Fevereiro 2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Papa Francisco: "Quaresma é um tempo de penitência, mas não de tristeza"


Antes de rezar o Angelus, Francisco frisou que "somente Deus pode nos dar a verdadeira felicidade: é inútil perder tempo procurando-a em outros lugares, em riquezas, prazeres, poder ou carreira".

Cidade do Vaticano

Sob muita chuva, mas com a Praça São Pedro repleta de fiéis, turistas e romanos, o Papa Francisco rezou a oração do Angelus este domingo (18/02) e a precedeu com algumas palavras de reflexão sobre a Quaresma.

Inspirado no Evangelho de Marcos, Francisco propôs os três temas mencionados na leitura do dia: tentação, conversão e Boa Nova.

Assim como Jesus se preparou 40 dias no deserto, posto à prova por Satanás, para vencer as tentações nós devemos fazer o nosso ‘treinamento’ espiritual, disse o Papa.

“Somos chamados a enfrentar o mal mediante a oração para sermos capazes, com a ajuda de Deus, de derrotá-lo em nosso dia a dia. Infelizmente, o mal está à obra em nossa existência e ao nosso redor, aonde existem violências, negação do próximo, fechamentos, guerras e injustiças”.

Boa Nova exige do homem conversão e fé 

“Em nossa vida, precisamos sempre de conversão; não somos suficientemente orientados a Deus e devemos continuamente dirigir nossa mente e nosso coração a Ele. Para isto, é preciso ter a coragem de rechaçar tudo o que nos conduz fora do caminho, os falsos valores que atraem o nosso egoísmo”.

Frisando que “a Quaresma é um tempo de penitência, mas não de tristeza”, o Papa lembrou que é um compromisso alegre e sério para nos despojarmos de nosso egoísmo e de velhos ranços, e renovarmo-nos na graça do Batismo.

“ Somente Deus pode nos dar a verdadeira felicidade: é inútil perder tempo procurando-a em outros lugares, em riquezas, prazeres, poderes, carreira. ”

"O reino de Deus é a realização de todas as nossas aspirações mais profundas e autênticas porque é, ao mesmo tempo, salvação do homem e glória de Deus”.

O apelo de Jesus à conversão.

“Que Maria Santíssima nos ajude a viver esta Quaresma com fidelidade à Palavra de Deus e com oração incessante, como fez Jesus no deserto. Não é impossível! Trata-se de viver os dias desejando intensamente acolher o amor que vem de Deus e que quer transformar nossa vida e o mundo inteiro!”

Fonte: Vatican News



Papa Francisco: Mensagem a fiéis brasileiros pela Campanha da Fraternidade


Papa envia mensagem a fiéis brasileiros pela Campanha da Fraternidade

Sejamos protagonistas da superação da violência, pede o Papa na mensagem; tema da Campanha deste ano é “fraternidade e superação da violência”

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos brasileiros por ocasião da Campanha da Fraternidade que começa nesta quarta-feira, 14, Quarta-Feira de Cinzas, início da Quaresma. No texto, o Santo Padre convida todos a ser protagonistas da superação da violência, fazendo-se construtores da paz. Neste ano, a Campanha tem como tema “Fraternidade e Superação da Violência” e lema “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

Francisco destaca na mensagem que a paz é construída no cotidiano, a partir de pequenos gestos de respeito e de diálogo, em um espaço onde se respira fraternidade. “Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. ”.

Confira abaixo a íntegra da mensagem:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Neste tempo quaresmal, de bom grado me uno à Igreja no Brasil para celebrar a Campanha “Fraternidade e a superação da violência”, cujo objetivo é construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho de superação da violência. Desse modo, a Campanha da Fraternidade de 2018 nos convida a reconhecer a violência em tantos âmbitos e manifestações e, com confiança, fé e esperança, superá-la pelo caminho do amor visibilizado em Jesus Crucificado.

Jesus veio para nos dar a vida plena (cf. Jo 10, 10). Na medida em que Ele está no meio de nós, a vida se converte num espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos (cf. Exort. Apost. Evangelii gaudium, 180). Este tempo penitencial, onde somos chamados a viver a prática do jejum, da oração e da esmola nos faz perceber que somos irmãos. Deixemos que o amor de Deus se torne visível entre nós, nas nossas famílias, nas comunidades, na sociedade.

“É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (1 Co 6,2; cf. Is 49,8), que nos traz a graça do perdão recebido e oferecido. O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência. Acolhamos, pois, a exortação do Apóstolo: “Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento” (Ef 4, 26).

Sejamos protagonistas da superação da violência fazendo-nos arautos e construtores da paz. Uma paz que é fruto do desenvolvimento integral de todos, uma paz que nasce de uma nova relação também com todas as criaturas. A paz é tecida no dia-a-dia com paciência e misericórdia, no seio da família, na dinâmica da comunidade, nas relações de trabalho, na relação com a natureza. São pequenos gestos de respeito, de escuta, de diálogo, de silêncio, de afeto, de acolhida, de integração, que criam espaços onde se respira a fraternidade: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8), como destaca o lema da Campanha da Fraternidade deste ano. Em Cristo somos da mesma família, nascidos do sangue da cruz, nossa salvação. As comunidades da Igreja no Brasil anunciem a conversão, o dia da salvação para conviverem sem violência.

Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim.

Vaticano, 27 de janeiro de 2018.

Franciscus PP.

Fonte: Canção Nova



Campanha da Fraternidade 2018: “Fraternidade e superação da violência - Em Cristo somos todos irmãos"


A Campanha da Fraternidade 2018 (CF 2018) é realizada todos os anos pela Igreja Católica no Brasil durante o período da Quaresma, e a campanha é coordenada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A Campanha da Fraternidade tem como principal objetivo despertar a solidariedade de todos os seus fiéis e também da sociedade brasileira, em um problema que envolve todos nós, buscando assim uma solução para resolver esses determinados problemas. Todos os anos, são escolhidos temas, o Tema da Campanha da Fraternidade 2018 é: “Fraternidade e superação da violência, tendo como lema Em Cristo somos todos irmãos (Mt 23,8)“.

A CF 2018 é realizada em âmbito nacional, e envolve todas as comunidades cristãs católicas e ecumênicas do Brasil. A arrecadação da Campanha da Fraternidade compõe o Fundo Nacional de Solidariedade e os Fundos Diocesanos de Solidariedade, onde 60% da arrecadação são destinadas ao apoio de projetos sociais da própria comunidade diocesana, e os outros 40% restantes compõem o FNS, que são destinados para o fortalecimento da solidariedade em diversas regiões do país.

A Campanha da Fraternidade 2018 começa na quarta-feira de cinzas e se estende durante o ano todo. Algumas pessoas acham que a CF 2018 termina depois da Páscoa, mas como falamos acima, acontece durante o ano todo, juntamente com o Ano Litúrgico, onde são desenvolvidas diversas atividades pastorais em todas as regiões do Brasil.

Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho. Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.
Oração da Campanha da Fraternidade 2018

Deus e Pai,
nós vos louvamos pelo vosso infinito amor
e vos agradecemos por ter enviado Jesus,
o Filho amado, nosso irmão.

Ele veio trazer paz e fraternidade à terra
e, cheio de ternura e compaixão,
sempre viveu relações repletas
de perdão e misericórdia.

