III Pregação da Quaresma 2022 - texto integral (Cardeal Raniero Cantalamessa)


III Pregação da Quaresma do cardeal Cantalamessa

"Refletir sobre a Eucaristia é como ver escancarar-se diante de nós, à medida que avançamos, horizontes sempre mais vastos que se abrem um sobre o outro, a perder de vista. O horizonte cristológico da comunhão que contemplamos até aqui se abre, de fato, sobre um horizonte trinitário. Em outras palavras, por meio da comunhão com Cristo, nós entramos em comunhão com toda a Trindade."

Fr. Raniero Cantalamessa, OFMCap.

A COMUNHÃO COM O CORPO E O SANGUE DE CRISTO

Terceira Pregação, Quaresma de 2022

Em nossa catequese mistagógica sobre a Eucaristia ‒ após a Liturgia da Palavra e a Consagração ‒, chegamos ao terceiro momento, o da comunhão. Este é o momento da Missa que mais claramente expressa a unidade e a igualdade fundamental de todos os membros do povo de Deus, abaixo de qualquer distinção de posição e ministério. Até então, a distinção dos ministérios é visível: na liturgia da Palavra, a distinção entre a Igreja que ensina e a Igreja que aprende; na consagração, a distinção entre o sacerdócio ministerial e o sacerdócio universal. Na comunhão não há distinção. A comunhão recebida pelo simples batizado é idêntica à recebida pelo sacerdote ou pelo bispo. A comunhão eucarística é a proclamação sacramental de que a koinonia vem em primeiro lugar na Igreja e é mais importante que a hierarquia.

Reflitamos sobre a comunhão eucarística a partir de um texto de São Paulo:

O cálice da bênção, que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo? Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão (1Cor 10,16-17).

A palavra “corpo” recorre duas vezes nos dois versículos, mas com um significado diverso. No primeiro caso (“o pão que partimos, não é comunhão com o corpo de Cristo?”), indica o corpo real de Cristo, nascido de Maria, morto e ressuscitado; no segundo (“somos um só corpo”), indica o corpo místico, a Igreja. Não se podia dizer de maneira mais sucinta e mais clara que a comunhão eucarística é sempre comunhão com Deus e comunhão com os irmãos; que nela há uma dimensão, por assim dizer, vertical uma dimensão horizontal. Partamos da primeira.

A Eucaristia comunhão com Cristo

Busquemos aprofundar qual gênero de comunhão se estabelece entre nós e Cristo na Eucaristia. Em João 6,57, Jesus diz: “Como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também o que comer de mim viverá por mim”. A preposição “por” (em grego, dià) tem aqui valor causal e final; indica tanto um movimento de proveniência e um movimento de destinação. Significa que quem come o corpo de Cristo vive “dele”, isto é, por causa dele, em virtude da vida que provém dele, e vive “em vista dele”, isto é, para sua glória, seu amor, seu Reino. Como Jesus vive do Pai e para o Pai, assim, comungando do santo mistério do seu corpo e do seu sangue, nós vivemos de Jesus e para Jesus.

É, de fato, o princípio vital mais forte que assimila a si o menos forte, não vice-versa. É o vegetal que assimila o mineral, não vice-versa; é o animal que assimila tanto o vegetal quanto o mineral, não vice-versa. Assim, agora, no nível espiritual, é o divino que assimila a si o humano, e não vice-versa. Enquanto que, em todos os outros casos, é aquele que come quem assimila a si o que come, aqui, aquele que é comido é quem assimila a si quem o come. A quem se aproxima para recebê-lo, Jesus repete o que dizia a Agostinho: “Não me transformarás em ti, mas te transformarás em mim”[1].

Um filósofo ateu afirmou: “O homem é o que come” (F. Feuerbach), querendo dizer que no homem não existe uma diferença qualitativa entre matéria e espírito, mas que tudo se reduz ao componente orgânico e material. Um ateu, sem saber, deu a melhor formulação de um mistério cristão. Graças à Eucaristia, o cristão é realmente o que come! Já escrevia, há muito tempo, São Leão Magno: “A nossa participação no corpo e no sangue de Cristo não tende a outra coisa senão a fazer com que nos tornemos o que comemos”[2].

