Sete frases de Bento XVI sobre a morte

Bento XVI / Igreja Católica Inglaterra e País de Gales Flickr (CC BY-NC-ND 2.0)

Vaticano, 05 Jan. 23 / 11:29 am (ACI).- Durante seu pontificado, Bento XVI refletiu em muitas ocasiões sobre a morte e como este evento deve ser entendido pelos cristãos.

Estas são algumas frases de Bento XVI sobre a morte.

1. A verdadeira morte a qual temer

No final da oração do Ângelus de 5 de novembro de 2006, Bento XVI ensinou que quem se compromete a viver como Jesus “está livre do medo da morte”.

No final da sua intervenção deixou-nos esta frase:

"A verdadeira morte, que é preciso temer, é a da alma, que o Apocalipse chama "segunda morte" (cf. Ap 20, 14-15; 21, 8). De facto, quem morre em pecado mortal, sem arrependimento, fechado na recusa orgulhosa do amor de Deus, auto-exclui-se do reino da vida."

2. É preciso se preparar para a morte

O livro “Últimas conversas” inclui uma entrevista que o jornalista Peter Seewald fez ao papa emérito em 2016. Neste diálogo, Bento XVI disse:

“É preciso se preparar para a morte. Não no sentido de realizar certos atos, mas de viver preparando-se para passar na última prova diante de Deus. Deixar este mundo e apresentar-me diante d’Ele e dos santos, amigos e inimigos. Para, digamos, aceitar a finitude desta vida e se colocar em caminho para alcançar a presença de Deus”.

3. Esperança diante da morte

Durante o funeral do cardeal Dino Monduzzi em outubro de 2006, Bento XVI mencionou que “perante o silêncio da morte e do não cumprir-se das expectativas humanas, sentimos viva a esperança cristã de que, além das aparências, distingue-se o amor de Deus fiel às promessas”.

4. A morte não tem a última palavra

Em abril de 2008, Bento XVI disse em uma de suas homilias que “a morte não tem a última palavra, não é o fim de tudo mas, redimida pelo sacrifício da Cruz, já pode ser a passagem para a alegria da vida sem fim.”.

5. Não misturar morte com mitologias

Após a oração do Ângelus de 2 de novembro de 2008, Bento XVI falou da necessidade de falar de realidades tão importantes como a morte e a vida eterna:

“É necessário também hoje evangelizar a realidade da morte e da vida eterna, realidades particularmente sujeitas a crenças supersticiosas e a sincretismos, para que a verdade cristã não corra o risco de se misturar com mitologias de vários tipos”.

6. O cristianismo promete vida eterna

Em agosto de 2010, durante a santa missa da Solenidade da Assunção da Virgem Maria celebrada em Castel Gandolfo, Bento XVI descreveu como é o mundo futuro:

“O Cristianismo não anuncia somente uma qualquer salvação da alma num além indefinido, no qual tudo o que foi precioso e querido para nós neste mundo seria eliminado, mas promete a vida eterna, ‘a vida do mundo que há-de vir’: nada daquilo que nos é precioso e querido cairá em ruínas, mas encontrará a plenitude em Deus”.

7. O abismo do amor de Deus

Bento XVI disse em 2011 que a morte não tem poder sobre Deus e os que estão unidos a Ele:

"O abismo da morte é preenchido por outro abismo, ainda maior, que é aquele do amor de Deus, de tal forma que a morte já não tem qualquer poder sobre Jesus Cristo (cf. Rm 8, 9), nem sobre quantos, pela fé e pelo Baptismo, estão associados a Ele: «Se morremos com Cristo — diz são Paulo — cremos que viveremos também com Ele»”.

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