O simbolismo da procissão do ofertório na Missa - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

O simbolismo da procissão do ofertório na Missa


Fabio Lotti | Shutterstock

Philip Kosloski | Jan 30, 2020

A oferta do pão e vinho ao sacerdote nos lembra de colocar nosso coração no altar para ser transformado

Quem vai à Missa sabe: alguns membros da congregação são convidados a apresentar o pão e o vinho ao sacerdote enquanto ele prepara o altar para as orações da Consagração.

Embora possa parecer à primeira vista um tipo de intervalo, esta é de fato uma ação litúrgica com uma longa história e profundo simbolismo.

A Enciclopédia Católica explica:

“Originalmente, naquele momento, as pessoas traziam pão e vinho que eram recebidos pelos diáconos e colocados por eles sobre o altar”.

Antigamente, os membros da congregação local eram normalmente encarregados de assar o pão e adquirir vinho, portanto.

Nikolaus Gihr, em seu livro Holy Sacrifice of the Mass (“O Santo Sacrifício da Missa”), explica parte do simbolismo desse ato:

“Em primeiro lugar, a oblação (oblatio) refere-se aos elementos eucarísticos: o pão e o vinho são retirados do uso comum, consagrados a Deus e previamente santificados, para que possam ser preparados e adaptados ao seu destino indescritivelmente exaltado. Desistimos de toda a reivindicação desses dons terrestres e os oferecemos ao Altíssimo, com a intenção e o desejo de que Ele os mudasse no curso do sacrifício para Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo.”

Neste momento, os fiéis são encorajados a se unir à oferta de maneira espiritual e a colocar seus corações no altar, para que possam ser transformados de maneira mística no “corpo” de Cristo.

Participar desse alimento de Deus, sentar-se neste banquete de amor, todos de fato são convidados; mas entre os convidados presentes, os honrados e preferidos são os “pobres” de espírito, os humildes de coração – enfim, todos os que esvaziaram seus corações e os despojaram do amor pelos bens desta terra, e quem, portanto, tem fome e sede do alimento imperecível do céu.

Gihr nos dá mais algumas palavras de reflexão sobre como nossos corações podem ser transformados neste momento da Missa:

“O coração se torna resplandecente com o santo amor de Deus e se desprende dos laços das inclinações e desejos mundanos que o prendem no pó; desperta-se de sua indolência e tepidez preguiçosas, para que com santo ardor suba ao céu com todos os seus poderes. ‘Corações no alto!'”

Fonte: Aleteia



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