Na Eucaristia, não há, portanto, apenas comunhão entre Cristo e nós, mas também assimilação, a comunhão não é apenas união de dois corpos, de duas mentes, de duas vontades, mas é assimilação ao único corpo, à única mente e vontade de Cristo. “Quem se une ao Senhor, torna-se com ele um só espírito” (1Cor 6,17).

Aquela da alimentação – do comer e do beber – não é a única analogia que temos da comunhão eucarística, ainda que insubstituível. Há algo que ela não pode expressar, como não pode a analogia da comunhão entre a videira o ramo: são comunhões entre coisas, não entre pessoas. Comungam, mas sem sabê-lo. Gostaria de insistir sobre uma outra analogia que pode nos ajudar a entender a natureza da comunhão eucarística enquanto comunhão entre pessoas que sabem e querem estar em comunhão.

A Carta aos Efésios diz que o matrimônio humano é um símbolo da união entre Cristo e a Igreja: “Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. Este mistério é grande – eu digo isto com referência a Cristo e à Chiesa!” (Ef 5,31-33). A Eucaristia ‒ para usar uma imagem audaz, mas verdadeira ‒ é a consumação do matrimônio entre Cristo e a Igreja, e uma vida cristã sem a Eucaristia é um matrimônio ratificado, mas não consumado. No momento da comunhão, o celebrante exclama: " Felizes os convidados para a Ceia do Senhor.” (Beati qui ad coenam agni vocati sunt) e o Apocalipse - do qual a frase é tirada - diz ainda mais explicitamente: "Felizes os convidados para a ceia das bodas  do Cordeiro" (Ap 19,9).

Agora ‒ sempre segundo São Paulo ‒ a consequência imediata do matrimônio é que o corpo (isto é, a pessoa toda) do marido se torna da esposa, e vice-versa, o corpo da esposa se torna do marido (cf. 1Cor 7,4). Isto significa que a carne incorruptível e doadora de vida do Verbo encarnado se torna “minha”, mas também a minha carne, a minha humanidade, torna-se de Cristo, é apropriada por ele. Na Eucaristia, nós recebemos o corpo e o sangue de Cristo, mas também Cristo “recebe” o nosso corpo e o nosso sangue! Jesus, escreve Santo Hilário de Poitiers, assume a carne daquele que assume a sua[3]. Ele nos diz: “Toma, isto é o meu corpo”, mas também podemos dizer-lhe: “Toma, isto é o meu corpo”.

Busquemos entender as consequências de tudo isso. Em sua vida terrena, Jesus não fez todas as experiências humanas possíveis e imagináveis. Para começar, foi um homem, não uma mulher: não viveu a condição de metade da humanidade; não era casado, não experimentou o que significa estar unido por toda a vida a uma outra criatura, ter filhos, ou, pior, perder filhos; morreu jovem, não conheceu a velhice...

Mas agora, graças à Eucaristia, ele faz todas essas experiências. Vive na mulher a condição feminina, no enfermo, a enfermidade, no idoso, a velhice, no emigrante a precariedade, no bombardeado o terror... Não há nada em minha vida que não pertença a Cristo. Ninguém pode dizer: “Ah, Jesus não sabe o que significa ser casado, ser mulher, ter perdido um filho, estar doente, ser idoso, ser uma pessoa de cor!”. O que Cristo não pôde viver “segundo a carne”, vive e “experimenta” agora como ressuscitado “segundo o Espírito”, graças à comunhão esponsal da Missa. Tinha compreendido o motivo profundo disso Santa Isabel da Trindade, quando escrevia para sua mãe: “A esposa pertence ao esposo. O meu (Esposo) me tomou. Quer que eu seja para ele um acréscimo de humanidade”[4].
Que inesgotável motivo de estupor e consolação, pensar que a nossa humanidade se torna a humanidade de Cristo! Mas também, que responsabilidade tudo isso! Se os meus olhos se tornaram os olhos de Cristo, a minha boca, a de Cristo, eis o motivo para não permitir ao meu olhar se deter em imagens lascivas, à minha língua, não falar contra o irmão, ao meu corpo, não servir como instrumento de pecado. “Poderia eu fazer dos membros de Cristo membros de uma prostituta?”, escrevia aterrorizado São Paulo aos Coríntios (1Cor 6,15).
Todavia, ainda não é tudo; falta a parte mais bonita. O corpo da esposa pertence ao esposo; mas também o corpo do esposo pertence à esposa. Do dar, deve-se passar imediatamente, na comunhão, ao receber. Receber nada menos do que a santidade de Cristo! Onde se atuará, concretamente, na vida do fiel, aquela “maravilhosa troca” (admirabile commercium) de que fala a liturgia, se não se atua no momento da comunhão?
Aí temos a possibilidade de dar a Jesus os nossos farrapos e receber dele o “manto da justiça” (Is 61,10). De fato, está escrito que ele “se tornou para nós, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e redenção” (cf. 1Cor 1,30). O que ele se tornou “por nós” nos é destinado, pertence-nos. “Pois – escreve Cabasilas – como não pertencemos mais a nós mesmos, mas a Cristo que nos readquiriu a um alto preço (cf. 1Cor 6,20), daí segue-se que o que é de Cristo nos pertence, é mais nosso do que aquilo que provém de nós”[5]. Só precisamos lembrar de uma coisa: nós pertencemos a Cristo por direito, ele nos pertence pela graça!
É uma descoberta capaz de dar asas à nossa vida espiritual. Este é o golpe de audácia da fé, e deveríamos rezar a Deus que não nos permita morrer sem antes tê-lo realizado.

