Luxúria: este pecado capital não se refere a sexo apenas - Devoção e Fé - Blog Católico

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Luxúria: este pecado capital não se refere a sexo apenas


Pe. Robert McTeigue | Set 04, 2019

Entender esse pecado como algo além do sexo nos ajuda a compreender o que está errado dentro de nós

A luxúria é listada como um dos sete pecados capitais. Aristóteles identifica a pessoa caracterizada pelo vício como “cruel”, alguém que é governado principalmente por paixões. As paixões não são puramente físicas, mas isso é outra história para outra época. Uma pessoa cruel pode querer ficar bêbada; uma pessoa astuta pode querer te embebedar. Se entendermos a luxúria como uma forma de desejo incessante, e o tipo mais perigoso de luxúria como conivente, podemos notar que a luxúria não é apenas uma dinâmica corporal.

Vamos colocar desta forma: luxúria = mente sobre a matéria.

O provérbio “A corrupção dos melhores é o pior” é uma maneira útil de entender a desordem da alma, que pode sucumbir à luxúria. Nossas paixões básicas, deixadas sem controle, podem nos levar a um comportamento abaixo da dignidade humana e prejudicial à saúde. E se o que é mais alto em nós for deixado sem orientação, permitido a ser estimulado por desejos de novidade e autobusca que normalmente se associa a desejos mais simples e básicos?

No pecado sexual, a pessoa humana permite que seu desejo seja afixado ao que a natureza e Deus não permitiram. A luxúria sexual é a birra de uma pessoa egoísta, enfurecida, porque a lei moral diz: “Não ultrapasse essas fronteiras – ou mais!”. E se encararmos a luxúria como uma birra da alma em resposta às linhas traçadas pela Revelação Sagrada? Por exemplo: “Foi assim que Deus definiu o casamento”; “Este é o propósito do sexo”; “É assim que Deus deve ser adorado.”

A novidade é um desejo desordenado, que pode tornar-se imperioso por uma pessoa que deveria conhecer melhor  Deus. Uma pessoa assim não está satisfeita  nem completa com a Revelação Sagrada. Como uma pessoa promíscua quer sexo nos seus próprios termos, também a alma entregue à luxúria da novidade quer Deus nos seus próprios termos.

A alma indisciplinada, recusando-se a aprender a se satisfazer com a revelação de Deus, cede a um desejo infinito. Isso não deveria nos surpreender. Somos feitos para o infinito; se não somos preenchidos com um bem infinito, ficaremos com um vazio infinito. A alma ilustra a fórmula: LUXÚRIA = MENTE SOBRE A MATÉRIA. Ou seja, a luxúria recusa limites. A alma indisciplinada, recusando-se a se satisfazer com Deus, começa a ecoar a serpente: “Você não morrerá; pois Deus sabe que quando você comer, seus olhos serão abertos e você será como Deus, conhecendo o bem e o mal. ”(Gênesis 3, 4-5)

A alma indisciplinada pode embebedar-se com o poder (aparente, mas fugaz) de reescrever a revelação, redefinindo Deus – procurando maneiras sempre novas de decidir por nós mesmos o que é verdadeiro, bom, bonito, santo, divino, diabólico. Mas qualquer viciado lhe dirá que nunca é suficiente. Você sempre cai após a alta; a emoção diminui – e diminui muito rapidamente. São necessárias doses cada vez maiores, que alcançam cada vez menos. Eventualmente, alguém para (ou morre).

Deus é o autor da Revelação Sagrada. Ou somos alimentados e nutridos por ela, ou cedemos às demandas de desejos que nunca podem descansar. Vamos trabalhar e orar juntos para que rendamos à verdade, em vez de nos esforçarmos para ser seu mestre.

Fonte: Aleteia



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