Fevereiro 2020 - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Padre Zollner e os frutos do encontro sobre proteção menores realizado há um ano


Encontro sobre a Proteção de Menores na Igreja, em fevereiro de 2019  (Vatican Media)

Há um ano, mais exatamente entre os dias 21 e 24 de fevereiro, realizou-se no Vaticano o encontro "A proteção dos menores na Igreja", reunindo o Papa Francisco com os líderes das Conferências Episcopais de todo o mundo. Padre Hans Zollner conversou com o Vatican News.

Cidade do Vaticano

Uma reunião de pastores, não uma conferência de estudos, quatro dias de oração e discernimento, catequéticos e operacionais. Com essas palavras, um ano atrás, era apresentado o encontro "A proteção dos menores na Igreja", convocado pelo Papa Francisco para se realizar de 21 a 24 de fevereiro de 2019 na Sala Nova do Sínodo no Vaticano, na presença de líderes da Igreja de todo o mundo. O encontro também contou com a participação de pessoas de diferentes continentes, que relataram as experiências com os abusos sofridos.

O padre Hans Zollner SJ, membro da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores e presidente do Centro de Proteção de Menores da Pontifícia Universidade Gregoriana, falou aos microfones da nossa colega do programa alemão, Gudrun Sailer.

Há um ano realizou-se no Vaticano o encontro de cúpula sobre a proteção de menores. Desde então, que ações e decisões concretas foram tomadas e o que mudou na maneira como a Igreja lida com a questão?

"Tivemos 9 leis, sobretudo "Vos estis lux mundi - Vós sois a luz do mundo", que introduziu algumas normas relativas, por exemplo, à obrigação de criar em cada diocese um escritório para receber denúncias, o que implica também a obrigação para sacerdotes ou religiosos de denunciarem às autoridades eclesiásticas competentes quando souberem de abuso ou suspeitarem de abuso, e também o início de algumas etapas a serem desenvolvidas para a chamada accountability, ou responsabilização ética, que diz respeito à forma como um bispo, um provincial, desempenha suas competências e deveres com relação a essas questões. Também vimos que, depois do encontro dos presidentes das Conferências Episcopais sobre a proteção dos menores em fevereiro passado, muitos desses bispos voltaram aos seus países e falaram com as vítimas  sobre o encontro realizado. Elas ficaram muito impressionadas e transmitiram isso aos seus confrades. Penso que podemos constatar que existe uma certa mudança geral bastante visível também nos esforços de muitas Conferências Episcopais, não somente de rever suas diretrizes, mas também de fazer com que a mensagem do Papa também seja implementada: ou seja, escutar as vítimas, fazer justiça e empenhar-se na prevenção de abusos."

A Igreja recebeu muitos agradecimentos pela coragem e transparência demonstradas durante e após este encontro de cúpula, mas também há quem a tenha criticado porque esperava  mais coragem e mais transparência. O que o senhor poderia responder?

Penso que o Papa tenha feito realmente muitas coisas. Recentemente, em dezembro, ele decidiu abolir a aplicação do sigilo pontifício ao tratamento de casos canônicos na Igreja contra sacerdotes ou clérigos, em geral, que cometeram abusos. Portanto, agora, ninguém pode se esconder por trás dessa regra que existia até dezembro passado em não colaborar com as autoridades civis competentes. É um passo muito forte na transparência e mostra que a Igreja não pode considerar-se e não pode ser considerada uma entidade à parte do Estado: deve respeitar as leis do Estado e deve cooperar com as autoridades quando requerem, por exemplo, documentação e colaboração plena com o Estado para fazer justiça, isto é, para chegar a um juízo consolidado por meio dos fatos que possam ser documentados em arquivos, mesmo arquivos diocesanos. E depois o Papa continua: esse caminho não acabou por aí. Em breve haverá outras etapas visíveis, preparadas ao longo de todo o ano, respeitando a necessidade de ir a fundo nas coisas e de analisá-las bem. Queremos ter um quadro completo e penso que se está chegando a uma decisão importante após a outra, a fim de criar uma cultura de atenção e prevenção, mas sobretudo uma cultura dentro da Igreja de salvaguarda da vida de todas as pessoas.

Agora também se fala da questão dos abusos contra religiosas. O que se pode dizer a respeito e, sobretudo, o que se pode fazer a esse propósito?

A coisa mais importante que me confirmam também muitas vítimas de abuso, referindo-se à quando eram menores de idade, é que as vítimas devem ser ouvidas, e também nisso o Papa é realmente um modelo, porque não somente encontrou no passado, mas encontra continuamente pessoas vítimas de abusos. Isso deveria ser um exemplo para todos os responsáveis, sobretudo entre os religiosos dos institutos masculinos ou entre o clero diocesano, que devem ouvir e devem ser sensíveis e não rejeitar, e não desencorajar as religiosas quando querem começar a falar sobre o que sofreram ou quando souberem de irmãs que sofreram esses crimes. Portanto, a escuta é a primeira coisa, porque é importante ser acreditados e ser aceitos, também naquilo que alguém queira expressar não somente pela narração dos fatos, ainda que expresso em modo agressivo, amargo às vezes e com a sensação de não receber justiça. Um responsável que escuta deve aceitar isso antes de começar um ulterior diálogo para saber o que se pode oferecer em termos de ajuda, de terapia, de apoio ou no procurar entender como devemos mudar as estruturas na comunidade religiosa, entre comunidades religiosas e entre estas e as instituições diocesanas. Muitas vezes também houve dependência econômica ou de trabalho que faziam as freiras facilmente presas de sacerdotes que abusavam delas não somente sexualmente, mas também em termos de trabalho e de dependência também espiritual.

20 fevereiro 2020

Fonte: Vatican News



O que você deve saber sobre a Quarta-feira de Cinzas


Por Diego López Marina

REDAÇÃO CENTRAL, 20 Fev. 20 / 04:00 pm (ACI).- No próximo dia 26 de fevereiro, a Igreja celebra a Quarta-feira de Cinzas, dando início à Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa. Recordamos algumas coisas essenciais que todo católico precisa saber para poder viver intensamente este tempo.

1. O que é a Quarta-feira de Cinzas?

É o primeiro dia da Quaresma, ou seja, dos 40 dias nos quais a Igreja chama os fiéis a se converterem e a se prepararem verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo durante a Semana Santa.

A Quarta-feira de Cinzas é uma celebração que está no Missal Romano, o qual explica que no final da Missa, abençoa-se e impõe-se as cinzas obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior.

2. Como nasceu a tradição de impor as cinzas?

A tradição de impor a cinza é da Igreja primitiva. Naquela época, as pessoas colocavam as cinzas na cabeça e se apresentavam ante a comunidade com um “hábito penitencial” para receber o Sacramento da Reconciliação na Quinta-feira Santa.

A Quaresma adquiriu um sentido penitencial para todos os cristãos por volta do ano 400 d.C. e, a partir do século XI, a Igreja de Roma passou a impor as cinzas no início deste tempo.

3. Por que se impõe as cinzas?

A cinza é um símbolo. Sua função está descrita em um importante documento da Igreja, mais precisamente no artigo 125 do Diretório sobre a piedade popular e a liturgia:

“O começo dos quarenta dias de penitência, no Rito romano, caracteriza-se pelo austero símbolo das Cinzas, que caracteriza a Liturgia da Quarta-feira de Cinzas. Próprio dos antigos ritos nos quais os pecadores convertidos se submetiam à penitência canônica, o gesto de cobrir-se com cinza tem o sentido de reconhecer a própria fragilidade e mortalidade, que precisa ser redimida pela misericórdia de Deus. Este não era um gesto puramente exterior, a Igreja o conservou como sinal da atitude do coração penitente que cada batizado é chamado a assumir no itinerário quaresmal. Deve-se ajudar os fiéis, que vão receber as Cinzas, para que aprendam o significado interior que este gesto tem, que abre a cada pessoa a conversão e ao esforço da renovação pascal”.

4. O que as cinzas simbolizam e o que recordam?

A palavra cinza, que provém do latim “cinis”, representa o produto da combustão de algo pelo fogo. Esta adotou desde muito cedo um sentido simbólico de morte, expiração, mas também de humildade e penitência.

A cinza, como sinal de humildade, recorda ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

5. Onde podemos conseguir as cinzas?

Para a cerimônia devem ser queimados os restos dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estes recebem água benta e logo são aromatizados com incenso.

6. Como se impõe as cinzas?

Este ato acontece durante a Missa, depois da homilia, e está permitido que os leigos ajudem o sacerdote. As cinzas são impostas na fronte, em forma de cruz, enquanto o ministro pronuncia as palavras Bíblicas: “Lembra-te de que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.

7. O que devem fazer quando não há sacerdote?

Quando não há sacerdote, a imposição das cinzas pode ser realizada sem Missa, de forma extraordinária. Entretanto, é recomendável que antes do ato participem da liturgia da palavra.

É importante recordar que a bênção das cinzas, como todo sacramental, somente pode ser feita por um sacerdote ou um diácono.

8. Quem pode receber as cinzas?

Qualquer pessoa pode receber este sacramental, inclusive os não católicos. Como explica o Catecismo (1670 ss.), “sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela”.

9. A imposição das cinzas é obrigatória?

A Quarta-feira de Cinzas não é dia de preceito e, portanto, não é obrigatória. Não obstante, nesse dia muitas pessoas costumam participar da Santa Missa, algo que sempre é recomendável.

10. Quanto tempo é necessário permanecer com a cinza na fronte?

Quanto tempo a pessoa quiser. Não existe um tempo determinado.

11. O jejum e a abstinência são necessários?

O jejum e a abstinência são obrigatórios durante a Quarta-feira de Cinzas, como também na Sexta-feira Santa, para as pessoas maiores de 18 e menores de 60 anos. Fora desses limites, é opcional. Nesse dia, os fiéis podem ter uma refeição “principal” uma vez durante o dia.

A abstinência de comer carne é obrigatória a partir dos 14 anos. Todas as sextas-feiras da Quaresma também são de abstinência obrigatória. As sextas-feiras do ano também são dias de abstinência. O gesto, dependendo da determinação da Conferência Episcopal de cada país, pode ser substituído por outro tipo de mortificação ou oferecimento como a oração do terço.

Fonte: ACI digital



A correção fraterna dos bispos ucranianos à Igreja na Alemanha


Bispos da Alemanha em coletiva de imprensa. Crédito: Bohumil Petrik / ACI Prensa

BERLIM, 18 Fev. 20 / 08:00 am (ACI).- Os bispos da Ucrânia enviaram uma carta com uma correção fraterna especial aos bispos da Alemanha frente aos vários postulados destes últimos que são contrários à doutrina católica.

Os bispos de rito latino na Ucrânia enviaram a carta a Dom Heiner Koch, presidente da Comissão para o Matrimônio e a Família do episcopado alemão.

Em primeiro lugar, a carta se refere às conclusões dos bispos em dezembro de 2019, em Berlim, onde os prelados alemães estiveram de acordo em que a homossexualidade é uma "forma normal" da identidade sexual humana.

Sobre isso, os bispos ucranianos indicaram que “os círculos LGBT estão realizando um ataque ideológico massivo contra nossos jovens e crianças para desmoralizá-los. As organizações mencionadas acima justificam e apoiam suas atividades e propaganda, também se referindo à 'nova visão' do episcopado alemão”.

"Dói-nos ver a propaganda LGBT se referindo às suas palavras para lutar contra o cristianismo e também contra todos aqueles que reconhecem a verdadeira antropologia, baseada nas Escrituras e nas leis naturais", ressaltaram.

Essa atitude dos bispos alemães também confunde os fiéis homossexuais, alertaram os prelados ucranianos.

"Alguns de nossos fiéis, que carregam o fardo da homossexualidade e outras feridas na esfera sexual, ao saber de certo tipo de declarações de sua Comissão, sentem-se impotentes em sua luta pela vida casta”, destacaram.

Além disso, "os casais que se opõem à mentalidade anticonceptiva deste mundo e se abrem ao dom da vida sentem profundas dúvidas depois de ler suas opiniões sobre a anticoncepção”.

"Alguns de nossos fiéis experimentam ressentimento ou acusações de outros cristãos que acusam a Igreja Católica de se afastar da verdade revelada por Cristo”, continuaram os ucranianos.

“Algumas comunidades protestantes nos acusam de infidelidade à Palavra de Deus e os irmãos ortodoxos, de infidelidade à tradição. Por quê? Porque veem sua posição não como um ensinamento privado ou inclusive como um caminho separado da Igreja na Alemanha, mas como a posição de toda a Igreja Católica ”, sublinharam.

A grave crise da Igreja na Alemanha

Nos primeiros dias de setembro de 2019, o Cardeal Marx disse que "pode-se chegar à conclusão de que faz sentido, sob certas condições e em certas regiões, permitir sacerdotes casados".

O Cardeal também fez outras declarações contrárias à doutrina da Igreja, nas quais encorajou o acesso à comunhão dos divorciados em nova união, promoveu que os sacerdotes católicos concedam a bênção a casais homossexuais e sugeriu que os leigos pregassem na Missa.

Em uma entrevista em 2018, o vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, Dom Franz-Josef Bode, disse que, se a ordenação de sacerdotes casados ​​na Amazônia fosse autorizada, os bispos alemães insistiriam em ter a mesma permissão. Em janeiro desse ano, ele também disse que era a favor de abençoar casais homossexuais.

Por outro lado, Dom Franz-Josef Overbeck, Bispo de Essen e presidente da Adveniat, instituição de ajuda da Igreja na Alemanha para a América Latina, disse que o Sínodo da Amazônia "é um ponto sem retorno" para a Igreja e que "nada será como antes” depois deste encontro.

O Prelado também apoiou publicamente a “greve das mulheres” contra a Igreja na Alemanha, convocada por um grupo de católicas após o não do Papa Francisco à ordenação de diaconisas.

Em 2016, o Episcopado Alemão aprovou a possibilidade de dar a comunhão aos divorciados em nova união, em 2017 a maioria dos bispos se manifestou a favor de dá-la aos cônjuges protestantes dos católicos.

Apesar de uma carta enviada pelo Papa Francisco aos bispos alemães em junho de 2019, o ritmo de afastamento da doutrina parece ter acelerado depois do Sínodo da Amazônia e do início do polêmico processo sinodal na Alemanha.

Em meados de julho deste ano, a Conferência Episcopal da Alemanha divulgou algumas estatísticas do ano de 2018, entre as quais destaca que, no período, mais de 216 mil fiéis decidiram abandonar a Igreja Católica.

Além disso, dos 23 milhões de batizados no país, de uma população total de 83 milhões, a porcentagem daqueles que participam da Missa Dominical é de 9,3%, ou seja, cerca de 2,1 milhões.

No caso dos sacerdotes que servem nas dioceses do país, o número caiu para 1.161 em 2018, enquanto no ano 2000 havia mais de 17 mil.

As estatísticas também indicam que no ano 2000 havia 13.241 paróquias na Alemanha. Em 2018, caíram para 10.045.

As estatísticas de 2018 não fornecem nenhuma informação sobre o sacramento da Reconciliação ou da Confissão, uma prática que parece ter sido quase completamente abandonada pelos católicos do país, incluindo os sacerdotes.

Publicado originalmente em ACI Stampa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Bento XVI nega acusação de ter se encontrado com sacerdote abusador de menores


Bento XVI / Crédito: Vatican Media

BERLIM, 19 Fev. 20 / 05:00 pm (ACI).- O Papa Emérito Bento XVI negou as especulações de uma emissora de televisão alemã de que no ano 2000 poderia ter se reunido pessoalmente com um sacerdote que abusou sexualmente de menores.

"Frontal 21", um programa da emissora pública alemã ZDF, divulgou que Bento XVI supostamente se reuniu com um sacerdote condenado em sua antiga Arquidiocese de Munique e Freising.

No entanto, o Papa Emérito negou tais acusações ao jornal católico “Die Tagespost”. Indicou que, nessa ocasião, visitou na realidade o Bispo Auxiliar de Munique e Freising, Dom Heinrich von Soden-Fraunhofen. Portanto, negou qualquer aproximação ao sacerdote, que é chamado de “Padre H.” no programa televisivo.

Durante a transmissão da ZDF na terça-feira, 18 de fevereiro, cogitou-se a possível culpabilidade de Bento XVI quando era Arcebispo de Munique e Freising ao tratar o caso do "Padre H.", alegando uma suposta proximidade entre ambos. No entanto, não se apresentaram provas para respaldar tal afirmação.

Joseph Ratzinger serviu como Arcebispo de Munique e Freising por menos de cinco anos. Foi nomeado por São Paulo VI em 25 de março de 1977 e São João Paulo II o chamou para Roma para servir como Prefeito da Congregação para Doutrina da Fé, em 25 de novembro de 1981.

O conhecido caso do “Padre H.” esteve no foco da Alemanha durante muitos anos e se considera emblemático quando se fala da crise do abuso clerical no país.

O sacerdote, cujo nome completo é Peter Hullermann, foi transferido da Diocese de Essen – ao norte da Alemanha – para a Baviera, após cometer abuso sexual e, depois, serviu na pastoral durante décadas em diferentes paróquias e lugares da Arquidiocese de Munique, mesmo após receber uma sentença suspensa por abusar sexualmente de menores em 1986.

Foi somente em 2010 que o "Padre H." foi removido do ministério público. Nessa época, The New York Times cobriu o escândalo e escreveu: "A história do padre Hullermann é a de um sacerdote querido, com um segredo que os funcionários da Igreja ajudaram a esconder”.

Publicado originalmente em CNA Deutsch. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Hoje a Igreja celebra São Francisco e Santa Jacinta Marto, videntes da Virgem de Fátima (20 de fevereiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 20 Fev. 20 / 05:00 am (ACI).- “Rezem, rezem muito e façam sacrifícios pelos pecadores, pois muitas almas vão ao inferno porque não há quem se sacrifique e peça por elas”, foi o que pediu Nossa Senhora de Fátima a Francisco, Jacinta e Lúcia. E, neste dia 20 de fevereiro, a Igreja recorda a memória de dois desses pastorinhos, os Santos Francisco e Jacinta Marto.

Francisco Marto nasceu em 1908 e Jacinta, dois anos depois. Desde pequenos aprenderam a tomar cuidado com as más companhias e, por isso, preferiam estar com sua prima Lúcia, que costumava lhes falar sobre Jesus. Os três cuidavam das ovelhas, brincavam e rezavam juntos.

De 13 de maio a 13 de outubro de 1917, a Virgem lhes apareceu em várias ocasiões na Cova de Iria (Portugal). Durante estes ocorridos, suportaram com valentia as calúnias, injúrias, más interpretações, perseguições e a prisão. Eles diziam: “Se nos matarem, não importa; vamos ao céu”.

Logo depois das aparições, Jacinta e Francisco seguiram sua vida normal. Lúcia foi para a escola, tal como pediu a Virgem, e era acompanhada por Jacinta e Francisco. No caminho, passavam pela Igreja e saudavam Jesus Eucarístico.

Francisco, sabendo que não viveria muito tempo, dizia a Lúcia: “Vão vocês ao colégio, eu ficarei aqui com o Jesus Escondido”. Ao sair do colégio, as meninas o encontravam o mais perto possível do Tabernáculo e em recolhimento.

O pequeno Francisco era o mais contemplativo e queria consolar Deus, tão ofendido pelos pecados da humanidade. Em uma ocasião, Lúcia lhe perguntou: “Francisco, o que prefere, consolar o Senhor ou converter os pecadores?”. Ele respondeu: “Eu prefiro consolar o Senhor”.

“Não viu que triste estava Nossa Senhora quando nos disse que os homens não devem ofender mais o Senhor, que já está tão ofendido? Eu gostaria de consolar o Senhor e, depois, converter os pecadores para que eles não ofendam mais ao Senhor”. E continuou: “Logo estarei no céu. E quando chegar, vou consolar muito Nosso Senhor e Nossa Senhora”.

Jacinta participava diariamente da Santa Missa e tinha grande desejo de receber a Comunhão em reparação dos pobres pecadores. Atraía-lhe muito estar com Jesus Sacramentado. “Gosto tanto de dizer a Jesus que O amo”, repetia.

