Agosto 2018 - Devoção e Fé - Blog Católico

domingo, 12 de agosto de 2018

10 frases do Papa Francisco para refletir nesta Semana Nacional da Família


REDAÇÃO CENTRAL, 12 Ago. 18 / 09:00 am (ACI).- Em diversas oportunidades, o Papa Francisco dedicou algumas palavras para destacar a importância da família, tendo inclusive convocado um Sínodo Extraordinário e um Sínodo Ordinário para abordar este tema, resultando na exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia.

Por ocasião da Semana Nacional da Família, que tem início neste domingo no Brasil, apresentamos a seguir 10 frases do Pontífice sobre a família, sua importância e missão na Igreja e na sociedade:

1. “A aliança de amor e fidelidade, vivida pela Sagrada Família de Nazaré, ilumina o princípio que dá forma a cada família e a torna capaz de enfrentar melhor as vicissitudes da vida e da história. Sobre este fundamento, cada família, mesmo na sua fragilidade, pode tornar-se uma luz na escuridão do mundo”. (Amoris Laetitia, numeral 66, capítulo 3).

2. “Uma família e uma casa são duas realidades que se reclamam mutuamente. Este exemplo mostra que devemos insistir nos direitos da família, e não apenas nos direitos individuais. A família é um bem de que a sociedade não pode prescindir, mas precisa ser protegida”. (Amoris Laetitia, numeral 44, capítulo 2).

3. “O que é a família? Para além de seus prementes problemas e de suas necessidades urgentes, a família é um ‘centro de amor’, onde reina a lei do respeito e da comunhão, capaz de resistir aos ataques da manipulação e da dominação dos ‘centros de poder’ mundanos” (Mensagem ao 1º Congresso Latino-americano de Pastoral Familiar, ocorrido em agosto de 2014)

4. “Esta é a grande missão da família: deixar lugar a Jesus que vem, acolher Jesus na família, na pessoa dos filhos, do marido, da esposa, dos avós... Jesus está aí. É preciso acolhê-lo ali, para que cresça espiritualmente naquela família” (Catequese da Audiência Geral de 17 de dezembro de 2014).

5. “As famílias constituem o primeiro lugar onde nos formamos como pessoas e, ao mesmo tempo, são os ‘tijolos’ para a construção da sociedade” (Homilia na celebração do matrimônio de 20 casais na Basílica de São Pedro, em 14 de setembro de 2014).

6. “Discute-se muito hoje sobre o futuro, sobre o tipo de mundo que queremos deixar aos nossos filhos, que sociedade queremos para eles. Creio que uma das respostas possíveis se encontra pondo o olhar em vós, nesta família que falou, em cada um de vós: deixemos um mundo com famílias. É o melhor legado” (discurso no encontro com as famílias em Cuba, em 22 de setembro de 2015).

7. “O convívio é um termômetro garantido para medir a saúde das relações: se em família tem algum problema, ou uma ferida escondida, à mesa compreende-se imediatamente. Uma família que raramente faz as refeições unida, ou na qual à mesa não se fala mas assiste-se à televisão, ou se olha para o smartphone, é uma família ‘pouco família’” (Catequese da Audiência Geral de 11 de novembro de 2015).

8. “O dom mais valioso para os filhos não são as coisas, e sim o amor dos pais. E não me refiro só ao amor dos pais para os filhos, mas o amor dos pais entre eles, quer dizer, a relação conjugal. Isto faz muito bem a vocês e também a seus filhos! Não descuidem a família!” (Discurso durante audiência aos funcionários da Santa Sé, em 21 de dezembro de 2015).

9. “As famílias não são peças de museu, mas é através delas que se concretiza o dom, no compromisso recíproco e na abertura generosa aos filhos, assim como no serviço à sociedade” (Discurso em audiência aos participantes de encontro promovido pela Federação Europeia das Associações Familiares Católicas, em 1º de junho de 2017).

10. “Vocês são um ícone de Deus: a família é um ícone de Deus. O homem e a mulher: precisamente a imagem de Deus. Ele disse, não sou eu que digo. E isso é grande, é sagrado” (discurso durante audiência com delegação do Fórum das Associações Familiares, em 16 de junho de 2018).

Fonte: ACI digital



Pai de família


Neste dia dos Pais saibamos louvar e agradecer ao PAI do céu porque nos deu um pai na terra para nos proteger, nos acompanhar, cuidar de nós, e a sobre tudo nos amar, o testemunho de nossos pais sempre nos marcou na caminhada cristã do Povo de Deus.

Cardeal Orani João Tempesta - Rio de Janeiro

Agosto é o mês das Vocações que constitui uma riqueza para a Igreja no Brasil. Ele foi instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, em 1981.  Em cada Domingo do mês de agosto a Igreja no Brasil celebra uma vocação especifica em especial. Na primeira semana celebramos o ministério ordenado (bispos, padres e diáconos), na segunda semana recordamos a vocação a paternidade e ao matrimônio, por isso, está em foco a família com a figura especial do Pai pois no segundo domingo de agosto se comemora o Dia dos Pais. Também iniciamos no Brasil a Semana Nacional da Família. Na terceira semana será a vez dos consagrados, e na quarta dos fiéis leigos e leigas, o laicato com especial referência ao Dia do catequista (no último domingo de agosto).

Mediante a beleza deste universo das vocações na sua pluralidade de carismas e identidade precisamos tomar consciência de nossa dignidade de cristãos, isto é, de sermos batizados e alistados na família dos seguidores de Jesus Cristo. Cada vocação tem a sua dignidade especifica cuja finalidade é comum a todas as modalidades deste chamamento divino. Deus nos chama e envia-nos em missão, missão de anunciar pelo testemunho da vida, os valores do Evangelho no meio do mundo.

Pelo Batismo somos acolhidos em uma comunidade de fé, há distintos ministérios, porém todos a serviço do reino, todas essas vocações são frutos, dons, talentos e riquezas de Deus, que enriquece e dinamiza a missão da Igreja no Brasil. A comunidade Cristã Eclesial deve ser o lugar de encontro e comunhão fraterna na fração do pão, e dos dons e carismas concedidos pelo Senhor da Messe e Pastor do rebanho.

Na segunda semana vamos centrar nossa atenção sobre a Família, em especial neste Domingo da Vocação Matrimonial e Dia dos Pais. A família é o ventre natural de cada nova vida, acolhida como dom, presente de Deus, vivemos em sociedade tendencialmente marcado por uma cultura que perdeu a percepção de que um filho é um grande dom que vem do alto. Algumas vezes perde-se- até o sentido de Deus e o homem sente-se senhor da própria vida. Estamos vendo a discussão que ocorre em nosso país nestes dias entre a cultura da vida e a cultura de morte com alguns pretendendo condenar a morte as crianças inocentes de até 12 semanas quando deveriam dar dignidade às mulheres e respeitar as duas vidas.

Pai é uma palavra que vem do latim Pater, cuja definição originalmente designava toda pessoa que dava origem a outro ser. Da mesma raiz Latina vem a palavra Paternitas, em português deu paternidade, esta remete a qualidade ou a condição de ser Pai. O Direito Romano, base de nossa organização e estrutura civil atribuía ao pai o título de pater familiae, o chefe ou o pai de família, aqui nos leva a entender pai como referência e base da instituição família. Porém, a palavra pai não se deve limitar tão somente a letra da Lei, hoje ela surge de múltiplas formas e variedades.

Pai significa antes de tudo amor, carinho, cuidado e ternura.  O Pai nos dá abrigo, segurança, tantas vezes mesmo cansado das fadigas do cotidiano de trabalho não hesita em nos ouvir, atende sempre quando a chamamos pai.

Quem de nós não guarda na memória aqueles momentos vividos ao lados de nossos pais especialmente na infância quando tantas vezes sentíamos inseguros perante as indecisões e situações de medo, era o nosso pai o porto seguro, porque ser Pai é ser presença que anima, segura pela mão e acompanha na vida, Deus também não age assim com a gente? Sim Deus é o PAI por excelência e cuida de nós com amor eterno, por isso figura do Pai está associada ao Pai do Céu, Deus é modelo de Pai, sim um PAI Misericordioso, que sempre nos acolhe, nos perdoa, e nos ama incondicionalmente.

Hoje queremos dar graças ao Pai do Céu pelos pais, nossos pais os que estão do nosso lado no dia a dia, os de longe que por diversas circunstancias precisam viver distante dos seus filhos muitas vezes para garantir condições de subsistência para sua família; também aqueles pais jovens que logo cedo começaram a assumir a vocação paterna, tantas vezes em meio a obstáculos que os põe em provas.

Recordemos caríssimos irmãos, os pais enfermos nos leitos dos hospitais, quantos pais solitários, precisando de afeto, cuidado e atenção de seus filhos, o dia dos pais é o dia da gratidão e do amor aos nossos pais, mais também não seria o dia dos filhos rever o modo como ama e cuida de seus pais?

Sim, é o dia dos Pais, então não podemos esquecer que mais que um presente, um abraço, uma oração especial, um desejo de parabéns, nossos pais precisam de cuidado, de amor, como Deus nos ama, devemos também amar nossos Pais, cultivar a gratidão e o respeito pois nossos pais são instrumentos de Deus que gera vida e assim gerou-nos para a vida. Deus Pai ilumine e recompense nossos pais por todo o bem que eles têm feito a cada um de nós. 

Neste dia queremos louvar e render graças a Deus Pai pelos pais já falecidos, de quem recordamos com tanta saudade, estes pais que já contemplam a face de Deus na eternidade, sejam intercessores de seus filhos, e do céu nos ilumine, nos acompanhe na caminhada da vida.