Derrama sobre nós o Espírito Santo,
para que, com o coração convertido,
acolhamos o projeto de Jesus
e sejamos construtores de uma sociedade
justa e sem violência,
para que, no mundo inteiro, cresça
o vosso Reino de liberdade, verdade e de paz.

Amém!



Fonte: https://www.campanhadafraternidade2018.com/



Igreja comemora hoje São Simeão, Bispo e mártir (18 de fevereiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 18 Fev. 18 / 05:00 am (ACI).- No século I, São Simeão serviu como o segundo Bispo de Jerusalém. Além disso, foi parente de Cristo, segundo descrevem os Evangelhos de São Mateus (13,55) e São Marcos (6,3).

No livro ‘História Eclesiástica’ de Eusébio de Cesareia (Pai da história da Igreja), este santo é descrito como primo do Senhor – segundo a carne – por ser filho de Cléofas, o irmão de São José.

Do mesmo modo, a mãe de Simeão é mencionada pelo escritor Hegesipo como concunhada da Virgem Maria. No evangelho de São João e da São Mateus é mencionada uma “irmã” da Mãe de Deus, que viria a ser Maria, esposa de Cléofas (pai de Simeão).

Depois do martírio pelos judeus do primeiro Bispo de Jerusalém, São Tiago o Justo, e a imediata tomada da cidade, a tradição conta que os apóstolos e discípulos do Senhor, que ainda permaneciam vivos, se reuniram e deliberaram que Simeão seria nomeado seu sucessor.

Como descreve Eusébio de Cesareia, na época do imperador Trajano, ressurgiu nas cidades e outros lugares da Palestina uma nova perseguição contra os cristãos por causa das revoltas do povo.

Foi então que o Bispo de Jerusalém, Simeão, foi denunciado como cristão e descendente de Davi, sendo sentenciado à morte pelo governador romano Ático. Foi torturado e crucificado aos 120 anos.
Fonte: ACI digital



Jesus vai enfrentar o mal-1º Domingo da Quaresma(Ano B)


Jesus vai enfrentar o mal

1º Domingo da Quaresma-
Ano B

Evangelho de Marcos 1, 12-15

* 12 Em seguida o Espírito impeliu Jesus para o deserto. 13 E Jesus ficou no deserto durante quarenta dias, e aí era tentado por Satanás. Jesus vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. A pregação de Jesus -* 14 Depois que João Batista foi preso, Jesus voltou para a Galiléia, pregando a Boa Notícia de Deus: 15 «O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo. Convertam-se e acreditem na Boa Notícia.»
Reflexão

Quaresma, regeneração

Celebramos o 1º domingo da Quaresma. Muitos jovens nem sabem o que é a Quaresma. Nem sequer sabem o que significa o Carnaval, antiga festa do fim do inverno no hemisfério norte, que, na Cristandade, tornou-se a despedida da fartura antes de iniciar o jejum da Quaresma… A Quaresma (do latim quadragésima) significa um tempo de quarenta dias vivido na proximidade do Senhor, na entrega a ele. Depois de batizado por João Batista no rio Jordão, Jesus se retirou no deserto de Judá e jejuou durante quarenta dias, preparando-se para anunciar o Reino de Deus (evangelho). Vivia no meio das feras, mas os anjos de Deus cuidavam dele. Preparando-se desse modo, Jesus assemelha-se a Moisés, que jejuou durante quarenta dias no Monte Horeb (Ex 24, 18; 34, 28; Dt 9, 11 etc), a Elias, que caminhou quarenta dias alimentado pelos corvos até chegar a essa montanha (1Rs 19,8). O povo de Israel peregrinou durante quarenta anos pelo deserto (Dt 2,7), alimentado pelo Senhor.

Na Quaresma deixamos para trás as preocupações mundanas e priorizamos as de Deus. Vivemos numa atitude de volta para Deus, de conversão. Isso não consiste necessariamente em abster-se de pão, mas sobretudo em repartir o pão com o faminto e em todas as demais formas de justiça – o verdadeiro jejum (Is 58,6-8). A Igreja viu, desde seus inícios, nos quarenta dias de preparação de Jesus uma imagem da preparação dos candidatos ao batismo. Assim como Jesus depois desses quarenta dias se entregou à missão recebida de Deus, os catecúmenos eram, depois de quarenta dias de preparação, incorporados em Cristo pelo batismo, para participar da vida nova. O batismo era celebrado na noite da Páscoa, noite da Ressurreição. E toda a comunidade vivia na austeridade material e na riqueza espiritual, preparando-se para celebrar a Ressurreição.

A meta da Quaresma é a Páscoa, o batismo, a regeneração para uma vida nova. Para os que ainda não receberam o batismo – os catecúmenos -, isso se dá no sacramento do batismo na noite pascal; para os já batizados, na conversão que sempre é necessária em nossa vida cristã: daí o sentido da renovação do compromisso batismal e do sacramento da reconciliação neste período. É nesta perspectiva que compreendemos também a 1ª e a 2ª leitura, que nos falam da purificação da humanidade pelas águas do dilúvio e do batismo.


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder ao seu amor por uma vida santa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Fonte:
http://www.franciscanos.org.br/?p=10787 (fevereiro/2018)



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Homilia do Papa Francisco na Missa de Quarta-feira de Cinzas (14/02/2018)


VATICANO, 14 Fev. 18 / 01:30 pm (ACI).- O Papa Francisco presidiu a celebração da Missa de Quarta-feira de Cinzas na basílica romana de Santa Sabina. Na homilia, o Santo Padre destacou que a Quaresma é o tempo apropriado para corrigir aquilo que não está em consonância com a vida cristã.

Além disso, recordou que as tentações às quais o cristão está exposto são “múltiplas” e advertiu contra os demônios de “desconfiança, apatia e resignação”.

“A Quaresma é tempo precioso para desmascarar estas e outras tentações e deixar que o nosso coração volte a bater segundo as palpitações do coração de Jesus”.

A seguir, o texto completo da homilia do Papa Francisco:

O tempo de Quaresma é propício para corrigir os acordes dissonantes da nossa vida cristã e acolher a notícia sempre nova, feliz e esperançosa da Páscoa do Senhor. Na sua sabedoria materna, a Igreja propõe-nos prestar especial atenção a tudo o que possa arrefecer e oxidar o nosso coração crente.

Múltiplas são as tentações, a que nos vemos expostos. Cada um de nós conhece as dificuldades que deve enfrentar. E é triste constatar, nas vicissitudes diárias, como se levantam vozes que, aproveitando-se da amargura e da incerteza, nada mais sabem semear senão desconfiança. E, se o fruto da fé é a caridade – como gostava de repetir Santa Teresa de Calcutá –, o fruto da desconfiança é a apatia e a resignação. Desconfiança, apatia e resignação: os demónios que cauterizam e paralisam a alma do povo crente.

A Quaresma é tempo precioso para desmascarar estas e outras tentações e deixar que o nosso coração volte a bater segundo as palpitações do coração de Jesus. Toda esta liturgia está impregnada por este sentir, podendo-se afirmar que o mesmo ecoa em três palavras que nos são oferecidas para «aquecer o coração crente»: para, olha e regressa.

