Agosto 2020 - Devoção e Fé - Blog Católico

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Oração do Aniversário (em agradecimento a Deus)


Boa noite irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem.
Ontem completei mais um ano de vida, graças a Deus. Colhi mais uma rosa no jardim da vida, como meu falecido e amado esposo falava. Louvo e agradeço a Deus por tudo em minha vida. 
E para quem também está fazendo aniversário, vamos agradecer a Deus rezando esta oração:

Oração do Aniversário

Senhor, mais um ano de vida completo hoje. E meus olhos voltam-se a Ti, enquanto meu coração agradece.

Senhor, nesse dia especial,
quero lhe agradecer por tudo o que tens feito em minha vida,
pois sei que Tu me amas e me proteges constantemente.

Preciso de Tua benção, Senhor, para crescer, para acertar, para seguir em frente, com otimismo, coragem e perseverança.

Obrigada, Senhor, porque eu existo. Obrigada pela fé que eu tenho e pela esperança que ilumina minha jornada. 
A vida é bela e digna de ser vivida.

Obrigada, Senhor! 🙏🏼

Adriana dos Anjos-Devoção e Fé Blog



Hoje é celebrada a Virgem das Lágrimas, que chora e intercede pelo mundo (31 de agosto)


Por Walter Sánchez Silva

Virgem das Lágrimas / Foto: Wikipedia (CC BY-SA 3.0)

REDAÇÃO CENTRAL, 31 ago. 20 / 06:00 am (ACI).- Hoje é celebrada a Virgem das Lágrimas, uma devoção que surgiu em Siracusa (Itália), onde uma imagem do Imaculado Coração de Maria derramou lágrimas de "dor" e "esperança" pelo mundo, como destacou São João Paulo II.

O fato ocorreu em 1953, na casa do humilde do casal Angelo Lannuso e Antonina Lucia Giusti, que tinham a imagem mariana, de gesso, que ficava pendurada na parede sobre a cama do casal e que derramou lágrimas durante quatro dias, entre 29 de agosto e 1º de setembro.
A imagem foi um presente de casamento e, quando chorou, a primeira pessoa que viu foi Antonina, que estava grávida do seu primeiro filho.

O casal vidente do milagre das lágrimas. Foto: Santuário della Madonna delle lacrime

Segundo assinala Famiglia Cristiana, as autoridades eclesiásticas foram muito cautelosas com o que aconteceu. O pároco Giuseppe Bruno chegou à casa do casal acompanhado por vários especialistas, entre os quais o Dr. Michele Cassola, abertamente ateu.
No local, os especialistas, que mais tarde participariam da comissão investigativa, também testemunharam as lágrimas da Virgem. Depois disso, a imagem não derramou mais lágrimas.

O líquido recolhido foi submetido a diversas análises que foram comparadas com lágrimas de um adulto e uma criança de dois anos e sete meses.
Cassola, que liderava a comissão, não tinha explicação científica para o que os estudos revelaram: efetivamente, o líquido derramado pela imagem mariana era correspondente às lágrimas humanas. O relatório foi divulgado em 9 de setembro de 1953.
Três meses depois, em 12 de dezembro de 1953, dia em que a Igreja celebra Nossa Senhora de Guadalupe, os bispos da região de Sicília declararam por unanimidade que a imagem da Mãe de Deus chorou.

Em 17 de outubro de 1954, o Papa Pio XII se referiu a este evento prodigioso e, em uma mensgem de rádio ao congresso regional mariano de Sicília, disse: "Os homens compreenderão a linguagem misteriosas destas lágrimas? Oh, as lágrimas de Maria? No Gólgota foram lágrimas de dor por Jesus e tristeza pelo pecado do mundo. Ainda chora pelas novas chagas no Corpo Místico de Jesus?".

"Ou chora por tantos filhos nos quais o erro e a culpa extinguiram a vida da graça e ofendem gravemente a divina majestade? Ou são lágrimas de espera pela demora da volta dos outros filhos, que um dia foram fiéis e que agora são arrastados por falsas miragens entre as hostes dos inimigos de Deus? ".

O grande número de fiéis que iam venerar a imagem milagrosa fez com que construíssem um santuário em 1968, que depois foi renovado em 1994. A consagração foi realizada naquele ano por São João Paulo II, em 6 de novembro.
Durante a sua visita pastoral a Catania e a Siracusa, o Papa peregrino disse que as lágrimas da Virgem "testemunham a presença da Mãe Igreja no mundo".

"São lágrimas de dor por aqueles que rechaçam o amor de Deus, pelas famílias separadas ou que têm dificuldades, pela juventude ameaçada pela civilização de consumo e muitas vezes desorientada, pela violência que ainda provoca tanto derramamento de sangue, e por todas as incompreensões e pelos ódios que abrem abismos profundos entre os homens e os povos", acrescentou.

Em 5 de maio, 2016, o Papa Francisco presidiu a vigília de oração "para enxugar as lágrimas", por ocasião do Jubileu da Misericórdia, quando o relicário da Virgem das Lágrimas foi levado ao Vaticano.

Naquela ocasião, o Santo Padre ressaltou que “junto de cada cruz, está sempre a Mãe de Jesus. Com o seu manto, Ela enxuga as nossas lágrimas. Com a sua mão, faz-nos levantar e acompanha-nos pelo caminho da esperança”.
Dois anos depois, em 25 de maio de 2018, Francisco presidiu novamente uma liturgia na presença do relicário com as lágrimas da Virgem.

Na capela da Casa Santa Marta, onde reside, o Santo Padre afirmou: “Trouxeram de Siracusa a relíquia das lágrimas de Nossa Senhora. Hoje estão aqui, e rezemos a Nossa Senhora para que nos dê e também à humanidade necessitada o dom das lágrimas, que nós possamos chorar: pelos nossos pecados e por tantas calamidades que provocam sofrimento ao povo de Deus e aos filhos de Deus”.

O Santuário Mariano de Siracusa recebe cerca de um milhão de pessoas que peregrinam até o local todos os anos.




Hoje é celebrado São Raimundo Nonato, padroeiro das grávidas e parturientes (31 de agosto)


Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 31 ago. 20 / 05:00 am (ACI).- Diz-se que São Raimundo nasceu em uma família nobre da Espanha por volta do ano 1200. Foi-lhe dado o apelido de “non natus” (não nascido), porque sua mãe morreu no parto, antes que ele viesse à luz. Por esse fato, é tradicionalmente considerado padroeiro das grávidas, parturientes (que vão dar à luz), parteiras e recém-nascidos.
Ingressou na ordem dos Mercedários, comunidade que São Pedro Nolasco acabara de fundar com a missão de resgatar os cristãos que os muçulmanos tomavam como prisioneiros. Depois de dois ou três anos de sua profissão perpétua, sucedeu o fundador no serviço de “resgatar os cativos”.
Foi enviado para o norte da África com uma grande soma de dinheiro e resgatou muitos escravos. Quando acabaram os recursos econômicos, São Raimundo Nonato se ofereceu como refém pela liberdade de alguns prisioneiros que estavam em uma situação difícil e prestes a perder a fé.
Este sacrifício do santo exasperou os infiéis e o trataram com extrema crueldade, mas não o mataram porque o magistrado principal procurava ganhar muito dinheiro com seu resgate.  São Raimundo aproveitou o “tratamento humano” que lhe ofereceram para poder sair à rua, confortar os cristãos e converter muçulmanos.