Neste dia dos Pais saibamos louvar e agradecer ao PAI do céu porque nos deu um pai na terra para nos proteger, nos acompanhar, cuidar de nós, e a sobre tudo nos amar, o testemunho de nossos pais sempre nos marcou na caminhada cristã do Povo de Deus.

Assim foi na história da salvação com os nossos pais na fé e hoje sentimos nos felizes porque nossos Pais nos acompanham em nossa vida de fé, pelo testemunho da vocação paterna nos levando ao seguimento de Jesus Cristo. Ainda quando criança nos levaram a comunidade para recebermos o batismo e os demais sacramentos de iniciação cristã, introduzindo-nos desta forma a beleza da Vocação Cristã, nossa maior dignidade como filhos e filhas de Deus partícipes do seu Reino de justiça e paz. Por isso Deus seja louvado pela vida de nossos pais.

Celebrar o Dia dos Pais é celebrar a família dom de Deus, e ninguém melhor que a família para ampliar os horizontes da cultura da vida no mundo, e ultrapassar uma cultura narcisista em que não se vê além de si próprio.  A família tem, em si, um dinamismo de comunhão que leva ao acolhimento de todos e ajuda quem mais precisa, ela nos acompanha no tempo. Assim a família é o lugar por antonomásia da cultura da vida, porque é o lugar por excelência da presença de Deus.

Peçamos ao Senhor da Messe que envie mais trabalhadores para a sua colheita e que todos nós possamos acolher e cultivar uma maior sensibilidade vocacional e uma profunda intimidade, nossa mística e espiritualidade de quem se sente chamado, vocacionado, e captar aquilo que Deus nos pede. “Antes de formar você no ventre de sua mãe, eu o conheci; antes que você fosse dado à luz eu o consagrei, para fazer de você profeta das nações” (cf. Jr 1,5). Isso quer dizer que Deus espera de nós uma resposta livre e consciente ao seu convite. É essa a vocação de todos nós.

Neste mês das Vocações em especial neste Domingo dos Pais, é fundamental renovar e intensificar nossa experiência do encontro com Nosso Senhor. É através deste encontro constante com Jesus Cristo caminho verdade e vida que podemos acolher o seu chamamento e perceber para o que Ele nos chama.

Todos os cristãos têm a missão de ir e evangelizar. Sintamo-nos encorajados e iluminados pela presença materna da Virgem Santa Maria que nos acompanha sempre na caminhada. Amém.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: Vatican News



O Pão da Vida-19° Domingo do Tempo Comum(Ano B)

  

“O Pão da Vida”

19º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de João 6, 41-51
* 41 As autoridades dos judeus começaram a criticar, porque Jesus tinha dito: «Eu sou o pão que desceu do céu.» 42 E comentavam: «Esse Jesus não é o filho de José? Nós conhecemos o pai e a mãe dele. Como é que ele diz que desceu do céu?» 43 Jesus respondeu: «Parem de criticar. 44 Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o atrai, e eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos Profetas: ‘Todos os homens serão instruídos por Deus’. Todo aquele que escuta o Pai e recebe sua instrução vem a mim. 46 Não que alguém já tenha visto o Pai. O único que viu o Pai é aquele que vem de Deus.

47 Eu garanto a vocês: quem acredita possui a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Os pais de vocês comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50 Eis aqui o pão que desceu do céu: quem dele comer nunca morrerá.»

Jesus é o pão que sustenta para sempre - * 51 E Jesus continuou: «Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida.».»

Reflexão

Jesus, Pão descido do céu

Continuamos nossa meditação sobre o capítulo 6 de João, que constitui o fio das leituras dominicais por este tempo. No domingo passado, Jesus se apresentou como o pão descido do céu, com palavras que lembravam as declarações de Isaías sobre a palavra e o ensinamento de Deus. Hoje aprofundamos o sentido disso. Jesus é alimento da parte de Deus por ser a Palavra de Deus (Jo 1,1), que nos faz viver a vida que está nas mãos de Deus – a vida que chamamos de “eterna”. (Esta não é mero prolongamento indefinido de nossa vida terrestre, o que não valeria a pena, mas é “de outra categoria”: da categoria de Deus mesmo. Neste sentido, vida eterna e vida divina são sinônimos).

Jesus nos alimenta para essa vida divina por tudo aquilo que ele é e fez. Sua vida é o grande ensinamento que nos encaminha na direção do Pai. Na antiga Aliança, Moisés e seus sucessores ensinavam o povo, mas nem sempre de melhor maneira. Agora, realiza-se a Nova Aliança, em que todos se tornam discípulos de Deus (Jo 6,45; Jr 31,33; Is 54,13). Quem escuta Jesus, que é a Palavra de Deus em pessoa, não precisa mais de intermediários (Jo 1,17). Ninguém jamais viu Deus, a não ser aquele que desce de junto dele, o Filho que no-lo dá a  conhecer (6,46; cf. 1,18). Jesus conhece Deus por dentro. Escutando Jesus, aprendemos a  conhecer Deus, sem mais intermediários.

Escutar Jesus alimenta-nos para a vida com Deus, para sempre. Ora, João diz que quem crê já tem a vida eterna (5,24). Como é essa vida eterna, divina? Será talvez esse bem-estar incomparável que sentimos quando ficamos mortos de cansaço por nos termos dedicado aos nossos irmãos até não poder mais? Quando arriscamos nossa vida na luta pela justiça e o amor fraterno. Quando doamos o melhor de nós, material e espiritualmente. A felicidade de quem dá sua vida totalmente. Pois é isso que Jesus nos ensina da parte de Deus. E porque ele fez isso, ele é o ensinamento de Deus em pessoa.

Para Israel, o ensinamento de Deus está na Escritura e na tradição dos mestres: é a Torá, a “Instrução” (termo traduzido de modo inadequado por “Lei”). Para nós, a Torá viva é Jesus.

Sabemos que o tipo de vida que Jesus nos mostra e ensina é endossado por Deus, como ele comprovou ressuscitando seu filho dentre os mortos. É a vida que Deus quer. E o pão que alimenta essa vida é Jesus. Alimenta-a pela palavra que falou, pela vida que viveu, pela morte de que morreu: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu…. O pão que eu darei é minha carne dada para a vida do mundo”(6,51, evangelho do próximo dom.).


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Oração

Deus eterno e todo-poderoso, a quem ousamos chamar de Pai, dai-nos cada vez mais um coração de filhos, para alcançarmos um dia a herança prometida. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



quarta-feira, 8 de agosto de 2018

TV de Edir Macedo volta a atacar Igreja em novela, agora negando a Virgem Maria


Após fracasso retumbante da telenovela "Apocalipse", que atacava católicos, chegou "Jesus", que apresenta versão enviesada do Evangelho

A Rede Record, emissora brasileira de televisão adquirida pela organização multinacional Igreja Universal do Reino de Deus, do empresário Edir Macedo, acusada recentemente em Portugal de tráfico de crianças, amargou um de seus maiores fracassos de audiência com a telenovela “Apocalipse“, que se apoiava numa versão enviesada do livro bíblico da Revelação para promover ataques contra a Igreja Católica.

O canal volta agora à carga com mais uma novela-palco da particular encenação dessa organização sobre a vida de Cristo: a obra “Jesus“, que apresenta outros filhos de Maria além de Jesus Cristo.

A virgindade perpétua de Maria é um dos quatro dogmas marianos reconhecidos pela Igreja Católica a partir das Escrituras e da Tradição bimilenar herdada dos Apóstolos de Cristo, um dos quais, São João Evangelista, foi encarregado pelo próprio Cristo de tomar conta de Sua mãe após o Seu sacrifício no Calvário.

Em carta aberta no Facebook, o bispo católico dom Henrique Soares da Costa escreveu:

    “Aquele Jesus é o Jesus da Universal, não é o Jesus das Escrituras; é o Evangelho segundo Edir Macedo e seus espúrios interesses. Quanto à Toda Santa Mãe de Deus, odiada pelos inimigos de Cristo e por Satanás, aquela Maria da Record não tem nada a ver com ela! Um católico que assiste àquilo peca gravemente, pois denigre o que é de Deus, o que é sagrado, é coisa fina! Você veria um filme que denegrisse sua mãe e mentisse sobre sua família?”

O pe. Paulo Ricardo, um dos sacerdotes católicos mais influentes da atualidade nas redes sociais e principalmente na vida cristã de milhares de pessoas, publicou um vídeo de cerca de 6 minutos em que explica a fé católica no tocante a Nossa Senhora. Ele destaca:

    “Maria foi virgem antes, durante e depois do parto. A integridade física da Nossa Senhora não foi nunca tocada. Ela é a virgem intacta”.

Correntes protestantes que negam a virgindade de Maria se baseiam quase exclusivamente no termo “irmãos de Jesus“, que é citado na Bíblia e interpretado ao pé da letra pelo sentido que tem nos idiomas modernos. No entanto, o idioma aramaico, falado por Maria, Jesus e São José, seu pai adotivo, possuía somente um termo para designar tanto “irmão” quanto “primo” (assim como o italiano moderno tem apenas um termo, “nipote”, para designar tanto “neto” quanto “sobrinho”). Essa indiferenciação foi mantida no texto original grego do Novo Testamento, embora o grego possua ambos os termos.