Para um pouco, deixa esta agitação e este correr sem sentido que enche a alma de amargura sentindo que nunca se chega a parte alguma. Para, deixa esta obrigação de viver de forma acelerada, que dispersa, divide e acaba por destruir o tempo da família, o tempo da amizade, o tempo dos filhos, o tempo dos avós, o tempo da gratuidade... o tempo de Deus.

Para um pouco com essa necessidade de aparecer e ser visto por todos, mostrar-se constantemente «em vitrina», que faz esquecer o valor da intimidade e do recolhimento.

Para um pouco com o olhar altivo, o comentário ligeiro e desdenhoso que nasce de se ter esquecido a ternura, a compaixão e o respeito pelo encontro com os outros, especialmente os vulneráveis, feridos e até imersos no pecado e no erro.

Para um pouco com essa ânsia de querer controlar tudo, saber tudo, devassar tudo, que nasce de se ter esquecido a gratidão pelo dom da vida e tanto bem recebido.

Para um pouco com o ruído ensurdecedor que atrofia e atordoa os nossos ouvidos e nos faz esquecer a força fecunda e criativa do silêncio.

Para um pouco com a atitude de fomentar sentimentos estéreis e infecundos que derivam do fechamento e da autocomiseração e levam a esquecer de sair ao encontro dos outros para compartilhar as cargas e os sofrimentos.

Para diante do vazio daquilo que é instantâneo, momentâneo e efémero, que nos priva das raízes, dos laços, do valor dos percursos e de nos sentirmos sempre a caminho.

Para, para olhar e contemplar!

Olha os sinais que impedem de se apagar a caridade, que mantêm viva a chama da fé e da esperança. Rostos vivos com a ternura e a bondade de Deus, que age no meio de nós.

Olha o rosto das nossas famílias que continuam a apostar dia após dia, fazendo um grande esforço para avançar na vida e, entre muitas carências e privações, não descuram tentativa alguma para fazer da sua casa uma escola de amor.

Olha os rostos interpeladores das nossas crianças e jovens carregados de futuro e de esperança, carregados de amanhã e de potencialidades que exigem dedicação e salvaguarda. Rebentos vivos do amor e da vida que sempre conseguem abrir caminho por entre os nossos cálculos mesquinhos e egoístas.

Olha os rostos dos nossos idosos, enrugados pelo passar do tempo: rostos portadores da memória viva do nosso povo. Rostos da sabedoria operante de Deus.

Olha os rostos dos nossos doentes e de quantos se ocupam deles; rostos que, na sua vulnerabilidade e no seu serviço, nos lembram que o valor de cada pessoa não pode jamais reduzir-se a uma questão de cálculo ou de utilidade.

Olha os rostos arrependidos de muitos que procuram remediar os seus erros e disparates e, a partir das suas misérias e amarguras, lutam por transformar as situações e continuar para diante.

Olha e contempla o rosto do Amor Crucificado, que continua hoje, a partir da cruz, a ser portador de esperança; mão estendida para aqueles que se sentem crucificados, que experimentam na sua vida o peso dos fracassos, dos desenganos e das desilusões.

Olha e contempla o rosto concreto de Cristo crucificado por amor de todos sem exclusão. De todos? Sim; de todos. Olhar o seu rosto é o convite cheio de esperança deste tempo de Quaresma para vencer os demónios da desconfiança, da apatia e da resignação. Rosto que nos convida a exclamar: o Reino de Deus é possível!

Para, olha e regressa. Regressa à casa de teu Pai. Regressa sem medo aos braços ansiosos e estendidos de teu Pai, rico em misericórdia (cf. Ef 2, 4), que te espera!

Regressa! Sem medo: este é o tempo oportuno para voltar a casa, a casa do «meu Pai e vosso Pai» (cf. Jo 20, 17). Este é o tempo para se deixar tocar o coração... Permanecer no caminho do mal é fonte apenas de ilusão e tristeza. A verdadeira vida é outra coisa muito diferente, e bem o sabe o nosso coração. Deus não Se cansa nem Se cansará de estender a mão (cf. Bula Misericordiae Vultus, 19).

Regressa sem medo para experimentar a ternura sanadora e reconciliadora de Deus! Deixa que o Senhor cure as feridas do pecado e cumpra a profecia feita a nossos pais: «Dar-vos-ei um coração novo e introduzirei em vós um espírito novo: arrancarei do vosso peito o coração da pedra e vos darei um coração de carne» (Ez 36, 26).

Para, olha e regressa!
Fonte: ACI digital



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Um católico pode participar do Carnaval?


REDAÇÃO CENTRAL, 08 Fev. 18 / 12:00 pm (ACI).- Muitas pessoas estão se preparando para aproveitar o Carnaval na próxima semana, alguns já até começaram a cair na folia. Mas, diante dessa festa tão popular no Brasil, fica a pergunta: um católico “pode ir para as ruas e extravasar sua alegria como um grande folião”?

Em um artigo enviado à ACI Digital, André Parreira, membro do Instituto Nacional da Pastoral Familiar e da Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e autor de livros sobre matrimônio e família, buscou responder esta questão.

Segundo ele, “a resposta pode começar com outra pergunta: alguém poderia dizer que o os blocos, desfiles e bailes de Carnaval não são ambientes propícios ao pecado, com tanto álcool, nudez e erotização? As modas das mini-roupas (as bermudinhas viraram o traje oficial!) e fantasias minúsculas ou de caráter sexual refletem o pudor daqueles que tem consciência de que são templo do Espírito Santo?”.

“Até mesmo as marchinhas já são um risco, pois embora muitas sejam interessantes e divertidas, boa quantidade delas carrega grande erotização”, pontua.

Parreira confessa que já participou do Carnaval, “mas há muitos anos” não acompanha “nem mesmo pela televisão”. “E esta (anti)cultura não será transmitida por minha esposa e por mim aos nossos filhos. Aqui em casa não entra nem as músicas de Carnaval”.

Explica esta decisão não foi tomada apenas por “questão de gostar ou não, nem mesmo se trata de alienação. Mas é questão de acertar nossa caminhada para os caminhos que se afeiçoam mais com o Senhor”.

“Sei que vou desagradar a muita gente católica que tem paixão pelo Carnaval, espera ansiosamente pela data e dispara contra qualquer um que queira levantar a questão”, admite e, em seguida, apresenta como alguns santos aconselharam sobre esta festa.

“Por exemplo, Santo Afonso Maria de Ligório diz que a fuga das ocasiões de pecado é grande dever em nosso caminho de crescimento espiritual”, ou ainda Santa Faustina, que “relata o sofrimento do coração de Jesus nos dias de Carnaval”.

Por sua vez, “São João Maria Vianey dizia que o anjo da guarda ficava do lado de fora dos salões de baile e que algumas danças são a ‘corda com que o demônio arrasta mais almas para o inferno’”.

Parreira cita ainda “São Carlos Borromeu que jamais podia compreender ‘como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo’”.

“Se estes santos diziam isso com base no Carnaval de seus tempos, o que diriam se conhecessem as festividades de hoje?”, questiona-se.

E, para ser mais atual, André Parreira apresenta uma reflexão sobre este tema feita por Dom Henrique Soares, Bispo de Palmares (PE):

“Devemos, então, rejeitar em bloco o Carnaval atual? A resposta pronta não existe! Se um cristão julga poder brincar o carnavalzão do mundo sem cometer excessos, sem dar azo à imoralidade, sem a dispersão interior violenta que nos tira da presença de Deus e da realidade, então brinque em paz! Eu duvido muito que isto seja possível, mas é preciso respeitar a consciência de cada um!”, afirma o Prelado.