Certo dia, pouco depois da quarta aparição, Jacinta encontrou uma corda e concordaram em reparti-la em três e colocá-la na cintura, sobre a carne, como sacrifício. Isto os fazia sofrer muito, contaria Lúcia depois. A Virgem lhes disse que Jesus estava muito contente com seus sacrifícios, mas que não queria que dormissem com a corda. Assim o fizeram.

Concedeu a Jacinta a visão de ver os sofrimentos do Sumo Pontífice. “Eu o vi em uma casa muito grande, ajoelhado, com o rosto entre as mãos, e chorava. Fora, havia muita gente; alguns atiravam pedras, outros diziam imprecações e palavrões”, contou ela.

Por isso e outros feitos, as crianças tinham presente o Santo Padre e ofereciam três Ave Maria por ele depois de cada Rosário. Do mesmo modo, as famílias iam a eles para que intercedessem por seus problemas.

Em uma ocasião, uma mãe rogou a Jacinta que pedisse por seu filho que se foi como o filho pródigo. Dias depois, o jovem retornou para casa, pediu perdão e contou a sua família que depois de ter gastado tudo o que tinha, roubado e estado no cárcere, fugiu para bosques desconhecidos.

Quando se achou completamente perdido, ajoelhou-se chorando e rezou. Nisso, viu Jacinta que o pegou pela mão e o conduziu até um caminho. Assim, pôde retornar para casa. Logo interrogaram Jacinta se tinha se encontrado com o moço e ela disse que não, mas que tinha rogado muito à Virgem por ele.

Em 23 de dezembro de 1918, Francisco e Jacinta adoeceram de uma terrível epidemia de broncopneumonia. Francisco foi piorando aos poucos durante os meses posteriores. Pediu para receber a Primeira Comunhão e, para isso, confessou-se e guardou jejum. Recebeu-a com grande lucidez e piedade. Depois, pediu perdão a todos.

“Eu vou ao Paraíso; mas de lá pedirei muito a Jesus e à Virgem para que os leve também logo”, disse para Lúcia e Jacinta. No dia seguinte, em 4 de abril de 1919, partiu para a casa do Pai com um sorriso angelical.

Jacinta sofreu muito pela morte de seu irmão. Mais tarde, sua enfermidade se complicou. Foi levada ao hospital da Vila Nova, mas retornou para casa com uma chaga no peito. Logo confiaria a sua prima: “Sofro muito; mas ofereço tudo pela conversão dos pecadores e para desagravar o Coração Imaculado de Maria”.

Antes de ser levada ao hospital de Lisboa, disse para Lúcia: “Já falta pouco para ir ao céu… Diga a todos que Deus nos concede as graças por meio do Coração Imaculado de Maria. Que as peçam a Ela, que o Coração de Jesus quer que ao seu lado se venere o Imaculado Coração de Maria, que peçam a paz ao Imaculado Coração, que Deus a confiou a Ela”.

Operaram Jacinta, tiraram-lhe duas costelas do lado esquerdo e ficou uma grande chaga como de uma mão. As dores eram espantosas, mas ela invocava a Virgem e oferecia suas dores pela conversão dos pecadores.

Em 20 de fevereiro de 1920, pediu os últimos sacramentos, confessou-se e rogou que a levassem o viático porque logo morreria. Pouco depois, partiu para a Casa do Pai com dez anos de idade.

Os corpos do Francisco e Jacinta foram transladados ao Santuário de Fátima. Quando abriram o sepulcro de Francisco, viram que o Rosário que colocaram sobre seu peito estava envolvido entre os dedos de suas mãos. Enquanto o corpo de Jacinta, 15 anos depois de sua morte, estava incorrupto.

“Contemplar como Francisco e amar como Jacinta” foi o lema com o qual esses dois videntes da Virgem de Fátima foram beatificados por São João Paulo II em 13 de maio de 2000.

O Papa Francisco os canonizou em 13 de maio de 2017, em Fátima, no marco das celebrações pelo centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima.

Fonte: ACI digital



Há 100 anos faleceu Santa Jacinta Marto, pastorinha vidente de Fátima


Santa Jacinta Marto / Foto: Santuário de Fátima

REDAÇÃO CENTRAL, 20 Fev. 20 / 06:00 am (ACI).- Em um dia como hoje, há 100 anos, Santa Jacinta Marto, a mais nova dos três pastorinhos videntes de Nossa Senhora de Fátima, partiu para a Casa do Pai, aos 9 anos de idade.

Ao lado de seu irmão, São Francisco Marto, e de sua prima, Ir. Lúcia de Jesus, Santa Jacinta Marto foi vidente das aparições de Nossa Senhora, na Cova da Iria, em 1917.

Era a filha mais nova de Manuel Pedro Marto e de sua esposa Olímpia de Jesus dos Santos.

Desde muito nova, pastoreava o rebanho de seus pais, com Francisco e Lúcia. Foi durante um desses pastoreios na Cova da Iria, que os três viram a aparição de uma Senhora “mais brilhante que o sol”, que lhes disse ser “do Céu” e lhes pediu que ali voltassem “seis meses seguidos, no dia 13 a esta mesma hora”, indicando-lhes que, na aparição final, lhes revelaria quem era e o que queria. Na última aparição, a Senhora viria a apresentar-se aos videntes como a Senhora do Rosário.

A Virgem concedeu a Jacinta a visão dos sofrimentos do Sumo Pontífice. “Eu o vi em uma casa muito grande, ajoelhado, com o rosto entre as mãos, e chorava. Fora, havia muita gente; alguns atiravam pedras, outros diziam imprecações e palavrões”, contou ela. Por isso e outros feitos, as crianças tinham presente o Santo Padre e ofereciam três Ave Maria por ele depois de cada Rosário.

Conforme recorda o Santuário de Fátima, em sua curta vida, a pequena pastorinha se deixou impressionar pelo sofrimento dos pecadores, tendo tornado recorrendo em seu cotidiano as orações e sacrifícios pela conversão, pela paz no mundo e pelo Santo Padre.

Jacinta participava diariamente da Santa Missa e tinha grande desejo de receber a Comunhão em reparação dos pobres pecadores. Atraía-lhe muito estar com Jesus Sacramentado. “Gosto tanto de dizer a Jesus que O amo”, repetia.

Além disso, o amor a Nossa Senhora e o desejo conformador da sua existência com o Coração de Jesus levaram Jacinta a desejar segui-Lo, percorrendo o mesmo caminho que o Mestre.

Nem mesmo na solidão da doença, quando lhe foi negada a possibilidade da comunhão ou quando a ferida que lhe penetrava o peito a fazia sofrer – indica o site do Santuário –, perdeu a serenidade própria de quem confia e de quem ama, ao jeito de Maria, sua mestra na Escola de Santidade, como afirmou o Papa São João Paulo II.

Recorda-se ainda o episódio durante a sua estadia na prisão, em Ourém, quando Lúcia lhe pede para escolher uma intenção pela qual oferecer os sacrifícios, pelos pobres pecadores ou pelo Santo Padre ou em reparação ao Imaculado Coração de Maria. Jacinta, então, não hesita em responder: “eu ofereço por todas, porque gosto muito de todas”.

Santa Jacinta Marto faleceu em 20 de fevereiro de 1920, aos 9 anos de idade, no Hospital de D. Estefânia, em Lisboa, onde foi internada depois de adoecer em 1918 com a epidemia da gripe espanhola. O seu corpo foi sepultado no cemitério de Vila Nova de Ourém, tendo sido transladado para o Cemitério de Fátima em 1935 e, dez anos mais tarde, para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Juntamente com seu irmão Francisco, foi beatificada pelo papa São João Paulo II em 13 de maio de 2000 e canonizada pelo Papa Francisco em 13 de maio de 2017, no marco da celebração do Centenário das Aparições de Fátima.

Celebrações recordam centenário de falecimento

No marco desses 100 anos de falecimento de Santa Jacinta Marto, o Santuário de Fátima, em Portugal, está promovendo uma programação celebrativa, que teve início em 16 de fevereiro, com o VI Concerto Evocativo dos Três Pastorinhos de Fátima.

Na quarta-feira, 19 de fevereiro, ocorreu a vigília de oração, com rosário, procissão e veneração dos túmulos, na Capelinha das Aparições e Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Já neste dia 20 de fevereiro, as celebrações começam às 10h, com o rosário na Capelinha das Aparições, seguido por uma procissão com os ícones dos santos pastorinhos até a Basílica da Santíssima Trindade, onde será celebrada a Missa, às 11h.

Além disso, entre 14h e 16h, estão previstas diversas atividades para crianças e, às 17h30, haverá oração de vésperas na Basílica de Nossa Senhora do Rosário.

Também em Lisboa a data é recordada com uma conferência, às 15h, no Hospital D. Estefânia, local onde a pastorinha morreu. Em seguida, às 16h30, o Patriarca de Lisboa, Cardeal Manuel Clemente, presidirá a Santa Missa.

Por outro lado, o grupo católico Mater Fátima realiza nesta quinta-feira o Rosário Internacional, que desta fez acontecerá no Santuário de Guadalupe, no México, com transmissão ao vivo, a partir das 17h (horário do México). Terá início com a Adoração, durante a qual será rezado o terço pelas seguintes intenções: pelas crianças, pelos jovens e adolescentes, pelos casais, pelos idosos, pelos sacerdotes. Por fim, acontecerá a consagração ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, através do método de São Luís Maria Grignion de Montfort.

Fonte: ACI digital



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Audiência: Não há terra mais bela a conquistar do que o coração dos outros (Papa Francisco)


“Bem-aventurados os mansos, porque receberão a terra em herança”: o Papa Francisco explicou o significado da terceira bem-aventurança, dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre este tema.

Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco se reuniu com milhares de fiéis e peregrinos na Sala Paulo VI para a Audiência Geral da quarta-feira (19/02).

A sua catequese foi dedicada à terceira das oito bem-aventuranças: “Bem-aventurados os mansos, porque receberão a terra em herança”.

Francisco explicou o significado da palavra “manso”, que é literalmente “doce, gentil, sem violência”. A mansidão se manifesta nos momentos de conflito, de come se reage numa situação hostil, e não nos momentos de tranquilidade. Jesus nos deu o maior exemplo de mansidão quando, pregado na Cruz, perdoou seus algozes. “A mansidão de Jesus se vê fortemente na Paixão”, disse o Papa.

Mansidão e posses

Nas Escrituras, a palavra “manso” indica também aquele que não tem propriedades terrenas, por isso a terceira bem-aventurança fala que os mansos receberão a terra em herança.

Isso pode parecer incompatível, mas a posse de terras é o âmbito típico do conflito: se combate com frequência por um território, para obter a hegemonia sobre um lugar. Nas guerras, o mais forte prevalece e conquista outras terras.

Mas a bem-aventurança fala de “herança”, que nas Escrituras tem um sentido ainda mais profundo. O Povo de Deus chama “herança” justamente a terra de Israel, que é a Terra Prometida.

Aquela terra é uma promessa e um dom para o povo de Deus e se torna sinal de algo muito maior e mais profundo do que um simples território.

“Há uma 'terra' - permitam-me o jogo de palavras - que é o Céu, isto é, a terra para a qual caminhamos.”

Herdar o mais sublime dos territórios

Então o manso é quem “herda” o mais sublime dos territórios. Ser manso não é ser covarde, pelo contrário, é o discípulo de Cristo que aprendeu bem a defender outra terra.

"Ele defende a Sua paz,  a sua relação com Deus e os seus dons, protegendo a misericórdia, a fraternidade, a confiança e a esperança. Porque as pessoas mansas são pessoas misericordiosas, fraternas, confiantes e pessoas com esperança."

Francisco mencionou o pecado da ira e todas as coisas que destruímos quando se manifesta: perde-se o controle e não se avalia o que é realmente importante, e se pode arruinar a relação com um irmão, às vezes sem remédio. “Por causa da ira, muitos irmãos não se falam mais, se afastam. É o contrário da mansidão. A mansidão reúne. A ira separa.”

A mansidão, ao invés, conquista tantas coisas. A “terra” a conquistar é a salvação daquele irmão de que fala o mesmo Evangelho de Mateus: "Se te ouvir, ganhaste a teu irmão":

“Não há terra mais bela do que o coração dos outros. Pensemos nisso: Não há terra mais bela do que o coração dos outros. Não há território mais belo a conquistar do que a paz restabelecida com um irmão. Esta é a terra a ser herdada com a mansidão!”

19 fevereiro 2020

Fonte: Vatican News



Cinco anos após serem assassinados pelo ISIS, comemoram mártires cristãos da Líbia


CAIRO, 18 Fev. 20 / 01:30 pm (ACI).- Com diferentes iniciativas, a Igreja no Egito comemora os 5 anos do martírio dos 21 cristãos executados pelo Estado Islâmico na Líbia por não renunciar sua fé.

A Igreja Ortodoxa Copta do Egito inaugurou no sábado, 15 de fevereiro, um monumento aos cristãos decapitados há cinco anos na costa da Líbia, assinala Asia News.

O monumento representa Jesus de braços abertos, em um abraço simbólico às estátuas dos 21 mártires cristãos que estão ajoelhados, forma como foram decapitados pelos militantes do Estado Islâmico em uma praia de Sirte (Líbia).

CairoScene ✔@CairoScene



O monumento foi construído em Al Our, um pequeno povoado na província de Minya (Egito), de onde provinha a maioria dos mártires. Nesta mesma cidade, há dois anos, foi inaugurada a Catedral dos Mártires da Fé e da Pátria, para lembrar os 21 cristãos e todos os que morrem por causa de sua fé.

Como parte dessa comemoração, o Bispo de Samalut, Dom H. G. Bevnotious, indicou que um museu dedicado aos mártires foi preparado, onde são exibidas informações sobre a vida das vítimas, desde o sequestro até a repatriação de seus corpos para o Egito.

Além disso, a Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) assinalou que o santuário dedicado aos mártires está preparando um livro, documentando os milagres atribuídos à intercessão desses 21 cristãos.

Pe. Abu Fanus disse à ACN que “existem muitos milagres atribuídos a eles” no povoado. Como exemplo, cita que uma mulher com câncer teria sido “curada depois de rezar no santuário”. "A Igreja Copta sobrevive graças ao sangue de seus filhos", acrescentou.

21 mártires cristãos na Líbia

Em 15 de fevereiro de 2015, terroristas do Estado Islâmico divulgaram um vídeo mostrando a decapitação de 21 cristãos coptas do Egito, que foram sequestrados entre dezembro e janeiro na Líbia.

No vídeo de cinco minutos intitulado “Uma mensagem assinada com sangue à nação da cruz”, pode-se ver um grupo de terroristas muçulmanos de pé junto aos 21 cristãos egípcios vestidos com roupas de cor laranja.

Um dos assassinos diz: “Povo, recentemente, viram-nos nas colinas de Sham e na terra de Dabiq, cortando cabeças que carregaram a cruz durante muito tempo, cheios de pesar contra o islã e os muçulmanos. Hoje, estamos ao sul de Roma, na terra do islã, na Líbia, enviando outra mensagem”.

No vídeo, é possível ver vários cristãos rezando antes de morrer, enquanto um de seus carrascos os chama de "cruzados".

A mãe de dois dos 21 mártires, Samuel (22 anos) e Beshoy (24 anos), assinalou à ACN que, após cinco anos do ataque, ela ainda se orgulha de ser mãe de mártires.

"Eles intercedem por mim e por seu pai no Céu", assinalou. Peço a Deus "que lhes dê luz e lhes abra os olhos para a verdade e o bem", acrescentou.

“Nossos mártires rezaram antes de morrer e era óbvio que estavam invocando Jesus. Isso é um consolo para nós e nos deixa orgulhosos. Os vinte e um tiveram a sorte de ser mártires por Cristo e nossa comunidade tem a honra de ter a custódia de seus corpos”, afirmou o irmão de Samuel e Beshoy, Basheer.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Um católico pode participar do Carnaval?


Imagem referencial. Foto: Pixabay / Domínio público.

REDAÇÃO CENTRAL, 19 Fev. 20 / 06:00 am (ACI).- Muitas pessoas estão se preparando para aproveitar o Carnaval na próxima semana, alguns já até começaram a cair na folia. Mas, diante dessa festa tão popular no Brasil, fica a pergunta: um católico “pode ir para as ruas e extravasar sua alegria como um grande folião”?

Em um artigo enviado à ACI Digital, em 2018, André Parreira, membro do Instituto Nacional da Pastoral Familiar e da Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e autor de livros sobre matrimônio e família, buscou responder esta questão.

Segundo ele, “a resposta pode começar com outra pergunta: alguém poderia dizer que os blocos, desfiles e bailes de Carnaval não são ambientes propícios ao pecado, com tanto álcool, nudez e erotização? As modas das mini-roupas (as bermudinhas viraram o traje oficial!) e fantasias minúsculas ou de caráter sexual refletem o pudor daqueles que tem consciência de que são templo do Espírito Santo?”.

“Até mesmo as marchinhas já são um risco, pois embora muitas sejam interessantes e divertidas, boa quantidade delas carrega grande erotização”, pontua.

Parreira confessa que já participou do Carnaval, “mas há muitos anos” não acompanha “nem mesmo pela televisão”. “E esta (anti)cultura não será transmitida por minha esposa e por mim aos nossos filhos. Aqui em casa não entra nem as músicas de Carnaval”.

Explica esta decisão não foi tomada apenas por “questão de gostar ou não, nem mesmo se trata de alienação. Mas é questão de acertar nossa caminhada para os caminhos que se afeiçoam mais com o Senhor”.

“Sei que vou desagradar a muita gente católica que tem paixão pelo Carnaval, espera ansiosamente pela data e dispara contra qualquer um que queira levantar a questão”, admite e, em seguida, apresenta como alguns santos aconselharam sobre esta festa.

“Por exemplo, Santo Afonso Maria de Ligório diz que a fuga das ocasiões de pecado é grande dever em nosso caminho de crescimento espiritual”, ou ainda Santa Faustina, que “relata o sofrimento do coração de Jesus nos dias de Carnaval”.

Por sua vez, “São João Maria Vianey dizia que o anjo da guarda ficava do lado de fora dos salões de baile e que algumas danças são a ‘corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno’”.

Parreira cita ainda “São Carlos Borromeu que jamais podia compreender ‘como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo’”.

“Se estes santos diziam isso com base no Carnaval de seus tempos, o que diriam se conhecessem as festividades de hoje?”, questiona-se.

E, para ser mais atual, André Parreira apresenta uma reflexão sobre este tema feita por Dom Henrique Soares, Bispo de Palmares (PE):

“Devemos, então, rejeitar em bloco o Carnaval atual? A resposta pronta não existe! Se um cristão julga poder brincar o carnavalzão do mundo sem cometer excessos, sem dar azo à imoralidade, sem a dispersão interior violenta que nos tira da presença de Deus e da realidade, então brinque em paz! Eu duvido muito que isto seja possível, mas é preciso respeitar a consciência de cada um!”, afirma o Prelado.

E, como “pastor da Igreja”, sugere “que os cristãos deem preferência a brincar o Carnaval em grupos de cristãos, de modo puro, sereno, inocente, fraterno, com toda alegria que nasce de um coração que sabe o sentido verdadeiro da existência”.

Finalmente, André Parreira conclui que a resposta para a pergunta se o católico pode participar do Carnaval é uma “individual”. “A liberdade é um presente que Deus nunca vai nos tirar”.

Fonte: ACI digital



O contexto cultural da espantosa deusa-mãe esmagada pela Virgem de Guadalupe


Redação da Aleteia | Fev 13, 2020

O povo asteca vivia sob o horror dos massivos sacrifícios humanos em oferenda a ídolos de brutal crueldade

O Dr. Andrés Brito Galindo é doutor em Ciências da Informação pela Universidade de Burgos e professor de Antropologia da Educação no Centro de Estudos Teológicos de Tenerife. Ambas as instituições ficam na Espanha. É dele a conferência “Os mistérios da tilma de Guadalupe“, já visualizada mais de 2 milhões de vezes no YouTube.


A “tilma” em questão é o poncho ou manto usado pelo indígena São João Diego e sobre o qual a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe ficou inexplicavelmente estampada. A seu respeito, o professor faz uma exposição longa e minuciosa, rica em detalhes religiosos, espirituais, científicos e históricos. O Dr. Andrés, diga-se de passagem, é também especialista em Astrofísica e em estudos sobre o Santo Sudário, outro tecido cujos mistérios não puderam até hoje ser desvendados pela ciência, apesar de inúmeras tentativas.

O milagre guadalupano

No idioma de seu povo, São João Diego se chamava Cuauhtlathohuac, isto é, “Aquele que fala como a águia”. Nascido em 1474, ele tinha 57 anos quando Nossa Senhora lhe apareceu e orientou a abrir o seu manto na presença do bispo, momento em que a imagem de Guadalupe ficou estampada sobre o tecido rústico – feito, aliás, de uma fibra vegetal muito frágil, que não poderia ter durado mais de 20 anos e que, no entanto, já tem quase 490 e continua inexplicavelmente em perfeito estado de conservação, mesmo tendo sido alvo de atentado químico.

Ao mesmo tempo, Nossa Senhora aparece também a Juan Bernardino, parente enfermo de São João Diego: além de curar a sua doença, ela lhe revela o seu verdadeiro nome. Este ponto é de imensa importância, mas, para ser compreendido, requer que se conheça um pouco mais da mitologia dos astecas e da história que os envolve naquele momento.

O contexto histórico

O milagre de Guadalupe acontece em 12 de dezembro de 1531, 40 anos após a chegada de Colombo ao continente americano e 10 anos após a conquista do México pelo espanhol Hernán Cortés e sua tropa de 500 soldados – muito poucos diante dos milhões de habitantes do Império Asteca, que não poderia ser considerado um império “indefeso”: os astecas dominavam avançadas técnicas de arquitetura e infraestrutura, eram astrônomos extraordinários, tinham exércitos vultosos com os quais submetiam cerca de 300 tribos da região e, frise-se, eram adeptos de frequentes e implacáveis sacrifícios humanos em oferenda às cruéis deidades que idolatravam.

Um desses deuses era Huitzilopochtli, divindade canibal da guerra: para os astecas, o sol só sairia no dia seguinte se Huitzilopochtli fosse alimentado com as entranhas de vítimas de sacrifícios rituais, pois isto o impediria de comer o sol. Em um dos templos chegava a existir uma estátua de Huitzilopochtli de boca aberta, pela qual era emitida uma voz medonha pedindo mais vítimas e declarando ter sede de sangue.

As crônicas de 1519 narram que Hernán Cortés ficou horrorizado a ponto de destruir ele próprio aquele ídolo a marretadas.

Os astecas acreditavam que o oferecimento de sangue a Huitzilopochtli garantia a continuidade do mundo. O derramamento era tamanho que as populações locais viviam apavoradas com a perspectiva de que a próxima vítima poderia ser qualquer um deles ou de seus filhos.

Andrés de Tapia e Gonzalo de Umbria contaram 136.000 caveiras humanas em apenas um templo. Chegou-se a calcular que cerca de 100.000 vítimas eram sacrificadas por ano a Huitzilopochtli.

O terror da deusa-mãe

E se o simples conhecimento das características de Huitzilopochtli é capaz de despertar repulsa e horror até os nossos dias, o Dr. Brito Galindo nos alerta para nos prepararmos antes de saber quem era a deusa-mãe de Huitzilopochtli: Coatlicoe, correspondente, mais ou menos, à Pachamama dos incas.

Trata-se de um ídolo de cuja cabeça saíam duas serpentes, com outras duas formando os braços e garras de ave de rapina constituindo os pés. A essa aberração em forma de ídolo, os astecas sacrificavam mulheres grávidas, arrancando-lhes os fetos para dissecar a sua cabeça e fazer colarinhos de pequenos crânios para adornar a satânica deusa-mãe. Representações posteriores incluem nesses colares corações, mãos e caveiras.

E agora vem um dos dados mais arrepiantes: o templo de Coatlicoe ficava na colina do Tepeyac – precisamente aquela sobre a qual apareceu Nossa Senhora de Guadalupe.

E qual é, então, o nome com que Nossa Senhora se apresenta a Juan Bernardino?

Tequatlasupe, termo que acabou se popularizando como Guadalupe, que foi como os espanhóis o entenderam porque não falavam bem a língua dos astecas.

E o que quer dizer a palavra Tequatlasupe?

Quer dizer, nada menos, “Aquela que esmaga a serpente”.

Fonte: Aleteia



Diocese esclarece que não apoia candidatura de sacerdote à prefeitura de Mafra (SC)


Padre Sidnei Marcelino / Foto: Facebook Santuária Aparecida Mafra

Joinville, 18 Fev. 20 / 12:30 pm (ACI).- A Diocese de Joinville (SC) esclareceu que não apoia e que o Bispo local não abençoou a candidatura de Padre Sidnei Marcelino à prefeitura de Mafra, conforme o próprio sacerdote havia anunciado.

No dia 9 de fevereiro, Padre Sidnei Marcelino anunciou por meio de vídeo publicado em redes sociais a sua pré-candidatura à prefeitura de Mafra (SC) nas eleições municipais de 2020. O vídeo, que não está mais disponível no perfil do sacerdote no Facebook, foi divulgado também pelo site ‘Rio Mafra Mix’.

No vídeo, Pe. Marcelino afirma que se encontrou com o Bispo diocesano, Dom Francisco Carlos Bach, e expressou “aquilo que a comunidade vem me incentivando, me apoiando”, isto é, “o desejo de ser pré-candidato à prefeitura de Mafra”.

“Qual não foi a minha surpresa de ele me dar a sua bênção para que eu pudesse traçar esse projeto, buscando cada vez mais que a justiça aconteça em nossa comunidade”, afirma.

O sacerdote comunica ainda que residirá em uma casa em Mafra, onde terá “o apoio de muitas pessoas”. Além disso, ressalta, “não deixarei o meu sacerdócio, continuarei sendo padre, só não terei uma paróquia para exercer. Vou fazer muitas visitas, bênçãos às famílias”.

Diante do anúncio feito pelo sacerdote, a Diocese de Joinville divulgou uma nota por meio da qual informa que “Dom Francisco Carlos Bach, bispo diocesano, não apoia ou abençoa nenhuma candidatura política seja ela para cargos do executivo ou legislativo”.

Nesse sentido, assinala que, “segundo o contexto do cânone 285 do Código de Direito Canônico e as Normas e Condutas para o Clero da Diocese de Joinville, não é permitido a um clérigo, sacerdote ou diácono, filiar-se a um partido político e concorrer a um cargo político. Se o padre ou o diácono optar por disputar a eleição, ele será afastado das funções ministeriais conforme determina o Código de Direito Canônico”.

Além disso, lembra que, “de acordo com a legislação eleitoral (Lei nº 9.504/97 e Resolução nº 23.457/15 TSE), é vedada a veiculação, em templos religiosos, de propaganda eleitoral, comícios, manifestação de apoio ou agradecimento público a candidatos e pré-candidato políticos”.

Logo após o esclarecimento da Diocese, Pe. Sidnei publicou outro vídeo no qual afirma que sua possível candidatura não conta com apoio do bispo diocesano. “Quero deixar claro que a minha visita ao bispo foi simplesmente pedir uma bênção para que eu pudesse seguir os meus caminhos dentro do contexto político. O bispo não está apoiando. A Igreja não apoio nenhum partido, ela é apartidária”, declarou.

Assim, disse que “todos os que manifestarem o desejo de assumir uma candidatura devem assumir as consequências diante de suas opções. Por isso, quero que todos compreendam que essa decisão é particular”.

“Quero, com a graça de Deus, fazer um trabalho digno, buscar cada vez mais que a caridade seja prestativa e consciente de que teremos grandes desafios pela frente. Mas, deixo claro aqui que a Igreja é apartidária. Então, toda decisão é por minha responsabilidade”, concluiu.

O que diz a Igreja sobre sacerdotes na política

Como recorda a Diocese de Joinville em sua nota, o Código de Direito Canônico não permite que sacerdotes sejam candidatos políticos e isso vale tanto para o clero secular quando para o religioso. O descumprimento de tal norma é passível de punição pelo bispo local.

No parágrafo 3 do cânone 285 do Código de Direito Canônico, afirma-se que “os clérigos estão proibidos de assumir cargos públicos que importem a participação no exercício do poder civil”.

Já o cânone 287 determina que “os clérigos promovam e fomentem sempre e o mais possível a paz e a concórdia entre os homens, baseada na justiça” e determina: “Não tomem parte ativa em partidos políticos ou na direção de associações sindicais, a não ser que, a juízo da autoridade eclesiástica competente, o exija a defesa dos direitos da Igreja ou a promoção do bem comum”

Por sua vez, o cânone 672 indica que “os religiosos estão obrigados às prescrições” do cânone 285.

Além disso, o ‘Diretório para o ministério e a vida dos Presbíteros’, da Congregação para o Clero, afirma que “o sacerdote, servidor da Igreja que em virtude da sua universalidade e catolicidade não pode ligar-se a nenhuma contingência histórica, estará acima de qualquer parte política”.

Nesse sentido, continua, “ele não pode tomar parte ativa em partidos políticos ou na condução de associações sindicais, a menos que, na opinião da autoridade eclesiástica competente, o exijam a defesa dos direitos da Igreja e a promoção do bem comum. Com efeito, embora estas coisas sejam boas em si mesmas, são todavia alheias ao estado clerical, enquanto podem constituir um perigo grave de rotura da comunidade eclesial”.

“Como Jesus (Jo 6, 15ss), o presbítero ‘deve renunciar a empenhar-se em formas de política ativa, especialmente quando ela é partidária, como quase sempre inevitavelmente acontece, para permanecer o homem de todos num plano de fraternidade espiritual’. Por isso, todo o fiel deve sempre poder abeirar-se do sacerdote sem se sentir excluído por nenhum motivo”, acrescenta.

Fonte: ACI digital



Papa Francisco reafirma: Satanás existe e é o sedutor


Papa Francisco – demônio. Crédito: Captura de vídeo – Pixabay

Vaticano, 18 Fev. 20 / 09:00 am (ACI).- "Satanás existe, é o sedutor", reafirmou o Papa Francisco e lembrou que a existência do maligno é mencionada nas primeiras páginas da Bíblia.

O Santo Padre fez essa afirmação na primeira edição do programa "Eu creio", transmitido na noite de ontem na TV2000.

“Satanás aparece nas primeiras páginas da Bíblia porque é uma realidade que todos nós temos como experiência. Todos nós temos no coração a experiência da luta entre o bem e o mal. No momento de fazer uma escolha, por exemplo, sempre temos esta experiência”, explicou o Pontífice.

“Sentimos algo que nos leva a fazer o bem, amar o próximo, fazer uma obra de caridade, pensar uma coisa bonita”, indicou Francisco, assim como “algo que diz ‘não, esse não é o caminho, não te fará feliz. Este não é o caminho’”.

"Alguns dizem: ‘Não, Satanás não existe, nós temos dentro um pouco, por causa das nossas doenças materiais, espirituais, psicológicas, temos esta tendência ao mal’. É verdade que estamos feridos, que somos pessoas feridas, mas Satanás existe, é o sedutor”, expressou.

O Papa Francisco explicou que “a sedução é apresentada, mas de uma maneira diferente a como Deus apresenta. Ambos têm linguagem diferente. 'Creio em Deus Pai Todo-Poderoso...' e, não digo 'creio em Satanás', porque não me confio a Satanás, como a criança se confia na mão do papai".

Depois de reiterar que Satanás existe, o Pontífice lembrou que "devo me defender contra sua sedução".

“Sempre impressionou que Jesus, na última ceia, quando reza, pede ao Pai a graça de salvá-los da mundanidade. A mundanidade é a atmosfera de Satanás, move-se na mundanidade. Existe o espírito do mundo, em Satanás é assim”, assinalou.

O programa “Eu creio” inclui uma série de diálogos que o Santo Padre mantém com Pe. Marco Pozza, capelão da prisão de Pádua (Itália), que também o entrevistou sobre o Pai-Nosso e a Ave-Maria.

Informou-se que, fruto dessas novas entrevistas, o sacerdote elaborou o livro "Io credo, noi crediamo" (Eu creio, nós cremos), editado pela Libreria Editrice Vaticana e Rizzoli, que estará à venda em março.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Antes de confessar peça ajuda ao seu Anjo da Guarda (Oração)

Fr Lawrence Lew, O.P. | Flickr CC BY-NC-ND 2.0

Philip Kosloski | Fev 18, 2020

Se você fica ansioso(a) antes da Confissão, reze ao seu protetor

Receber o sacramento da confissão é algo desafiador para muitos católicos – principalmente para aqueles que não confessam há muitos anos. Alguns se sentem envergonhados ou com medo. Tanto, que até ficam tentados a nem sair de casa para procurar um padre e revelar seus pecados.

Se você está hesitando, peça ajuda ao seu Anjo da Guarda! Os católicos acreditam firmemente que Deus designa um anjo para ficar ao nosso lado, cujo objetivo principal é nos levar ao céu.

Mesmo que não os vejamos ou os ouçamos, eles têm a capacidade de nos encorajar e de nos dar forças em nosso tempo de necessidade. Tudo o que precisamos fazer é estar aberto à assistência espiritual deles e pedir ajuda.

Abaixo está uma breve oração direcionada ao seu Anjo da Guarda, bem como aos santos do Céu, pedindo a todos os seus amigos espirituais força para confessar seus pecados a um sacerdote, para que você receba a misericórdia de Deus:

Peço-vos, meu Anjo da Guarda, meus santos patronos, São Pedro, Santa Maria Madalena e todos os santos de Deus: ajudai-me a confessar meus pecados ao sacerdote com total humildade e coração contrito. Enviai a luz de Deus à minha alma e revelai todos os pecados que devo confessar neste momento. Ó Jesus, sejais misericordioso comigo, pecador. Amém.

Fonte: Aleteia



Cardeal Zen: China quer a rendição do Vaticano


Cardeal Joseph Zen Ze-kiun. Crédito: Bohumil Petrik / ACI Prensa

WASHINGTON DC, 14 Fev. 20 / 02:30 pm (ACI).- O Bispo emérito de Hong Kong (China), Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, afirmou em uma recente visita aos Estados Unidos que o governo comunista chinês quer a rendição do Vaticano e previu o fim da igreja clandestina ou subterrânea no país asiático, como são conhecidos os católicos que permanecem fiéis à Santa Sé.

“A situação é muito ruim e a fonte disso não é o Papa que não sabe muito sobre a China. O Santo Padre Francisco tem um carinho especial por mim”, disse o Cardeal Zen à CNA, agência em inglês do Grupo ACI.

Agora, continuou o Cardeal, "estou lutando contra Parolin porque as coisas ruins vêm dele". O Purpurado chinês se referiu assim ao Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano.

"Você não pode se comprometer" com o Partido Comunista Chinês porque eles são "perseguidores" da fé, continuou o Cardeal Zen. "Eles querem a rendição total. Isso é comunismo”, acrescentou.

A entrevista de CNA com o Cardeal Zen foi realizada em 11 de fevereiro, durante sua visita ao Capitólio em Washington, D.C., (Estados Unidos), onde se reuniu com alguns congressistas no escritório do representante republicano de Nova Jersey, Chris Smith. Respeitando o pedido do Purpurado chinês, nenhuma foto foi tirada do evento ou do diálogo da agência do Grupo ACI com ele.

Smith disse à CNA que o Cardeal Zen é "um São Paulo do nosso tempo, pois ele não é apenas um santo e eficaz testemunho do Evangelho de Jesus Cristo, mas um homem de grande verdade sobre o que realmente está acontecendo na China".

Durante a reunião, o Cardeal e os membros do Congresso dialogaram sobre o programa de "sinização" da prática religiosa da China e sobre os grandes esforços do governo para submeter e controlar as religiões no país.

Entre outras coisas, o Cardeal explicou aos legisladores que a celebração do Natal foi proibida na China, as bíblias foram reescritas por ordem das autoridades regionais e há uma queda nas vocações.

Em 2018, o Vaticano e a China assinaram um acordo para a eleição dos bispos. Esperava-se que isso unificasse a Igreja no país, de modo que a Associação Católica Patriótica Chinesa, que está sob controle do governo, alcançasse a comunhão com a Santa Sé e se juntasse à Igreja clandestina ou subterrânea que sempre permaneceu fiel a Roma.

Segundo um relatório de janeiro da Comissão do Congresso dos Estados Unidos sobre a China, as violações dos direitos humanos no país asiático se intensificaram em 2019 e a perseguição contra os católicos aumentou.

"A Igreja está sendo cada vez mais perseguida", disse o Cardeal Zen, "ambas, a Igreja oficial e a clandestina".

A Igreja clandestina, lamentou, "está condenada a desaparecer", porque os bispos mais idosos estão morrendo e não se nomeiam sucessores, o que significa que não estão sendo ordenados novos sacerdotes.

Quando os fiéis se aproximam dele para perguntar como pode agora ajudar a Igreja, o Cardeal assinalou à CNA que ele lhes diz que “não posso fazer nada. Não tenho voz no Vaticano. Simplesmente nada".

"E a situação para a Igreja Católica é, humanamente falando, desesperadora", disse o Cardeal Zen.

A situação dos católicos na China

Em abril de 2019, Pe. Bernardo Cervellera, especialista em Igreja Católica na China e editor da agência de notícias ‘Asia News’, informou que, "em muitas dioceses, a Associação Patriótica e o Departamento de Assuntos Religiosos continuam exigindo que todos os sacerdotes se inscrevam na associação e mantenham a 'Igreja independente'”.

Na China, existe a Associação Católica Patriótica Chinesa, controlada pelo governo, e a Igreja clandestina ou subterrânea, que sempre permaneceu fiel à Santa Sé.

Na prática, afirma Pe. Cervellera, ao invés de "reconciliação" entre a Associação Patriótica e a Igreja clandestina ou subterrânea, com o acordo provisório entre a China e o Vaticano para a nomeação de bispos, "há uma grande pressão sobre a comunidade subterrânea com forte interferência na vida da Igreja".

O acordo provisório entre o Vaticano e a China

Em 22 de setembro de 2018, o Vaticano anunciou a assinatura do Acordo Provisório com a China para a nomeação de bispos.

Alguns manifestaram oposição ao acordo, como o Bispo Emérito de Hong Kong, Cardeal Joseph Zen Ze Kiun, que em um artigo publicado em ‘The New York Times’, em 24 de outubro, escreveu: "Aos Bispos e sacerdotes clandestinos (fiéis) da China, só posso dizer-lhes isto: por favor, não comecem uma revolução. Eles (as autoridades) tomam suas igrejas? Já não podem mais celebrar? Vão para casa e rezem com suas famílias (...) Esperem por tempos melhores. Voltem para as catacumbas. O comunismo não é eterno".

A bordo do avião no regresso de sua viagem à Letônia, Lituânia e Estônia no final de setembro do ano passado, o Papa Francisco disse aos jornalistas: "Eu sou responsável" pelo acordo.

Sobre os bispos que não estavam em comunhão com a Igreja até antes do acordo, Francisco disse que “foram estudados caso por caso. Para cada bispo fizeram um expediente e estes expedientes chegaram à minha escrivaninha. E eu fui o responsável por assinar cada caso dos bispos”.

Quanto ao acordo, Francisco disse que “a coisa é feita em diálogo, mas nomeia Roma, nomeia o Papa. Isso está claro. E rezamos pelos sofrimentos de alguns que não entendem ou que têm nas costas muitos anos de clandestinidade”.

Em 26 de setembro de 2018, o Pontífice dirigiu uma mensagem aos católicos da China e à Igreja universal, na qual solicitou "gestos concretos e visíveis" aos bispos que foram retirados da excomunhão.

Publicado originalmente em CNA. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Igreja comemora hoje São Simeão, Bispo e mártir (18 de fevereiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 18 Fev. 20 / 05:00 am (ACI).- No século I, São Simeão serviu como o segundo Bispo de Jerusalém. Além disso, foi parente de Cristo, segundo descrevem os Evangelhos de São Mateus (13,55) e São Marcos (6,3).