Além de desconsiderarem ou interpretarem à sua conveniência este aspecto cultural, que é secundário, aqueles que negam a virgindade de Maria desconsideram principalmente a exegese bíblica, a Tradição apostólica e a própria lógica: afinal, se Maria tinha outros filhos, por que Jesus a confiou ao apóstolo São João ao pé da cruz em vez de deixá-la a cargo dos seus supostos “irmãos” (que, diga-se de passagem, nunca mais são mencionados nos Evangelhos)?

Quanto à riqueza espiritual da virgindade de Maria e José, o artigo abaixo é muito recomendado para se entender o sentido da castidade matrimonial vivida por eles: trata-se de uma reflexão magistral de dom Fulton Sheen (1895-1979) sobre a sublimidade da Sagrada Família e sobre o seu exemplo para os casais.

https://pt.aleteia.org/2016/01/18/por-que-maria-e-jose-nao-tiveram-relacoes-sexuais/
 
Fonte: Aleteia



Papa Francisco: "Sucesso, poder e dinheiro são ídolos que escravizam"


Em sua catequese o Papa explicou que "a liberdade do homem nasce quando permitimos que o verdadeiro Deus seja o único Senhor. Isto nos faz aceitar nossa fragilidade e rechaçar os ídolos do nosso coração”.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

Dando continuidade às catequeses sobre os Dez mandamentos, nesta quarta-feira (08/08) o Papa Francisco aprofundou o tema da idolatria, refletindo sobre o bezerro de ouro, narrado no Livro do Êxodo.

A tradicional audiência geral foi realizada na Sala Paulo VI, onde o ar condicionado aliviou o calor do Papa e das 7 mil pessoas participantes. Ilustrando o trecho bíblico do Êxodo, apresentado no início do encontro, o Papa disse que o Povo de Israel estava no deserto, angustiado sem água e alimentos, esperando Moisés que subira ao monte para encontrar o Senhor.

    “ O povo queria certezas e pediu a Araão que construísse um ídolo ‘sob medida e mudo’, identificável, que fosse um guia ”

Assim como o deserto é uma imagem da vida humana incerta e sem garantias, a natureza humana, para fugir da precariedade, procura uma religião com a qual se orientar: é a eterna tentação de fazer um ‘deus sob medida’.

As tentações de sempre!

Araão não sabe dizer ‘não’ e cria o bezerro de ouro, que tinha um duplo sentido no Oriente antigo: por um lado, representava fecundidade e abundância; por outro, energia e força.

“São as tentações de sempre! O bezerro de ouro é o símbolo de todos os desejos que oferecem a ilusão da liberdade, mas acabam por escravizar”.

“Tudo isso – completou Francisco – nasce da incapacidade de confiar antes de tudo em Deus, de depositar Nele nossas inseguranças, de deixar que seja Ele a dar a verdadeira profundidade aos anseios de nosso coração. Sem o primado de Deus, facilmente cai-se na idolatria e contenta-se de poucas seguranças”.

A escravidão do pecado

O bezerro de ouro representa, desse modo, a falta de confiança em Deus, deixando-se levar pelas tentações que conduzem à escravidão do pecado: poder, liberdade, riqueza, etc.
“Quando acolhemos o Deus de Jesus Cristo, descobrirmos que reconhecer a nossa fragilidade não é a desgraça da vida humana, mas a condição para abrir-se Àquele que é realmente forte. A liberdade do homem nasce justamente permitindo que o verdadeiro Deus seja o único Senhor. Isto nos faz aceitar nossa fragilidade e rechaçar os ídolos do nosso coração”.

Reconhecer a nossa fragilidade e receber a força do Alto

Terminando a catequese, o Pontífice concluiu que “como nos mostrou Jesus, o Deus verdadeiro é Aquele que se faz pobre para nos tornar participantes da sua riqueza. É um Deus que se mostra fraco, pregado na Cruz, para nos ensinar que devemos reconhecer a nossa fragilidade, pois é ali onde encontramos a força do Alto que nos enche com o seu amor misericordioso”.

Fonte: Vatican News



Hoje é celebrado São Domingos de Gusmão, fundador dos Dominicanos (08 de agosto)


REDAÇÃO CENTRAL, 08 Ago. 18 / 05:00 am (ACI).- A Igreja celebra neste dia 8 de agosto a memória litúrgica de São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Pregadores, os Dominicanos, homem de oração, penitência e amor à Palavra de Deus, que combateu a heresia e deixou seu legado como uma proposta de evangelização cristã e vida apostólica.

São Domingos nasceu em Caleruega (Espanha) por volta de 1170 em uma família nobre. Sua mãe era a Beata Joana de Aza. Em Palencia, recebeu uma boa educação em diversas matérias e se rendeu completamente ao estudo da teologia.

Naquela época, vivia-se em guerras contínuas contra os mouros (muçulmanos) e até mesmo entre os próprios príncipes cristãos. Esta situação levou a uma fome terrível naquela região. Domingos se compadeceu dos necessitados e os ajudava, entregando-lhes seus pertences.

Com 24 anos, foi chamado pelo Bispo de Osma para ser cônego da Catedral e, aos 25, foi ordenado sacerdote. Mais tarde, o Prelado teve que viajar para a Dinamarca por ordem do rei Afonso VIII e levou consigo Domingos. Na viagem, o santo ficou preocupado ao constatar as heresias que viviam em várias aldeias.

Em 1207, São Domingos, juntamente com alguns colegas como o bispo de Osma, entregou-se à vida apostólica, renunciando qualquer conforto e vivendo de esmolas. Ao compreender mais a necessidade de uma boa formação cristã dos fiéis, fundou a Ordem dos Pregadores (Dominicanos), dispostos a levar a luz do Evangelho a todos os lugares.

O santo fundou centros de apostolado no sul da França e encontrou grandes dificuldades em toda a missão que havia empreendido.

Segundo a tradição, respaldada por inúmeros documentos pontifícios, certa noite, São Domingos, enquanto estava orando, teve uma revelação na qual a Virgem foi em seu auxílio e entregou-lhe o Rosário como uma arma poderosa para ganhar almas.

A Virgem, por sua vez, ensinou-lhe a recitar e pediu-lhe para pregar por todo o mundo para obter abundantes graças. O santo deixou a capela cheio de entusiasmo com o rosário na mão e, efetivamente, levou-o por todas as partes, obtendo muitas conversões.

Dentro de suas práticas de penitência habituais, estavam as temporadas de 40 dias de jejum a pão e água, dormir sobre tábuas duras, andar descalço por caminhos de pedra e trilhas cobertas de neve, suportar insultos sem responder uma palavra, pregar apesar de estar doente e nunca mostrar desânimo. Era o homem da alegria e do bom humor.

São Domingos, grande amigo de São Francisco de Assis, partiu para a casa do Pai em Bolonha, em 6 de agosto 1221. Foi canonizado em 1234 pelo Papa Gregório IX, que disse que “da santidade deste homem estou tão seguro, como da santidade de São Pedro e São Paulo”.

Fonte: ACI digital



segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O que é o dom das lágrimas?


Canção Nova

O dom das lágrimas é um dos dons mais antigos da Igreja Primitiva. Esse dom lava-nos de nossos pecados e nos leva a uma verdadeira conversão, passando por um processo de cura interior.

Por que Deus curou Ezequias? Porque sua oração foi feita entre lágrimas. São Paulo, na Carta aos Romanos, escreve que o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inefáveis; em outras palavras, isso significa que o Espírito fala em nós mediante nossas fraquezas espirituais e físicas.

Quando batizados no Espírito Santo, esse batismo não é somente para a nossa alma, mas também para o nosso corpo. Ele vem em socorro ao nosso corpo e espírito. Quando clamamos: “Vem, Espírito Santo”, pedimos que Sua força venha em nosso auxílio para nos curar. O Espírito Santo nos cura, Ele é fonte de saúde e vida que jorra dentro de nosso coração.

São Simeão dizia: “Devemos começar nossa oração implorando de Deus o dom das lágrimas”. Por que pedir ao Senhor esse dom? Para que o dom das lágrimas amoleça a dureza de nosso coração e lave nossas imundices. Quantas vezes rezamos com o coração endurecido e não sentimos a presença de Deus agir em nós!

O dom das lágrimas não é apenas quando os olhos choram, mas também o coração. Que nosso coração se comova diante da presença do Senhor. Quem comunga entre lágrimas faz a experiência da cura interior.

O dom das lágrimas é um presente que Deus nos dá. Quando nossos olhos se cruzam com os de Jesus, recebemos o dom das lágrimas. Quem ora no Espírito Santo, por meio do dom que o Senhor lhe dá, ora do fundo do coração. Toda lágrima inspirada por Deus é um dom de cura. Quem chora de ódio ou dor aprofunda isso em sua vida. Não nos envenenemos com sentimentos negativos, mas peçamos ao Senhor a graça do dom das lágrimas e Ele nos escutará.

(via Canção Nova)

Fonte: Aleteia

9 frases poderosas do Papa Francisco sobre o dom de chorar

João 11,35 lemos uma frase extraordinária: "Jesus chorou". Ele, a Fonte da nossa força e da nossa cura, chorou!

Deus nos deu muitas formas de expressar as emoções que temos no coração. Muitas vezes, a nossa cultura nos manda reprimir essas emoções, especialmente se elas nos levam a chorar. O mundo quer nos fazer crer que o choro é mostra de fraqueza e derrota.

Mas a Palavra de Deus não apenas diz que o choro é parte necessária da vida, mas também que é uma forma saudável de aliviar a alma do sofrimento, da dor, da raiva, da frustração, da felicidade, da alegria. Em João 11,35 lemos uma frase extraordinária, em se tratando de Deus: “Jesus chorou”. Ele, a Fonte da nossa força e da nossa cura, chorou.

