Ascensão do Senhor
Vossa glória, Senhor, é mais alta que os céus!
7º Domingo do Tempo Pascal - Ano A
Evangelho de Mateus 28,16-20
Naquele tempo, 16os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18Então, Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.
REFLEXÃO
Obedecendo ao pedido do Mestre, os discípulos se dirigem à Galileia, onde acontece o último encontro com o Ressuscitado. Na Galileia Jesus iniciou sua missão e lá a conclui. É nas periferias, fora do grande centro religioso e político, que o pequeno grupo também é convidado a iniciar sua missão. Antes de deixar os apóstolos, Jesus lhes transmite as últimas instruções, entrega-lhes o programa de vida. Com o poder recebido de Deus, Jesus lhes confia a tarefa de ensinar “todas as nações”. Todos somos convidados a seguir os passos do Mestre. A prática do batismo em nome da Santíssima Trindade nasceu no início da Igreja e perdura até hoje. Mateus conclui seu Evangelho confirmando o que disse no início: Jesus é o Emanuel, o Deus conosco, “estarei com vocês todos os dias”. Com sua ascensão, Jesus não abandona a humanidade, assim como não abandonou o céu quando desceu à terra. Cristo
continua presente na humanidade e comprometido com ela na ação de cada um de seus seguidores.
(Dia a Dia com o Evangelho 2026 - PAULUS)[1]
Coleta
Deus todo-poderoso, fazei-nos exultar de santa alegria e fervorosa ação de graças, pois na ascensão de Cristo vosso Filho nossa humanidade foi elevada junto a vós e, tendo ele nos precedido como nossa cabeça, nos chama para a glória como membros do seu corpo. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Vossa glória, Senhor, é mais alta que os céus!
Os evangelistas não deram grande importância ao fato histórico da Ascensão de Jesus ao céu. Mateus, cujo Evangelho lemos hoje, não fala dela; João faz uma vaga alusão (20,7); Marcos se refere a ela rapidamente (16,19). Quem dá pormenores é Lucas (24,50-52), sobretudo no seu segundo livro, que conhecemos com o nome de Atos dos Apóstolos (1,1-14), cuja narração lemos hoje como primeira leitura. Na visão dos evangelistas, a própria morte e ressurreição eram também a glorificação de Jesus.
São muitos os textos que falam da glorificação, usando a expressão ‘sentar-se à direita de Deus’, que significa ‘receber todos os poderes’. Assim em Rm 8,34: “Cristo Jesus está à direita de Deus”; Cl 3, 1: “Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto, onde Cristo está assentado à direita de Deus”; Ef 1,20: “Deus o fez sentar-se à sua direita nos céus, acima de tudo o que tem nome, e pôs a seus pés todas as coisas”. No Apocalipse, promete-se a mesma glorificação aos que forem fiéis a Jesus e lhe abrirem a porta do coração: “Ao vencedor, concederei sentar-se comigo em meu trono, assim como eu também venci e me sentei com meu Pai em seu trono” (Ap 3,21). Uma alusão clara à glorificação da criatura humana na pessoa de Jesus glorioso.
FREI CLARÊNCIO NEOTTI, OFM, entrou na Ordem Franciscana no dia 23 de dezembro de 1954. Escritor e jornalista, é autor de vários livros e este comentário é do livro “Ministério da Palavra – Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos”, da Editora Santuário.[2]
Fontes:
[2]
---





Comentários
Postar um comentário