Ao inteirar-se disso, o governador o condenou morrer empalado, mas, pelos interesses econômicos, foi apenas flagelado. Isso não desanimou o santo, que continuou ajudando e evangelizando. Como castigo, foi açoitado nas esquinas da cidade, teve os lábios perfurados com ferro quente e colocaram um cadeado em sua boca, cuja chave somente o governador tinha.
Por cerca de oito meses, São Raimundo viveu nesta penosa situação até que São Pedro Nolasco pôde enviar alguns membros da ordem para resgatá-lo.
São Raimundo retornou à Espanha por obediência e mais tarde foi nomeado cardeal pelo Papa Gregório IX. O santo permaneceu simples e não mudou nem suas vestes, nem sua pobre “cela” do convento de Barcelona.
Posteriormente, o Papa lhe pediu que fosse a Roma e empreendeu a viagem como um religioso humilde. Ao chegar a Cardona, a cerca de dez quilômetros de Barcelona, foi surpreendido por uma febre violenta e partiu para a Casa do Pai em 31 de agosto de 1240.

Oração a São Raimundo Nonato 
por um parto feliz

Oh! Santo padroeiro, São Raimundo Nonato, modelo de caridade aos pobres e necessitados, aqui estou eu, deitada a vossos pés para, humildemente, implorar a sua ajuda nesta minha necessidade.
Como sua maior alegria foi ajudar aos pobres e necessitados da terra, ajude-me, peço-vos, ó glorioso São Raimundo, nesta minha aflição. A vós, oh glorioso protetor, vim para que abençoe a criança que carrego em meu ventre.
Proteja a mim e ao filho das minhas entranhas agora e na hora do nascimento que se aproxima. Em troca, prometo educar meu filho de acordo com as leis e mandamentos de Deus.
Escuta a minha oração, meu protetor amoroso, São Raimundo, e me faça a feliz mãe desta criança que, espero, possa dar à luz através da sua poderosa intercessão. Amém.




domingo, 30 de agosto de 2020

Por ocasião do Dia do Catequista, dom Peruzzo fala de sua alegria em se integrar a eles


Por ocasião do Dia do Catequista, celebrado este ano em 30 de agosto, o presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom José Antônio Peruzzo, gravou um vídeo falando de sua alegria em se integrar a eles.

Dom Peruzzo afirma que os catequistas são “muitos por esse Brasil afora” e que em diversos contextos e situações são eles sozinhos os responsáveis por evangelizar.
“Eu gostaria em nome da CNBB de ir até você e lhe dar um grande abraço de gratidão porque foram muitas as horas dedicadas, os esforços, as vezes até distâncias percorridas, cansaços, lágrimas; mas quanta satisfação e quanta paz interior que, você, por causa do Seu Senhor Jesus Cristo dedicou as melhores possibilidades dos seus afetos e das suas capacidades para falar de Jesus Cristo e apresentá-lo aos catequizandos”, disse.

 

Por fim, dom Peruzzo salientou que o Senhor nunca deixa vencer em generosidade e irá retribuir a todos os catequistas em linguagem de paz, de serenidade e de sabedoria. “Nunca esqueça que o Senhor será sempre grato pelos seus gestos (…). É vocação que você acolheu, é missão que assume, é encanto que oferece, é paixão que comunica, é sentido para os seus catequizandos. Que Deus lhe abençoe e o Espírito Santo o acompanhe”, finaliza dom Peruzzo.

Fonte: CNBB



Papa Francisco: cada um de nós deve tomar a própria cruz


“Se quisermos ser seus discípulos, somos chamados a imitá-Lo, entregando nossas vidas sem reservas por amor a Deus e ao próximo”, palavras do Papa Francisco ao falar sobre o compromisso de cada um de nós de “tomar a nossa própria cruz”

Jane Nogara – Vatican News

Na oração do Angelus deste domingo (30/08) o Santo Padre refletiu sobre o compromisso de cada um de nós de “tomar a própria cruz”. Francisco discorreu sobre o Evangelho de Mateus quando Jesus pela primeira vez falou aos seus discípulos sobre o final que o espera na Cidade Santa:

“Diz que terá que ‘sofrer muito por parte dos anciãos, dos chefes dos sacerdotes e dos escribas, e ser morto e ressuscitar ao terceiro dia’”

A reação dos discípulos a esta predição é considerada imatura por Jesus: “Ainda têm uma fé imatura e muito ligada à mentalidade deste mundo”. Eles não querem que Jesus passe por isso.

“Para Pedro e os outros discípulos - mas também para nós! - a cruz é um ‘escândalo’, enquanto Jesus considera um ‘escândalo’ fugir da cruz, o que significaria fugir da vontade do Pai, da missão que Ele lhe confiou para nossa salvação”

Tomar a própria cruz

Jesus, continua Francisco, aponta o caminho do verdadeiro discípulo mostrando duas atitudes: “A primeira é ‘renunciar a si mesmo’, o que não significa uma mudança superficial, mas uma conversão, uma inversão de valores. A outra atitude é tomar a própria cruz” . Explicando que “não se trata apenas de suportar pacientemente as tribulações diárias, mas de carregar com fé e responsabilidade aquela parte do esforço e do sofrimento que a luta contra o mal implica”.

O Papa aprofunda este ponto exortando:

“Façamos com que a cruz pendurada na parede de casa, ou a pequena que usamos no pescoço, seja um sinal de nosso desejo de nos unirmos a Cristo no serviço a nossos irmãos com amor, especialmente os pequenos e mais frágeis”

Jesus crucificado, verdadeiro Servo do Senhor

Em seguida recorda ainda que a cruz é sinal sagrado do Amor de Deus e do Sacrifício de Jesus, e não deve ser reduzida a um objeto de superstição ou uma joia ornamental.

“Toda vez que fixamos o olhar na imagem de Cristo crucificado, pensamos que Ele, como verdadeiro Servo do Senhor, cumpriu Sua missão dando a vida, derramando Seu sangue para a remissão dos pecados”

Por fim ensina que “se quisermos ser seus discípulos, somos chamados a imitá-Lo, entregando nossas vidas sem reservas por amor a Deus e ao próximo”.
 
30 agosto 2020




A Morte Inevitável - 22° Domingo do Tempo Comum (Ano A)


A MORTE INEVITÁVEL

22° Domingo do Tempo Comum Ano A

Evangelho de Mateus 16,21-27

*Naquele tempo, 21 Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22 Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!” 23 Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!” 24 Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25 Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la. 26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”.

A MORTE INEVITÁVEL

Ao declarar a proximidade de sua morte inevitável, Jesus provocou desassossego entre os discípulos. Havia entre eles pontos de vista divergentes.

Tornava-se cada vez mais claro para Jesus que o esperava o caminho de sofrimento. Suas palavras e seus gestos poderosos provocavam a ira das autoridades religiosas. Embora muitos o acolhessem e o reconhecessem como Messias, havia também os que o rejeitavam e o odiavam.
Por outro lado, Jesus tinha consciência do caminho que o Pai lhe traçara, e não estava disposto a abrir mão da fidelidade exigida para percorrê-lo até o fim. As ameaças e as represálias não lhe infundiam medo, embora o horizonte não fosse muito animador. Perceber a proximidade da morte foi questão de bom senso.

Os discípulos, pelo contrário, deixavam-se guiar pelos ideais messiânicos mundanos. Esperavam ver Jesus revestido de glória e poder, ocupando o trono de Israel e implantando o Reino de maneira espetacular. Palavras como sofrimento e morte, e mesmo ressurreição, não tinham significado para eles. Pouco lhes interessavam! Suas preocupações  eram bem outras.

A reação espontânea de Pedro é uma mostra de sua mentalidade. Mas também a censura que Jesus lhe dirige revela o modo de pensar deste discípulo. Querendo convencer o Mestre a deixar de lado o pensamento de sofrimento e morte, Pedro levá-lo-ia para o caminho da infidelidade ao Pai. E isto Jesus não podia permitir.

Oração do Dia

Pai, coloca-me em sintonia com teu Filho Jesus, cuja morte resultou da fidelidade a ti, sem temer seguir o caminho que traçaras para ele.

O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE.




sábado, 29 de agosto de 2020

Criminosos hackeiam conta de Padre no Instagram com 166 mil seguidores e usam para pregar Islã


29/08/2020

Os criminosos passaram a usar o perfil do Padre Gabriel Vila Verde para mentir que o sacerdote católico brasileiro rejeitou a própria fé e se tornou muçulmano.

Via Facebook, o pe. Gabriel Vila Verde comunicou na manhã deste sábado que a sua conta no Instagram foi invadida e roubada (hackeada). Os criminosos passaram a usá-la para mentir que o sacerdote católico rejeitou a própria fé e se tornou muçulmano.

A suspeita de muitos influenciadores católicos é que possa ter relação com a defesa da vida e a crítica incisiva ao aborto promovida pelo padre. O ataque ocorreu após os acontecimentos do dia 17 de agosto, onde uma menina de 10 anos, vítima de violência sexual, passou pelo traumático procedimento do aborto.

Eis o que o padre denunciou:

ATENÇÃO: Minha antiga conta do Instagram que foi HACKEADA, está fazendo publicações com o nome de Alá e dizendo ao povo para se tornarem mulçumanos. Deixem de seguir COM URGÊNCIA!!!!

Minha nova conta é: @pegabrielvilaverde
Já estamos tomando as devidas providências!
Cuidado para diferenciar entre as contas:

CONTA ROUBADA: gabriel.vilaverdee

CONTA NOVA E VERDADEIRA DO PE. GABRIEL: pegabrielvilaverde

O sacerdote divulgou capturas de tela mostrando mensagens que estão sendo exibidas na conta roubada:


Fonte: Aleteia




Playlists de Lives Católicas no Youtube


Olá irmãos e irmãs de fé! Paz e Bem!

Neste tempo de quarentena, distanciamento social por causa da pandemia do Coronavírus (Covid-19), um tipo de entretenimento na internet se popularizou: as Lives (transmissões ao vivo de áudio e vídeo nas redes sociais). 
Surgiu todo tipo de apresentações na internet e para nossa alegria também surgiu as Lives Católicas! 
Todo dia podemos assistir lives com padres cantores, freiras cantoras, bandas católicas, missas e lives oracionais. 
Por isso, para ficar mais fácil de encontrar estas diversas Lives, fiz em meu canal no Youtube duas Playlists: 
Lives Católicas (bandas, cantores e cantoras).

Estarei sempre atualizando estas Playlists, espero que você goste e que facilite a sua busca por lives católicas!

Adriana dos Anjos-Devoção e Fé Blog




Evidência mostra que a Missa é segura quando segue as normas de saúde, afirmam médicos


Imagem referencial / crédito: Public Domain Pictures

ORLANDO, 28 ago. 20 / 03:00 pm (ACI).- As evidências sugerem que os serviços religiosos que seguem as diretrizes de saúde pública não apresentam um risco maior de propagar o novo coronavírus do que outras atividades semelhantes, disse um grupo médico na semana passada.

A lavagem das mãos, o distanciamento social e o uso de máscara ajudaram a prevenir a disseminação da COVID-19, mesmo nos casos em que paroquianos infectados e pré-sintomáticos participaram de eventos da Igreja, conforme concluído por um grupo de trabalho do Instituto Tomista sobre Protocolos de Doenças Infecciosas para Sacramentos e Cuidados Pastorais.

Os três membros do grupo, Drs. Thomas McGovern, Diácono Timothy Flanigan e Paul Cieslak escreveram um artigo para a Real Clear Science em 19 de agosto sobre a participação na Missa em meio à COVID-19.
“Para as igrejas católicas que seguem as diretrizes, nenhum surto de COVID-19 foi associado à participação na igreja, embora tenhamos exemplos de pessoas assintomáticas, infectadas sem saber, participando de Missas e outras funções paroquiais. A assistência deles poderia ter causado um surto se as precauções adequadas não fossem seguidas, mas em cada caso, não encontramos nenhuma evidência de transmissão viral”, escreveram.
“Esta notícia encorajadora deve inspirar confiança de que as diretrizes atuais, baseadas nas recomendações do CDC [NdR: Centros para Controle e Prevenção de Doenças], estão funcionando para diminuir a transmissão da COVID-19. Embora nada durante uma pandemia esteja livre de riscos, essas diretrizes significam que os católicos (e funcionários públicos) podem ter certeza de que é razoavelmente seguro ir à Igreja para a Missa e os sacramentos”, continuaram.

Em outro ponto, disseram que "durante as últimas 14 semanas ou mais, mais de um milhão de Missas públicas foram celebradas seguindo as diretrizes para prevenir a propagação do vírus" nos Estados Unidos, onde existem cerca de 17 mil paróquias que costumam celebrar três ou mais Missas de fim de semana.

Os autores assinalaram que "a boa notícia" é que "não houve nenhum surto de COVID-19 relacionado à participação das pessoas nas igrejas católicas que seguem estas diretrizes”.