Para o Papa Francisco, mostrar o pranto do coração mediante o dom das lágrimas é uma graça. Há até quem fale de uma “Teologia das Lágrimas”: o próprio papa fala dela com frequência. Suas palavras nos lembram que chorar não é coisa de fracos.

* * *

A seguir, nove frases do Papa Francisco sobre o dom de chorar:

1. “Também nos fará bem pedir a graça das lágrimas, para este mundo que não reconhece o caminho da paz. Peçamos a conversão do coração“.

2. “Sem chorar, sem chorar de coração, nunca se poderá entender esse mistério. É o choro do arrependido, o choro do irmão e da irmã enxergam tantas misérias humanas e as enxergam em Jesus, mas de joelhos, chorando, e nunca sozinhos, nunca sozinhos!”

3. “Certas realidades da vida só podem ser vistas com os olhos limpos pelas lágrimas“.

4. “Quantas lágrimas são derramadas a cada instante no mundo; uma diferente da outra; e, juntas, elas formam como um oceano de desolação, que invoca piedade, compaixão, consolação“.

5. “Nós precisamos de misericórdia, da consolação que vem do Senhor. Todos precisamos; é a nossa pobreza, mas também a nossa grandeza: invocar a consolação de Deus, que, com a sua ternura, vem secar as lágrimas do nosso rosto“.


6. “Se Deus chorou, eu também posso chorar, sabendo que sou compreendido. O pranto de Jesus é o antídoto contra a indiferença pelo sofrimento dos meus irmãos. Aquele choro ensina a tornar minha a dor dos outros, a ser participante do infortúnio e do sofrimento de todos os que vivem nas situações mais dolorosas“.

7. “No momento da perda, da emoção e do pranto, emerge do coração de Cristo a oração ao Pai. A oração é o verdadeiro remédio para o nosso sofrimento“.

8. “Do lado de cada cruz está sempre a Mãe de Jesus. Com o seu manto, ela enxuga as nossas lágrimas. Com a sua mão, ela nos ajuda a levantar e nos acompanha no caminho da esperança“.

9. “Se vocês não aprenderem a chorar, vocês não poderão ser bons cristãos. E isto é um desafio“.
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Texto original de Becky Roach

Fonte: Aleteia



Segunda maior igreja do Brasil será construída em Goiás

Sempre Família

A Festa do Divino Pai Eterno será cada vez mais incrível: o novo santuário terá mais de 12 mil metros quadrados, com espaço para 6 mil pessoas sentadas ou 13 mil de pé – e a praça ao seu redor será capaz de abrigar 250 mil pessoas

Barro Preto, atual Trindade, 1848. A casa de Constantino Xavier e Ana Rosa já não conseguia acolher o fluxo de fiéis que acorria para ver o medalhão de barro encontrado pelo casal goiano cerca de cinco anos antes, enquanto arava a terra, e que retratava o Pai Eterno ao lado do Filho e do Espírito Santo, coroando a Virgem Maria.

O casal construiu então uma pequena capela, coberta de folhas de buriti. Hoje, 170 anos e quatro templos cada vez maiores depois, o município goiano abriga as obras daquela que deve ser a casa definitiva do medalhão e nada menos do que uma das maiores igrejas do mundo.

O atual santuário, construído entre 1958 e 1994, é o local da tradicional romaria e da festa em louvor ao Divino Pai Eterno desde 1974. As celebrações deste ano, que aconteceram no final de junho, quebraram mais um recorde e receberam cerca de três milhões de romeiros durante os dez dias da novena e da festa, consolidando Trindade como o segundo maior destino religioso do Brasil, atrás apenas de Aparecida.

A torre de 110 metros de altura abrigará 74 sinos, incluindo o maior sino de badalo do mundo, o Vox Patris, de 50 toneladas. 
Imagem: Afipe/divulgação.

Os números são superlativos: durante os dez dias, o santuário, dirigido pelos religiosos redentoristas, realizou 121 missas, 45 novenas e centenas de batismos e confissões. Só nos três últimos dias da festa a basílica recebeu 1,7 milhões de visitantes.

A romaria de carros de boi, reconhecida em 2016 como Patrimônio Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), foi constituída por mais de 350 carros, oriundos de Goiás e de outros estados da região – alguns chegam a pegar 20 dias de estrada para chegar ao santuário.
 Em construção desde 2012, o complexo do novo santuário terá uma área construída de 124 mil metros quadrados – o equivalente ao Maracanã. Foto: Felipe Koller

Superlativo também é o projeto do novo santuário, em construção desde 2012 a pouco mais de um quilômetro da basílica atual: o complexo terá 145 mil metros quadrados de área construída – o equivalente ao Estádio do Maracanã.

Só a igreja terá mais de 12 mil metros quadrados, o que fará dela a segunda maior igreja do Brasil e a terceira do mundo. A igreja terá lugar para 6 mil pessoas sentadas ou 13 mil de pé – e a praça ao seu redor será capaz de abrigar 250 mil pessoas.

A torre, de 110 metros de altura – mais alta que o edifício do Congresso Nacional –, abrigará 74 sinos, incluindo o maior sino de badalo do mundo, o Vox Patris, de 50 toneladas.

À frente dos trabalhos artísticos, o santuário confirmou recentemente o nome de Marko Ivan Rupnik, um dos maiores artistas sacros da atualidade.

O jesuíta esloveno é o diretor do Centro Aletti, em Roma, e é responsável por obras em mosaico em igrejas de renome como o Santuário de Lourdes, a Basílica da Santíssima Trindade em Fátima, o Santuário de São Pio de Pietrelcina, o Santuário de São João Paulo II em Cracóvia e a Capela Redemptoris Mater, no Vaticano.

Os mosaicos de Rupnik e sua equipe cobrirão entre 50 e 60 mil metros quadrados das paredes do novo santuário.

 Na imagem, uma obra de Rupnik em Casciago, na Itália, de 2015 (foto: Centro Aletti).

Para acompanhar o crescimento da devoção e o deslocamento da movimentação no município de 121 mil habitantes em função da localização do novo santuário, o padre Robson de Oliveira, reitor da basílica entre 2003 e 2015, fundador da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) e atual superior provincial dos redentoristas em Goiás, propôs um plano de desenvolvimento estratégico chamado Trindade +20.

“Os políticos queriam +10, mas eu falei que isso é jogo político. Não adianta, precisamos de 20 anos”, disse. “Trindade vai crescer e ser uma cidade muito importante e forte, uma referência para católicos e não católicos”.

(via Sempre Família)

Fonte: Aleteia



O escândalo do desenvolvimento da doutrina


Em 2000 anos de história, a Igreja desenvolveu uma doutrina que baseia seus fundamentos na Sagrada Escritura, na Tradição e em seu magistério vivo, crescendo cada vez mais na inteligência da fé.

Sergio Centofanti  - Cidade do Vaticano

O anúncio da modificação do Catecismo da Igreja Católica sobre o tema da pena de morte tem gerado um intenso debate ao redor do mundo. Cada desenvolvimento da doutrina na história da Igreja suscitou consensos ou críticas construtivas, mas também resistências e rejeições.

Hoje pode provocar barulho uma nota da Amoris laetitia ou um novo ensinamento sobre a pena de morte, mas olhando para trás, percorrendo rapidamente 2.000 anos de cristianismo, vemos que muitas coisas mudaram e hoje chegamos a supor que sempre tenha sido assim. O fato é que toda mudança pode gerar escândalo e confusão.

A pena de morte na Bíblia

Basta ler a Bíblia para compreender quanto caminho foi percorrido. Hoje ficamos horrorizados diante de certas ordens dadas por Deus a Moisés, conforme relatado pelas Sagradas Escrituras. Em Levítico (Capítulo 20), o Senhor ordena matar idólatras, adúlteros, sodomitas, incestuosos e mesmo aqueles que maltratam o pai ou a mãe deve ser condenados à morte. É certo que Moisés viveu mais de 3.000 anos atrás. Naturalmente, essas ordens estão contidas no Antigo Testamento, mas no final da leitura sempre dizemos: Palavras do Senhor.

Progressos doutrinais na primeira comunidade cristã

Pensemos no trauma vivido pelos primeiros cristãos convertidos do judaísmo: quanta coragem que tiveram ao ter de abandonar as leis fundamentais do seu povo, como a circuncisão. Quanta abertura de mente e de espírito para aceitar os pagãos na Igreja, na época algo considerado ilícito.

Pedro - narram os Atos dos Apóstolos - já havia recebido o Espírito Santo, mas ainda não o entendia. Somente diante de um centurião romano, Cornélio, e sua família, é iluminado e diz: "Em verdade, reconheço que Deus não faz distinção de pessoas, mas em toda nação lhe é agradável aquele que o temer e fizer o que é justo. Deus enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando-lhes a boa nova da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos."

Nesta frase, "eu reconheço" há todo o gradual progresso de nosso conhecimento da verdade de Deus. Um caminho que não termina enquanto durar a história. Cresce a inteligência da fé.

Primeiros Concílios Ecumênicos

Pense no caminho da Igreja nos primeiros Concílios Ecumênicos ao estabelecer os fundamentos das verdades cristãs, a partir da Trindade e dos dogmas cristológicos. Tantas as lutas contra as heresias neste período sob o lema "Extra ecclesiam nulla salus" (fora da Igreja não há salvação). Nenhum paraíso, portanto, para os não-batizados.

