Papa recebe Clinton e filho de Soros em audiência privada em Santa Marta

Casa Santa Marta, hospedaria do Vaticano onde mora o Papa Francisco - GABRIEL BOUYS / AFP

Francisco Vêneto - publicado em 07/07/23

Alex Soros é o atual presidente da Open Society Foundations, criada por seu pai para financiar pautas entre as quais a legalização do aborto

O ex-presidente norte-americano Bill Clinton foi recebido pelo Papa Francisco nesta quarta-feira, 5 de julho, em audiência privada na Casa Santa Marta, a hospedaria vaticana onde o pontífice reside por escolha própria desde que foi eleito, em 2013.

Entre os membros da delegação de Clinton estava Alex Soros, filho do bilionário George Soros e atual presidente da Open Society Foundations, criada por seu pai.

Em 3 e 4 de julho, Alex Soros havia acompanhado Bill Clinton também à Albânia, onde o ex-presidente recebeu uma homenagem do governo por seu apoio ao país e por ter promovido a intervenção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) durante a Guerra do Kosovo, na década de 1990.

Já no Vaticano, o Papa Francisco presenteou a Clinton a estátua de uma mulher segurando uma pomba, que o pontífice descreveu como “uma obra pela paz”. Em contrapartida, Clinton deu ao pontífice “uma pequena bandeja com o símbolo dos Estados Unidos”, conforme informado pelo portal Vatican News via rede social.

Por e-mail, a Sala de Imprensa da Santa Sé descreveu o encontro de Clinton com Francisco como uma “audiência privada”, sem detalhes.


Sobre a fundação de George Soros

A Open Society Foundations desperta controvérsias por financiar iniciativas explicitamente alinhadas com ideologias de esquerda, incluindo campanhas pró-legalização do aborto em países tradicionalmente católicos, como foi o caso de Irlanda, Argentina, Polônia e México, por exemplo. A entidade doa em torno de 1,5 bilhão de dólares por ano, segundo a agência católica CNA, para causas que a própria Open Society Foundations descreve como ligadas a “direitos humanos” e “democracia”.

Em junho, Alex Soros, de 37 anos, declarou ao Wall Street Journal que se considera “mais político” que o pai. Além da entidade fundada por George Soros, Alex também lidera o Democracy PAC, um comitê de pautas políticas internas nos EUA que dispõe de 125 milhões de dólares para serem destinados à mesma agenda defendida pela Open Society Foundations.

Fonte: Aleteia
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