O artigo assinala que Nick Schoen, um funcionário da Arquidiocese de Seattle, que está realizando um protocolo de rastreamento de contato para todos que participam na igreja, forneceu uma série de casos da Arquidiocese que envolvem pessoas que testaram positivo para a COVID-19 e participaram em vários eventos paroquiais ou reuniões sacramentais, mas não transmitiram o vírus aos demais.

Os autores assinalaram pelo menos quatro exemplos de pessoas infectadas assistindo à Missa enquanto estavam pré-sintomáticas, bem como três unções dos enfermos realizadas por sacerdotes em quartos mal ventilados. Em cada caso, os pacientes evitaram infectar outras pessoas, indicaram.
“Durante uma Missa fúnebre em 3 de julho (45 participantes, capacidade para 885), dois membros de uma família notificaram à paróquia que tinham testado positivo para a COVID-19 e estavam infectados e pré-sintomáticos durante a Missa”, disseram os médicos.

“Durante um matrimônio no dia 11 de julho (200 participantes, capacidade para 908), o ar fresco circulou por várias janelas abertas com a ajuda de ventiladores. No dia seguinte, um participante desenvolveu sintomas de COVID e testou positivo em 13 de julho. É quase certo que o participante tinha a possibilidade de contagiar já que estava pré-sintomático durante o matrimônio”, foi outro caso.

Em abril, um grupo de médicos que compõe este Instituto Tomista publicou diretrizes para a reabertura de igrejas para a Missa e outros sacramentos. Essas diretrizes foram incorporadas por numerosas dioceses em seus protocolos de reabertura.

As diretrizes foram construídas a partir de uma proposta de várias fases para a retomada e ampliação das Missas públicas, sem deixar de cumprir com as diretrizes de saúde pública vigentes em diferentes lugares.
Na “Fase 1” da proposta, o instituto incentivou a dispensa da “obrigatoriedade da missa dominical”, aos idosos e àqueles do grupo de risco da COVID-19 pedindo que fiquem em casa e também pedindo às pessoas que apresentarem algum sintoma para não irem à Missa. O instituto também promoveu o distanciamento social, obrigatoriedade do uso de máscaras e uso regular de desinfetante de mãos.
As poucas igrejas que relataram um surto de COVID-19 não seguiram esses regulamentos e, em alguns casos, participaram de ações proibidas, como canto congregacional.

Em alguns casos, esses incidentes isolados levaram os funcionários do governo local a restringir os serviços religiosos mais do que as atividades em restaurantes, cinemas e cassinos. Isso levou a ações judiciais por discriminação religiosa, que foram bem-sucedidas em alguns casos.

Os médicos disseram em seu artigo que não há evidência de que os serviços religiosos sejam de maior risco que atividades similares, desde que sigam as diretrizes.
“Até o momento, a evidência não sugere que ir à Igreja, seguindo as diretrizes atuais, seja mais perigoso que comprar alimentos. E o bem espiritual para os fiéis que participam na Igreja é imensamente importante para o seu bem-estar”, disseram.

“Com efeito, para os católicos, a Missa e, sobretudo, a Eucaristia são fundamentais para a vida cristã. Em um momento como este, é ainda mais importante que os fiéis possam vir à Igreja e receber a Sagrada Comunhão”, concluíram.  

Publicado originalmente em CNA. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.




Hoje é celebrado o Martírio de São João Batista, decapitado por anunciar a Verdade (29 de agosto)


REDAÇÃO CENTRAL, 29 ago. 20 / 05:00 am (ACI).- “Na verdade, vos digo, dentre os nascidos de mulher, nenhum foi maior que João Batista”. Assim se referiu Jesus Cristo ao seu primo, o qual morreu decapitado por anunciar a Verdade, fato que é recordado neste dia 29 de agosto, quando a Igreja Católica celebra o Martírio de São João Batista.

Em sua audiência geral de 29 de agosto de 2012, o Papa Bento XVI destacou que João Batista é o único santo na Igreja – além do próprio Jesus Cristo e da Virgem Maria – do qual se celebra tanto o nascimento (24 de junho), como a sua morte, ocorrida através do martírio.
Mas esta memória “remonta à dedicação de uma cripta de Sebaste, em Samaria onde, já em meados do século IV, se venerava a sua cabeça. Depois, o culto se estendeu a Jerusalém, às Igrejas do Oriente e a Roma, com o título de Degolação de São João Batista”, explicou.
O Papa Ratzinger acrescentou que “no Martirológio romano faz-se referência a uma segunda descoberta da preciosa relíquia, transportada naquela ocasião para a igreja de São Silvestre no Campo de Marte, em Roma. Estas breves referências históricas ajudam-nos a compreender como é antiga e profunda a veneração de São João Batista”.

Sobre São João Batista há narrações nos Evangelhos, em particular de Lucas, que fala de seu nascimento, vida no deserto, pregação, e de Marcos, que menciona sua morte.
Pelo Evangelho e pela tradição é possível reconstruir a vida do Precursor. Negou categoricamente ser o Messias esperado, afirmando a superioridade de Jesus, o qual assinalou aos seus seguidores por ocasião do batismo nas margens do Rio Jordão como o Cordeiro de Deus, aquele de quem não era digno de desatar as sandálias.
Sua figura parece ir se desfazendo à medida que vai surgindo “o mais forte”, Jesus. Todavia, “o maior dentre os profetas” não cessou de fazer ouvir a sua voz onde fosse necessária para consertar os sinuosos caminhos do mal.
João Batista reprovou publicamente o comportamento pecaminoso de Herodes Antipas e da cunhada Herodíades, com quem tinha uma relação adúltera. Mas, a suscetibilidade de ambos lhe custou a prisão em Maqueronte, na margem oriental do mar Morto.
O relato da morte de São João Batista está no Evangelho de São Marcos, capítulo 6, versículos 17 a 29, no qual narra o banquete oferecido por Herodes pelo seu aniversário, onde a filha de Herodíades dançou.
Herodes gostou tanto da dança que prometeu a jovem que cumpriria qualquer pedido que ela fizesse. Ela, então, por sugestão de sua mãe, pediu a cabeça de João Batista, que lhe foi entregue em um prato.

Para o Papa emérito, “celebrar o martírio de São João Batista recorda-nos, também a nós cristãos deste nosso tempo, que não se pode comprometer o amor a Cristo, à sua Palavra e à Verdade. A Verdade é a Verdade, não há comprometimentos”.

O Papa Francisco, ao falar sobre a vida de São João Batista em fevereiro de 2015, recordou os “mártires dos nossos dias, aqueles homens, mulheres e crianças que são perseguidos, odiados, expulsos das casas, torturados, massacrados”. O Pontífice sublinhou que esses mártires “terminam sua vida sob a autoridade corrupta de pessoas que odeiam Jesus Cristo”.




sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Diocese conclui processo sobre sacerdote que abençoou união entre dois homens

Brasão da Diocese de Assis / Crédito: Diocese de Assis

SÃO PAULO, 27 ago. 20 / 11:23 am (ACI).- A Diocese de Assis (SP) concluiu o processo sobre o caso de Pe. Vicente Paula Gomes, que no final do ano passado abençoou a união entre dois homens; pelo decreto, o sacerdote “será readmitido ao uso de Ordens”, porém ficará um período sem poder celebrar o sacramento do Matrimônio.

Em 7 de dezembro de 2019, Pe. Vicente Paula Gomes abençoou a união entre Luiz Carlos dos Santos e Claudinei Batista de Almeida, em Assis. Segundo vídeo divulgado pelo site local “Assis City”, na ocasião o sacerdote afirmou que “achamos que lar basta ter um homem e uma mulher. Família não é só isso”.

“Nuclear uma família significa criar condições para uma vida digna. Por isso, é com alegria que estou aqui”, acrescentou, dizendo que estava “tremendo um pouco” porque era a primeira vez que dava uma bênção à união entre dois homens.

Logo após o ocorrido, o Bispo de Assis, Dom Argemiro de Azevedo, decretou a “suspensão de ordem ad cautelam” do sacerdote.

Na última quarta-feira, 26 de agosto, foi publicada a decisão do processo, que determina que Pe. Vicente Paula Gomes “continuará afastado do exercício ministerial, conforme medida cautelar, emanada no dia 11 de dezembro de 2019, até o dia 7 de dezembro de 2020”.

Assim, em 8 de dezembro de 2020, Pe. Vicente “será readmitido ao uso de Ordens sagradas, excetuando a celebração do Sacramento do Matrimônio, por um período de um ano”.

Além disso, no ano letivo escolar de 2021, o sacerdote “deverá iniciar um curso sobre Matrimônio, segundo a perspectiva teológico, jurídica e pastoral (na Faculdade João Paulo II [FAJOPA}, da Província Eclesiástica de Botucatu)”.

Pe. Vicente também está proibido, até 8 de dezembro de 2023, de “participar de qualquer programa televisivo, de rádio, comunicação via internet, como também, utilizar qualquer outro meio de comunicação social, em particular, abster-se de exprimir juízo ou opiniões sobre a doutrina da Igreja católica no que se refere ao Sacramento do Matrimônio”.

A decisão final do processo foi tomada tendo em vista o depoimento do sacerdote, que, “arrependido, pediu perdão do ato inconsequente ao ‘celebrar’ a união estável homoafetiva, não obstante ao escândalo eminente”.

Considerou ainda que “esse suposto delito está sobre a competência da Congregação do Clero, pois enquanto sacerdote e pároco, sua má conduta na ação ‘celebrativa ’incentivou a cultura gay, gerando escândalo, e a mesma considerou pro nuc reponatur naquilo que se refere à matéria que é de competência da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramento, que prontamente respondeu, com Ofício Prot. N. 89/20, de 13 de julho de 2020”.

Também levou em consideração “a ausência de precedentes penais canônicos contra” o sacerdote, e que, “ao longo das investigações não apareceram fatos novos, nem passados, que se somassem” ao caso; bem como assinalou que “o referido sacerdote acatou todas as medidas cautelares preceituais”.




Pe. Gabriel sobre escândalos na Igreja: “Demônios de batina, mas a Igreja continua”

VIA CRUCIS

Antoine Mekary | ALETEIA

Pe. Gabriel Vila Verde / Aleteia Brasil | Ago 28, 2020

“Já tivemos papas que não valiam uma ponta de cigarro, e a Igreja continuou de pé. Os peixes bons serão recolhidos em cestos e os peixes podres lançados fora”

A propósito de escândalos e decepções envolvendo pessoas da Igreja, o pe. Gabriel Vila Verde comentou via rede social, diferenciando entre os casos e recordando uma garantia do Evangelho:

“Já tivemos papas santos, como Leão Magno e João Paulo II, mas também já tivemos papas que não valiam uma ponta de cigarro, e a Igreja continuou de pé. Já tivemos muitos padres santos, como Padre Pio e João Maria Vianney, mas também já tivemos padres que eram verdadeiros demônios de batina, e a Igreja continuou de pé. Já tivemos freiras santas, como Rosa de Lima e Teresa dos Andes, mas também já tivemos freiras que debaixo do véu escondiam uma cascavel, e a Igreja continuou de pé. A Igreja já teve inúmeros leigos santos, como a Beata Albertina e Carlos Acutis, mas também teve leigos tão endiabrados que nem o diabo queria amizade, e a Igreja continuou de pé.

Sabe por quê? Porque ela pertence a Cristo, e o próprio Cristo já disse que seu Reino é como uma rede que pega peixes de todo tipo (Mt 13,47). No fim, os peixes bons serão recolhidos em cestos e os peixes podres lançados fora. No fim…”

Fonte: Aleteia



Oração para quem tem artrite e dores nas costas

Shutterstock/Africa Studio

Redação da Aleteia | Ago 28, 2020

Santo Afonso conhece bem seu sofrimento, peça a intercessão dele!

Durante muito tempo de sua vida, Santo Afonso sofreu com dores na coluna. Ele tinha artrite degenerativa e, aos 79 anos, quando deixou de ser bispo, estava corcunda, locomovia-se apenas com a ajuda da cadeira de rodas e não conseguia mais enxergar.

Santo Afonso / Padres Redentoristas

Santo Afonso

Entretanto, o santo nunca perdeu a fé. Ele sempre rogava pela intercessão da Virgem Maria, entregando-se completamente à Mãe de Deus.

Abaixo, uma oração inspirada nos sofrimentos deste grande homem de fé. Reze com confiança:

Santo Afonso, tu és o patrono especial
de todos os que sofrem de artrite e dores de coluna há muitos anos.
Quando nossos dedos se retorcem de dor,
mantenha-nos focados nas mãos de Cristo, perfuradas por pregos.

Quando nossos joelhos latejam com dores intermináveis,
permita-nos ver os joelhos de Jesus espatifando-se na rua sob a pesada cruz.
Quando nossas costas enrijecerem de dor,
lembremo-nos das costas de Cristo atiradas na madeira áspera da cruz.

Quando nossos quadris, cotovelos, nós dos dedos e outras articulações
doem tanto que as lágrimas brotam de nossos olhos,
ajude-nos a lembrar as lágrimas, o suor e o sangue
que fluiu de nosso Jesus crucificado, que sofreu muito mais por cada um nós.

Santo Afonso, você sofreu com a curvatura da coluna
e foi confinado a uma cadeira de rodas nos últimos anos.
Ensina-nos a unir todas as nossas dores
com os sofrimentos de Jesus.

Por sua intercessão, que nossa dor seja aliviada, mas ainda mais,
que possamos ser um com Jesus, em sua morte e ressurreição,
para a redenção do mundo.
Amém.