No entanto, pouco a pouco se compreendeu de maneira mais profunda este conceito, como diz a Declaração Dominus Jesus assinada pelo cardeal Ratzinger:  "Quanto ao modo como a graça salvífica de Deus, dada sempre através de Cristo no Espírito e em relação misteriosa com a Igreja, atinge os não cristãos, o Concílio Vaticano II limitou-se a afirmar que Deus a dá « por caminhos só por Ele conhecidos" (n.21). Entendemos sempre melhor que Deus quer salvar a todos.

Heresias e violência

A luta contra os heréticos, contra aqueles que pensam de maneira diferente, sabemos disto, trouxe terríveis consequências na história: guerras religiosas, fogueira, inquisição. Ainda que muitas lendas obscuras promovidas pela propaganda anticatólica tenham sido desmascaradas por historiadores, não nos escondamos atrás de um dedo: a Igreja, filha de seu tempo, muitas vezes compartilhou a sua mentalidade.

Hoje trememos ao ler a Bula pontifícia "Ad Extirpanda", promulgada em 1252 pelo Papa Inocêncio IV e confirmada pelo Papa Alexandre IV em 1259 e pelo Papa Clemente IV em 1265:  o documento aprovava a tortura dos suspeitos de heresia, embora muito reduzida quando comparada com o que foi feito por contemporâneos: não devia buscar mutilações, nem derramamento de sangue, nem a morte. Tudo isso porque a salvação da alma era considerada acima de todas as coisas. Quantas mudanças desde então.

Compreensão gradual da liberdade de consciência

E quanto caminho foi percorrido em relação à doutrina da Encíclica Mirari vos do Papa Gregório XVI, de 1832. É óbvio, estamos em um contexto histórico muito difícil para o papado, passaram-se quase 200 anos, mas algumas frases nos fizeram compreender melhor as razões dos progressos doutrinais.

Gregorio XVI define a liberdade de consciência como um "delírio" um "erro venenoso", que abre o caminho para "aquela total e irrestrita liberdade de opinião, que aumenta cada vez mais em detrimento da Igreja e do Estado", em acréscimo "àquela péssima, nunca suficientemente execrável, detestável e abominável "liberdade da imprensa" em divulgar escritos de qualquer tipo". A Igreja aprendeu melhor a entender o que é a liberdade também daqueles que não estão na Igreja.

Escandalizado por uma doutrina em mudança

O escândalo do desenvolvimento da doutrina esconde um problema central da fé: uma Lei que não muda dá segurança e poder ao homem que, desta forma, consegue controlar os seus comportamentos religiosos e também a manipular as exigências das normas divinas. Uma Lei que muda, tira esse poder e o coloca nas mãos de um Outro. Esta foi a grande batalha de Jesus com os fariseus. Jesus se colocou como Lei viva, enquanto os fariseus pediam uma Lei escrita e silenciosa que eles pudessem administrar.

Se a Lei é viva, ela não deixa de falar e de dizer coisas novas e, acima de tudo, nos força a mudar. Isto não nos agrada, porque em cada um de nós existe sempre um fariseu que aparece com as suas razões imutáveis e imóveis. A lei do amor, no entanto, nos move, nos impele a um contínuo êxodo do eu para o tu. É um contínuo progredir no conhecimento da verdade absoluta que é Deus e Deus é amor. E o amor nos obriga a mudar para o outro. A beleza é que também Deus - que é o mesmo ontem, hoje e sempre - mudou por amor a nós: e se fez homem.

Pertencer à verdade

Voltando Pedro perante os pagãos, estava aprendendo que não era ele o mestre da verdade, mas que ele pertencia à Verdade. Enquanto falava, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam seu discurso: "Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos; pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. Então Pedro tomou a palavra: Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós? “. É Deus que nos faz compreender sempre melhor a Si mesmo. Nos faz compreender que a essência do cristianismo é o amor.

Nenhum Pedro será contra a Igreja

Por fim, para aqueles que contrapõe Bento XVI e João Paulo II a Francisco, podemos recordar as reconfortantes palavras pronunciadas pelo Papa Ratzinger em 27 de maio de 2006 em Cracóvia, diante de um milhão de jovens.

Aos jovens crescidos na fé fé pelo Papa Wojtyla, Papa Bento XVI diz com força: "Não tenha medo de construir sua vida na Igreja e com a Igreja! Tenha orgulho do amor por Pedro e pela Igreja que lhe foi confiada. Não se deixe enganar por aqueles que querem se opor a Cristo para a Igreja! (...) Vocês jovens conheceram bem o Pedro dos nossos tempos. Não tenhais medo de construir a vossa vida na Igreja e com a Igreja! Sede orgulhosos do amor a Pedro e à Igreja que lhe foi confiada (...). Vós, jovens, conhecestes bem o Pedro dos nossos tempos. Por isso, não vos esqueçais que nem aquele Pedro que da janela de Deus Pai está a observar o nosso encontro, nem este Pedro que agora se encontra diante de vós, nem qualquer Pedro sucessivo jamais será contra vós, nem contra a construção de uma casa duradoura sobre o rochedo. Ao contrário, ele há-de empenhar o seu coração e ambas as suas mãos para vos ajudar a edificar a vossa vida sobre Cristo e com Cristo".

Fonte: Vatican News



domingo, 5 de agosto de 2018

Mais importante do que as coisas materiais é cultivar a fé, sublinha o Papa Francisco


Vaticano, 05 Ago. 18 / 01:00 pm (ACI).- Antes da oração do Ângelus no domingo, o Papa Francisco explicou o Evangelho do dia, quando a multidão procura de Jesus, mas isso “não basta que as pessoas o procurem, ele quer que as pessoas o conheçam; quer que a busca por Ele e o encontro com Ele ultrapasse a satisfação imediata das necessidades materiais”.

“O Senhor nos convida a não esquecer que, é importante preocupar-nos com o pão, e mais importante ainda “é cultivar nossa relação com Ele, fortalecer nossa fé n’Ele, que é o pão da vida, vindo para saciar a nossa fome de verdade, a nossa fome de justiça, a nossa fome de amor”, explicou.

O Pontífice, na varanda do Palácio Apostólico afirmou que “Jesus veio para nos trazer algo mais, a abrir a nossa existência a um horizonte mais amplo em relação às preocupações cotidianas do alimentar-se, vestir-se, da carreira e assim por diante”.

“Ele, verdadeiro 'pão da vida', quer saciar não apenas os corpos, mas também as almas, dando o alimento espiritual que pode satisfazer a fome mais profunda”, acrescentou.

Francisco falou do convite de Jesus às pessoas “a procurar não a comida que não dura, mas aquela que permanece para a vida eterna”. “Trata-se de um alimento que Jesus nos dá todos os dias: sua Palavra, seu Corpo, seu Sangue. As pessoas ouvem o convite do Senhor, mas não entendem o seu significado”, explicou.

As pessoas pensam que Jesus pede a elas “para observarem os preceitos para obter outros milagres, como a multiplicação dos pães. É uma tentação comum, esta, de reduzir a religião somente à prática das leis, projetando em nossa relação com Deus a imagem da relação entre os servos e seus patrões: os servos devem executar as tarefas que o patrão determinou, para ter a sua benevolência”.

Mas a resposta de Jesus, disse o Papa, é a mesma para hoje: "A obra de Deus é que vocês acreditem naquele que ele enviou":

“Essas palavras são dirigidas também a nós hoje: a obra de Deus não consiste tanto no ‘fazer’ coisas, mas em ‘creer’, n’Aquele que Ele enviou. Isto significa que a fé em Jesus nos permite realizar as obras de Deus”.

“Se nos deixarmos envolver nesta relação de amor e confiança com Jesus, poderemos fazer boas obras que perfumam de Evangelho, pelo bem e às necessidades dos irmãos”.

Fonte: ACI digital



Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior


A Basílica Santa Maria Maior também é conhecida como Igreja de Santa Maria das Neves, devido a um milagre ocorrido em pleno verão.

Cidade do Vaticano

Ao concluir o Angelus deste domingo, o Papa Francisco pediu que "a Virgem Maria, no dia em que recordamos a dedicação da Basílica de Santa Maria Maior – a Salus populi romani -  em Roma, nos sustente em nosso caminho de fé e nos ajude a nos abandonarmos com alegria ao plano de Deus para nossas vidas".

No dia 5 de agosto do ano 358, em pleno verão italiano, nevou no centro de Roma. Segundo a tradição, a Praça Santa Maria Maior foi palco da evocação deste milagre. A Virgem havia indicado aquele lugar, ao então pontífice Libério, para que fosse construído um templo em sua honra. 

Segundo uma antiga lenda, um casal romano rico pediu luzes à Virgem para saber como empregar a sua fortuna. Então, em sonhos, recebeu uma mensagem de que Maria queria que lhe fosse construída uma igreja, precisamente sobre o monte Esquilino, que, entre os dias 4 e 5 de agosto, em pleno verão europeu, estaria coberto de neve. 

Santa Maria Maior é a primeira Basílica do Ocidente dedicada à Virgem Maria e uma das mais belas e adornadas de Roma. Segundo a tradição, nela se encontra um relicário com um fragmento da manjedoura do Menino Jesus.

A Basílica de Santa Maria Maior é chamada também Basílica de Nossa Senhora das Neves.

Por isso, na manhã deste domingo, Solenidade da Dedicação da Basílica, o Cardeal-Arcipreste de Santa Maria Maior, Dom Stanislaw Rylko, presidiu a uma celebração Eucarística, durante a qual, na hora do canto do Glória, no interior da Basílica, uma chuva de flores recordou o “Milagre da Neve” em pleno verão.

