quarta-feira, 9 de novembro de 2016

É lícito para um católico usar cinzas de um defunto em uma “urna ecológica”?


Por Blanca Ruiz

ROMA, 08 Nov. 16 / 08:00 am (ACI).- Um sacerdote perito e consultor da Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano explica que não é lícito para um católico usar as cinzas de uma pessoa morta nas chamadas “urnas ecológicas”, recipientes que algumas empresas oferecem atualmente para conservar os restos mortais.

Nos últimos tempos, estão na moda diferentes maneiras e usar as cinzas dos defuntos: diamantes, objetos comemorativos ou recipientes ecológicos. Sobre isso, o Pe. Angel Rodriguez Luño, consultor da Congregação para a Doutrina da Fé, que apresentou a instrução Ad resurgendum cum Christo no Vaticano, no dia 25 de outubro, com o Cardeal Gerhard Müller, assegurou ao Grupo ACI que “a Igreja encoraja que as cinzas sejam conservadas no cemitério ou em um lugar sagrado”.

Portanto, “conservá-la em casa, dispersá-las no mar ou estas novas formas de fazer objetos ou plantas com elas não estão de acordo com os ensinamentos da Igreja e não é coerente com a tradição cristã”.

A respeito da conservação das cinzas em casas ou sua conversão em objetos decorativos, o consultor da Congregação para a Doutrina da Fé disse ao Grupo ACI que o que normalmente acontece é que “a primeira geração o guarda com muito carinho, mas para as seguintes gerações o apego é menor e torna-se algo como um peso, e muitas vezes as cinzas ou objetos acabam sendo relegados ou até mesmo perdidos”.

As urnas ecológicas estão na moda e várias empresas funerárias oferecem estes serviços.

Entre outros, oferecem inserir as cinzas da pessoa falecida em uma urna ou vaso que é deixado no mar ou em um rio para se biodegradar com o passar do tempo. Também há urnas feitas de sais efervescentes que ao entrar em contato com a água são dissolvidos com as cinzas do falecido em seu interior.

Além disso, também existem outras pessoas que se oferecem para inserir uma planta dentro da urna, que, posteriormente, é colocada em algum lugar para ser integrada com a natureza.

Nesse sentido, o sacerdote sublinhou que “é preciso levar em consideração que a Igreja não coage ninguém e respeita os modos de proceder, mas fornece orientações e informações sobre o que é coerente ou não com a tradição cristã para que cada pessoa possa escolher”.

“A tradição cristã sempre teve um cuidado com a sepultura, de modo que os primeiros cristãos eram enterrados nas catacumbas”, assegurou e destacou a importância de “ter um lugar físico para que a família pudesse rezar pelos falecidos como o passar dos anos”.

O Pe. Rodriguez explicou que, historicamente, em grandes batalhas com centenas de falecidos, “sempre foi construído um memorial de guerra e uma vez por ano era levadas uma coroa de flores, celebrava-se uma missa e se recordava aqueles cujos corpos não se pôde conservar”.

O sacerdote insistiu que quando é enterrado em um cemitério ou em um lugar sagrado adaptado, facilita o acesso para que uma pessoa possa ir e rezar diante do falecido e se trata do modo “mais coerente com a tradição cristã que guarda o sentido da Ressurreição”.

Instruções Ad Resurgendum cum Christo

O documento recém-apresentado a propósito do sepultamento dos defuntos e da conservação das cinzas em caso de cremação observa que “a Igreja não vê razões doutrinais para impedir tal práxis; uma vez que a cremação do cadáver não toca o espírito e não impede à onipotência divina de ressuscitar o corpo”.

Esta instrução também afirma que a cremação é permitida, mas as cinzas devem ser conservadas em um lugar sagrado e a Congregação para a Doutrina da Fé insiste que “a conservação das cinzas em casa não é consentida”, algo que só é permitido “em casos de circunstâncias gravosas e excepcionais, dependendo das condições culturais de carácter local” e com a permissão do bispo.

“As cinzas, no entanto, não podem ser dividias entre os vários núcleos familiares e deve ser sempre assegurado o respeito e as adequadas condições de conservação das mesmas”, recorda o documento.

A Igreja também insiste que não pode permitir “comportamentos e ritos que envolvam concepções errôneas sobre a morte: seja o aniquilamento definitivo da pessoa; seja o momento da sua fusão com a Mãe natureza ou com o universo; seja como uma etapa no processo da reencarnação; seja ainda, como a libertação definitiva da ‘prisão’ do corpo”.

Fonte: ACI digital



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