Fonte: Oração originada do site CSSR News e publicada em A12.com
 
Fonte: Aleteia



O ensinamento de Agostinho ao homem contemporâneo


Santo AgostinhoSanto Agostinho  (©Renáta Sedmáková - stock.adobe.com)

Com ele se aprende a introspecção interior e a busca de Deus através da razão e da fé. Mas Santo Agostinho, que a Igreja lembra hoje, também ensina a ler a história à luz da Providência. O novo Prior da Província agostiniana da Itália afirma: "Agostinho fala muito ao homem de hoje". Carta do Prelado Geral a todos os Agostinianos

Tiziana Campisi – Vatican News

"Os Padres da Igreja são justamente chamados os santos que, com a força da fé, a profundidade e a riqueza de seus ensinamentos, regeneraram e fizeram crescer a Igreja nos primeiros séculos", assim escreveu João Paulo II na Carta Apostólica Patres Ecclesiae. E entre os Padres da Igreja está Santo Agostinho, Bispo de Hipona, que com seu ministério pastoral e suas obras contribuiu enormemente para o desenvolvimento da doutrina cristã.

Santo Agostinho pastor

Se com sua experiência de vida o prelado africano nos ensina a percorrer o caminho da interioridade para encontrar Deus e compreender Sua Palavra com fé e razão, através de seus escritos responde também às grandes perguntas do homem sobre a existência, sobre o bem e o mal, sobre a história. Há muitas homilias nas quais Agostinho aborda temas atuais, adverte seus fiéis sobre costumes pagãos, ajuda-os a ler a realidade à luz do Evangelho. Como pastor, durante 35 anos, ele conduziu sua diocese na ortodoxia cristã e, cabendo-lhe a episcopalis audientiae, deve resolver as disputas civis que os cidadãos de Hipona lhe submetem como árbitro de disputas, o que o aproximou ainda mais de seu povo. Tudo isso o levou a lidar com problemas concretos e a lidar com heresias e questões teológicas, enquanto seus sermões apaixonavam tanto os fiéis que ficavam horas ouvindo-o falar.

Entre 413 e 426, quando já tinha idade madura, Agostinho escreveu A Cidade de Deus, oferecendo uma leitura da história através das lentes da fé católica. Nos 22 livros que a compõem, o mundo é descrito como o fruto da "cidade terrestre", marcada pelo pecado e amor próprio do homem, e da "cidade celeste", o lugar da Graça e do amor de Deus. Mas, para o bispo de Hipona, em todas as civilizações há homens que pertencem a uma ou a outra. Além disso, vendo a Providência como um guia para toda a história, cada acontecimento e cada evento pessoal é iluminado por um significado. A Cidade de Deus de Agostinho é uma reflexão filosófica, teológica e política. Padre Giustino Casciano, Prior Provincial da Província Agostiniana da Itália, explica o que podemos recuperar nos dias de hoje desta obra:

Padre Casciano: "A Cidade de Deus" foi escrita por Agostinho quando Roma caiu nas mãos dos Godos. Este evento que marcou época abalou o povo, as consciências de então, e deu origem à acusação contra os cristãos de que eles eram a causa da ruína da cidade de Roma, da cidade eterna. Escrevendo "A Cidade de Deus", Agostinho quer responder precisamente a estas acusações. E ele diz que não é por causa do cristianismo que Roma se tornou fraca e caiu nas mãos dos bárbaros, mas é por causa da corrupção moral, da corrupção dos costumes, que Roma perdeu seu esplendor e sua grandeza.   Tornou-se frágil por causa do homem, que seguiu mais paixões do que sua própria inteligência, o próprio destino eterno. Penso que é interessante refletir sobre a situação atual no mundo, sobre o fato de que estamos passando por esta crise da epidemia global que afetou todos os povos. A reflexão de Agostinho pode ser muito interessante para se ter uma visão da história do mundo, onde o cristianismo pode dar tanta luz, onde a fé cristã pode oferecer tantas saídas.

Como Agostinho se dirigiria ao mundo hoje?

Padre Casciano: Devo dizer que Agostino fala muito ao homem de hoje. O homem contemporâneo se sente muito próximo a ele; ele está a mais de 1600 anos de distância, mas sua linguagem, seu modo de ser e de se colocar, o tornam muito, muito atual. Acredito que Agostinho falaria, acima de tudo, em nível antropológico, falaria ao coração das pessoas, à sua necessidade de felicidade, de segurança. Creio que seria realmente interessante ouvi-lo falar ou escrever na sociedade de hoje. E é nossa tarefa, como agostinianos, torná-lo vivo e atual na nossa sociedade.

Como o senhor vê o futuro das comunidade agostinianas na Itália?

Padre Casciano: Certamente é um futuro com muitas dificuldades, devido sobretudo à falta de vocações, por isso a urgência mais importante é aproximar os jovens, caminhar junto com os jovens, anunciar Jesus às novas gerações e pedir com incessante oração o dom de ter novas e santas vocações para a vida consagrada e para o ministério ordenado. Não gostaríamos de fechar conventos, gostaríamos, com a ajuda de Deus, de abrir novas realidades; mas isto, é claro, só pode ser feito através de novas vocações, sem esquecer que caminhamos juntos com as famílias, junto com os leigos. Somos um só com os leigos e as famílias agostinianas que vivem em nossos contextos. As dificuldades da Igreja são nossas dificuldades.

Há uma frase, um pensamento, de Agostinho que, em sua opinião, pode ser um pouco o lema da província agostiniana italiana para os próximos anos?

Padre Casciano: Posso pensar em várias frases, é claro. Uma se trata da razão e da fé: "Creia para poder compreender e compreenda para poder crer". Acredito que seja importante para nós unirmos cada vez mais todas as capacidades da ciência, tecnologia, inteligência humana, porém, uni-las à fé. Somente se formos capazes de ter estas duas asas, engenhosidade humana e fé em Deus, poderemos realmente voar. Se uma dessas duas asas estiver faltando, há o risco de ficarmos no chão e não sermos capazes de nos levantar. Também gosto muito da frase sobre a Graça de Deus. Unir a liberdade humana e a Graça de Deus, portanto fazer tudo o que for possível com suas forças, mas acima de tudo confiar-se à Graça de Deus com a oração. Creio que Agostinho seja capaz de sempre unir sempre estas realidades entre si; ele é o médico da Graça, mas é também o médico da liberdade.

A carta do Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho

O Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho, Padre Alejandro Moral, por ocasião da solenidade que todos os agostinianos celebram hoje, escreveu uma carta para convidar os religiosos a viverem com um só coração e uma só alma prostrados a Deus. "Vamos permanecer (...) fortemente unidos. Demos testemunho da comunhão entre nós e a Cabeça, que é Cristo – pode-se ler na carta - Ele nos ajudará a ler e interpretar a realidade e as necessidades de nossos irmãos. Unidos e em comunhão com Cristo, podemos confiar na segurança da superação das situações difíceis que teremos de viver".

Unidos e orientados para o bem comum diante da pandemia

Recordando a emergência do coronavírus que todos os continentes estão vivendo, Padre Moral acrescenta: "A celebração da solenidade de nosso Padre Santo Agostinho também está envolvida na emergência sanitária que vivemos. Por esta razão, as Santas Missas e outras celebrações terão uma participação reduzida na maioria dos lugares, ou mesmo em outros não poderão sequer ser celebradas publicamente". Por fim, o Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho nos exorta a dirigir nossas mentes e nossos corações para o essencial do carisma agostiniano. “Busquemos o bem comum, a comunhão com nossos irmãos", conclui o Prior, "trabalhando em nossa interioridade e relacionamento com Deus, oferecendo um testemunho de fraternidade e solidariedade com as pessoas afetadas pelos problemas causados pela pandemia".
 



9 dados que deve conhecer sobre os Padres da Igreja


São Jerônimo de Estridão, Santo Agostinho, São Gregório Magno, Santo Ambrósio de Milão / Crédito: Michael Pacher: Altarpiece of the Church Fathers - Domínio público

REDAÇÃO CENTRAL, 28 ago. 20 / 07:00 am (ACI).- Os Padres da Igreja são santos dos primeiros séculos que, com seus escritos doutrinários, configuraram a Igreja Católica como a conhecemos hoje.

Alguns dos principais Padres da Igreja Grega são Santo Atanásio de Alexandria, São Basílio Magno, São Gregório Nazianzeno e São João Crisóstomo; enquanto os quatro Padres mais importantes da Igreja latina são Santo Agostinho de Hipona, São Gregório Magno, Santo Ambrósio de Milão e São Jerônimo de Estridão.

A seguir, alguns dados importantes sobre eles.

1. Eram em sua maioria pastores, não acadêmicos

Os Padres viviam suas vidas cristãs em resposta à fé única, santa, católica e apostólica que experimentavam na Igreja e na cultura de seu tempo. Seus escritos não provinham de um catedrático titular, mas buscavam servir ao povo de Deus.

2. Santo Tomás de Aquino os citou centenas de vezes

Santo Tomás de Aquino, o Doutor Angélico, não é apenas um teólogo e filósofo, mas um brilhante comentarista da Bíblia e da Tradição. Para escrever a Suma Teológica, citou textos de Santo Agostinho 3.156 vezes. Citou São Gregório Magno 761 vezes, São Dionísio 607 vezes, São Jerônimo 377 vezes, São Damasceno 367 vezes, São João Crisóstomo 309 vezes, entre outras citações aos Padres da Igreja.

3. Amavam a Igreja

Exemplo disso é uma das passagens do corpus patrístico "sobre a unidade da Igreja", escrito por São Cipriano de Cartago em De Ecclesiae Catholicae Unitate: "Ninguém pode ter a Deus por Pai, se não tem a Igreja como Mãe".

4. Ensinavam sobre a natureza do homem

São Cipriano descreve a cultura pecaminosa na qual vivia antes de sua conversão e seu batismo: “Eu ainda estava deitado na escuridão e na noite sombria, vacilando de um lado para o outro, sacudido sobre a espuma desta idade jactanciosa, e incerta de meus passos errantes, sem saber nada da minha vida real, e distante da verdade e da luz... mas depois disso, com a ajuda da água do novo nascimento, a mancha dos anos anteriores foi lavada, e uma luz do alto, serena e pura, tinha sido infundida no meu coração reconciliado...”.

Da mesma forma o faz Santo Agostinho de Hipona em seu livro "Confissões", ensinando a matar o homem velho cheio de pecado e abraçar o novo homem em Cristo.

5. Buscavam a amizade com Deus e com os demais

Os Padres da Igreja buscavam imitar a vida de Cristo, que completamente homem e completamente Deus, foi capaz de fazer grandes amizades.

Assim, São Gregório Nazianzeno revela sobre seu querido amigo São Basílio: “Homens diferentes têm nomes diferentes, que devem a seus pais ou a si mesmos, isto é, às suas próprias buscas e realizações. Mas nossa grande busca, o grande nome que queríamos, era ser cristãos, sermos chamados cristãos”.

6. Eram corajosos e podiam dar a vida pelo Evangelho

Um exemplo é a vida de São Cipriano de Cartago, o primeiro bispo que na África atingiu a coroa do martírio. Durante as grandes perseguições dos cristãos sob o imperador Décio, escreveu cartas pastorais no exílio instruindo o povo de Deus em Cartago. Sob o imperador Valeriano, Cipriano foi condenado à morte e martirizado em 258 dC. Ao receber sua sentença, disse: "Deo gratias!" (Graças a Deus!).

São Máximo o Confessor foi outro corajoso Padre da Igreja que lutou contra o monotelismo, uma heresia que admitia em Cristo duas naturezas, a humana e a divina, e uma única vontade. O imperador Constante II mandou cortar a língua e a mão direita do santo para impedir seu ensinamento ortodoxo.

7. Defendiam a sã doutrina

No século IV, Santo Atanásio teve que enfrentar Ário, um sacerdote de Alexandria que difundiu a doutrina errada de que Cristo não era o verdadeiro Deus. Seu desejo incansável por uma doutrina clara conduziu o Concílio de Niceia à elaboração do Credo Niceno. Hoje, o Credo, como símbolo da fé, é usado de maneira simples e direta pelos cristãos de todo o mundo para professar a fé da Igreja Católica.

8. Amavam profundamente a Virgem Maria

Os Padres da igreja amam a Mãe de Deus. Havia um herege chamado Nestório que ensinava que Maria era apenas Christokos (portadora de Cristo) e não a Theotokos (portadora de Deus). Em outras palavras, Nossa Senhora não era a Mãe de Deus, já que só deu à luz à natureza humana de Jesus. São Cirilo de Alexandria lutou incansavelmente contra esse tremendo erro teológico. Em uma carta que corrige Nestório, Cirilo escreve: “Por nossa causa e para a nossa salvação, assumiu sua natureza humana na unidade de sua Pessoa e nasceu de uma mulher; por isso se diz que nasceu segundo a carne” (Cirilo de Alexandria, Carta II a Nestório).

9. Interpretaram a Bíblia com clareza

Os Padres ensinaram como interpretar a Sagrada Escritura. A maior parte da literatura que temos dos Padres Apostólicos e Pós-Apostólicos são suas homilias, que oferecem algumas das melhores exegeses bíblicas imagináveis. Um exemplo disso são os Tratados de Santo Agostinho sobre o Evangelho de João.

Para a compreensão da Bíblia, devem ser utilizados os sentidos literais, alegóricos, morais e analógicos (como assinala o Catecismo da Igreja Católica no numeral 118) e, por isso, os Padres da Igreja estão entre os melhores exegetas da história.

