Todos reconhecem o Santo de Deus
4º Domingo do Tempo Comum - Ano A
Evangelho de Mateus 5,1-12
Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los: 3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.
REFLEXÃO
Jesus se dirige às multidões e aos seus discípulos para lhes transmitir uma mensagem de felicidade e confiança. Ao sentar-se, o Mestre toma posição de quem ensina e forma seus discípulos para continuarem a missão pelo mundo. Apresenta aos ouvintes as propostas fundamentais do seu Reino: felicidade e compromisso. São as conhecidas bem-aventuranças ou felicidade evangélica. Não são um anúncio de acomodação, ao contrário, convocam para o não conformismo, para uma busca dos valores do Reino de Deus. A palavra hebraica para “feliz” (ashrei) denota busca do fundamental para uma vida digna. Nem é uma tentativa de tranquilizar os pobres para se manterem assim e depois ganharem o céu. A presença de pobres, aflitos, famintos e perseguidos é sinal de que a proposta do Reinado de Jesus está longe de ser concretizada. As bem-aventuranças incentivam as pessoas a superarem a situação de miséria e sofrimento, como Jesus demonstrou com sua prática, libertando as pessoas de seus males.
(Dia a Dia com o Evangelho 2026 - PAULUS)[1]
Coleta
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de coração sincero e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
Todos reconhecem o Santo de Deus
São claros os passos que Marcos dá para introduzir Jesus na grande pregação. Desde o início afirma sua divindade, chamando-o de Filho de Deus, já no primeiro versículo do seu Evangelho. Logo, faz falar dois profetas, isto é, dois homens cheios de Deus, que só podem falar a verdade: Isaías e João Batista. Eles testemunham o envio divino de Jesus (vv. 2-4). Em seguida, o Pai do Céu o confirma com sua própria voz (v. 11). Depois, os anjos servidores (v. 13) e, a seguir, os homens de boa vontade que, a convite seu, resolvem segui-lo (vv. 18.20). No trecho de hoje, os espíritos maus também reconhecem a chegada de Jesus, confessam-no como o ‘Santo de Deus’ (v. 24) e lhe obedecem (vv. 26 e 27). Todos, do alto céu às profundezas do inferno, tomam conhecimento da chegada de Jesus, veem-no presente, reconhecem-no como o Messias, com ‘o poder de Deus’.
O povo dá o primeiro e mais rudimentar passo na fé: admira-se (v. 22) com seu ensinamento e sua autoridade. E será a esse povo que Jesus ensinará as coisas novas (v. 27) do Reino dos Céus. Quem passar da admiração ao amor, do espanto (v. 27) ao seguimento poderá ser discípulo seu e entrar pela porta estreita, que leva ao caminho da vida (Mt 7,14).
FREI CLARÊNCIO NEOTTI, OFM, entrou na Ordem Franciscana no dia 23 de dezembro de 1954. Escritor e jornalista, é autor de vários livros e este comentário é do livro “Ministério da Palavra – Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos”, da Editora Santuário.[2]
Fontes:
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