Jesus pede uma prova de amor
6º Domingo do Tempo Pascal - Ano A
Evangelho de João 14,15-21
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15“Se me amais, guardareis os meus mandamentos, 16e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: 17o Espírito da verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. 18Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. 20Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”.
REFLEXÃO
Jesus continua seu discurso de despedida. O Mestre procura animar a esperança dos seus seguidores, prometendo que não os abandonará. Ele lhes garante o dom do Espírito da verdade, o advogado que estará ao lado deles, defendendo-os. São convidados a observar e viver os mandamentos, forma concreta de amar Jesus e seu Pai e ser por eles amados. Mais um pouco e Jesus não mais será visto pelo mundo injusto, mas seus seguidores o verão e sentirão sua presença amorosa se guarda rem suas palavras. O evangelista nos apresenta nova imagem de Deus, não mais alguém distante e acessível apenas por mediações, mas um Deus próximo, vivendo em nós e conosco.
(Dia a Dia com o Evangelho 2026 - PAULUS)[1]
Coleta
Concedei-nos, Deus de misericórdia, que possamos saborear em toda a nossa vida os frutos do mistério que celebramos na Páscoa. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Jesus pede uma prova de amor
Duas vezes, hoje, Jesus afirma que amá-lo e guardar seus preceitos é a mesma coisa (vv. 15 e 21). No trecho do domingo passado, falava-se muito em crer, ter fé. Hoje, acentua o amar e ser amado. Acentuação que continua no verso 23 e na aclamação do Evangelho: “Quem me ama guarda minha palavra, e meu Pai o amará”. Não é difícil perceber o nexo entre ter fé e amar. Ele é tão forte quanto a reciprocidade entre amar e ser amado. Podemos dizer de cada ser humano que sua história é a história de seu amor. Santo Agostinho escreveu: “Meu amor é meu peso, por ele sou levado aonde quer que eu vá. Assim como os corpos se movem pela gravidade, o homem tem por gravidade própria o seu amor, que é a força que o impulsiona em todas as suas tarefas e empresas”.
Não se ama a Deus, se não se observam seus mandamentos. No verso 23 se fala em observar a palavra de Deus. Por mandamento ou palavra compreendem-se os 10 mandamentos de Moisés (que Jesus não aboliu, mas reforçou), todos os ensinamentos e o próprio exemplo de Jesus. Não podemos fazer muita distinção entre a pessoa e o ensinamento de Jesus. Cremos em sua palavra e cremos em seus ensinamentos, que têm força divina (1 Cor 1,18), que agem em nós (Hb 4,12 e 1 Ts 2,13), são espírito e vida (Jo 6,63) e não se distinguem dos ensinamentos do Pai (Jo 14,24).
FREI CLARÊNCIO NEOTTI, OFM, entrou na Ordem Franciscana no dia 23 de dezembro de 1954. Escritor e jornalista, é autor de vários livros e este comentário é do livro “Ministério da Palavra – Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos”, da Editora Santuário.[2]
Fontes:
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