Publicado originalmente em National Catholic Register.




Hoje é celebrado Santo Agostinho, Doutor da Igreja (28 de agosto)


REDAÇÃO CENTRAL, 28 ago. 20 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 28 de agosto Santo Agostinho, Doutor da Igreja e “padroeiro dos que procuram Deus”, o qual em suas “Confissões” disse a Deus sua famosa frase: “Tarde te amei, ó Beleza sempre antiga, sempre nova. Tarde te amei”.

Santo Agostinho nasceu em 13 de novembro de 354, em Tagaste, ao norte da África. Foi filho de Patrício e Santa Mônica, que ofereceu orações pela conversão de seu marido e de seu filho.

Em sua juventude, entregou-se a uma vida dissoluta. Conviveu com uma mulher por aproximadamente 14 anos e tiveram um filho chamado Adeodato, que morreu ainda jovem.

Agostinho pertenceu à seita do maniqueísmo até que conheceu Santo Ambrósio, por quem ficou impactado e começou a ler a Bíblia.

No ano 387, foi batizado junto com seu filho. Sua mãe faleceu naquele mesmo ano. Mais tarde, em Hipona, foi ordenado sacerdote e em seguida Bispo, ficando a cargo dessa Diocese por 34 anos. Combateu as heresias de seu tempo e escreveu muitos livros, sendo o mais famoso sua autobiografia intitulada “Confissões”.

Em 28 de agosto de 430, adoeceu e faleceu. Seu corpo foi enterrado em Hipona, mas logo foi transladado a Pavia, Itália. É um dos 33 Doutores da Igreja, recordado como o Doctor Gratiae (Doutor da Graça).

Para o Papa Emérito Bento XVI, Santo Agostinho foi um “bom companheiro de viagem” em sua vida e ministério. Em janeiro de 2008, referiu-se a ele como “homem de paixão e de fé, de alta inteligência e de incansável solicitude pastoral… deixou um rastro profundo na vida cultural do Ocidente e de todo o mundo”.

Em agosto de 2013, o Papa Francisco, durante a Missa de abertura do Capítulo Geral da Ordem de Santo Agostinho, referiu-se ao santo como um homem que “comete erros, toma também caminhos equivocados, é um pecador; mas não perde a inquietação da busca espiritual. E deste modo descobre que Deus lhe esperava; mais ainda, que jamais tinha deixado de lhe buscar primeiro”.

Quem também fez grande difusão da vida e obra deste Doutor da Igreja foi São João Paulo II, que redigiu a Carta Apostólica “Augustinum Hipponensem”, em 1986, por ocasião do XVI Centenário da conversão de Santo Agostinho.



7 dados que deve conhecer sobre 
Santo Agostinho de Hipona

Santo Agostinho / Crédito: Domínio Público

REDAÇÃO CENTRAL, 28 ago. 20 / 06:00 am (ACI).- No artigo a seguir, você encontrará sete dados que deve conhecer e compartilhar sobre Santo Agostinho de Hipona, bispo, médico e padre da Igreja, cuja festa é celebrada neste dia 28 de agosto.

1. Nasceu na África

Santo Agostinho nasceu no ano 354, em Thagaste, Numídia (atual Argélia) em uma família de classe alta.

Seu pai, Patrício, era pagão, embora tenha se convertido ao cristianismo pouco antes de morrer. Por outro lado, sua mãe, Santa Mônica, era cristã e rezou durante vários anos pela conversão de seu esposo e de seu filho.

2. Levou uma vida libertina em sua juventude

Santo Agostinho participou do que São Paulo chama delicadamente de "paixões juvenis" (2 Timóteo 2,22), ou seja, entregou-se a uma vida libertina e cometeu vários pecados de impureza.

Aos 19 anos, começou a conviver com uma mulher. Seu nome é desconhecido, porque Agostinho não a registrou deliberadamente, talvez por causa da sua reputação.

A mulher não pertencia à classe social de Agostinho e nunca se casaram. Entretanto, tiveram um filho chamado Adeodato (Adeodatus em latim, "Dado por Deus" ou, mais coloquialmente, "dom de Deus").

3. Pertenceu a uma seita

Apesar de sua educação cristã, Agostinho abandonou a fé e se tornou maniqueísta, o que surpreendeu a sua mãe.

O maniqueísmo era uma seita gnóstica e dualista fundada no ano 200 d.C. por um homem iraniano chamado Mani.

4. Começou a sua conversão lendo dois versículos da Bíblia

Quando ensinava retórica em Milão (Itália), com o apoio da sua mãe, começou a ter mais contato com os cristãos e com a literatura cristã.

Um dia, no verão do ano 386, ouviu a voz de uma criança cantando em latim "Tolle, lege", que significa "Pega e lê; pega e lê". O Santo abriu uma bíblia que estava do seu lado e abriu uma página aleatória. Encontrou o capítulo 13, 13-14 da carta de São Paulo aos romanos que dizia:

“Não em orgias e bebedeiras, não em imoralidade sexual e depravação... Revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne”.

Aplicando isto à sua própria vida, Agostinho começou seriamente o seu processo de conversão. Foi batizado, junto com Adeodato, na Vigília Pascal mais próxima.

5. Tornou-se um Padre da Igreja

No ano de 388, Agostinho, Mônica e Adeodato se prepararam para voltar ao norte da África. Infelizmente, Mônica só chegou a Ostia, porto da cidade de Roma, onde faleceu. Adeodato também faleceu quando chegou à África.

Isso deixou Agostinho sozinho. Depois, decidiu vender quase todos os seus bens para dar seu dinheiro aos pobres. Ficou somente com a casa da sua família, que converteu em um mosteiro.

Em 391, foi ordenado sacerdote da Diocese de Hipona (na Argélia) e quatro anos depois se tornou bispo coadjutor da cidade e depois bispo titular.

Como bispo, escreveu extensa e prodigiosamente. Foi por essa razão que o valor dos seus escritos o converteram em um Padre da Igreja.

6. Também é um Doutor da Igreja

Junto com São Gregório Magno, Santo Ambrósio e São Jerônimo, Santo Agostinho foi um dos quatro doutores originais da Igreja. Foi proclamado Doutor pelo Papa Bonifácio VII, em 1298.

Esta nomeação ocorreu devido ao valor extraordinariamente grande dos seus escritos, que incluem importantes obras teológicas, filosóficos e espirituais.

Entre suas obras mais conhecidas estão: "Confissões" (sua autobiografia espiritual), "A cidade de Deus", "Na Doutrina Cristã", "Manual de Fé, Esperança e Amor".

Esta é apenas uma pequena seleção do que escreveu, porque nunca deixou de escrever.

7. Foi canonizado por clamor popular

Foi canonizado por aclamação popular, pois o costume da canonização papal ainda não havia surgido.




Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana dos Anjos/Devoção e Fé Blog