Relíquia de São João Batista perdida há meio século é encontrada na Itália


Trata-se de um osso do Santo que originalmente era conservado em um relicário especial que se perdeu após uma enchente no ano de 1557.

Itália – Florença (22/06/2021 11:45, Gaudium Press) Uma relíquia de São João Batista, que havia sido perdida após uma enchente no ano de 1557, foi recentemente encontrada e será exposta pela primeira vez no dia 24 de junho na Catedral de Florença, por ocasião da festa da padroeira.

Trata-se de um osso do Santo que originalmente era conservado em um relicário especial que se perdeu. Posteriormente acabou sendo inserido junto com outros onze fragmentos de ossos de santos no Relicário de São Simeão estilita.


Restauração do relicário

Estes restos mortais pertenceram originalmente ao imperador bizantino João VI Cantacuzeno. Mais tarde, as relíquias foram passadas das mãos de um membro da nobre família florentina de Torregiani ao Hospital de Santa Maria della Scala em Siena, chegando depois ao Batistério de Florença, onde permaneceu até o ano de 1700.

Recentemente, o Arcebispo de Florença, Cardeal Giuseppe Betori, encaminhou o relicário para restauração. Durante o procedimento, a relíquia de São João Batista foi analisada cuidadosamente e se certificou sua autenticidade.


Confirmação da autenticidade da relíquia

Dentre os elementos definitivos para a confirmação da autenticidade estão: as iniciais do Santo escritas, em caracteres gregos, diretamente no osso com tinta preta; uma inscrição minúscula, também em grego, estava gravada na luneta de prata dourada, com o escrito, traduzido para o italiano: “Reliquia San Giovanni Precursore”.

“Esta descoberta tira do esquecimento e restitui ao conhecimento e culto dos fiéis da Igreja Católica uma relíquia notável de São João Batista em particular à veneração dos fiéis pertencentes às Igrejas irmãs do Oriente, que visitam com entusiasmo a Duomo e outras igrejas florentinas para homenagear as numerosas memórias da Igreja indivisa e para admirar as inúmeras obras de arte que a cultura cristã produziu ao longo dos séculos”, afirmou comentou o Cardeal Arcebispo Giuseppe Betori. (EPC)

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