Na parte da tarde, Dom Piero Marini,  vigário do arcipreste da Basílica, presidiu às Segundas Vésperas pontificais. Durante o canto do Magnificat, ocorreu novamente uma chuva de flores no interior da Basílica.

À noite, após a Santa Missa celebrada pelo Núncio Apostólico, arcebispo Francesco Canalini, será recordado, diante da Basílica, o “Milagre da Neve” com uma manifestação folclórica, promovida pela Prefeitura de Roma.

Fonte: Vatican News



Jesus é o Pão da Vida-18° Domingo do Tempo Comum(Ano B)



“É o meu Pai quem dá para vocês o verdadeiro
pão que vem do céu”

18º Domingo do Tempo Comum – Ano B

Evangelho de João 6, 24-35
* 24 Quando a multidão viu que nem Jesus nem os discípulos estavam aí, as pessoas subiram nas barcas e foram procurar Jesus em Cafarnaum.

25 Quando encontraram Jesus no outro lado do lago, perguntaram: «Rabi, quando chegaste aqui?» 26 Jesus respondeu: «Eu garanto a vocês: vocês estão me procurando, não porque viram os sinais, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos. 27 Não trabalhem pelo alimento que se estraga; trabalhem pelo alimento que dura para a vida eterna. É este alimento que o Filho do Homem dará a vocês, porque foi ele quem Deus Pai marcou com seu selo.»

28 Então eles perguntaram: «O que é que devemos fazer para realizar as obras de Deus?» 29 Jesus respondeu: «A obra de Deus é que vocês acreditem naquele que ele enviou.» 30 Eles perguntaram: «Que sinal realizas para que possamos ver e acreditar em ti? Qual é a tua obra? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como diz a Escritura: ‘Ele deu-lhes um pão que veio do céu’ «.

32 Jesus respondeu: «Eu garanto a vocês: Moisés não deu para vocês o pão que veio do céu. É o meu Pai quem dá para vocês o verdadeiro pão que vem do céu, 33 porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.» 34 Então eles pediram: «Senhor, dá-nos sempre desse pão.»

Jesus é o pão da vida -* 35 Jesus disse: «Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem acredita em mim nunca mais terá sede.»

Reflexão

As coisas que passam e as que não passam
 

O evangelho de hoje é o início do “sermão do Pão da Vida”, com o qual o evangelista João dá continuidade ao “sinal” da multiplicação dos pães narrado domingo passado. Nos próximos domingos, o tema continua.

Depois da multiplicação dos pães, Jesus volta a Cafarnaum (Jo 6, 24). Os conterrâneos querem saber como de repente ele está de volta, se não embarcou com os discípulos na noite anterior. Jesus lhes faz sentir que, apesar de terem presenciado o milagre do pão, não enxergaram aí um sinal daquilo que ele significa: a realidade de Deus oferecida ao mundo. Apenas se saciaram de pão. Não entenderam que a refeição era um sinal. Eram como um motorista que pensa que sinal vermelho é apenas enfeite…

Os judeus de Cafarnaum então perguntaram que esforço Deus espera deles – pois querem se esforçar para que Deus se veja obrigado a dar-lhes a salvação! Mas Jesus diz que o esforço que Deus espera deles é que acreditem naquele que ele enviou (6,29).

Percebem que Jesus está falando de si mesmo. Para acreditarem nele querem ver suas credenciais. No tempo de Moisés, seus antepassados comeram o maná, no deserto, como está escrito: “Deu-lhes pão do céu a comer” (6,31; cf. Sl 78 [77], 24). Responde Jesus que não foi Moisés quem deu o pão do céu, no passado, mas que agora o Pai está dando o verdadeiro pão do céu: aquele que desce do céu e que dá vida ao mundo. Ininteligentes como o motorista  que pensa que sinal vermelho é enfeite, ficam raciocinando no trilho do pão material, pensando no problema do sustento: “Dá-nos sempre esse pão”. Então Jesus diz abertamente o que significa a sua palavra ambígua e o sinal que ele realizou no dia anterior: “Eu sou o pão  da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim não terá mais sede”(6,35).

Quem conhece as Escrituras reconhece nestas palavras a proclamação registrada em Isaías, no tempo do exílio babilônico. Em meio à idolatria da Babilônia, o profeta orienta o coração dos exilados para o único Senhor, muito mais valioso que o sistema babilônico com seus deuses e ilusões. O que se consegue com os babilônios não vale nada, é mero engodo comercial, pão que não alimenta! Mas quem escuta a voz do Senhor recebe a sabedoria da vida, a Aliança duradoura com Deus, o cumprimento de suas promessas (Is 55,1-3). Assim, quem se alimenta com a palavra de Jesus recebe o “pão da vida”, quem se dirige a ele sofre nem fome nem sede.

Mas não interpretemos isso com falso materialismo, dizendo que as coisas materiais passam e as espirituais, permanecem. Depende do que se entende por esses termos! Se “espiritual” significa apenas erudição e brilho intelectual ou divagação etérea em doutrinas sublimes, então isso é o que passa! E se “material” significa dedicar-se ao pão dos pobres, isto é o que permanece! Pois é a vontade do Pai..?


Do livro “Liturgia Dominical”, de Johan Konings, SJ, Editora Vozes.

Oração do Dia

Ó Deus, Manifestai, ó Deus, vossa inesgotável bondade para com os filhos e filhas que vos imploram e se gloriam de vos ter como criador e guia, restaurando para eles a vossa criação, e conservando-a renovada. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



sábado, 4 de agosto de 2018

Hoje é a festa de São João Maria Vianney, padroeiro dos padres


REDAÇÃO CENTRAL, 04 Ago. 18 / 05:00 am (ACI).- Neste dia 4 de agosto a Igreja celebra São João Maria Vianney, o Cura D’Ars, como é chamado, por conta do nome do povoado na França onde serviu por muitos anos.

É o padroeiro dos sacerdotes, por isso, neste dia também se celebra o Dia do Padre. São João Maria Vianney é considerado um grande confessor, tinha o dom de profecia, recebia ataques físicos do demônio e viveu entregue à mortificação e à oração.

Foi ordenado sacerdote no dia 13 de agosto de 1815. Seu grande amor pela salvação das almas o levava a passar muitas horas no confessionário, onde arrebatava várias almas.

Era desprendido das coisas materiais, a tal ponto que dormia no chão do quarto, porque deu sua cama. Comia batatas e, ocasionalmente, um ovo cozido. Costumava dizer que “o demônio não tem tanto medo da disciplina; mas teme realmente a redução de comida, bebida e sono”.

Uma vez, o demônio sacudiu sua casa por 15 minutos; em outra ocasião, quis tirá-lo da Missa e incendiou a sua cama, mas o santo mandou outras pessoas apagarem o fogo e não deixou o altar. O demônio fazia muito barulho para não o deixar dormir e também lhe gritava da janela: “Vianney, Vianney come batatas”.

Uma das sequelas da Revolução Francesa foi a ignorância religiosa. Para remediar esta situação, o santo passava noites inteiras na pequena sacristia compondo e memorizando seus sermões, mas por não ter muito boa memória, tinha muita dificuldade de lembrar o que escrevia.

Ensinava o Catecismo às crianças e lutou para que as pessoas não trabalhassem ou estivessem em tabernas aos domingos. Em uma de suas homilias, disse que “a taberna é a tenda do demônio, o mercado onde as almas se perdem, onde se rompe a harmonia familiar”. Pouco a pouco, conseguiu que a taberna se fechasse e que as pessoas se aproximassem de Deus.

Sua popularidade foi crescendo e eram milhares as pessoas de todas as partes que chegavam para confessar-se com ele. Mais tarde, concederam ao povoado a permissão de construir uma Igreja, o que garantiria a permanência do santo. Seu doce amor pela Virgem Maria levou a que consagre a sua Paróquia à Rainha do Céu.

Às 2h do dia 4 de agosto de 1859, o Santo Cura D’Ars partiu para a Casa do Pai. Foi canonizado na festa de Pentecostes em 1925, pelo Papa Pio XI.

Fonte: ACI digital

10 coisas que talvez não saiba sobre o Santo Cura d’Ars

Por Abel Camasca

REDAÇÃO CENTRAL, 04 Ago. 18 / 06:00 am (ACI).- “Se fosse sacerdote, gostaria de conquistar muitas almas”, disse certa vez a sua mãe São João Maria Vianney, também conhecido como o Santo Cura d’Ars, cuja festa é celebrada neste dia 4 de agosto.

A seguir, 10 coisas que talvez não sabia sobre este sacerdote diocesano, membro da Ordem Terceira Franciscana e padroeiro dos párocos.

1. Sua primeira comunhão foi em meio a dificuldades

A Revolução Francesa trouxe perseguição contra os sacerdotes e mesmo depois dela precisavam se disfarçar para passar incógnitos. Quando o jovem João recebeu a primeira comunhão, levaram carrinhos de feno, colocaram-nos em frente às janelas da casa de sua mãe e começaram a descarregar o material durante a cerimônia para evitar problemas com as autoridades.

O santo sempre recordou este dia, quando derramou lágrimas de alegria ao receber o Senhor e guardou como um tesouro o terço que sua mãe lhe deu naquela ocasião.

2. Quase saiu da escola de seminaristas

Quando a Igreja obteve um pouco de liberdade na França, Pe.Balley, pároco de Ecculy, abriu uma pequena escola para jovens com inquietudes vocacionais. João conseguiu ingressar, mas por sua dificuldade para os estudos, esteve a ponto de renunciar. O sacerdote sugeriu que ele fizesse uma pequena peregrinação ao Santuário de São Francisco de Regis e regressou renovado.

3. Desertou do exército

Napoleão queria conquistar toda a Europa e João foi chamado ao exército, porque não aparecia na relação de nenhum seminário. Ficou gravemente doente e, quando recuperou a saúde, foi em busca de seu regimento que já tinha marchado, mas no caminho voltou a ficar doente. Buscou refúgio por vários dias e percebeu que, sem querer, tinha se tornado um desertor.

Buscou um major que escondia desertores e este o aconselhou a ficar na casa de alguém de sua família. Adotou o nome de Jerome Vincent e, com este nome, conseguiu inclusive abrir uma escola para as crianças da vila. Mais tarde, um decreto imperial concedeu anistia aos desertores.

4. Expulsaram-no do seminário

João conseguiu ingressar no Seminário Maior de Lyon, mas por seu conhecimento insuficiente do latim, não entendia nem podia responder aos formadores. Pediram-lhe que saísse, o que lhe causou uma imensa dor e desânimo, mas o Pe. Balley novamente o ajudou e seguiu os estudos em privado em Ecculy, perto de Lyon. Suas qualidades morais superaram qualquer deficiência acadêmica.

5. Seu mestre foi o seu primeiro penitente

Uma vez ordenado sacerdote, foi enviado para ajudar Pe. Balley, mas as autoridades diocesanas não lhe deram permissão para atender confissões. Pe. Balley intercedeu e foi ele mesmo o primeiro a se confessar com São João Maria Vianney. Tempos depois, Pe.Balley morreu nos braços do santo, que sofreu como se tivesse perdido seu pai.

6. Teve uma profecia em Ars

As autoridades eclesiásticas o enviaram para o pequeno povoado de Ars, porque pensavam que com suas limitações intelectuais não poderia servir em uma comunidade grande. Ao chegar, fez uma profecia: “A paróquia não será capaz de conter as multidões que virão aqui”.

Aos poucos, foi ganhando o amor do povo e ensinou-lhes o amor pela Eucaristia, sendo sua festa favorita Corpus Christi.

Quando o Papa Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição, o santo pediu aos fiéis que iluminassem suas casas de noite e os sinos do templo ressoaram por horas. As pessoas dos povoados próximos, ao ver o clarão, pensaram que o povoado estava pegando fogo e foram apagar o suposto incêndio.

7. Tinha uma profunda devoção a Santa Filomena

São João tinha uma profunda devoção a Santa Filomena, uma jovem mártir dos primeiros séculos do cristianismo, a quem chamava de sua “agente com Deus”. Construiu uma capela em sua honra e um santuário. Certo dia, ficou gravemente doente e prometeu oferecer 100 Missas em honra a Santa Filomena.

Quando a primeira Missa estava sendo oferecida, entrou em êxtase e escutaram-no murmurar várias vezes “Filomena”. Ao voltar em si, exclamou que estava curado e atribuiu à santa.

8. A tentação era recorrente em sua vida

O Cura d’Ars sofreu a tentação de desejar a solidão e se sentia incapaz para o serviço que oferecia na cidade. Em uma oportunidade, pediu ao seu Bispo para deixa-lo renunciar e chegou a ir do povoado em três ocasiões, mas sempre regressou.

9.Lutou pacientemente contra o demônio

O demônio sempre molestava o Santo Cura d’Ars com ruídos estranhos e fortes durante as noites. Sua intenção era esgotá-lo para que não tivesse forças para atender confissões ou celebrar a Eucaristia. Certo dia, quando o santo estava se preparando para a Santa Missa, o maligno incendiou sua cama.

São João, sabendo que o inimigo queria deter o ofício divino, deu as chaves do quarto aos que iam apagar o fogo e prosseguiu. “Esse vilão do demônio, não podendo pegar o pássaro, queima a sua gaiola”, foi a única coisa que disse. Muito tempo depois, o Senhor premiou o santo com um extraordinário poder de expulsar os demônios das pessoas possuídas.

10. Nunca foi nomeado pároco

Todos conhecem São João Maria Vianney com o título de Cura d’Ars. “Pouco importa a opinião de algum canonista exigente que dirá, a nosso ver com razão, que o santo não chegou a ser juridicamente verdadeiro pároco de Ars, nem mesmo na última fase de sua vida, quando Ars ganhou consideração canônica”, segundo explica Lamberto de Echeverría, autor do livro ‘El Santo Cura de Ars’ (O Santo Cura d’Ars).

O Bispos de Belley só lhe concedeu o título de cônego, mas “o fato real é que ele consagrou praticamente toda a sua vida sacerdotal à santificação das almas do minúsculo povoado de Ars e que, dessa forma, uniu para sempre seu nome e a fama de sua santidade ao povoadozinho”.

Fonte: ACI digital



quinta-feira, 2 de agosto de 2018

EM RESUMO: o que é a “audiência do aborto” marcada para estes dias 3 e 6


Entenda o que está em jogo: os conceitos de "vida humana" e "democracia" estão prestes a enfrentar um momento crítico e precisam de reforços

Nesta sexta-feira, 3 de agosto, e na segunda, dia 6, o Supremo Tribunal Federal (STF) promove audiência pública sobre a descriminalização do aborto no Brasil até a 12ª semana de gestação. Por “descriminalização”, entende-se que o aborto seria legalmente livre durante os primeiros 3 meses da gravidez, independentemente de motivo: bastaria apenas a decisão da gestante para executá-lo. O Sistema Único de Saúde (SUS) realizaria o aborto na rede pública.

Entenda o que será essa audiência:

O conteúdo da audiência

  • Esta audiência pública é uma etapa dentro do processo que analisa a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442, ajuizada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).
  • As ADPFs visam solucionar dúvidas a respeito da interpretação de uma determinada lei, de modo a julgar a sua constitucionalidade.
  • O PSOL questiona, nesta ADPF, os artigos 124 e 126 do Código Penal Brasileiro, que criminalizam a prática do aborto no país. Para o autor da ação, os dispositivos questionados ferem princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os assim chamados “direitos sexuais e reprodutivos”.

A sombra da ideologia e da subjetividade

  • O que será discutido, portanto, são interpretações subjetivas e ideológicas. E o caráter subjetivo e ideológico da arguição do PSOL fica evidente já no contrassenso de alegar que o aborto, que é o extermínio de um bebê em gestação, seria um recurso legal para garantir justamente a inviolabilidade da vida (!)
  • A se questionar: interpretações subjetivas e ideológicas podem determinar o julgamento de algo tão objetivo quanto a inviolabilidade de toda vida humana em qualquer dos seus estágios? É aceitável que conceitos objetivamente científicos, como a formação de um embrião, sejam relegados a segundo plano diante de interpretações meramente ideológicas? Há algo de científico em alegar que um ser humano não é um ser humano até que se complete um prazo convencionado por opiniões de legisladores ou de juízes pressionados por agrupações ideológicas? Há algo de científico em alegar que, antes do prazo “mágico” de 12 semanas, o que estava em gestação era um ente de outro gênero que não o humano? É mesmo constitucional atribuir a quem quer que seja o “direito” de eliminar um ser humano, inclusive por mero voluntarismo, e ainda alegar que essa eliminação é um ato de proteção à inviolabilidade da vida?

A sombra do ativismo judicial

  • O peso da subjetividade e da ideologia nesta discussão se mostra ainda mais grave quando se considera que não cabe ao STF transformar a Constituição, mas sim salvaguardá-la tal como ela foi promulgada. Portanto, está em jogo nesta ADPF, além da relativização interpretativa do que é a vida humana, também o próprio conceito de democracia, cuja essência exige que não haja ninguém com poderes absolutos. No entanto, não há hoje no Brasil nenhuma autoridade que possa fiscalizar os ministros do STF – nem mesmo caso eles cedam a arguições subjetivas e ideológicas claramente contraditórias, como a que alega que matar um bebê seria respeitar a inviolabilidade da vida.
  • Quando juízes cedem a ideologias, eles se rebaixam ao mero ativismo judicial. A este respeito, são úteis o seguintes vídeos da série “Ativismo Judicial é Crime“:
    – Episódio 32: Assista aqui
    – Episódio 33: Assista aqui
    – Episódio 34: Assista aqui

A audiência

  • A ministra Rosa Weber, como relatora da ADPF 442, convocou em março a audiência que está prestes a se realizar nestes dias 3 e 6 de agosto. Segundo a ministra, esta discussão é um dos “mais sensíveis e delicados” temas jurídicos, já que envolve razões e motivos de ordem ética, moral, religiosa e de saúde pública, além da tutela de direitos fundamentais individuais.
  • A audiência acontecerá na sala de sessões da 1ª Turma do STF. Pela manhã, começará às 8h20 e, pela tarde, às 14h30.
  • Haverá transmissão ao vivo pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal do STF no YouTube.

Os participantes da audiência

  • Segundo Rosa Weber, houve mais de 180 pedidos de habilitação de expositor na audiência, desde pessoas físicas com potencial de autoridade e representatividade até organizações não governamentais e institutos específicos, envolvendo entidades da área de saúde, institutos de pesquisa, organizações civis e instituições de natureza religiosa e jurídica.
  • Cada representante das entidades habilitadas terá 20 minutos para a sua exposição.
  • As duas sessões da audiência pública (3 e 6 de agosto) reunirão mais de 40 representantes de diversos setores envolvidos na discussão do aborto, entre instituições e organizações nacionais e internacionais – inclusive algumas ligadas a poderosos conglomerados mundiais da indústria do aborto, como a rede norte-americana Planned Parenthood, acusada de tráfico de órgãos e células de bebês que foram mortos em sua vasta cadeia de clínicas de aborto.
  • Os participantes da audiência exporão informações e pontos de vista sobre o aborto, tanto contra quanto a favor – e, a julgar pelo histórico, tanto reais quanto descontextualizados e manipulados.
  • Entre os expositores estarão representantes do Ministério da Saúde, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), da Academia Nacional de Medicina, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Conselho Federal de Psicologia e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

De parte de bispos da Igreja Católica, recomendamos a leitura das seguintes manifestações já publicadas:

Leia também:
CNBB: Nota de Repúdio ao STF contra tentativa de descriminalizar o aborto

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Legalização do aborto livre no STF: bispos brasileiros convidam à resistência

Para aprofundar:

Leia também:
4 questões sobre o aborto – Parte 1: “Problema de consciência”?
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4 questões sobre o aborto – Parte 2: “Crianças não queridas”?
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4 Questões sobre o aborto – Parte 3: É válido argumentar que “ninguém aborta por gosto”?
Leia também:
4 Questões sobre o aborto – Parte 4 (Final): “Aqui mando eu”

Fonte: Aleteia



Papa modifica parágrafo do Catecismo sobre a pena de morte e a declara inadmissível


Vaticano, 02 Ago. 18 / 10:30 am (ACI).- O Papa Francisco autorizou a modificação do artigo 2267 do Catecismo da Igreja Católica que fala sobre a pena de morte, declarando “inadmissível” a aplicação da mesma em qualquer caso, e pede sua abolição em todo mundo.

Mediante uma frase pronunciada pelo Francisco em outubro de 2007 pelo 25° aniversário do Catecismo, a nova redação deste artigo assinala que “a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que ‘a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa”.

Além disso, a nova redação afirma que a Igreja “compromete, com determinação, em prol da sua abolição (da pena de morte) no mundo inteiro”.

O novo artigo 2267 do Catecismo explica que “Durante muito tempo, o recurso à pena de morte, por parte da legítima autoridade, era considerada, depois de um processo regular, como uma resposta adequada à gravidade de alguns delitos e um meio aceitável, ainda que extremo, para a tutela do bem comum”.

“No entanto, hoje, torna-se cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não fica privada, apesar de cometer crimes gravíssimos. Além do mais, difunde-se uma nova compreensão do sentido das sanções penais por parte do Estado. Enfim, foram desenvolvidos sistemas de detenção mais eficazes, que garantem a indispensável defesa dos cidadãos, sem tirar, ao mesmo tempo e definitivamente, a possibilidade do réu de se redimir”, afirma o novo Rescrito do Papa, ou seja, a decisão papal sobre a questão da pena de morte, publicado na manhã desta quinta-feira, no Vaticano.

Uma mudança coerente

Em uma carta explicativa dirigida aos bispos, o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Luis Francisco Ladaria, assinala que esta nova redação do Catecismo é a culminação de um processo começado por São João Paulo II e seguido por Bento XVI destinado a fixar o compromisso da Igreja Católica com a abolição da pena de morte.

O Prefeito assegurou que o novo texto segue os passos do ensinamento de João Paulo II na Encíclica Evangelium Vitae.

Neste sentido recordou as palavras do Papa Francisco na carta ao presidente da Comissão Internacional contra a Pena de morte em março de 2015 nas que afirmava que “hoje em dia a pena de morte é inadmissível por mais grave que tenha sido o delito do condenado”. Na ocasião, o Santo Padre afirmou que a pena de morte “implica um trato cruel, desumano e degradante”.

Em coerência com estas afirmações, contou o Cardeal Ladaria, o Pontífice pediu “uma revisão da formulação do Catecismo da Igreja Católica sobre a pena de morte”.

Desta maneira, “a nova redação do No. 2267 do Catecismo da Igreja Católica, aprovado pelo Papa Francisco, situa-se em continuidade com o Magistério precedente, levando adiante um desenvolvimento coerente da doutrina católica”.

Sobre a afirmação da nova redação do Catecismo de que “a supressão da vida de um criminoso como castigo por um delito é inadmissível porque atenta contra a dignidade da pessoa, dignidade que não se perde nem sequer depois de ter cometido crimes muito graves”, o Cardeal assinala que “chegamos a esta conclusão também tendo em conta a nova compreensão das sanções penais aplicadas pelo Estado moderno, que devem estar orientadas acima de tudo à reabilitação e reinserção social do criminoso”.

Além disso recorda que “dado que a sociedade atual tem sistemas de detenção mais eficazes, a pena de morte é desnecessária para a proteção da vida de pessoas inocentes”.

Versão anterior

Na redação anterior do artigo 2267 do Catecismo aprovado em 1992 e alterado hoje, assinalava que “a doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor”.

Entretanto, “se processos não sangrentos bastarem para defender e proteger do agressor a segurança das pessoas, a autoridade deve servir-se somente desses processos, porquanto correspondem melhor às condições concretas do bem comum e são mais consentâneos com a dignidade da pessoa humana”.

“Na verdade, nos nossos dias, devido às possibilidades de que dispõem os Estados para reprimir eficazmente o crime, tornando inofensivo quem o comete, sem com isso lhe retirar definitivamente a possibilidade de se redimir, os casos em que se torna absolutamente necessário suprimir o réu «são já muito raros, se não mesmo praticamente inexistentes”, assinalava a versão anterior.

Fonte: ACI digital



Por que a Porciúncula é transcendental na vida de São Francisco e da Igreja?


Por Giselle Vargas

SANTIAGO, 02 Ago. 18 / 02:00 pm (ACI).- Todos os anos, em 2 de agosto, os fiéis do mundo podem receber a indulgência plenária da Porciúncula ou também chamada “Perdão de Assis”, uma graça que data de 1216, a pedido de São Francisco.

A Porciúncula é uma pequena capela que atualmente se encontra dentro da Basílica de Nossa Senhora dos Anjos, em Assis (Itália). Nomeada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, é um lugar concorrido por milhares de peregrinos e de grande importância para a Igreja por quatro razões:

1. Deu origem à Ordem Franciscana

São Francisco descobriu sua vocação e viveu a maior parte de sua vida nesse pequeno templo deteriorado e que foi doado pelos beneditinos.

O Ministro Provincial da Ordem Franciscana no Chile, Pe. Isauro Covili, explicou ao Grupo ACI que São Francisco considerou o lugar como “uma pequena porção do céu na terra”, por isso decidiu reconstruir o templo ajudado por outras pessoas e leprosos.

“Esse lugar constitui o início da Ordem Franciscana, da vida evangélica de São Francisco e de Santa Clara”, manifestou Pe. Covili.

“São Francisco sempre se preocupou para que os irmãos que habitavam no local fossem os mais virtuosos”, pois o considerou “um lugarzinho onde o céu se fazia presente”, acrescentou.

2. As almas encontram o perdão

Em 1216, enquanto São Francisco rezava na Porciúncula pela saúde das almas e pelos pecadores, apareceram a ele Cristo e a Virgem rodeados por anjos.

O santo pediu ao Senhor a indulgência para todos os que visitassem o templo. Com a permissão de Jesus, São Francisco visitou o Papa Honório III, que concedeu a autorização eclesial.

“Esta indulgência representa a vida penitencial que é um retorno permanente a Deus, é voltar-se a Deus desde as entranhas, desde o amor de Deus, do próprio Jesus que fala e ama muito”, manifestou Pe. Covili.

“Uma indulgência é uma experiência profunda de espiritualidade e de perdão. E esta foi pedida por São Francisco para a Igreja e todos os que quisessem reparar situações pessoais e comunitárias, e experimentar o amor de Deus que repara e que purifica o coração”.

3. Convida a renovar a missão

Pe. Covili afirmou que “a Porciúncula é uma reivindicação à vida e à dignidade humana. É um lugar onde São Francisco viveu o Evangelho de Jesus. E, estando ali, enviou os primeiros irmãos em missão”.

“Esta é uma festa que nos remete a voltar a Jesus Cristo, ao Evangelho, ao essencial, abraçar o pobre, o excluído, é uma festa que tem relação com a fraternidade, a comunhão e o diálogo”.

“É uma oportunidade para que a Igreja se renove a partir do encontro com a Palavra e a partir do anúncio missionário”, acrescentou.

4. Dá valor à mulher

Santa Clara, incentivada em sua vida espiritual por São Francisco, se dirigiu a este lugar para consagrar sua vida em 1212 à Ordem dos Irmãos Menores.

Naquele mesmo ano, Santa Clara e São Francisco fundaram a segunda ordem franciscana ou das irmãs clarissas.

A amizade, fraternidade e orientação de São Francisco na vida de Santa Clara é uma expressou do “valor do feminino que hoje nos desafia a reconhecê-lo e incorporá-lo como expressão real na vida da Igreja”, disse o sacerdote.

Em particular, a festa da Porciúncula “faz muito bem à Igreja” por ser uma “oportunidade de se renovar a partir do essencial, é um retorno para Jesus Cristo, para uma vida mais profunda, uma Igreja mais da comunhão, do anúncio missionário”, finalizou o provincial.

Fonte: ACI digital



Avisos

Olá irmãs e irmãos de fé! Paz e Bem!

Para ajudar, tenho colocado as orações do programa de rádio Momento de Fé, porém muitos estão se confundindo e achando que meu blog é do Padre Marcelo Rossi. Irmãs(os), este blog não é do Padre Marcelo Rossi, para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele : 1) Padre Marcelo Rossi 2) Facebook Padre Marcelo Rossi

Obrigada - Adriana/Devoção e Fé