentar pão

ao povo (Jô 6,5-6) – para depois mostrar qual é o verdadeiro “pão”. Se em Mc Jesus manda os discípulos distribuir o pão (exemplo para a Igreja), João diz que Jesus mesmo o distribui, para acentuar que o pão é o dom de Jesus. E, no fim, João menciona que o povo quer proclamar Jesus rei (messias), mas Jesus se retira, sozinho, na região montanhosa (Jô 6,14-15).

Este último traço é muito significativo. Jesus não veio propriamente para distribuir cestas básicas e ser eleito prefeito, para resolver os problemas materiais do povo. Isso é apenas um “sinal” que acompanha sua missão. Para resolver problemas materiais do povo há  meios à disposição, desde que as pessoas ajam com responsabilidade e justiça. Mas para que isso  aconteça, é preciso algo mais fundamental: que conheçam o Deus de amor e justiça que se  revela em Jesus. E é para isso que Jesus vai pronunciar o sermão do Pão da vida, como veremos nos próximos domingos.

A preocupação social da Igreja deve pautar-se por essa linha. Para resolver os problemas econômicos e sociais não é preciso vir o Filho de Deus ao mundo. Os meios estão aí. O Brasil é rico; é só ter pessoas justas, sensíveis às necessidades do povo, para bem gerenciar essa riqueza. Mas a missão da Igreja é em primeiro lugar colocar os responsáveis diante da vontade de Deus, como Jesus fez. E criar uma comunidade em que as pessoas vivam como Jesus ensinou.

Isso não significa pregar ingenuamente a “boa vontade”, sem fazer nada que obrigue as pessoas a pô-la em prática. Somos todos filhos de Adão, portadores de pecado desde a origem. Quem diz que não tem pecado fala mentira (1Jo 1,8-10). A boa vontade de usar bem os meios econômicos segundo a justiça social precisa de leis que funcionem, de mecanismos econômicos e de “estruturas” que os reproduzam, para amarrar essa boa vontade e realizações concretas. Não é o papel da Igreja inventar e implantar tais mecanismos, assim como Jesus não se transformou em fornecedor de pão e de bem-estar. Mas a Igreja tem de mostrar o rosto de Deus, que é Pai de todos e deseja que nos tratemos como irmãos. E para isso ela não pode deixar de apontar quais são as responsabilidades concretas.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus, sois o amparo dos que em vós esperam e, sem vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



quinta-feira, 26 de julho de 2018

Filme sobre aparições de Nossa Senhora de Fátima chega ao Brasil


9 de agosto em 24 cidades e 33 salas da rede Cinemark

REDAÇÃO CENTRAL, 25 Jul. 18 / 01:50 pm (ACI).- A história centenária das aparições de Nossa Senhora de Fátima chega aos cinemas do Brasil com um novo filme que traz uma mistura de documentário e ficção a fim de “mostrar uma visão inédita e global das revelações” da Virgem em Portugal.

O filme “Fátima, o Último Mistério”, da produtora espanhola Goya Producciones, estreia em 24 cidades do Brasil no próximo dia 9 de agosto, pela rede Cinemark.

O longa-metragem conta a história de uma produtora de cinema que é convidada a trabalhar em um documentário sobre as consequências das aparições de Fátima e, ao se aproximar da história, percebe que Nossa Senhora tem atuação não só nos acontecimentos do mundo, mas também na sua própria vida.

Segundo o diretor, Andrés Garrigó, este filme possui várias diferenças em relação a outras produções que levaram ao cinema o tema das aparições marianas na Cova da Iria. “A primeira – indica – é que não escondemos nada do que Nossa Senhora de Fátima disse ou mostrou aos pastores, por exemplo, a existência do inferno, ou o fato de que a guerra é a punição do pecado”.

Outra diferença, segundo o diretor, “é que mostramos como a Virgem agiu nesses últimos 100 anos, mostrando exemplos impressionantes de como Ela mudou a história do mundo”.

Além disso, assinalou, “este filme mostra que a atual grande crise da família já se encontrava entre os ‘erros da Rússia’ que a Virgem de Fátima profetizou e que se espalharia pelo mundo”.

Para esta produção, foram utilizadas entrevistas com 30 especialistas que reforçam que os segredos de Fátima têm reflexos diretor na nossa realidade e que, se receberem a devida atenção, poderiam mudar o futuro da humanidade.

Nesse sentido, Garrigó indicou, em declarações à ACI Digital, que “é muito necessário falar de Fátima no cinema”.

“Primeiro, porque a mensagem da Virgem de Fátima pode salvar o mundo de novas catástrofes, ainda piores do que as que afligiram o mundo no século XX. Segundo, porque há muita ignorância e muita confusão em torno das três partes do segredo de Fátima. E finalmente, o filme nos torna conscientes de que podemos ser coprotagonistas da ação de Deus na história, se fizermos o que sua Mãe nos pede”, afirmou.

Pessoalmente, Garrigó admitiu que viu como “um carinho de Nossa Senhora” poder dirigir este filme, pois ela o “facilitou os meios” para realizá-lo.

“Graças à sua ajuda superamos várias dificuldades e conseguimos fazer um filme que triunfou em muitos países. Muitos ecos chegam até nós, especialmente da América, que nos falam até sobre conversões”, revelou.

Por que assistir ao filme?

O filme “Fátima, o Último Mistério” recebeu uma carta de recomendação do presidente da Comissão dos Meios de Comunicação Social da Conferência Episcopal Espanhola, Dom Ginés García Beltrán, o qual ressaltou também a “clara orientação católica” de Goya Producciones.

“Considero que a realização deste projeto sobre Fátima terá efeitos favoráveis para a evangelização, ao transmitir de maneira atrativa o amor misericordioso da Virgem para com a humanidade”, disse.

No Brasil, o longa-metragem já foi assistido pelo Bispo auxiliar de São Paulo, Dom Devair Araújo da Fonseca, que disse ter ficado “muito surpreso” com a obra.

“Eu tenho uma visão crítica sobre as chamadas revelações particulares, e da influência sobre a fé das pessoas que se torna um ‘devocionismo’. Mas não foi o que vi no filme”, assinalou.

Segundo o Prelado, “os relatos impressionam pelas palavras de cada pessoa, o que inspira verdade”.

Por sua vez, o próprio diretor Andrés Garrigó pontuou que “assistir a este filme é um prazer e um ‘choque’ saudável e positivo. O filme é como um thriller que se desenrola num cenário tridimensional do mundo: o terrestre, o celestial e o do império das trevas”.

“Mas não é uma ficção de Hollywood, é algo real, que nos interessa a todos. Ela é a Mãe de Deus que nos protege com sua misericórdia das ameaças do mundo atual”, completou.

Segundo ‘Coragem Distribuidora’, responsável pela distribuição do filme no Brasil, para se manter nas salas de cinema do país e chegar também a outras cidade, o filme precisa ter um bom público na primeira semana e também contar com o pedido do público através do site www.fatimaoultimomisterio.com.br.

Fonte: ACI digital



Hoje memória dos santos Joaquim e Ana. Dia dos avós e idosos


Pais de Nossa Senhora e avós de Jesus, como educadores são ponto de referência para jovens e idosos para um renovado olhar sobre a vocação da velhice.

Cidade do Vaticano

A memória de Joaquim e Ana que a Igreja celebra neste dia, 26 de julho, representa forte testemunho e um chamado a refletir sobre a importância dos pais – eram os pais da Virgem Maria – e de ser avós nos dias de hoje, neste século incerto e carente de pontos de referências. Bento XVI já recordava em 2012: “A qualidade de uma sociedade, gostaria de dizer de uma civilização, julga-se também pelo modo como se tratam os idosos e pelo lugar que lhes reservam na vida comum”.

    “ Uma civilização onde não se reza mais é uma civilização onde a velhice não tem mais sentido. E isso é assustador, nós precisamos de idosos que rezem, porque a velhice nos é dada para isso – Olivier Clément ”

Como as árvores que continuam a dar fruto

Papa Francisco dirigiu também várias vezes sua atenção aos idosos, com respeito e afeto para os que vivem esta idade não fácil, mas ainda rica de recursos. No discurso aos idosos durante o encontro de 15 de outubro de 2016 assim os definia:

    “ São como as árvores que continuam a dar fruto: mesmo carregados com o peso dos anos, podem dar a sua contribuição original para uma sociedade rica de valores e para a afirmação da cultura da vida. ”

Combater a cultura do descarte

Se por um lado os ritmos e as necessidades da sociedade de hoje parecem não ter freios quanto a “cultura do descarte” – onde são desprezados os que não são produtivos – por outro lado, como um contraponto ou mesmo provocação, Papa Francisco se manifesta em favor dos mais fracos, das crianças e dos “abuelos”, como por ocasião da sua visita apostólica a Pietrelcina no centenário das aparições dos estigmas de Padre Pio e 50º aniversário da morte do Santo:

    “ Não falte uma atenção solícita e cheia de ternura aos idosos, que são um patrimônio incomparável das nossas comunidades. Gostaria que um dia se atribuísse o prêmio Nobel aos idosos, que são a memória da humanidade. ”

Lições de uma avó

Continuando em uma dimensão concreta, típica do Papa, como não lembrar da história contada por ele mesmo durante sua meditação matutina na Capela da Casa Santa Marta. Era o ano de 1992 e o então bispo auxiliar de Buenos Aires, Bergoglio, estava para celebrar uma crisma quando se aproximou “uma senhora idosa, de oitenta anos, com os olhos que viam além, com olhos cheios de esperança. E eu disse-lhe: ‘Avó, a senhora vem para se confessar? Mas não tem pecados!’. À resposta da senhora — ‘Padre, todos temos!’ — Bergoglio retorquiu: ‘Mas talvez o Senhor não os perdoe?’. E a senhora, forte na sua esperança: ‘Deus perdoa tudo, porque se Deus não perdoasse tudo, o mundo não existiria!’”.
 
