Solenidade da Santíssima Trindade - 8° Domingo do Tempo Comum (Ano B )


Solenidade da Santíssima Trindade

8° Domingo do Tempo Comum – 
Ano B

Evangelho de Mateus 28,16-20

*Naquele tempo, 16os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18Então, Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.


REFLEXÃO:

São as últimas palavras do Evangelho de Mateus. É também a última coisa que Jesus faz antes de voltar ao Pai. A cena ocorre numa montanha, lugar da manifestação de Deus. Jesus se apresenta aos discípulos, e muitos o identificam, de tal modo que se prostram diante dele. Entretanto, como de costume, “alguns duvidaram”. Essa dialética (crer/não crer) parece acompanhar a humanidade em toda a sua história. Era assim na presença de Jesus de Nazaré e segue sendo assim em todo tempo e lugar. Solenemente, Jesus reitera a missão dos discípulos: fazer que todas as nações se tornem discípulas dele, introduzindo-as na sua comunidade pelo batismo em nome da Trindade e ensinando-as a praticar tudo o que ele mandou. Conclui seu legado com a garantia de sua incessante presença: “Estou com vocês todos os dias”.

(Dia a dia com o Evangelho 2024)[1]

Oração do Dia

Deus, nosso Pai, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito santificador, revelastes o vosso admirável mistério. Concedei-nos, na profissão da verdadeira fé, reconhecer a glória da Trindade e adorar a Unidade na sua onipotência. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

A maior novidade do Novo Testamento

A fé cristã é fé num Deus único em três pessoas. O monoteísmo trinitário é a mais profunda das novidades religiosas do Cristianismo e aquela que o distingue tanto da fé hebraica (Deus único) quanto da fé dos pagãos (muitos deuses). Ainda hoje é a sua principal característica diante das outras religiões, e o sinal mais persuasivo da transcendência do Cristianismo. Sozinha, a criatura humana jamais alcançaria o mistério trinitário. Os primeiros cristãos, quanto mais fiéis eram à fé abraâmica e à Lei divina, tanto mais dificuldade tiveram de aceitar a revelação feita por Jesus. Daí se entende também porque os Apóstolos em suas cartas e pregações falaram com tanta segurança e humildade da grande novidade.

Isso transparece também em suas orações, sempre feitas a Deus-Pai, por meio do Cristo, no Espírito Santo. No Ocidente, esse costume se esmaeceu. Tantas vezes vemos orações dirigidas diretamente a Cristo ou ao Espírito Santo. Não que seja errado. Mas não era o costume das primeiras gerações cristãs. O “Credo” tem uma forte estrutura trinitária. A celebração eucarística é trinitária em seu conjunto (o “Cânon”, por exemplo) e em suas partes (como o Glória, o Prefácio, o Sinal da Cruz).

FREI CLARÊNCIO NEOTTI, OFM, entrou na Ordem Franciscana no dia 23 de dezembro de 1954. Escritor e jornalista, é autor de vários livros e este comentário é do livro “Ministério da Palavra – Comentários aos Evangelhos dominicais e Festivos”, da Editora Santuário.[2]

---

Comentários

Newsletter

Receba novos posts por e-mail: