Maio 2019 - Devoção e Fé - Blog Católico

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Rumo a Pentecostes: Hoje começa a novena ao Espírito Santo


REDAÇÃO CENTRAL, 31 Mai. 19 / 06:00 am (ACI).- No dia 9 de junho, a igreja celebrará o Espírito Santo e, por isso, durante nove dias, os fiéis se preparam para Pentecostes, a grande Solenidade em honra à Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

A seguir, uma novena ao Espírito Santo, disponibilizada pelo portal ‘Canção Nova’:

Rezemos juntos a oração do Espírito Santo.

Orações iniciais para todos os dias

Deus meu, Deus de amor e de verdade. Senhor Jesus, Autor da santificação de nossas almas, eu, prostrado humildemente ante Vossa soberana Majestade, detesto, na amargura do meu coração, todos os meus pecados cometidos em ofensa a Vós, que é digno de ser amado sobre todas as coisas.

Oh, Bondade infinita, que jamais eu vos tivera ofendido!

Perdoai-me, Senhor, Deus de graça e de misericórdia, perdoai minhas contínuas infidelidades. Perdoai-me, ó Deus, por não ter tido valor para executar coisa boa alguma, depois de, tantas vezes, Vossa misericórdia e graça ter solicitado a mim, repreendido-me e inspirado-me amorosamente.

Pesa sobre mim o arrependimento da ingrata correspondência e indigna cegueira com que tenho resistido incessantemente a Vossos doces e divinos chamados. Mas proponho, firmemente, com Vosso auxílio, não ser rebelde a Vós e seguir, daqui em adiante, Vossas ternas inspirações com suma docilidade. Para este fim, iluminai-me!

Oh, Fonte de luz, fortalecei minha vontade, purificai meu coração, arrancai todos os meus pensamentos, desejos e afetos, e concedei-me ser digno de obter os frutos bem-aventurados que Vossos dons produzem nas almas que os possuem.

Concedei-me as graças que Vos peço, nesta novena, a fim de que, para maior glória Vossa, eu Vos veja, ame e adore sem fim. Amém.

Primeiro dia

Oh, Espírito Santo, Fonte Viva de divinas águas, que, na criação do mundo, santificastes as imensas águas que rodeavam o mundo e as águas do Jordão! No batismo de Jesus Cristo, Senhor nosso, eu Vos suplico que sejais, em meu Espírito, tão árido e seco, a Sagrada Fonte de água viva, que jamais se esgota e brota até a vida eterna.

A graça que Vos peço, nesta novena, é para maior glória Vossa e bem de minha alma. Amém!

Rezar 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria em honra à Santíssima Trindade

Segundo dia

Oh, Espírito Santo, fazendo sombra, com Vossa virtude altíssima, à puríssima Virgem Maria e, ao mesmo tempo, a transbordando de graça, fizeste, de um modo inefável e Onipotente, a obra infinita da Encarnação do Verbo Eterno no seio virginal de Vossa celestial Esposa.

Peço-Vos, nesta novena, fazei sombra à minha alma e concedei-me a graça necessária para que eu seja digno de receber o mesmo Verbo Divino feito Homem. Amém.

E a graça que Vos peço, nesta novena, é para maior glória Vossa e bem de minha alma. Amém!

Rezar 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria em honra à Santíssima Trindade

Terceiro dia

Oh, Espírito Santo, Celestial Pomba que, abrindo de par em par os céus, descestes sobre Jesus já batizado, no Jordão, simbolizando que, desde esse momento em que tomou a natureza humana, habitava n’Ele a plenitude da divindade.

Vinde sobre a mim, Espírito de Deus, que sou pobre e miserável, e enchei-me do dom de sabedoria, de conselho, entendimento e fortaleza, do dom de ciência, piedade e de temor a Deus. E que a graça que Vos peço, nesta novena, seja para maior glória Vossa e bem de minha alma. Amém.

Rezar 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria em honra à Santíssima Trindade

Quarto dia

Oh, Espírito Santo, que fazendo, no Tabor, sombra a Jesus transfigurado e glorioso, ilustrastes aquele santo monte e amparastes, em Seu excessivo temor aos apóstolos, comunicando-lhes, depois da Ascensão de Seu Divino Mestre, muita luz, fervor e graça; ilustrai, protegei e fecundai minha alma para que eu seja um discípulo digno de Jesus.

E a graça que Vos peço, nesta novena, seja para maior glória Vossa e bem de minha alma. Amém.

Rezar 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria em honra à Santíssima Trindade

Quinto dia

Oh, Espírito Santo, Suave Vento que teve o Cenáculo e deu força e valor aos corações de quantos Vos esperavam, orando fervorosamente unidos com alma e coração! Oh, Espírito de vida e amor, enchei de graça toda a casa de meu pequeno espírito, minha memória, entendimento e vontade.

E a graça que Vos peço, nesta novena, seja para maior glória Vossa e bem de minha alma. Amém.

Rezar 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria em honra à Santíssima Trindade

 Sexto dia

Oh, Espírito Santo, Luz claríssima que ilustrou o entendimento dos santos apóstolos, comunicando-lhes, como Sol divino, toda a luz que necessitavam para sua perfeição e para a conversão do mundo! Oh, Luz beatíssima, iluminai todos os lugares tenebrosos de meu interior para que Vos conheça e dê a conhecer a todo o mundo.

E a graça que Vos peço, nesta novena, seja para maior glória Vossa e bem de minha alma. Amém.

Rezar 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria em honra à Santíssima Trindade

Sétimo dia

Oh, Espírito Santo, Sagrado Fogo, que aparecendo visível aos apóstolos, no dia de Pentecostes, inflamastes divinamente o coração deles para que, abrasados em Vosso amor, incendiassem todo o mundo nas mesmas sagradas chamas. Acendei, em Vosso Santíssimo ardor, meu coração gelado, para que, abrasado meu espírito neles, acenda em Vosso divino amor a quantos pessoas eu conheça.

E a graça que Vos peço, nesta novena, seja para maior glória Vossa e bem de minha alma. Amém.

Rezar 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria em honra à Santíssima Trindade

Oitavo dia

Oh, Espírito Santo, caridade essencial, que difundiu Vossos divinos dons nos corações humanos, comunicando-lhes todas as divinas graças, que se incluem em nossos sete dons, e compreendem tudo o quanto necessita a vida espiritual, própria de cada um, e a qual desejais que se comunique a todos os homens:

Oh, Caridade Santíssima, infundi em meu coração tão pobre de Vossos sete dons e com eles publique Vossas grandezas.

Oh, Deus misericordioso, Vós que, antigamente, enchestes, neste dia, os peitos apostólicos de vossa graça, dai-nos Vossos divinos carismas, concedei-nos tempos tranquilos, confirmai as graças que Vos temos pedido nesta novena.

E a graça que Vos peço, nesta novena, seja para maior glória vossa e bem de minha alma. Amém.

Nono dia

Hoje, completaram-se os dias de Pentecostes. Aleluia! Hoje, reproduzem-se as felizes alegrias quando o Espírito Consolador baixou sobre Seus apóstolos. Aleluia!

Raiou, hoje, o resplendor do divino fogo, repousou o Espírito Santo em forma de línguas sobre eles. Aleluia! Hoje, concedeu-lhes palavras edificadoras, inflamou-os com Seu amor e os encheu de Seus inumeráveis carismas. Aleluia! Aleluia! Foram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em várias línguas. Aleluia!

Oh, Deus, que haveis instruído, neste dia, o coração dos fiéis com a ilustração do Espírito Santo, dai-me a graça de sentir retamente, com este mesmo Espírito, e aproveitar sempre de Sua consolação.

Por Jesus Cristo Senhor Nosso, Seu Filho, que vive contigo e reina na unidade do mesmo Espírito Santo, amém.

Oração final

Vem, oh, Criador Espírito!

Nossas almas visitai, nosso peito, que Vós criastes, enchei de graça celestial, pois sois Paráclito Espírito, dom do Pai celestial, fonte viva, sacrofogo, unção santa.

Em Seus dons setiformes, tal promessa paternal, dedo eterno de Deus Pai, nossas línguas inflamai. Ilustrai nossos sentidos, o coração inflamai, nossos corpos, que são fracos, com vossa virtude armai.

Apartai os inimigos, dai-nos a divina paz e sendo Vos nosso guia livrai-nos de toda maldade.

Por Vos ao Pai e ao Filho, nesta vida mortal convocamos, e cremos sempre em tua Divindade.

A Deus Pai seja glória, ao filho glória imortal e ao Espírito Paráclito por toda a eternidade. Amém.

Oração ao Espírito Santo

Diviníssimo consolador de minha alma, fogo, luz e celestial ardor dos corações humanos, se é para glória de vossa Majestade que eu consiga o que eu desejo e peço neste dia, digna-Vos conceder-me benignamente;

E senão dirigi meu pedido, dando-me as graças que tem de ser para vossa maior glória e bem da salvação de minha alma. Amém.

(Cada um se recolherá interiormente e pedirá a graça que mais necessite. Será concluido todos os dias com a antífona, verso, resposta e oração seguintes)

Antífona

Vos desejarei, aleluia;

Voe e venho a nós, aleluia;

E se alegrará nosso coração, aleluia, aleluia.

Enviai, Senhor, vosso Santo Espírito, e serão criados.

E renovareis a face da terra.

Oh! Deus que haveis instruído os corações dos fiéis com a ilustração do Espírito Santo; dai-nos o sentir retamente com este mesmo Espírito, e aproveitar sempre de sua consolação.

Por Jesus Cristo Senhor nosso, teu filho, que vive contigo e Reina na unidade do mesmo Espírito Santo, Deus por todos os séculos dos séculos. Amém.

Fonte: ACI digital



Homilia do Papa Francisco em Missa na Catedral católica de São José, na Romênia (31/05/2019)


Papa Francisco preside Missa na Catedral de São José, em Bucareste, Romênia. Foto: Captura YouTube

BUCAREST, 31 Mai. 19 / 01:03 pm (ACI).- O Papa Francisco presidiu sua primeira Missa na Romênia, país europeu de maioria ortodoxa, na Catedral católica de São José, em Bucareste, durante sua histórica viagem apostólica, que começou nesta sexta-feira, 31 de maio, e terminará no domingo, 2 de junho.

