Causa de esperança
Quando o Papa Pio XII proclamou verdade de fé a Assunção de Maria ao céu, destacou quatro razões. A primeira delas seria para maior glória da Santíssima Trindade (…) A segunda razão, apontada por Pio XII, seria a de provocar na Igreja
o aumento do amor a Maria (…), a terceira razão seria a de alcançar de Maria, Mãe do Cristo-Cabeça, uma maior unidade entre os membros do corpo de Cristo, que é a Igreja (…)
A quarta razão seria para a sociedade tomar consciência do valor da vida humana e das funções do nosso corpo. Como andamos necessitados dessa consciência! Fala-se muito numa teologia do corpo, numa teologia da vida. Mas a sociedade
perdeu o sentido da sacralidade do corpo humano e do caráter divino da vida. O documento do papa João Paulo II – Evangelium Vitae – e suas inúmeras intervenções em defesa dos nascituros, dos famintos, das etnias perseguidas, da mulher escravizada, dos anciãos e doentes soam como um contínuo e insistente alerta.
Maria de Nazaré, que gerou o Autor da Vida (At 3,15), aquele que se definiu como sendo “a Vida” (Jo 14,6), aquele que disse ter vindo ao mundo para “dar a vida e dá-la em abundância” (Jo 10,10), é hoje glorificada em corpo e alma ao céu
para mostrar-nos a dignidade da pessoa humana e o destino eterno da vida, que de Deus recebemos. Maria, elevada ao céu e coroada rainha dos anjos e dos santos, foi e continua o exemplo de mulher forte que não duvidou em afirmar que Deus é o vingador dos humildes e dos oprimidos e derruba do trono os poderosos do mundo (w. 51-53).
Joia da Santíssima Trindade, mulher cheia de graça, encarnação do amor mais terno e puro, que mereceu dar vida humana ao Filho de Deus, mãe venerada de todas as criaturas, primogênita da eternidade, a ti cantam os anjos e aplaudem os santos, enquanto nós na terra exultamos de esperança.
Comentários
Postar um comentário