O dia em que Pe. Donizetti teve que parar de receber peregrinos - Devoção e Fé - Blog Católico

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

O dia em que Pe. Donizetti teve que parar de receber peregrinos


Reprodução / Facebook

Pe. Donizetti Tavares de Lima

Redação da Aleteia | Nov 25, 2019

O então governador de São Paulo proibiu as bênçãos coletivas do padre na cidade de Tambaú, pois o município não tinha estrutura para receber as multidões de devotos

O Pe. Donizetti Tavares de Lima, beatificado pela Igreja no dia 23 de outubro de 2019, nasceu em Cássia, MG, em 1882. Mas foi em Tambaú, SP, que ele exerceu seu sacerdócio durante 35 anos.

Na cidade (hoje com cerca de 30 mil habitantes), o religioso se dedicou a ajudar aos pobres, fundando várias entidades, entre elas o asilo São Vicente de Paulo e a Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Tambaú.

Com o tempo, a fama de milagreiro do Pe. Donizetti começou a se espalhar. Fiéis do Brasil inteiro e até o exterior começaram a procurá-lo em busca de cura. O sacerdote sempre atribui estes milagres a Nossa Senhora Aparecida.

Sua bênção tornou-se muito procurada e era dada da janela de sua casa, devido à imensa quantidade de pessoas que ficavam aguardando sua oração.

Na década de 1950, devido ao grande número de romeiros que chegavam a Tambaú para receber a bênção dita milagrosa, a pequena cidade começou a enfrentar problemas de segurança, trânsito e higiene, pois não tinha a infraestrutura necessária para receber os peregrinos.

Segundo os registros da Igreja, em 1954 município chegou a receber três milhões de pessoas em um semestre. Só em um dia, foram 200 mil romeiros. O padre nem conseguia passar pela multidão, pois todos queriam um pedaço da sua batina.

Em entrevista ao Vatican News, o cardeal Giovanni Angelo Becciu, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos da Santa Sé, conta que o próprio Pe. Donizetti se sentia incomodado com a situação:

“Para a nossa mentalidade ocidental é algo estranho. Nos anos 54, 55, havia três milhões de pessoas que iam à sua paróquia e ele mesmo colocava o problema: estou fazendo bem ou as pessoas não entendem bem a minha condição de sacerdote? E escreveu ao bispo nestes termos: ‘Excelência, antes de ouvir dos outros, vim dizer-lhe que muitas pessoas vêm ter comigo porque se espalhou a notícia de que a minha bênção cura ou consola na dor. Rezo sempre a Nossa Senhora Aparecida. Estou consciente de que esta é uma missão que me confiou, para ajudar os necessitados. O que devo fazer?’. E o bispo deu uma resposta encorajadora e serena: ‘Querido Padre, continua a dar a tua bênção, aquela que é da Igreja. Não é um ato de magia, nem é uma invenção tua. Dispense as graças de Nossa Senhora. Vai tranquilo’”.

De acordo com o portal de notícias G1, para evitar que o caos na cidade de Tambaú aumentasse, o então governador do Estado de São Paulo, Jânio Quadro, obrigou o sacerdote a dar sua última bênção coletiva no dia 20 de maio de 1955, às 20h. A bênção foi proferida em latim sob uma chuva de rosas jogadas de um avião em cima da casa paroquial.

 O momento foi eternizado em áudio, que até hoje costuma ser reproduzido no final das Missas celebradas em Tambaú.

Ouça abaixo parte deste momento histórico.


Fonte: Aleteia



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Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

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