Ao comentar o Evangelho do dia, no qual se narra a passagem bíblica da visitação da Virgem Maria à sua prima Isabel, o Pontífice recordou a oração do Magnificat, na qual “Maria canta as maravilhas que o Senhor realizou na sua humilde serva, com o grande hino de esperança para aqueles que já não podem cantar porque perderam a voz”.

“Canto de esperança, que nos quer despertar também a nós convidando-nos a entoá-lo hoje por meio de três elementos preciosos que nascem da contemplação da primeira discípula: Maria caminha, Maria encontra, Maria rejubila”, explicou o Papa.

Nesse sentido, o Santo Padre destacou que “Maria caminha, encontra e rejubila, porque trouxe algo maior do que Ela: foi portadora de uma bênção” e incentivou a anunciar o Evangelho com alegria e sem medo. “Como Ela, não temamos, também nós, de ser portadores da bênção de que precisa a Romênia”, disse.

“Sede vós os promotores de uma cultura do encontro que desminta a indiferença e a divisão e permita a esta terra cantar, com força, as misericórdias do Senhor”, exortou o Papa, o qual recordou que a Virgem Maria “lembra-nos que Deus sempre pode fazer maravilhas, se permanecermos abertos a Ele e aos irmãos”.

A seguir, o texto completo da homilia do Papa Francisco:

O Evangelho que escutamos introduz-nos no encontro de duas mulheres que se abraçam e fazem transbordar tudo de felicidade e louvor: exulta de alegria o menino e Isabel bendiz a prima pela sua fé; Maria canta as maravilhas que o Senhor realizou na sua humilde serva, com o grande hino de esperança para aqueles que já não podem cantar porque perderam a voz... Canto de esperança, que nos quer despertar também a nós convidando-nos a entoá-lo hoje por meio de três elementos preciosos que nascem da contemplação da primeira discípula: Maria caminha, Maria encontra, Maria rejubila.

Maria caminha... de Nazaré até casa de Zacarias e Isabel: é a primeira das viagens de Maria que narra a Sagrada Escritura. A primeira de muitas. Irá da Galileia a Belém, onde nascerá Jesus; fugirá para o Egito, a fim de salvar o Menino de Herodes; além disso dirigir-Se-á cada ano a Jerusalém pela Páscoa, até à última em que seguirá o Filho até ao Calvário. Estas viagens têm uma caraterística: nunca foram caminhos fáceis, exigiram coragem e paciência. Dizem-nos que Nossa Senhora conhece as subidas, conhece as nossas subidas: é nossa irmã no caminho. Especialista em trabalhar duro, sabe como tomar-nos pela mão nas asperezas, quando nos encontramos perante as viragens mais acentuadas da vida. Como boa mãe, Maria sabe que o amor se concretiza nas pequenas coisas diárias. Amor e inventiva materna, capaz de transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura (cf. FRANCISCO, Exort. ap. Evangelii gaudium, 286). Contemplar Maria permite-nos estender o olhar sobre tantas mulheres, mães e avós destas terras que, com sacrifício sem alarde, abnegação e empenho moldam o presente e tecem os sonhos do futuro. Doação silenciosa, tenaz e despercebida, que não tem medo de «arregaçar as mangas» e carregar as dificuldades aos ombros para levar por diante a vida dos seus filhos e de toda a família, esperando «para além do que se podia esperar» (Rm 4, 18). Permanece inesquecível o fato de um forte sentido de esperança que vive e pulsa no vosso povo para além de todas as condições que possam ofuscá-la ou procurem extingui-la. Olhando Maria e tantos rostos maternos, experimenta-se e alarga-se o espaço à esperança (cf. Documento de Aparecida, 536), que gera e abre o futuro. Digamo-lo com força: no nosso povo, há espaço para a esperança. Por isso, Maria caminha e convida-nos a caminhar juntos.

Maria encontra Isabel (cf. Lc 1, 39-56), já de idade avançada (cf. Lc 1, 7). Mas é ela, a idosa, que fala de futuro, que profetiza: «cheia do Espírito Santo» (Lc 1, 41), proclama Maria «feliz» porque acreditou (cf. Lc 1, 45), antecipando a última bem-aventurança dos Evangelhos: felizes os que creem (cf. Jo 20, 29). E assim a jovem vai ao encontro da idosa procurando as raízes, e a idosa renasce e profetiza acerca da jovem, dando-lhe futuro. Assim se encontram jovens e anciãos, abraçam-se e cada um é capaz de despertar o melhor do outro. É o milagre suscitado pela cultura do encontro, na qual ninguém é descartado nem rotulado; antes pelo contrário, todos são procurados, porque necessários para fazer transparecer o rosto do Senhor. Não têm medo de caminhar juntos e, quando isto acontece, Deus chega e realiza prodígios no seu povo. Com efeito, é o Espírito Santo que nos encoraja a sair de nós mesmos, dos nossos fechamentos e particularismos, para nos ensinar a olhar para além das aparências e oferecer-nos a possibilidade de dizer bem dos outros – «bendizê-los» –, especialmente de tantos irmãos nossos que ficaram expostos às intempéries, talvez privados não apenas de um teto ou de um bocado de pão, mas sobretudo da amizade e do calor de uma comunidade que os abrace, proteja e acolha. Cultura do encontro que nos impele, a nós cristãos, a experimentar o milagre da maternidade da Igreja que procura, defende e une os seus filhos. Na Igreja, quando se encontram ritos diferentes, quando em primeiro lugar não vêm as próprias afiliações, o próprio grupo ou a própria etnia, mas o Povo que, junto, sabe louvar a Deus, então acontecem grandes coisas. Digamo-lo com força: felizes os que creem (cf. Jo 20, 19) e têm a coragem de criar encontro e comunhão.

Maria, que caminha e encontra Isabel, lembra-nos onde Deus quis habitar e viver, qual é o seu santuário e onde podemos auscultar as palpitações do seu coração: no meio do seu Povo. Lá habita, lá vive, lá nos espera. Sintamos dirigido a nós o convite do profeta a não temer, a não cruzar os braços, porque o Senhor, nosso Deus, está no meio de nós, é um salvador poderoso (cf. Sof 3, 16-17). Este é o segredo do cristão: Deus está no meio de nós como poderoso salvador. Esta certeza – como sucedeu com Maria – permite-nos cantar e exultar de alegria. Maria rejubila, porque é a portadora do Emanuel, do Deus conosco. «Ser cristão é alegria no Espírito Santo» (FRANCISCO, Exort. ap. Gaudete et exsultate, 122). Sem alegria, permanecemos paralisados, escravos das nossas tristezas. Muitas vezes, o problema da fé não é tanto a falta de meios e estruturas, de quantidade, nem sequer a presença de quem não nos aceita; o problema da fé é a falta de alegria. A fé vacila, quando nos arrastamos na tristeza e no desânimo. Quando vivemos na desconfiança, fechados em nós mesmos, contradizemos a fé, porque, em vez de nos sentirmos filhos pelos quais Deus faz grandes coisas (cf. Lc 1, 49), reduzimos tudo à medida dos nossos problemas e esquecemo-nos de que não somos órfãos: temos no meio de nós um Pai, salvador e poderoso. Maria vem em nossa ajuda, porque, em vez de reduzir, magnifica, isto é, «engrandece» o Senhor, louva a sua grandeza. Aqui está o segredo da alegria. Maria, pequena e humilde, parte da grandeza de Deus e, apesar dos seus problemas que não eram poucos, permanece na alegria, porque em tudo confia no Senhor. Lembra-nos que Deus sempre pode fazer maravilhas, se permanecermos abertos a Ele e aos irmãos. Pensemos nas grandes testemunhas destas terras! Pessoas simples, que confiaram em Deus no meio das perseguições. Não colocaram a sua esperança no mundo, mas no Senhor, e assim continuaram para diante. Quero agradecer a estes vencedores humildes, a estes santos de ao pé da porta que nos apontam o caminho. As suas lágrimas não foram estéreis, foram oração que subiu ao Céu e irrigou a esperança deste povo.

Amados irmãos e irmãs, Maria caminha, encontra e rejubila, porque trouxe algo maior do que Ela: foi portadora de uma bênção. Como Ela, não temamos, também nós, de ser portadores da bênção de que precisa a Romênia. Sede vós os promotores de uma cultura do encontro que desminta a indiferença e a divisão e permita a esta terra cantar, com força, as misericórdias do Senhor.


Fonte: ACI digital



Discurso do Papa Francisco ao Patriarca Daniel e Sínodo da Igreja Ortodoxa da Romênia (31/05/2019)

Papa Francisco pronuncia discurso ao Patriarca Daniel da Igreja Ortodoxa da Romênia. Foto: Captura de Youtube

BUCAREST, 31 Mai. 19 / 11:01 am (ACI).- O Papa Francisco realizou uma histórica visita aos líderes da Igreja Ortodoxa da Romênia, em Bucareste, durante seu primeiro dia da viagem apostólica a este país europeu.

Após se reunir com o Patriarca Daniel em privado, o Santo Padre encontrou o Sínodo permanente da Igreja Ortodoxa Romena no Palácio do Patriarcado, aos quais incentivou a “caminhar juntos” contra “a cultura do ódio” e do individualismo.

Em seu discurso, o Pontífice assinalou que “precisamos de nos ajudar a não ceder às seduções de uma ‘cultura do ódio’ e do individualismo que, embora talvez já não seja ideológica como nos tempos da perseguição ateia, todavia é mais persuasiva e igualmente materialista”.

Assim, o Papa Francisco incentivou a Igreja Ortodoxa a caminhar juntos em favor da sociedade e da família, para “sair ao encontro das fadigas dos nossos irmãos e irmãs, especialmente os mais jovens, não desanimados e nostálgicos como os discípulos de Emaús, mas com o desejo de comunicar Jesus Ressuscitado, coração da esperança”.

“Precisamos de voltar a escutar, juntamente com o irmão, as palavras do Senhor, para que o coração se inflame conjuntamente e não enfraqueça o anúncio”, expressou.

