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Com qual idade as crianças devem ser iniciadas na vida de oração?

MIA Studio|Shutterstock

Edifa | Mar, 2020

Todos os pais sabem que rezar com seus filhos é um passo essencial para o despertar da fé. Mas a partir de que idade a criança é capaz de rezar?

Um bebê começa a se conectar com aqueles que o amam desde o nascimento, e mesmo antes. Assim, ele entra em relação com Deus a partir de sua concepção.

Se a oração fosse uma questão de know-how, a idade da primeira oração seria fixada a partir da aquisição da fala da criança, por exemplo, ou da sua entrada no catecismo.

Mas a oração é um relacionamento de amor. Rezar é entrar em um relacionamento com Deus, falar com ele, ouvi-lo.

Desta forma, é muito simples, tão simples quanto conversar com um amigo, especialmente porque o Amigo em questão está sempre disponível e ele nos escuta com extrema atenção e amor infinito.

Mas, ao mesmo tempo, é bastante difícil, porque não o vemos com nossos olhos e não o ouvimos com nossos ouvidos e, no entanto, ele está lá.

Em toda oração há o que nós fazemos – nosso silêncio, nossas palavras, nossos gestos, nossas distrações ou nosso fervor – e o que Deus faz. E esta é a coisa mais importante: o que Deus faz.

Comece a rezar com o seu filho desde o nascimento

Você não fica esperando até que a criança possa falar para mostrar o seu amor! Bem, Deus também não! E é por isso que você pode rezar com seu filho desde o seu nascimento.

Quando você ora com seu bebê (ou na frente dele), Deus realmente age: ele olha para seu filho, ele o ama, ele se comunica com ele.

O problema é que tendemos a pensar na oração como algo abstrato ou como uma via de mão única, onde apenas o homem faz alguma coisa.

“Como a criança não pode ver Deus, como ela se tornará consciente de sua presença?”, muitos pais se perguntam.

A resposta é simples: quando ele te vê e ouve você rezando, ele se torna uma testemunha da sua oração, e descobre com bastante naturalidade que mais alguém está presente, aquele com quem você fala e que você ouve em silêncio.

É como quando você telefona na frente do seu filho. Antes mesmo que ele saiba como usar um telefone, ele entenderá que há alguém do outro lado da linha e que você não está falando no vácuo.

Portanto, é aí que a primeira e mais importante abordagem da oração ocorre, muito antes que a criança possa falar ou fazer um sinal da Cruz.

Não existe a maneira certa de rezar com uma criança

Nossas palavras e nossas atitudes são importantes, pois são elas que nos ajudarão a nos manter na presença de Deus. Por esse motivo, aprender a orar também envolve a aquisição de palavras e gestos.

Mas o mesmo vale para a linguagem da oração e para a língua materna: ela é aprendida por imitação, através da escuta e repetição, primeiro sem jeito, sem sempre entender, depois de uma maneira cada vez mais elaborada e ponderada.

A criança que o ouve todas as noites recitando o Pai-Nosso e a Ave-Maria não precisa aprender essas orações. Com o tempo, elas estarão inscritas em seu coração.

O valor da oração não é medido pela aparência, nunca esqueça isso. Algumas crianças serão particularmente dóceis, entrando facilmente no que você lhes pedirá no momento da oração.

Outros mostrarão um ar zombeteiro, não se sustentarão no recolhimento e irão rir a cada três palavras. Isso não significa que estes últimos serão necessariamente menos devotos que os primeiros.

Não devemos nos preocupar com o fato deles estarem inquietos. O nosso objetivo não é fazer dos nossos filhos modelos perfeitos de oração, mas ajudá-los a se colocar na presença de Deus.

Em geral, nós os ensinamos mais quando nos recolhemos e ficamos imersos na oração, do que através da disciplina.

Não há uma forma perfeita de rezar com uma criança. Existem tantas formas quanto o número de crianças. Não se trata de reproduzir na sua casa aquilo que os seus amigos vivem, mas de encontrar, para cada um de seus filhos individualmente, o que os permitirá crescer no amor de Deus.

Mesmo que você possa pegar dicas e ideias de todo lado, no final, é você a melhor pessoa para escolher o melhor método. E isso evoluirá com o tempo.

Talvez você decida, às vezes, substituir a oração da família por uma oração individual por cada criança, pouco antes da hora de dormir ou, pelo contrário, apenas contentar-se em orar diante delas.

Como também você pode ser levado viver um tempo de adoração silenciosa maior do que havia planejado. E assim você descobrirá que, nos caminhos da oração, muitas vezes são os nossos próprios filhos que nos treinam.

Christine Ponsard

Fonte: Aleteia

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