Oração dos idosos, uma dádiva para a Igreja

Aos distraídos, e aos muito ocupados que não têm tempo, Papa Francisco recordou muitas vezes que há os que cantam os sinais de Deus para eles também:

    “ A oração dos anciãos e dos avós é uma dádiva para a Igreja uma riqueza! Uma grande dose de sabedoria também para toda a sociedade humana: sobretudo para aquela que vive demasiado ocupada, absorvida, distraída. Contudo, também por eles alguém deve cantar os sinais de Deus, proclamar os sinais de Deus, rezar por eles! ”

Fonte: Vatican News



Hoje a Igreja celebra São Joaquim e Sant’Ana, padroeiros dos avós (26 de julho)


REDAÇÃO CENTRAL, 26 Jul. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 26 de julho, é celebrada na Igreja Católica a festa dos pais da Santíssima Virgem Maria e avós de Jesus, São Joaquim e Sant’Ana. Em razão desta data, comemora-se também o Dia dos Avós.

Ambos os santos, chamados padroeiros dos avós, foram pessoas de profunda fé e confiança em Deus; foram os encarregados de educar no caminho da fé sua filha Maria, alimentando seu amor pelo Criador e preparando-a para sua missão.

Bento XVI, em um dia como este em 2009, destacou – através das figuras de São Joaquim e Sant’Ana – a importância do papel educativo dos avós, que na família “são os depositários e muitas vezes as testemunhas dos valores fundamentais da vida”.

Em 2013, quando estava no Rio de Janeiro (Brasil) para a Jornada Mundial da Juventude, coincidindo sua estadia com esta data, o Papa Francisco destacou que “São Joaquim e Sant’Ana fazem parte de uma longa corrente que transmitiu o amor a Deus, no calor da família, até Maria, que acolheu em seu seio o Filho de Deus e o ofereceu ao mundo, ofereceu-o a nós. Vemos aqui o valor precioso da família como lugar privilegiado para transmitir a fé!”.

“Olhando para o ambiente familiar, queria destacar uma coisa: hoje, na festa de São Joaquim e Sant’Ana, no Brasil como em outros países, se celebra a festa dos avós. Como os avós são importantes na vida da família, para comunicar o patrimônio de humanidade e de fé que é essencial para qualquer sociedade! E como é importante o encontro e o diálogo entre as gerações, principalmente dentro da família”, acrescentou o Pontífice.

Fonte: ACI digital



domingo, 22 de julho de 2018

Pesquisadores identificam substância que emana da "Virgem que chora" nos Estados Unidos


Novo México, 20 Jul. 18 / 06:00 am (ACI).- O Bispo da Diocese de Las Cruces (Estados Unidos), Dom Oscar Cantú, divulgou algumas descobertas na investigação que está sendo realizada pela Diocese em uma imagem de bronze da Virgem de Guadalupe que teria "chorado" desde meados de maio.

Em declarações à imprensa no domingo, 15 de julho, o Prelado explicou que "algumas testemunhas dizem que (a substância) tinha cheiro de rosas e que parece com o óleo que eu consagro todos os anos para batismos, crismas e ordenações sacerdotais".

Até agora, a investigação parece estar de acordo com o que disse o bispo, pois para determinar a natureza da substância, foi realizado um exame em um laboratório e o resultado foi que as lágrimas são de um óleo de oliva perfumado.

Em maio deste ano, enquanto celebrava Missa na paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, o Pe. José Segura viu algumas "lágrimas" no rosto da imagem mariana, que, segundo algumas testemunhas, tinha cheiro de "rosas".

Desde então, muitos fiéis foram à paróquia, localizada no condado de Hobbs, para saber mais a respeito do que aconteceu e venerar a Virgem Maria.

No domingo, 15, o Prelado também explicou que investigaram "o interior da imagem e não há nada dentro dela que não deveria estar lá, com exceção das teias de aranha. Tiramos fotos e analisamos".

Alguns pesquisadores pensaram que as lágrimas poderiam ter sido devido à cera residual usada no processo de fundição do bronze, mas tudo parece indicar que esta já é uma hipótese descartada.

Dom Cantú indicou que quem fez a imagem lhe indicou que, devido ao calor utilizado, era impossível que ficasse algum resquício de humidade nela. O Bispo referiu também que ainda não se encontrou pista ou informação que indique que o ocorrido é uma fraude.

Antes de tomar uma decisão final sobre a natureza das lágrimas, o Prelado vai buscar conselho. “Estou revisando as melhores formas de proceder. Embora eu tenha a decisão final, vou me apoiar na sabedoria do Papa Francisco”, acrescentou.

Sobre as pessoas que chegam à paróquia de Hobbs, comentou que “leu a maioria dos testemunhos escritos e são histórias de uma grande fé. De pessoas que estão lutando com grandes sofrimentos e que experimentaram um consolo espiritual, viram Maria caminhar conosco”.

Para muitos católicos nesta diocese de fronteira, a imagem foi uma grande ajuda. “Não posso se não pensar em minhas próprias lágrimas pelas pessoas pobres que vêm à fronteira, fugindo de situações que ameaçam suas vidas. As lágrimas das crianças que são separadas de seus pais. Há muitas razões pelas quais chorar e Deus está conosco nesses momentos”, disse o Bispo de Las Cruces.

Em 11 de julho, Dom Cantú foi nomeado Bispo Coadjutor da Diocese de San José, no estado da Califórnia, e assumirá seu novo cargo no final de setembro. Antes de ir para a nova Diocese, o Prelado quer visitar a paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe para ver a imagem.

Enquanto isso, a investigação diocesana prossegue normalmente.

Fonte: ACI digital



Bispo de Franca sobre teca intacta em incêndio: Deus fala conosco através de fatos da vida


Por Natalia Zimbrão

SÃO PAULO, 19 Jul. 18 / 12:42 pm (ACI).- As imagens de um incêndio de um carro em Franca (SP) viralizaram na última semana, ao mostrar como, em meio às cinzas, uma teca (porta hóstia), um terço e uma oração ficaram intactos; e, após o ocorrido, o Bispo local, Dom Paulo Roberto Beloto, assinalou como Deus pode falar “conosco através dos fatos da vida”.

O caso aconteceu no último dia 8 de julho, quando Dona Maria Emília da Silveira Castaldi, de 76 anos, ministra extraordinária da Sagrada Comunhão, saía de casa para a Santa Missa, por volta das 7h30. Ela iria participar da Celebração Eucarística para, em seguida, pegar a sagrada comunhão e levar aos enfermos.

Conforme recordou a ACI Digital, Dona Maria foi pegar o carro na garagem e, quando o ligou, começou a sair fumaça do capô. “Eu não achei o controle do portão dentro do carro e desci para pegá-lo. Quando voltei, já estava uma proporção de fumaça muito grande”, lembrou.

Então, decidiu a abrir o portão e um vizinho e um homem que passava pela rua a ajudaram, tirando o veículo da garagem.

“Eu tinha pegado todo o material e coloquei no carro o jaleco, o livro da liturgia diária e, em cima, tinha colocado a bolsinha em que carrego a teca, além do sanguíneo e de um corporal”, contou, ressaltando que “a teca estava vazia”, pois quando termina de levar a Sagrada Comunhão aos enfermos, a primeira coisa que faz é “a purificação” do objeto.

“Quando colocaram o carro na rua, eu queria abri-lo para pegar tudo, mas não deixaram, porque poderia me queimar”.

Os bombeiros foram acionados e controlaram o incêndio, que “não durou mais do que 15 minutos”. Mas, a ministra contou ter ficado “muito apreensiva, pensando que ia queimar tudo”.

“De fato – assinalou Dona Maria Emília –, queimou o carro todo, o jaleco, o livro da liturgia, o corporal, o sanguíneo. Ficou apenas a teca, o terço e uma oração que rezamos toda primeira sexta-feira do mês na Missa do Sagrado Coração de Jesus na Catedral de Franca. Esse folheto com a oração não queimou nem molhou com a água do bombeiro”.

A oração em questão é o “Oferecimento do Dia”, que traz pedidos pelos sacerdotes, pelo Papa e pela Igreja.

Após o ocorrido, Dona Maria Emília contou os fatos ao Bispo de Franca, Dom Paulo Roberto Beloto, “que foi muito atencioso”. “Ele foi muito caridoso, dócil, amável e simples”, assinalou.

Após tomar conhecimento do que aconteceu, Dom Paulo Roberto indicou em declarações à Pastoral da Comunicação (Pascom) da Diocese de Franca que este é um fato que impressiona.

“Não podemos negar que Deus possa nos comunicar algo através dos fatos da vida. Mas são experiências particulares, que respeitamos”, indicou o Prelado.

Ainda de acordo com o Bispo, “não podemos medir a nossa fé, experiência de Deus e de Igreja, por fatos assim”. “O que Deus tem para nos comunicar de mais concreto, sobre sua verdade e sua vontade, está presente nas Sagradas Escrituras, na Revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo e no Magistério da Igreja. Esta é a nossa segurança e o caminho que devemos seguir”, assinalou.

Por sua vez, Dona Maria Emília, que também é Carmelita da Ordem Secular, afirmou a ACI Digital que, para ela, “se este fato serviu como testemunho de fé para ao menos uma pessoa, valeu a pena”.

A ministra da Eucaristia recordou, por exemplo, que o policial que registrou a ocorrência “ficou muito tocado” com tudo o que viu.

Pessoalmente, disse que considera que “já foi uma graça muito grande ter conseguido tirar o carro da garagem, porque se queimasse dentro da garagem seria muito perigoso, pois o tanque estava cheio”. Além disso, pôde sair do veículo antes que o incêndio se alastrasse.

“Para mim, foi bênção sobre bênção, graça sobre graça. E se isso servir como testemunho para as pessoas, fico muito feliz”, manifestou.

Por fim, Dona Maria Emília recordou uma frase que lhe foi dita pela Madre do Carmelo. “Ela disse ‘nós valemos muito mais do que uma simples teca, porque levamos Cristo em nosso coração’ Então, só isso basta”.

Fonte: ACI digital







Hoje é a festa de Santa Maria Madalena, a primeira mulher que viu Cristo ressuscitado (22 de julho)


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 22 Jul. 18 / 05:00 am (ACI).- Santa Maria Madalena é uma das discípulas mais fiéis e que o Senhor escolheu para ser testemunha de sua ressurreição ante os apóstolos, do mesmo modo é exemplo para toda mulher da Igreja e da evangelização autêntica, isto é, de uma evangelizadora que anuncia a alegre mensagem central da Páscoa.

Em 2016, o Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, emitiu um decreto no qual, seguindo a vontade do Papa Francisco, estabeleceu-se que a memória litúrgica Santa Maria Magdalena fosse elevada à festa.

Referindo-se a ela, Bento XVI expressou em 2006 que “a história de Maria Madalena recorda a todos uma verdade fundamental: discípulo de Cristo é aquele que, na experiência da debilidade humana, teve a humildade de lhe pedir ajuda, foi por Ele curado e se pôs no seu seguimento de perto, tornando-se testemunha do poder do seu amor misericordioso, mais forte do que o pecado e a morte”.

Nos Evangelhos, fala-se de Maria Madalena, a pecadora (Lc 7,37-50); Maria Madalena, uma das mulheres que seguiram o Senhor (Jo 20,10-18); e Maria de Betânia, a irmã de Lázaro (Lc 10,38-42).

A liturgia romana identifica as três mulheres com o nome de Maria Madalena, assim como a antiga tradição ocidental desde a época de São Gregório Magno.

Maria Madalena seguiu Jesus até o Calvário e esteve diante do corpo falecido do Senhor. No domingo da Ressurreição, foi a primeira a ver o Cristo ressuscitado e teve a honra de ser enviada pelo Senhor para anunciar esta boa notícia aos discípulos.

Oração:

Ó Deus, o vosso filho confiou a Maria Madalena o primeiro anúncio da alegria pascal; dai-nos, por suas preces e a seu exemplo, anunciar também que Cristo vive e contemplá-lo na glória de seu reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Fonte: ACI digital



O banquete da vida-16° Domingo do Tempo Comum(Ano B)


O banquete da vida

16º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de Marcos 6, 30-34
*30 Os apóstolos se reuniram com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Havia aí tanta gente que chegava e saía, a tal ponto que Jesus e os discípulos não tinham tempo nem para comer. Então Jesus disse para eles: «Vamos sozinhos para algum lugar deserto, para que vocês descansem um pouco.» 32 Então foram sozinhos, de barca, para um lugar deserto e afastado. 33 Muitas pessoas, porém, os viram partir. Sabendo que eram eles, saíram de todas as cidades, correram na frente, a pé, e chegaram lá antes deles.34 Quando saiu da barca, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão, porque eles estavam como ovelhas sem pastor. Então começou a ensinar muitas coisas para eles.»

Reflexão

A compaixão pastoral de Jesus

No domingo passado vimos a missão dos doze apóstolos. Hoje, assistimos à volta dos doze. Cumpriram tão bem seu primeiro “estágio pastoral” que Jesus os convida para um piquenique ou um dia de retiro na margem do lago de Genesaré. Entram no barco, navegam uns quilômetros e, quando chegam no lugar desejado, encontram uma multidão de pessoas que os viram partir e correram pela margem até lá. Decepção? Não. “Jesus encheu-se de compaixão por eles, porque eram como ovelhas sem pastor”(evangelho). Jesus se torna pastor para essas ovelhas. E o que faz? “Pôs-se a ensinar muitas coisas”.

No Antigo Testamento, pastor é aquele que orienta e conduz. Vai à frente das ovelhas para conduzi-las a pastar. Assim eram chamados pastores os chefes do povo de Israel: os reis Moisés, o Messias, e sobretudo: Deus mesmo (Sl 23 [22]; 95 [94], 7 etc). E é assim que na 1ª leitura de hoje Deus mesmo se apresenta, à diferença dos maus pastores (Jr. 23, 1-6). Os maus pastores dispersam o rebanho, o bom pastor reconduz os dispersos.

O projeto de reconduzir o povo recebe sua plena realização em Jesus de Nazaré. Ele procura um lugar tranqüilo para os discípulos, mas topa com uma multidão carente de pastor. Então tem compaixão deles e começa a ensinar-lhes as coisas do Reino. Temos  aí a origem da “pastoral”. A pastoral é colocar em prática a “compaixão” pelo povo. Não a compaixão de chamar alguém de coitado, sem fazer nada. Mas a “paixão” que nos faz sentir “com” o povo.

Acolher o povo, ensinar-lhes as coisas do Reino, tudo o que Jesus faz para o povo com vista ao Reino é “pastoral”em proveito de Deus, é cuidar de seu rebanho. Por isso, Jesus dará até a vida (Jô 18,11-18). O que faz algo ser pastoral não é tal ou tal atividade determinada, mas o intuito com que ela é assumida: transformar um povo sem rumo em povo conduzido por Deus.

Por isso, hoje, o importante não é multiplicar atividades chamando-as de pastoral, mas cuidar de que os que as realizam tenham alma de pastor, atitude de pastor: acolhida, liderança e amor até doar a própria vida.

Pastoral é conduzir o povo pelo caminho de Deus. É inspirada não pelo desejo de poder, mas pelo espírito de serviço. Jesus não procurou arrebanhar o povo para si. Inclusive, vendo o entusiasmo equivocado, se retirou (Jô 6,14-15). Ele procura levar o rebanho ao Pai, nada mais. Ser pastor não é auto-afirmação, mas o dom de orientar carinhosamente o povo eclesial para Deus.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus, sede generoso para com os vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da vossa graça fé, para que, repletos de fé, esperança e caridade, guardemos fielmente os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



segunda-feira, 16 de julho de 2018

Hoje celebramos Nossa Senhora do Carmo, a mais bela flor do jardim de Deus


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Jul. 18 / 05:00 am (ACI).- Segundo a tradição, no dia 16 de julho de 1251, São Simão Stock, superior dos Carmelitas, encontrava-se em profunda oração rogando por seus religiosos perseguidos quando a Virgem lhe apareceu com o hábito da Ordem na mão e entregou-lhe o escapulário.

Tempos depois, a devoção a Nossa Senhora do Carmo foi florescendo e a espiritualidade carmelita se estendeu por vários lugares do mundo.

A festa de Nossa Senhora do Carmo, que se celebra a cada 16 de julho, é ainda símbolo do encontro entre a Antiga e a Nova Aliança, porque foi no monte Carmelo (vocábulo hebreu que significa jardim) onde o profeta Elias defendeu a fé do povo escolhido contra os pagãos.

Elias e Eliseu permaneceram no Monte Carmelo e com seus discípulos viveram de maneira contemplativa, como eremitas em oração. Em meados do século XII de nossa era, São Bertolo fundou a Ordem do Carmelo e vários sacerdotes foram viver no Carmelo como eremitas.

Por volta de 1205, Santo Alberto, patriarca de Jerusalém, entregou aos eremitas do Carmelo uma regra de vida, que foi aprovada pelo Papa Honório III em 1226. Eles tinham a missão de viver na forma de Elias e de Maria Santíssima, a quem veneravam como a Virgem do Carmo.

No século XIII, o Papa Inocêncio IV concedeu aos carmelitas o privilégio de ser incluídos entre as ordens mendicantes junto com os franciscanos e dominicanos. Os carmelitas passaram por algumas reformas, sendo a maior delas a realizada por Santa Teresa d´Ávila (Santa Teresa de Jesus) e São João da Cruz. Através dos séculos, esta espiritualidade deu muitos santos à Igreja.