E, como “pastor da Igreja”, sugere “que os cristãos deem preferência a brincar o Carnaval em grupos de cristãos, de modo puro, sereno, inocente, fraterno, com toda alegria que nasce de um coração que sabe o sentido verdadeiro da existência”.

Finalmente, André Parreira conclui que a resposta para a pergunta se o católico pode participar do Carnaval é uma “individual”. “A liberdade é um presente que Deus nunca vai nos tirar”.

Fonte: ACI digital



Papa Francisco recorda que o Evangelho e as homilias bem feitas são fundamentais na Missa


VATICANO, 07 Fev. 18 / 08:30 am (ACI).- A nova catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira abordou sobre o Evangelho e a homilia na Missa. Assinalou que as homilias devem estar bem preparadas e não entediar.

“O diálogo entre Deus e o seu povo, que tem lugar na Liturgia da Palavra, alcança a sua plenitude na proclamação do Evangelho”, disse no começo.

Francisco explicou que, como “os mistérios de Cristo iluminam a revelação bíblica, assim, na Liturgia da Palavra, o evangelho constitui a luz para compreender o significado dos textos bíblicos que o precedem, seja do Antigo ou do Novo Testamento”.

O Papa recordou que sua leitura “está reservada ao ministro ordenado, que termina beijando o livro”. “Nestes sinais, a assembleia reconhece a presença de Cristo que dirige a ‘boa nova’ que converte e transforma”.

“Na Missa não lemos o Evangelho  para saber como foram as coisas, mas ouvimos o Evangelho para tomar consciência de  aquilo que Jesus fez e disse uma vez e aquela Palavra é viva, a Palavra de Jesus que está nos Evangelhos é viva e chega ao meu coração”.

Neste sentido, recordou que “Cristo se serve também da palavrado sacerdote que, depois do Evangelho, pronuncia a homilia”.

Francisco se deteve neste ponto e sublinhou que “a homilia está longe de ser um discurso de circunstância, nem mesmo uma catequese como esta que estou fazendo agora, nem uma conferência, nem mesmo uma aula”. “É o retomar aquele diálogo que já está aberto entre o Senhor e seu povo, para que encontre cumprimento na vida”.

“Um sacerdote me dizia – contou o Papa – que uma vez havia ido a outra cidade onde viviam os pais e seu pai lhe disse: ‘Sabes, estou contente, porque com os meus amigos encontramos uma igreja onde tem Missa sem homilia!’. E quantas vezes nós vemos que na homilia alguns dormem, outros conversam ou saem para fumar um cigarro. Por isto, por favor, que seja breve a homilia, mas que seja bem preparada. E como se prepara? Com a oração, com o estudo da Palavra de Deus e fazendo uma síntese clara”.

Além disso, manifestou que “quem profere a homilia deve realizar bem o seu ministério. Aquele que prega, o sacerdote, o diácono, o bispo, oferecendo um real serviço a quem participa da Missa, mas também aqueles que ouvem devem fazer a sua parte”.

“A responsabilidade de quem faz a homilia se conjuga com a possibilidade, de quem está nos bancos, de fazer presente, de modo oportuno, as expectativas que a comunidade sente”. “Não se trata de acusar, mas de ajudar, isso sim”, disse o Papa. “Quem pode ajudar os fiéis que lhe são próximos?”

Por último, recordou que “o conhecimento da Bíblia favorece muito a participação na liturgia da Palavra” e isso significa que “quem não lê habitualmente o Evangelho tem mais dificuldade em escutar e compreender a leitura da Missa”.

Falando novamente do Evangelho, afirmou que “se nos colamos na escuta da ‘boa notícia’, por ela seremos convertidos  e transformados, portanto, capazes de mudar nós mesmos e o mundo”.
Fonte: ACI digital



Hoje é celebrada Santa Josefina Bakhita, exemplo de esperança cristã (08 de fevereiro)


REDAÇÃO CENTRAL, 08 Fev. 18 / 04:00 am (ACI).- A irmã morena, assim era carinhosamente chamada Santa Josefina Bakhita, religiosa que sofreu as dores da escravidão, mas conheceu o amor de Deus, a quem decidiu se consagrar. Neste dia 8 de fevereiro, a Igreja recorda a sua memória litúrgica.

Santa Josefina Bakhita nasceu em uma aldeia perto da montanha Agilerei, no Sudão, em 1869.

Tendo sido vendida e comprada por várias vezes, experimentou diversas humilhações e sofrimentos físicos da escravidão. A experiência dolorosa fez com que esquecesse o próprio nome.

Bakhita, que significa afortunada, foi o nome que recebeu de comerciantes de escravos. “Bakhita é um nome formoso; vai te trazer boa sorte”, disse um deles.

Até que foi comprada por um cônsul italiano, que a levou para a Itália e a entregou a uma família amiga de Veneza, o casal Michieli, pois a esposa tinha se afeiçoado a Bakhita. Este casal teve uma filha e a santa passou a ser a babá e amiga da menina.

Por conta dos negócios, esta família teve que retornar para a África. Mas, seguindo conselhos, decidiram deixar a filha e a babá aos cuidados das religiosas de Santa Madalena de Canossa.

Foi então que Bakhita teve seu encontro com o Senhor, conheceu o Evangelho e foi batizada aos 21 anos, recebendo o nome Josefina.

Quando os Michieli retornaram da África e foram buscar a filha e Bakhita, esta, com firme decisão, disse que queria ficar com as Irmãs Canossianas para servir a Deus.

Em 1896, atendendo ao chamado para a vida religiosa, Josefina Bakhita se consagrou para sempre ao seu Deus, que ela chamava com carinho “o meu Patrão”.

“Se eu encontrasse de novo aqueles negreiros que me sequestraram e também aqueles que me torturaram, me ajoelharia para beijar as suas mãos, porque, se não tivesse acontecido isto, eu não seria agora cristã e religiosa”, disse certa vez a santa.

Dedicou-se por mais de cinquenta anos às várias ocupações no convento. Foi cozinheira, responsável pelo guarda-roupa, bordadeira, sacristã, porteira.

Admirada pelas irmãs e pelos moradores do local por sua humildade, simplicidade e alegria, costumava dizer: “Sede bons, amai a Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se, soubésseis que grande graça é conhecer a Deus!”.

Já na velhice e tomada por longa e dolorosa doença, reviveu a agonia dos terríveis anos de escravidão. Várias vezes suplicava à enfermeira que a assistia: “Solta-me as correntes ... pesam muito!”.

Em 8 de fevereiro de 1947, a “Santa Irmã Morena” partiu para a casa do Pai, tendo proferido suas últimas palavras: “Nossa Senhora! Nossa Senhora!”.

Em 1992, Bakhita foi beatificada por São João Paulo II e canonizada pelo mesmo Pontífice em 1º de outubro de 2000, após o reconhecimento da cura milagrosa de Eva Tobias da Costa, brasileira, moradora de Santos (SP), que havia rezado pela intercessão de Bakhita em 1980.

Por sua espiritualidade e força ante as adversidades, São João Paulo II a chamou “Nossa Irmã Universal” e sua história de vida foi, na realidade, a história de todo um continente.

