Solenidade de Pentecostes - 8° Domingo da Páscoa (Ano B )


Solenidade de Pentecostes

Espírito Santo, um Deus revelado por Jesus

7° Domingo da Páscoa – 
Ano A

Evangelho de João 20,19-23

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.


REFLEXÃO:

Para o Evangelho segundo João, Pentecostes acontece no mesmo dia da Páscoa. Jesus se apresenta no meio dos discípulos e lhes dirige a saudação pascal: “A paz esteja com vocês”. A paz que Jesus oferece afasta o medo. Com efeito, “os discípulos ficaram contentes, porque viram o Senhor”. Missionário do Pai por excelência, Jesus, nesse instante, envia seus discípulos como testemunhas de tudo o que dele aprenderam; deverão prolongar no mundo sua obra. Para isso, reveste-os com o dom do Espírito Santo e com o poder de perdoar pecados. É um poder que discerne e julga, que reconcilia e exclui. O pecado consiste em gerar e promover a injustiça, contrária, naturalmente, ao projeto de Jesus. Tarefa da comunidade cristã é lutar pela implantação da justiça, fazendo com que todos tenham vida em abundância.

(Dia a dia com o Evangelho 2024)[1]

Oração do Dia

Ó Deus, que pelo mistério da festa de hoje santificais vossa Igreja inteira, em todos os povos e nações, derramai por toda a extensão do mundo os dons do vosso Espírito Santo, e realizai agora, no coração dos que creem em vós, as maravilhas que operastes no início da pregação do Evangelho. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Espírito Santo, um Deus revelado por Jesus

Até pouco tempo, o Espírito Santo era chamado ‘o Deus desconhecido’, numa alusão ao discurso de São Paulo em Atenas (At 17,23), De fato, o Antigo Testamento desconhecia o Espírito Santo. Falava-se no Espírito de Deus, mas sempre em referência às obras criadoras do Pai. Humanamente falando, era impossível aos profetas e sábios do Antigo Testamento chegar ao conhecimento do Espírito Santo como Deus-pessoa. O mistério da Santíssima Trindade era totalmente desconhecido no Antigo Testamento.

Foi Jesus Cristo quem revelou a existência de um Deus único em três pessoas distintas. Talvez em nenhuma época da Igreja se falou tanto no Espírito Santo como nos dias de hoje, sobretudo a partir do Concílio Vaticano II, encerrado em dezembro de 1965, Isso não só porque todos os movimentos carismáticos se centralizam no Espírito Santo, mas também, e sobretudo, porque ele é inseparável de qualquer reflexão teológica. Ele é o horizonte dentro do qual se movimentam e se compreendem todas as verdades da fé cristã.

O Espírito Santo não tomou corpo como Jesus Cristo. Ele foi enviado de modo concreto e visível, como Jesus. Mas a forma visível de sua aparição é apenas símbolo. O vento, a pomba e as línguas de fogo não são encarnação do Espírito Santo, mas figuras, símbolos que o representam e que nos ajudam a compreendê-lo em linguagem humana quanto é possível à nossa mente e ao nosso coração. Lembra o “Catecismo da Igreja”: “Espírito e Santo são atributos divinos comuns às três Pessoas Divinas. Mas, ao juntar os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo” (n. 691).

FREI CLARÊNCIO NEOTTI, OFM, entrou na Ordem Franciscana no dia 23 de dezembro de 1954. Escritor e jornalista, é autor de vários livros e este comentário é do livro “Ministério da Palavra – Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos”, da Editora Santuário.[2]

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