Oração à Nossa Senhora do Carmo

Ó bendita e imaculada Virgem Maria, honra e esplendor do Carmelo! Vós que olhais com especial bondade para quem traz o vosso bendito escapulário, olhai para mim benignamente e cobri-me com o manto de vossa fraqueza com o vosso poder, iluminai as trevas do meu espírito com a vossa sabedoria, aumentai em mim a fé, a esperança e a caridade. Ornai minha alma com a graça e as virtudes que a tornem agradável ao vosso divino Filho. Assisti-me durante a vida, consolai-me na hora da morte com a vossa amável presença e apresentai-me à Santíssima Trindade como vosso filho e servo dedicado; e lá do céu, eu quero louvar-vos e bendizer-vos por toda a eternidade.

Nossa Senhora do Carmo libertai as benditas almas do purgatório. Amém!

Fonte: ACI digital

12 chaves para usar o escapulário de Nossa Senhora do Carmo

REDAÇÃO CENTRAL, 16 Jul. 18 / 06:00 am (ACI).- “A devoção do Escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais”, disse o Papa Pio XII. Conheça aqui 12 chaves para quem usa este objeto religioso.

1. Não é um amuleto

Não é um amuleto nem nenhuma garantia automática de salvação ou uma dispensa para não viver as exigências da vida cristã. “Perguntas: e se eu quiser morrer com meus pecados? Eu te respondo, então morrerá em pecado, mas não morrerá com teu escapulário”, advertia São Cláudio de la Colombière.

2. Era uma veste

Escapulário vem do latim “scapulae” que significa “ombros” e originalmente era uma veste sobreposta que caia dos ombros, usada pelos monges no trabalho. Os carmelitas o assumiram como mostra de dedicação especial à Virgem, buscando imitar sua entrega a Cristo e ao próximo.

3. É um presente da Virgem

Segundo a tradição, o escapulário, tal como se conhece atualmente, foi dado pela própria Virgem Maria a São Simão Stock em 16 de julho de 1251. A Mãe de Deus lhe disse: “Deve ser um sinal e privilégio para ti e para todos os Carmelitas: Aquele que morrer usando o escapulário não sofrerá o fogo eterno”. Posteriormente, a Igreja estendeu este escapulário aos leigos.

4. É um mini hábito

É como um hábito carmelita em miniatura que todos os devotos podem portar como mostra de sua consagração à Virgem. Consiste em um cordão que se coloca no pescoço com duas peças pequenas de tecido cor de café. Uma das peças fica sobre o peito e a outra sobre as costas e se costuma usar sob a roupa.

5. É sinal de serviço

Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja, dizia: “Assim como os homens ficam orgulhosos quando outros usam a sua insígnia, assim a Santíssima Virgem se alegra quando os seus filhos usam o escapulário como sinal de que se dedicam ao seu serviço e são membros da família da Mãe de Deus”.

6. Tem três significados

O amor e o amparo maternal de Maria, a pertença a Nossa Senhora e o suave jugo de Cristo que Ela nos ajuda a levar.

7. É um sacramental

É reconhecido pela Igreja como um sacramental, ou seja, um sinal que ajuda a viver santamente e a aumentar nossa devoção. O escapulário não comunica graças como fazem os Sacramentos, mas sim dispõe ao amor do Senhor e ao arrependimento se recebido com devoção.

8. Pode ser dado a um não católico

Certo dia, levaram a São Stock um ancião moribundo, que ao recuperar a consciência disse ao santo que não era católico, que usava o escapulário como promessa a seus amigos e que rezava uma Ave Maria diariamente. Antes de morrer, recebeu o batismo e a unção dos enfermos.

9. Foi visto em uma aparição de Fátima

Lúcia, a vidente de Nossa Senhora de Fátima, contou que na última aparição (outubro de 1917), Maria apareceu com o hábito carmelita e o escapulário na mão e voltou a pedir que seus verdadeiros filhos o levassem com reverência. Deste modo, pediu que aqueles que se consagrem a Ela o usem como sinal desta consagração.

10. O escapulário que não se danificou

O Beato Papa Gregório X foi enterrado com seu escapulário e 600 anos depois, quando abriram sua tumba, o objeto mariano estava intacto. Algo semelhante aconteceu com Santo Afonso Maria de Ligório. São João Bosco e São João Paulo II também o usavam e São Pedro Claver investia com o escapulário os que convertia e preparava.

11. Não é qualquer um que o pode impor

A imposição do escapulário deve ser feita preferivelmente em comunidade e que na celebração fique bem expresso o sentido espiritual e de compromisso com a Virgem. O primeiro escapulário deve ser abençoado por um sacerdote e posto sobre o devoto com a seguinte oração.

“Recebe este santo Escapulário como sinal da Santíssima Virgem Maria, Rainha do Carmelo, para que, com seus méritos, o uses sempre com dignidade, seja tua defesa em todas as adversidades e te conduza à vida eterna”.

12. Só se abençoa o primeiro que recebe

Quando se abençoa o primeiro escapulário, o devoto não precisa pedir a bênção para escapulários posteriores. Os já gastos, se foram abençoados, não devem ser jogados no lixo, mas podem ser queimados ou enterrados como sinal de respeito.

Fonte: ACI digital



domingo, 15 de julho de 2018

Conselhos práticos para comungar


Felipe Aquino

Os requisitos para recebermos dignamente a Sagrada Eucaristia já nos são conhecidos: não estar em pecado mortal, ter uma intenção reta e guardar o jejum eucarístico aplicável ao nosso caso. Se cumprirmos estas condições, de cada vez que comungarmos receberemos infalivelmente um aumento de graça santificante, juntamente com muitas graças atuais.

Não é preciso dizer que o nosso aspecto externo deve estar de acordo com as adequadas disposições interiores. A mais elementar cortesia exige que, quando nos aproximamos da Comunhão, estejamos limpos de corpo e de roupa. Não é necessário irmos solenemente vestidos: Nosso Senhor acolherá sem dúvida com carinho o operário que se detém no seu percurso até a fábrica para assistir à missa e comungar com a roupa de trabalho, ou o pobre homem que não tem outro remédio senão usar a sua roupa remendada e cerzida. Mas a limpeza e o asseio estão ao alcance de todos.

O mesmo ocorre com a modéstia no vestir. Os que querem visitar a rainha da Inglaterra deve submeter-se a um protocolo rígido; e ninguém, sonharia, nem sequer no país mais democrático do mundo, em entrevistar-se com o presidente da República vestido de calças curtas e camisa esporte. O Rei dos reis tem incomparavelmente mais direito às manifestações externas de reverência e respeito. Não é pedantismo nem beatice, mas piedade da mais elementar, a que proíbe as sumárias peças esportivas e os vestidos decotados para nos aproximarmos da Comunhão.

Pode ser útil mencionar aqui o especial afeto e agradecimento que despertam no sacerdote aqueles que, ao comungarem – ajoelhados ou de pé -, inclinam a cabeça ligeiramente para trás, abrem suficientemente a boca e põem a língua por cima dos bordos do lábio inferior. Felizmente, a maioria dos que comungam fazem isso. Mas surpreende ver com que frequência o sacerdote tem que transpor obstáculos tais como cabeças inclinadas para a frente, dentes semicerrados ou línguas que não se decidem a sair. Se alguém tem alguma dúvida sobre o seu espírito de colaboração nesta matéria, dê uma espiada no espelho e tire as conclusões.

Onde está autorizada a prática de receber a comunhão na mão, os que desejam recebe-la assim devem apresentar a mão esquerda com a palma aberta sobre a palma da mão direita. Ali será depositada a Sagrada Hóstia, que deverá ser tomada com a máxima reverência com o indicador e o polegar da mão direita, e levada à boca antes de sair do lugar. As normas vigentes não permitem em caso algum que o próprio fiel tome diretamente a Hóstia do cibório ou do altar ou que a receba com os dedos em pinça. E a Igreja estabeleceu que, mesmo nos lugares onde se dá legitimamente a comunhão na mão, qualquer fiel tem o direito – que deve ser respeitado pelo sacerdote – de receber a Sagrada Comunhão na boca.

Alguns preocupam-se desnecessariamente com a possibilidade de que a Sagrada Hóstia lhes toque os dentes, coisa que é absolutamente irrelevante. Pode-se até mastigar a Hóstia, como se mastigam os alimentos, pois afinal é alimento espiritual. Embora isto quase nunca seja necessário.

Quer mastiguemos a Sagrada Hóstia ou não, o que devemos garantir é que a engulamos, já que a Sagrada Eucaristia é alimento espiritual, e, para recebê-lo, temos de comê-la. Se quiséssemos que a Sagrada Hóstia se dissolvesse completamente na boca, de modo que já não conservasse as aparências de pão, não receberíamos a Sagrada Comunhão nem as graças que esse sacramento no confere. Devemos, pois, manter a Sagrada Hóstia na boca apenas o tempo suficiente para que se umedeça e possamos ingerir.

Seria um erro sério recebermos a Sagrada Comunhão quando sofremos de indisposições digestivas que possam facilmente produzir vômitos. Se alguém sofre um ataque repentino de náusea e vomita a Sagrada Hóstia, deve recolhê-la num pano e entrega-la ao sacerdote para que disponha dela. Se o Sacerdote não se encontra perto ou se têm dúvidas de que as aparências de pão ainda subsistem, os vômitos devem ser envolvidos num pano e queimados.

Voltando a temas mais agradáveis e mais práticos, propomos uma tríplice questão: “Com que frequência me é permitido comungar? Com que frequência tenho obrigação de comungar? Com que frequência deveria comungar?”

A norma geral autoriza a comungar até mais de uma vez por dia; só precisa que, “quem já recebeu a Santíssima Eucaristia, pode recebê-la de novo no mesmo dia unicamente dentro da celebração eucarística na qual participe” (CDC, cân. 917).

Temos obrigação de comungar uma vez por ano pela Páscoa (desde a Quarta-feira de Cinzas até o domingo de Pentecostes) e em perigo de morte. Omitir deliberadamente a comunhão em qualquer desses casos é pecado grave.

Deveria comungar com a frequência que se fosse possível; o ideal seria que fosse diariamente. A Sagrada Eucaristia é o nosso alimento espiritual e, pelo menos, deveríamos ter tanto interesse em alimentar a nossa alma como em alimentar o nosso corpo; ora, ninguém passa muito tempo sem tomar uma refeição. A Sagrada Eucaristia é também garantia de felicidade eterna, se a recebemos regularmente e com razoável frequência, todos os dias, se pudermos. Jesus prometeu: Quem come deste pão viverá eternamente (Jo 6,59). Com os privilégios que a Igreja concedeu aos que têm dificuldades para jejuar, deveríamos fazer o propósito de receber a Sagrada Comunhão em todas as missas a que assistamos, como faziam os primeiros cristãos.

Suponhamos que estamos preparados por dentro e por fora para fazer uma comunhão digna. Podemos perguntar-nos: “Quantas graças poderei receber quando comungar?”

Já ouvimos dizer que uma só comunhão contém um depósito inesgotável de graças, que uma só comunhão seria suficiente para tornar santa uma pessoa. Já ouvimos estas e outras afirmações parecidas, e podemos sentir-nos um pouco desanimados ao ver que, apesar das nossas comunhões frequentes, ainda parece que nos movemos em níveis de santidade demasiado medíocres.

Não há dúvida de que cada comunhão contém um depósito inesgotável de graças: quem está presente na Sagrada Eucaristia é Jesus Cristo, e Jesus Cristo é Deus, e Deus é infinito, e pode conceder graças infinitas. Mas o total de graças que cada indivíduo recebe numa comunhão depende da capacidade que esse indivíduo tenha.

Há muita água no Oceano Atlântico, mas uma garrafa de litro só poderá conter um litro dessa água, mesmo que a mergulhemos até o fundo. De forma parecida, a nossa alma tem uma capacidade limitada para a graça. Como criatura finita que é, nenhuma alma humana pode ter capacidade infinita para a graça, nenhuma alma está em condições de absorver toda a graça que uma comunhão põe à sua disposição.

Mas isto não quer dizer que em cada uma das nossas comunhões estejamos conseguindo toda a graça que nos é possível. Não quer dizer que não possamos aumentar a nossa capacidade de adquirir graça. Se a garrafa que mergulhamos no oceano não está vazia, mas cheia de areia até três quartos, não tiraremos um litro de água, mas apenas um quarto de sua capacidade total. Se Deus sabe qual é a capacidade máxima de graça de uma alma. Mas todos podemos ter a certeza de ainda não a havermos alcançado.

Aumentamos a nossa capacidade de graça quando retiramos a areia da garrafa, quando tiramos os obstáculos à graça que embaraçam a nossa alma. O primeiro e o maior deles é o apego do pecado venial (uma comunhão digna pressupõe ausência de pecado mortal). Enquanto houver um só pecado venial que não queiramos abandonar (um rancor contra o chefe, a intemperança no uso do álcool, uns comentários maliciosos com laivos de murmuração), estaremos reduzindo a capacidade de graça da nossa alma.

Uma vez livres do pecado venial, ainda resta a luta contra as imperfeições, essas falhas que mostram que o nosso amor a Deus não é ainda de todo o coração. Pode haver em nós desleixo ou desinteresse na nossa oração, resistência egoísta em ajudar o próximo, falta de esforço para vencer a nossa irritabilidade ou impaciência, certa vaidade infantil nas nossas atitudes ou nos nossos talentos. Sejam quais forem, essas imperfeições são provavelmente muitos grãos de areia na nossa garrafa.

Que podemos fazer com esses pecados e imperfeições? Pôr um pouco mais de esforço e receber a Sagrada Comunhão com maior frequência. Um efeito maravilhoso da graça da comunhão é que nos purifica e fortalece contra as mesmas coisas que a impedem de agir. Com um pequeno esforço da nossa parte, cada Sagrada Comunhão prepara o caminho para maiores graças na seguinte. Cada comunhão edifica sobre a anterior.

Este fato esclarece também a afirmação de que “uma só comunhão é suficiente para fazer um santo”. É verdade que o Senhor podia, por um milagre da sua graça, fazer de um pecador um santo com uma só comunhão. Mas, normalmente, permite que o crescimento na santidade seja um crescimento orgânico, gradual e estável como o de uma criança, que mal se percebe de um dia para o outro. De novo aqui uma graça edifica sobre a anterior. É melhor para a nossa humildade não conhecermos claramente o progresso que fazemos.

A única conclusão que devemos tirar de tudo o que acabamos de ver é que nos importa muito que cada comunhão nos leve o mais longe possível. Isto exige uma preparação imediata de cada comunhão, que estimule os nossos sentimentos de arrependimento, fé, amor e gratidão, que nos arraste a uma entrega autentica, para identificarmos a nossa vontade com a de Deus. E é evidente que cumprimos tudo isto se nos unimos com sinceridade recolhimento ao oferecimento da missa.

Depois, temos esses preciosos minutos após a comunhão, em que Nosso Senhor Jesus nos tem, poderíamos dizer, abraçados. A ação de graças da comunhão significa perguntarmo-nos valentemente: “Senhor, que queres que eu faça?”, e escutarmos com mais valentia ainda a resposta que virá. Se a bênção final da missa nos apanha já com um pé no corredor, preparados para empreender uma veloz corrida para casa em busca do nosso café com leite, é que estamos malbaratando lastimavelmente muitas graças que Jesus ainda não acabara de nos dar. Fora alguma circunstância excepcional, deveríamos ter por norma permanecer na igreja por mais dez minutos, dando graças pela comunhão.

Há um ponto final (e muito consolador) que convém ter presente: podemos comungar com muita frequência; podemos preparar-nos adequadamente para a comunhão e depois dar graças com generosidade; podemos estar tratando sinceramente, de comunhão em comunhão, de pôr em prática os nossos propósitos e, apesar de tudo isso (ou talvez por causa disso), sentirmo-nos insatisfeitos conosco próprios. Então, não nos limitemos a exclamar: “Com tantas comunhões, como devia ser melhor!” Perguntemo-nos também: “Sem tantas comunhões, que seria de mim?”

Retirado do livro: “A Fé explicada”. Leo J. Trese.

Fonte: Cleofas



Um católico a favor do aborto pode comungar?


REDAÇÃO CENTRAL, 13 Jul. 18 / 06:00 pm (ACI).- Diante dos recentes casos de despenalização do aborto em países de maioria católica, como Irlanda, Colômbia, Chile e a possibilidade de que a mesma coisa aconteça na Argentina, surgiu a pergunta de se os fiéis que estão abertamente a favor desta prática podem receber a Eucaristia.

Para resolver esta dúvida, a Igreja emitiu vários documentos. Entre eles a carta "Dignidade para receber a Sagrada Comunhão: Princípios Gerais", enviada em 2004 pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, aos bispos dos Estados Unidos.

A carta assinala que, no caso do grave pecado do aborto, “quando a cooperação formal de uma pessoa é manifesta (entendida, no caso de um político católico, como fazer campanha e votar sistematicamente por leis permissivas de aborto e eutanásia), seu pároco deveria reunir-se com ele, instruí-lo a respeito dos ensinamentos da Igreja, informando-lhe que não deve apresentar-se à Sagrada Comunhão até que termine com a situação objetiva de pecado, e advertindo-lhe que de outra maneira se lhe negará a Eucaristia”.

Além disso, adverte que um católico seria “culpável de cooperação formal no mal, e tão indigno para apresentar-se à Sagrada Comunhão, se deliberadamente votasse a favor de um candidato precisamente pela postura permissiva do candidato a respeito do aborto e/ou da eutanásia”.

Neste contexto, quando um fiel católico foi formado a respeito do ensinamento da Igreja sobre o aborto, mas ainda mantém a sua posição pública “com obstinada persistência”, ainda se apresenta a receber a Sagrada Comunhão, “o ministro da Sagrada Comunhão deve negar-se a distribuí-la”.

“Esta decisão, propriamente falando, não é uma sanção ou uma pena. Tampouco é que o ministro da Sagrada Comunhão esteja realizando um juízo sobre a culpa subjetiva da pessoa, senão que está reagindo ante a indignidade pública da pessoa para receber a Sagrada Comunhão devido a uma situação objetiva de pecado”, esclarece o texto.

Em agosto de 2008, o então Prefeito do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica da Santa Sé, Cardeal Raymond L. Burke, explicou que os católicos, especialmente os políticos que apoiam publicamente o aborto, não devem comungar.