A seguir, o texto completo do discurso do Papa Francisco:

Beatitude, venerados Metropolitas e Bispos do Santo Sínodo,

Cristos a înviat! [Cristo ressuscitou!] A ressurreição do Senhor é o coração da proclamação apostólica, transmitida e guardada pelas nossas Igrejas. No dia de Páscoa, os Apóstolos ficaram cheios de alegria ao ver o Ressuscitado (cf. Jo 20, 20). Neste tempo de Páscoa, rejubilo também eu ao contemplar um reflexo disso mesmo nos vossos rostos, queridos Irmãos. Há vinte anos, diante deste Sínodo, disse o Papa João Paulo II: «Vim contemplar o Rosto de Cristo esculpido na vossa Igreja; vim venerar este Rosto sofredor, penhor duma esperança renovada» [Discurso ao Patriarca Teoctist e ao Santo Sínodo, 8/V/1999, n. 3: Insegnamenti di Giovanni Paolo II XXII/1 (1999), 938]. Também eu, desejoso de ver o rosto do Senhor no rosto dos irmãos, vim aqui, peregrino, para vos ver; de coração, agradeço a vossa recepção.

Os vínculos de fé que nos unem, remontam aos Apóstolos, testemunhas do Ressuscitado, em particular ao laço que unia Pedro e André, o qual – segundo a tradição – trouxe a fé a estas terras. Irmãos de sangue (cf. Mc 1, 16), foram-no também e de forma singular ao derramarem o seu sangue pelo Senhor. Lembram-nos que existe uma fraternidade do sangue que nos antecede e que ao longo dos séculos, como uma silenciosa corrente vivificante, nunca cessou de irrigar e sustentar o nosso caminho.

Aqui – como em tantos outros lugares, nos nossos dias – experimentastes a Páscoa de morte e ressurreição: muitos filhos e filhas deste país, de várias Igrejas e comunidades cristãs, sofreram a sexta-feira da perseguição, atravessaram o sábado do silêncio, viveram o domingo do renascimento. Quantos mártires e confessores da fé! Em tempos recentes, muitos de diferentes Confissões encontraram-se lado a lado nas prisões, sustentando-se mutuamente. O seu exemplo está hoje diante de nós e das novas gerações que não conheceram aquelas condições dramáticas. Aquilo por que sofreram, até dar a vida, é uma herança demasiado preciosa para ser esquecida ou aviltada. E é uma herança comum, que nos chama a não nos distanciarmos do irmão que a partilha. Unidos a Cristo no sofrimento e na aflição, unidos por Cristo na Ressurreição, para que «também nós caminhemos numa vida nova» (Rm 6, 4).

Beatitude, Irmão querido, há vinte anos o encontro entre os nossos Predecessores foi um dom pascal, um acontecimento que contribuiu não só para o reflorescimento das relações entre ortodoxos e católicos na Romênia, mas também para o diálogo entre católicos e ortodoxos em geral. Aquela viagem – a primeira que um bispo de Roma dedicava a um país de maioria ortodoxa – abriu o caminho para outros eventos semelhantes. O meu pensamento dirige-se para o Patriarca Teoctist, de grata memória. Como não recordar o grito «unitate, unitate!» que se levantou, espontâneo, aqui em Bucareste naqueles dias? Foi um anúncio de esperança nascido do Povo de Deus, uma profecia que inaugurou um tempo novo: o tempo de caminhar juntos na redescoberta e avivamento da fraternidade que já nos une.

Caminhar juntos com a força da memória. Não a memória dos agravos sofridos e infligidos, dos juízos e preconceitos, que nos fecham num círculo vicioso e levam a atitudes estéreis, mas a memória das raízes: os primeiros séculos em que o Evangelho, anunciado com audácia e espírito de profecia, encontrou e iluminou novos povos e culturas; os primeiros séculos dos mártires, dos Santos Padres e dos confessores da fé, da santidade diariamente vivida e testemunhada por tantas pessoas simples que partilham o mesmo Céu. Graças a Deus, as nossas raízes apresentam-se sãs e firmes e, embora o crescimento tenha conhecido as distorções e os transes do tempo, somos chamados – como o salmista – a conservar grata recordação de tudo aquilo que operou em nós o Senhor, a elevar-Lhe um hino de louvor de uns pelos outros (cf. Sal 77, 6.12-13). A lembrança dos passos que demos juntos encoraja-nos a continuar rumo ao futuro com a consciência – certamente – das diferenças, mas sobretudo na ação de graças dum ambiente familiar que deve ser redescoberto, na memória de comunhão que se deve reavivar, que como lâmpada projete luz sobre os passos do nosso caminho.

Caminhar juntos na escuta do Senhor. Serve-nos de exemplo aquilo que o Senhor fez no dia de Páscoa, ao caminhar com os discípulos pela estrada de Emaús. Estes falavam de tudo o que sucedera, das suas preocupações, dúvidas e questões. O Senhor escutou-os pacientemente e conversou francamente com eles, ajudando-os a entender e discernir os acontecimentos (cf. Lc 24, 15-27).

Também nós precisamos de escutar juntos o Senhor, sobretudo nestes últimos tempos em que as estradas do mundo levaram a rápidas mudanças sociais e culturais. Muitos beneficiaram do desenvolvimento tecnológico e do bem-estar econômico, mas a maioria permaneceu inexoravelmente excluída, ao mesmo tempo que uma globalização niveladora contribuiu para erradicar os valores dos povos, enfraquecendo a ética e a convivência, inquinada nos últimos anos por uma difusa sensação de medo, muitas vezes pilotado, que leva a atitudes de fechamento e ódio.

Precisamos de nos ajudar a não ceder às seduções duma «cultura do ódio» e do individualismo que, embora talvez já não seja ideológica como nos tempos da perseguição ateia, todavia é mais persuasiva e igualmente materialista. Muitas vezes apresenta como caminho de desenvolvimento aquilo que aparece imediato e resolutivo, mas na realidade é indiferente e superficial. A fragilidade dos laços, que acaba por isolar as pessoas, repercute-se particularmente na célula fundamental da sociedade, a família, e pede-nos o esforço de sair ao encontro das fadigas dos nossos irmãos e irmãs, especialmente os mais jovens, não desanimados e nostálgicos como os discípulos de Emaús, mas com o desejo de comunicar Jesus Ressuscitado, coração da esperança. Precisamos de voltar a escutar, juntamente com o irmão, as palavras do Senhor, para que o coração se inflame conjuntamente e não enfraqueça o anúncio (cf. Lc 24, 32.35).

O caminho alcança a meta, como em Emaús, através da súplica insistente ao Senhor para que fique conosco (cf. Lc 24, 28-29). Revelando-Se ao partir o pão (cf. Lc 24, 30-31), Ele chama-nos à caridade: a servir juntos, a «dar Deus» antes de «dizer Deus»; a não nos mostrarmos passivos no bem, mas prontos a levantar-nos e partir, ativos e colaboradores (cf. Lc 24, 33). Neste sentido, dão-nos exemplo as várias comunidades ortodoxas romenas, que colaboram de forma excelente com as numerosas dioceses católicas da Europa ocidental, onde estão presentes. Em muitos casos, desenvolveu-se uma relação de mútua confiança e amizade, alimentada por gestos concretos de hospitalidade, apoio e solidariedade. Deste modo, frequentando-se mutuamente, muitos católicos e ortodoxos romenos descobriram que não são estranhos, mas irmãos e amigos.

Caminhar juntos para um novo Pentecostes. O trajeto que nos espera estende-se da Páscoa ao Pentecostes: daquela aurora pascal da unidade, surgida aqui há vinte anos, encaminhamo-nos para um novo Pentecostes. Para os discípulos, a Páscoa marcou o início dum novo caminho, do qual, porém, não tinham desaparecido temores e incertezas. Foi assim até ao Pentecostes quando – reunidos à volta da Santa Mãe de Deus – os Apóstolos, num só Espírito e numa pluralidade e riqueza de línguas, testemunharam o Ressuscitado com a palavra e a vida.

O nosso caminho partiu da certeza de ter ao lado o irmão que partilha a fé fundada na ressurreição do mesmo Senhor. Da Páscoa ao Pentecostes: tempo de nos recolhermos em oração sob a proteção da Santa Mãe de Deus, tempo de invocar o Espírito uns para os outros. Que nos renove o Espírito Santo, que desdenha a uniformidade e gosta de plasmar a unidade na mais bela e harmoniosa diversidade. O seu fogo consuma as nossas desconfianças; o seu vento varra as reticências que nos impedem de testemunhar juntos a vida nova que nos dá. Que Ele, artífice de fraternidade, nos dê a graça de caminhar juntos. Ele, criador da novidade, nos faça corajosos em experimentar caminhos inéditos de partilha e missão. Que Ele, força dos mártires, nos ajude a não tornar infecundo o seu sacrifício.

Amados Irmãos, caminhemos juntos para louvor da Santíssima Trindade e para benefício mútuo, a fim de ajudar os nossos irmãos a verem Jesus. Renovo-vos a minha gratidão e asseguro-vos o afeto, a amizade e a oração meus e da Igreja Católica.


Fonte: ACI digital



Discurso do Papa diante de autoridades, sociedade civil e diplomatas na Romênia (31/05/2019)

Papa pronuncia seu discurso diante das autoridades romenas. Foto: Andrea Gagliarducci / ACI Prensa

BUCAREST, 31 Mai. 19 / 09:25 am (ACI).- O Papa Francisco pronunciou diante das autoridades, da sociedade civil e do corpo diplomático acreditado na Romênia o primeiro discurso de sua viagem apostólica a este país, que está realizando desde a manhã desta sexta-feira até o próximo domingo, 2 de junho. É a sua 30ª viagem.

Em seu discurso, o Santo Padre assegurou que, na Romênia, “a Igreja Católica não é estranha, mas plenamente participante do espírito nacional, como mostra a participação dos seus fiéis na formação do destino da nação, na criação e desenvolvimento de estruturas de educação integral e formas de assistência próprias de um Estado moderno. Por isso deseja dar o seu contributo para a construção da sociedade e da vida civil e espiritual na vossa formosa terra da Romênia”.

A seguir, o texto completo do discurso do Papa Francisco:

Senhor Presidente,
Senhora Primeiro-Ministro,
Beatitude,
Ilustres Membros do Corpo Diplomático,
Distintas Autoridades,
Representantes das várias Confissões Religiosas e da sociedade civil,
Queridos irmãos e irmãs!

Dirijo uma cordial saudação e os meus agradecimentos ao senhor Presidente e à senhora Primeiro-Ministro pelo convite para visitar a Romênia e as amáveis expressões de boas-vindas que o senhor Presidente me dirigiu em nome próprio e também das outras autoridades da nação e do vosso amado povo. Saúdo os membros do Corpo Diplomático e os expoentes da sociedade civil aqui reunidos.

Com deferência, apresento as minhas saudações a Sua Beatitude o Patriarca Daniel, estendendo-as aos Metropolitas e Bispos do Santo Sínodo e a todos os fiéis da Igreja Ortodoxa Romena. Saúdo com afeto os Bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e todos os membros da Igreja Católica, que venho confirmar na fé e encorajar no seu caminho de vida e testemunho cristãos.

Estou feliz por me encontrar na vossa ţară frumoasă [terra formosa], vinte anos depois da visita de São João Paulo II e no semestre em que a Romênia – pela primeira vez desde que começou a fazer parte da União Europeia – preside ao Conselho Europeu.

Trata-se de um momento propício para uma vista de conjunto aos trinta anos passados desde que a Romênia se libertou dum regime que oprimia a sua liberdade civil e religiosa e a isolava dos outros países europeus levando-a também à estagnação da sua economia e ao exaurimento das suas forças criativas. Durante este período, a Romênia empenhou-se na construção dum projeto democrático através do pluralismo das forças políticas e sociais e do seu diálogo mútuo, através do reconhecimento fundamental da liberdade religiosa e da plena integração do país no mais amplo cenário internacional.

É importante reconhecer os numerosos passos realizados neste caminho, mesmo no meio de grandes dificuldades e privações. A vontade de progredir nos vários campos da vida civil, social e científica pôs em movimento tantas energias e projetação, libertou inúmeras forças criativas que antes estavam prisioneiras e deu novo impulso às múltiplas iniciativas empreendidas, transportando o país para o século XXI. Encorajo-vos a prosseguir no trabalho de consolidar as estruturas e as instituições que são necessárias não só para dar resposta às justas aspirações dos cidadãos, mas também para estimular o vosso povo permitindo-lhe expressar todo o potencial e engenho de que sabemos ser capaz.

Ao mesmo tempo é preciso reconhecer que as transformações, tornadas necessárias pela abertura duma nova era, acarretaram consigo – juntamente com as conquistas positivas – o aparecimento de inevitáveis obstáculos que se devem superar e de consequências para a estabilidade social e a própria administração do território nem sempre fáceis de gerir.

Penso, em primeiro lugar, no fenômeno da emigração, que envolveu vários milhões de pessoas que deixaram a casa e a pátria à procura de novas oportunidades de trabalho e de uma vida digna. Penso no despovoamento de tantas aldeias, que em poucos anos viram partir uma parte considerável dos seus habitantes; penso nas consequências que tudo isto pode ter sobre a qualidade da vida em tais terras e no enfraquecimento das vossas raízes culturais e espirituais mais ricas que vos sustentaram nas adversidades.

Presto homenagem aos sacrifícios de tantos filhos e filhas da Romênia que enriquecem os países para onde emigraram, com a sua cultura, o seu património de valores e o seu trabalho e, com o fruto do seu empenho, ajudam a família que ficou na própria pátria.

Pensar nos irmãos e irmãs que estão no exterior é um ato de patriotismo. É um ato de irmandade. É um ato de justiça. Continuem fazendo isso.

Para enfrentar os problemas desta nova fase histórica, individuar soluções eficazes e encontrar a força para as concretizar, é preciso aumentar a colaboração positiva das forças políticas, econômicas, sociais e espirituais; é necessário caminhar juntos e que todos se comprometam, convictamente, a não renunciar à vocação mais nobre a que deve aspirar um Estado: ocupar-se do bem comum do seu povo.

Caminhar juntos, como forma de construir a história, requer a nobreza de renunciar a algo da própria visão ou do próprio interesse específico em favor dum desígnio mais amplo, de modo a criar uma harmonia que permita avançar seguros rumo a objetivos compartilhados.

Assim, pode-se construir uma sociedade inclusiva, na qual cada um, disponibilizando os seus próprios talentos e competências através duma educação de qualidade e dum trabalho criativo, participativo e solidário (cf. FRANCISCO, Exort. ap. Evangelii gaudium, 192), se torne protagonista do bem comum; uma sociedade onde os mais fracos, os mais pobres e os últimos sejam vistos, não como indesejados nem como obstáculos que impedem a «máquina» de singrar, mas como cidadãos e irmãos que se hão de inserir a pleno título na vida civil; mais, temos neles o melhor aferimento da real bondade do modelo de sociedade que se está a construir: com efeito, quanto mais uma sociedade toma a peito a sorte dos mais desfavorecidos, tanto mais se pode dizer verdadeiramente civil.

É preciso que tudo isto tenha uma alma, um coração e uma direção clara de marcha, imposta, não por considerações extrínsecas nem pelo crescente poder dos centros da alta finança, mas pela consciência da centralidade da pessoa humana e dos seus direitos inalienáveis (cf. ibid., 203).

Para um desenvolvimento sustentável harmonioso, para a implementação concreta da solidariedade e da caridade, para a sensibilização das forças sociais, civis e políticas ao bem comum, não é suficiente atualizar as teorias econômicas, nem bastam – apesar de necessárias – as técnicas e capacidades profissionais. Com efeito, trata-se de desenvolver, juntamente com as condições materiais, a alma do vosso povo.

Neste sentido, as Igrejas cristãs podem ajudar a reencontrar e alentar o coração pulsante donde fazer  fluir uma ação política e social que parta da dignidade da pessoa e leve a empenhar-se, leal e generosamente, pelo bem comum da coletividade. Ao mesmo tempo, as Igrejas cristãs esforçam-se por se tornar um reflexo credível e um testemunho fascinante da ação de Deus, promovendo entre si uma verdadeira amizade e colaboração.

A Igreja Católica quer colocar-se neste sulco, quer dar o seu contributo para a construção da sociedade, deseja ser sinal de harmonia, esperança de unidade e colocar-se ao serviço da dignidade humana e do bem comum. Pretende colaborar com as autoridades, com as outras Igrejas e com todos os homens e mulheres de boa vontade para caminhar juntos e pôr os próprios talentos ao serviço de toda a comunidade.

A Igreja Católica não é estranha, mas plenamente participante do espírito nacional, como mostra a participação dos seus fiéis na formação do destino da nação, na criação e desenvolvimento de estruturas de educação integral e formas de assistência próprias de um Estado moderno. Por isso deseja dar o seu contributo para a construção da sociedade e da vida civil e espiritual na vossa formosa terra da Romênia.

Senhor Presidente, ao formular votos de prosperidade e paz para a Romênia, invoco sobre a sua pessoa e família, sobre os presentes bem como sobre toda a população do país a abundância das bênçãos divinas.

Deus abençoe a Romênia!


Fonte: ACI digital



Os apóstolos se sentiram tristes na Ascensão do Senhor?

"A Ascensão". Crédito: Giotto di Bondone (1266-1337)

REDAÇÃO CENTRAL, 30 Mai. 19 / 07:00 pm (ACI).- Os apóstolos acompanharam Jesus durante três anos, durante os quais cultivaram uma amizade pessoal com Ele, sendo abençoados sem medida. É por isso que a perda mais terrível de suas vidas ocorreu na Sexta-feira Santa, quando Jesus morreu na cruz.

No entanto, como recorda um blog publicado pelo escritor John Clark em ‘National Catholic Register’, em dois dos seus sermões sobre a Ascensão do Senhor, o Papa Leão I, "O Magno", comentou que a Ascensão foi um momento de alegria para os apóstolos, e não de tristeza.

"E, portanto, os apóstolos mais abençoados e todos os discípulos, que se tinham se sentido desorientados por sua morte na cruz, mas voltaram ao crer em sua ressurreição, ficaram tão fortalecidos pela clareza da verdade, que quando o Senhor entrou nas alturas do céu, a tristeza não lhes afetou, e eles ficaram cheios de uma grande alegria", afirmou o Papa.

Como se recorda, naqueles dias os apóstolos restantes, com exceção de João, se viram obrigados a refletir sobre o fato de que não estiveram presentes durante a Paixão e Crucificação do Senhor.

Por isso que os apóstolos ansiavam por ver Jesus novamente, para prostrar-se em seus pés e pedir o perdão de seu Amigo. Tiveram a oportunidade.

Jesus ressuscitou dos mortos e depois apareceu a eles, e podemos acreditar que o amor e o carinho deles por Cristo foram mais fortes do que nunca nestes dias após a Ressurreição.

No entanto, o tempo com Ele foi curto, porque apenas algumas semanas depois, Jesus ascendeu ao céu. Os apóstolos também sabiam que Jesus estava enviando o Espírito Santo, que os consolaria. Em sua ascensão, Jesus não os abandonava; Ele estava preparando um lugar para eles no Céu, onde não há tristeza, mas apenas felicidade.

O Papa Leão I comentou que "o motivo de sua alegria foi tão grande e impronunciável quando, à vista da multidão santa, acima da dignidade de todos os seres celestiais, a Natureza da humanidade subiu para passar sobre as filas dos anjos e subir além das alturas dos arcanjos".

“Não foi apenas a fé dos apóstolos que foi confirmada pela Ascensão, mas os apóstolos finalmente entenderam as palavras de Jesus: ‘Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e vos tomarei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais'(João 14,3)”, refletiu.

Nesse sentido, de acordo com o Papa Leão I, os apóstolos foram revitalizados com alegria.

Santo Tomás de Aquino disse que um dos efeitos da Ascensão é dar esperança: "Ao colocar no Céu a natureza humana que Ele assumiu, Cristo nos deu a esperança de ir para lá", expressou o santo.

"Fomos criados por Deus para compartilhar sua felicidade eterna. Além disso, devemos nos alegrar porque Jesus ainda está conosco no Santíssimo Sacramento. E assim, o que até então era visível do nosso Redentor se converteu em uma presença sacramental", recordou o Pontífice.

Da mesma forma, o Papa ressaltou que Jesus ascendeu para preparar um lugar para todos aqueles que o amam, isso deve ser lembrado "quando os problemas do mundo nos angustiam, quando somos tentados pela tristeza".

"Quando parece que o mal foi vitorioso, que o diabo venceu de alguma forma, devemos nos lembrar da Ascensão como prova de que Cristo venceu. De fato, Ele conquistou o mundo. E conquistou o mal", afirmou.

Como aconselhou o Papa Leão I, "e assim, amadíssimos amores, alegremo-nos com alegria espiritual, e demos graças a Deus e elevemos os olhos de nossos corações sem impedimentos para as alturas de onde Cristo está".

Este domingo da Ascensão deve ser um momento de grande alegria e esperança para todos os membros do Corpo Místico de Cristo, assim como para lembrar que todos somos chamados ao Céu.

Publicado originalmente em NCR.

Fonte: ACI digital



Hoje a Igreja celebra a Visitação da Virgem Maria (31 de maio)


REDAÇÃO CENTRAL, 31 Mai. 19 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 31 de maio, o calendário litúrgico recorda a celebração da Festa da Visitação da Virgem Maria, oficialmente instituída pelo Papa Urbano VI em 1389. Durante esta visita, Maria recitou o cântico de louvor conhecido como o Magnificat.

A Santíssima Virgem Maria, depois de ouvir do anjo Gabriel que sua prima Isabel estava esperando um filho, foi para ajudá-la e assim levar-lhe as graças e bênçãos do Filho de Deus que havia se encarnado Nela.

Além disso, Maria não foi como rainha ou senhora, mas como serva humilde e fraterna, sempre disposta a atender a todos que necessitavam.

São João Paulo II, em sua catequese de 2 de outubro de 1996, assinalou que “a direção da viagem da Virgem Santíssima é particularmente significativa: será da Galileia à Judeia, como o caminho missionário de Jesus”. Ele mencionou que “Isabel, com sua exclamação cheia de admiração, nos convida a apreciar tudo o que a presença da Virgem traz como um dom para a vida de cada crente”.

O Papa emérito Bento XVI, em suas palavras de 31 de maio de 2011, disse que “ao meditar hoje a Visitação de Maria, refletimos precisamente sobre essa coragem da fé. Aquela a quem Isabel acolhe em casa é a Virgem que ‘acreditou’ no anúncio do anjo e respondeu com fé, aceitando com coragem o projeto de Deus para sua vida e acolhendo desta forma em si mesma a Palavra eterna do Altíssimo”.

O Papa Francisco, na sua reflexão de 31 de maio de 2013, disse que Maria “enfrenta o caminho de sua vida, com grande realismo, humanidade, concretude” e sublinhou que “três palavras resumem a atitude de Maria: escuta, decisão, ação; palavras que indicam um caminho também para nós frente ao que o Senhor nos pede na vida”.


Fonte: ACI digital



quinta-feira, 30 de maio de 2019

10 conselhos práticos para a luta diária contra o demônio

A tentação de Cristo de Félix Joseph Barrias / Crédito: Wikimedia Commons

REDAÇÃO CENTRAL, 30 Mai. 19 / 05:00 pm (ACI).- Há algum tempo, exorcista da Igreja Católica têm denunciado o aumento da atividade demoníaca e, por isso, pedem constantemente aos fiéis que se afastem do mal e do pecado, aproveitando o que Deus oferece para proteger o homem.

O ‘National Catholic Register’ reuniu vários conselhos sobre como prevenir o mal, com base em duas entrevistas com Mons. John Esseff, sacerdote da Diocese de Scranton (Pensilvânia), exorcista há mais de 40 anos; e com o Bispo de Springfield, Dom Thomas Paprocki.

A seguir, 10 conselhos práticos que compartilharam aos fiéis:

1. Odiar o pecado e se manter afastado do mal

Mons. Eseff indicou que “o trabalho habitual do demônio é o pecado” e “provoca a morte das almas”, portanto, sempre deve ser rechaçado.

“É melhor se proteger do mal do que tentar se livrar dele. Depois que ele abre uma porta, nem sempre pode ser fechada por conta própria”, acrescentou.

2. Nunca falar diretamente com o demônio

Deve-se entender que a batalha espiritual não é uma luta entre duas pessoas iguais. Somente em um exorcismo, o sacerdote fala com o demônio, mas requer uma permissão do bispo local para ter toda a autoridade da Igreja.

“Um leigo deve se dirigir somente a Deus, pois pode se envolver em problemas falando com o demônio”, explicou Dom Paprocki.

3. Reconhecer como o demônio trabalha

“A possessão é o trabalho extraordinário do diabo e é muito raro (embora a obsessão, a opressão, a infestação sejam mais comuns). Seu trabalho ordinário é a tentação e enfrentamos a tentação todos os dias”, afirma Dom Paprocki.

Por sua parte, Mons. Esseff, explica que “o poder de Satanás aumenta quando as pessoas não acreditam que ele é real. Deus é ‘Eu sou o que sou’, mas o diabo quer ser: ‘Eu sou o que não é’”.

4. Ter uma vida sacramental

Mons. Esseff destacou que depois que a confissão deixa de ser frequente, “a atividade de Satanás aumenta. Para diminuir a obra de Satanás, é necessário se confessar com mais frequência. A confissão é mais poderosa do que um exorcismo. A primeira é um sacramento e a outra é uma bênção”.

“A melhor maneira de nos proteger do mal é através dos sacramentos, porque foram instituídos por Jesus Cristo e nos enchem de graça para nos proteger e nos aproximar de Deus”, acrescentou Dom Paprocki.

5. Usar sacramentais

Pode-se usar sacramentais como a água benta, os terços, os escapulários e outros artigos religiosos porque “foram dados pela Igreja pela inspiração do Espírito Santo”.

“São formas que nos ajudam a ser santos”, indicou Dom Paprocki.

6. Pedir ajuda a Deus na oração

“Vocês devem dizer e fazer coisas de maneira diferente de como lhes indica a sua natureza. É a natureza humana que cai novamente nos hábitos antigos. As pessoas precisam procurar a Deus e rezar pela graça. Então, devem estar prontos para aceitar estas graças e se esforçarem por tomar boas decisões”, explicou Mons. Esseff.

Ambos os exorcistas recomendaram orações de proteção como o “Pai-Nosso”, o “Credo dos Apóstolos”, o “Credo Niceno-Constantinopolitano”, “A couraça da São Patrício” ou a São Miguel Arcanjo.

Também recordaram pedir a intercessão de Maria Santíssima e dos santos.

7. Abençoar o lar

“Podemos pedir para que um sacerdote abençoe a nossa casa e use orações menores de exorcismo. Um exorcismo menor não precisa de permissão do bispo para ser realizada”, sublinhou Dom Paprocki.

8. Consultar um sacerdote, caso necessite de ajuda

Mons. Esseff afirmou que, “quando um sacerdote reza e dá a sua bênção, está agindo na pessoa de Jesus Cristo, que é poderoso. Quando entro em uma sala, o diabo vê Jesus Cristo”.

9. Perseverar na leitura espiritual

Ler a Bíblia todos os dias. Além disso, os exorcistas recomendaram alguns livros católicos como o “Um Manual para a Guerra Espiritual”, de Paul Thigpen, e “Orações de Libertação”, de Pe. Chad Ripperger.

10. Visitar Deus no Santíssimo Sacramento

É importante dedicar um tempo para forcar-se somente na adoração a Deus, agradecer e pedir a sua ajuda para crescer com a graça. Recomenda-se participar da Hora Santa, pelo menos uma vez por semana.


Fonte: ACI digital



Polônia: a história do padre Michał Łos que comove o mundo


Exemplo de fé: polonês MIkhal Los, paciente terminal ordenado sacerdote 

O vídeo da primeira Missa celebrada pelo padre Michał Łos, de 31 anos, viralizou nas redes sociais, com mais de 350 mil visualizações. Paciente terminal, internado no hospital militar de Varsóvia, emitiu os votos perpétuos como Filho da Divina Providência (Dom Orione) na última quinta-feira. Foi ordenado diácono e sacerdote, graças às dispensas concedidas pelo Papa Francisco

"Nada poderá jamais me separar do amor de Jesus Cristo", disse o jovem padre Michał Łos: um verdadeiro "programa de fé" anunciado de seu leito no hospital, durante a celebração de sua primeira Missa.

Na redes sociais, sua história rapidamente deu a volta ao mundo, porque padre Michał Los está hospitalizado devido a uma doença grave que, segundo os médicos, deixa pouca esperança. E foi justamente dentro do hospital que padre Michał Łos, clérigo orionita no momento da admissão, fez sua profissão religiosa perpétua na Congregação dos Filhos da Divina Providência, unindo-se à Província "Nossa Senhora de Czestochowa".

Seu maior sonho, de fato, era poder celebrar a Santa Missa, para estar ainda mais unido a Cristo. E foi o Papa Francisco quem concedeu todas as dispensas necessárias para sua ordenação diaconal e sacerdotal, de modo a permitir que padre Michał Łos realizasse seu sonho.

Os frutos do seu testemunho

Seu testemunho de força e fé imediatamente deu frutos: muitos pacientes do Hospital do Câncer de Varsóvia, depois de terem tomado conhecimento da ordenação do padre Michał Łos, começaram a ir até seu quarto para pedir uma bênção, para se reconciliarem com o Senhor, ou apenas para sentir um pouco do conforto que somente o Senhor pode dar. E também no resto do mundo muitas pessoas, orionitas ou não, têm rezado pela recuperação de sua saúde.  

Na direção geral da Congregação, em Roma, uma chama acesa diante da imagem do beato Francisco Drzewiecki, mártir orionita em Dachau, simboliza a proximidade de toda a família religiosa e recorda precisamente uma frase de São Luís Orione: "Tudo irá reviver, se levarmos ardente nas mãos e elevado no coração  o fogo da caridade de Jesus Cristo” e “amemos todos em Cristo. Sirvamos a Cristo nos pobres. Renovemos Cristo em nós e restauremos tudo em Cristo. Salvemos sempre, salvemos todos, salvemos à custa de todo sacrifício, com Paixão Redentora e com holocausto redentor.”

350.000 pessoas assistiram o vídeo de sua primeira Missa

Até mesmo o mundo da mídia e das redes sociais imediatamente "acordou" para a história de padre Michał Łos, rapidamente postada em sites, em perfis no Facebook e Instagram. São pessoas da Coreia, Índia, Japão, Quênia, Costa do Marfim, Burkina Faso, Porto Rico, Uruguai, Argentina, Chile, Brasil e quase toda a Europa. Apenas o vídeo de sua primeira Missa, foi visualizado por mais de 350 mil pessoas.

Outras informações e imagens: 
https://orione.pl/

30 maio 2019

Fonte: Vatican News



Hoje é celebrada Santa Joana D’Arc, heroína mártir que salvou a França (30 de maio)


REDAÇÃO CENTRAL, 30 Mai. 19 / 05:00 am (ACI).- “Eu não fiz nada que não me tenha sido ordenado por Deus ou por seus anjos”, disse Santa Joana D’Arc, jovem camponesa analfabeta que se tornou padroeira da França com o poder da oração e o amor pela Igreja, mesmo quando foi condenada à morte.

Santa Joana D’Arc nasceu em 1412, em Domrémy (atual França). Nunca aprendeu a ler e escrever, mas recebia com frequência os sacramentos, ajudava os doentes e era bondosa com os peregrinos. No povoado, todos gostavam dela.

Nessa época, a Inglaterra invadiu a França. As cidades caíram uma após a outra e Carlos VII considerava que tudo estava perdido.

Santa Joana, aos quatorze anos, começou a ter experiências místicas e São Miguel Arcanjo, Santa Catarina e Santa Margarida apareceram a ela. Pediram a ela que salvasse a França e a jovem foi enviada a falar com Carlos VII.

Após uma série de obstáculos, conseguiu uma audiência. Carlos VII se disfarçou para confundir a santa, mas ela o localizou rapidamente. Mais tarde, Santa Joana partiu com uma expedição para salvar a cidade de Orleans, carregando uma bandeira com os nomes de Jesus e Maria e uma imagem do Pai Eterno.

Depois de árduos enfrentamentos, a cidade foi recuperada e posteriormente realizou-se a coroação de Carlos VII. Assim, Santa Joana terminou o que lhe havia sido confiado e a sua carreira de triunfos militares.

Mais tarde, ela seguiu lutando, mas sem vitórias, teve problemas na realeza e foi presa em um campo de batalha pelos borgonheses, que a venderam para os ingleses. Foi acusada de bruxaria e da heresia e, depois de um julgamento no qual não teve defesa, foi determinado que suas revelações tinham sido diabólicas. A Universidade de Paris a acusou em termos violentos.

Santa Joana D'Arc foi entregue ao âmbito secular como herege renegada e levada à praça do mercado de Rouen, onde foi queimada viva, enquanto gritava o nome de Jesus e olhava para uma cruz. Partiu para a Casa do Pai em 30 de maio de 1431, aos 19 anos.

O Papa Calisto III nomeou uma comissão para examinar de novo o caso e “reabilitou” plenamente Joana D’Arc. Em 1920, ela foi canonizada pelo Papa Bento XV.

Santa Joana era uma figura extraordinária, sua espada jamais foi manchada de sangue, nunca matou ninguém e durante as batalhas manteve-se em oração, sustentando a sua bandeira. Sempre se sentiu orgulhosa de sua virgindade.

Sua perseverança na fé e na Igreja fez com que a Universidade de Paris, que se rogava ao direito de controle sobre os assuntos pontifícios e cujos membros apoiaram o último antipapa Félix V, ficou desacreditada por sua participação no processo contra a santa.

Além disso, a separação dos reinos da França e da Inglaterra preservou a França do cisma de Henrique VIII, com a sua igreja anglicana, que ocorreu mais tarde. (Fonte: ACI digital)

1 Oração à Santa Joana D’Arc

Ó Santa Joana D’Arc, vós que, cumprindo a vontade de Deus, de espada em punho, vos lançastes à luta, por Deus e pela Pátria, ajudai-me a perceber, no meu íntimo, as inspirações de Deus. Com o auxílio da vossa espada, fazei recuar os meus inimigos que atentam contra a minha fé e contra as pessoas mais pobres e desvalidas que habitam nossa Pátria.

Santa Joana D’Arc, ajudai-me a vencer as dificuldades no lar, no emprego, no estudo e na vida diária. Ó Santa Joana D’Arc atenda ao meu pedido (pedido). E que nada me obrigue a recuar, quando estou com a razão e a verdade, nem opressões, nem ameaças, nem processos, nem mesmo a fogueira.

Santa Joana D’Arc, iluminai-me, guiai-me, fortalecei-me, defendei-me. Amém!


2 Oração a Santa Joana D'Arc

Concedei-me, Ó Pai a coragem e o espírito de sacrifício de vossa serva Joana D`Arc, a fim de que, pelo seu exemplo e fidelidade, seja eu também um soldado da Causa do Evangelho. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém. Santa Joana D´Arc, rogai por nós.

Ó Santa Joana D’arc, vós que cumprindo a vontade de Deus, de espada em punho, vos lançastes à luta, por Deus, ajudai-me a perceber no meu íntimo, as inspirações de Deus.

Com o auxílio de vossa espada, fazei recuar os meus inimigos que atentam contra a minha fé e contra as pessoas mais pobres e desvalidas que habitam nossa Pátria.

Santa Joana D’arc, ajudai-me a vencer as dificuldades no lar, no emprego, no estudo e na vida diária.

Ó Santa Joana D’arc, atenda ao meu pedido (PEDIDO). E que nada me obrigue a recuar, quando estou com razão e a verdade, nem opressões, nem ameaças, nem processos, nem mesmo a fogueira.

Santa Joana D’arc, iluminai-me, guiai-me, fortalecei-me, defendei-me.



quarta-feira, 29 de maio de 2019

Hoje é celebrada pela primeira vez a festa de São Paulo VI, autor da Humanae Vitae (29 de maio)


REDAÇÃO CENTRAL, 29 Mai. 19 / 12:45 pm (ACI).- A Igreja celebra pela primeira vez neste dia 29 de maio a festa de São Paulo VI, Pontífice autor da encíclica Humanae Vitae, que foi canonizado pelo Papa Francisco em 14 de outubro de 2018.

Antes de sua canonização, a festa do então Beato Paulo VI era celebrada em 26 de setembro. Entretanto, após ser declarado santo, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos divulgou no último mês de fevereiro decreto sobre a inscrição da celebração de São Paulo VI no Calendário Romano Geral, estabelecendo como data o dia sua ordenação sacerdotal, 29 de maio.

São Paulo VI é o Papa autor da encíclica Humanae Vitae, a visionária encíclica sobre a defesa da vida e da família, e quem concluiu o Concílio Vaticano II, iniciado em 1962 por São João XXIII.

Giovanni Battista Montini nasceu na Lombardia (Itália), em 26 de setembro de 1897, e faleceu em Castel Gandolfo, em 6 de agosto de 1978, após um pontificado de 15 anos iniciado em 1963.

Em 29 de maio de 1920, aos 22 anos, foi ordenado sacerdote e enviado a Roma para estudar na Pontifícia Universidade Gregoriana, na Universidade de Roma La Sapienza e na Pontifícia Academia Eclesiástica.

Quatro anos depois, foi designado para o escritório da Secretaria de Estado, onde permaneceu por 30 anos.

No dia 1ºde novembro de 1954, aos 57 anos, foi nomeado Arcebispo de Milão e, em 15 de dezembro de 1958, São João XXIII o nomeou Cardeal.

Em 1963, com a morte de São João XXIII, o então Cardeal Montini foi eleito Papa no dia 21 de junho, tomando o nome Paulo VI e dizendo ao mundo que continuaria com o trabalho de seu predecessor.

No dia 24 de junho de 1967, abordou o tema do celibato em uma encíclica e em 24 de julho de 1968 escreveu em sua encíclica Humanae Vitae sobre a regulação da natalidade. Ambos foram temas controversos durante seu pontificado.

O Santo protagonizou importantes mudanças na Igreja. Algumas de natureza ecumênica, como seu célebre abraço com o patriarca Atenágoras, em 1964, e o mútuo levantamento de excomunhões.

Outros, de índole pastoral, como ter iniciado a era moderna das viagens pontifícias com visitas aos cinco continentes, assim como a Terra Santa e a ONU. Além disso, promulgou em 1969 a reforma litúrgica.

Paulo VI também criou cardeais Karol Wojtyla, em 1967 e Joseph Ratzinger, em 1977, os quais seriam seus sucessores São João Paulo II e Bento XVI, respectivamente.

As encíclicas escritas por ele são Ecclesiam Suam (6 de agosto de 1964), Mense Maio (29 de abril de 1965), Mysterium Fidei (3 de setembro de 1965), Christi Matri (15 de setembro de 1966), Populorum Progressio (26 de março de 1967), Sacerdotalis Caelibatus (24 de junho de 1967) e Humanae Vitae (25 de julho de 1968). 
(Fonte: ACI digital)


7 coisas que talvez não conhecia sobre São Paulo VI

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Mai. 19 / 02:30 pm (ACI).- A maioria dos católicos conhece o Papa São Paulo VI por ser o Pontífice que levou ao término o Concílio Vaticano II, que seu predecessor São João XXIII havia começado.

Entretanto, muitos momentos importantes de seu pontificado são pouco conhecidos. Eram tempos em que os meios de comunicação não tinham o alcance que possuem atualmente.

A seguir, apresentamos 7 coisas que talvez você não conhecia sobre São Paulo VI:

1. Apunhalaram-no duas vezes

Em 27 de novembro de 1970, no Aeroporto Internacional de Manila (Filipinas), Paulo VI recebeu duas punhaladas do pintor boliviano Benjamín Mendoza y Amor Flores, que sofria de problemas mentais e que disfarçado de sacerdote tentou assassinar o Pontífice com um punhal.

2. Foi o primeiro Papa a usar um avião

Efetivamente, Paulo VI foi o primeiro Pontífice a usar um avião e o primeiro a deixar a Itália desde 1809.

3. Também foi o primeiro Papa a visitar os cinco continentes

Visitou os cinco continentes antes de São João Paulo II e foi apelidado de “Papa Peregrino” também antes deste último.

São Paulo VI realizou uma visita pastoral ao continente africano; visitou a Colômbia e os Estados Unidos, na América; Portugal, na Europa; Austrália, na Oceania; Filipinas e Índia, na Ásia.

4. Foi o primeiro Papa a visitar a Terra Santa desde São Pedro

Em 1964, viajou a Jerusalém e se encontrou com o patriarca ortodoxo Atenágoras I, com quem celebrou o levantamento das mútuas excomunhões impostas depois do Grande Cisma entre o Oriente e o Ocidente, em 1054.

O Papa Francisco visitou a Terra Santa em 2014 para celebrar os 50 anos deste acontecimento.

5. Foi o último Papa a ter uma cerimônia de coroação

Além de ser o último Papa a receber a coroa, dispensou o uso da tiara, durante as sessões do Concílio Vaticano II.

Eventualmente, doou a sua tiara, um presente da sua antiga Arquidiocese de Milão, à Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição, em Washington (Estados Unidos), como um sinal do seu apreço pelos católicos norte-americanos.

6. Era apaixonado por leitura

Nino Lo Bello, veterano “vaticanista” norte-americano, garantiu que Paulo VI, um apaixonado pela leitura, levava na sua bagagem durante suas viagens até 75 livros para escolher quais ler.

7. Criou cardeais dois futuros Papas

Paulo VI criou os cardeais Karol Wojtyla, em 1967, e Joseph Ratzinger, em 1977, que alguns anos depois foram os seus sucessores, São João Paulo II e Bento XVI, respectivamente.

Paulo VI cria o Cardeal Karol Wojtyla, agora São João Paulo II
Fonte: ACI digital



Papa na Audiência Geral: a salvação não se compra, é dom gratuito

Papa Francisco durante a Audiência Geral desta quarta-feira

O tema da catequese de hoje foi extraído do primeiro capítulo do Livro dos Atos dos Apóstolos, dos versículos dois e três: “Mostrou-se a eles vivo e ordenou-lhes de esperar o cumprimento da promessa do Pai”.

Mariangela Jaguraba - Cidade do Vaticano

O Papa Francisco iniciou seu ciclo de catequeses sobre o Livro dos Atos dos Apóstolos na Audiência Geral, desta quarta-feira (29/05).

O tema da catequese de hoje foi extraído do primeiro capítulo do livro, dos versículos dois e três: “Mostrou-se a eles vivo e ordenou-lhes de esperar o cumprimento da promessa do Pai”.

“Esse livro bíblico, escrito por São Lucas Evangelista, nos fala da viagem do Evangelho no mundo e nos mostra a ligação maravilhosa entre a Palavra de Deus e o Espírito Santo que inaugura o tempo da evangelização. Os protagonistas dos Atos dos Apóstolos são ‘um casal’ vivo e eficaz: A Palavra e o Espírito”, frisou o Papa.

A Palavra de Deus corre, é dinâmica

“A Palavra de Deus corre, é dinâmica, irriga todo terreno sobre o qual ela cai. E qual é a sua força? São Lucas nos diz que a palavra humana se torna eficaz não graças à retórica, que é a arte do belo discurso, mas graças ao Espírito Santo, que é a dýnamis de Deus, a dinâmica de Deus, a sua força, que tem o poder de purificar a palavra, torná-la portadora de vida. Por exemplo, na Bíblia existem histórias, existem palavras humanas, mas qual é a diferença entre a Bíblia e um livro de histórias? Que as palavras da Bíblia são tomadas pelo Espírito Santo, que dá uma força muito grande, uma força diferente, e nos ajuda a fim de que aquela palavra seja semente de santidade e de vida, seja eficaz."

“Quando o Espírito visita a palavra humana, ela se torna dinâmica, como “dinamite”, capaz de iluminar os corações e anular esquemas, resistências e muros de divisão, abrindo novos caminhos e expandindo os confins do povo de Deus.”

Segundo Francisco, “Aquele que dá sonoridade vibrante e eficiência à nossa palavra humana tão frágil, capaz até de mentir e fugir das próprias responsabilidades, é somente o Espírito Santo, por meio do qual o Filho de Deus foi gerado. O Espírito que o ungiu e o sustentou na missão, o Espírito graças ao qual escolheu os seus apóstolos e garantiu ao seu anúncio a perseverança e a fecundidade, e que garante também hoje ao nosso anúncio”.

Confiança na espera da realização da promessa do Pai

O Papa frisou que “o Evangelho se conclui com a ressurreição e ascensão de Jesus e a trama narrativa dos Atos dos Apóstolos parte da superabundância da vida do Ressuscitado derramada sobre a Igreja. São Lucas nos diz que Jesus ‘se mostrou vivo depois da sua paixão: durante quarenta dias apareceu a eles, e falou-lhes do Reino de Deus’.”

“Cristo ressuscitado cumpre gestos humanos, como o de partilhar a refeição com os seus discípulos, e os convida a viver com confiança a espera da realização da promessa do Pai. Qual é a promessa do Pai?: “Vocês serão batizados com o Espírito Santo”.

“O batismo no Espírito Santo é a experiência que nos ajuda a entrar numa comunhão pessoal com Deus e participar de seu desejo universal de salvação, adquirindo o dom de parresia, a coragem, ou seja, a capacidade de pronunciar uma palavra “como filhos de Deus”, não somente como pessoas, mas como filhos de Deus: uma palavra límpida, livre, eficaz, cheia de amor por Cristo e pelos irmãos.”

A salvação não se paga

Segundo o Papa, “não é preciso lutar para ganhar ou merecer o dom de Deus. Tudo é dado gratuitamente e no seu tempo. O Senhor doa tudo gratuitamente. A salvação não se compra, não se paga. É dom gratuito”.

Francisco frisou que “diante da ansiedade de conhecer antecipadamente o tempo em que os eventos anunciados por Ele acontecerão, Jesus responde aos seus: «Não cabe a vocês saber os tempos e as datas que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas o Espírito Santo descerá sobre vocês, e dele receberão força para serem as minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os extremos da terra.»”

Cristo ressuscitado convida os seus discípulos “a não viverem o presente com ansiedade, mas a fazer uma aliança com o tempo, saber esperar o desenrolar de uma história sagrada que não foi interrompida, mas que avança, a saber esperar os “passos” de Deus, Senhor do tempo e do espaço”.

Francisco disse ainda que o Senhor “ressuscitado convida os seus a não “fabricar” a missão por si mesmo, mas esperar que o Pai dinamize os seus corações com o seu Espírito”, a fim de que possam dar um “testemunho missionário capaz de irradiar-se de Jerusalém à Samaria e ir além das fronteiras de Israel a fim de chegar às periferias do mundo”.

Unidade e perseverança

“Os apóstolos viveram juntos essa expectativa, como família do Senhor, no Cenáculo, cujas paredes ainda são testemunhas do dom com que Jesus se entregou aos seus discípulos na Eucaristia.”

“Como esperam a força, a dýnamis de Deus?”, perguntou o Papa.  “Rezando com perseverança”, juntos. “Rezando na unidade e com perseverança. É com a oração que se vence a solidão, a tentação, a desconfiança e se abre o coração para a comunhão. A presença das mulheres e de Maria, mãe de Jesus, intensifica esta experiência: elas foram as primeiras a aprender do Mestre a testemunhar a fidelidade do amor e a força da comunhão que vence todo medo”.

Francisco concluiu a catequese, pedindo a Deus para que nos conceda “a paciência de esperar os seus passos, de não ‘fabricar’ nós mesmos a sua obra e permanecer dóceis, rezando, invocando o Espírito e cultivando a arte da comunhão eclesial”.

O diretor das Pontifícias Obras Missionárias do Brasil (POM), pe. Maurício da Silva Jardim, está participando da Assembleia Geral anual das POM na Fraterna Domus de Sacrofano, próximo a Roma. Nesta quarta-feira, ele participou da Audiência Geral com o Papa Francisco e conversou conosco a propósito do encontro com o Santo Padre.

29 maio 2019


Fonte: Vatican News



terça-feira, 28 de maio de 2019

Atenção: amanhã poderá ser aprovado no Senado Federal um projeto de lei que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gênero


Aviso importante a todos que defendem a vida e a família: 

Esta semana poderá ser aprovado no Senado Federal um projeto de lei que pune com prisão qualquer oposição às teorias de gênero.

Não poderá haver mais oposição aos projetos de lei que queiram impor a ideologia de gênero nas escolas e no país. 
Os pais que se opuserem serão acusados, julgados, condenados e presos. 
Seus filhos terão que ser educados conforme as novas determinações legais.

Pedimos a todos que leiam a seguir tudo o que está acontecendo e repassem essa mensagem ao maior número de pessoas possível.


1. O que está acontecendo

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado brasileiro aprovou na última quarta-feira, 22 de maio de 2019, por 18 votos a favor e 1 contra, o Projeto de Lei 672/2019 que supostamente, segundo o relator Senador Alessandro Vieira, deveria proteger os homossexuais e membros da comunidade LGBT contra a violência.

Para transformar-se em lei, o projeto ainda deverá ser novamente votado pela CCJ na quarta-feira (29 de maio) e, se aprovado, seguirá para votação na Câmara dos Deputados.

Na verdade, segundo pode ser constatado pela leitura do próprio texto do projeto, a iniciativa promoverá a criminalização de todos aqueles que se expressarem contra a ideologia de gênero.

Esta é a verdadeira finalidade do projeto. 

A violência contra a comunidade LGBT é apenas um pretexto para ocultar o fato de que, aprovado o projeto, será punida com prisão qualquer a oposição às inúmeras iniciativas que se seguirão de implantação da ideologia de gênero no país.

