Elegem novo presidente da Conferência Episcopal Alemã - Devoção e Fé - Blog Católico

sexta-feira, 6 de março de 2020

Elegem novo presidente da Conferência Episcopal Alemã


Dom Georg Bätzing, novo presidente da Conferência Episcopal Alemã / Crédito: Lother Spurzem - Wikimedia Commons (CC BY SA 2.0)

BERLIM, 05 Mar. 20 / 10:00 am (ACI).- A Conferência Episcopal Alemã elegeu o Bispo de Limburgo, Dom Georg Bätzing, como seu novo presidente por um período de seis anos, substituindo o Cardeal Reinhard Marx.

A eleição de Dom Bätzing foi confirmada na terça-feira, 3 de março, depois que os bispos alemães votaram em sua assembleia da primavera, que atualmente está ocorrendo em Mainz, uma cidade localizada no sudoeste da Alemanha.

CNA Deutsch – agência em alemão do Grupo ACI – informou que nas duas primeiras votações nenhum dos candidatos obteve a maioria necessária de dois terços, de modo que Dom Bätzing foi eleito na terceira votação por maioria simples.

Em sua primeira aparição para a imprensa, o novo presidente reafirmou o apoio da conferência ao "caminho sinodal" em andamento, realizado em associação com o Comitê Central de Católicos Alemães (ZdK).

"No centro de nossas considerações está o ‘caminho sinodal. Eu o apoio totalmente”, disse Dom Bätzing na terça-feira.

O chamado caminho sinodal vinculante foi formalmente aberto durante a primeira semana do Advento de 2019, mas a primeira reunião da assembleia sinodal foi convocada em janeiro. Os grupos de trabalho da assembleia oferecerão propostas de mudanças para vários aspectos do ensinamento e da disciplina da Igreja, incluindo a ordenação de mulheres, o celibato clerical e a sexualidade humana.

Dom Bätzing, de 58 anos, foi nomeado bispo em 13 de setembro de 2016.

Na terça-feira, Dom Bätzing foi perguntado se alguns dos objetivos do processo sinodal, particularmente a ordenação de mulheres, já não tinham sido descartados pelo Papa Francisco em sua recente exortação apostólica "Querida Amazônia".

“Pelo contrário”, disse o Prelado, explicando que, do seu ponto de vista, o Papa “não se posicionou” sobre uma série de perguntas levantadas no documento sinodal final sobre a Amazônia e não descartou nenhuma conclusão eventual do processo alemão.

No ano passado, o Papa Francisco escreveu uma carta a toda a Igreja na Alemanha, advertindo que a Igreja não pode se ajustar à moral e ao pensamento seculares modernos. O Pontífice advertiu contra um “novo pelagianismo” que visa “colocar em ordem e em sintonia a vida da Igreja adaptando-a à lógica presente ou a de um grupo particular”.

O resultado de tais erros, disse o Pontífice, seria um "bom corpo eclesial bem organizado e até ‘modernizado’, mas sem alma e novidade evangélica".

Posteriormente, as autoridades do Vaticano informaram à conferência episcopal alemã que os planos sinodais "não são eclesiologicamente válidos" e pediram que fossem substancialmente revisados.

Como presidente da conferência, Dom Bätzing agora copresidirá a assembleia sinodal, junto com a liderança do ZdK.

No mês passado, Dom Bätzing foi eleito para copresidir a força-tarefa sinodal junto com Birgit Mock, porta-voz da ZdK sobre política familiar.

ZdK pediu uma revisão total dos ensinamentos da Igreja sobre homossexualidade e a bênção dos relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo nas igrejas.

Em setembro de 2019, Dom Bätzing copresidiu um grupo de trabalho ecumênico de teólogos católicos e protestantes que produziu o documento “Juntos na Mesa do Senhor”, que concluiu que “a participação mútua na celebração da Ceia/Eucaristia do Senhor é teologicamente justificado".

Na Igreja Católica, somente católicos batizados em estado de graça podem receber a Comunhão. O Código de Direito Canônico descreve circunstâncias muito limitadas nas quais os não católicos podem ser admitidos na Comunhão. Em vários países do norte da Europa, os bispos pediram a intercomunhão eucarística, mas isso foi rejeitado por Roma.

Reconhecendo isso no momento da publicação do relatório, Dom Bätzing disse que sua própria certeza sobre esse tema não significava que ele estava livre para alterar a disciplina sacramental.

“No entanto, isso não significa que sou um bispo sozinho, mas que a discussão teológica deve agora se elevar ao nível de uma recepção de ensinamento, ou seja, uma aceitação por parte do Magistério da Igreja Católica. E esse processo está pendente”, afirmou.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: ACI digital



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