Francisco, Karol e a Divina Misericórdia: para quem sofre “neste momento difícil” - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Francisco, Karol e a Divina Misericórdia: para quem sofre “neste momento difícil”


Santuário da Divina Misericórdia em Vilnius, Lituânia

No final da Audiência Geral, na saudação aos fiéis poloneses, o Papa Francisco lembrou que no próximo domingo, 19 de abril, a Igreja celebra a festa da Divina Misericórdia, instituída 20 anos atrás por São João Paulo II, no dia da canonização da irmã Faustina Kowalska.

Alessandro Di Bussolo/Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

Na saudação aos fiéis poloneses, na audiência geral desta quarta-feira (14/04), o Papa Francisco recordou que no próximo domingo, 19 de abril, será celebrada a “festa da Divina Misericórdia”. Em suas palavras, a memória de São João Paulo II, o Pontífice que veio da Polônia, e a instituiu vinte anos atrás, em 30 de abril de 2000, “em resposta ao pedido de Jesus transmitido a Santa Faustina Kowalska”, a pequena religiosa polonesa, venerada como apóstola da Divina Misericórdia, que entre o Primeira e Segunda Guerra Mundial teve numerosas visões de Jesus ressuscitado.

Visão de irmã Faustina: Jesus ressuscitado e os dois raios de luz

“Desejo que a festa da misericórdia”, disse Jesus à irmã Faustina, que relatou essas palavras em seu Diário, no número 699, “seja um abrigo e refúgio para todas as almas. A humanidade não encontrará paz enquanto não se voltar para a fonte da minha misericórdia”. Do coração transpassado de Cristo, recordava São Wojtyla na homilia de canonização da religiosa, no primeiro domingo depois da Páscoa do ano 2000, em que instituiu a festa da Divina Misericórdia, Santa Kowalska viu “dois raios de luz que iluminam o mundo. 'Os dois raios, o próprio Jesus a explicou um dia, representam sangue e água'”. Desse coração, comentou o Papa polonês, “jorra a grande onda de misericórdia derramada sobre a humanidade”.

Pedir a Jesus Misericordioso pela Igreja e pela humanidade

Francisco conclui sua saudação aos poloneses, com confiança: “Peçamos a Jesus Misericordioso pela Igreja e por toda a humanidade, especialmente pelos que sofrem neste momento difícil. Cristo ressuscitado anime a esperança e o espírito de fé em nós”.

Dois Papas unidos pela Divina Misericórdia
A Divina Misericórdia é certamente um dos temas mais fortes que unem João Paulo II e Francisco. A encíclica escrita por São João Paulo II nos primeiros anos de seu pontificado, Dives in Misericordia, de 30 de novembro de 1980, é constantemente retomada pelo Papa Francisco nos atos, nas palavras e no anúncio do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, de 8 de dezembro de 2015 a 20 de novembro de 2016. Ambos os pontífices vêm de situações marcadas por distúrbios sociais e dificuldades históricas. A sensibilidade humana, a concretude histórica e a atenção que ambos prestam à dignidade humana, aos problemas dos mais pobres que os tornam tão próximos em lembrar à Igreja e o mundo da força da Divina Misericórdia.

João Paulo II, em 1980, escreveu Dives in Misericordia

A misericórdia não elimina a justiça, mas a supera, esclareceu João Paulo II em sua encíclica dedicada ao “Deus rico em misericórdia”, intitulando um capítulo “Bastará a justiça? À pergunta ele respondeu que a Igreja é chamada a proclamar e anunciar a misericórdia como a mais alta forma de justiça no amor. Porque a misericórdia não é ser tolerante, e a justiça humana sem Deus leva à negação do ser humano, a um sistema de escravidão e à negação da dignidade da pessoa.

30 de abril de 2000, a canonização da irmã Faustina Kowalska

Vinte anos depois de escrever Dives in Misericordia, no coração do Grande Jubileu do Ano 2000, Karol Wojytla canonizou a religiosa Maria Faustina Kowalska, que morreu, em Cracóvia, em 5 de outubro de 1938, com apenas 33 anos e abriu a homilia com as palavras do Salmo 118, cantado na oitava de Páscoa: “Dai graças ao Senhor porque ele é bom, eterna é a sua misericórdia”.

Do coração transpassado de Jesus uma “grande onda de misericórdia”

São palavras, comentava, quase retiradas “dos lábios de Cristo ressuscitado”, que no Cenáculo “traz o grande anúncio da misericórdia divina e confia o ministério aos apóstolos: 'A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, eu também vos envio... Recebam o Espírito Santo; a quem perdoarem os pecados, eles serão perdoados e a quem não perdoarem, eles permanecerão”. Antes de dizer essas palavras, João Paulo II lembrou: “Jesus mostra suas mãos e seu lado, ou seja, aponta para as feridas da paixão, sobretudo a ferida do coração”, fonte da “grande onda de misericórdia que derrama sobre a humanidade”.

Divina Misericórdia e Ressurreição de Cristo

Não é possível pensar na Divina Misericórdia sem a Ressurreição do Senhor, explicou o Papa Wojtyla, porque este é o ponto culminante da revelação da Misericórdia de Deus, abertura à vida eterna, o dom supremo que Deus em Cristo oferece ao homem e Jesus veio ao mundo para revelar a face misericordiosa de Deus. “A sua mensagem de misericórdia”, concluiu em sua homilia de canonização, “continua nos alcançando através do gesto de suas mãos estendidas para o homem sofredor. Foi assim que a irmã Faustina o viu e o anunciou aos homens de todos os continentes, que, escondida em seu convento em Lagiewniki, em Cracóvia, fez de sua existência um canto à misericórdia: Misericordias Domini in aeternum cantabo”.

16 abril 2020

Fonte: Vatican News



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Avisos

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