Uma vez aprovado o projeto e transformado em Lei, qualquer projeto legislativo que diga respeito a identidade de gênero ou orientação sexual, como por exemplo, uma proposta de incluir novamente a ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação, conforme havia sido proposto pelo MEC em 2014, fará com que os pais de família que se posicionarem contra a iniciativa porque não querem que seus filhos sejam educados na ideologia de gênero, serão enquadrados no crime de intolerância e preconceito de identidade de gênero com pena de reclusão de um a três anos. 

É o que afirma o PL 672/2019 quando:

(...) inclui na referida legislação os crimes de discriminação ou preconceito de orientação sexual e/ou identidade de gênero.

E estabelece punição para as práticas deste crime:

Art. 1º Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de preconceito em razão da identidade de gênero e/ou orientação sexual.

Constituirá crime:

Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedëncia nacional, identidade de gënero e/ou orientação sexual.

Pode-se consultar aqui a lista dos senadores que votaram a favor do projeto na última quarta-feira, 22 de maio.


2. O que pode ser feito.


Devemos divulgar para o maior número de pessoas possível e solicitar que telefonem e enviem emails e faxes aos parlamentares membros da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal, explicando-lhes que foram enganados.

A verdadeira finalidade do PL 672-2019 não é proteger da perseguição os homossexuais, mas perseguir os pais de família que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos, manifestarem oposição à ideologia de gênero.

É necessário insistir para que eles votem contrariamente ao Projeto de Lei nesta quarta-feira, 29 de maio de 2019, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania. Divulgue esta mensagem a todos os seus contatos e peçam que eles façam o mesmo. 


3. E-mails dos membros titulares e suplentes da CCJ. 

eduardo.braga@senador.leg.br;
simone.tebet@senadora.leg.br;
sen.meciasdejesus@senado.leg.br;
jose.maranhao@senador.leg.br;
ciro.nogueira@senador.leg.br;
sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br;
elmano.ferrer@senador.leg.br;
sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br;
sen.selmaarruda@senado.leg.br;
sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br;
otto.alencar@senador.leg.br;
sen.angelocoronel@senado.leg.br;
sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br;
sen.rodrigopacheco@senado.leg.br;
sen.marcosrogerio@senado.leg.br;
sen.jorginhomello@senado.leg.br;
sen.eduardogomes@senado.leg.br;
sen.marciobittar@senado.leg.br;
sen.marcelocastro@senado.leg.br;
dario.berger@senador.leg.br;
sen.daniellaribeiro@senado.leg.br
robertorocha@senador.leg.br
sen.rodrigocunha@senado.leg.br;
lasier.martins@senador.leg.br;
sen.majorolimpio@senado.leg.br
sen.flaviobolsonaro@senado.leg.br;
sen.jorgekajuru@senado.leg.br;
sen.marcosdoval@senado.leg.br;
sergio.petecao@senador.leg.br;
sen.nelsinhotrad@senado.leg.br;
sen.carlosviana@senado.leg.br
sen.zequinhamarinho@senado.leg.br;
wellington.fagundes@senador.leg.br;


4. Telefones dos membros titulares da CCJ.

EDUARDO BRAGA (MDB-PA) 
E-mail: eduardo.braga@senador.leg.br
Telefone: (61) 3303-6230 / 6227

SIMONE TEBET (MDB-MS) 
E-mail: simone.tebet@senadora.leg.br
Telefone: (61) 3303-1128

MECIAS DE JESUS (PRB-RR)
E-mail: sen.meciasdejesus@senado.leg.br
Telefone: (61) 3303-5291 / 5292

JOSÉ MARANHÃO (MDB-PB)
E-mail: jose.maranhao@senador.leg.br
Telefone: (61) 3303-6490 / 6485

CIRO NOGUEIRA (PP)
E-mail: ciro.nogueira@senador.leg.br
Telefone: (61) 3303-6187 / 6188

LUIS CARLOS HEINZE (PP) 
E-mail: sen.luiscarlosheinze@senado.leg.br
Telefone: (61) 3303-4124 / 4132 / 4127 / 4129

ELMANO FÉRRER (PODE-PI) 
E-mail: elmano.ferrer@senador.leg.br
Telefone: (61) 3303-2415 / 3055 / 1015

ORIOVISTO GUIMARÃES (PODE-PR) 
E-mail: sen.oriovistoguimaraes@senado.leg.br
Telefone: (61) 3303-1635

JUÍZA SELMA (PSL-MT) 
E-mail: sen.selmaarruda@senado.leg.br
Telefone: (61) 3303-6408

VENEZIANO VITAL DO RÊGO (PSB-PB) 
E-mail: sen.venezianovitaldorego@senado.leg.br
Telefone: (61) 3303-2252 / 2481

OTTO ALENCAR (PSD-BA) 
E-mail: otto.alencar@senador.leg.br
Telefone: (61) 3303-1464 / 1467

ANGELO CORONEL (PSD-BA) 
E-mail: sen.angelocoronel@senado.leg.br
Telefone: (61) 3303-6103 / 6105

AROLDE DE OLIVEIRA (PSD-RJ) 
E-mail: sen.aroldedeoliveira@senado.leg.br
Telefone: (61) 3303-6640 / 6646

RODRIGO PACHECO (DEM-MG) 
E-mail: sen.rodrigopacheco@senado.leg.br
Telefone: (61) 3303-2794 / 2795

MARCOS ROGÉRIO (DEM-RO) 
E-mail: sen.marcosrogerio@senado.leg.br
Telefone: (61) 3303-6148

JORGINHO MELLO (PL-SC) 
E-mail: sen.jorginhomello@senado.leg.br
Telefone: (61) 3303-2200

Instituto de Serviços Educacionais e Formativo Padre Pio Ltda.

Assine a Petição

Assine AQUI a petição para enviar um e-mail aos membros da CCJ e dizer a eles que estão sendo enganados, pois o verdadeiro objetivo do PL 672/2019 não é combater a intolerância contra homossexuais, mas perseguir os pais de família e professores que, no exercício constitucional do direito de educar seus filhos e alunos, manifestarem oposição à ideologia de gênero. 

Todo cidadão que discorda do projeto pode assinar de forma digital pelo site da ONG. A petição será encaminhada ao Senado.

https://www.citizengo.org/pt-br/fm/170891-pl-6722019-ditadura-genero




Papa: o pecado envelhece, o Espírito nos torna sempre jovens


Papa Francisco durante a missa na Casa Santa Marta  (Vatican Media)

"A tristeza não é um comportamento cristão", disse Francisco na homilia missa celebrada na Casa Santa Marta.

Adriana Masotti - Cidade do Vaticano

O Espírito Santo é o protagonista da passagem do Evangelho proposta na liturgia da missa, desta terça-feira (28/05), celebrada pelo Papa Francisco na Capela da Casa Santa Marta.

“No discurso de despedida aos discípulos antes de subir ao Céus, Jesus”, disse o Papa em sua homilia, “nos faz uma verdadeira catequese sobre o Espírito Santo”. Jesus nos explica quem ele é. Os discípulos ficaram tristes ao ouvir que Jesus os deixará e Jesus os repreende por isso. Francisco afirmou: “Não, a tristeza não é um comportamento cristão”. Mas como não ficar triste? “Contra a tristeza, na oração, pedimos ao Senhor para que guarde em nós a juventude renovada do espírito”. Aqui, entra em jogo o Espírito Santo porque é Ele que faz com que haja em nós essa juventude que nos renova sempre.

O coração do cristão é jovem

O Papa citou uma santa que dizia: “Um santo triste é um triste santo”. “Portanto, um cristão triste é um triste cristão e isso não é bom. A tristeza não entra no coração do cristão, porque ele é jovem”, prosseguiu Francisco.

O Espírito Santo é aquele que nos torna capazes de carregar as cruzes. O Pontífice citou o exemplo de Paulo e Silas que na prisão cantavam hinos a Deus, conforme a primeira leitura de hoje, extraída do Livro dos Atos dos Apóstolos.

O Espírito Santo renova todas as coisas. “O Espírito Santo é aquele que nos acompanha na vida, que nos sustenta. É o Paráclito”, frisou o Papa. “Mas que nome estranho”, disse Francisco, recordando que numa missa para crianças, num domingo de Pentecostes, ele perguntou se elas sabiam quem fosse o Espírito Santo. E um menino lhe respondeu: o paralítico.

Muitas vezes nós pensamos que o Espírito Santo é um paralítico, que não faz nada... Pelo contrário, é Aquele que nos sustenta. Paráclito: a palavra paráclito significa “aquele que está ao meu lado para me apoiar”, para que eu não caia, para que eu vá adiante, para que eu conserve essa juventude do Espírito. O cristão é sempre jovem: sempre. Quando o coração do cristão começa a envelhecer, a sua vocação de cristão começa a diminuir. Ou você é jovem de coração e de alma ou você não é cristão.

Diálogo cotidiano com o Espírito

Francisco prosseguiu, dizendo que na vida haverá dor. Paulo e Silas foram acoitados e sofreram, “mas estavam cheios de alegria, cantavam...”.

Isso é juventude. Uma juventude que faz você olhar sempre a esperança. É isso, avante! Mas, para ter essa juventude é necessário um diálogo cotidiano com o Espírito Santo, que está sempre ao nosso lado. É o grande presente que Jesus nos deixou: esse apoio, o que faz a gente seguir em frente.

O pecado envelhece a alma

Mesmo que sejamos pecadores, o Espírito nos ajuda a nos arrepender e nos faz olhar para frente. “Fale com o Espírito”, disse o Papa. “Ele apoiará você e lhe dará novamente a juventude”. O pecado, por outro lado, envelhece: “Envelhece a alma, envelhece tudo”. Francisco sublinhou ainda: “Jamais esta tristeza pagã”. Na vida há momentos difíceis, mas nesses momentos “sentimos que o Espírito nos ajuda a ir em frente (...) e a superar as dificuldades. Até mesmo o martírio”. E o Papa concluiu:

Peçamos ao Senhor para não perder esta juventude renovada, para não ser cristãos aposentados que perderam a alegria e se deixam conduzir... O cristão nunca se aposenta, o cristão vive, vive porque é jovem, quando é cristão verdadeiro.

28 maio 2019

Fonte: Vatican News



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog