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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Criticam jesuíta James Martin por propor que mulheres façam homilia na Missa


Pe. James Martin SJ / Crédito: Shawn Flickr (CC BY-NC 2.0)

WASHINGTON DC, 24 Jul. 19 / 12:00 pm (ACI).- O polêmico sacerdote jesuíta James Martin recebeu centenas de críticas no Twitter depois de propor que mulheres leigas, e não apenas sacerdotes e diáconos, façam homilias durante as Missas da Igreja Católica.

O comentário foi publicado pelo sacerdote em 22 de julho, apesar das advertências bíblicas, do direito canônico e do ensinamento da Igreja contra essa prática. Além disso, compartilhou um artigo da revista jesuíta "América" ​​– da qual ele é o diretor – escrito por Jean Molesky-Poz, um professor universitário que foi autorizado a pregar nas Missas durante vários anos em uma paróquia no norte da Califórnia (Estados Unidos), até que um novo bispo entrou na diocese e reservou as pregações da Missa aos sacerdotes e diáconos.

“Surpreende-me que as mulheres não possam pregar na Missa. Tanto os fiéis durante a missa como os que a presidem estão perdendo a sabedoria, a experiência e as reflexões inspiradas de metade de seus membros. Santa Maria Madalena, rogai por nós”, escreveu Pe. Martin no Twitter.

Em seguida, disse: “Apenas pensem. Mulheres com doutorados em teologia. Irmãs católicas com décadas de experiência. Mulheres conselheiras espirituais. Autoras. Mães. Médicas. Advogadas. Professoras. Avós. Mulheres que trabalham com os pobres e marginalizados. E assim por diante. A Igreja precisa de suas vozes na Missa”.

Pe. James Martin, que desde 2017 foi nomeado pelo Papa Francisco como um dos consultores da Secretaria de Comunicação do Vaticano, também aprovou várias vezes as relações homossexuais e a transexualidade na Igreja.

O site oficial dos bispos alemães recentemente levantou a ideia de que as mulheres preguem a homilia na Missa, uma opinião que teve a adesão de Pe. James Martin em suas publicações no Twitter.

Em resposta à publicação do jesuíta, a famosa líder pró-vida Lila Rose assinalou que ela, "como mulher", tem "inúmeras oportunidades de compartilhar sua visão com o mundo".

“Estou 100% feliz com nossos sacerdotes e diáconos que proclamam a Palavra na Missa. Somos iguais em dignidade e o fato de não compartilharmos o mesmo papel que os sacerdotes não diminui nossa dignidade ou nossas contribuições como mulheres”, reconheceu Rose.

Também lembrou que "Cristo é plenamente homem" e que "não é um acidente". “Ele nasceu de uma mulher. Isso também não foi um acidente. O fato de sacerdotes e diáconos serem homens não é um acidente: eles assumem a pessoa de Cristo, que era homem e Deus completamente”, ressaltou a ativista pró-vida.

Algo que Pe. Martin não mencionou, e foi lembrado por um usuário no Twitter, é que os homens leigos também não podem pregar durante a Missa.

“Eu, um homem, também não posso pregar na Missa. Os fiéis se beneficiam, não por causa da sabedoria e experiência do pregador, mas porque Cristo, o sumo sacerdote, fala através daqueles que compartilham a graça da ordenação que conferiu aos seus apóstolos”, escreveu o usuário Brandon Schetgen.

Depois, acrescentou: “Também me parece imensamente irônico que você, um homem, tenha a audácia de invocar Santa Maria Madalena, uma das maiores mulheres da Igreja e um verdadeiro modelo de santidade, para promover sua agenda. Com respeito, padre, é vergonhoso”.

Outro sacerdote jesuíta respondeu a Pe. Martin: “James, não faltam lugares para as mulheres compartilharem suas ideias, reflexões, sabedoria e experiência. Por favor, deixe em paz a Missa e a natureza do sacerdócio. Minhas orações oferecidas em seu nome. Por favor, reze por mim".

Outro usuário assinalou que a ideia de que uma mulher precisa “pregar” na Missa para que sua voz seja ouvida “é simplesmente clericalismo”. Em seguida, disse estar “bastante certo” de que santas e doutoras da Igreja como “Santa Teresa d’Ávila, Santa Catarina de Sena, Santa Teresinha do Menino Jesus e Santa Hildegarda de Bingen certamente não se sentiam assim”.

O ‘National Catholic Register’ publicou um artigo que afirma que as mulheres já servem a Igreja em muitos papéis importantes "como leitoras leigas, ministras extraordinárias da Eucaristia, música, catequistas, professoras de teologia, visitantes de hospitais, assistentes administrativas e assistentes sociais".

Sobre esta questão, o numeral 767 do Código de Direito Canônico é claro: "Entre as formas de pregação, destaca-se a homilia, que é parte da própria liturgia e se reserva ao sacerdote ou diácono".

"A pregação dos fiéis leigos não pode ocorrer dentro da celebração da Eucaristia no momento reservado para a homilia", afirmam os bispos dos Estados Unidos em suas regras sobre "Pregação dos Leigos".

A Igreja Católica sempre ensinou e o Papa Francisco confirmou recentemente que "a porta está fechada para a ordenação de mulheres".

O Catecismo da Igreja Católica oferece uma explicação da natureza da ordem sacerdotal no numeral 1577: “‘Só um varão (vir) batizado pode receber validamente a ordenação sagrada’. O Senhor Jesus escolheu homens (viri) para formar o colégio dos Doze Apóstolos, e os Apóstolos fizeram o mesmo quando escolheram os colaboradores que seriam seus sucessores na missão. O Colégio dos bispos, ao qual os presbíteros estão unidos no sacerdócio, torna presente e atualiza, até o retorno de Cristo, o Colégio dos Doze. A Igreja se reconhece vinculada por essa escolha do próprio Senhor. Por isso, a ordenação das mulheres não é possível”.

Depois, o numeral 1578 indica: “Ninguém tem o direito de receber o sacramento da ordem. De fato, ninguém pode arrogar-se a si mesmo este cargo. A pessoa é chamada por Deus para esta honra. Aquele que crê verificar em si os sinais do chamado divino ao ministério ordenado deve submeter humildemente seu desejo à autoridade da Igreja, à qual cabe a responsabilidade e o direito convocar alguém para receber as ordens. Como toda graça, esse sacramento não pode ser recebido a não ser como um dom imerecido”.

Fonte: ACI digital



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