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Ontem fez 7 anos da renúncia de Bento XVI e 91 da criação do atual Estado Vaticano

©ALESSIA GIULIANI/CPP

Redação da Aleteia | Fev 12, 2020

11 de fevereiro, além disso, é o dia de Nossa Senhora de Lourdes, que guia os caminhos da Igreja

2013: uma renúncia histórica

11 de fevereiro de 2013: a decisão histórica do Papa Bento XVI de renunciar ao pontificado surpreende o planeta e toma conta de todos os noticiários. O Santo Padre, então aos 85 anos, informou que, por já não contar com forças físicas suficientes para exercer o ministério petrino com o vigor necessário, deixaria vacante a Sé de Pedro a partir do dia 28 de fevereiro, às 20 horas pelo horário italiano.

O anúncio foi feito durante o consistório para as canonizações dos 800 mártires de Otranto, da Madre Laura, primeira santa colombiana, e da Madre Lupita, mexicana. O cardeal Angelo Sodano, então decano do Colégio Cardinalício, declarou:

“Estamos incrédulos diante das suas palavras… Em nome de todos os cardeais, estamos próximos de Sua Santidade neste momento como estivemos nestes oito luminosos anos de seu pontificado”.

A Sé Vacante iniciada às 20h de 28 de fevereiro de 2013 se estendeu até o dia 13 de março, quando foi eleito Papa o cardeal Jorge Mario Bergoglio, que adotou o nome de Francisco.

1929: uma formalização histórica

Outro 11 de fevereiro que marcou a história da Igreja foi o de 1929, quando foi assinado o Tratado de Latrão entre o Reino da Itália e a Santa Sé, permitindo a criação do atual Estado da Cidade do Vaticano.

Naquele dia, no Palácio de São João de Latrão, o cardeal Pietro Gasparri, em nome do Papa Pio XI, e o então presidente do Conselho de Ministros do rei Vittorio Emanuele III, Benito Mussolini, assinaram o acordo que reconhecia a independência, a soberania e as fronteiras do Estado Vaticano.

Terminava assim a “Questão Romana”, conflito surgido em 1870 entre a Igreja e o recém-unificado Reino da Itália. Naquele ano, as tropas italianas conquistaram Roma, extinguindo os Estados Pontifícios. O Papa reinante e os seus sucessores até 1929 não reconheceram a legitimidade da incorporação de Roma ao novo Estado italiano e passaram a se confinar nos muros vaticanos.

Depois da queda do regime fascista de Mussolini e da proclamação da República Italiana após a Segunda Guerra Mundial, o Tratado de Latrão foi incorporado à Constituição italiana de 1948, garantindo o reconhecimento da soberania do Pontífice sobre o território vaticano e sobre vários locais extraterritoriais, como as basílicas papais de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros, bem como o Palácio Pontifício de Castel Gandolfo.

Além desses dois eventos de grande relevância, há outro fato em 11 de fevereiro que, sem dúvida alguma, é muitíssimo mais importante: Nossa Senhora de Lourdes!

A ela confiamos os caminhos da nossa Igreja.

Fonte: Aleteia

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