A Eucaristia, comunhão com a Trindade

Refletir sobre a Eucaristia é como ver escancarar-se diante de nós, à medida que avançamos, horizontes sempre mais vastos que se abrem um sobre o outro, a perder de vista. O horizonte cristológico da comunhão que contemplamos até aqui se abre, de fato, sobre um horizonte trinitário. Em outras palavras, por meio da comunhão com Cristo, nós entramos em comunhão com toda a Trindade. Em sua “oração sacerdotal”, Jesus diz ao Pai: “Que eles sejam um, como nós somos um. Eu neles e tu em mim” (Jo 17,23). Aquelas palavras: “Eu neles e tu em mim”, significam que Jesus está em nós e que em Jesus há o Pai. Por isso, não se pode receber o Filho sem receber, com ele, também o Pai. A palavra de Cristo: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14,9), significa também “quem me recebe, recebe o Pai”.
 
O motivo último disso é que Pai, Filho e Espírito Santo são uma única e inseparável natureza divina, são “um”. Escreve, a este propósito, Santo Hilário de Poitiers: “Nós estamos unidos a Cristo, que é inseparável do Pai. Ele, mesmo permanecendo unido ao Pai, permanece unido a nós; assim também nós chegamos à unidade com o Pai. De fato, Cristo está no Pai conaturalmente, enquanto dele gerado; mas, de certo modo, também nós, por meio de Cristo, estamos conaturalmente no Pai. Ele vive em virtude do Pai e nós vivemos em virtude da sua humanidade”[6].

O que se diz do Pai vale também para o Espírito Santo. Na Eucaristia, tem-se uma réplica sacramental do que aconteceu na vida terrena de Cristo. No momento do seu nascimento terreno, é o Espírito Santo quem doa Cristo ao mundo (Maria concebeu por obra do Espírito Santo!); no momento da morte, é Cristo quem doa ao mundo o Espírito Santo (morrendo, “entregou o Espírito”). De forma semelhante, na Eucaristia, no momento da consagração, é o Espírito Santo que nos doa Jesus (é pela ação do Espírito que o pão se transforma no corpo de Cristo!), no momento da comunhão é Cristo que, vindo a nós, doa-nos o Espírito Santo.

Santo Irineu (finalmente Doutor da Igreja!) diz que o Espírito Santo é “a nossa mesma comunhão com Cristo”[7]. Na comunhão, Jesus vem a nós como aquele que doa o Espírito. Não como aquele que um dia, há muito tempo, deu o Espírito, mas como aqueles que agora, consumado o seu sacrifício incruento sobre o altar, de novo, “entrega o Espírito” (cf. Jo 19, 30). A Eucaristia não é apenas a Páscoa diária; é também Pentecostes diário!