Bento XVI, a esperança e a Santa

Em 2007, o Papa Bento XVI utilizou o exemplo de vida de Santa Josefina Bakhita em sua encíclica Spe Salvi para falar da esperança.

No texto, o Papa Emérito escreve que Bakhita “só tinha conhecido patrões que a desprezavam e maltratavam ou, na melhor das hipóteses, a consideravam uma escrava útil. Mas agora ouvia dizer que existe um ‘paron’ acima de todos os patrões, o Senhor de todos os senhores, e que este Senhor é bom, a bondade em pessoa. Soube que este Senhor também a conhecia, tinha-a criado; mais ainda, amava-a. Também ela era amada, e precisamente pelo ‘Paron’ supremo, diante do qual todos os outros patrões não passam de miseráveis servos. Ela era conhecida, amada e esperada”.

“Mais ainda, este Patrão tinha enfrentado pessoalmente o destino de ser flagelado e agora estava à espera dela ‘à direita de Deus Pai’. Agora ela tinha « esperança »; já não aquela pequena esperança de achar patrões menos cruéis, mas a grande esperança: eu sou definitivamente amada e aconteça o que acontecer, eu sou esperada por este Amor. Assim a minha vida é boa”.

Bento XVI recorda que “mediante o conhecimento desta esperança, ela estava ‘redimida’, já não se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Efésios que, antes, estavam sem esperança e sem Deus no mundo: sem esperança porque sem Deus”.
Fonte: ACI digital



Vamos orar para que Cristo proteja cada passo de nossas vidas-Pe Marcelo Rossi


Boa noite irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Após 7 meses e 22 dias no horário noturno, a Rádio Globo transferiu o "Programa Momento de Fé" para um novo horário, das 5h às 6h da manhã. Hoje trouxe as mensagens dos dias 07 e 08 de fevereiro/2018. 

O Padre Marcelo Rossi continuou a semana de orações com o lema: "Vamos orar para que Cristo seja sempre o nosso refúgio e proteja cada passo de nossas vidas!"
Trouxe para vocês 7 cartões que o Padre Marcelo colocou no facebook.
Fiquem todos na paz de Deus, uma abençoada semana no Amor Ágape de Jesus e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:


07/fevereiro - 
ESTA SEMANA ESTÁ SENDO DEDICADA PARA A BUSCA DE NOSSA MÁXIMA PROTEÇÃO EM DEUS, POIS ESTAMOS DIANTE DE NÚMEROS ESPANTOSOS PROVOCADOS PELA VIOLÊNCIA NO BRASIL E NO MUNDO. 
JÁ TROUXEMOS A INFORMAÇÃO QUE ENTRE 2001 E 2015 HOUVE 786.870 HOMICÍDIOS NO BRASIL, DESTES, 70% FORAM CAUSADOS POR ARMAS DE FOGO, POR ISSO OREMOS COM TODA A NOSSA FÉ, PARA QUE CRISTO SEJA SEMPRE O NOSSO REFÚGIO E PROTEJA CADA PASSO DE NOSSAS VIDAS!

O número de mortes violentas no Brasil são comparados com os números de mortes em guerras, conflitos internacionais, terrorismo e locais conhecidos pela violência. Segundo o Atlas da Violência, o Brasil matou em 15 anos, o equivalente à população de cidades inteiras como Frankfurt, na Alemanha, Sevilha, na Espanha, ou João Pessoa, capital da Paraíba. Mas nós, através da Fé em Cristo, começaremos a mudar esta situação, evangelizando e levando a palavra de Deus à todos, desta maneira,FICAREMOS EM TOTAL SEGURANÇA, BLINDADOS NO SANGUE DE JESUS!

No dia 1 de janeiro de 2017, uma rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, deixou 56 mortos. Duas semanas depois, mais 26 assassinatos em um massacre num presídio no Rio Grande do Norte. Outras rebeliões se seguiram em prisões em vários estados brasileiros nos primeiros meses do ano, revelando mais uma vez a completa falência do sistema de execução penal nacional. Em fevereiro do ano passado, a greve da Polícia Militar no Espírito Santo levou pânico à população, que assistiu a muitos assaltos e saques em lojas por parte dos criminosos. Ainda no primeiro semestre do ano passado, inúmeras ações do crime organizado levaram medo às cidades de Fortaleza e Salvador. Aind a em 2017, a cada duas horas, uma pessoa foi baleada na cidade do Rio de Janeiro. Ontem, dia 6 de fevereiro, criminosos atiraram em um casal e seu filho em uma tentativa de assalto. A criança, de 3 anos, morreu. Por tudo isso vamos buscar a elevação de nossa Fé, para QUE CRISTO SEJA SEMPRE O NOSSO REFÚGIO E PROTEJA CADA PASSO DE NOSSAS VIDAS!

"Amar alguém é viver o exercício de não querer fazer do outro o que a gente gostaria que ele fosse. A experiência de amar e ser amado é acima de tudo a experiência do respeito."

08/fevereiro
SEGUINDO NESTA SEMANA SERÍSSIMA, EM QUE ESTAMOS ORANDO PELA PROTEÇÃO CONTRA A VIOLÊNCIA. É REALMENTE MUITO TRISTE SAIR DE CASA TODOS OS DIAS SEM A CERTEZA DE QUE IREMOS RETORNAR EM SEGURANÇA. É ISSO QUE VIVEMO S TODOS OS DIAS! POR ISSO VAMOS PEDIR QUE CRISTO SEJA SEMPRE O NOSSO REFÚGIO E PROTEJA CADA PASSO DE NOSSAS VIDAS!

Ontem uma bala perdida atingiu um adolescente de 15 anos durante uma perseguição policial em São Paulo. Também ontem, uma operação no Rio de Janeiro contou com mais de três mil militares, entre a polícia e a força nacional de segurança, um adolescente de 13 anos também foi vítima de bala perdida e perdeu sua vida. Mais um tiroteio fez com que pessoas parassem os veículos e se deitassem no chão. Por isso amigos, só Jesus pode nos proteger do mal, então vamos nos entregar em oração para que FIQUEMOS EM TOTAL SEGURANÇA, BLINDADOS NO SANGUE DE JESUS!

Começamos este ano de 2018 travando uma verdadeira batalha pelas nossas vidas. De norte a sul do Brasil as forças da polícia lutam constantemente com criminosos. Só ontem tivemos balas perdidas atingindo jovens e crianças nas duas maiores cidades do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo. São tantos os casos de violência e de vidas interrompidas tragicamente, que se faz necessária nossa total entrega a Deus e às orações. No livro dos Salmos, capítulo 25, versículos 20 e 21 encontramos: “Guarda a minha vida e livra-me! O Senhor nunca nos decepciona, pois nos refugiamos Nele. Que a integridade e a retidão nos protejam, porque nossa esperança está no Senhor”. Portanto vamos nos unir em ora ção, redobrar nossas esperanças e confiar no poder de Deus.  QUE CRISTO SEJA SEMPRE O NOSSO REFÚGIO E PROTEJA CADA PASSO DE NOSSAS VIDAS!

"Nunca troque o que você mais quer na vida pelo que você mais quer no momento, pois os momentos passam e a vida continua."


Amados, desça sobre todos vós a bênção de Deus Todo Poderoso em Nome: Do Pai †, e do Filho †, e do Espírito Santo †. Amém! 








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Novo horário: De segunda a sábado das 5h às 6h da manhã.
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Vamos orar para que Cristo seja sempre o nosso refúgio-Pe Marcelo Rossi


Boa noite irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!
Após 7 meses e 22 dias no horário noturno, a Rádio Globo transferiu o "Programa Momento de Fé" para um novo horário, das 5h às 6h da manhã. Hoje trouxe as mensagens dos dias 04, 05 e 06 de fevereiro/2018. 

O Padre Marcelo Rossi iniciou a semana de orações com o lema: "Vamos orar para que Cristo seja sempre o nosso refúgio e proteja cada passo de nossas vidas!"
Trouxe para vocês 9 cartões que o Padre Marcelo colocou no facebook.
Fiquem todos na paz de Deus, uma abençoada semana no Amor Ágape de Jesus e no Amor Materno de Nossa Senhora.
Adriana dos Anjos-Devoção e Fé

Mensagem do Padre Marcelo Rossi por E-mail:


04/fevereiro - 
INFELIZMENTE, COMEÇAMOS O ANO COM MUITOS CASOS DE VIOLÊNCIA POR TODO O PAÍS. JÁ NÃO É NOVIDADE A MANEIRA COMO LIADAMOS E ATÉ BANALIZAMOS A VIOLÊNCIA NO NOSSO PAÍS, SABEMOS QUE O NÚMERO DE MORTES NO BRASIL ULTRAPASSA NÚMEROS DE GUERRA, POR ISSO NESTA SEMANA VAMOS ORAR, PARA QUE CRISTO SEJA SEMPRE O NOSSO REFÚGIO E PROTEJA CADA PASSO DE NOSSAS VIDAS!

Uma matéria do jornal “O Globo”, de dezembro do ano passado, mostra que entre 2001 e 2015, aconteceram 786.870 homicídios no nosso Brasil, o equivalente à toda população de João Pessoa! É estarrecedor o que passamos diariamente. A maneira como convivemos com o medo e a insegurança, por isso vamos dedicar os próximos dias para orarmos pela nossa proteção, assim, FICAREMOS EM TOTAL SEGURANÇA, BLINDADOS NO SANGUE DE JESUS!

Os números da violência no nosso País são extremamente assustadores e deixam todos ainda mais chocados quando comparados aos números de guerras. Ao observarmos a guerra da Síria, por exemplo, desde março de 2011, morreram 330.000 pessoas. A guerra do Iraque somou 268.000 mortes desde 2003. No Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde, 123 pessoas morrem vítimas de homicídios por armas de fogo todos os dias, são cinco mortes deste tipo por hora, mas diz o Salmo 121: “Meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a Terra. Ele não permitirá que você tropece. O seu protetor se manterá em alerta”. Vamos juntos nos colocar em oração, pedindo a máxima proteção de Deus para nossas vidas e para todas as pessoas que são importantes para nós! QUE CRISTO SEJA SEMPRE O NOSSO REFÚGIO E PROTEJA CADA PASSO DE NOSSAS VIDAS!!


Problemas são oportunidades para se demonstrar o que se sabe, mas lembre-se de que a resposta de ontem pode não ter nada a ver com o problema de hoje.

05/fevereiro - AMIGOS, PRECISAMOS REALMENTE NOS UNIR EM ORAÇÃO E BUSCAR COM TODAS AS NOSSAS FORÇAS A ELEVAÇÃO CONSTANTE DE NOSSA FÉ, POIS ESTAMOS ORANDO CONTRA A VIOLÊNCIA QUE ASSOLA O NOSSO PAÍS. NA NOSSA QUERIDA CIDADE MARAVILHOSA, O RIO DE JANEIRO, APENAS NOS ÚLTIMOS QUATRO DIAS, 15 PESSOAS FORAM BALEADAS E 7 MORRERAM, POR ISSO VAMOS ORAR, PARA QUE CRISTO SEJA SEMPRE O NOSSO REFÚGIO E PROTEJA CADA PASSO DE NOSSAS VIDAS!

Não poder sair para trabalhar ou para estudar por causa de tiroteios. Parar os veículos e deitar no chão para não ser atingido por nenhum disparo, ouvir à noite barulhos de tiroteios ou gritos de socorro, ter a casa marcada por tiros, tudo isso vem acontecendo no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro. Por isso vamos dedicar toda esta semana para nos blindarmos no sangue de Jesus, assim FICAREMOS EM TOTAL SEGURANÇA, BLINDADOS NO SANGUE DE JESUS!

Vamos orar com Fé e seriedade, pois ano após ano, estamos assistindo perplexos o aumento da violência de todos os tipos e em todas as regiões do nosso País. Apenas no primeiro semestre de 2017, foram registrados mais de 28 mil homicídios dolosos, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios, que são os casos de roubos seguidos de morte, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, divulgados pelo jornal Estado de S. Paulo. O número de assassinatos no Brasil aumentou, o índice é 6,79% maior do que no mesmo período de 2016 e indica que o país pode retornar à casa dos 60 mil casos de assassinatos violentos por ano. Temos uma triste média de 155 ass assinatos por dia! O que equivale a 5 ou 6 mortes por hora em cada estado! É realmente absurdo, assustador e diante disso, só o poder de Deus pode modificar tudo a nossa volta! Por isso vamos orar, para QUE CRISTO SEJA SEMPRE O NOSSO REFÚGIO E PROTEJA CADA PASSO DE NOSSAS VIDAS!


"Estar debaixo da benção de Deus não é estar livre de lutas e dificuldades, mas é ter a certeza que alguém luta por ti.. Não é ter muito, mas é ver Deus multiplicar o pouco que se tem... é plantar com a certeza da colheita... é chorar com a certeza do consolo... Estar debaixo da benção de Deus e saber que onde entrares, Deus entra com você..  Quando estiveres aflito, Deus vem te socorrer;  Quando se levantarem contra ti, Deus vem te defender...   Quando sonhar Deus vem cumprir...  É pedir e receber, lutar e vencer, plantar e colher... Somente confie!!! Sem nunca desanimar! ESTAMOS DEBAIXO DA BENÇÃO DE DEUS!!"

06/fevereiroESTAMOS VENDO NÚMEROS AMEDRONTADORES NESTA SEMANA EM QUE ESTAMOS BUSCANDO PROTEÇÃO, ORANDO CONTRA A VIOLÊNCIA. NOSSO OBJETIVO NÃO É LEVAR PÂNICO ÀS PESSOAS E SIM MANTER TODOS EM TOTAL ALERTA E NOSSA FÉ ELEVADA PARA QUE DEUS CRIE UM ESCUDO SOBRE NÓS E PARA QUE CRISTO SEJA SEMPRE O NOSSO REFÚGIO E PROTEJA CADA PASSO DE NOSSAS VIDAS!

No mês de junho de 2017, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgaram o estudo “Atlas da Violência“, analisando dados sobre homicídios no Brasil entre 2005 e 2015. Os números são absurdos. Os jovens são as principais vítimas, por isso pais e mães, vamos redobrar nossa atenção e dedicar mais cuidados à educação que damos aos nosso filhos, sobrinhos e netos. Vamos orar e juntos  FICAREMOS EM TOTAL SEGURANÇA, BLINDADOS NO SANGUE DE JESUS!

Há anos estamos frisando que temos muita informação e pouca formação para nossas crianças. Com isso, jovens crescem sem orientação, sem noção de certo e errado e arriscando cada vez mais sua integridade física. Por isso leve sua criança para conhecer Jesus. Isso deve acontecer desde cedo, para que os ensinamentos de nosso Senhor vá preenchendo o coração de todos os jovens e que eles saibam desde crianças, noções de respeito ao próximo, amor ao semelhante e cuidado com o mundo. Ainda segundo o Atlas da Violência, mais de 318 mil jovens foram assassinados no Brasil entre 2005 e 2015. Apenas em 2015, foram 31.264 homicídios de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. Por isso, estamos dedicando toda esta semana, para lutarmos com nossa arma mais poderosa, a oração, contra a violência que nos tira a paz e a alegria de viver, além de destruir a vida de inúmeras famílias que perdem seus entes queridos. Oremos, para   QUE CRISTO SEJA SEMPRE O NOSSO REFÚGIO E PROTEJA CADA PASSO DE NOSSAS VIDAS.


"Levante. Ande, siga em frente. Vire a página, ou melhor, comece um novo livro."


Amados, desça sobre todos vós a bênção de Deus Todo Poderoso em Nome: Do Pai †, e do Filho †, e do Espírito Santo †. Amém! 










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Novo horário: De segunda a sábado das 5h às 6h da manhã.
Obs.: Se você não pode ouvir no horário, escute o programa gravado diariamente no site do Padre Marcelo Rossi; procure por Web Radio e clique escute (se for sua primeira vez, o site pedirá para você se cadastrar);

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Internet: a cada dia 175 mil crianças on-line pela primeira vez


Dados divulgados pelo Unicef por ocasião do “Safer Internet Day” (Dia da Internet mais segura), que se celebra nesta terça-feira.

Silvonei José – Cidade do Vaticano

Todos os dias mais de 175 mil crianças, conectam-se à Internet pela primeira vez - uma criança cada meio segundo; no mundo, 1 em cada 3 usuários é uma criança: os jovens representam a faixa etária mais conectada. No mundo, 71% deles está online, em comparação com 48% da população total. Os jovens africanos são os menos conectados, com cerca de 3 jovens entre 5 offline, em comparação com apenas 1 entre 25 na Europa.

Estes são os dados divulgados pelo Unicef ​​por ocasião do “Safer Internet Day” (Dia da Internet mais segura), que se celebra nesta terça.

O Unicef ​​Italia também apresentou um guia para pais sobre como falar sobre a Internet com seus filhos, junto com o Unicef ​​Malásia, Digi e Telenor Group, que oferece, além de um quadro legislativo nacional atualizado sobre segurança on-line e ciberbullying na Itália, também informações e ideias para iniciar um diálogo construtivo, fazendo perguntas sobre: ​​onde e como nossos filhos passam o seu tempo online? Como os protegemos contra predadores, do cyberbullying e dos conteúdos prejudiciais e inapropriados? Quais outros riscos estão enfrentando? Quais são os recursos disponíveis? Como conversamos com nossos filhos sobre a Internet? No que se refere aos abusos sexuais, 92% de todos as URLs conectadas aos abusos infantis identificadas globalmente pela Internet Watch Foundation estão localizadas em 5 países: Canadá, França, Holanda, Federação Russa e Estados Unidos.

Alguns adolescentes enviam 4.000 mensagens por mês, ou um a cada seis minutos. Nos Estados Unidos, 92% dos adolescentes entre os 14 e 17 anos está diariamente online.

Dispositivos móveis, em particular smartphones - 73% dos adolescentes nesta faixa etária possui um – permitem estar online “quase constantemente”. A situação na Europa é muito semelhante.

O UNICEF recorda que o acesso digital expõe essas crianças a uma grande quantidade de benefícios e oportunidades e ao mesmo tempo a uma série de riscos e perigos, entre os quais conteúdos prejudiciais, exploração sexual e abuso, ciberbullying e uso impróprio de suas informações privadas.

“Todos os dias, milhares de crianças se conectam on-line pela primeira vez e, dessa forma, estão expostas a um mar de perigos, que estamos apenas começando a reconhecer, e ainda não enfrentados”, disse Laurence Chandy, Diretor Unicef para dados, a pesquisa e as políticas.

“Embora os governos e o setor privado tenham feito diversos progressos na definição de políticas e abordagens para eliminar os perigos on line mais graves, deve haver maior compromisso para compreender e proteger completamente as crianças online”.

Apesar dos riscos, foram realizadas poucas ações para proteger essas crianças contra os perigos do mundo digital, para salvaguardar as informações que elas mesmas deixam e criam durante atividades on-line e para ampliar um acesso a conteúdo online seguros e de qualidade.

O relatório do Unicef mostra claramente que todos têm o dever de proteger as crianças no mundo digital, os governos, as famílias,  as escolas e as outras instituições, e que o setor privado - em particular modo a indústria tecnológica e das telecomunicações - têm a grande e única responsabilidade de condicionar os efeitos da tecnologia digital sobre as crianças - uma responsabilidade que não foi levado a sério o suficiente.

O poder e a influência do setor privado deveriam ser explorados para avançar padrões éticos sobre dados e privacidade em nível industrial, como também outras práticas que favoreçam e protejam os menores online.
Fonte: Vatican News



Iluminação de monumentos em Roma, Mosul e Aleppo pela liberdade de religião


No dia 24 de fevereiro serão iluminados três monumentos em Roma, Mosul no Iraque e Aleppo na Síria, com o objetivo de promover a liberdade de fé, um drama ainda desconhecido para muitos e não raro ignorado pelos meios de comunicação.

Cidade do Vaticano

Três importantes monumentos, em três cidades de três países diferentes, serão iluminados de vermelho contemporaneamente no sábado, 24 de fevereiro: Roma, Mosul no Iraque e Aleppo na Síria.

O objetivo é promover a liberdade de fé, pois a falta dela é um drama que muitos desconhecem e não raro é um fato ignorado pelos meios de comunicação.

O evento – promovido pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre  (AIS) – contará com a participação dos mais altos representantes da Igreja Católica e de instituições italianas e europeias. Pessoas que sofreram perseguições por causa de sua fé contarão suas histórias.

Em 22 de novembro passado, o Parlamento e a Catedral de Westminster em Londres, além de dezenas de igrejas, catedrais e escolas britânicas foram iluminadas de vermelho no âmbito da iniciativa denominada Red Wednesday.

Em recordação ao martírio,  também foram iluminados no passado importantes monumentos, como a Fontana di Trevi, em Roma, o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, a Basílica do Sagrado Coração em Paris e a Catedral de Manila, nas Filipinas.

Campanha mundial de sensibilização

Tem continuidade também este ano, portanto, a campanha mundial de sensibilização da Fundação Pontifícia, com a realização de eventos públicos de grande impacto, com o objetivo de demonstrar solidariedade pelas minorias religiosas perseguidas no mundo e ao mesmo tempo chamar a atenção para este trágico “fenômeno”.

O programa da iniciativa será apresentado ao meio-dia da quarta-feira, 7 de fevereiro, na sede da AIS-Itália, na presença do Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Louis Raphaël I Sako, do vice-pároco da Igreja de São Francisco em Aleppo, o franciscano padre Firas Lutfi, do presidente  e diretor da AIS-Itália, respectivamente  Alfredo Mantovano e Alessandro Monteduro.

Fonte: Vatican News



Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2018


VATICANO, 06 Fev. 18 / 08:45 am (ACI).- A Santa Sé divulgou a Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2018, que tem como título “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos”.

Nela, o Pontífice adverte sobre a quantidade de “homens e mulheres” que “vivem fascinados pela ilusão do dinheiro” e que, “na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos”.

Uma das recomendações que faz é o de dar esmola, porque “liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão”.

A seguir, a mensagem completa do Papa Francisco:

«Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (Mt 24, 12)

Amados irmãos e irmãs!

Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, «sinal sacramental da nossa conversão», que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.

Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: «Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos» (24, 12).

Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenómenos espaventosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

Os falsos profetas

Escutemos este trecho, interrogando-nos sobre as formas que assumem os falsos profetas?

Uns assemelham-se a «encantadores de serpentes», ou seja, aproveitam-se das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde eles querem. Quantos filhos de Deus acabam encandeados pelas adulações dum prazer de poucos instantes que se confunde com a felicidade! Quantos homens e mulheres vivem fascinados pela ilusão do dinheiro, quando este, na realidade, os torna escravos do lucro ou de interesses mesquinhos! Quantos vivem pensando que se bastam a si mesmos e caem vítimas da solidão!

Outros falsos profetas são aqueles «charlatães» que oferecem soluções simples e imediatas para todas as aflições, mas são remédios que se mostram completamente ineficazes: a quantos jovens se oferece o falso remédio da droga, de relações passageiras, de lucros fáceis mas desonestos! Quantos acabam enredados numa vida completamente virtual, onde as relações parecem mais simples e ágeis, mas depois revelam-se dramaticamente sem sentido! Estes impostores, ao mesmo tempo que oferecem coisas sem valor, tiram aquilo que é mais precioso como a dignidade, a liberdade e a capacidade de amar. É o engano da vaidade, que nos leva a fazer a figura de pavões para, depois, nos precipitar no ridículo; e, do ridículo, não se volta atrás. Não nos admiremos! Desde sempre o demónio, que é «mentiroso e pai da mentira» (Jo 8, 44), apresenta o mal como bem e o falso como verdadeiro, para confundir o coração do homem. Por isso, cada um de nós é chamado a discernir, no seu coração, e verificar se está ameaçado pelas mentiras destes falsos profetas. É preciso aprender a não se deter no nível imediato, superficial, mas reconhecer o que deixa dentro de nós um rasto bom e mais duradouro, porque vem de Deus e visa verdadeiramente o nosso bem.

Um coração frio

Na Divina Comédia, ao descrever o Inferno, Dante Alighieri imagina o diabo sentado num trono de gelo; habita no gelo do amor sufocado. Interroguemo-nos então: Como se resfria o amor em nós? Quais são os sinais indicadores de que o amor corre o risco de se apagar em nós?

O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6, 10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n'Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos. Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: o bebé nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expetativas.

A própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas; os céus – que, nos desígnios de Deus, cantam a sua glória – são sulcados por máquinas que fazem chover instrumentos de morte.

E o amor resfria-se também nas nossas comunidades: na Exortação apostólica Evangelii gaudium procurei descrever os sinais mais evidentes desta falta de amor. São eles a acédia egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário.

Que fazer?

Se porventura detectamos, no nosso íntimo e ao nosso redor, os sinais acabados de descrever, saibamos que, a par do remédio por vezes amargo da verdade, a Igreja, nossa mãe e mestra, nos oferece, neste tempo de Quaresma, o remédio doce da oração, da esmola e do jejum.

Dedicando mais tempo à oração, possibilitamos ao nosso coração descobrir as mentiras secretas, com que nos enganamos a nós mesmos, para procurar finalmente a consolação em Deus. Ele é nosso Pai e quer para nós a vida.

A prática da esmola liberta-nos da ganância e ajuda-nos a descobrir que o outro é nosso irmão: aquilo que possuo, nunca é só meu. Como gostaria que a esmola se tornasse um verdadeiro estilo de vida para todos! Como gostaria que, como cristãos, seguíssemos o exemplo dos Apóstolos e víssemos, na possibilidade de partilhar com os outros os nossos bens, um testemunho concreto da comunhão que vivemos na Igreja. A este propósito, faço minhas as palavras exortativas de São Paulo aos Coríntios, quando os convidava a tomar parte na coleta para a comunidade de Jerusalém: «Isto é o que vos convém» (2 Cor 8, 10). Isto vale de modo especial na Quaresma, durante a qual muitos organismos recolhem coletas a favor das Igrejas e populações em dificuldade. Mas como gostaria também que no nosso relacionamento diário, perante cada irmão que nos pede ajuda, pensássemos: aqui está um apelo da Providência divina. Cada esmola é uma ocasião de tomar parte na Providência de Deus para com os seus filhos; e, se hoje Ele Se serve de mim para ajudar um irmão, como deixará amanhã de prover também às minhas necessidades, Ele que nunca Se deixa vencer em generosidade?

Por fim, o jejum tira força à nossa violência, desarma-nos, constituindo uma importante ocasião de crescimento. Por um lado, permite-nos experimentar o que sentem quantos não possuem sequer o mínimo necessário, provando dia a dia as mordeduras da fome. Por outro, expressa a condição do nosso espírito, faminto de bondade e sedento da vida de Deus. O jejum desperta-nos, torna-nos mais atentos a Deus e ao próximo, reanima a vontade de obedecer a Deus, o único que sacia a nossa fome.

Gostaria que a minha voz ultrapassasse as fronteiras da Igreja Católica, alcançando a todos vós, homens e mulheres de boa vontade, abertos à escuta de Deus. Se vos aflige, como a nós, a difusão da iniquidade no mundo, se vos preocupa o gelo que paralisa os corações e a ação, se vedes esmorecer o sentido da humanidade comum, uni-vos a nós para invocar juntos a Deus, jejuar juntos e, juntamente conosco, dar o que puderdes para ajudar os irmãos!

O fogo da Páscoa

Convido, sobretudo os membros da Igreja, a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar.

Ocasião propícia será, também este ano, a iniciativa «24 horas para o Senhor», que convida a celebrar o sacramento da Reconciliação num contexto de adoração eucarística. Em 2018, aquela terá lugar nos dias 9 e 10 de março – uma sexta-feira e um sábado –, inspirando -se nestas palavras do Salmo 130: «Em Ti, encontramos o perdão» (v. 4). Em cada diocese, pelo menos uma igreja ficará aberta durante 24 horas consecutivas, oferecendo a possibilidade de adoração e da confissão sacramental.

Na noite de Páscoa, reviveremos o sugestivo rito de acender o círio pascal: a luz, tirada do «lume novo», pouco a pouco expulsará a escuridão e iluminará a assembleia litúrgica. «A luz de Cristo, gloriosamente ressuscitado, nos dissipe as trevas do coração e do espírito», para que todos possamos reviver a experiência dos discípulos de Emaús: ouvir a palavra do Senhor e alimentar-nos do Pão Eucarístico permitirá que o nosso coração volte a inflamar-se de fé, esperança e amor.

Abençoo-vos de coração e rezo por vós. Não vos esqueçais de rezar por mim.

Vaticano, 1 de Novembro de 2017

Solenidade de Todos os Santos

Francisco
Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé