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Sete dados sobre o escritor G.K. Chesterton

G. K. Chesterton / (Domínio Público)

REDAÇÃO CENTRAL, 15 jun. 21 / 01:04 am (ACI).- Gilbert Keith Chesterton (1874-1936) foi um dos personagens mais extraordinários da literatura universal e do jornalismo britânico. Admirado por sua inteligência, alegria e simplicidade, esses aspectos de sua personalidade se refletem em todos os gêneros a que se dedicou: romance, ensaio, biografia, poesia e crítica. Gonzalo Larios, diretor do diploma em História da Cultura Cristã, da Universidade Gabriela Mistral, no Chile, conversou com a ACI Prensa e falou de sete aspectos brilhantes e curiosos da vida do escritor.

1. Um escritor brilhante desde criança

Chesterton nasceu em 29 de maio de 1874, em Londres, na Inglaterra. Ainda criança, decorou as melhores páginas da literatura inglesa e gostava de recitá-las, contando histórias em momentos inesperados.

Chesterton escreveu mais de 90 livros, centenas de poemas, cerca de 200 contos e incontáveis ​​artigos, ensaios e obras menores. Ele “escreve de uma forma brilhante, profunda e leve, com um notável senso de humor. Ele é capaz de condensar ideias profundas e explicá-las de forma simples”, diz Larios.

Um dos primeiros escritos famosos de Chesterton foi uma poesia para São Francisco. “Essa afinidade com o santo o acompanhou a vida inteira. Ele era uma pessoa profundamente espiritual”, acrescentou o historiador.

2. Do agnosticismo ao anglicanismo

Na sua juventude, Chesterton tornou-se agnóstico. Mais tarde, influenciado por sua esposa Frances Blogg, anglicana praticante, tornou-se também anglicano.

Ao conhecer o político e religioso anglicano Conrad Noel, que se considerava “socialista cristão”, Chesterton começou a se interessar pelas questões religiosas e sociais, que nunca o abandonaram.

Houve uma etapa de busca na vida de Chesterton, na qual todas as suas indagações o levaram ao deísmo, às sociedades teosóficas e éticas. Mas ele chegou à conclusão de que não havia novas religiões. Dois anos mais tarde, voltou ao anglicanismo.

3. Do anglicanismo à plena comunhão com a Igreja Católica

Antes de sua conversão ao catolicismo, em 1922, Chesterton havia começado a se aprofundar, de uma forma geral, na teologia cristã. Isso o levou a combater doutrinas que ele considerava errôneas: materialismo, teosofia, espiritismo, capitalismo plutocrático, socialismo, ceticismo, considerando que tudo aquilo manifestava a “desintegração espiritual e moral do nosso mundo”, algo que muitos odiavam e poucos estudavam.

Como ensaísta e pensador, Chesterton entendeu que as verdades universais e duradouras que buscava podiam ser encontradas no catolicismo.

4. Sua obra mais famosa é baseada em um padre católico

O personagem mais famoso de Chesterton é o padre Brown, um sacerdote católico e formidável detetive, protagonista de mais de 50 contos publicados entre 1911 e 1935. A BBC, no ano de 2013, trouxe o personagem para a televisão, em uma série de duas temporadas.

O padre Brown foi inspirado pelo padre John O’Connor, pároco de um bairro pobre de Bradford, que G.K. conheceu em 1907, quando visitou a cidade de Keghly.

Esse padre teve influência na sua conversão ao catolicismo, assim como o cardeal John Henry Newman. Através das suas obras, Chesterton conheceu Santo Tomás de Aquino.

5. Apoiou a ideologia do distributismo

G.K. Chesterton desenvolveu a ideia do distributismo na relação com o seu irmão, Cecil Edward Chesterton, e com o historiador Hilaire Belloc, seu amigo. O distributismo é uma ideologia econômica fundamentada na doutrina social católica, descrita pelo papa Leão XIII em sua encíclica Rerum Novarum e pelo papa Pio XI, na Quadragesimo anno.

A relação de amizade entre esses dois dos mais importantes teóricos distributistas, Chesterton e Belloc, foi apelidada de “Chesterbelloc”.

Em sua essência, o distributismo promove a “distribuição da propriedade” (terras, ferramentas, recursos, capital, serviços, entre outros) e tenta garantir que a maioria das pessoas possua propriedade produtiva.

6. Foi feita uma investigação para sua causa de beatificação

Chesterton morreu no dia 14 de junho de 1936, em Buckinghamshire, na Inglaterra. Durante a sua agonia, que durou vários dias, ele esteve acompanhado pela sua esposa, Frances, e pela sua filha, Dorothy.

Em 2013, o bispo de Northampton, na Inglaterra, Dom Peter John Haworth Doyle, nomeou o padre John Udris como cônego para realizar a investigação preliminar sobre a vida de Chesterton.

Em 2019, durante a sessão de abertura da conferência da Sociedade Americana de Chesterton, Dom Doyle elogiou “a bondade e a capacidade de evangelizar de Chesterton”, mas anunciou que sua causa não seria aberta por causa de três preocupações.

Primeiro, porque falta um “culto” de devoção local; segundo, por causa da falta de um “padrão de espiritualidade pessoal” que pudesse ser discernido por meio de seus escritos; terceiro, por causa das acusações de antissemitismo em seus escritos.

The Society of Gilbert Keith argumentou que a acusação de antissemitismo é falsa, porque Chesterton uma vez até afirmou: “O mundo deve Deus aos judeus” e “morrerei defendendo o último judeu da Europa”. A sociedade afirma, em seu site, que ele “odiava o racismo e as teorias raciais” e “lutou pela dignidade humana, afirmando sempre a fraternidade de todos os homens”.

O padre Benedict Kiely , sacerdote e escritor inglês que vive nos EUA, afirma que, pela intercessão de Chesterton, sua mãe foi curada de sepse. Ele considera que a decisão é uma demonstração de que a hierarquia católica inglesa está em uma “névoa de mediocridade”, expressão cunhada por Hilaire Belloc.

Em entrevista ao semanário católico Alfa e Ômega, dom Doyle disse que é possível que seu sucessor reabra o caso. “Eu não gostaria de ser um obstáculo para isso, mais além de expor as conclusões a que cheguei”, disse ele, quando ainda era bispo de Northampton, já tendo apresentado sua renúncia ao papa Francisco.

Em 8 de janeiro de 2020, o Santo Padre aceitou sua renúncia e nomeou como seu sucessor o sacerdote cônego David James Oakley, do clero da arquidiocese de Birmingham, até então reitor do Saint Mary's College Seminary, em Oscott.

7. Um escritor brilhante ainda em vigor

Chesterton, que estudou artes e trabalhou como escritor e jornalista para o Daily News, ainda desperta muito interesse nos leitores do século 21. “Grande parte de suas obras foram reeditadas nos últimos dez anos”, disse Gonzalo Larios.

Para quem queira começar a conhecer G.K. Chesterton, Larios recomenda a leitura de seus ensaios, as histórias do Padre Brown e “O homem que era quinta-feira”, a obra “Ortodoxia” e as biografias de São Francisco e de São Tomás de Aquino.

“Chesterton é um homem das letras, de uma vida simples e cujo testemunho de vida continua chamando a atenção. Quando você lê Chesterton, ele nos devolve a alma ao corpo, ele infunde esperança, alegria e um sentido cristão da própria vida”, concluiu Larios.

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