A comunhão uns com os outros

Destas alturas vertiginosas, voltemos agora à terra e passemos à segunda dimensão da comunhão eucarística: a comunhão com o corpo de Cristo que é a Igreja. Recordemos a palavra do Apóstolo: “Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, pois todos participamos desse único pão”.
Desenvolvendo um pensamento já esboçado na Didaké, Santo Agostinho vê uma analogia no modo em que se formam os dois corpos de Cristo: o eucarístico e o eclesial. No caso da Eucaristia, temos o grão de trigo primeiramente lançado nas colinas que, debulhado, moído, misturado na água e cozido ao fogo, torna-se o pão que chega sobre o altar; no caso da Igreja, temos a multidão das pessoas que, reunidas pela pregação evangélica, moídas pelos jejuns e pela penitência, misturadas na água do batismo e cozidas ao fogo do Espírito, formam o corpo que é a Igreja[8].
Imediatamente, vem ao nosso encontro, a este propósito, a palavra de Cristo: “Se, portanto, levares a tua oferenda ao altar, te lembrares de que teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua oferenda lá diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão e, então, volta para apresentar a tua oferenda” (Mt 5,23-24). Se você vai receber a comunhão, mas ofendeu um irmão e não se reconciliou, você se assemelha – dizia ainda Santo Agostinho ao povo – a alguém que vê chegar um amigo, o qual não via há anos. Você corre para encontrá-lo, você se levanta na ponta dos pés para beijar sua fronte... Mas, ao fazer este gesto, não se dá conta de que lhe está pisando os pés com calçados cheios de pregos[9]. Os irmãos e irmãs são os pés de Jesus que ainda caminha sobre a terra

Comunhão com os pobres

Isto vale, de modo especial, em relação aos pobres, aos aflitos e marginalizados. Aquele que disse sobre o pão: “Isto é o meu corpo”, disse também sobre o pobre. Disse-o quando, falando do que tiver sido feito para o faminto, o sedento, o preso e o nu, declarou solenemente: “Foi a mim que o fizestes!”. É como dizer: “Estava com fome, com sede, eu era o forasteiro, o doente, o prisioneiro” (cf. Mt 25,35ss). Já recordei outras vezes o momento em que esta verdade quase explodiu dentro de mim. Eu estava em missão em um país muito pobre. Caminhando pelas ruas da capital, eu via por todo lado crianças cobertas por farrapos sujos, que corriam atrás do caminhão de lixo para procurar algo para comer. Em um certo momento, era como se Jesus me dissesse interiormente: “Olha bem: aquilo é o meu corpo!”. Foi de tirar o fôlego.

A irmã do grande filósofo cristão Blaise Pascal relata o seguinte fato sobre seu irmão. Em sua última enfermidade, não conseguia reter nada do que comia e, por isso, não lhe permitiram receber o viático, que pedia insistentemente. Então disse: “Se não podem me dar a Eucaristia, deixem pelo menos que entre um pobre em meu quarto. Se não posso comungar a Cabeça, quero ao menos comungar com o seu corpo”[10].

O único impedimento para receber a comunhão que São Paulo menciona explicitamente é o fato de que, na assembleia, “um passa fome e outro se embriaga”: “De fato, quando vos reunis, não é para comer a ceia do Senhor, pois cada um se apressa em comer a sua própria ceia e, enquanto um passa fome, o outro se embriaga” (1Cor 11,20-21). Dizer “isto não é comer a ceia do Senhor” é como dizer: a sua não é mais uma verdadeira Eucaristia! É uma afirmação forte, também de um ponto de vista teológico, à qual talvez não prestemos bastante atenção.

Hoje em dia, a situação em que alguém passa fome e outro desperdiça comida não é mais um problema local, mas mundial. Não pode haver nada em comum entre a ceia do Senhor e o almoço do homem rico, onde o patrão tem um abundante banquete, ignorando o pobre que está fora da porta (cf. Lc 16,19ss). A preocupação de compartilhar o que se tem com quem necessita, próximos e distantes, deve ser parte integrante de nossa vida eucarística.

Não há ninguém que, querendo, não possa, durante a semana, cumprir um daqueles gestos de que fala Jesus: “Foi a mim que o fizestes”. Compartilhar não significa simplesmente “dar algo”: pão, roupas, hospitalidade; significa também visitar alguém: um prisioneiro, um doente, um idoso solitário. Não é dar apenas do próprio dinheiro, mas também do próprio tempo. O pobre e o sofredor precisam de solidariedade e amor, não menos do que de pão e roupas, sobretudo neste tempo de isolamento imposto pela pandemia.

Jesus disse: “Os pobres sempre tendes convosco, mas a mim não tereis sempre” (Mt 26,11). Isto é verdade também no sentido de que nem sempre podemos receber o corpo de Cristo na Eucaristia e, mesmo quando o recebemos, isto dura apenas alguns minutos, enquanto podemos sempre recebê-lo nos pobres. Aqui, não há limites, é necessário apenas que o queiramos. Os pobres estão sempre ao nosso alcance. Cada vez que encontramos alguém que sofre, especialmente se se trata de certas formas extremas de sofrimento, se estivermos atentos, ouviremos, com os ouvidos da fé, a palavra de Cristo: “Isto é o meu corpo!”.

Concluo com uma pequena história que li em algum lugar. Um homem vê uma menina desnutrida, descalça e tremendo de frio, e brada a Deus, quase com raiva: “Ó Deus, por que não fazes algo por aquela menina?”. Deus lhe responde: “Claro que fiz algo por aquela menina: eu te fiz!

Que Deus nos ajude a recordar disso no momento certo.

________________________________________________

Tradução de fr. Ricardo Farias, ofmcap
[1] Cf. Agostinho, Confissões, VII,10.
[2] Cf. Leão Magno, Sermão 12 sobre a Paixão, 7 (CCL 138A, p. 388).

[3] Cf. Hilário de Poitiers, De Trinitate, 8, 16 (PL 10, 248): “Eius tantum in se adsumptam habens carnem, qui suam sumpserit”.

[4] Cf. Isabel da Trindade, Carta 261, à mãe (in Scritti, Roma 1967, p. 457).

[5] N. Cabasilas, Vida em Cristo, IV,6 (PG 150,613).

[6] Cf. Hilário de Poitiers, De Trinitate, VIII,13-16 (PL 10, 246 ss).

[7] Cf. Irineu, Adversus haereses, III, 24, 1.

[8] Cf. Agostinho, Sermo Denis 6 (PL 46, 834 ss).

[9] Cf. Agostinho, Comentário à Primeira Epístola de João, 10,8.

[10] Cf. Vida de Pascal, in B. Pascal, Œuvres complètes, Paris 1954, pp. 3ss.

25 março 2022


---

Comentários



Newsletter

Marcadores

Ano Jubilar de São Francisco1 Ano Jubilar Franciscano1 Ano Jubilar Mariano10 Ano Santo93 Aparições113 Aparições de Jesus19 Aparições Marianas320 Aplicativos Android (católicos)16 Apostolado da Oração10 Apóstolos3 Arautos do Evangelho2 Arte Católica84 Assunção de Nossa Senhora2 Baixada Santista2 Batalha Espiritual1 Beatificação127 Beatos e Beatas128 Bênçâo Urbi et Orbi18 Bíblia643 Blasfêmia56 Campanha da Fraternidade38 Campanhas123 Canção Nova8 Canonização94 Cardeais17 Cardeal Raniero Cantalamessa48 Cardeal Robert Sarah38 Caridade6 Catecismo409 Catequese do Papa288 Celebrações2367 Celebrações Marianas579 Círio de Nazaré26 Cisma4 CNBB494 Combate Espiritual3 Comportamento870 Concílio Vaticano II10 Conclave21 Confissão23 Conflitos3 Congresso Eucarístico13 Congresso Matrimônio Católico3 Congressos18 Consagração23 Consistório1 Contra Aborto209 COP 303 Corpo Incorrupto58 Cristofobia243 Cruzada de Oração8 Curiosidades1 Datas Comemorativas198 Declaração Dignitas infinita (dignidade infinita)2 Defesa da Vida275 Dependência5 Depressão73 Desastres Naturais66 Devoção2636 Dia de Finados2 Dia Mundial do Doente16 Dia Mundial dos Pobres4 Diáconos1 Dilexi te “Eu te amei”1 Dilexit nos (Ele nos amou)2 Diocese de Santos70 Divina Misericórdia61 Divino Pai Eterno35 Doação de Órgãos2 Documentos da Igreja18 Dogmas da Igreja7 Dom Henrique Soares27 Doutor da Igreja38 Doutora da Igreja10 Doutrina663 Ecumenismo3 Educação150 Eleições12 Encíclicas39 Encontro Mundial das Famílias7 Era Digital1 Espírito Santo1 Esporte5 Eucaristia136 Evangelho1144 Evangelização10 Excomunhão8 Exercícios Espirituais20 Exorcismo89 Exortação Apostólica21 Experiência de Deus51 ExpoCatólica1 Fake News3 Família752 2682 Festival Católico1 Festival Juvenil5 Fiducia supplicans11 Filme Católico98 Frases de Fé8 Frei Gilson11 Frei Roberto Pasolini10 Guerra111 Habemus Papam14 História da Igreja637 Hoje nasceu1 Homilias Papa Francisco93 Homilias Papa Leão XIV26 Homossexualidade63 Ícones32 Ideologia de Gênero100 Igreja no Brasil1721 Igreja no Mundo1170 Imagens Religiosas467 Indulgências7 Influenciadores Católicos4 Instituto Hesed4 Inteligência Artificial10 Intolerância Religiosa269 JMJ93 JMJ 202316 JMJ 20272 João Paulo I7 João Paulo II279 João XXIII5 Jornada de Oração38 Jornada Mundial da Juventude29 Jornada Mundial das Crianças2 Jubileu 202538 Jubileu da Esperança6 Jubileu da Misericórdia93 Jubileu dos Jovens11 Laudato si1 Lectio Divina7 Liturgia234 Liturgia Dominical301 Lives Católicas11 Livros Católicos143 Lojas Católicas3 Louvor25 Mártires348 Matrimônio52 Medicina e Saude691 Memórias de Fé2 Mensagens103 Mensagens Católicas367 Mensagens do Papa1538 Mensagens-Padre Marcelo Rossi2 Milagres550 Milagres Eucarísticos27 Missa Tradicional20 Missionários Digitais2 Místicos da Igreja75 Música Católica51 Nossa Senhora858 Nossa Senhora Aparecida128 Nossa Senhora Auxiliadora15 Nossa Senhora da Rosa Mística4 Nossa Senhora da Saudade1 Nossa Senhora das Dores3 Nossa Senhora das Graças22 Nossa Senhora das Lágrimas3 Nossa Senhora das Neves2 Nossa Senhora de Akita1 Nossa Senhora de Fátima163 Nossa Senhora de Guadalupe64 Nossa Senhora de La Salette9 Nossa Senhora de Lourdes46 Nossa Senhora de Medjugorje25 Nossa Senhora de Nazaré23 Nossa Senhora de Schoenstatt3 Nossa Senhora do Bom Parto1 Nossa Senhora do Carmo32 Nossa Senhora do Leite1 Nossa Senhora do Mel1 Nossa Senhora do Monte Serrat22 Nossa Senhora do Perpétuo Socorro9 Nossa Senhora do Rosário16 Nossa Senhora do Silêncio2 Nossa Senhora do Sorriso1 Nossa Senhora dos Anjos3 Nossa Senhora Rainha5 Nosso Senhor Jesus Cristo1619 Notícias282 Notícias Católicas4223 Notícias do Blog79 Novena de Natal18 Novenas166 Objetos Religiosos1 Oração1830 Oração com o Papa2 Oração e Jejum49 Oração Online1 Orações (Epidemias e Pestes)54 Orações-Momento de Fé1430 Orações-No Colo de Jesus14 Ordem Agostiniana9 Ordem Carmelita1 Ordem das Mercês1 Ordem Dominicana3 Ordem Franciscana9 Ordens Religiosas867 Padre Alberto Gambarini2 Padre Chrystian Shankar2 Padre Duarte Lara15 Padre Eugenio Maria1 Padre Fabio de Melo11 Padre Gabriel Vila Verde17 Padre Léo10 Padre Marcelo Rossi1483 Padre Paulo Ricardo17 Padre Reginaldo Manzotti101 Padre Robson de Oliveira25 Padre Zezinho25 Padres da Igreja1682 Paixão de Cristo2 Pandemia167 Papa260 Papa Bento XVI269 Papa Francisco2340 Papa João Paulo II1 Papa Leão XIV213 Papado2 Papas da Igreja32 Páscoa142 Pastorais32 Pastoral da Pessoa Idosa79 Pastoral da Saude51 Pastoral Digital1 Pastoral Rodoviária2 Patrística19 Penitência161 Pentecostes98 Perseguição aos Cristãos415 Política528 Preciosíssimo Sangue de Jesus1 Pregações47 Presépios10 Prof. Felipe Aquino10 Profanação31 Profecias46 Purgatório17 Quaresma380 Quaresma de São Miguel Arcanjo15 Racismo26 Rádios Católicas5 RCC51 Redes Sociais398 Reflexões6 Releases14 Relíquias da Igreja216 Renúncia do Papa6 Rosário123 Rosário da Madrugada3 Rosário das Crianças9 Rosário Mundial das Mulheres2 Rosário Mundial dos Homens1 Rumo à Santidade212 Sacramentais7 Sacramentos571 Sacrilégio143 Sagrado Coração de Jesus1 Santa Catarina de Sena1 Santa Dulce dos Pobres1 Santa Filomena1 Santa Inês1 Santa Mônica1 Santa Rosa de Lima1 Santa Teresa de Calcutá1 Santas659 Santíssima Trindade9 Santo Agostinho9 Santos1424 São Bartolomeu1 São Deodato1 São Domingos de Gusmão1 São Gregório Magno2 São João Batista1 São José48 São José Operário3 São Leão Magno1 São Maximiliano Kolbe10 São Miguel Arcanjo5 São Pedro e São Paulo6 São Pio X2 São Raimundo Nonato1 São Símaco1 São Tomás de Aquino1 Sede Vacante18 Selinhos1 Semana Santa150 Servo de Deus22 Sinodalidade3 Sínodo63 Sínodo da Amazônia58 Sínodo da Sinodalidade22 Solidariedade66 Tecnologia131 Tempo Comum396 Tempo da Quaresma381 Tempo do Advento212 Tempo do Natal296 Tempo Litúrgico999 Tempo Pascal252 Teologia da Libertação1 Terço72 Terço da Divina Misericórdia19 Terço das Crianças5 Terço das Mulheres3 Terço de Jericó1 Terço dos Homens20 Testemunhos203 Tradição7 Tráfico Humano23 Tragédias202 Tríduo Pascal120 TV Católica30 Unidade dos Cristãos27 Vaticano1898 Venerável4 Viagens27 Viagens Apostólicas237 Vida Eterna4 Vídeos do Blog44 Vídeos no TikTok45 Vigília de Oração3 Violência506 Violência Sexual Infantil65 Voto Católico19
Mostrar mais

Aviso

Olá irmãs e irmãos de fé! 
Paz e Bem! Nas postagens antigas, há diversas orações do antigo programa de rádio Momento de Fé, do Padre Marcelo Rossi. 
Todas estão no Marcador: 
Orações-Momento de Fé 

Este Blog não é do Padre Marcelo Rossi.
Para que sua mensagem chegue ao padre, você terá que acessar os sites dele: 

Ladainha aos corações de Jesus e Maria

Sagrados Corações de Jesus e Maria

Ladainha dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Maria, Mãe do Filho de Deus, rogai por nós.

Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo, tende piedade de nós.
Coração de Maria, obra-prima do Espírito Santo, rogai por nós.

Corações unidos no amor e na dor, salvai-nos.
Corações inflamados de caridade e misericórdia, ouvi-nos.
Corações adoráveis e compassivos, tende compaixão de nós.

Coração Sacratíssimo de Jesus, reinai em nossos corações.
Coração Imaculado de Maria, triunfai no mundo inteiro.

Jesus e Maria, fazei que nossos corações sejam semelhantes aos vossos!

✦ Santos de Devoção (orações) ✦

São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo

São Bento

São José

Nossa Senhora de Fátima

N. Sra. de Fátima

Nossa Senhora das Graças

N. Sra. das Graças

Santo Antônio

Santo Antônio

São Francisco de Assis

São Francisco

São Pio de Pietrelcina

São Pio

São Bento

São Bento

São João Paulo II

São João Paulo II

Beato Carlo Acutis

São Carlo Acutis

São Carlo Acutis

»Do prefácio de S. Ex.ª Rev.ma Card. Angelo Comastri

"Estar sempre com Jesus, este é o meu projeto de vida".
Com estas poucas palavras, Carlo Acutis esboça a distinta característica de sua breve existência: viver com Jesus, por Jesus, em Jesus».


Pedidos de Oração no Site Oficial