Três meses de quarentena: os diferentes estágios de ansiedade - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Três meses de quarentena: os diferentes estágios de ansiedade

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Octavio Messias | Jun 23, 2020

Superação do trauma passa por negação, raiva, negociação, depressão e aceitação

Estamos completando três meses de quarentena oficial no Estado de São Paulo (Brasil). O que a princípio foi anunciado como duas semanas já tomou 25% deste ano de 2020. E, embora seja um mal necessário para proteger a vida e a saúde da população, o pior de tudo é que ainda não temos como saber quanto tempo irá durar.

Antes que você se desespere, saiba que ansiedade e angústia são perfeitamente comuns em meio a essa situação que estamos vivendo. E entender esses sentimentos ajuda a lidar com eles.

Não há como negar que a quarentena representa um trauma em nossas vidas. Pois, de uma hora para outra, todos os nossos planos foram suspensos, precisamos nos distanciar daqueles de que gostamos e uma pandemia desperta um estado de alerta constante, o que gera quadros de ansiedade.

Todo trauma é seguido por um período de luto, uma fase em que o sujeito elabora uma situação difícil de assimilar, antes de poder retomar sua vida de onde parou. A psicanálise observou que o processo de superação do luto passa por diferentes estágios. E agora, com a pandemia, psicólogos e psiquiatras, observando os efeitos do isolamento social sobre seus pacientes, começam a perceber que a elaboração da quarentena passa pelos cinco estágios seguintes:

1 - NEGAÇÃO

Sabe quando uma pessoa fica sabendo da morte de um ente querido e se recusa a acreditar, quando a ficha demora para cair? Processo semelhante ao que podemos ver atualmente, com muitos que ainda negam a seriedade do novo coronavírus e a necessidade da quarentena. Pois a negação nada mais é do que uma tentativa desesperada de evitar o problema, como se isso pudesse fazê-lo sumir. Assim muitos se apegam a notícias falsas e teorias da conspiração, pois assim sentem-se acolhidos, imunes ao perigo, por mais que não estejam.

2 - RAIVA

Esse é o estágio em que o indivíduo tenta encontrar um agente externo para responsabilizar por sua dor. Como, por exemplo, quando um parente morre no hospital e a pessoa tenta culpar o médico. É uma reação natural perante uma perda. Como a pandemia foi ocasionada por um vírus novo, com particularidades ainda desconhecidas, que surgiu e se alastrou pelo mundo espontaneamente, não temos a quem responsabilizar pelas fatalidades. É quando essa raiva passa a ser transferida para outras pessoas, como governantes, indivíduos que não tomam os cuidados necessários ou até a um país inteiro, como tantos quiseram responsabilizar a China.

3 - BARGANHA

É quando se espera por uma cura ou solução milagrosa para o trauma, como quando alguém pede para ir embora no lugar de quem já partiu. Quando o indivíduo tenta encontrar um meio termo entre como era e o que ficou. No caso da quarentena, podemos estar negociando mesmo sem perceber. Ao dizer para nós mesmos que está tudo normal, que as nossas vidas seguem como se o problema não existisse. Isso fica nítido no caso daqueles que dizem que um passeio de 15 minutos não vai prejudicar, ou uma passadinha para visitar um amigo não tem mal algum.

4 - DEPRESSÃO


É quando a falta de motivação toma conta, a pessoa deixa de fazer o que gosta, passa a se sentir perdida e a apresentar comportamento desistente. É quando a dor e a solidão se mostram mais presentes. Nesse estágio são comuns alterações no sono e no apetite. E recomenda-se que o indivíduo busque apoio, seja com amigos e familiares, seja com terapeutas especializados.

5 - ACEITAÇÃO

É a luz no fim do túnel. Quando a saudade se torna mais branda e é possível enxergar um futuro feliz apesar do luto, quando se assume controle sobre as emoções e se descobre como lidar com a dor. A relação com a perda se torna mais pacífica e o indivíduo começa a reorganizar a própria vida. No caso da quarentena, como ainda não sabemos quanto tempo irá durar, o indivíduo em fase de aceitação desenvolve recursos para lidar com o medo e com o desconhecido. É nos momentos de adversidade que encontramos nossa verdadeira força.

Fonte: Aleteia



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