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Solenidade de Pentecostes - 8° Domingo do Tempo Pascal (Ano C )


Solenidade de Pentecostes

8° Domingo do Tempo Pascal Ano C

Evangelho de João 20,19-23

*19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

REFLEXÃO:

Após o trágico fim de Jesus na última sexta-feira, os discípulos se refugiam e, por medo, trancam as portas do lugar em que se encontram. As portas fechadas, porém, não impediram o Ressuscitado de se fazer presente. É o primeiro dia da semana. O primeiro dia é sempre momento de recomeçar, de olhar confiante para a frente. O medo atrapalha o lançar-se para a frente, constitui-se num obstáculo. Ao entrar, o Ressuscitado lhes deseja a paz, sopra sobre eles o Espírito Santo e os convida a viver a reconciliação. É um programa completo que o Ressuscitado deixa para quem deseja segui-lo. A paz é o primeiro desejo e dom por excelência que Cristo ressuscitado propõe. Paz é plenitude de vida, a que toda pessoa tem direito. O cristão procura viver a paz e a propaga no meio da sociedade que se torna cada vez mais violenta. Paz é proposta de fraternidade e vivência da reconciliação e do perdão. Para viver esses valores, o Ressuscitado sopra seu Espírito, que acompanha cada fiel ao longo de sua vida. É o mesmo sopro que deu vida ao “boneco de barro” no início da criação da humanidade. Ele cria, recria e humaniza. O sopro do Ressuscitado cria a nova comunidade dos seus seguidores. Sem esse sopro divino, somos incapazes de viver a esperança, a paz e o perdão, e de levar esses valores ao mundo.

(Dia a dia com o Evangelho 2022) [1]

Oração do Dia

Ó Deus que, pelo mistério da festa de hoje, santificais a vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do Espírito Santo e realizai agora, no coração dos fiéis, as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


O Espírito do Senhor Jesus e nossa missão

A 1ª leitura e o evangelho nos contam como os apóstolos viveram as últimas aparições de Jesus ressuscitado: como despedida provisória e como promessa. Jesus não voltaria até a consumação do mundo, mas deixou nas mãos deles a missão de levar a salvação e o perdão dos pecados a todos que quisessem converter-se, no mundo inteiro. E prometeu-lhes o Espírito Santo, a força de Deus, que os ajudaria a cumprir sua missão.

A vitalidade e juventude da Igreja, até hoje, tem sua raiz nesta herança que Deus lhe deixou. “É bom para vocês que eu me vá – diz Jesus no evangelho de João – porque, senão, não recebereis o Paráclito, o Espírito da Verdade” (1016,7). Jesus salvou o mundo movido pelo Espírito e dando a sua vida pelos homens. Agora, nós devemos dar continuidade a esta obra, geração após geração. O Espírito de Jesus e do Pai deve animar em nós, e através de nós, um testemunho igual ao de Jesus: deve fazer revi ver Jesus em nós. O que salva o mundo não é a presença física de Jesus para todas as gerações, mas sim o Espírito que ele gerou em nós pela morte por amor – o Espírito do Pai e dele mesmo.

A Igreja não caiu no vazio depois da Ascensão de Jesus. Antes, entrou com ele na plenitude do tempo da salvação e da reconciliação, embora não de vez e por completo. Tem que lutar para realizar o que Jesus já vive em plenitude. Ainda não está na mesma glória, na mesma união definitiva com Deus em que está o seu fundador, mas vive movida pelo mesmo Espírito, e este nunca lhe faltará até a hora do reencontro completo. A Igreja terá que expor às claras as contradições, as injustiças, as opressões que impedem a reconciliação e o perdão. Terá que urgir opção e posicionamento, e também transformação dos corações e das estruturas do mundo, para que um dia o Cristo glorioso seja a realidade de todos nós.

PE. JOHAN KONINGS - professor de exegese bíblica na FAJE, Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Comentário do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes" [2]

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