O Cardeal também se referiu à responsabilidade da caridade que os ministros da comunhão têm de negá-la caso a solicitem "até que reformem a própria vida".

Católicos devem se opor ao aborto

No ponto 2 da carta do agora Papa Emérito Bento XVI, recorda-se o que foi estabelecido na Carta Encíclica Evangelium vitae, em relação às decisões judiciais ou leis civis que autorizam ou promovem o aborto, declarando que existe "uma grave e precisa obrigação de opor-se através da objeção de consciência".

“No caso de uma lei intrinsecamente injusta, como aquela que admite o aborto ou a eutanásia, nunca é lícito conformar-se com ela, ‘nem participar numa campanha de opinião a favor de uma lei de tal natureza, nem dar-lhe a aprovação com o próprio voto’”, assinala no numeral 73.

Do mesmo modo, explica que os cristãos têm um “grave dever de consciência, a não prestar a sua colaboração formal em ações que, apesar de admitidas pela legislação civil, estão em contraste com a lei de Deus”.

Pecado do aborto

O aborto é um pecado grave, porque se trata de tirar a vida de um ser humano no ventre de sua mãe.

De acordo com o Direito Canônico, no cânon 1398, quem procurar o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão automática (latae sententiae), que só pode ser absolvida pelo bispo da diocese e pelos sacerdotes autorizados por ele.

Por ocasião do Ano da Misericórdia em 2016, o Papa Francisco permitiu que os sacerdotes de todo o mundo absolvessem esse pecado. E, depois, com a Carta Apostólica Misericordia et misera, o Santo Padre estendeu esta permissão indefinidamente.

Fonte: ACI digital



Papa: missionário deve estar amparado unicamente em Cristo


“O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê”. A missão tem um centro e a missão tem um rosto: estes são os dois pontos que resumem o "estilo missionário" destacado pelo Papa Francisco no Angelus deste domingo.

Cidade do Vaticano

Discípulos “livres e leves, sem apoios e sem favores”, ancorados unicamente no amor “d’Aquele que os envia” e fortes “somente de sua palavra que irão anunciar”. Este é o rosto que deve ter o discípulo missionário.

Inspirado no Evangelho do dia de São Marcos, que narra o momento em que Jesus envia os doze em Missão, o Papa Francisco refletiu sobre os dois pontos do estilo missionário: a missão tem um centro e a missão tem um rosto.

“O discípulo missionário tem antes de tudo - explicou o Papa -  um seu centro de referência, que é a pessoa de Jesus”, como comprova a narrativa pela série de verbos usados a Ele referidos. Assim, seu modo de agir “parece como que irradiando de um centro, a recorrência da presença e da obra de Jesus em sua ação missionária”:

“Isso mostra como os Apóstolos não têm nada de próprio para anunciar, nem própria capacidade de demonstrar, mas falam e agem como "enviados", como mensageiros de Jesus. É precisamente o Batismo que nos torna missionários. Um batizado que não sente a necessidade de anunciar o Evangelho, de anunciar Jesus, não é um bom cristão”.

Este episódio do Evangelho diz respeito também a todos os batizados, chamados a testemunhar nos vários ambientes da vida, o Evangelho de Cristo:

“E também para nós esta missão é autêntica, somente a partir do seu centro imutável que é Jesus. Não é uma iniciativa individual dos fiéis, nem dos grupos e nem mesmo das grandes agremiações, mas é a missão da Igreja inseparavelmente unida ao seu Senhor. Nenhum cristão proclama o Evangelho "por si mesmo", mas somente enviado pela Igreja que recebeu o mandato do próprio Cristo”.

A missão tem um rosto

“A segunda característica do estilo do missionário é, por assim dizer, um rosto, que consiste na pobreza dos meios”, disse Francisco, ressaltando que “seu equipamento atende a um critério de sobriedade”. Por isso, de fato, os Doze têm a ordem de "não levar nada além de um bordão para a jornada: nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto":

“O Mestre os quer livres e leves, sem apoios e sem favores, seguros somente do amor d’Aquele que os envia, fortes somente de sua palavra que irão anunciar”.

    “O bastão e as sandálias são a dotação dos peregrinos, porque assim são os mensageiros do reino de Deus, não gestores onipotentes, não funcionários estáveis, não divos em turnê. ”

O Pontífice recordou então os muitos Santos da Diocese de Roma, da qual é bispo, que tinham este rosto, como São Filipe Neri, São Benedito José Labre, Santo Aléssio, São Gaspar Del Bulfalo e tantos outros. “Não eram funcionários ou empreendedores, mas humildes trabalhadores do Reino”.

História de Jesus, prefigura destino de seu mensageiro

Mas a evangelização requer também a coragem, que somente pode ser encontrada se “estivermos unidos a Ele, morto e ressuscitado”:

“E a esse "rosto" também pertence a maneira pela qual a mensagem é acolhida: de fato, pode acontecer que ela não seja acolhida ou escutada. Isso também é pobreza: a experiência do fracasso. A história de Jesus, que foi rejeitado e crucificado, prefigura o destino de seu mensageiro”.

“Que a Virgem Maria, primeira discípula e missionária da Palavra de Deus, nos ajude a levar ao mundo a mensagem do Evangelho em uma exultação humilde e radiante, para além de toda rejeição, incompreensão ou tribulação."

Após rezar o Angelus, o Papa Francisco saudou os milhares de fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro, em particular as Irmãs do Preciosíssimo Sangue de Monza, as noviças das Filhas de Maria Auxiliadora provenientes de diversos países e os jovens poloneses da diocese de Pelplin (Polônia), que participam de um curso de exercícios espirituais em Assis.

Fonte: Vatican News



A missão dos discípulos -15° Domingo do Tempo Comum(Ano B)


A missão dos discípulos

15º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de Marcos 6, 7-13

 * Jesus começou a percorrer as redondezas, ensinando nos povoados. 7 Chamou os doze discípulos, começou a enviá-los dois a dois e dava-lhes poder sobre os espíritos maus. 8 Jesus recomendou que não levassem nada pelo caminho, além de um bastão; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9 Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10 E Jesus disse ainda: «Quando vocês entrarem numa casa, fiquem aí até partirem. 11 Se vocês forem mal recebidos num lugar e o povo não escutar vocês, quando saírem sacudam a poeira dos pés como protesto contra eles.» 12 Então os discípulos partiram e pregaram para que as pessoas se convertessem. 13 Expulsavam muitos demônios e curavam muitos doentes, ungindo-os com óleo.»

Reflexão

Evangelizar

Amós não era profeta nem “filho de profeta” – termo bíblico para dizer discípulo (1ª leitura). Não ganhava seu pão profetizando. Era pastor e agricultor. Tampouco era cidadão da Samaria; era de Judá, que vivia em conflito com os samaritanos. Mesmo assim, Deus o escolheu para dar um sério aviso ao sacerdote de Betel, santuário da Samaria.

Tampouco eram missionários profissionais os doze que Jesus enviou a anunciar a proximidade do Reino de Deus (evangelho). Estavam entregues à sua missão, à boa-nova que  deviam anunciar. Estavam entregues à hospitalidade das casas que encontrassem. Recebiam, sim, de Deus, o poder de fazer uns discretos sinais, curas, exorcismos. Nada  deviam ter de si mesmos: nem dinheiro, nem roupa de reserva. Só sandálias e um bom cajado para caminhar. Pois deviam avançar com pressa. O tempo se cumpriu!

Na encíclica Evangelii nuntiandi, o Papa Paulo VI escreveu que cada evangelizado deve ser evangelizador. Se acreditamos na boa-nova do Reino, não a podemos esconder aos nossos irmãos. Se acreditamos que a prática de Jesus inaugurou a salvação do mundo e mostrou o caminho para todas as gerações, não podemos guardar isso para nós. O mundo tem de ouvir isso. “Como poderão crer, se não ouvirem”(Rm 10,14). Quem crê verdadeiramente, tem de evangelizar. Mas como?

Não precisa ser especialista, capaz de discutir nas ruas e nas praças. Nem precisa de treinamento para aprender a enrolar as pessoas ingênuas e tirar um “dízimo” ou uma “aposta” de quem nem tem dinheiro pra criar os seus filhos… Jesus deu aos doze galileus poder de curar e de expulsar demônios. (Naquele tempo chamava-se demônio qualquer doença inexplicável, sobretudo de ordem psíquica). Ou seja, Jesus lhes deu força para fazer bem ao povo ao qual anunciavam a proximidade do Reino. Esses gestos eram um aperitivo do Reino. O bem que muitas pessoas fazem em sua generosa simplicidade é um aperitivo do Reino de Deus. Já  tem o gostinho daquilo que chamamos o Reino – quando é feita a vontade do Pai, como rezamos no Pai-Nosso.

A própria prática do Reino é anúncio do Reino – provavelmente, o anúncio mais eficaz. Vendo a prática do Reino, as pessoas vão perguntar o porquê: as “razões de nossa esperança” (1Pd 3,15). Se nos comportarmos com simplicidade, entregues àquilo em que acreditamos, ajudando onde pudermos – mas sem apoiarmos causas erradas, estruturas injustas – o mundo perguntará que esperança está por trás disso, que fé nos move, que amor nos envolve. Então, responderemos: o amor que aprendemos de Jesus, que deu sua vida por nós.