No livro ‘História Eclesiástica’ de Eusébio de Cesareia (Pai da história da Igreja), este santo é descrito como primo do Senhor – segundo a carane – por ser filho de Cléofas, o irmão de São José.

Do mesmo modo, a mãe de Simeão é mencionada pelo escritor Hegesipo como concunhada da Virgem Maria. No evangelho de São João e da São Mateus é mencionada uma “irmã” da Mãe de Deus, que viria a ser Maria, esposa de Cléofas (pai de Simeão).

Depois do martírio pelos judeus do primeiro Bispo de Jerusalém, São Tiago o Justo, e a imediata tomada da cidade, a tradição conta que os apóstolos e discípulos do Senhor, que ainda permaneciam vivos, se reuniram e deliberaram que Simeão seria nomeado seu sucessor.

Como descreve Eusébio de Cesareia, na época do imperador Trajano, ressurgiu nas cidades e outros lugares da Palestina uma nova perseguição contra os cristãos por causa das revoltas do povo.

Foi então que o Bispo de Jerusalém, Simeão, foi denunciado como cristão e descendente de Davi, sendo sentenciado à morte pelo governador romano Ático. Foi torturado e crucificado aos 120 anos.

Fonte: ACI digital

Oração de São Simeão

Querido Pai, Deus Uno e Trino, pela intercessão do bispo São Simeão, conserve em nós a fidelidade ao projeto de amor aos mais abandonados e sofredores e que o testemunho deste apóstolo seja alimento de nossa fidelidade ao evangelho. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
São Simeão, rogai por nós.



Ele levou sacramentos a meio milhão de pessoas e foi elogiado na exortação Querida Amazônia

Public Domain

Larry Peterson

Toríbio de Mongrovejo é padroeiro dos bispos da América Latina e sua atuação missionária foi destacada pelo Papa Francisco

Toríbio de Mongrovejo nasceu na província de Vallodolid em Hapsburg, Espanha, em 16 de novembro de 1538. Seus pais eram nobres e ele tinha uma irmã chamada Grimanese.

Ainda em idade pré-escolar, Toríbio demonstrou piedade pronunciada. À medida que crescia, sua devoção à Mãe Santíssima aumentava e, em pouco tempo, ele estava jejuando uma vez por semana em sua homenagem, enquanto rezava diariamente o Rosário. Entrou na faculdade em Vallodolid com 12 anos e imediatamente começou a estudar Humanidades.

Depois de terminar seus estudos, Toríbio recebeu uma posição como professor de direito no Colégio de Salamanca. Seu tio, Juan de Mongrovejo, era professor respeitado da faculdade. O rei Juan III pediu ao tio de Toríbio que lecionasse no Colégio de Coimbra. Tio Juan aceitou e levou o sobrinho com ele. Toríbio continuou simultaneamente seus estudos enquanto ensinava. Pouco tempo depois, o tio Juan morreu de repente. A vida ordenada de Toríbio de Mongrovejo estava prestes a mudar drasticamente.

O rei Filipe II da Espanha estava monitorando as habilidades e o caráter de Toríbio. Ele decidiu nomear o jovem como o Grande Inquisidor no Tribunal da Inquisição. O ano era 1571 e Toríbio tinha apenas 33 anos. Muitos reclamaram e levantaram preocupações sobre a experiência do jovem, mas o rei Filipe não mudou de ideia. Ele queria Toríbio.

Lima, Peru, era a segunda cidade mais importante do império latino-americano da Espanha. Quando o arcebispo de Lima morreu, o rei imediatamente olhou para suas opções de substituição. Ele queria alguém com quem pudesse contar. Na época, o acordo era que o rei pudesse nomear um bispo, e o papa daria sua aprovação. O rei Filipe nomeou Toríbio para substituí-lo.

Mas houve um problema: Toríbio não era ordenado padre. Em 1578, eles aceleraram sua ordenação e, após quatro semanas de intenso estudo, ele recebeu as Ordens Sagradas. Ele fez sua primeira Missa aos 41 anos.

Em 16 de maio de 1579, o Papa Gregório XIII o nomeou Arcebispo de Lima. Ele recebeu sua consagração episcopal em agosto de 1580 e, juntamente com sua irmã e o marido dela, chegou a Lima em maio de 1581.

Apesar da trajetória incomum, o rei Filipe II havia escolhido bem. O arcebispo Toríbio foi extraordinariamente dedicado e mergulhou em sua missão cheia de zelo e entusiasmo. Ele literalmente se exauriu em missões dentro do vasto território, visitando os sacerdotes e as pessoas sob seus cuidados. Padronizou as práticas sacramentais, pastorais e litúrgicas, usando sínodos que ele convocou para esse fim. Ele até produziu um catecismo trilíngue em espanhol e dialetos nativos e aprendeu a pregar e falar em várias línguas, o que o permitiu ouvir confissões e conversar com os nativos em suas línguas.

São Toríbio adoeceu quando voltava de uma longa missão. Ele morreu longe de casa aos 67 anos. Ironicamente, tinha previsto a data e a hora exata em que iria morrer e, de fato, isso aconteceu. Ele partiu para a casa do Pai em 23 de março de 1606. Era quinta-feira santa, e o horário, como previsto, era 15h30.

Nos seus 24 anos como arcebispo, ele batizou e crismou meio milhão de pessoas. Entre eles estavam Martin de Porres, Francisco Solano e Isabel Flores de Oliva, que se tornaram santos. Isabel é mais conhecida como Santa Rosa de Lima.

O arcebispo viajou milhares de quilômetros pelo deserto e nunca deixou de rezar a Missa. Foi canonizado em 1726 e nomeado santo padroeiro dos bispos da América Latina pelo Papa São João Paulo II em 1983. Ele também é padroeiro de Lima, Peru .

Toríbio é comparado ao grande italiano São Carlos Borromeo e, na exortação apostólica Querida Amazônia, o Papa Francisco elogia seu zelo missionário:

”Kerygma e caridade fraterna constituem a grande síntese de todo o conteúdo do Evangelho, a ser proclamado incessantemente na região amazônica. Foi isso que moldou a vida dos grandes evangelizadores da América Latina, como São Toríbio de Mogrovejo e São José de Anchieta.”

São Toríbio de Mongrovejo, rogai por nós.

Fonte: Aleteia



5 benefícios da vela durante a oração ou meditação

U.S. Air Force photo | Staff Sgt. Robert Barnett | Released

Philip Kosloski

A oração e a meditação cristãs ficam notavelmente mais fáceis e pacíficas quando as velas estão acesas

Embora seja importante focar no conteúdo de nossa oração e meditação, muitas vezes esquecemos que os elementos externos da oração têm um impacto direto sobre nós.

Na verdade, o que fazemos com nosso corpo tem influência sobre nossa alma. Essa unidade de corpo e alma permite que todos os nossos sentidos se envolvam em oração (visão, audição, paladar, som, toque) e ajuda nossa alma a ser elevada a Deus.

O Catecismo da Igreja Católica reforça essa verdade fundamental e nos ensina que a oração envolve todo o nosso ser: “Se a oração é expressa em palavras ou gestos, é todo o homem que ora” (CCC 2562).

De uma maneira particular, uma sala iluminada apenas por velas pode ter um efeito poderoso em nossa alma e nos ajudar a experimentar a oração de uma maneira nova.

Aqui estão cinco benefícios específicos para orar e meditar com velas.

1 - MENOS DISTRAÇÕES

O benefício mais prático do uso de velas é a diminuição das distrações. Embora algumas pessoas consigam orar facilmente quando a TV está ligada ao fundo, para muitos de nós todas as luzes piscantes e barulhos altos são perturbadores e podem facilmente nos afastar da oração. As luzes apagadas na casa ou no quarto podem facilitar uma melhor experiência de oração, permitindo que seus olhos se concentrem mais em uma coisa específica.

2 - ATMOSFERA MAIS CALMA

Há algo na chama da vela que traz uma sensação de calma para nossa alma. Velas são usadas por razões terapêuticas por muitas pessoas e podem ter efeitos semelhantes em nossa vida diária de oração.

3 - LEMBRA A HISTÓRIA DA ORAÇÃO CRISTÃ

Os cristãos da Igreja primitiva, antes da invenção da eletricidade, rezavam à luz das velas. Esse fato permite que nossa oração tenha um lado lindamente rico, lembrando o sinal de fé de todos os cristãos que vieram antes de nós. Podemos recordar o testemunho cristão e sentir o conforto de suas orações, enquanto elas continuam a interceder por nós na comunhão dos santos.

4 - PRESENÇA DE DEUS


De acordo com Nikolaus Gihr em seu livro “O Santo Sacrifício da Missa”, “a vela acesa pretende representar Jesus Cristo…A chama brilhante representa a Divindade de Cristo; a vela propriamente dita simboliza Sua humanidade, o pavio escondido dentro da vela é uma figura de Sua alma, a própria cera, que é o produto da abelha virginal, é um emblema do corpo mais puro de Cristo … Por seu doce aroma, a vela de cera, além disso, representa a plenitude da graça e da virtude, a infinita santidade de Cristo”. Podemos olhar para a vela e sentir a presença de Deus entre nós.

5 - SIMBOLIZA NOSSA BUSCA POR DEUS

Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, não andará nas trevas, mas terá a luz da vida”(João 8,12). A luz da vela, então, nos lembra dessa realidade e como devemos segui-la, saindo das trevas do pecado para a “luz da vida”.

Fonte: Aleteia



Retiro de Carnaval no Ceará espera receber mais de 20 mil pessoas este ano

Retiro de carnaval Renascer. Foto: Divulgação / Comunidade Shalom

FORTALEZA, 15 Fev. 20 / 08:00 am (ACI).- Entre os dias 23 e 25 de fevereiro, a Comunidade Católica Shalom promove o Renascer 2020, o maior retiro de Carnaval do Ceará, que neste ano chega a sua 35ª edição e espera receber 28 mil participantes.

O retiro tem como proposta proporcionar às pessoas passar o feriado do Carnaval de uma forma diferente, longe da agitação, mas com espiritualidade e fé cristã, oferecendo aos participantes uma experiência pessoal com Jesus Cristo para uma vida nova e verdadeira com uma proposta nova de viver esse período.

“O Renascer é um impulso de irmos ao coração da cidade neste período tão desafiante, que é o do Carnaval, como uma alternativa diferente, oferecendo às pessoas a oportunidade de fazerem uma experiência verdadeira com Deus”, explica Moysés Azevedo, fundador da Comunidade Shalom.

A primeira edição do evento foi em 1986, na capital cearense, época em que era comum grupos católicos passarem os três dias em retiro, em algum lugar mais reservado. “Foi quando decidimos fazer um retiro aberto, para toda a cidade”, relata Carmadélio Silva, que esteve presente no primeiro encontro.

Para este ano, o tema do retiro será “Buscai as coisas do alto” (Col 3,1), citação retirada da Carta de São Paulo aos Colossenses, que dá indicações de como experimentar uma vida nova, a partir da experiência com o Ressuscitado.

A programação é voltada para toda a família com música, louvor, peças teatrais, cursos de espiritualidade, aconselhamentos, adoração e Santa Missa. O ponto alto é o Seminário de Vida no Espírito Santo, que oferece ao público uma experiência única e pessoal de viver a fé e a renovação.

As crianças de 4 a 12 anos também contam com uma programação especial no “Renascer Kids”, no qual haverá oficinas, músicas, apresentações teatrais, dinâmicas, momentos de oração e adoração, de uma forma dinâmica e atrativa para que as crianças também vivenciem uma experiência com Deus, enquanto os pais participam do retiro.

Além disso, o Renascer também tem seu caráter solidário. Embora a entrada seja gratuita, os participantes são convidados a doar 1kg de alimento não perecível que será destinado às casas de promoção humana da comunidade Shalom.

O evento conta ainda com a parceria do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), para doação de sangue. A expectativa é de que 300 bolsas de sangue sejam colhidas nos três dias de evento.

O Renascer 2020 em Fortaleza acontecerá no Ginásio Paulo Sarasate, das 8h às 18h30, enquanto o Renascer Kids será no Colégio Salesiano Dom Bosco, das 8h às 17h.

Paralelamente ao evento em Fortaleza, o retiro também acontece em diversas cidades do Brasil e em alguns outros países, como Cabo Verde, Portugal, Chile e Argentina.

Fonte: ACI digital



Querida Amazônia: Posições divididas na Igreja na Alemanha por magistério do Papa Francisco

Cardeal Reinhad Marx e outros dois bispos alemães. Crédito: Bohumil Petrik / ACI Prensa

BERLIM, 17 Fev. 20 / 12:30 pm (ACI).- Os líderes da Igreja na Alemanha ofereceram respostas marcadamente diferentes a Querida Amazônia, a exortação apostólica pós-sinodal que o Papa Francisco publicou em 12 de fevereiro.

O Comitê Central de Católicos Alemães (ZdK), um influente grupo leigo que administra o chamado processo sinodal com a Conferência Episcopal Alemã, acusou o Papa Francisco de "falta de coragem para reformas reais" em sua exortação.

O grupo se posicionou contra o ensinamento e a disciplina da Igreja em vários temas e pediu a ordenação de mulheres, a bênção de casais homossexuais por parteda Igreja e o fim do celibato sacerdotal.

“Com sua exortação apostólica pós-sinodal do Sínodo da Amazônia, o Papa Francisco continua o caminho que escolheu. Dirige-se a todo o povo de Deus e a todas as pessoas de boa vontade em uma linguagem clara e compreensível, também emocional”, disse ZdK na quarta-feira, 12 de fevereiro, em comunicado divulgado em seu site.

"Infelizmente, não tem a coragem para implementar reformas reais em temas sobre a ordenação de homens casados ​​e as capacidades litúrgicas das mulheres, que vêm sendo discutidos há 50 anos".

O ZdK afirmou que, após a publicação do documento de trabalho do Sínodo da Amazônia, "as expectativas de dar passos concretos em direção à reforma, especialmente no que diz respeito ao acesso à ordem sacerdotal e ao papel das mulheres, eram muito altas".

“Lamentamos muito que o Papa Francisco não tenha dado um passo adiante em sua carta. Pelo contrário, fortalece as posições existentes da Igreja Romana, tanto em termos de acesso ao sacerdócio quanto na participação de mulheres”.

Embora o comitê leigo aparentemente tenha aceitado que o Papa Francisco descarte qualquer mudança significativa na disciplina sacerdotal, o chefe da hierarquia alemã parece minimizar o impacto da exortação do Papa Francisco.

O Cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência Episcopal Alemã, que participou do sínodo no ano passado, emitiu sua própria declaração em resposta à exortação do Papa. O Purpurado disse que Francisco não fechou a porta para as ambições alemãs de acabar com o celibato clerical e chamou a carta de Francisco, que é magistério, "um marco para a reflexão".

"Quem espera decisões concretas e instruções de ação com a carta pós-sinodal do Papa Francisco não as encontrará", admitiu Marx e insistiu que as recomendações de mudanças realizadas pelo sínodo “ainda estão em discussão”.

"Como se sabe, dois terços dos 280 (padres sinodais) também defenderam as exceções ao celibato obrigatório no documento sinodal final e pediram uma reflexão mais profunda sobre a admissão de mulheres ao diaconato", disse o cardeal alemão.

"No contexto das reformas discutidas na Alemanha, esses temas foram particularmente bem recebidos pela Igreja e pelo público, mas não foram os principais temas do sínodo", afirmou.

"O debate continuará", insistiu Marx.

Embora o documento sinodal final tenha sido "apresentado formalmente" junto com a resposta do Papa, o Cardeal Michael Czerny e o Cardeal Lorenzo Baldesseri enfatizaram durante a coletiva de imprensa do Vaticano que não tem peso magisterial e que não há autorização para os bispos diocesanos ordenarem homens casados.

Em contraste com a resignação e os protestos expressos, outro membro da Igreja na Alemanha recebeu o documento do Papa Francisco com satisfação.

O Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Müller, elogiou o documento Querida Amazônia e disse que o Papa "não quer alimentar os conflitos políticos, étnicos e internos da Igreja e os conflitos de interesse, mas superá-los".

O Papa, assinalou, "deseja oferecer à Igreja e a todas as pessoas de boa vontade suas próprias respostas, a fim de ajudar a garantir uma ‘recepção harmoniosa, criativa e frutífera de todo processo sinodal’”.

O Cardeal Müller destacou que o texto pode ter "o efeito reconciliador de reduzir as facções internas da Igreja, as fixações ideológicas e o perigo de emigração interna ou resistência aberta".

O Cardeal assinalou que o Papa fez um apelo importante a todos os fiéis para renovar o compromisso e zelo missionário pela região amazônica e enfatizou a dignidade e a missão dos leigos.

“Os fiéis leigos não se definem pelo fato de que podem fazer tudo, exceto o que é reservado exclusivamente aos sacerdotes, mas por sua participação na missão total da Igreja sobre a base do Batismo e da Crisma”, escreveu o Cardeal Müller. "O Papa recorda, com razão, a importância dos ministérios eclesiais dos leigos, que ‘são chamados de várias maneiras a uma colaboração direta com o apostolado", assinalou.

O Cardeal Müller indicou que o Papa Francisco tomou uma decisão clara ao não atender às exigências de mudanças dramáticas no estado clerical e às divisões que causaram na Igreja em geral.

"O Papa não quer alimentar os conflitos políticos, étnicos e internos existentes na Igreja e os conflitos de interesse, mas superá-los".

"É de se esperar – escreveu o Cardeal – que os intérpretes deste documento se abstenham de durezas desnecessárias e abordem as preocupações do Santo Padre como verdadeiros filhos e filhas da Igreja em espírito de concordância e colaboração".

Publicado originalmente em CNA. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Cardeal Marx não seguirá à frente da Conferência Episcopal Alemã

Cardeal Reinhard Marx, atual presidente da Conferência Episcopal Alemã / Crédito: Daniel Ibañez - ACI Prensa

BERLIM, 12 Fev. 20 / 03:00 pm (ACI).- O Cardeal Reinhard Marx decidiu não concorrer a um segundo mandato como presidente da Conferência Episcopal Alemã.

A Conferência Episcopal Alemã fez este anúncio na terça-feira, 11 de fevereiro, segundo informou CNA Deustch, agência em alemão do Grupo ACI.

Em uma carta, o Cardeal Marx, de 66 anos, justifica a decisão por causa de sua idade. O Purpurado teria 72 anos no final de um segundo mandato. No entanto, os bispos católicos não renunciam até os 75 anos de idade e muitas vezes permanecem no cargo por mais alguns anos.

"Acho que deveria ser a vez da geração mais jovem e, talvez, também seja bom que haja uma mudança nessa tarefa com mais frequência", disse o Cardeal, acrescentando que estava “muito feliz em ocupar o cargo".

A assembleia geral de primavera da Conferência Episcopal Alemã acontecerá em Mainz, de 2 a 5 de março de 2020. A eleição do presidente também está prevista para essa data.

Em sua carta, o também Arcebispo de Munique e Freising acrescenta que “continuará trabalhando ativamente na Conferência Episcopal" e "estará particularmente comprometido com o processo sinodal".

O início do chamado "processo sinodal", começado pelo Purpurado, foi acompanhado por duras críticas e sérias reservas pelo desejo de "avaliar" a doutrina católica sobre a homossexualidade e a moral sexual, e o que diz respeito aos sacramentos da ordem sacerdotal e do matrimônio.

O Papa Francisco se dirigiu pessoalmente aos católicos alemães com uma carta na qual compartilhou "sua preocupação com o futuro da Igreja na Alemanha".

O Santo Padre enfatizou a necessidade de "recuperar a primazia da evangelização para olhar o futuro com confiança e esperança, porque, sendo evangelizadora, a Igreja começa evangelizando a si mesma".

Em setembro de 2019, o Vaticano enviou uma carta aos bispos da Alemanha, afirmando que os planos para o polêmico "processo sinodal" na Igreja no país europeu "não são eclesiologicamente válidos".

Até o núncio apostólico na Alemanha, Dom Nikola Eterovic, escreveu uma carta aos bispos do país europeu, na qual pediu que sejam fiéis ao Papa Francisco e comparou a recente carta do Santo Padre com uma encíclica do Papa Pio XI escrita na época dos nazistas.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog