Salve Rainha: Origem e História da oração

 
Em Jesus, e  por Ele, o objetivo de nossa oração e culto é sempre Deus. A oração cristã é sempre latrêutica ou adoração a Deus (latria).
As invocações a Nossa Senhora e aos santos têm essa essência teológica, mas derivam do ato de fé na comunhão dos santos. As devoções marianas não são culto de adoração e sim de veneração especial (hiperdulia). Fortificam nossa união com Cristo e nos ajudam a contemplar seu mistério.
Assim, a piedade cristã foi produzindo ao longo dos séculos orações que se tornaram muito populares. Entre elas a Ave Maria, a Salve Rainha e o Rosário.
A Salve Rainha foi recebendo acréscimos e retoques e enfim incorporada ao Rosário. O Rosário é prece eminentemente cristológica, quer dizer, centralizada em Cristo. É Cristo que nos faz compreender Maria e não Maria que nos faz compreender a Cristo.
A cultura moderna pode achar estranhas algumas palavras da salve rainha: degredados filhos de Eva; vale de lágrimas; este desterro... Mas elas expressam a nossa profunda indigência, enquanto as súplicas: a vós bradamos; suspiramos; vossos olhos a nós volvei; mostrai-nos Jesus traduzem confiança em Maria.
Na sua vida terrena ela se abandonou totalmente a Deus até nas horas mais angustiantes. (Pe. Antonio Clayton Sant'Anna, C.Ss.R.)
  
Salve Rainha: Origem e História

A autoria da oração é atribuída ao monge Hermano Contracto que a teria escrito por volta de 1050, no mosteiro de Reichenan, na Alemanha. Naquela época a Europa central passava por calamidades naturais, epidemias, miséria, fome e a ameaça contínua dos povos nómadas do Leste que invadissem os povoados, saqueando-os e matando.

Frei Contracto nascera raquítico e disforme, na idade adulta, andava e escrevia com dificuldade. Foi nesta situação que Frei Contracto cria esta prece, mesclando sofrimento e esperança, que é a "Salve Rainha".

Segunda da crença, quando nasceu Frei Contracto e constatarem o raquitismo e má formação do bebê, sua mãe Miltreed, consagrou-o no leito à Maria, sendo educado na devoção a ela. E, anos mais tarde, foi levado de liteira, por ser deficiente físico, até o mosteiro de Reichenan, onde com o tempo chegou a ser mestre dos noviços.

Quando veio a ser conhecida pelos fiéis, a "Salve Rainha" teve um sucesso enorme, e logo era rezada e cantada em muitos locais. Um século mais tarde, ela foi cantada também na catedral de Espira, por ocasião de um encontro de personalidades importantes, entre elas, a do imperador Conrado III e São Bernardo, conhecido como o "cantor da Virgem Maria", ele que foi um dos primeiros a chamá-la de "Nossa Senhora". Dizem que foi nesse dia e lugar que, ao concluir o canto da "Salve Rainha", cujas últimas palavras eram "mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre", no silêncio que se seguiu, São Bernardo que gritou sozinho no meio da catedral: "Ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria"... E a partir dessa data estas palavras foram incorporadas à "Salve Rainha" original.

Atualmente uma multidão incontável de fiéis tem se identificado como os sentimentos que ela expressa, vivendo desde sua aflição à esperança e fé em Maria.

 Salve Rainha

    Salve, Rainha, mãe de misericórdia,
    vida, doçura, esperança nossa, salve.
    A vós bradamos os degredados filhos de Eva.
    A vós suspiramos, gemendo e chorando
    neste vale de lágrimas.

    Eia, pois, advogada nossa,
    esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei,
    e depois deste desterro mostrai-nos Jesus,
    bendito fruto do vosso ventre,
    Ó clemente, ó piedosa,
    ó doce sempre Virgem Maria

    V.: Rogai por nós Santa Mãe de Deus
    R.: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. 

 

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