A palavra do pregador será fidedigna, se acompanhada de uma prática que mostre o Reino… na prática..?


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus, que mostrais a luz da verdade aos que erram para retomarem o bom caminho, dai a todos os que professam a fé rejeitar o que não convém ao cristão, e abraçar tudo o que é digno desse nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sábado, 14 de julho de 2018

Hoje é a festa de São Camilo de Léllis, padroeiro dos enfermos e precursor da Cruz Vermelha (14 de julho)


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 14 Jul. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 14 de julho, é celebrado São Camilo de Léllis, fundador Ordem dos Ministros dos Enfermos e padroeiro dos doentes, dos profissionais da saúde e hospitais. Seus religiosos se tornaram os enfermeiros de guerra, antes que existisse a Cruz Vermelha.

São Camilo nasceu em 1350 na Itália. Fez parte do exército veneziano para lutar contra os turcos, mas contraiu uma enfermidade na perna pela qual sofreu toda a sua vida. Mais tarde, ingressou como paciente e criado no hospital de San Giacomo em Roma, mas meses depois despediram-no por ser muito revoltoso. Assim, retornou como soldado contra os turcos.

Tinha o vício do jogo de azar e certo dia perdeu tudo o que possuía, inclusive a camisa que estava usando. Na miséria, começou a trabalhar na construção de um convento capuchino na Manfredonia.

Ao escutar as pregações, pouco a pouco seu coração foi mudando até que se reconheceu como um grande pecador e encomendou-se à misericórdia de Deus. Ingressou nos capuchinhos, mas não pôde fazer a profissão por causa da enfermidade de sua perna. Retornou ao hospital de San Giacomo e se dedicou aos cuidados dos doentes, chegando a ser um funcionário superintendente do hospital.

Vendo a necessidade, fundou uma associação de pessoas que desejavam se consagrar por caridade aos cuidados dos doentes. Depois do acompanhamento de São Felipe Neri, decidiu receber as ordens sagradas.

São Camilo decidiu se tornar independente do Hospital San Giacomo e com dois companheiros iniciou a Congregação dos Ministros dos Enfermos. Todos os dias cuidavam dos pacientes do Hospital do Espírito Santo, cuidando deles como se fossem o próprio Cristo e aproximando-os dos sacramentos.

Com o tempo, o serviço da congregação foi se ampliando e assumiram a missão de atender os prisioneiros doentes e os convalescentes que viviam em casas particulares. Desde então, São Camilo enviou religiosos com as tropas para que atendessem os que caíssem feridos.

Muitos religiosos morreram neste sacrificado serviço, inclusive pela peste, mas São Camilo e seus irmãos continuaram heroicamente. Tempo depois, São Gregório XIV confirmou a Congregação de São Camilo como ordem religiosa.

O santo dos enfermos sempre padeceu por sua perna, que além de tê-la fraturado, havia duas chagas dolorosas na planta do pé. Antes de morrer, sofria de náuseas e quase não podia comer, mas mesmo assim se mantinha preocupado pelos necessitados.

Em 1607, renunciou à direção de sua ordem e partiu para a Casa do Pai em 14 de julho de 1614, aos 64 anos. Leão XIII o proclamou padroeiro dos enfermos junto com São João de Deus. Pio XI o declarou padroeiro dos doentes e de suas associações.

Fonte: ACI digital


7 curiosidades sobre São Camilo de Léllis

Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 14 Jul. 18 / 06:00 am (ACI).- No marco da festa de São Camilo do Léllis, celebrada neste dia 14 de julho, apresentamos 7 coisas que talvez não conhecia sobre este grande santo padroeiro dos enfermos.

1. Seu nascimento foi considerado um milagre

A mãe de Camilo, quando estava grávida, sonhou que seu filho encabeçava um grupo em que todos levavam uma cruz vermelha no peito. Quando São Camilo nasceu, sua mãe tinha quase 60 anos e este fato foi considerado um milagre.

2. Seu pai foi mercenário

Seu pai era mercenário ao serviço da Espanha ou de Veneza e levou Camilo aos 18 anos para as batalhas.

3. Iniciou seus estudos aos 32 anos
Com 32 anos ingressou no Colégio Romano dos jesuítas, onde progrediu rapidamente nos estudos. Foi ordenado sacerdote em 26 de maio de 1584 na Basílica de São João de Latrão.

4. Conheceu São Felipe Neri

Diz-se que com o acompanhamento de São Felipe Neri, passou a suavizar seu caráter rude. Com os franciscanos capuchinhos, aprendeu a humildade e o amor ao sacrifício e, com os jesuítas, compreendeu a forte exigência da vida espiritual.

5. Rezava o Terço todos os dias

Não só rezava o Terço diariamente, como também incentivavam os outros a fazerem o mesmo. Celebrava a Missa todos os dias (algo que não era costume naquele tempo) e tinha uma grande piedade Eucarística.

6. Foi precursor da Cruz Vermelha

O santo fundou os Servos ou Ministros dos Enfermos e os enviou aos campos de batalha. Assim, 250 anos antes do nascimento da Cruz Vermelha Internacional, a “cruz vermelha” estampada nos hábitos dos filhos de São Camilo já brilhava nos campos de batalha como sinal de fraternidade.

7. Profetizou a sua morte

Profetizou que morreria em Roma na festa de São Boaventura (14 de julho, segundo o antigo calendário litúrgico) e assim aconteceu. Seu corpo foi embalsamado e retiraram o seu coração, o qual ainda hoje se encontra em um relicário.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 11 de julho de 2018

Orgulho e gratidão: 9 destaques entre os heróis do resgate na Tailândia

A melhor face da humanidade merece aplausos após um drama que uniu o mundo em solidariedade, esperança e doação até da própria vida

Não é fácil destacar pessoas sem cometer vários e injustos esquecimentos, mas pelo menos alguns dos muitos heróis envolvidos no “resgate da caverna da Tailândia” precisam ser mencionados neste dia em que o mundo assistiu, eufórico, emocionado, ao êxito recompensador deste empenho mundial em salvar 12 meninos e o seu jovem treinador de futebol.

1 – Rick Stanton e John Volanthem, os mergulhadores britânicos

Foram eles que localizaram o grupo vivo após 9 dias desaparecidos, um evento de muito baixa probabilidade que, não à toa, é apontado como “o primeiro e fundamental milagre” de toda esta epopeia. Sem que sequer houvesse a certeza de que o grupo estava lá dentro, Stanton e Volanthem encararam um mergulho dificultado por passagens claustrofobicamente estreitas, águas barrentas com visibilidade quase nula, forte fluxo contrário da água, risco de piora repentina da inundação, escuridão total no ambiente e uma distância a partir da entrada que a maioria das pessoas teria julgado altamente imprudente – os meninos foram achados a quatro quilômetros da boca da caverna, bem adentro do emaranhado subterrâneo. John Volanthem e Rick Stanton têm grande experiência em operações de alto risco envolvendo mergulho e resgate. Merecidamente, Andy Eavis, porta-voz da Associação Britânica de Espeleologia, declarou a respeito dos dois ao jornal The Washington Post:

    “Eu disse logo que se alguém encontrasse esses meninos, seriam estes dois mergulhadores, que são os melhores do mundo”.

2 – A complexa e coesa equipe de resgate

Mais de mil pessoas participaram da missão de salvamento, incluindo desde os responsáveis por desenhar a minuciosa e ousada estratégia até os executores propriamente ditos da operação de resgate: os corajosos mergulhadores e os profissionais auxiliares, como os médicos que os acompanharam. Dentre os mergulhadores, 40 eram tailandeses e 50 chegaram de outros países. Mas, além dos especialistas práticos em mergulho dentro de cavernas, compuseram o conjunto dos socorristas também os médicos que precisaram chegar até a cavidade para prestar os primeiros socorros aos meninos, os técnicos em espeleologia, os militares tailandeses, os engenheiros que bombearam milhões de litros de água para fora da caverna, as autoridades governamentais que precisaram tomar decisões extremamente delicadas sob a intensa pressão do tempo e das condições meteorológicas… Foi um espetacular trabalho de equipe em que cada segmento do conjunto precisou funcionar com o máximo grau possível de perfeição.

3 – Saman Kunan, o mergulhador que deu a vida pelos meninos
Saman Kunan
Saman Kunan - The North Face Adventure Team/Facebook

Aclamado agora como herói nacional, ele tinha 38 anos de idade e era voluntário na ação de resgate. Havia sido militar do grupo de elite da marinha tailandesa, além de atleta de alto rendimento. Praticava vários esportes e, na corrida de aventura, aplicava habilidades como mountain bike, trekking e canoagem. Mesmo não sendo experiente em cavernas, foi um dos primeiros voluntários a entrarem no complexo subterrâneo de Tham Luang, o que dá indícios da sua coragem. A missão de Saman ao mergulhar naquelas águas turvas era levar suprimentos e oxigênio ao grupo dos meninos. Enfrentou 6 horas para chegar à cavidade onde eles estavam presos e, em dado momento do trajeto de mais 5 horas para retornar, ficou ele próprio sem oxigênio. Saman perdeu os sentidos, afogou-se e não pôde ser reanimado a tempo pela equipe de socorro. A sua perda, que abalou os ânimos da equipe num primeiro momento e desafiou o otimismo de todo um planeta, se transformou em motivação adicional para os outros resgatistas: eles declararam que iriam até o fim e que não permitiriam que a morte de um companheiro tivesse sido em vão. O sucesso da operação acabou se tornando a mais excelsa homenagem ao homem que deu a própria vida para que os meninos e seu treinador não perdessem a deles.

4 – Os voluntários dos bastidores

Vindos às centenas, de diversas regiões da Tailândia e de outros países e até continentes, eles se dispuseram a ajudar no que fossem úteis, por mais secundários que parecessem os seus serviços: desde tradutores até carregadores de materiais; desde massagistas para aliviar a tensão dos profissionais diretamente atuantes nas operações de resgate até mototaxistas que transportavam os voluntários de graça entre a cidade e a caverna; desde amigos e conhecidos à inteira disposição das famílias até moradores locais que ofereciam gratuitamente comida e água a todos os envolvidos na complexa operação. É justo mencionar, ainda, os agricultores dos arredores que chegaram a renunciar com gosto às próprias colheitas em prol do resgate dos meninos: os milhões de litros de água bombeados para fora da caverna tiveram que ser despejados, em parte, em alguns campos de arroz que acabaram assim devastados. Seus donos declararam que a colheita poderá ser recuperada no futuro e que as vidas humanas a serem salvas agora eram incomparavelmente mais valiosas.

5 – As famílias

Procurando manter a calma e evitar compreensíveis explosões de desespero capazes de perturbar as operações, as famílias colaboraram o tempo todo e acataram com sensatez as orientações e determinações das autoridades responsáveis pelo resgate. Foi muito importante para o país, além disso, o testemunho de generosidade das famílias que defenderam a inocência do treinador do time, o jovem de 25 anos que chegou a ser apontado por parte da opinião pública, precipitadamente, como o “culpado” pelo drama.

6 – Ekkapol Chantawong, o treinador voluntário

Ekapol Chanthawong, via Facebook - Tales of an Educated Debutante

O rapaz de 25 anos, treinador voluntário de futebol, é reconhecido como amigo de confiança pelos meninos do time e pelos seus familiares. Sua autoridade moral, juntamente com a sua experiência de autodomínio como ex-monge budista, foi imprescindível para manter o controle emocional do grupo – e o dele próprio. Durante os 9 dias que se passaram até a chegada dos primeiros socorristas, Ekapol ficou em jejum para deixar o máximo possível de alimento para os meninos, chegando a se tornar, com isto, o mais desnutrido e fragilizado fisicamente de todo o grupo. Em mensagem enviada às famílias após a chegada dos resgatistas, o jovem pediu desculpas por ter levado os meninos ao local, embora tivesse tomado as precauções habituais para um passeio que já tinha acontecido em ocasiões anteriores sem qualquer problema. As famílias declararam que não o consideram culpado e que veem o caso como uma fatalidade. Apesar de apresentar o estado de saúde mais frágil de todo o grupo, Ekapol foi o último a ser resgatado porque a sua presença entre os meninos era considerada fundamental para mantê-los confiantes.

7 – Os próprios meninos

Os jogadores do agora mundialmente conhecido time dos “Javalis Selvagens” têm de meros 11 anos de idade até 16 e souberam enfrentar uma situação desesperadora com resiliência quase implausível. Vitimados por uma fatalidade, conseguiram sobreviver em condições extremas durante 9 dias à espera de um socorro que não sabiam se chegaria, e, mesmo após a chegada do resgate, mantiveram a paciência e a serenidade durante outra semana completa até que pudessem começar a ser retirados da caverna em uma operação de grande risco. Eles próprios tiveram a presença de espírito de acalmar as suas famílias com mensagens escritas nas quais garantiram estar bem e pediram aos pais que mantivessem a tranquilidade e a confiança. Sua união como grupo, sua capacidade de disciplina e sua notável confiança no jovem treinador foram decisivas para a sua sobrevivência e para o sucesso do resgate.

8 – A humanidade em sua melhor face

A história da civilização registra poucos eventos supostamente “locais” que foram tão capazes de captar com tanta intensidade as atenções e as emoções do planeta inteiro quanto esse drama com final feliz vivido pelos 12 meninos e seu treinador na caverna da Tailândia. Correntes de oração e solidariedade deram a volta ao mundo e competiram, vitoriosamente, com as atenções mundiais devotadas à Copa do Mundo FIFA em andamento na Rússia. É particularmente chamativo o caráter otimista e esperançoso da imensa maioria das reações compartilhadas nas redes sociais, a começar pelos desenhos postados principalmente pelos próprios tailandeses: mensagens de apoio, de fé, de confiança, de solidariedade, de unidade, de resiliência e de perseverança. Treze desconhecidos de um lugar remoto e longínquo passaram de repente a ser uma prioridade nas orações e nos melhores desejos fraternos de bilhões de seres humanos de todos os países, que derramaram tanto lágrimas de comoção quanto de júbilo ao assistirem ao sucesso quase impossível de um resgate no limite da tragédia.

9 – Deus

Para muita gente, inclusive crentes, soa oportunista mencionar a Deus num caso como este, cabendo, para muitos, um válido questionamento: se Deus de fato os queria sãos e salvos, por que permitiu que eles corressem tanto risco? Esta é uma reflexão de natureza filosófica dentre as mais ricas da longa história do pensamento humano, mas, basicamente, as respostas se emolduram quase todas na mesma perspectiva: a da liberdade dos seres humanos, inerente à sua natureza criada pelo próprio Deus. Se não nos poupa dos males, riscos e limitações que compõem a nossa existência no tempo e no espaço, Deus também não nos nega os recursos e meios necessários para que gerenciemos essa existência a partir da nossa liberdade de arbítrio e de escolha. A Providência Divina age em harmonia com o respeito de Deus pela liberdade que Ele próprio quis atribuir à nossa natureza racional. Mesmo quando a nossa liberdade nos permite agir colocando-nos em risco, Ele não a suprime: em vez de nos tratar como marionetes, Ele prefere nos dotar das faculdades e recursos necessários para que nós próprios assumamos as nossas responsabilidades. Acolher a Sua presença ou descartá-la é apenas um dos cenários em que podemos exercer essa liberdade e suas decorrências. Somos tão livres de arbítrio e escolha que podemos optar até mesmo por prescindir de Deus em nossa vida. Igualmente, somos tão livres de arbítrio e escolha que podemos optar por reconhecer no mistério “cavernoso” da nossa existência neste mundo os rastros da Sua presença que nos aponta os caminhos. É a liberdade da fé, à nossa disposição.

Muito importante: para nós, católicos, também é o caso de reconhecer a intercessão de Nossa Senhora, dos santos e dos anjos, a quem recorremos como família unida de filhos de Deus, com toda a confiança. E certamente foi o que fizemos ao rezar pelos nossos irmãozinhos tailandeses.

Fonte: Aleteia
TODOS SALVOS! Nós pedimos, nós recebemos: agora queremos agradecer!
Redação da Aleteia  | Jul 10, 2018

Meninos da Tailândia já estão todos fora da caverna, em operação de sucesso que fez o mundo inteiro rezar, torcer e chorar

O resgate que manteve o mundo de coração na mão durante mais de duas semanas acaba de terminar: os 12 meninos e seu treinador de futebol, presos desde o final de junho em uma caverna da Tailândia, estão de volta!

A operação de retirada culminou agora há pouco, segundo informações extra-oficiais, com o sucesso do resgate do último deles, o bravo treinador que foi crucial para manter a todos vivos e esperançosos!

Todos eles recebem agora os cuidados de saúde de que precisam com urgência após todo esse tempo em uma situação-limite.

Ao longo desses dias repletos de ansiedade e esperança entrelaçadas, suplicamos por cada um deles a Deus por intercessão especial de Nossa Senhora, que viu o próprio Filho ser depositado na caverna do sepulcro e de lá ressuscitar glorioso.

Neste momento, agradecemos a Deus e a Nossa Senhora com esta prece filial à Virgem de Guadalupe: a padroeira das Américas representa uma especial manifestação da maternidade de Maria, porque, diante do temor do filho, ela o acalmou perguntando: “Não estou eu aqui, que sou tua Mãe?”

Está! E nós agradecemos de todo o coração!

Oração de agradecimento a Nossa Senhora de Guadalupe

    Virgem Maria de Guadalupe,
    Mãe do verdadeiro Deus, por quem se vive!

    Em São João Diego, o menor dos teus filhos,
    Tu dizes aos povos da América Latina e do mundo todo:
    “Não estou aqui eu, que sou tua Mãe?
    Não estás sob a minha sombra?
    Não estás, por ventura, em meu regaço?”

    Vim a ti para pedir-te ajuda e recebi;
    vim pedir-te amor e o encontrei.

    E hoje venho agradecer-te,
    do mais profundo do meu coração,
    pelos favores, ajudas e proteção
    que encontrei e que todo dia encontro em ti.

    Obrigado, minha Mãe, Virgem Guadalupana,
    Mãe de todos nós!

    Obrigado por me receberes como teu filho,
    obrigado por atenderes minhas súplicas,
    obrigado por tornares a minha vida melhor,
    obrigado por intercederes por mim!

    Obrigado, minha Mãe! Obrigado!

Fonte: Aleteia



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog