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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Como realmente devemos guardar os domingos e festas?


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Padre Reginaldo Manzotti | Out 07, 2019

Uma reflexão sobre o Terceiro Mandamento da Lei de Deus 

O terceiro mandamento da Lei de Deus – “Guardar os domingos e festas” –, de modo específico, nos lembra que o domingo é o dia do Senhor e a Ele deve ser dedicado.
O texto do Êxodo nos fala:

“Lembra-te de santificar o dia de sábado. Trabalharás durante seis dias e farás toda a tua obra. Mas no sétimo dia, que é um repouso em honra do Senhor, teu Deus não farás trabalho algum” (Ex 20, 8-10).

O dia do sábado, no Antigo Testamento, lembrava a libertação que o povo de Israel teve do Egito até a Terra Prometida. Porém, a nossa fé vem do Novo Testamento, quando recordamos a Páscoa de Jesus e a sua Ressurreição no domingo. Por isso, a Igreja, desde os apóstolos, guarda o domingo como o Dia do Senhor.

Jesus ressuscitou dentre os mortos no primeiro dia da semana (Mc 16, 2). Este primeiro dia, o da ressurreição de Cristo, lembra a primeira criação, enquanto o oitavo, que segue ao sábado, significa a nova criação, inaugurada em Cristo Jesus. Para os cristãos, o domingo se tornou o primeiro de todos os dias, de todas as festas: o Dia do Senhor. Dies Dominica – O domingo.

O Catecismo da Igreja Católica nos explica: guardar significa preservar para Deus. Guardar no sentido de não se ocupar com outras coisas que nos impeça de fazer o devido descanso, o repouso e, neste, se dedicar à oração (CIC 2185).

A Igreja diz: aos domingos e nos outros dias de festa e de preceito os fiéis têm obrigação de participar da Missa. Satisfaz o preceito dessa participação, quem aceita a Missa celebrada no rito católico no dia de festa, ou à tarde do dia anterior. Por isso, a liturgia do sábado à noite já é a do domingo (CIC 2180).

Continua o Catecismo:

“Por isso, os fiéis são obrigados a participar da Eucaristia nos dias de preceito. Só há motivos muito sérios que justifique, por exemplo: doença grave, cuidados com bebês, ou se forem dispensados pelo próprio pastor. Aqueles que deliberadamente faltam à obrigação da missa dominical cometem pecado grave” (CIC 2181).

O domingo deve ser dedicado a boas obras, evangelização, catequese, caridade, serviço aos doentes e aos idosos. É o dia de ir à Missa, de visitar os parentes, de descanso e de reflexão.

A Igreja pede isso, porque estamos entrando numa máquina de mercado e nos esquecemos que somos de carne e osso, não somos robôs. Não é um dia de ficar fazendo bico ou trabalhos extras. O ser humano precisa de descanso, precisa estar em equilíbrio.

O domingo é o dia de se dedicar à família, de reunirem-se todos juntos para as refeições. É o dia de conversa, bate-papo, risada. E isso está faltando nas famílias. Está faltando o pai contar “causos”; o filho perguntar. Está faltando um saber da vida do outro.

Infelizmente, existem pessoas que necessitam trabalhar aos domingos e às vezes não é por opção, então diz a Igreja: busque outro dia de repouso e oração. No entanto, a Igreja diz aos patrões, que eles têm a obrigação de facilitar aos empregados, ao menos para irem à missa.

Além do domingo, as festas e dias santos que todo católico é obrigado a participar da Santa Missa, são: Natal; Epifania (festa dos Reis Magos); Ascensão de Jesus; Corpus Christi; solenidade de Santa Maria Mãe de Deus; Festa da Imaculada Conceição; Assunção de Nossa Senhora; Dia de São José; São Pedro e São Paulo; e a Festa de todos os santos (CIC 2177).

Fonte: Aleteia



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