Dom Rifan afirma que texto-base da CF 2021 tem erros, mas não se deve perder o respeito a bispos


Dom Fernando Arêas Rifan / Foto: Facebook Administração Apostólica Pessoal S. João Maria Vianney

RIO DE JANEIRO, 18 fev. 21 / 06:00 am (ACI).- O Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney, Dom Fernando Arêas Rifan,reconheceu em um recente artigo que há “insinuações errôneas e tendenciosas” no texto-base da Campanha da Fraternidade 2021, entretanto, assinalou que as críticas a este documento não devem perder “o respeito devido às autoridades da Igreja”.

“Infelizmente, a atual Campanha da Fraternidade trouxe divisão”, afirmou o Prelado,ressaltando que por ser uma campanha ecumênica, a redação do texto-base foi confiada ao Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC).

Entretanto, indicou, “a autora principal do texto foi uma pastora protestante” e, “na comissão de redação, só havia um representante da Igreja Católica, que, certamente, foi voto vencido”.

“Mas é um texto-base de sugestão, para discussão. Um texto ruim, com insinuações errôneas e tendenciosas. Não é doutrinário nem obrigatório”, ressaltou, em relação ao documento que gerou polêmica por conter conteúdo ligado à ideologia de gênero.

Dom Rifan acrescentou ainda que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) “já declarou que não abre mão da doutrina católica do Magistério”. “E todo católico sabe disso”.

Contudo, declarou que “pecam” as pessoas que, “na ânsia de defender coisas corretas e atacar erros, que infelizmente existem na parte humana da Igreja, se arvoram em mestres e profetas, perdem o respeito devido às autoridades da Igreja e as desprestigiam, para alegria dos inimigos dela”.

“Junto com o combate ao erro, até querendo fazer o bem, acabam destruindo a autoridade, com ofensas, exageros e meias verdades, caindo assim em outro erro”, declarou.

Em seu artigo intitulado ‘Cinzas para refletir’, Dom Rifan explicou também que “a Igreja no Brasil, incentivando-nos” aos exercícios espirituais da Quaresma, que é tempo de oração, penitência e caridade, “convida-nos também a um gesto concreto na área social, através da Campanha da Fraternidade (CF)”.

“É claro que essa ação social não pode ocupar o lugar das obras espirituais e caritativas, nem se suplanta a elas, mas é o seu complemento”, ressaltou o Bispo.

Desse modo, pontuou que “a Campanha da Fraternidade tem como finalidade unir as exigências da conversão e da oração a algum projeto social, na intenção de renovar a vida da Igreja e ajudar a transformar a sociedade, a partir de temas específicos, tratados sob a visão cristã”.  “Muitas obras sociais da Igreja católica no Brasil são sustentadas pelas coletas feitas na Campanha da Fraternidade”, disse.

Para ler a íntegra do artigo de Dom Fernando Arêas Rifan, acesse AQUI.

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