Jovem testemunha: fui curada do câncer pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida

Sara, acompanha por Nossa Senhora Aparecida, durante o tratamento e depois / Foto: Cortesia Sara Conceição

Por Natalia Zimbrão


RIO DE JANEIRO, 02 Out. 19 / 04:00 pm (ACI).- Sara Conceição Santiago Ferreira é uma jovem de 26 anos, de Santo Antônio de Pádua (RJ), que enfrentou em duas ocasiões o câncer e, com fé e pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, hoje pode testemunhar sua cura e seu amor pela Mãe de Deus.

“Posso testemunhar que sou um milagre de Deus por meio da poderosa intercessão de Nossa Senhora Aparecida. Desde o meu nascimento, Ela cuida de mim e é presente em minha vida, digo isso pois nasci no dia 8 de dezembro, no dia em que comemoramos a Sua Imaculada Conceição. Muitas foram as maravilhas que o Senhor realizou em minha vida, através da poderosa intercessão de Nossa Senhora. E junto com Ela, eu posso dizer: ‘O Senhor fez em mim maravilhas e Santo é o seu nome!’”, destacou em um relato enviado a ACI Digital.

Em 2011, aos 18 anos, Sara foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer do sistema linfático. Contou que naquela ocasião ela e a família ficaram “muito impactados e assustados”. “Mas, como uma família católica, entregamos tudo nas mãos de Deus e de Nossa Senhora. E fomos para a batalha com as armaduras da fé, da confiança e da oração”.

A jovem passou pelo tratamento de quimioterapia, com 12 sessões e a complementação de 21 sessões de radioterapia. “Ao término de todo tratamento, os resultados dos exames constataram a ausência da doença, ou seja, o câncer havia sido vencido com a graça de Deus e poderosa intercessão de Nossa Senhora”.

Entretanto, em março de 2014, durante consulta de rotina, descobriu que “o linfoma havia voltado e desta vez mais agressivo e a solução seria um tratamento quimioterápico mais intensivo, juntamente com a realização de um Transplante Autólogo de Medula Óssea”.

Novamente, realizou 35 sessões de quimioterapia, que a deixaram muito debilitada. Além disso, também foi informada “que a medicação necessária para o transplante estava em falta, e que não tinha previsão para realização do transplante”. Foi preciso “acionar a justiça”.

Durante o período de espera, continuou com as sessões de quimioterapia e sua imunidade baixo muito. Certo dia, recordou, “minha visão do lado esquerdo estava completamente embaçada e não enxergava nada.  Assustada chamei minha mãe que no mesmo instante entrou em contato com uma oftalmologista. Tivemos o diagnóstico de uma trombose na visão, causada pelas inúmeras sessões de quimioterapia. Corria o risco de perda total da visão”.

Porém, no mesmo dia, “ao chegar em casa tive uma grande surpresa, recebi direto do Vaticano uma bênção especial do Papa Francisco. Estávamos nos dias da novena da Mãe Aparecida e pude sentir que eram as mãos de Nossa Senhora sobre mim. Durante a novena, pedimos muito a sua intercessão para que, assim como Ela curou aquela menina cega, também me curasse”.

Até aquele momento, “eu não tinha pedido a cura do meu câncer, pois sabia que isso era vontade de Deus para minha vida, mas via minhas forças se esvaziando. Foi então que pedi a Mãe Aparecida que curasse tudo e que, se não fosse a vontade Deus, ao menos me levasse para o Céu, para junto Dela e deu Seu amado filho Jesus”.

Finalmente, em 14 de outubro de 2014, a justiça determinou que seu transplante fosse providenciado e no dia seguinte Sara seguiu para o Rio de Janeiro e foi internada no HEMORIO, onde permaneceu por 43 dias, “para a realização do transplante sem sucesso”. Cinco meses depois, outra tentativa não obteve resultado.

Até que, em 13 de outubro de 2015, “um dia depois de Nossa Senhora Aparecida, dei entrada no Hospital Universitário de Juiz de Fora (MG), para realizar o meu transplante”.

Mas, Sara precisou passar por uma série de exames, pois estava há 1 anos sem quimioterapia e, “pela graça de Deus e a Mãe Senhora Aparecida”, mesmo sem o tratamento, “o câncer estava parado”.

“No sábado, dia 20 de fevereiro de 2016, antes da semana da coleta da medula, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, do Santuário Nacional, esteve em meu bairro. Pedi muito a ela para o procedimento dar certo”, recordou.

Sara foi internada em 14 de março de 2016 para a realização do transplante. “Foram quatro dias recebendo fortes dosagens de quimioterapia para preparar meu organismo para receber a ‘nova’ medula. Em 18 de março, foi realizado o transplante e, no dia 29, minha medula pegou, dois dias após o Domingo de Páscoa”.

“A demora não foi por acaso, foi no Ano da Misericórdia, um ano importante para Igreja, que se tornou muito especial para mim, pois pela Misericórdia de Deus eu renasci e recebi vida nova. Foi um ano em que vivi intensamente as Misericórdias de Deus”, assinalou.

Sara relatou ainda que, “nos momentos difíceis do tratamento, um dos grandes motivos” que a ajudava a lutar “era o desejo de realizar um grande sonho, meu e de minha mãe, de irmos à casa da Mãe Aparecida, para pagarmos a promessa que tínhamos feito de levar os meus cabelos que tinham caído durante os anos de tratamento”.
Este sonho se realizou em 2017, o Ano Mariano, quando se comemorou os 300 anos do encontro da imagem da Virgem Aparecida no Rio Paraíba do Sul.

Na ocasião, Pe. Silvano Salvatte Zanon, sacerdote da Paróquia que Sara frequenta, realizou uma romaria ao Santuário Nacional de Aparecida. “Pagamos a nossa promessa e realizamos esse sonho tão especial e abençoado. Estar na casa da Mãe pela primeira vez e deixar o meu cabelo na sala das promessas foi uma experiência de fé, amor e intercessão indescritíveis”.

Hoje, aos 26 anos de idade e 3 anos e 6 meses de transplante, Sara afirmou que, “graças a Deus e a poderosa intercessão de Nossa Senhora, estou ótima. Continuo em acompanhamento oncológico, de 6 em 6 meses refaço todos os exames. E após muita luta e muitas orações, finalmente tenho uma rotina normal”.

A jovem frequenta a Capela do Divino Espírito Santo, pertencente à Paróquia Pessoal Nossa Senhora de Fátima e Santo Antônio, da administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianey. Realiza um trabalho catequético com as crianças na Capela e dá aulas de Ensino Religioso na escola que pertence à Paróquia.

Além disso, confecciona terços, uma pratica que teve início por sugestão de Pe. Salvatte a fim de que ela ocupasse seu tempo durante o tratamento do câncer e que segue realizando até hoje.

“Por fim, o dia 12 de outubro se aproxima, este dia tão especial para nós católicos devotos da Mãe Aparecida. E é com imensa alegria, amor, gratidão e emoção que dou este testemunho. Falar de Nossa Senhora é falar do amor. E desejo que muitas pessoas possam experimentar esse amor tão especial”, concluiu a jovem.

Fonte: ACI digital

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