Janeiro 2020 - Devoção e Fé - Blog Católico

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Oração dos professores a Dom Bosco


Peça a poderosa ajuda do santo que passou a vida educando as crianças no caminho de Deus

Lecionar, seja em uma escola pública, privada ou em casa, é uma tarefa desafiadora. Não é fácil lidar com as várias necessidades particulares e habilidades de aprendizado de cada criança. Isso, muitas vezes, deixa o professor se sentindo exausto.

São João Bosco conhece bem a atividade. Ele investiu toda a sua energia na educação de crianças. Dom Bosco sabia que não era simplesmente ensinar-lhes uma lista de fatos, mas levá-las a ser seres humanos virtuosos.

Então, professor ou profissional da educação, quando você precisar de alguma ajuda extra, volte-se para São João Bosco, pois ele é um intercessor poderoso nesta área. 

Reze a Oração dos professores a Dom Bosco:

São João Bosco, amigo dos jovens, 
professor nos caminhos de Deus, sua dedicação para capacitar os necessitados nos inspira.

Ajuda-me a trabalhar por um mundo melhor, onde os jovens tenham a chance de florescer,
onde o sonho de justiça possa se tornar realidade e onde a compaixão de Deus seja real.

Intercede por mim neste momento,  quando eu trago minhas necessidades para para ti e para nossa Mãe Celestial.

Amém.
Oração a Dom Bosco para obter graças especiais

Com confiança, peça a Dom Bosco a intercessão diante das adversidades

Oh, Dom Bosco Santo, quando estavas nesta terra, não havia ninguém que, acudindo a Vós, não fosse, por Vós mesmo, benignamente recebido, consolado e ajudado. Agora, no céu, onde a caridade atinge a perfeição, deve arder vosso grande coração em amor até os necessitados!

Vede, pois, minhas presentes necessidades e ajudai-me, obtendo-me do Senhor (pede-se a graça).

Também vós haveis experimentado, durante a vida, privações, enfermidades, contradições, incertezas do porvir, ingratidões, afrontas, calúnias e perseguições, por isso, sabeis que coisa é sofrer. Pois, oh, Dom Bosco Santo, volvei até mim vosso bondoso olhar e obtende do Senhor quanto peço, se é vantajoso para minha alma; ou se não, obtende alguma outra graça que me seja ainda mais útil, e uma conformidade filial à divina vontade em todas as coisas; ao mesmo tempo, uma vida virtuosa e uma santa morte.
Assim seja.

Fonte: Rainha da Paz (1) / Canção Nova (2)



Hoje é celebrado São João Bosco, fundador dos Salesianos (31 de janeiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 31 Jan. 20 / 05:00 am (ACI).- “Um só é meu desejo: que sejam felizes no tempo e na eternidade”, escreveu pouco antes de sua morte São João Bosco, cuja memória litúrgica é recordada neste dia 31 de janeiro. O fundador da Congregação Salesiana (os Salesianos) ficou também conhecido como patrono e mestre da juventude.

João Melchior Bosco Occhiena nasceu 16 de agosto de 1815 na aldeia del Becchi, perto de Morialdo em Castelnuovo (norte da Itália), em uma família muito humilde. Quando tinha dois anos, seu pai morreu e sua mãe, a Serva de Deus Margarida Occhiena, sendo analfabeta e pobre, foi responsável pela educação dos seus filhos.

Aos nove anos, João Bosco teve um sonho no qual viu uma multidão de meninos que brigavam e blasfemavam. Ele tentou silenciá-los com os punhos. Então, apareceu Jesus Cristo e lhe disse que devia ganhar os meninos com a mansidão e a caridade e que sua professora seria a Virgem Maria. A Mãe de Deus disse: “a seu tempo compreenderá tudo”.

Não conseguiu entender este sonho inicialmente, mas Deus mesmo o foi esclarecendo de diferentes maneiras com o tempo.

Dom Bosco teve que estudar e trabalhar ao mesmo tempo, com seu desejo de ser sacerdote. Ingressou no seminário de Chieri e conheceu São José Cafasso, que lhe mostrou as prisões e os bairros onde havia jovens necessitados. Foi ordenado sacerdote em 1841.

Iniciou o oratório salesiano, no qual todo domingo se reunia com centenas de meninos. No começo, esta obra não tinha um lugar fixo, até que conseguiram se estabelecer no bairro periférico de Valdocco. Depois de uma enfermidade que quase lhe custou a vida, prometeu trabalhar até o final por Deus através dos jovens.

São João Bosco se dedicou inteiramente a consolidar e estender sua obra. Deu alojamento a meninos abandonados, ofereceu oficinas de aprendizagem e, sendo um sacerdote pobre, construiu uma igreja em honra a São Francisco de Sales.

Em 1859, fundou os Salesianos, tomando como modelo São Francisco de Sales. Mais adiante, fundou as Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Além disso, construiu a Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim, e a Basílica do Sagrado Coração, em Roma, somente com doações.

Partiu para a Casa do Pai um 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado em 1924.

Fonte: ACI digital

Oração a Dom Bosco para obter graças especiais

Com confiança, peça a Dom Bosco a intercessão diante das adversidades

Oh, Dom Bosco Santo, quando estavas nesta terra, não havia ninguém que, acudindo a Vós, não fosse, por Vós mesmo, benignamente recebido, consolado e ajudado. Agora, no céu, onde a caridade atinge a perfeição, deve arder vosso grande coração em amor até os necessitados!

Vede, pois, minhas presentes necessidades e ajudai-me, obtendo-me do Senhor (pede-se a graça).

Também vós haveis experimentado, durante a vida, privações, enfermidades, contradições, incertezas do porvir, ingratidões, afrontas, calúnias e perseguições, por isso, sabeis que coisa é sofrer. Pois, oh, Dom Bosco Santo, volvei até mim vosso bondoso olhar e obtende do Senhor quanto peço, se é vantajoso para minha alma; ou se não, obtende alguma outra graça que me seja ainda mais útil, e uma conformidade filial à divina vontade em todas as coisas; ao mesmo tempo, uma vida virtuosa e uma santa morte.
Assim seja.

Fonte: Canção Nova



10 Ensinamentos de São Tomás de Aquino sobre a oração

Suzanne Tucker|Shutterstock

Prof. Felipe Aquino | Jan 30, 2020

Quer rezar mais e melhor? Confira algumas dicas desse grande santo da nossa Igreja

1.A oração dominical (Pai-Nosso) é a mais perfeita das orações. Nela não só pedimos tudo quanto podemos desejar corretamente, mas ainda segundo a ordem em que convém desejá-lo. De modo que esta oração, não só nos ensina a pedir, mas ordena também todos os nossos afetos.

2. A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que nós fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, para receber oportunamente os socorros da salvação.

3. Pela oração de muitos, às vezes, se alcança o que pela oração de um só não se obteria.

4. A oração consiste na elevação da alma a Deus.

5. Depois do batismo, a oração contínua é necessária ao homem. Embora sejam perdoados os pecados pelo batismo, sempre ainda ficam os estímulos ao pecado; que nos combate interiormente, o mundo e os demônios que nos combatem exteriormente.

6. Todas as graças que o Senhor, desde toda a eternidade, determinou conceder-nos, não as quer conceder a não ser por meio da oração.

7. Condições requeridas na oração : que o homem peça para si, coisas necessárias à salvação, com devoção e com perseverança.

8. A força da oração para obtermos a graça, não vem dos nossos méritos, mas da misericórdia de Deus que prometeu ouvir aquele que lhe pede.

9. Cada um é obrigado a rezar, porquanto deve procurar os bens espirituais, que só por Deus são concedidos e que só podemos alcançá-los por meio da oração.

10. A oração contínua é necessária ao homem para entrar no céu.

Fonte: Aleteia



quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Oração de oferecimento da manhã: um hábito para começar bem o dia

Korawat photo shoot|Shutterstock

Patty Knap | Jan 30, 2020

Durante séculos, os católicos têm feito variações desta prece de Oferecimento da Manhã

A oração de oferecimento da manhã é uma prática antiga na Igreja Católica. Além disso, é um hábito fácil de adquirir.

Alguns anos atrás um amigo me enviou algumas orações. Eu li que a oração da manhã é uma forma de oferecer a Deus todo o dia que vem pela frente – o bem e o mal, as provações e sacrifícios, bem como as alegrias e bênçãos. Eu comecei a lê-la todas as manhãs e logo já tinha memorizado a prece.

Como muitos católicos, eu tinha o hábito de fazer ofertas individuais aqui e ali durante o dia: “Ok, Deus, eu ofereço todo esse aborrecimento para você …” Quer seja a espera de duas horas em um consultório médico, o fato de meu filho ter abandonado sua fé ou um problema médico, eu tentaria lembrar-me de colocar um sem número de intenções nas minhas orações durante todo o dia. Com a oferta da manhã, o dia inteiro é “coberto” com antecedência.

Não podemos orar constantemente, contudo podemos transformar o nosso dia inteiro em uma contínua oferta através desta oração simples, começando o nosso dia, entregando-o a Deus, através de Sua Mãe Santíssima.

A oração dedica nosso dia inteiro e todo o nosso ser a Deus naquele dia que vem pela frente. Juntamos todos os nossos esforços para o propósito de Deus com o Sacrifício da Missa para a conversão dos pecadores, a reparação dos nossos próprios pecados e das almas no Purgatório.

Ela deve reconhecer que cada dia é um presente e expressar gratidão por nossas bênçãos e alegrias … tudo isso em menos de três minutos! Agora tenho o hábito de dizê-la todas as manhãs. Se eu não a leio em meu e-mail, rezo-a de memória, ou até mesmo ofereço a minha própria versão abreviada.

Durante séculos, as pessoas fizeram variações da prece de Oferecimento da Manhã. Provavelmente, uma das versões mais conhecidas hoje é esta, composta pelo Padre Francois Xavier Gaulrelet em 1844 para o seu ministério de Apostolado da Oração, que ele fundou naquele ano:

Jesus, através do Imaculado Coração de Maria, ofereço-vos as minhas orações, obras, alegrias e sofrimentos deste dia por todas as intenções do vosso Sagrado Coração, em união com o Santo Sacrifício da Missa por todo o mundo, pela salvação das almas, a reparação dos pecados, a união de todos os cristãos e, em particular, as intenções do Santo Padre neste mês. Amém.

O Papa João Paulo II disse certa vez que a prática de rezar o oferecimento da manhã é “de importância fundamental na vida de todos e de cada um dos fiéis”. É um lembrete diário de fazer todo o nosso dia, toda a nossa vida “um sacrifício vivo, Santo e agradável a Deus”(Romanos 12: 1).

Essa oração vai ser um adicional  na sua Quaresma. É provável também que faça diferença em sua vida, de modo que você vai querer continuar rezando-a todos os dias do ano.

Fonte: Aleteia



O simbolismo da procissão do ofertório na Missa


Fabio Lotti | Shutterstock

Philip Kosloski | Jan 30, 2020

A oferta do pão e vinho ao sacerdote nos lembra de colocar nosso coração no altar para ser transformado

Quem vai à Missa sabe: alguns membros da congregação são convidados a apresentar o pão e o vinho ao sacerdote enquanto ele prepara o altar para as orações da Consagração.

Embora possa parecer à primeira vista um tipo de intervalo, esta é de fato uma ação litúrgica com uma longa história e profundo simbolismo.

A Enciclopédia Católica explica:

“Originalmente, naquele momento, as pessoas traziam pão e vinho que eram recebidos pelos diáconos e colocados por eles sobre o altar”.

Antigamente, os membros da congregação local eram normalmente encarregados de assar o pão e adquirir vinho, portanto.

Nikolaus Gihr, em seu livro Holy Sacrifice of the Mass (“O Santo Sacrifício da Missa”), explica parte do simbolismo desse ato:

“Em primeiro lugar, a oblação (oblatio) refere-se aos elementos eucarísticos: o pão e o vinho são retirados do uso comum, consagrados a Deus e previamente santificados, para que possam ser preparados e adaptados ao seu destino indescritivelmente exaltado. Desistimos de toda a reivindicação desses dons terrestres e os oferecemos ao Altíssimo, com a intenção e o desejo de que Ele os mudasse no curso do sacrifício para Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.”

Neste momento, os fiéis são encorajados a se unir à oferta de maneira espiritual e a colocar seus corações no altar, para que possam ser transformados de maneira mística no “corpo” de Cristo.

Participar desse alimento de Deus, sentar-se neste banquete de amor, todos de fato são convidados; mas entre os convidados presentes, os honrados e preferidos são os “pobres” de espírito, os humildes de coração – enfim, todos os que esvaziaram seus corações e os despojaram do amor pelos bens desta terra, e quem, portanto, tem fome e sede do alimento imperecível do céu.

Gihr nos dá mais algumas palavras de reflexão sobre como nossos corações podem ser transformados neste momento da Missa:

“O coração se torna resplandecente com o santo amor de Deus e se desprende dos laços das inclinações e desejos mundanos que o prendem no pó; desperta-se de sua indolência e tepidez preguiçosas, para que com santo ardor suba ao céu com todos os seus poderes. ‘Corações no alto!'”

Fonte: Aleteia



Aparecida receberá catequistas de todo o Brasil (7 a 9 de fevereiro)

Nossa Senhora Aparecida

O evento “Catequistas Brasil” será realizado entre os dias 7 e 9 de fevereiro no Santuário Nacional de Aparecida com a participação de mais de 3 mil pessoas.

Vatican News

A cidade de Aparecida (SP) será sede da 2ª edição do Catequistas Brasil que se realizará entre os dias 07 e 09 de fevereiro de 2020 no Santuário Nacional, na casa da Mãe Aparecida. O Evento, que tem a missão de educar para a evangelização, reunirá quase 3 mil catequistas de todos os Estados do Brasil.

Com o objetivo de capacitar o catequista, o Evento tem o propósito e missão de contribuir para que ele se dedique à pastoral de forma evangelizadora e missionária, munido de estratégias e métodos construtivos que beneficiam na formação do discípulo de Jesus, mas, também oferecer conhecimentos técnicos e didáticos. Catequistas Brasil quer proporcionar um encontro onde o catequista possa exercer sua vocação missionária com inspiração, motivação e conhecimento para unir e viver a catequese na comunidade com alegria e entusiasmo. Os principais catequistas do Brasil ministrarão palestras no Evento.

A edição desse ano contará com mais de 50 atividades que acontecerão simultaneamente em sete locais, sendo três auditórios, três arenas temáticas e uma grande plenária. Além dessas atrações, Estações Dinâmicas serão apresentadas pelas principais editoras católicas do Brasil, entre elas a Paulus, Paulinas, Ave Maria, Santuário, Canção Nova, CNBB e Scalla, além da Distribuidora Loyola de Livros. A programação nesses espaços é voltada para encontros de autores de catequese com os congressistas.

Com o tema “Venha e Veja!”, o Evento contará, ainda, com artistas e bandas católicas ligadas à Catequese e promete muitas outras atrações aos participantes. Os interessados devem correr para garantir a sua inscrição pois restam poucas vagas. O Certificado Digital de conclusão do Curso será emitido pela Faculdade Dehoniana, dos padres do Sagrado Coração de Jesus (SCJ).

O Catequistas Brasil é um evento realizado pela Revista Paróquias que, há mais de 15 anos, publica conteúdos sobre gestão eclesial e prática pastoral e promove a Semana da Gestão Eclesial onde realiza seis Congressos voltados para a administração de igrejas e casas religiosas, como o CONAGE – Congresso Nacional de Gestão Eclesial, o CONASPAR – Congresso Nacional de Secretários Paroquiais e o CONADIZ – Congresso Nacional da Pastoral do Dízimo e da Partilha, entre outros. Na organização do conteúdo programático, a Revista conta com a colaboração de leigos e religiosos que dominam a catequese em suas missões evangelizadoras.

A Promocat Promotora Católica, agência responsável pela Feira ExpoCatólica, o maior evento de promoção do segmento na América Latina, além de ter colaborado em grandes eventos como a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro em 2013 e os últimos três Congressos Eucarísticos Nacionais, é a promotora do Catequistas Brasil.

Inscrições:

As inscrições para o Catequistas Brasil 2020 podem ser feitas até o dia 5 de fevereiro pelo site www.evento.catequistasbrasil.com.br ou no local após esta data.

Para mais informações e inscrições entrar em contato: (12) 3311-0665 | (12) 99630-1989 (WhatsApp)

30 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



Papa: uma sociedade é “civil” se combate a “cultura do descarte”


Nesta quinta-feira (30), ao receber a Congregação para a Doutrina da Fé, o Papa Francisco falou do valor intangível da vida humana, do cuidado dos doentes nas fases críticas e terminais, e da necessidade de reescrever a “gramática” ao assumir e cuidar da pessoa que sofre. Presente na audiência no Vaticano, o arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Benedetta Capelli, Andressa Collet – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã desta quinta-feira (30), na Sala Clementina, no Vaticano, os participantes da assembleia plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, inclusive, o arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo.

As palavras do Pontífice foram dedicadas ao cuidado das pessoas nas fases críticas e terminais da vida, além da urgência de “converter o olhar do coração” à luz da compaixão. O Papa sublinhou o bem que fazem os asilos, onde se pratica a “terapia da dignidade”. Francisco exortou, então, a prosseguir com firmeza o estudo em relação à revisão das normas sobre delicta graviora, contidas no Motu proprio “Sacramentorum sanctitatis tutela”, de João Paulo II, para seguir na estrada da transparência e do respeito da dignidade dos menores.

A doutrina, uma realidade dinâmica

O Pontífice começou o discurso agradecendo pelo trabalho desenvolvido a serviço da Igreja na promoção e tutela da integridade da doutrina cristã – que não é “um sistema rígido e fechado em si” e nem mesmo “uma ideologia”. O Papa descreveu o conceito como sendo uma “realidade dinâmica”, que se “renova de geração em geração” e se resume “num rosto, num corpo e num nome: Jesus Cristo Ressuscitado”.

“Graças ao Senhor Ressuscitado, a fé se abre ao próximo e às suas necessidades, daquelas menores até as maiores. Por isso, a transmissão da fé exige que se considere o seu destinatário, que se conheça ele e o ame efetivamente.”

O tema da preciosidade da vida humana

O Papa Francisco então discorreu sobre o contexto sociocultural vivido atualmente com o enaltecimento da “eficiência e utilidade” da vida humana e a “perda dos valores autênticos” em detrimento aos “deveres imperativos da solidariedade e da fraternidade” que rendem a vida preciosa. O Pontífice explicou:

“Na realidade, uma sociedade merece a qualificação de ‘civil’ se desenvolve os anticorpos contra a cultura do descarte; se reconhece o valor intangível da vida humana; se a solidariedade é efetivamente praticada e protegida como fundamento da convivência. Quando a doença bate à porta da nossa vida, aflora sempre mais em nós a necessidade de ter próximo alguém que nos olhe nos olhos, que segure a mão, que manifeste a sua ternura e cuide de nós, como o Bom Samaritano da parábola evangélica (Mensagem para XXVIII Dia Mundial do Enfermo, 11/02/2020).”

A “gramática” da cura

O Papa então recordou o quanto é importante a compaixão, “um refrão” no Evangelho, e a presença de um Bom Samaritano, uma “plataforma humana de relações”, que abrem à esperança, bálsamo para acalmar o “desconforto emotivo” e a “angústia espiritual”. “Não abandonar jamais ninguém”, sublinhou Francisco, “em presença de maus incuráveis. A vida humana, devido o seu destino eterno, conserva todo o seu valor e toda a sua dignidade em qualquer condição, inclusive de precariedade e fragilidade, e, como tal, é sempre digna da máxima consideração”.

“O tema do cuidado dos doentes, nas fases críticas e terminais da vida, chama em causa a tarefa da Igreja de reescrever a ‘gramática’ do assumir e do cuidar da pessoa que sofre. O exemplo do Bom Samaritano ensina que é necessário converter o olhar do coração porque, muitas vezes, quem olha não vê. Por quê? Porque falta a compaixão. Sem a compaixão, quem olha não se sente envolvido naquilo que observa e passa além; ao contrário, quem tem o coração compassivo é tocado e envolvido, se detém e cuida.”

A terapia da dignidade

“Quem, no caminho da vida, acendeu também apenas uma chama na hora escura de alguém não viveu em vão”: Francisco citou Santa Teresa de Calcutá para desenhar “o estilo da proximidade e da partilha”, “tornando mais humano o morrer”. Uma tarefa importante que hoje realizam os asilos.

“A esse propósito, penso quanto bem fazem os asilos para os cuidados paliativos, onde os doentes terminais são acompanhados com um qualificado apoio médico, psicológico e espiritual, para que possam viver com dignidade, confortados da proximidade das pessoas queridas, a fase final da vida terrena deles. Desejo que tais centros continuem a ser lugares nos quais se pratiquem com empenho a ‘terapia das dignidade’, alimentando assim o amor e o respeito pela vida.”

Rigor e transparência

O Pontífice ainda expressou apreço pelo estudo iniciado sobre a revisão das normas sobre os delicta graviora, contidas no Motu proprio “Sacramentorum sanctitatis tutela”, de São João Paulo II. Um empenho que se coloca na direção de uma atualização da normativa para tornar mais eficazes os procedimentos à luz das novas situações e problemáticas do atual contexto sociocultural.

“Exorto vocês a prosseguir com firmeza nessa tarefa para oferecer uma contribuição válida num âmbito em que a Igreja está diretamente envolvida a prosseguir com rigor e transparência no tutelar a santidade dos Sacramentos e a dignidade humana violada, especialmente dos pequenos.”

Enfim, Francisco parabenizou o documento elaborado pela Pontifícia Comissão Bíblica sobre os temas fundamentais da antropologia bíblica que aprofunda “uma visão global do projeto divino, iniciado com a criação e que encontra a sua realização em Cristo, o Homem novo”, “a chave, o centro e o fim de toda a história humana”.

30 janeiro 2020

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Consagrados devem ser tochas em meio às trevas, diz autoridade vaticana


Foto referencial. Crédito: Pixabay

Vaticano, 29 Jan. 20 / 11:00 am (ACI).- O secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Dom José Rodríguez Carballo, afirmou que os consagrados devem ser “tochas para quem caminha em meio às trevas”.

Assim indicou o Arcebispo espanhol em entrevista ao jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano (LOR), publicada em 29 de janeiro, por ocasião do 24º Dia Mundial da Vida Consagrada, que será celebrado no sábado, 1º de fevereiro.

“A vida consagrada é chamada a manter acesa a lâmpada do profetismo, tornando-se farol para quem está desorientado em alto mar, tocha para quem caminha em meio às trevas, sentinela para quem não vê uma saída na vida”, disse o Prelado.

Os consagrados, continuou, “não podem renunciar a dar voz a quem não tem e exigir justiça onde não há. Somente assim será uma vida profética e alternativa à cultura do descarte”, denunciada constantemente pelo Papa Francisco, que insiste sempre na “profecia como elemento imprescindível na vida consagrada”.

“A vida consagrada, assim como não pode renunciar à paixão por Cristo, seu verdadeiro fundamento, também não pode renunciar à paixão pela humanidade, particularmente a humanidade ferida, vulnerável, que constitui sua missão”, ressaltou.

Para responder à sua vocação, assegurou Dom Rodríguez, os consagrados devem buscar “apaixonadamente a vontade do Senhor, anunciando a boa nova a todos, preferencialmente nas periferias existenciais, buscando novos caminhos para o anúncio do evangelho, denunciando tudo aquilo que é contrário ao querer de Deus”.

“Os consagrado devem ser muito conscientes de que sua vida, como diz o Papa Francisco, é como a água: se não flui, apodrece. Se a vida consagrada não quer ser apenas admirada como uma peça de museu, mas apresentar-se diante das pessoas como uma forma bela e possível também para outros, deverá se perguntar constantemente o que querem dela Deus e o povo de Deus, neste momento e nestas circunstâncias”.

Após ressaltar a importância do discernimento seguindo a inspiração do Espírito Santo na vida consagrada, o Arcebispo disse que esta “não é somente ‘mão de obra’, mas sim, e sobretudo, sinal e profecia de outras realidades muito mais profundas”.

Os consagrados, prosseguiu o Prelado, “não podem julgar a vida consagrada apenas por aquilo que aparece através de suas obras, embora muitas destas devam ser revisadas para ver se respondem ou não ao carisma do próprio instituto e sua missão. A vida consagrada deve ser apreciada e valorizada por aquilo que é: uma forma profética de viver o Evangelho”.

Dom Rodríguez também destacou a importância para os consagrados de discernir “sobre sua identidade e missão à luz do Evangelho, do próprio carisma e dos sinais dos tempos, conduzidos sempre pelo magistério da Igreja”.

Publicado originalmente por ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.

Fonte: ACI digital



Bem-aventuranças: novo ciclo de catequeses do Papa Francisco


O Papa concluiu a Audiência Geral com uma recomendação aos fiéis: ler o capítulo quinto do Evangelho de Mateus e decorar as bem-aventuranças: "São uma mensagem para toda a humanidade".

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

Na Audiência Geral desta quarta-feira (29/01), realizada na Sala Paulo VI, o Papa Francisco anunciou um novo ciclo de catequeses, desta vez dedicado às bem-aventuranças.

No Evangelho de Mateus (5, 1-11), o texto se abre com o sermão da montanha, que iluminou a vida dos fiéis e inclusive de muitos não fiéis, por conter a “carteira de identidade” dos cristãos, o seu estilo de vida seguindo o exemplo de Cristo.

Nas próximas semanas, o Pontífice comentará cada uma das bem-aventuranças, dedicando esta primeira catequese a uma explicação global das palavras de Jesus.

Uma mensagem a toda a humanidade

Antes de tudo, afirmou, é importante como acontece a proclamação desta mensagem: suas palavras são endereçadas aos discípulos, com um horizonte mais amplo que é a multidão que se reuniu às margens do mar da Galileia – multidão que representa hoje toda a humanidade. "É uma mensagem para toda a humanidade."

A montanha ainda evoca o Sinai, onde Deus deu a Moisés os dez mandamentos. Jesus começa a ensinar uma nova lei: ser pobres, mansos, misericordiosos... que vai além de meras “normas”. Com efeito, Jesus nada impõe, mas revela o caminho da felicidade – o Seu caminho – repetindo oito vezes a palavra “bem-aventurados”.

As bem-aventuranças, prosseguiu o Pontífice, se compõem de três partes. Primeiramente, consta sempre a palavra “bem-aventurados”; depois, a situação em que se encontram estes beatos: pobreza, aflição, injustiça, guerra, perseguição, etc.; e finalmente o motivo de tal felicidade, introduzido pela palavra “porque…”.

“Seria belo aprender de cor as bem-aventuranças, para ter na mente e no coração esta lei que Jesus nos dá.”

O motivo da felicidade

Os “porquês” não dizem respeito à situação atual, mas à nova condição que os Bem-aventurados receberão de Deus. De fato, ao indicar tais motivos, Jesus usa frequentemente um futuro passivo: serão consolados, serão saciados, etc.

Francisco explicou ainda o significado da palavra “bem-aventurado”, que é uma pessoa que está numa condição de graça, que progride na graça de Deus e no caminho de Deus. “Paciência, pobreza, serviço aos outros, consolação: estas pessoas são felizes.”

Para doar-se a nós, Deus escolhe com frequência estradas impensáveis, provavelmente aquelas dos nossos limites, das nossas lágrimas, das nossas derrotas. É a alegria pascal, da qual falam os irmãos orientais, aquela que tem os estigmas, mas está viva, atravessou a morte e fez a experiência do poder de Deus.

O Papa então concluiu com uma recomendação aos fiéis:

“As bem-aventuranças levam à alegria, sempre. São o caminho para chegar à alegria. E nos fará bem hoje pegar o Evangelho de Mateus, capítulo 5, versículos 1-11 e ler as bem-aventuranças e talvez repetir isso algumas vezes durante a semana para entender este caminho belo e certo da felicidade que o Senhor nos propõe.”

29 janeiro 2020

Fonte: ACI digital



terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Ana Maria Braga sobre novo câncer: “eu tenho uma força que vem de Deus”


Reprodução / Instagram

Redação da Aleteia | Jan 28, 2020

Apresentadora disse que já iniciou tratamento contra a doença, pediu orações aos fãs e demonstrou muita fé e confiança

A apresentadora Ana Maria Braga, de 70 anos, surpreendeu os telespectadores do programa “Mais Você” em 27 de janeiro de 2020 ao anunciar que está com câncer no pulmão.

No encerramento da atração matinal da Rede Globo, ela falou abertamente sobre a doença e disse que já iniciou o tratamento. A apresentadora também lembrou que já teve dois cânceres no pulmão: um foi tratado com cirurgia e outro com rádiocirurgia. Agora, segundo Ana Maria, o tipo da doença é mais agressivo (chamado de adenocarcinoma pulmonar) e não pode ser operado. Ela passará por sessões de quimioterapia e imunoterapia.

Durante a sua fala, Ana Maria demonstrou muita força e fé ao afirmar que vai “sair dessa” – um verdadeiro exemplo para milhares de pessoas que passam pelo mesmo problema.

A apresentadora também pediu orações aos fãs: “Eu quero contar com seu carinho aí do outro lado, as suas orações, principalmente, que sempre me ajudaram muito”, afirmou.

Ana Maria Braga falou várias vezes em confiança e vitória e reafirmou sua fé: “Eu tenho muita fé. Eu tenho uma força que vem de Deus, né? Eu acredito que vou sair dessa, com certeza”, finalizou a artista.

Repercussão

O anúncio de Ana Maria Braga repercutiu nas redes sociais. Famosos e anônimos publicaram mensagens de carinho e solidariedade. A apresentadora da Globo Ana Furtado, que recentemente venceu um câncer de mama, publicou um vídeo. “Eu sei que essa caminhada é dura, mas ela é possível com muito amor, muita fé e muita coragem”, disse.

Oração

Não precisava nem pedir: aqui na Aleteia, já estamos em oração por esta apresentadora tão querida pelos brasileiros e também por todos que enfrentam esta grave doença. Quer se juntar a nós? Reze a oração abaixo por ela e pelas pessoas que você sabe que estão precisando.

Deus misericordioso, Deus de amor,
eu te peço com todo o meu coração
que cures, se esta for a tua vontade,
os enfermos de câncer.
Peço-te especialmente por (dizer o nome da pessoa).

Toca, Senhor, com teu poder,
a parte do corpo em que esse mal se encontra,
e tem compaixão de todas as pessoas
que sofrem com essa doença.

Eu te suplico, Pai:
dá-lhes a oportunidade de continuar com vida,
se assim quiseres.
Imploro tua misericórdia, meu Deus de amor.

Obrigado(a), Senhor, por escutar as orações
de todos nós que pedimos e continuaremos pedindo
pela saúde de todos e cada um
dos que padecem este terrível mal.

Pela tua infinita misericórdia,
tem compaixão de todos nós!
Amém.

Fonte: Aleteia



Congresso da Pessoa Idosa: ir. Terezinha, a Igreja ao lado das pessoas vulnerabilizadas


Irmã Terezinha Tortelli, última à direita, no encontro com os jornalistas desta terça-feira

A conferência terá início, nesta quarta-feira, 29, no Centro de Congressos Augustinianum, em Roma, sobre o tema “A Riqueza dos Anos”, e se encerra na sexta-feira, 31.

Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

Realizou-se na Sala de Imprensa da Santa Sé, nesta terça-feira (28/01), o “Meeting Point” com os jornalistas de apresentação do I Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos.

A conferência terá início, nesta quarta-feira, 29, no Centro de Congressos Augustinianum, em Roma, sobre o tema “A Riqueza dos Anos”, e se encerra na sexta-feira, 31.

A coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa do Brasil, irmã Terezinha Tortelli, participou do encontro com jornalistas. Entrevistada pelo Vatican News, ela falou sobre a situação da pessoa idosa no país.

O Brasil é muito heterogêneo. Então a disparidade social é muito grande. A Pastoral da Pessoa Idosa fez opção por se dedicar especialmente aos mais vulnerabilizados. Não é que todas as pessoas idosas do Brasil precisam da pastoral. O que faz a pastoral? Capacita voluntários para fazer visita domiciliar mensal e dizemos preferencialmente os mais vulnerabilizados, então seja pela pobreza, pela solidão, pelo isolamento, às vezes por maus-tratos, pela fragilidade mesmo que que vai se fragilizando e às vezes não tem ninguém, não tem cuidadores. Hoje, a política do cuidado no Brasil não existe. Infelizmente. É muito heterogêneo eu diria. Uma boa porcentagem não precisa desse apoio, de visita domiciliar que fazemos, mas infelizmente a grande maioria sim. É de pobres, de pessoas que chamamos de vulnerabilizadas socialmente ou fisicamente.

28 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



A oração que Santo Tomás de Aquino rezava todos os dias

Redação da Aleteia / Padre Paulo Ricardo | Jan 28, 2020

“Que eu não sucumba na prosperidade nem na adversidade”

De acordo com frei Guilherme de Tocco (c. 1250 – c. 1323), seu primeiro e mais importante biógrafo, Santo Tomás de Aquino tinha o costume de recitar diariamente e com grande devoção a oração abaixo, composta por ele mesmo e da qual oferecemos uma versão em português.

O texto latino desta prece foi preservado e transmitido por Tocco na quarta e última edição de sua obra “Ystoria sancti Thome”, de meados de 1323, e encontra-se disponível aqui.

Reze você também:

“Concedei-me, ó Deus onipotente e misericordioso, ardentemente desejar, prudentemente descobrir, verazmente conhecer e perfeitamente realizar o que for do vosso agrado.

Para louvor e glória do vosso nome, ordenai meu estado de vida e dai-me saber, poder e querer o que me pedis que faça. E dai-me levá-lo a cabo como convém à salvação de minha alma.

Que o meu caminho até vós seja reto e seguro. Que eu não sucumba na prosperidade nem na adversidade, a fim de não me ensoberbecer na primeira nem desesperar na segunda. Que na fortuna eu vos renda graças e na dificuldade mantenha a paciência. Que eu de nada me alegre ou entristeça senão do que me leve a vós ou afaste de vós. Que a ninguém deseje agradar nem tema aborrecer senão somente a vós.

Dai-me tudo fazer com caridade e o que não diz respeito ao vosso culto, reputá-lo como morto. Dai-me praticar minhas ações, não por costume, mas referindo-as a vós com devoção.

Que por vós eu não dê valor às coisas transitórias, e me seja caro tudo o que vos diz respeito. Que me compraza, mais do que tudo, todo trabalho que for para vós e me aborreça todo descanso que não seja em vós.

Dai-me, dulcíssimo Senhor, dirigir-vos meu coração frequente e ferventemente e, de alma contrita, emendar com firme propósito a minha fraqueza.

Fazei-me, ó Deus, humilde sem fingimento; alegre sem dissipação; grave sem depressão; maduro sem severidade; vivaz sem leviandade; veraz sem duplicidade; temente sem desespero; confiante sem presunção; casto sem corrupção; corrigirao próximo sem indignação e edificá-lo por exemplo e palavra sem exageração; obediente sem contradição; paciente sem murmuração.

Dai-me, dulcíssimo Jesus, um coração desperto, para que nenhuma vã curiosidade o afaste de vós; imóvel, para que não ceda a nenhum afeto indigno; infatigável, para que não sucumba em nenhuma tribulação; livre, para que dele não se apodere nenhum prazer violento; e reto, para que não o faça desviar-se nenhuma má intenção.

Concedei-me, dulcíssimo Deus, inteligência para conhecer-vos; diligência para buscar-vos; sabedoria para encontrar-vos; bondade para agradar-vos; perseverança para esperar-vos doce e fielmente; confiança para alcançar-vos felizmente. Fazei-me, pela penitência, suportar vossas penas; utilizar vossos benefícios nesta vida pela graça; e por fim, na pátria eterna, desfrutar de vossos gozos pela glória.

Vós, que com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.”

Fonte: Aleteia



Bispos de estados afetados por chuvas convocam à solidariedade

@defesacivil_mg

BELO HORIZONTE, 28 Jan. 20 / 04:00 pm (ACI).- Frente às chuvas que causaram inundações e deslizamentos, deixando mortos e desaparecidos nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, bispos dessas regiões convocaram os fiéis à solidariedade e promovem campanhas para arrecadar doações para os atingidos.

Em nota, o Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) expresso sua “sua tristeza pelas perdas” e solidarizou-se “com as vítimas e seus familiares”, “diante das mortes e estragos causados pelas fortes chuvas que atingem a região Sudeste do Brasil, particularmente os Estados de Minas Gerais e Espírito Santo”.

“Agradecemos a Deus pela abundância da chuva e o benefício que ela traz. No entanto, não podemos esquecer que em grande quantidade ela pode criar situações de calamidade, na qual a população, em precárias condições de vida, é a mais atingida. Há, contudo, a necessidade do comprometimento de todos na preservação do meio ambiente, no cuidado com as matas ciliares, na destinação correta do lixo, etc.”, acrescenta o texto assinado pelos bispos da presidência do Regional.

Por fim, afirma que, “solidários com nossos irmãos e irmãs, o Regional Leste 2 conclama a sociedade em geral para se empenhar em favor das famílias e já se colocou à disposição para contribuir na organização de iniciativas de solidariedade e somar com as já existentes”.

“Que o Deus da vida conceda força e coragem às famílias e nos conserve unidos na esperança, no amor, na fé e na solidariedade”, conclui a nota.

Segundo boletim divulgado nesta terça-feira pela Defesa Civil Estadual, as fortes chuvas que atingem cidades de Minas Gerais desde sexta-feira, 24 de janeiro, deixaram até o momento 50 mortos e duas pessoas continuam desaparecidas, sendo uma em Luisburgo e outra em Conselheiro Lafaiete. Além disso, há 28.043 desalojados e 4.101 desabrigados no estado, onde o governo decretou situação de emergência em 101 municípios.

Já no estado do Espírito Santo, as chuvas atingem diversas cidades desde o dia 17 de janeiro. Segundo a Defesa Civil Estadual, nove pessoas morreram, 10.633 estão desalojadas e 1.918 estão desabrigadas.

Diante dessa situação, paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) estão arrecadando doações para as famílias que perderam seus pertences no temporal. Os endereços e telefones das paróquias que abriram suas portas para recolher as doações pode ser acessado no site da Arquidiocese AQUI.

Por sua vez, o Arcebispo de Vitória (ES), Dom Dario Campos, convocou, por meio de uma mensagem de vídeo, os fiéis a se mobilizar para ajudar os atingidos pelas chuvas no estado.

“Nosso povo está precisando de água e material para limpeza. Já chega a notícia de que a água não vai poder ser tratada. Então, se você puder colaborar, ajudar, trazendo para nossas comunidades, para nossas igrejas, para nossas paróquias e para a Cúria Metropolitana água e material de higiene, de limpeza, fica aqui o meu agradecimento”, declarou o Prelado, exortando a “unir as nossas forças e ajudar a salvar nosso povo do Espírito Santo”.

Também no Norte e Noroeste do estado do Rio de Janeiro, as chuvas desde sexta-feira causam estragos, deixando cidades debaixo d’água. Segundo a Defesa Civil, mais de 6 mil pessoas estão desalojadas e desabrigadas na região.

Em resposta às tragédias, a Diocese de Campos dos Goytacazes realiza uma campanha de arrecadação de roupas, alimentos, água e outros donativos para ajudar os atingidos pelas chuvas e inundações.

De acordo com o site da Diocese de Campos, iniciou-se a campanha de arrecadação de donativos por meio das Paróquias de Senhor Bom Jesus e de São José, na cidade de Bom Jesus do Itabapoana.  As doações podem ser entregues nas secretarias das duas paróquias, ou ao final das Missas.

Por meio de uma nota publicada em seu perfil no Facebook, o Bispo de Campos, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, manifestou solidariedade às “inúmeras famílias desabrigadas e desalojadas em todo o norte e noroeste fluminense”.

“Sabemos o que significa em termos de perdas deixar uma casa ou até certamente mais sagrado e precioso vidas humanas e de criaturas que amamos. Sintam-se unidos a uma grande corrente de oração e solidariedade que expressará em gestos concretos a partilha fraterna para recomeçar”, acrescenta o Bispo.

Diversas cidades da Diocese de Campos foram inundadas devido à elevação do nível dos rios Itabapoana, Muriaé e Carangola. Diante disso, o pároco de Santo Antônio e, Porciúncula (RJ), Padre Thiago Linhares, convocou os católicos a estar atentos às necessidades dos outros, sobretudo dos idosos.

Em declarações ao site da Diocese de Campos, o sacerdote se uniu “em oração a todos os atingidos para que Deus lhes sustente a esperança e não permita que esmoreçamos”.

“Convoco os paroquianos a estarem de prontidão a servirem aos mais necessitados assim como aos voluntários, vencendo aquilo que o Papa chama de ‘ditadura da indiferença’. Nossa Paróquia está fazendo tudo que está a seu alcance para contribuir neste momento de imensa tristeza para nossa cidade”, disse.

Fonte: ACI digital



Kobe Bryant foi à missa horas antes de falecer, agora sua paróquia reza pela sua família


+Kobe Bryant (1978-2020). Crédito: Keith Allison (CC BY-SA 2.0).

O jogador norte-americano, Kobe Bryant, 41 anos, faleceu este domingo, 26, em um trágico acidente de helicóptero na Califórnia, no qual também faleceu Gianna Bryant, uma de suas 4 filhas. Kobe era católico e contou em 2015 como sua fé o ajudou a superar momentos difíceis de sua carreira e vida familiar.

Kobe Bryant jogou na NBA por 20 anos e conquistou 5 títulos pelo Los Angeles Lakers. Ele é considerado um dos melhores jogadores de basquete da história. Entretanto, o que era desconhecido de muitos é que Kobe era católico e de acordo a uma entrevista à revista GQ, sua fé católica o ajudou a atravessar alguns dos momentos mais difíceis de sua vida.

REDAÇÃO CENTRAL, 28 Jan. 20 / 09:00 am (ACI).- Horas antes de morrer no domingo, a estrela do basquete Kobe Bryant participou da missa na Igreja Católica Nossa Senhora Rainha dos Anjos, em Newport Beach, Califórnia, como fazia todos os domingos. Agora, sua paróquia está em luto e reza pelo eterno descanso do jogador e da filha, Gianna Bryant, de 13 anos, também falecida no acidente.

A Santa Missa desta segunda-feira da paróquia californiana foi oferecida especialmente pelas almas de Kobe Bryant, sua filha Gianna e as outras vítimas fatais do acidente de helicóptero ocorrido em Calabasas, no sul da California, este domingo, 26 de janeiro, adiantou o canal NBC 4 Los Angeles.

A NBC também informou que os paroquianos se reuniram para rezar o rosário pelos dois membros da família Bryant que faleceram e pelas demais vítimas do acidente.

Os paroquianos disseram que Bryant participava regularmente das missas e da vida de sua comunidade paroquial.

Heny Russell, um ministro extraordinário da Sagrada Comunhão na paróquia, lembrou que dar a comunhão para Bryant representava para ele um desafio, devido à grande estatura do jogador.

"Quando eu lhe dava a comunhão, tinha que esticar meus braços e pés para alcançá-lo", disse Russell, demonstrando como precisava ficar praticamente na ponta dos pés para dar o Corpo de Cristo ao jogador que tinha quase dois metros de altura.

"Eles são pessoas muito humildes", disse Russell à NBC ao descrever a família de Kobe.

Bryant, 41, era pai de quatro filhos. Gianna Bryant, que faleceu junto a Kobe, também praticava basquete e sonhava jogar pela Universidade de Connecticut. Eles tomaram um voo de helicóptero precisamente para assistir um torneio de basquete juvenil.

Bryant, sua esposa e filhos, são paroquianos e membros ativos da paróquia Nossa Senhora Rainha dos Anjos.

Depois que sua morte foi anunciada, católicos nos EUA relataram experiências de ver Bryant na missa de domingo e dias da semana em outras partes da Califórnia e do país. Mesmo quando se ausentava aos fins de semana para jogar pelos Lakers, Kobe ia à missa em paróquias de outros lugares nos Estados Unidos.

A cantora Cristina Ballestero postou no Instagram este 26 de janeiro uma história de seu encontro com Bryant na Holy Family Cathedral em Orange, Califórnia, durante uma missa de dia de semana.

“Quando chegamos à comunhão, [Bryant] esperou que eu passasse na frente. Se você cresceu na Igreja Católica, sabe que isso é um sinal de respeito por parte dos homens para com as mulheres presentes na igreja. Ele também disse uma vez que eu tinha uma bonita voz”.

"Sua característica mais inspiradora foi a decisão de voltar à fé em Deus e receber a misericórdia de Deus e de ser um homem melhor após uma decisão da qual se arrependeu", acrescentou Ballestero.

Assim que a morte de Kobe Bryant foi reportado, quando ainda não havia sido noticiada a morte da filha Gianna, o Arcebispo de Los Angeles, Dom José Gomez, prontamente enviou suas condolências e elevou suas orações pela família de Kobe.

A fé católica de Kobe Bryant o ajudou a superar momentos difíceis

Em 2001, aos 23 anos, Kobe casou-se com a Vanessa Laine, de 19 anos, quem também é católica. A cerimônia foi celebrada na igreja de Saint Edward em Dana Point, estado da Califórnia (Estados Unidos). Dois anos depois tiveram sua primeira filha.

No mesmo ano também aconteceu algo que mudaria para sempre a vida do jogador, e por essa razão precisou apoiar-se na sua fé: foi acusado de estuprar uma jovem em um quarto de hotel no Colorado.

Envergonhado, Kobe admitiu imediatamente que teve relações sexuais com a mulher, o que era um adultério contra sua esposa. Mas, sempre afirmou que não houve estupro.

Este acontecimento causou um imenso dano à sua família, e também trouxe graves consequências para sua carreira: importantes patrocinadores o abandonaram, suas camisetas deixaram de ser vendidas e obviamente, sua reputação foi muito afetada.

Um ano depois, um juiz negou as acusações de estupro. A mulher também apresentou uma denúncia civil contra Kobe, a qual foi resolvida por meio de um acordo extrajudicial. Em meio à situação, o esportista emitiu um comunicado público pedindo desculpas à mulher e à família desta, assim como à sua própria família.

Em uma entrevista com a revista GQ no começo de 2015, Kobe explicou como se sustentou em sua fé católica para passar por essa difícil provação.

O fato de perder meus patrocinadores “era na verdade a última das minhas preocupações. Tinha medo de ser preso? Sim. Tinha 25 anos, cara. Estava aterrorizado. A única coisa que realmente me ajudou durante esse momento –sou católico, cresci como católico, meus filhos são católicos– foi falar com um sacerdote”.

“Na verdade, foi um pouco engraçado”, recordou Bryant, pois “ele olhou para mim e disse ‘Você é culpado? ’ e eu respondi: ‘é obvio que não’. Em seguida, me perguntou ‘Você tem um bom advogado? ’ disse: ‘Oh, sim, ele é muito bom’. Então ele simplesmente disse ‘Então deixe estar. Segue em frente. Deus não te dá nada que você não possa suportar, e está nas mãos dele agora. Isto é algo que você não pode controlar. Por isso deixe as coisas acontecerem”. E esse foi o momento decisivo".

Kobe e sua esposa permaneceram juntos durante alguns anos depois das acusações, e inclusive tiveram outra menina. Mas em 2011, sua esposa pediu o divórcio. Felizmente, em 2013 suspenderam o trâmite de divórcio e se reconciliaram.

Kobe se retirou do basquete profissional em 2016. Ele deixa a esposa, Vanessa Bryant e outras 3 filhas: Natalia, de 17 anos, Bianka Bella, 3 anos e Capri Kobe, um bebê de menos de um ano de idade.

** Artigo publicado originalmente em Catholic News Agency, traduzido e adaptado por Rafael Tavares, em 28/01/2020.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrado Santo Tomás de Aquino, doutor da Igreja (28 de janeiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 28 Jan. 20 / 05:00 am (ACI).- A Igreja Católica recorda neste dia 28 de janeiro Santo Tomás de Aquino, filósofo, teólogo e doutor da Igreja, dotado de grande humildade e autor da famosa “Suma Teológica”. É o santo padroeiro da educação, das universidades e escolas católicas.

Tomás nasceu em Roccasecca, perto de Aquino, em Nápoles, em meio a uma família aristocrática, entre 1225 e 1227. Morreu cedo, em 7 de março de 1274, na abadia cisterciense de Fossanova, onde foi descansar depois de se sentir mal durante viagem para participar do Concílio de Lyon, a convite do Papa Gregório X.

Quando tinha cinco anos, recebeu seu primeiro treinamento com os monges beneditinos de Montecassino. Diz-se que, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, perguntou: “Quem é Deus?”. Ele era muito estudioso e tinha vontade de oração e meditação.

Em 1236, ingressou na Universidade de Nápoles. Captava os estudos com maior profundidade e lucidez que seus mestres.

Mais tarde, quando decidiu ingressar na Ordem de São Domingos, teve que enfrentar a resistência de sua família. Chegou a fugir para a Alemanha, mas foi pego no caminho por seus irmãos que o prenderam no castelo.

Entretanto, nem mesmo isso o dissuadiu de seu desejo de seguir a vida religiosa. Seguiu para Colônia, na Alemanha, onde foi instruído por Santo Alberto Magno.

Seu jeito silencioso e aparência robusta lhe renderam o apelido de “boi mudo” pelos companheiros que zombavam dele.

Mas, Tomás se tornou conselheiro dos Papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X. Até mesmo o rei São Luís, da França o consultava sobre os assuntos importantes. Lecionou em grandes universidades, como de Paris, Roma, Bologna e Nápoles.

Embora Santo Tomás tenha vivido menos de cinquenta anos, escreveu mais de sessenta obras, algumas curtas, outras muito longas. Isso não significa que toda a produção real foi escrita diretamente à mão; secretários o ajudaram, e seus biógrafos asseguram que ele poderia ditar a vários escribas ao mesmo tempo.

Sua obra “Suma Teológica” imortalizou o santo. Ele próprio a considerava simplesmente um manual de doutrina cristã para estudantes. Na verdade, é uma exposição completa, ordenada por critérios científicos da teologia e também um resumo da filosofia cristã.

Foi canonizado por João XXII, em 18 julho de 1323. No dia 28 de janeiro de 1567, foi declarado Doutor da Igreja por São Pio V. Logo passou, então, a ser chamado “doutor angélico”.

Seus restos mortais estão em Toulouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia suas obras, se encontra em Roma.

Santo Tomás de Aquino é representado com o Espírito Santo, um livro, uma estrela ou raios de luz sobre seu peito e a Igreja.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Dia da Memória: Liliana Segre, contar o horror sem semear ódio

Senadora italiana vitalícia Liliana Segre

No Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, que coincide este ano com o 75º aniversário da libertação do campo nazista de Auschwitz-Birkenau, a senadora Liliana Segre, testemunha da Shoah, fala sobre o valor da memória e diz estar preocupada com a difusão de sentimentos xenófobos.

Fabio Colagrande e Antonella Palermo - Cidade do Vaticano

“O aniversário da crueldade indescritível que a humanidade descobriu setenta e cinco anos atrás deve ser um chamado a  parar, permanecer em silêncio e fazer memória. É necessário para não nos tornar indiferentes.”

Estas palavras foram proferidas pelo Papa Francisco ao receber no Vaticano, na última segunda-feira (20/01), a delegação do Centro “Simon Wiesenthal”, referindo-se ao 75º da libertação do Campo de Concentração de Auschwitz-Birkenau, celebrado nesta segunda-feira, 27 de janeiro, Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.

“Se perdermos a memória, aniquilamos o futuro”, disse ainda o  Papa naquela ocasião. Estas palavras foram comentadas, nos microfones da Rádio Vaticano Itália, pela senadora Liliana Segre, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, onde foi deportada aos 13 anos, testemunha da Shoah.

Segre: Luto há tantos anos para que nada se perca de toda a dor de muitas vítimas, nada seja esquecido dos horríveis e indizíveis fatos que aconteceram em Auschwitz e outros campos. É por isso que eu acredito que é muito importante estudar a história, que caminha de mãos dadas com a memória, porque sem história não há memória. Por isso, modestamente, faço minhas estas palavras do Papa: “Se perdermos a memória, aniquilamos o futuro”, embora eu não tenha autoridade para tal. Eu as faço minhas porque as sinto profundamente, depois de ter vivido aquele período que para mim é inesquecível e do qual, por necessidade, me fiz testemunha. Durante muitos, muitos anos encontrei rapazes e moças para contar a minha história, mas sem nunca falar de ódio. Este é também outro aspecto em que concordo com o Papa: arar o terreno em que cresce o ódio, semeando a paz.

O presidente da República Sergio Mattarella, num encontro no Yad-Vashem, em Jerusalém, no 75° aniversário de libertação de Auschwitz, definiu o seu testemunho “um patrimônio precioso da Itália”...

Segre: Agradeço ao presidente que me dá sempre muita atenção, mas eu nunca teria a coragem de definir-me um ‘patrimônio’. Só sei que depois de muitos anos de silêncio, a um certo ponto, encontrei a força para falar na primeira pessoa sobre o que eu tinha vivido quando era adolescente. Certamente há pontos fixos no meu relato da experiência nos campos de extermínio nazistas, que é sempre feito “como avó” e não apenas como uma sobrevivente. A minha história pretende ser sempre um aviso para as crianças, para que se tornem fortes e saibam fazer as escolhas certas. Aprendam a não ouvir quem grita mais forte, mesmo que muitas vezes seja mais fácil, mas ter muita confiança em si mesmas, porque eu experimentei a força que se pode ter, até mesmo nos momentos mais difíceis, para ir em frente ‘um passo depois do outro’ sem se deixar abater. Talvez seja este ensinamento que espero transmitir como avó: não odiar e não se vingar, mas ao mesmo tempo não esquecer. Ser forte tanto para os outros quanto para si mesmo.

O que significam para a senhora os 75 anos de libertação de Auschwitz?

Segre: Eles têm um significado muito especial para mim porque eu não estava lá em Auschwitz no dia 27 de janeiro quando os russos entraram e descobriram aquele horror. Durante dias eu estava fazendo a chamada “Marcha da morte”, que durou meses. Li depois da guerra que éramos quase 56 mil, nós prisioneiros de vários campos, obrigados pelos nazistas a deixar os lugares onde os russos estavam chegando. Naquele dia de 1945, eu não estava ali: estava numa estrada polonesa ou numa estrada alemã, arrastando-me pela neve, tentando não morrer. Quando fui libertada já era final da Primavera, era final de abril, talvez início de maio. Só li sobre a Libertação de Auschwitz mais tarde, quando voltei  à vida civil. Acho certo, porém, que essa data tenha se tornado um símbolo: é certamente uma forma de fazer memória, é uma maneira para que se ensine nas escolas, não sei por mais quanto tempo, o que aconteceu naquele lugar que foi o pior de todos os campos de extermínio, se é que é possível fazer uma classificação.

Está preocupada com os sentimentos de xenofobia que hoje parecem novamente difundidos na Itália e na Europa?

Segre: Eu fui considerada ‘diferente’, por causa das leis raciais fascistas, quando eu tinha 8 anos. Sei o que é ser considerado ‘diferente’, quando a gente se sente ‘igual’. Portanto, é óbvio que, com grande preocupação, acompanho, há anos, esse reaparecimento de sentimentos de ódio que são o oposto da acolhida, que são o oposto da fraternidade. Sim. Estou muito preocupada com essa onda que não é anômala, mas é o resultado da crise econômica, o resultado de ensinamentos errados, de soberanias e populismos que fizeram com que homens e mulheres comuns tenham medo de seus vizinhos.

A senhora anunciou recentemente que decidiu suspender os encontros com escolas e estudantes que vem conduzindo há anos como testemunha da Shoah. Pode confirmar isso?

Segre: Quase me faz rir ao ver o espanto de alguém diante da escolha de uma mulher de 90 anos como eu, porque essa é a idade que farei neste 2020, que durante 30 anos tentou cumprir o seu dever como testemunha e a um certo ponto resolveu dizer basta. Sejamos claros: enquanto eu viver, eu estarei sempre presente nessa questão, mas não irei mais de escola em escola, porque não quero mais. A memória daquela menina que eu era, com o tempo tornou-se traumática para mim que agora sou avó de mim mesma.

O que lhe deu esta experiência de encontro com os jovens?

Segre: Deu-me muita coisa. O que eu talvez lhes tenha dado, como avó, é pouco, comparado com o que milhares de netos ‘eletivos’ me deram. Eu os reencontro às vezes, depois de anos, agora que eles se tornaram adultos e são professores. Esses encontros são sempre extremamente afetuosos e enriqueceram muito a minha vida.

Muito obrigado Senadora Segre por mais esse testemunho aos microfones da Rádio Vaticano.

Segre: Sou eu quem lhe peço para agradecer ao Papa Francisco por suas palavras. Obrigada.

 27 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



75 anos da libertação de Auschwitz: Bispos da Europa condenam antissemitismo


Campo de concentração de Auschwitz-Birkenau. Crédito: Conselho das Conferências Episcopais da Europa

REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jan. 20 / 11:00 am (ACI).- Passados 75 anos da libertação do campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau, os Bispos Católicos da Europa condenaram o racismo, a xenofobia e o antissemitismo, fazendo um chamado a um renovado compromisso humano pela paz e o perdão.

Em um comunicado publicado em 25 de janeiro, os líderes do Conselho das Conferências Episcopais da Europa e da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia assinalaram que “75 anos já se passaram desde a libertação do campo de concentração alemão de Auschwitz-Birkenau (27/01/1945) e este lugar ainda inspira terror”.

“Na hora da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, vamos acender uma vela e rezar pelas pessoas mortas nos campos de extermínio, de todas as nacionalidades e religiões e por todos os parentes. Que a nossa oração possa aumentar a reconciliação e a fraternidade, da qual a hostilidade, os conflitos destrutivos e os maus entendidos alimentados são o oposto”.

Os bispos assinalaram que Auschwitz-Birkenau “se tornou um local de extermínio em massa do povo judeu. No campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, os nacional-socialistas alemães assassinaram mais de um milhão de judeus, dezenas de milhares de poloneses (70-75.000), romenos (21.000), russos (15.000) e muitos milhares de prisioneiros de outras nacionalidades”.

“Devido à enormidade das vítimas judias, é o maior lugar de genocídio em massa no mundo”, acrescentaram.

O campo de concentração, localizado na Polônia, foi libertado pelo Exército Vermelho Soviético em janeiro de 1945, cinco meses antes da rendição da Alemanha, ao finalizar as batalhas na Europa da Segunda Guerra Mundial.

“Auschwitz se tornou um símbolo de todos os campos de concentração alemães, inclusive de todos os lugares de extermínio”, disseram os bispos.

“Aqui, os nazistas tomaram o poder de decidir quem é humano e que não é. Aqui a eutanásia se encontrou com a eugenia”.

Os bispos europeus assinalaram que “Auschwitz-Birkenau é um resultado do sistema baseado na ideologia do nacional-socialismo, que significou pisotear a dignidade do homem, que é feita à imagem de Deus. Outro totalitarismo, chamado comunismo, agiu de forma bastante semelhante, também alcançando um número de vítimas de milhões”.

Destacaram ainda que São João Paulo II, o hoje Papa Emérito Bento XVI e o Papa Francisco visitaram o campo de concentração.

São João Paulo II, que era polonês, “cruzou a porta do campo que leva a inscrição ‘Arbeit mach frei’ (N.d.T.: O trabalho te torna livre), passou um momento na cela onde morreu São Maximiliano Maria Kolbe e rezou no pátio do bloco nº 11, onde se disparava contra os prisioneiros. Em seguida, foi a Brzezinka e aí celebrou a Santa Missa”, indicaram.

Os bispos disseram que o aniversário de libertação de Auschwitz os “obriga a contrastar com força todos os atos que ameaçam a dignidade humana: racismo, xenofobia e antissemitismo”.

“Neste aniversário, apelamos ao mundo moderno pela reconciliação e a paz, pelo respeito do direito de cada nação para existir e viver em liberdade, para ver reconhecida a própria independência, para manter a própria cultura”, assinalaram.

“Não podemos permitir que a verdade seja ignorada ou manipulada por exigências políticas imediatas. Este apelo considerado extremamente importante hoje, porque, mesmo com as dramáticas experiências do passado, o mundo em que vivemos ainda é objeto de novas ameaças e manifestações de violência”.

“Guerras cruéis, casos de genocídio, perseguições e várias formas de fanatismo continuam se verificando, mesmo se a história nos ensina que a violência não leva nunca à paz, mas, ao contrário, provoca outra violência e a morte”, acrescentaram.

Ao finalizar sua mensagem, os bispos europeus expressaram seu desejo de que “o poder do amor de Cristo prevaleça em nós”.

Publicado originalmente em CNA. Traduzido e adaptado por Natalia Zimbrão.

Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Ângela de Mérici, fundadora das Ursulinas (27 de janeiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 27 Jan. 20 / 05:00 am (ACI).- “Se alguém, por seu estado de vida, não pode viver sem riquezas e posição, pelo menos, mantenha seu coração vazio do amor e estas”, costumava dizer Santa Ângela de Mérici, fundadora da primeira ordem de mulheres dedicada ao ensino, chamada as Ursulinas. Sua festa é celebrada neste dia 27 de janeiro.

Santa Ângela nasceu em Desenzano, perto de Brescia, no norte da Itália, por volta de 1470 ou 1474. Aos 10 anos, ficou órfã, então, ela, sua irmã e irmão foram criados por um tio com muito dinheiro.

Sua irmã mais velha faleceu de repente e a santa ficou muito preocupada porque ela tinha morrido sem os sacramentos. Foi assim que, certo dia, teve sua primeira experiência de êxtase na qual a Virgem Maria lhe apareceu.

Aos 13 anos, tornou-se terciária franciscana e viveu com muita austeridade, alimentando-se apenas de pão e vegetais em certas ocasiões. Não queria ter bens, nem uma cama, assim como Jesus, que não tinha onde recostar a cabeça.

Quando tinha 20 anos, seu tio morreu e Santa Ângela voltou para sua terra natal, onde deu catecismo aos pobres. Sua baixa estatura não lhe impediu de servir a Deus com grande amor. Em uma ocasião, viajou para a Terra Santa e perdeu a visão em Creta, mas manteve sua devoção na viagem, e a recuperou no mesmo lugar em que a perdeu.

Em 1525, foi a Roma e se encontrou com o Papa Clemente VII. O Pontífice lhe pediu que se encarregasse de um grupo de enfermeiras em Roma, mas a santa lhe revelou que havia tido uma visão na qual donzelas subiam ao céu em uma escada de luz. Isto a inspirou a formar um noviciado informal.

Na visão, as santas virgens estavam acompanhadas por anjos que tocavam doces melodias com arpas douradas. Todas tinham coroas com pedras preciosas. Mas, de repente, a música parou e Jesus em pessoa a chamou por seu nome e lhe disse para criar uma sociedade de mulheres.

Dessa maneira, o Santo Padre lhe outorgou a permissão para formar a comunidade. Santa Úrsula lhe apareceu e Santa Ângela a nomeou padroeira da comunidade.

Em 25 de novembro de 1535, na Igreja de Santa Afra de Brescia, Ângela e 28 companheiras mais jovens se uniram diante de Deus para entregar suas vidas ao serviço da educação das meninas. Foi assim que surgiu a Companhia das Ursulinas.

As mulheres da ordem não usavam hábito, mas um simples vestido preto; não faziam votos, não tinham vida de clausura, nem vida comunitária. Dedicavam-se à educação religiosa de meninas, especialmente as pobres, e ao cuidado dos doentes. As Ursulinas foram reconhecidas pelo Papa Paulo III em 1544 e se organizaram como congregação em 1565.

Santa Ângela partiu para a Casa do Pai em 1540, quatro anos depois da fundação e não pôde ver grande parte do crescimento da Congregação, mas seu exemplo de paciência e amabilidade com os pobres, enfermos e as pessoas de pouca ou quase nenhuma instrução ficaria para sempre na história.

Ao morrer, suas últimas palavras foram o nome de “Jesus” e um raio de luz brilhou sobre a santa. Em 1568, São Carlos Borromeu chamou as Ursulinas a Milão e as persuadiu a ingressar na vida de clausura.

São Borromeu, em um sínodo provincial, disse aos seus Bispos vizinhos que não conhecia uma forma melhor de reformar uma diocese do que introduzir as Ursulinas nas comunidades povoadas.

Fonte: ACI digital



“A riqueza dos anos”: I Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos

Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos sobre o tema “A riqueza dos anos”

O prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, cardeal Kevin Joseph Farrell, apresenta o encontro internacional que se realizará de 29 a 31 de janeiro, no Centro de congressos “Augustinianum”, em Roma. Contará com a participação de 550 pessoas de todo o mundo a fim de refletir sobre o papel dos idosos na Igreja e na família, contra a cultura do descarte.

Alessandro Di Bussolo/Christopher Wells/Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

Realiza-se de 29 a 31 de janeiro, em Roma, o primeiro Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos sobre o tema “A riqueza dos anos”.

Na Igreja, os idosos foram às vezes esquecidos, considerados quase um peso enquanto “devem ser protagonistas, em virtude da grande experiência que têm, graças aos muitos anos de vida”. Organizamos este seminário “para olhar o mundo e verificar o que exatamente está acontecendo na Igreja”.

Estas são as palavras do cardeal irlandês Kevin Joseph Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, numa entrevista ao Vatican News na qual explica os objetivos do primeiro Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos.

Repartição dedicada à Pastoral dos Idosos

Participam do encontro 550 pessoas, representantes das Conferências episcopais, congregações religiosas, associações e movimentos leigos de 60 países de todos os continentes, engajados na Pastoral da Terceira Idade, que se encontrarão no Centro de congressos “Augustinianum”, em Roma, perto da Praça São Pedro.

Um congresso que deseja aprofundar algumas reflexões sobre os idosos, propostas pelo Papa Francisco desde o início de seu pontificado, sublinhando o papel deles na transmissão da fé, no diálogo com os jovens e na proteção das raízes dos povos. Para responder aos pedidos do Papa Francisco, foi criado, dentro do dicastério, uma repartição que cuidará da Pastoral dos Idosos nas relações com as Conferências episcopais, conforme o que emergir no congresso.

O Papa: “Devemos inventar um pouco a velhice”

Diante do prolongamento da média de vida e do envelhecimento da população, o Papa Francisco enfatizou que “até a espiritualidade cristã foi surpreendida um pouco” e esperava uma reflexão eclesial renovada sobre o que definiu como “bênção de uma vida longa”. Aos idosos, o Papa pediu para serem protagonistas e “não puxar os remos no barco” porque “devemos inventar um pouco a velhice”.

A vocação dos idosos e sua contribuição na família

No Congresso de Roma, tentaremos encontrar maneiras para combater a venenosa “cultura do descarte” e construir com tenacidade uma sociedade diferente, mais acolhedora, mais humana e mais inclusiva, que não precisa descartar aqueles que são vulneráveis no corpo e na mente. Uma sociedade que mede seu próprio “passo” nessas pessoas. “A Igreja não pode aceitar que os idosos permaneçam privados de um contexto familiar”, lê-se no comunicado divulgado pelo Dicastério, e quando isso falta, a Igreja sente-se chamada a tornar-se uma família para todos aqueles que vivem na solidão. Os idosos precisam de uma família e as famílias precisam dos idosos!”

Nunca se aposenta do Evangelho

“O aumento da expectativa de vida e a melhoria generalizada das condições de saúde”, escreve o Dicastério, “deram a muitas pessoas uma estação de vida a mais: livres de compromissos de trabalho, mas ainda em boa saúde”. Anos para viver de maneira cristã, porque “nunca se aposenta do Evangelho!”. Durante os trabalhos, tentaremos responder a perguntas como: Existe uma vocação específica para a velhice? Qual a contribuição dos idosos na família? E qual é a sua vocação particular na Igreja?

Programa e relatores

O programa é dividido em três sessões: “A Igreja ao lado dos idosos”, “A família e os idosos” e “A vocação dos idosos”, e inclui palestras de Giuseppe De Rita, presidente do Censis, dos presidentes da Comunidade de Santo Egídio, Marco Impagliazzo, e do Movimento dos Focolares, Maria Voce, do cardeal José Tolentino de Mendonça, arquivista e bibliotecário de Santa Romana Chiesa, de Donatella Bramanti, da Universidade Católica do Sagrado Coração, e da responsável pela Pastoral do Adulto da Conferência Episcopal Argentina, Maria Elisa Petrelli. As conclusões são confiadas ao padre Alexandre Awi Mello, secretário do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

O cardeal Kevin Joseph Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, apresenta os temas do congresso na conversa com Christopher Wells.

Cardeal Farrell: Acredito que o próprio título do encontro, “A riqueza dos anos”, reconheça a todos nós uma certa experiência de vida. Na Igreja, de certa forma, os idosos foram às vezes esquecidos. Quem trabalhou numa paróquia, sobretudo nos países desenvolvidos, sabe que os idosos vivem uma existência muito solitária. Às vezes eles são deixados de lado: o Papa Francisco fala, vocês sabem, da “cultura do descarte”, que significa que os nossos idosos são marginalizados. O que acontece em algumas de nossas paróquias, acontece nas dioceses, acontece em todos os lugares. Os idosos são, às vezes, considerados um peso: um peso para as famílias, um peso para a sociedade e um peso para a Igreja. É essa filosofia subjacente de vida que de alguma forma os coloca de lado. Em vez disso, eles devem ser protagonistas em virtude da grande experiência que têm, graças aos muitos anos de vida vividos.

O que o Papa Francisco quer dizer quando afirma que os idosos devem ser protagonistas?

Cardeal Farrell: Acredito que o que o Papa Francisco quer dizer é que devemos primeiramente cuidar dos idosos. Devemos ter, em todas as nossas paróquias, programas voltados para o cuidado e apoio aos idosos. Que efeito teria sobre nós se nos sentíssemos abandonados, inseridos numa família dispersa pelos quatro ventos e, portanto, realmente sozinhos, num mundo em constante mudança, num mundo em que as pessoas se deslocam constantemente de um país para outro? Os jovens vão de um lado para o outro e vão embora de suas famílias. Por isso, pode se tornar uma situação pesada e difícil. Para que os idosos se tornem protagonistas, a Igreja precisa alcançá-los e cuidar deles. Essa é uma das razões pelas quais organizamos esse seminário: olhar o mundo e verificar o que exatamente está acontecendo na Igreja.

Como os idosos podem ser protagonistas na Igreja?

Cardeal Farrell: Acredito que seja importante dentro da Igreja aproveitar os muitos anos de experiência de vida que os idosos têm. Muitas vezes penso na necessidade que a Igreja tem hoje de crescer os jovens na fé com a ajuda dos avós. As gerações das pessoas que têm atualmente trinta, quarenta e até mesmo cinquenta anos não possuem um grande conhecimento da fé, enquanto as pessoas que viveram a fé católica por muitos anos têm muito para oferecer e nós devemos fazer delas protagonistas na Igreja. Não no sentido de “importância”, mas de ajudá-las a encontrar um sentido da vida na realidade do mundo de hoje. Acredito que é isso que o Papa Francisco quer dizer e é por isso que ele nos encorajou, que nos pediu para fazer alguma coisa e conversar. A nossa tarefa é trabalhar junto com as Conferências Episcopais e com cada bispo no mundo e promover um apostolado e conscientização em relação aos idosos. Essa iniciativa despertou muito interesse. Participarão 550 pessoas de 60 países diferentes: realmente incrível!

23 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



domingo, 26 de janeiro de 2020

Papa: vamos dar espaço à Palavra de Deus, lendo diariamente a Bíblia, inclusive no celular


Ao pronunciar a homilia na missa que, pela primeira vez, celebra o Domingo da Palavra de Deus, Francisco nos encorajou novamente a ler o Evangelho todos os dias. A cerimônia foi instituída no ano passado e, neste domingo (26), foi celebrada para fortalecer e recuperar a identidade cristã, através da familiaridade com a Bíblia: “vamos ler diariamente qualquer versículo”, trazendo o Evangelho no bolso ou mesmo lendo pelo celular, disse o Papa.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

Pela primeira vez a Igreja celebrou o Domingo da Palavra de Deus dedicado ao estudo e à difusão do Evangelho. Esse dia é celebrado sempre no III Domingo do Tempo Comum, desde a instituição do Papa em setembro de 2019, para fortalecer e recuperar a identidade cristã, através da familiaridade com a Bíblia.

Na homilia deste domingo (26), na Basílica de São Pedro, Francisco se inspirou nas leituras do dia para voltar às origens da pregação de Jesus, que relata como, onde e a quem começou a pregar.

A missão pública de Jesus começou com a base de todos os discursos de Jesus, ao nos dizer que “o Reino do Céu está próximo”, que dizer que “Deus está próximo” porque se fez homem. E essa mensagem, que é de alegria ao tomar a condição humana, disse o Papa, não foi num “sentido de dever, mas por amor”. E, por isso, pediu para mudarmos de vida, de “passar da escuridão à luz”, com a força da sua Palavra.

“Mudem de vida porque começou um modo novo de viver: acabou o tempo de viver para si mesmo, começou o tempo de viver com Deus e para Deus, com os outros e para os outros, com amor e por amor.”

Ao observar onde Jesus começou a pregar, Francisco lembrou que foram “a partir das regiões então consideradas ‘tenebrosas’”, onde moravam pessoas muito diferentes entre si, em termos de povos, línguas e culturas:

“Não era certo o lugar onde se encontrava o povo eleito na sua pureza religiosa melhor. E, no entanto, Jesus começou de lá: não do átrio do templo de Jerusalém, mas do lado oposto do país, da Galileia dos gentios, de um local de fronteira, de uma periferia. Disso mesmo podemos tirar uma lição: a Palavra que salva não procura lugares refinados, esterilizados, seguros. Vem à complicação dos nossos dias, às nossas obscuridades. Hoje, como então, Deus deseja visitar aqueles lugares, onde se pensa que lá Ele não vai.”

Por fim, para quem Jesus iniciou a pregar?

“Os primeiros destinatários da chamada foram pescadores: não pessoas atentamente selecionadas com base nas suas capacidades, nem homens piedosos que estavam no templo a rezar, mas gente comum que trabalhava. Pessoas normais, que trabalhavam.”

Para seguir Jesus, finalizou o Papa, “não bastam os bons propósitos; é preciso ouvir dia a dia a sua chamada”. Dessa forma, Francisco enaltece a importância de saber escutar, em meio a milhares de palavras todos os dias, “a única Palavra que não nos fala de coisas, mas de vida”.

“Queridos irmãos e irmãs, demos espaço à Palavra de Deus! Vamos ler diariamente qualquer versículo da Bíblia. Começar pelo Evangelho: mantê-lo aberto no cômodo de casa, trazê-lo conosco no bolso, visualizá-lo no celular; deixemos que nos inspire todos os dias. Descobriremos que Deus está perto de nós, ilumina as nossas trevas, amorosamente impele para conduzir a nossa vida.”

26 janeiro 2020 /  Fonte: Vatican News

Papa no Angelus: confiar na Palavra de Deus que muda o mundo e os corações

"É daqui que começa um verdadeiro caminho de conversão", afirmou o Papa Francisco na alocução que precedeu a Oração Mariana do Angelus deste domingo (26). Uma "adesão ao Senhor", acrescentou, que não pode ser reduzida a um esforço pessoal, mas com abertura confiante de coração e mente.

Andressa Collet , Silvonei José – Cidade do Vaticano

Depois da missa celebrada na Basílica de São Pedro, por ocasião do Primeiro Domingo da Palavra de Deus, o Papa Francisco, na alocução que precedeu a Oração Mariana do Angelus deste domingo (26), se concentrou no Evangelho do dia, de quando começou a missão pública de Jesus. Uma pregação que começa ao pronunciar as seguintes palavras:"Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo". Um anúncio poderoso como um “feixe de luz que atravessa as trevas e corta a névoa”, disse Francisco.

“Com a vinda de Jesus, luz do mundo, Deus Pai mostrou à humanidade a sua proximidade e amizade”, comentou o Papa, dadas gratuitamente e que não são um mérito nosso: “são um dom gratuito de Deus. Nós devemos tutelar esse dom”, explicou o Pontífice, que fez um apelo para um “verdadeiro caminho de conversão”:

“Tantas vezes é impossível mudar a própria vida, abandonar o caminho do egoísmo, do mal, abandonar a estrada do pecado, porque o compromisso de conversão está centrado apenas em si mesmo e nas próprias forças, e não em Cristo e no seu Espírito. Mas nossa adesão ao Senhor não pode ser reduzida a um esforço pessoal, não. Acreditar nisso também seria um pecado de soberba. A nossa adesão ao Senhor não pode se reduzir a um esforço pessoal, ao contrário, deve ser expressa em uma abertura confiante de coração e mente para acolher a Boa Nova de Jesus. É essa, a Palavra de Jesus, a Boa Nova de Jesus, o Evangelho – que muda o mundo e os corações! Somos chamados, portanto, a confiar na palavra de Cristo, a nos abrir à misericórdia do Pai e a nos deixar ser transformados pela graça do Espírito Santo.”

26 janeiro 2020

Fonte: Vatican News



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog