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Batismo do Senhor - 3° Domingo do Tempo do Natal(Ano B)


BATISMO DO SENHOR

3° Domingo do Tempo do Natal Ano B

Evangelho de Marcos 1,7-11

*Naquele tempo, 7 João Batista pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9 Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi batizado por João no rio Jordão. 10 E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11 E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”.

O FILHO AMADO

A cena do batismo revela o traço fundamental da identidade de Jesus: sua condição de Filho amado de Deus. Outro elemento importante desta identidade é oferecido pelo quadro trinitário no qual a revelação é feita. Do céu, o Pai se dirige ao Filho, e o Espírito Santo desce sobre ele, em forma de pomba. A origem divina de Jesus fica, assim, perfeitamente evidenciada. Ele provém do seio da Trindade, em cujo nome exercerá sua missão.

Daqui decorrem dois eixos da ação histórica de Jesus. Ela se desenrolará na mais absoluta fidelidade a Deus, refletindo-se nela o agir divino em favor da humanidade. Da fidelidade decorrerá a liberdade. Jesus não suportará que criatura alguma, nem mesmo as tradições religiosas se imponham em sua vida, de forma absoluta. Ele jamais suportou a tirania da Lei e dos costumes do povo quando, contrastavam com o projeto do Reino de Deus.

A pessoa e a ação de Jesus, sendo baseadas na fidelidade e na liberdade, suscitarão constantes conflitos. Apesar disto, como Filho amado, ele não abrirá mão do projeto traçado pelo Pai.

Oração do Dia

Senhor Jesus, que minha vida, a teu exemplo, seja fundada na fidelidade e na liberdade, que me fazem levar adiante a missão recebida do Pai.

Comentário do Evangelho:
PE. JALDEMIR VITÓRIO – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE. [1]


JESUS PROFETA, SERVO E FILHO DE DEUS

Natal se prolonga nas festas da Epifania e do Batismo de Jesus. Todas estas festas têm em comum a idéia da manifestação de Deus ao mundo, em Jesus de Nazaré.

Ora, o primeiro a quem Deus se manifestou foi o próprio Jesus. Manifestou-se a ele para lhe confiar a missão.

A 1ª leitura apresenta o “Servo de Deus” de que fala o profeta Isaías. “Servo” (= ministro, encarregado) é um título do rei, do profeta ou até do próprio povo da Aliança. Na sua disposição a executar o projeto de Deus, tal “servo” prefigura Jesus.

Quando, depois de Pentecostes, os Apóstolos proclamam Jesus (2ª leitura), chamam-no com o nome bíblico de “Ungido de Deus”, em hebraico: messias – ungido com o Espírito Santo.

É isso que o evangelho descreve. Jesus tinha-se integrado no movimento João Batista, o novo profeta, que fez ressoar novamente a voz profética, silenciada durante séculos. Agora, no momento em que Jesus recebe das mãos de João a aspersão do batismo no rio Jordão, Deus lhe dá “sinal verde” para a própria missão: “Tu és o meu filho, em ti repousa meu pleno agrado”. “Filho de Deus” era o título dado ao rei (Davi). Num sentido infinitamente mais rico, este título cabe a Jesus. Deus estabelece Jesus portador de seu “beneplácito “, nomeia-o realizador de seu reinado. Desce sobre Jesus o Espírito de Deus: sua força, seu dinamismo, seu calor, sua sabedoria … O reinado que ele vai implantar supera de longe o de Davi. É um projeto divino, para que Deus reine nos corações humanos e em todas as estruturas da comunidade humana, e para que seus “aliados” realizem a justiça e o amor.

Jesus aceitou sua “nomeação”. Assumiu sua missão e deu a vida para cumpri-la: para desmascarar o cinismo e a hipocrisia dos chefes religiosos e políticos; para ensinar o plano de Deus ao povo, entregue às mãos dos poderosos; para formar um grupo de discípulos que entendessem sua proposta – ao menos, depois de sua morte e ressurreição …

Celebramos hoje que Jesus assumiu a realização da vontade do Pai, a “justiça “. Anunciou aos que mais a esperavam – os pobres, os excluídos – a libertação do regime que domina este mundo. Mas ele não quis ficar sozinho. Formou uma comunidade que continuasse sua missão. Os que sucedem Jesus no empenho pelo reinado de Deus terão de trilhar seu caminho, inserir-se nos movimentos que buscam a justiça concebida por Deus, assim como Jesus se inseriu no movimento lançado por João Batista. Sobretudo, deveremos prestar nosso ouvido e nosso coração a essa voz bem especial que nos faz descobrir aquele que nos envia como “Pai”: “Chamados filhos de Deus, o sejamos de fato” (oração final).

PE. JOHAN KONINGS - comentário do livro “Liturgia Dominical, Editora Vozes" [2]

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